Paulista North Way Shopping , a ordem é regionalizar


O poder de consumo das classes C, D e E provocou uma reviravolta na forma de se fazer negócios no varejo. Com mais gente ascendendo à classe média, democratizou-se o direito de escolha não apenas por preço, mas por qualidade, gostos pessoais e tendências. 

Por tabela, o empoderamento do consumidor de baixa renda conferiu musculatura a segmentos como o de shopping centers, que passaram a apostar em regiões antes desinteressantes aos olhos dos investidores. O resultado deste movimento está representado no faturamento de 2014, quando se movimentou R$ 142,2 bilhões e as vendas cresceram 10,1%, segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). 

Não é à toa que, em Pernambuco, a receita para garantir bons negócios tem sido apostar na descentralização dos shoppings. O modelo vem ganhando força com empreendimentos como o Paulista North Way, em Paulista. Em comum, três cidades que anos atrás estavam fora do mapa dos grandes varejistas nacionais e agora recebem redes como Riachuelo, C&A ou Lojas Americanas. 

Avelar Loureiro Filho, sócio diretor da ACLF Empreendimentos, é o nome por trás do centro de compras que hoje ocupa o terreno da antiga fábrica antes pertencente à tradicional família Lundgren, em Paulista. Diz que o projeto – que em sua primeira fase consumiu R$ 300 milhões, mas chegará ao dobro do valor – era sonhado pelos antigos proprietários há cerca de 20 anos. Agora, faltando três meses para abrir as portas no dia 30 de outubro, a ACLF já pensa em expansão. 

Em 15 anos, o objetivo é deixar o North Way maior que o RioMar, que mudou a configuração do Pina e contribuiu para dar ao bairro o título de mais valorizado pelo mercado imobiliário. “São 700 mil habitantes que não têm nem um grande supermercado perto de casa”, comenta o empresário. 

Um de seus pilares para que o projeto dê certo tem sido repensar a mobilidade da região: segundo Loureiro, a ideia é que a população local gaste no máximo 15 minutos em seu deslocamento. Para isso, foi além das vagas de estacionamento (1,5 mil ao todo) e está investindo na pavimentação de calçadas do entorno, construção de ciclofaixas e terminal para embarque e desembarque em vans, a 50 metros do shopping. Ainda tem uma parada de BRT em frente ao mall.


Técnica importada

O empreendedor do Paulista North Way comenta que o shopping é o primeiro do país a utilizar uma técnica de construção popular nos Estados Unidos, o de laje protendida. Ela permite maiores vãos entre os pilares, com mais aproveitamento dos espaços e a mesma segurança da laje convencional. 

Desta forma, reduziu os custos da estrutura em 60% e diminuiu a quantidade de trabalhadores no canteiro de obras para 300 pessoas, em vez das 1,2 mil que seriam necessárias. A iluminação, por sua vez, será feita com lâmpadas de cátodo frio, uma geração mais econômica e moderna que as de LED.


Diario de Pernambuco – Diario Econômico

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