domingo, 5 de maio de 2013

Pernambuco: Pedágio - Via Expressa para o Litoral Sul

Rota do Atlântico define abertura gradual de rota alternativa à PE-60, rumo a Suape e praias próximas a Porto de Galinhas

Giovanni Sandes


Cargas pesadas, ônibus de trabalhadores e até veículos com turistas e veranistas vão usar um novo caminho para o Litoral Sul. 

A concessionária Rota do Atlântico definiu como será a abertura gradual da Via Expressa, sistema viário pedagiado que vai mesclar novos acessos às indústrias e ao Porto de Suape a uma rodovia de alta velocidade rumo a praias como Porto de Galinhas, em Ipojuca. 

As duas fases iniciais, em junho e agosto, terão foco em Suape. Até o final de novembro virá o novo caminho para as praias por fora da PE-60.


A Via Expressa batiza o sistema por ser sua “espinha dorsal”: uma rodovia com velocidade média de 100 km por hora em 28 quilômetros, de um novo viaduto com 14 alças de acesso em frente à fábrica da Caninha 51, no Cabo de Santo Agostinho, até Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca. 

O tráfego diário estimado é de 15 mil veículos, com predominância de cargas em dia de semana e turistas nos fins de semana.

A rodovia tem obras em trechos contratados antes e após a concessão dos 43 quilômetros do sistema à Rota do Atlântico, licitação concluída em abril de 2011. 

A abertura terá foco inicial nos acessos atuais a Suape e suas vias internas – as TDRs Norte e Sul (uma com acesso pela PE-28 e a outra pela PE-60 em dois pontos, na entrada principal e na altura da chamada Curva do Boi, perto da refinaria) e o acesso ao polo naval.

Essa nova “espinha dorsal” vai aproveitar as TDRs Norte e Sul e criar dois prolongamentos, o chamado Contorno do Cabo, com 7 quilômetros do novo viaduto na Caninha 51 até um viaduto sobre a PE-28, para acessar o atual sistema, e uma conexão de 5 quilômetros, da atual Curva do Boi até a PE-38, em Nossa Senhora do Ó. 

O resultado será a Via Expressa, com uma economia de 20 minutos e 8 quilômetros.

A cobrança de pedágio começará em junho pelos atuais acessos, em agosto no Contorno do Cabo (pelo viaduto da Caninha 51) e no final de novembro na conexão com Nossa Senhora do Ó.

Serão 250 empregos com tudo pronto. Há 1.500 operários nas obras. “Antes não tinha trabalho aqui”, diz o sinaleiro José Amaro da Silva, 53 anos. Morador do Cabo, ele diz que Suape melhorou a oferta de emprego, mas piorou o trânsito.

Um alívio nos engarrafamentos, embora insuficiente, foi o primeiro pedágio de Pernambuco, da concessionária Rota dos Coqueiros, no Paiva. Mas apesar de funcionar na prática como atalho para Suape, sua vocação é turística, com restrições a caminhões e ônibus. 

“São propostas muito diferentes. No Paiva o caminho é contemplativo, quase uma via urbana. 

A Via Expressa tem características de tráfego pesado, sem grande interferência com vias adjacentes”, diz Ivan Moraes, superintendente Operacional da Rota do Atlântico.

A Via Expressa terá sinalização diferenciada, por exemplo com caracteres especiais, e suporte adequado ao perfil da via, como equipes de resgate aptas a lidar com acidentes de cargas perigosas típicas de Suape, incluindo até equipamentos como um guincho superpesado.

Hélio Belford, diretor Administrativo Financeiro da concessionária, diz que há também tecnologia, a exemplo do cabeamento de fibra ótica entre o Centro de Comando e Controle e as cinco praças de pedágio (a cobrança é só uma vez, na entrada do sistema), painéis de mensagens variáveis (para comunicação direta com motoristas) e monitoramento por câmeras.

VALOR

O Estado pediu o adiamento do pedágio de 2011 para este ano. Como o contrato previa faturamento desde o início das obras da concessionária, em fase pré-operacional desde janeiro de 2012, houve quebra do equilíbrio econômico-financeiro do negócio. 

Assim, diz Hélio, haverá recálculo dos números, o que pode aumentar o pedágio, elevar o prazo da concessão ou reduzir os investimentos, hoje de R$ 450 milhões. Pelas regras iniciais, a tarifa custaria este ano R$ 4,35.

JC Economia

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