terça-feira, 17 de julho de 2012

Pernambuco: Após uma década, fica pronta a ponte que liga praias de Guadalupe e Carneiros, no Litoral Sul





Blog Imagem/janeiro de 2012

Sem alarde, neste final de semana, feriado no Recife, o governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, liberou para uso da população a ponte que liga as praias de Carneiros e Guadalupe, no Litoral Sul. Um bom incentivo ao cresicmento imobiliário e turístico da região.

Em um Estado que diz considerar o turismo como prioridade, depois de uma década de espera, finalmente, ficou pronta a ponte sobre o Rio Ariquindá, ligando as praias de Rio Formoso e Tamandaré, no Litoral Sul. A ponte não tem nem 300 metros de extensão, mas é importante porque, com a obra viária, o turista poderá economizar 35 quilômetros na ida até a praia de Carneiros.

A inauguração da obra viária estava prevista para abril, mas não se sabe o motivo do atraso. Em janeiro, faltam apenas 14 metros para que a ligação rodoviária fosse concretizada.

As obras da ponte do rio Ariquindá foram iniciadas em 2002 e ficaram paradas até 2010, embargadas por discussões ambientais.

Em janeiro passado, o secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa, explicou ao Blog de Jamildo que a Setur se comprometeu, através de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), entre outras compensações ambientais, a recuperar uma área de 4 hectares em assentamentos de Rio Formoso. Outra alteração relevante deu-se no projeto.

O plano inicial previa uma coluna no meio do rio, com apenas três metros de vão (espaço entre a maré quando alta e a ponte), o que impossibilitaria a circulação de algumas embarcações. Com o novo projeto, o vão livre passou para nove metros.

Além da ponte, o projeto do Complexo Viário de Tamandaré, tocado pela Secretaria de Turismo, é formado ainda pela via de penetração sul (8,2 quilômetros, em Rio Formoso) e a via de contorno de Tamandaré (5,5 quilômetros). Os três projetos contam com investimentos de R$ 35 milhões, provenientes do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), com contrapartidas do Governo do Estado.

A ponte foi anunciada pelo governo Joaquim Francisco ainda dentro do projeto Costa Dourada, mas o gestor acabou deixando o governo sem que a obra fosse tirada do papel. Foi no governo Arraes, aos trancos e barrancos, que saiu pelo menos a PE 79, rodovia que chegava até a beira do rio Ariquindá, pela margem da praia de Guadalupe.

Blog do Jamildo

Pernambuco: Guia Rota 232 vira vitrine para artesãos na XIII Fenearte



foto: Eudes Santana

foto da noticia

Artesanato pernambucano

Quem foi ao Centro de Convenções para conferir de perto à 13ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que ocorreu de 6 a 15 de julho, pôde encontrar muitos artesãos participantes do guia Rota 232: gastronomia, artesanato e outras dicas culturais

E o melhor de tudo é que muitos visitantes já foram à Fenearte com o objetivo de adquirir as obras de muitos artesãos que conheceram através do guia, aproveitando que todos eles estavam reunidos em um só local e não seria necessário pegar a estrada para encontrá-los.

De acordo com o artesão Paulo Garcia, do Arte em Couro, localizado em Gravatá, Agreste do Estado, o guia Rota 232 deu uma grande visibilidade ao seu trabalho. “Tem gente que vai lá na minha loja em Gravatá só por causa do guia. Ele é uma vitrine maravilhosa. 

E aqui na Fenearte ocorreu a mesma coisa, muitos visitantes vieram até aqui pra comprar alguma peça minha porque me viram no guia. Ele fez tanto sucesso que todos os exemplares que me disponibilizaram eu distribuí super rápido no meu estande na feira, as pessoas adoraram. Já saí nas duas edições de artesanato, mas o melhor é que ele não é só de artesanato. 

É bom para todos os seguimentos do turismo, porque contempla tudo o que o turista precisa. Tem de tudo lá: artesanato, gastronomia e lazer. Um setor está ajudando o outro”, explicou o simpático Paulo Garcia.

Outro artista popular, Lula Vassoureiro, de Bezerros, no Agreste, também gostou muito de ter participado do guia Rota 232. “Foi muito importante sair no guia. As pessoas que acreditam que o que aparece lá é de qualidade, com certeza vai me procurar depois de ler. 

Mas a gente tem que ter uma boa estrutura pra receber o turista, senão não adianta”, afirma o artesão que é proprietário do atelier Casa de Cultura Popular Lula Vassoureiro.

O guia Rota 232: gastronomia, artesanato e outras dicas culturais foi lançado no mês de junho deste ano e traz um apanhado de centros de artesanato, lojas, restaurantes, bares e pontos turísticos, além de mostrar também algumas opções de hospedagem para todos os gostos ao longo da rodovia BR 232. 

Os equipamentos turísticos contemplados no guia são quatro na Zona da Mata, 65 no Agreste e 26 no Sertão. Os municípios estão divididos entre as regiões, na Zona da Mata são eles: Moreno, Glória do Goitá, Vitória de Santo Antão e Pombos; no Agreste, Gravatá, Bezerros, Sairé, Caruaru, São Caetano, Belo Jardim, Sanharó e Pesqueira; e no Sertão, Arcoverde, Custódia, Serra Talhada, Salgueiro e Parnamirim.

A publicação também já pode ser conferida no site www.projetorota232.com.br, e em breve através do aplicativo gratuito para Iphone e smartphones com sistema Androide que estará disponível para download.

O guia Rota 232: gastronomia, artesanato e outras dicas culturais é uma parceria entre a Setur-PE e a Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult).

SETUR

PPP Praia do Paiva/Pernambuco: A estrada como ponto turístico


A Via Parque e a Ponte Arquiteto Wilson Campos Júnior se tornaram os novos cartões postais de Pernambuco, desde que foram inauguradas há dois anos


Cartão postal: Ponte do Paiva reúne coqueiros, Mata Atlântica, rio e oceano na mesma paisagem. Foto: Rota dos Coqueiros/Divulgação
Cartão postal: Ponte do Paiva reúne coqueiros, Mata Atlântica, rio e oceano na mesma paisagem. Foto: Rota dos Coqueiros/Divulgação

Os 110 quilômetros de extensão do litoral sul de Pernambuco atraem milhares de turistas na alta estação. Da icônica Porto de Galinhas, passando pela sossegada Praia dos Carneiros, até a movimentada Serrambi, o visitante (e o próprio pernambucano) pode variar seu destino final, dependendo do propósito da viagem. Desde junho de 2010, o acesso a essas e outras praias mudou. Além da BR-101 Sul, o motorista tem a opção de cruzar os bairros de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, e Itapuama, já no Cabo de Santo Agostinho, por uma ponte e uma via diferenciadas.

A Ponte Arquiteto Wilson Campos Júnior não chama a atenção só para si. Ela faz com que o passante direcione o olhar tanto para os coqueiros à beira-mar quanto para a vegetação de Mata Atlântica às margens do Rio Jaboatão, que desemboca no oceano. "Um dos pré-requisitos para a criação do projeto da ponte do Paiva foi torná-la um ponto turístico. A ideia era conceber uma representação estética atrativa junto às belas praias do litoral sul pernambucano", conta Luis Américo Gaudenzi, arquiteto carioca responsável pela obra.

Quanto ao projeto arquitetônico, trata-se de uma construção que mistura concreto e cabos de aço, o que a caracteriza como uma ponte estaiada. Dois mastros ligam os cabos aos tabuleiros da base. Por conta dos anéis para a colocação de luminárias nesses dois mastros, não houve necessidade de postes de iluminação ao longo dos 320 metros de extensão da travessia. Querendo contemplá-la melhor, estacione o carro e caminhe até os dois mirantes localizados em sua lateral.

Conforto, segurança e comodidade

Ciclistas tiram proveita da extensa ciclovia que cobre toda a ponte e a Via Parque. Foto: Rota dos Coqueiros/Divulgação
Ciclistas tiram proveita da extensa ciclovia que cobre toda a ponte e a Via Parque. Foto: Rota dos Coqueiros/Divulgação

Partindo da ponte e seguindo pelos 6,2 km da Via Parque, que corta todo o novo bairro da Reserva do Paiva, uma ciclovia possibilita a prática do esporte a qualquer hora do dia. Quem segue de automóvel, se impressiona com a limpeza e o asfalto da estrada. Por segurança, toda ela é monitorada por 22 câmeras que giram 360 graus e dão zoom, sob coordenação do Centro de Controle de Operações. "Conforto, segurança e comodidade são as palavras-chave destacadas pelos usuários desta via", explica Elias Lages, diretor-presidente da Rota dos Coqueiros, concessionária responsável pela operação. "Além disso, temos serviço 24 horas de ambulância e reboque, caso aconteça algum imprevisto".

Centro de Controle de Operações monitora toda a Via Parque durante 24 horas por dia. Foto: Rota dos Coqueiros/Divulgação
Centro de Controle de Operações monitora toda a Via Parque durante 24 horas por dia. Foto: Rota dos Coqueiros/Divulgação

Primeira Parceira Público-Privada de Pernambuco e a primeira do tipo viária do Nordeste, desde 2006, o processo licitatório foi destinado ao Consórcio Odebrecht Investimentos em Infraestrutura Ltda e a Construtora Norberto Odebrecht S/A, sendo a Rota dos Coqueiros S/A (75% Odebrecht TransPort e 25% Cornélio Brennand) a responsável pela construção, operação e manutenção da via e ponte. O contrato tem prazo de 33 anos, podendo ser renovado. "As obras duraram de 2007 a 2010. Antes deste projeto, não havia estrada alguma no local. Partimos do zero e entregamos uma rodovia de qualidade ao usuário", acredita Elias.

Para transitar na rodovia monitorada pela Rota dos Coqueiros, o motorista de carro paga R$ 4,10 nos dias úteis e R$ 6,20 nos finais de semana e feriados. Foto: Rota dos Coqueiros/Divulgação
Para transitar na rodovia monitorada pela Rota dos Coqueiros, o motorista de carro paga R$ 4,10 nos dias úteis e R$ 6,20 nos finais de semana e feriados. Foto: Rota dos Coqueiros/Divulgação


Confira outras opções de praias do litoral pernambucano

O turista que parte em direção ao litoral sul ganha cerca de 30 km ao optar por trafegar pela Via Parque e não pela BR-101 Sul. Além da própria praia da Reserva do Paiva, localizada em paralelo à Via Parque, o veranista chega rapidamente às praias de Itapuama, Enseada dos Corais, Gaibu e Calhetas. Para transitar, um pedágio no valor de R$ 4,10 é cobrado aos motoristas de carro nos dias úteis. Nos finais de semana e feriados, a quantia sobe para R$ 6,20.

Estrada limpa e asfalto novo: Via Parque se estende por 6,2 km e agrada o usuário pelo conforto. Foto: Rota dos Coqueiros/Divulgação
Estrada limpa e asfalto novo: Via Parque se estende por 6,2 km e agrada o usuário pelo conforto. Foto: Rota dos Coqueiros/Divulgação


Segundo Elias, cerca de 8.500 carros passam diariamente pela cancela. "Trabalhávamos com a expectativa de três a cinco mil carros por dia. Mas, hoje em dia, em véspera de feriado, chegamos a 13 mil veículos", afirma. Esses números também contemplam os motoristas que seguem para o Complexo Industrial Portuário de Suape, situado a exatos19 km do início da Via Parque.

Cereja do bolo


Após o término da Via Parque, o turista ainda tem uma surpresa. Poucos metros adiante, às margens da rodovia, um mirante improvisado, já em Itapuama, deslumbra quem liga o pisca-alerta do carro para fazer uma rápida parada. A vista descortina todo o mar da Reserva do Paiva, o horizonte de coqueirais e os prédios da Zona Sul do Recife, ao longe. Cenário ideal para fazer uma foto.

A vista do mirante de Itapuama é a cereja do bolo do trajeto rumo ao litoral sul de Pernambuco. Foto: Guilherme Carréra/DP/D.A Press
A vista do mirante de Itapuama é a cereja do bolo do trajeto rumo ao litoral sul de Pernambuco. Foto: Guilherme Carréra/DP/D.A Press

Diário PE

Contêineres reutilizados viram condomínio estudantil em Amsterdã



O dormitório estudantil mais popular de amsterdã foi feito com mil contêineres, tem estacionamento para bicicleta e capta água da chuva. | Imagem: TempoHousing

Keetwonen é o nome da maior cidade de contêineres do mundo. Viver em uma dessas “caixas” reutilizadas era um conceito novo na Holanda, quando a empresa Tempohousing lançou a ideia, mas a cidade de Amesterdã deu um passo corajoso para contratar este serviço e torná-lo realidade.

O projeto de moradia estudantil, transformou mil unidades de contêineres para oferecer todas as amenidades que um estudante pode querer. Além do óbvio uso “verde” dos contêineres, Keetwonen integrou um telhado para acomodar a drenagem de águas pluviais, enquanto proporciona a dispersão de calor e isolamento para os contêineres abaixo.

O projeto acabou por ser um grande sucesso entre os estudantes e é agora o segundo dormitório estudantil mais popular oferecido pela empresa "De Key", na cidade. O temor inicial de algumas pessoas era de que as casas de contêiner poderiam ser muito pequenas, barulhentas, frias ou muito quentes, porém tudo acabou por ser infundado. O projeto acabou sendo espaçoso, silencioso e bem isolado e, certamente, é mais valorizado, em comparação com as outras casas de estudantes na cidade.

Os contêineres vêm completos com todas as comodidades, por vezes ausente em dormitórios estudantis: banheiro e cozinha individuais, varanda, quarto separado e sala de estudo, grandes janelas que oferecem uma vista panorâmica e luz natural e, até mesmo, um sistema de ventilação automática com velocidades variáveis. O aquecimento é a partir de um sistema de caldeira de gás natural central.

A água quente é fornecida por um tanque de 50 litros por casa e uma conexão de internet de alta velocidade está incluída, bem como um sistema central de telefonia para os visitantes na porta principal.

Todo o projeto foi concebido de acordo com a maneira que os estudantes gostam de viver: um lugar para si sem ter que dividir o chuveiro e vaso sanitário com estranhos. Mas, ao mesmo tempo, a ideia é oferecer uma gama de possibilidades para participarem da vida social do dormitório, incluindo as festas.



A “cidade universitária” conta com um café, supermercado, espaço de escritórios e área de esportes. As unidades são organizadas em “blocos” e cada bloco contém uma unidade de serviço com eletricidade centralizada, internet e sistemas de rede. Os blocos têm uma área fechada interna para estacionamento de bicicletas.

Embora o projeto tenha sido inicialmente concebido para permanecer neste local por apenas cinco anos, espera-se que a transferência seja adiada para 2016. O projeto começou no final de 2005 (primeiras 60 casas comissionadas) e foi concluída em meados de 2006.


Com informações do TempoHousing.
Redação CicloVivo

Transparency essential for good PPP governance



Cross-country studies show that better public information correlate with better public governance. This transparency is especially critical when dealing with complex and opaque and very long term contracts like PPPs and concessions.

The WBI World Bank Institute sees disclosure of contractual terms as a crucial tool in the governance of public economic transactions given the absence of market-based governance mechanisms. Higher transparency can increase accountability by facilitating taxpayer monitoring, since the paying public has a natural right to access project and contract information.

Thus, PPP disclosure policy should aim at promoting transparency, accountability and contract discipline based on general good governance principles, with details applied on a case by case basis. It should be applied to all PPP contracts, not just those awarded under non-competitive procedures. PPP contracts should be subject to at least as much or more public disclosure over the various phases than other public investment projects.

In the preparation and approval phases, disclosure should cover the level and nature of public services to be provided, including traffic/volume forecasts (at least the base case, to justify that the project is worth doing). The Government’s traffic forecast should be disclosed prior to the beginning of the tender process, usually as part of a Stakeholder consultation procedure.
Further, disclosure should include service level specifications and project performance targets and respective indicators, to permit public monitoring and scrutiny over the life of the contract.
Most importantly, projected Government budget commitments to the project should not only be disclosed, but also be subject to budget approval and appropriation. This must include payments in kind (ex. land), grants, guarantees, financial support, all forms of actual and contingent payment liabilities and ultimate responsibilities for project maintenance should the private partner fail to meet its performance obligations.

Exceptionally, bidders can be protected from disclosing“commercially confidential” information to competitors, but this should be restricted as much as possible to the bidding phase, and the type of information and the period should be specified and agreed prior to tendering (ex cost, bid prices, technology, etc).

Some of the “elements of a proactive disclosure”, include:
  1. A concise project description and contract summary in plain language, including project justification and major phases and milestones
  2. The current (and previous) version of the PPP contract, including side agreements, any changes made to the contract and to the respective Government budget, keeping the redactions/blackout of items considered confidential to a minimum. Contract changes, including claims, renegoaitions and arbitration decisions should be disclosed promptly, but no less than quarterly.
  3. Copies of the public partner’s periodicproject progress/monitoring reports (quarterly during construction, annually during operation), including analyses of actual versus planned performance in timeline, budget payments, performance indicators, etc.
  4. This information should be subject to a processo of validation prior to publication.
Regarding setting and compliance with the budget limits for PPP, the Brazilian model described requires pre-approval and annual monitoring of actual and potential PPP liabilities.

Sources: WBI on PPP disclosure 

PPP:Em SP, metrô iniciará obra da ‘linha das universidades’ em 2013



A previsão é do vice-governador Guilherme Afif Domingos, que anunciou ontem o modelo, inédito, de parceria público-privada, que permitirá ao Estado negociar ações do investimento de R$ 4 bilhões que fará no projeto. Outros R$ 4 bilhões serão investidos pela iniciativa privada.

Mais de 400 imóveis serão desapropriados para construir as 15 estações, que deverão receber 650 mil pessoas ao dia em 2017, ano previsto para operação. O percurso de 13,5 km começa na Brasilândia (zona norte) e vai até a Liberdade, na região central.

Por cruzar áreas com instituições de ensino como PUC, Faap, Mackenzie e FMU, o ramal ficou conhecido como “linha das universidades”. Ela ficou famosa em 2011, após polêmica envolvendo protesto de parte dos moradores de Higienópolis contra estação no coração do bairro.

“O modelo é um paradigma. Será uma parceria público-privada de cabo a rabo”, disse Afif, que preside o Conselho Estadual de Gestão das PPPs. Pelo plano aprovado ontem, o consórcio que ganhar a licitação internacional, prevista para janeiro de 2013, vai tocar desde o projeto executivo até a operação.

O modelo tem aval do Banco Mundial e foi baseado em propostas das empresas Odebebrecht Transport, Queiroz Galvão e Consórcio Galvão-Somague Engenharia.

Ele é diferente do adotado na linha 4-amarela, a primeira concedida do metrô paulista, em que o governo construiu tudo e repassou a operação para a iniciativa privada.

O investidor privado terá que aplicar 20% do total previsto e obter mais 30% por meio de financiamentos próprios. O Estado arca com os 50% restantes. “Mas uma das novidades é que esse total vai gerar debêntures, que depois poderão virar ações”, diz Afif.

No linguajar mercantil, quem compra uma debênture, título de dívida com prazo de validade, vira credor de quem emitiu aquele papel -no caso, o governo de SP.

Haverá também desoneração de tributos sobre os investimentos no metrô, diz Afif, aproveitando mudança na lei anunciada pela presidente Dilma Rousseff há um mês.

O governo espera diminuir custos, acelerar a obra e investir menos recursos no projeto. O mesmo formato pode ser usado nas linhas 20-rosa (Lapa-Moema) e 18-bronze (monotrilho São Paulo-ABC).

Fonte: Folha de São Paulo

Projeto leva sistema de reaproveitamento de água ao nordeste brasileiro



Investimentos no projeto Dom Helder somam R$ 157,2 milhões l Foto: Divulgação/MDA

No semiárido brasileiro ter água doce de qualidade é um desafio que afeta constantemente os produtores locais. Para reduzir este problema a região recebeu a implantação do projeto BioÁgua, que introduz um sistema de reuso da água em pequenas propriedades rurais.

O município escolhido para receber o projeto piloto foi Olho D’água do Borges, na divisa entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba. A cidade tem média de apenas 600 mm de precipitações por ano. Os reflexos da falta de chuva são sentidos diretamente na agricultura e também na pecuária.

Em entrevista ao Globo Rural, o agricultor local Sebastião de Brito explicou que o pasto não tem sido suficiente para alimentar o gado. Assim, a produção de leite e a venda dos animais para abate são drasticamente prejudicadas. Com a instalação do sistema de BioÁgua, o produtor conseguirá aproveitar toda a água cinza proveniente de seu consumo doméstico para irrigar hortaliças.

Este trabalho foi idealizado pelo Projeto Dom Helder Camara e conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Fundo Internacional de Desenvolvimento da Agricultura. Através do sistema quase toda a água das casas pode ser reaproveitada de maneira segura.

Até o momento três estruturas deste tipo foram instaladas no semiárido nordestino.
O funcionamento é simples, toda a água da casa é escoada por somente um cano e depois direcionada a um filtro com camadas de diferentes materiais: seixos, brita, areia lavada, serragem e húmus com minhocas.



Após passar pela etapa de filtragem, a água é diretamente encaminhada à irrigação. O sistema passou por diversos testes até ser finalizado com a garantia de que a reutilização da água é segura e atende aos padrões de qualidade estipulados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme informado pela engenheira sanitarista Solange Dombroski, em entrevista ao Globo Rural.
 


O objetivo do Projeto Dom Helder Camara é poder expandir este trabalho e torná-lo acessível a 500 mil famílias. Para que isso seja possível, o coordenador técnico do trabalho, Fábio Santiago, explica que o grupo está em busca de patrocinadores e também tem feito trabalhos de conscientização e informação com as comunidades para que os produtores entendam os benefícios do BioÁgua e apóiem a causa.

Para obter mais informações sobre o projeto acesse o site: www.projetodomhelder.gov.br


Com informações do Globo Rural.
Ciclo Vivo

Portugal: Arrendamento social - Primeiras casas entregues em agosto


 por Patrícia Viegas
As primeiras nove casas do Mercado Social de Arrendamento, lançado em junho, serão entregues em agosto nos concelhos de Sintra, Barreiro, Matosinhos e Gaia, anunciou hoje no parlamento o secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social.

Durante a audição na Comissão de Trabalho e Segurança Social, Marco António Costa anunciou que já foram aprovadas nove candidaturas de imóveis nas zonas de Sintra, Barreiro, Matosinhos e Gaia e que "as casas serão entregues na primeira semana de agosto".

Neste momento, o Mercado Social de Arrendamento tem disponíveis 795 imoveis, a maioria da banca (636), havendo também imóveis do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, revelou aos deputados o secretário de Estado.

Através da página na internet http://www.mercadosocialarrendamento.msss.pt é possível conhecer os imóveis e apresentar candidaturas. Segundo Marco António Costa, o portal já teve mais de 50 mil visitas.

Até agora, os serviços já contabilizaram "428 candidaturas formais", estando "286 candidaturas em avaliação" por parte das autarquias. O responsável sublinhou que, neste momento, já aderiram aos programa "mais de 60 municípios".

da Agência Lusa

Brasil tem maior taxa do cartão de crédito entre países da América Latina


Apesar das recentes quedas na Selic, o Brasil tem a maior taxa média de juros nas operações com cartão de crédito na comparação com seis países da América Latina (Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e México).

O levantamento foi divulgado nesta terça-feira pela ProTeste (associação de defesa do consumidor). O brasileiro que recorre ao financiamento por meio do cartão de crédito, o chamado rotativo, paga taxa média de juro anual de 323,14%.

O Peru, que é o segundo país entre os pesquisados a ter valor maior, cobra 55% ao ano, e o Chile 54,24%. O menor percentual é da Colômbia com 29,23% anual.

Segundo a associação, a comparação foi feita com as taxas praticadas em outros países, priorizando a América Latina, porque países da zona do euro e outros, além de praticarem taxas sabidamente inferiores às do Brasil, boa parte deles não financia saldos devedores de cartões de crédito.

Para a ProTeste, há um "exagero" na cobrança das taxas de juros do cartão de crédito no país.
"Caso a média anual dessas taxas fosse a metade, ainda seria maior que o dobro do segundo colocado, que é o Peru, com taxa anual de 55%", diz em nota.

Na última quarta-feira (11), o Banco Central reduziu a taxa básica de juros de 8,5% para 8% --o menor patamar da série histórica iniciada em 1986.

Foi o oitavo corte seguido da Selic, em uma trajetória de declínio que teve início em agosto de 2011, quando foi reduzida de 12,5% para 12%.


Veja as taxas de juros anuais (acumulada nos últimos 12 meses) do cartão de crédito
Brasil - 323,14%
Peru - 55%
Chile - 54,24%
Argentina - 50%
México - 33,8%
Venezuela - 33%
Colômbia - 29,23%

Folha SP

Londres 2012: robôs-médicos irão auxiliar o tratamento de atletas brasileiros





Pela primeira vez, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) utilizará "robôs-médicos" no tratamento de atletas lesionados durante os Jogos de Londres, com a ajuda de especialistas brasileiros e americanos.

Os robôs foram criados pelo Exército dos Estados Unidos para o atendimento de soldados e utilizados na guerra do Iraque, segundo José Padilha, o médico-chefe do Comitê Olímpico Brasileiro.

A equipe de atendimento dos atletas utilizará 10 smartphones e tablets, além de uma tela portátil que se comunica com o Centro de Treinamento Crystal Palace, no sul de Londres, e dois robôs que possibilitam o atendimento à distância dos atletas, consultando especialistas do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação e Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro e do Ryder Trauma Center, em Miami.

"Os robôs serão usados somente em casos especiais quando os atletas estiverem no hospital King's College, como assistir a cirurgias, examinar fraturas mais complexas e tomografias", disse Antonio Marttos Jr., o cirurgião da Universidade de Miami que cuidará da telemedicina no Time Brasil.

A tecnologia já foi utilizada no diagnóstico da ginasta Laís Souza, que teve que deixar a delegação brasileira na semana passada após uma fratura de mão.

Os atletas e oficiais das confederações e do COB estão se reunindo no Centro de Treinamento Crystal Palace, que servira como uma espécie de base da delegação brasileira antes e durante os Jogos.

Parte deles deverá se mudar mais tarde para a Vila Olímpica, no Parque Olímpico em Stratford, no leste da capital britânica.

Comparação com adversários

Outro artefato tecnológico que estará à disposição da equipe olímpica brasileira na base de Crystal Palace é o software americano DartFish, que já havia sido utilizado nos Jogos de Sydney em 2000.

Ele reunirá imagens dos 41 canais oficiais de transmissão dos Jogos e filmagens feitas pela equipe de cada confederação para que seja possível analisar a performance dos principais adversários.

O supervisor científico do COB, Luís Viveiros de Castro, disse à BBC Brasil que a equipe de sete especialistas deve virar noites para entregar as análises a tempo de serem usadas na preparação dos atletas.

"O Dart Fish pode comparar o atleta e seu adversário e o próprio atleta em dois momentos diferentes de sua performance, analisar ângulos, velocidade e distâncias a depender da necessidade de cada um deles. Mas ele não faz tudo sozinho, teremos muito trabalho manual", explica.

Os dados serão colocados na rede interna do COB para serem acessados também pelos técnicos na Vila Olímpica e em hotéis que hospedarão atletas do Brasil.

O superintendente executivo do Comitê, Marcus Vinícius Freire, vê a atuação da equipe de ciência do esporte como um trabalho complementar ao das confederações esportivas.

"Estamos trazendo pra cá nove ciências do esporte, mas nós não vamos inventar, nem começar nenhum trabalho aqui. Nem psicologia, nem fisioterapia, nem cinemática, nem bioquímica. Só vamos afinar e dar o 'sprint' final a quem já vinha fazendo este trabalho."

Exclusividade

O Centro de Treinamento Crystal Palace, que começou a receber os atletas na segunda-feira, tem 120 mil metros quadrados para uso exclusivo do Brasil, resultado de um investimento de valor ainda não divulgado pelo COB.

"Falaremos sobre isso em uma coletiva no fim da Olimpíada", disse o superintendente executivo de esporte, Marcus Vinícius Freire.

O COB, de acordo com ele, quer testar uma estrutura que possa ser aproveitada pelo Time Brasil nas Olimpíadas do Rio, em 2016.

Além de quadras de handebol, piscina, pistas de atletismo e de uma quadra de basquete totalmente reconstruída especialmente para a seleção brasileira, o centro ainda tem um alojamento para mais de 140 pessoas, que deve abrigar as equipes de atletismo, nado sincronizado, levantamento de peso, saltos ornamentais e todos os oficiais do COB.

A academia de ginástica do Centro, no entanto, será dividida com a comunidade local. De acordo com Freire, um acordo entre o Comitê e a administração do Centro permitiu que os moradores locais credenciados continuassem a frequentar a academia.

"É melhor do que na Vila Olímpica, onde teríamos que dividir com 17 mil pessoas", afirmou.

BBC Brasil

Bahia torna-se líder em geração de energia eólica no Brasil



Escrito por Bosco Carvalho 
energia-eólica
A Bahia inaugurou no início deste mês (9) o maior parque eólico da América Latina, o complexo eólico Alto Sertão I, que se extende pelos municípios de Caetité, Igaporã e Guanambi, localizados na região sudoeste bahiana. A realização da obra gerou 1.300 empregos diretos e indiretos.



No complexo gerador foram investidos R$ 1,2 bilhão e é composto por 14 parques eólicos e 183 aerogeradores, que vão gerar 300 megawatts.

Estão previstos mais 15 parques eólicos para o estado, segundo Mathias Becker, diretor-presidente da Renova Energia, que afirma: "A Bahia, principalmente em Caetité, Igaporã e Guanambi, tem um potencial eólico único no mundo. Foi isso o que nos deixou mais competitivo".

O secretário estadual do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, explicou que o potencial eólico da região do semiárido coloca a Bahia como um dos estados com maior potencial de exploração.

“Além do potencial eólico, a Bahia tem um potencial muito grande em outras energias renováveis, o que permite dizer que o estado se torna um grande polo de geração de energia limpa, que causa menos impacto ao meio ambiente”.


Usinas elétricas

O estado tem atualmente uma carteira de inversões de R$ 6,5 bilhões, representados por 57 projetos de usinas elétricas movidas pela força dos ventos e cinco fábricas de componentes para os geradores eólicos. Previstas para se instalar em 11 municípios, até 2015, as usinas irão acrescentar cerca de 1.570 MW à rede elétrica.

Entre as cinco indústrias de equipamentos atraídas pelo Governo da Bahia duas delas já estão em pleno funcionamento no Polo Industrial de Camaçari - a espanhola Gamesa e a francesa Alstom, ambas fabricantes de aerogeradores, representando inversões de R$ 50 milhões, cada uma, na implantação das unidades baianas.

De acordo com o governador, mais outras fábricas estão em processo de implantação na Bahia - a General Eletric (GE), que vai produzir nacelles (motor), a Torrebras, do grupo espanhol Windar, que investirá R$ 25 milhões na fabricação de torres, e a Aeris Energy, fabricante nacional de pás.

“Estamos aqui aumentando a competitividade e aumentando a oferta de energia. Já temos três fábricas de aerogeradores instaladas no estado e estamos atraindo outras de torres e pás. Esses empreendimentos também trazem desenvolvimento social para a região do semiárido, que sofre com a seca, gerando emprego e renda para a população. Esse é o maior parque eólico da América Latina. Já nascemos grandes. Estamos em primeiro lugar na qualidade de vento, em produtividade e em aproveitamento”, ressaltou Wagner.


Investimento incentiva jovens a permanecer na região
Quem soube aproveitar a oportunidade de emprego gerada com a chegada do complexo eólico foi a técnica em comunicação social, Tatiana Custódia, moradora de Guanambi. Ela explicou que o investimento incentivou os moradores, principalmente os jovens, a permanecerem na região.

“Antes, muitos jovens saiam daqui em busca de emprego em Salvador ou na região sudeste. Agora, fazemos questão de permanecer no município, porque estão surgindo oportunidade aqui. A energia eólica nos possibilitou a alegria de crescer profissionalmente na nossa própria região”, afirmou Custódia. O implantação do complexo também beneficiou 300 famílias com arrendamento de terras.

Com informações e parte do texto da Secom-BA
Revista Ecológica

Fundo da Marinha Mercante concede prioridade a embarcações e estaleiros

O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante - CDFMM concedeu prioridade de recursos a embarcações e estaleiros em sua 20ª Reunião Ordinária, realizada na sexta-feira (6) em Brasília. O investimento é de R$ 1,4 bilhão. A medida foi publicada no Diário Oficial da União no dia 11 de julho, por meio da Resolução n° 117.

Prioridades referentes a 28 projetos foram concedidas a 17 empresas. Os projetos abrangem 104 embarcações e cinco estaleiros. Até 90% do valor investido é passível de financiamento com recursos do Fundo da Marinha Mercante – FMM. A definição do percentual de financiamento depende do conteúdo nacional de cada projeto e do tipo da embarcação, nos termos das regras previstas na Resolução n° 3.828/2009 do Conselho Monetário Nacional.

Foram priorizadas 19 novas embarcações, sendo 18 para Navegação de Apoio Marítimo e uma para Navegação de Apoio Portuário. Esses investimentos permitirão o atendimento do programa de exploração e abastecimento de petróleo no Brasil e o apoio ao transporte de mercadorias no interior e na costa do país.

Ainda na Reunião, foram priorizados quatro estaleiros, sendo três localizados no Rio de Janeiro e um em São Paulo. Os estaleiros priorizados no Rio de Janeiro têm foco na reparação e construção naval, enquanto o estaleiro localizado no estado de São Paulo tem foco na construção de comboios fluviais e já iniciará suas atividades, construindo os 20 comboios fluviais do Promef Hidrovias da Transpetro.

Por fim, foram concedidas suplementações de recursos referentes a 15 embarcações e alteradas prioridades relativas a 70 embarcações e um estaleiro.
As reuniões ordinárias do Conselho Diretor são trimestrais. A próxima será realizada no dia 5 de outubro.

PROJETONº de Embarcações /EstaleirosValor total do investimento (R$)Valor total do investimento (US$)
NAVEGAÇÃO DE APOIO MARÍTIMO18716.464.176,88397.511.223,57
NAVEGAÇÃO DE APOIO PORTUÁRIO15.659.879,823.009.453,83
ESTALEIROS493.567.171,2350.926.980,08
SUPLEMENTAÇÃO/ALTERAÇÃO86619.146.897,25352.985.283,02
TOTAL1091.434.838.125,18804.432.940,50


Assessoria de Comunicação
Ministério dos Transportes

Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades



Cada vez mais, entende-se a deficiência física não somente como uma condição estática: a deficiência - e o seu grau de gravidade - depende do ambiente em que se vive.

Autor: Victoria Broadus / Mobilize Brasil |
Ônibus acessível
Ônibus acessível: treinamento também é fundamental
créditos: Agrale/Divulgação

A população do mundo chegou, no ano passado, à marca oficial de 7 bilhões de pessoas. Deste total, parte cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse contingente supera os 50% dos habitantes do planeta, e até 2050 prevê-se que mais de dois terços da população mundial será urbana (1).

No Brasil, a população urbana já representa 84,4% do total, de acordo com o Censo de 2010. Não é surpreendente, então, que questões de mobilidade e acessibilidade urbana estejam ganhando impulso à media em que tentamos garantir o melhor funcionamento econômico e social das nossas cidades.

Porém, ou portanto, os conceitos de mobilidade e acessibilidade que tanto discutimos ainda estão em processo de evolução. Hoje, a nossa compreensão sobre o tema é mais ampla do que era no começo do século, mas ainda não tão abrangente quanto deve chegar a ser.

Antigamente, a noção de mobilidade era estreitamente ligada ao automóvel. Mas hoje, como resultado, os moradores de grande maioria das cidades brasileiras lidam diariamente com congestionamentos insuportáveis, que causam perda estimada de R$ 34 bilhões por ano (2).

Só em São Paulo, o Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA) estima uma perda diária de R$ 11 milhões, contando tempo e combustível gasto em congestionamentos (3); isso sem falar no alto índice de mortes em vias urbanas do país.

Depreendemos daí que a nossa mobilidade não está ligada ao uso do automóvel, mas que, pelo contrário, a dependência deste tipo de transporte só impede a mobilidade. Mesmo assim, São Paulo continua emplacando mais de mil novos automóveis por dia.


Importante notar que a nossa necessidade de mobilidade, e portanto, de transporte - não importa o modo - provém de outras necessidades básicas: educação (escola); dinheiro (trabalho); comida (mercado); saúde (hospital). Se se pensa na melhor maneira de atender a essas necessidades, percebe-se que a opção de mobilidade individual, o carro, é apenas uma resposta - e a resposta menos eficiente - para atender a essa demanda.

 Também podemos investir em infraestrutura pedestre, cicloviária, e sistemas mais eficicazes e adequados de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos serviços esteja próximo às moradias e haja opções de transporte não-motorizado para nos locomovermos.



Acessibilidade e mobilidade para todos
O conceito de "acessibilidade para toda a população" abrange tipos diversos de pessoas, com capacidades e necessidades distintas - há os com deficiência visual ou auditiva, e também aqueles em cadeira de rodas. Portadores de alguma deficiência física representam de 10 a 12% da população mundial (cerca de 700 a 800 milhões). Destes, 80 a 90% vivem em países em desenvolvimento; dos que têm idade para trabalhar, 80 a 90% permanecem desempregados (4).


Na cidade de São Paulo, estima-se que existam 4,5 milhões de deficientes físicos (o número correto sairá no final de dezembro, com o resultado do Censo-Inclusão, lançado em março pela prefeitura). Dada sua condição, a grande maioria destas pessoas depende do transporte público para chegar aos locais de trabalho e lazer. Tudo isso numa cidade repleta de barreiras físicas - sistêmicas (da infraestrutura) e atitudinais (geradas pelas pessoas).


Nossa compreensão do que seja deficiência também vem evoluindo. Cada vez mais, entende-se a deficiência física não somente como uma condição estática: a deficiência - e o seu grau de gravidade - depende do ambiente em que se vive. Ou seja, se a cidade der condições a alguém em cadeira de rodas de sair de casa e retornar, em tempo razoável, de um trabalho digno, e após essa jornada ir ao cinema e achar um bom lugar para assistir ao filme, é possível dizer que essa deficiência já não é tão grave.

Da mesma forma, quando a cidade não é acessível, qualquer deficiência se torna mais séria, e multiplicam-se os danos econômicos e morais que afligem o deficiente: a pessoa com idade para trabalhar não consegue chegar no trabalho, e a criança deixa os estudos porque não há escola acessível.



Dados comparativos

Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que no Brasil o portador de deficiência física tem, em média, apenas 2,8 anos de escolaridade, enquanto que o sem deficiência tem 3,7 anos. Entre os moradores urbanos, 62% dos indivíduos com deficiência têm nível de escolaridade fundamental completo, ao passo que 84% para pessoas sem deficiência.

Segundo dados da Secretaria de Educação, em São Paulo há cerca de 13 mil alunos com deficiência, mas apenas 500 das 1.500 escolas da capital são acessíveis (e apenas seis são para estudantes com deficiência auditiva).


Da mesma forma, o índice de desemprego é de 52% entre pessoas com deficiência (com idades entre 18 e 65 anos), versus 39% na população sem deficiências. Considere-se ainda que, entre os deficientes que têm emprego, uma maior percentagem deles (49%) classificam-se como profissionais autônomos, versus 36% entre pessoas sem deficiência.


Com dados como estes, não surpreende que o Banco Mundial aponte pessoas com deficiência física como as que têm muito maior probabilidade de viverem em condições de pobreza extrema (5). Segundo a OMS, no Brasil 32% de pessoas com deficiência física vivem em condições de pobreza, contra 16% das pessoas sem deficiência; nas cidades brasileiras, 25% dos deficientes são pobres, segundo os mesmos critérios da OMS, contra 12% entre a população sem deficiência (6).


Por um lado, portanto, temos de lidar com o crescimento exponencial e descontrolado das nossas cidades, procurando instalar uma infraestrutura urbana resiliente e “sustentável”, ou de baixo carbono; ao mesmo tempo, temos a obrigação de mudar nosso modelo urbanístico para que seja mais inclusivo e humano. Ou seja, voltado a todos os cidadãos, e possibilitando a todos gozarem do direito de se locomover.

Av Paulista, a mais acessível de SP
Av. Paulista, uma das mais acessíveis do país
créditos: Regina Rocha
Acessibilidade no transporte público de São Paulo
A Lei de Acessibilidade (decreto 5.296/04, de dezembro de 2004) estabeleceu normas gerais e critérios básicos para melhorar a acessibilidade no Brasil. A legislação é bastante ampla e abrangente, e tem incentivado as cidades a se tornarem mais acessíveis: por exemplo, a lei exige que todos os ônibus comprados depois de 2004 sejam adaptados para deficientes. Mas qual o estado real da acessibilidade no sistema de ônibus de São Paulo?


A frota de ônibus e microônibus da capital paulista é de mais de 15 mil veículos, dos quais 7.905 (ou 52,7%) são adaptados para usuários de cadeira de rodas. Segundo a SPTrans, desde 2009 todos os ônibus introduzidos ao sistema são adaptados para uso de deficientes - todos têm compartimento de passageiros rebaixado, sem degraus nas portas, com sistema de suspensão para facilitar o acesso, rampas (ou plataformas de elevação) junto às portas para o embarque de passageiros em cadeira de rodas; dentro, os ônibus têm espaços reservados, equipados com cintos de segurança para a cadeira.


A SPTrans informa que todas as 1.300 linhas de ônibus municipais contam com veículos adaptados; o intervalo varia de acordo com a demanda existente, e em média o tempo de embarque e desembarque para passageiros com deficiência é de 3 minutos. A cidade também dispõe, desde 1996, do serviço 'Atende', de transporte gratuito porta a porta para pessoas em cadeira de rodas, com uma frota de 372 vans acessíveis.


Avanços, frustrações e futuro possível

Para ouvir uma outra perspectiva sobre a acessibilidade do sistema de transporte público em São Paulo, entrevistei a deputada federal Mara Gabrilli ( PSDB) e ex-vereadora na Câmara Municipal de São Paulo (2007-2010). Há 17 anos, um acidente de carro deixou a deputada tetraplégica, e desde então ela luta por melhorar a qualidade de vida de deficientes físicos, inclusive fundando o Instituto Mara Gabrilli que trabalha para esse fim. Segundo a Mara, um avanço mensurável na cidade pode ser visto na avenida Paulista, que, segundo ela é considerada uma das vias mais acessíveis de toda America Latina.


Não obstante, segundo a deputada, os números citados acima pela SPTrans podem ser enganosos. Além da escassez de ônibus adaptados nas ruas de São Paulo, Mara assinala que muitas vezes os funcionários das empresas de ônibus não são treinados para operar o equipamento dos veículos adaptados.

Usuários relatam que às vezes os motoristas nem param o ônibus para atender ao cadeirante. Já para pessoas com deficiências visuais ou auditivas, as frustrações são outras, por exemplo, a falta de aviso sonoro nos veículos, que não sinalizam para o cego a parada do ponto.


Tudo começa nas calçadas

Além disso, para a deputada, tudo realmente começa nas calçadas, pois se esse sistema básico de mobilidade tiver muitos obstáculos será quase impossível para um cadeirante chegar até um ponto de ônibus sozinho. Buscando melhorar a condição das calçadas paulistanas, enquanto vereadora paulistana, Mara Gabrilli conseguiu aprovar o Plano Emergencial de Calçadas (PEC), lei de sua autoria que visa à reforma das calçadas dentro das rotas estratégicas, onde estão concentrados os principais serviços da cidade. Após a execução do passeio público pela prefeitura, os responsáveis pelo imóvel tem a obrigação de mantê-lo em perfeito estado.


Para apoiar essa política, uma nova lei de calçadas entrou em vigor em São Paulo no começo de 2012 e fixou o valor da multa por descumprimento da legislação do PEC em R$ 300,00 por metro linear. Antes, a multa variava de R$ 102,02 a R$ 510,01 por àrea danificada. Agora, para uma calçada de 20 metros de extensão que tem um ponto danificado, a multa é de R$ 6.000,00.

 A nova lei também expandiu a largura mínima da calçada de 0,90 m a 1,20 m e estabeleceu que a responsabilidade pela construção, conservação e manutenção pela calçada cabe não somente ao proprietário, mas também ao usuário (locatário) do local. Mara Gabrilli, todavia, afirma que São Paulo poderia ser uma cidade muito mais inclusiva se a Lei do PEC fosse cumprida conforme originalmente pensada, o qual exigiria maior investimento da Prefeitura na reforma das calçadas, além de melhor fiscalização e planejamento.

FonteMobilize 

Florestas plantadas – Um novo olhar




por Graziela Lourensoni*
capa1 300x225 Florestas plantadas   Um novo olhar

Hoje, 17 de julho, comemora-se o Dia de Proteção às Florestas. Mais do que ressaltar a importância das florestas nativas para o meio ambiente e a vida no planeta, vale destacar este novo segmento que é o de florestas plantadas, cultivadas para recuperar áreas degradadas e para serem utilizadas pela indústria de celulose, madeiras, carvão, entre outros fins comerciais.

As florestas plantadas, em acordo com as licenças ambientais, evitam o desmatamento das árvores nativas. Além disso, com informações técnicas adequadas e bom planejamento de quando e como as árvores podem ser extraídas, evitam-se outros danos ao meio ambiente, como o desmatamento das matas ciliares, a degradação dos solos e a perda da biodiversidade.

A forma como é feita a extração pode influenciar e muito na recuperação do solo após o plantio, por esse motivo, é importante o uso de máquinas potentes e de alta tecnologia para o manejo adequado, possibilitando a poda e a colheita de árvores de forma equilibrada.

A expansão da atividade já se reflete na maior demanda por equipamentos neste segmento. De norte a sul do país, pequenos e médios produtores encontraram no reflorestamento e no plantio de novas florestas uma importante fonte de rendimentos.

São produtores rurais que adotaram a prática plantando árvores, especialmente eucalipto e pinus, em áreas degradadas, improdutivas ou até mesmo desenvolveram a silvicultura em paralelo a outros cultivos. Para se ter uma ideia, uma produção de eucalipto oferece até 10 vezes mais renda na mesma área da pecuária e sem precisar diminuir o rebanho.

A cidade de Umuarama, interior do Paraná, tem se mostrado um dos polos nacionais da silvicultura atualmente. Já são 20 mil hectares de floresta plantada destinada a geração de energia, indústria moveleira e de construção civil. Desde o final do ano passado até agora, o município doou 300 mil árvores para 110 produtores locais. Cada um recebeu no máximo 4 mil mudas a serem plantadas, segundo o diretor de agricultura e meio ambiente Claudio Marconi, e novos projetos já estão em andamento.

Outra negociação comum consiste na parceria com grandes empresas, por meio da liberação da área ociosa dos produtores rurais para que as empresas pratiquem o reflorestamento, repartindo o resultado da produção entre as partes. Neste caso, a vantagem é que os custos de produção e técnicas em silvicultura ficam sob responsabilidade das empresas. Para o produtor fica apenas o lucro pela locação da área.

Considerando a extensão territorial brasileira, concluímos que áreas para a produção e extração sustentável das florestas não vão faltar. Além disso, vale destacar os inúmeros benefícios das árvores para o equilíbrio da natureza, entre eles a absorção do gás carbônico da atmosfera (CO2). 

Promovida de maneira responsável, a atividade de reflorestamento ou florestas plantadas só tende a render bons frutos para a sociedade, por meio da geração de emprego e renda, para a indústria, com garantia de crescimento e desenvolvimento, e para o meio ambiente, com a preservação do ecossistema e qualidade de vida para os seres vivos.


* Graziela Lourensoni é gerente de Marketing e Produtos para a América Latina da Husqvarna.
(A autora) 

Envolverde

Jovens de São Paulo constroem bicicletas de bambu

Pessoas do Centro Educacional Unificado Jardim Paulistano, zona norte de São Paulo, construíram o meio de transporte usando cola natural

Bambu lenhoso
Bambu: projeto no CEU de SP quer fazer bicicletas sustentáveis

São Paulo - Todos os dias, um grupo de 12 jovens bate ponto no Centro Educacional Unificado (CEU) Jardim Paulistano, zona norte de São Paulo. Logo de manhã, já começam a desamarrar pacotes de bambu. Com uma cola natural, feita ali mesmo, juntam os pedaços, formando quadros triangulares. Três horas de secagem e outras peças são acopladas. Rodas, câmbio, catracas, guidão e aí está: uma bicicleta novinha, para um dos 4,6 mil alunos da rede municipal ir e voltar da escola pedalando.

É assim que funciona a primeira e única "fábrica" de bicicletas de bambu de São Paulo. Ocupando dois andares de um CEU, ela é peça essencial do projeto "Escolas de Bicicletas", que prevê que, até o fim do ano, cem alunos de 12 a 14 anos em cada um dos 46 CEUs se desloquem para a escola em comboios de bicicletas, acompanhados por monitores. Hoje, cerca de 500 crianças já pedalam nesse esquema. E todas as bicicletas saem das mãos dos 12 jovens do Jardim Paulistano.


A fábrica tem capacidade de produção de cerca de 50 bicicletas por dia e, desde o início da operação, em março, já construiu 1,5 mil. Serão 4.680 até novembro. Segundo o coordenador do projeto, Daniel Guth, a opção pelo bambu não é à toa.

"Nossa ideia não é apenas colocar bicicletas na rua, mas também conscientizar as crianças sobre conceitos como sustentabilidade e ambientalismo. O bambu gasta muito menos energia do que o alumínio e é produzido bem perto daqui, em Bragança Paulista, o que diminui os custos com transporte. A pegada de carbono é muito pequena."


Durabilidade

Guth também garante que o material é resistente. Segundo ele, testes de resistência foram feitos a pedido da Prefeitura antes do início do projeto e cada bicicleta aguentou, em média, 1,6 tonelada antes de o bambu começar a rachar.

"Essas bicicletas podem durar até 20 anos", diz o designer carioca Flávio Deslandes, que concebeu a bicicleta. Ele mora na Dinamarca há mais de uma década, projeta bikes de bambu desde 1995, e desenhou o modelo do CEU especialmente para o programa municipal.

Toda a fabricação das bicicletas e dos bicicletários nos CEUs, além do treinamento dos alunos, está orçada em R$ 3,1 milhões. Os jovens recebem salário do Instituto Parada Vital, entidade contratada para o projeto.

Rodrigo Burgarelli, da 

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