quinta-feira, 12 de julho de 2012

Governo lança projeto-piloto de internet gratuita para celular


O Ministério das Comunicações lançou nesta quinta-feira (12) um projeto-piloto para acesso gratuito a páginas da internet.

Voltado para os usuários de banda larga móvel, o serviço pretende transferir o custo da navegação do portal para o seu responsável, seja uma empresa particular ou um órgão público.

Significa que por meio de um domínio específico, terminado pela extensão ".0800.br", mesmo quem não tem um plano de dados habilitado no aparelho celular poderá acessar o conteúdo e os serviços da página.

Por enquanto, apenas 80 pessoas, selecionadas pelo governo do Distrito Federal, poderão verificar o funcionamento desse projeto. Elas nevegarão por apenas uma página disponível no modelo, que foi criada pelo ministério e pelo governo do DF.

O portal oferecerá apenas informações como vagas de emprego, agenda cultural, horários de ônibus, concursos públicos e notícias em geral.

Todos os participantes cadastrados são moradores da região de São Sebastião, área distante 26 km do centro da capital federal. Segundo o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), elas foram escolhidas por estarem próximas ao governo, o que facilitaria a troca de informações e o acesso dos técnicos para acompanhamento do projeto.

As operadoras de celular Vivo, Tim, Claro e Oi, que são parceiras do governo e disponibilizaram 80 smartphones para fase de teste. Os aparelhos serão usados durante 15 dias. Após o período, serão recolhidos.

O governo vai monitorar o uso feito por essas pessoas e as possíveis falhas no sistema. A partir daí, criará uma resolução normativa para orientar todas as companhias que quiserem lançar uma versão de suas homepages no modelo 0800.


BANCOS E LOJAS
A expectativa do ministério das Comunicações é que, principalmente, bancos, órgãos públicos e lojas de comércio eletrônico tenham interesse em participar da experiência.

Atualmente, 82% dos usuários da telefonia móvel fazem uso do modelo pré-pago. Por isso, precisam pagar pelo tráfego de dados de forma individualizada, diferentemente de quem faz uso da banda larga fixa, por exemplo, que em geral permite tráfego ilimitado.

A partir do momento que estiver funcionando, a gratuidade desse modelo de nevegação atenderá todos os usuários, sejam eles clientes pré ou pós-pagos.

Os testes começarão oficialmente neste sábado (14). O governo ainda não sabe informar quanto uma empresa terá de investir, por acesso ou por tempo de navegação do usuário, para manter a página gratuita na internet.

Folha SP

Pernambuco promove evento para marcar os 700 dias que faltam para a Copa 2014



PE promove evento para marcar os 700 dias que faltam para a Copa 2014

A partir desta quinta-feira, faltarão “apenas” 700 dias para a Copa do Mundo no Brasil. Para celebrar a data, Secretaria Extraordinária da Copa de Pernambuco preparou uma série de ações. O primeiro deles é intitulado de “Craques do Amanhã”. Trata-se de uma oficina de futebol voltada para que 350 crianças pratiquem os fundamentos básicos do esporte.

O projeto vai mesclar crianças de comunidades de baixa renda e de escolas particulares para reforçar a ideia de que o futebol é um esporte democrático. O objetivo é integrar jovens de diferentes realidades sociais a partir do futebol. O encontro ocorrerá das 14h às 19h e, além dos treinamentos, haverá gincanas e outras atividades recreativas.

As crianças selecionadas para o “Craques do Amanhã” receberão uma medalha pela participação no projeto e irão concorrer a camisas autografadas por Ronaldo e Bebeto. O Fenômeno, que se destacou na campanha do pentacampeonato da Seleção, e o craque do tetra estiveram no mês passado na Arena Pernambuco para vistoriar o andamento das obras.

Na oficina do "Craques do Amanhã", os pequenos atletas ainda terão a participação de Magrão (goleiro do Sport), Weslley (meio-campo do Santa Cruz) e Kuki (ídolo do Náutico e atual assistente técnico do time alvirrubro).

Outro evento que marcará a passagem dos 700 dias para a Copa de 2014 será a palestra sobre Futebol e Responsabilidade Social, resultado de uma parceria entre a SECOPA-PE e a ONG love.fútbol. Um jornal, de circulação bimensal, também será lançado para informar aos pernambucanos sobre os preparativos do Estado para receber a Copa das Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo.

Na Copa de 2014, o Recife sediará cinco partidas. Quatro da primeira fase, incluindo um jogo da seleção que encabeçara o grupo G, e outro jogo das oitavas de final. Em novembro, a Fifa dará um parecer sobre a situação da Arena Pernambuco para a Copa das Confederações. O estádio pernambucano está cotado para sediar o evento, mas a resposta definitiva ainda não foi dada pela entidade.

Globo Esporte

Casas Bahia começa a contratar pessoal no Recife

Ao todo, são mais de 100 oportunidades para as lojas que serão instaladas no Recife e também no Rio Grande do Norte. Lojas do Recife serão abertas em Água Fria e Afogados.

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A Casas Bahia está iniciando o processo seletivo para contratação de colaboradores que irão atuar nas primeiras lojas da rede em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. No Recife, a rede abrirá lojas nos bairros de Água Fria e Afogados. A previsão é que as unidades sejam inauguradas agora no segundo semestre.

Ao todo, são mais de 100 oportunidades para as lojas que serão instaladas no Recife e também no Rio Grande do Norte, que vai receber uma loja no Shopping Midway Mall.

As vagas disponíveis são para os cargos de vendedor, operador de caixa, auxiliar de estoque, analista de crédito e cobrança e analista de crédito e cobrança trainee, auxiliares de escritório e de limpeza.

Os candidatos deverão ter, no mínimo, 18 anos de idade, experiência de 06 meses na função desejada e 2º grau completo (para as vagas de vendedor, analista de crédito e cobrança e trainee, auxiliar de escritório e operador de caixa). Para os cargos de auxiliar de de limpeza e de estoque, os candidatos devem ter 1º grau completo.

Os interessados poderão cadastrar seus currículos pelo site da empresa – www.casasbahia.com.br – no link “Envie seu Currículo”, até o dia 20 de julho, ou procurar o SINE de Boa Vista (Recife) ou o SINE de Natal. As entrevistas com os selecionados serão realizadas, ainda este mês, nas próprias cidades.

JC Online

PPP: Sedes prometem que estádios darão lucro após Copa do Mundo

As parcerias público-privado (PPP), que estão construindo, por exemplo, a arena Castelão e o novo Mineirão, foram destacadas no seminário especial para a Copa

As arenas terão até futebol. Com esta declaração do secretário especial da Copa 2014 no Ceará, Ferruccio Feitosa, foi encerrado nesta quinta-feira, em Fortaleza, o Seminário de Operações de Estádios da Copa 2014, promovido pelo Comitê Organizador Local (COL). Os operadores das arenas que estão sendo construídas para a Copa prometem que elas não vão se tornar elefantes branco após o Mundial. "Temos condições de torná-las multiuso com realização até de futebol, passando por grandes eventos, como congressos, shows musicais, apresentações culturais e prática de outros esportes", disse Ferruccio Feitosa, que inaugura ainda neste mês de junho, um cinema dentro da Arena Castelão, em Fortaleza.

Outra preocupação dos representantes das 12 sedes do Mundial de 2014 é quanto a regulamentação do comércio de rua com normatização de venda de bebidas e o direto à meia-entrada nos eventos. Eles deliberaram que vão regulamentar todo isso de acordo com as normas de cada cidade, mas que o disciplinamento será a prática para evitar confusão com a Fifa, organizadora do Mundial.

As parcerias público-privado (PPP), que estão construindo, por exemplo, a arena Castelão e o novo Mineirão, foram destacadas no seminário. O coordenador de Operações Esportivas da Secretaria da Copa de Minas Gerais, Rodrigo Reis, salientou como positiva a gestão compartilhada do novo Mineirão para dar sustentabilidade e rentabilidade ao estádio. O novo Mineirão tem uma PPP que vai administrar o estádio pelos próximos 25 anos.

Para Rodrigo Reis o novo cenário das arenas esportivas se apresenta como desafio. "Há uma exigência de práticas econômicas sustentáveis", disse ele citando três aspectos fundamentais para que as arenas sejam rentáveis: conforto, segurança e tecnologia.

Durante o seminário foram apresentadas experiências internacionais de estádios sustentáveis. Uma é da Amsterdam Arena, na Holanda, que fatura cerca de 5 milhões de euros por evento. A Amsterdam Arena tem 350 espaços comerciais atualmente. A experiência holandesa será adotada pela Arena Fonte Nova, em Salvador, e pela Arena do Grêmio, em Porto Alegre, que não será usada na Copa do Mundo.

No encerramento do seminário foi apresentado um estudo realizado por uma multinacional francesa de pesquisa, a Ipsos, que traçou o perfil do torcedor brasileiro. O levantamento feito em 2006 aponta que 78% dos frequentadores de estádios no Brasil têm renda de até três salários mínimo, que 13% têm formação universitária, 45% são com mais de 35 amos de idade e que 71% são homens. Mas um número da pesquisa acendeu o sinal amarelo para os estádios: 46% dos entrevistados iam com frequência aos estádios com possibilidade de queda.

E o seminário serviu exatamente para montar estratégias de não só evitar esta queda, mas reanimar os torcedores a frequentarem mais os estádios. A principal estratégia deliberada no seminário é tratamento privilegiado ao torcedor. Para Rodrigo Reis "o torcedor será um cliente dessa nova estrutura, exigindo qualidade não só dos serviços, mas, também, estimulando uma cadeia em busca de profissionalização de todos os produtos ofertados, inclusive do futebol".

Agência Estado - Estado

Estádios novos atrairão mais público e oportunidades de negócios, dizem especialistas


Responsáveis pela Amsterdam Arena e pelo Reliant Stadium apontam caminhos para que as arenas da Copa conquistem sustentabilidade econômica
O sucesso da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 passa pelo trabalho coordenado dos operadores de estádios. Segurança e conforto das arenas são alguns dos itens obrigatórios para assegurar o êxito do espetáculo. No segundo dia do Seminário de Operações de Estádios, realizado pelo Comitê Organizador Local (COL) da Copa 2014, em Fortaleza, dois palestrantes estrangeiros mostraram otimismo com relação à qualidade das arenas e o trabalho de preparação do Brasil.

O diretor de Operações da Amsterdam Arena, Carel Breen, e o gerente de Operações do Reliant Stadium (Houston), Juan Rodríguez, que vieram apresentar suas experiências às 12 cidades-sede brasileiras, asseguraram que o país está no caminho certo com a elaboração de projetos modernos para construção e reforma de melhores estádios.

“No Brasil, vocês adoram futebol mais do que qualquer outro país. Os estádios novos, com mais conforto e segurança vão atrair mais público, o que vai gerar novas oportunidades de negócios”, afirmou Breen, que administra a primeira arena multifuncional da Europa, inaugurada em 1996. “Melhores estádios possibilitarão aos torcedores vivenciar plenamente a paixão pelo futebol”, disse Rodríguez.

Para o gerente do Reliant Stadium, casa do time de futebol americano Houston Texans, o legado pós-Copa será de arenas multiuso que permitirão ao público apreciar não só os esportes, mas também atrações culturais e eventos.

No Reliant Stadium – um dos equipamentos do Reliant Park, parceria público-privada – além de jogos da NFL (National Football League), shows e feiras, um dos principais eventos, segundo Rodríguez, é a realização de rodeios. “Vocês estão no caminho certo. Penso que o sucesso é contagioso. Se as pessoas ficarem satisfeitas com os serviços e instalações do estádio, haverá mais público”, disse Rodríguez.

Para Breen, novos estádios devem, inclusive, possibilitar a mudança da relação do público com os equipamentos. “Visitantes mais orgulhosos respeitam a casa deles”, disse, utilizando o exemplo da Amsterdam Arena, também administrada por uma parceria público-privada.

Além da realização de atividades culturais, esportivas e eventos, uma importante fonte de receita para as novas arenas poderá ser a comercialização de espaços para lojas, restaurantes e academias. No Brasil, por meio de consultoria, a experiência holandesa está servindo para estruturar o trabalho da Arena Fonte Nova (Salvador) e da futura Arena do Grêmio (Porto Alegre).


Adriano Floriani - Portal da Copa

Turismo (quase) de graça - Há muitas opções do que fazer na capital pernambucana sem precisar gastar muito dinheiro. Aproveite as dicas para conhecer melhor o Recife



Guilherme Carréra

Cidades litorâneas têm a seu favor a democrática paisagem regada pelo mar. Cartão postal da cidade, com a orla de Boa Viagem não é diferente. Plural em seus sete quilômetros de extensão, a faixa de areia situada no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, reúne calçadão e ciclovia, quiosques e barracas, comércio ambulante e comes e bebes. Sem pagar, você pode escolher um lugar na areia e aproveitar o sol, quando ele resolver aparecer.

O Parque Dona Lindu se tornou ponto de encontro para caminhadas, brincadeiras e esportes  (Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press)
O Parque Dona Lindu se tornou ponto de encontro para caminhadas, brincadeiras e esportes


Perto dali, o Parque Dona Lindu se tornou um polo de esportes e lazer para o morador e o visitante do eixo sul da cidade. Inaugurado em março de 2011, com assinatura do arquiteto Oscar Niemeyer, o parque fica à beira mar do bairro de Boa Viagem. Conta com ciclovia, pista para cooper e skate, quadra poliesportiva e playground. Além disso, o Dona Lindu se tornou polo cultural por abrigar o teatro Luiz Mendonça, com capacidade para 540 espectadores e palco reversível, e a Galeria Janete Costa, com exposições no térreo e no mezanino.

Parque da Jaqueira, na Zona Norte do Recife, é referência de lazer para adultos e crianças (Alcione Ferreira/DP/D.A Press)
Parque da Jaqueira, na Zona Norte do Recife, é referência de lazer para adultos e crianças


Do outro lado da cidade, no bairro da Jaqueira, Zona Norte do Recife, o Parque da Jaqueira é referência de lazer em família desde 1985. Sendo o maior em extensão, ele abriga atividades recreativas que incluem pista de cooper com 1.000 metros, ciclovia com 1.100 metros e patinação com 600 metros. Durante a semana, de manhã cedo ou no fim do dia, o parque lota por conta das caminhadas. Aos sábados e domingos, é a vez de as crianças preencherem toda a área de lazer disponível.

O Caixa Cultural abriu suas portas neste ano e já se tornou opção de passeio cultural (Roberto Ramos/DP/D.A Press)
O Caixa Cultural abriu suas portas neste ano e já se tornou opção de passeio cultural


No quesito programação cultural, o Bairro do Recife é imbatível. Além do casario secular e das ruas de paralelepípedo, os centros culturais oferecem exposições o ano inteiro. Na Praça do Marco Zero, o Santander Cultural (aberto de terça-feira a domingo, das 13h às 20h) possui quatro andares, três galerias, uma biblioteca e uma sala de apoio para serviço educativo. Aos sábados, pagando R$ 5, a inteira, ou R$ 2,50, a meia, o público pode prestigiar o projeto “Ouvindo música”, às17h. Nas segundas, quartas e sextas-feiras, os cinéfilos têm a opção de assistir ao “Curta às seis”, sessão de curtas-metragens para 40 pessoas.

O Caixa Cultural (aberto de terça-feira a domingo, das 10h às 20h) tem três pavimentos, três salas de exposições e um teatro com capacidade para 202 pessoas. Recém-inaugurado, é o prédio da antiga sede da Bolsa de Valores de Pernambuco e Paraíba. Já o Centro Cultural Correios (aberto de terça a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados e domingos, das 12h às 18h, fone: (81) 3224-5739), localizado na Avenida Marquês de Olinda, ainda no Bairro do Recife, conta com cinco pavimentos e sete salas para shows, exposições e eventos. Os três centros têm entrada gratuita.

Nos mercados públicos, o visitante encontra o melhor da culinária regional. E por um preço acessível (Alcione Ferreira/DP/D.A Press)
Nos mercados públicos, o visitante encontra o melhor da culinária regional. E por um preço acessível


Sem dúvida, o melhor da culinária popular está nos mercados públicos do Recife. E por um preço acessível a todos. Os destaques são o mercado da Boa Vista e o mercado da Madalena. Situados nos bairros homônimos da Zona Norte, ambos são conhecidos por unir gastronomia, boemia e comércio. Na Boa Vista, o sábado traz música para quem vai comer macaxeira, sarapatel ou buchada nos 63 boxes disponíveis. Na Madalena, são os sanfoneiros quem comandam a tarde de sábado. Carne de sol, cozido e galinha à cabidela completam o menu regional dos 180 boxes deste mercado.

Quer pegar um cineminha? Existe vida cinematográfica além dos shopping centers. O Cinema São Luiz, na esquina da Avenida Conde da Boa Vista, área central, apresenta filmes a preços populares. A mais antiga sala em atividade no Recife cobra apenas R$ 4, a inteira, e R$ 2, a meia, por ingresso. Cinema de rua às margens do Rio Capibaribe, o São Luiz prioriza a filmografia brasileira, mas também exibe grandes sucessos comerciais. No bairro do Derby, na Zona Norte, o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco é chamado pelo apelido, tamanha a intimidade que construiu com o público cinéfilo da cidade. Na Fundaj, a programação é pautada pelos grandes festivais ou pelos últimos lançamentos dos mais relevantes cineastas. Alternativa ao circuito multiplex, a sala tem a sua frente o Castigliani Cafés Especiais, ponto de encontro para jogar conversa fora ou reuniões de trabalho informais. O ingresso custa R$ 8, a inteira, e R$ 4, a meia.

Se não quiser pagar por uma sessão, a Fundaj oferece cineclubismo aos sábados. O Dissenso exibe raridades e filmes obscuros, sempre às 14h. Depois de cada sessão, um debate com a plateia sobre o que foi exibido. Menos cabeça é a proposta do Sesc Casa Amarela, o Cineclube Coliseu (fone: (81) 3267-4410) recebe alunos da rede pública e privada, com agendamento prévio, para suas sessões. Aberto ao público, às quintas-feiras, às 19h. Mostras paralelas também acontecem na sala do Sesc.

Seguindo para Olinda, o bar Xinxim da Baiana, no bairro da Varadouro, também tem sessão de cinema de graça. O Curta no Xinxim é um evento etílico-cinematográfico que acontece às quintas-feiras, a partir das 19h. Os curadores pedem ainda que o público leve filmes para serem arquivados no acervo do Xinxim. Uma vez em Olinda, o passeio gratuito e imperdível é o Alto da Sé. O elevador panorâmico tem acesso livre e dá ao visitante a melhor vista para o Recife e Olinda. Duvida? Dê uma olhada aqui.

O Alto da Sé um dos cartões postais da cidade alta de Olinda (Antônio Melcop/Prefeitura de Olinda)
O Alto da Sé um dos cartões postais da cidade alta de Olinda


Querendo comprar, aproveite as feiras de rua. Em Olinda, a feirinha do Alto da Sé já é tradicional. Além do artesanato local, tem a famosa tapioca a ser degustada. Aproveite para visitar a Igreja da Sé, construída em 1535 e primeira paróquia do Nordeste. Aos domingos, a feirinha de artesanato da Rua do Bom Jesus, no Bairro do Recife, é uma ótima pedida. Garimpando, é possível encontrar produtos de madeira, fibra e couro por um preço camarada. A feira é uma estratégia para a população recifense ocupar o centro da cidade nos finais de semana.

Gosta da boemia? No roteiro de shows do Pernambuco.com, há sempre uma opção de show gratuito na programação da cidade. No Morro da Conceição, na Zona Norte, pelo menos um domingo por mês é dia de música. O Clube do Samba de Recife reúne amantes do gênero em um projeto que nasceu em 2009 e tem cunho social. Para participar, os organizadores pedem que os participantes levem 1 kg de alimento. Karynna Spinelli, Lucas dos Prazeres e os produtores Maurício Spinelli e Dani Silva encabeçam o movimento e abrem os trabalhos.

As terças-feiras prometem, seja no Recife ou em Olinda. A Terça do Vinil, antes sediada na Bodega de Véio, se mudou para o Fábrica Bar, na Praça do Fortim, em Olinda. Criado e executado pelo DJ 440, o som é totalmente dedicado à música brasileira. O couvert custa R$ 3 e a farra começa às 20h. No Recife, o endereço é o Pátio de São Pedro, no bairro de São José, onde acontece a Terça Negra, também a partir das 20h. São shows musicais voltados à cultura negra, abertos ao público, sem distinções.

JC Online

Privatização: em busca de um debate racional

Infelizmente, o que se vê muitas vezes é uma briga de torcidas. Os mais liberais veem no setor privado a solução de todas as mazelas. Outros desqualificam iniciativas de privatização



Privatização; setor público; setor privado (Foto: Shutterstock)
O público e o privado podem coexistir (Foto: Shutterstock)

Privatização não é palavra feia somente por essas bandas. Em sua popular coluna no New York Times, o economista Paul Krugman, laureado com o Prêmio Nobel, criticou duramente eventos de privatizaçãonos Estados Unidos.

Citando experiências mal sucedidas de gestão privada de prisões em New Jersey, Krugman argumentou que operadores privados, na sua ânsia de reduzir custos e lucrar, tendem a deteriorar o tratamento aos presos. Mais ainda, a privatização seria apenas uma moeda de troca: generosos contratos a empresas privadas que oferecem generosas doações a campanhas de políticos.

Por incrível que pareça, justamente no Brasil temos experimentos que não se alinham totalmente à crítica de Krugman. Em um projeto de pesquisa com Sandro Cabral e Paulo Furquim de Azevedo, acompanhamos de perto a experiência do Paraná com a terceirização de prisões a operadores privados em 1999 e sua subsequente reintegração ao estado após 2006.

Nossos dados confirmam que prisões geridas por operadores privados tinham menores custos. Porém, contrariamente ao que afirma Krugman, esses menores custos não eram acompanhados por uma menor qualidade dos serviços.

A operação privada, na experiência do Paraná, reduziu a incidência de mortes e fugas das prisões. Comparativamente a prisões estatais, as unidades terceirizadas apresentavam o mesmo nível de serviço médico. E, embora com um menor número de advogados, essas unidades se mostraram mais ágeis no andamento dos processos criminais dos presos do que as prisões inteiramente estatais.

Como pode essa experiência brasileira contradizer um ganhador do Prêmio Nobel? No Paraná, em realidade, o envolvimento de empresas privadas foi feito de uma forma híbrida. Os diretores das prisões com operação privada eram funcionários públicos responsáveis por monitorar as empresas e garantir um bom serviço.

Obviamente, as empresas poderiam tentar subornar os supervisores públicos para estes fazerem vista grossa ao serviço. Mas as prisões eram acompanhadas de perto por organizações não governamentais diversas e pela mídia. Rebeliões de presos eram amplamente divulgadas ao grande público. Seja por seus princípios éticos ou pelo simples receio de perder seu emprego, os diretores das prisões tinham uma reputação a zelar. A experiência privada funcionou devido a uma combinação de visibilidade externa e supervisão efetiva do estado.

Krugman está correto, entretanto, ao dizer que concessões públicas podem favorecer capitalistas bem conectados. No Brasil, estudos têm demonstrado que aqueles que doam para políticos vencedores conseguem mais contratos públicos e mais financiamento. Mas isso não é exclusividade dos arranjos privados. É só lembrar que o escândalo do mensalão começou com denúncias nos Correios, uma estatal.

Infelizmente, o que se vê muitas vezes é uma briga de torcidas. Os mais liberais veem no setor privado a solução de todas as mazelas do país. Outros, como Krugman, cegamente desqualificam iniciativas de privatização. As prisões terceirizadas do Paraná, que funcionavam muito bem, voltaram a ser estatais após 2006 simplesmente porque o governador eleito, Roberto Requião, havia usado as concessões privadas como o saco de pancadas da sua campanha.

Como resultado, decisões de grande impacto para a população são tomadas de forma puramente ideológica e sem muita racionalidade. Está mais que na hora dos governantes entenderem que a operação privada de serviços públicos pode funcionar com um estado forte, transparente, blindado contra esquemas de corrupção. E que o público e o privado podem coexistir e até mesmo aprender um com o outro.


Sérgio Lazzarini é Professor Titular do Insper e autor de “Capitalismo de Laços: os Donos do Brasil e suas Conexões”.


Época Negócios

Regime automotivo vai incluir setor de autopeças

Simone Cavalcanti

Além disso, o Planalto deve publicar, na próxima semana, o decreto que garante a redução de até 30 pontos percentuais no IPI de veículos com índice de nacionalização mínimo de 55%.
O governo vai aprimorar as regras do regime automotivo, lançado em abril passado no âmbito do Plano Brasil Maior, e que vai vigorar entre 2013 e 2017.


Na próxima semana, deve editar um decreto definindo os índices para a aquisição pelas montadoras de autopeças nacionais entre 2014 e o último ano do programa.

Essa graduação é um dos pontos fundamentais para que os fabricantes consigam obter uma redução de até 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).


Juntamente com isso, o governo estuda lançar um projeto para fortalecer a cadeia de autopeças que vai abastecer a indústria pelos próximos anos.

A norma para o novo regime automotivo foi publicada há dois meses e trazia todas as linhas mestras, mas apenas o percentual para o próximo ano.

Assim, para conseguir o abatimento é preciso ter, no primeiro ano do regime, um valor de componentes regionais (Brasil e outros países do Mercosul) que atinja 55% do total de suas compras para a produção dos veículos no país.

Se, além disso, as empresas fizerem investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, engenharia e Tecnologia Industrial Básica (TIB) poderão ter um benefício tributário adicional de dois pontos percentuais. Os créditos serão compensados com os débitos auferidos na venda dos automóveis.

A intenção não é subir muito mais esse percentual – até para não ter problemas com os países vizinhos -, mas fazer algumas exigências que privilegiem sempre o aumento de peças fabricadas na região dentro do mix de carros produzidos, além de investimentos em tecnologia e inovação.

De acordo com uma fonte, o governo vai averiguar passo a passo os investimentos nessa área e, na medida em que a Receita Federal expanda o sistema de nota fiscal eletrônica, será cada vez mais fácil verificar esse tipo de gasto.


Cadeia forte
Estuda-se ainda anunciar ao mesmo tempo as novas medidas para reforçar a cadeia de autopeças. Em gestação desde o início do ano nos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), de Ciências e Tecnologia e da Fazenda, a ideia é fortalecer o setor para que tenha capacidade de atender à demanda das montadoras pelos próximos cinco anos.

Os ministros do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e da Fazenda, Guido Mantega, ainda vão decidir com a presidente Dilma Rousseff se o projeto para autopeças já está maduro o suficiente para já entrar nesse decreto.

O governo quer abrir caminho em prol do desenvolvimento da cadeia de fornecedores de partes e peças para automóveis. Em linhas gerais será um programa que suplemente e dê a abrangência necessária ao regime automotivo.
Para isso, as montadoras terão de se dedicar e transferir recursos para incrementar o processo de aprimoramento do setor.

De acordo com dados do MDIC, nos últimos seis anos, a velocidade dos investimentos da cadeia ficou muito aquém da fabricação de automóveis à exceção de 2008. E gerou estranheza pelo fato de não haver evolução da oferta nacional para acompanhar a demanda crescente.
Para citar apenas dois exemplos: em 2009 – ano da crise internacional – foram produzidos 3,182 milhões de veículos, mas as inversões das autopeças chegaram a um piso de US$ 631 milhões.

BRASIL ECONÔMICO

Extração do buriti permite conciliar geração de renda e conservação da espécie




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Imgem: www.ulbrajp.edu.br
Estudo de pesquisadores da Unicamp sob o título "Os muitos frutos da ‘árvore da vida’" mostra que extração do buriti permite conciliar geração de renda e conservação da espécie.

ju532 03bUma das plantas mais generosas, da qual se aproveita tudo – da folha ao óleo –, o buriti alcançou um prestígio tal que é tratado como "árvore da vida", sobretudo por quem lida com ele. Uma pesquisa de doutorado do Instituto de Biologia (IB) sobre essa planta mostrou que é possível, às comunidades rurais que fazem o extrativismo do seu fruto, conciliar geração de renda e ao mesmo tempo conservação da espécie.

O autor do trabalho, o engenheiro florestal Maurício Bonesso Sampaio, mostrou que há um menor impacto desse tipo de extrativismo do que em outras atividades que agridem o meio ambiente, como o desmatamento por exemplo.

Segundo verificou Maurício, em sua investigação feita da Unicamp (ele fez graduação e mestrado na Universidade de Brasília – UnB), mesmo sendo removidos até 70% dos frutos dessas populações, o impacto ainda não terá sido demasiado. "É que o extrativista não prejudica a semente pois, em sua atividade, apenas retira a polpa dos frutos. Como as sementes ficam intactas, se forem retornadas ao brejo pelos extrativistas, as populações de buriti seguirão o seu curso normal", informa.

O extrativismo de frutos, repara o pesquisador, é uma alternativa econômica mais sustentável do que outras formas de uso da terra e, apesar de não dispor de dados sobre o quanto o buriti movimenta em termos de cifras nas regiões de sua ocorrência, Maurício ouviu relatos de que muitas famílias conseguem obter uma renda mensal de até dez mil reais unicamente com a comercialização de produtos à sua base, lembrando que a safra dura um período de três ou quatro meses, que é o tempo de duração da safra.

De acordo com o doutorando, atualmente as empresas são as que mais compram os produtos do buriti. E os doces caseiros são os que mais agradam, sendo produzidos e comercializados no Brasil pelos próprios extrativistas, moradores das zonas rurais. Entretanto, outras indústrias também estão interessadas no seu óleo, em geral do ramo cosmético.

Há cenários contudo, reconhece ele, que podem pôr em risco o desenvolvimento do ciclo de vida do buriti. O estudo de Maurício – orientado pelo docente do IB Flávio Antonio Maës dos Santos – chegou a sugerir que um revés como o fogo é capaz de causar grandes impactos à produção de frutos e à manutenção das populações, caso a queimada ocorra no interior dos brejos.

O fogo que acaba atingindo múltiplas áreas, mas em pontos diferentes, a cada dois, três anos, se queimar no mesmo local uma vez a cada dez anos, ou com uma frequência maior que isso, acabará inevitavelmente sendo nociva às populações de buriti, expõe o pesquisador.

Ao avaliar então os efeitos do extrativismo comercial de frutos para as populações naturais de buriti, Maurício ainda averiguou que "uma das problemáticas que persiste é a colheita intensa, que poderá trazer efeitos indesejados, diminuindo as chances de nascerem mudas que irão regenerar as populações de buritis", relata. "Não existe plantio comercial do buriti no país."

Se não houver regeneração, pode-se vislumbrar uma produção cada vez menor de frutos, e isso terá outros impactos, além dos ambientais, prevê o pesquisador. Os impactos poderão ser sociais, posto que muitas pessoas dependem desse extrativismo, mesmo para subsistência.

O buriti (Mauritia flexuosa), conta ele, é mais encontrado na Amazônia, no Cerrado, no Pantanal e em uma pequena área da caatinga, e fora do Brasil, em países da América do Sul como Colômbia, Peru e Venezuela. No Estado de São Paulo, onde existe em menor proporção em uma pequena faixa do norte do Estado, está classificado como "Em Perigo" (EN) na lista oficial das espécies da flora do Estado de São Paulo ameaçadas de extinção (Resolução SMA 48 de 2004).

A planta é uma palmeira da família das Arecaceae, à qual também pertencem os coqueiros e, embora presente em vastas populações, fica restrita às formações brejosas. Em algumas situações, conforme o professor Flávio Antonio Maës dos Santos, notam-se populações quase lineares seguindo cursos d'água, chamadas popularmente veredas.ju532 03a
Peculiaridades
Na tese, o pesquisador escreveu três capítulos. O primeiro faz alusão à ontogenia: como ocorrem modificações nas características morfológicas dos indivíduos ao longo do ciclo de vida, como a planta cresce e a partir de que tamanho produz frutos.

Entre os achados, Maurício revelou que a produção de frutos pode iniciar quando a planta alcança perto de oito metros de altura (uma palmeira pode alcançar 30 metros). Outra coisa: ela vive centenas de anos e é nativa de Trinidad e Tobago e da América do Sul.

No segundo capítulo, ele testou os efeitos do extrativismo de frutos e das queimadas (bastante frequentes no Cerrado) na ecologia de populações do buriti. Já no terceiro capítulo, avaliou os fatores sociais que influem no extrativismo de frutos e em outros usos nos brejos, como a criação de gado e porcos, e o estabelecimento de roças de arroz, milho, feijão, etc.

Mas foi no trabalho de campo que Maurício realmente compreendeu a dinâmica do buriti. Para isso, visitou três regiões – duas no Estado de Tocantins (o Jalapão, ao leste do Estado e o nordeste, próximo a Itacajá e Santa Maria do Tocantins) e uma ao sul do Estado do Piauí, onde se concentram pequenas indústrias produtoras do doce de buriti.

No primeiro ano, o doutorando passou quatro meses prospectando as áreas onde iria trabalhar e coletando dados para o terceiro capítulo da tese. Depois, a sua atuação passou a ser anual nas áreas estudadas. No caso do Jalapão, voltou de seis em seis meses, por encontrar terreno fértil para suas investigações. Em cada viagem, permanecia um mês no local.

A sua maior dificuldade foi identificar populações de buriti que tivessem pouco impacto antrópico (provocado pelo homem no meio em que vive). Um dos requisitos para este estudo era contar com áreas pristinas (o mais conservadas possível). Este foi o grande desafio, menciona Maurício.

Em muitos momentos, o engenheiro florestal requereu apoio das ONGs Pequi (Pesquisa e Conservação do Cerrado) e ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza). E, no trabalho de campo, teve colaborações dos próprios extrativistas – especialmente de um técnico da Emater, no sul do Piauí – e do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

No capítulo envolvendo a parte social, ele recebeu ajuda das pesquisadoras Tamara Ticktin, da University of Hawai’i at Manoa, que estuda os efeitos do extrativismo de produtos florestais não madeireiros, e de Cristiana Seixas, do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam).

De acordo com o professor Flávio, a tese de Maurício converge com uma série de trabalhos da linha de pesquisa de Ecologia de Populações de Plantas do IB, desenvolvidos há mais de duas décadas no Departamento de Biologia Vegetal.

Dentro dessa linha, os estudos sobre os efeitos da exploração sobre populações de plantas tiveram início graças a uma demanda de pós-graduandos a partir de 1995, relacionada ao impacto da exploração madeireira de espécies arbóreas na Amazônia.

A seguir, passou a incluir a exploração de produtos florestais não madeireiros, como a pesquisa de Maurício e de outra doutoranda, Cristina Baldauf, que engrossou a iniciativa estudando a janaguba, uma espécie arbórea vista no Cerrado.

“O trabalho de Maurício vai na direção de conjugar muitas variáveis e fazer análise de um componente social ligado a essa exploração. Ao mesmo tempo, tentou casar isso com a avaliação dos modelos de dinâmica: como as populações estão reagindo a essa exploração. É extremamente difícil encontrar na literatura pesquisas juntando essas abordagens em torno de um ponto comum”, realça o orientador.


Engenheiro florestal desenvolve duas cartilhas
A experiência obtida no campo de trabalho balizou Maurício a conceber duas cartilhas para as populações rurais que moram perto das áreas de brejo e que praticam o extrativismo de buriti.

As cartilhas são Boas Práticas de Manejo para o Extrativismo Sustentável do Buriti, que teve apoio do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN); e Boas Práticas de Manejo para o Extrativismo Sustentável do Capim Dourado e do Buriti, produzida em parceria com os pesquisadores Isabel Schmidt, Isabel Figueiredo e Paulo Sano, analisando o capim dourado do Jalapão.

Uma cartilha aborda o fruto e a outra as folhas do buriti, que fornecem uma fibra muito empregada no artesanato do capim dourado. Maurício inclusive avaliou o impacto do extrativismo dessas folhas.

Cerca de mil exemplares foram distribuídos pelo ISPN para agroextrativistas do Cerrado. A expectativa é que os resultados contribuam para que essas comunidades continuem praticando o extrativismo, gerando renda e melhorando a sua distribuição e o acesso das pessoas à economia local.

Para Flávio, um dos pontos a ser ressaltado é que a extração é familiar, feita por pequenos grupos. Não é uma exploração intensiva, esclarece, porém falta apoio a essas pessoas e capacitação. “Se nutrirmos a ideia de que é possível criar uma economia mais vigorosa nessas regiões, as populações de buritis e as extrativistas poderão sofrer muito com isso.”

Publicação
Tese: “Ecologia, manejo e conservação do buriti (Mauritia flexuosa; Arecaceae) nos brejos do Brasil Central”
Autor: Maurício Bonesso Sampaio
Orientador: Flávio Antonio Maës dos Santos
Unidade: Instituto de Biologia (IB)
Financiamento: CNPq e Fapesp

Fonte: Jornal da Unicamp

Energia solar chega à rede em 2013



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Pela primeira vez, a eletricidade gerada vai para a rede e será distribuída para os consumidores, já a partir do início do ano que vem.

As usinas hidrelétricas correspondem a 70,3% da capacidade instalada de produção de eletricidade no Brasil, segundo o Boletim de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro de abril/2012, publicado pelo Ministério de Minas e Energia.

Os investimentos em energia eólica cresceram bastante nos últimos anos e, atualmente, são 1.479 megawatts (MW) instalados. Mas, na opinião dos especialistas, faltava um olhar mais atento do governo federal em relação à energia solar fotovoltaica, ou seja, a obtida através da conversão direta da luz do sol em eletricidade.

O cenário positivo começa a se desenhar a partir do Projeto Estratégico: "Arranjos técnicos e comerciais para inserção da geração solar fotovoltaica na matriz energética brasileira" ou, simplesmente, a "chamada 13" da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), cujo objetivo é diversificar a matriz energética brasileira. São 18 projetos aprovados para várias concessionárias, totalizando 25 MW de potência instalada.

Docentes e pesquisadores da Unicamp estão envolvidos em um deles, que tem como proponente a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que investiu R$ 13 milhões no projeto. Para o professor Ennio Peres da Silva, do Laboratório de Hidrogênio (LH2), do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGH) "este é um marco para a energia fotovoltaica no Brasil porque é o momento de introdução dessa tecnologia no País. Sempre falávamos no futuro e agora o futuro chegou".

Para se ter uma ideia, até hoje no Brasil, o máximo da capacidade de energia solar instalada era de 6 MW, provenientes de unidades criadas no Prodeem (Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municípios), para atender a comunidades isoladas. Com a "chamada 13", acapacidade de geração no Brasil, de modo geral, vai ser ampliada mais de quatro vezes. Hoje, a energia solar fotovoltaica também é usada em situações especiais, como na operação de telefones de emergência e outros equipamentos em rodovias.

Batizado pela CPFL de "DE-0045", o projeto terá duração, a contar de março de 2012, de 36 meses de trabalho com a instalação de usinas em Campinas, na subestação Tanquinho da CPFL e na Unicamp, além de dois aerogeradores pararealização de testes de um sistema híbrido com a energia eólica, com 5 kW de potência instalada. A maior usina terá capacidade de produção de 1 megawatt (MW) em Tanquinho, enquanto, na Unicamp, serão instalados quatro conjuntos de painéis de diferentes tecnologias, de 15 quilowatt (kW) cada.

Além do professor Peres, participam os docentes Ernesto Ruppert Filho, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC), e Luiz Antonio Rossi, da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri), todos pesquisadores do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Unicamp. Os três devem orientar pelo menos seis trabalhos de mestrado, doutorado e iniciação científica relacionados ao projeto. A CPFL está envolvida com 19 empresas coligadas.

Também integram o projeto de cooperação três empresas spin-offs, ou seja, que nasceram a partir de experiências que começaram na Unicamp: a Hytron, a Eudora Solar e o Instituto Aqua Genesis. O diretor executivo da Hytron, João Carlos Camargo, doutor em planejamento energético pela Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp, é o coordenador geral.

Um aspecto da "chamada 13" é permitir a utilização de recursos obrigatórios de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em um projeto estratégico cooperativo com viabilidade comercial, como este. A Unicamp já atuava como parceira da companhia no projeto denominado DE – 0042 para o desenvolvimento de tecnologias e geração solar/eólica de 20 kW.

Com a instalação das plantas, os pesquisadores da Unicamp vão iniciar os estudos de medições, simulações e também de aprimoramento das tecnologias já desenvolvidas para a conexão à rede elétrica da energia fotovoltaica gerada. "A melhoria do controle dos conversores eletrônicos de potência é uma delas", diz Ruppert Filho, orientador da pesquisa que resultou no primeiro conversor trifásico para a conexão de painéis solares à rede elétrica.

Os painéis necessários para a captação da luz solar serão comprados pelas empresas consorciadas à CPFL, e serão testados modelos nacionais e internacionais. Da mesma forma, os aerogeradores. Os docentes explicam que a eletricidade disponibilizada na rede não pode ser armazenada, enquanto energia elétrica, em grandes quantidades.

Por isso, o sistema de distribuição é controlado de forma a equacionar o consumo. Com a utilização da energia solar fotovoltaica gerada, o fornecimento da energia elétrica de outras fontes pode ser reduzido. "O que acaba resultando em economia não só da energia, mas de todos os recursos que envolvem a produção de eletricidade", afirma Peres.

Somente como ilustração, a energia solar que será gerada nesta cooperação entre Unicamp e CPFL seria suficiente por si só, para o abastecimento contínuo de 150 casas de classe média por um dia.

A integração da energia fotovoltaica com a eólica na rede é uma novidade, de acordo com Peres. "Precisamos estudarcomo compatibilizar essas energias, aliando-as aos dados do clima, para evitar perdas. Há uma série de condições que precisam ser atendidas".

A falta de reservas foi uma das causas do "apagão" de 2001, por exemplo. O professor Rossi acrescenta que, nesse sistema, a rede serve de armazenamento, já que a energia fotovoltaica só poderia ser mantida em baterias, que são inviáveis do ponto de vista econômico, devido à grande quantidade de eletricidade produzida. "A diversificação da matriz energética vai permitir maior segurança do sistema de abastecimento nacional", ele complementa.

O analista de inovação da CPFL Energia Antonio Roberto Donadon ressalta a importância da parceria com a Unicamp. "A cooperação é fundamental para o treinamento de pessoas para o mercado. A construção de pequenas usinas em todo o país vai representar um custo menor da energia no futuro. Esses projetos nos fornecem curvas de aprendizado que são fundamentais."

Outro estudo do projeto refere-se ao aspecto ambiental. A pesquisadora Carla Cavaliero, do Instituto Aqua Genesis, afirma que um aspecto a ser analisado é a possibilidade de obtenção de créditos de carbono. "O que está sendo evitado de emissões de gases de efeito estufa e como será feita essa contabilidade são levados em conta.

O estudo considera ainda que, ao gerar energia elétrica com as fontes eólica e solar fotovoltaica no horário diurno, uma parcela da geração hidrotérmica será deslocada, podendo reduzir as emissões de gás carbônico. Além disso, foi realizado um estudo do potencial eólico e solar fotovoltaico na área de concessão da CPFL Energia, indicando os locais de maior aproveitamento energético".

Aerogeradores - Os experimentos com os aerogeradores, responsáveis pela obtenção de energia elétrica por meio do vento, objetivam, em um primeiro momento, obter as chamadas curvas de potência, ou curvas de desempenho. Um túnel de vento, ou na realidade um "soprador", deve simular várias velocidades de vento e medir a produção de energia elétrica.

De acordo com Rossi, "será feita extrapolação e projeção da produção anual de energia elétrica, usando a curva obtida e o perfil de vento por meio de medições com anemômetros e anemoscópios; usaremos o Atlas Eólico do Estado de São Paulo, que tem a previsão de ser concluído em julho. Caso contrário, vamos recorrer ao do Estado do Rio Grande do Sul ou o do Estado do Ceará, que já estão disponíveis". Nestes Estados, a CPFL tem investimentos e participação em empresas regionais de geração e de distribuição de energia.

Os dois aerogeradores testados serão um nacional instalado em local ainda a ser definido, e outro importado na subestação Tanquinho. Segundo o docente, em campo, os pesquisadores poderão medir a produção anual de energia elétrica e comparar com o que foi projetado. "Além disto, serão avaliados os impactos que estes sistemas poderão causar na rede elétrica de baixa tensão, objetivando eliminá-los ou minimizá-los", diz.

Fonte: AmbienteEnergia com informações do Jornal da Unicamp/Patricia Lauretti - Imagem: PV-Magazine

Aberta licitação para ampliação de estacionamento de aeronaves no Aeroporto de Salvador


A Infraero abriu nesta quarta-feira (11/7) licitação para a contratação de empresa para executar as obras de reforma e ampliação do estacionamento de aeronaves do Aeroporto Internacional de Salvador/Luís Eduardo Magalhães (BA). 

Entre os serviços contemplados estão a expansão e revitalização de pátios e a renovação da sinalização do estacionamento.

Clique aqui para acompanhar o andamento do processo licitatório.
Quatro concorrentes participaram da licitação, realizada sob o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), e a empresa vencedora apresentou uma proposta de R$ 16,19 milhões. 

A próxima etapa do processo será para o possível recebimento de recursos de alguma das participantes, no prazo de cinco dias úteis.

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A reforma e expansão do estacionamento do Aeroporto de Salvador é uma das obras da Infraero para a Copa do Mundo de 2014. O prazo de conclusão previsto para os trabalhos no estacionamento é para dezembro de 2013. 

As outras intervenções previstas no cronograma da Copa do Mundo para o terminal baiano são a revitalização do terminal de passageiros, cujos projetos básicos estão em execução, e a construção de nova torre de controle, que teve a Ordem de Serviço para início das obras assinada no final de junho.

“As melhorias trarão ainda mais conforto e segurança para o aeroporto, garantindo o atendimento da demanda dos usuários para os próximos anos”, afirmou o superintente de Salvador, Manoel Henrique Bandeira.

Assessoria de Imprensa - Infraero

Universidade de Oxford recebe doação milonária de ex-estudante

Valor doado por empresário equivale a R$ 236,3 mi e ajudará jovens com poucos recursos

LONDRES - A Universidade de Oxford recebeu uma doação recorde de 75 milhões de libras (R$ 236,3 milhões) de um antigo estudante, informou a instituição britânica nesta quarta-feira, 11. A doação, que será usada para ajudar jovens com poucos recursos, foi realizada pelo empresário e ex-jornalista Michael Moritz e sua esposa, a romancista Harriet Heyman. O valor é o maior já dedicado a estudantes na Europa.

Cerca de cem estudantes receberão, cada um, 11 mil libras (R$ 34,6 mil) para custear matrícula e manutenção durante o ano letivo de 2012. A doação coincidiu com o aumento das taxas universitárias na Inglaterra, que giram em torno de 9 mil libras anuais (R$ 28,3 mil).

O dinheiro doado vai ser empregado em um programa de bolsas de estudos no valor de 300 milhões de libras (R$ 945,3 milhões), que tem como objetivo ajudar estudantes cujas famílias tem receita menor que 16 mil libras (R$ 50,4 mil) por ano.

Durante a apresentação da bolsa de estudos, Moritz, que mora em São Francisco, nos Estados Unidos, disse que o objetivo da iniciativa é assegurar que "cada professor ao longo do Reino Unido entenda que não há obstáculos para nenhum de seus alunos na hora de obter uma vaga em Oxford".

"Agora já não há barreiras econômicas entre nenhum estudante e a Universidade", afirmou o empresário americano de origem galesa, que é o fundador de um fundo de capitais que financiou grandes empresas tecnológicas do Vale do Silício (Califórnia) como Apple, Google e YouTube.

Moritz, que se graduou em Oxford em 1976 no curso de história da arte, revelou que por trás da doação há uma razão pessoal. "Não estaria aqui se não fosse pela generosidade de estranhos", disse o empresário, cujo pai teve a oportunidade de estudar em um bom colégio em Londres graças a uma bolsa de estudos "depois de perder tudo" na Alemanha nazista.

EFE

Recife: Um novo horizonte no Pina

Com investimentos públicos e privados, a área do Pina que vai ganhar o RioMar Shopping valorizou 100% em dois anos 

Quem atravessa as pontes Paulo Guerra e Antônio de Goes, que ligam o bairro de Boa Viagem ao Recife, vê a transformação que acontece no Pina.

 Antes uma área pouco valorizada no mercado imobiliário, a região acabava servindo de passagem. Agora, o bairro ganha força com os empreendimentos que começam a despontar no local.

O Pina virou um canteiro de obras para a construção de uma nova centralidade urbana. Investimentos públicos e privados são feitos em obras como a Via Mangue e o RioMar Shopping, que começam a modificar a configuração do bairro e atraem empresariais e residenciais.

 O metro quadrado do terreno passou de R$ 2.500 para a faixa dos R$ 5.000 em dois anos.

O comércio local também começa a se modificar. E os moradores também percebem as transformações no bairro.

JC Online

Passaporte verde traz dicas para ser turista sustentável



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O guia favorece a economia local/Foto: Martim Garcia/MMA

Uma campanha promovida pelo governo federal busca incentivar turistas a adotar hábitos de consumo saudáveis e sustentáveis durante as viagens de lazer. O carro chefe da iniciativa é o Passaporte Verde, um guia com orientações e dicas para um novo tipo de turismo que vem ganhando espaço em todo o mundo, que respeita o meio ambiente, favorece a economia local e o desenvolvimento social e econômico das comunidades.

O Passaporte Verde é parte de uma iniciativa global das Nações Unidas que busca construir novos parâmetros de desenvolvimento turístico sustentável, com redução de impactos sociais e ambientais. Lançada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a campanha é coordenada no Brasil pelos ministérios do Meio Ambiente e do Turismo, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).


Diversão, cultura e responsabilidade sócio-ambiental
De acordo com o guia, as práticas do turista sustentável vão desde o planejamento até o meio de transporte utilizado na viagem. "Ao escolher seu destino, ele deve certificar-se que o local oferece meios de transporte, acomodações e tratamento de lixo e esgoto adequados", destaca o coordenador da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) do Ministério do Meio Ambiente, Allan Milhomens.

Para isso, o turista deve preferir acomodações que tenham equipamentos eficientes e que permitam o uso racional da energia e da água, além de priorizar o serviço de guias e condutores integrantes das comunidades locais. Avaliar os meios de transporte até o local escolhido e durante os passeios também é importante, ressalta o documento.

Após escolher o destino, o turista deve buscar informações sobre a região a ser visitada, cultura e tradição do seu povo, o que garantirá uma melhor convivência durante a sua permanência no local. Para aumentar o impacto social da viagem, o turista pode dar uma finalidade cultural às revistas e aos livros que terminou de ler, deixando-os na própria comunidade ou na escola local.

Outra dica é buscar conhecer as Unidades de Conservação que permitem visitação, como parques, áreas de proteção ambiental, reservas de desenvolvimento sustentável, reservas particulares, entre outras.

Ao fazer a mala, o viajante deve pensar no que levar na bagagem, já que a quantidade de itens aumenta o impacto da viagem, devido às emissões de gás carbônico e lixo que gera. Uma alternativa é tentar não levar de casa nada que possa encontrar no destino final ou comprar produtos de higiene ou alimentos nos mercados locais. "Sem contar que ao tomar essas atitudes, o turista estará contribuindo com a geração de empregos e aumentando a renda dos moradores", ressalta Milhomens.


Dicas de práticas verdes para quem hospeda:
• Incorporar os princípios socioambientais à administração e ao treinamento das pessoas, que devem ser capacitadas para exercerem atividades de modo responsável;
• Reduzir o consumo indireto de energia, aquele embutido na fabricação dos itens de consumo, buscando oferecer produtos naturais, especialmente vegetais, feitos na região;
• Reduzir o impacto ambiental de novos projetos e construções, visando a preservação do cenário natural, fauna e flora, levando em consideração a cultura local na arquitetura. Materiais naturais, técnicas construtivas de baixo impacto e baixo consumo energético merecem atenção;
• Controlar e diminuir o uso de produtos agressivos ao ambiente, como amianto, CFCs, pesticidas e materiais tóxicos, corrosivos ou inflamáveis;
• Utilizar energias alternativas, como a solar e eólica, sempre que possível no planejamento das novas construções e instalações;
• Consumir água com racionalidade e eficiência, por exemplo, coletar e utilizar a água da chuva quando possível;
• Não permitir que haja qualquer vazamento de esgoto ou dejetos poluidores.


Atitudes que o turista sustentável deve ter:
• Evitar o uso desnecessário de água e de produtos químicos, utilizando por mais de um dia suas toalhas de banho e rosto;
• Ligar o ar condicionado, sempre com portas e janelas fechadas, e ventiladores apenas quando necessário;
• Recolher todo o lixo produzido e separar materiais recicláveis de restos orgânicos;
• Utilizar sacolas reutilizáveis de pano ou papel ao invés dos saquinhos plásticos nas compras;
• Na praia, utilizar protetor solar resistente à água para não poluir o mar e prejudicar a fauna marinha;
• Apagar as luzes e desligar os equipamentos do ambiente ao sair;
• Fechar a torneira enquanto escova os dentes. Assim, é possível gastar apenas dois litros de água ao invés de 60;
• Não retirar plantas, nem levar "lembranças" do ambiente natural para casa. Deixar pedras, flores, frutos, sementes e conchas onde foram encontradas para que outros também possam apreciá-los;
• Não comprar animais silvestres;
• Ajudar na educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade de disseminar essa atitude responsável.



Com informações dos Ministérios do Turismo e Meio Ambiente.

VION Announces Private/Public Partnership with Rhode Island Turnpike and Bridge Authority (RITBA)



ATLANTA--()--VION Receivable Investments (VION), through VION Municipal Capital, is pleased to announce completion of toll-road enhancements to the Newport Pell Bridge funded by the company.

The project created open road toll lanes (ORT, also known as EZ-Pass) in each direction. The new ORT lanes are currently handling approximately 60% of total traffic and creating greater throughput and convenience for commuters.
VION Municipal Capital provided the necessary capital in such a way as to ensure no net loss to RITBA from the ORT project.

Stacey Schacter, CEO of VION Receivable Investments said, “Our expertise in receivables has direct application and benefit for municipalities in the areas of traffic and parking violations, fees, and court-ordered fines. We help municipalities leverage their receivable revenue streams—such as toll fees—to fund projects without selling public assets or bonding debt. This project perfectly demonstrates the value of our Public/Private Partnership solutions.”

There is currently a mix of OTR lanes and gates at the Newport Pell Plaza. The stepped introduction of OTR lanes will enable the RITBA to master violation enforcement and out-of-state collection on a limited scale while greatly enhancing the speed in which vehicles can cross the bridge. Any new toll points in the future are expected to be all-electronic.


About VION Receivable Investments
VION Receivable Investments, headquartered in Atlanta, Georgia, is an international provider of receivable investment services to businesses managing consumer and commercial receivables. VION provides a single, comprehensive source of expertise in receivable financing, purchasing, process consulting, and valuation. For more information, please visit vioninv.com or contact Barbara Anderson at (703) 736-8336 or email to banderson@vioninv.com.

Eastern Daylight Time

Brasil e Estados Unidos assinam convênio de cooperação entre alfândegas


Declaração conjunta permitirá troca de tecnologias, informações e capacitação de funcionários da Receita Federal e do órgão dos EUA


O Brasil e os Estados Unidos assinaram convênio de cooperação mútua entre as alfândegas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a secretária de Segurança Interna norte-americana, Janet Napolitano, firmaram nesta quarta-feira (11) declaração conjunta que permitirá a troca de tecnologias, informações e capacitação de funcionários da Receita Federal e do órgão norte-americano.

De acordo com o subsecretário substituto de Aduana e Relações Internacionais da Receita, Luís Felipe Barros, o documento fornece as condições para que os dois países estabeleçam critérios para acelerar o comércio de mercadorias entre agentes com baixo risco de irregularidade. Por meio da figura jurídica do operador econômico autorizado, o Brasil e os Estados Unidos trocam informações e concentram a fiscalização apenas nas cargas de alto risco.

“Se apenas de 10% a 15% dos contêineres precisam de fiscalização rigorosa, o restante poderá passar mais rápido pelos controles aduaneiros nos dois países”, disse o coordenador-geral de Relações Internacionais da Receita, Flávio Araújo. Atualmente, a liberação de uma mercadoria importada leva, em média, dois dias. Para exportações, o prazo corresponde a dez horas.

Segundo Barros, existe um programa piloto para instituir o operador econômico autorizado para algumas empresas (importadores, exportadores e transportadoras) que operam em dois aeroportos – um no Brasil e outro nos Estados Unidos. Os terminais, no entanto, ainda não estão definidos, nem há prazo para que o programa entre em funcionamento. Também existem projetos entre o Brasil e a Coreia do Sul, mas as conversas ainda estão em fase inicial.

Primeiramente, a troca de informações entre os dois aeroportos se restringirá a cargas comerciais, mas Barros disse que, no futuro, o procedimento pode ser aplicado na fiscalização dos passageiros. “As bagagens são escaneadas antes do embarque. Então, é possível que a fiscalização na chegada seja feita com base nas malas suspeitas, em vez de se basear em amostragem de passageiros”, declarou. O subsecretário, no entanto, disse que o compartilhamento de imagens de escâneres das bagagens não tem data para começar.

Brasil e Estados Unidos assinam declaração de intenção para acabar com visto



O Brasil e os Estados Unidos assinaram nesta quarta-feira uma declaração de intenção para acabar com o visto entre os dois países. O documento foi firmado pela secretária do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Janet Napolitano e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

No documento, os países concordaram com a criação do Grupo de Trabalho sobre Assuntos Relativos a Vistos (GTV). O primeiro encontro deve ocorrer até novembro deste ano, em Washington.

A iniciativa faz parte do aprofundamento da cooperação bilateral, acordado entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em abril deste ano, quando a mandatária brasileira esteve em Washington.

Na época, ambos se comprometeram em estreitar a colaboração “para atender aos requisitos do Programa de Dispensa de Vistos dos Estados Unidos e da legislação brasileira aplicável, de maneira a possibilitar que cidadãos dos Estados Unidos e do Brasil viajem entre os dois países sem necessitar de visto”.

Quatro estádios da Copa terão partidas do Brasileirão em 2013

Novidade foi confirmada em seminário realizado pela Fifa em Fortaleza


Mineirão será reaberto no dia 21 de dezembro deste ano (crédito: Sylvio Coutinho)

Em processo de reformulação para a Copa de 2014, os estádios do Castelão, Fonte Nova, Maracanã e Mineirão já "garantiram" presença no Campeonato Brasileiro de 2013. A informação foi confirmada ontem (10) pelo secretário-executivo do Ministério do Esporte e membro do conselho do COL (Comitê Organizador Local), Luís Fernandes.


Participando de um seminário sobre a operação dos estádios da Copa, realizado esta semana em Fortaleza, Fernandes revelou que os quatros palcos serão os primeiros novos estádios a figurar na edição do Brasileirão de 2013, mesmo ano em que acontece a Copa das Confederações, evento-teste para o Mundial.


Com exceção do Maracanã, que deverá estar pronto até fevereiro do ano que vem, os estádios têm prazo de entrega marcado para dezembro deste ano. Entre os quatro, só o Castelão não conta em sua cidade com um time na elite do futebol nacional (o Ceará, apesar de ser rebaixado para a Série B em 2011, costuma atrair grandes públicos, assim como seu rival, o Fortaleza, hoje na terceira divisão).


As praças esportivas citadas pelo COL podem, ainda, ter o "reforço" da Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (a 19 km do centro do Recife), que deverá ser inaugurada até fevereiro de 2013 e já acertou uma parceria com o Náutico, clube membro do primeiro escalão do futebol brasileiro, para mandar seus jogos no novo estádio.


Outros estádios que têm prazo de entrega até o meio de 2013, como a Arena Pantanal (Cuiabá) e o Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília), não contam, porém, com equipes da elite do futebol nacional.


Legado e matriz

Luís Fernandes também lembrou que a reforma e construção das 12 arenas do Mundial deverá representar um aumento no número de torcedores frequentando os estádios pelo país. "O que está sendo estruturado é um legado importante para modernização, profissionalização e melhoria da qualidade do futebol brasileiro", disse.


O dirigente ainda falou sobre mudanças na Matriz de Responsabilidades, documento que lista as obras da Copa e discrimina os entes federativos responsáveis por elas. Segundo ele, a matriz, criada em janeiro de 2010 e revisada oficialmente em setembro do ano passado, pode sofrer novas mudanças.


"A Matriz de Responsabilidades é objeto de revisões periódicas. Ela já teve menos obras, mais obras. Hoje está em 101 obras, sejam de infraestrutura, estádios, mobilidade, portos e aeroportos. Foram inclusas ainda telecomunicaçãoes, segurança e energia no nosso último balanço. A Matriz não é fechada, ela muda", finalizou.


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