segunda-feira, 25 de junho de 2012

OFERTA IMPERDÍVEL DE IMÓVEL PARA ESCRITÓRIO EM BOA VIAGEM - RECIFE - PERNAMBUCO


Bairro da zona norte do Rio ganha parque com conceitos de sustentabilidade



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MadureiraA partir do dia 23, o bairro de Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, passou a contar com uma área de lazer construída de acordo com as diretrizes de sustentabilidade discutidas na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que terminou no dia 22.
Obra da prefeitura carioca, o Parque de Madureira, com uma área de 103 mil metros quadrados, é o terceiro maior da cidade, menor apenas do que o Parque do Flamengo, na zona sul, e a Quinta da Boa Vista, na zona norte. A inauguração contou com a presença do prefeito Eduardo Paes, do governador Sérgio Cabral e do secretário-geral da Rio+20, Sha Zu Kan.
O parque foi implantado ao longo de uma faixa de mais de 1 quilômetro de extensão, marginal a um dos ramais de trens da SuperVia, e que era ocupada pelas torres de transmissão de energia da concessionária Light. Com o remanejamento e a compactação das torres pela concessionária, grande parte do terreno pôde ser liberada para a obra, iniciada em 2010. A área também abrigava uma favela, com 900 famílias, que foram removidas.
Entre outros itens sustentáveis, o Parque de Madureira conta com sistema de irrigação para consumo controlado de água, controle térmico e de resíduos sólidos, sistema de reuso de água e iluminação com 400 lâmpadas de LED, de baixo consumo. Foram plantadas mais de 1,2 mil árvores na área de lazer, que tem ainda ciclovia, equipamentos para ginástica, circuito de skate e quadras de vôlei e de futebol.
Ao chegarem para a inauguração, Paes, Cabral e Sha Zu Kan foram recebidos pela Velha Guarda da Portela, grupo formado por integrantes da tradicional escola de samba do bairro. Em seu discurso, o prefeito definiu o parque como “um legado da Rio+20 para a cidade”. Cabral, por sua vez, disse que a nova área de lazer “é um resumo do momento que o Rio de Janeiro está vivendo”. Já o secretário-geral da Rio+20 destacou que o parque “vai ajudar a disseminar a economia verde e o desenvolvimento sustentável”.
Após a cerimônia de inauguração, teve início no espaço do novo parque destinado a shows uma roda de samba com Arlindo Cruz, Noca da Portela e Dorina, entre outros sambistas.

Fonte: Agência Brasil / Repórter: Paulo Virgilio / Edição: Juliana Andrade

Algumas informações sobre Metrôs no Brasil e no mundo, vale apena conferir


Extensão do metrô em cidades do mundo (km)

Ano: 2011 - Abrangência: cidades do mundo

Extensão do metrô no mundo
Ano: 2011 - Abrangência: cidades do mundo


Extensão do metrô nas cidades brasileiras (km)

Ano: 2011 - Abrangência: Cidades Brasileiras

Extensão do metrô nas cidades brasileiras (km)
Fonte: Metrô SP, Metrô DF, Metrô Rio, MetrôREC, Trensurb, CBTU


Tarifa do metrô em cidades do mundo

Os números são de um levantamento do professor de economia Alcides Leite*, da Trevisan Escola de Negócios. Para fazer a conversão para reais, ele usou a cotação do dia 14/03 por volta das 12h

Tabela de tarifas do metrô
Tabela de tarifas do metrô
créditos: Divulgação

Os números são de um levantamento do professor de economia Alcides Leite*, da Trevisan Escola de Negócios. Para fazer a conversão para reais, ele usou a cotação desta quarta-feira por volta das 12h.


No Rio de Janeiro, a passagem também é mais cara do que nessas duas cidades latino-americanas.

Em comparação com Nova York, o bilhete unitário em São Paulo e no Rio de Janeiro é mais barato. No entanto, a cidade americana oferece descontos dependendo da frequência dos usuários. O bilhete válido por 30 dias, por exemplo, custa R$ 188.

Com isso, o preço em São Paulo e no Rio praticamente se equipara ao de Nova York. Quem faz duas viagens por dia durante um mês nessas duas cidades brasileiras paga R$ 180 e R$ 186, respectivamente.


Já em comparação com cidades europeias, o metrô no Brasil não está caro. Dez viagens para qualquer lugar de Madri custam R$ 35; em Paris, R$ 30,10; em São Paulo, R$ 30.


Veja abaixo as diversas tarifas de metrô, sempre em reais, em algumas metrópoles internacionais.

RIO DE JANEIRO
Tarifa normal: R$ 3,10
Gratuidade:
Alunos da rede pública de ensino fundamental e médio do Rio de Janeiro;
Maiores de 65 anos;
Pessoas com Deficiência e acompanhante legalmente autorizado;
Doentes crônicos e acompanhante legalmente autorizado.

SÃO PAULO
Unitário: R$ 3,00
Integração: R$ 5,10
Estudante paga meia e tem direito a quatro viagens no período de duas horas
8 viagens: R$ 22,30 R$ 2,79 por viagem
20 viagens: R$ 53,80 R$ 2,69 por viagem
50 viagens: R$ 127,50 R$ 2,55 por viagem
Deficientes são isentos do pagamento de tarifa
Acima de 65 anos de idade não paga tarifa
Desempregado sem justa causa há mais de um mês e há menos de seis meses não paga tarifa

LONDRES
Zonas Adultos Crianças (5 a 15 anos) Com cartão pré-pago
1 12,24 5,98 5,70
1-2 12,24 5,98 7,70
1-4 15,09 7,40 10,26
1-6 15,09 7,40 13,68

NOVA YORK
O bilhete de viagem única: R$ 4,53
7 dias: R$ 52,49
30 dias: R$ 188,24
6 viagens: R$ 18,82
Idoso com mais de 65 anos e deficientes pagam meia

BUENOS AIRES
Tarifa Normal: R$ 1,05
Tarifa Abono Estudantil (alunos do ensino básico e superior): R$ 9,24
De segunda a sexta sem limites de horário e aos sábados até às 15 horas.
Máximo de 4 viagens por dia, 14 por semana y 40 por mês.
Tarifa Abono Professor (professores da rede pública de Buenos Aires): R$ 16,38
De segunda a sexta sem limites de horário.
Máximo de 2 viagens por dia, 10 por semana y 44 por mês.
Gratuito para aposentados e pensionistas, alunos de curso fundamental de escola pública e deficientes.

SANTIAGO (CHILE)
Tarifa depende do horário
Dias úteis:
das 7:00 às 8:59 e das 18:00 às 19:59 = R$ 2,44
das 6:30 às 6:59, das 9:00 às 18:00 e das 20:00 às 20:44 = R$ 2,22
das 6:00 às 6:29 e das 20:45 às 23:00 = R$ 2,03
Sábados, domingos e feriados = R$ 2,22
Estudantes e idosos sempre = R$ 0,70

MADRI
Toda a rede: R$ 4,74
Simples (parte da rede): R$ 3,56
10 viagens simples: R$ 22,04
10 viagens toda a rede: R$ 35,55
Simples para aeroporto: R$ 6,71
Menores de 4 anos não pagam

TÓQUIO
O preço do bilhete varia em função da distância percorrida:
De 1 a 6Km: R$ 3,50
De 7 a 11Km: R$ 4,16
De 12 a 19Km: R$ 5,04
De 20 a 27Km: R$ 5,91
De 28 a 40Km: R$ 6,57
Bilhete diário de Tokyo Metro (viagens ilimitada durante 1 dia): R$ 15,55
Adquirindo os bilhetes simples, a cada 10 ganha um bilhete adicional.
As crianças têm um desconto adicional de 50% em todas as tarifas

PARIS
O mesmo bilhete pode ser usado no metro e ônibus.
Bilhete unitário : R$ 4,03
Caderneta de 10 bilhetes : R$ 30,10
Carta “Paris Visite” : validade de 1 a 5 dias, podem ser usadas no metro e
ônibus, sem limite de viagens dentro das zonas selecionadas.
1-3 zonas : de R$ 23,11 (1 dia) a R$ 73,83 (5 dias)
1-5 zonas : de R$ 48,59 (1 dia) a R$ 126,56 (5 dias)
Crianças entre 4 e 11 anos pagam tarifa reduzida.

*Alcides Leite, professor de economia na Trevisan Escola de Negócios, é colaborador do blog Radar Econômico. No ano passado, ele conduziu a seção “Quanto custa”, em que comparava preços de um mesmo produto em diversos países. Há um ano, quando ele comparou a passagem de metrô no Brasil com outros países, a diferença em relação a Buenos Aires era ainda maior do que hoje. As taxas no Brasil eram sete vezes mais caras que no metrô portenho.


Fonte: Metrô SP, Metrô DF, Metrô Rio, MetrôREC, Trensurb, CBTU - Mobilze Brasil

Pedágio urbano: estamos preparados?

Urbanistas discutem os prós e contras a lei em tramitação que institui uma "taxa de congestionamento" aos motoristas de São Paulo

Autor: Victoria Broadus 
Cingapura já implantou o pedágio urbano
Singapura já implantou o pedágio urbano
créditos: Arquivo

“São Paulo vai parar”, é o que mais se ouve dos paulistanos, reféns de um trânsito sempre caótico. A hora do rush ocupa boa parte do dia dos trabalhadores da capital, que passam em média uma hora e cinco minutos para chegar ao trabalho e uma hora e dez para voltar, de acordo com dados recentes da São Paulo Transporte (SPTrans).


E esse fenômeno vem sendo replicado em outras grandes metrópoles como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife, no que o especialista em planejamento urbano Ricardo Corrêa chama de um processo de “sãopaulificação”. Com 680 veículos licenciados por dia, é bem provável que São Paulo estará diante do colapso, se os governantes não tomarem medidas urgentes.


Uma solução que ao menos mitigaria o problema é a "tarifação do congestionamento", ou pedágio urbano municipal, que a nova Lei de Mobilidade Urbana vai permitir. A medida está prevista no Projeto de Lei 316/2010, do vereador Carlos Apolinário (DEM), em tramitação na Câmara dos Vereadores de São Paulo e aprovado no mês de abril (25) pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa.


Pela lei, seria autorizado cobrar os motoristas pelas "externalidades por eles geradas", tal como congestionar as ruas. A taxa proposta é de R$ 4 para entrar ou sair da área em torno do perímetro onde vigora o rodízio municipal de veículos (centro expandido). A receita seria investida em transporte público.


Vários lugares do mundo utilizaram com sucesso este mecanismo de controle do automóvel, como Singapura (1975), Londres (2003) e Estocolmo (2006). Nessas três cidades, a taxa foi instituída com resultados positivos: redução do congestionamento de 10 a 30%, e em alguns casos, com a redução sendo mantida ao longo dos anos, até mais.


Em Londres e Estocolmo, até 50% das pessoas que deixaram de trafegar de carro migraram para o transporte coletivo, aumentando assim a receita desses sistemas. Em Cingapura, houve aumento no número de pessoas transportadas por carro (para quatro ou mais passageiros), nos deslocamentos um tempo antes ou após o horário da cobrança. Mais recentemente, cidades como Milão, na Itália, Oslo, na Noruega, e Durhan, na Grã-Bretanha, também começaram a cobrar pelo congestionamento.


Já em São Paulo e na grande maioria das cidades brasileiras, a percepção é de que não estamos prontos para adotar essa política. A cultura do carro predomina no país, é arraigada e mesmo apoiada pelo governo (leia-se: bancos nacionais como a Caixa Econômica Federal continuam reduzindo juros e aumentando parcelas para a compra do automóvel). Além disso, falta um sistema de transporte coletivo eficiente e abrangente, e um nível mínimo de confiança da população no poder público.


Para Orlando Strambi, professor de Engenharia de Transportes da Poli-USP, a falta desses fundamentos impede que a cidade de São Paulo tenha condição adequada para cobrar pelos seus congestionamentos. Segundo ele, uma política de tarifação de congestionamento "não teria chance de ser aceita numa cidade que não oferece boas alternativas para os cidadãos, como ônibus rápido, metrô, e ciclovias".


Já para o planejador urbano Thiago Guimarães, o fenômeno da “deslegitimização das ações do estado pelo próprio estado” é algo que afeta São Paulo e a maioria das cidades brasileiras. "Se o poder público diz que a receita da taxa de congestionamento vai ser usada para melhorar o sistema de transporte público, quem vai acreditar nessa promessa?", dispara Guimarães. Para entender o fenômeno, basta lembrar a já abolida taxa do CPMF, cuja destinação (para a área da saúde) foi completamente desvirtuada ao longo de sua vigência.


O professor da Politécnica da USP vai além: para ele, o valor atualmente que vem sendo proposto para essa taxa - 4 reais - não só é pouco para mudar o comportamento do motorista, como também a arrecadação total seria insuficiente para dar conta de melhorar o sistema de transporte público de uma cidade como São Paulo, que necessita entre R$1 bilhão e R$2 bilhões por ano.

Apesar das críticas, nenhum dos especialistas ouvidos pelo Mobilize é contra a adoção de uma receita destinada à melhoria do transporte, e também de espaços públicos na cidade.

Todos concordaram que este tributo poderia ajudar, por exemplo, na construção de um novo parque ou ciclovia, e na instalação de faixas exclusivas de ônibus. Mas, senso comum, é que para seguir os passos de cidades como Londres, Estocolmo e Milão, as cidades brasileiras teriam primeiro que criar condições básicas para a instituição de tal política.


No caso de São Paulo, haveria necessidade da melhoria efetiva do sistema de transporte coletivo. Além disso, exigiria um esforço político para combater a cultura de idealização do carro e para aumentar a confiança no poder público.


Ao lado da política de tarifação, os especialistas apontam outros métodos de mitigação do problema, não necessariamente ligados diretamente ao transporte. Por exemplo, o urbanista Ricardo Corrêa observa que o centro expandido de São Paulo concentra 43% das vagas de emprego da cidade, porém, apenas 13% da população residente.

Uma maneira de melhorar as condições no trânsito seria adotar políticas de desenvolvimento, diz ele, que distribuíssem melhor os centros comerciais e de negócios pelos 96 distritos da cidade, de modo que o local de trabalho do paulistano ficasse próximo à sua residência.

 FonteMobilize Brasil

Petrobras vê PDVSA como o sócio para refinaria em Pernambuco

RIO DE JANEIRO - A Petrobras não pensa em outro sócio para a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que não seja a venezuelana PDVSA, disse nesta segunda-feira a presidente da estatal, Maria das Graças Foster.

"Queremos a PDVSA como sócios", destacou ela, acrescentando que em "breve" fará uma visita à empresa venezuelana.

Para fechar a sociedade, a Petrobras aguarda as garantias financeiras necessárias da parte da PDVSA, que precisa de aval do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiador da obra.

Desde o início do projeto, o custo da refinaria já subiu nove vezes, para 20,1 bilhões de dólares.

A parceria entre as duas petrolíferas na refinaria foi celebrada em 2005, antes da descoberta do pré-sal brasileiro, em 2006. Na época, os presidentes Lula e Chávez fecharam o acordo prevendo a utilização de petróleo venezuelano, mais pesado que o brasileiro.

Com a descoberta das reservas nacionais, de melhor qualidade, a sociedade perdeu atratividade para a Petrobras.
Mais da metade da obra já foi concluída, mas com investimentos da Petrobras.

(Reportagem de Leila Coimbra)
Reuters

SP: PPP na habitação



Artigo - Folha de São Paulo

Silvio Torres

O déficit habitacional não se restringe mais só à alçada do governo. Empresas serão parceiras em 10 mil unidades habitacionais no centro de SP

A carência de cerca de 1 milhão de moradias no Estado de São Paulo torna o déficit habitacional um problema que não se restringe mais à alçada do poder público. Por isso, o governo de São Paulo lançou a primeira parceria público-privada (PPP) do país para a área da habitação.

Sabemos que é tarefa do Estado apoiar os cidadãos no atendimento das suas necessidades básicas, e a moradia está entre elas. Mas o momento é de buscar parceiros da iniciativa privada para viabilizar, a curto prazo, moradias de interesse social. Não há preservação da dignidade humana distante do abrigo, da segurança e da acolhida de um lar.

Pela nova modalidade de PPP, empresas poderão ser parceiras do Estado na construção de casas ou apartamentos populares.

É um excelente mercado para o empreendedor, representará um aumento em escala da oferta de moradias para as faixas mais necessitadas e vai gerar milhares de vagas no promissor setor de construção civil, que deve ter índices de crescimento superiores a 5% em 2012, segundo análises de entidades do setor.

Vamos começar chamando parceiros para a construção ou reforma de 10 mil unidades habitacionais no centro da capital paulista, onde há grande número de imóveis subutilizados e com ociosidade na infraestrutura urbana.

Dessa forma, poderemos reurbanizar a região e revitalizar áreas até então degradadas. Para essas unidades, 32 empresas atenderam o chamamento, fizeram inscrição, e agora terão 90 dias para apresentar os projetos urbanísticos preliminares de empreendimentos habitacionais.

Na primeira fase, serão considerados projetos para a viabilização de reformas e edificação de novas unidades habitacionais nos distritos da Sé e República e nos bairros do entorno -Santa Cecília, Bom Retiro, Pari, Brás, Mooca, Belém, Cambuci, Liberdade e Bela Vista.

Os empreendimentos serão destinados às famílias com renda bruta mensal de até 10 salários mínimos, sendo que 90% das unidades atenderão até famílias com renda de até cinco salários e que trabalham no centro, com prioridade para as que têm vínculo empregatício.

Das 10 mil moradias, 2.000 devem ser destinadas ao atendimento da demanda apresentada por entidades pró-moradia com forte atuação na região central, previamente cadastradas pela Secretaria Estadual da Habitação.

A participação da iniciativa privada na oferta de habitações de interesse social na área central compreende investimentos não apenas em obras, mas também na prestação de serviços, na administração condominial, na receita das carteiras e na gestão dos contratos de financiamento com os mutuários.

A PPP será executada pela através da Casa Paulista - Agência Paulista de Habitação Social, criada em setembro de 2011 com o objetivo de ampliar a oferta de moradias e a captação de recursos do mercado.

Além das 10 mil moradias destinadas ao centro, outras 40 mil serão realizadas por meio desta modalidade de parceria, nas quatro regiões metropolitanas do Estado -Grande São Paulo, Baixada Santista, Campinas e Vale do Paraíba e Litoral Norte. Juntas, elas respondem por 70% do déficit habitacional paulista.

A PPP na área da habitação é bem-vinda e importante para o governo, para o empresariado, para o centro e principalmente para a população de baixa renda que aguarda a casa própria e que vive em um município de proporções continentais chamado São Paulo. 

Folha SP

Barcelona transforma parede vazia em um jardim vertical



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A fachada verde também possui caixas de assentamento para aves/ Fotos: Divulgação

Jardim vertical é um conceito da arquitetura sustentável que, além de melhorar a estética do local, traz também benefícios ambientais. O estúdio Capela Garcia Arquitetura, na cidade de Barcelona, na Espanha, criou um projeto que traz esse conceito em uma fachada de 21 metros de altura.

De acordo com os arquitetos, o projeto "representa o nascimento de um novo tipo de construção no campo da 'vegitecture'".

A parede verde lateral foi feita de aço galvanizado pré-fabricado e apresenta um conjunto de escadas interior que facilita o acesso aos vários níveis de plataformas, combinado com um sistema de polia embutido que é usado para transportar materiais de manutenção, o que reduz a despesa associada à manutenção regular dos jardins verticais vivos.

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Processo de transformação: de parede vazia para um belo jardim vertical

Irrigação por gotejamento e drenagem controlada conserva o consumo de água, enquanto que o adubo é administrado em doses programadas. A parede é equipada com uma tela de acústica e uma esponja de carbono, como também caixas de assentamento que fornecem abrigo para aves urbanas.

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O jardim vertical é irrigado por gotejamento

Segundo o portal Domus, a fachada verde é uma superfície de contínua mutação que proporciona arrefecimento no verão e isolamento térmico no inverno. Ela gera oxigênio e absorve CO2, protegendo contra a poluição, filtrando a poeira e outros contaminantes particulados, e formando uma tela acústica que atenua o ruído.

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Estrutura metálica que suporta a cobertura viva na fachada do prédio
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EcoD

Pernambuco: Lei que proíbe caneta laser em estádios e shows será regulamentada




A multa varia entre R$1 mil e R$100 mil

A secretária dos Esportes do Estado, Ana Cavalcanti, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, o juiz do Juizado do Torcedor Ailton Souza e o deputado estadual Júlio Cavalcanti estiveram reunidos hoje (21) na Secretaria dos Esportes com um só objetivo: regulamentar a Lei nº 14.619, sancionada pelo governador em exercício Jovaldo Nunes Gomes, no dia 10 de abril desse ano, de autoria do deputado Júlio Cavalcanti, que proíbe o uso da caneta laser e outros objetivos similares em arenas desportivas, estádios de futebol, casas de espetáculo, clubes de laser e estabelecimentos afins.

No encontro ficou definido que será celebrado um convênio entre o Governo do Estado, o Juizado do Torcedor e a Federação Pernambucana com o objetivo de autuar os responsáveis pelo descumprimento da Lei. “Na primeira autuação faremos uma advertência e na segunda já será aplicada a multa”, explica o juiz Ailton Souza.

De acordo com a secretária Ana Cavalcanti, para a operacionalização será preciso da participação da Polícia Militar “Tanto nos estádios quanto nas casas de show será necessário que a Polícia utilize seus mecanismos para inibir ou flagrar os infratores. O uso da caneta laser ficará restrito a quem utilize para o bom desempenho de sua profissão”.

A ação nos estádios já começa no jogo de domingo. “Vamos entrar com faixa em campo e distribuição de panfletos falando da proibição da caneta laser. Também vamos contar com a divulgação da mídia esportiva”, assegura o presidente da Federação, Evandro Carvalho.

Quem descumprir a Lei poderá pagar uma multa entre R$1 mil e R$100 mil, de acordo com a natureza e proporção do evento, além do grau de reincidência. “A medida busca prevenir possíveis danos à saúde ou prejudicar a realização dos jogos e eventos em geral”, explica Julio Cavalcanti.

Secretária dos Esportes do Estado

Mobilidade urbana para os grandes eventos esportivos é destaque em seminário no Rio


Guilherme Jeronymo
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Empresários e gestores públicos dos setores de transporte e tecnologia da informação (TI) estão reunidos hoje (25) no 3º Seminário de Sistemas Inteligentes de Transportes, na capital fluminense. Eles discutem projetos e tendências do setor ante os megaeventos que ocorrerão no país até 2016, assim como soluções em gestão e tecnologia da informação para mobilidade urbana.

A abertura do evento contou com a presença de Isabel Sales de Melo Lins, diretora de Regulação e Gestão da Secretaria Nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades. A engenheira apresentou os programas de mobilidade da pasta, contextualizando no âmbito dos grandes projetos, em especial aqueles ligados ao Programa de Aceleração de Crescimento (PAC, PAC 2 e PAC da Copa do Mundo).

Segundo ela, é fundamental que, durante a fase de elaboração de projetos, quer pelo Poder Público, quer pela iniciativa privada, sejam observados os princípios da Lei da Mobilidade Urbana (Lei nº12.587/12). 'É comum acontecer, quando se faz um projeto, de ter depois de adaptá-lo e ser impossível [fazer as mudanças]. 

Um exemplo é a Linha Vermelha [via expressa na cidade do Rio de Janeiro] que foi pensada para o transporte particular. Se tivesse sido desenhada em consonância com o transporte público permitiria no futuro, quem sabe até agora, ter faixa exclusiva, em um sistema moderno', destacou.

O evento ocorre no Centro Empresarial Rio, em Botafogo, zona sul da capital fluminense. O seminário termina amanhã (26), com debates sobre o uso de tecnologias em sistemas de transporte coletivo, corredores de ônibus e soluções sobre trilhos. Apoiam o evento diversas entidades patronais do setor de transportes e empresas das áreas de transportes e TI.

Edição: Juliana Andrade
Agência Brasil 

Petrobras prevê construção de 33 sondas no Brasil a partir de 2016





As 33 sondas que serão contratadas pela Petrobras a partir de 2016 serão construídas no Brasil e terão aproximadamente 55% de conteúdo local. A informação consta no Plano de Negócios 2012-2016 da empresa, divulgado hoje (25) no Rio de Janeiro.

"Essas sondas são importantes para nós a partir de 2016. Temos sete já contratadas. Teve um problema no EAS [Estaleiro Atlântico Sul]. Eles tiveram problemas, mas está em vias de solução", disse o diretor de Exploração e Produção da empresa, José Miranda Formigli.

Segundo ele, a construção das sondas será acompanhada de perto por equipes da Petrobras.
Entre 2007 e 2012, haviam sido contratadas 35 sondas, todas construídas no exterior. Houve grande atraso nos projetos das últimas sondas previstas para ser entregues este ano.

Somando-se o atraso referente às dez sondas entregues no ano passado, o total ficou em 542 dias.
Como todas elas foram construídas no exterior, a presidenta da empresa, Graça Foster, disse que a política de conteúdo local não teve nenhuma relação com o problema.

"As sondas foram construídas no exterior. Isso pode ser explicado pelas demandas por bens e serviços aquecidas mundialmente."

Fonte: Agência Brasil

Cargueiro Sergio Buarque de Holanda pronto para navegar





Destinado ao transporte de subprodutos do petróleo, o navio retratado acima passou já por todos os testes de mar e está em plenas condições de navegar.

Concluído pelo Estaleiro Mauá, do empresário Germán Efromovitch, o Sérgio Buarque é um cargueiro de 50 000 toneladas e entra, agora, em processo de armação.

Nessa fase, ele receberá todos os equipamentos necessários para manter-se no mar, o que inclui até mantimentos e roupa de cama para a tripulação. A embarcação estará pronta para entrar em operação na primeira semana de julho.

Não se sabe ainda se ela começará sua primeira missão imediatamente ou se aguardará uma cerimônia oficial para iniciar suas atividades.


Felipe Patury / Revista Época

RS: O que não será feito na ERS-010


Para encerrar o debate entre seus secretários sobre a ERS-010, também conhecida como Rodovia do Progresso, o governador Tarso Genro definiu um roteiro do que o governo vai fazer e deu pistas do que não será feito. Em entrevista ao repórter Álvaro Andrade, da Rádio Gaúcha, Tarso admitiu até começar todo o processo de novo, abrindo prazo para a apresentação de novas propostas de manifestação de interesse.

Até o começo de agosto, o grupo técnico criado dentro do Conselho Gestor de PPPs irá avaliar se a última proposta apresentada pela Granpal corrigiu os problemas apontados pelos órgãos de controle (Cage, PGE e Ministério Público de Contas), que levaram o governo anterior a cancelar o processo licitatório no final de 2010.

O próximo passo é reunir os técnicos para avaliar a proposta reformulada a pedido da Granpal e saber se foram corrigidos os problemas apontados pelo Judiciário.

– Isso não pode ser decidido de maneira impressionista. Precisamos de estudos técnicos para avaliar, principalmente, o custo-benefício – disse Tarso.

Depois de obter essa resposta dos técnicos, é que o Comitê Gestor vai avaliar se a proposta é viável e se vale a pena pagar por ela. Uma coisa, Tarso já deixou claro que não aceitará em hipótese alguma: a cláusula prevendo que, se o movimento de veículos na estrada ficar abaixo do previsto, o Estado arcará com a diferença.

Tarso fez questão de reafirmar que não é contra as PPPs. Que, ao contrário, pretende estendê-las para outras áreas. Já está encaminhada uma PPP para a produção de medicamentos no Laboratório Farmacêutico do Estado.

– Não se trata de examinar se vamos fazer ou não. O que vamos avaliar é se temos ou não outras alternativas.

É voz corrente no Piratini que o governo considera alto demais o valor exigido pela Odebrecht como a participação do Estado. Que com os R$ 75 milhões anuais, durante 20 anos, o Estado vai acabar pagando todo o valor da obra e a concessionária ainda terá o direito de explorar os pedágios por 30 anos.

Como Tarso não descarta a possibilidade de começar tudo de novo, inclusive abrindo licitação para uma nova proposta de manifestação de interesse, é improvável que a licitação para a construção da estrada e exploração do pedágio saia antes do final do governo.

Tarso Genro descarta a possibilidade de construir a ERS-010 com recursos públicos, a menos que ocorra uma “hecatombe positiva” , capaz de encher o Estado de dinheiro, coisa que ele sabe impossível de acontecer.

As ressalvas do deputado Raul Pont à proposta da Odebrecht encontram eco no Piratini, onde o preço a ser pago pelo Estado é considerado alto demais.
Por Zero Hora - RS  | ROSANE DE OLIVEIRA

PPP Brasil divulga as regras do processo seletivo para nova turma da Escola de Infraestrutura e Investimento



O PPP Brasil inicia o processo seletivo para o 2º Programa de Estudos da Escola de Infraestrutura e Investimento.

A Escola de Infraestrutura e Investimento é um programa periódico para universitários de direito, administração, economia, engenharia, arquitetura, relações internacionais e contabilidade. 

A equipe do PPP Brasil será responsável por organizar e executar o programa de estudos.

Os estudantes interessados deverão enviar seus currículos até o dia 15 de julho. Clique aqui para obter mais informações sobre o processo seletivo. 

PPP Brasil

Pernambuco: Petrolina vai ganhar nova orla, com investimentos de R$ 10 milhões





BlogImagem

Por Jamildo Melo, em Petrolina

Quem já teve a oportunidade de viajar pelo belo e majestoso Rio são Francisco, ficava impressionado como a cidade de Petrolina disperdiçava a oportunidade de ter uma bela vista do Velho Chico, apesar de estar à margem das suas águas. Em vários locais, o mato encobria a visão dos turistas. Urbanismo zero, revelando um profundo desprezo com a apresentação da cidade e, mais ainda, com a qualidade de vida dos moradores.

Depois de dois anos e meio de briga com o Ministério Público Federal, a Prefeitura da cidade conseguiu mandar drrubar as algarobas que tomavam conta de tudo, impedindo a vista do rio até mesmo dos bares da orla. No lugar, a Agência de Meio Ambiente local vai colocar uma nova mata ciliar, replantando espécies nativas.

Neste momento, depois de revitalizar as chamadas Orla 1 e Orla 2, com emendas dos deputados federais Sérgio Guerra e Carlos Eduardo Cadoca, com direito a troca do piso de pedras portuguesas pelo intertravado, sob a alegação de menor custo de manutenção e mais acessibilidade aos acdeirantes, o prefeito Júlio Lóssio, do PMDB, vai triplicar as áreas urbanizadas da orla. “A idéia é criar novos complexos de lazer, de turismo e de gastronomia. Nas operações futuras, vamos fazer permissões públicas, para cerca de 60 empreendedores”, revela ao Blog de Jamildo.

Atualmente, existem cerca de cinco quilômetros de orla urbanbizada. No total, serão mais cerca de 10 quilômetros, saindo do Iati Clube até o bairro de Nova Petrolina. Lóssio conta que tem adotado parcerias para economizar recursos públicos. No caso do bairro novo, a construtora que opera o novo loteamento fez está asfaltando o caminho, enquanto a prefeitura vai chegar com coleta de lixo e transporte.

“Nas obras da Orla 3, por exemplo, não colocamos um real”, conta o secretário de Ordem Pública Marcelo Cavalcante. “Usamos a doação antecipada da área pela incorporadora São Francisco Têxtil e abrimos uma via pública, beneficiando toda a área”, explica.
Para fazer o serviço, a prefeitura apenas locou máquinas e contratou um grupo de engenheiros por projeto espeífico. “Os coelhos que não são da política nunca foram tão beneficiados como com a minha gestão. Vários projetos estão valorizando a área dele. Se eles estivessem no poder, nunca poderiam fazer”, provoca.
Júlio Lóssio conta ainda que o custo de R$ 10 milhões deve ser reduzido por conta das parcerias que vem realizando. O segredo é sempre as contrapratidas na aprovação de projetos, pela área ambiental.

“Nós fizemos o licenciamento ambiental de uma grande pedreira, que fica localizada depois do aeroporto da cidade. Então, ela vai nos dar todo o material de terra, reduzindo os custos no projeto de urbanização. Aqui, temos uma grande vantagem em relação ao Recife. Sobra terra”, diz.
Sempre polêmico, Júlio Lóssio critica o código florestal, por supostamente impedir a expansão urbana odenada.

“”O código florestal, uma lei de 45, prevê um recuo (do rio) de 500 metros. Na lei local, são 100 metros. Criou-se uma margem impraticável. Se pssar (o código florestal) vou defender app (áreas de proteção) de 50 metros, mas que sejam efetivamente respeitadas”.

Blog do Jamildo/JC

Empresários vão debater rumos do setor com governo e economistas


Com crescimento lento da demanda de aço brasileira, depressão nas margens de ganho das siderúrgicas, crise econômica e financeira nos países da Eurozona e desaceleração da China, empresários do país reúnem-se de amanhã a quinta-feira, em São Paulo, para discutir vários temas que afligem a indústria siderúrgica.

Em diversos painéis, empresários e executivos do setor vão debater com especialistas internacionais, economistas e representantes do governo questões que afetam a competitividade da siderurgia do país. Os principais pontos abrangem custos de energia e de matérias-primas, a elevada carga tributária brasileira, o câmbio, importações e os efeitos da desindustrialização.

O 23º Congresso Brasileiro do Aço pretende apontar, principalmente ao governo, fatores que o setor aponta como cruciais na sua perda de competição. Tanto dentro do país - na briga com material importado - quanto na exportação.

Entre os convidados destaca-se o economista e professor de finanças da Universidade de Chicago, Raghuram Rajan, que é ex-economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional) e autor do livro "Fault Lines: How Hidden Fractures Still Threaten the World Economy". Ele falará no painel sobre a situação da economia mundial.

O evento, que tem presença prevista dos ministros Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), no segundo dia, e Guido Mantega, da Fazenda, no encerramento, contará também com o diretor-geral da World Steel Association, que representa mais de 60 países produtores de aço, Edwin Basson. Ele vai discutir, com outros convidados, como o presidente da Associação Latinoamericana do Aço (Alacero), o cenário mundial do setor.

No momento, a previsão é de alta de 6,3% no consumo latino-americano de aço neste ano e 6% em 2013, puxada principalmente por planos de investimentos em infraestrutura e na construção. Globalmente, devido à crise na Europa e desaceleração da economia da China, estima-se expansão de 3,6%, abaixo do previsto.

O presidente da Vale, Murillo Ferreira estará no painel sobre as perspectivas do mercado de minério de ferro. A perda de competitividade do setor industrial no país será debatida com dirigentes da Abimaq, Força Sindical, Iedi e Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil. Estão previstos ainda a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o economista André Lara Resende e o ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Neto.

Fonte: Valor Econômico

Kenya Air levanta verba para compra de 10 Embraer-190s

A Africa Export-Import Bank (Afreximbank) vai financiar a compra de 20 aviões na operação

Divulgação/Embraer
Avião modelo 190, da Embraer
Avião modelo 190, da Embraer

Nairóbi - A Kenya Airways escolheu o Africa Export-Import Bank (Afreximbank) para financiar a compra de 20 aviões, sendo metade da Embraer, disse nesta segunda-feira a companhia aérea.

Além de dez Embraer-190s, o banco com sede no Cairo vai financiar a compra de nove 787-800s (Dreamliners) e um 777-300ER, ambos da Boeing.

A Kenya Airways, na qual a AirFrance KLM detém uma fatia de 26,73 por cento, disse que os aviões da Embraer serão entregues no terceiro trimestre deste ano, enquanto a entrega dos Dreamliners está marcada para começar no primeiro trimestre de 2014.

A companhia já informou anteriormente que planeja gastar 3,6 bilhões de dólares nos próximos cinco anos para aumentar sua frota e rotas.

Duncan Miriri, da 

PPP/PR - Esgoto tratado é saúde para Paranaguá



O município de Paranaguá terá 100% dos seus esgotos domésticos tratados até 2015. Para isso, serão investidos R$ 120 milhões de reais e gerados 500 empregos na região. Hoje 60% da população urbana de Paranaguá têm seus esgotos coletados e tratados pelas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) Emboguaçu, Nilson Neves e Samambaia. 

A esse sistema serão incorporadas as ETE Costeira, as elevatórias Rocio I e Rocio II e a implantação de rede de esgoto na Ilha dos Valadares e Jardim Iguaçu, cujas obras estão a pleno vapor. Além dessas, estão previstos os sistemas Cominese e Guaraituba, cuja construção será em 2013 e 2014.
“Isso significa mais saúde e qualidade de vida para a população parnanguara”, diz Rondinaldo Lima, gerente geral da CAB Paranaguá. "O trabalho que estamos fazendo desde 2008, já proporcionou a Paranaguá ter melhor índice de tratamento de esgoto do que o do país. O país trata, em média, 33% dos efluentes domésticos nas áreas urbanas, enquanto tratamos 60%". Até 2015, mais 40 mil pessoas serão beneficiadas pelo serviço.
Ter 100% dos esgotos domésticos tratados significa mais saúde especialmente para as crianças de até cinco anos de idade, que deixarão de adoecer por problemas de veiculação hídrica: diarreia, hepatite, leptospirose etc. Significa também que os efluentes voltarão aos rios e córregos como água limpa, preservando o meio ambiente.
SISTEMAS

ETE Costeira - vai tratar os esgotos de 16 mil pessoas na região dos bairros Costeira, Oceania, Palmital, Tuiuti, Bockmann, Alvorada, Industrial, Leblon, 29 de Julho, São Sebastião, Centro Histórico, Campo Grande e João Gualberto.

EEs Rocio - linhas de recalque (5 km) levarão os esgotos do Rocio, Vila Alboitt, Alvorada, Bockmann, Vila Becker e Vila Portuária para a ETE Emboguaçu

Rede de esgotamento na Ilha dos Valadares - implantação de 50 km de rede para levar os esgotos para o sistema Guaraituba

Sistema de esgotamento sanitário de Jardim Iguaçu e Vila Marinho - 15 km de rede para levar os esgotos para a ETE Emboguaçu
Sistema Cominese – vai atender 18 mil moradores do Parque Agari, Vila dos Comerciários, Cominese, Jardim Jacarandá, Jardim Ouro Fino, Porto Seguro, Jardim Belém, Vale do Sol, Jardim Esperança, Vila Garcia e Jardim Paraná

Sistema Guaraituba – atenderá 35 mil moradores da Vila Divineia, Labra, Parque São João, Jardim América, Guaraituba, Santos Dumont e Vila São Vicente.

Autor / Fonte: Assessoria de imprensa |RLC press

Saneamento: Contrato da PPP de Alagoas é assinado



Uma cerimônia em Arapiraca com a presença do governador de Alagoas, Teotônio Vilella, secretários estaduais, o presidente da Casal, Álvaro Menezes, e o presidente da CAB Águas do Agreste, Lauro Menezes, oficializa a primeira operação da CAB no Nordeste brasileiro.

Por meio da PPP administrativa com a Casal — Companhia de Saneamento de Alagoas, a CAB vai dobrar a produção de água para abastecer Arapiraca e mais nove municípios do entorno, atendendo 250 mil pessoas.

Com previsão de início de operação em 120 dias, a ampliação da estrutura existente e na construção de um novo sistema adutor de água vai exigir investimento de 175 milhões ao longo dos 30 anos de contrato.

Autor / Fonte: RLC press | Assessoria de imprensa

Definida a programação da visita do secretário-geral da Fifa ao Recife

Após visitar as obras da Arena Pernambuco, Jérôme Valcke concederá uma entrevista coletiva no Palácio do Campo das Princesas

Em sua primeira visita ao Recife, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, vai conhecer a Arena Pernambuco que receberá a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. A comitiva — formada ainda pelo secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis
Fernandes, os membros do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL) Bebeto e Ronaldo e o pintor pernambucano e embaixador da FIFA Romero Britto — chegará de helicóptero à Arena Pernambuco às 11h30 desta terça-feira (26).

Após o sobrevoo, a comitiva da Fifa e do COL segue para o mirante, onde conhecerá mais detalhes do projeto da Arena Pernambuco e da Cidade da Copa. Em seguida, a delegação irá ao centro do estádio para conhecer de perto a obra, que alcançou, em maio deste ano, 43% de avanço físico.

Eles poderão conferir ainda a arquibancada da ala sul concluída e o pavimento mais alto da estrutura. Além dos serviços de acabamento (alvenaria) já iniciados, a arena conta também com 57,7% da estrutura de concreto já montados e 75,5% do sistema viário e estacionamentos construídos, segundo a construtora Odebrecht Infraestrutura.

Jérôme Valcke, Ronaldo, Bebeto e Luís Fernandes concederão entrevista coletiva, que será realizada às 14:15h, no Palácio do Campo das Princesas. Também estarão presentes na ocasião o vice-governador João Lyra Neto e representantes das Secretarias Extraordinárias da Copa do Governo do Estado e da Prefeitura do Recife.

Da capital pernambucana, o secretário-geral da Fifa seguirá para Natal e, depois, Brasília, onde ele participará da Reunião de Diretoria do COL. Essa nova rodada de visita às cidades-sede do Mundial acontece quase um mês após a última vinda do secretário-geral da Fifa ao Brasil. Em maio, Valcke participou do evento da Fifa e do COL no Rio de Janeiro onde foram divulgados o slogan do Mundial de 2014 e a tabela da Copa das Confederações do próximo ano.

Portal PCR

RN: Vale construirá parques eólicos com grupo australiano


A Vale e a Pacific Hydro, líder australiana em energias renováveis, anunciam uma parceria para a construção de dois parques eólicos na região Nordeste, que receberão investimentos estimados em R$ 650 milhões. O início das operações dos dois projetos está previsto para 2014.

Pelo acordo, cada empresa será proprietária de 50% dos novos parques eólicos, ambos localizados no Rio Grande do Norte, mas toda a energia a ser produzida será consumida exclusivamente pela Vale pelo período de 20 anos. Todas as licenças ambientais já foram obtidas.

Para o presidente da Pacific Hydro, Rob Grant, a parceria com a Vale testa pela primeira vez no país o "modelo de comercialização de energia que combina mercado livre e autoprodução para parques eólicos"

"Este modelo vai permitir a expansão do mercado eólico brasileiro para além do mercado de leilões regulados, no qual a maior parte da capacidade eólica brasileira tem sido desenvolvida até hoje, e estamos buscando aprofundar nossa parceria com a Vale no Brasil e no mundo."

Fonte: Gente & Mercado

Pernambuco: Duplicação da BR-101 na reta final

Após quase 7 anos de serviços, trecho da rodovia que corta Pernambuco deverá contar com pista dupla até fim do ano 

Roberta Soares

Melhorias devem facilitar vida dos motoristas / Foto: JC Imagem

Melhorias devem facilitar vida dos motoristas

Foto: JC Imagem

São entre seis e sete anos de obras, muitos transtornos, congestionamentos, sigas e pares. Mas a emblemática duplicação da BR-101 em Pernambuco está bem perto do fim. Os 188,5 quilômetros estão praticamente duplicados. Na verdade, segundo os números do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a duplicação do trecho Sul da rodovia federal está concluída desde março e a do eixo Norte deverá ser finalizada até o fim do ano pelo Exército. Cem mil veículos trafegam diariamente pela estrada em Pernambuco.

A obra entre o município de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, e a divisa de Pernambuco com a Paraíba, que compreende 41,4 quilômetros (lote 6), foi a que mais atrasou e transtornos provocou. Atualmente encontra-se com 96% dos trabalhos concluídos, como explicou o chefe do serviço de engenharia do Dnit, Émerson Valgueiro, responsável por supervisionar os trabalhos de ampliação da capacidade rodoviária da BR.

“A previsão do Exército é finalizar a pista nova até dezembro. Ela está 96% concluída. O que ficará faltando é a recuperação das faixas antigas, que têm trechos muito ruins. A pista antiga está recuperada em 60%. Os 40% restantes ficam entre Botafogo, no município de Itapissuma, e Igarassu. Essa parte só deverá ficar totalmente pronta no início de 2013.

O Exército não falou com a reportagem, mas sabe-se que os técnicos da instituição enfrentaram inúmeras dificuldades no lote 6 por causa do tipo de solo encontrado no trecho.
“Pernambuco teve essa peculiaridade que outros Estados cortados pela BR-101, como Paraíba e Rio Grande do Norte, não tiveram. Especialmente na área que chamamos de Várzea de Goiana. Ali foi necessário o uso de novas tecnologias para estabilizar o solo. Foi usado EPS, uma espécie de isopor. Esse material é colocado no aterro, depois a placa de concreto é construída em cima”, explicou Émerson Valgueiro.

Apesar dos três desvios ainda existentes ao longo do percurso, quem trafega pelo trecho Norte da BR-101 já tem a sensação de segurança e estabilidade na estrada. Não se vê mais congestionamentos nem as irritantes placas de siga e pare.

“Sem dúvida esse tempo passou. A velocidade operacional da rodovia melhorou sensivelmente, assim como os riscos de atropelamentos. Temos pendências, mas elas serão resolvidas”, garantiu Valgueiro.

No trecho Sul da BR-101, entre o Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, e o município de Palmares, na Mata Sul do Estado, a duplicação está pronta. São 83 quilômetros: 43 quilômetros entre o Cabo e Ribeirão e 48 quilômetros de lá até Palmares. “E tudo não ficou pronto antes porque sofremos muito com as chuvas de 2009 e 2010. Ela nos levou três pontes no percurso”, lembrou Valgueiro.

As pendências da BR-101 em Pernambuco agora são a requalificação dos 60 quilômetros que compreendem o contorno urbano que a rodovia faz no Recife – que está atrelada à implantação de um corredor de ônibus em parceria com o governo do Estado.

JC Online

Está em nossas mãos

Enquanto os líderes mundiais aprovam um documento de eficácia questionada, prefeitos, empresários e a sociedade civil assumem o comando das soluções para salvar o planeta 

Reportagem de Michel Alecrim e Tamara Menezes

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ATLAS
Marcha da Cúpula dos Povos pelas ruas do Rio, em defesa do futuro do planeta

Uma semana de Rio+20, a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), encerrada na sexta-feira 22, no Rio de Janeiro, serviu para sacramentar documentos de cooperação mútua – que ninguém sabe se serão cumpridos – e uma certeza: os chamados liderados, os cidadãos comuns, os empresários e governantes locais, agora são seguidos por quem deveria liderar, os chefes de Estado, no compromisso de preservar o planeta.

Enquanto presidentes e membros da realeza atraíam flashes na capital, os espaços da Rio+20 foram ocupados por projetos da iniciativa privada, como companhias que reduzem suas contribuições para a poluição do ar, colocam metas duras de reciclagem e economia de energia. Ou de prefeitos que, organizados em rede, anunciaram metas efetivas de redução na emissão de gases que provocam o efeito estufa. Houve ainda espaço para organizações civis que defenderam maneiras efetivas de apoio à inclusão social.

O documento final da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente recebeu críticas e elogios. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chegou a se contradizer. Na quarta-feira 20, disse que o texto ficou abaixo das expectativas. No dia seguinte, elogiou o resultado ambicioso do evento. “A era em que cada chefe de Estado pensava apenas em seu próprio país já se acabou. Nosso mundo está interconectado e nossos líderes precisam pensar como cidadãos globais”, disse ele, convocando governos, empresas, agricultores, cientistas, sociedade civil e consumidores a participar do desafio de preservar o planeta para gerações futuras.

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A VEZ DO POVO
A Rio+20 foi palco de manifestações como a marcha à ré, contra o Código Florestal

Problemão a ser resolvido entre os grandes líderes, a troca de tecnologia e ideias já é corriqueira entre prefeitos. “A omissão dos governos nacionais abre espaço para as prefeituras aparecerem na vanguarda”, diz João Fortunatti, prefeito de Porto Alegre, que terá 80% do esgoto sanitário tratado até o fim de 2013. O carioca Eduardo Paes dá exemplos concretos disso: “O Rio criou o BRT (transporte rápido por ônibus, na sigla em inglês) inspirado em Curitiba.

Nova York e Rio aplicam sistemas criados em Paris.” No comando de uma cidade “que nunca dorme”, Nova York, Michael Bloomberg diz que é na prefeitura que os problemas críticos de uma cidade desabam em primeiro lugar. “Não há um jeito republicano ou democrata de recolher o lixo. Simplesmente temos que fazer o trabalho”, diz ele. E da maneira mais sustentável, limpa e reciclável possível, dizem em coro os integrantes do C-40. “Os prefeitos têm feito sua parte, os governos federais, não”, arremata.

O C-40, um grupo que reúne 59 das maiores cidades do mundo – que concentram mais de 500 milhões de pessoas – se comprometeu a reduzir em 44% as emissões de poluentes da atmosfera até 2030. Ao otimizar os transportes, o manejo do lixo e a gestão dos edifícios, as prefeituras podem ajudar, e muito, a evitar a desertificação e o aquecimento global, a miséria e a degradação dos mares. Pequenas ações, resultados enormes. Por conta disso, o grupo Mayors for Peace (Prefeitos pela Paz) se animou a apresentar uma proposta ousada: que sejam reservados 10% dos gastos com armas para subsidiar ações locais, a partir do ano que vem.

Fora do poder público e cientes de que o crescimento econômico não sustentável traz desastrosos efeitos colaterais, algumas empresas reveem suas estratégias para tornar possível a própria sobrevivência. A principal matéria-prima da indústria de bebidas é a água. E lideranças do setor lutam para preservá-la. A Coca-Cola Brasil se engajou em projetos de replantio de árvores, recuperação de rios, etc.

A meta é reduzir em 21% o gasto de água por litro de bebida. A Ambev desenvolveu programa parecido e hoje utiliza 33% menos líquido para produzir a mesma quantidade de cervejas e refrigerantes que engarrafava há dez anos. “Já sentimos o problema da falta de água. Nossa fábrica em Jaguariúna, no interior de São Paulo, não tem mais como captar água”, lamenta Ricardo Rolim, diretor de relações socioambientais da Ambev.

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"Quase 100% do lucro da nossa companhia aérea vai para
a pesquisa de biocombustíveis, que podem vir do Brasil"
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Uma iniciativa elogiada pela ONU no Brasil é a do fabricante de cosméticos Natura, que apoia 26 comunidades de fornecedores na região Norte do País. Sem destruir a floresta, fornecem matéria-prima para as fábricas. “Muitas empresas acham que a sustentabilidade é algo que só gera custos adicionais, o que não é verdade”, defende Rodolfo Guttilla, diretor de assuntos corporativos da empresa. A gigante da tecnologia Microsoft também envolveu sua cadeia de colaboradores para tentar reduzir e compensar as emissões de gases do efeito estufa. 

Segundo Josh Henretig, diretor de sustentabilidade ambiental da companhia, as 650 mil pessoas que trabalham no desenvolvimento de softwares para a empresa estão envolvidas nas metas de redução do consumo de energia pelos computadores. De acordo com ele, suas centrais de processamento gastam hoje 50% menos energia do que há dois anos. “Sabemos que o único jeito de atingir nossos objetivos é criando parcerias com nosso público.”

Se dependessem apenas de investimentos governamentais, algumas tecnologias já implantadas ainda engatinhariam. Nas mãos de alguns empresários, não só evoluem como começam a baratear. Empreendedores pioneiros na produção de energia solar e eólica hoje já ajudam a baixar o custo dessas fontes. Reid Detchon, vice-presidente de energia e clima da United Nations Foundation, ressalta que o preço dos painéis que captam os raios solares caiu 75% nos últimos três anos. “No mundo todo, 1,3 bilhão de pessoas vivem sem fornecimento de energia. É uma enorme oportunidade de crescimento econômico que está sendo desperdiçada, pois essas pessoas acabam não se integrando à economia mundial. As energias renováveis poderiam ajudar a incluir essas pessoas”, avalia.

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VITÓRIA
Para Dilma, o documento final da Rio+20 supera o de todas as outras reuniões ambientais
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A tomada da liderança na questão ambiental pela sociedade civil chega ao ponto em que empresas assumem os serviços que deveriam ser prestados pelo poder público. George McCarthy, diretor de oportunidades metropolitanas da Fundação Ford, desenvolve projetos em cidades americanas, colaborando com melhorias de planejamento urbano e transporte em áreas periféricas. Isso para atenuar as dificuldades econômicas e sociais que as metrópoles podem enfrentar no futuro.

Atualmente, cerca de 50% da população mundial vive em cidades e a previsão é de que em 2050 seja 70%. Se não houver investimentos em mobilidade, o transporte individual prevalecerá, com prejuízo para a circulação de mercadorias e pessoas. “Haverá um colapso econômico. Não integrar essas áreas periféricas aumenta por outro lado o risco de desordem social”, prevê McCarthy, cuja organização se instalou na Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20 realizado no Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio.

Mas se muitas soluções independem dos políticos, por outro lado, sem o envolvimento dos governos fica mais complicado salvar o planeta. Afinal, ainda é de parte deles o comando das armas nucleares que, como lembrou o bilionário americano Ted Turner em uma das palestras, podem acabar com o mundo muito antes dos poluentes. Eventos como a Rio+20 podem ser questionados à exaustão, mas uma certeza se impõe: não podem deixar de acontecer. Necessitamos de acordos, de medidas, de ações tão ousadas quanto são os desafios que o planeta enfrenta. E isso só se consegue reunindo os povos.

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Isto É

Recife: Porto Digital lança o edital da incubadora de Economia Criativa

O Porto Digital lançou o edital para o processo seletivo da incubadora do PORTOMÍDIA - Centro de Empreendedorismo e Tecnologias da Economia Criativa do parque tecnológico. Para baixar o edital, clique aqui.

Através da incubadora do PORTOMÍDIA, o Porto Digital pretende contribuir para a consolidação do ecossistema de Economia Criativa do Recife. Serão selecionados 9 (nove) empreendimentos inovadores nas áreas de design, jogos digitais, multimídia, cine-vídeo-animação, música e fotografia que façam uso intensivo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e do Design. Os nove projetos arovados passarão, inicialmente, por uma fase de pré-incubação, com duração de seis meses.

Após essa etapa, os projetos serão avaliados por uma comissão julgadora. Seis empreendimentos serão selecionados para participar das demais etapas do processo de incubação, que terá ao todo a duração de 18 meses.

O PORTOMÍDIA vai oferecer aos projetos incubados um portfolio de serviços de assessoria e capacitação em gestão empresarial e desenvolvimento de produtos, além de completa infraestrutura composta por pontos de trabalho, conexão banda larga, salas de reunião, suporte gerencial e laboratórios de finalização de cinema, design (centro de prototipagem) e laboratórios de interatividade e animação.

Esta iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco (SECTEC) e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Governo Federal.

Porto Digital

Com o objetivo de incentivar a leitura, projeto chega ao interior de Pernambuco

"Livros Para Todos" passa a atuar em Lagoa dos Gatos, no Agreste.
Projeto é em parceria com a Amane, que luta pela Mata Atlântica.


Para estimular o hábito da leitura, será lançado, nesta segunda-feira (25), em Lagoa dos Gatos, no Agreste de Pernambuco, o projeto "Livros Para Todos", da Fundação Carlos Chagas. A intenção é levar os livros para crianças, jovens, adultos e idosos, estimulando a criatividade, a memória e vontade de estar sempre em contato com a literatura.

O projeto traz contação de histórias, conversa com os autores, além da capacitação de outras pessoas para a mediação da leitura. “A capacitação é para que jovens desses municípios possam receber tanto crianças como jovens e adultos no espaço de bibliotecas e sintam-se confortáveis. Esse mediador vai estar incentivando a leitura, sugerindo um título, um autor, e começa a trazer o público para esses espaço”, falou Mariana Reimberg, coordenadora do projeto.

Além de Lagoa dos Gatos, o projeto também está sendo levado para a cidade de Murici, em Alagoas, através de centros de educação da Associação para a Proteção da Mata Atlântica do Nordeste (Amane). A parceria das duas instituições foi fundamental para trazer o “Livros Para Todos” ao Nordeste. “A mata está em ameaça de extinção de espécies. É necessário uma mobilização ampla e a gente tem que pegar várias gerações, grupos. A parceria é uma forma de divulgar os centros de educação”, falou Dorinha Melo, diretora da ONG.

Nesta terça (26), a Amane lança um livro, a respeito da preservação da Mata Atlântica, que também já faz parte do projeto Livros Para Todos. Nos centros de educação, a figura da “Cumadre Fulôzinha” estará presente para unir a conscientização ambiental e a literatura.

As pessoas que quiserem contribuir com o projeto podem entrar no site, e entrar em contato com a equipe. “A pessoa pode comunicar se tem doação, se quer ser voluntária. Aí pode enviar uma mensagem. Aos poucos, vamos ampliando as ações”, concluiu Mariana Reimberg. Uma caixa com mais de 111 títulos já foi doada aos centros de educação.

Do G1 PE

Pernambuco: Fenearte deve movimentar R$ 36 milhões, atraindo 300 mil pessoas


A 13ª edição da feira de artesanato terá peças de todos os estados brasileiros e de mais 40 países de todo o mundo, além do trabalho dos principais artistas pernambucanos

Thatiana Pimentel

 (Edvaldo Rodrigues/DP/D.A/Press)
O Centro de Convenções (Olinda) irá receber, entre os dias 6 e 15 de julho, mais de cinco mil artesãos na XIII Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenarte). O evento, que já se tornou um dos maiores do tipo no Brasil, terá peças de todos os estados brasileiros e de mais 40 países de todo o mundo, além do trabalho dos principais artistas pernambucanos.

O horário de funcionamento é das 14h às 22 horas, mas nos dias 8, 13, 14 e 15, a feira terá horário ampliado e funcionará das 10h às 22h. Dentre as peças que estarão expostas haverá desde trabalhos de artesanato tradicional até arte popular e peças com interferência de vários estilos e materiais.

A expectativa do volume de vendas desta edição é de R$ 36 milhões e a estimativa da coordenação do evento é que o público ultrapasse 300 mil pessoas. “Tivemos 295 mil visitantes ano passado e como a economia do estado está indo bem, não temos motivos para apostar em números inferiores”, afirmou o coordenador geral da feira, Roberto Lessa.
Segundo ele, a Fenearte teve, este ano, o maior número de artesãos pernambucanos inscritos de todas as 13 edições. “Recebemos 843 pedidos de inscrição, quase 200 a mais do que em 2011. Todos os trabalhos foram julgados por uma curadoria e, destes, 275 estarão na feira, no setor Artistas de Pernambuco”, comentou Lessa.

No evento será possível encontrar roupas, sapatos, bolsas, bijuterias, jóias, quadros, esculturas, brinquedos, artigos de cama, mesa e banho, livros, CDs, peças de decoração e até móveis. O preço dos produtos varia de R$1 a R$ 20 mil. Para ajudar os visitantes, um serviço de vans gratuitas irá oferecer transporte do Shopping Tacaruna até o Centro de Convenções a cada 15 minutos entre o horário das 14h às 22h.

Os ingressos de segunda a sexta custarão R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia) e nos sábados e domingos, R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia) e serão vendidos no Shopping Tacaruna e nas bilheterias do Centro de Convenções. Nesta quarta-feira, a organização da feira irá divulgar o homenageado e as novidades deste edição. Acompanhe as notícias por aqui.

Diário PE

Submarino chinês alcança novo recorde de profundidade


O Jiaolong levou três pessoas às profundezas da Fossa das Marianas

Um submarino tripulado chinês desceu neste domingo pela primeira vez a mais de 7.000 metros de profundidade no oceano, estabelecendo um novo recorde nacional, informaram meios de comunicação chineses (Arquivo/AFP Photo)
Um submarino tripulado chinês desceu neste domingo pela primeira vez a mais de 7.000 metros de profundidade no oceano, estabelecendo um novo recorde nacional, informaram meios de comunicação chineses


Um submarino tripulado chinês desceu neste domingo pela primeira vez a mais de 7.000 metros de profundidade no oceano, estabelecendo um novo recorde nacional, informaram meios de comunicação chineses.

O submarino Jiaolong, nome de um dragão mítico, afundou a 7.015 metros na Fossa das Marianas no Pacífico ocidental, em sua quarta tentativa desde sua chegada à região, em junho, disse a agência oficial Nova China.

"Isto demonstra que o desempenho do submarino é estável", declarou o comandante da missão, Liu Feng, para a televisão estatal a partir do barco de apoio do submarino.

O Jiaolong levou três pessoas às profundezas da Fossa das Marianas, o local mais profundo do mundo.

Segundo os especialistas, a China quer utilizar o submergível para pesquisas científicas, como a coleta de amostras de vida marinha e o estudo das estruturas geológicas, ou inclusive para o futuro desenvolvimento da exploração de recursos minerais.

AFP - Agence France-Presse

Seguro Dpvat pode ser requisitado nos Correios em mais quatro estados





Brasília - A partir de hoje (25), a população dos estados da Paraíba, do Rio Grande do Norte, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul poderão requisitar o pagamento do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores Terrestres (Dpvat) gratuitamente nas agências dos Correios.

Os novos estados se somam ao Ceará, ao Maranhão e ao Piauí, onde o serviço também é oferecido.

O Seguro Dpvat paga a parentes de vítimas de acidentes de trânsito uma indenização de R$ 13.500 em caso de morte. Em caso de invalidez permanente, os valores variam de acordo com a gravidade da saúde da vítima, além de cobrir despesas médicas de até R$ 2.700. Os requerentes têm prazo de três anos para entrar com o pedido.

Os novos pontos de atendimento devem cobrir 549 municípios nos quatro estados, que se juntam aos outros 1.000 pontos de atendimento espalhados por todo o país.

A Líder Seguradora, que opera os consócios que liberam o Seguro Dpvat, espera que no próximo semestre os estados do Pará, de Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul também passem a oferecer o serviço nas agências dos Correios.

Para dar entrada ao pedido do seguro nos Correios, os parentes das vítimas devem apresentar a documentação necessária nas agências e guardar o comprovante de envio fornecido pelo funcionário do estabelecimento.

 Em até 30 dias a indenização será paga por crédito em conta-corrente ou poupança do requerente. A lista com os documentos necessários para a liberação do seguro está disponível no site www.dpvatsegurodotransito.com.br ou pelo telefone: 0800 022 12 04.


Edição: Graça Adjuto
 Agência Brasil

Alagoas: Casal e Sabesp vão firmar novo contrato no valor de R$ 25 milhões


Recursos serão aplicados na melhoria do abastecimento das regiões leste e sul de Maceió


A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) vai firmar novo contrato de parceria na área de redução e controle de perdas com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Os recursos provenientes desse contrato - R$ 25 milhões - vão ser aplicados na melhoria do abastecimento de água de Maceió, principalmente nas orlas marítima e lagunar sul e na região leste (parte alta) da cidade, beneficiando mais de 300 mil pessoas.


De acordo com o presidente da Casal, Álvaro Menezes, que esteve nessa quinta-feira (21), na Sabesp, em São Paulo, em companhia do vice-presidente de Gestão Corporativa, Jailton Santos, até o dia 30 de julho serão realizados os preparativos finais para a assinatura do contrato, que é o segundo no formato de transferência de tecnologia e remuneração na performance pela redução das perdas e da inadimplência, além dos importantes serviços na área comercial que incluem implantação de hidrômetros, pesquisa de vazamentos, fiscalização para combater irregularidades, atualização cadastral e cobrança ativa de devedores.


Na primeira quinzena de agosto, segundo Menezes, os governadores de São Paulo, Geraldo Alkmin, e de Alagoas, Teotonio Vilela, deverão assinar o contrato, que prevê, entre outros investimentos, a implantação de Distritos de Medição e Controle (DMCs) e Válvulas Reguladoras de Pressão (VRPs) na região que vai do Centro ao Pontal, passando pela orla lagunar, e na área situada entre o Farol e a Gruta de Lurdes.


Essa tecnologia aplicada na redução de perdas, cujo controle e monitoramento é feito por meio de uma Central de Controle de Processos Operacionais (CCPO), já foi implantada, com sucesso, na região da Pajuçara - Poço a Cruz das Almas - e no complexo Benedito Bentes, conseguindo eliminar as deficiências no abastecimento e ofertar mais água sem que fosse necessário aumentar a produção, como também apresentar a manter em constante evolução o aumento do faturamento e da arrecadação da empresa, contribuindo para que ela possa melhorar a qualidade dos serviços.

Fonte: Assimp Casal

Pernambuco: Estaleiro Atlântico Sul ganha novo parceiro tecnológico para projeto em Suape





Lauro Jardim, na coluna Radar, de Veja, revela que o parceiro tecnológico do Estaleiro Atlântico Sul (que estava a ver navios desde que a Samsung deixou a socidedade) será a japonesa Ishikawajima.

A empresa Ishikawajima do Brasil Estaleiros S/A (ISHIBRAS) é um estaleiro brasileiro, instalado na cidade do Rio de Janeiro. A empresa pertence a multinacional japonesa IHI Corporation, controlada pela Mitsui.

As negociações eram conhecidas desde o começo de junho e a novidade é o acerto.
No começo de junho, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco, Geraldo Júlio, comentava que o EAS estáavaem negociações as japonesas Mitsui e Mitsubishi.

Entenda a confusão

Após a saída da Samsung da sociedade na empresa EAS, a necessidade de encontrar um parceiro tecnológicovirou exigência da Transpetro, que lhe contrata os navios. O parceiro não precisa se tornar sócio da companhia. Tal decisão veio dos sócios do estaleiro, logo após os coreanos da Samsung deixarem o capital da empresa.

Após suspender os contratos com o EAS, a Transpetro assinou um termo aditivo estabelecendo o dia 30 de agosto como prazo para que o estaleiro encontrasse um parceiro tecnológico. Se o estaleiro não cumprisse o termo, os contratos com a Transpetro poderiam ser suspensos defnitivamente.
Assim. o estaleiro precisa ter suporte técnico de um parceiro de classe mundial na construção de 22 navios petroleiros encomendados pela Transpetro, um pacote de cerca de R$ 7 bilhões.

No mês passado, sabia-se que os japoneses estavam há cerca de um mês e meio fazendo um processo de investigação e auditoria (chamada no meio econômico de due diligence) nas informações da empresa. O grupo japonês tinha prazo até o fim de julho para tomar uma decisão, se iria tornar-se sócio e parceiro tecnológico do EAS, hoje controlado por Camargo Corrêa e Queiroz Galvão.

O jornal Valor Econômico chegou a editar reportagem contando que os japoneses teriam ficado "maravilhadas" com a estrutura que está pronta em Ipojuca (PE) e pode ser adquirida por um "preço de ocasião".

Blog do Jamildo

PPP/RS: Empresários se mobilizam para viabilizar construção do aeroporto de Vila Oliva





Um grupo de trabalho, composto por empresários integrantes da diretoria de Infraestrutura da CIC, vai ser formado para que as promessas de instalação do novo aeroporto regional de Vila Oliva se tornem realidade.

O anúncio da área no interior caxiense ocorreu ainda em 19 de maio do ano passado, mas desde então diversos são os problemas que barram o início da construção, como a falta de verba do estado e as desapropriações de terras.
Em março, a Secretaria Estadual de Infraestrutura pediu a outorga à pasta de Aviação Civil, para assim, ter a liberação da iniciativa privada para participar por meio de Parcerias Público Privadas (PPP).

Em maio, lideranças do governo do estado assinalaram para a possibilidade de obter recursos de empresas quando viajaram a Londres interessados em conseguir o apoio europeu.
Agora, o diretor de Infraestrutura da CIC, Aldair Basotti, avalia que, com a participação da iniciativa privada caxiense se possa consolidar a iniciativa. Basotti acredita que, com a formação de um grupo de trabalho que se empenhe no assunto a mobilização pode tomar força.

Ele explica que o assunto parece ter ficado esquecido por conta do ritmo lento com que andam os trâmites. Basotti sinaliza para a organização das informações em um espaço na CIC.
Na última sexta-feira (22), a diretoria de Infraestrutura já começou a debater o assunto. A sinalização é que empresas caxienses já demonstraram apoio à participação para viabilizar o novo aeroporto regional de Vila Oliva.


Departamento de Jornalismo - Caxias 930am

Novas concessões de aeroportos

Coincidindo com a assinatura pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), dia 14/6, dos contratos de concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, a agência de classificação de risco Fitch Ratings apresentou um relatório nada animador sobre as perspectivas de crédito ao setor aéreo brasileiro.

A Fitch não só afirma que companhias aéreas nacionais - sem mencionar nomes - "continuam incapazes de melhorar a rentabilidade e manter as margens de retorno em vista do aumento de custos", como considera que a concessão dos três terminais à iniciativa privada permite apenas "margem limitada de erro" - ou seja, pouca probabilidade - para poder atender à demanda durante a realização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. Em vista disso, a agência disse esperar que a qualidade do crédito global para o setor aéreo brasileiro se deteriore em 2012, em razão do desequilíbrio entre a geração de receitas e altos custos.

A Standard & Poor's também já havia focalizado o tema. Em março deste ano, ela estimou que as companhias aéreas que operam no Brasil transportaram 180 milhões de passageiros em 2011, número que deverá dobrar até 2030. A agência também enfatizou a urgência de o Brasil eliminar "seu déficit de infraestrutura" para atender grandes eventos esportivos.

Pode parecer uma visão pessimista, mas não mais do que a da Iata, que considerou, em fevereiro, que o valor pago pelas concessões dos três aeroportos (R$ 24,5 bilhões), somado aos investimentos previstos (R$ 16,2 bilhões), dificilmente proporcionaria um retorno adequado em tempo razoável. Isso só seria possível, de acordo com a Iata, com o aumento do preço das passagens e dos impostos.

Essas análises podem servir como subsídio para a elaboração pelo governo de um novo modelo de concessão de aeroportos. Como chegou a ser noticiado, o governo aproveitaria a oportunidade de assinatura dos contratos de concessão aos vencedores dos leilões realizados em fevereiro para anunciar a realização de novas licitações, ainda em 2012, para a concessão dos aeroportos do Galeão e de Confins. Isso não ocorreu, o que faz supor que os editais vêm sendo preparados com mais cuidado e que podem conter inovações importantes.

Pelo que se informa, o governo não tem a intenção de fazer concessões sem a participação da estatal Infraero na proporção de 49% do capital das novas concessionárias. Significativamente, tanto a Standard & Poor's como a Fitch classificam de parcerias público-privadas as concessões dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília.

A Fitch observa, a propósito, que a qualidade do crédito para infraestrutura aeroportuária vai depender da capacidade de cada terminal de atender uma maior quantidade de passageiros, da diversidade das companhias em operação e da transparência da estrutura regulatória. Este último ponto se refere à necessidade de estabelecer uma distinção clara entre as atividades da Infraero e as atribuições da Anac, que em muitos casos entram em conflito ou se superpõem.

O essencial é separar o processo licitatório da questão operacional. Uma das mudanças em estudo, segundo O Globo (13/6), é a de retirar do edital a exigência de que o operador aeroportuário privado faça parte dos consórcios que disputarão os próximos leilões. Já está estabelecido que os participantes da primeira fase não poderão tomar parte na próxima.

Passará a ser também obrigatório que os vencedores de futuras licitações contratem, antes mesmo da assinatura dos contratos, um gestor aeroportuário privado, com experiência em terminais com trânsito de, pelo menos, 10 milhões de passageiros por ano, o que não representa nenhum exagero - a capacidade atual estimada do Aeroporto de Guarulhos, segundo a Infraero, é de 24,9 milhões de passageiros/ano. Acredita-se, porém, que esse pré-requisito seja suficiente para evitar que empresas ou consórcios, sem o know-how indispensável para gerir grandes aeroportos, se tornem responsáveis pela parte operacional.

Estadão

Bahia terá R$90 bi em investimentos até 2015


Osvaldo Lyra EDITOR DE POLÍTICA


O economista José Sérgio Gabrielli está há 100 dias à frente do planejamento do Estado. Nesta entrevista à Tribuna, o petista aponta os principais gargalos para o desenvolvimento da Bahia (sobretudo a falta de logística), cita a necessidade de ‘azeitar’ a máquina e atacar o excesso de superposição de atividades do governo, preparando a pasta para atuar por projetos. Questionado, Gabrielli diz não concordar com a ideia de que há morosidade nas ações do governo Wagner. Muito pelo contrário. Para ele, o momento é de pujança. Até 2015, serão investidos R$70 bilhões pela iniciativa privada, somados aos R$20 bi do poder público

Tribuna da Bahia – Cem dias de José Sérgio Gabrielli à frente do Planejamento do Estado. O que foi feito nesse período?
José Sérgio Gabrielli – Quando eu cheguei à Bahia, eu entrei num time que já estava jogando. Portanto, tive que me adaptar às orientações táticas do governador, que é o técnico. Então, objetivamente, o primeiro elemento que coloquei em prática nesse período foi atuar para conhecer quais eram as principais atribuições das diversas secretarias do Estado. No segundo momento foi possível identificar onde é que estava havendo superposição de atividades, necessitando armar o jogo de forma um pouco distinta. No terceiro momento foi preparar a Secretaria de Planejamento para analisar e ser capaz de dar respostas a cada projeto de ação da secretaria. Um quarto momento foi a preparação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Um quinto momento importante agora é a gestão de 2012 com definição de prioridades e fazendo com que a gestão de 2012 acabe impactando o orçamento de 2013.

Tribuna – O que é que falta para a gestão do governador Jaques Wagner ganhar um ritmo de mais celeridade?
Gabrielli – Concluindo, esse processo, ainda tem outro componente que é importante, que é componente de buscar acelerar os processos de captação de recursos não tradicionais, ou seja, buscar novas fontes de financiamento para o estado. Esse conjunto de ações está em andamento, evidentemente que se você me perguntar, concretamente, o que isso deu, eu não tenho ainda como dar uma resposta, são 100 dias, mas todas essas áreas de atuação estão em plena atividade. Acredito que o governo vem fazendo muita coisa, ou seja, o conjunto de ações do governo é um conjunto extraordinariamente amplo. Acho que a Bahia tem hoje tanto na área do investimento privado, como na área do investimento público, um pacote de investimentos, um pacote de projetos, talvez o maior da história. Nós temos hoje cerca de R$ 70 bilhões de investimentos privados planejados para a Bahia até 2015 e temos do setor público, só na infraestrutura, cerca de R$ 20 bilhões. Então significa que você tem aí, do setor público, governo do estado, governo federal e governos municipais, cerca de R$ 20 bilhões, mais R$ 70 bilhões, são R$ 90 bilhões, são US$ 45 bilhões. Só pra lembrar, o Polo Petroquímico custou US$ 6 bilhões. Nós estamos com investimentos que correspondem, em termo de valor, a sete ou oito vezes o Polo Petroquímico, portanto, é um enorme volume de investimento nos próximos anos.

Tribuna – O senhor trouxe alguém do seu staff da Petrobras pra dar suporte nesse trabalho na Secretaria de Planejamento?
Gabrielli – Ainda não. Mas vou trazer.
Tribuna – E isso não deixa o senhor limitado, sem uma equipe mais próxima, que está mais acostumada com seu ritmo de atuação?
Gabrielli – Eu cheguei e não mudei o time. Eu cheguei e estou jogando com o time existente. Eu trouxe o chefe de Gabinete, que é do estado, um amigo meu de muito tempo, que trabalhava na Secretaria de Educação e é meu chefe de Gabinete agora. E estou trazendo um gerente da Petrobras que está vindo cedido para trabalhar comigo a partir do próximo mês, mas o resto dos superintendentes eu mantive todos eles, eu não troquei ninguém. Quem saiu, saiu por vontade própria.
Tribuna – Quando o senhor assumiu, o senhor falou em fazer ajustes na máquina. O senhor encontrou alguma dificuldade em mexer em alguma peça, em fazer algum ajuste?
Gabrielli – Não, eu preferi testar as pessoas que estavam nas diversas posições. Então eu tive o que eu estou tentando fazer, uma gestão por projetos. Estou identificando claramente o que cada pessoa faz, estou dando pra ela prazos e metas e estou discutindo o processo de encaminhamento desses prazos e metas. Estou montando, dentro da secretaria, um sistema de acompanhamento dos projetos que vai permitir uma visão gerencial das atividades que estão sendo feitas e, com isso, eu tenho uma visão muito macro de todas as atividades que estão sendo feitas pela secretaria. Com prazos, com metas, com responsabilidades.

Tribuna – Quando a população de um modo geral vai perceber esse novo processo de organização interna?
Gabrielli – Não. Isso não tem uma relação direta com a população, porque não tem execução direta das atividades de governo. Isso aí você vai ter uma aceleração dos processos de integração dos diversos órgãos executores, você vai ter uma melhoria do uso dos recursos com menos desperdício, você vai ter mais eficácia na formulação de projetos pra buscar recursos externos, você vai ter um processo de acompanhamento do orçamento de forma a integrar os dados financeiros com a execução, ou seja, você vai ter uma atuação na atividade meio, a gente não vai ter uma atuação na atividade fim. O que nós vamos fazer é que as secretarias, que são as executoras das obras, das atividades, elas vão estar mais coordenadas, vão estar mais azeitadas e jogando nas posições mais adequadas.
Tribuna – O senhor tem encontrado alguma dificuldade interna, dentro do próprio governo, para se movimentar?
Gabrielli – Não, nenhuma dificuldade. Eu acho que o problema é que a equipe do governo é muito motivada, muita atividade sendo feita, eu acho que, em alguns casos, muita gente fazendo a mesma atividade. É preciso, digamos, arrumar um pouco mais isso, mas o governo está muito ativo. Eu não concordo com a ideia de que não há atividade no governo, que há morosidade na atividade do governo. O governo está muito ativo, agora talvez haja muita energia que é usada na atividade pra preparar a atividade.
Tribuna – O governo vai conseguir construir um sistema de mobilidade eficiente para a Copa ou qual o planejamento do Estado para o mundial?
Gabrielli – Olha, eu acho que nós temos na mobilidade uma questão central para Salvador. A consulta pública que foi lançada apresenta um projeto que me parece extremamente importante e tem algumas características que valem a pena chamar a atenção. Primeiro, ele não é um projeto completo, no sentido que resolve todos os problemas. Ele é uma linha que vai conectar a linha 1, que vai expandir a linha 1 até Pirajá e vai fazer a linha 2 até Lauro de Freitas, basicamente no eixo da Paralela. Esse é um eixo troncal, é um tronco de um sistema que vai precisar fortemente de redefinir as rotas dos ônibus. A redefinição das rotas dos ônibus vai ocorrer para utilizar, otimizar e potencializar as diversas estações de metrô que vão existir nesse trajeto. Vamos ter uma reorientação das rotas de ônibus, que serão rotas mais curtas, mais rápidas, algumas circulares, que vão permitir, portanto, uma utilização do espaço urbano de Salvador de forma mais adequada. Por outro lado, nas linhas troncais de longa distância, você vai, portanto, tirar também o volume de automóveis circulando.
Tribuna – O Porto Sul é colocado como uma prioridade do governo. O senhor tem feito alguma gerência, junto ao governo federal, para destravar esse projeto?
Gabrielli – O governo tem o secretário Rui Costa (Casa Civil), que é a pessoa que está fazendo essas negociações com a Valec, com o governo federal. Nós estamos trabalhando no desenvolvimento dos projetos do entorno das plataformas, dos pátios de manobra da Fiol. A ferrovia, que termina no Porto Sul, ela vai ter vários pátios de manobra, que será onde o trem vai parar e esses pátios de manobra vão ter impactos importantes nas regiões em torno desses parques. Nós estamos reformulando as análises no entorno desses locais para fazer políticas regionais adequadas para maximizar o efeito positivo da ferrovia no desenvolvimento regional.
Tribuna – Qual é o principal gargalo hoje para o desenvolvimento da Bahia?
Gabrielli – Eu acho que nós temos alguns gargalos. A logística baiana e a logística nordestina, ou seja, a capacidade de transportar cargas, pessoas, dados e informações, ela é um limitador. Então nós temos no plano de transformação da logística, nós vamos ter essa Ferrovia Oeste-Leste, que é uma ferrovia que cruza o sudoeste do estado. Nós vamos ter que retomar a discussão sobre a hidrovia do São Francisco, portanto, vai ser na direção Sul-Norte. Além da hidrovia do São Francisco, em Juazeiro, nós vamos ter uma plataforma logística e, de Juazeiro, nós vamos reforçar a FCA até o porto de Salvador e de Aratu. De Salvador e Aratu essa ferrovia vai até Brumado. Então nós vamos ter um polígono de logística novo do ponto de vista de modais ferroviários, hidroviários e rodoviários. Por outro lado, nós estamos intensificando as linhas de transmissão elétrica, que vão permitir explorar mais ainda o potencial eólico do semiárido baiano, na região de Caetité, e nós vamos ter que repensar e expandir o plano estadual de banda larga, para permitir também uma densificação da malha de fibras óticas e de banda larga para a inclusão digital no estado. Portanto, esse conjunto de ações são ações na infraestrutura. Então, nós temos limitações na logística, que estão sendo resolvidas, temos limitações na inovação, que estão sendo tratadas, temos uma política de inclusão social que expande o mercado interno, resta a qualificação profissional. Nós precisamos que o nosso pessoal esteja preparado para utilizar esse crescimento de forma adequada.
Tribuna – O PPA do governo federal prevê R$ 19 bi para a Bahia até 2015 e R$ 42 bilhões para Pernambuco. A que o senhor atribui isso? Falta projeto ou falta articulação política?
Gabrielli – Os projetos de Pernambuco estão fazendo o ciclo de investimento que a Bahia fez na década de 50. Na década de 50, nós tivemos refinaria. Pernambuco está tendo refinaria agora. O polo petroquímico é outra parte importante no crescimento de lá. Nós tivemos o nosso polo na década de 70. Então, Pernambuco está com um ciclo de investimento em investimentos pesados onde o setor público entra fortemente, na área petroquímica, na área de refino, que a Bahia teve no passado. Então, é evidente que não dá para comparar nesse nível simplesmente o valor numérico do investimento pernambucano e o investimento baiano. Por outro lado, se nós olharmos o volume de investimentos nas universidades, se nós olharmos o volume de investimentos nas escolas, se nós olharmos o volume de investimentos em moradia, se nós olharmos o volume de investimento no saneamento básico na Bahia, nós estamos melhor do que Pernambuco.

Tribuna – A formação de novas parcerias público-privadas poderia ser usada para destravar processos de desenvolvimento, inclusive na logística do Polo?
Gabrielli – Eu acho que em algumas coisas, sem dúvida nenhuma. Nós vamos ter esse ano agora na mobilidade urbana. A Arena Fonte Nova foi uma PPP. O Hospital do Subúrbio foi uma PPP. A BA-093 é uma parceria PPP. Agora, eu acho que a parceria público-privada é importante, mas não é universal. Não vale pra tudo, nem vale para qualquer situação. É preciso identificar aquilo que se adapta mais no sentido de ser uma forma específica de organização da atividade econômica. No entanto, eu acho que aproximação com o empresariado é fundamental para viabilizar a criação de novas oportunidades de emprego e renda, como para viabilizar a expansão econômica propriamente dita no estado.

Tribuna – De dentro da máquina do estado, qual a avaliação que o senhor faz hoje do governo?
Gabrielli – Olha, eu acho que o governo tem uma atividade, como eu disse, muito grande. Talvez a gente pudesse, digamos, ter mais efeito com o conjunto de atividades que a gente está fazendo se a gente tivesse um pouquinho mais de coordenação e de diminuição das superposições que nós temos.
Tribuna – O senhor acha que vai ser possível atingir isso num curto espaço de tempo, dando uma velocidade maior na máquina?
Gabrielli – Acho que o governador Wagner tem plena consciência disso, ele é um entusiasta da gestão mais eficiente, ele é um entusiasta de avançar além dos processos de abertura democrática para que as ações sejam mais eficazes, e eu acho que ele vai conduzir o governo nessa direção.

Tribuna – Falando agora sobre sucessão... Qual o motivo de o candidato Nelson Pelegrino ter dificuldade em tomar fôlego?
Gabrielli – Acho que Nelson está fazendo a parte dele. A visibilidade dele está bastante grande. Não concordo que não há visibilidade da candidatura de Nelson. Acho que o quadro político de Salvador, no entanto, é um quadro político que o PT conseguiu uma frente sem os seus aliados tradicionais. O PCdoB tem uma candidata colocada nesse momento e isso vai fazer com que a tática seja uma tática de segundo turno, pelo menos nesse momento. As convenções vão ser nessa semana, a do PT é no dia 30. Até lá, o quadro que se apresenta hoje é um quadro em que a base do governo vai ter mais de um candidato.
Tribuna – Independente de qual seja o candidato a vencer esta eleição, quais devem ser as prioridades do próximo prefeito?
Gabrielli – Eu acho que Salvador precisa de algumas intervenções importantes. Uma é em mobilidade urbana, sem dúvidas. E nós precisamos investir na área de saúde, a cobertura do PSF, do programa de saúde da família, que é ridiculamente baixa. Nós precisamos avançar na área de saneamento, na capacidade de saneamento da cidade. Nós precisamos avançar num programa para as orlas, tanto a orla do interior da Baía de Todos os Santos como da orla atlântica. Nós precisamos repensar o Centro Histórico. Então é todo um conjunto de questões que Pelegrino está trabalhando nisso e que eu acredito que vá apresentar alternativas importantes.
Tribuna – O governo não poderia estar ajudando e investindo em intervenções como essas, como na orla, como no Centro Histórico?
Gabrielli – Nós temos uma constituição em que a distribuição de funções é clara. O espaço urbano é competência do município. O estado não pode estar substituindo o município na gestão do espaço urbano. Além do mais, existem 417 municípios no estado. O governo do estado não pode cuidar só de Salvador. Tem que cuidar dos 417 municípios do estado. A presença do estado na área da saúde é também limitada. O estado trabalha no Sistema Único de Saúde com duas funções. O posto de saúde e a saúde da família são responsabilidades municipais. O transporte urbano, o ônibus, o estacionamento, o trânsito é responsabilidade do município.
Tribuna – Seu programa de rádio causou ciúmes em algumas pessoas, que estavam de olho em 2014. Como viu os questionamentos?
Gabrielli – Qualquer um pode ter a interpretação que quiser ter. É só ouvir o programa nas quintas-feiras. É um programa de discussão de temas econômicos. Eu sou um profissional da área há 40 anos. Eu formei em 1971. Sou atuante na área de economia há mais de 40 anos. Então é absolutamente normal que eu fale de economia, que eu fale de programas econômicos do estado. A interpretação disso como campanha eleitoral é uma interpretação completamente equivocada. Os programas têm sido basicamente de discussão de temas relevantes para a economia baiana, do ponto de vista econômico.
Tribuna – Incomodam os rumores de que o governador Jaques Wagner teria uma predileção por uma candidatura de Rui Costa em 2014?
Gabrielli – Eu acho que esse é um tema precipitado. O governador, eu não acredito que esteja discutindo 2014 agora. O governador sabe que 2012 tem eleição municipal e é importante, e ele tem um programa de governo extraordinário para desenvolver. E está desenvolvendo. Ele tem se dedicado fortemente à gestão do estado, à execução das obras e à execução dos projetos. E à eleição de 2012. Eu acho que, nesse momento, a eleição de 2014 está muito longe ainda.
Tribuna – O que a gente pode esperar, o que as pessoas podem esperar da bagagem que o senhor traz para o planejamento do estado a partir de agora?
Gabrielli – Eu acho que a Secretaria do Planejamento está começando a ter alguns instrumentos dentro dela para poder desempenhar um papel mais articulador no estado. Eu espero que a minha contribuição seja justamente essa: um articulador das ações do governo, azeitar a máquina sob o comando do governador Jaques Wagner.
Tribuna – É possível então azeitar a máquina e dar um ritmo de mais celeridade ao governo?
Gabrielli – Eu não sei se necessariamente dar ritmo de mais celeridade, porque depende do preparo físico dos atletas, mas, com certeza, fazer uma ação mais integrada da ação do governo é uma intenção importante.

Colaboraram: Fernando Duarte e Lílian Machado

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