domingo, 17 de junho de 2012

Tribo aposta no Google para combater desmatamento na Amazônia

O aplicativo está disponível no site do Google Earth, embora ainda não esteja integrado à plataforma

Reprodução/Google Earth
Mapa do desmatamento na Amazônia, visto pelo Google Earth Engine
Mapa do desmatamento na Amazônia, visto pelo Google Earth Engine

São Paulo - A tribo suruí, que vive no coração da Amazônia brasileira, passou a contar com a tecnologia para enfrentar o desmatamento que a ameaça ao se associar com a gigante de buscas na internet, Google, que criou um aplicativo que retrata suas tradições e registra qualquer alteração na floresta.

O "mapa cultural" dos suruís foi lançado este sábado no Rio de Janeiro, durante um fórum empresarial realizado na conferência Rio+20, das Nações Unidas.
Representantes da empresa americana e membros do povo suruí apresentaram este projeto inédito, segundo informaram.

"Isto é único, representou uma fase totalmente nova para o Google. É o maior projeto que desenvolvemos com uma população indígena", explicou, durante entrevista coletiva, Rebeca Moore, engenheira do Google Earth e líder do projeto.

"É uma grande emoção que depois de cinco anos possamos mostrar nossa cultura ao mundo", comemorou o cacique Almir, líder dos suruís, vestindo calça, camisa e blazer, com um cocar de plumas coloridas.

Na animação do planeta Terra que o Google Earth apresenta se vê um pequeno ponto no território brasileiro: é a tribo suruí, com extensão de 240.000 hectares no estado amazônico de Rondônia (noroeste). No total, tem 1.300 pessoas distribuídas em 320 famílias.

À medida que o usuário se aproxima do território suruí no mapa aparecem várias imagens de animais, ocas, plantas e indígenas. Ao clicar em alguns destes ícones, o sistema mostra jovens indígenas narrando os hábitos da comunidade, acompanhados de animações criadas pelo Google.

O território suruí está cercado de uma área bastante desmatada e, segundo o cacique Amir, suas terras são ameaçadas por madeireiros ilegais. Por isso, em 2007 viajou para a Califórnia e visitou os escritórios do Google "para propor uma associação" que permitisse criar o aplicativo e registrasse a realidade da região.

"Na época, não sabíamos muito do Google, mas eu passei em frente aos escritórios e estava decidido a entrar e propor esta sociedade porque eles conhecem a tecnologia e nós, a Amazônia", contou Amir.

Agora, o "mapa cultural" dos suruís "é uma ferramenta de trabalho que estamos usando para fazer denúncias. Temos uma equipe de vigilância", formado por jovens com celulares inteligentes que registram até a espessura de uma árvore e tiram fotos do local, informou o cacique.

"Com isso, vamos poder pressionar o governo para que fiscalize o desmatamento na região", comentou à AFP Walelasoepilemán, jovem indígena de 15 anos que participa do projeto e veste traje tradicional, com os braços adornados com pequenas pintas pretas pintadas.

Em 2011, o Brasil conseguiu reduzir o desmatamento na floresta amazônica em seu nível mais baixo, a 6.418 Km2, e a três meses de fechar o balanço anual para 2012 diminuiu em 25% este número, segundo dados oficiais.

O aplicativo está disponível no site do Google Earth, embora ainda não esteja integrado à plataforma. Também é possível consultá-lo no site dos suruís (http://www.paiter.org).

Neste sábado, o Google lançou, ainda, o documentário "Trocando o arco e a flecha por computadores portáteis", que narra os cinco anos de desenvolvimento do projeto. Engenheiros do

Google viajaram três vezes ao Brasil para treinar os indígenas com ferramentas para smartphones, desenhadas especialmente para o projeto.

O vídeo, exibido para jornalistas, mostra os jovens medindo troncos e tirando fotos de índios idosos e de danças tradicionais, bem como de outros costumes.

"Isto é bom para nós porque estamos levando nossa cultura para os povos de fora, para que nossa cultura não morra", disse Walelasoepilemán.

Segundo Moore, a empresa espera repetir a experiência em outras duas tribos vizinhas à dos suruís, bem como em outras populações aborígenes de Canadá e Nova Zelândia.

Governo quer levar jatinho para aeroporto particular


O governo federal estuda permitir que a iniciativa privada possa explorar comercialmente aeroportos particulares para pousos e decolagens de aviões executivos e demais aeronaves pequenas que integram a chamada aviação geral.

Hoje, a lei proíbe todo tipo de atividade comercial em aeródromos privados, assim como veda a cobrança de qualquer tipo de tarifa aérea.

Somente os aeroportos públicos podem exigir retorno financeiro de suas operações.
A Folha apurou que a medida está sendo discutida pelo Executivo como forma de incentivar investimentos privados no setor e, ao mesmo tempo, desafogar aeroportos tradicionais como Congonhas (SP) do fluxo de jatinhos e demais executivos que diariamente competem com os voos regulares das companhias aéreas.

Hoje, quem tem uma pista de pouso só pode utilizá-la para uso próprio e não está autorizado a cobrar se disponibilizar sua estrutura para terceiros.

Folha SP

Olimpíada de Londres vai custar menos que o previsto



Estádio olímpico de Londres
A sobra de mais de R$ 1,5 bilhão volta aos cofres públicos

O custo dos Jogos Olímpicos de Londres vai ficar 476 milhões de libras (mais de R$ 1,5 bilhão) abaixo do orçamento de 9,3 bilhões de libras (R$ 29,8 bilhões), disse nesta quarta-feira o governo britânico.

"A Grã-Bretanha provou que não só podemos fazer um grande evento para o mundo assistir, como o Jubileu de Diamante, mas que também pode entregar grandes projetos de construção no tempo e no orçamento", disse o ministro dos Esportes, Hugh Robertson.

O dinheiro que sobrou deve ser devolvido ao Tesouro.
O orçamento, estabelecido em 2007, foi bem mais alto do que o previsto em 2005 quando Londres foi escolhida como cidade sede.

Multidão

O governo afirmou que, apesar de os custos não ultrapassarem o orçamento, vai destinar um fundo extra de 19 milhões de libras (R$ 61 milhões) para reforçar os mecanismos de controle de multidão e orientar o público.

O dinheiro extra será para garantir que tudo corra bem na zona chamada pelo governo de "última milha", a distância entre os centros de transportes e locais de jogos.

"Nós sabemos exatamente quantos ingressos foram vendidos e cerca de quantas pessoas devem estar em Londres", afirmou Robertson.

"Mas absolutamente ninguém sabe quantas pessoas vão estar circulando na cidade, perto dos eventos, quando eles ocorrerem", disse o ministro.

"Neste verão, Londres vai ser um lugar para festa. É muito difícil para nós saber exatamente quantas pessoas vão estar em trens, carros ou na balsa", completou.

O governo afirmou que o trabalho da autoridade responsável pelas obras olímpicas está 98% finalizado e deve ser concluído após a Olimpíada, quando os alojamentos dos atletas vão ser convertidos em casas.

BBC Brasil

MG: PPP de trens de passageiros atenderá 21 municípios


Governo mineiro publicou na última sexta-feira (15) convite para que as empresas manifestem interesse no serviço



Em 2014, o transporte de passageiros por trens poderá voltar a ser realidade na Grande Belo Horizonte, segundo o secretário de Estado de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira. A Secretaria de Gestão Metropolitana (Segem) iniciou na última sexta-feira (15) o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) que busca identificar parceiros privados para o projeto de reativação do transporte de passageiros por trilhos em 21 municípios de Minas Gerais, em um trecho de 500 quilômetros.


Ainda neste mês, será encomendado um estudo, orçado em R$ 5 milhões, para detectar trechos subutilizados, inutilizados, a projeção de demanda e a necessidade de instalação de trilhos. Em nove meses, o levantamento estará concluído e os interessados serão identificados.

Em 2013, o edital da licitação que vai definir os parceiros privados do governo na empreitada será publicado. Naquele mesmo ano, investimentos serão iniciados para revitalizar a malha já existente. “Em 2014, já devemos ter operação parcial”, disse Silveira.

Conforme adiantou o Hoje em Dia, o projeto será viabilizado por meio de Parceria Público-Privada (PPP) e deve exigir investimentos bilionários, segundo a Unidade de PPP do governo estadual. Esse projeto integra um plano do Estado de investir, via PPPs, R$ 10 bilhões até 2015 em diferentes setores de atividade econômica.

Alexandre Silveira lembrou que, em São Paulo, os trens metropolitanos são realidade e transportam diariamente cerca de 4 milhões de passageiros. Para Belo Horizonte, ainda não se sabe a dimensão exata da demanda, o que também será alvo de estudos. As informações que a Segem possui sobre o assunto são resultado de uma pesquisa realizada há 9 anos e estão defasadas.

“A malha ferroviária é um patrimônio do país e está subutilizada e, em alguns casos, inutilizada. Vamos, a partir desse projeto, amenizar os problemas de mobilidade urbana da Região Metropolitana. Haverá também a integração das linhas férreas com outros modais de transporte”, afirmou Silveira.

O PMI iniciado na última sexta-feira (15) prevê quatro trechos a serem licitados em quatro lotes diferentes, o que indica que o Estado pode ter mais de um parceiro privado. O primeiro lote se refere ao trecho que vai de Sete Lagoas a Divinópolis, passando por Belo Horizonte. Neste caso, ele atenderia à demanda crescente no Vetor Norte de Belo Horizonte.

O segundo lote vai de Belo Horizonte a Brumadinho. O terceiro vai ligar Belo Horizonte a Conselheiro Lafaiete, com uma derivação até Ouro preto. O quarto, cujo traçado não foi detalhado, seria no Vale do Aço.

Do Hoje em Dia

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