sexta-feira, 25 de maio de 2012

Recife: Parque Dois Irmãos lança concurso de fotografia sobre a Mata Atlântica

O Parque Dois Irmãos lança nesta sexta-feira a 4ª edição do concurso de Fotografia “Olhares sobre a Mata Atlântica”.

O objetivo é sensibilizar quem fotografa e aprecia imagens da natureza e ajudar a preservá-la.
O evento faz parte das atividades em comemoração ao Dia Nacional da Floresta Atlântica, celebrado em 27 de Maio.

As inscrições são gratuitas e já estão abertas. Os participante podem concorrer com até três imagens que retratem detalhes da fauna e/ou flora do bioma.

As imagens devem ser impressas no tamanho padrão de 20 x 30 cm, e enviadas pessoalmente, ou por correios, ao Centro Vasconcelos Sobrinho de Educação Ambiental (CEA), do Parque Dois Irmãos, até 1º de junho.

De 2 a 10 de junho, período em que o Parque Dois Irmãos promove a Semana do Meio Ambiente 2012, as foto pré-selecionadas estarão expostas no CEA para que o público visitante possa escolher a melhor, votando em urna instalada no local.

No dia 10, as três mais votadas serão conhecidas e os autores, premiados. Até o dia 1º a administração do Parque divulgará quais serão os prêmios.

O regulamento está disponível no site www.parquedoisirmaos.pe.gov.br.

Diário PE

Infraero assina Ordem de Serviço para obras do aeroporto de Manaus


Previsão é de que os trabalhos tenham início no dia 1ª de junho, com prazo de execução de um ano
A Infraero assinou nesta quinta-feira (24.05) a Ordem de Serviço para elaboração do projeto de avaliação, restauração e ampliação da área de movimentação de aeronaves do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes em Manaus.

Serão investidos R$ 3,4 milhões nos estudos, que são fundamentais para o planejamento das obras nessa área. A previsão é de que os trabalhos tenham início no dia 1ª de junho, com prazo de execução de 365 dias. Os serviços foram acertados por meio do contrato firmado entre a Infraero e o consórcio ATP/DYNATEST.

O projeto compreende a avaliação do pavimento da pista de pouso e sua área de influência, pista de táxi, pátios de aeronaves dos terminais de passageiros 1 e 2 e terminal de logística de carga, pátios de estadia de aeronaves, de aviação geral e via de serviço paralela aos pátios, totalizando uma área de cerca de 582 mil m².

O superintendente da Regional Noroeste da Infraero, Rubem Lima, ressaltou que a contratação dos serviços é desafiadora, já que os trabalhos devem ser realizados paralelamente às obras de modernização e ampliação do terminal de passageiros, iniciadas em novembro de 2011.

“Estamos concentrando esforços para entregar aos nossos usuários não somente um terminal de passageiros moderno e confortável, mas também um aperfeiçoamento da infraestrutura. A intenção é entregar junto com as obras do terminal outras áreas operacionais totalmente prontas para atendimento das novas demandas”, afirmou.

»Vídeo: confira maquete eletrônica do novo aeroporto de Manaus



Abrangência

A contratada irá elaborar estudo preliminar, projetos básico e executivo para ampliação da pista de pouso em 500 m, passando dos atuais 2.700 m para 3.200 m; recuperação e recapeamento da pista de pouso, táxi e pátios atuais; ampliação do pátio de aeronaves dos terminais de passageiros 1 e 2; construção do pátio de estadia de aeronaves em frente ao terminal 1; das vias de saída rápida; da pista de táxi paralela à pista de pouso; implantação da área de heliponto e relocação das áreas de equipamento de rampa.

A prioridade dos serviços é a elaboração do projeto de ampliação do pátio de aeronaves do Terminal de Passageiros 1 para receber a oitava ponte de embarque, prevista nas obras de modernização, e a ampliação e recuperação da pista de pouso e decolagem. Também serão incluídos nos estudos os projetos de sinalização vertical e horizontal de pista, das áreas de segurança, de locação e instalação dos equipamentos de navegação aérea, de auxílios luminosos, de drenagem, de acostamentos, de balizamentos, de sinalização horizontal, de iluminação de pátios, entre outros.
Terminal


O terminal de passageiros do aeroporto de Manaus terá capacidade de 5,9 milhões de passageiros por ano em 2014, com um investimento esperado de R$ 394 milhões do Governo Federal, conforme mostra o "3° Balanço das obras da Copa".
»Leia também: "Balanço: dez dos 13 aeroportos da Copa estão em obras"

Fonte: Infraero

Melhoramentos urbanos variam de acordo com renda dos moradores

94% dos domicílios com renda superior a R$ 1 mil por mês estão em ruas pavimentadas; proporção cai a dois terços quando renda é menor do que R$ 250

Quanto maior a renda dos moradores, mais alta a taxa de urbanização em volta de sua casa: melhor a iluminação pública, mais chance de o lixo ser recolhido com frequência adequada e de o esgoto correr por baixo do pavimento e não pelo meio-fio -se é que há meio fio defronte à moradia. Essa relação parece óbvia, mas há décadas não era medida em uma pesquisa de amplitude nacional. É uma novidade do Censo 2010.

A taxa de urbanização foi calculada pelo Estado a partir de observações feitas pelos recenseadores sobre dez tipos de melhoramentos urbanos localizados no entorno de 57 milhões de domicílios brasileiros, e divulgadas esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Na média do Brasil, a taxa de atendimento dos domicílios no conjunto dos dez itens foi de 68%, mas com grandes variações: de 96% de iluminação pública a menos de 5% de rampas para cadeirantes. As desigualdades são ainda maiores quando se leva em conta a renda domiciliar.

Nada menos do que 94% dos domicílios brasileiros cujo rendimento é maior do que R$ 1 mil por mês estão em ruas pavimentadas. Mas essa proporção cai a dois terços quando a renda dos moradores é inferior a R$ 250 (em valores de setembro de 2010). A disparidade é ainda pior quando se trata de calçadas: 87% da parcela de renda superior tem calçamento na porta de casa, enquanto a taxa no extrato de renda mais baixa cai a 45%.

Em todos os dez tipos de melhoramentos pesquisados há diferenças significativas na taxa de atendimento por esses equipamentos urbanos básicos em função da renda de quem mora nos domicílios. Os mais pobres têm seis vezes mais chances de verem o esgoto correr a céu aberto na frente de suas casas, por exemplo. A qualidade do urbanismo varia intensamente tanto dentro das próprias cidades quanto entre elas.

Em primeiro lugar no ranking dos 5.565 municípios ficou Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Sua taxa de urbanização é de 91,3%. O resultado é cinco vezes melhor do que o de Pacajá, no Pará, onde menos de 18% dos domicílios são atendidos adequadamente por serviços e equipamentos urbanos básicos. Quatro em cada cinco cidades brasileiras, porém, têm uma taxa de urbanização superior a 50%. E em uma a cada quatro essa taxa supera 70%. As melhores taxas estão na região Sudeste e as piores, nos municípios do Norte.

Balneário Camboriú não alcança o primeiro lugar em nenhum item específico, mas tem a melhor média de atendimento no conjunto deles: mais de 99% de seus domicílios estão sob iluminação pública e têm seu esgoto e lixo recolhidos, 98% estão em ruas devidamente identificadas, pavimentadas e dotadas de meio-fio, 97% têm calçada à porta, 92% se beneficiam da existência de bueiro na via onde estão, 78% gozam a sombra de árvores nas calçadas. E 54% dessas calçadas têm rebaixamentos que servem de rampa de acesso para pessoas que se locomovem em cadeiras de rodas.

A taxa de urbanização é a média de dez características urbanísticas observadas pelos recenseadores IBGE. Eles medem a proporção de domicílios que têm à sua porta os principais equipamentos e serviços públicos que se esperam encontrar em uma área urbanizada: iluminação pública, pavimentação das vias, calçada, meio-fio, arborização, esgoto, bueiro, recolhimento de lixo, identificação do logradouro (nome da rua, por exemplo) e rampa para cadeirantes.


A iniciativa resgata uma tradição de pesquisas que eram feitas até 1957 e que chamavam essas características de "melhoramentos urbanos". Desta vez, o levantamento considerou apenas as áreas urbanas dos municípios e não levou em conta favelas e outros tipos de aglomerados urbanos subnormais -onde esse tipo de equipamento e serviços nem sequer é alvo de políticas públicas. Mesmo assim, a pesquisa do IBGE abrangeu o entorno de 97% dos domicílios localizados dentro das áreas urbanas dos municípios brasileiros.



José Roberto de Toledo e Rodrigo Burgarelli

Pernambuco: Governo lança programa de irrigação no Sertão

Será lançado oficialmente neste sábado (26), em Petrolina, o Programa “Irrigação para Todos”, com a inauguração do Distrito de Irrigação Comunitária dos Perímetros Muquém, Pedra Grande e Porto de Palha – DIMP.

A solenidade será realizada na Sede do Muquém, às 9h e contará com a presença do governador Eduardo Campos e do secretário de Agricultura e Reforma Agrária Ranilson Ramos.

Nas três áreas estão sendo investidos R$ 3,8 milhões, beneficiando 150 famílias de pequenos agricultores e gerando 600 empregos diretos.

Por meio de três estações de bombeamento, as águas do São Francisco estão sendo levadas a até 10 quilômetros das margens do rio e o escoamento da produção facilitado pela construção de 51 quilômetros de estradas.

Do total inicial de 300 hectares irrigados do DIMP, 150 ha estão localizados no Muquém, 100 ha, em Pedra Grande, e 50 ha, em Porto de Palha.

Do NE10Núcleo SJCC/Caruaru


Estudo mostra que 4,7% das ruas do país têm rampa para cadeirante


VENCESLAU BORLINA FILHO
DO RIO

Apenas 4,7% das ruas do país têm rampa de acesso para cadeirantes, segundo a pesquisa inédita divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base nos dados do Censo 2010.

Segundo o levantamento, nenhuma cidade do país tem todas as ruas com a benfeitoria para deficientes.

A cidade que mais se aproxima dessa condição é Jaguaribara (255 km de Fortaleza), no Ceará. De acordo com o IBGE, 75,5% dos logradouros da cidade têm os acessos para cadeirantes.
Entre os municípios com mais de 1 milhão de habitantes, Porto Alegre lidera com 23,3% das ruas acessíveis.

Em São Paulo, só 9,2% das ruas têm o equipamento, enquanto que no Rio de Janeiro esse percentual é de 8,9%.

Editoria de Arte/Folhapress
Folha SP

Recife: Cemitério de Santo Amaro ampliado


Catacumbas e ossuários estão sendo construídos na necrópole



Rogério França
Primeira fase, que será concluída em junho, terá 586 novas vagas disponíveis

O Cemitério de Santo Amaro, localizado na área Central do Recife, maior necrópole da Capital, e mais antiga também, com 151 anos, está passando por processo de ampliação. Com isso, novas catacumbas (2.096) e ossuários (870) estão sendo construídos dentro do cemitério para atender a população. As obras, conforme a assessoria de Imprensa da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), têm como objetivo suprir o deficit existente, aumentando a capacidade física do local.

Inseridos na primeira etapa do projeto de ampliação, dois blocos de três andares estão sendo erguidos num espaço situado dentro do cemitério para acomodar mais de 396 novas catacumbas e 190 ossuários. A previsão, de acordo com a Emlurb, é que as obras dessa etapa estejam concluídas até junho deste ano.

Além das novas catacumbas e ossuários, as obras de ampliação preveem a construção de novos túmulos. Esse equipamento, juntamente com mais ossuários, será construído ao longo da segunda e terceira fases. Essas duas etapas serão realizadas em um anexo localizado na avenida Mário Melo, onde funcionavam um posto de combustíveis e um lava-jato. Naquela área, em meio aos tapumes já colocados e os trabalhos de fundição iniciados, os túmulos e ossuários serão erguidos numa ala.

A área onde serão construídos os três blocos com três andares naquele espaço é de aproximadamente dois mil metros quadrados. Após a conclusão dos serviços, o espaço terá capacidade para 1,7 mil catacumbas e 680 ossuários. Ainda durante a ampliação do cemitério, está prevista a construção de uma guarita para melhorar o atendimento a população.

Segundo o administrador do cemitério, Rogério Rodrigues, atualmente, a necrópole recebe entre 20 a 30 sepultamentos por dia. Com as reformas já em execução, o deficit, ao longo do tempo, será reduzido. “A procura da população é muito grande para realizar sepultamento. Então, essa ampliação dará uma ‘folga’. Além disso, com as novas catacumbas, as famílias terão um ambiente mais limpo”, explicou.

Atualmente, o Cemitério de Santo Amaro, oficialmente chamado de Fundação Senhor Bom Jesus da Redenção, conta com 7.608 covas, 3.068 catacumbas e 3,5 mil ossuários ao longo dos seus 145 mil metros quadrados. O investimento total para esses serviços é da ordem dos R$ 2,5 milhões.

ANDERSON BANDEIRA - da Folha de Pernambuco

Impostos: Trinta restaurantes da RMR reduzem preços dos pratos hoje




Quem for comer fora hoje vai poder experimentar o gostinho de pagar menos pelo valor da refeição em 30 estabelecimentos da Região Metropolitana do Recife (RMR). Imagem: Vinícius Lubambo/Divulgação
Imagem: Vinícius Lubambo/Divulgação

Quem for comer fora hoje vai poder experimentar o gostinho de pagar menos pelo valor da refeição em 30 estabelecimentos da Região Metropolitana do Recife (RMR). Imagem: Vinícius Lubambo/Divulgação

Você acha os preços encontrados nos restaurantes mais salgados que a própria refeiçao? Pois hoje quem for comer fora vai poder experimentar o gostinho de pagar menos pelo valor da refeição em 30 estabelecimentos da Região Metropolitana do Recife (RMR). Isso porque a Associação de Jovens Empresários de Pernambuco (AJE-PE), em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Pernambuco (Abrasel-PE), vai promover o Dia da Liberdade de Imposto.

Nessa data, serão comercializadas refeições com o abatimento de 32%, o equivalente aos impostos pagos pelos restaurantes.

O objetivo do movimento é chamar a atenção da população para a alta carga tributária do país. Para eles, é um entrave ao desenvolvimento econômico do setor. O dia 25 de maio foi escolhido porque até essa data a empresa fatura somente para pagar os impostos. Ou seja, 145 dias no ano.

“É importante conscientizar a população porque a alta carga de impostos não vale somente para as empresas, mas também para os consumidores. A taxação sobre os produtos afeta a todos”, diz o presidente do associação, Messias Santos.

“Sabemos que uma redução dos tributos é perfeitamente possível por meio da racionalização, eficiência e transparência no uso do dinheiro público. O histórico de má gestão do dinheiro arrecadado é a principal causa de impostos tão altos. Prova da ineficácia da gestão é que itens básicos como educação, saúde e lazer são garantidos na Constituição, mas são oferecidos em condições precárias pelo estado. Pagamos por serviços que não usamos”, opina o diretor executivo do AJE-PE, Gláucio Frazão.

O grupo ressalta que há um projeto de lei que provocaria a simplificação da carga tributária gradativamente ao longo de dez anos. “Só falta que a lei seja sancionada, mas estamos confiantes porque a sociedade civil tem nos apoiado bastante. Em todo o lugar onde fazemos movimentos as pessoas sempre participam”, conta Santos.

Confirmaram participação até agora 30 restaurantes das cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Igarassu, Caruaru e Surubim. Alguns restaurantes dos shoppings Recife e Boa Vista também vão aderir à ação. A expectativa dos organizadores do evento é de que até sexta-feira outros restaurantes sejam integrados.


Confira a lista dos restaurantes participantes:

Natrielli - Cabo e Igarassu
Papa Capim - Boa Viagem
Julietto - Benfica, Boa Viagem, Carrefour, Boa Vista, Guararapes, Plaza, Shopping Recife, Shopping Tacaruna, Shopping Difusora
Coreetuba Bistrô
Plim Express, Plim Restaurante e Plim Boa Vista
Entre Amigos - Boa Viagem e Espinheiro
Ilha da Kosta 1, Ilha do Guaiamum e Ilha dos Navegantes
Galetus - Ipsep, Camaragibe, Caxangá e Boa Viagem
Guaiamum Gigante, Guaiamum Gigante da Praia e Guaiamum Gigante Sushi
Laça - Boa Viagem

Por Hugo Bispo, da equipe do Diário PE

Representantes da AEG visitam estádio de Brasília

Ideia do governo é criar modelo viável de administração e exploração comercial da arena após a Copa


Representantes da AEG ao lado de Agnelo Queiroz: interesse pela arena (crédito: Roberto Barroso / GDF)

As obras do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha receberam nesta quinta-feira (24) a visita de representantes da AEG, empresa especializada em gestão de equipamentos esportivos e de espaços de entretenimento. A ideia do governo do Distrito Federal é criar um modelo viável de administração e exploração comercial da arena após a Copa.

"Se uma empresa como essa tem interesse em explorar o nosso estádio, reafirmamos nossa convicção de que ele ajudará no desenvolvimento econômico do Distrito Federal após a Copa", disse o governador Agnelo Queiroz.

A AEG Live demonstrou interesse em gerir o futuro estádio do Palmeiras em São Paulo, a Arena Palestra. Além disso, a empresa é parceira da Odebrecht e da ISG (International Stadia Group) na cosntrução da Arena Pernambuco.

Ainda não há data definida para o início do processo de licitação. O contrato também não foi detalhado. Segundo o governador, outras empresas do ramo já demonstraram interesse em gerir o estádio brasiliense.

Queiroz também afirmou que não há possibilidade do local ficar inutilizado após a Copa do Mundo. "O discurso de que ele poderia virar um elefante branco não procede. A arena vai incrementar o turismo, toda a cadeia dos serviços e transformar a cidade em uma referência da América Latina para shows e eventos", afirmou.

Com 58% da obras concluídas, o Mané Garrincha será reinaugurado em dezembro próximo e em 15 de junho de 2013, receberá a partida inaugural da Copa das Confederações. Um ano depois, será palco de sete partidas do Mundial.

Portal 2014

Apenas uma em cada sete crianças e adolescentes que vivem em abrigos pode ser adotada


Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em uma ampla sala colorida, cercado por cuidadoras, um grupo de seis bebês, com 6 meses de idade em média, divide o mesmo espaço, brinquedos e histórias de vida. Todos eles vivem em uma instituição de acolhimento enquanto aguardam que a Justiça defina qual o seu destino: voltar para a família biológica ou ser encaminhados para adoção. 

A realidade das 27 crianças que moram no Lar da Criança Padre Cícero, em Taguatinga, no Distrito Federal (DF), repete-se em outras instituições do país. Enquanto aguardam os trâmites judiciais e as tentativas de reestruturação de suas famílias, vivem em uma situação indefinida, à espera de um lar. Das 39.383 crianças e adolescentes abrigadas atualmente, apenas 5.215 estão habilitadas para adoção. Isso representa menos de 15% do total, ou apenas um em cada sete meninos e meninas nessa situação.

Aprovada em 2009, a Lei Nacional da Adoção regula a situação das crianças que estão em uma das 2.046 instituições de acolhimento do país. A legislação enfatiza que o Estado deve esgotar todas as possibilidades de reintegração com a família natural antes de a criança ser encaminhada para adoção, o que é visto como o último recurso. A busca pelas famílias e as tentativas de reinserir a criança no seu lar de origem podem levar anos. Juízes, diretores de instituições e outros profissionais que trabalham com adoção criticam essa lentidão e avaliam que a criança perde oportunidades de ganhar um novo lar.

“É um engodo achar que a nova lei privilegia a adoção. Em vez disso, ela estabelece que compete ao Estado promover o saneamento das deficiências que possam existir na família original e a ênfase se sobressai na colocação da criança na sua família biológica. Com isso, a lei acaba privilegiando o interesse dos adultos e não o bem-estar da criança”, avalia o supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, Walter Gomes.

Mas as críticas em relação à legislação não são unânimes. O juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Nicolau Lupianhes Neto avalia que não há equívoco na lei ao insistir na reintegração à família natural. Para ele, a legislação traz muitos avanços e tem ajudado a tornar os processos mais céleres, seguros e transparentes.

“Eu penso que deve ser assim [privilegiar a família de origem], porque o primeiro direito que a criança tem é nascer e crescer na sua família natural. Todos nós temos o dever de procurar a todo momento essa permanência na família natural. Somente em último caso, quando não houver mais solução, é que devemos promover a destituição do poder familiar”, defende.

O primeiro passo para que a criança possa ser encaminhada à adoção é a abertura de um processo de destituição do poder familiar, em que os pais poderão perder a guarda do filho. Antes disso, a equipe do abrigo precisa fazer uma busca ativa para incentivar as mães e os pais a visitarem seus filhos, identificar as vulnerabilidades da família e encaminhá-la aos centros de assistência social para tentar reverter as situações de violência ou violação de direitos que retiraram a criança do lar de origem. Relatórios mensais são produzidos e encaminhados às varas da Infância. Se a conclusão for que o ambiente familiar permanece inadequado, a equipe indicará que o menor seja encaminhado para adoção, decisão que caberá finalmente ao juiz.

Walter Gomes critica o que chama de “obsessão” da lei pelos laços sanguíneos. “Essa ênfase acaba demonstrando um certo preconceito que está incrustado na sociedade que é a supervalorização dos laços de sangue. Mas a biologia não gera afeto. A lei acaba traduzindo o preconceito sociocultural que existe em relação à adoção.”

Uma das novidades introduzidas pela lei – e que também contribui para a demora nos processos - é o conceito de família extensa. Na impossibilidade de a criança retornar para os pais, a Justiça deve tentar a reintegração com outros parentes, como avós e tios. Luana* foi encaminhada ao Lar da Criança Padre Cícero quando tinha alguns dias de vida. A menina já completou 6 meses e ainda aguarda a decisão da Justiça, que deverá dar a guarda dela para a avó, que já cuida de três netos. A mãe de Luana, assim como a de vários bebês da instituição, é dependente de crack e não tem condições de criar a filha.

O chefe do Núcleo Especializado da Infância e Juventude da Defensoria Pública de São Paulo, Diego Medeiros, considera que o problema não está na lei, mas na incapacidade do Estado em garantir às famílias em situação de vulnerabilidade as condições necessárias para receber a criança de volta. “Como defensoria, entendemos que ela é muito mais do que a Lei da Adoção, mas o fortalecimento da convivência familiar. O texto reproduz em diversos momentos a intenção do legislador de que a prioridade é a criança estar com a família. Temos que questionar, antes de tudo, quais foram os esforços governamentais destinados a fortalecer os vínculos da criança ou adolescentes com a família”, aponta.

Pedro* chegou com poucos dias de vida ao Lar Padre Cícero. A mãe o entregou para adoção junto com uma carta em que deixava clara a impossibilidade de criar o menino e o desejo de que ele fosse acolhido por uma nova família. Mesmo assim, aos 6 meses de vida, Pedro ainda não está habilitado para adoção. Os diretores do abrigo contam que a mãe já foi convocada para dizer, perante o juiz, que não deseja criar o filho, mas o processo continua em tramitação. Na instituição onde Pedro e Luana moram, há oito crianças cadastradas para adoção. Dessas, apenas duas, com graves problemas de saúde, têm menos de 5 anos de idade.

Enquanto juízes, promotores, defensores e diretores de abrigos se esforçam para cumprir as determinações legais em uma corrida contra o tempo, a fila de famílias interessadas em adotar uma criança cresce: são 28 mil pretendentes cadastrados e apenas 5 mil crianças disponíveis. Para a vice-presidenta do Instituto Brasileiro de Direito da Família, Maria Berenice Dias, os bebês abrigados perdem a primeira infância enquanto a Justiça tenta resolver seus destinos.

“Mesmo que eles estejam em instituições onde são super bem cuidados, eles não criam uma identidade de sentir o cheiro, a voz da mãe. Com tantas crianças abrigadas e outras tantas famílias querendo adotar, não se justifica esse descaso. As crianças ficam meses ou anos depositadas em um abrigo tentando construir um vínculo com a família biológica que na verdade nunca existiu”, critica.

*Os nomes foram trocados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) // Edição: Juliana Andrade e Lílian Beraldo
Agência Brasil

Cientistas afirmam que Marte tem elementos básicos da vida


Novas evidências encontradas em meteoritos sugerem que elementos básicos para o surgimento de vida estão presentes em Marte.

O estudo descobriu que carbono encontrado em 10 meteoritos, que abrangem mais de quatro bilhões de anos da história marciana, se originou no planeta e não foi o resultado de contaminação na Terra.
Detalhes do estudo foram publicados na revista Science.

Mas a pesquisa também mostra que o carbono de Marte não veio de formas de vida.
Uma equipe de cientistas baseada na Carnegie Institution for Science, com sede em Washington, encontrou 'carbono reduzido' nos meteoritos e diz que o elemento foi criado por atividade vulcânica no Planeta Vermelho.

O carbono reduzido é o carbono que está ligado quimicamente ao hidrogênio ou entre si.
'Química orgânica'

Eles argumentam que isso é uma evidência 'de que Marte realizou química orgânica durante a maior parte de sua história.'

Líder do estudo, o Dr. Andrew Steele disse à BBC: 'Nos últimos 40 anos, procuramos uma piscina do chamado 'carbono reduzido' em Marte, tentando descobrir onde e se está lá, perguntando se, de fato, existia'.

'Sem o carbono, os elementos de construção da vida não podem existir (...) Então, é o carbono reduzido que, com hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, compõe as moléculas orgânicas da vida.'
Ele diz que a nova análise respondeu à primeira pergunta.

'Esta pesquisa mostra que, sim, o carbono reduzido existe em Marte. E agora estamos nos movendo para o próximo conjunto de perguntas.
'O que aconteceu com ele (o carbono reduzido), qual foi seu destino, será que deu o próximo passo de criar vida em Marte?'

O cientista espera que a próxima missão a pousar no Planeta Vermelho - a Mars Science Laboratory, também conhecida como missão 'curiosidade' - lance mais luz sobre a grande pergunta.

'A questão se estamos sós tem sido um grande condutor da ciência, mas ela se relaciona com a nossa própria origem. Se não há vida em Marte, qual a razão? Isso nos permite traçar uma hipótese mais clara sobre por que há vida aqui.'
Então, será que Steele acha que houve, ou há, vida em Marte?
Ele ri: 'Tragam-me algumas pedras de lá e eu vou te responder.'

BBC Brasil 

Vale e CNPq darão mais de 2,5 mil bolsas de estudo para formar engenheiros

A iniciativa é voltada para diversas áreas da engenharia, entre as quais as de minas, elétrica, metalúrgica e mecânica, e 30% dos recursos serão destinados exclusivamente para instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.



Uma parceria da Vale com o CNPq vai distribuir 2.500 bolsas para pesquisadores, estudantes do ensino médio e técnico e de graduação, com o objetivo de estimular a formação de engenheiros no Brasil. Serão investidos R$ 24 milhões no programa Forma-Engenharia, sendo que cada organização contribuiu com metade do valor. O edital com a primeira chamada para participar já está disponível no site do CNPq.

A iniciativa é voltada para diversas áreas da engenharia, entre as quais as de minas, elétrica, metalúrgica e mecânica, e 30% dos recursos serão destinados exclusivamente para instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O Forma-Engenharia nasceu da preocupação de o Brasil sofrer a partir de 2020 um “apagão de engenheiros” caso a economia do país mantenha o atual ritmo de crescimento, segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

“Essa iniciativa, pioneira, visa a garantir a nossa atuação no longo prazo. É também uma ação conjunta com nosso departamento de Recursos Humanos e que de forma mais ampla contribui também para o Brasil. Parafraseando nosso slogan recente, não há futuro sem mineração, e não há mineração sem planejarmos os engenheiros para o nosso futuro”, afirma Luiz Mello, diretor-presidente do ITV (Instituto Tecnológico Vale), que representa a Vale no convênio.

Para o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, a parceria, além do estímulo à formação de pessoas nas áreas de fronteira para o desenvolvimento do país, é um exemplo emblemático para outras empresas de que a inovação é a principal estratégia de competitividade no mundo moderno.

Para concorrer às bolsas, as propostas devem ser formadas por projetos de pesquisa, melhoras em centros de estudo da área, realização de eventos relacionados à engenharia e produção de material de divulgação de projetos ligados à área.

A ideia central é promover e divulgar o estudo de engenharia entre a população. Os valores distribuídos incluirão recursos para compra e manutenção de equipamentos e bolsas de estudo para alunos de cursos universitários, técnico ou do ensino médio. O prazo para enviar propostas, que devem ser encabeçadas por um professor, é 17 de julho.

Da Agência O Globo

Shineray acelera montadora em Suape/Pernambuco




Amanhã, sócios embarcam para a China, onde vão prospectar equipamentos para a fábrica local, que será implantada em Suape

Depois de enfrentar dificuldade para obter os licenciamentos ambientais, a Shineray do Brasil vai acelerar a implantação de sua montadora de motocicletas no Complexo de Suape. Amanhã, os sócios da empresa Paulo Perez, José Edson Medeiros e Marcos Menezes embarcam para China numa viagem de 15 dias onde vão prospectar a compra de equipamentos para a fábrica pernambucana, que será inaugurada no segundo semestre de 2013.

O diretor Trading da Shineray, Paulo Perez, adianta que os sócios vão visitar as cidades de Chongqing (sede da Shineray), Guangzhou, Hong Kong e Liuoyang. “Como o nosso leiaute será semelhante ao da montadora chinesa, eles vão nos ajudar apontando os equipamentos e os fornecedores”, diz.

A viagem será um primeiro contato antes da compra, que será acompanhada por uma equipe técnica e deverá ocorrer no mês de julho. Serão avaliados equipamentos como esteiras de bandejas, esteiras de transporte, ferramentas de ar comprimido e demais maquinário para o parque fabril.

Perez diz que o investimento estimado na compra dos equipamentos é de R$ 30 milhões, mas que o valor correto só será dimensionado após a viagem à China. Além de visita a fornecedores, os executivos também vão participar de reuniões de negócios com executivos da Shineray e da Wuyang (outra marca de motos que o grupo pernambucano representa no Brasil).



Em março, a diretoria do Porto de Suape iniciou as obras de terraplenagem da Shineray e a expectativa é concluir em junho. Isso porque o compromisso foi entregar a área de 15,6 hectares terraplenada. Hoje cerca de 200 trabalhadores atuam na obra, tocada pela Pernambuco

Construtora. Em julho, a Shineray vai definir a empreiteira que será responsável pelas obras civis. O terreno fica localizado no Cabo de Santo Agostinho, entre a Express Way (nova via em construção em Suape) a estrada de Gaibu.

O investimento total na montadora é de R$ 100 milhões e vai gerar 500 empregos diretos. Perez destaca que num primeiro momento serão fabricados três modelos de motos, sendo dois de 50 cilindradas (as cinquentinhas) e um a ser definido. “Depois vamos avaliar o comportamento e a tendência do mercado para definir os novos modelos.

A montadora de Suape será a primeira da Shineray fora da China. Hoje, a unidade localizada em Chongqing produz 1 milhão de motocicletas por ano. A planta pernambucana terá uma capacidade de produção estimada em 150 mil unidades por ano, mas com condição de ampliar esse volume dependendo da demanda. A Shineray do Brasil, comandada pelos sócios pernambucanos é distribuidora exclusiva da companhia chinesa no Brasil.

“Em 2005 iniciamos as primeiras importações de motos, mas as vendas avançaram a partir de 2007”, conta. No ano passado, a empresa importou 89 mil motos pelo Porto de Suape e a estimativa para este ano é alcançar 120 mil. As motos são distribuídas para todo o Brasil, que conta com uma rede de 130 concessionárias da marca. A unidade local vai otimizar a logística e reduzir o tempo de entrega do produto ao cliente. A empresa movimenta entre 100 e 120 contêineres por mês no Porto de Suape.

Além das motos, no ano passado a Shineray estreou a importação de outros veículos, como caminhões e vans de pequeno porte para testar o mercado brasileiro.

JORNAL DO COMMERCIO

Petrobras informa potencial de concessão na Bacia de Campos





A perfuração do poço 1-REPF-12D-RJS, onde foi anunciada recentemente a descoberta de uma nova acumulação de hidrocarboneto na camada pré-sal, apontou para uma estimativa de volumes recuperáveis acima de 700 milhões de barris de petróleo de boa qualidade e 3 trilhões de pés cúbicos (545 milhões de barris de óleo equivalente) de gás na Concessão BM-C-33, localizada ao sul da Bacia de Campos.

O poço, informalmente conhecido como Pão de Açúcar e localizado a 195 quilômetros de distância da costa do estado do Rio de Janeiro, foi perfurado a uma profundidade de água de aproximadamente 2.800 metros e identificou uma coluna total de hidrocarboneto de cerca de 500 metros de espessura.

Esses números confirmam o potencial da Concessão BM-C-33 na Bacia de Campos, incluindo as descobertas de Seat e Gávea, além do Pão de Açúcar. O consórcio está preparando um plano de avaliação para a apresentação à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


Repsol Sinopec Brasil é a operadora do consórcio, com 35% de participação, em parceria com a Statoil (35%) e Petrobras (30%).


Petrobras Fatos e Dados

Marco regulatório para a ciência no Brasil



Marco regulatório para a ciência no Brasil


Em visita a BH, ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação recebe sugestão do reitor da UFMG para criar regras que facilitem relação entre indústria e produção acadêmica

Pesquisadores e empresários concordam que para o Brasil se tornar uma potência mundial é preciso investir em desenvolvimento científico e tecnológico. No entanto, nem sempre a pesquisa acadêmica se converte em produto comercializável, bem como o conhecimento contribui para a melhoria de processos na indústria e outros setores.

O tema foi discutido na tarde de ontem em Belo Horizonte pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, que reuniu-se com o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Clélio Campolina, juntamente com pesquisadores da instituição. À noite, o ministro falou a empresários na Federação da Indústria do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Campolina pediu ao ministro empenho para o estabelecimento de um marco regulatório, que possa facilitar a relação entre a produção científica e o setor industrial no Brasil. A UFMG, que reveza o primeiro lugar com a Universidade de São Paulo (USP) no registro de patentes, encontra dificuldades em levar as invenções para o setor produtivo em função da legislação vigente no país.

“A transferência de patentes é um imbróglio geral. Um marco legal é fundamental”, ponderou o reitor da maior federal do estado.

Durante o encontro, o ministro Raupp falou sobre as diretrizes da pasta na área de tecnologia e principalmente em inovação industrial. Apresentou também o programa Ciências sem fronteiras, lançado no último mês pelo governo federal, e respondeu a perguntas dos professores em relação às ações do ministério para o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, e em relação à base de pesquisa na Antártida, o continente gelado, destruída parcialmente em fevereiro depois de um incêndio.

A exemplos de outros setores como o rodoviário, o ministro sugeriu que a produção de conhecimento e transferência de tecnologia deve seguir o modelo das parcerias público-privadas.
O reitor da UFMG afirmou que o projeto que tramita no Congresso Nacional ainda está longe de ser o ideal e pediu ajuda ao ministro para agilizar o processo de criação de leis que determinem como as universidades, que são públicas, possam comercializar descobertas científicas.

Um marco regulatório possibilitaria também o aporte de recursos do setor privado em pesquisa, o que na opinião tanto de acadêmicos como do próprio ministro, representaria um ganho em termos de inovação para o país. “No Brasil, o investimento das empresas é menor que o do governo. Isso não é um padrão usual. Na maioria dos países, tanto os tradicionais, como Estados Unidos e europeus, quanto os emergentes, como China, o investimento maior vem das empresas”, afirmou o ministro.

Durante o encontro, Raupp não anunciou investimentos específicos para Minas Gerais, mas propôs parceria entre o Centro de Tecnologia em Nanotubos, instalado no BHTec (Parque Tecnológico de Belo Horizonte), com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação (Embrapii), criada no ano passado e que está em processo de implementação. Aos moldes da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa), a Embrapii vai fomentar a inovação na indústria brasileira.

O ministro reafirmou que a área de ciência tecnologia foi colocada pelo governo federal como central na política de desenvolvimento do país e negou que os cortes de cerca de 20% no orçamento de 2012 (segundo o ministro de cerca de R$ 7 bilhões) demonstre um recuo nessa área estratégica.

De acordo com ele, o corte no orçamento foi compensado por investimentos da ordem de R$ 4 bilhões, por meio do Finep Inova Brasil, em projetos de inovação das empresas. Segundo Marco Antônio Raupp, os cortes em infraestrutura global foram minimizados pelo ganho substancial no investimento nas empresas. Veja os destaques da reunião de Raupp na UFMG:

NANOTUBOS
O modelo de gestão do Centro de Nanotubos foi apresentado ao ministro por pesquisadores da UFMG como uma forma de melhorar a relação entre a indústria e a universidade. Com investimento de R$ 36 milhões, o centro irá desenvolver pesquisas científicas, bem como atuar na transferência de tecnologia e na realização de pesquisas sob demanda pelo mercado. Como o centro concretiza parceria entre a Petrobras, empresa estatal, e o InterCement, ligado à empreiteira Camargo Corrêa, do setor industrial, foi assinado acordo de propriedade intelectual que resguarda a autonomia da pesquisa acadêmica. A aplicação industrial dos nanotubos de carbono alcança as áreas de energia, eletrônica, medicina e as indústrias química e petroquímica. Já foram identificadas 197 possibilidades de aplicação do material. Com estrutura cilíndrica formada por átomos de carbono, o diâmetro dessas moléculas corresponde a bilionésima parte do metro (um nanômetro).

CIÊNCIA SEM FRONTEIRA
O ministro Raupp informou que o programa terá R$ 4 bilhões, nos próximos quatro anos, para aumentar o intercâmbio das universidades brasileiras com centros de referência mundiais em pesquisa científica. Uma das linhas é a oferta de bolsas para que pesquisadores brasileiros possam realizar parte dos estudos de pós-graduação (modalidade sanduíche) ou a totalidade do curso em outros países. Também prevê a vinda de cientistas renomados para atuar nas universidades brasileiras. O ministro, no entanto, afirmou que é preciso flexibilidade por parte das instituições brasileiras, que às vezes dificultam o retorno dos intercambistas ao Brasil.

ALCÂNTARA E BASE NA ANTÁRTIDA
Marco Antônio Raupp reconheceu o atraso no lançamento de foguetes no Centro de Alcântara (MA). Ele relembrou o acidente de 2003, quando uma explosão na torre móvel resultou na morte de 23 pessoas. Em relação à pesquisa brasileira na Antártida, o ministro afirmou que, enquanto se reconstroi a base brasileira, os pesquisadores irão usar as bases de outros países, como Inglaterra e Chile. De acordo com ele, houve uma perda de infraestrutura, mas as informações das pesquisas foram salvas.

EDITAIS
Ao ser questionado sobre investimentos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação em Minas Gerais, o ministro disse que um dos caminhos é a UFMG concorrer a recursos federais para ampliação de infraestrutura. O ministro anunciou que, em agosto, será apresentado edital no valor de R$ 400 milhões.

Márcia Maria Cruz – Estado de Minas

Portugal: PPP e risco

Por Luís Lavoura

Uma acusação frequente ao governo, na negociação de parcerias público-privadas (PPP), é que o governo aceita que o risco nessas parcerias fique todo para o Estado, não assumindo os parceiros privados qualquer risco.

Por exemplo, na concessão a privados da contrução e operação do Metro Sul do Tejo (MST), o Estado previu que o MST fosse utilizado diariamente por 80.000 pessoas e aceitou indemnizar os operadores privados caso a utilização fosse inferior. O Estado aceitou, desta forma, todo o risco caso o MST fosse um fiasco em termos de número de passageiros - como tem estado a ser - não assumindo o privado qualquer risco.

Em minha opinião, porem, esta crítica ao governo é injustificada. De facto, numa parceria público-privada o Estado e os privados não estão em pé de igualdade e portanto não há qualquer razão para que assumam em igual medida o risco da parceria. Explicitamente, quem encomenda a obra é o

Estado, não é o privado. Por exemplo, quem desejou construir o MST foi o Estado, não foram as empresas privadas que o operam. Se é o Estado quem decide encomendar a obra, deve ser o Estado quem, antes de fazer tal encomenda, se certifica de que ela é razoável, de que a obra encomendada é necessária e benéfica.

Ademais, o Estado, ao contrário das empresas privadas, dispõe ou pode dispôr de todas as facilidades para estimar qual será o número de utilizadores da obra a construir. O Estado, melhor que ninguem, pode encomedar estudos da mais variada natureza que mostrem qual é o mercado potencial para, no meu exemplo, o MST.


Speakers` Corner

Não me parece, pois, que seja descabido que o risco (de haver uma clientela inferior à esperada) nas PPP caiba na totalidade ao Estado.

Portugal: Guia de perguntas e respostas sobre as parcerias público-privadas


Têm estado no centro de todas as atenções pelos piores motivos. São grande fonte de despesa, mas também permitiram a construção de inúmeras obras públicas.


O que é uma parceria publico-privada (PPP)?Trata-se de um contrato assinado entre uma entidade pública - administração central ou empresa pública - e uma entidade privada para a construção de uma obra vista como um investimento de interesse público.


Para que serve?A PPP tem como objectivo permitir a construção de infra-estruturas importantes para a população, mas sem obrigar o Estado a pagar a obra na sua totalidade. Ou seja, em vez da obra ser construída através da empreitada e do concurso público e suportada pelo estado através do PIDDAC ou de fundos comunitários, há um acordo entre entidades privadas que se comprometem a executar a obra e a suportar os seus custos, tendo como contrapartida ficar com a concessão da infra-estrutura durante um determinado tempo.


Como são pagas?A entidade privada a quem é atribuída a concessão assume os custos de construção, financiamento e exploração de uma infra-estrutura ou serviço e o Estado fica a pagar uma renda anual, que é acordada na altura da assinatura do contrato e que se prolonga até ao fim deste.


Quantas PPP existem em Portugal?Globalmente, há mais de 80 parcerias público-privadas em Portugal nas áreas da ferrovia, transportes, saúde e serviços municipais, que custaram ao Estado português, no primeiro trimestre do ano, 323,8 milhões de euros e que se prevê que tenham um custo de 1,8 mil milhões de euros até ao fim de 2012. A contribuição do sector rodoviário – que representa 86% dos investimentos em regime de PPP – foi de 42,7 milhões de euros. Actualmente, o Estado português tem 36 parcerias publico-privádas na área dos transportes e ferrovia. A primeira foi assinada em 1995 com a Lusoponte, para a construção da Ponte Vasco da Gama e para a exploração das portagens nesta travessia e na Ponte 25 de Abril.


Até quando se vão prolongar?De acordo com dados da Direcção Geral do Tesouro, as parcerias vão prolongar-se pelo menos até 2083, ano em que expira o contrato de concessão da Barragem do Tua, cujos contratos foram assinados em 2008 com a EDP, com a duração de 15 anos.

 por Vera Pinto
Renascença

Estudo do Ipea aponta VLT e BRT como soluções mais baratas




O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por meio de seu estudo “Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas”, divulgado recentemente, afirmou que a União deveria ser mais participativa no desenvolvimento de sistemas de mobilidade sustentáveis nas grandes metrópoles brasileiras, com a criação de programas de investimento diretos e também cobrindo as dificuldades de Estados e municípios neste quesito.

Segundo o levantamento, os desafios para a promoção da mobilidade urbana são grandes e exigem soluções mais consistentes. Para o Instituto, o País precisa de incentivos para um transporte público coletivo, que seja rápido, seguro, confortável e com tarifas acessíveis. A entidade aponta a importância de incentivar este tipo de serviço tendo em vista o avanço do transporte individual nas cidades brasileiras.

O levantamento indica que o Governo deveria buscar novas formas de investimentos em mobilidade. De acordo com os pesquisadores, as duas principais alternativas seriam a formação de consórcios públicos e parcerias público-privadas. O Ipea afirma que os projetos para melhoria no transporte não deveriam ficar restritos aos inscritos no PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento), e que a competência de realiza-los se divide nos níveis estaduais, municipais e federal.

Segundo o levantamento, duas opções para o transporte público de passageiros de qualidade, já vem sendo adotadas pelo Brasil e mundo, e deveriam ser incentivadas: o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o Sistema de Ônibus de Rápido (BRT). Os modelos apresentam custos menores de instalação e maior flexibilidade operacional – podendo atuar em tráfego misto ou em vias exclusivas.

De acordo com o estudo, o preço por quilômetro das duas instalações não é muito alto. O custo do VLT, por exemplo, em Brasília foi de R$ 60 milhões a cada mil metros, enquanto em Fortaleza este valor foi de R$ 20 milhões. Já o BRT foi orçado em R$ 20 milhões por quilômetros, montante que não ultrapassa 15% dos recursos necessários para construção de uma mesma área do metrô.

Enquanto estes sistemas aparecem como uma alternativa barata, a opção por metrô tem se demonstrado uma das mais caras. A pesquisa revela que o preço por quilômetro da malha metroviária varia de R$ 100 milhões a R$ 290 milhões. Para que São Paulo chegasse, por exemplo, aos números da extensão do metrô da Cidade do México, que é de 200 quilômetros, seriam gastos aproximadamente R$ 38 bilhões.

Se as 39 regiões metropolitanas brasileiras adotassem o padrão seguido na capital mexicana – dez quilômetros de metrô para cada milhão de habitantes –, mais 600 quilômetros de metrô deveriam ser construídos no Brasil. O custo seria de R$ 85 bilhões, considerando um investimento médio de R$ 130 milhões por quilômetro. O valor dobraria se fosse seguido o padrão observado em cidades como Londres e Paris, que possuem menos de 500 mil habitantes para cada dez quilômetros de linha metroviária.

Fonte: Webtranspo

COLUNA PARCERIA E DESENVOLVIMENTO ED 135 Jornal Gazeta Nossa por Augusto Saboia


Seguidores