sábado, 12 de maio de 2012

Aeroporto de Manaus terá nova área de estacionamento de veículos


Usuários e passageiros do Aeroporto Internacional de Manaus/Eduardo Gomes (AM) passarão a contar em breve com um novo local para estacionamento de veículos. A área, ao lado do terminal de passageiros 1, está sendo preparada para receber os veículos de passageiros e usuários a partir de junho, quando as vagas atuais serão interditadas em função das obras de ampliação do aeroporto.

O terreno onde ficará o novo estacionamento passou por terraplenagem e está recebendo meio-fio, pavimentação, passarelas de acesso, além das vias de circulação internas. No total, 825 vagas estarão disponíveis em 35 mil metros quadrados. Atualmente, o estacionamento ocupa área de 25 mil metros quadrados.

Já o novo estacionamento, que integra as obras de reforma e expansão do aeroporto, prevê mais de duas mil vagas, divididas em dois pavimentos, num espaço de 192 mil metros quadrados. A previsão é de que a obra seja entregue em duas etapas - a primeira, de 75% do estacionamento, tem conclusão prevista para fevereiro de 2013. A segunda fase deverá ser entregue com o restante da ampliação do aeroporto, em dezembro do próximo ano.

Para o superintendente da Regional Noroeste da Infraero, Rubem Ferreira Lima, a ampliação do estacionamento irá assegurar que passageiros e usuários possam estacionar seus veículos durante as obras. “O estacionamento provisório vai permitir o início das obras do novo estacionamento em dois níveis, que vai melhorar o atendimento e o acesso ao terminal de passageiros.

Assessoria de Imprensa – Infraero

Câmara Temática de Cultura define edital para Arenas Culturais da Copa




Foto: Minc

Documento deverá ser lançado ainda este mês e vai selecionar projeto arquitetônico para espaços destinados à convivência e fruição de conteúdos culturais brasileiros durante o Mundial de 2014


O grupo gestor de cultura na Copa definiu como será o edital para o concurso arquitetônico das Arenas Culturais, que serão instaladas nas cidades-sede do Mundial de 2014, durante os dois dias de reunião, em Brasília. Nesta quarta-feira (09.05), os representantes do Ministério da Cultura e das 12 capitais que receberão partidas da Copa do Mundo de 2014 decidiram que o edital será composto de duas fases e que deverá ser lançado ainda no mês de maio.

Na primeira fase do edital para escolher como será a concepção espacial das Arenas Culturais serão selecionados três projetos para participar da fase seguinte. Estas propostas receberão valores de R$ 25 mil, R$ 15 mil e R$ 10 mil. O projeto vencedor será definido por votação na internet. A arquitetura será uniforme nas 12 sedes, sendo adaptado à realidade climática de cada local.

As Arenas Culturais serão espaços coletivos de convivência e fruição cultural, com base em quatro focos: Brasil Diverso; Brasil Audiovisual; Brasil Criativo e Brasil das Artes. A proposta é reunir em 12 locais mostras da diversidade e dos valores da cultura brasileira, com circulação da produção, seja ela na gastronomia, design, moda, dança, teatro, música, dentre outras áreas. Os conteúdos e produtos culturais que serão expostos e disponibilizados nas Arenas ainda serão escolhidos por um conjunto de editais a serem publicados no âmbito do projeto.

A proposta é a de que a programação nestes espaços seja compartilhada e composta de 50% de atrações nacionais e 50% de atrações locais selecionadas em editais públicos. “Sem dúvida, as Arenas Culturais serão espaços de promoção e difusão de nossa diversidade cultural. O turista que estiver em Manaus ou em Porto Alegre terá a oportunidade de comer acarajé, dançar catira, enfim, ter contato com as mais variadas expressões culturais de nosso país”, enfatizou a coordenadora de Difusão Cultural da Funarte, Débora Aquino.

Essa é a segunda reunião em que o tema das Arenas Culturais é discutido. "Os estados demonstram muito interesse em ser parceiros dessa ação e alguns gestores têm solicitado que as arenas permaneçam nas cidades por um prazo determinado após a disputa do Mundial”, disse Débora.

Planejamento

A intenção é que ocorram encontros mensais do comitê gestor e que a cada reunião sejam avançadas as metodologias, estratégias e ações. O grupo, que reúne os gestores culturais dos estados e municípios sedes da Copa e o Ministério da Cultura, volta a se reunir em 18 e 19 de junho. O grupo gestor foi criado para discutir ações específicas da area cultural aprovados na Câmara Temática de Cultura, Educação e Ação Social.

“Não daremos fórmulas prontas, há diretrizes e eixos norteadores, mas as formas de execução serão compostas ao longo desses encontros, pois cada estado tem suas realidades e essas especificidades serão levadas em conta ao longo do processo”, disse a coordenadora do Grupo de Trabalho Copa MinC, Morgana Eneile. Agora, os estados farão reuniões locais e a intenção é que, no próximo encontro nacional, já tenham indicações de locais dentro das cidades-sede que possam abrigar as Arenas Culturais. Cada sede deverá seguir sua realidade para a escolha.

Fonte: Ministério da Cultura

Pernambuco: CIDADE DA COPA USARÁ TECNOLOGIA PARA MELHORAR QUALIDADE DE VIDA DOS PERNAMBUCANOS


Felipe Ribeiro

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Secretário executivo Gilberto Pimentel representou a SECOPA-PE no evento

A América Latina já tem data para ganhar a sua primeira smart city (cidade inteligente, em inglês): o ano de 2025. Este é o prazo para a Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, ser entregue com toda infraestrutura urbana dotada de diversas tecnologias em prol dos seus residentes, visitantes, trabalhadores e estudantes.
O projeto apresenta um novo conceito urbano no entorno da Arena Pernambuco, construída para a Copa do Mundo de 2014. O faseamento e outros detalhes do projeto foram apresentados no painel “Smart Cities: O legado de 2014”, realizado na Expoidea 2012 na noite da última quinta-feira (10), com a participação de representantes da Secretaria Extraordinária da Copa de 2014 em Pernambuco (SECOPA-PE), do Consórcio Arena Pernambuco e da multinacional NEC.


O público que conferiu o painel pôde perceber que o uso da alta tecnologia no projeto possibilitará um modelo diferenciado de qualidade de vida para moradores e visitantes da Cidade da Copa. A cidade inteligente contará com 4,5 mil unidades residenciais, parques públicos, vigilância monitorada 24h, campus universitário, escolas, arenas multiuso e indoor, cinemas, teatros, shopping, hotéis, entre outros empreendimentos.


“É um projeto superaudacioso e inovador, mas, com certeza, vamos construir um Pernambuco melhor. O objetivo do projeto é estimular uma vocação econômica para uma região da Região Metropolitana do Recife que ainda não tinha a sua. Com ele, ainda será possível impor características modernas, inovadoras e conectadas com o resto do mundo para, a partir dali, desenvolver boas práticas para melhorar outras áreas da região. 


Além disso, a partir do momento que você tem cidades inteligentes, você passa a ter cidadãos induzidos a ter comportamentos inteligentes. É uma questão cultural, uma mudança de atitude”, afirmou o secretário executivo de relações institucionais da SECOPA-PE, Gilberto Pimentel. Ele lembrou ainda que muitos investimentos estão sendo feitos não para a Copa, e sim no calendário do Mundial. “Ele vem acelerar alguns projetos que, certamente, teríamos apenas daqui a 20 anos. O evento não é o fim, e sim o meio para que 2015 seja muito mais agradável que 2014”, salientou.


A infraestrutura de acesso à Cidade da Copa, que contará com um total de R$ 1,5 bilhão de investimentos públicos, e os quatro pilares do projeto (morar, trabalhar, aprender e se divertir) foram apresentados pelo diretor de marketing do Consórcio Arena Pernambuco, Frederico Campos, que detalhou ainda as fases da implantação da cidade inteligente. “A Copa do Mundo é um meio para que tudo isso aconteça, para facilitar a vida das pessoas na cidade. Tudo está sendo criado para servir de legado para o Estado”, ressaltou.


O painel também contou com a participação do diretor de negócios para governo da NEC Brasil, Massato Takakuwa, que apresentou alguns exemplos de ideias interessantes que podem ser implantadas na Cidade da Copa em termos tecnológicos nas áreas de entretenimento, ensino, trabalho e residencial. Na ocasião, o diretor destacou ainda que um dos grandes méritos das cidades inteligentes é começar do zero, em vez de simplesmente melhorar o que está degradado. 


“O uso da tecnologia tem que transformar a estrutura urbana em um local agradável, eficiente, seguro e sustentável. E ela pode ajudar muito no sentido da inclusão, já que essas ideias não precisam estar restritas à Cidade da Copa, podendo ser ampliadas para a sua vizinhança. Caso contrário, a cidade não será mais inteligente”, afirmou.


SECOPA - PE

Recife: Lição de Vida: mães retornam às salas de aula


Estimuladas pelo avanço na educação dos filhos, 360 mães voltam à escola e dão exemplo de força de vontade

Programa Lição de Vida viabiliza essa qualificação, oferecendo cursos de alfabetização para mães de crianças e adolescentes. Foto: Carlos Augusto

Pelo simples fato de serem mães elas já merecem a homenagem que terão no próximo domingo, 13 de maio. O trabalho diário e a incansável luta em gerir uma casa, acordar cedo e deixar os filhos na escola ou na creche, correr para o trabalho, e voltar à noite, cansadas, e ainda continuar com os cuidados com a prole e com a casa, muitas vezes sozinhas, sem um companheiro, não é brincadeira.

Agora, imagine fazer tudo isso e ainda ter fôlego para ir à escola. É esse o cotidiano de 360 mães recifenses beneficiárias do Bolsa Escola Municipal, que matricularam-se no Programa Lição de Vida, da Prefeitura do Recife, em busca do conhecimento há alguns anos deixado para trás para dar lugar à educação de seus filhos. O “Lição” agrega as ações dos programas Brasil Alfabetizado, realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC), e Educação de Jovens e Adultos (EJA), oferecido nas escolas municipais.

O lema “nunca é tarde para aprender” tornou-se a bandeira levantada por essas empregadas domésticas, manicures, cabeleireiras, diaristas e tantas outras profissionais donas de casa. Elas foram incentivadas pelo avanço na aprendizagem dos filhos e pela oferta da Educação para Jovens e Adultos, para atenderem a uma exigência do mercado e ao desejo de realização pessoal, voltando às bancas escolares, ou mesmo frenquentando-as pela primeira vez, algumas delas na própria escola onde estudam os filhos.

Reunidas na Escola Municipal Professor José da Costa Porto, na Ilha Joana Bezerra, algumas dessas “guerreiras” se encontraram para discutir um trabalho de classe. Entre elas, estava a vendedora autônoma, Valdenice Santos, de 48 anos, que parou de estudar no 4º ano e voltou à escola agora, em 2012, para cursar o Lição de Vida. Dona Val escolheu a Costa Porto por ser próxima de sua casa, no mesmo bairro.

Lá estudam seus filhos, Breno, de 14 anos, aluno do 8º ano, e Brenda, de 10, no 4º ano. “A minha expectativa em elevar os meus conhecimentos é conseguir um emprego fixo para melhorar a renda da família e também acompanhar o desenvolvimento dos meus filhos na escola. Isto é dever de todos os pais”, defende. Brenda, a filha, revela: “Tenho muito orgulho de ver a minha mãe estudar. Estamos ajudando uma à outra”, conta a menina, que faz a lição de casa junto à mãe.

Outra estudante do Lição de Vida, Cristiane Andrade, 32, mãe de três filhos – Lúcio, 16; Ednaldo, 13; e Danilo, 8 – avalia que é importante saber ler e escrever e acompanhar o desenvolvimento dos filhos. “No fim, todos seremos beneficiados”, almeja.

De acordo com a vice-dirigente da unidade educacional, Roberta Soares, a procura pelo Programa é cada vez maior. “O Lição de Vida permite que os pais possam acompanhar o conteúdo que o professor está ensinando em sala de aula. Nós sabemos o quanto é importante que a família participe das tarefas de casa, afinal a família é o maior suporte na educação dos filhos”, afirma. Na Escola José da Costa Porto, cerca de 80 mães e pais estudam durante o período noturno em três salas de aula do Programa. Segundo a vice-dirigente, 80% desses alunos matricularam seu filho na unidade educacional.

A Gerência da Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer do Recife é a responsável pelo acompanhamento dos estudantes do Programa Lição de Vida. Além da matrícula das participantes, existe um acompanhamento pedagógico no desenvolvimento das aulas e uma articulação com as escolas e professores envolvidos. A gerente do EJA, Leila Loureiro, explica como isso influencia positivamente na educação dos filhos. “Ao propor essa ação, a Secretaria acredita que o aumento da escolaridade gera um movimento positivo que causará impacto nas próximas gerações, pois pesquisas indicam que a diferença entre os anos de estudos entre pais e filhos também pode representar um obstáculo no desempenho do estudante”, analisa.

A Educação de Jovens e Adultos vem mobilizando vários cidadãos, encorajando-os a deixar o conforto dos seus lares, todas as noites, para voltar às saudosas salas de aula. O Programa Lição de Vida viabiliza essa qualificação, oferecendo cursos de alfabetização para mães de crianças e adolescentes inscritos no Programa Bolsa Escola Municipal (PBEM).

O Lição de Vida existe na Rede Municipal de Ensino desde 2004. Quando foi implantado era chamado de Brasil Alfabetizado. Em 2009, passou a ser intitulado de Programa Lição de Vida. Ao todo, 1.100 adultos são atendidos, em 43 locais como escolas, clubes e associações de bairros. Os estudantes, após serem alfabetizados, ingressam nos primeiros módulos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), onde concluem o Ensino Fundamental. Para se inscrever no Lição de Vida, basta dirigir-se a alguma unidade educacional, apresentando CPF, RG e comprovante de residência.

Serviço: Programa Lição de VidaGerência de Educação de Jovens e AdultosInformações: (81) 3355-5961

Portal PCR

Piauí: Uespi ganhará Centro de Tecnologia de Mineração

A partir do convênio estabelecido, a Uespi ganhará um novo centro de pesquisas nos próximos anos


Um campus voltado, essencialmente, para o desenvolvimento de pesquisas em torno dos recursos minerais, o qual será o primeiro centro avançado de pesquisas do Nordeste nesta área. Esse é o objetivo final da ordem de serviço assinada na manhã desta quinta-feira (10), pelo reitor da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Carlos Alberto, e o secretário interino de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, Adonis Oliveira, no salão nobre da Reitoria.

A partir do convênio estabelecido, a Uespi ganhará um novo centro de pesquisas nos próximos anos. Após a assinatura do acordo e entrega do projeto, a obra deverá ser licitada. Estima-se que, ao todo, serão investidos aproximadamente R$ 1,5 milhão na aquisição de equipamentos e na edificação dos laboratórios. Para o reitor, a concretização desta obra será um grande passo, tanto para a universidade, como para o Piauí.

"Investir em pesquisa é uma forma de buscar o desenvolvimento para o Estado. Além do que, o incentivo ao desenvolvimento de pesquisas é uma forma de agregarmos valor ao que está sendo produzido dentro da universidade", afirma Carlos Alberto. Por outro lado, o secretário interino de Mineração ressalta que a realização de pesquisas na área mineral é de suma importância, visto que somente através de estudos que comprovem a viabilidade dos investimentos é que o Estado conseguirá atrair grandes grupos para o Piauí.

"A riqueza mineral do Piauí é imensa. Em todo o solo é possível encontrar materiais valiosos, como ferro, manganês, calcário, entre outros. Assim, o desenvolvimento de estudos na área é essencial para justificarmos os gastos feitos no setor", reitera. O ex-secretário de Mineração, Luiz Gonzaga Paes Landim, também esteve presente na reunião. Atualmente ele está à frente da Superintendência da Sudene.

Fonte: 180 graus

USP vai criar banco de células-tronco

Células de pluripotência induzida serão utilizadas para testes de medicamentos; ideia é ter amostragem que reflita perfil da população

Alexandre Gonçalves

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) querem criar o primeiro banco de células-tronco de pluripotência induzida (iPSC, na sigla em inglês) da América Latina. As iPSC são células adultas modificadas pelos cientistas para recuperar sua capacidade de gerar qualquer outra célula do organismo. O banco será útil para a realização de testes de medicamentos in vitro.

Meta é ter um banco de células modificadas que dê uma amostragem do perfil genético da população - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Meta é ter um banco de células modificadas que dê uma amostragem do perfil genético da população

“Se você tem uma droga que pode causar arritmia em algumas pessoas, a melhor estratégia pode ser obter células cardíacas do paciente e ver como elas reagem ao medicamento in vitro”, explica a geneticista Lygia da Veiga Pereira, chefe do Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias (Lance) da USP. “Se apresentarem arritmia, você não precisará administrar a droga no paciente para descobrir o risco. Desta forma, diminuímos o número de reações adversas.”

Uma forma de obter as células cardíacas do exemplo dado por Lygia é realizar uma biópsia do coração. “Mas, na maioria das vezes, o risco de um procedimento tão invasivo não compensa”, aponta a pesquisadora. Com as iPSCs, no entanto, os especialistas podem extrair células da pele ou do sangue - ao alcance da mão dos médicos -, induzir sua pluripotência e diferenciá-la no tecido em que desejam realizar os testes.

Desta forma, é possível, por exemplo, diferenciar as iPSCs de um paciente em neurônios para testar a eficácia de um antidepressivo, em células hepáticas para testar a absorção de um medicamento ou em células cardíacas para prever um possível efeito adverso.


Mais longe. O projeto dos pesquisadores da USP, no entanto, não se limitará a analisar a resposta de pacientes específicos a determinados tipos de fármaco. Eles pretendem criar um verdadeiro banco de iPSCs que ofereça uma amostragem fidedigna do perfil genético da população paulista e brasileira (mais informações nesta página).

Populações de diferentes etnias, países ou regiões podem apresentar uma diversidade significativa na resposta a determinados remédios. Em 2005, por exemplo, o FDA - agência de vigilância sanitária americana - aprovou uma droga para insuficiência cardíaca específica para a população negra. Os testes clínicos mostraram resultados tímidos em americanos brancos, mas os benefícios foram evidentes para negros.

Em média, de cada mil substâncias testadas pela indústria farmacêutica, só uma chega às prateleiras das farmácias. Quanto mais cedo os laboratórios descobrem a inviabilidade de uma droga - por apresentar alta toxicidade ou baixa eficácia -, menos dinheiro e tempo são jogados fora.

“Um banco como esse que vamos criar possibilitará identificar substâncias inviáveis e promissoras mais rápido, economizando muito dinheiro”, aponta Paulo Lotufo, diretor da Divisão de Clínica Médica do Hospital Universitário da USP. Ele recorda que as precárias condições em que são realizados os testes pré-clínicos - em animais - no País torna a alternativa das iPSCs ainda mais atraente. “Já que não temos animais em condições ideais para realizar os testes dos fármacos, poderemos testá-los em células humanas in vitro.”

Apesar de não substituir os testes em animais, Lygia aponta que as iPSCs possuem algumas vantagens. “O camundongo, por exemplo, é muito diferente do ser humano para testes que envolvem o tecido cardíaco”, afirma a pesquisadora. “O coração do roedor bate 600 vezes por minuto. O nosso, cerca de 80 vezes. Além disso, há importantes diferenças no tamanho, na pressão sanguínea e na suscetibilidade a ataque cardíaco.”

Lotufo pretende coletar as amostras de sangue para o banco de iPSCs no contexto do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa), um imenso projeto que procura investigar a incidência e os fatores de risco para doenças crônicas em uma população composta por 15 mil funcionários de seis instituições públicas de ensino superior e pesquisa das regiões Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil. É o maior estudo do tipo já realizado na América Latina.

“Vamos criar o banco de dados com todos os voluntários da amostra paulista, que representa cerca de um terço do universo do Elsa”, aponta Lotufo. Além disso, o pesquisador também gostaria de incluir outros mil voluntários de centros do Elsa de outras regiões do País. Se tudo der certo, o banco de dados incluirá iPSCs de cerca de seis mil pessoas.


PARA ENTENDER

A geneticista Lygia da Veiga Pereira, da USP, recorda que cada pessoa reage de um modo diferente aos remédios. “Fatores como idade, saúde e alimentação influenciam como o organismo absorve, processa ou elimina uma droga”, explica Lygia. “Mas o fator mais importante são nossos genes.”

Em 2009, por exemplo, o Estado noticiou a criação de um protocolo no Instituto de Psiquiatria da USP (IPq-USP) que, por meio de um exame genético, identificava se um paciente metabolizava de forma rápida ou lenta determinados tipos de medicamento, como o antidepressivo fluoxetina. Os especialistas analisavam variações no gene CYP.

Contudo, a farmacogenética - área da farmacologia que estuda as interações entre o genoma e os fármacos - ainda é muito incipiente. Há um longo caminho para se estabelecer quais genes interferem no metabolismo de cada droga e qual é o impacto específico de cada variação genética na resposta a um fármaco.

Não é só a eficácia de um remédio que depende dos genes. A toxicidade também pode variar segundo o perfil genético. Na Inglaterra, as reações adversas a fármacos respondem por uma em cada quinze admissões hospitalares. Nos EUA, cerca de dois milhões de pessoas apresentam reações adversas graves todos os anos. Cerca de 5% desses casos evolui para a morte. / A.G.

Estadão

Novo Terminal Marítimo de Passageiros de Salvador deve ficar pronto em maio de 2013




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Antigo terminal será substituído em Salvador
Foto: Divulgação / Secom-BA


O governador da Bahia, Jaques Wagner, e o ministro da Secretaria Nacional de Portos, Leônidas Cristino, participam na manhã desta sexta-feira (11), da assinatura de ordem de serviço para o início imediato das obras do novo Terminal Marítimo de Passageiros de Salvador.

A solenidade, prevista para começar as 11h, vai acontecer no local das obras, entre os Armazéns 1 e 2, no Porto de Salvador, no Comércio. Durante o evento, as autoridades também vão lançar o edital de licitação para a obra de ampliação do quebramar do Porto de Salvador, com mais 405 metros ao norte.

O novo terminal tem entrega prevista para maio de 2013 e terá vista panorâmica para a Baía de Todos os Santos, com centro gastronômico e de lazer numa área de 3,4 mil metros quadrados (m²), onde atualmente funcionam os galpões 1 e 2. O espaço abrigará o embarque e desembarque com espaço para check-in e check-out, alfândega, área de despacho de bagagens, centro de convivência, restaurante e local para instalação dos postos de órgãos ligados à atividade portuária.


Foto: Divulgação

Haverá, ainda, 5,6 m² para estacionamento de carros de passeio, ônibus, vans e táxis. Orçado em R$ 30,21, o projeto será executada pela Chroma Construções Ltda., que venceu a licitação. As verbas são provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento da Copa do Mundo Fifa de 2014 (PAC-Copa).


TURISMO - Consta em levantamento divulgado pelo Ministério do Turismo na semana passada, que a Bahia recebeu 5.536 turistas estrangeiros por via marítima em 2011. No ano anterior, aportaram no Estado 5.195 pessoas. O aumento de um ano para o outro foi de 6,1%.

Gustavo Maia-Do NE10/Bahia

Petrobras financiará 5 mil bolsas de estudos no exterior



A Petrobras formalizou na última quarta-feira (09/05) a adesão ao programa Ciência sem Fronteiras e o compromisso de aportar R$ 319 milhões com a finalidade de financiar oportunidades de formação no exterior para estudantes brasileiros. A Companhia participará com cinco mil bolsas do total de 101 mil bolsas de estudo previstas pelo programa.

O diretor Corporativo e de Serviços da Petrobras, José Eduardo Dutra, representou a Companhia no evento de assinatura do protocolo de cooperação. Também assinaram o documento o presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Glaucius Oliva; o presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Jorge Almeida Guimarães, e o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Florival Rodrigues de Carvalho.

Para o diretor José Eduardo Dutra, a participação da Companhia no Programa representa “uma oportunidade para a ampliação do esforço no fomento à formação e qualificação de profissionais, beneficiando o segmento de petróleo, gás, energia e biocombustíveis”. E prosseguiu: “A Petrobras financiará cinco mil bolsas em instituições de excelência no exterior para formar profissionais que ajudem a cadeia de petróleo e gás”.


O Programa

O Programa Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional de estudantes brasileiros. O público-alvo são os alunos de universidades e instituições de Ciência e Tecnologia que atendam às condições estabelecidas no edital.

O Programa é resultado de iniciativa conjunta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

As linhas de interesse consideradas prioritárias para a Petrobras no escopo do Programa, e que serão desdobradas em áreas de conhecimento específicas com aderência ao segmento industrial da empresa, são:

· Engenharias e demais áreas tecnológicas;
· Ciências Exatas e da Terra;
· Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde;
· Computação e Tecnologias da Informação;
· Produção Agrícola Sustentável;
· Petróleo, Gás e Carvão Mineral;
· Energias Renováveis;
· Tecnologia Mineral;
· Biotecnologia;
· Nanotecnologia e Novos Materiais
· Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais;
· Biodiversidade e Bioprospecção;
· Ciências do Mar, e
· Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva.

O Programa oferecerá bolsas em várias modalidades. A parceria com a Petrobras contempla as bolsas de graduação sanduíche (dirigida a alunos de graduação para estágios de seis meses a um ano em atividades acadêmicas e laboratórios de pesquisa, empresas ou centros de P&D, no exterior); doutorado sanduíche (para aluno de doutorado permanecer por até 12 meses no exterior), e doutorado pleno (para estudantes que pretendam fazer o curso em instituição de alto desempenho nas áreas prioritárias do Programa, com ênfase em tecnologia e inovação).

Para se candidatar, o estudante deverá, entre outros requisitos, ter concluído, no mínimo, 40% do curso de graduação e ter obtido pelo menos 600 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Deverão ser anexados à documentação o desempenho do candidato no curso superior no Brasil, eventuais prêmios obtidos na área de Ciência e Tecnologia (Jovem Cientista, Olimpíadas do Conhecimento etc.) e o nível de proficiência no idioma do país em que o curso pretendido será realizado. Quem desejar ou necessitar de aperfeiçoamento na língua poderá, ainda, fazer três meses de imersão no estudo do idioma.

Os estudantes devem atender aos requisitos definidos nos editais de seleção, disponíveis no site www.cienciasemfronteiras.gov.br, e formalizar a inscrição via internet. O critério de seleção dos alunos será por mérito.

A composição dos recursos destinados ao estudante contempla valor da mensalidade da bolsa, conforme tabela de valores publicada pelo CNPq, e outras despesas, como passagem aérea, seguro-saúde e taxas escolares.

Fonte: Petrobras

Projeto promete transformar área do porto do Recife em complexo turístico

Iniciativa privada vai bancar R$ 200 milhões e governos, R$ 95 milhões.
Projeto inclui hotel, restaurantes, novo cais e centro de artesanato.


Dez antigos armazéns de carga no Porto do Recife serão reformados para ganhar novas funções. A área tem um total de mais de um quilômetro e deve ganhar o nome de Porto Novo, um projeto que já está em andamento.

O custo total foi orçado em R$ 295 milhões, que serão arcados pela iniciativa privada – R$ 200 milhões – e governos federal e estadual – os R$ 95 milhões restantes. As obras fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento da Copa (PAC da Copa).

A parte tocada pelo governo de Pernambuco começou primeiro. São três armazéns, incluindo o novo terminal marítimo. As obras começaram em outubro do ano passado. Hoje, nos três armazéns que estão sendo adaptados ao projeto, 254 homens estão trabalhando. O pico das obras deverá acontecer em setembro, quando o número de operários deve dobrar.

"É uma transformação como aconteceu em outros países, que transformaram sua área portuária em complexo turístico e até hoje vem dando certo. Toda a perspectiva desse nosso trabalho é que tudo fique pronto antes da Copa", afirma Pedro Mendes, presidente do Porto do Recife.

Além do terminal marítimo, o projeto também inclui restaurantes e um hotel cinco estrelas que vai ficar depois da antiga Ponte Giratória, na parte onde está o antigo prédio da Conab. Terá cinco andares, com quatrocentos apartamentos.

A construção se concentra agora no museu e centro cultural que vai ser chamado Cais do Sertão Luiz Gonzaga. Com arquitetura e urbanismo modernos, o projeto pretende integrar à cidade toda uma área hoje inacessível.

Um dos armazéns está quase pronto. É o Centro de Artesanato de Pernambuco. Turistas e moradores vão ter acesso a peças da cultura popular. A construção que surgiu valoriza a proximidade com o cais do porto.

“As obras públicas a gente entrega até a metade do ano que vem: isso inclui o terminal de passageiros, o Cais do Sertão Luiz Gonzaga, centro de artesanato e a urbanização. Do ponto de vista das obras privadas, a perspectiva é que fique pronto até março de 2014”, diz Pedro Mendes.

Do G1 PE

Rio: Penúltima casa da Avenida Atlântica, em Copacabana, é posta à venda por R$ 29,8 milhões



Penúltima casa da orla de Copacabana é posta à venda por R$ 29,8 milhões
Foto: Guilherme Leporace / O Globo
Penúltima casa da orla de Copacabana é posta à venda por R$ 29,8 milhõesGuilherme Leporace / O Globo
Imóvel, na altura do Posto 6, dará lugar a um prédio de luxo ou a um hotel cinco estrelas


RIO - Ela nem é tão bonita assim, mas pertence à realeza carioca e está sendo cortejada por dezenas de pretendentes — alguns estrangeiros. Ninguém parece se importar muito com o dote: para tomar posse de uma das últimas casas da Princesinha do Mar, na orla de Copacabana, será preciso desembolsar, no mínimo, R$ 29,8 milhões, valor exigido, como mostrou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, pela República da Áustria, dona do imóvel de dois andares, instalado num terreno de cerca de mil metros quadrados na Avenida Atlântica.

Após a negociação, nada de final feliz: a casa, na altura do Posto 6, será demolida para dar lugar a um prédio de alto luxo ou a um hotel cinco estrelas. Com isso, restará apenas mais uma casa em frente ao mar de Copacabana. Tombada, ela está protegida da especulação imobiliária. Em Ipanema e Leblon, ainda restam quatro casas e um clube.

O destino da casa rosa onde funcionou o Consulado da Áustria até 2009 já está traçado: no dia 16 de agosto, termina a primeira rodada da negociação. A Sivbeg, agente imobiliário que representa a Áustria, receberá as propostas encaminhadas à Jones Lang LaSalle Hotels, empresa responsável pela intermediação do negócio. Depois de analisadas as condições de pagamento dos interessados, serão selecionados alguns para uma segunda rodada de negociações, onde o preço final oferecido vai ter papel decisivo na hora de se bater o martelo. O negócio milionário, uma espécie de leilão, é cercado de sigilo. Todos os interessados são obrigados a fazer um acordo de confidencialidade:

— Quem der mais, vai levar. Fizemos três avaliações para se chegar ao valor mínimo de R$ 29,8 milhões. A área permite a construção de prédios residenciais e hotéis. Acreditamos que a rede hoteleira seja a maior interessada porque o potencial construtivo para estes empreendimentos é maior — diz Roberta Oncken, vice-presidente da LaSalle. — Já recebemos mais de uma dezena de interessados. O endereço é muito disputado.

A Secretaria de Urbanismo diz que o gabarito da área depende de vários fatores: se o prédio a ser erguido vai ficar grudado na divisa dos vizinhos, ou não, se vai fazer sombra na praia, entre outras variáveis. Especula-se no mercado que possa ser erguido no terreno um prédio de até 13 andares. O mesmo vale no caso de hotéis.

— Nem passamos nada sobre o gabarito para os interessados. Vai ser preciso apresentar o projeto à prefeitura para depois saber exatamente o que é possível ou não — diz Roberta.
Especialista no mercado imobiliário, Rubem Vasconcelos diz que nenhuma construtora deve ficar desanimada diante do valor pedido. Segundo cálculos dele, é viável fazer um prédio de sete andares, com apartamentos de 375 metros quadrados cada. Se cada um for vendido por R$ 12 milhões, o negócio terá valido a pena:

— O edifício teria que ser de alto luxo. O metro quadrado sairia a R$ 30 mil. É alto para a Avenida Atlântica, mas bem menor do que o da Delfim Moreira, que pode chegar a R$ 70 mil.
Em Copacabana, vizinhos do imóvel que será derrubado estão divididos.
— Poderiam fazer um centro cultural, um teatro. Ela é tão bonita, é uma pena que vá ser posta abaixo — diz Inês Barbosa.
Já Adriana Barbosa defende o fim da casa da Áustria:
— Está feia, abandonada. Ficava mais bonito um prédio de luxo.

Uma casa de pedra, na altura da Rua Santa Clara, será a única a resistir na Avenida Atlântica. Em Ipanema, além da casa onde funciona o Centro de Cultura Laura Alvim, há o Country Club e duas casas na esquina da Farme de Amoedo. Numa delas, funciona o restaurante Vieira Souto, que guarda em quadros histórias da construção. Quem visita o imóvel pode descobrir que dois amigos ingleses, identificados apenas como Mister Roger e Mister Bailey, ergueram casas geminadas em 1938.

Em 1951, a família da médica Sylvia da Silveira Mello passou a morar na casa 234. Um depoimento dela está na parede do restaurante. Alguns trechos mostram como o bairro era diferente: “Na época, Ipanema só tinha três prédios”. Depois, outra passagem saborosa: “Eu ia com meus amigos à praia e tinha um código com a casa. Usava toalhas sobre a barraca para pedir refrigerante, sanduíches ou cerveja. Vendedor só tinha de refresco de limão, biscoito de polvilho e pirulito”.

A casa ao lado, de outra família, virou um galpão abandonado. Sócio do restaurante, André Vasconcelos, diz que a especulação é menor porque o imóvel é tombado.

No Leblon, o médico Marcos Polônia, morador da última casa da Delfim Moreira, diz que sequer consegue andar em paz pelo bairro, tamanha a quantidade de propostas que recebe. Perguntado se não venderia o imóvel por R$ 30 milhões, como a casa da Áustria, ele ri:
— Me ofereceram R$ 60 milhões. Mas vou sair daqui para quê? Não mesmo!


O Globo

Com igrejas e palácios, centro histórico de Belém é tombado


AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM

Os imóveis de arquitetura colonial dos séculos 17 e 18 do centro histórico de Belém estão sob proteção do governo federal desde quinta-feira (10), quando o MinC (Ministério da Cultura) aprovou o tombamento dos bairros de Cidade Velha e Campina.
Das 2.800 edificações incluídas, algumas já eram tombadas individualmente, como o tradicional mercado do Ver-o-Peso.

"Agora podemos ampliar a captação de recursos para a conservação da área", disse Adma Lopes, coordenadora técnica do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) no Pará.
A homologação é a última etapa do tombamento. Na prática, a área já estava tombada desde maio de 2011, com a aprovação do Conselho Consultivo do Iphan.

Divulgação/Belemtur
Edificações no centro histórico de Belém, tombado na última quinta-feira (10) pelo Ministério da Cultura
Edificações no centro histórico de Belém, tombado na última quinta-feira (10) pelo Ministério da Cultura

Foi no centro histórico de Belém que começou o povoamento da cidade.
No local concentram-se igrejas, palácios, praças e até um forte construído para proteger a região de invasores. Lá ficam também pontos turísticos, como a Catedral da Sé e a Casa das 11 Janelas.
Belém está incluída em uma política do Iphan de ampliar as áreas protegidas pelo país, com destaque para as regiões Norte e Centro-Oeste.

Em janeiro deste ano, o órgão aprovou o tombamento do centro histórico de Manaus, reconhecendo a importância de edificações da época do ciclo da borracha (1879 a 1912). Falta, no entanto, a homologação pelo Ministério da Cultura.

Folha SP

Camaragibe/Pernambuco - Bairro sustentável gera 5 mil empregos


Área em Camaragibe terá residenciais, shopping, empresariais e universidade

A antiga fábrica de tecidos Braspérola, em Camaragibe, vai se transformar em um bairro sustentável, ainda sem nome definido. No espaço, que pode abrigar 400 mil metros quadrados (m2) de construção, serão erguidos um shopping, dois flats, três empresariais, universidade, esco­la e pelo menos 150 mil m² de residenciais. O empreendimento deve gerar cinco mil empregos, entre diretos e indiretos. O valor do investimento não foi divulgado.

“O município de Camaragibe, que antes tinha tendência industrial, passa a comercial”, explica Antônio Carrilho, um dos sócios da Incorporadora Camaragibe, nome provisório da empresa responsável pelo empreendimento, que une as construtoras A.B. Côrte Real, Casa Grande Engenharia, Consulte Engenharia, Carrilho, MASF e Romarco.

Para a definição do projeto, segundo ele, foi feita uma pesquisa para identificar as demandas de Camaragibe. Percebeu-se então que a cidade carecia de empregabilidade e lazer. Para o empresário, a característica de cidade-dormitório (boa parte dos moradores trabalham em cidades do entorno) pode ser modificada com este empreendimento.

“A ideia é fazer com que as pessoas não precisem se locomover para se abastecer de suas necessidades”, observa. Com relação à mobilidade, os sócios explicam que o empreendimento irá se beneficiar com as obras do binário que está sendo construído em Camaragibe como parte do sistema viário para a Copa e serão necessárias apenas algumas intervenções.

Ponto-chave do empreendimento, a previsão da empresa é que o shopping tenha cerca de 20 mil m², 160 pontos de venda, cerca de cinco lojas âncoras e seis salas de cinema. Para o complexo formado entre o mall, o polo educacional e os empresariais, serão oferecidas aproximadamente quatro mil vagas de estacionamento. O lançamento do shopping será feito em até 120 dias. No auge da construção do empreendimento, serão alocados em torno de 1,2 mil funcionários.

A preocupação com a sustentabilidade é um dos diferenciais do projeto. “Não sairá nenhum caminhão (com resíduos de demolição) daqui”, explica Serapião Ferreira, outro sócio da incorporadora. De acordo com o empresário, que prega que “é mais econômico ser sustentável”, todos os resíduos de demolição serão transformados em material para a construção do empreendimento.

Depois de pronto, o shopping contará com geração de energia por meio de painéis de energia solar. Haverá, ainda, serviços de gestão de resíduos e reaproveitamento de água.

Com relação aos residenciais, Antônio Carrilho explica que ainda não há definição acerca do número de torres (fala-se em 16) ou pavimentos. Como o empreendimento pode levar até oito anos para ficar pronto, ainda não estão definidos o número de unidades, suas dimensões ou preços. “A valorização imobiliária está chegando muito forte.

Já ouvimos falar de casas (nas proximidades da área) que custavam R$ 60 mil e agora estão custando R$ 300 mil. Ainda não é possível definir preço ou metragem”, reforça. A incorporadora Camaragibe prevê que a demolição dos primeiros galpões seja feita em junho deste ano e que até abril de 2014 sejam entregues o shopping, os flats e, provavelmente, a parte educacional.

EUTALITA BEZERRA, da Folha de Pernambuco

Monotrilho em direção ao ABC





A Linha 18 terá mais quatro terminais integrados, com o transporte diário de cerca de 400 mil usuários na ligação Tamanduateí.

Com projeto de financiamento do Estado de São Paulo, elaborado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional, o monotrilho Estação Tamanduateí-São Bernardo vai consumir recursos de R$ 4 bilhões: R$ 1,276 bilhão da Caixa Econômica Federal e mais R$ 400 milhões do Orçamento Geral da União. 
A contrapartida do Estado será de R$ 2,397 bilhões. Trata-se de uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de mobilidade urbana, iniciativa do Governo federal.


A Linha 18-Bronze ligará importantes polos educacionais, com destaque para o Instituto Mauá de Tecnologia, Uniban, Faculdade de Medicina de Santo André, Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), Fundação Santo André e Universidade Municipal de São Caetano do Sul. O trajeto será de 20 quilômetros, que deverão ser percorridos em 35 minutos. 

Estão previstas 19 estações, nos bairros Jardim São Caetano e Mauá, em São Caetano; Vila Palmares, Sacadura Cabral, Vila Scarpelli e Jardim Bom Pastor, em Santo André. Passará, ainda, por Baeta Neves, Centro, Ferrazópolis e Alvarenga, em São Bernardo do Campo. A Linha 18 terá mais quatro terminais integrados, com o transporte diário de cerca de 400 mil usuários na ligação Tamanduateí.


Em fevereiro, a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM) iniciou processo de Chamamento Público para interessados da iniciativa privada apresentar manifestação de interesse em realizar estudos de modelagem da linha. O edital foi publicado no dia 2 de fevereiro, no Diário Oficial do Estado, pela STM e Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas. O projeto está dividido em duas partes, que ainda deverão passar por avaliação.Fases da obra.


A fase 1, com extensão de 14 quilômetros, é composta por 12 estações (Tamanduateí, Goiás, Espaço Cerâmica, Estrada das Lágrimas, Praça Regina Matielo, Rudge Ramos-Instituto Mauá, Afonsina, Fundação Santo André, Winston Churchill, Senador Vergueiro, Baeta Neves e Paço Municipal) e pelo Pátio Tamanduateí para manutenção e estacionamento de trens.


O traçado da Linha 18 começa na Estação Tamanduateí, na capital, seguindo em direção ao eixo da Avenida Guido Aliberti, servindo aos municípios de São Paulo e São Caetano do Sul. Na transição da Guido Aliberti para a Avenida Lauro Gomes, a diretriz de traçado passa a atender às cidades de São Bernardo do Campo e Santo André, até a região do Paço Municipal de São Bernardo do Campo. Operação prevista para 2015.


A segunda fase, com extensão de 6 quilômetros, é composta por seis estações (Djalma Dutra, Praça Lauro Gomes, Ferrazópolis, Café Filho, Capitão Casa e Estrada dos Alvarengas) e pelo Pátio Alvarenga para estacionamento de trens. Nessa etapa, o traçado corre por dentro de São Bernardo do Campo, partindo do Paço Municipal e seguindo pelo eixo da Avenida Faria Lima até as proximidades do Terminal Ferrazópolis da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Dali, passando sobre a Via Anchieta, vai buscar o eixo da Avenida Café Filho, em direção à Estação Estrada dos Alvarengas, próximo à FEI. A operação está prevista para 2016.


Fonte: Associação Paulista de Empregados em Obras Públicas 

Blumenau: Projeto de lei busca ampliar vagas em creches, PPP pode ser utilizada





(Guilherme Lemos)

A falta de vagas em creches da rede municipal motivou a criação de um projeto de lei apresentado à Câmara de Blumenau. Durante a semana, o texto recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCJ) e agora segue para outros fóruns internos do Legislativo. A proposta do vereador Marco Antônio Wanrowski (PSDB) sugere que o município adquira vagas em instituições particulares de educação infantil quando não houver disponibilidade nas unidades públicas.

Wanrowski defende que a ação é um primeiro passo para reduzir a falta de vagas nas creches municipais. Ele ressalta que a gestão atual ampliou a oferta nas unidades públicas, mas revela que não há uma semana em que não receba pedidos de moradores que precisam de atendimento. “Mesmo com o esforço do poder público, a demanda ainda é muito maior do que a oferta. Por isso, quero propor que o Legislativo reforce o debate em busca de soluções definitivas para esse problema”, discursa.

A aquisição de vagas em unidades particulares é encarada pelo vereador apenas como ação de curto prazo. Na avaliação dele, a cidade precisa de um programa para redução do déficit de atendimento. Barateamento do serviço em creches particulares e parcerias público-privadas são apontados como soluções. “Primeiro precisamos de dados para dimensionar quantas vagas seriam necesssárias. A partir daí, o município poderia incentivar ONGs que já oferecem esse serviço, como a São Roque, para que a capacidade fosse aumentada e beneficiasse uma parcela maior da população”, explica.

Cauteloso, o vereador explica que não pretende polemizar a questão. “Por isso não levo esses temas à tribuna”, alega. Apesar disso, ele revela o desejo de convocar uma audiência pública para discutir o tema junto com a comunidade.



A favor das parcerias



O secretário de Educação de Blumenau, Osmar Matiola, cita dados do IBGE que contabilizam 4,9 mil crianças de até 3 anos nas creches da rede municipal, enquanto as unidades particulares cuidam de 1,4 mil, num universo de 12 mil crianças com essa idade. Com isso, a cidade atenderia cerca de 60% da faixa etária. De 4 a 6 anos, não há déficit de vagas, na versão do secretário.

Ele alega que a aquisição de vagas pode se tornar inócua porque mesmo as creches particulares têm dificuldade de atender o número de crianças de 0 a 3 anos, em função do alto custo do serviço. Segundo ele, os valores mensais chegam perto de R$ 1 mil e a capacidade é insuficiente para a demanda. “Já as parcerias com entidades e, principalmente, empresas, podem criar novas opções e consolidar uma boa medida para a população”, avalia.

Matiola lembra que toda empresa com mais de 100 funcionários precisa oferecer auxílio-creche, hoje repassado diretamente aos funcionários. “Se ao menos parte desses valores fossem destinados a um fundo municipal para viabilizar vagas em creches, teríamos um avanço representativo”, defende.

O projeto de lei defende a criação de um cadastro com critérios econômicos e sociais para organizar a distribuição das vagas adquiridas. Questionado sobre possíveis dificuldades financeiras do Município para viabilizar a ideia, Wanrowski destaca que a educação precisa sempre ser prioridade e que as creches têm papel fundamental no processo de ensino. “Sei que esta pode não ser a solução ideal para o problema, mas pode ser um ponto de partida para discutirmos o tema e buscarmos alternativas”, pontua.

Folha de Blumenau

Pernambuco/Turismo - Cecon de olho no Mirabilândia, PPP pode ser realizada

Ideia é ocupar a área com hotel, torres empresariais e área de serviços

Raissa Ebrahim

A Secretaria de Turismo do Estado (Setur-PE) quer transformar o Mirabilândia, localizado ao lado do Centro de Convenções (Cecon), em Olinda, numa grande área de negócios, com edifício-garagem para 5 mil veículos, hotel para turistas de negócios, torres para escritórios e salas de reunião, minicentro de convenções, restaurante, livraria e espaço para serviços, a exemplo de farmácia, lavanderia e Correios. A época do anúncio coincide com a inauguração de um novo brinquedo, de R$ 1 milhão, no parque de diversões.

Segundo o secretário da pasta, Alberto Feitosa, a ideia ainda é embrionária, mas bastante viável. As sementes vêm sendo plantadas desde o ano passado.

A novidade surge justamente no momento em que o Mirabilândia anuncia a inauguração, para o próximo sábado, de um brinquedo de R$ 1 milhão, feito sob encomenda. “O Thunder é um pêndulo que atinge 25 metros de altura, o maior do tipo no Brasil, com capacidade para 30 pessoas”, detalha o diretor de marketing, Fernando Veras. A abertura terá direito a uma festa com tema grego e show pirotécnico.

A direção do parque não quis comentar a possível saída alegando que ainda não recebeu nenhum comunicado oficial. O impasse vem desde 2011, quando o Grupo Peixoto, administrador do local, foi informado de que não teria o contrato de licença do terreno renovado.

REFORMA

O consórcio formado pelas empresas ATP e Projetec será responsável pela elaboração do projeto de reforma e requalificação do Cecon. O valor do contrato é de R$ 3,8 milhões, para um prazo de execução de seis meses.

“Depois disso, virão projetos de complementação, a exemplo do paisagismo. Estimamos que tudo somará um aporte de R$ 10 milhões. Toda a reforma do Cecon, incluindo a possível área de negócios no Mirabilândia, por sua vez, se confirmada, deve sair por R$ 250 milhões”, contabiliza Feitosa.

“Primeiro é preciso fazer os projetos, para que depois o governo pense em buscar financiamento. Pensa-se até em uma parceria público privada (PPP)”.

“O heliponto já foi ativado. Estamos concluindo o estacionamento em junho. Será todo eletrônico, com acesso diferenciado: entrada pela Avenida Agamenon Magalhães e saída pela Estrada de Belém”, explica.

Com as mudanças, o centro passará de uma área de 20 mil m² para 40 mil m², além de reforma nos teatros e em toda a parte elétrica, hidráulica, de refrigeração e iluminação. Também estão sendo construídas mais 12 salas, o que ampliará a área em 50%.

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