segunda-feira, 7 de maio de 2012

SP: Conferência apresenta Parque Tecnológico de Sorocaba para parcerias internacionais




O prefeito Vitor Lippi visitou na manhã desta quarta-feira (3) as obras de implantação do Parque Tecnológico de Sorocaba, no final da Av. Itavuvu – altura do Km 92 da Rodovia Castello Branco. A Secretaria de Obras e Infraestrutura Urbana (Seobe) finaliza a construção da primeira etapa do Núcleo Central, que abrigará entre os dias 4 e 6 de junho próximo a 1ª Conferência Internacional de Inovação em Parques Tecnológicos (Conintec). Lippi classificou o evento como uma oportunidade de apresentação do projeto e a atração de parcerias.

Acompanharam o prefeito na visita os secretários de Desenvolvimento Econômico, Mário Tanigawa; de Obras e Infraestrutura Urbana, Renato Mascarenhas Filho; e da Comunicação, Valter Calis; além de técnicos da Prefeitura. Lippi destacou a ação integrada entre os diferentes setores do Poder Público para que tudo aconteça da melhor forma possível até o dia da inauguração. "Vamos apresentar o Parque Tecnológico de Sorocaba para o mundo, inciando contatos internacionais para transformar nossa cidade em uma referência na inovação tecnológica", afirmou.

Atualmente, a Seobe intensifica os serviços para a conclusão do auditório, instalação das dependências internas, paisagismo e acabamento da área interna. Com linhas arquitetônicas futuristas e design em formato circular, o Núcleo terá 12 mil m², divididos em dois pavimentos, com a fachada formada por estrutura metálica revestida por vidros. Finalizada a estrutura básica do prédio e afixação de cobertura, os trabalhos atuais consistem na implantação dos revestimentos da paredes, piso e instalações elétricas internas, além da conclusão das últimas dependências.

Os corredores internos do Núcleo do Parque Tecnológico estão sendo revestidos com o sistema epóxi. O material é uma espécie de de tinta acrílica auto-nivelante. Quando aplicado, ele se nivela em relação ao piso, corrigindo desníveis. "Este material é muito utilizado em estacionamentos com alto fluxo de veículos ou em locais com grande circulação de pessoas. É um sistema recente e consiste praticamente numa pintura, mas muito fácil de lavar e tem uma boa aceitação pelo mercado", explica o secretário Mascarenhas.

O Núcleo Central abrigará a incubadora de empresas de base tecnológica e serviços de apoio, por exemplo, para o registro de patentes, suporte jurídico e de negócios e atendimento do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

O Parque Tecnológico está sendo erguido nas proximidades das futuras instalações da Toyota e da Zona Industrial Norte de Sorocaba. Este trecho da Av. Itavuvu foi completamente reurbanizado pela Prefeitura, dentro dos conceitos de "Avenida Parque", com a duplicação da pista, pavimentação, construção de ciclovia e o plantio de mais de 100 mil mudas de árvores, pelos projetos "Megaplantio" e "Megaplantio Avenidas".

SorocabaFácil.com.br

Pernambuco: Eduardo busca montadora líder de segmento na China



  • Dando início à sua agenda na China, o governador Eduardo Campos visitou a fábrica da Great Wall Motors Company (GWM) nesta segunda-feira, 08, (horário local). Maior montadora de veículos privada do país, a companhia planeja triplicar a sua produção até 2020 construindo novas plantas em mercados emergentes, como o Brasil.

    "Nossa decisão de investir no Brasil já está tomada e três fatores vão definir a escolha do local que vai receber o nosso empreendimento: a infraestrutura existente, a política de incentivos fiscais em vigor e a existência de um porto nas proximidades", revelou a presidente da GWM, Wang Fengying, durante a reunião, realizada na sede da companhia, na cidade de Baoding, a 140km de Pequim.

    "Temos a mais estruturada política de incentivos para a indústria automotiva do País e o melhor porto público do Brasil", respondeu Eduardo Campos, após conhecer a linha de produção e participar de um test-drive no campo de provas da fábrica.

    Segundo Wang Fengying, vários fatores positivos conspiram a favor da entrada da GWM ao Brasil. "O País é hoje um mercado bastante promissor no setor automobilístico, nossos produtos têm o perfil do novo consumidor local e nossa empresa está preparada para atender à demanda", enumerou.

    Por fim, a presidenta valorizou a postura do governador de ir à China para participar pessoalmente das negociações. Após a reunião, ficou acertada a ida de uma equipe técnica da GWM a Pernambuco ainda este mês para preparar a visita dos executivos da companhia, que será feita em junho.

    A empresa também estuda a possibilidade de formar uma joint-venture com um parceiro local. "A Great Wall quer fazer uma fábrica completa no Brasil e investir em pesquisa e desenvolvimento.

    Nós oferecemos todo apoio necessário, como infraestrutura e formação de pessoal técnico e especializado", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, que ficará à frente das negociações ao lado da AD Diper.

    Em 2011, a marca exportou 83 mil veículos para mais de 120 países, ficando em segundo lugar na China, atrás apenas da Chery. A Great Wall Motors Company possui mais de 30 subsidiárias e 40 mil empregados.

    Atualmente, a GMW produz 500 mil veículos por ano entre os sedãs Voleex, as SUVs Haval e as pick-ups Wingle. Os dois últimos são líderes em vendas na China e são os modelos que devem ser produzidos no Brasil neste primeiro momento. A garantia dos veículos é de três anos ou 100 mil quilômetros.

    Atualmente, a empresa possui plantas na Rússia, Indonésia, Irã, Vietnã, Egito, Ucrânia, Bulgária, Senegal, Venezuela, Filipinas, Malásia e Etiópia. Na próxima quinta-feira, na cidade de Shaanxi, a comitiva de Pernambuco se reúne com a diretoria da Shacman, montadora de caminhões chinesa que pode anunciar seu desembarque em Pernambuco.  

    Portal PE

Brasil terá Centro de Defesa Cibernética a partir de junho


NELSON DE SÁ
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA

O CDCiber (Centro de Defesa Cibernética) recebe os últimos retoques, no quartel-general do Exército em Brasília, para sua primeira missão, o monitoramento de rede da Rio+20. A Conferência da ONU para o Desenvolvimento Sustentável acontece no mês que vem, de 20 a 22, e deve reunir cerca de cem chefes de Estado e de governo.

O evento é um teste para a nascente estrutura de defesa cibernética do país, que depois terá pela frente a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. "A atuação do Ministério da Defesa nessa área, durante os grandes eventos, por meio do CDCiber, já começa com a Rio+20", diz o ministro Celso Amorim. "O Centro de Defesa Cibernética é precursor e pioneiro no tema."

Márcio Neves/Folhapress
Operador realiza testes no Centro de Consciência Situacional, a "sala de crise" do CDCiber
Operador realiza testes no Centro de Consciência Situacional, a "sala de crise" do CDCiber

No Rio, "o foco estará na ação colaborativa entre vetores de defesa". Além do centro, outros órgãos, do Ministério das Relações Exteriores ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), vão atuar. Para o comandante do CDCiber, general José Carlos dos Santos, com tantos presidentes e primeiros-ministros, a Rio+20 é até "mais crítica" do que a Copa.

As instalações visitadas pela Folha estão em fase final de obras, para iniciar a operação "nos próximos dias". Na primeira fase, serão 800 m², passando depois a 1.800 m². A sede definitiva, prevista para 2015, será erguida fora de Brasília, em uma das cidades-satélites, seguindo modelo adotado no exterior.

Já em testes, o coração do CDCiber é a "sala de crise", o Centro de Consciência Situacional, que permitirá "verificar em tempo real o que está acontecendo na Rio+20 em termos de monitoramento de rede". Além da segurança e da disponibilidade da rede, outro aspecto da operação será a segurança da informação para os participantes.


VULNERABILIDADE

Mas o projeto do centro vai muito além dos eventos. A prioridade ao tema, tanto no Brasil como no exterior, ganhou urgência diante dos ataques que vêm sendo observados em países como o Irã -cujo programa nuclear foi atingido pelo vírus Stuxnet em 2010, creditado aos EUA e a Israel- e a Geórgia, cujos sites teriam sido derrubados pela Rússia em 2008.

Até o Brasil teria sido alvo de um ataque, em 2009, contra a infraestrutura de energia no Espírito Santo e no Rio. Richard Clarke, que foi o "czar" antiterrorismo dos EUA nos governos Bill Clinton e George W. Bush, citou o caso no livro "Cyber War", de 2010. Também o presidente Barack Obama, ao lançar sua estratégia de defesa cibernética, na época.

O Brasil nega, mas o general Santos admite que há, de fato, "uma vulnerabilidade". Segundo ele, o sistema Scada, da Siemens, usado para o controle de hardware por meio de software, é o mais comum na área de energia -e foi o alvo atingido pelo Stuxnet, no Irã. "Como todo software pode ser alvo de um ataque, nós consideramos, sim, no futuro, essa possibilidade. Mas um ataque ao país eu acho uma hipótese distante."

Folha SP

Secopa Recife sorteia camisas de Sport e Santa Cruz no Facebook



Sorteio será realizado na próxima segunda. Foto: Inaldo Lins


Concorrerá uma camisa do time do coração o torcedor que acertar o placar do segundo jogo
Atenção torcedores de Sport e Santa Cruz: a Recifeweb na Copa quer saber se você é bom de palpite.

Qual será o placar da final do Campeonato Pernambucano 2012 que acontece, na Ilha do Retiro, no próximo domingo (13)? Aqueles que acertarem o placar do confronto concorrerão a uma camisa oficial do Sport ou do Santa Cruz. Os palpites, apenas um por pessoa, poderão ser feitos até às 15h do dia 13 de Maio.

Para participar da promoção é necessário curtir a página Recifeweb na Copa, compartilhar publicamente a imagem da camisa do seu time e informar o placar da partida conforme o modelo: “Sou torcedor do ________________________ (Sport ou Santa Cruz) e acho que o placar do segundo jogo será _______________ para ________________(Sport ou Santa Cruz )”.

O sorteio será realizado na próxima segunda-feira (14) e o resultado publicado na página Recifeweb na Copa.

Portal PCR

Recife: Feira Expoideia promove shows, debates, cinema e encontro científico-cultural



























Caroline Bittencourt/ Divulgação

Tecnologia, sustentabilidade e cultura juntos em um evento. A Expoidea traz shows, debates, oficinas, palestras, workshops e mostras de cinema e robótica para o Recife. A Feira do Futuro, como também é chamada, ocorre em 6 pontos da cidade, de terça a domingo.

Para o público interessado em cultura, os shows preenchem todas as noites da feira. As apresentações ocorrem na Rua da Moeda, Bairro do Recife. Na noite de abertura a programação conta com as atrações pernambucanas Labiata, Elemento Natural e Vangloria, além do Maracatu Baque Mulher e outros, a partir das 18h.

O que chama atenção na programação de shows são duas noites de tributos. A primeira faz homenagem ao disco de Lula Cortês e Zé Ramalho, Paêbiru, nesta quinta, às 23h30. Já a segunda ocorre no encerramento do evento, no domingo, quando a Orquestra Santa Massa faz um tributo a Luiz Gonzaga, também às 23h30.

O cinema entra em pauta na Expoidea com a Mostra Eduardo Coutinho que apresenta filmes de um dos maiores documentaristas do país. As exibições ocorrem no Cinema São Luiz, Bairro do Recife, de quarta a sábado, sempre às 19h30, e no domingo às 19h. Os filmes foram escolhidos pelo próprio Coutinho. São eles Cabra marcado para morrer, Santo forte, Edifício Master, Jogo de cena e Canções.

No ciclo de palestras, a programação dá destaque para a roda de diálogo Tranformações possíveis aqui, ali e para mais além, na quarta, às 20h, no Paço Alfândega. O debate conta com a participação dos cantores Cannibal, Criolo (SP) e a psicopedagoga Maria Vilani, mãe de Criolo. O cantor paulista também participa da programação de shows neste mesmo dia, às 22h30.

O público poderá conferir uma apresentação diferente da que Criolo fez no Carnaval deste ano no Recife. Será um pocket show na base do hip hop, com DJ e MC. Será a última vez que ele faz este modelo de show.

Veja a programação da Expoidea:
Shows
Terça-feira
18h00 – Maracatu Baque Mulher
18h30 – Triofônico
19h00 – Batida Salve Todos
19h30 – Helton Moura e o Cambaio
20h00 – Projeto Mexidinho
20h30 – ZNPE
21h00 – Elemento Natural
21h30 – Vangloria
22h00 – Labiata

Quarta-feira
21h30 – Batalha da Escadaria (PE)
22h30 – Criolo (Pocket Show) (SP)

Quinta-feira
23h30 – Tributo ao disco Paêbiru (Lula Côrtes/ Zé Ramalho)
(Banda formada por músicos da nova geração)

Sexta-feira
Ainda não definido.

Sábado
Ainda não definido.

Domingo
19h30 – Mamelungos (PE)
20h30 – Tributo a Luis Gonzaga (Orquestra Santa Massa) (PE)

Programação da Mostra Eduardo Coutinho
Quarta-Feira - 09/05
Filme: Cabra marcado para morrer, 19h30

Quinta-Feira - 10/05
Filme: Santo Forte, 19h30

Sexta-Feira - 11/05
Filme: Edifício Master, 19h30

Sábado - 12/05
Filme: Jogo de Cena, 19h30

Domingo - 13/05
Filme: Canções, 19h

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Google ganha do Facebook em corrida por telefonia móvel nos EUA


O Google ganha do Facebook na corrida pelos usuários de telefonia móvel, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (7) nos Estados Unidos.

O relatório da empresa comScore, um estudo do comportamento sobre telefonia móvel, informou que os sites do Google atraem 93 milhões dos 97 milhões de americanos que utilizam seus telefones inteligentes para se conectar à internet.

O Facebook ficou em segundo lugar com 78 milhões, seguido pelo Yahoo! (66 milhões), Amazon (44 milhões) e Wikimedia, que inclui o site da Wikipedia (39 milhões).

O estudo descobriu, contudo, que os usuários dedicavam 80% do tempo ao uso de aplicativos, em comparação com 20% do uso de navegadores.

O aplicativo mais popular foi a loja online da Apple, iTunes, com 32 milhões de usuários, seguida pelo Google Maps, com 29 milhões e o Facebook com 26 milhões.

A participação nas redes sociais foi uma atividade muito popular nos telefones inteligentes, com o Facebook liderando este segmento. Os usuários do Facebook dedicaram, em média, sete horas a um aplicativo através do navegador em março.

O serviço de geolocalização na internet FourSquare, uma plataforma que permite aos usuários se localizar na cidade, atraiu 5,5 milhões de visitantes, enquanto a plataforma de microblogs Tumblr teve uma audiência de cerca de 4,5 milhões de pessoas.

Agence France-Presse

Filhos de Bob Marley criam 1Love: movimento de incentivo a ações de caridade e sustentabilidade



Missões Marley são uma série de pequenos projetos que desafiam membros 1Love a fazerem uma pequena diferença no mundo a cada dia. Foto: Divulgação

Inspirados nas mensagens de Bob Marley, a família do cantor criou a fundação 1Love, que tem o objetivo de apoiar instituições de caridade e incentivar as pessoas a viverem de maneira mais sustentável.

No site do movimento, os criadores afirmam que a missão é simples: “fazer o bem em homenagem a Bob Marley com visão de esperança e unidade”. O objetivo é inspirar os fãs a praticar alguma ação positiva diariamente.

Para participar da rede basta escolher uma missão no site, encontrar uma forma criativa de realizá-la e, para finalizar, compartilhar com os outros membros o resultado da missão cumprida, seja por meio de fotos, vídeo ou texto.

“Missões Marley são uma série de pequenos projetos que desafiam membros 1Love a fazerem uma pequena diferença no mundo a cada dia”, afirmam no site.

Outra maneira de participar é ajudando as ONG’s parceiras do movimento, que capacitam pessoas e grupos a tomar medidas para uma vida sustentável e responsável.

Na página de divulgação das organizações sem fins lucrativos constam 13 instituições que buscam melhorar a vida de pessoas através de diversos focos: música, alimentação, educação, ajuda a sobreviventes de desastres naturais, acesso à água potável, atividades sociais e arte, redução do aquecimento global.

Há sempre missões em destaque. No momento, a meta de uma das organizações parceiras é mobilizar as pessoas para atingir 25 mil ações para que sejam doados novos instrumentos a escolas carentes. Já foram realizadas 2.500 atividades, ou seja, 10% da meta.

Em 2011, a 1Love conseguiu doar cem mil dólares para a Charity: Water, uma organização sem fins lucrativos que leva água limpa e potável para países em desenvolvimento.

O jamaicano Bob Marley faleceu em 1981, mas suas mensagens que pregavam a paz, denunciavam os preconceitos e as desigualdades sociais continuam vivas para os fãs e admiradores de seu trabalho.

Ciclo Vivo

Tecnologia imita plantas aquáticas para produzir energia solar



A Solar Lilly pode ser instalada em rios próximos a áreas urbanizadas l Foto: ZM Architecture

O escritório britânico de arquitetura ZM inovou o formato e o sistema de obtenção da energia a partir do sol. A tecnologia foi apelidada de “Solar Lilly” e já recebeu premiações internacionais de sustentabilidade, por ser considerada uma nova maneira de aproveitar os recursos naturais.

O equipamento também foi pensado para dar utilidades aos cursos d’água, sem agredir o meio ambiente. A Solar Lilly tem o formato de uma vitória régia gigante, com aproximadamente 30 metros de diâmetro. Ela é ancorada ao leito do rio e é equipada com pequenos motores internos que movem as placas para aproveitar melhor os raios solares.

A tecnologia foi testada pela primeira vez no rio Clyde, em Glasgow, Escócia. Segundo os fabricantes, o resultado da experiência foi bastante positivo e despertou interesse em outras localidades. Desde 2008, quando a então novidade ficou em segundo lugar em um concurso internacional, organizações da Ásia, Europa, Brasil e Coreia manifestaram a vontade de também utilizar a Solar Lilly.

Entre os benefícios deste modelo está o fato de as placas poderem ser desmontadas e transportadas para outros locais. Assim, o aproveitamento é sempre o máximo possível, pois elas podem ser instaladas nos ambientes com as condições mais propícias à produção da energia limpa.

Outro ponto importante é que a Solar Lilly não necessita de grandes áreas reservadas para a produção energética. Assim, não é necessário desmatar para construir uma fazenda solar e os equipamentos podem ser instalados em rios que passam em áreas próximas às comunidades.


do TreeHugger

SP: Condomínios de Moema fazem disputa para incentivar economia de água

Quem tiver a maior redução no consumo ganhará equipamentos que gastam menos água; moradores e funcionários receberão treinamento

Durante os meses de maio e junho, 15 condomínios de Moema, na zona sul de São Paulo, participam de uma competição saudável para ver quem consegue reduzir mais o consumo de água. É a Disputa de Condomínios, uma iniciativa inédita promovida pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e pela Sagarana Comunicação com o objetivo de promover o uso consciente da água. A iniciativa terá seu lançamento nesta quinta-feira, 10 de maio.

Os moradores e empregados de cerca de 700 apartamentos, além dos funcionários dos edifícios, receberão cartilhas e treinamento com dicas de economia do PURA (Programa de Uso Racional da Água), da Sabesp. As crianças também participam do trabalho, já que são grandes multiplicadores do uso racional. A estimativa é que 3.000 pessoas estejam envolvidas na iniciativa. Os 15 condomínios ficam em duas ruas do bairro: Aratãs e Rouxinol.

O condomínio que conseguir a maior redução percentual no consumo nos meses de maio e junho deste ano, em relação ao mesmo período de 2011, receberá novos equipamentos hidráulicos, mais econômicos, como torneiras, chuveiros e descargas. Eles serão instalados nos apartamentos e na área social.

A expectativa é que, com as orientações e palestras associadas à premiação, os moradores e funcionários modifiquem seus hábitos e passem a utilizar a água sem desperdício mesmo depois de terminada a iniciativa.

As dicas repassadas abrangem hábitos domésticos, recomendações gerais para o condomínio e noções práticas para a detecção de vazamentos. Entre as recomendações estão regar as plantas no começo do dia ou à noite, quando a evaporação é menor; tomar banhos mais curtos e fechar o registro ao se ensaboar; usar uma esponja para remover os restos de comida da louça, não a água corrente; fechar a torneira ao escovar os dentes ou fazer a barba; e não utilizar a mangueira para lavar a calçada, mas sim a vassoura.

Nesta quinta-feira ocorrerá o lançamento da Disputa de Condomínios, na paróquia Nossa Senhora da Esperança. O evento terá palestras sobre as regras da iniciativa, a importância da água e o benefício do uso racional.

Pouca água disponível - Usar a água de forma racional é essencial na Região Metropolitana de São Paulo. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), a recomendação é que cada morador tenha à disposição 2,5 milhões de litros de água por ano. Na Grande São Paulo, no entanto, existem apenas 140 mil litros de água por ano para cada habitante e não há mais mananciais a serem explorados. Parte da água que abastece a região é captada no sul de Minas Gerais.

Para efeito de comparação, o Estado de Pernambuco possui 1,27 milhão de litros de água por ano para cada morador – nove vezes o volume disponível para quem mora na Região Metropolitana de São Paulo.

Serviço
O que: lançamento da Disputa de Condomínios
Quando: 10 de maio, a partir das 19h
Onde: paróquia Nossa Senhora da Esperança, Avenida dos Eucaliptos, 566, Moema

Fonte: Assimp Sabesp

Petrobras inclui novos fornecedores no programa Progredir


RIO DE JANEIRO - A Petrobras anunciou nesta segunda-feira a inclusão de fornecedores de algumas de suas subsidiárias no programa Progredir, que viabiliza financiamentos.

Poderão acessar linhas de crédito especiais fornecedores do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras Biocombustíveis e Petrobras Netherlands, subsidiária da companhia na Holanda.

O programa Progredir viabiliza de forma ágil e padronizada a oferta de crédito a custo reduzido para toda a cadeia de fornecimento da Petrobras.

Lançado em junho do ano passado, o programa já superou a marca de 2 bilhões de reais em financiamento, segundo nota divulgada nesta segunda-feira pela Petrobras. Em breve outras empresas do sistema Petrobras vão aderir ao programa.

Integram o Progredir os bancos Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, HSBC e Santander, que aceitam os contratos de fornecimento de bens e serviços à Petrobras como garantia dos empréstimos.

(Reportagem de Leila Coimbra)
Reuters

Casa Branca lança plano para apoiar desenvolvimento da ‘bioeconomia’

Pela primeira vez, governo Obama fala em incentivos específicos para inovação em biociências


O governo dos Estados Unidos apresentou seu “Plano Nacional de Bioeconomia”. Segundo nota oficial divulgada pela Casa Branca, o plano reflete um “compromisso de fortalecer a pesquisa de biociência como um grande motor de inovação e crescimento econômico”.
Em sua introdução, o plano afirma que a biociência “pode permitir que os americanos vivam vidas mais longas e saudáveis, reduzir nossa dependência do petróleo, enfrentar importantes desafios ambientais, transformar os processos industriais e aumentar a produtividade e o escopo da agricultura”.

Como resume o jornal The New York Times, o plano “discute diversas medidas e estratégias para fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de tratamentos médicos, lavouras, biocombustíveis e processos industriais biológicos que possam substituir métodos mais agressivos” de produção.
Cinco “objetivos estratégicos” são apresentados no plano: apoio a pesquisa e desenvolvimento que “forneçam o alicerce da futura bioeconomia”; facilitar a transição das invenções do laboratório para o mercado; reformar o marco regulatório, aumentando a rapidez e a previsibilidade das decisões; atualização da academia para “alinhar os incentivos acadêmicos ao treinamento de estudantes para atender às necessidades nacionais”; e a identificação de oportunidades para parcerias público-privadas e para a formação de “colaborações pré-competitivas”, onde empresas concorrentes se unem para “aprender com sucessos e fracassos”.

A maioria das iniciativas apresentadas no plano, no entanto, já está em andamento, o que leva o New York Times a questionar “quais mudanças concretas” resultarão do anúncio. No entanto, o site especializado GenomeWeb menciona algumas novas medias, todas com foco em acelerar a chegada da biotecnologia ao mercado. Uma delas é a ampliação do programa BioPreferred, do Ministério da Agricultura, que dá preferência a produtos de base biotecnológica nas compras públicas federais.

Outras novidades são a criação de uma rede de TI pela FDA, órgão do governo que regula os mercados de medicamentos e drogas, para acelerar a pesquisa multidisciplinar e a análise dos arquivos de dados clínicos já disponíveis; uma parceria entre o Centro Nacional de Avanço das Ciências Translacionais e a farmacêutica Eli Lilly para elaborar um manual, de distribuição gratuita, sobre a conversão de escobertas científicas em tratamentos; e um esforço do Departamento de Segurança Interna para desenvolver um sistema capaz de identificar ou caracterizar qualquer tipo de micro-organismo, mesmo micróbios ainda desconhecidos ou sintéticos.

O crescimento da bioeconomia, diz o relatório oficial, baseia-se atualmente em “três tecnologias fundamentais”: engenharia genética, sequenciamento de DNA e a manipulação automática e em larga escala de macromoléculas. “Embora o potencial dessas tecnologias esteja longe de exaurir-se”, diz o texto, “um grande número de novas tecnologias, e de combinações inovadoras de tecnologias novas e existentes, está emergindo”. Entre as novas fronteiras tecnológicas, o plano menciona a biologia sintética, a proteômica e a bioinformática.

Representantes da indústria da biotecnologia saudaram a iniciativa, a primeira do governo Obama voltada para a área. A atual administração americana vinha dedicando muito mais atenção a outras áreas tecnológicas inovadoras, como a energia solar e a eletrônica.

Carlos Orsi, do portal Inovação Unicamp

Audiência discute escoamento da produção dos cerrados, PPPs estão na pauta


No próximo dia 18 de maio, deputados da Comissão de Infraestrutura Econômica e Política Social da Assembleia Legislativa participarão de Audiência Pública, na Localidade Malícia, no município de Uruçuí, na região Sul do Piauí, para discutir com empresários, representantes da sociedade local, prefeito e vereadores os melhores caminhos para melhorar o escoamento da produção agrícola dos Cerrados Piauienses.

O requerimento foi assinado pelos deputados Antonio Félix (PSB), Ana Paula (PMDB), Luciano Nunes (PSDB) e Gustavo Neiva (PSB). Também participarão dos debates representantes do DNIT, DER-PI, SETRANS, SEINFRA, da Prefeitura de Uruçuí, Câmara Municipal, Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, da Associação de Produtores Rurais da Serra Branca, BUNGE Alimentos, Cacique Derivados de Petróleo, Empresa Ribeirão Fertilizantes, Eletrobrás-PI, do Sidicato dos Trabalhadores Rurais de Uruçuí e da Federação da Agriculturra do Piauí.

Há cerca de 15 dias o deputado Antonio Félix participou de um encontro com vereadores e empresários do setor agrícola de Uruçuí, onde foi discutida uma proposta a ser apresentada ao Governo do Estado do Piauí para investimentos do Programa Parceria Pública Privada (PPP).

Atualmente diversas famílias de gaúchos, e de outros Estados do País, atuam na produção de milho, soja e algodão nos cerrados piauienses. Antonio Félix confirmou que empresários da Paraíba deverão fazer investimentos na produção de frangos. Também será construída uma usina com capacidade de produção de 60 toneladas de ração animal.

Segundo Antonio Félix, várias famílias gaúchas ali radicadas reclamam da necessidade da construção de asfalto no trecho de estrada que liga o povoado Santa Rosa a transcerrados, para o escoamento da produção agrícola.

JusBrasil

SP vai construir três presídios no sistema de PPP e essa idéia já causa polêmicas



Publicado Por: Bruna Gavioli
SP vai construir três presídios no sistema de PPP e essa idéia já causa polêmicas
Reprodução

Embed:
O governo paulista vai construir três presídios no sistema de Parceria Público Privada e essa idéia já causa polêmica. O objetivo é reduzir o déficit de cerca de 78 mil vagas ou pelo menos 93 cadeias no sistema prisional de São Paulo. É um problema que tende a se agravar porque a população encarcerada cresce a um ritmo de 40% ao ano.

O Governo paulista estuda a concessão por 20 ou 25 anos para a iniciativa privada da administração penitenciária em três novas unidades. A parceria já foi testada em outros Estados do Brasil e é comum nos Estados Unidos, mas divide opiniões de quem trabalha com os detentos.

Rodolfo Valente, advogado da Pastoral Carcerária paulista, criticou e afirmou que construir presídios e cuidar dos presos é obrigação do Estado. Valente acredita que as empresas vão buscar o lucro a todo custo e diz que teme até mesmo uma exploração dos presos.

Já o promotor da vara das execuções penais, Pedro Juliot, elogiou a proposta do governo paulista. Para ele, o Estado sozinho não consegue resolver esse problema e a parceria com a iniciativa privada tende a ser uma solução.

A legislação atual permite contratos de até 35 anos de duração através da Parcerias Público Privadas. No Paraná, a empresa responsável pela construção da cadeia, também administrou a segurança e o cuidado dos detentos durante seis anos. Na Bahia, a administração foi totalmente repassada para a iniciativa privada e São Paulo ainda não está decidido como será a parceria.

Atualmente um preso custa cerca de R$ 1.500, por mês, aos cofres públicos. Se a empresa for responsável pela administração da cadeia vai receber dinheiro do governo e arcar com todos os cuidados aos detentos.

JP Online

Parlamento do Reino Unido publica relatório crítico sobre PPPs

O Parlamento do Reino Unido, por intermédio do Public Accounts Committee (que tem a missão de analisar a qualidade do gasto público realizado pelos Ministérios) publicou relatório denominado "Equity Investment in privately financed projects", em que são apresentadas críticas à experiência britânica com PPPs.

O Reino Unido celebrou aproximadamente 700 contratos nos últimos 20 anos, sendo que desde 2010, quando os conservadores venceram as eleições, já foram celebrados 41 contratos e há 30 sendo negociados.

Atualmente, a reforma do marco regulatório das PPPs está em debate naquele país.

Segundo o relatório, algumas das recomendações do Comitê são:

- a PPP deve ser utilizada quando revelar ser o instrumento que contribui para o melhor gasto dos recursos públicos, não por permitir que investimentos de interesse público sejam realizados sem pressionar o orçamento público no curto prazo;
- é necessário que o poder público crie mecanismos para evitar o viés otimista durante a fase de estruturação dos projetos;
- as demandas de interesse público não são estáticas, sendo necessário que contratos de longo prazo sejam, de algum modo, flexíveis.

PPP Brasil

USP participará de projeto sobre reúso de água

Poli coordenará projeto da União Europeia que busca identificar novas ferramentas que estimulem o reúso de água no mundo
Divulgação
Água
De acordo com os especialistas, caso o consumo continue no ritmo atual, até 2025 mais da metade das nações do planeta sofrerá com a escassez de água

São Paulo - A Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) coordenará a vertente brasileira do projeto Coroado, financiado pela União Europeia para estimular a descoberta e disseminação de novos métodos e ferramentas que estimulem a aplicação de tecnologias de reúso de água no mundo.

O projeto deverá utilizar como laboratórios para seus experimentos a região Metropolitana de São Paulo, a Bacia do Rio Copiapó (Chile), a Bacia do Rio Bravo e Rio Grande (México) e a Bacia do Rio Suquía (Argentina).

As regiões escolhidas são estratégicas do ponto de vista do consumo – um aspecto importante sob o prisma da condição atual de preservação dos recursos hídricos, vulneráveis a secas, infraestrutura precária, desperdício, aumento de demanda e mananciais degradados ou inacessíveis. De acordo com os especialistas, caso o consumo continue no ritmo atual, até 2025 mais da metade das nações do planeta sofrerá com a escassez de água.

A Poli-USP divulgou que o projeto tem um custo superior a 4,5 milhões de euros e terá quatro anos de duração. Os estudos deverão avaliar as diversas tecnologias de reúso e reciclagem da água, em contraste com tecnologias e capacidade locais; custos e benefícios relativos à prática do reúso; soluções eficientes e economicamente viáveis para o fornecimento de água e para o combate da degradação de ecossistemas e reservas de água.

O primeiro evento internacional do projeto será realizado entre os dias 7 e 10 de maio, no Hotel Bourbon, em São Paulo. Trata-se de um encontro de trabalho com representantes das 13 universidades participantes do projeto, nove europeias e quatro sul-americanas. Haverá, ainda, um dia aberto para empresários e outros convidados participarem das discussões.

O objetivo é que o relatório final, com os resultados do projeto, possa servir como base para que a União Europeia canalize investimentos em locais com grande potencial de aplicação de tecnologias de reúso.

No país dos apelidos, o desafio de lucrar com um 'Itaquerão'

Clubes sofrem para fechar contratos de naming rights em seus novos estádios. Corinthians enfim achou um interessado. Mas a torcida vai adotar novo nome?

Giancarlo Lepiani, com reportagem de Davi Correia



As obras do Itaquerão, em São Paulo




As obras do Itaquerão, em São Paulo - Odebrecht/Divulgação

Ao tentar fechar contratos com grandes empresas, clubes como Corinthians, Palmeiras e Grêmio esbarram na resistência das TVs ao uso dos nomes de fantasia em suas narrações e programas
É dia 12 de junho de 2014. A seleção brasileira de futebol dá o pontapé inicial na segunda Copa do Mundo realizada no país jogando no novíssimo Estádio Santander, em São Paulo. Um mês e 62 partidas depois, chega a data da decisão do Mundial, 13 de julho de 2014 - e o Brasil volta a campo, desta vez no Rio de Janeiro, para conquistar o hexacampeonato no gramado da reformada Arena Petrobras.

O leitor mais atento deve ter percebido pelo menos três elementos altamente duvidosos no cenário hipotético descrito acima. Em primeiro lugar, a existência de estádios prontos a tempo do torneio; em segundo, em uma projeção um pouco mais improvável, a presença da seleção brasileira (que, a apenas dois anos da estreia, ainda está sem cara) na finalíssima da Copa; e uma terceira, ainda mais inacreditável, a adoção dos nomes de grandes empresas para se referir aos estádios Itaquerão e Maracanã.

Durante o Mundial, eles não teriam mesmo o nome de nenhum patrocinador, já que a Fifa veta esse tipo de propaganda. A esperança dos envolvidos na construção dos estádios do Mundial, porém, era a comercialização dos chamados "naming rights" das arenas para antes e depois do evento, custeando pelo menos uma fração dessas obras multimilionárias.

Até agora, no entanto, não existe nenhum negócio fechado - e é não é fácil achar alguém fora dos clubes que acredite no sucesso desses contratos no Brasil. Pelo menos alguns acordos devem sair. Mas aí virá a segunda parte da batalha: fazer o torcedor se acostumar aos nomes corporativos.

"É uma questão cultural, algo novo e que demora a se desenvolver", afirma Amir Somoggi, diretor da área de consultoria esportiva da BDO, ao avaliar a chance de um estádio brasileiro ser conhecido pela marca de seu patrocinador. "É preciso incrementar a plataforma de patrocínio para que uma empresa esteja disposta a pagar os valores pretendidos pelos clubes. Só pelo nome no estádio é pouco."

O Corinthians, por exemplo, tenta arrumar alguém disposto a despejar até 40 milhões de reais por ano para dar nome ao seu futuro estádio. Diante da popularização do nome Itaquerão, entretanto, a tarefa mostrou-se duríssima - e só agora o clube engatou uma negociação consistente com uma empresa interessada. De acordo com a coluna Radar de VEJA, as conversas com a Brahma estão avançando, e a Ambev cogita usar o nome de sua centenária marca de cerveja no estádio por 20 anos. Mas será que qualquer outra versão - como "Arena Brahma" - será capaz de ofuscar o título extraoficial, relativo ao bairro da Zona Leste de São Paulo onde o estádio está sendo construído? "O brasileiro gosta de dar apelido para as coisas, é uma questão cultural", lembra Erich Beting, especialista em marketing esportivo. Uma coisa que pesa a favor do Itaquerão, contudo, é o fato de jamais ter sido palco de um jogo sequer. "Tradicionalmente, o naming rights funciona para estádios novos, não para os antigos, que já têm seu nome e suas histórias", diz Beting. "Vai ser difícil tirar o nome do Maracanã, por exemplo."


Veto da Globo - O estádio que vai receber a final da Copa não está à procura de patrocinadores no momento. É bem provável, porém, que o Maracanã passe para as mãos da iniciativa privada depois do Mundial - Eike Batista surge como o principal interessado. Nesse caso, existe a chance real de que o estádio mais famoso do planeta ganhe algum nome de fantasia.

Na boca do torcedor, contudo, ele jamais deixará de ser o Maracanã. Entre as novas arenas em construção no Brasil, há vários candidatos a um patrocínio batendo de porta em porta nas empresas com verba publicitária vultosa o bastante para assumir um gasto desse tipo. Além do Corinthians, que tenta o maior negócio do gênero no país, também tentam atrair interessados clubes como o Palmeiras, que planeja para 2013 a inauguração de sua nova arena, e o Grêmio, que corre para inaugurar o substituto do Estádio Olímpico ainda neste ano.

Todos esbarram na resistência das TVs ao uso dos nomes de fantasia em suas narrações e programas. O Corinthians fez de tudo para colocar essa exigência em seu contrato de exibição das partidas do Brasileirão pela Globo. Mesmo sendo parceiro fidelíssimo da emissora, não conseguiu a garantia. O canal a cabo de esportes do grupo, o Sportv, também não falará os nomes dos patrocinadores no ar.

Gary Prior/Getty Images
A Allianz Arena, em Munique: exemplo bem sucedido de contrato de naming rights
A Allianz Arena, em Munique: exemplo bem sucedido de contrato de naming rights

A rejeição aos naming rights na TV não é generalizada. Os canais ESPN e a recém-chegada Fox Sports prometem adotar os nomes de fantasia em suas programações, mas isso não deve ser o bastante para convencer os investidores. Para Erich Beting, a resistência dos meios de comunicação não explica, sozinha, a dificuldade em fechar os acordos.

De acordo com ele, toda a estratégia adotada pelos clubes na busca por contratos de naming rights vem sendo equivocada. "Quem vende e quem compra precisa entender o conceito. Na verdade, o melhor negócio não é nem dar nome ao estádio. É obvio que isso é interessante, mas as empresas podem ter benefícios ainda maiores com um contrato desse tipo, como poder fazer ações de relacionamento com clientes dentro do estádio, ter direito a ingressos para todos os eventos e poder fechá-lo por alguns dias pra uso próprio."

O melhor exemplo, conforme Beting, é a Allianz Arena, erguida em Munique para receber a abertura da Copa de 2006. Passados seis anos do Mundial, o estádio - que, dentro de duas semanas, será palco da final da Liga dos Campeões - segue sendo rentável tanto para o Bayern, que manda seus jogos no local, como para a patrocinadora. E, tanto na TV como na arquibancada, não existe "Municão" ou "Bayernão" - ninguém chama a arena de qualquer outro nome que não a marca da companhia seguradora alemã.

Veja

Bairro do Recife - Festival Nacional da Seresta celebra 18º aniversário na Praça do Arsenal


Shows com Joanna, Agnaldo Timóteo e Moacyr Franco acontecem de 9 a 12 de maio, sempre às 20h

O Festival Nacional da Seresta completa o 18º aniversário neste ano com uma programação que se inicia na próxima quarta-feira (9) e segue até o sábado (12), encerrando “na madrugada do Dia das Mães”. A novidade é que o festival passa do Marco Zero para a Praça do Arsenal. Os shows começam sempre às 20h, com previsão para terminar por volta das 2h.

A Praça é o local mais romântico da cidade. Tem tudo a ver, portanto, com a Seresta”, disse o secretário de Turismo, André Campos. A Praça do Arsenal já recebeu o Festival da Jovem Guarda, com grande presença de público, e o Viva o Recife Antigo, o que determinou a escolha para o encontro de seresteiros deste ano.

Na programação dos seresteiros, nomes já ‘obrigatórios’ na Seresta, como Agnaldo Timóteo, Moacyr Franco, Adilson Ramos, Walesca, Altemar Jr, Leonardo Sullivan e Gilliard. E mais, artistas que já participaram, como Joanna e Roberto Silva.

As novidades estão nos shows de Adriana, cantora que fez sucesso nos anos 80 com “I Love you, baby” e “Combinado assim”; da sambista Rosemary (ex-Jovem Guarda, hoje da Mangueira), Michael Sullivan (autor de mais de 80 sucessos), Ataulpho Alves Jr e Luiz Américo, também sambistas de vários sucessos nos anos 70, como “O menino da Mangueira” e “Carta de alforria”. Duas mulheres defendem o romantismo da terra: Nadja Maria e Cláudia Beija.

O Festival da Seresta, uma parceria da Prefeitura do Recife com o Governo do Estado, teve sua primeira edição em 1995 quando participaram ícones da MPB, como, Nelson Gonçalves, Sílvio Caldas, Jamelão, Mário Lago, Noite Ilustrada, Núbia Lafayette, todos já falecidos. Ao longo dos anos, muitos ídolos da música romântica passaram pela Seresta, como Alcione, Fagner, Fafá de Belém, Angela Maria, Miltinho, Cauby Peixoto, dentre outros.

Quarta, 9 de maio:
20h – Nadja Maria
21h – Altemar Dutra Júnior
22h – Agnaldo Timóteo
23h30 – Adilson Ramos

Quinta, 10 de maio:
20h – Walesca
21h – Leonardo Sullivan
22h30 – Moacyr Franco
23h30 – Michael Sullivan

Sexta-feira, 11 de maio:
Noite do Samba
20h – Ataulfo Alves Jr
21h – Luiz Américo
22h – Roberto Silva
23h30 – Rosemary

Sábado, 12 de maio:
Noite das Mães
20h – Cláudia Beija
21h – Adriana
22h – Gilliard
23h30 – Joanna

Portal PCR

RN já fabrica cachaça orgânica




A cachaça é a bebida destilada mais consumida no Brasil e a terceira no mundo. A produção anual no país ultrapassa 1,3 bilhão de litros e o número de produtores é superior a trinta mil. O faturamento do setor é estimado em R$ 2 bilhões anuais. Todos os Estados produzem a bebida genuinamente brasileira. No Rio Grande do Norte, o destaque é a produção da cachaça de alambique. Feita artesanalmente, a bebida ganha novas versões para atender a demanda do mercado interno e internacional. A cachaça orgânica é a nova aposta dos produtores potiguares. Pelo menos duas cachaçarias possuem a versão e outros engenhos estudam a implantação da produção em suas terras.

Localizada a menos de 60 quilômetros de Natal, a Fazenda Jardim abriga a Agroindustrial Extrema. No local, há seis anos, é fabricada a cachaça Extrema e outros 25 itens que vão de aguardante a licores. No mês passado, a cachaçaria foi uma das vencedoras do 9º Prêmio à Micro e Pequena Empresa (MPE) Brasil na categoria Agronegócio. Em 2010, a Extrema foi uma das primeiras a conquistar o selo de produto orgânico emitido pelo Instituto Biodinâmico (IBD) e que antes passa pelo crivo dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Meio Ambiente e do Trabalho e Emprego.

A diferença da cachaça tradicional para a orgânica é que, na produção desta, não é utilizado nenhum produto químico em sua confecção. Para a fermentação da bebida, ao invés de ácido sintético, é utilizado o suco de limão. A plantação da cana-de-açúcar - matéria-prima da cachaça - está livre de agrotóxicos. "Todos esses detalhes são fundamentais para ter direito ao selo", revela José da Costa Souza, um dos proprietários da Fazenda Jardim e produtor da cachaça Extrema.

Há mais de 20 anos José Souza produz cana-de-açúcar. A produção, conta ele, era comercializada integralmente com usinas da região e uma indústria de cachaça. O cenário começou a mudar quando, em 2006, o filho de José, o então recém-formado engenheiro agrônomo Anderson Faheina, trouxe a ideia de produzir cachaça de alambique. O investimento inicial foi de R$ 500 mil. Hoje, a produção é de 200 mil litros por ano. Desse total, 80 mil litros são de cachaça envelhecida. A Fazenda Jardim produz 12 mil toneladas de cana-de-açúcar por safra. No entanto, na última colheita, menos de 10% do que foi colhido foi transformado em cachaça. "A produção ainda é pequena, mas a intenção é crescer cada vez mais. O produto é lucrativo, o difícil é vender porque precisamos oferecer degustação e passar a ser conhecido na propaganda boca-a-boca", disse José Souza.

A maioria dos engenhos potiguares está localizada na região Agreste do Estado. Mas é no Seridó que uma das cachaças mais conhecidas pelo público potiguar é produzida. A Samanaú também ganhou a versão orgânica e quer conquistar o paladar de apreciadores de aguardante em todo mundo. Na Fazenda Samanaú, a fermentação da bebida é feita através de leveduras selecionadas, "sem adição de nenhum produto químico", explica Dadá Costa, proprietário do engenho. "No próximo ano, vamos começar a exportar para alguns países da Europa", avisa.

Cerca de 300 mil garrafas da cachaça Samanaú são produzidas por ano. A bebida existe desde 2005. Naquele ano, a produção foi menor, apenas 25 mil garrafas. A estiagem desse ano, segundo Dadá Costa, não será empecilho para os planos da fazenda. "Como contamos com a irrigação, a cana não se perdeu. Só teremos problemas se a seca desse ano se repetir em 2013". Mais que a possível falta d'água, o que preocupa o empresário é a carga tributária que incide sobre a bebida. "Pagamos muitos impostos. A carga tributária é muito pesada e limita nossa expansão", alega.

A Fazenda Jardim também tem planos ousados. Ainda esse ano, a cachaçaria Extrema pretende aumentar o mix de produtos. O próximo passo é a produção de vinho. De acordo com José Souza, a ideia está amadurecida. Rótulos e garrafas já foram produzidos mas por enquanto não podem ser revelados. "A produção inicial será com a uva de Petrolina-PE. Acredito que devemos começar a produzir dentro dos próximos três meses", afirma.

Antigos engenhos viram atração turística no interior

A cachaça é a bebida mais popular do Brasil desde que os primeiros engenhos foram criados no início da colonização portuguesa. A partir do momento em que o destilado nacional passou a ser devidamente valorizado, e a produção artesanal ganhou importância como padrão de qualidade, os velhos engenhos de alambique se tornaram atrações à parte. O Rio Grande do Norte está nessa rota, ainda que de forma tímida. Proprietários de engenhos querem incrementar a atividade turística e gerar mais negócios em suas propriedades.

A Fazenda Jardim já deu um passo nesse sentido. No local onde é produzida a cachaça Extrema, existe um auditório onde os visitantes assistem palestras sobre como a bebida é produzida. Depois da "aula teórica", o turista ver de perto a prática. Já há parcerias com alguns receptivos de Natal que, no período de produção da cachaça, levam os turistas à fazenda. "Aqui eles conhecem como é feito e provam a cachaça. Temos uma lojinha onde o pessoal pode comprar tudo que é produzido", explica José da Costa Souza.

O visitante também conhece o projeto sócio-ambiental do engenho que consiste em trabalhar e purificar a sujeira dos esgotos, convertê-la num líquido rico em nutrientes, e irrigar os vegetais que alimentam o gado. Um interessente processo de beneficiamento sustentável.

Dadá Costa, proprietário da cachaça Samanaú, em Caicó, também quer levar os turistas para o engenho. O empresário conta que há um projeto de criação do "Museu do Sertão". "Além de conferir como é a produção da cachaça, o turista vai conhecer um pouco da história do sertanejo", explica. O prédio do futuro museu já está construído. "Ainda não sabemos quando vamos inaugurar. Falta agilizar alguns detalhes".

O município de Goianinha, distante 54 quilômetros de Natal, chegou a ter 21 engenhos em funcionamento. Após um período de declínio, a partir dos anos 80 as novas tecnologias foram proporcionando um renascimento. O produtor Frederico Araújo Lima está há oito anos à frente do Engenho Mucambo, onde produz as cachaças Maria Boa e Mucambo. Todas as etapas do processo de produção da cana, da moagem até o engarrafamento, podem ser vistas numa passagem rápida pelo engenho. Frederico percebeu o potencial disso para atrair um novo público e tem planos para o local que vão além da cachaça. O produtor pretende fazer do local um pólo de turismo rural. A construção do espaço já se encontra adiantada.

"Pretendo fazer da Mucambo um parque temático ecológico, com uma série de atrativos para quem desejar saber mais sobre a ambientação do campo, a cultura, e tudo que o envolve", explica. Ele pretende abrir o engenho para essas funções no próximo semestre. "Mas já recebemos turistas que conhecem o engenho e uma antiga casa, com 200 anos, onde minha mãe morou".

O espaço já conta com vários elementos do futuro parque. Foi construída uma bodega de taipa ao estilo antigo, que além de cenário também venderá as caninhas; há um mucambo - as casas que os escravos construíam quando fugiam - estilizado, e um restaurante que está em fase de finalização. Será construído ainda uma piscina e parque infantil. O engenho também já dispõe de uma trilha ecológica, com banho de bica, que só pode ser realizada através de reservas.

Agregar valor à cachaça artesanal é o objetivo maior do Sebrae junto aos 12 produtores atuais relacionados à instituição. "Queremos que o consumo seja ampliado, já que a aguardente industrial ainda domina. Vamos mostrar que cachaça de qualidade não está só em Minas Gerais", afirma Honorina de Medeiros.

RN produz 300 mil litros de cachaça por ano

Atualmente, seis engenhos estão em atividade no estado do Rio Grande do Norte e são responsáveis pela fabricação de aproximadamente 300 mil litros de dez marcas de cachaça. Além desses, dois engenhos estão em fase de implantação. As informações são do Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae/RN) que possui um projeto específico para esse setor há mais de oito anos.

"Percebemos que o segmento estava em expansão no Rio Grande do Norte e era necessário criar uma dinâmica especial que pudesse atender a contento esses produtores", comenta a analista técnica Honorina Eugênia de Medeiros.

No Sebrae/RN, os produtores são orientados como proceder para assegurar o reconhecimento da qualidade da cachaça de alambique. Em conjunto com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e parceria com o Mapa, o órgão desenvolve o Programa Nacional de Certificação de Cachaça (PNCC).

"A cachaça feita no RN é de ótima qualidade. Infelizmente, ainda existe um certo preconceito com a bebida e o consumo da cachaça de alambique ainda é considerado baixo no nosso Estado", diz Honorina.

Fonte: Tribuna do Norte

Pernambuco: Apevisa finaliza plano de ação para Copa do Mundo


  • Integrando o rol dos 12 estados que receberão os jogos da Copa do Mundo em 2014, o maior evento esportivo do planeta, Pernambuco sai na frente e antecipa seu plano de ação em vigilância sanitária.

    O projeto, que define atividades e metas para estabelecimentos, foi apresentado na última sexta-feira (04) para o secretário estadual de Saúde, Antonio Carlos Figueira.

    Participaram do encontro o gerente-geral da Agência Pernambucana de Vigilância Santiária (Apevisa), Jaime Brito, e a coordenadora do Grupo de Trabalho para Eventos em Massa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Denise de Oliveira Resende.

    “Em conjunto com as vigilâncias sanitárias dos municípios traçamos as metas que deverão ser seguidas pelos estabelecimentos comerciais. Ficou definido como prioridade atividades que possuem relação direta com o evento, como os setores de hotelaria e saúde. Como uma das subsedes da Copa, iremos receber um número grande de turistas para acompanhar o mundial”, comentou Jaime.

    Hotéis, restaurantes, indústrias de alimentos, emergências hospitalares públicas e privadas, serviços de diagnóstico por imagem e hemocentros serão atividades preferenciais na atuação da vigilância sanitária.

    Portal PE

Transportes: O rigor na oportunidade


Sobre o Setor Público dos transportes dir-se-á que o diagnóstico está feito, a oportunidade é única, falta concretizar!

E é precisamente na concretização (entenda-se, das reformas que urge desenvolver), que deve imperar o tema deste artigo, ou seja, o rigor.

O rigor, em primeiro lugar, na definição dos modelos legais e financeiros a implementar e, em segundo lugar, na liderança e na organização das empresas.
Quanto aos modelos legais e financeiros, deverá procurar optar-se pelas soluções que simultaneamente melhor contribuam para o equilíbrio das contas públicas e assegurem de modo justo e eficiente a mobilidade das populações.
Nesse âmbito, importará desde logo clarificar conceitos, naquele que tem vindo a ser um tema recorrente em sede de várias conferências e seminários realizados nos tempos mais recentes, a saber, a privatização.

Com efeito, muitas vezes se tem invocado esta figura - privatização - sem procurar sequer cuidar-se do seu devido enquadramento, chegando a misturar-se a verdadeira privatização (converter uma empresa de capitais públicos, numa empresa de capitais privados, com o consequente afastamento do Estado da sua gestão) com outras figuras, como sejam, as Parcerias Público Privadas (PPP).

Sabendo ainda que, uma PPP pode assumir várias formas, a saber e principalmente: i) contrato de concessão de obras públicas; ii) contrato de concessão de serviço público; iii) contrato de fornecimento contínuo; iv) contrato de prestação de serviços; v) contrato de gestão.

Caberá, pois, começar por perceber se para um determinado subsetor dos Transportes (seja ele o ferroviário, o rodoviário, o aeroportuário ou o portuário), será mais eficiente vender a um privado a participação do Estado na empresa A ou na empresa B, ou, por outro lado, se revela prudente ainda que por hipótese numa primeira fase (até para testar as reais capacidades do privado), manter a empresa como pública (isto é, sob o domínio do Estado), mas concessionar a sua atividade no todo, ou em parte, a privados.

Sendo que, nesta matéria, e no que ao rigor respeita, nunca será de mais relembrar os principais aspetos a salvaguardar pelo Estado e pelas empresas do seu Setor empresarial, no que às PPP concerne, sendo eles:


a) A demonstração do interesse público a prosseguir com a PPP;

b) A adequada averiguação prévia do posicionamento do setor privado relativamente ao tipo de parceria a lançar, tendo em vista, designadamente, a identificação de potenciais interessados e a análise das condições de mercado existentes;

c) A realização dos necessários estudos económico-financeiros de suporte ao lançamento da parceria;

d) A configuração de um modelo de parceria que apresente para o parceiro público vantagens relativamente a formas alternativas de alcançar os mesmos fins;

e) A conceção de modelos de parcerias que evitem ou menorizem, sempre que possível e salvo fundamentação adequada, a probabilidade da verificação de modificações unilaterais dos contratos determinadas pelo parceiro público ou quaisquer outros factos ou circunstâncias geradores ou potenciadores da obrigação de reposição do equilíbrio financeiro;

f) A clara enunciação dos objetivos da parceria, definindo os resultados pretendidos e permitindo uma adequada atribuição das responsabilidades das partes;


g) A garantia de que o estabelecimento da parceria deverá implicar uma significativa e efetiva transferência de risco para o setor privado;

Finalmente, no respeitante ainda à definição dos modelos legais e financeiros, não poderá deixar de sublinhar-se o rigor que deve existir na elaboração das peças concursais (com particular enfâse nos Cadernos de Encargos) dos procedimentos pré-contratuais a lançar com vista à adjudicação dos respetivos contratos, bem como na redação do clausulado desses mesmos contratos, em ordem à salvaguarda, entre outros, dos princípios da transparência e da estabilidade.

Neste particular, o incremento do rigor acarretará consigo uma muito menor litigância (seja na fase pré-contratual, seja na execução dos contratos), uma maior celeridade dos procedimentos e das adjudicações, e uma muito mais eficiente gestão dos contratos.

Quanto à liderança e à organização das empresas de transportes do Setor empresarial do Estado, e atendendo também às orientações vertidas no Plano Estratégico dos Transportes (PET) o rigor a observar respeitará, fundamentalmente e no imediato, às respostas a encontrar para os seguintes aspetos: i) qual o número adequado de administradores?; ii) quais as estruturas orgânicas a adotar?; iii) quais os níveis de chefias a adotar?; iv) quais os critérios para redução de quadros efetivos?.

Sabendo também que, nos dias de hoje, cada vez mais a importância para a boa gestão das empresas passa pela aposta e valorização da qualidade do seu capital humano, com especial enfoque na excelência técnica e na inteligência emocional.

Há, pois, em primeira instância (a montante das próprias respostas às questões supra), que dotar as empresas de dirigentes não só tecnicamente habilitados, como também conhecedores das estruturas empresariais do Setor e das tradicionais “gorduras” e constrangimentos das mesmas, com espírito de iniciativa, de missão e de salvaguarda do interesse público, capazes de reagir à adversidade e de motivar e envolver os seus colaboradores.

Esta é, na opinião de quem vive o Setor por dentro, a recomendação de fundo, que todos os atores direta ou indiretamente envolvidos nas reformas a implementar, deverão procurar observar.

O caminho não se afigura fácil, mas, pelo menos, certamente assim se evitarão muitos dos erros cometidos no passado.

Ainda que por vezes as evidências não o pareçam!
por: Jorge Dores

Transportes em Revista

India: PPP is not privatising water: Khurshid

New Delhi -  Water Resources Minister Salman Khurshid Monday said the government favours public private partnership (PPP) for water in a new policy, but it does not mean privatising it.

Replying to supplementaries in the Rajya Sabha Monday, Khurshid said the PPP mode was suggested in the new water policy, which is still under formulation, so that expertise and capital of the private sector can be utilised for public.

"New water policy encourages states to go for PPP, but it does not mean privatisation of water.
It is intended to use private goods for public good," Khurshid said.

He also said that water was already being provided under PPP in several cities, and it was for states to take the final decision.

The minister also informed the house that the new water policy gave first priority to agriculture for water.
"The policy is still under formulation though it is in advanced stage," he added.

IANS

EUA inauguram novos postos para pedido de visto no Brasil

Novas unidades começam a operar nesta segunda em SP, BH e Brasília.
Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre também terão atendimento ampliado.






Começam a funcionar nesta segunda-feira (7) os novos centros de solicitação de visto para os Estados Unidos instalados em São Paulo, Belo Horizonte (MG) e Distrito Federal. Na capital paulista, serão duas novas unidades.

A previsão é de que novos postos também sejam inaugurados em breve em Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Os postos vão funcionar de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, e aos domingos, das 13h às 18h. Serão dois endereços na capital paulista: um na Avenida José Maria Whitaker, 370, no bairro da Saúde, na Zona Sul; e outro na Avenida São Gualter, 308, no Alto de Pinheiros, Zona Oeste.
Em Minas, o posto de atendimento do Consulado dos Estados Unidos começa a operar nesta segunda-feira na Rua Maranhão, 310, bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul da capital.

Já em Brasília, quem quer renovar o visto para entrar nos EUA não vai mais precisar ir à embaixada. A entrega dos documentos será feita no posto de atendimento que funcionará no Venâncio 2000 e o atendimento deve durar, no máximo, 30 minutos. A expectativa, segundo a embaixada americana, é de que o atendimento passe de 1,2 mil pessoas por dia para 2,5 mil.

Mudanças no processo
Desde o dia 30 de abril, os pedidos de visto passaram a ser feitos em duas etapas. A primeira delas exige agendamento do pedido de visto via internet, pelo site http://brazil.usvisa-info.com. Os solicitantes vão receber um número para monitorar o seu pedido e saber se foi liberado, se está tramitando etc.
A partir deste ponto, a pessoa vai a um dos dois centros para entregar documentos, foto e recolher as dirigais, na data agendada.

Nem todos vão ter que passar pela segunda etapa, que consiste em uma entrevista com um vice-cônsul americano. Casos de renovação de visto de turismo e negócios vencidos há no máximo quatro anos, por exemplo, não exigem a entrevista, que é feita no consulado.
A criação dos postos de pedido de visto faz parte de um plano maior, para reduzir as filas e a espera para retirar o documento. A previsão do Consulado Geral dos EUA em São Paulo é diminuir as filas atuais, que duram três horas, para no máximo 30 minutos nos novos postos.
Taxa única
O solicitante passará a pagar uma taxa única pelo visto, de R$ 307,70 (US$ 160). O pagamento poderá ser feito por boleto gerado no site ou telefone, diferentemente do que ocorre hoje, em que é obrigatório pagar no Citibank com o passaporte. Quem for pedir visto também não precisa mais se preocupar em levar foto 5x7, que vai passar a ser tiradas no centro de atendimento, de graça.

Do G1, em São Paulo

Índustria dos concursos públicos movimenta cerca de R$ 50 bilhões por ano


O servidor Henrique Cossão de Souza coleciona números quando o assunto é concurso público. Aos 25 anos, participou de mais de uma dezena de processos seletivos, foi nomeado em oito deles e já trabalhou em quatro órgãos. Ele estuda ininterruptamente desde 2007, dois anos antes de se graduar em Direito.

Analista processual do Ministério Público da União (MPU) desde 2010, Henrique ainda não está satisfeito e almeja um salário maior do que os R$ 6,5 mil atuais. Por enquanto, o servidor aguarda o resultado do concurso do Senado e já tem outros planos caso não seja selecionado.

Assim como Henrique, em média, 30 milhões de pessoas se inscrevem para uma vaga em concursos públicos todo ano e tratam os estudos praticamente como uma religião. Eles compram apostilas, livros e tudo mais que acreditam possa facilitar o ingresso no setor público.

São candidatos que largam emprego, família, amigos, noitadas enquanto estudam para conquistar a esperada vaga. “Mesmo em épocas em que não estou focado em algum concurso continuo estudando cinco horas semanais”, diz Henrique.

Do Correio Brasiliense

Embratur intensifica promoção do país no exterior para atrair mais turistas


O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) está intensificando a partir deste ano o trabalho de promoção do país no exterior, visando a atrair os turistas estrangeiros, principalmente devido a megaeventos que vão ocorrer até 2016, como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. A previsão é que no ano da Copa (2014) visitem o Brasil 7,2 milhões de turistas, sendo que no ano passado estiveram no país 5,433 milhões de estrangeiros.

O presidente da Embratur, Flávio Dino, destaca que está previsto o trabalho de promoção do Brasil em 25 feiras internacionais este ano. "São eventos onde os expositores levam seus produtos para serem vendidos na indústria turística de outros países, por isso o Brasil faz presença para apoiar a comercialização do turismo interno."

Com o Ministério do Turismo, a Embratur vai participar ainda de 14 eventos em 13 mercados, além de outras ações por meio de parcerias que desenvolve com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). 

A Embratur apoia financeiramente o MRE em promoções culturais no exterior, repassando recursos para embaixadas, segundo Flávio Dino. As campanhas de publicidade e a utilização da mídia digital como veículos de divulgação entram também com destaque na rotina do instituto, que era antes denominado Empresa Brasileira de Turismo.

Para Flávio Dino, o país vive “uma boa situação, ao conjugar democracia política, crescimento econômico e distribuição de renda, e tem uma boa posição no mundo na atualidade”. “Junto a esses fatores, a situação cambial ajuda muito também [a incrementar o turismo]”, destacou.

O Ministério do Turismo e a Embratur trabalham também para melhorar a preparação do país para receber os turistas, com a realização de cursos destinados a operadores da área. Segundo Flávio Dino, no exterior, um foco importante é que o Brasil "seja visto por todas as potencialidades que oferece e não apenas pelos recursos naturais que atraem a atenção do mundo”. “Isso é feito com o treinamento de operadores que comercializam o produto final para o Brasil."

As maiores queixas dos turistas consultados se referem à situação das estradas brasileiras, às deficiências de sinalização e à mobilidade urbana. A ampliação de voos internacionais é outro ponto que está na agenda do Ministério do Turismo e da Embratur. Para isso, está sendo desenvolvido um programa de incentivo a voos fretados, já tendo sido lançado edital para fazer contratações. “Quanto mais oferta de assentos, menores serão os preços, atraindo mais visitantes.”

O orçamento do instituto, incluindo os contingenciamentos anuais, vem oscilando em torno de R$ 200 milhões ao ano, mas conta com suporte do Ministério do Turismo, o que garante resultados importantes. O turismo é um setor movimentado especialmente pela iniciativa privada, lembra o presidente da Embratur. “O governo apenas formula políticas, mas na ponta está o empresariado, por isso é importante o trabalho de apoio institucional para otimização dos resultados.”

O setor mostra mundialmente uma característica predominante de fluxo intrarregional. “O europeu costuma viajar mais dentro da Europa [83% das viagens], e na América do Sul também se verifica essa tendência”, ressaltou Flávio Dino. Cerca de 50% do turismo brasileiro são provenientes do próprio continente. Flávio Dino acredita que é possível aumentar os números da região para o Brasil.

Ele prevê que vai aumentar muito o fluxo de turistas da América do Sul para o Brasil em 2014, pois a última Copa no continente ocorreu em 1978, na Argentina. Os países vizinhos deverão ter cinco ou seis seleções na Copa, por isso deverão vir muito mais turistas em 2014, por causa da tradição do futebol e de outros traços culturais da região.

Da Agência Brasil

Governo quer mudar a impressão de que ir a museu é chato


Governo quer mudar a impressão de que ir a museu é chato

06/05/2012 - 10h17
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Ir ao museu pode parecer um programa chato e pouco atraente para muitas pessoas.
O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, Gilberto Nascimento Júnior, admitiu à Agência Brasil (ABr) que a queixa é procedente. “Sinceramente? [Acho] que essas pessoas têm razão. Há vários museus que são muito chatos”.

Para mudar essa impressão será realizada, de de 16 a 20 de maio, a 10ª Semana dos Museus que envolve 1.114 instituições culturais em todo o país com a programação de 3.420 eventos, que vão desde visitas guiadas até apresentações de filmes e espetáculos.

A seguir, os principais trechos da entrevista de Nascimento à ABr.


ABr – É comum ouvir de algumas pessoas que ir ao museu é chato e pouco atraente. Quando o senhor escuta isso, o que lhe vem à mente?


Gilberto Nascimento Júnior – Sinceramente? [Acho] que essas pessoas têm razão. Há vários museus que são muito chatos. Existem vários museus que têm de ser repensados. Mas esse quadro tem melhorado. As instituições culturais têm revisto muitos aspectos e a questão sempre está em debate. Em 2012, completamos dez anos de [novas] políticas de infraestrutura de museus destinada a mudar um conjunto de situações.


ABr – Em geral, a queixa dos que atuam na área cultural é sobre a falta de investimentos. A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse que o orçamento de cerca de R$ 2 bilhões para este ano é o maior da história recente, mas o senhor acredita que ainda é insuficiente?


Nascimento – Infelizmente ainda não se compreendeu no país que investir em cultura deve estar entre as prioridades. Não há países com grandes economias que não investem em cultura. Precisamos, todos, aprender a enxergar a cultura de outra forma. O Brasil é a sexta economia mundial; graças aos esforços coletivos conquistamos mais igualdade social e a inclusão tem ocorrido, mas é preciso avançar.


ABr – É visando o que o senhor chama de “repensar” e “recriar” que ocorrerá a 10ª Semana dos Museus em todo o país?


Nascimento – Exatamente. A 10ª Semana dos Museus, cujo tema é Museus em um Mundo em Transformação: Novos Desafios, Novas Inspirações, pretende incentivar cada vez mais as pessoas para que conheçam e gostem da vida cultural. A programação envolve 1.114 museus e instituições culturais em todo o país em 3.420 eventos. São visitas guiadas, apresentações de filmes e espetáculos. O brasileiro sempre teve interesse em cultura, mas não tinha condições de vivenciar isso, agora com as novas políticas culturais essa situação tem sido modificada.


ABr – Dá para reverter uma má experiência com museus, por exemplo, a pessoa foi e não gostou?


Nascimento – São essas pessoas também que estão entre os nossos convidados da 10ª Semana dos Museus. Meu apelo é: mesmo aqueles que fizeram uma má visita a um museu, que por uma ou outra razão não gostaram, por favor, voltem e tentem novamente. Vale a pena. Vamos tentar e comemorar os dez anos de novas políticas culturais no país.


ABr – O Ibram dispõe de informações que as pessoas estão se interessando mais para ir aos museus e consumir cultura de forma geral?


Nascimento – Sim. O brasileiro sempre gostou de arte. Por exemplo, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no Rio de Janeiro está entre as 12 instituições [culturais] mais visitadas no mundo. O interesse do brasileiro pela área cultural como um todo vem melhorando, o que inclui o consumo por cultura. Imagine quanto um trabalhador que tem família – mulher, marido e dois filhos, por exemplo – gasta para consumir cultura? É um custo alto. Os nossos esforços agora são para baratear cada vez mais e garantir que o brasileiro tenha mais acesso [à vida cultural]. Esse é um dos nossos desafios.


ABr – Consumir cultura também estimula um lado negativo que é o relacionado ao roubo de peças
dos museus, volta e meia há relatos sobre isso. Como lidar com esse mercado negro?


Nascimento – Trabalhamos em parceria do Ibram com a Receita Federal e a Polícia Federal. Há um Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos por meio do qual estão registradas as obras e peças que não se encontram nas [respectivas] instituições. Qualquer um pode denunciar. Tentamos montar uma espécie de cadeia nacional de segurança para poder evitar e conter esses episódios [relativos aos roubos]. Existe ainda um trabalho de conscientização e integração com as polícias estaduais. Nada disso pode ser isolado.


Edição: Graça Adjuto
Agência Brasil

Piauí e Espanha firmarão parceria na área energética





Parceria será via Cener, fundação pública referência mundial em relação à tecnologia para obtenção de energia limpa

O Governo do Piauí e a Espanha, através do Ministério da Indústria e do Governo de Navarra, firmarão parceria técnica na área de energias renováveis. Nesta sexta-feira, 4, no Palácio de Karnak, o secretário estadual de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, Luiz Gonzaga Paes Landim, reuniu-se com representantes do Centro Nacional de Energias Renováveis (Cener), ligado ao Governo espanhol, para tratar sobre a parceria. O Cener é uma fundação pública e referência mundial em relação à tecnologia para obtenção de energia limpa.

O Piauí será o primeiro estado brasileiro a firmar parceria com a fundação. “Esse pioneirismo se deve ao fato de o governador Wilson Martins ter visitado a sede do Cener, juntamente com uma comitiva do Governo Brasileiro, cerca de dois anos e meio atrás. A partir daí, estreitou-se a relação com o Estado. Além disso, o Piauí tem grande potencial, especialmente na área de energia eólica, termossolar e biomassa”, comentou Eduardo Aznar, gerente de Desenvolvimento de Estratégias e Negócios do Cener.

Inicialmente, essa parceria deve levar à confecção de um mapa energético do Piauí, além de mapas específicos, como os de radiação solar e potencial eólico. Em segundo momento, deve ser elaborado um estudo de viabilidade de instalação de um centro de energias renováveis no Estado.
“Temos interesse máximo de atuar no Brasil. Somos um centro tecnológico com atuação nos cinco continentes, e nossa parceria com o Piauí deverá envolver a transferência de tecnologia, formação de pessoal, realização de fóruns e jornadas, realização de estudos personalizados”, detalhou Eduardo Aznar.

“O Piauí tem um grande potencial na área de energias renováveis. Com o crescimento da demanda energética, aproveitar esse potencial para produção de energia solar, energia eólica, biomassa é uma ótima alternativa”, afirmou Paes Landim, ressaltando que o governador Wilson Martins (que encontra-se em viagem oficial à região Norte do Piauí) é um grande entusiasta do setor, especialmente pela possibilidade de ampliar a matriz energética do estado de forma eficiente e sustentável.

Fonte: Governo do Estado do Piauí

Pernambuco anunciará montadora de caminhões. Investimentos devem superar R$ 1bi



20120505-224124.jpg
REUNIÃO ENTRE O GOVERNADOR EDUARDO CAMPOS E OS EXECUTIVOS DO SHAANXI AUTOMOBILE GROUP, NA CHINA, NA PRÓXIMA SEMANA, DEVERÁ SELAR A IMPLANTAÇÃO DE UMA UNIDADE FABRIL DA MARCA SHACMAN; INVESTIMENTOS DEVERÃO CHEGAR A US$ 600 MILHÕES

Após vários meses de negociação, o Governo do Estado e o Shaanxi Automobile Group (SAG) parecem ter chegado a um acordo para a implantação de uma nova fábrica de caminhões pesados da marca Shacman no Estado. O investimento, antecipado pelo PE247 ainda no ano passado, é estimado em US$ 600 milhões em função da empresa já ter iniciado suas operações no mercado nacional, através de uma central de importação de veículos e peças localizada no Porto do Recife.

O martelo deverá ser batido oficialmente na próxima quinta-feira (10), durante reunião entre o governador Eduardo Campos e os executivos do SAG, na sede da empresa em solo chinês.

O longo período de negociação para a concretização do negócio se deu por conta do interesse dos chineses em construir uma unidade fabril sob um regime diferenciado de tributação. A empresa entendia que, com a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na casa dos 30%, seria mais vantajoso importar do que fabricar seus veículos no Brasil. Para o SAG, o ideal seria uma alíquota de 5% e um escalonamento do índice de nacionalização dos veículos de 65% em um período de até seis anos.

Além do investimento de US$ 600 milhões, a nova unidade fabril da Shacman deverá gerar cerca de 2 mil empregos diretos quando a planta entrar em operação, por volta de 2013. A nova fábrica do SAG estava sendo disputada também pelos Estados de Alagoas, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo.

As atividades da central de distribuição da Shacman no Porto do Recife, que são gerenciadas pela trade Comexport, movimentam cerca de 100 caminhões/mês. O preço médio de cada unidade importada chega a um preço médio de R$ 200 mil.

O governador Eduardo Campos aproveitará sua estadia na China para tentar prospectar outros negócios para Pernambuco. Durante viagem de cinco dias, que será iniciada hoje (5), o gestor terá uma pesada agenda administrativa que inclui visita a fábricas, reunião com empresários e encontros oficiais em Pequim e nos estados de Hebei e Shaanxi.

Gilberto Prazeres e Paulo Emílio _PE247

Transpetro deverá receber quatro navios até dezembro



20120506-172110.jpg

A Transpetro espera receber até o final deste ano quatro navios encomendados no âmbito do programa de renovação da frota da Petrobras, disse nesta sexta-feira o Presidente da subsidiária da estatal, Sérgio Machado.

Como parte do programa que envolve a encomenda de 49 embarcações com investimentos de pelo menos R$ 10 bilhões, a Petrobras recebeu no ano passado navio de produtos Celso Furtado, construído pelo estaleiro Mauá. O cronograma oficial prevê a entrega de todas as embarcações até 2016.

A companhia espera que o petroleiro João Cândido, tipo Suezmax, de grande porte, seja entregue pelo estaleiro Atlântico Sul (EAS) no próximo dia 25. O segundo navio de produto, Sérgio Burque de Holanda, deverá ser entregue pelo Mauá em junho e outros dois – um dos quais poderá ser de grande porte – até dezembro, de acordo com Machado.

Para julho, a estatal aguarda o lançamento de outro navio de grande porte, o Zumbi dos Palmares. O João Cândido, encomendado ao EAS, levou mais tempo que o previsto para ficar pronto após seu lançamento em maio de 2010, o que despertou críticos da política de conteúdo nacional do Governo brasileiro.

Este navio vai ser entregue a partir do dia 25 e todos que achavam que não ía navegar… estão convidados… Reconheço que houve erro … foi um aprendizado, mas saímos da inércia e agora vamos buscar mais competitividade”, afirmou Machado, ao participar de palestra em evento no Rio.

O estaleiro EAS enfrentou problemas entre os sócios que culminaram com saída de um deles, a coreana Samsung. Camargo Correa e Queiroz Galvão agora buscam um novo sócio com conhecimento tecnológico para substituir o grupo coreano – o que aliás é uma exigência da Petrobras em contrato. “Nosso problema hoje está em gestão, não em chão de fábrica”, disse o Presidente da Transpetro.

O EAS venceu concorrência para construir 22 navios da Petrobras, num total de US$ 3,1 bilhões. Além disso, a Petrobras, via Sete Brasil, contratou sete sondas de perfuração ao mesmo estaleiro instalado em Pernambuco, em outra encomenda avaliada em US$ 4,6 bilhões.
O
 programa de renovação da frota da Petrobras e as encomendas bilionárias de plataformas de petróleo à indústria nacional, feitas a partir do Governo Lula, revitalizaram o setor, que havia sido desmontado na década de 80 perdendo espaço para fabricantes mais fortes como a Coreia.

Além destes navios contratados ao EAS, e os de produtos ao Mauá, a Transpetro encomendou três navios tipo bunkers ao estaleiro Superpesa, no Rio, oito navios gaseiros ao STX Promar, e está em fase final de contratação de oito embarções de produto ao grupo Eisa.

REUTERS

Seguidores