sexta-feira, 13 de abril de 2012

Força Aérea dos EUA chama Embraer e Hawker para licitação

De acordo com a nota, "a Força Aérea espera publicar os termos da licitação até o dia 30 de abril"
©AFP / Ho
Três aviões Super Tucano da brasileira Embraer, voando sobre o oceano Atlântico

A própria Força Aérea americana tinha anunciado, no final de fevereiro, o cancelamento de um contrato no valor de 380 milhões de dólares para a compra de 20 Super Tucanos

Washington - A Força Aérea americana anunciou nesta sexta-feira que vai convocar a fabricante brasileira de aeronaves Embraer e a americana Hawker Beechcraft para uma nova licitação para a compra de aviões para serem utilizados no Afeganistão.

A própria Força Aérea americana tinha anunciado, no final de fevereiro, o cancelamento de um contrato no valor de 380 milhões de dólares para a compra de 20 Super Tucanos do consórcio Embraer-Sierra Nevada, depois de uma ação legal da rival local Hawker Beechcraft Corp, algo que irritou as autoridades brasileiras.

Comandantes da instituição vão se reunir na terça-feira, dia 17 de abril, com representantes de ambas as companhias separadamente, para rever detalhes sobre os termos da licitação, segundo um comunicado.

De acordo com a nota, "a Força Aérea espera publicar os termos da licitação até o dia 30 de abril".

A anulação do contrato com a Embraer ameaça, por sua vez, prejudicar os interesses da americana Boeing na licitação lançada pelo governo brasileiro para a compra de 36 caças, por um total de 5 bilhões de dólares, na qual competem o Rafale da francesa Dassault, e o Gripen da sueca Saab, além do próprio F-18 da Boeing.

Anuário Socioeconômico de Pernambuco 2011 é lançado no Recife




Nesta sexta-feira, 13 de abril, a SMF|TGI Editora, que mensalmente produz a Revista Algomais, inicia a distribuição do Anuário Socioeconômico de Pernambuco 2011.

Esta segunda edição do Anuário foi desenvolvido pela Signo Comunicação, com participação dos historiadores Mario Ribeiro e Carlos André Silva de Moura e dos jornalistas Pedro Ivo Bernardes, Kássia Alcântara e Bruna Cruz, o anuário identifica os cenários geográfico, econômico, cultural e histórico das 12 microrregiões de Pernambuco – incluindo o Arquipélago de Fernando de Noronha, trazendo dados atualizados referentes ao exercício de 2011.

A publicação faz um passeio pelos municípios que se destacam, buscando privilegiar a diversidade do estado. Na temática histórico-cultural a publicação aborda as festas e manifestações populares. 

Já na abordagem do cenário econômico traz informações sobre investimentos, vocação produtiva, alternativas e soluções que estão sendo aplicadas para o desenvolvimento de Pernambuco. Ao final do Anuário é possível consultar a estrutura dos poderes executivo, legislativo e judiciário, além de um índice com municípios e prefeitos do estado.

São dez mil exemplares, em papel couche e lombada quadrada, distribuídos para formadores de opinião como empresários, executivos, políticos, jornalistas e órgãos de classe. O Anuário Socioeconômico de Pernambuco 2011 conta com um novo projeto gráfico desenvolvido pelo designer João Paulo Angelim. A publicação adota uma linguagem visual que contempla o moderno e o regional a partir das cores, tipografia e segmentação da informação.


DESTAQUE - Na Região Metropolitana do Recife, é citado o crescimento da construção civil, bem como para a ampliação do Porto Digital. O Cluster de TI passa a englobar o bairro de Santo Amaro, além do Bairro do Recife. Em Suape, o movimento de cargas do Tecon Suape cresceu 35% em relação ao ano anterior, dando uma amostra da manutenção do ritmo de crescimento da economia do estado. Ainda na RMR, o Anuário apresenta detalhes sobre a implantação da Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata. Em Igarassu, revelamos um pouco sobre a igreja mais antiga do Brasil.


Na Mata Norte o anuário mostra os indicativos da verdadeira transformação econômica por qual passa a Região, com a mudança do perfil, historicamente ligado à cana-de-açúcar, para a indústria. Duas novas cadeias econômicas estão em desenvolvimento em Goiana: farmacoquímica e automotiva. No aspecto cultural o destaque fica com a Batalha das Heroínas de Tejucupapo, revivida anualmente em um espetáculo com cerca de 200 mulheres da região; o Maracatu de Baque Solto em Nazaré da Mata; as obras do artesão Zé do Carmo, patrimônio vivo de Pernambuco; e a culinária local, como o queijo com mel de engenho.


Na Mata Sul, que também passa por um forte processo de industrialização, bastante influenciada por Suape, ainda é mantida forte atividade ligada à cana-de-açúcar. Destaca-se a indústria de bebidas e alimentos (principalmente em Vitória). O Anuário registra o reduto quilombola em Palmares, que também é terra de grandes poetas que deixaram um legado para a literatura pernambucana, como Ascenso Ferreira. No tempo festivo, destaque para o Carnaval de Vitória, com a rivalidade entre os clubes carnavalescos que tem nomes de bichos. Além das comemorações do Dia de São José e a preparação para o plantio do milho.

No Agreste Setentrional, o Polo da moda alavanca a economia local, garantindo emprego e renda para aproximadamente 150 mil pessoas. O Moda Center Santa Cruz, em Santa Cruz do Capibaribe, recebe cerca de 100 mil pessoas por semana. No Agreste Central, o crescimento exponencial da indústria e do comercio de confecções, em grande parte, acelera o desenvolvimento de outros segmentos como o de serviços e construção. Além do potencial turístico das cidades que chegam a dobrar de população na Semana Santa e no São João. Ênfase para o Carnaval de Bezerros, que é o terceiro maior polo carnavalesco de PE, e em Caruaru o Alto do Moura, que é considerado pela UNESCO como maior centro de artes figurativas da América Latina. Já no Agreste Meridional, o turismo e pecuária leiteira são o forte da região, que recentemente passou a abrigar diversas indústrias de laticínios começando a se consolidar como polo da indústria de alimentos.

Porta de entrada para o Sertão, o Sertão do Moxotó tem como destaque Arcoverde com seu expressivo polo educacional. Na cidade de Custódia, atualmente, cerca de 50% das vagas formais de trabalho estão nas obras da transposição. A agricultura familiar também é um forte da região, com destaque para Inajá e a produção de Melancia, tomate, feijão e melão. Já nz Região vizinha, Sertão Itaparica, a Economia local gira em torno do Lago de Itaparica. Em Petrolândia, 4º PIB per capita de PE, está instalada a Hidrelétrica Luiz Gonzaga. A cidade também tem destaque no turismo subaquático onde pode ser visitada a antiga cidade alagada para a construção da barragem.

No Sertão do Pajeú encontramos uma economia baseada na avicultura, pequenas indústrias e turismo. Na agricultura, além do milho e feijão, a região cultiva cana-de-açúcar em cerca de 100 engenhos que produzem mel, rapadura e cachaça. Apesar de não fazer parte da área onde estão sendo realizadas grandes obras estruturadoras como a transposição e a transnordestina, a região concentra grande demanda na área da construção civil. Em 2011, um dos principais aquecedores da economia local foi o a construção de moradias do Programa Minha Casa Minha Vida e que deixa recursos no comércio de material de construção, além de contratar mão de obra local. No turismo Triunfo é a cidade de maior expressão, com grande destaque para a arquitetura. Já São José do Egito e Tabira são redutos de poetas e repentistas.

A Transnordestina tem mudado o cenário do Sertão Central. A economia local, tradicionalmente baseada na agropecuária e apicultura, vem abrindo espaço para o cimento e o ferro. O município de Salgueiro concentra a maior parte da indústria, comércio e unidades de serviço da microrregião e será o eixo da Plataforma Logística Multimodal. O polo gesseiro movimenta a economia do Sertão do Araripe. A cadeia do gesso garante 13.200 empregos diretos e aproximadamente 66 mil indiretos. O escoamento da produção da região deve ser bastante beneficiado com a implantação da Transnordestina. Em Exu, onde nasceu Luiz Gonzaga, fica o Parque Aza Branca onde a memoria do artista é preservada em fotografias, textos, vídeos, entre outros.

No Sertão do São Francisco se desenvolve o polo da vitivinicultura pernambucana. A agricultura irrigada permite a produção de uvas tanto para consumo como para a produção de vinhos. Porém a principal cultura em área plantada é a manga com uma produção de aproximadamente 150 mil toneladas por ano.

Algo Mais

RS: Mais investimentos nos parques tecnológicos



Raupp (D) esteve na Unisinos


Da Agenda – O ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, esteve em Porto Alegre nesta sexta-feira, 13/4.

Na visita anunciou o pagamento de R$ 13,9 milhões referentes a emendas parlamentares de 2009 para os parques tecnológicos de Novo Hamburgo, Lajeado, Santa Cruz e Pelotas. Cada um deles irá receber R$ 3,4 milhões.

O ministro também ambém anunciou a aplicação de R$ 15 milhões na construção da primeira fase do Instituto de Semicondutores, em São Leopoldo, até o final do ano, em sua visita à Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). No local, ele conheceu a empresa HT Micron, primeira fábrica gaúcha de semicondutores em escala industrial.

O secretário da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT), Cleber Prodanov, afirmou que este foi o primeiro contato público do ministro com as universidades do Estado, representadas por cerca de 20 dos 25 reitores de instituições de ensino superior gaúchas.

- A expectativa se confirmou, já que tínhamos a aprovação do projeto do Instituto Tecnológico de Semicondutores da Unisinos (IT Chip) – disse Prodanov.

Com informações do Governo do Estado

Virgin lança campanha no Chile, mas já de olho no Brasil

Com entrada prevista no país para o início de 2013, a Virgin fecha acordos para desafiar Vivo, Claro, Oi e TIM


Campanha da Virgin Mobile: orientada para o público jovem, que não faz conta do conteúdo ousado (Foto: Reprodução internet)


A Virgin Mobile inicia sua ofensiva para ganhar os corações e as ligações dos jovens chilenos a partir deste final de semana e se prepara para aportar no Brasil no início de 2013.

A operadora britânica, que funciona em parceria com a Tribe Mobile na América Latina, tem uma estratégia concentrada no consumidor jovem para crescer na região.

Apostando em pacotes de dados, aplicativos, jogos e mídias sociais, a Virgin pretende desafiar as empresas que dominam o mercado e deixar sua marca. E avisa que no Brasil não será diferente.

Phil Wallace , presidente da Virgin Mobile Latin America: "Quatro Golias contra um David" (Foto: Divulgação)

O pré-lançamento ocorreu há uma semana. “Estamos muito entusiasmados com a procura online”, afirma Phil Wallace, presidente da Virgin Latin America. Sem falar em números (“somente no final de maio”), com exceção do investimento e US$ 300 milhões até 2015, ele acredita que o fato de a companhia ter uma abordagem direta junto ao consumidor lhe dá uma vantagem frente às outras. “Nós achamos que podemos ser bem-sucedidos nesse cenário porque somos muito focados, diretos e claros no que fazemos”, diz Wallace.

Com presença em oito países, a Virgin utiliza basicamente a mesma estratégia de se concentrar nos consumidores de 18 a 34 anos. E, como reconhece Phil Wallace, se por um lado a segmentação traz a desvantagem de deixar a empresa restrita a um nicho, por outro lado, a estratégia permite que a empresa faça campanhas bastante direcionadas, como é o caso da campanha de mídia chilena, criada pela agência Euro RSCG.

“Ela vai na seguinte linha: ou você gosta ou não”, diz o executivo. Nos testes, a aprovação na faixa etária alvo ficou perto de 95%. O grande teste começa hoje com a veiculação em TV e nas mídias sociais. Ao mesmo tempo, a Virgin garante visibilidade em 80% dos pontos de venda de aparelhos celulares.

+ Leia também: Branson adia voos para Brasil, mas declara interesse em telefonia móvel
Virgin Mobile faz propaganda de pacotes de textos ilimitados: linguagem direta e que já rendeu muita polêmica (Foto: Reprodução internet)



A chegada ao Brasil

A Virgin trabalha dentro do pacote produto-preço-serviço para ganhar clientes na América Latina. “Conseguimos fazer isso com sucesso nos países em que operamos”, diz Wallace. A companhia se apoia em muita pesquisa para fazer sua entrada no Brasil (“estamos no meio desse processo”), que corre paralelamente à definição de uma rede no país.

A Virgin associou-se à Datora Telecom, que pertence ao grupo Porto Seguro, para estabelecer-se como operadora móvel virtual (MVNO). O plano é adquirir linhas de outras operadoras. A Datora é associada com a TIM e usa tecnologia Ericsson. A Virgin irá concluir sua negociação em um ou dois meses. “Após a conclusão desse processo, seremos capazes de chegar ao mercado em nove meses”, diz Wallace.

O desafio da Virgin é aportar em um país com mais de 247,6 milhões de linhas ativas de telefonia móvel, segundo os dados da Anatel de fevereiro de 2012. Os serviços de banda larga móvel praticamente dobraram em 2011, saltando de 20,6 milhões de acessos em 2010 para 41,1 milhões no ano passado.

Para 2012, a projeção das empresas é de que os acessos móveis de banda larga atinjam 73 milhões de pontos, número que deverá avançar para 124 milhões em 2014. E quem mais utiliza esses serviços são os jovens.

A Virgin é uma das maiores operadoras de telefonia celular no Reino Unido (Foto: Reprodução internet)


“Será um mercado muito competitivo e estamos conscientes de como vamos desenhar e comunicar nossos produtos porque as quatro empresas que já operam no mercado são muito grandes. A dinâmica competitiva ficará muito interessante com a nossa entrada. Serão quatro Golias contra um David, mas achamos que podemos ser bem-sucedidos”, afirma Phil Wallace.

A Virgin Mobile Latin America já recebeu aprovações regulatórias para atuar também no México e no Peru. Criada pelo empresário inglês Richard Branson, a companhia está presente na Austrália, Canadá, França, Índia, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos, totalizando mais de 15 milhões de assinantes no mundo.




Época Negócios

Governo recebe licença prévia para instalar Linha 4 do metrô no Rio

Obra no trecho Ipanema-Gávea deve começar no 1º semestre de 2012.
Previsão é ligar Zonal Sul à Barra da Tijuca até dezembro de 2015.





Onze meses depois de ser pedida, a licença prévia para as obras da Linha 4 do metrô, responsável pelo trecho Ipanema-Gávea, saiu nesta sexta-feira (13), em decisão da Comissão Estadual de Conservação Ambiental (Ceca). De acordo com o governo, as intervenções devem começar no primeiro semestre de 2012.

A linha, que está prevista para ficar pronta em dezembro de 2015, vai ligar a Zona Sul do Rio de Janeiro à Barra da Tijuca, na Zona Oeste. O governo estima transportar 300 mil pessoas por dia, com a consequente retirada de cerca de 2 mil veículos por hora nos horários de pico.


Polêmica

No entanto, a construção da linha ainda desperta questionamentos e críticas tanto em relação ao trajeto, quanto em relação aos impactos causados pela obra. “Nós não concordamos com a aprovação dessa linha. A sociedade foi ouvida e rejeitou. É essa a situação atual e a luta vai continuar”, afirmou a vereadora Andrea Gouvêa Vieira em entrevista ao RJTV.

As associações de moradores também reclamam e chegaram a citar um parecer do Ministério Público que aponta omissões, inconsistências e incorreções em um estudo ambiental, o que impediria a correta avaliação dos impactos causados pelo projeto.

De acordo com o projeto do governo, a ligação com a Barra da Tijuca será uma extensão da Linha 1, que hoje vai até a estação General Osório, em Ipanema, na Zona Sul. Serão construídas novas estações em Ipanema, no Leblon, na Gávea e em São Conrado, na Zona Sul, e outras no Jardim Oceânico e na Barra, na Zona Oeste.

Apesar do trajeto aprovado, as associações de moradores defendem que a Linha 4 comece na estação da Carioca, no Centro, e passe por Laranjeiras, pelo Morro Dona Marta, Humaitá, Jardim Botânico e pela Gávea, de onde seguiria para a Barra.

Além da licença prévia, para o início das obras também é preciso que seja aprovada a licença dos canteiros de obras, que deve sair em um mês.

“Nessa fase, nós ainda vamos ter oportunidade de melhorar o projeto, amadurecer mais o projeto, e reduzir ainda mais os impactos ambientais que o projeto pode trazer pra cidade”, afirmou a presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Marilene Ramos, ao RJTV.

Do G1 RJ

Governo capixaba lança PPP de R$ 390 milhões para saneamento


RIO - A Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), pertencente ao governo do Estado, abriu nesta sexta-feira a consulta pública do edital de uma Parceria Público-Privada (PPP) com o objetivo de investir R$ 390 milhões no saneamento do município de Serra, o mais industrializado da região da Grande Vitória.

O lançamento do edital está previsto para o final de maio e o leilão para a escolha dos parceiros deverá ocorrer em julho, no pregão da BM&F Bovespa, em São Paulo.

De acordo com informações da Cesan, a meta é alcançar 95% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto até 2021. Atualmente a cidade, de 409,2 mil habitantes (Censo 2010) tem 60% de cobertura de coleta. O consórcio ou empresa vencedora do leilão terá contrato de concessão de 30 anos.

O estudo de viabilidade da PPP foi desenvolvido pela Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), empresa que atua em cooperação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no desenvolvimento de projetos, especialmente de PPPs.

Em Vitória, capital capixaba, estão em andamento as obras com o objetivo de alcançar 100% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto ainda neste ano.

O objetivo inicial era atingir a meta no ano passado. Atualmente Vitória tem 63,3% de coleta e 56,9% de tratamento de esgoto. A Cesan investiu no ano passado R$ 230 milhões na sua área de cobertura (52 dos 78 municípios do Estado) e planeja investir R$ 241 milhões neste ano.

(Chico Santos | Valor)
Valor OnLine

Fortaleza: Obras do Acquário são retomadas


As obras haviam sido paralisadas após requisição de estudo arqueológico
Divulgação

As obras do Acquário do Ceará foram retomadas nesta sexta-feira (13). De acordo com a Secretaria de Turismo do Estado (Setur), a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jussara Peixoto, entrou em contato com o secretário Bismarck Maia para avisar que os estudos no local estavam encerrados. Bismarck pediu o início imediato dos trabalhos na área.

A construção do empreendimento foi parada no dia 22 de março, após o Iphan ter requisitado um estudo arqueológico no terreno onde se realizariam as obras.

O impedimento foi posto em vigor porque o Iphan não havia recebido estudo arqueológico referente ao empreendimento, o que tornava a Licença de Instalação emitida pela Semace incompleta.


Embargo

O Ministério Público Federal enviou uma recomendação à Setur no dia 29 de março com um embargo à construção do Acquario até que os estudos arqueológicos fossem feitos e aprovados pelo Instituto.

Diário do Nordeste Online

Vale e Petrobras assinam protocolo para projetos em conjunto


Os presidentes da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, e da Vale, Murilo Ferreira, assinaram na tarde desta sexta-feira protocolo de intenções para desenvolver "projetos conjuntos" nas áreas de potássio, fertilizantes nitrogenados, termelétrica, óleo, gás, biodiesel e logística.

"O protocolo tem como objetivo estudar a viabilidade técnico-econômica dos projetos de interesse comum entre o Sistema Petrobras e a Vale, estabelecer as premissas negociais para os diferentes projetos e estudar as soluções jurídicas para estruturar os projetos", diz a estatal em nota.

Segundo a Petrobras, os estudos a serem realizados pelas duas companhias vão culminar com a elaboração de um plano de trabalho conjunto, com "cronogramas compatíveis, alinhados e contendo o detalhamento das atividades."

O protocolo de intenções foi assinado nesta sexta-feira após reunião de mais de três horas entre os presidentes, diretores e gerentes das duas empresas, na sede da Petrobras, na qual os executivos verificaram o andamento dos projetos.

"Ao final, Graça Foster [Petrobras] e Murilo Ferreira [Vale] manifestaram otimismo no que diz respeito à execução de todas as iniciativas, indicando, de cada lado, os responsáveis pelo acompanhamento de cada projeto", diz a nota.

Folha SP

Pernambuco: Eduardo Campos diz não a termoelétrica movida a óleo diesel


Peu Ricardo/Folha de Pernambuco

O governador Eduardo Campos afirmou nesta sexta-feira (13) que enviou um estudo para o Grupo Bertin, no qual comunica a empresa que só aceitará a construção da usina termoelétrica no complexo industrial de Suape, se esta for movida a gás natural, em vez de óleo diesel, como está no projeto inicial. “Ou faz a gás ou não tem licença para fazer”, declarou Campos.

Anunciada em setembro de 2011, a implantação do complexo que ainda contaria com um terminal de armazenagem de granéis líquidos, que comportaria o óleo utilizado na usina.

O investimento do Grupo Bertin através da Star Energy Participações estava previsto em R$ 2 bilhões e geraria 4 mil empregos durante a implantação e 500 postos diretos e 2 mil indiretos.

GERALDO LÉLIS, do FolhaPE

SP: Holanda mostra projetos bem-sucedidos de gerenciamento de resíduos sólidos



Em seminário na Fiesp, representantes holandeses compartilharam experiências que deram certo em seu país e que podem ser aproveitadas no Brasil




O setor de reciclagem pode ser uma excelente oportunidade de negócios para os empresários brasileiros. Pelo menos essa é a opinião do coordenador sênior da NL Agency, Herman Huisman, que participou nesta terça-feira (10/03) do Seminário Internacional de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, realizado na Fiesp. O evento contou com a participação de empresários e representantes do governo da Holanda, referência mundial na adoção de práticas de gestão de resíduos.

De acordo com Huisman, a criação de um mercado para produtos recicláveis tornaria o setor lucrativo e mais atrativo para os empresários, contribuindo para a ampliação dos projetos de coleta seletiva. Além disso, o executivo da NL defendeu a redução dos aterros sanitários. "Os aterros sanitários deveriam ser menos atrativos e mais caros. Desta forma, somente os resíduos recicláveis seriam destinados a este espaço", sugeriu.


Huisman considerou ambicioso o prazo estabelecido pelo governo brasileiro para o cumprimento da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), que entrará em vigor em 2014. "O tempo é bastante limitado para que vocês possam atingir os altos objetivos estabelecidos pela lei. É uma tarefa bastante difícil. Todas as cidades e Estados deverão ter elaborado um plano de resíduos sólidos neste verão, uma transição bastante audaciosa", avaliou.

Experiência bem-sucedida

A ministra de Infraestrutura e Meio Ambiente do Reino dos Países Baixos, Melanie Schultz van Haegen-Maas Geesteranus, compartilhou os avanços que seu país promoveu nos últimos 40 anos no gerenciamento de resíduos sólidos, a partir da criação de um projeto nacional que proporciona a elaboração de políticas ambientais eficientes e o surgimento de novas tecnologias. Hoje 80% dos resíduos sólidos holandeses são reciclados.


Melanie Schultz van Haegen-Maas Geesteranus, ministra de Infraestrutura e Meio Ambiente do Reino dos Países Baixos
“O Brasil experimentou um grande desenvolvimento econômico nos últimos anos e agora reconheceu a necessidade de implantar uma legislação e um projeto socioeducativo de gestão de resíduos sólidos, fundamental para o desenvolvimento econômico ligado à sustentabilidade”, salientou a ministra.

O vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comitê de Mudanças Climáticas, João Guilherme Sabino Ometto, agradeceu a colaboração do governo holandês em compartilhar a suas experiências com os empresários paulistas.

Ele sugeriu que a Fiesp organize uma missão empresarial à Holanda com a finalidade de possibilitar a realização de novos negócios. E enfatizou: "Nós precisamos aprender com a Holanda todos os processos adotados no desenvolvimento do gerenciamento dos resíduos sólidos".

O diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp, Eduardo San Martin, concordou com Ometto e ressaltou a importância da parceria entre o setor produtivo e as universidades na busca por políticas de produção mais limpa.


João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp
Segundo San Martin, nos últimos anos os empresários perceberam os benefícios da adoção de politicas sustentáveis.

“A indústria de São Paulo vem adotando práticas de Produção mais Limpa. Tivemos conquistas expressivas no setor produtivo com a redução do consumo de água e energia. Um ganho ambiental acompanhado da redução dos custos”.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que cumpria agenda de eventos fora da entidade no início da manhã e não pode participar da abertura do seminário, deu início mais tarde à palestra "Responsabilidade pós-consumo de resíduos de embalagens".

Skaf agradeceu a visita da comitiva holandesa e ressaltou que a gestão de resíduos sólidos proporcionará ganhos ao setor produtivo: "Quando você cuida do meio ambiente e produz de forma responsável, todos ganham. Temos a oportunidade de criar um novo negócio e bons empregos".

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp  

Estudantes italianos constroem casa com sucatas



A residência é dividida em três ambientes: quarto, cozinha e uma oficina. | Imagem: MAXXI, Rom
Um grupo de estudantes italianos do ensino médio construiu uma casa feita inteiramente com sucatas. A edificação possui três cômodos e aparência bastante diferenciada das construções comuns. A casa é uma das atrações da exposição RE-ciclo, em Roma.

O projeto contou com a participação de 24 estudantes, que participaram do workshop durante uma semana intensa de trabalho. A residência é dividida em três ambientes: quarto, cozinha e uma oficina. Por isso, dispensa o conforto proporcionado por uma sala de estar, trocando-o por um espaço destinado ao trabalho.

Chamada de Officina Roma, a construção tem cada uma de suas partes feitas em um material diferente. Na cozinha, foram utilizadas garrafas de vidro para a construção das paredes, enquanto o quarto foi feito com portas de carros reaproveitadas. Ainda foram usadas janelas de madeira e mobiliário antigo. A grande diferença da estrutura é o telhado, feito com antigos barris de petróleo.

O intuito do trabalho é modificar a forma como os resíduos são encarados e também instigar a reflexão sobre o estilo de vida contemporâneo. A pequena casa é a prova de que diversos utensílios tidos como lixo podem ter outra serventia após se tornarem inúteis para o seu uso original.

Durante cinco meses a exposição RE-ciclo estará aberta para discutir temas ligados à construção feita com materiais experimentais, conceitos de vida alternativos e design da reciclagem. Além disso, diversos workshops serão realizados com o intuito de estender o debate à prática.


Com informações do TreeHugger.
Redação CicloVivo

Pernambuco: Suape terá duas novas linhas de longo curso




Porto de Suape terá duas novas linhas de longo curso a partir do fim do mês de abril. Imagem: Teresa Maia/DP/D.A.Press
Imagem: Teresa Maia/DP/D.A.Press
Porto de Suape terá duas novas linhas de longo curso a partir do fim do mês de abril. Imagem: Teresa Maia/DP/D.A.Press

O Complexo Industrial Portuário de Suape vai receber duas novas linhas de longo curso a partir do fim deste mês, vindas dos Estados Unidos.

Uma delas será operada pela MSC e a segunda, da CMA/CGM será reposicionada para permitir que o navio, que já faz parada no Caribe, também pare em Suape.

As novas linhas foram anunciadas nesta quinta-feira (12) durante a Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior (18ª Intermodal South America), em São Paulo, após reuniões da diretoria de Suape com armadores.

Uma terceira linha, ainda em negociação, deve ser operada pela Hamburg Süd, que demonstrou interesse na criação de uma nova ligação direta com os Estados Unidos.

Por Micheline Batista, da equipe do Diario, com informações da assessoria de imprensa de Suape

Pernambuco: Polo econômico de Goiana em debate


Foto: Priscilla Buhr/JC Imagem

No próximo dia 26 de abril, será realizado o I Fórum Empresarial do Polo Econômico de Goiana . O evento “Cenários para formação profissional e cadeia de fornecedores” está sendo realizado pela Fecomércio-PE, em parceria com a AD Goiana.

Um dos focos da discussão será o futuro do polo de Goiana em relação as cadeias fornecedoras para empresas. O Fórum também tem como objetivo debater sobre a formação profissional dos que vão atuar nas futuras empresas.

No evento serão apresentados os dados coletados em pesquisa que está sendo feita pela Fecomércio-PE em Goiana, mapeando as demandas e necessidades de qualificação profissional das empresas que fazem parte do polo.

Estarão presentes representantes de grandes empresas dos setores fármaco, automotivo, logístico e habitacional, que apresentarão suas necessidades. Também estarão presentes empresários da região e representantes de instituições e do governo.

Serviço:
Horário: das 14h às 18h
Local: Cine Teatro Polytheama, localizado no centro de Goiana.

por peinvestimento

Governo e BIRD assinam contrato: R$ 900 milhões para Pernambuco realizar obras




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O secretário estadual da Fazenda, Paulo Câmara, e pela presidente do BIRD no Brasil, Deborah, assinaram o acordo.
Foto: Humberto Pradera/Divulgação

Foi assinado nesta sexta-feira (13) o contrato de financiamento no valor de U$ 500 milhões (R$ 900 milhões) entre o Governo de Pernambuco e o Banco Mundial (BIRD) para investimentos no Estado. Até o final deste mês os recursos serão liberados para obras de infraestrutura, saúde, mobilidade e, entre outros, habilitação.

O acordo foi assinando pelo secretário estadual da Fazenda, Paulo Câmara, e pela presidente do BIRD no Brasil, Deborah.

Esta é a maior tomada de crédito para investimentos públicos em Pernambuco nos últimos 20 anos.

“A maneira para fazer com que o Estado vença, gere emprego, oportunidade e não seja tão afetado por esse ambiente desfavorável, é exatamente seguir fazendo os investimentos públicos nas chamadas áreas estratégicas”, falou Eduardo após retornar da capital dos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente do BIRD, Robert Zoellick.

O Governador do Estado ainda enfatizou que a negociação só foi possível graças ao apoio do Governo Federal.

Pernambuco é o primeiro estado do Nordeste e quatro do Brasil a receber essa modalidade de empréstimo do Banco Mundial.

Do NE10

PPP/MG: Consulta Pública Entorno Viário da CAMG




CONSULTA PÚBLICA REFERENTE À CONCESSÃO ADMINISTRATIVA PARA EXPLORAÇÃO DAS VIAS CONSTANTES NA REDE VIÁRIA NO ENTORNO DA CIDADE ADMINISTRATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS.

O Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP) e da Unidade PPP da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), torna público a retificação a retificação referente à consulta pública da minuta de edital e respectivos anexos, acerca do futuro processo de licitação, na modalidade concorrência pública, visando à exploração da Concessão Administrativa do serviço de implantação, pavimentação, recuperação, operação, manutenção, conservação e melhoramentos das vias constantes na rede viária no entorno da Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais, devendo ser excluída do objeto da Concessão a via urbana municipal Av. José Maria Alkimim.

As minutas de edital e dos respectivos anexos retificados, bem como os estudos de engenharia disponibilizados poderão ser obtidas no link www.ppp.mg.gov.br, a partir do dia 14 de abril de 2012. As minutas de edital e dos respectivos anexos retificados poderão ser obtidas no link www.ppp.mg.gov.br.

Ademais, o Governo do Estado de Minas Gerais disponibiliza estudos referenciais de engenharia, sendo eles o projeto básico, os quantitativos, e plano de operação e manutenção. Favor desconsiderar de tais estudos a obra do Terminal de Passageiro, visto que tal empreendimento não será mais incluído no escopo do projeto, bem como o Mapa Chave inserido em cada uma das pranchas, substituindo-os pelo novo desenho de Mapa Chave disponibilizado.

A consulta pública não vincula o Estado de Minas Gerais à realização da futura licitação nos termos estabelecidos no documento, uma vez que a abertura do processo licitatório dependerá da solução prévia à questão da desapropriação das áreas necessárias para a execução do Projeto.
A consulta pública permitirá aos interessados ofertarem comentários e sugestões, possibilitando o aprimoramento das disposições editalícias. As sugestões deverão ser encaminhadas para o endereço eletrônico entornoca@ppp.mg.gov.br.
Os comentários e sugestões deverão ser encaminhados com a identificação completa do autor (denominação, endereço, e-mail, responsável, tele/fax).

Unidade PPP Minas

Novo navio oceanográfico brasileiro está a caminho

por Fábio de Castro*
c83 Novo navio oceanográfico brasileiro está a caminho

Alpha Crucis, o novo navio oceanográfico brasileiro, está a caminho do país. Depois de passar por reformas nos últimos 10 meses, em Seattle (Estados Unidos), o navio zarpou no dia 30 de março com destino ao porto de Santos (SP). A data prevista de chegada é 10 de maio.

O navio foi adquirido pela Fapesp para a Universidade de São Paulo (USP), que também ficará responsável pela manutenção e gestão da embarcação. A compra faz parte de um projeto de incremento da capacidade de pesquisa submetido à Fapesp pelo Instituto Oceanográfico (IO) da USP, no âmbito do Programa Equipamentos Multiusuários (EMU).

De acordo com o diretor do IO-USP, Michel Michaelovitch Mahiques, o navio deverá levar a capacidade de pesquisas oceanográficas a um patamar inédito no Brasil. O país não tinha um navio oceanográfico civil em operação desde 2008, quando o navio Professor W. Besnard, utilizado desde 1967, sofreu um incêndio e ficou sem condições operacionais de pesquisa.

“O Alpha Crucis proporcionará um imenso salto qualitativo na pesquisa oceanográfica. Uma das razões para isso é que ele tem capacidade para navegar por 40 dias, enquanto o Professor Besnard tinha autonomia limitada a 15 dias. Isso significa que o novo navio poderá fazer estudos em oceano aberto, ampliando nossos limites geográficos de pesquisa”, disse Mahiques à Agência Fapesp.

Além da maior autonomia, o Alpha Crucis dispõe de equipamentos que não estavam disponíveis no Professor Besnard, o que amplia a gama de possibilidades de pesquisa. “Alguns desses equipamentos viabilizarão estudos de cardumes, de mapeamento de relevo de fundo, de medição de correntes, por exemplo, que antes seriam impossíveis. O potencial de pesquisa é muito maior”, disse Mahiques.

Com o novo navio também será possível operar um veículo submersível operado remotamente (ROV, na sigla em inglês) de pequenas dimensões. O Alpha Crucis também ampliará a capacidade de pesquisa para além de estudos estritamente oceanográficos.

Projetos ligados ao Programa BIOTA-FAPESP e ao Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) serão especialmente favorecidos. “No Professor Besnard era muito difícil realizar estudos sobre diversidade de organismos de água profunda, por exemplo”, disse Mahiques.

O Alpha Crucis, que antes (com o nome Moana Wave) pertencia à Universidade do Havaí, tem 64 metros de comprimento por 11 metros de largura. O navio tem capacidade para levar 20 pessoas e deslocar 972 toneladas. O custo total da embarcação, incluindo a reforma, foi de US$ 11 milhões.

Nos últimos 10 meses, várias reformas e modificações foram realizadas na embarcação, no estaleiro onde se encontrava em Seattle. “A reforma teve duas vertentes. Uma delas correspondeu às adaptações necessárias para que o navio, fabricado em 1973, atendesse à legislação brasileira atual referente à segurança de embarcações. A segunda vertente foi voltada para modernizar o navio, atendendo às demandas da pesquisa científica”, disse.

A adequação à legislação exigiu a substituição de diversas paredes e a troca do material do forro e do piso. Toda a mobília de madeira foi substituída por metal e foram também instalados novos equipamentos de segurança. A modernização incluiu a reforma de todos os laboratórios a bordo, além da instalação de novos elementos na ponte de comando, novos guinchos e novos equipamentos científicos.

“O Alpha Crucis está concretamente pronto para operar. Mas, quando atracar em Santos, ainda será preciso realizar o processo de nacionalização do navio junto à Receita Federal. Em seguida, será realizado o trâmite burocrático de transferência da propriedade da Fapesp para a USP. A partir de julho, o navio deverá ter condições para operar de fato”, explicou Mahiques.

Posicionamento dinâmico

Foram instalados no navio perfiladores acústicos de corrente, sistemas de mapeamento de fundo – um deles conhecido como ecossonda multifeixe –, sistemas de mapeamento de subsuperfície, que permitem estudar as camadas abaixo do fundo do mar, e sistemas acústicos de mensuração de cardumes.

“Um dos acréscimos mais importantes foi a instalação de um sistema de posicionamento dinâmico. Embora não seja um equipamento de pesquisa, é um instrumento de navegação que dará mais qualidade aos dados”, disse Mahiques.

O sistema de posicionamento dinâmico – que inclui sensores aliados a hélices na proa do navio e um sistema de lemes independente – permite que o navio corrija continuamente, de forma automática, sua posição no mesmo ponto do oceano.

“Quando começávamos uma estação oceanográfica com o Professor Besnard, o vento e a corrente deslocavam o navio continuamente. Quando era preciso ficar muito tempo em uma estação, isso exigia manobras para voltar ao ponto o tempo todo. Com o posicionamento dinâmico, o navio fica parado automaticamente, garantindo que não haja deriva, tornando os dados mais fidedignos”, explicou Mahiques.

O uso do navio não ficará restrito aos pesquisadores do IO-USP, mas será compartilhado com projetos de pesquisa de outras unidades da USP e de outras instituições.

“Por determinação da Fapesp, criamos um comitê gestor que está recebendo demandas de utilização. Além de organizar o calendário do navio, o comitê é responsável por administrar a embarcação, apontando exigências e necessidades de otimização do tempo de uso”, disse Mahiques.

custos de manutenção e operação do navio serão cobertos pela USP. “É difícil prever os valores, porque um dos principais componentes do custo de operação é o óleo combustível, mas muitos projetos incluem o fornecimento do óleo por outros parceiros. Entretanto, há itens de custo fixo importantes. O principal é o seguro, que nos custou US$ 400 mil por um ano”, disse.

A tripulação do navio, remunerada pela USP, é em grande parte a mesma que trabalhava no Professor Besnard. “A maior parte do pessoal já é bastante experimentado em trabalho oceanográfico”, disse Mahiques.

Professor Besnard

O destino do Professor Besnard é motivo de grande preocupação, já que a USP não tem condições para manter dois navios. “Em conversas informais, a prefeitura de Santos manifestou o interesse de receber o navio em doação para transformá-lo em um museu marítimo. Mas, infelizmente, não houve mais nenhuma manifestação formal, com um pedido de doação”, disse Mahiques.

A situação é preocupante, porque atualmente o Professor Besnard está atracado em frente ao Armazém 8, no porto de Santos, exatamente no local onde ficará o Alpha Crucis. O IO-USP está pleiteando a cessão do Armazém 8 para a criação de uma base oceanográfica. Se o caso não for solucionado rapidamente, o Professor Besnard precisará ser afundado.

“Sem um pedido formal de doação do Professor Besnard com um fim específico, não teremos alternativa além do afundamento controlado do navio, para transformá-lo em um recife artificial com fins de pesquisa. Mas essa seria uma saída muito dolorosa para todos nós, porque o Professor Besnard é o primeiro navio oceanográfico brasileiro e tem um valor histórico inestimável”, afirmou Mahiques.

Além do Alpha Crucis, o incremento da capacidade de pesquisa oceanográfica no IO-USP inclui o Alpha Delfini, o primeiro barco oceanográfico inteiramente construído no Brasil. O barco teve sua construção iniciada em agosto de 2011, no estaleiro Inace, em Fortaleza (CE), e também foi adquirido com apoio da FAPESP por meio do Programa Equipamentos Multiusuários.

“O Alpha Delfini terá 25 metros de comprimento e autonomia de 10 a 15 dias. A construção está avançada e o barco deverá ter condições de operação no segundo semestre de 2012”, disse Mahiques.


Plurale

Começa a valer nova legislação para melhorar mobilidade urbana nas grandes cidades




por Sabrina Craide, da Agência Brasil
c46 Começa a valer nova legislação para melhorar mobilidade urbana nas grandes cidades

Brasília – Melhorar a acessibilidade e a mobilidade das pessoas e cargas nos municípios e integrar os diferentes modos de transporte são alguns dos objetivos da Lei 12.587/2012, que começa a vigorar hoje (13).

A legislação, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, foi sancionada em janeiro e dá prioridade a meios de transporte não motorizados e ao serviço público coletivo, além da integração entre os modos e serviços de transporte urbano.

A legislação prevê instrumentos para melhorar a mobilidade urbana nas grandes cidades, como a restrição da circulação em horários predeterminados, a exemplo do que já existe em São Paulo.

Também permite a cobrança de tarifas para a utilização de infraestrutura urbana, espaços exclusivos para o transporte público coletivo e para meios de transporte não motorizados, além de estabelecer políticas para estacionamentos públicos e privados. O texto também esclarece os direitos dos usuários, como o de ser informado sobre itinerários, horários e tarifas dos serviços nos pontos de embarque e desembarque.

Para o coordenador do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade, Nazareno Stanislau Affonso, a nova legislação coloca o Brasil dentro da visão de mobilidade sustentável. “Atualmente, a política de mobilidade do país dá prioridade ao uso do automóvel, que é uma proposta excludente. O que essa lei fala é que agora a prioridade deve ser dada a veículos não motorizados, a calçadas, ciclovias, ao transporte público e à integração do automóvel a um sistema de mobilidade sustentável”.

Segundo ele, a aplicação da lei também vai depender da pressão dos usuários para que os governos locais de fato mudem a sua política, e o automóvel seja integrado de forma mais racional. “Quem tem carro vai perder privilégios e quem usa transporte público vai ganhar direitos”.

A nova lei vai exigir que os municípios com mais de 20 mil habitantes elaborem planos de mobilidade urbana em até três anos, que devem ser integrados aos planos diretores. Atualmente, essa obrigação é imposta aos municípios com mais de 500 mil habitantes. As cidades que não cumprirem essa determinação podem ter os repasses federais destinados a políticas de mobilidade urbana suspensos. “O governo federal não vai poder liberar nada contrário à lei, então, quanto mais rápido os municípios fizerem seus planos, mais fácil será a liberação de seus projetos”, alerta Affonso.

Para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a nova lei não é suficiente para garantir a sustentabilidade das cidades, com a necessária ampliação dos investimentos, redução dos congestionamentos e da poluição do ar e a melhoria da qualidade dos serviços públicos de transporte. Para o Ipea, que apresentou um estudo sobre a nova política de mobilidade urbana, é preciso o engajamento da sociedade para “fazer a lei pegar”, além da capacitação dos agentes municipais, que terão que adequar e implementar as diretrizes e instrumentos da lei à realidade de suas cidades.

Principais pontos da Política Nacional de Mobilidade Urbana:

- Prioridade dos modos de transporte não motorizados e dos serviços públicos coletivos sobre o transporte individual motorizado
- Restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados
- Estabelecimento de padrões de emissão de poluentes para locais e horários determinados, podendo condicionar o acesso e a circulação aos espaços urbanos sob controle
- Possibilidade de cobrança pela utilização da infraestrutura urbana, para desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade. A receita deverá ser aplicada exclusivamente em infraestrutura urbana destinada ao transporte público coletivo e ao transporte não motorizado e no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público
- Dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas ao transporte público coletivo e a modos de transporte não motorizados
- É direito dos usuários participar do planejamento, da fiscalização e da avaliação da política local de mobilidade urbana


*Edição: Graça Adjuto
da Agência Brasil.

Logística será 50% da receita da Ecorodovias em 5 anos

A Ecorodovias participou, em fevereiro, do leilão do concessão de aeroportos em parceira com a alemã Fraport
Márcio Fernandes
Planner indica compra de Ecorodovias

Analista vê a Ecorodovias bem posicionada entre as concessionárias de rodovias do setor
São Paulo - O segmento de logística deve responder por 50 % da receita do grupo Ecorodovias em um prazo de quatro a cinco anos, e a controlada Elog deve ter papel fundamental nesta busca.

Atualmente, a Elog, que controla as três plataformas logísticas do grupo, chamadas de Elog Ecopátio Cubatão, Ecopátio Imigrantes e Ecopátio Viracopos, além dos portos secos e centros de distribuição, responde por 20 % do faturamento do grupo, que também atua na concessão de rodovias.

O diretor de negócios da Elog, Omar Passos, explica, entretanto, que esse salto na participação da receita incluiria também uma eventual concessão de aeroportos, que entraria na receita de logística, mas não da própria Elog.

A Ecorodovias participou, em fevereiro, do leilão do concessão de aeroportos em parceira com a alemã Fraport, mas não fez a melhor proposta por nenhuma das três concessões disponíveis -Guarulhos, Campinas e Brasília.

O crescimento da controlada, contudo, já está encaminhado. Isso porque a companhia inicia em maio as operações do terceiro módulo do Ecopátio Imigrantes, em São Bernardo do Campo (SP), com 11 mil metros quadrados. Os dois outros módulos, que somam 65 mil metros quadrados, funcionam como um centro de distribuição exclusivo da Colgate-Palmolive.

"(O terceiro módulo) será destinado a empresas que importam produtos para revender... ainda não temos contratos assinados, mas algumas prospecções", disse Passos a jornalistas.


Além disso, a Elog concluiu a construção de um armazém de 8 mil metros quadrados dentro do Ecopátio Cubatão, na Baixada Santista. O novo empreendimento se somará a um armazém de 3 mil metros quadrados já existente e será destinado à movimentação de cargas secas e produtos diversos.

O Ecopátio Viracopos, próximo ao aeroporto de Campinas, ainda está na fase de obtenção de licenças, e a estimativa é que as autorizações sejam concedidas até o final deste ano. "Das licenças até o início das operações prevemos um espaço de um ano", afirmou o diretor.

A área de Campinas possui 1,8 milhão de metros quadrados, mas 300 mil metros quadrados correspondem a Áreas de Proteção Ambiental (APP).

"Cubatão tem um vocação de contêineres, e Viracopos tem uma vocação de operar em escala em função da sua própria região", diz Passos, referindo-se ao fato de que o aeroporto de Campinas é o principal aeroporto de cargas do Brasil.

No futuro local, explica o executivo, será possível abrir contêineres e realizar uma distribuição fracionada.

Os ecopátios da E-log deverão se conectar por meio de linhas férreas, tanto da ALL quanto a MRS Logística.

Passos admite a possibilidade de novos espaços, mas afirma: "A nossa prioridade é investir no que já temos." Para incentivar o crescimento da Elog na receita da Ecorodovias, a empresa aposta em cinco segmentos estratégicos: automotivo, químico, farmacêutico, eletroeletrônico e têxtil-calçadista.

"Definimos esses segmentos no começo do ano passado... a ideia é que essas áreas respondam por 60 % da carga total", explica Passos.


Pernambuco: Salgueiro Multimodal



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Todos os caminhos levam a Salgueiro. Poucas cidades no Nordeste têm o privilégio de usufruir tão vantajosa localização. Antes de tornar-se rota de investimentos milionários em infraestrutura, a economia da cidade já possuía sua própria dinâmica, com destaque para uma incipiente atividade industrial voltada para o abastecimento da economia local. Com os benefícios oriundos de sua posição geográfica estratégica e os investimentos do Governo Federal e Estadual, Salgueiro constrói sobre os pesados trilhos da ferrovia Transnordestina e os caudalosos canais da Transposição a nova história do Sertão Central.

Se Pernambuco é um dos Estados mais bem localizados do Brasil, Salgueiro é uma das cidades nordestinas de potencial logístico mais notável na região. Diariamente, um expressivo número de caminhões de carga circula por sua extensa malha rodoviária. São produtos advindos de várias partes do país que abastecem cidades de vários Estados nordestinos. Salgueiro está intimamente conectada a importantes malhas viárias de acesso ao interior da Bahia e Ceará.

A vocação natural do município, aliada a necessidade de interiorizar a economia do Estado e de integrar e baratear a logística de produção e escoamento no Nordeste, o tornou atrativo para a Transnordestina. O resultado disso foi a elaboração de um novo projeto econômico para a cidade.

Base de operações da gigantesca Ferrovia, Salgueiro assiste a uma revolução industrial sem precedentes. A megaconstrução possui sua própria pedreira instalada no município, com capacidade de produção de 5 mil metros cúbicos de brita por dia, o equivalente à produção de todas as pedreiras da Região Metropolitana de São Paulo. Salgueiro também conta com a maior fábrica de dormentes de concreto do mundo, com capacidade produtiva de 4.800 unidades por dia.

Uma vez concluída a produção de dormentes, a locomotiva literalmente empurra os vagões com suas peças até a área em que os trilhos ainda não foram afixados. Deste modo, a moderna Transnordestina se constrói, avançando com seus próprios trilhos pelo sertão.

A execução do projeto da ferrovia Nova Transnordestina, orçada em R$ 6,8 bilhões e de extensão de 1.728 quilômetros, mudará a face da economia do Sertão Central. Com sua ponta de linha em Eliseu Martins, no Piauí, a ferrovia abrirá um novo leque de opções para o escoamento da produção agrícola do interior do Nordeste. Em Pernambuco, ela irá atuar como um corredor de exportação, transportando a produção desde o Sertão do Araripe, bifurcando-se em Salgueiro, até o Complexo Portuário de Suape, no litoral.

Esta ligação direta entre Zona Metropolitana e interior irá baratear os custos de transporte e fazer da ferrovia uma das principais vias comerciais do Brasil.

Além de sede industrial da Transnordestina, Salgueiro irá dispor de uma Plataforma Logística Multimodal. Tal construção representa um marco definitivo para a economia do Sertão Central. A Plataforma de 301 hectares será sede de várias operadoras logísticas e contará com uma Central de Cargas Rodoviárias, Distrito Agroindustrial, Terminal Ferroviário de Cargas, Centro
Administrativo, Centro Comercial e, futuramente, com um Terminal Aéreo de Cargas, além de uma Estação Aduaneira Interior (EADI).

O objetivo é fazer da cidade, além de grande polo de operações de transporte e distribuição, um centro de inteligência logística no Estado.

Outro investimento de grande porte e relevância para a Região será concretizado com a finalização do Eixo Norte da Transposição das águas do Rio São Francisco. Com isso, um antigo projeto de irrigação das terras do Sertão Central será realidade. A produção da agricultura familiar na Região, tão castigada pelos efeitos nefastos da estiagem, será viabilizada, bem como barateada, por programas de incentivo ao produtor rural.

Dado a dimensão das rápidas mudanças em curso na Região e a necessidade de capacitar e profissionalizar mais pernambucanos, Salgueiro também se tornou palco de investimentos em ensino profissionalizante, a exemplo do recém implantado Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPE campus Salgueiro) e Universidade de Pernambuco (UPE campus Salgueiro).

Com investimentos em infraestrutura, logística, provisão hídrica para uso e produção, comércio e serviços e educação, Salgueiro caminha em direção a uma pujança e autonomia econômica nunca antes experimentada, guiando o Sertão Central em direção a um sublime e fascinante processo de desenvolvimento.

BLOG PERNAMBUCÂNIA

MOÇAMBIQUE BUSCA TECNOLOGIAS DE CONSTRUÇÃO DE BAIXO CUSTO

Maputo - As autoridades moçambicanas estão a pesquisar tecnologias de construção de baixo custo que constituam soluções duradoiras e permitam aumentar o índice de transitabilidade na rede de estradas nacionais.

Segundo o Presidente do Fundo de Estradas, Elias Paulo, as pesquisas estão num ritmo avançado, tendo já sido realizados testes em algumas estradas.

Para o Governo, a escassez de recursos financeiros, agravada pela crise económica mundial, sugere a necessidade de se desenvolver tecnologias alternativas de construção com base em matéria-prima local que acarretam menos custos.

Por outro lado, está situação exige a introdução de formas eficientes e inovativas de gestão e manutenção da rede de estradas, bem como a criação de mecanismos que permitam a comparticipação dos utentes no financiamento das estradas.

“É nesse contexto que o sector de estradas prosseguiu com as acções de pesquisa de tecnologias de baixo custo que tiveram como base de testagem os troços das estradas Marracuene/Macaneta, Cumbane/Chacane, Inhacufera/Machaze e Xitaxi/Muidumbe. O principal objectivo deste programa é o de identificar soluções duradoiras de baixo custo que permitam aumentar os índices de transitabilidade na rede de estradas nacionais”, disse.

Devido a demanda crescente de transitabilidade e mobilidade na rede de estradas do país, segundo a fonte, o sector de estradas expandiu o uso de modelos de gestão delegada das rodovias através das parcerias público-privadas com a comparticipação dos utentes das mesmas, por via do pagamento de portagens.

“Esta acção compreendeu, para além da capacitação dos técnicos do sector na gestão destes modelos de contrato, o lançamento de concursos para troços importantes da rede de estradas com volumes de tráfego adequado para este modelo de contratos”, referiu.

Elias Paulo falava quinta-feira, em Maputo, durante a reunião anual de revisão conjunta do Programa Integrado do Sector de Estradas (PRISE) 2012, envolvendo o Governo e os parceiros de cooperação.

O encontro tinha em vista fazer o balanço das actividades realizadas ao longo do ano de 2011 e perspectivar acções para o presente ano.

De acordo com o Director-geral da Administração Nacional de Estradas (ANE), Cecílio Grachane, no ano passado, o sector beneficiou de 12 biliões de meticais e, este ano, vai contar com 14 biliões meticais para a intervenção nas vias de acesso.

“No ano passado tivemos 12 mil milhões de meticais e, este ano, teremos 14 mil milhões que serão utilizados na totalidade, tendo em conta o volume de negócios e os projectos por realizar. Destes montantes, 52 por cento são recursos internos e 48 por cento externos”, frisou.

Por sua vez, o director de plano na ANE, Calado Ouana, disse que foram reabilitados 11 quilómetros de estrada nacionais no ano passado, contra as 130 previstos, 108 quilómetros de estradas regionais das 150 planificadas, bem como pavimentados 28 quilómetros de estradas regionais, dos 35 quilómetros programados.

Ouana explicou que nenhum quilómetro de estradas nacionais foi pavimentado, quando tinham sido planificados 450 quilómetros.

“Apesar de tanto trabalho realizado no ano passado de contratação de empreitadas, mobilização de recursos, não conseguimos concluir um único quilómetro das estradas nacionais. O progresso é quase nulo” clarificou.

No que concerne à reabilitação de estradas nacionais, Ouana apontou constrangimentos ligados à insuficiência de recursos financeiros como sendo principal causa para a fraca realização ao longo do ano passado.

“O projecto de reabilitação de 12 quilómetros da Estrada Chimuara-Nicoadala, ao longo da Estrada Nacional Numero 1 foi retirado do plano, por insuficiência de financiamento. Pela mesma razão, a reabilitação dos sete quilómetros da estrada Rio Lúrio-Metoro foi igualmente retirado do plano. Outros projectos estão em curso, por isso só conseguimos reabilitar 11 quilómetros dos 130 planificados”, explicou.

Entretanto, no que refere à manutenção periódica de estradas revestidas e não-revestidas, as metas foram ultrapassadas, tendo sido abrangidos 98 quilómetros e 162 quilómetros, respectivamente.
(AIM)
FTA/DT

(AIM)  

São Paulo vai testar modelo de NY de aluguel de imóvel para baixa renda

Terreno público fica na Barra Funda e será cedido para construtora.
150 de 600 apartamentos serão cedidos para quem ganha até 6 salários.


Terreno na Barra Funda onde deve ser construído projeto-piloto  (Foto: Letícia Macedo/G1)Terreno na Barra Funda onde deve ser construído projeto-piloto (Foto: Letícia Macedo/G1)

A Prefeitura de São Paulo vai colocar em prática um projeto-piloto para a construção de apartamentos para aluguel direcionados à população com renda de até seis salários mínimos. Inspirado em Nova York, ela planeja ceder um terreno na região da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, para que a iniciativa privada construa 600 apartamentos, sendo que 150 deles devem ser alugados por famílias de baixo poder aquisitivo. Ainda não há prazo definido para a licitação do projeto.
Após conversas entre as secretarias da Habitação e do Planejamento Urbano e autoridades responsáveis pelas mesmas pastas em Nova York, a Prefeitura organizou um seminário e apresentou a ideia para a iniciativa privada. A Brookfield Incorporações elaborou uma “Proposta de Manifestação de Interesse”, com o objetivo de desenvolver o projeto de dois edifícios no terreno de 9,4 mil metros quadrados. Ele fica na esquina das ruas Cônego Vicente Miguel Marino e Cruzeiro. No local, funcionava uma garagem de ônibus.

O secretário-adjunto de planejamento urbano, Domingos Pires, diz que o intuito da administração municipal é promover o adensamento populacional da região, que além de estar próxima ao Centro, é bem servida pelo transporte público, porque fica perto das estações Barra Funda e Marechal Deodoro. “O objetivo é induzir uma ocupação balanceada da região da Barra Funda, que permita que as pessoas morem próximo ao emprego, tenham qualidade de vida, além de serviços disponíveis como educação, saúde e lazer”, afirmou.

Simulação computadorizada mostra como é a fachada do projeto (Foto: Divulgação/SMDU)Simulação computadorizada mostra como é a fachada do projeto (Foto: Divulgação/SMDU)

A Prefeitura aceitou a proposta da Brookfield, que passou a elaborar o projeto de duas torres, que além das 600 apartamentos, terão um térreo comercial. O objetivo é que os habitantes não tenham a necessidade de pegar o carro para ter acesso a serviços e bens de consumo. A expectativa é que o projeto seja entregue para a Prefeitura nas próximas semanas.

Após avaliar o projeto, a Prefeitura deve abrir uma licitação para que empresas privadas possam concorrer para fazer a obra. Os gastos na elaboração do projeto foram custeados até o momento pela Brookfield. A empresa poderá participar da licitação e, caso não seja a vencedora, deve ser ressarcida pelo vencedor da concorrência pelos custos do planejamento.

Mapa localização terreno (Foto: Arte/G1)

O projeto prevê que a vencedora da licitação assuma os custos da construção e recupere o valor investido na obra com a venda dos espaços para os estabelecimentos comerciais, que serão negociados a preço de mercado, e dos apartamentos para famílias que possuam renda familiar superior a seis salários mínimos e inferior a 16.
Ao contrário de empreendimentos nos quais o papel da incorporadora termina com a venda dos apartamentos, caberá à vencedora da licitação constituir um fundo que gerenciará os 150 apartamentos que serão alugados para famílias que tenham renda de até seis salários mínimos e sejam indicadas pela Secretaria da Habitação.


Fundo de gestão

O diretor de incorporações da Brookfield, José de Albuquerque, afirma que o fundo terá a responsabilidade de fazer a gestão patrimonial dos apartamentos para impedir que os imóveis se degradem por falta de manutenção. Segundo a Prefeitura, ele deverá ainda contratar serviços como assistência social e psicológica, que serão utilizados eventualmente pelos moradores dos apartamentos da Prefeitura.

Os custos de aluguel e condomínio não poderão exceder 25% das rendas das famílias cadastradas pela Secretaria da Habitação. “O fundo receberá um aporte inicial da empresa responsável pela construção que funcionará como uma garantia de adimplência para os apartamentos da Prefeitura. Após cinco anos, o gerenciamento do fundo será transferido para a Prefeitura”, afirma Albuquerque.

De acordo com a administração municipal, o novo modelo de aluguel subsidiado não tem o objetivo de substituir o atual modelo no qual as unidades habitacionais são construídas e financiadas a longo prazo. “É só uma primeira semente. Temos um déficit de um milhão de unidades até 2024. Para conseguir fazer tudo isso, vai ser preciso empenhar a CDHU, o setor privado, além de parcerias público-privadas”, disse o secretário-adjunto.

Na opinião do diretor de incorporações da Brookfield, a iniciativa é inovadora e positiva. “É uma maneira inteligente de fazer terrenos localizados em Zonas Especiais de Interesse Social [Zeis] virarem negócios. Atualmente, eles não atraem investidores, porque são muito caros.” Ele destaca ainda que o projeto permitirá à Prefeitura valorizar a área que não vinha sendo utilizada. “O patrimônio da Prefeitura aumentará três vezes de valor. No lugar de uma área vazia, ela terá apartamentos que têm valor de mercado”, afirma Albuquerque.

Privatização

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, discorda. Embora admita não conhecer em detalhes o projeto-piloto da Prefeitura, ele considera que se trata “de uma forma de privatização da política habitacional do município”.

Ainda segundo Boulos, a proposta de que os moradores paguem um aluguel não é o principal problema da proposta. “Não ter o título de propriedade [do imóvel] não é o problema. Nossa luta é para resolver o problema da moradia e o principal obstáculo para a construção de moradias populares é a terra. Se a Prefeitura doa um terreno para uma incorporadora ou construtora, lucrar é um disparate”, declarou.

No terreno funcionava uma garagem de ônibus (Foto: Letícia Macedo/G1)
No terreno funcionava uma garagem de ônibus (Foto: Letícia Macedo/G1)

Letícia MacedoDo G1 SP

AM: Exigência nas licitações públicas dificulta acesso dos pequenos



TCE e Sebrae terão grupo de trabalho para acompanhar concorrências de até R$ 80 mil. 

Empresas do setor de construção civil estão entre as que encontram as maiores dificuldades para tornarem-se fornecedoras de serviço junto aos órgãos públicos.

De acordo com micro e pequenos empresários, as licitações são formatadas para excluir fornecedores iniciantes e privilegiar grandes empresas.


Para o diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM), Nelson Rocha, apesar de as vezes impedir o ingresso de pequenas empresas, a burocracia do processo é necessária. Mas pode ser superada com o conhecimento adequado.

O proprietário da microempresa Manaura Turismo, Rodney Melo, conta que já participou de três licitações, sem conquistar nenhum contrato. Apesar de possuir o conhecimento e a capacidade financeira necessária, Rodney acredita que as grandes operadoras de turismo acabam favorecidas nas licitações graças a exigências direcionadas.

“Participei de uma licitação, por exemplo, em que solicitavam que tivéssemos equipamento próprio. Mas somos uma agenciadora. Fazemos o intermédio de serviços de turismo, não temos um barco de recreio. Para ter esse tipo equipamento tem que ser uma empresa muito grande”, conta.

O empresário chama atenção também para a exigência de comprovação de experiência no fornecimento para empresas públicas.

Para o microempresário Davidson Herbert, da Oliveira Construções, este tipo de exigência impede o ingresso de novas empresas. “Pedem atestados de que a gente já fornece, mas se estamos começando agora, como vamos entrar?”, questiona.

Segundo Nelson Rocha, a maior parte das micro e pequenas empresas encontra dificuldade em participar de licitações já no primeiro estágio, a avaliação de documentos, e acabam eliminadas.
“O exame de documento é rigoroso mesmo, faz parte.

Os editais não são construídos exclusivamente para as micro e pequenas empresas, por isso muitas vezes entram empresas maiores, que têm mais conhecimento sobre o processo e com isso acabam tendo vantagem”, observa.

Rocha afirma que com a assessoria adequada e a formalização em dia, toda pequena empresa tem capacidade de vencer licitações.


Compras públicas
A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, já regulamentada em 47 municípios do Amazonas, prevê que os governos municipais deem prioridade para produtores locais nas compras até R$ 80 mil. Mas, na prática, não existe garantia do cumprimento da lei.

Para reverter este quadro, o Sebrae e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) estão discutindo a criação de uma estratégia de fiscalização para exigir o cumprimento da lei. “Ainda estamos formatando a melhor forma de atuação, mas é possível que num primeiro momento o TCE faça orientações para que se cumpra a lei e, num segundo momento, passe a aplicar sanções, multas e ressalvas nas contas de quem descumprir a a determinação”, disse o presidente do TCE, conselheiro Érico Desterro.

portald24am

Corregedoria do Sistema Prisional apresenta ações mineiras em Alagoas



Representantes da Corregedoria do Sistema Prisional de Minas Gerais irão apresentar, na próxima semana, as técnicas e experiências de sucesso vivenciadas no Estado aos profissionais de segurança pública de Alagoas. O trabalho será exposto em um curso promovido pela Superintendência Geral de Administração Penitenciária daquele estado.

Segundo o subcorregedor geral Marcos Vinícius Cortezi, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) frequentemente recebe comitivas de todo o Brasil para conhecer o sistema prisional mineiro. “Em uma dessas visitas recebemos profissionais do sistema prisional e da Corregedoria de Alagoas. Ao conhecer nosso trabalho, a equipe ficou animada com as ideias implantadas aqui e nos convidou para ministrar uma série de palestras em Maceió”, conta.

De acordo com o subcorregedor geral, a intenção do governo alagoano, que possui um termo de cooperação técnica com o governo mineiro, é conhecer mais a fundo o trabalho desenvolvido pela Corregedoria do Sistema Prisional em Minas para uma posterior implantação do modelo naquele estado. “Vamos apresentar como é a logística de funcionamento da nossa Corregedoria e explicar as metodologias e abordagens que utilizamos aqui. Acredito que essa troca de experiências será bastante positiva”.

Seminário

O curso “As corregedorias da segurança pública como vetores de prevenção e qualidade”, que será realizado em Maceió entre os dias 16 e 20 de abril, é destinado aos profissionais da Secretaria de Defesa Social de Alagoas, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, e acontece paralelamente ao 1º Seminário Alagoano de Administração Penitenciária. O seminário tem como tema “Um novo conceito em gestão prisional” e vai discutir novos rumos do sistema penitenciário de Alagoas, buscando experiências de sucesso que possam embasar possíveis melhorias.

Entre os palestrantes convidados para o seminário estão o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Augusto Rossini, e o ex-ministro da Justiça e diretor de Serviços e Projetos Público-Privados do Chile, Carlos Domingo Maldonado. O seminário será nos dias 18 e 19 de abril e é aberto à sociedade, com inscrições limitadas.

Além do subcorregedor Marcos Vinícius Cortezi, o coordenador da equipe de Prevenção e Qualidade da Corregedoria, Rodrigo Machado, também participará das palestras, para apresentar as atividades preventivas desenvolvidos em Minas. Outra presença confirmada é a do coordenador da Unidade Setorial de Parcerias Público-Privadas da Seds, Marcelo Costa, que vai apresentar a experiência mineira na implantação das PPPs durante o seminário.  

SEDES

Sebrae e Secopa de Recife promovem capacitação para profissionais do turismo





O Sebrae em Pernambuco promove, neste mês, uma série de 30 palestras com o tema "Qualidade no Serviço de Atendimento ao Turista". A iniciativa, que integra o Programa Sebrae 2014, é realizada em parceria com a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo 2014 (Secopa), da prefeitura de Recife. A primeira palestra foi realizada no dia 04.04 e a próxima será nesta quinta-feira (12.04).

As apresentações mostram como é importante atender bem ao turista internacional que visitará a capital pernambucana durante o Mundial. Têm o objetivo de capacitar cerca de mil profissionais de setores que serão diretamente impactados pelas Fun Fests e eventos promovidos pela FIFA, como atrações culturais e shows.

O público-alvo das palestras são taxistas e agências de viagem que atuam no Aeroporto Internacional dos Guararapes e no Terminal Integrado de Passageiros (TIP), além de cooperativas da região Metropolitana do Recife. Em breve, as atividades serão ampliadas para outros segmentos do trade turístico, comércio e serviços.

Os participantes têm ainda a chance de conhecer o projeto Taxista Nota 10, cujo objetivo é qualificar cerca de 80 mil motoristas de todo o país em idioma estrangeiro, gestão e empreendedorismo. A ação é desenvolvida pelo Sebrae em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat).

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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