domingo, 1 de abril de 2012

As 10 melhores cidades do mundo para caminhar

Há lugares no mundo dominados por carros, outros, mais eco-amigáveis, são perfeitos para os ciclistas, mas ainda tem aqueles onde a vida se resolve, fácil, só na sola do sapato

Prefeitos aceitam presídios por verba de R$ 1,1 bilhão

Projeto tem como meta criar 42,5 mil vagas em penitenciárias e cadeias públicas; 77 contratos já estão em andamento para a construção e reforma de unidades prisionais

Andrew Bardwell/Wikimedia Commons
Grade de uma prisão

Brasília - De olho no R$ 1,1 bilhão previsto no Plano Nacional de Apoio ao Sistema Prisional, os prefeitos deixaram de lado a resistência de receber penitenciárias em suas cidades. Lançado há quatro meses pelo Ministério da Justiça, o projeto tem como metas criar 42,5 mil vagas em penitenciárias e cadeias públicas, zerar o déficit de unidades femininas e reduzir a quantidade de presos provisórios em delegacias.

Levantamento feito pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) apresentado à Casa Civil mostra que 77 contratos já estão em andamento para a construção e reforma de unidades prisionais. Para criar 21 mil vagas, o governo deve destinar R$ 544,8 milhões.

Outros 20 convênios foram assinados com 15 Estados, totalizando mais R$ 270 milhões.
A primeira fase do plano vai criar 8,3 mil vagas em cadeias públicas. O Depen ainda analisa 96 projetos para a construção de unidades prisionais.

Um dos projetos mais caros é o da construção da Penitenciária Compacta Dupla de Presidente Alves, a 382 quilômetros de São Paulo, que deve custar R$ 57,9 milhões. Em Salvador, mais de R$ 20 milhões já foram aprovados para a construção de uma unidade para presos provisórios da região metropolitana.

Em Goiás, no entorno de Brasília, uma unidade para jovens adultos será construída em Novo Gama. O custo da obra é de R$ 20 milhões. Em Valparaíso de Goiás, o governo federal liberou R$ 600 mil para a reforma do presídio. O Estado, aliás, foi o que mais contratou projetos: são oito, totalizando R$ 46,2 milhões (R$ 42,7 milhões já repassados). Ao todo, o programa vai criar 1.604 vagas em Goiás.

Os municípios brasileiros historicamente brigavam para não construir presídios em seu território. Temiam o aumento da criminalidade e a avaliação negativa perante o eleitorado. Agora, no entanto, defendem que as unidades contribuem na criação de empregos e no aumento da renda.

"Não podemos ter preconceito com as cadeias. Essa foi a forma que a nossa sociedade encontrou para punir quem cometeu algum crime e precisa ficar fora do meio social por um tempo. Nosso município não pode simplesmente ignorar esse fato", afirma a prefeita de Valparaíso, Leda Borges (PSDB), que cobra mais recursos do governo federal para a segurança pública.

"Os valores previstos demonstram que o sistema prisional é uma preocupação deste governo", diz o presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), Geder Luiz Rocha Gomes, que é promotor de Justiça.

"O plano vai investir quase o mesmo destinado ao Fundo Penitenciário entre 1994 e 2007. Só que agora estamos trabalhando com planejamento estratégico e com diretrizes para essas construções", explica Gomes. "As unidades têm de atender a um determinado modelo de projeto e o Depen está sendo bastante criterioso na seleção."

Segundo o promotor, o pente-fino do Ministério da Justiça tem gerado críticas e reclamações de secretários de Estados e prefeitos. "O problema é que os Estados ainda dependem muito do governo federal e investem pouco nessa área. Ficam só aguardando os recursos, com exceção de Estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio", destaca o presidente do CNPCP.

Alana Rizzo, da 

Robô já substitui até trabalhador chinês. Uma revolução em curso?



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Na fabricante de carretas Noma, no interior do Paraná, não tem gente fazendo força. São os robôs espalhados pela fábrica que carregam as peças pesadas. São também robôs que soldam as diferentes partes dos veículos.

Antes privilégio de grandes corporações, os robôs estão invadindo as linhas de produção de pequenas e médias empresas no mundo todo e prometem mudanças importantes na divisão global do trabalho, com prejuízo para os países emergentes.

Está em curso uma mudança no sistema fabril que pode significar um novo estágio da revolução industrial. Hoje, comprar um robô custa praticamente o mesmo que pagar o salário de um operário chinês.

Dados preparados pela consultoria Gavekal mostram que o custo unitário de um robô industrial atingiu cerca de US$ 48 mil no ano passado, uma diferença pequena para os US$ 44 mil pagos a um funcionário pela gigante de montagem Foxconn durante dois anos.

Na verdade, os chineses recebem menos que isso na Foxconn – que, entre vários outros produtos, faz os iPhones e iPads da Apple -, mas o cálculo considera um fictício operário que trabalhasse 24 horas – como um robô. As jornadas de trabalho da China são pesadas, mas ainda não chegam a tanto.

O resultado dessa aproximação de custos é que até a Foxconn já anunciou que pretende “empregar” 1 milhão de robôs até 2014. Outra evidência do avanço da robótica é que a demanda por robôs industriais está indo além do setor automotivo, que já é tradicional nessa área.

Em 2006, as montadoras respondiam por 36% dos robôs utilizados no planeta. Esse porcentual caiu para 28% em 2010. O setor elétrico e eletrônico, que detinha 18% dos robôs, saltou para 26%. Também se destacam os fabricantes de plásticos, produtos químicos e cosméticos.

“Estamos diante de uma tecnologia de ruptura. O excesso de mão de obra vai deixar de ser uma vantagem e as empresas vão começar a retornar para países com mão de obra qualificada, baixos custos e boa infraestrutura”, disse José Roberto Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Associados.

“A robótica é um dos fatores que vai ajudar a indústria a renascer nos Estados Unidos”. Mendonça de Barros projeta que, até 2015, o mundo vai assistir atônito a uma mudança radical nas relações de trabalho.

Yuchan Li, analista da Gavekal baseada em Hong Kong e autora dos cálculos, disse ao jornal O Estado de S. Paulo por e-mail que “é difícil colocar um prazo definitivo, mas que há sinais de que a revolução já está ocorrendo”.

Segundo ela, as mudanças são mais rápidas em alguns países, como a Coreia do Sul, do que em outros. O movimento é inevitável. De um lado, o esforço de países como a China para reforçar o mercado local, melhorando a renda e as condições de trabalho, acaba elevando os custos da mão de obra.

De outro, os robôs acabam sendo beneficiados pela chamada Lei de Moore. Gordon Moore, um dos fundadores da Intel, previu, na década de 1960, que a capacidade dos microprocessadores dobraria a cada dois anos. Isso faz com que os eletrônicos possam ser, a cada ano, mais potentes e mais baratos. E o mesmo acontece com os robôs.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Copyright © 2012 Agência Estado. Todos os direitos reservados.

Recife: Espaço Ciência terá casa laboratório movida a energia solar

Se desde cedo as crianças precisam aprender sobre geração e consumo consciente de energia, o Espaço Ciência, considerado o maior museu científico a céu aberto do Brasil, é o lugar certo. Localizado no Memorial Arcoverde, em Olinda, o centro recebeu só no ano passado mais de 150 mil visitantes, a maioria estudantes de escolas públicas e privadas da Região Metropolitana do Recife.

A mais recente novidade do inquieto professor Antonio Carlos Pavão, diretor do centro, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é a casa laboratório, que "acende" através da geração compartilhada de energia solar e da rede elétrica. A expectativa é de que o projeto esteja aberto à visitação a partir do dia 15 de abril

De forma lúdica, o aluno vê de perto como funciona uma casa autosustentável. O professor Heitor Scalambrini, ligado ao Laboratório de Soluções em Energia e Design (Sendes), do Centro Acadêmico do Agreste (UFPE), explica como ela opera: "Foram instaladas duas placas solares com 140 watts de potência, o que permite acionar uma motobomba e elevar a água a uma altura de dez metros , com uma vazão de mil litros/hora".

As placas fotovoltaicas são usadas para acionar o aparelho, que bombeia a água do solo para a caixa de água que fica em cima da casa e também para o coletor plano, responsável pelo aquecimento da água que irá abastecer a "residência". Também foi instalado no local um destilador solar, que transforma água salobra em destilada.

Todas as lâmpadas são de LED. "Ao invés de utilizar as lâmpada convencionais, optamos pela tecnologia LED devido à durabilidade (duram até onze anos, enquanto as outras não ultrapassam cinco) e também por que consome até oito vezes menos. Tudo isso com a mesma qualidade de iluminação", destaca o professor.

A iluminação da casa laboratório é feita através da rede elétrica. Um painel de controle do consumo também vai mostrar quanto cada eletrodoméstico consome em quilowatt-hora por mês e também o custo em reaisz

Antonio Carlos Pavão | Foto: Inês Calado

Ao lado da construção está instalada uma pequena turbina eólica. A ideia, no futuro, é desenvolver um sistema híbrido para usar a energia que vem dos ventos e do sol. "Como estamos falando de fontes intermitentes, é importante utilizarmos duas alternativas. Quando faltar sol, tem o vento", ressalta Scalambrini.



MAIS ENERGIA - O Espaço Ciência conta ainda com exposição permanente, localizada no pavilhão, que ensina desde os conceitos básicos da eletricidade até as várias formas de gerar energia e o impacto ambiental de cada uma delas.

Segundo o secretário-geral do Espaço Ciência, Francis Dupuis, estão sendo organizados três projetos voltados ao consumo consciente de energia: uma exposição itinerante, em parceria com um museu francês; um seminário e a Semana da Energia (mês de maio). Sem falar que tudo no lugar é sustentável. O museu possui carro elétrico e também um barco movido à luz solar.

Do NE10

Petrobras terá de contratar 22 mil até 2015

Se você sonha em trabalhar na Petrobras, fique sabendo que, por ano, pelo menos 1.200 vagas são criadas "naturalmente" na estatal. É que essa é a média de profissionais que deixam a companhia no período, por motivos como aposentadoria e demissões.

Por isso, e para atingir o objetivo de ter um efetivo de 76 mil empregados até o fim de 2015, a companhia vai abrir 22 mil vagas nos próximos anos — hoje são 59,5 mil funcionários.

Para chegar a esse número, o plano é realizar dois concursos por ano, ou até três, dependendo da necessidade. Há duas semanas, o edital publicado com 1.521 novas vagas pegou muita gente de surpresa — os concurseiros não esperavam sua divulgação para antes de maio.

São oportunidades para os níveis superior, médio e técnico, que fazem parte desse planejamento estratégico. E que, mais uma vez, vão provocar forte concorrência: segundo a Petrobras, a média geral de candidatos por vaga costuma ser de 120.

O número de concorrentes é alto, mas os mais jovens e recém-formados não precisam desanimar. Isso porque a média de idade dos admitidos na estatal em 2011 foi de 29 anos — já a idade média dos funcionários atuais é de 43 anos. E os empregados permanecem, em média, 15 anos na casa.

Os dados são referentes ao pessoal contratado. A empresa afirma não dispôr de tais informações sobre os terceirizados e também não divulga quantos são eles. Mas se sabe que são muitos. Apesar disso, dentro do planejamento estratégico de admitir 22 mil funcionários até 2015, não está o objetivo de acabar com os terceirizados.

Como é possível notar na seleção vigente, os setores em que deve haver mais abertura de vagas até 2015 são os operacionais e de engenharia.

A seguir, confira algumas regras estabelecidas pelo novo edital:

INSCRIÇÕES: Os interessados poderão obter mais informações e se inscrever para o concurso (até dia 11 deste mês), pelo site da Cesgranrio (www.cesgranrio.org.br).

VAGAS: São 1.521 vagas para lotação no país, 647 delas para o nível superior.

SALÁRIOS: Os rendimentos iniciais para os cargos que pedem nível médio variam de R$ 1.994,30 a R$ 2.896,02. Para os de nível superior, de R$ 6.388,31 a R$ 6.883,05.

TAXA: A taxa de inscrição para os níveis médio e técnico são de R$ 35; para o superior, R$ 50. A prova será dia 6 de maio.

Do Jornal O Globo

Sedex 12 - Correios vão oferecer novo serviço de entrega rápida

Objetivo do novo serviço é entregar encomendas expressas em locais onde não há condições operacionais para que a entrega seja feita até às 10h


BRASÍLIA - A partir de segunda-feira (2) os Correios começam a oferecer o serviço Sedex 12, que garante a remessa de documentos e mercadorias até às 12h do dia útil seguinte ao da postagem.

O novo serviço não estará disponível para as cidades que já têm o serviço de Sedex 10 (com entrega até às 10h do dia seguinte), e, na primeira fase estará disponível apenas para os estados de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, Espírito Santo e interior de São Paulo.

A fase de testes deve durar cerca de quatro meses e vai abranger 132 cidades. Segundo o chefe do departamento de encomendas dos Correios, Ricardo Fogos, depois da primeira fase haverá uma avaliação do serviço e a previsão é que o Sedex 12 seja estendido para todo o país.

O objetivo do novo serviço, de acordo com Fogos, é entregar encomendas expressas em locais onde não há condições operacionais para que a entrega seja feita até às 10h. “Estamos ampliando a oferta de serviço para entrega matinal para clientes que precisam ter uma mercadoria ou documento à disposição para ser utilizado ao longo do dia”.

O novo serviço vai oferecer facilidades como a possibilidade de rastreamento do objeto postado, aviso de tentativa de entrega e seguro automático por extravio, dano ou avarias.

O novo serviço faz parte das comemorações dos 30 anos do lançamento do Sedex, que entregou de mais de 2 bilhões de objetos. Atualmente, existem também os serviços de Sedex Hoje, Sedex Mundi e o e-Sedex.

Agência Brasil

Casas e edifícios são certificados como 'verdes'

Conheça o processo de certificação que incentiva obras sustentáveis ao redor do mundo
Editora Globo
Hoje há somente 44 edifícios com o selo no país// Crédito: Shutterstock

Nossa casa está cheia de exemplos de desperdício. Aquela pia que você deixa aberta por muito tempo, o tempão de chuveiro elétrico ligado e lâmpadas acesas à toa. Multiplique isso por 100 apartamentos ou escritórios e você vai ter ideia de como o cuidado com essas coisas pode fazer uma diferença na conta – na do fim do mês e na do planeta. Menos mal saber que no Brasil estão construindo cada vez mais casas e edifícios sustentáveis, pensados para minimizar esses problemas. O número de obras que estão entrando nessa onda verde triplicou entre 2011 e 2010, segundo números do GBC (Green Building Council), ONG que incentiva a iniciativa.

O principal instrumento da empresa para estimular a safra de prédios verdes é a certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design). Quando a solicita, o responsável pela obra recebe uma espécie de consultoria para que seu projeto seja eco-friendly. “Acompanhamos a elaboração do projeto, o início da execução e da operação. Ajudamos desde a escolha do local, para pensar em como evitar que as pessoas dependam tanto de carro, por exemplo”, diz Marcos Casado, gerente técnico do GBC Brasil.

A certificação só é emitida depois que o edifício começa a operar e os consultores constatam que ele cumpre alguns critérios de sustentabilidade, como eficiência no uso de energia, de água e de materiais, controle de qualidade do ar, entre outros. Alguns requisitos são obrigatórios, outros, opcionais. O cumprimento de cada um gera pontos, que vão sendo somados. Com 40, o espaço ganha a certificação básica. Cem pontos dão direto à máxima, platinum.

O movimento ainda está começando: hoje há somente 44 edifícios com o selo no país. O número vai aumentar rapidamente, no entanto, porque só agora, cinco anos depois da chegada da GBC por aqui, é que as obras estão ficando prontas. No total, existem 474 delas em processo de certificação. A cada ano, entra mais gente na fila. Em 2007, primeiro ano da ONG no Brasil, apenas 40 empreendimentos pediram registro. Em 2011, foram 197 – quase 5 vezes mais.

“O principal mercado para construções verdes, atualmente, é o de edifícios comerciais, que responde por 43% dos certificados no Brasil. Eles estão mais acostumados a fazer a conta no final do mês”, diz Casado, lembrando que é possível certificar vários espaços, como casas, lojas, escritórios e até estádios – 10 dos 12 que vão sediar a Copa de 2014 são candidatos ao selo do LEED.

“O mercado está se engajando na busca de soluções novas, porque o custo benefício é enorme”, diz Casado. O custo, mais precisamente, é de US$ 3,4 mil para quem quer a certificação para uma obra de até 4,6 mil metros quadrados. Quem vai vender ou alugar um móvel com a certificação, tem cobrado de 10% a 20% a mais que a média. Mesmo assim, não faltam clientes, porque no fim do ano a economia compensa. O consumo de energia é cerca de 30% menor, o de água, metade, e a geração de lixo diminui em até 80%. No total, a operação fica 9% mais barata, em média. E todo mundo sai ganhando: quem constrói o imóvel e quem o ocupa – além do planeta lá fora.

por Redação Galileu

Pernambuco: Subproduto que polui o meio ambiente será usado para gerar energia

A vinhaça passará a ser utilizada como matéria-prima e vai gerar até 1600 MW de energia limpa em Pernambuco
Ilustração: Cetrel
Antes considerada lixo, vinhaça vai virar biogás e energia

Em Vitória de Santo Antão, no interior de Pernambuco, toda a vinhaça produzida pelas usinas de cana-de-açúcar da região está prestes a virar energia limpa.

A iniciativa é da Cetrel e do Grupo JB, que na próxima quarta-feira (03/4) inauguram a primeira indústria produtora de bioenergia a partir deste subproduto, resultado da fabricação de etanol.
Para cada litro de álcool produzido, 12 litros de vinhaça são deixados como subproduto.

A fábrica fica na unidade industrial da Companhia Alcoolquímica Nacional,do Grupo JB.
Na fase inicial do projeto, a geração de energia vai utilizar 20% da capacidade total da empresa, que é de aproximadamente mil metros cúbicos de vinhaça por dia, o que corresponde a 0,85 MW de biogás.

Ao todo, segundo a empresa, 612 MW serão comercializados no mercado livre por mês.
Em escala industrial, a operação de Vitória de Santo Antão terá sua capacidade ampliada em até cinco vezes, cerca de 4,5 MW.

Os parceiros apostam na eficiência e na qualidade do biogás, que é gerado através de uma tecnologia de biodigestão específica para a vinhaça e suas potencialidades. O biogás é composto, em média, de 80% de metano, o que lhe confere maior potencial de queima quando comparado a outras fontes de resíduos tradicionalmente usadas. Estas fontes, geralmente, contém de 50% a 70% de metano.

“Aplicamos os conceitos de biodigestão para desenvolver uma tecnologia específica e, deste modo, apresentar a vinhaça como uma excelente alternativa para produção de energia limpa no País”, afirma a gerente da área de bioenergia da Cetrel, Suzana Domingues.

“Para termos a dimensão desse potencial, na safra 2010/2011 foram produzidos 25 bilhões de litros de álcool, o que corresponde à geração de cerca de 300 bilhões de litros de vinhaça.

Este volume seria suficiente para gerar 1.600 MW, aproximadamente 45% da capacidade instalada de uma hidrelétrica como a de Jirau, com vantagem de produzir energia de forma descentralizada e sem impacto para o meio
ambiente”, analisa Suzana.

José Carlos Beltrão, presidente do Grupo JB, destaca que a tecnologia pode ser aplicada em grande parte das 440 usinas sucroenergéticas do país, como fonte extra de energia alternativa, gerando receita.

"Todo o setor sucroenergético segue a filosofia da sustentabilidade e tem um sério compromisso com o meio ambiente, com o desenvolvimento econômico do estado de Pernambuco", afirmou o executivo.

Segundo ele, outro benefício deste negócio são as diferentes aplicações do biogás rico em metano como combustível: em caldeiras na própria usina, ou indústrias próximas, como biogás veicular, após tratamento para atingir a especificação ou para produção de energia elétrica, através de motogerador ou turbina, como é o caso do produto na usina do Grupo JB.

É por conta dessas possibilidades que o projeto da unidade deve ser feito de forma customizada, considerando o interesse do empresário parceiro para o uso do biogás a ser gerado.

“Primeiro entendemos as necessidades do empresário e estudamos as condições da vinhaça produzida na usina, depois definimos qual o projeto mais adequado em termos de escala e aplicação para obter uma estimativa do investimento”, explica Suzana.

A gerente adianta, porém, que para ser economicamente viável, o volume de vinhaça disponível deve ser de, no mínimo, cinco a seis mil metros cúbicos/dia (5 a 6 mil m3/dia), a depender da aplicação e da qualidade do insumo.

por Globo Rural On-line

Teatro Guaíra, em Curitiba, será revitalizado, afirma governador do PR

Beto Richa anunciou a reforma durante evento no sábado (31).
Primeiro auditório do teatro, o Guairinha, foi inaugurado em 1954.


Teatro Guaíra, em Curitiba (Foto: Divulgação/Teatro Guaíra/Karin van der Broocke)
Teatro Guaíra, em Curitiba (Foto: Divulgação/Teatro
Guaíra/Karin van der Broocke)

O governador do Paraná, Beto Richa, informou no sábado (31) que o Teatro Guaíra, em Curitiba, será revitalizado. O anúncio foi feito durante a inauguração de um monumento em homenagem à atriz paranaense Lala Schneider, que morreu em 2007. A escultura do rosto da homenageada foi instalada na Praça Santa Andrade, em frente ao teatro.

Segundo Richa, a abertura da licitação para contratar uma empresa responsável pela reforma, em um dos mais famosos teatros da capital, já foi autorizada. O governador ressaltou que o Teatro Guaíra é um dos grandes símbolos da cultura do estado e que há décadas aguarda por uma reforma completa. Ainda não há informação de quando a obra será iniciada.

A diretora do Guairão, Mônica Rischbieter, disse que o teatro ficará “novinho”.
Palco e plateia do Teatro Guaíra, em Curitiba (Foto: Divulgação/Teatro Guaíra/Karin van der Broocke)
Palco e plateia do Teatro Guaíra (Foto: Divulgação/
Teatro Guaíra/Karin van der Broocke)

A construção do Teatro Guaíra foi iniciada em 1952. O projeto arquitetônico do atual do espaço é do engenheiro Rubens Meister. Dois anos depois, o primeiro de três auditórios foi inaugurado, local que hoje é conhecido como Guairinha. Em 1955, iniciaram as apresentações culturais.

O espaço total do Teatro Guaíra de 16.900 m² e com capacidade de 2.757 lugares foi inaugurado em agosto de 1975.
Durante o Fetival de Teatro de Curitiba, que é realizado na capital até o próximo domingo (8), os palcos do Teatro Guaíra recebem algumas das peças mais aguardadas pelo público.

Do G1 PR

Pernambuco: Cidade da Copa ganha hospital, academia, terminal e Agência do Trabalho



  • jA passagem do governador Eduardo Campos por São Lourenço da Mata neste sábado (31) foi marcada por uma maratona de inaugurações. De uma só vez, ele entregou uma Agência do Trabalho, uma Academia das Cidades, o Terminal Integrado de Transporte Alternativo, e o Hospital e Maternidade Petronila Campos. Ao todo, o Governo do Estado investiu mais de R$ 1,5 milhão nas quatro ações da Cidade da Copa.

    Animado, Eduardo vistoriou cada equipamento. Ficou bastante satisfeito com o Hospital e Maternidade Petronila Campos, que após um ano e cinco meses de reformas volta funcionar como referência de saúde para a toda a Região Metropolitana Oeste. A unidade tem capacidade de realizar 12 partos e receber cerca de 600 pacientes de urgência e emergência por dia.

    sPrestes a ganhar bebê, Elizângela Trindade fez questão de agradecer pessoalmente ao governador pela ajuda na reforma do hospital. “Daqui a 45 dias completo os nove meses de gestação. Agora estou tranquila porque tenho um lugar seguro pra ‘descansar’”, disse a jovem, moradora do centro da cidade.

    Com o investimento de R$ 800 mil na Petronila Campos foi possível renovar o prédio e dotar os 72 leitos de internação (33 deles obstétricos) com equipamentos novos e modernos. Além das especialidades em clínica médica, pediatria e obstetrícia, o hospital passa a oferecer também serviços de odontologia.

    dA primeira parada de Eduardo em São Lourenço, no entanto, foi no km 22,4 da PE-05, no distrito de Tiúma. No local, ele inaugurou o Terminal Integrado de Transporte Alternativo Chapéu de Palha, por onde vão passar cerca de quatro mil passageiros/dia vindos de várias cidades como Orobó, João Alfredo, Bom Conselho, Machados, Surubim, Limoeiro, Carpina, Nazaré e Paudalho. O investimento no “terminal dos toyoteiros” foi de R$ 741 mil.

    São Lourenço da Mata ainda recebeu uma unidade de atendimento do SINE-PE/Agência do Trabalho e a 130ª Academia das Cidades. Espaço para promoção de atividades de lazer e esporte, a academia ocupa uma área de 7.560 m² e custou cerca de R$ 1 milhão. Já a Agência do Trabalho atenderá 3,5 mil pessoas, captando cerca de 80 a 100 vagas e 300 encaminhamentos mensalmente. Os serviços da agência abrangem a intermediação de mão de obra, a qualificação profissional e o acesso ao benefício do seguro-desemprego.

    sPara Eduardo, São Lourenço da Mata vê os reflexos positivos de ser a cidade escolhida para sediar os jogos da Copa de 2014. “Essas mudanças vão para além da Copa do Mundo, elas transformarão São Lourenço na nova centralidade urbana do estado que mais cresce do Brasil”, disse, em breve discurso, durante a inauguração da Avenida Governador Miguel Arraes, que liga oito bairros e foi totalmente reformada pela prefeitura de São Lourenço.



    Portal PE

MS: Reforma do Aeroporto Santa Maria faz avançar programa estadual de incentivo à aviação regional


foto Rachid Waqued

Campo Grande (MS) – Os hangares, pátio e até o céu do Aeroporto Auxiliar Santa Maria estiveram movimentados neste sábado (31) com as comemorações do término das obras de reforma e ampliação.

O Governo do Estado investiu um total de R$ 14,8 milhões nas obras, por meio de projeto aprovado junto ao Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa) e aplicação de aproximadamente R$ 2,8 milhões de recursos próprios em contrapartida.

O governador André Puccinelli fez a inauguração do novo aeroporto e verificou in loco as novas condições das pistas.

Depois do descerramento da placa inaugural, autoridades, convidados e usuários do aeroporto assistiram a um show de acrobacias aéreas e se reuniram em um dos hangares.

Com mais essa obra o governo concretiza uma nova etapa do projeto de melhoria de aeroportos em Campo Grande e nas principais cidades polos regionais de Mato Grosso do Sul. “Temos com esse o segundo aeroporto de Campo Grande homologado. E nós queremos, através da aviação regional, desenvolver o nosso estado”, disse o governador.

Além de cidades do Interior que já estão servidas de aeródromos regularizados para aviação comercial, há obras em andamento e projetos prioritários e de médio prazo para outras regiões. “Temos em meta ainda - além de já ter homologado o de Bonito, e o de Três Lagoas que terá a homologação -, fazer no mínimo no nosso governo os de Nova Andradina e Naviraí.

Mas a meta é homologar também os de Paranaíba, Chapadão do Sul, Coxim, Aquidauana, Amambai, Jardim, e outros, em um total de 16 aeroportos. Queremos homologar, porque assim pode ter aviação comercial de grande porte. Isso representa um impulso bastante grande na aviação regional e no turismo”, disse o governador.

Para o prefeito Nelson Trad Filho, as obras realizadas no Aeroporto Santa Maria trazem otimismo para o setor da aviação da Capital. “Agora, Campo Grande dotada da infraestrutura para pouso, inclusive, de jatos no aeroporto Santa Maria, nós vamos conseguir desafogar o Aeroporto Internacional Antônio João que é o nosso aeroporto principal.

Nós estamos muito bem agora com esse aeroporto para aeronaves pequenas, e quando precisar, para aviões a jato”, avaliou o prefeito.



Representante da associação condominial formada por proprietários de hangares e que são usuárias frequentes do aeroporto, Antônio Carlos Diniz Linhares considerou que “agora, sim, o Santa Maria está à altura de Campo Grande”.

As obras incluíram a reforma e ampliação da pista de pouso/decolagem; reforma e ampliação da pista de manobras; reforma e ampliação do pátio de aeronaves; construção de cerca de proteção; implantação do acesso e a construção do prédio onde vai funcionar a Seção Contra Incêndio (Secinc).

As pistas receberam revestimento em Concreto Betuminoso Usinado à Quente (CBUQ), material de maior qualidade e durabilidade. Tanto na principal - de 1.500 metros de comprimento e 30 metros de largura – quanto na de taxiamento – com 1.500 metros de extensão e largura de 18 metros, as obras ainda garantiram espessura de 7,5 cm.



Além da reforma e da ampliação executadas, uma demanda que ainda persiste vai ter apoio do Estado para ser atendida. Em discurso, o governador anunciou que vai destinar um montante de recursos do Estado à próxima administração municipal para a pavimentação do acesso ao aeroporto.

O principal caminho utilizado é uma estrada de chão, de aproximadamente 6,5 km, desde a BR-262, mas o projeto poderá indicar um acesso mais curto, o que diminuiria o custo da obra de asfalto.

“Nessa estrada que é usada, o custo ficaria em cerca de R$ 10 milhões, porque vai precisar de muitos serviços de drenagem. Queremos então que se estude a alternativa do caminho que vem ‘por dentro’, que é mais curto”, afirmou André. De acordo com o governador, as informações indicam que essa segunda opção de acesso teria em torno de 3 a 3,5 quilômetros.

Estiveram presentes à inauguração secretários de Estado, deputados e vereadores da Capital, entre outros convidados e autoridades.



 

Na cidade da Embraer, um aeroporto padece

Aeroporto de São José dos Campos (SP) não consegue receber dois vôos simultâneos; prefeitura que tomar o local e concedê-lo à iniciativa privada

Ana Clara Costa
Aeroporto de São José dos Campos Aeroporto de São José dos Campos: retrato do descaso em uma das cidades mais ricas do país (Divulgação)

São José dos Campos, a menos de 100 quilômetros de São Paulo, figura na lista das vinte cidades mais ricas do país, com um Produto Interno Bruto (PIB) de 22 bilhões de reais. Lá estão 26 mil empresas, algumas do porte da Embraer, General Motors e Ericsson, e os mais importantes centros de pesquisa da América Latina nas áreas espacial, energética e aeronáutica.

O município conta ainda com pujantes polos de defesa e petroquímico. Na cidade que domina a tecnologia de voar, no entanto, o aeroporto é uma lástima. Operado há oito anos pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o terminal Professor Urbano Ernesto Stumpf é um exemplo completo do descaso e incompetência da estatal.

Desde que a Infraero assumiu o controle do aeroporto, o fluxo anual de passageiros saltou de 50 mil em 2003 para 240 mil em 2011 (o limite é de 90 mil), sem que fosse feita sequer uma reforma nas instalações. Houve apenas o recapeamento das pistas.

Passageiros que partem da cidade para estadias de curta duração não podem deixar seus carros em garagens – simplesmente porque só há uma com capacidade para apenas 50 veículos.

Serviços simples e indispensáveis, como banheiro, causam vergonha nas empresas que recepcionam empresários vindos de outros locais e que são obrigados a descer em São José dos Campos pela falta de opção em Guarulhos. “Muitos chegam a pedir para desembarcar Guarulhos, apesar da distância, devido à falta de estrutura aqui”, afirma um executivo de uma empresa da cidade que pediu para não ter seu nome citado.


Ineficiência estatal – Em ano de revisão do sistema aeroportuário brasileiro, em que o governo arrecadou 24 bilhões de reais nas concessões à iniciativa privada dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, o de São José dos Campos é um retrato da vergonhosa ineficiência que impera no setor aéreo nacional – sobretudo nos terminais de cidades de porte médio.

No aeroporto que fica a poucos metros da sede da Embraer – empresa que é referência internacional em tecnologia aeronáutica –, dois voos não conseguem ser desembarcados ao mesmo tempo por falta de terminal, esteiras e espaço físico.

Para lá, voam apenas as empresas Trip e Azul. Para se ter ideia, na também paulista Ribeirão Preto, que tem praticamente o mesmo número de habitantes de São José (pouco mais de 600 mil), o aeroporto – operado pelo governo do estado de São Paulo – teve um fluxo de um 1,4 milhão de passageiros no ano passado e conta com os serviços de cinco companhias aéreas.

Para tentar reverter esse quadro e transformar o local em um centro lucrativo, o prefeito da cidade, Eduardo Cury (PSDB/SP), enviou em 2011 um ofício ao ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, em que pedia a municipalização do aeroporto.

Em um plano de negócios de quase 40 páginas, elaborado em parceria com uma consultoria privada, a prefeitura expõe a intenção de tomar para si a gestão do local e, posteriormente, concedê-la à iniciativa privada – tal como ocorreu com as três “joias” da aviação nacional.


O projeto – A ideia de Cury é transformar o aeroporto de São José em um centro de negócios com uma área para comportar indústrias, outra para um novo terminal de passageiros, um centro de eventos empresariais, um terminal para aviação executiva e outro para cargas.

Na argumentação do prefeito consta não só a presença maciça de empresas na cidade, mas também a existência de mão de obra especializada formada nas diversas instituições de ensino locais, como o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), e centros de treinamento de pilotos.

“São mais de dois milhões de metros quadrados de área disponível. Dá para fazer muita coisa respeitando o plano diretor do aeroporto – sobretudo porque temos um complexo viário muito desenvolvido que vem até São José”, afirma o prefeito.

Não será tarefa fácil convencer o governo federal e a Infraero a ceder o terminal. A estatal não está nada disposta a engolir uma 'nova derrota', após perder o controle dos três principais aeroportos do Brasil. Teoricamente, ela prevê investir os recursos das outorgas de Guarulhos, Viracopos e Brasília – que serão depositados no Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) – nos aeroportos menores e assim fomentar a aviação regional.

Além disso, São José dos Campos está no centro estratégico e industrial do estado de São Paulo, com um potencial de negócios que desperta cobiça.

Especialistas ouvidos por VEJA apontam que o aeroporto Professor Urbano é um dos que maior potencial guarda mesmo com a ‘concorrência’ de Guarulhos, a apenas 73 quilômetros de distância dali, e de Viracopos – ambos terão sua capacidade ampliada significativamente pelas concessionárias privadas.

“Há uma demanda reprimida muito grande na região para voos domésticos e que pode ser suprida por São José, sem afetar Guarulhos”, afirma um técnico da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “Contudo, é preciso saber que um aeroporto melhor não irá trazer mais progresso para a cidade. Isso porque, até hoje, São José mostrou ser capaz de atrair empresas sem contar com essa estrutura”, afirma a fonte.


Em estudo – Procurada pelo site de VEJA, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está estudando o projeto apresentado pela prefeitura e deverá emitir um parecer ainda neste semestre. Três cenários são possíveis: municipalização, concessão ou a manutenção do terminal nas mãos da Infraero.

O ministro Bittencourt, conforme apurou a reportagem, já mandou um recado “aos apressadinhos”. Ele disse que estudará o projeto e que, para isso, levará o ano inteiro.

Até lá, não tomará qualquer decisão. Ante a demora já anunciada, o secretário teria se comprometido a trabalhar para que a Infraero construa um Módulo Operacional Provisório (MOP) – o famoso “puxadinho” – para tentar aumentar a capacidade de pousos e decolagens simultâneas do local. Por ora, apenas promessas.

Veja

Investimento social deve estar ligado aos negócios, defende Tereza Campello


Ao participar de debate na capital paulista, ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome destaca a importância de adotar ações sociais de larga escala para potencializar superação da extrema pobreza



São Paulo – O investimento social das empresas privadas deve estar diretamente ligado ao negócio de cada uma delas, defendeu a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, ao participar de debate, nesta sexta-feira (30), durante o 7º Congresso do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) – Novas Fronteiras do Investimento Social, em São Paulo. Segunda ela, essa é a receita para o sucesso das parcerias público-privadas no combate à extrema pobreza no Brasil.

Tereza Campello participou da mesa “Parcerias empresa-governo no investimento social”, junto com o chefe do Departamento de Economia Solidária do BNDES, Angelo Fuchs, do diretor da Fundação Vale, Ricardo Piquet, e do gerente do Setor de Oportunidades para a Maioria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luiz Ros. O tema central do debate foi a integração dos investimentos sociais privados às políticas públicas.

O Brasil atual, destacou a ministra, ultrapassou o período de projetos-pilotos. Segundo Tereza Campello, o país vive um ciclo permanente de desenvolvimento social, em que cerca de 30 milhões de pessoas saíram da miséria e 40 milhões emergiram para a classe média. Para ela, a melhor forma de potencializar os investimentos sociais do setor privado é agregando as ações ao negócio da empresa. “Somente isso garantirá escala e a permanência das iniciativas. Ou seja, o dinheiro não deve ser pulverizado em ações piloto e que não dialogam com o negócio”.


Oportunidade – Para tirar da extrema pobreza os 16 milhões de brasileiros que ainda vivem com menos de R$ 70 mensais per capita, é preciso atuar em larga escala, enfatizou a ministra. Isso, prosseguiu, não se faz com projetos de pequeno alcance. “Não queremos favor, não queremos filantropia. Queremos fazer negócio com vocês”, disse, ressaltando que a população pobre quer oportunidade para alcançar a autonomia.

Como exemplo, Tereza Campello citou a parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), dentro do eixo de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria. Por meio dela, o segmento supermercadista está qualificando mão de obra e contratando o público do Brasil Sem Miséria.

Além disso, o setor supermercadista está adquirindo produtos de agricultores extremamente pobres, acrescentou a ministra. De acordo com ela, a iniciativa, conjugada às compras públicas do governo federal por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), garante uma demanda firme e permanente, que incentiva a produção e a organização dos agricultores.

“Essa parceria com a Abras é um bom negócio para o setor, porque supre a carência de mão de obra, diversifica a oferta de produtos de qualidade aos consumidores e agrega valor ao negócio ao ajudar a superar a miséria”, disse Tereza Campello. “Essa é uma agenda estratégica para o país. Todos ganham com a superação da extrema pobreza.”

ZAP Notícias

Santander, patrocina evento de sustentabilidade.


Santander, patrocina evento de sustentabilidade.

SANTANDER TRAZ FRITJOF CAPRA, UMA DAS PRINCIPAIS REFERÊNCIAS EM PENSAMENTO SISTÊMICO E ECOLÓGICO, PARA ENCONTRO DE SUSTENTABILIDADE.


Evento terá transmissão ao vivo por meio do portal do Santander e Oscar Motomura e Ricardo Voltolini participam da discussão

www.santander.com.br/sustentabilidade, em 28 de março, a partir das 18h30 horas, e internautas poderão fazer perguntas.


O Brasil vive hoje um momento favorável para criar um modelo de desenvolvimento economicamente viável, ambientalmente equilibrado e socialmente justo.

Debater sobre o desafio do crescimento qualitativo para organizações e seus líderes e o potencial brasileiro para liderar este movimento é o objetivo deste Encontro de Sustentabilidade.

Em 28 de março, às 18h30, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro, o Santander promove o Encontro de Sustentabilidade com Fritjot Capra, diretor fundador do Centro de Ecoliteracy em Berkeley, na Califórnia e um dos mais conceituados pensadores de sustentabilidade do mundo.

No 21º Encontro, Capra fala sobre os desafios atuais da sociedade e como fazer a transição para a sustentabilidade.

O físico austríaco aborda o conceito de crescimento qualitativo, trazendo exemplos práticos de sua aplicação e como a alfabetização ecológica contribui para essa mudança de patamar de consciência e desenvolvimento.

Oscar Motomura, fundador da consultoria Amana-Key, especializada em inovações radicais nas áreas de gestão, estratégia e liderança de organizações contextualiza o Brasil no cenário mundial e provoca Capra a propor um novo modelo de crescimento.

Já Ricardo Voltolini, jornalista e presidente da Ideia Sustentável, empresa que atua em consultoria, educação, conteúdos e comunicação, vai apresentar para o público online alguns dos principais pensadores da sustentabilidade e abordar suas contribuições para a discussão e prática do desenvolvimento sustentável.

A transmissão ao vivo acontece por meio do portal www.santander.com.br/sustentabilidade e os participantes poderão enviar perguntas.

As inscrições para participar do evento presencialmente já estão abertas no mesmo endereço.


Desde 2003, o Santander realiza os Encontros de Sustentabilidade, com o objetivo de promover a reflexão e o debate sobre o tema entre especialistas, e a sociedade.

A iniciativa coloca em evidência assuntos como fundamentos necessários para uma nova economia, estratégia para a sustentabilidade, oportunidades em negócios sustentáveis e, uso de recursos naturais, desigualdade e renda, educação, voluntariado e empreendedorismo e novas tendências da sociedade.

Os Encontros já receberam palestrantes como John Elkington, da consultoria Sustainability, Peter Senge, autor do livro “A Quinta Disciplina” e Muhammad Yunus, economista, fundador do Grameen Bank em Bangladesh, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2006.

Com o objetivo de compartilhar práticas de sustentabilidade que visa "encurtar o caminho rumo a um mundo mais sustentável".

Os Encontros de Sustentabilidade fazem parte desta iniciativa e, além do evento presencial, eles serão transmitidos ao vivo pelo portal e ficam posteriormente disponíveis no site para compartilhar o conteúdo abordado com um público mais amplo.

Fritjof Capra é físico e teórico de sistemas, é diretor fundador do Centro de Ecoliteracy em Berkeley, Califórnia.

Dr. Capra é parte do corpo docente do Programa de Liderança Beahrs Ambiental da Universidade da Califórnia, Berkeley. Ele também leciona na Schumacher College, um centro internacional de estudos ecológicos na Inglaterra, e frequentemente ministra seminários de gestão para altos executivos.

Dr. Capra é autor de cinco best-sellers internacionais, O Tao da Física (1975), O Ponto de Mutação (1982), Sabedoria Incomum (1988), A Teia da Vida (1996) e As Conexões Ocultas (2002). Ele é coautor de Política Verde (1984), Pertencente ao Universo (1991), e EcoManagement (1993). Seu livro mais recente é A Ciência de Leonardo Da Vinci (2007).

Oscar Motomura – Moderador é fundador, principal executivo e facilitador sênior dos programas de atualização de líderes da Amana-Key.

Executivo multidisciplinar é especialista em gestão, estratégia e liderança. Atua principalmente na área de reinvenção da identidade e das macroestratégias de organizações de grande porte do setor público e privado – nacionais e multinacionais – no Brasil e no exterior.

Sua rede de relacionamentos inclui vários dos principais especialistas em gestão do mundo e nomes destacados nas ciências, artes e humanidades.

Ricardo Voltolini - Apresentação Online é um dos primeiros consultores brasileiros especializados em responsabilidade social empresarial e sustentabilidade nos negócios, áreas nas quais tem trabalhado desde 1997.

Ricardo Voltolini é também jornalista e MBA pela FIA. Preside a Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade, empresa que atua em Consultoria, Educação, Conteúdos e Comunicação. É autor do livro Conversas com Líderes Sustentáveis (Editora SENAC-SP), baseado em entrevistas com 10 presidentes de grandes empresas, também consagrados pela implementação de práticas de gestão em sustentabilidade em suas organizações.

Voltolini é também o idealizador da Plataforma Liderança Sustentável, cujo objetivo é identificar, inspirar e conectar jovens líderes em sustentabilidade e dirige a revista Ideia Sustentável.

Mundo Diversidade

RN: Prefeito de Pau dos Ferros quer privatizar saneamento





'Não houve debate público com a população, que será prejudicada com o aumento das tarifas'

O Prefeito de Pau dos Ferros, Leonardo Rêgo, DEM, quer privatizar o sistema de água e esgotos da cidade. Para tanto, o Banco do Nordeste publicou Edital de Tomada de Preços n.o 2012/033 para a execução de serviços de consultoria para estudos de implantação de PPP – Parceria Público Privada e operação do sistema de saneamento e abastecimento de água do Município (veja o Edital no site Clicando Aqui).

A intenção do Prefeito Leonardo Rêgo de realizar licitação para implantação da PPP vai acarretar em sérias conseqüências para a população carente de todo o estado e, principalmente, para 37 municípios do Oeste Potiguar. Isso porque a Cidade é pólo de regional da CAERN e tem um dos maiores centros arrecadadores desta região do Estado.

Em uma região árida ter os acessos a água e ao saneamento privatizados são, no mínimo, atos de insanidade. A população carente não teria condições de pagar os custos decorrentes da privatização destes serviços que, atualmente, tem preços subsidiados pela tarifa social da CAERN.

O projeto de implantação da PPP é um verdadeiro escândalo. É um projeto feito sob medida para beneficiar os grupos privados com a transferência de recursos públicos para empresas particulares. Este projeto representa também a possibilidade de transferência de renda da população para o grupo privado que ganhar Tomada de Preço da PPP.

A direção do Sindágua/RN tem um dossiê reunindo material que comprova que a PPP representará na prática a privatização dos serviços de tratamento de água e esgotos e o abandono da população.
Os trabalhadores da CAERN estão mobilizados para enfrentar esta tentativa de golpe alertando, através de atos públicos e denúncias, a perversidade da privatização travestida de PPP. Todos unidos contra a privatização!!!!
Contatos: Presidente do Sindágua/RN, Alberto Moura: (84) 9953-0157

Adriano Medeiros
Jornalista

 São Francisco do Oeste/RN


Plano de investimento público em ferrovias está paralisado




Aportes no valor de R$ 7 bilhões não sairam do papel e empresas propõem parceiras público-privadas


Frederico Haikal
Ferroriva1
Ferrovia em área urbana de Contagem: setor precisa de R$ 2,6 bilhões para 28 contornos



Um plano minucioso de amplas intervenções na rede ferroviária nacional foi desenvolvido pelo governo federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e previa aportes de R$ 7 bilhões para solucionar os principais pontos críticos da malha em regiões urbanas, como passagens em nível e invasões de faixas de domínio.

No entanto, o Programa Nacional de Segurança Ferroviária em Áreas Urbanas (Prosefer), como foi batizado o plano, está parado, segundo o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça.

Segundo ele, a iniciativa privada está disposta a fechar parcerias público-privadas (PPPs) com a União para acelerar as obras. “Se isso ocorrer, em três anos e dois meses, vamos sanar os principais problemas. Pelo menos 80% deles”, afirma.

No entanto, Vilaça considera que o governo não tem interesse político no assunto. Ele analisa que problemas ambientais e interferências do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público atrasam as intervenções, mas o principal motivo da paralisia seria a falta de vontade política.

Conforme o Dnit, estão em andamento obras de R$ 800 milhões que integram o Prosefer.
O presidente da ANTF afirma que são recursos liberados há muito tempo e que, embora se enquadrem no tipo de obra prevista pelo Prosefer, são intervenções que tiveram início antes de 2008, quando o Prosefer sequer existia.

O Dnit não informa quando foram realizados os desembolsos. Conforme o órgão, o montante está sendo investido e a liberação de mais recursos depende do orçamento da União, ou seja, não tem prazo estipulado.

Em Minas, onde está concentrada 18% da malha ferroviária do Brasil, Vilaça destaca pontos onde se tem conhecimento da necessidade dos investimentos há pelo menos uma década. Mas as obras, embora anunciadas, não saem do papel.

“No contorno de Belo Horizonte, até hoje, não foram realizadas as obras necessárias, onde existem pontos extremamente críticos. O anel ferroviário de Contagem é outra demanda histórica.
O governo precisa ouvir mais quem entende do assunto”, diz.

Vilaça faz críticas ao Dnit. “As obras estão a cargo do Dnit, que é um órgão rodoviarista.
Não parece haver vontade de dar mais equilíbrio aos modais de transporte do país”, afirma.

Do Hoje em Dia

PPP: Estacionamento subterrâneo no centro de Brasília deverá beneficiar outros setores




Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

O estudo da Parceria Público-Privada (PPP) para a construção de um estacionamento subterrâneo pago no centro de Brasília vai além da Praça dos Três Poderes. 


Segundo a Secretaria de Governo, o projeto deverá pensar soluções para o Setor Bancário Sul (SBS), Setor Bancário Norte (SBN), Setor Comercial Sul (SCS), Setor Comercial Norte (SCN) e a Rodoviária. 


Enquanto a ideia ainda está no papel, motoristas sem vaga sofrem com atrasos e acabam estacionando de forma irregular não apenas no centro da capital, mas por todo o DF.

Segundo o secretário executivo do Conselho Gestor das PPPs, Márcio Galvão, a discussão do projeto será cautelosa. Antes da proposta de parceria chegar à etapa de licitação, será discutida com a população e especialistas, em audiências públicas ou consultas públicas. 


O Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Ibram) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também serão consultados, respectivamente pelas questões ambientais e referentes ao tombamento da capital brasileira.

O modelo do estacionamento e o número de vagas a serem disponibilizadas estão fase de estudo. Pelas contas de Galvão, o primeiro levantamento deverá ser concluído até meados de maio.

Jornal de Brasilia

“O número de vagas tem de atender à realidade e prever o crescimento da demanda da cidade nos próximos anos ou pelo menos durante a concessão da PPP”, diz. O prazo da concessão pode variar de 20 a 30 anos.

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