Diariamente, dois caminhões abarrotados de cimento chegam ao canteiro de obras em São Lourenço da Mata.
São 160 toneladas para a produção dos mais diversos tipos de concreto utilizados na construção da Arena Pernambuco.
Após dezenove meses, a obra entrou em uma fase de verticalização, com o surgimento dos primeiros pavimentos, de um total de seis até a conclusão do projeto.
Ações periféricas do estádio também entraram em novos estágios, como o estacionamento, com a colocação do asfalto.
No entanto, o principal avanço neste mês foi no campo burocrático, como mostra o novo capítulo da série “Diário de uma Arena”.
Após as 170 horas de ação desperdiçada nos oito dias de paralisação entre janeiro e fevereiro, o Tribunal Regional do Trabalho declarou ilegal o pleito do sindicato dos trabalhadores das indústrias de construção (Sintepav-PE), uma vez que a última convenção coletiva sobre valores dos contratos, com pedido de revisão dos operários, ainda está em vigor, até julho.
Assim, os 2.381 trabalhadores envolvidos diretamente na obra voltaram a circular no espaço, com os uniformes azuis, nas centenas de máquinas espalhadas.
Esse reinício retoma o novo programa de aceleração da arena, criado com o objetivo de atingir as metas estipuladas pela Fifa até 2013, para a Copa das Confederações.
Uma delas foi estender o pico de funcionários para março, com 2.500 pessoas. O estádio está com aproximadamente 32% das obras físicas executadas, em múltiplas ações paralelas, como acessos, arquibancadas, com a colocação de “vigas-jacaré”, e pilares na ala norte.
Escolhido de forma condicionada, Pernambuco terá a resposta definitiva da Fifa em junho. Todo esse contexto em torno das ações na área de 52 hectares do estádio ganha ainda mais força com a primeira visita do secretário geral da Fifa, o francês Jérôme Valcker, que separou esta temporada no seu calendário para vistoriar todas as doze subsedes do Mundial.
No caso local, a presença do dirigente responsável na entidade pela fiscalização das obras da Copa, está agendada para o aniversário do Recife, em 12 de março. Não por acaso, um feriado, talvez para facilitar a visão sobre a mobilidade urbana, outro ponto em questão na visita do executivo da Fifa.
“No momento, estou ansioso pela visita que farei em 12 de março a Recife, uma das duas cidades ainda na disputa para receber a Copa das Confederações.
A decisão será divulgada em junho, com base nas detalhadas avaliações de nossos especialistas em estádios”, disse Valcke, em nota oficial publicada no site da Fifa.
A visita de Valcke ganha ainda mais força devido ao período de incerteza ocorrido devido à paralisação, no qual chegou a ser noticiado um rumor sobre uma desistência oficial do estado do evento-teste. O fato foi rechaçado veementemente p elo governo. Do Recfe, Valcke segue para Brasília e Cuiabá.
Viaja com a impressão decisiva. Gramado - Em relação ao gramado do estádio, a Fifa ainda não decidiu o tipo.
Porém, ficou acordado que o campo da Arena Pernambuco será instalada com placas de grama para a Copa das Confederações, com o objetivo de liberar a área central do estádio para a movimentação de veículos e cargas.
Uma norma da Fifa obriga todos os estádios a plantar a grama diretamente no sulo apenas para a Copa do Mundo. Trata-se de um processo mais lento, de até seis meses.
O orçamento médio de um gramado enraizado é de R$ 4 milhões.
Ao chegar no canteiro de obras, uma mudança de fácil identificação no cenário então tomado por concreto e ferro é o asfalto.
Adiantado em um ano devido à participação na Copa das Confederações, o estacionamento da ala leste já contorna boa parte do estádio, em sua fase final.
Parte do estacionamento, por sinal, já foi liberada para os carros de funcionários. Serão 4.700 vagas até 2013, número exigido pela Fifa. Deste montante, 3.900 serão num único pavimento, semelhante ao shoppings centers da Região Metropolitana do Recife.
O projeto conta ainda com 800 vagas internas, no nível subterrâneo do estádio, incluindo as vagas para assentos mais nobres da Arena Pernambuco, com direito a acesso por elevador aos anéis de arquibancada.
“O início da pavimentação definitiva da área de estacionamentos faz parte do nosso plano de aceleração da obra. Iríamos iniciar esse trabalho apenas no verão de 2013.
Mas já estamos com equipes de terraplanagem, pavimentação e drenagem no espaço”, disse o engenheiro responsável pela obra, Jayro Poggi.
Paralelamente ao trabalho na área leste, os operários já iniciaram a construção do estacionamento nos setores noroeste e oeste.
O projeto da Cidade da Copa considera a construção de um edifício-garagem. Contudo, esta etapa está agendada após o fim do Mundial, uma vez que masterplan da nova centralidade urbana será construída de forma gradativa até 2025.
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