Objetivo é ganho de eficiência.
LEONARDO FRANCIA.
Os projetos que serão viabilizados através da formação de parcerias público-privadas (PPPs) injetarão até R$ 7 bilhões na economia do Estado entre 2012 e 2013. O valor é 250% superior aos R$ 2 bilhões investidos pela iniciativa privada em ativos públicos de 2006 a 2011 e será dispendido em um terço do tempo. A informação foi divulgada ontem pelo coordenador da unidade de PPP da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Marcos Siqueira, durante evento de lançamento do Comitê de Infraestrutura da Câmara de Comércio França-Brasil - Seção Minas Gerais, em Belo Horizonte.
"Os contratos de PPPs estão em franca aceleração em Minas Gerais. A formação de PPP é um instrumento vital para promover a modernização e melhoria da infraestrutura estadual. No entanto, o governo tem que desenvolver a capacidade de desenhar e gerenciar os constratos de forma que ele mantenha o controle através de mecanismos de regulação", afirma Siqueira.
Entre os projetos que estão na carteira de formação de PPPs no Estado para este ano, Siqueira destaca a operação e manutenção da malha rodoviária estadual, a expansão do metrô da Capital, a ampliação e reestruturação do Expominas, em Belo Horizonte, a implantação de novas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) e a conservação e administração de parques e reservas estaduais pela iniciativa privada.
"A experiência de Minas Gerais revela a versatilidade do mecanismo de PPPs, cujo objetivo é sempre a geração de ganhos de eficiência, desde que a iniciativa privada faça o trabalho melhor que o governo e os contratos sejam bem gerenciados estabelecendo uma relação ganha-ganha", avalia o coordenador da Unidade de PPPs da Sede.
Aportes - Em relação às PPPs que já trouxeram aportes da iniciativa privada em ativos públicos do Estado, Siqueira lembra do contrato para a revitalização do Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), na Pampulha, orçado em US$ 450 milhões. O Consórcio Minas Arena conduz as obras e terá direito de operar o estádio por 25 anos.
Outro exemplo lembrado pelo coordenador foram as seis UAIs dos municípios de Betim (Região Metropolitana de Belo Horizonte), Governador Valadares (Vale do Rio Doce), Montes Claros (Norte de Minas), Juiz de Fora (Zona da Mata), Uberlândia (Triângulo Mineiro) e Varginha (Sul do Estado) que estão sob administração do setor privado, mediante investimentos de US$ 55 milhões.
Outra PPP confirmada é relativa ao aumento da capacidade de fornecimento de água pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) à RMBH. A empresa parceira que implantará e operará, por 15 anos, uma rede que aumentará a capacidade do Sistema Rio Manso, deve investir, conforme Siqueira, US$ 400 milhões.
No próximo mês, o governo de Minas deve lançar a licitação para a escolha da companhia privada que implantará uma alça viária que ligará a Cidade Administrativa à região Oeste da Capital, orçada em US$ 80 milhões. Outro programa em fase de implantação é a construção de uma unidade de tratamento de resíduos sólidos na RMBH. Neste caso, o edital deve ser publicado em abril e o contrato é da ordem de US$ 500 milhões.
Diário do Comércio (MG)





Gustavo do Vale, em entrevista concedida após o leilão de concessão dos aeroportos (Foto: Agência Brasil)






