segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

IMPLANTADA ZONA AZUL PARA CARGA E DESCARGA DO CENTRO DO RECIFE

Campanha educativa e reforço nos agente de trânsito irão orientar motoristas sobre as novas regras
Começou a valer nesta segunda-feira (16), o Plano de Ações para o Trânsito destinado às operações de carga e descarga de mercadorias no Centro da Cidade. A primeira medida foi a transformação dos atuais espaços de carga e descarga da área central em vagas de Zona Azul. Para alertar os motoristas e comerciantes sobre as modificações, arte-educadores estarão nas ruas do centro até a próxima semana, além disso, durante os primeiros dias, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) irá reforçar o número de agentes de trânsito que atuam na fiscalização da área.

São mais de 130 espaços distribuídos em mais de 30 ruas dos bairros de São José, Santo Antônio, Recife e Boa Vista. Dividido em etapas, o conjunto de iniciativas envolvendo o tema foi anunciado em outubro de 2011 pelo prefeito João da Costa. Nessas vias já liberadas para a operação, as vagas serão destinadas exclusivamente para veículos de até seis metros de comprimento e o período de permanência será de, no máximo, uma hora. Com isso será criada a rotatividade, liberando as vagas para outros veículos.

“Nesse primeiro momento vamos orientar os motoristas para que eles obedeçam às novas regras. Esse é o momento de mudança, por isso esses primeiros dias serão de adaptação, mais caso haja o desrespeito, o condutor poderá ter o veículo notificado”, afirmou a presidente da CTTU, Maria de Pompéia Pessoa. Para fazer uso do espaço, o motorista ou a empresa do transporte deverá adquirir o talão de Zona Azul nos pontos de venda credenciados pela CTTU ao mesmo preço em que ele é vendido para os carros de passeio, por R$ 1,00 o bilhete.

O horário de funcionamento será o mesmo da Zona Azul comum, de 8h as 18h de segunda a sexta, e de 8h as 12h aos sábados. A multa para o veículo que estacionar na vaga e não for realizar carga e descarga ou estiver sem o cartão de Zona Azul é de R$53,20, além do proprietário acumular três pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O Plano de Carga e Descarga ainda tem novas etapas para os próximos meses, a fim de melhorar o trânsito da Cidade. A ação irá disciplinar a circulação para caminhões de grande porte no Centro da Cidade; restringir esses veículos nos corredores de transporte nos horários de pico; e, por último, a liberação de carga e descarga apenas no horário noturno das grandes avenidas, como Boa Viagem e Abdias de Carvalho.

Portal PCR

Estado do Rio de Janeiro publica PMI para concessão do Estádio do Maracanã

O Conselho Gestor do PROPAR (Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas) do Estado do Rio de Janeiro aprovou a publicação de Edital de Manifestação de Interesse para a realização dos estudos de viabilidade técnica, ambiental, econômico-financeira e jurídica para a estruturação de projeto de concessão administrativa para a operação e manutenção do Complexo do Maracanã, com a possibilidade de apresentação de sugestões de complementações físicas e adequações.

Os interessados em realizar os estudos deverão apresentar manifestação de interesse até às 17h, do dia 31 de janeiro de 2011, segundo consta no EDITAL MANIFESTAÇÃO DE INTERESSE DA INICIATIVA PRIVADA - MIP Nº 01/2012/CASACIVI.

O valor máximo global dos estudos e projetos apresentados por cada proponente não poderá ultrapassar o montante de R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais) e o prazo para a apresentação dos estudos se encerra no dia 31 de março de 2012.

Segundo a ata do Conselho Gestor do PROPAR (primeira parte, segunda parte), haverá procedimentos de manifestação de interesse para estruturação de PPPs:
- em saúde: Construção e Manutenção do Hospital Estadual de Trauma Adão Pereira Nunes - Saracuruna,
Hospital Estadual José de Alencar (Albert Schweitzer), Maternidade de São Gonçalo, Rio Imagem Niterói, SauTec, Complexo Estadual de Saúde da Baixada (Hospital Estadual de Trauma e Hospital Estadual de Oncologia), Hospital Estadual Azevedo Lima, Hospital de Trauma da Zona Oeste (Rocha Faria) e Hospital Estadual de Terapia Intensiva - HCI; e

- em sanemento básico: prestação de serviço de fornecimento de água e esgotamento sanitário na região de São Gonçalo e Itaboraí.

PPP Brasil

Voo Recife-Panamá confirmado para junho

Copa Airlines solicitou à Anac autorização para nova rota, que terá quatro frequências semanais
 / Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A negociação começou em julho passado e agora vem, enfim, a confirmação. O primeiro voo Recife-Cidade do Panamá, pela Copa Airlines, deverá decolar da capital pernambucana no dia 23 de junho levando 124 passageiros. Serão quatro voos semanais, em Boeing 737-700, às segundas, terças, sextas e domingos. A aérea solicitou autorização à Anac na última sexta-feira para operar a rota.

Foram muitas as conversas até que o novo voo internacional para Pernambuco se concretizasse. Executivos da Copa vieram ao Estado pelo menos duas vezes no último ano acertar todos os detalhes da operação. Visitaram também a Bahia, que disputou a rota com o Estado. Nos bastidores do governo, fala-se que os representantes da empresa panamenha gostaram de terem sido recebidos aqui pelo governador Eduardo Campos e da oportunidade em conhecer o polo médico e o Porto de Suape. Um dos planos é utilizar a rota para escoar produtos locais para exportação.

Primeira ligação direta e regular do Nordeste com a região do Caribe, a frequência deve ser comemorada pelo trade e pelos viajantes não apenas como uma nova rota ao Panamá, mas especialmente por abrir portas para destinos como México, Peru, Canadá e Estados Unidos.

A Copa, que já voa no Brasil para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Manaus e Porto Alegre, oferece quase 200 conexões a partir da capital panamenha. Preços bastante competitivos são uma das características da aérea.

Outro fator que torna ainda mais atraente o novo voo é o fato de a Cidade do Panamá ser zona franca de produtos eletrônicos, o que inclui a capital entre as mais procuradas entre os destinos de compras.

Desde o ano passado, a empresa oferece, em parceria com o governo panamenho, a possibilidade de o viajante permanecer na capital por até dois dias sem pagar taxa adicional de embarque só para encher a sacola. Brasileiros também têm visto dispensado nas visitas ao Panamá.

Atualmente, a única opção de sair do Recife direto para países do Norte e Centro da América é via American Airlines (Recife-Miami), o que exige o visto norte-americano.

JC Online

PMGP Goiás divulga resultados do primeiro trimestre

Consultores apresentam resultados das ações implantadas desde outubro de 2011 e revelam iniciativas futuras para a proposta de melhorias em seis frentes da administração do Estado

Representantes do governo do Goiás e integrantes do Movimento Brasil Competitivo apresentam nesta terça-feira (17), em Goiânia (GO), os resultados alcançados com a implementação do Programa Modernizando a Gestão Pública (PMGP) no estado. Durante a primeira reunião trimestral do projeto, serão expostos os principais avanços alcançados nas seis frentes de trabalho já em funcionamento nas Secretarias de Fazenda, Gestão e Planejamento, Saúde, Educação, Meio Ambiente e Segurança Pública do estado.

Com previsão de execução em 12 meses, o PMGP deve propor, até o fim do projeto, o desenvolvimento de uma estrutura eficaz e eficiente nas finanças de todas as secretarias destacadas, a otimização da gestão, além da definição do potencial de redução de despesas nas principais contas, a fim de tornar o Estado um importante pólo de desenvolvimento sócio-econômico do Brasil.

O Programa
Já executado nos poderes executivos de 11 estados, oito municípios, além de um Ministério e dois órgãos do poder judiciário, o PMGP propõe a melhoria da gestão nas instituições públicas a partir do aumento da capacidade de investimento e de ganhos de competitividade e eficiência. A iniciativa agrega métodos de gestão, técnicas de gerenciamento de receitas e despesas e a reestruturação de processos e órgãos para promover mudanças na administração pública, com apoio da iniciativa privada.

Desde que foi idealizado, em 2005, o Programa já alcançou a marca dos R$ 14,2 bilhões em aumento de receitas e otimização de despesas nas cidades e estados onde foi executado. Com o investimento de R$ 78,7 milhões de recursos privados, o resultado, comparativamente, aponta que para cada R$ 1 investido, o retorno global foi de R$ 181.

MBC

BB amplia limites de financiamento a micro e pequenas empresas



João Mattos/JC
BB elevou em 50% o limite para que micro e pequenas empresas peguem empréstimos.

BB elevou em 50% o limite para que micro e pequenas empresas peguem empréstimos.
O Banco do Brasil (BB) elevou em 50% o limite para que micro e pequenas empresas peguem empréstimos do Programa de Geração de Emprego e Renda Urbano (Proger Urbano). As linhas de crédito passaram a beneficiar clientes com faturamento bruto de R$ 7,5 milhões por ano. Anteriormente, esse teto era de R$ 5 milhões.

Operadas com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), as linhas do Proger Urbano financiam investimentos como reformas, mudanças de sistemas e aquisição de máquinas, equipamentos e veículos utilitários.

Os empréstimos têm juros equivalentes à taxa de juros de longo prazo (TJLP), atualmente em 6% ao ano, mais 5% ao ano. As empresas, no entanto, têm a possibilidade de reduzir a taxa para TJLP mais 2,5% ao ano, se o crédito for vinculado ao Fundo de Garantia de Operações (FGO) e ao Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe).

Agência Brasil

2012, o ano em que vamos dizer não à corrupção



Além da realização da Consocial, haverá em 2012 eleições para prefeitos e vereadores, uma oportunidade de buscar candidatos comprometidos com a transparência e com o bom uso do dinheiro público.

Por Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos
No Brasil sempre se deu muita atenção ao corrupto, aquele que se beneficia de um cargo público para obter benefícios pessoais, mas pouco se faz contra os corruptores, aqueles que pagam o servidor público para obter algum ganho pessoal ou para sua empresa. Por enquanto, a legislação brasileira tem uma grande lacuna, porque só é possível punir por corrupção pessoas físicas, ou seja, representantes das empresas ou organizações que de alguma maneira se beneficiaram de um ato de corrupção, e não as próprias empresas. Mas tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que pode ser um aliado decisivo no combate à corrupção no Brasil: o PL-6826/2010, que foi apresentado pelo governo no final do mandato de Lula e responsabiliza pessoas jurídicas que corrompam.

Havia a expectativa de que esse projeto de lei fosse aprovado ainda no final do ano passado, o que não ocorreu. Está, segundo o site da Câmara Federal, aguardando a comissão especial destinada a proferir um parecer sobre ele.

O PL 6826/2010, que "dispõe sobre a responsabilização administrativa e cível de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira e dá outras providências", é importante porque o Brasil precisa de um marco legal contra os corruptores, e não apenas contra pessoas físicas, as quais muitas vezes estão agindo sob orientação de uma empresa ou organização. Essa medida é fundamental para que o país tenha um ambiente de negócios ético e isento de concorrências contaminadas por ilegalidades. Além disso, a aprovação dessa lei cumpre um compromisso que o Brasil assumiu com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), organismo internacional que tem como lema “uma política melhor para uma vida melhor”.

O Instituto Ethos tem reforçado sua atuação em temas relacionados à integridade e à transparência como forma de contribuir para melhorar a gestão pública. Em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), criou o Cadastro Empresa Pró-Ética, para dar visibilidade às empresas que tenham um trabalho reconhecido de compliance. Já há quatro empresas admitidas nesse cadastro e outras estão com seus pedidos em análise pela CGU e pelo Comitê Gestor do Cadastro.

Outro marco importante em favor da prevenção e combate à corrupção foi a convocação, por parte da CGU, da Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social (Consocial), que vai acontecer em maio de 2012, em Brasília. Esse é um processo que se inicia com a realização de muitas conferências nos âmbitos municipal e estadual e vai culminar com um grande debate em nível nacional.

Existe em relação à corrupção uma percepção de aumento nos últimos anos, mas é preciso entender como ela é praticada, como pode ser combatida e em que níveis da administração está mais arraigada. Dados da organização Transparência Internacional mostram que o Brasil caiu no ranking internacional de corrupção. Numa pesquisa divulgada no início de dezembro, o país recebeu a nota 3,8, ficando em 73º. lugar entre os 182 países pesquisados. Essa nota está numa escala de zero a 10, na qual zero é muito corrupto e 10 é muito limpo. No entanto, embora o Brasil tenha recebido uma nota próxima à de outros países da América Latina, existe aqui uma maior percepção da corrupção nos últimos anos. Um dos motivos disso pode ser o fato haver muitas denúncias e processos sendo abertos, além de muitas investigações sendo feitas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, o que leva a uma grande visibilidade na mídia.

Muito da corrupção acontece em nível municipal, como vem sendo mostrado pela mídia, registrando-se casos de prefeitos que malversam fundos de merenda escolar e de saúde e até mesmo verbas de ajuda em catástrofes. Foi o que ocorreu com o prefeito caçado de Teresópolis, Jorge Mário Sedlacek, acusado de desviar dinheiro em uma cidade que registrou mais de 130 mortes nos temporais do início de 2011.

Um dos motivos para os municípios serem alvo fácil para corruptos de toda ordem é a grande autonomia que têm para a aplicação de seus recursos, mesmo que não tenham arrecadação e vivam apenas de repasses estaduais e federais. É preciso ter em mente, porém, que esse é um problema que não respeita hierarquias, indo do menor município ao mais poderoso ministério, como vem sendo mostrado no Brasil.

Mas, sendo o município um alvo fácil, 2012 é um ano de oportunidades, porque, além da Consocial, haverá eleições para prefeitos e vereadores, uma oportunidade de buscar candidatos comprometidos com a transparência e com o bom uso do dinheiro público.

A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro também devem ser objeto de atenção, principalmente por conta do grande volume de recursos que estão sendo movimentados em todas as esferas de governo. O Programa Jogos Limpos, realizado pelo Ethos, está trabalhando em acordos setoriais de autorregulamentação das empresas em integridade e combate à corrupção. O foco prioritário tem sido em áreas estratégicas, como equipamentos hospitalares, construção civil, energia e transportes. A meta é levantar os principais riscos de corrupção em cada um desses setores e buscar minimizá-los por meio de um monitoramento realizado por um comitê de ética independente. Vamos, dentro do Ethos, buscar construir pactos de transparência com os candidatos e com os prefeitos eleitos. Afinal, serão eles que estarão à frente das prefeituras durante a Copa do Mundo e nos próximos anos. Também está em gestação no Ethos um Guia da Maracutaia, que explica como a maior parte das tramoias nos processos licitatórios é realizada.

Não podemos mais tratar a corrupção apenas como um caso de polícia. Essa questão deve ser tratada como um problema sistêmico, que precisa ser avaliado e compreendido para aprimorar as instituições. Atualmente há mais de 100 projetos de lei tratando do tema parados ou com tramitação incerta nos legislativos. Houve avanços importantes, como a própria criação da CGU, mas a percepção geral da sociedade ainda está contaminada com uma visão de que a corrupção é um processo generalizado no Brasil. É necessário mudar o enfoque sobre o problema, parar de entender a corrupção como uma questão moral e compreendê-la no contexto institucional e sistêmico, buscar um diagnóstico de onde estão as falhas e procurar tapar os buracos que permitem a corrupção.     

 Instituto Ethos 

Pesquisadores da USP transformam plásticos descartados em biocompósito




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Plástico somado ao bagaço de cana foi transformado em biocompósito/ Foto:Divulgação

Pesquisadores da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP (Universidade de São Paulo) criaram uma nova técnica para reaproveitar as sacolas plásticas no intuito de diminuir o impacto ambiental causado por esses resíduos. Eles misturaram os plásticos descartados no lixo doméstico com bagaço de cana e conseguiram criar um biocompósito (material híbrido, que mistura componentes naturais e sintéticos) que pode ser usado em divisórias, mobiliários ou em painéis de carros.

Além de utilizar as sacolas plásticas, a técnica utiliza também os filmes plásticos, usados para embalar alimentos, e as embalagens plásticas flexíveis, como as empregadas na fabricação de biscoitos.
"Decidimos misturar esse plástico com fibras naturais, especialmente bagaço de cana, para obter biocompósitos, que têm uma boa resistência mecânica e são mais biodegradáveis do que os painéis plásticos convencionais, uma vez que possuem as fibras naturais", contou Adilson Gonçalves, professor e orientador da pesquisa, à Agência USP.

Ele ainda lembrou que as folhas plásticas, embalagens de biscoitos e sacolas plásticas não são recolhidas pelos catadores. "Ele [plástico] corresponde de 5% a 6% da massa do resíduo sólido municipal e causa impactos negativos nos aterros."

Segundo Gonçalves, a etapa piloto já será iniciada, mas, para isso, alguma empresa terá que se interessar pela tecnologia, com vistas a levá-la ao mercado. “A ideia é que com a visibilidade do prêmio, possamos sensibilizar alguma empresa de reciclagem ou de filmes plásticos para apoiar a etapa seguinte, de coleta do resíduo em maior escala, e fazer painéis grandes para serem efetivamente aplicados”, ressaltou.

O estudo desenvolvido pela aluna Cibele Rosa Oliveira, do curso de Engenharia Industrial Química foi intitulado Diminuição do impacto ambiental dos resíduos sólidos municipais: caracterização e quantificação de filmes plásticos rejeitados na reciclagem comercial e sua utilização em biocompósitos, e conquistou, no ano de 2011, o segundo lugar no Prêmio Jovem Cientista, na categoria Estudante do Ensino Superior.

EcoD

Occupy Wall Street completa 4 meses de protestos em NY

Após ter expandido sua presença para as principais cidades do país, agora os ativistas esperam seguir chamando atenção com diferentes protestos

 Getty Images
Soldados reprimem manifestantes do movimento Occupy Wall Street nos Estados Unidos

O movimento Occupy Wall Street completa nesta terça-feira (16/01) quatro meses de protestos e, apesar de ter sido removido da praça no coração financeiro de Nova York, segue disposto a intensificar suas ações com a proximidade das eleições de novembro. "Já se passaram quatro meses e seguimos aqui, embora queiram nos tirar. Mas, os objetivos que perseguimos nos mantêm unidos e com forças para seguir combatendo", afirmou Mark Bray, um dos porta-vozes do movimento.

Desde o último mês de setembro, 2 mil protagonistas desta particular queda-de-braço contra os "excessos" das grandes corporações já passaram pelas prisões depois de confrontos com a Polícia, os quais foram marcados pela tomada da ponte do Brooklyn (em outubro) e pela desocupação do acampamento de Zuccotti (em novembro).

Quatro meses depois, as denúncias contra as desigualdades nos EUA, amparadas nos discursos sobre a luta de classes, segue calando boa parte da população. Segundo um recente relatório do Pew Reseach Center, dois terços dos americanos acreditam que a brecha entre ricos e pobres na atualidade é maior que nunca.

"Enquanto houver 1% tirando proveito e abusando do sistema, aqui estaremos os 99% para elaborar uma resposta", afirmou Bray, que ressaltou que estão seguindo a maquinaria eleitoral com receio e muita cautela.
Apesar de não apoiarem nenhum candidato, já que os manifestantes querem estar à margem do que consideram a "farsa eleitoral", muitos manifestantes reconhecem que acabarão votando em Barack Obama somente para impedir que um republicano retorne à Casa Branca.

"Nós não apoiamos nenhum político porque achamos que há outros caminhos para obter as mudanças que buscamos", assegura Jason Amadi, outro dos organizadores do movimento Occupy Wall Street, que adverte que as reivindicações dos manifestantes serão focadas no debate público.

Neste arranque das primárias republicanas, os manifestantes devem acompanhar de perto quem será o candidato que disputará as eleições com Obama. Após ter expandido sua presença para as principais cidades do país, agora os ativistas esperam seguir chamando atenção com diferentes protestos.

Conscientes das críticas recebidas por sua falta de propostas, os manifestantes falam da diversidade de um movimento que prefere seguir organizando "ações" para denunciar as grandes injustiças de um sistema que "não funciona", em vez de pensar qual é o candidato que se aproxima de seus ideais.

Algumas dessas "ações" possuem intenção de manter acesa a chama da "primavera árabe" e "ocupar" novos espaços, embora não descartem uma possível volta para a Praça Zuccotti, que já amanheceu sem cercas policiais na última semana.

Sobre o futuro do movimento, as respostas são difusas, porém, possuem um denominador comum: a luta vai continuar. "Nós vivemos aqui e agora", assegura Bray, enquanto Amadi diz que o importante não é o que acontecerá com Occupy Wall Street, mas com o destino da humanidade.

Transformados em "Personagem do Ano" pela revista "Time", os manifestantes do Occupy Wall Street resistiram ao inverno e atualmente seguem atentos à agenda pública. Segundo Bray, o Occupy Wall Street seguirá ativo.

EFE 

Sacolas gigantes ‘invadem’ ruas de São Paulo

Com mais de 4 metros, as 12 obras são feitas com material reciclável.
Objetivo é conscientizar sobre a importância do uso de sacolas reutilizáveis.


Pedestres observam sacola gigante em SP (Foto: Alexandre Moreira/News Free/AE )Pedestres observam sacola gigante em SP (Foto: Alexandre Moreira/News Free/AE )

Quem passou pelo Largo de São Bento, no Centro de São Paulo, nesta segunda-feira (16) se deparou com uma sacola gigante, com mais de 4 metros, feita de material reciclável.

A obra tem como objetivo chamar a atenção e conscientizar o público sobre a importância do uso das sacolas reutilizáveis.

De acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, em 25 de janeiro entrará em vigor o acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas), governo e Prefeitura para que todas as 2.600 lojas associadas à Apas deixem de entregar sacolas descartáveis.

Outras 11 sacolas gigantes foram instaladas em parques, avenidas e praças. As obras, que ficam expostas até 16 de fevereiro, são resultado de parceria entre a associação, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e a Prefeitura de São Paulo.

Do G1 SP

BA: EcoRodovias entrega proposta para leilão da BR 101

A concessionária EcoRodovias também entregou hoje proposta para participar do leilão da BR-101, marcado para a próxima quarta-feira.

A licitação terá pelo menos seis participantes: além da EcoRodovias, estão na disputa a CCR, a OHL, a Triunfo, a Isolux em parceria com a Engevix, e o Grupo Invepar em parceria com a OPT (braço da Odebrecht).

O prazo para a entrega da proposta se encerrou hoje às 17h. Caso alguma garantia apresentada não seja aceita, a recusa será anunciada amanhã, a partir das 18h, no site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As propostas com as garantias aceitas serão abertas às 10h desta quarta-feira, na sede da BM&FBovespa, em São Paulo.

O trecho da BR-101 que será licitado localiza-se entre o município de Mucuri, na Bahia, e a divisa dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Esta será a primeira licitação rodoviária realizada em mais de um ano. A última foi a dos trechos sul e leste do Rodoanel, em São Paulo, em novembro de 2010. O edital da BR-101 prevê investimentos de R$ 2,15 bilhões durante os 25 anos da concessão (valor referente a janeiro de 2009).

O trecho tem 475,9 quilômetros de extensão, ao longo dos quais serão instaladas sete praças de pedágio.
A tarifa-teto estabelecida é de R$ 0,06237 por quilômetro. Vencerá o leilão quem oferecer a menor tarifa.
 A Taxa Interna de Retorno (TIR) estimada pelo governo federal é de 8%.

Agencia Estado

SP: Concessionária recebe licença para construir viaduto no Rodoanel

A concessionária SPMar, responsável pela construção do trecho leste do Rodoanel, anunciou o recebimento da licença ambiental para a construção da primeira etapa de um viaduto, com extensão de quatro quilômetros, que cortará os rios Tietê e Guaió. Segundo a concessionária, a licença foi expedida pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) na última sexta-feira (13).

De acordo com a SPMar, o viaduto Encontro Leve Estruturado terá 8,8 km e foi projetado com o objetivo de diminuir o tempo de construção e o impacto ambiental da obra.

Isso será possível com o uso de estruturas pré-fabricadas para sustentar a ponte, o que evitaria a retirada de 4,5 milhões de m³ de terra (o equivalente a dois estádios do Maracanã cheios).

Segundo informações da concessionária, as obras deverão começar em meados de fevereiro, depois da conclusão do calendário de obras, e marcam o início da quarta etapa da construção do trecho leste do Rodoanel.

Quando concluído, o mesmo terá 43,8 km e cortará as cidades de Arujá, Itaquaquecetuba, Mauá, Poá, Ribeirão Pires e Suzano, ligando o trecho sul (Sistema Anchieta-Imigrantes) e as rodovias Ayrton Senna, Presidente Dutra e SP-066.

Folha SP

TRANSPOSIÇÃO - Obras do Lote 12, em Sertânia, têm atividades retomadas


Ministro Fernando Bezerra assinou ordem de serviço de R$ 116 milhões

 ANDRÉ CLEMENTE 
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, assinou nesta segunda (16), em Sertânia, a ordem de serviço de R$ 116 milhões, referente à continuidade das obras do Lote 12, na cidade.

Nos próximos dias, 93 trabalhadores serão recrutados para a construção, e a expectativa é que, no início de março, 500 homens estejam em atuação no lote. “É importante o momento para que as obras ganhem o ritmo necessário para o cumprimento das metas que trabalhamos hoje”, disse Bezerra Coelho.

Em seguida, o ministro seguiu para verificação das obras do Lote 11, em Custódia (PE). Essas obras fazem parte do Eixo Leste, que beneficiará mais de 4,5 milhões de pessoas nos estados de Pernambuco e da Paraíba e possui 287 km de extensão e conta com 71% das obras concluídas.

O Ministério da Integração prevê que os dois lotes alcancem cerca de mil postos de trabalho em março deste ano. O Lote 11 conta com 475 trabalhadores contratados. Em novembro, esse número marca 180 pessoas. “Trata-se de mais lote com atividades retomadas recentemente. Os próximos lotes pendentes terão obras retomadas em breve”, garantiu o ministro.

Folha PE

Recife terá semana para doação de médula óssea


A vereadora Vera Lopes (PPS), que também é médica, teve seu projeto de lei criando a semana de mobilização municipal para doação de medula óssea aprovado na Câmara do Recife e sancionado pelo Executivo. 

Agora já é lei. Ao justificar o projeto de lei, a parlamentar comentou que o projeto tinha como foco o esclarecimento e a mobilização do doador voluntário, cuja compatibilidade sanguínea permita ser doador de medula óssea, em vida, sem prejuízo à sua saúde. 

“O transplante de medula óssea é indicado para pacientes que sofrem de leucemia, linfomas, anemias graves e imunodeficiências congênitas, além de outras 70 doenças relacionadas aos sistemas sanguíneo e imunológico”

De acordo com a vereadora há doenças, como essas referidas, cujo principal problema localiza-se na ausência de solidariedade. Por isso, quanto maior o número de doadores cadastrados, mais fácil será encontrar um doador compatível e, assim, salvar vidas.

Para se cadastrar basta o candidato à doação de medula, segundo informações do INCA, é preciso ter entre 18 e 55 anos, boa saúde e não apresentar doenças infecciosas ou hematológicas. A pessoa deve apresentar documento oficial de identidade com foto e preencher o formulário de cadastramento.

Ela esclarece que no momento do cadastro, a pessoa recebe todos os esclarecimentos sobre o processo de doação e, em seguida, é colhida uma pequena amostra de sangue (um tubinho de sangue, com cerca de 5ml) que será submetida a um exame genético chamado de histocompatibilidade (HLA).

“O resultado da tipagem HLA e os dados cadastrais da pessoa são incluídos em um banco de dados, chamado Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), que é coordenado pelo INCA”. Vera Lopes acredita que a lei vai ajudar a aumentar a oferta de candidatos à doação de médula óssea.

DP

Bar em SP é construído com reaproveitamento de materiais de construção



A ideia do projeto era focar em ambientes rústicos. | Imagem: Divulgação.
O Rubi Wine Bar, nos Jardins, em São Paulo, foi criado com a proposta de ser um local aconchegante para curtir bons vinhos e petiscos. A ideia do projeto era focar em ambientes rústicos, por isso os materiais da antiga construção foram aproveitados.

Inspirado nos pequenos bares de Roma e da região da Toscana, o casal de empresários de Rio Claro, no interior de São Paulo, Mayra Rovai e Fabricio Andrade decidiu criar o wine bar. A arquiteta Camila Papin desenvolveu um projeto em que aproveitava boa parte dos materiais que restaram da demolição de uma casa de um sítio da família. De uma forma diferente incluiu-os na execução do bar.

Os tijolos e batentes de portas e janelas da demolição foram praticamente todos utilizados, assim como uma régua de madeira de quase 4 metros que estava abandonada na grama a uns metros da casa e foi utilizada para a fachada.

As portas e batentes foram reformados e restaurados para colocar na entrada da cozinha e na boqueta, as quais passam os pratos para servir. De acordo com a arquiteta a ideia era que a cozinha parecesse a casinha demolida anteriormente.

As outras portas e batentes que sobraram, com a ajuda do marceneiro, foram paginadas e colocadas na fachada, juntamente com caixas de vinho que os donos juntavam dos fornecedores de vinhos. E ainda sobraram madeiras para fazer uma pequena floreira na árvore existente na entrada do bar.

Da casa demolida, ainda foram utilizados os tijolos, em torno de 300 e em perfeito estado, os quais foram colocados no piso e também criaram um ambiente rústico na parede atrás do bar e na área aonde tem uma cobertura de vidro e telhas do antigo sítio.

A iluminação foi toda feita com o aproveitamento das garrafas e garrafões de vinho que os donos foram juntando com a ajuda dos amigos. Cortaram-se as garrafas e o efeito foi maior que o esperado. Com o forro pintado de cinza, as garrafas diferentes criaram um colorido e junto trouxe um conforto com a iluminação quente proposta. O colorido ambiente ajudou a dar o ar confortável, junto com fotos e imagens das viagens realizadas pelos donos.

Além dos materiais aproveitados, foram comprados barris de vinho antigos, que foram restaurados pelos próprios donos, criando bancos e um pequeno lounge na entrada do bar para a comodidade dos clientes que quiserem esperar uma mesa vagar. Também uma pequena banheira antiga é utilizada para gelar as champanhes, em eventos específicos.

Para a arquiteta o resultado do trabalho ultrapassou o almejado e garante que os materiais reutilizados e restaurados foram o que diferenciou o projeto, tanto para os clientes ou para os próprios donos. “Foi muito gostoso fazer esse projeto, juntamente com os donos participando, pois todos colocaram a mão na massa até na demolição da casa do sítio da família”. O plano ficou rico e conseguiram baixar custos em material e ainda ganhar um ambiente rústico e simples que tem agradado os clientes.

Ciclo Vivo

FAB ganha poder de fogo com 'novo' caça



O Brasil completa em 2016 o projeto, já iniciado, de construção de uma força de ataque aéreo estratégico baseado na revitalização tecnológica do caça bombardeiro AMX, o A-1 da aeronáutica militar. O programa envolve 43 aeronaves e vai custar cerca de R$ 2 bilhões. Segundo a Aeronáutica, do total já foram desembolsados R$ 840 milhões. O valor restante será pago entre os exercícios de 2012 e 2017. Depois do procedimento, os caças serão operacionais até o ano 2032. A Embraer Defesa e Segurança (EDS) e a empresa israelente Elbit estão trabalhando com o primeiro lote de 10 jatos na fábrica da EDS em Gavião Peixoto, a 300 km de São Paulo. O primeiro AMX modernizado será entregue à FAB entre 2013 e 2014; o último, em 2017. Em algum momento nesse período, o Alto Comando decidirá pela extensão da encomenda de forma a abranger toda a frota de 53 unidades. Enquanto isso, os 10 bombardeiros de reserva permanecerão em operação na base de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e no Esquadrão Adelphi, da base de Santa Cruz, no Rio. O A-1M, como será rebatizado o caça, terá capacidade para atingir, recebendo combustível em voo, qualquer alvo estratégico na América do Sul, no Caribe e em boa parte da África, além de permitir ações de cobertura no Atlântico Sul. De certa forma, os caças-bombardeiros da Força Aérea podem, agora mesmo, cumprir esse tipo de missão.Em agosto de 2004, dois deles decolaram de Santa Maria, permaneceram cerca de 12 horas no ar, fizeram três reabastecimentos em voo e, depois de um giro de 7 mil quilômetros sem serem detectados, haviam 'lançado' todas as bombas contra vários objetivos vitais - centrais de energia, grandes centros de comunicações, instalações militares e complexos industriais. Para essa operação, foi preciso criar sistemas específicos, como um reservatório para as rações alimentares e uma espécie de sanitário químico compacto.O pequeno jato é subsônico, mas pode voar a 900 km/hora e a 100 metros, talvez menos, de altitude.A versão modernizada será equipada com um sofisticado radar multimodo SCP-01, desenvolvido pela Mectron, de São José dos Campos, controlada pela Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), capaz de atuar nos modos ar-ar, ar-terra e ar-mar. Integrado a um computador de missão de combate, pode coordenar o emprego de 3,8 toneladas de armas - bombas inteligentes, mísseis de alcance além do horizonte, foguetes e, em outra vertente, acessórios para reconhecimento eletrônico. Os dois canhões de 30 mm originais serão mantidos.Dissuasão. O uso estratégico do AMX é um assunto delicado. Falando aos senadores da Comissão de Relações Exteriores e Defesa, pouco antes de deixar o governo, o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, citou o programa de revitalização e seu 'elevado e efetivo poder dissuasório'. Para o Comando da Aeronáutica, o poderoso A-1M terá a função de 'permanecer pronto para atender às necessidades operacionais da FAB, com excelente raio de ação, sistema de reabastecimento em voo e a qualidade de transportar uma grande diversidade de armamentos'. A questão política não entra formalmente nas considerações oficiais do governo.Compacto e ágil, de asas curtas, o AMX mede 13,5 metros. A envergadura é de 8.87 metros. O peso máximo não passa de 13 mil quilos.O programa de atualização da tecnologia implica um novo painel, com três telas digitais coloridas - 121 polegadas para exibir informações. O piloto terá todos os dados projetados no capacete - com recursos de visão noturna - e o comando completo do caça num único instrumento, o manche. É possivel que o projeto venha a incluir uma película destinada a confundir radares e sensores de identificação.O bombardeiro de precisão é resultado de um acordo binacional firmado entre o Brasil e a Itália em 1981. Foram produzidos para as forças dos dois paises aproximadamente 200 unidades. A Embraer assumiu a encomenda da FAB. O batismo de fogo do AMX só aconteceria na Guerra do Kosovo, em 1999. A aviação italiana cumpriu 252 missões de combate sobre a Sérvia, sem perda de nenhuma aeronave. Em 2011, três unidades da base de Trapani, na Sicilia, totalizaram 500 horas de voo na Líbia entre os meses de abril e outubro a serviço da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN.No Brasil, em maio de 2011, o AMX serviu ao voo da tenente Carla Alexandre Borges, primeira mulher do País a comandar um jato de combate. Aos 28 anos, a oficial da FAB participa regularmente dos ensaios de bombardeio e apoio à tropa terrestre do Esquadrão Adelphi, no Rio de Janeiro.

Estadão

A Webjet pode se tornar uma ultra low cost, diz Constantino Jr.

Por Patrícia Cançado

 O empresário Constantino de Oliveira Junior encerrou 2011 com um bom motivo para comemorar. Pela primeira vez, foi o piloto campeão da Porsche Cup, competição que participa há cinco anos. Mas, como presidente da Gol, Constantino teve um ano difícil e ainda briga pela liderança.

Em 2011, a companhia aérea teve resultado abaixo do esperado e perdeu margens e participação de mercado. Mesmo assim, ele está otimista para 2012. Na entrevista a seguir, o empresário diz que espera uma trégua na guerra de preços, explica por que comprou a Webjet e vendeu ações para a Delta.

As empresas começaram a sinalizar que o preço das passagens vai subir. A guerra de tarifas vai acabar?
O que aconteceu nos últimos dois foi o seguinte: com o estímulo da competição por parte do governo, a entrada da Azul, o crescimento da Webjet e mais o plano de frota de Gol e TAM, criou-se de uma certa forma uma superoferta. E superoferta resulta em redução de preços. Em contrapartida, tivemos uma pressão sobre os custos, que deteriorou as margens.

O cenário que se vislumbra para 2012 é de maior disciplina, maior racionalidade. Provavelmente não teremos tantas promoções, tantos preços baixos. Mas a competição não acabou e os yields (preço médio por passageiro por km) não vão sair do controle.

O que significa maior racionalidade?
Provavelmente não vamos perceber o mercado tão estimulado. Em maio de 2011, o mercado cresceu 30% em relação a maio de 2010. Era oito, nove vezes o crescimento do PIB. Isso, sim, está fora da realidade.

Qual é o plano de frota da Gol?
Nós ainda não divulgamos. A Webjet opera com aviões Boeing 737-300. Já iniciamos a renovação com 737-800, que são maiores. Em termos de ASK (assento por km ofertado) combinado de Gol e Webjet, a gente espera variação de zero a 4% na oferta em 2012. Em 2011, crescemos em torno de 7%.

O que já está valendo na integração com a Webjet?
Nós já fizemos duas coisas. Primeiro, uma adequação da malha. Tiramos a sobreposição sem suspender voos da Webjet e sem eliminar destinos atendidos. Um exemplo: a Gol tinha um voo às 8h do Santos Dumont para Brasília e a Webjet tinha o mesmo às 8h05. Nós pegamos o voo da Gol e transferimos para Vitória e mantivemos o serviço de Brasília no mesmo horário. Estamos avançando também na parte comercial. O code-share está sendo implementado paulatinamente.
Qual foi o sentido da aquisição da Webjet? Muitos analistas falam que foi para eliminar um concorrente irracional.
São vários fatores. A Webjet tem uma frota de aviões que é irmã da nossa, só que mais velha. Esse tipo de aeronave nos permite uma renovação que vem de encontro à nossa necessidade de ser mais cauteloso em relação à oferta. Eu consigo renovar a frota da Webjet usando aviões da Gol. Ou seja, eu não cresço tanto a frota da Gol e renovo a da Webjet. Outro fator importante é que eles têm presença em aeroportos como Guarulhos, Santos Dumont, Brasília, Confins, importantes para aumentar nossa frequência.
Quando a Gol anunciou a aquisição da Webjet, em julho, você falou que a marca acabaria. Depois, foi dito que isso ainda não estava definido. Afinal, o que vai acontecer?
A Webjet nos trouxe agradáveis surpresas. Mostrou que tem condições de ser administrada de forma independente e de se apresentar como uma companhia ultra low cost. Uma empresa com menos serviço, sem programa de milhagem. Temos de entender as virtudes da Webjet sem eliminar a possibilidade de trabalhar essa marca para um determinado nicho do mercado. Essas análises estão sendo conduzidas ao mesmo tempo em que o Cade também realiza seu julgamento. Talvez tenha sido precipitada a minha colocação naquele dia. A princípio, não me parecia muito lógico manter uma empresa que opera o mesmo avião, atende os mesmos mercados e têm o mesmo objetivo da Gol.
Mas, para ser super baixo custo, ela teria de ter uma escala muito grande...
Sem dúvida. Mas temos de pensar o seu posicionamento. Será que ela está no lugar certo? Será que uma empresa de ultra baixo custo tinha que estar no Santos Dumont? Isso tudo tem de ser levado em conta.

O que é exatamente ultra baixo custo?
Quando você fala em ultra baixo custo, remete a empresas europeias como a Ryanair, que operam aeroportos secundários. Lá ela recebe um subsídio por passageiro desembarcado. Mas aqui no Brasil nós temos aumento de tarifas aeroportuárias e não temos aeroportos secundários. Então podemos ter, por exemplo, uma frota padronizada com um tipo de operação para atender o passageiro sensível a preços. Ela não vai priorizar necessariamente horário, não vai voar no horário de pico, nem precisará fazer voos entre grandes centros, como São Paulo e Rio.

O Brasil tem mais de 5,5 mil cidades e menos de 150 são atendidas por voos comerciais. Vocês pensam em criar uma operação regional?
Não. A estratégia da Gol é operar uma frota padronizada de aviões 737, dentro do modelo de baixo custo, e esse avião impõe uma restrição geográfica da operação. Tanto não vamos voar para a Europa quanto não vamos atender mercados de menor densidade.

Quando vocês compraram a Varig, falaram que ela poderia ser o braço internacional da Gol. O que mudou?
Chegamos a implementar sete destinos naquele ano. Na época, tivemos uma série de problemas e a Gol perdeu muito dinheiro. Então demos um passo atrás e aprendemos muito.

Essa parceria com a Delta não poderia ser o começo de um namoro que pode virar casamento?
Não é o plano. O acordo com a Delta tem duas partes. Uma é a aquisição de ações da Gol, com ágio de quase 50%. Em troca desse ágio, eles pediram um assento no conselho. Junto a isso vem um contrato comercial mais forte. Se isso é um começo de namoro? Eu diria que essa relação, em tese, está acabada. É um contrato ganha-ganha. Nós vamos ampliar o número de destinos da Delta no Brasil e ela vai abrir o mercado americano para a gente. Ponto.
Mas a Gol poderia ser um ótimo alvo de aquisição para a Delta.
Não. Pelo que declarou o Richard Anderson (CEO do Grupo Delta), eles não pensam em comprar nem uma ação a mais. Para eles, a grande vantagem é que em 2014 teremos céus abertos entre Brasil e EUA, ou seja, vai ser liberado o número de frequência entre esses países.

Mas bastaria ter feito só o acordo comercial, sem comprar ações, não?
O acordo estratégico com a Delta prevê exclusividade. Por que nós abriríamos mão de estar disponíveis no mercado para ter exclusividade com a Delta? Tem uma contrapartida. O ágio na compra acabou sendo uma forma (de compensar).
O que deu margem para especulações foi o fato de a Gol ter dado uma cadeira no conselho para a Delta. Vocês não eram obrigados a isso.
Nós demos porque acho que a Delta agrega. O conselheiro provavelmente será o Edward Bastian, presidente da Delta Airlines, que tem um conhecimento vasto em aviação. Ter um conselheiro do gabarito dele por si só já agrega. E o conselheiro não terá nenhum superpoder.
Essa negociação ocorre no momento em que o Congresso discute a possibilidade das empresas terem 100% de capital estrangeiro. Qual é a sua opinião sobre essa questão?
Sou a favor do capital estrangeiro. O que não quer dizer que a gente esteja pensando em vender a companhia para a Delta. Outra questão é a forma como a lei é aplicada. Tem companhias no mercado que são controladas por estrangeiros. Na prática, temos duas: Azul e a TAM. Existem mecanismos que driblam essa questão do capital estrangeiro.

Por falar em Azul, nos últimos dados da Anac, Gol e TAM perderam participação de mercado para empresas como a Azul, além de Avianca e Trip. Se o foco é o mercado interno, como a Gol vai recuperar essa fatia ?
A gente não tem fixação por participação de mercado. A Azul está fazendo o trabalho dela. Se determinado competidor está disposto a comprar mercado por um certo tempo, tem de fazer uma análise fria. Se você observar Gol e Webjet juntas, a perda é marginal.

Você disse que Gol vai ser mais conservadora na expansão da frota, mas a Azul já anunciou que vai continuar a receber aviões. Então eles vão ganhar ainda mais participação?
Ah, naturalmente. Mas nós não podemos fazer o nosso planejamento pensando que a Azul vai crescer no ano que vem. Não vamos competir a qualquer custo.

O que mais tira o seu sono hoje: a ação caindo 50%, o dólar, o preço do querosene ou a concorrência?
A minha preocupação está muito mais voltada para o ambiente interno, a cultura de gestão de custos e qualidade. A perda dessa identidade é o que me tira o sono.

É muito comum empresas nascerem muito enxutas, crescerem rápido demais e, de repente, se verem gordas. Seu medo é esse?
É esse meu medo. Tendo uma gestão financeira conservadora, a gente garante a sobrevivência da empresa no longo prazo.

Vocês acham que perderam a mão nesse sentido?
A própria aquisição da Varig foi isso. Nós abrimos sete bases internacionais em um ano e depois fechamos todas, o que fez a empresa inchar. Nessa situação você não consegue enxugar na mesma velocidade que criou.

E acabaram fazendo isso nos últimos anos?
Nos últimos dois anos, a gente vem trabalhando cada vez mais para convergir para a essência da empresa. E 2011 foi fundamental para isso, para rever processos e voltar aos trilhos.

Diante de tantas adversidades, ainda dá para ganhar dinheiro?
Acredito que dá. Acredito fortemente que dá para voltar aos trilhos, a dar retorno sobre o capital investido e voltar a ter margens (maiores).

Não seria melhor investir em outro setor, com margens maiores?
Não posso falar isso, né? (risos). É um setor com altos e baixos, mas os fundamentos da Gol estão sólidos. O preço da ação reflete o momento da empresa, que coincide com o momento ruim da Bolsa. Nós não entregamos o resultado conforme a expectativa. A gente precisa entregar. Mas a Gol continua sendo uma empresa respeitável. Continuo acreditando na aviação, principalmente no mercado doméstico.

 O Estado de S. Paulo

Empresários mineiros doam comida e material de higiene para cidades atingidas por enchentes

Brasília - Empresários mineiros dos setores de supermercados e alimentícios doaram hoje (16) mais de 150 toneladas de alimentos e materiais de higiene para as famílias atingidas pelas chuvas em 20 cidades com maior carência de donativos no estado.

O Movimento Minas Solidária, coordenado pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), faz a arrecadação de leite, material de higiene pessoal e de limpeza doméstica, colchões, fogões, roupas e roupas de cama e banho. Até agora, foram arrecadadas mais de 530 toneladas de donativos.

Os materiais foram destinados para as cidades de Acaiaca, Barra Longa, Barroso, Claro dos Poções, Conceição da Barra de Minas, Guaraciaba, Mariana, Matipó, Muriaé, Nazareno, Patrocínio de Muriaé, Ponte Nova, Prados, Raposos, Santa Cruz de Minas, São João del-Rei, São Sebastião da Vargem Alegre, Setubinha, Tiradentes e Visconde do Rio Branco.

Os números divulgados hoje no boletim da Defesa Civil continuam os mesmos do fim de semana. Até agora, foram confirmadas 15 mortes e 168 feridos. Três pessoas continuam desaparecidas. Desde o início do período chuvoso, 52.723 pessoas ficaram desalojadas e 4.639 desabrigadas. Ao total, 3.189.071 pessoas foram atingidas em 228 municípios.

Amanhã (17), a previsão é de chuva de moderada a forte, com trovoadas e rajadas de ventos em áreas isoladas no Triângulo Mineiro e no Sul do estado.

Edição: Rivadavia Severo
Agência Brasil  

Cidades terão hotéis-contêineres para Copa, diz blog

Seis das doze cidades-sede do Mundial 2014 deverão implantar novidade em breve

Hotel-contêiner sendo instalado em Uxbridge, na Inglaterra (crédito: Arquivo)

Preocupadas com o gargalo no setor hoteleiro durante os meses em que a Copa do Mundo acontecerá no país em 2014, algumas das sedes do Mundial pensam em alternativas para suprir a demanda de turistas: uma delas seria a construção de hotéis-contêineres, instalações sustentáveis que disputarão espaço com os albergues e hotéis pelo preço em conta e a rapidez e baixo custo na implantação.


De acordo com o blog do jornalista João Carlos Assumpção, do site "Lancenet!", a iniciativa vai contemplar um público-alvo de turistas que não estão muito preocupados com o conforto e que devem passar o dia todo fora do hotel, frequentando os estádios e pontos turísticos das cidades da Copa.


O preço da diária por casal seria de R$ 140, semelhante a de um hotel três estrelas. O custo para a implantação de um hotel-contêiner também é baixo: não passa de R$ 8 milhões. Além disso, ele pode ser construído em aproximadamente seis meses.


Segundo o jornalista, empresários já pensam em implantar hotéis-contêineres em São Paulo e no Recife. As cidades de Fortaleza, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador também poderão contar com a novidade até 2013.


Portal 2014

Instituições de pesquisa americana e brasileira se juntam em favor da biodiversidade



O objetivo da NSF é estudar a biodiversidade, o funcionamento dos ecossistemas e do bem-estar humano. | Imagem: Klick Educação

Duas importantes instituições de pesquisa estão recebendo propostas sustentáveis para programas ligados a biodiversidade, a Fapesp e a National Science Foundation (NSF), dos EUA. Os projetos selecionados podem levar quatro milhões de dólares.

As propostas devem contribuir para o programa Biota da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), que é um Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade e ao programa Dimensions of Biodiversity da NSF, que apóia pesquisas relacionados aos genes, espécies e ecossistemas.

Todas as pesquisas que possam cooperar com tais projetos serão analisados pelas entidades, mas apenas dois projetos serão selecionados. As propostas devem atender as três dimensões da biodiversidade: Genética, Taxonomia/Filogenética e Funcional.

“O programa Biota-Fapesp tem estudado há 13 anos a biodiversidade em São Paulo, gerando importantes resultados científicos e contribuindo com a legislação e com as políticas públicas de conservação. O lançamento do programa Dimensions of Biodiversity, da NSF, criou um canal para a colaboração científica entre pesquisadores dessa área do conhecimento no estado e nos Estados Unidos”, disse o diretor científico da entidade, Carlos Henrique de Brito Cruz.

Os pesquisadores interessados em participar devem estar associados a instituições de ensino superior e de pesquisa no estado de São Paulo. Precisam ter doutorado ou uma especialização equivalente. Além disso, os interessados devem atender aos requisitos exigido aos pesquisadores de Projetos Temáticos da Fapesp.

O objetivo da NSF é estudar a biodiversidade, o funcionamento dos ecossistemas e do bem-estar humano, por isso lançaram este programa que estimula a compreensão de tais aspectos. As propostas serão recebidas até o dia 28 de março de 2012.


Globo Rural 

Conheça lista de engenheiro que acertou previsões há um século

Tom Geoghegan

Previsões de John Watkins. BBC

Watkins previu a TV, a fotografia digital colorida e os celulares, mas errou sobre o fim dos mosquitos
Em 1900, o engenheiro civil americano John Elfrech Watkins fez uma série de previsões sobre os avanços do mundo no século seguinte.
Mais de um século depois, é possível ver onde ele acertou - no desenvolvimento de fotografia digital colorida, por exemplo -, ou errou - na extinção de moscas e mosquitos, por exemplo.

Como é costume a cada início de ano, a mídia é inundada de previsões sobre o que deve ocorrer nos meses seguintes.

Mas as previsões feitas em 1900 pelo obscuro engenheiro vêm circulando neste início de ano pelas redes sociais (que ele não previu), com comentários sobre seu relativamente alto índice de acerto.
Em dezembro daquele ano, no início do século 20, Watkins publicou suas previsões numa revista feminina americana, Ladies' Home Journal, num texto intitulado "What May Happen in the Next Hundred Years" (O que pode acontecer nos próximos cem anos).

Ele começa o artigo com o aviso: "Estas profecias parecerão estranhas, quase impossíveis", explicando que consultou "as maiores instituições científicas e de ensino" americanas sobre suas opiniões relacionadas a 29 temas diferentes.

Watkins trabalhava para o periódico Saturday Evening Post, em Indianópolis, da mesma empresa que publicava a revista.

O Post, que ainda é publicado, tirou as previsões do baú na semana passada, em um artigo de seu editor de história, Jeff Nilsson, que elogiava o alto nível de acerto de Watkins.

O artigo causou um frisson ao circular nas redes sociais nos últimos dias. Então segue aqui uma relação de algumas de suas previsões - muitas corretas, outras tantas furadas.

10 previsões que Watkins acertou...

1. Fotografia digital colorida

Watkins não usou, logicamente, o termo "digital" nem previu exatamente como as câmeras digitais e os computadores funcionariam, mas ele previu corretamente como as pessoas usariam a nova tecnologia fotográfica.
"As fotografias serão telegrafadas de qualquer distância. Se houver uma guerra na China daqui a cem anos, instantâneos de seus mais importantes eventos serão publicados nos jornais uma hora depois... As fotografias reproduzirão todas as cores naturais", escreveu.
Para Nilsson, isso mostrou uma grande visão. Quando Watkins fazia suas previsões, levava uma semana para uma foto de algo acontecendo na China chegar às páginas dos jornais do Ocidente.
As pessoas na época consideravam a própria fotografia quase como um milagre, e a cor ainda era muito experimental, observa ele.
"A ideia de ter câmeras colhendo informações do outro lado do mundo e as transmitindo - ele não estava simplesmente olhando para uma tecnologia presente e prevendo o passo seguinte. Foi muito além do que qualquer um estava falando naquele tempo", disse.
Patrick Tucker, da World Future Society (Sociedade Mundial do Futuro), baseada em Maryland, nos Estados Unidos, considera que Watkins poderia até mesmo estar prevendo uma novidade futura ainda maior.
"A frase 'Fotografias serão telegrafadas' parece muito como acessamos as informações na internet", afirma Tucker.

2. Aumento da altura dos americanos

Previsões de John Watkins. BBC
Reprodução do artigo visionário de Watkins; ele foi muito otimista ao falar do tamanho dos morangos
"Os americanos serão mais altos de uma a duas polegadas", previu Watkins.
Neste ponto, a previsão foi certeira, observa Nilsson. A altura do americano médio em 1900 era entre 66 e 67 polegadas (1,68 metro a 1,70 metro). Em 2000, essa média era de 69 polegadas (1,75 metro).

3. Telefones celulares

"Telefones sem fio e circuitos telegráficos se espalharão pelo mundo. Um marido no meio do Atlântico será capaz de conversar com sua mulher sentada em seu quarto em Chicago. Seremos capazes de telefonar para a China quase tão rapidamente quanto conseguimos falar hoje de Nova York para o Brooklyn", previu Watkins.
As chamadas telefônicas internacionais eram algo desconhecido na época de Watkins. Ainda levaria 15 anos para que a primeira ligação de costa a costa dos Estados Unidos, feita por Alexander Graham Bell. A ideia de telefonia sem fio era verdadeiramente revolucionária.

4. Comida pronta

"Comida já pronta será comprada em estabelecimentos similares às nossas padarias de hoje".
A proliferação de comida pronta sugerem que Watkins estava certo. No entanto, ele acreditava que as refeições seriam vendidas em pratos que seriam retornáveis aos locais de produção, para serem lavados e reaproveitados.

5. Desaceleração do crescimento populacional

"Haverá provavelmente entre 350 milhões e 50 milhões de habitantes nos Estados Unidos".
O número é muito alto, diz Nilsson, mas Watkins fez previsões na direção correta. Se a população americana continuasse a crescer no ritmo de 1800-1900, teria excedido 1 bilhão de habitantes em 2000.
"Por outro lado, cresceu apenas 360%, chegando a 280 milhões no início do novo século", diz.

6. Estufas nas fazendas

"O inverno se tornará verão e a noite será dia por ação dos fazendeiros, disse Watkins, com eletricidade e grandes jardins debaixo de estruturas de vidro".
Os vegetais serão cultivados sob luz elétrica, que cumprirá o papel da luz solar. Correntes elétricas no solo farão as plantas cresceram maiores e mais rápido. Raios de luz colorida vão impedir o crescimento de ervas daninhas. A eletricidade fará as sementes brotarem e se desenvolverem mais rapidamente”.
Grandes estufas de vidro já eram uma realidade, diz Philip Norman, do Garden Museum em Londres. Segundo Norman, ele estava correto nas previsões sobre o uso da eletricidade. Embora luzes coloridas e correntes elétricas não tenham virado realidade, elas foram provavelmente testadas.
"Em 1956 tivemos um aquecedor de solo, para ajudar na germinação das sementes", conta o professor

7. Televisão

"O homem verá todo o mundo. Pessoas e coisas e todos os tipos serão vistas por meio de câmeras conectadas eletricamente em telas com circuitos, a milhares de milhas de distância", disse.
Watkins previu câmeras e telas ligadas a circuitos, que viraram realidade com a televisão e as webcams.

8. Tanques

Previsões de John Watkins. BBC
Um século após Watkin prever o trem-bala, os EUA terão sua primeira linha, entre Boston e Washington
"Grandes fortalezas com rodas vão cruzar espaços abertos com a velocidade dos trens de hoje", previu Watkins.
Nilsson lembra que Leonardo da Vinci já havia mencionado isso, mas Watkins foi além.

9. Frutas grandes

"Morangos tão grande quanto maças serão comidos por nossos tataranetos", disse.
Muitas variedades maiores de frutas foram desenvolvidas ao longo do último século, mas Watkins foi otimista além da conta com os morangos.

10. Trem-bala

"Trens terão velocidade de duas milhas por minuto, normalmente. Trens expressos, 150 milhas por hora".
Exatos 100 anos depois da previsão de Watkins, os Estados Unidos irão inaugurar uma linha de trem-bala entre Boston e Washington. O trem conseguirá alcançar a velocidade de 150 milhas por hora, embora a média seja menor. Outros trens-bala ao redor do mundo ultrapassam essas velocidade.

E quatro previsões que ele errou…

1. O fim do C, do X e do Q

"Não teremos mais C, X ou Q no nosso alfabeto. Eles serão abandonados porque são desnecessários".
Obviamente errado, ressalta Patrick Tucker da World Future Society. Mas é notável como ele aponta os impactos da comunicação de massa no uso do alfabeto, diz.

2. Todos andarão 10 milhas por dia

"Essa previsão é uma visão mais do que generosa do futuro da humanidade que não considera a popularidade e a conveniência de avanços nos transportes previstas" por ele mesmo, diz Tucker.

3. Fim dos carros nas grandes cidades

"O trafego ficará no subterrâneo ou suspenso dentro das cidades", disse.
Embora muitas cidades abram bulevares em seus centros históricos e túneis e viadutos tenham sido construídos, a previsão não se concretizou.

4. O fim dos mosquitos

"O mosquitos, as moscas e as baratas serão exterminadas".
Pelo contrário. Os Estados Unidos têm visto a volta dos percevejos. Talvez a previsão dê certo, mas em 2100.

BBC News Magazine

Pernambuco: Paulista fará audiência público sobre PPP do Lixo

O tema será o edital de parceria Público-Privada para a limpeza Urbana e o Manejo dos Resíduos.

A Prefeitura do Paulista vai realilizar audiência pública referente a concorrência que realizará visando o estabelecimento de parceria público-privada para gestão dos resíduos sólidos do Município(lixo).

A audiência pública está marcada para o dia 27 de janeiro de 2012 às 10h na Câmara de Vereadores do Paulista .


Agenda.


Audiência púiblico Gestão o Lixo do Paulista.

Local: Plenário da Câmara de Vereadores do Paulista.
Data: 27/01/2012.
Horário: 10hs.

Assunto: Audiência Pública referente ao edital de parceria Público-Privada para a limpeza Urbana e o Manejo dos Resíduos Sólidos.

Integração PE

Uruguay: Decreto sobre proyectos de PPP busca despejar dudas de empresas

El “diálogo competitivo” entre empresas interesadas será opcional y habrá plazos para cambiar los contratos de Participación Público Privada


El gobierno acaba de aprobar el decreto reglamentario de la ley de Participación Público Privada (PPP) y fijó las condiciones del “diálogo competitivo” que podrá existir entre las empresas interesadas en firmar un contrato con el Estado para realizar obras de infraestructura productiva y social.

También definió los pasos a seguir cuando una de las partes pretende modificar el contrato y cómo se procede a la cesión de derechos a terceros cuando un privado decide abrirse del negocio.

Todos estos aspectos eran esperados con expectativa por los agentes privados, ávidos de conocer las condiciones en las que podrán asociarse con el Estado.

El texto del decreto, al que accedió El Observador, fue redactado por el Ministerio de Economía y Finanzas (MEF) y circula por el resto de las secretarías de Estado para la firma de todos los ministros.


Diálogo competitivo

El procedimiento de diálogo competitivo entre oferentes será opcional. Cada administración pública contratante (sea un ministerio, una empresa pública, una intendencia u otra repartición estatal) definirá si convoca o no a esta instancia. El gobierno discutirá con los agentes privados interesados los detalles de la obra y las condiciones del posterior llamado público. La administración seleccionará a los participantes con base en la “solvencia técnica y económica” que tengan, dice el decreto.

También exigirá toda la información relativa a la “estructura societaria” del postulante y el origen de los recursos que destinará al proyecto  para “prevenir el lavado de activos y la financiación del terrorismo”, indica el decreto.

En cada llamado la administración decidirá “si una vez concluido el diálogo solo podrán presentar ofertas quien o  quienes hayan participado en el mismo, o si la presentación de ofertas será abierta a cualquier  interesado”, señala el artículo 55. En caso de que se abra el llamado se definirá qué “preferencias o compensaciones” tendrán los participantes del diálogo y qué requisitos exigirá a los nuevos interesados. Si del diálogo participó una sola empresa el llamado abierto será obligatorio.

Durante el diálogo competitivo la administración podrá negociar en forma conjunta o individual con los postulantes para definir el pliego de condiciones del proyecto. La administración “dejará constancia en actas” de todo lo actuado y “podrá registrar las diferentes instancias del diálogo mediante los medios técnicos que considere pertinentes”, indica el artículo 60. Es decir que si quiere el gobierno podrá grabar audio y/o video de las reuniones.

También se fijaron garantías para los empresarios. El artículo 62 del decreto señala: “En el diálogo competitivo se dará un trato igualitario a todos los participantes y, en particular, no se les facilitará de forma discriminatoria información que pueda dar ventajas a determinados participantes con respecto al resto. No se podrá revelar a los demás participantes las soluciones propuestas por un participante u otros datos confidenciales que éste les comunique, sin su previo consentimiento”.


Cambios a los contratos

De acuerdo al artículo 74 del decreto, todos los contratos de PPP deberán establecer el plazo desde la firma del mismo durante el cual no se podrá renegociar nada. Finalizado ese plazo, la administración podrá modificar el contrato si dejó constancia de esa potestad en el mismo. Pero los cambios se harán solo si el MEF y la Oficina de Planeamiento y Presupuesto (OPP) dan el visto bueno, y no podrán superar el 20% del presupuesto original de la obra. Los cambios de común acuerdo no podrán exceder el 50% del presupuesto de la obra y el 30% si está en etapa de construcción.

Cualquiera de las partes podrá solicitar a la otra renegociar el contrato por causas de “fuerza mayor” que alteren la ecuación económica y financiera prevista. Estas causas deberán estar enumeradas en forma “taxativa” en cada contrato de PPP. Si no hay acuerdo, la parte afectada puede reclamar indemnización y un arbitraje.

La administración contratante controlará al privado e informará cada seis meses a la Unidad de Proyectos de PPP, que estará en la Dirección General de Secretaría del MEF. Esta unidad podrá solicitar auditorías externas y en caso de incumplimientos puede llegar a rescindir el contrato.


Cesión de contratos

El privado podrá ceder total o parcialmente a un tercero el contrato con el Estado solo si es autorizado por la administración contratante, que tendrá 90 días para analizar el pedido y si el cesionario propuesto está en condiciones de hacerse cargo del proyecto.
El privado podrá también determinar en el contrato la cesión obligatoria a los acreedores del proyecto para que asuman el cumplimiento del contrato mediante la cesión a un tercero.

El Observador 

Ao lançar pacote de R$ 140 milhões para obras, governo admite estudo para cobrar pedágio


     
 No dia em que o governador Alcides Rodrigues (PP) lançou pacote de R$ 140 milhões em investimentos para pavimentação e recuperação de rodovias que cortam Goiás, o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), José Américo de Sousa, declarou à imprensa que o governo do Estado é incapaz de arcar com os custos das obras de construção e manutenção das estradas e admitiu a cobrança de pedágio, a exemplo do que acontece em São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.
     
 Américo entende ser possível solucionar parte do problema por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e garante que há empresários dispostos a firmar estes acordos com o governo. “Nossos estudos estão bem avançados. Temos visitado outros Estados onde foi implementado este tipo de parceria e também concessões. Mas se passar para cobrança de pedágio, terá que ser assim”, explica o presidente da Agetop. As primeiras PPPs devem ser anunciadas neste ano.
     
 Nas contas de José Américo, o mínimo necessário para a manutenção, restauração e ampliação dos 9,7 mil quilômetros de estradas estaduais pavimentadas custaria ao Estado cerca de R$ 500 milhões por ano. Às voltas com um déficit mensal próximo a R$ 100 milhões, Goiás investiu em 2006 apenas a metade. “Com R$ 250 milhões só é possível recuperar trechos danificados. Mas e a construção? E a manutenção? Quem vai decidir se vai chegar ao pedágio não é o governo, é a sociedade. Não tem saída.”
     
Há urgência por parte da Agetop para a confirmação das primeiras PPPs. Se a parceria com o setor privado falhar e caso o investimento na malha viária seja insuficiente, a previsão é que a quantidade de quilômetros que precisam ser reconstruídos aumente de 480 km, em 2007, para dois mil quilômetros no ano que vem. A malha rodoviária estadual é formada por cerca de 23,3 mil quilômetros. Apenas 9,7 mil são asfaltados. Para suprir toda a demanda do setor produtivo goiano, José Américo diz que o governo deveria construir pelo menos mais 5 mil quilômetros.

INVESTIMENTO – Anunciado há três semanas com exclusividade pelo DM, o pacote prevê investimento de R$ 80 milhões na reabilitação e R$ 57 milhões na pavimentação de novas rodovias. O presidente da Agetop frisa que todas as regiões do Estado foram beneficiadas e que a montagem do mapa de obras norteou-se por “critérios técnicos.” Porém, chamou atenção a presença de 15 deputados estaduais (um deles licenciado, o secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller, PP) e dos deputados federais Roberto Balestra (PP) e Raquel Teixeira (PSDB), também secretária de Cidadania.
     
A Agetop priorizou rodovias que podem ser pavimentadas ou reconstruídas no menor espaço de tempo possível. A opção por obras de conclusão imediata deverá garantir ao Palácio das Esmeraldas a oportunidade de maximizar a agenda de inaugurações empreendida pelo governador desde o final de maio, que tem por objetivo desviar o governo do foco de crises político- financeiras que o atingem desde o início do ano.
     
Até novembro, serão inauguradas as melhorias em 1,5 mil quilômetros de rodovias, dos quais mais de 800 quilômetros permanecerão intocados pelas máquinas do governo em 2007, segundo a própria Agetop. Cerca de 35 trechos de estradas restauradas que serão entregues totalizam 470,5 quilômetros. Outros 22 trechos de rodovias pavimentadas somam, juntos, 174 km. O estudo levou quatro meses para ficar pronto e, conforme disse o governador em seu discurso, visa contemplar, antes de tudo, os interesses do agronegócio.

Agetop

Zimbabwe: PPPs to complement construction sector


Nyasha Chizu, Own Corresponden

Having acknowledged the country does not have sufficient resources to fund local infrastructure projects for the improvement of public service, the Finance ministry is focusing on public-private partnerships (PPPs) to complement government efforts in improving service delivery.
Construction projects in areas of housing, transport and water are now targeting private sector participation.

This is against the background that less than $700 million was allocated to capital projects in the $4 billion 2012 Budget presented to Parliament in November.

This is not the first time the government has identified opportunities in improving service delivery by engaging the private sector.

In 1998, the government adopted a policy on public-private sector participation after it was realised that Budget allocation to capital expenditure was declining at the expense of social services.

The policy approved by Cabinet foresaw such co-operation as a means to stimulate productivity, cost effective delivery of public goods and services, and better economic performance.

The policy identified adequate legal and regulatory framework, establishment of an institutional framework to co-ordinate implementation of the policy and programmes, an attractive business environment as key enablers for success of PPPs.

These guidelines clearly recognised PPPs as a form of infrastructure procurement by eliminating ad hoc and case-by-case approach that characterise funding deals. The guidelines were based on the concept of competitive bidding. 

News Day

The management of PPPs was put under the remits of the Minister of Finance. While the Finance ministry is interested in procurement from a public funds management (PFM) perspective, the actual management of procurement activities are under an autonomous statutory body — the State Procurement Board.

Although SPB was included in the inter-ministerial technical committee, there is a challenge of ownership created.

The legal owner — Ministry of Finance does not have operational control of the activity. The role of Finance is however critical; they are involved in finance mobilisation, investment protection, and risk management in PPPs.

The Zimbabwe National Road Administration-Group Five deal exposed this anomaly.

Ministry of Finance and Ministry of Transport concluded a PPP without the involvement of the SPB in which the latter was concerned with the manner in which the deal was concluded.

Further work is required to ensure an environment conducive for PPPs is prevalent. Although there was effort to regulate PPPs by drafting of guidelines that were adopted by Cabinet, there is still no law by way of an Act of Parliament thereby creating an administrative gap.

This affects the legality of such activities at the expense of attractiveness of Zimbabwe as a PPP market.

There is also need to benchmark with other regional democracies that have successfully implemented PPPs like South Africa and international organisations such as the World Bank and Africa Development Bank Group.

Whilst the current guidelines provide for various forms of handling PPPs such as competitive tendering to negotiation, it is important that financial thresholds are set to ensure issues of transparency and competitiveness are enshrined in such deals.

The thresholds must be set to protect the interest of the taxpayer and at the same time, protecting the private players’ interest.

Where the public stake is less than 25%, it will not be meaningful to belabour the private player with public sector controls.

Public procurement rules will be applicable when the taxpayers’ interest is high. This is meant to increase attractiveness of PPP projects to the private sector.

As reiterated by the Finance minister in his Budget presentation, there is need to ensure government policies are consistent with requirements of private sector participation.

Issues such as the indigenisation policy need to be economically viable and attractive for the private sector, especially the foreign investors who are currently expected to run as minor stakeholders in the current state of affairs.

•Nyasha Chizu is a fellow of CIPS and CIPS Zimbabwe branch chairman writing in his personal capacity. Email: chizunyasha@yahoo.com

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