quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Favela painting





Os holandeses Haas e Hahn começaram a trabalhar juntos em 2005, quando subiram as favelas do Rio de Janeiro e de São Paulo para fazer um documentário sobre o hip hop para a MTV. Inspirados por esta visita, começaram a jornada artística nas favelas do Rio pintando enormes murais com a ajuda da comunidade local.

Junto à ideia de levar a arte para a comunidade, a expectativa da dupla holandesa era de ajudar os jovens a não seguir pelo caminho da violência e do tráfico de drogas.

Em vez desse cenário conturbado que faz parte da realidade de muitos moradores de favelas no Brasil, Haas e Hahn conseguiram desviá-los para o caminho da criatividade, celebrando a arte com muitas imagens em referência à própria comunidade, e, acima de tudo, muitas cores.





Crédito das imagens: Haas&Hahn for favelapainting.com

Mais informações no site Favela Painting: www.favelapainting.com

Monumentos históricos de Porto Alegre passarão por reforma avaliada em R$ 298,5 mil

A partir de fevereiro, obras danificadas receberão reparos e limpeza

Monumentos históricos de Porto Alegre passarão por reforma avaliada em R$ 298,5 mil Emílio Pedroso/Agencia RBS
Monumento a Júlio de Castilhos, na Praça da Matriz, está entre os que receberão
 verba para restauro Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS

A partir de fevereiro, uma reforma geral será feita em pelo menos 27 monumentos de Porto Alegre.

Estátuas, bustos e placas de bronze das praças da Matriz e da Alfândega ganharam verba federal para serem limpos, reformados ou restaurados.

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Instaladas em homenagem a personagens históricos ou em alusão a datas comemorativas, as obras — algumas já quase centenárias — sofreram a ação de vândalos ou deterioraram-se com o tempo.

O custo para recuperá-las foi orçado em R$ 298,5 mil, e o prazo de entrega é de 135 dias —– 90 para a Alfândega e 45 dias para a Matriz.

Algumas obras já saíram de cena, como a estátua de Carlos Drummond de Andrade, na Praça da Alfândega. Desde novembro, ela está guardada em um galpão, onde será limpa e receberá solda e polimento.

Em galeria, confira obras que devem ser restauradas pelo projeto
Como apresentava danos no pedestal, os restauradores optaram por retirá-la da praça, para evitar que voltasse a ser alvo de vandalismo. Outro monumento que deverá receber atenção especial é o conjunto dedicado ao Barão do Rio Branco, em frente ao prédio do Memorial do Rio Grande do Sul.

Além da limpeza, ele vai precisar ser reconstruído em parte, já que o braço de uma das alegorias (a estátua que representa a República) foi arrancado.

Serão no total 18 obras na Alfândega e nove na Matriz, sendo que uma delas, o conjunto de esculturas que homenageia Júlio de Castilhos, terá uma licitação à parte.

— Como se trata de uma estrutura mais complexa, foi aberta uma licitação em separado para a obra. A restauração deste monumento, especificamente, deverá contar com verbas do PAC das Cidades Históricas —– afirma o arquiteto Luiz Merino Xavier, do Monumenta, que integra o projeto de restauração das obras, capitaneado pela Coordenação da Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura.

A expectativa é de que o término das restaurações coincida com o fim das obras de revitalização da Praça da Alfândega.

Mande a sua sugestão de notícia para o e-mail pelasruas@zerohora.com.br 



Veja um mapa com a localização dos monumentos que serão restaurados:


Ver Monumentos das praças da Alfândega e Matriz num mapa maior



Zero Hora

Brasil precisará de 3 hidrelétricas semelhantes a Itaipu até 2021


Rio de Janeiro - O Brasil precisará construir outras três hidroelétricas equivalentes a Itaipu para suprir a demanda prevista de energia em 2021, afirma um estudo divulgado nesta quarta-feira (4) pela estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Segundo as previsões do organismo, o consumo de energia elétrica no país crescerá a uma taxa média de 4,5% por ano na próxima década, por isso saltará dos 472 mil gigawatts-hora (GWh) em 2011 até 736 mil gigawatts-hora em 2021.

Isso significa que a demanda de energia em 2021 será em 56% superior à do ano passado e que o Brasil terá que aumentar a energia gerada em 264 mil gigawatts-hora nos próximos dez anos.

Esse volume equivale ao produzido por três hidrelétricas de Itaipu, a segunda maior hidrelétrica do mundo, compartilhada pelo Brasil e o Paraguai, e que no ano passado gerou uma média de 92.245 gigawatts-hora.

Parte da nova energia demandada em 2021 será atendida pelas três grandes hidroelétricas que o país está construindo na Amazônia e que entrarão em operação nos próximos anos: Belo Monte, Santo Antônio e Jirau.

Apenas Belo Monte, uma polêmica construção sobre o rio Xingu muito criticada por ecologistas e indígenas, oferecerá 39.360 gigawatts-hora a partir de 2015.

Segundo o estudo da EPE, o crescimento do consumo anual de energia do Brasil (4,5% ao ano) ficará abaixo do crescimento econômico médio ao ano previsto para o período (4,7%).

O setor comercial será o que mais impulsionará o crescimento do consumo de energia no Brasil na próxima década, com um aumento de sua demanda de 5,8% ao ano, seguido pelo setor residencial (4,5%) e pela indústria (4,4%).

"Apesar do elevado aumento do consumo do setor de comércio e serviços, a indústria se manterá como o setor responsável por quase a metade do consumo total de eletricidade do país em 2021", segundo o estudo do organismo estatal.

O consumo da indústria saltará de 225 mil gigawatts-hora em 2011 até 346 mil gigawatts-hora em 2021.

EFE

Praias de Pernambuco ganham reforço na segurança



foto: Nívia Gouveia

foto da noticia

Praias terão buggys e quadriciclos como estes.

Em 2012, o litoral pernambucano oferecerá mais segurança para os seus visitantes. Nesta quarta-feira (04), a Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur-PE) entregou à Secretaria de Defesa Social nove veículos, entre buggys e quadriciclos, que farão o patrulhamento da faixa litorânea de Porto de Galinhas, Maracaípe, Carneiros e Itamaracá a partir da próxima semana.


Em virtude da maior concentração de pessoas, Porto de Galinhas e Maracaípe terão dois buggys e três quadriciclos enquanto as praias de Itamaracá e Carneiros terão um buggy e um quadriciclo cada uma.


Os veículos foram locados pela Setur-PE e cedidos à Secretaria de Defesa Social. O contrato de locação é de aproximadamente R$ 155 mil/ ano, podendo ser renovável por mais quatro anos. 


“O nosso objetivo é proporcionar maior segurança para os frequentadores do nosso litoral”, declarou o secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa. 


SETUR

Os portos brasileiros e o investimento externo

Um seminário realizado no final do ano - o Port Finance International Brazil - mostrou aos investidores estrangeiros quais são as perspectivas de investimentos que o Brasil oferece na área portuária.


Operadores portuários, empresas de terminais privados, brasileiras e estrangeiras, representantes de instituições financeiras, economistas, consultores e advogados chegaram a um consenso de que o Brasil oferece excelentes oportunidades de negócios.


Os portos brasileiros movimentaram 800 milhões de toneladas de mercadorias em 2010, sendo que 400 milhões de toneladas foram de produtos para exportação e 120 milhões de toneladas de bens importados. A expectativa para 2012 é de movimentar um bilhão de toneladas.


A operação portuária sempre esteve nas mãos do poder público por razões econômicas e estratégicas. Todavia, o crescimento do comércio internacional, com volumes de transporte de cargas aumentado a cada dia, seja pela maior capacidade de produção de bens das empresas, seja pela maior possibilidade de armazenamento de carga em navios de grande porte, fez com que houvesse uma mudança nesse cenário. Importantes economias mundiais passaram a admitir a participação da iniciativa privada no setor. Com isso, o setor pôde se desenvolver a passos rápidos para acompanhar o crescimento da demanda do transporte de carga e passageiros.


No Brasil, esse movimento não foi diferente. Em 1993, houve a regulamentação do setor, com a publicação da lei nº 8.630/93. A partir disso, o setor portuário passou a ter regras específicas que antes estavam dispersas no sistema jurídico brasileiro. Mas, efetivamente, no Brasil, esse setor da economia sofrerá um impacto ainda maior em razão das descobertas do pré-sal. Estamos convencidos de que haverá um interesse dos investidores em diversificarem seus portfólios de investimento, nele incluindo os setores portuário, marítimo e fluvial, bem como o de infraestrutura. E isso será assim porque a realidade que se apresenta em nosso país, hoje, é, sabidamente, deficitária em termos de operação logística.


A crescente demanda por investimentos em portos e em infraestrutura logística é consequência dos seguintes fatores: insuficiência de estradas e de terminais de acesso a conexões de modal logístico, congestionamento nos acessos aos portos, aumento de custos relativos a atrasos de embarque e desembarque de mercadorias, de perda de "slots" de atracação, de reagendamento de horários em razão do congestionamento de embarcações, dentre outros.


Para sanar esses problemas, nos últimos dez anos a iniciativa privada investiu quantias expressivas. O Brasil, a China e a Índia foram recordistas de investimentos. Durante os anos 2006 e 2009, à China foram destinados US$ 4 bilhões, ao Brasil US$ 1,5 bilhão e à Índia US$ 2,5 bilhões. Isso é reflexo do rápido crescimento das relações comerciais dessas economias.


O investimento em infraestrutura portuária não só melhora as condições de competitividade de um país no que se refere ao comércio internacional de mercadorias e o transporte de passageiros, como também pode trazer efeitos benéficos para o índice de crescimento de ofertas de emprego. Dados apresentados no Port Finance International dão conta de que o projeto do "London Gateway" promoverá o maior crescimento de empregos que um projeto pode oportunizar. Esse projeto, que ainda está em construção, criará 12 mil novos postos de trabalho diretos e mais 20 mil indiretos.


Ciente das novas exigências que o mercado impõe, o poder público, por intermédio das autoridades que regulam o setor portuário, publica, com frequência, novas regras para o aproveitamento das áreas portuárias. Nesse sentido, recente resolução da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) deu novos contornos à exploração dessas áreas. A resolução de número 2.240, que substitui a 55, traz inovações que dão mais flexibilidade à gestão portuária e permite a utilização mais eficiente de áreas portuárias. Essa nova regulamentação não se limita apenas aos arrendamentos, mas a qualquer tipo de ocupação. 


E traz também algumas novidades, pois ela autoriza a celebração de contratos de uso temporário, de cessão de uso onerosa e não onerosa, de passagem e de autorização de uso.
Os contratos de uso temporário, que têm duração de até 36 meses, permitem que os interessados, ainda que não sejam titulares de arrendamento no porto, movimentem cargas não consolidadas no porto ou destinadas a plataformas offshore, mediante o pagamento de tarifas. Os contratos de cessão onerosa, ao seu turno, possibilitam que interessados explorem atividade econômica com vista à prestação de serviços àqueles que atuam no porto, como, por exemplo, agências bancárias e lanchonetes.


Os contratos de cessão não onerosa são aqueles firmados com os órgãos públicos que atuam no porto, tais como Polícia Federal, Corpo de Bombeiros e Anvisa. Outra novidade são os denominados instrumentos de passagem, que autorizam, sobre áreas de uso comum ou ocupadas por terceiros, a passagem dos interessados que desenvolvam atividades de movimentação e armazenagem de cargas destinadas ou provenientes de transporte aquaviário. Já a autorização de uso possibilita que a administração do porto ceda áreas por um prazo de até 90 dias para a realização de eventos de natureza recreativa, esportiva, cultural, religiosa ou educacional.


Há, ainda, os arrendamentos não operacionais, que permitem o arrendamento de áreas para atividades econômicas não diretamente ligadas à movimentação de cargas, como shoppings, cinemas, áreas culturais, estacionamentos, entre outras.
Mas não basta somente a regulamentação do uso de áreas portuárias. Um país que deseja receber capital estrangeiro, não especulativo, tem de ter um número elevado de tratados intencionais contra dupla tributação para que os investimentos de não residentes estejam protegidos.


Temos absoluta convicção de que medidas de proteção ao capital, associadas a regulamentações normativas modernas e transparentes de áreas portuárias e também à divulgação, em 2012, do Plano Nacional de Logística Portuária farão com que o Brasil entre, definitivamente, na rota de investimentos internacionais em obras de infraestrutura portuária, bem como de grandes empresas de operação portuária, as quais poderão aliar-se a empresas nacionais que já têm experiência nesse setor da economia.

Valor Econômico

Governo federal inicia processo de seleção de consultoria para a estruturação de PPP sobre parques nacionais

Conforme foi noticiado semanas atrás, o governo federal iniciou estudos a respeito da utilização das parcerias público-privadas (PPPs) para a gestão de parques (o projeto-piloto deve envolver parques nacionais localizados no Ceará e no Piauí).

Em fins de 2011, foi publicado o aviso de solicitação de manifestação de interesse para a contratação de consultoria responsável pela “estruturação e modelagem de parceria público-privada em Parques Nacionais”.

A consultoria envolverá a elaboração do estudo de demanda, estudo de arquitetura e engenharia, estudo socioambiental, avaliação econômica, modelagem do negócio, avaliação financeira, modelagem jurídica e acompanhamento da licitação.

Os interessados devem manifestar seu interesse em participar do processo seletivo até o dia 27 de janeiro de 2012.

PPP Brasil

Projeto São Francisco entra 2012 com licenças renovadas


Brasília - O Projeto de Integração do Rio São Francisco inicia o ano de 2012 com suas licenças renovadas. O IBAMA expediu a renovação de Licença de Instalação ao Ministério da Integração Nacional relativa aos trechos em obras do Eixo Norte e Leste.

Com a renovação da licença, o ministério vai investir mais R$ 180 milhões nos programas ambientais realizados na bacia do Rio São Francisco, como o de preservação da fauna e flora, o de apoio a comunidades indígenas e quilombolas e o trabalho de arqueologia.

O Ministério da Integração Nacional já investiu mais de R$ 170 milhões em questões ambientais, resultantes da execução destes 38 programas ambientais e de outras dezenas de condicionantes determinadas pelo IBAMA.

Já a Agência Nacional de Águas (ANA), com oitiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, aprovou a ampliação dos prazos das condicionantes de implantação da Resolução nº 411/2005-ANA, que outorga ao Ministério da Integração Nacional o direito de uso de recursos hídricos do Rio São Francisco, para a execução da obra.

No que se refere às auditorias, levadas a efeito pelos órgãos de controle (CGU e TCU), o projeto vem cumprindo os prazos estabelecidos para adoção das recomendações dos relatórios e acórdãos.
As providências são consideradas normais para o tipo e complexidade da obra e não há, na Transposição, qualquer irregularidade contatada pelos órgãos de controle que possa vir a determinar a sua paralisação.

O Projeto São Francisco beneficiará 12 milhões de pessoas no semiárido nordestino. São quase 700 km de canais e aquedutos que vai levar água para cidades de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A obra, orçada em R$ 6,8 bilhões, faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), começou em 2007 e deve ser concluída entre 2014 e 2015. São dois grandes eixos: o Leste já conta com 71% de execução das obras e tem 287 km de extensão. O Eixo Norte, com 426 km, está com 46% das obras concluídas.

Para sua execução, o projeto foi divido em 16 lotes de obras. Atualmente, 11 estão em operação e apenas cinco momentaneamente paralisados.

Os lotes 1 e 2, em Cabrobó (PE) e o lote 10, em Custódia (PE) serão retomados em janeiro de 2012 e os contratos do lote 4, em Verdejante (PE) e do lote 7, em São José de Piranhas (PB) estão sendo rescindidos.

Os trechos de obras que faltam ser feitos serão licitados novamente em janeiro/fevereiro do próximo ano. O reinício das obras desses lotes 4 e 7 dependerá do andamento dessas novas licitações.

O Nordeste.com

Nordeste tem a maior expansão de ICMS




O Nordeste foi a região do País com maior expansão real de ICMS: 16,5%. Esse número corresponde a R$ 1,41 bilhão de acréscimo nos cofres dos municípios da região, de acordo com o anuário Multi Cidades - Finanças dos Municípios do Brasil, editado pela Frente Nacional de Prefeitos e lançado em dezembro, em Brasília.

Entre as capitais do Nordeste, João Pessoa (23,5%), Maceió (22,6%) e Salvador (18,2%) se destacam com as maiores variações reais nas transferências do ICMS entre 2009 e 2010.

As demais capitais também conseguiram altas expressivas, com exceção de Recife, que praticamente não conseguiu novos recursos provenientes do ICMS. Os repasses da capital pernambucana permaneceram no mesmo patamar observado em 2009.

Além da expansão real de ICMS, o Nordeste foi também a única região do País que elevou a participação no total das transferências aos municípios, de 14,4%, em 2009, para 14,9% em 2010.

O crescimento do salário mínimo acima da inflação e a expansão dos programas de renda do governo federal na saída da crise determinaram a forte expansão do consumo regional, bem como os investimentos públicos em setores estratégicos, especialmente os setores de petróleo, gás e naval.

Destaque também fora das capitais

Em relação aos municípios selecionados na região Nordeste por Multi Cidades, cinco localidades mostraram forte expansão das transferências do ICMS: Arapiraca (29,7%), Olinda (26,7%), Vitória da Conquista (25,3%), Nossa Senhora do Socorro (23,8%) e Petrolina (21,7%).

Arapiraca obteve o maior crescimento. Seu índice de participação no ICMS transferido aos municípios alagoanos passou de 3,99%, em 2008, para 4,29%, em 2010, e já se sabe que avançou para 4,98%, em 2011.

A economia da cidade é diversificada e tem na indústria o seu atual fator de desenvolvimento, especialmente os setores da agroindústria de alimentos, de minerais não-metálicos, de confecções e o moveleiro. A cidade também abriga com sucesso experiências de arranjos produtivos locais (APL) e vem consolidando-se como um polo industrial e logístico do Estado.

Brasil

Os municípios brasileiros receberam, em 2010, R$ 65,53 bilhões transferidos dos estados via quota-parte do ICMS, o maior patamar de repasses dos últimos 10 anos, o que representa 12,9% acima do valor observado em 2009, descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em termos de volume de recursos, isso representou uma entrada adicional de R$ 7,49 bilhões nos cofres das prefeituras. A participação da quota-parte do ICMS na receita corrente dos municípios brasileiros, que se havia reduzido nos últimos três anos em relação ao nível verificado em 2006 (22,9%), voltou à trajetória ascendente e alcançou o percentual de 22,1% em 2010.

A rápida recuperação da economia em relação à crise mundial que impactou o Brasil no final de 2008 e no primeiro semestre de 2009 foi decisiva para a arrecadação recorde do ICMS. A participação da quota-parte do ICMS no Produto Interno Bruto (PIB), que tinha caído de 1,79% para 1,73% entre 2008 e 2009, subiu para 1,78% em 2010.

Alagoas 24 horas

Olinda/PE - Fenahall traz artesanato de mais de 10 países



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Feira irá funcionar de segunda a sexta, das 16h às 22h, e aos sábados e domingos, das 14h às 22h.
Foto: Heudes Régis/ JC Imagem

Mais de 10 países estarão representados na Fenahall, tradicional feira de artesanato que acontece todos os anos no Chevrolet Hall, em Olinda, no Grande Recife. Este ano, serão 220 expositores. O evento, que está em sua 9ª edição, tem início nesta sexta-feira (6) e segue até o dia 15 deste mês.

A feira irá funcionar de segunda a sexta, das 16h às 22h, e aos sábados e domingos, das 14h às 22h. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia), e estarão à venda na bilheteria do Chevrolet Hall. A expectativa de público é de mais 100 mil pessoas nos 10 dias de evento.

O evento conta com estrutura de mais de 7 mil metros quadrados, estacionamento e praça de alimentação. Para o público infantil, ainda haverá um espaço voltado para crianças com brinquedos e atividades recreativas. Este ano, o investimento passa dos R$ 600 mil, R$ 150 mil a mais que o de 2011.

Quase todos os estados brasileiros vão participar da feira. Representando Pernambuco, virão artesãos de municípios como Tracunhaém, Pesqueira, Bezerros, Petrolândia, Passira e Tacaratu. Já entre os expositores internacionais, o destaque fica para a cultura asiática, que contará com estandes da Índia, Turquia, Síria, Tailândia, Indonésia, além de Paquistão e Japão.

MÚSICA – Durante todos os dias da feira, haverá apresentações de bandas de frevo e grupos de maracatu. A programação musical também conta com shows de Capim com Mel, Almir Rouche, Banda Rios, Luiz Neto e Davi, Banda Como Antigamente, Excesso de Bagagem, Amigos Sertanejos, Santropê e Los Cubanos.

Serviço

Quando: De 6 a 15 de janeiro de 2012
Local: Chevrolet Hall, Olinda
Ingressos: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)
Vendas: Na bilheteria do Chevrolet Hall
Abertura dos portões: das 16h às 22h (segunda a sexta); das 14h às 22h (sábados e domingos)
Mais informações: (81) 3427.7500 ou www.chevrolethall.com

NE10

Rede Nacional vai apoiar criação de remédios anticâncer




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Em 2010 o país gastou R$ 1,9 bilhão com medicamentos para a doença no SUS/Foto: Ministério da Saúde
Com o objetivo de reduzir a dependência das importações. A Rede Nacional de Desenvolvimento e Inovação de Fármacos Anticâncer teve a iniciativa de encontrar candidatos para receber apoio técnico e financeiro do governo.

O Brasil que nunca desenvolveu remédios contra o câncer começará neste ano de 2012 a fazer um mapeamento de instituições de pesquisa oncológica e de moléculas já identificadas por cientistas que tenham potencial como arma contra o câncer.

Para começar os trabalhos, a rede conta com R$ 1 milhão do Ministério da Saúde. De acordo com Zich Moysés Júnior, do Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde do ministério, até 2014, a Redefac deve receber mais R$ 16 milhões.

Em 2011, o SUS gastou cerca de R$ 2,2 bilhões em medicamentos para o câncer. O que representa 3% do orçamento de R$ 70 bilhões do Ministério da Saúde para ações e serviços de saúde no mesmo período.

"O investimento em pesquisa é fundamental para a sustentabilidade do SUS", explicou Moysés Júnior, à Folha de SP. "Desde 1999 o gasto com radioterápicos mais do que dobrou, e o com quimioterápicos aumentou seis vezes.", completou.

Após o mapeamento, que tem previsão de durar até um ano, um comitê avaliará o potencial científico e de mercado das substâncias identificadas. As mais promissoras passarão a receber apoio direto do governo.

Para seguir as próximas etapas da pesquisa, serão necessários financiamentos de estudos e registros de patente e da costura de acordos com a indústria farmacêutica, principalmente na fase de pesquisa clínica, quando o candidato a medicamento é testado em seres humanos.

"A etapa clínica é uma fase com custo muito alto", explica o coordenador de pesquisa clínica do Inca (Instituto Nacional de Câncer), Carlos Gil Ferreira, responsável pela operacionalização da rede.

"Mundialmente, a tendência é que os governos dividam os riscos, e também os lucros, com a iniciativa privada. O plano é trazer esse modelo para o país", afirma Ferreira.

EcoD

Países artificiais

Organização quer construir territórios em águas internacionais. E já recebeu mais de US$ 2 milhões em doações

por Vinícius Cherobino

Fundador do site de pagamentos PayPal, o empreendedor americano Peter Thiel doou recentemente US$ 1,25 milhão para o instituto sem fins lucrativos Seasteading, dos Estados Unidos.

A verba é para projetar as ilhas artificiais que devem flutuar em águas internacionais, a 650 km da costa da Califórnia.

Cravadas em plataformas de petróleo (como no modelo abaixo), devido à sua localização, esses territórios não precisariam seguir leis de nação alguma.

 “Queremos incentivar formas de governo que não acontecem em terra firme”, diz Randolph Hencken, diretor de comunicação do instituto.

Apesar de ter sido criado por um grupo ligado ao liberalismo econômico, isso não determinaria a ideologia das micronações.

Os anarquistas teriam sua chance. E também investidores como Thiel, que almejam uma sociedade supercapitalista, com governo mínimo, sem impostos e poucas restrições ao porte de armas.

Terra sem lei, paraíso fiscal, território de crimes? Isso não é uma preocupação.

“O que nos empolga é a oportunidade de começar uma sociedade do zero, mas com a tecnologia e o conhecimento do século 21”, diz Hencken. Para lançar um projeto das ilhas, o Seasteading ainda pede doações.

É pagar para ver se a ideia sairá do papel para alcançar o mar.

TERRA DE NINGUÉM | Saiba mais sobre como seriam as microilhas sem lei:
Editora Globo

Galileu

Consulado dos EUA faz mutirão para emissão de vistos americanos

Ao todo, foram disponibilizadas 2,1 mil vagas para entrevistas em 21 de janeiro.
Até abril, órgão vai fazer 12 mutirões em SP, RJ, Brasília e no Recife.


O consulado dos Estados Unidos começou a receber, nesta quarta-feira (4), inscrições para o mutirão que pretende acelerar a emissão de vistos americanos para brasileiros. Serão 2,1 mil vagas para entrevistas programadas para 21 de janeiro.

Quem precisa de visto para os EUA e quer aproveitar esse mutrão pode fazer o agendamento pela internet (www.visto-eua.com.br).

O consulado pretende realizar 12 mutirões até abril deste ano, nos escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e do Recife. O objetivo é atender a grande procura dos brasileiros por vistos dos Estados Unidos.


Como fazer a entrevista

Antes de fazer seu agendamento de entrevista, o consulado dos EUA pede para o candidato verificar os Programas Especiais de Vistos oferecidos pela embaixada e pelos consulados no Brasil.

O agendamento deve ser feito pela internet e a confirmação do agendamento deve ser impresso.
O candidato deve preencher o formulário DS-160 pela internet (https://ceac.state.gov/genniv/).

Essa etapa precisa ser feita com dois dias de antecedência da data da entrevista. O formulário DS-160 substitui os formulários DS-156, DS-157 e DS-158.

Após o preenchimento completo do formulário DS-160, o candidato deve imprimir a página de confirmação e levar no dia da entrevista.

Do G1, em São Paulo

Aeroporto pode ser ampliado em Sorocaba, SP

Espaços devem atender atividades da indústria aeronáutica
Os contratos devem ser por dois anos. 

O Daesp - Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo - abriu licitações para concessão de duas áreas externas no aeroporto de Sorocaba, no interior de São Paulo. Os espaços serão para atividades da indústria aeronáutica.

Os contratos terão duração de 24 meses. As empresas vencedoras serão responsáveis pela construção das instalações, adequações das áreas como limpeza dos terrenos, remoção de vegetação, instalação de telefonia, água, esgoto e implantação de cercas e postes.

A abertura das propostas será no dia 27 de janeiro, na sede do Daesp, em São Paulo.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

Cuba vai subsidiar construção e reparo de casas

Cuba vai lançar um plano para subsidiar a construção e o reparo de imóveis privados, em um esforço do governo comunista para liderar o melhor uso dos limitados recursos e estimular empreendimentos privados.

Pelo programa, cidadãos podem receber uma ajuda de custo equivalente a US$ 3.300 para construir uma casa, embora a maioria deva receber bem menos.

Moradores que tiveram seus lares danificados por furações e outros desastres naturais terão prioridade no plano, cujo teor foi publicado no equivalente ao "Diário Oficial" cubano nesta quarta-feira.

Os moradores elegíveis para esses benefícios terão que demonstrar necessidade econômica e os recursos serão mantidos em depósitos no banco estatal de modo a assegurar que serão gastos de forma apropriada.

DA ASSOCIATED PRESSE, EM HAVANA

Verão do Recife terá patinação no gelo, em Boa Viagem no Parque Dona Lindú




Verão do Recife terá patinação no gelo, em Boa Viagem. Imagem: Karlos Geromy/OIMP/D.A.Press/Arquivo

Imagem: Karlos Geromy/OIMP/D.A.Press/Arquivo
Verão do Recife terá patinação no gelo, em Boa Viagem. Imagem: Karlos Geromy/OIMP/D.A.Press/Arquivo


O Parque Dona Lindu, localizado em Boa Viagem, vai se tornar um dos principais pontos turísticos nesta temporada ao receber o projeto ′Verão Total`. 

O evento , que já é realizado há 15 anos, mistura esporte, lazer cultura, saúde, gastronomia e entretenimento para todas as faixas etárias e classes sociais. Entre as novidades está a instalação de uma pista de patinação no gelo no local.

Serão 300m² de área coberta com ar condicionado. Mais de mil pessoas patinando diariamente com sonorização e iluminação apropriadas. 

O projeto Verão Total é uma realização da Ativa Promoções e tem apoio da prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo.

Além da patinação no gelo, o Verão Total contará com módulos de Adventure, Vila da Criança e um palco. 

A ação funcionará no período de 12 a 29 de janeiro, de terça-feira a domingo, das 16h às 22h, com entrada gratuita. 

No palco terão aulas de dança e ginástica, apresentações culturais e apresentações infantis. Já na ‘Vila da Criança’, brinquedos diversos, espaço leitura e oficina de pintura, com recreadores profissionais e monitoria em todas as atividades. 

O espaço Adventure terá arvorismo, muro de escalada e eurobang.

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Arena Pernambuco assina último contrato de financiamento

Pagamento das parcelas será realizado após acerto dos contratos de garantia com o Banco do Nordeste



Estádio pernambucano está com 30% das obras concluídas (crédito: Odebrecht/Divulgação)

O Consórcio Arena Pernambuco assinou na última semana contrato de financiamento com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) no valor de R$ 250 milhões, para a construção do estádio que receberá a Copa de 2014. O pagamento das primeiras parcelas será realizado após o acerto dos contratos de garantia.

O estádio que fica em São Lourenço da Mata, na Grande Recife, também será financiado pela linha ProCopa Arenas, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O contrato de R$ 280 milhões foi firmado em abril passado e, até o momento, foram liberados R$ 84 milhões. A segunda parcela deve ser liberada até fevereiro.

Para a construção da arena pernambucana, tambpem haverá outro financiamento de R$ 70 milhões com um banco comercial. Segundo a Odebrecht, empreiteira responsável pela obra, o empreendimento está orçado em R$ 532 milhões, valor que inclui o contrato de construção, as despesas pré-operacionais e o ressarcimento pelo estudo de viabilidade.

Evento-teste
A Arena Pernambuco receberá cinco jogos durante a Copa do Mundo. Para fazer parte da Copa das Confedereções, um ano antes, o estádio precisa seguir à risca o cronograma de obras.
Nesta semana, a Odebrecht anunciou a ampliação da fábrica de pré-moldados e a contaratação de mais 400 funcionários.

Segundo a Secretaria da Copa em Pernambuco (Secopa), o canteiro de obras tem 2.115 funcionários, divididos em dois turnos. Em fevereiro, o número deve chegar a 2.500.

Com 30% das obras concluídas, o estádio deve estar pronto até dezembro deste ano. O secretário estadual da Copa, Ricardo Leitão, porém, já admitiu que a arena pode ser inaugurada apenas no início de maio, a seis semanas da competição.



Portal 2014

Ilha na Dinamarca tem 100% de sua energia de fontes renováveis



Sistemas de aquecimento e de geração de energia solar também são utilizados l Foto: Samso Energy Academy
A Samso é uma ilha de 15 km de extensão na costa leste da Dinamarca. Lar de 4.300 residentes, a península tem 100% de sua energia proveniente de fontes renováveis. O local ainda possui excedentes, que são repassados à rede pública.

Em 1997, a pequena ilha dinamarquesa ganhou um concurso patrocinado pelo Ministério Dinamarquês de Ambiente e Energia. Situada no Estreito de Kattegat, a península até então conhecida por sua produção de laticínios e criação de suínos, se tornaria modelo para energia sustentável, ficando livre de carbono.

O governo inicialmente não ofereceu financiamento, incentivos fiscais ou conhecimentos técnicos. Quase toda a energia da ilha, com cerca de 4.300 moradores, advinha de petróleo ou carvão e sua comunidade nada sabia sobre energias renováveis. Assim, a mudança parecia uma tarefa impossível.

Soren Hermansen, porém, viu uma oportunidade. Morador nativo, Hermansen lecionava estudos ambientais em uma escola local quando ouviu falar do prêmio Samso. O apelo foi imediato, e quando o projeto de energia renovável finalmente conseguiu algum financiamento, ele se ofereceu para ser o primeiro - e o único-funcionário. "Eu percebi que isso poderia acontecer", disse ele.

Hermansen sabia que os moradores da ilha eram muito unidos e conservadores. Mas isso poderia ser uma vantagem: uma vez que ele convencesse parte da população a agir, o restante o seguiria. Então o dinamarquês apareceu em todas as reuniões da comunidade para dar seu passo em direção ao “verde”. E muitas vezes ele levava “cerveja grátis”.

Funcionou. Eles compraram ações em novas turbinas eólicas, o que gerou o capital para construir 21 turbinas eólicas em terra e em alto mar. Os ilhéus utilizam sobras da agricultura para produzir calor e água quente. Sistemas de aquecimento e de geração de energia solar também são utilizados.

Atualmente, de cada dez propriedades da ilha, sete usam o vento ou o sol para produzir energia. Toda a energia que sobra é repassada à rede pública e também vendida pelo mercado de carbono.
Em entrevista ao Jornal Nacional, um fazendeiro revelou que a sobra de energia gera um faturamento equivalente a R$ 1 milhão por ano, o triplo do que rende o gado. “Eu vendo mais eletricidade do que leite”, disse ele.

A ilha agora usa cabos submarinos para exportar eletricidade para o continente. O lucro de R$ 80 milhões por ano é usado em obras sociais pela associação de moradores. Como resultado, a comunidade possui um dos maiores índices de qualidade de vida do mundo. Existem poucos veículos à combustão por lá, a maioria é elétrico, e a pegada ambiental é praticamente zero.

Hermansen atualmente é diretor da Samso Energy Academy, centro de estudos de energias, e viaja de país para país contando a história de sucesso. Porém, ele é o primeiro a dizer que o crédito real pertence à ilha, e que a lição de Samso é que as mudanças ambientais só podem vir de baixo para cima. "As pessoas dizem: Pensar globalmentee agir localmente", Hermansen comenta. "Mas eu digo que você tem que pensar localmente e agir localmente, e o resto cuidaráde si mesmo."



da Time Magazine.

Na Argentina, Brasil rouba mercado dos EUA e da Europa

Sílvio Guedes Crespo
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Enquanto muitos empresários brasileiros reclamam da “invasão” de produtos chineses, os argentinos se queixam também das mercadorias vindas do Brasil.

O jornal portenho “La Nación” noticia que o déficit comercial da Argentina com o Brasil aumentou 42% em 2011, atingindo US$ 5,8 bilhões.

“O déficit comercial com o Brasil chegou para ficar”, disse o consultor Mariano Lamothe ao diário. O gráfico acima, do “Nación”, mostra que a última vez em que a Argentina teve superávit comercial com o Brasil foi em 2003.

“Agora a Argentina importa do Brasil produtos industriais e bens de capital (mercadorias usadas na produção) que antes comprava de outros mercados, como Estados Unidos ou Europa”, disse ao “Nación” o consultor.

Outro item que prejudicou a balança argentina é a energia. No passado, o país vizinho vendia combustíveis em grande quantidade para o Brasil; hoje, ele está deficitário. As barreiras argentinas à exportação de trigo também prejudicaram o comércio exterior do país, segundo o consultor.


Comentário
A notícia foi sugerida ao Radar Econômico pelo professor de economia Alcides Leite*, que comenta abaixo.
“A Argentina está comprando mais produtos manufaturados do Brasil, sobretudo automóveis, máquinas e equipamentos agrícolas, eletrodomésticos, bens de capital e inclusive alimentos industrializados. No comércio do Brasil com a Argentina, a relação de troca é inversa daquela que acontece no comércio entre Brasil e outros países, sobretudo China, Estados Unidos, Europa e Japão. Para a Argentina exportamos mais produtos manufaturados e importamos mais commodities. Para outros mercados exportamos mais commodities e importamos mais produtos manufaturados.
Como a Argentina vem passando por um processo de desindustrialização ainda maior do que o Brasil, cresce sua necessidade de importação de produtos industrializados. A proximidade do Brasil e o aumento de qualidade de nossos produtos têm favorecido as exportações brasileiras para o país vizinho.”
* Alcides Leite é professor de economia na Trevisan Escola de Negócios e inspetor-analista concursado do Banco Central. Autor de “Brasil: A trajetória de um país forte”.

Agência Estado

RN: Quarenta e cinco comunidades rurais adotam autogestão no abastecimento de água no Estado

De um ano para cá, 45 comunidades rurais do Rio Grande do Norte implantaram o modelo de autogestão de operação e manutenção da distribuição de água. Segundo dados da Assessoria de Saneamento Rural da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), outras 42 localidades estão em processo de instalação desse sistema. Das que já instalaram o sistema, 23 são abastecidas pela adutora Monsenhor Expedito, que hoje já abastece 266 povoados, incluindo cidades das regiões do Potengi e Agreste.

Segundo Maria Laélia Lira, assessora de Saneamento Rural da Caern, os moradores de comunidades rurais estão adotando este modelo que é bastante peculiar e a empresa estadual de saneamento, como o órgão responsável por obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário no Estado, tem apoiado a adoção do sistema, que oferece uma série de vantagens, como menor desperdício de água e fornecimento do produto em maior quantidade e qualidade.

O Rio Grande do Norte é um estado que vem se destacando no abastecimento de água em comunidades rurais. Outros estados como Ceará, Minas Gerais e Bahia também fazem uso do modelo de autogestão. "No Ceará, o sistema é parecido com o que temos aqui, mas trata-se de uma outra realidade. Lá, a água é disponibilizada de fontes próximas, como poços e açudes. Aqui, a água vem de grandes adutoras, que abastecem muitas comunidades ao mesmo tempo", explica Laélia.

COMO FUNCIONA

O modelo de autogestão de abastecimento de água é basicamente a operação e manutenção desse sistema pela própria comunidade, através de Contrato de Prestação de Serviços entre a Caern e a Associação de Moradores. Por meio de uma reunião, entre técnicos da Assessoria de Saneamento Rural e a diretoria da associação de moradores do povoado, é exposto o modelo detalhadamente e possíveis dúvidas são esclarecidas. Antes da implantação do sistema, a diretoria é orientada a comunicar-se com os moradores para esclarecer as responsabilidades de cada um nesse processo. Após isso, há uma nova assembleia com o intuito de passar aos cidadãos mais informações e apresentar todas as vantagens e responsabilidades que a comunidade terá após a adoção do modelo.

De acordo com a Assessoria de Saneamento Rural, as vantagens de se aderir o modelo são várias. Algumas dela estão no uso racional da água, reconhecimento do sistema como patrimônio público, acompanhamento e controle dos consumos pelas próprias famílias, participação de todos os moradores no processo, escolha democrática do operador pela própria comunidade, entre outras.

Entretanto, a associação dos moradores também deve assumir certas responsabilidades. São elas: pagar mensalmente a concessionária que fornece água, operar e manter o sistema de rede de distribuição, cortar o fornecimento dos consumidores que não efetuarem o pagamento devido, fiscalizar e tomar providências para possíveis irregularidades e consultar previamente a concessionária para que seja verificada a viabilidade técnica para que seja efetuada qualquer expansão na rede.

Laélia chama atenção também para a racionalização da água. "É um produto caro e devem-se tomar certas medidas preventivas para que não falte em municípios vizinhos, já que a água vem de adutoras de grande porte", diz. Ela ainda ressalta o hábito de olhar constantemente o hidrômetro, a fim de controlar o consumo. "Esse procedimento contribui não apenas para o uso correto da água, mas também para a educação ambiental", explica.

Felipe Araújo – ACS Caern

Titã: Cientistas querem levar "avião" a lua de Saturno


Cientistas da Universidade de Idaho, nos EUA, planejam a construção de um avião de R$ 1,3 bilhão, semelhante às aeronaves teleguiadas usadas no Afeganistão, para sobrevoar a maior lua de Saturno, Titã, que tem atraído os astrônomos por sua atmosfera densa e turva, coberta de nuvens. 

O avião Aviatr, como foi batizado, é projetado para tirar fotos 3D da superfície do satélite, o que deve ajudar os pesquisadores a construir uma imagem da geologia dele.

A agência espacial americana (Nasa), porém, não incluiu esse protótipo no orçamento – mas os pesquisadores esperam que ele seja considerado na próxima rodada de financianento. 

No final da missão, a aeronave de 120 kg "mergulharia" em direção à superfície, numa tentativa de pousar nas dunas de Titã. 

A gravidade da lua de Saturno é baixa, mas a atmosfera é densa, o que significaria que uma aeronave mais pesada que o ar, como o Aviatr, poderia se sustentar em voo por mais tempo. 

Muito mais rápido que um "balão" – método proposto para outras missões até Titã –, esse avião permitiria controlar sua altitude com precisão, além de construir uma biblioteca de imagens 3D da superfície e do clima de Titã. O objetivo é que ele seja movido por um gerador de plutônio. 

Quando mandasse fotos, ficaria planando para economizar energia. E, da mesma forma que os aviões terrestres, teria um "modo de segurança", que o manteria estável na atmosfera de Titã quando preciso – garantindo que não haveria danos se o link de comunicação quebrasse. 

Titã é maior que a nossa Lua e até mesmo que Mercúrio. A temperatura na superfície varia de 178° C positivos a 178° C negativos.

G1

Estudos para Ferroeste entre Guarapuava e Paranaguá serão retomados este mês


Secretário destaca retomada do planejamento para obras rodoviárias.

Estudos para Ferroeste entre Guarapuava e Paranaguá serão retomados este mês


O secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, afirmou que criação da nova pasta, em substituição às secretarias de Transportes e Obras, se traduz na retomada do planejamento na área de transporte e do gerenciamento de ações e de investimentos públicos nos setores de construção civil e obras viárias.

Ao fazer um balanço das atividades de 2011, Richa Filho defendeu a criação de um modelo de logística multimodal e afirmou que um conjunto de ações foi realizado com o objetivo de criar e implantar um novo sistema de gestão de obras de infraestrutura. “Temos que trabalhar a logística estadual dentro do conceito de multimodalidade. O Paraná não pode mais conviver com a ausência de planejamento e integração”, disse.

Richa Filho informou que o governo entende que é necessário melhorar a infraestrutura de transporte já existente para que todas as regiões do Estado tenham melhores condições de se desenvolver. Ele lembrou que no final do ano, foram autorizados investimentos de R$ 700 milhões nas estradas estaduais para 2012. “Estamos adotando medidas modernizadoras, centradas no desenvolvimento sustentável e na priorização de investimentos”, afirmou.

O secretário ressaltou ainda que o Governo do Estado deve dar prioridade ao papel de articular e de ser um indutor institucional do desenvolvimento, fazendo investimentos públicos e buscando recursos no mercado, além de promover as Parcerias Público Privadas (PPPs) como forma de atender às demandas da sociedade. "É obrigação do governo dar condições às classes produtoras para colocarem, com rapidez e segurança, suas mercadorias no mercado ", afirma.

Para isso, a secretaria atua para articular os vários planos estaduais e regionais existentes, bem como os projetos viários da esfera federal, dentro do conceito de rede. A idéia é potencializar os recursos destinados à infraestrutura e a logística. “Com um sistema integrado e compartilhado, vamos atender melhor as mudanças na concentração populacional e as variações na geração total de riquezas, produção industrial e agrícola”, explica secretário.

GESTÃO COMPARTILHADA

Segundo Richa Filho, a gestão em conjunto da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste) permitiu avanços nos setores rodoviário, marítimo, ferroviário e aeroviário.

O Paraná tem um patrimônio viário representado por mais de 20 mil quilômetros de estradas pavimentadas, uma ferrovia estadual, a quarta posição em aeroportos no Brasil, dois portos (um deles o maior exportador de grãos do País) e mais de 70 balsas em operação. “É um patrimônio a ser preservado e constantemente recuperado”, diz Richa Filho.

O secretário reforçou a preocupação do governo em criar eficientes centros logísticos, baseados em dados levantados com outros órgãos públicos, como o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), para que o desenvolvimento chegue a todo o Estado e não seja privilégio de apenas algumas regiões.

ESTRADAS

Richa Filho lembrou que no ano passado foi licitado o Plano Diretor para o sistema estadual de transporte intermunicipal de passageiros, depois de uma década de espera. Ele também pontuou o início do diálogo com as concessionárias para a retomada de investimento na estradas que compõem o Anel de Integração.

Outra iniciativa para organizar o sistema público é a definição de um Plano Aeroviário Estadual. O Paraná dispõe de 40 aeroportos públicos, sendo quatro sob a administração da Infraero e os demais operados em parceria pelo Estado e as prefeituras. “No modal aeroviário, a organização e o planejamento são duas ações fundamentais para o desenvolvimento estadual”, diz o secretário.

Em relação ao aeroporto Afonso Pena, o governador Beto Richa assinou, em dezembro, um decreto que declara como de utilidade pública para desapropriação uma área de 751,5 mil metros quadrados na região do terminal, em São José dos Pinhais. O terreno será utilizado para a ampliação do terminal e implantação da terceira pista de pousos e decolagens.

FERROVIA

Um exemplo da volta dos investimentos federais ao Paraná, segundo José Richa Filho, foi dado pela Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. A empresa, vinculada ao Ministério dos Transportes, estuda o projeto para a extensão da Ferroeste até a Dourados (MS) e a solução para o trecho entre Guarapuava à Paranaguá.

Segundo o Governo Federal, os estudos de viabilidade serão retomados neste início de ano. A futura obra eliminará o gargalo ferroviário entre o Meio Oeste paranaense e a região dos Campos Gerais, além de otimizar a descida da Serra do Mar, rumo ao Litoral.

Pela primeira vez desde que foi criada, em 1988, Ferroeste teve autorização para compra de locomotivas próprias. A aquisição de cinco novas máquinas foi autorizada pelo governador Beto Richa e dobrará a capacidade de tração da empresa. Serão investidos R$ 8 milhões, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) do Estado.

MODAL MARÍTIMO – Richa Filho afirma que o Governo Estadual encarou tecnicamente as questões que envolver os portos paranaenses e conseguiu realizar obras importantes no início da gestão. Segundo ele, o diálogo com as autoridades ambientais também está avançado, para dar continuidade às obras de dragagem nos berços de atracação e no canal de acesso ao porto.

“Para o terminal de grãos, de fundamental importância ao agronegócio, está prevista a modernização dos equipamentos. O governo estuda ações de logística que venham a dinamizar o Porto de Antonina e o futuro terminal de Pontal do Sul”, conclui José Richa Filho, que também listou os bons resultados obtidos pelo Porto de Paranaguá, como o recorde na movimentação de granéis.

Redesul Notícias

Dilemas do Estado

Em 2006, no seminário Chile Sec. 21, a então presidente Bachelet foi clara: Nossa resposta ao desafio do moderno estado social de direito é um sistema de proteção social, retomando nossa matriz histórica estatal, que proteja não somente os mais necessitados, mas enfrente as inseguranças da sociedade moderna.

Portugal mergulhou no conceito de estado segurador, que chamou de estado social. Desde a Revolução dos Cravos, a arrecadação subiu muito, mas abaixo dos gastos públicos (gastos públicos/PIB: 1974=20%; 2010=48%). O déficit publico se tornou crônico (déficit em todos os últimos 25 anos, em média 5% do PIB) e a divida pública explodiu (dívida pública/PIB: 1974=14%; 2010=95%). A poupança decresceu (poupança familiar/PIB: 1974=22%; 2010=4%) e o dinamismo econômico sumiu. O desemprego dos jovens atingiu 20%. O funcionalismo público foi quadruplicado em 25 anos. São 800 mil para população de 10,7 milhões. Estado segurador vira estado gastador rápido.

Portugal teve um empurrão econômico com as exigências privatizantes da UE e muitos subsídios externos alguns deles risíveis. Mas em 2011 ficou insolvente e foi para o pronto-socorro.
A sobrevivência depende de novo regime fiscal e de aceitar que não vai dar para pagar todos os compromissos do estado segurador. O dilema é em quem dar o cano.

O Brasil também se encantou com o estado segurador. Muitos números já são parecidos. O governo aqui já gasta mais de 40% do PIB. Somente com aposentadoria e saúde de idosos são uns 15% do PIB. Os déficits públicos são crônicos. A poupança doméstica, principalmente a pública, é diminuta; crescemos com poupança externa. A dívida pública já passou de 55% do PIB. Tivemos empurrões econômicos com privatizações e reformas, mas estas secaram desde 2005. Ainda vivemos de exportações primárias: não dá para contar com crescimento sustentado.

O Brasil está ainda numa fase boa, crescendo e com desemprego baixo. Mas precisa de reformas (trabalhista, previdenciária, educacional), privatizações, mais PPPs, investimentos privados em infraestrutura. E sistema regulador mais simples, para melhorar o ambiente empreendedor. Precisa também de um ajuste fiscal, para não parecer Portugal em mais seis anos.

Krugman nos lembra que Keynes ensinou ser esta a hora boa para um ajuste fiscal. É impossível discordar de Keynes, ele só não ensinou como botar tal guizo no pescoço dos políticos. Mas com despesas públicas crescendo menos que receitas e receitas crescendo menos que o PIB, não se corta nada de ninguém. É politicamente palatável. Muitos países já fizeram esta trilha, sem austeridade selvagem.

Não existe pronto-socorro para o Brasil, que não é os EUA, país que não tem problema de se financiar por ser o menor risco do mundo. Se o Brasil entrar numa crise fiscal o ajuste será na marra selvagem e iníquo quem vai pagar são os pobres. Vamos provar ser Keynes irrelevante.

ODEMIRO FONSECA é empresário.

O Globo

Belo Horizonte publica edital de licitação de PPP na área de saúde pública

O Município de Belo Horizonte publicou o Edital de Licitação Internacional N° 008/2011, modalidade concorrência pública, tendo em vista a celebração de contrato de concessão administrativa, em regime de Parceria Público-Privada (“PPP”), para a prestação de serviços não assistenciais de apoio e infraestrutura à Rede de Atenção Primária à Saúde da cidade, precedida de obras de reconstrução, reforma, ampliação, revitalização e construção de novas unidades.

As propostas deverão ser apresentadas no dia 13 de fevereiro de 2012. O prazo de vigência do contrato é de 20 (vinte) anos e o valor máximo estimado da contraprestação é de R$ 101.024.000,00 (cento e um milhões e vinte e quatro mil reais), cujo somatório pelo prazo da concessão determina o valor do contrato em R$ 2.020.480.000,00 (dois bilhões, vinte milhões e quatrocentos e oitenta mil reais).

Trata-se da terceira experiência brasileira envolvendo PPPs na área de saúde. Já há um contrato celebrado, pelo Estado da Bahia (PPP do Hospital do Subúrbio) e a Prefeitura de São Paulo deve licitar uma PPP na área de saúde ainda em 2012.


PPP Brasil 

Fortaleza: PPP para transporte público

Governo dá início aos processos de Parceria Público Privado (PPP) em transporte público no Ceará.
Dois projetos do Metrofor estão em Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) no Estado.

Em Fortaleza, a PPP poderá agilizar a implantação da linha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará a Parangaba ao Mucuripe, passando por mais de 20 bairros.

Para o Cariri, de acordo ainda com a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), foi autorizado um consórcio para dar início aos estudos de projetos em regime de PPP referentes ao Trem do Cariri.


Os estudos a serem feitos pelas empresas consorciadas estão avaliados em R$ 1,3 milhão podendo, caso aprovados pela Secretaria, serem cobertos pela empresa vencedora da licitação da obra.
O prazo de estudos é de oito meses a contar da publicação da autorização.

ETAPA DO PROCESSO


O Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) é uma etapa do processo de Parceria Público-Privada (PPP). Nesta fase de análise são apresentados os estudos que servirão de base para o lançamento dos editais das PPPs, desde que seja considerada a viabilidade do projeto no estudo realizado na PMI.

Com a abertura dos procedimentos o Estado busca incentivar junto a empresários e investidores, o financiamento dos projetos de grande importância para o desenvolvimento do Estado.


O Povo Online

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