terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pernambuco: Passeio de catamarã pelo melhor das praias dos Carneiros e Sirinhaém


foto: Jayme Fonsêca Jr

foto da noticia

Igrejinha dos Carneiros, às margens do Rio Ariquindá.

Sem saber o que fazer nas férias? Cansado daquele churrasquinho de sempre no final de semana? Que tal conhecer uma das paisagens paradisíacas do litoral pernambucano? Existe um passeio pelo litoral sul que é uma ótima pedida, tanto para os casais apaixonados, quanto para grupos de amigos, ou até mesmo um domingo diferente com os filhos.

Os barcos saem do município de Sirinhaém, a 100 Km do Recife. Para chegar ao local, basta pegar a PE-60 e seguir a sinalização. Após o município de Ipojuca e a entrada de Porto de Galinhas, você deve entrar à esquerda onde as placas indicam a praia de Barra de Sirinhaém. Siga nessa rota até chegar a uma rotatória, é só entrar à direita e ir em frente, até o fim da estrada. Essa estrada termina no píer de Guadalupe, de onde parte o passeio.

Em uma embarcação muito potente, que, de acordo com o guia Fernando, tem dois motores de F-4000, acomoda cerca de 60 passageiros, todos sentados e de colete salva-vidas, conforma manda a Agência Nacional de Transportes Aquaviários – Antaq. Acompanhando o fluxo do rio, em direção ao mar, o guia vai mostrando as belezas quase desconhecidas às margens do Rio Ariquindá, que divide os municípios de Sirinhaém e Tamandaré, até chegar à Praia dos Carneiros.

Os passageiros são deixados em um restaurante, onde podem adiantar seus pedidos, para que o almoço esteja pronto no retorno do barco. Normalmente, os cardápios oferecem frutos do mar como peixes, caranguejos, lagostas e lulas. Feito o pedido, o catamarã sai em direção ao banco de areia. Nessa primeira parada, os passageiros podem aproveitar o sol, experimentar um acarajé, um caldinho de frutos do mar, ou só contemplar a prática do kitesurf, aquele esporte em que o surfista é puxado por uma pipa. A parada dura cerca de meia-hora. 

Em seguida, a embarcação iça a âncora com destino ao famoso banho de argila da Praia de Guadalupe. A argila, considerada medicinal, deve ser espalhada no corpo e deixada para que seque. Após a retirada, o efeito é visível na primeira aplicação. A pele fica realmente mais macia e hidratada.

De volta ao restaurante, o passageiro já é recebido com o seu pedido pronto e pode se deleitar com um almoço maravilhoso, à beira-mar. O restaurante também possui uma área de descanso, com bangalôs, espreguiçadeiras e redes, para um cochilinho depois da refeição. Às 15h30min, o catamarã parte de Carneiros, de volta para a vida real. Um por do sol dourado se despede dos visitantes, que chegam de volta no píer de Guadalupe encantados pela paisagem inesquecível e pela gastronomia deliciosa.

Serviço:
Bar e Restaurante Bora Bora: http://www.bbcarneiros.com.br/

SETUR

Empresa apresenta proposta para nova ligação entre SP e o litoral sul Estradas terão faixa adicional


Antigo plano do governo, de construir estrada entre Trecho Sul do Rodoanel e a cidade de Itanhaém, avança com possibilidade de PPP

Estudada há anos pelo governo do Estado, a nova ligação rodoviária entre São Paulo e o litoral sul pela Serra do Mar avançou um passo no sentido de sua construção. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu no fim de 2011 a primeira manifestação de interesse de uma empresa para executar o prolongamento do Trecho Sul do Rodoanel até Itanhaém. 

A obra deve ser uma Parceria Público-Privada (PPP), mas ainda não há data para começar.
A Contern Construções e Comércio Ltda., que sinalizou ao governo o interesse de construir, manter e operar essa extensão, informou que os estudos serão desenvolvidos "nos próximos meses". Juntamente com a Cibe, a empresa compõe o consórcio SPMar, que em março assinou contrato para a concessão do Trecho Sul do Rodoanel e construção do Trecho Leste. Ambas pertencem ao Grupo Bertin.

Os principais defensores da nova estrada são as prefeituras do litoral sul, que reivindicam acesso próprio à capital, ou seja, menos dependente do Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga São Paulo à Baixada Santista e costuma ficar congestionado em feriados. A projeção é de que, com a nova estrada, a viagem do Rodoanel até Itanhaém dure cerca de meia hora - quase um terço do tempo da duração da viagem hoje em dia.
Petróleo. 

A autorização para construir a rodovia existe desde 1997, quando o governador Mário Covas (PSDB) sancionou lei autorizando a contratação de uma empresa para fazer as obras, o que nunca ocorreu. "Vai servir para acompanhar o desenvolvimento da região em virtude do pré-sal", diz o secretário de Governo de Itanhaém, Silvio Lousada.

Segundo ele, dez novas plataformas da Petrobrás estão previstas para serem instaladas naquela parte do litoral nos próximos cinco anos, ampliando a demanda por meios de transporte rápidos. Ainda não existe previsão da extensão da via, mas, em linha reta, a distância entre o Trecho Sul do Rodoanel e Itanhaém é de cerca de 50 km.

A Secretaria de Estado de Logística e Transportes informou que está fazendo estudos sobre a ligação, mas também vai analisar propostas da iniciativa privada, como a enviada pela Contern. O governo afirma que ainda não há prazo para concluir os estudos.

Os principais questionamentos em relação à proposta são de ambientalistas, já que a nova via terá de cruzar a Serra do Mar, um dos poucos resquícios de Mata Atlântica nativa nos arredores da capital.

Ambiente. O ambientalista Maurício Waldman, doutor em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP), explica que a obra poderá trazer prejuízos ecológicos. "Essas áreas funcionam como um cinturão verde em torno da metrópole. A longo prazo, também pode haver problemas de ocupação do solo, como desvio de drenagem natural, desequilíbrios climáticos e de saneamento", critica.

Outra preocupação de especialistas é em relação à infraestrutura das cidades do litoral sul para receber um fluxo extra de turistas. É o que diz o ex-presidente da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), engenheiro Luiz Célio Bottura. "Sem enxergar que isso vai avacalhar a qualidade balneária, como no Guarujá, especuladores imobiliários imediatistas estão loucos para que isso aconteça."

Outras obras viárias de grande porte estão planejadas para começar neste ano. Segundo a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), as principais rodovias do Estado, como Imigrantes, Raposo Tavares, Anhanguera, Bandeirantes, Ayrton Senna e Castelo Branco, ganharão faixas de tráfego adicionais, que deverão ser inauguradas a partir de 2013.

As obras de expansão devem aliviar gargalos no acesso à capital e ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, além de facilitar o deslocamento entre cidades pequenas do interior, que sofrem cada vez mais com picos de trânsito em trechos curtos.

A primeira obra deve começar ainda neste mês na pista norte da Imigrantes, sentido capital. A criação da 5.ª faixa facilitará a vida de quem mora em cidades da Baixada Santista ou do ABC e trabalha em São Paulo. Ela deverá ser inaugurada no ano que vem. 

O Estado de São Paulo

Recife: PARQUE DA TAMARINEIRA ENTRA NO ORÇAMENTO DA UNIÃO 2012

A licitação das obras de construção do novo parque da Zona Norte deve ser lançada no primeiro semestre do próximo ano

Uma grande notícia para os recifenses, em especial, os moradores da Zona Norte. O Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para o próximo ano e incluiu a destinação de recursos para a construção do Parque da Tamarineira na soma de investimentos repassados aos municípios. 

O valor do repasse para o empreendimento deve ficar em torno de R$ 30 milhões, o que praticamente garante a implantação de uma área de lazer com mais de nove hectares, num dos pontos mais valorizados da cidade, a Tamarineira.

Dentre várias idéias propostas para o novo espaço de lazer, a Prefeitura do Recife optou pela realização de um concurso público para a concepção arquitetônica do parque. O certame foi vencido pela LF Empreendimentos e Projetos Arquitetônicos LTDA, que irá tocar o projeto. 

Nele, está prevista a utilização do edifício principal para abrigar um museu e um centro de convivência. Outras ações propostas são a de revitalização do canal do Jacarezinho e a criação de labirintos de jardins – uma alusão à história do lugar como um centro de tratamento de transtornos mentais.

O projeto executivo das obras deve ficar pronto até o final de março de 2012. Já a licitação para o início da construção do parque será lançada até junho.

Histórico - O Parque da Tamarineira foi desapropriado pelo prefeito João da Costa em 2010. A decisão foi tomada após ouvir representantes dos diversos setores da sociedade envolvidos com a questão sobre o destino da área. Também foi levado em conta o resultado de uma enquete realizada no portal da PCR, que registrou a opinião de quase 12 mil internautas.

Hoje, o espaço é um Imóvel de Preservação de Área Verde (Ipav), tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual em 28 de abril de 1993, inserido na Área de Reestruturação Urbanística (ARU) e integra o Setor de Sustentabilidade Ambiental (SSA-2) no novo Plano Diretor do Recife. Atualmente, funcionam no local, o Hospital Ulysses Pernambucano, o Hospital Municipal Pediátrico Helena Moura e o Centro Municipal de Tratamento e Prevenção de Álcool (CPTRA).

Portal PCR

Tablet mais barato do mundo tem 1,4 milhão de reservas

Criador do tablet se mostrou surpreso pelo desempenho das encomendas do tablet

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Foto: Getty ImagesAmpliar
Estudante indiana mostra tablet indiano que custa pouco mais de R$ 100

Nova Délhi - A empresa indiana que fabrica o tablet eletrônico mais barato do mundo US$ 47 (R$ 85) recebeu 1,4 milhão de pedidos de reserva após apenas duas semanas de comercialização, informou nesta terça-feira o jornal "Economic Times".

O pai da iniciativa, Suneet Singh Tuli, se mostrou surpreso pelo êxito do tablet Aakash (céu, em sânscrito) e afirmou que serão abertas três fábricas a mais para poder suprir todos os pedidos que sua empresa, a Datawind, recebeu.

A companhia, que já esgotou as primeiras 300 mil unidades, tem atualmente apenas uma fábrica em Hyderabad (sul da Índia), mas prevê construir outra na mesma cidade e duas mais nas localidades de Noida (norte) e Cochín (sul).

"Nunca esperamos uma resposta assim dos compradores. Planejamos fornecer entre 70 e 75 mil unidades ao dia quando as novas fábricas começarem a funcionar em abril", disse Tuli do Panamá, onde está assessorando o Governo sobre tecnologias de baixo custo.

"Há duas semanas recebemos uma ligação da equipe de emergências informáticas da Índia por um suposto ataque cibernético. Tivemos que esclarecer que simplesmente tínhamos disponibilizado o tablet para venda através de nosso site", afirmou Singh Tuli.

O Aakash, que funciona com sistema operacional Android 2.2, conta com tela tátil de 7 polegadas e peso de 350 gramas. O aparelho pode ser usado como livro eletrônico e dispõe de wifi, processador de 366 Mhz, duas portas USB e 256 MB de memória RAM.

A Datawind planeja oferecer em meados deste mês uma nova versão do Aakash por 2.999 rúpias, US$ 56 (R$ 100), com o dobro de velocidade, processador de 700 Mhz e acesso à internet por conexão 2G.

EFE

Força Nacional do SUS abre cadastro para voluntários


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Os interessados poderão ser convocados para atuar em situações emergenciais/ Foto: Luiz Gustavo Leme

O Ministério da Saúde abriu o cadastro para voluntários que queiram se inscrever na Força Nacional do SUS. Os interessados devem preencher a ficha eletrônica de inscrição.

O banco de voluntários será organizado pelo ministério, que poderá acionar os profissionais, conforme cada situação de emergência.

Podem se cadastrar profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), médicos Intervencionistas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e condutores de veículos de urgência; profissionais de saúde dos hospitais universitários, dos institutos nacionais e da rede assistencial hospitalar federal, estadual e municipal.

O banco de voluntários tem como objetivo criar uma resposta rápida e coordenada para situações como surtos de leptospirose provocados por enchentes, além de oferecer apoio logístico e equipamentos.

EcoD

Portugal: Desvio nas PPP superam largamente o previsto no Orçamento de 2010


Em 2010, os encargos líquidos com as parcerias público privadas (PPP) ficaram 377,1 milhões de euros acima do previsto no Orçamento do Estado desse ano. Este valor representa um desvio de 50% face ao inicialmente previsto.
Este desvio é explicado pelos encargos líquidos com as PPP rodoviárias, que ascenderam a mais do dobro do inicialmente previsto no Orçamento do Estado de 2010, pode ler-se no relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) sobre a análise à conta geral do Estado referente a 2010.

O relatório destaca que no caso das PPP rodoviárias, "a execução ficou 513,9 milhões de euros acima do apresentado no Orçamento do Estado de 2010, que era de apenas 382,7 milhões de euros, ou seja, pouco mais de metade da execução de 2009".

"Tratava-se de uma previsão irrealista, atendendo à execução de 2009, que foi apresentada em Janeiro de 2010", sublinha o relatório do UTAO.

Em sentido contrário, o esforço financeiro do Estado com sector empresarial do Estado (SEE) foi inferior em 1537,8 milhões de euros. "Este desvio resulta de os empréstimos e dotações de capital terem sido substancialmente inferiores ao previsto no Orçamento do Estado de 2010, ascendo esses desvios a 92% e 36% da previsão inicial."

"Não obstante se tratar de um desvio que implica um menor esforço do Estado com o SEE, a sua magnitude poderá indiciar uma insuficiente capacidade de previsão dos fluxos financeiros com o sector empresarial do Estado por parte do Ministério das Finanças ou, alternativamente, uma alteração das opções de política por parte do accionista Estado após a aprovação do Orçamento do Estado", refere o relatório.

Jornal de Negócios - PT

O mesmo relatório sublinha que a "proposta de Orçamento do Estado para 2010 não apresentava qualquer previsão do valor das indemnizações compensatórias, nem relativamente aos demais fluxos para o SEE".

Detentos de Foz do Iguaçu auxiliam na construção de casas populares

Projeto que atende 11 detentos do regime semiaberto deve ser ampliado.
Custos com cada detento equivalem a 75% de um salário mínimo.






Onze presos do regime semiaberto da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu foram contratados para trabalhar na construção de casas populares, em um bairro da cidade. As funções que eles desempenham vão desde a pintura até ligações elétricas.


Para os detentos, essa é uma oportunidade de aprender uma nova profissão e pensar em uma nova vida fora da penitenciária. “Para a gente é muito importante porque além de a gente ajudar a nossa família já é uma profissão que a gente começa a aprender”, diz um dos detentos. Para ele, isso facilitará a vida após a pena.

A intenção da prefeitura é estender o projeto para outros 24 detentos. Segundo Rodrigo Pereira, diretor da penitenciária, o trabalho faz com que os presos tenham novos objetivos graças ao contato que eles recuperam com as pessoas de fora do presídio. “Então, ele [detento] começa a retomar esse contato. E a melhor maneira para isso é com o trabalho”, avalia.

O trabalho dos detentos é remunerado. Cada um recebe R$ 480 por mês. Além disso, para cada três dias de trabalho, há a redução de um dia na pena a ser cumprida.

A ideia também é benéfica para a prefeitura, pois reduz os custos com a contratação de funcionários para a execução das obras. “O custo de um funcionário desse é menos da metade do que se você fosse contratar pagando os direitos sociais”, explica o diretor do programa de habitação da prefeitura de Foz, José Augusto Carlessi. Segundo ele, o custo total de cada detento equivale a 75% de um salário mínimo, inclusos os gastos com transporte e alimentação

Do G1 PR com informações da RPCTV

Moradores de Jaboatão (PE) podem acompanhar online coleta de lixo

Serviço disponibiliza horários e número de vezes que o caminhão passou.
Por mês, são produzidas 20 toneladas de lixo na cidade.







Os moradores de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, vão poder acompanhar pela internet o movimento dos 76 caminhões usados na coleta de lixo do município. O serviço disponibilizado pela Prefeitura também informa as ruas, horário, veículo, quantas vezes ele passou e até mesmo o peso carregado.

Mais do que ajudar os moradores a saberem quando o caminhão vai passar, o serviço pretende evitar que, na hora da coleta, os nichos onde são armazenados o lixo estejam trancados, como acontecem por vezes. Facilita a vida da população e também dos coletores de lixo.
O governo municipal paga, mensalmente, cerca de R$ 3 milhões para a coleta de lixo.

Por mês, são produzidas 20 toneladas de lixo pelos quase 700 mil habitantes da cidade, segundo dados da gerência de limpeza urbana do município. O monitoramento acontece por meio do sistema de GPS, monitoramento por satélite. Apesar dos avanços tecnológicos, em muitos lugares, o caminhão de coleta ainda não passa.

O site da prefeitura tem um espaço reservado para a população poder contribuir e ajudar a melhorar o serviço. “Qualquer pessoa pode acessar o sistema, fazer a sua observação e deixar, não somente a sua reclamação, mas também sugestões que possam contribuir para a melhora do serviço de limpeza urbana de Jaboatão”, explica o prefeito.

O acesso é simples. Basta entrar no site da Prefeitura de Jaboatão e descer a página. Na parte de baixo, ao clicar em ‘coleta on-line’, a pessoa consegue acessar as informações sobre a coleta.

Do G1 PE

Empresas brasileiras e europeias discutem associações

As indústrias brasileiras e europeias irão ampliar a cooperação em áreas como inovação, comércio exterior e empreendedorismo. Vão também procurar oportunidades de realizar joint ventures (associações) e outros tipos de parcerias em setores como os de eletroeletrônicos, softwares, hardwares e petróleo e gás. As informações foram dadas em dezembro, pelo vice-presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, e pelo diretor de Operações da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi, durante reunião, em Brasília, entre empresários europeus e do Brasil.

“A relação das empresas brasileiras e europeias é antiga, mas nos últimos anos enfraqueceu, na medida em que as trocas com os países asiáticos cresceram muito”, analisou Abijaodi. Desse modo, segundo ele, agora é o momento de retomar as boas relações históricas e encontrar novas parcerias, novas fontes de ganhos mútuos, com possibilidades de fusões, aquisições, joint ventures, tanto com liderança brasileira quanto europeia.

Antonio Tajani, da Comissão Europeia (órgão que representa os interesses institucionais e comerciais dos países membros da União Europeia), disse, em seu discurso, que a cooperação entre os dois lados deve aumentar principalmente no nicho das micro e pequenas empresas e na área de inovação. “As micro e pequenas empresas brasileiras precisam se internacionalizar e podem fazer isso indo para a Europa. E as europeias necessitam buscar novos mercados e encontram muitos espaços no Brasil, que tem tido um crescimento extraordinário nos últimos anos”, afirmou.

O vice-presidente da Comissão Europeia informou ainda que os europeus pretendem aumentar as compras de matérias-primas do Brasil. O diretor de Operações da CNI avaliou que isso será positivo para o Brasil, desde que também haja esforços para aumentar as vendas de produtos manufaturados e semi-manufaturados brasileiros.

“A Europa é o nosso mais importante mercado para produtos manufaturados. As vendas desses produtos têm diminuído de importância na balança comercial brasileira e isso é ruim para a indústria e para o país, uma vez que foi esse setor que impulsionou o crescimento do Brasil no último ciclo de maior crescimento, de 2004 a 2008”, disse Abijaodi. “Por isso, temos de nos esforçar para aumentar também o comércio de manufaturados com a Europa, não só de commodities e produtos primários”, complementou.

A CNI assinou termo de compromisso com a Comissão Européia criando o projeto piloto para intercâmbio de jovens profissionais entre o Brasil e a Europa. A iniciativa visa fomentar as oportunidades de negócios entre jovens empresas brasileiras e européias.

A comitiva liderada pela Comissão Europeia tem 29 empresários, ligados a organizações como Fiat, Shell, Ternium, ArcelorMittal e Telefónica. Além da visita à CNI, os empresários também foram recebidos pela presidente Dilma Rousseff.

CNI

Hospitais de Pernambuco receberão recursos para reestruturação


O Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) receberá um repasse de R$ 1.476.358,83 do Ministério da Saúde. Os recursos fazem parte do Programa de Expansão e Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF) e devem ser empregados na aquisição de equipamentos, reformas e na ampliação do atendimento à população. 

Além disso, o ministério liberou R$ 481.155,84 em recursos oriundos da Timemania para 11 hospitais sem fins lucrativos e entidades de saúde de reabilitação física de portadores de deficiência. O repasse foi divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (3).

Em todo o país, mais R$ 62 milhões em recursos extras foram destinados para melhorias e reestruturação dos 46 hospitais universitários federais do país. Já o total de recursos liberados pela Timemania para os hospitais filantrópicos são da ordem de R$ 6 milhões.

De acordo com as informações do Ministério da Saúde, o HC será contemplado com a implantação do projeto de Consultórios Itinerantes de Odontologia e Oftalmologia, através de carretas equipadas para o atendimento à população. Os recursos deverão estar disponíveis ainda neste mês.

Os recursos da Timemania também deverão ser repassados ainda neste mês. Os investimentos de R$ 43.741,44 para cada unidade de saúde deverão ser usados na manutenção e qualificação dos hospitais sem fins lucrativos e entidades de reabilitação física de portadores de deficiência.

Confira a lista das entidades que receberão recursos da Timemania:

Instituto Alcides D´Andrade Lima – Hospital Memorial Guararapes
Instituto Alcides D´Andrade Lima – Hospital Memorial Jaboatão
Instituto Alcides D´Andrade Lima – Hospital Jesus Pequenino
Hospital Infantil Palmira Sales
Hospital do Tricentenário
Fundação Manoel da Silva Almeida
Hospital Santo Amaro
Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Surubim – Hospital São Luiz
Instituto João Ferreira Lima
Associação de Prot. à Maternidade e à Infância de Vitória do Santo Antão
Instituto Social das Medianeiras da Paz – Hospital Santa Maria

DP

Consórcio terá porto na hidrovia para etanol em SP

Bruno Cirillo

 São Paulo - Com investimento de R$ 432,3 milhões, o consórcio Lógum, formado por grandes empreiteiras (Odebrecht, Camargo Corrêa) e a Transpetro, pretende oferecer gradualmente a troca da rodovia pela Hidrovia Tietê Paraná para o transporte do etanol no oeste paulista, com a construção do Estaleiro Rio Tietê - um investimento que possibilitará, segundo pessoas do setor ouvidas pelo DCI, um maior desenvolvimento do setor na região.

"A expectativa é de que a operação comece em 2013, reduzindo o custo de transporte em R$ 20 por tonelada", disse o presidente da União dos Produtores de Bioenergia do Oeste Paulista (Udop), Celso Junqueira.

DCI

CNI defende regras claras para o saneamento






José Paulo Lacerda
Falta de infraestrutura de saneamento dificulta o desenvolvimento de indústrias, diz estudo
Falta de infraestrutura de saneamento dificulta o desenvolvimento de indústrias, diz estudo


Brasília – A definição de uma política eficaz e regras claras para a área de saneamento é fundamental para os investimentos em redes de água e de esgoto no Brasil.

Essa é uma das conclusões do estudo Saneamento: Desafios para Expansão dos Investimentos, feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).



Segundo o estudo, há no país grande espaço para a expansão dos serviços e dos negócios na área de fornecimento de equipamentos. Isso porque, conforme os dados de 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 52,5% dos domicílios são atendidos por rede de esgoto e 84,4% por rede de água.
Contudo, a falta de regras e políticas claras e eficazes compromete os investimentos no setor.

Apesar dos avanços trazidos pela Lei de Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico, que completou cinco anos neste mês, o setor ainda enfrenta barreiras como a falta de definição clara de quem é o responsável pela prestação dos serviços, se o Estado ou o município.

Isso, segundo a CNI, afeta a regulação de determinados contratos, porque não permite saber quem é o poder concedente e quem é o responsável pelo estabelecimento das condições em que o serviço será prestado pelo concessionário.


FINANCIAMENTO – Outro obstáculo apontado no estudo é a burocracia para captar recursos para investimentos no setor. O tempo médio para obtenção de empréstimos com bancos públicos varia entre um ano e meio e dois anos. Para acelerar o processo, os investidores preferem buscar recursos no mercado de capitais, com custos e prazos menos favoráveis.

“Apesar do recente aumento da disponibilidade de recursos, o acesso ao financiamento e as vias de captação constituem desafio relevante e são empecilhos aos esforços de universalização dos serviços”, alerta o estudo.

A CNI aponta outros desafios na área de saneamento, como a melhoria do planejamento e da gestão, o estímulo a parcerias com a iniciativa privada e a desoneração tributária. Segundo o relatório, os impostos representam 10,6% da arrecadação total das empresas operadoras de redes de água e esgoto. Somente em 2008, as empresas recolheram R$ 2,7 bilhões em tributos.

De acordo com a entidade, no Brasil são investidos anualmente cerca de R$ 5 bilhões em saneamento. O setor consome por ano R$ 2,6 bilhões em energia e aproximadamente R$ 600 milhões no uso de produtos químicos. O estudo mostra ainda que o setor convive com elevadas perdas. No serviço de abastecimento de água, por exemplo, a perda média de faturamento é de 37,1%, provocada por vazamentos e outros problemas na rede.


IMPACTOS – A CNI destaca que as redes de saneamento têm significativa importância para a promoção da saúde da população. Estudo do Instituto Trata Brasil, publicado em 2010, estima que a falta de saneamento eleva em 32% a probabilidade de morte de crianças entre um e seis anos e em 6,5% a possibilidade de afastamento de pessoas no trabalho. Segundo a pesquisa, o acesso universal a redes de água e esgoto reduziria em R$ 309 milhões os gastos anuais com afastamento de trabalhadores.

Além disso, a falta de infraestrutura de saneamento dificulta e encarece o desenvolvimento de plantas industriais e novos negócios em outros setores. Também afeta a disponibilidade e o custo da água, que é um insumo fundamental em várias atividades. Segundo o estudo, a situação de insuficiente tratamento de água implica custos econômicos significativos para a sociedade brasileira.

“A diferença entre os volumes de água distribuída e de água tratada, a cada dois meses, equivale ao volume da Baía de Guanabara”, informa o documento. “Mais significativa ainda é a falta de coleta e tratamento de esgoto, ressaltando-se que 57% da população brasileira não dispõe de esgoto coletado”, completa.

CNI

Casal de idosos constrói casa sustentável a partir de garrafas plásticas



O casal salvadorenho Maria Ponce, 78, e Prudencio Amaya, de 102 anos, construíram juntos uma casa com garrafas de plástico recicladas. | Imagem: Luis Romero / AP

Existem várias maneiras pelas quais podemos ajudar o meio ambiente. Uma das formas mais poderosas é a reciclagem de resíduos de produtos. No entanto, a reciclagem não significa sempre uma atividade “séria” de ir e limpar todo o lixo. Esta pode ser uma tarefa simples e divertida.
O casal salvadorenho Maria Ponce, 78, e Prudencio Amaya, de 102 anos, construiu junto uma casa com garrafas de plástico recicladas.

Esta moradia sustentável, apelidada de “La Casita Encantada”, localizada perto de El Transito, em El Salvador, atrai muitos turistas que gostam de ver a criatividade do casal e apreciar seus esforços. A construção é pequena, porém bastante confortável. A casa foi decorada com pinturas coloridas e outros pequenos itens.

Maria, que não tinha dinheiro para construir uma casa tradicional, disse que um sonho em 2005 revelou a ela a forma de uma casa a partir de garrafas plásticas. A construção levou cerca de três meses.

Ela e seu companheiro sobrevivem com aproximadamente dez dólares por semana, provenientes de uma safra de milho e doações de turistas que viajam para ver "La Casita Encantada".

Embora a razão por trás da construção com garrafas tenha sido a escassez de dinheiro, a reutilização deste material ajudou a não descartar grande quantidade de resíduos plásticos. Assim, a reciclagem serviu com um propósito duplo.

O casal construiu junto uma casa com garrafas de plástico recicladas.Foto: Luis Romero/AP



do EcoFriend

Viver de maneira sustentável pode ser também mais econômico



Adquirir um estilo de vida mais saudável e sustentável é um item que está presente em muitas listas de promessas para o ano novo. Praticar exercícios físicos e atentar à alimentação é uma boa maneira de dar os primeiros passos em busca deste objetivo.

O melhor é que as novas escolhas podem contribuir para a redução nos gastos mensais.

O ideal é optar pelo exercício ao ar livre. Deixar a academia de lado para caminhar no parque ou fazer uma corrida de rua são alternativas simples e baratas. Além disso, o contato com a natureza e com outras pessoas funciona como uma terapia, que é ainda mais prazerosa durante o verão. Outra opção para manter a forma de maneira sustentável são as pedaladas, que podem substituir o uso dos carros durante as atividades diárias.

Ir ao trabalho de bicicleta é uma saída para quem já tem uma rotina atarefada e não consegue tirar um tempo para a prática de esportes. Além disso, a pessoa impede que o CO2 resultante da queima de combustíveis fósseis seja lançado na atmosfera. Invés de planejar comprar um carro neste ano, prefira comprar uma bike, que além de ser mais barata, trará consigo diversos benefícios.

A estrutura direcionada especificamente para os ciclistas ainda é precária na maior parte das grandes cidades brasileiras. No entanto, este cenário começa a ter uma mudança, mesmo que pequena.

Em São Paulo é possível pedalar na ciclovia às margens do rio Pinheiros, na ciclorrota que corta parte da região sul da cidade, e pela Ciclofaixa de lazer, que funciona aos domingos e feriados, e serviu como inspiração para um modelo aplicado em Curitiba.

Mesmo assim, boa parte dos parques municipais possui pistas para caminhada, corrida e também ciclismo. No Rio de Janeiro o local preferido para um treino de bike ou corrida é a orla da praia e da lagoa Rodrigo de Freitas, ambas equipadas com pistas que as separam do trânsito de automóveis.


A sustentabilidade também está ligada aos cuidados com a saúde e alimentação. Por isso, além de optar por ingredientes saudáveis e naturais uma boa escolha é consumir alimentos orgânicos, que são livres de agrotóxicos.

Outro fator a se considerar é que boa parte dos orgânicos é proveniente de pequenos produtores, portanto este consumo incentiva o desenvolvimento local e até mesmo a inclusão social.

Ter uma vida mais saudável inclui deixar de lado alguns vícios que prejudicam a saúde. O tabagismo é um dos elementos que lideram a lista e estão entre os mais difíceis de se livrar.

O esporte pode servir como uma válvula de escape para quem luta contra o cigarro. Porém, às vezes é necessário contar com acompanhamento médico especializado. Em 2011 o Ministério da Saúde aumentou em 63% os recursos para quem quer parar de fumar e boa parte dos tratamentos estão disponíveis na rede pública, através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Pensar em melhorias na saúde e qualidade de vida tornam a vida mais sustentável e prazerosa.
Por isso, as ideias não devem apenas figurar entre os votos de ano novo, mas devem ser constantes durante todo o ano, sendo apenas renovadas no início do próximo ciclo anual.


Thais Teisen - Redação CicloVivo

Portugal: Matosinhos ganha centro de investigação aeronáutica


O CEIIA - Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel vai colocar Matosinhos no mapa do cluster aeronáutico português. O centro vai instalar uma nova unidade de investigação que reforçará a sua capacidade tecnológica e recrutará perto de 300 engenheiros. 

A Câmara de Matosinhos aprecia na reunião de hoje, dia 3, a proposta de alteração do Plano de Urbanização de Matosinhos Sul, para acolher o novo Centro de Investigação Aeronáutica num lote municipal de um hectare, na fronteira com o Porto.

O plano previa para o local equipamento público e zona verde, sendo que a zona verde não será afetada. José Rui Felizardo, presidente executivo do CEIIA, contactado pelo Expresso em Macau, evitou fornecer detalhes do investimento, alegando que o programa "está numa fase embrionária" e a sua configuração "depende de dois projetos internacionais em que o Centro está envolvido" e não foram ainda aprovados. 

"Não se deve pôr o carro à frente dos bois", referiu Felizardo, confirmando que o CEIIA precisa de uma nova unidade de ensaios e testes aeronáuticos. 

O presidente da autarquia, Guilherme Pinto, desconhece os pormenores do investimento, mas sabe que a novo centro desenvolverá um novo tipo de asa de avião e criará 300 empregos qualificados. A cedência do terreno será por 50 anos, sem encargos para o promotor. 

No âmbito das negociações com a Câmara, o CEIIA avaliou quatro localizações possíveis, mas optou pela que apresentava uma maior centralidade, facilidade de acessos e proximidade às suas instalações, no TecMaia. 

Na proposta que hoje submete ao executivo municipal, Guilherme Pinto justifica a decisão pelo empenho da Câmara em captar "investimento direto estruturante e centros de desenvolvimento e investigação" como são exemplos recentes as instalações da Impresa e a futura escola EGP - Business School da Universidade do Porto. 

Neste caso, releva ainda o elevado grau tecnológico e o caráter laboratorial de um projeto que dá asas à "ambiciosa estratégia de internacionalização" do CEIIA. 

No domínio aeronáutico, o CEIIA participa em dois programas industriais emblemáticos, através de parcerias com a anglo-italiana AgustaWestland (helicóptero militar) e com a Embraer (cargueiro militar KC-390). 

No caso da Embraer, a aliança, alargada às OGMA, conduziu à criação da sociedade EEA-Empresa de Engenharia Aeronáutica, instalada no CEIIA, no TecMaia. Com o avião KC-390, o CEIIA ganha prestígio e asas para negócios na aviação comercial e executiva, beneficiando de convites para participar em programas europeus. 

A nova unidade de Matosinhos aprofundará a sua capacidade de Investigação & Desenvolvimento nos componentes de avião e reforça a sua vocação dinamizadora do cluster industrial da mobilidade.

Brasileiros da CCR avaliam concorrer à privatização da ANA em Portugal

A brasileira CCR-Companhia de Concessões Rodoviárias, uma das maiores empresas gestoras de infra-estruturas da América Latina, está a duas semanas de aprovar a entrada num novo sector estratégico de negócios: a gestão de aeroportos. A decisão será tomada numa assembleia geral extraordinária de accionistas, agendada para o próximo dia 16 de Janeiro, em São Paulo, sede da CCR. Segundo escreve hoje o “Diário Económico”, a concessionária brasileira, que já teve a Brisa como accionista, quer entrar na gestão aeroportuária fora do Brasil e pode vir a concorrer à privatização da ANA que o Governo português pretende lançar este ano. JN.Pt

Empresa propõe nova ligação entre SP e litoral sul por meio de PPP

Estudada há anos pelo governo do Estado, a nova ligação rodoviária entre São Paulo e o litoral sul pela Serra do Mar avançou um passo no sentido de sua construção.

O Poder Executivo recebeu no fim de 2011 a primeira manifestação de interesse de uma empresa para executar o prolongamento do trecho sul do Rodoanel até Itanhaém.

A obra deve ser uma Parceria Público-Privada (PPP), mas ainda não há data para começar. A autorização para construir a rodovia existe desde 1997, quando o então governador Mário Covas liberou a contratação de uma empresa, o que nunca ocorreu. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Os principais defensores da nova estrada são as prefeituras do litoral sul, que reivindicam acesso próprio à capital, ou seja, menos dependente do Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga São Paulo à Baixada Santista e costuma ficar congestionado em feriados.

A Contern Construções e Comércio Ltda., que sinalizou ao governo o interesse de construir, manter e operar essa extensão, disse que os estudos serão desenvolvidos "nos próximos meses".

 Juntamente com a Cibe, a empresa compõe o consórcio SPMar, que em março assinou contrato para a concessão do trecho sul do Rodoanel e construção do trecho leste. Ambas pertencem ao Grupo Bertin
Terra

Portugal: Encargos com PPP rodoviárias mais do dobro do previsto

Margarida Peixoto  


Os encargos do Estado com as parcerias publico-privadas rodoviárias em 2010 ficaram mais do dobro acima do previsto pelo Governo.

A conclusão consta da análise da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) à Conta Geral do Estado de 2010, que foi entregue na Assembleia da República.

"Os encargos líquidos com as PPP rodoviárias ascenderam a mais do dobro do inicialmente previsto no OE/2010 (desvio de 134%)", lê-se no relatório dos técnicos do Parlamento. Ou seja, em vez dos gastos terem sido de 382,7 milhões de euros, conforme estava previsto pelo então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, foram de 896,6 milhões de euros.

Apesar das previsões de despesas com as PPP ferroviárias, da saúde e de segurança terem ficado ligeiramente abaixo do esperado, tal não foi suficiente para corrigir o desvio das PPP rodoviárias. No total, os gastos ficaram 50% acima do projectado, nota a UTAO.

Embora os valores sejam referentes a 2010, esta foi a primeira vez que se conseguiu comparar os encargos líquidos efectivamente tidos com as PPP, com as previsões que tinham sido apresentadas previamente. Tal acontece porque só a Conta Geral do Estado, preparada pelo Tribunal de Contas, revelou o valor líquido destes gastos, frisa o documento da UTAO.

Os especialistas do Parlamento garantem ainda que a previsão que foi apresentada no OE/2010 para as PPP rodoviárias era "irrealista", já que representava "pouco mais de metade" dos gastos que tinham sido registados no ano anterior. Mais: as estimativas que foram sendo apresentadas pela Direcção-geral do Tesouro e Finanças ao longo de 2010 chegaram a ser corrigidas em baixa. No relatório do primeiro trimestre, apresentado em Maio, a DGTF reviu em baixa a previsão que tinha sido avançada em Janeiro, no OE/2010. Depois, quando em Agosto reviu em alta a previsão, para quase o dobro, não apresentou qualquer justificação.

É por isso que a UTAO duvida das estimativas de despesas com PPP traçadas para o futuro: "O elevado desvio verificado no primeiro ano de previsão suscita sérias reservas quanto à qualidade das estimativas apresentadas para o restante horizonte temporal que se estende até ao ano de 2048", lê-se no relatório.

Os técnicos do Parlamento concluem ainda que parte dos desvios verificados nas projecções se justifica por não ser feita qualquer previsão para os reequilíbrios financeiros. Daí que defendam que "a prática de não considerar qualquer previsão para reequilíbrios financeiros no Relatório do Orçamento do Estado não permitiu apresentar à Assembleia da República um retrato fiel dos encargos expectáveis com PPP no próprio ano a que se referia o Orçamento que a mesma Assembleia aprovou", nota o documento.

Económico-PT

Pernambuco: Governo planeja novos acessos ao Litoral Norte

Rodovias terão pedágio, facilitando vida dos motoristas e dando nova vida econômica à região

Giovanni Sandes

Uma nova rota rodoviária de acesso ao Litoral Norte, sem necessidade de passar pelo caótico trecho da BR-101 entre Abreu e Lima e Cruz de Rebouças, pode resgatar de vez a Ilha de Itamaracá e revolucionar a praia de Maria Farinha e do Janga, em Paulista.

Com autorização do governo estadual, a Galvão Engenharia apresentará até abril os resultados de um estudo para um grande sistema viário hoje avaliado em R$ 600 milhões, que envolve duplicação e requalificação de rodovias, construção de novos trechos de pista e até três novas pontes.

A administração do sistema seria como no acesso à Praia do Paiva, com uma empresa responsável pela concessão e pagamento de pedágio pelos motoristas.

“Recebo a notícia com uma surpresa agradável”, diz o prefeito de Itamaracá, Rubens Catunda. Para ele, depois do intenso processo de degradação por que passou, a ilha começa receber projetos que vão integrá-la de vez à Região Metropolitana do Recife e ao Litoral Norte, que receberá megainvestimentos como a fábrica da Fiat, em Goiana.

O novo acesso foi proposto como uma parceria público-privada (PPP), a segunda de um projeto rodoviário no Litoral Norte.

A outra, com estudos bem mais adiantados, é o Arco Metropolitano, avaliado em R$ 1,6 bilhão. Ele prevê 100 quilômetros de vias novas e existentes ligando a BR-101 Norte, na altura de Itapissuma, à BR-101 Sul próximo a Fábrica da Caninha 51, em Suape.

Técnico da Secretaria de Governo (Segov), Alexandre da Maia ressalta que a nova PPP ainda está em fase preliminar. “Uma das ideias é que o Arco e o acesso via Itamaracá se comuniquem, formando um sistema turístico e de cargas”, afirma Alexandre.

Hoje, para se chegar a Itamaracá, vindo da região metropolitana, é preciso encarar a BR-101, estrangulada em Abreu e Lima e Cruz de Rebouças, até Igarassu.

A proposta inicial do acesso por Paulista e Itamaracá prevê duplicação da Avenida Carlos José Gueiros Leite a partir da Ponte do Janga até a PE-001 em Maria Farinha. De lá, uma ponte cruzaria o Rio Timbó, ligando Paulista a Cruz de Rebouças aproveitando parte da Estrada de Nova Cruz e um novo traçado que, com outra ponte, sobre o Canal de Santa Cruz, chegará à ilha.

O novo sistema inclui melhorias, em Itamaracá, na PE-001 e PE-035 (principal via da ilha), até o acesso atual por Itapissuma. O estudo apontará se a ligação com a BR-101 será a mesma ou se haverá uma nova via cortando Itapissuma até a BR, na altura da PE-041.

O estudo da Galvão Engenharia custará R$ 10,7 milhões. A construtora avalia formar consórcio com a Andrade Gutierrez. O estudo será entregue ao Estado, que pode ou não licitar o contrato de construção, manutenção e operação do sistema por 30 anos.

JC Online

Reforma na saúde coloca Reino Unido à beira de uma crise política



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O Gill Street Health Care Center é um dos muitos centros hospitalares que apresentam problemas em Londres.

Em meio a edifícios semidestruídos no humilde bairro de Tower Hamlets, no leste de Londres, e muito próximo da futura zona olímpica, ergue-se um dos muitos centros médicos públicos espalhados pela cidade.
Diante do prédio, uma dona de casa bengalesa de 40 anos que se apresenta como Tara, uma das milhares de imigrantes que lá vivem, afirma indignada que tem de esperar mais de três meses para ser atendida por um médico especialista, embora o tempo máximo de espera seja, em teoria, de 21 dias.

“Um amigo que sentia dores no corpo levou semanas para conseguir consultar um médico de família, que lhe receitou alguns comprimidos”, conta ela. “No começo, ele disse que era tuberculose. Depois, câncer. Meu amigo teve de esperar meses para consultar um especialista e acabou morrendo. Sofria de uma doença pulmonar. Neste país, se você é pobre e fica doente, está perdido”.

Ao seu lado, Monique, uma jovem francesa que trabalha como assistente social e mora em Londres há oito anos, concorda acenando a cabeça: “Em meu país, você sempre pode visitar seu médico. Aqui, você é atendido por alguém diferente a cada vez, e o serviço é péssimo. Há muita burocracia, é um desastre”.

Justamente para resolver esses problemas e economizar 33 bilhões de dólares em quatro anos, em meio a uma crise econômica e com um déficit público nas nuvens, o governo da coalizão conservadora e liberal-democrata britânica propôs no outono a maior reforma do Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) desde a criação da instituição, depois da Segunda Guerra Mundial. A proposta já percorreu metade do caminho para a aprovação parlamentar.

A ideia é conceder aos médicos de família o controle de 80% do orçamento de saúde, incluindo a distribuição de fundos e a compra de serviços para os pacientes, hoje a cargo de centros de gestão sanitária. A reforma também prevê a participação de empresas privadas e associações de caridade na oferta de serviços de saúde.

No entanto, o governo pouco esperava a tormenta política que provocaria, com fortes críticas dos sindicatos e associações médicas até a oposição trabalhista. O último a levantar a voz contra a reforma foi Norman Lamb, assessor político do vice-primeiro-ministro liberal, Nick Clegg, que neste fim de semana ameaçou renunciar se a proposta não for modificada.

Ele a qualificou de “arriscada”, pois não fica claro o funcionamento da nova estrutura, embora ela deva entrar em vigor já em 2013. Outros afirmam que a entrada de empresas privadas poderia levar estas a escolher tratar os casos simples e deixar os mais complexos e custosos para os serviços públicos. E advertem para a falta de um sistema de controle sobre os novos administradores da saúde, as associações de médicos de família.

A crescente pressão obrigou na semana passada o primeiro-ministro David Cameron e seu ministro da Saúde, Andrew Lansley, a suspender temporariamente a reforma. Eles também anunciaram que, nas próximas semanas, participarão de diversos eventos para “escutar” a opinião dos cidadãos antes de reapresentar sua proposta – algo que, dizem muitos, deveria ter sido feito antes da apresentação ao Parlamento.

“É raríssimo um governo frear uma proposta nessa etapa da ratificação parlamentar. Isso reflete seu grau de preocupação”, afirmou ao Opera Mundi Chris Ham, diretor da fundação King’s Fund e um dos mais destacados especialistas no tema. “O plano atual tem muitos problemas. No final, certamente haverá modificações substanciais, e não seria absurdo abrir um período de consultas”.

Ham observou que quase todos concordam com a necessidade de uma reforma. O fato é que, apesar de o sistema ter melhorado na última década graças a um maior investimento por parte de governos trabalhistas, a Inglaterra continua atrás da Europa, entre outros, no tratamento do câncer e nos cuidados ao idoso. Mas Ham advertiu: “A reforma, como está proposta agora, poderia piorar as coisas ainda mais. Se o governo não mudar seu curso, tentando evoluir, em vez de revolucionar o sistema, o desfecho poderá ser fatal. Logo veremos”.
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 do Opera Mundi

Concessões de 2012 exigirão investimentos de R$ 90 bi

A União e governos estaduais têm planos de leiloar em 2012 concessões na área de infraestrutura que exigirão investimentos de R$ 90,2 bilhões ao longo dos contratos. Projetos e valores foram mapeados pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, que vê essa quantia como "pequena diante dos gargalos existentes, da quantidade de oportunidades disponíveis e do potencial de investimento privado". Para a entidade, o valor das concessões e de parcerias público-privadas (PPPs) poderia facilmente duplicar ou até triplicar.

No âmbito federal, dois importantes leilões ocorrem nas próximas semanas. Para o dia 18 de janeiro, está agendada a disputa do trecho de 476 quilômetros no Espírito Santo da BR-101, com investimento de R$ 2,1 bilhões nos 25 anos de contrato. Em 6 de fevereiro, haverá o leilão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. A previsão é de investimentos de R$ 15,9 bilhões.

Em março, estão previstos leilões de transmissão de energia, com projetos como o sistema de Teles Pires. Depois, empreendimentos de monta podem ser licitados, embora aguardem definição: o porto de Manaus, com investimento de R$ 1,4 bilhão; os trechos mineiros das rodovias BR-040, BR-116 e BR-381; e a outorga de 70 áreas para uso das frequências de 3,5 GHz nas telecomunicações. A maior expectativa é sobre o desfecho do trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas, cujo edital deve sair até março, desta vez com uma licitação para o fornecimento da tecnologia e outra para a operação do empreendimento - e contratação das obras civis.

Os governos de São Paulo e de Minas Gerais avançam em projetos bilionários. Em São Paulo, seis projetos de trens de passageiros e de metrô - em diferentes fases de estudo, projeto ou modelagem - somam perspectivas de investimentos de R$ 13,1 bilhões. É provável que nem todos estejam prontos para licitação em 2012. Em Minas, há dois projetos em estudo: a ampliação do sistema de produção de água do rio Manso e a concessão para construir, manter e operar a infraestrutura de tratamento e destinação final de resíduos sólidos de Belo Horizonte.

Valor Econômico

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