terça-feira, 11 de setembro de 2012

Recife: REFORMA EM DIQUE - Obra muda cenário de cartão-postal do Recife

Serviço em área de proteção do porto recomeçou após 5 meses

 / Foto: Marcelo Soares/JC Imagem

Foto: Marcelo Soares/JC Imagem


Depois de cinco meses paralisada, a obra de urbanização do dique que protege o terminal portuário do Recife voltou a ser executada. A reforma, orçada em R$ 7,65 milhões, prevê a construção de píer e mirante, alargamento e pavimentação da rua, além da recuperação do muro de arrebentação das ondas.

Tanto o acesso quanto o Parque de Esculturas, sobre os arrecifes, serão iluminados.
Na manhã de segunda (10), operários trabalhavam, abrindo espaço ao lado das esculturas para instalar o sistema de iluminação. Todas serão destacadas.

A área de lazer, com cerca de 90 obras de arte, é criação do artista plástico pernambucano Francisco Brennand. Foi inaugurada em 2000, em homenagem aos 500 anos do descobrimento do Brasil.

A restauração é um projeto do Estado, com recursos do Ministério do Turismo. Começou em agosto de 2010 e deveria ter ficado pronta em maio de 2011. A obra não impede a circulação de pescadores e visitantes no local. “É bonito mesmo”, diz a baiana Tânia Maria Alves, em sua primeira visita aos arrecifes.

Recepcionista de hotel, ela ficou sabendo do Parque de Esculturas no meio do oceano por meio de amigos. “No fim deste ano retornarei ao Recife, trazendo minhas irmãs para conhecer o lugar também”, afirma Tânia Maria. Os recursos usados na intervenção são provenientes do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur).

De acordo com Salo Messias, gerente-geral do Prodetur na Secretaria de Turismo de Pernambuco, a rede elétrica ficará embutida. Os primeiros testes de iluminação estão programados para meados do próximo mês. A obra recomeçou em 1º de agosto e o prazo para ficar tudo pronto é dezembro deste ano.

Os trabalhos foram interrompidos duas vezes, por diferentes motivos. Em junho de 2011, a obra teve de ser paralisada em função das chuvas e de pequenas demolições no restaurante Casa de Banhos e no Iate Clube, instalados nos arrecifes.

Depois, em fevereiro, o governo de Pernambuco suspendeu o serviço para resolver a situação irregular de um estaleiro na entrada dos arrecifes, no trecho destinado a guarita de segurança, sanitários e estacionamento.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Turismo do Estado, trata-se de ocupação antiga e o governo aguarda resposta da Procuradoria-Geral para providenciar a reintegração de posse e desocupar a área. O caminho, de acesso ao Parque de Esculturas, tem menos de dois quilômetros de extensão.

Os arrecifes fazem parte de um cordão de pedras maior, que margeia a costa do Recife e há cinco anos é considerado sítio geológico. Pesquisadores alertam para a preservação do trecho de Brasília Teimosa, onde o governo do Estado executa a obra.

Alcina Barreto, professora do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), questiona a obra por causa das construções em cima dos arrecifes. “Não sobrará nada exposto do cartão-postal da cidade do Recife”, adverte, há dois anos.

JC Online

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