quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Portugal:Pesados terão descontos nas antigas SCUT

O secretário de Estado dos Transportes anunciou esta quarta-feira que a partir de 2012 os veículos pesados de mercadorias terão um desconto de 10% durante o dia e 25% à noite nas portagens das antigas SCUT.
foto Adelino Meireles/Global Imagens
Pesados terão descontos nas antigas SCUT
Falando aos jornalistas após uma discussão na Assembleia da República, Sérgio Monteiro disse que está em diálogo com as associações do sector e espera que "a modelagem horária" conste de uma portaria a ser publicada no início do ano.

"Para mitigar o impacto da introdução de portagens nas zonas queremos permitir uma modelação de horário para o transporte de pesados de mercadorias", afirmou.

O secretário de Estado disse ainda que continua a acompanhar a situação e referiu que as receitas das portagens "estão acima daquelas que eram as piores expectativas".

Jornal de Notícias - PT

Petrobras assina contratos para obras e recomposição vegetal no Comperj

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3, PETR4) assinou nesta quarta-feira (21) dois contratos para obras no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).

O acordo prevê a execução de serviços para a elaboração do projeto executivo, a construção civil e a montagem das interligações e obras da via de acesso para transporte dos equipamentos especiais do empreendimento.

O contrato assinado com a Jaraguá estabelece a construção e montagem de aproximadamente 4.200 toneladas de tubulação, com execução em até 900 dias corridos. Já com a empresa Engesa, os serviços serão nas obras de construção civil da via de acesso para transportes e equipamentos especiais do Comperj, com prazo para a realização do serviços de até 480 dias corridos.


Produção de mudas

A Petrobas informa ainda que assinou um convênio para a produção de mudas no Horto do Jardim Botânico de Niterói para a produção de 750 mil mudas de espécies arbóreas destinadas para a recomposição vegetal da área de influência do Comperj.

Brasil inaugura nova era de geração hidrelétrica na Amazônia

Usina de Santo Antônio, em Rondônia, deve produzir primeiro megawatt no dia 28, com turbina que traz menor impacto ambiental; veja o infográfico e entenda a diferença
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Brasil inaugura nova era de geração hidrelétrica na AmazôniaUsina de Santo Antônio, em Rondônia, deve produzir primeiro megawatt no dia 28, com turbina que traz menor impacto ambiental; veja o infográfico e entenda a diferença

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Brasil inaugura nova era de geração hidrelétrica na AmazôniaUsina de Santo Antônio, em Rondônia, deve produzir primeiro megawatt no dia 28, com turbina que traz menor impacto ambiental; veja o infográfico e entenda a diferença

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A Hidrelétrica de Santo Antônio, que será a sexta maior do País e fica em Rondônia, no Rio Madeira, deve começar a gerar energia no próximo dia 28. Nessa data, a primeira das 44 turbinas da usina deve ser ligada de forma definitiva. Será a primeira turbina do tipo "bulbo" a operar na bacia amazônica – uma questão técnica que representa uma enorme mudança no modo como a região utiliza seu potencial hidrelétrico. Isso porque a turbina bulbo aproveita a correnteza natural do rio, sendo capaz de gerar energia em larga escala sem que uma grande área da floresta seja alagada.


Foto: DivulgaçãoAmpliar
Parte da usina onde fica a turbina que será ligada, na margem direita: a primeira do tipo na Amazônia


Assim, Santo Antônio será o oposto dos últimos empreendimentos feitos na bacia hidrográfica mais importante do País. Em 1980, o governo inaugurou a usina de Balbina (AM), considerada um desastre pela imensa área alagada e a produção pífia. Ainda no fim do regime militar, foi construída a hidrelétrica de Tucuruí, uma das maiores do Brasil, mas que também deixou muita floresta debaixo d'água (2.414 km2, contra 350 km2 em Santo Antônio) – e que, no mais, fica numa região do Pará já quase fora da bacia amazônica.

Santo Antônio fica próxima ao coração da região amazônica e terá a melhor relação entre área alagada e energia gerada, em comparação com qualquer usina brasileira. Sozinha, irá produzir 3.150 MW, cerca de 3% da atual capacidade elétrica do País. Em conjunto com Jirau, vai formar o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, que deve adicionar 6.600 MW ao sistema nacional de energia.

Após a entrada em operação dessa primeira turbina, as outras serão inauguradas num ritmo médio de uma por mês, até que, em 2016, todas estejam funcionando. A concessionária adiantou em um ano o início da geração, que ocorreria em dezembro de 2012, para antecipar receitas, mas não divulga o quanto isso vai adicionar ao caixa. O plano era fazer um evento de inauguração, que contaria com a presença da presidenta Dilma. Mas, por motivos técnicos, a turbina só poderá ser ligada nos últimos dias de dezembro, data desfavorável para a agenda política.

Primeira grande obra do governo Dilma e parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a usina de Santo Antônio é também um superlativo esforço de engenharia. No momento, 18 mil pessoas trabalham no canteiro de obras – chegou a ser 20 mil. Elas consomem 78.800 quilos de carne, 800 mil xícaras de café e 11.400 sacos de arroz por mês. A quantidade de concreto usada na construção seria suficiente para erguer 37 estádios do Maracanã. O aço empregado faria 18 torres Eiffel. O custo total deve passar dos R$ 15 bilhões.


Santo Antônio será a primeira grande usina brasileira a usar turbinas bulbo. A tecnologia já existe no País, mas em projetos menores, como a hidrelétrica de Igarapava (MG). A hidrelétrica do Rio Madeira será a maior do mundo a usar turbinas do tipo – a segunda fica no Japão e tem apenas nove turbinas. A turbina que será ligada no final do mês mede 8,15 metros de diâmetro – é menor apenas que as usadas em Murray Lock (EUA) – e tem capacidade de gerar, numa vazão ideal, 71,6 MW.

As turbinas bulbo permitem a criação de usinas do tipo “fio d’água”, ou seja, todo o volume de água que chega à barragem corre para o outro lado – não há reservatório. Isso faz o impacto de Santo Antônio ser menor. A variação da altura do rio, na parte anterior às turbinas, será de 13,9 m, pouco maior que a cheia natural do Madeira. “Isso é possível porque a turbina bulbo é mais eficiente", explica Andre Morello, engenheiro e coordenador de fornecimento eletromecânico em Santo Antônio. "Com ela, a velocidade natural da água, sem barragens, é suficiente para gerar energia significativa.”


Foto: DivulgaçãoAmpliar
A obra de Santo Antônio, em novembro. Repare que parte do leito está "ensecada", com o curso desviado, para permitir a construção

Além disso, um recurso que já está em funcionamento é o sistema de transposição de peixes (veja no infográfico acima). Para subir o rio na época da piracema, os peixes passam por um canal construído na Ilha do Presídio, que fica no meio do rio. “Eles são atraídos para lá pela velocidade da água que sai do canal”, explica Morello. “Já a água que sai das turbinas, numa velocidade muito maior que a correnteza natural, não atrai os animais”, diz. O sistema foi testado no Madeira e já está sendo usado pelos animais.

Mesmo com tantos números grandes, Santo Antônio pode aumentar de tamanho. O grupo concessionário, formado por Odebrecht, Andrade Gutierrez, Eletrobras Furnas e outras empresas, submeteu à agência controladora de energia um plano para incluir mais seis turbinas no projeto, o que aumentaria a capacidade de geração para 3.580 MW. O projeto está em análise pela Aneel e pelo Ministério de Minas e Energias.


A energia produzida a partir do dia 28 já será distribuída para o sistema Acre-Rondônia. Os 3 km de linhas que ligam Santo Antônio ao sistema elétrico, também construídos pela concessionária que vai administrar a usina por 35 anos, ficaram prontos há cerca de dois meses. O potencial elétrico brasileiro, um dos diversos gargalos de infraestrutura que o país precisará solucionar nos próximos anos, será um pouco maior nos primeiros dias de 2012 do que foi em 2011 – com um custo ambiental que também olha para o futuro.

Pedro Carvalho, iG São Paulo

Governo federal investe R$ 36 milhões em irrigação no sertão Pernambucano




Governo federal investe R$ 36 milhões em irrigação no sertão Pernambucano

Dois perímetros irrigados do sertão de Pernambuco serão modernizados, gerando mais emprego e renda. O governo federal vai investir cerca de R$ 36 milhões no Nilo Coelho e Bebedouro, que ficam na região de Petrolina. São mais de 25 mil hectares de plantação de manga, uva, goiaba, banana, côco e acerola.

“É o primeiro passo do Mais Irrigação, um programa que visa implantar 200 mil hectares de perímetros irrigados em todo o semiárido, com a criação de 500 mil postos de trabalho”, disse o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, durante evento em Petrolina nesta quarta-feira. O programa deve ser anunciado oficialmente no ano que vem.

Os perímetros irrigados de Nilo Coelho e Bebedouro geram atualmente algo em torno de 30 mil empregos diretos e 60 mil indiretos. Novas frentes de serviço surgiram com as obras feitas em parceria com o governo de Pernambuco. A lista inclui a pavimentação e recuperação das vias principais dos perímetros e a elaboração de um plano diretor.

Com objetivo de ampliar ainda mais a produção e a eficiência dos dois perímetros, serão adquiridas, entre outros equipamentos, 1 700 válvulas automáticas de controle de pressão e oito sistemas de excitação serão substituídos.

Codevasf

Empresa britânica lança máquina que recicla lâmpadas e baterias




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Após inserir as lâmpadas o consumidor ganhará uma recompensa imediata/Foto:Revend

Lâmpadas e baterias possuem mercúrio e outros materiais tóxicos que prejudicam o meio ambiente se forem descartadas incorretamente. Para combater o problema, a empresa britânica Revend Recycling Ltd lançou uma máquina de reciclagem reversa na qual o consumidor envia lâmpadas e baterias para reciclagem e ainda ganha uma recompensa imediata.

A máquina foi projetada e desenvolvida em conjunto com a empresa norueguesa Repant ASA. O equipamento aceita lâmpadas incandescentes, florescentes compactas e LEDs, assim como todas as baterias domésticas.

A empresa, que já começou a instalar as máquinas no Reino Unido, escolheu a loja IKEA, em Londres, para o teste piloto dos equipamentos. Além disso, a Revend Recycling Ltd assinou um acordo com a IKEA para instalar as suas máquinas em lojas na Alemanha e Dinamarca. A ideia é expandir o produto para outras partes da Europa.

De acordo com a Revend, as máquinas vão ajudar a aumentar a taxa de reciclagem nacional e auxiliar as empresas e as organizações a cumprir suas metas e obrigações de reciclagem.
O equipamento possui também um sistema de segurança que permite uma queda suave em um recipiente de coleta especial. Além de avisar através de e-mail que a caixa está quase cheia e precisa ser esvaziada.


Recompensas

O reciclador é guiado através de uma tela touch screen. O menu sensível ao toque permite ao usuário escolher entre uma seleção de recompensas diferentes.
Além de prêmios e descontos em produtos da loja, o usuário pode também optar por doar sua recompensa para uma das quatro instituições de caridade: a World Wildlife Fund, Woodland Trust, Unicef ou Save the Children.

EcoD

Projeto que incentiva turismo rural é aprovado no Senado

O produtor que explora a atividade poderá receber visitantes por meio de agências de turismo e contar com nova fonte de receitas
   Divulgação
Panorâmica das instalações da Miolo

O turismo rural deverá constar entre as atividades previstas na Lei 8.023/1990, que trata do imposto sobre a renda obtida no campo, e na Lei 5.889/1973, que dispõe sobre o trabalho rural. Com isso, o produtor que explora a atividade poderá receber visitantes por meio de agências de turismo e contar com nova fonte de receitas.

A proposta (PLC 19/2011) que prevê esse incentivo ao turismo rural foi aprovada - na forma de substitutivo da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) - nesta terça-feira (20/12), pelo Plenário do Senado.

Devido à modificação feita na CRA, e mantida pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização (CMA) e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a matéria volta à Câmara dos Deputados.

O projeto, de autoria do então deputado Silvio Torres, altera o parágrafo 1º do artigo 3º da Lei 5.899/1973, que estabelece normas reguladoras para o trabalho rural, para considerar também como atividade "agro-econômica" a exploração do turismo rural.

O relator da matéria na CRA, Casildo Maldaner (PMDB-SC) considerou-a como sendo meritória pela possibilidade de o turismo rural e o ecoturismo se constituírem em alternativas produtivas e de melhoria da qualidade de vida dos habitantes da área rural.

A atualização da legislação proposta reveste-se de grande importância, pois facilitará o desenvolvimento do turismo rural no país. Como o próprio autor salienta, “o empregador rural fica por vezes impedido de acolher um grupo de turistas em sua fazenda em razão de, como produtor rural, não poder emitir documento fiscal, exigido pelas agências promotoras de turismo, relativo ao fornecimento de hospedagem ou alimentação, pois estas não são atividades típicas do meio rural", diz Casildo Maldaner em seu relatório.

por Globo Rural On-line

Empresa quer criar escritório em alto-mar nos EUA

Plataforma seria uma forma de driblar as leis de imigração

Para conseguir fugir das rígidas leis de imigração dos EUA, uma empresa resolveu criar uma incubadora de tecnologia em alto-mar. A Blueseed, que lançou a ideia, quer construir um centro de pesquisa em águas internacionais, próximo à Califórnia. O argumento é que as leis bloqueiam a chegada de profissionais estrangeiros que poderiam trazer ousadia e criatividade ao Vale do Silício.
Editora Globo
Projeto prevê escritório em alto-mar para burlar imigração.//Crédito: Divulgação

O escritório flutuante deve ficar a 19 quilômetros costa norte da Califórnia. A ideia já ganha contornos, e um dos grandes investidores do projeto é o fundador do PayPal, Peter Thiel. Na última semana a empresa lançou uma maquete detalhada de como vai funcionar a incubadora flutuante.

Gabriel Jack, um advogado de imigração do escritório de advocacia MJ, no Vale do Silício, disse à revista Wired que a ideia é juridicamente viável. Os trabalhadores precisariam apenas do visto de visitantes, válido por 10 anos.

“Não há nada na lei que diga quantas vezes você pode visitar os Estados Unidos. Se eles deixam claro que eles trabalham em águas internacionais e estão usando um visto de visitante para ficar em terra, não vejo problema”, disse.

Segundo entrevista dos criadores da empresa, o CIO Dan Dascalescu, o CEO Max Marty e o presidente Dario Mutabdzija, a incubadora terá como foco profissionais da área de TI. O projeto prevê acomodação, área de trabalho e convivência. Eles ainda estudam se vão adaptar um navio de cruzeiro ou outro modelo.

Uma das principais dificuldades, no entanto, é conseguir o acesso à internet de forma barata e eficiente. Uma das possibilidades seria levar um cabo submarino até a plataforma, mas o preço ainda é muito alto _foi estimado em mais de US$ 1 milhão. A Blueseed busca parceiros para encontrar uma saída viável.

A ideia, de acordo com os criadores, é que a incubadora flutuante se torne o “Googleplex” do mar.
Veja fotos:

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Crédito fotos: Divulgação

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por Redação Galileu

Sport Recife: No ano de despedida, uma Ilha do Retiro 'repaginada'

Estádio do Sport passa por reforma para o seu último ano antes da demolição para dar lugar à Arena Rubro-negra

Por Terni Castro Recife
Promessa da direção rubro-negra é ter um dos melhores gramados do Brasil (Foto: Terni Castro, GLOBOESPORTE.COM)
Promessa da direção rubro-negra é ter um dos
melhores gramados do Brasil

A Ilha do Retiro vai se despedir do público em grande estilo no próximo ano. Além da substituição do gramado, o estádio do Sport promoverá mudanças fora das quatro linhas. Os torcedores escolheram a pintura que tomará conta das arquibancadas rubro-negras, através de uma votação no site oficial.

Essa é a primeira vez que o clube pernambucano trocará, de uma só vez, a grama e o visual do estádio.
A iniciativa faz parte do processo de últimas reformas da Ilha, que tem previsão para ser demolida em dezembro de 2012 para dar lugar à Arena multiuso do Sport.

A reportagem do GLOBOESPORTE.COM/PE esteve na casa dos rubro-negros para conferir o processo de reestruturação do local. E as obras estão avançadas, inclusive com a nova pintura já sendo posta em prática e o gramado em estado de finalização. De acordo com o diretor patrimonial rubro-negro, Otávio Coutinho, a expectativa é de que todo o processo de reforma esteja encerrado até o inicio de janeiro e que o estádio esteja à disposição do Sport no primeiro jogo dem casa pelo Campeonato Pernambucano de 2012, dia 18, contra o América.
Sport investiu mais de R$ 400 mil no novo gramado (Foto: Terni Castro, GLOBOESPORTE.COM)
Sport investiu mais de R$ 400 mil no novo gramado (Foto: Terni Castro, GLOBOESPORTE.COM)
- Já iniciamos o processo de pintura e avançamos em 80% a implantação do gramado. Além disso, há reformas internas nos banheiros e instalações. Tudo para estar pronto antes de o campeonato começar - explicou Coutinho, comentando sobre a importância de se estruturar a Ilha naquele que será seu último ano antes de dar espaço à modernização do patrimônio rubro-negro:
- Isso estimula o público a comparecer aos eventos aqui no Sport. É uma motivação a mais para os torcedores, que irão ver uma pintura nova, um gramado novo, enfim, um visual diferente. Por exemplo, não mudávamos o desneho da pintura havia oito anos - disse
Ilha do Retiro está sendo pintada de acordo com a escolha dos torcedores (Foto: Terni Castro, GLOBOESPORTE.COM)
Ilha do Retiro está sendo pintada de acordo com a
escolha dos torcedores (Foto: Terni Castro)

O novo design escolhido contará com uma imagem do bandeirão do Sport. Essa foi escolhida por mais de 18 mil votos no pleito realizado no site oficial do Sport, que contava ainda com mais duas opções de pintura. No total, foram mais de 31mil rubro-negros decidindo o visual do estádio para a temporada 2012.
Ainda segundo Coutinho, após o processo de demolição da Ilha, as cadeiras do estádio serão relocadas para os ginásios poliesportivos. O objetivo é garantir o conforto do público que comparecer ao Sport para presitigiar os esportes amadores, como basquete, voleibol, futsal e hóquei. Lembrando que o novo gramado também será retirado para ser colocado na arena rubro-negra.


Gramado
Otávio Coutinho aproveitou para explicar as espeficidades do novo gramado da Ilha do Retiro. De acordo com o diretor, o "tapete" rubro-negro será o do tipo bermuda, o mesmo utilizado em campos dos estádios do sul do País.
- Essa é uma grama que se entralaça com mais falicidade e fica mais uniforme após o corte. Diferentemente do tipo anterior utilizado aqui, a esmeralda, as junções de uma placa com outra não aparecem - afirmou Coutinho.
O diretor patrimonial também pontuou como está sendo o processo de instalação do novo gramado, que, por enquanto, não terá um corte especial - aos moldes dos clubes europeus, com o símbolo do time - por conta da fixação precoce:
Gramado da Ilha do Retiro não era trocado desde 1982 (Foto: Terni Castro, GLOBOESPORTE.COM)
Gramado da Ilha do Retiro não era trocado desde
1982 (Foto: Terni Castro, GLOBOESPORTE.COM)
- Depois de ser colocado por completo, o gramado passará por adubação e irrigação semanal. Passados 15 dias, daremos o primeiro corte e, 8 dias depois, o segundo. Iremos fazer um corte tradicional, já que um diferente poderia danificar. Quando chegar o Campeonato Brasileiro, pode ser que realizemos um corte especial, uma vez que a grama estará fixa.


Saudosismo
Apesar de estar montando o cenário de uma nova Ilha, Coutinho não escondeu o misto de sentimentos que terá quando o estádio for completamente demolido.
- O saudosismo existe. Tenho 68 anos de vida e praticamente nasci dentro do Sport. Após 16 anos como dirigente aqui, em um lugar que você ajudou a construir, passa um pouco de tristeza. Mas, ao mesmo tempo, fico mais feliz porque vamos ter um estádio moderno e confortável para todos.
Ilha do Retiro ficará assim após a pintura (Foto: Divulgação/Sport)
Ilha do Retiro ficará assim após a pintura (Foto: Divulgação/Sport)


GLOBOESPORTE.COM/PE

Pernambuco deve investir R$ 1,2 bilhão em ação de melhoria genética

Objetivo é melhorar rebanho bovino e a produção de leite do estado.
Verba é destinada à cadeia produtiva do Agreste e de parte do Sertão.





Com o objetivo de incentivar o melhoramento genético do rebanho bovino em Pernambuco, o governo estadual, por meio das secretarias de Agricultura e Reforma Agrária e de Planejamento e Gestão, investirá R$ 1,2 bilhão nos próximos três anos no Programa Pró-Genética. Nesta quarta-feira (21), o secretário de Agricultura, Ranilson Ramos, esteve no Bom Dia Pernambuco para falar do projeto.

O Pró-Genética viabiliza a aquisição, pelos pequenos e médios produtores rurais, de reprodutores melhoradores genéticos de rebanho, o que pode ajudar os produtores a se inserirem no mercado. Além disso, o programa visa o fortalecimento das cadeias produtivas de carne e leite no Agreste, que compreende mais de 20 cidades, além de alguns municípios da região do Araripe, no Sertão.

A bacia do Agreste é responsável pela produção de 90% do leite do estado. Os bovinos serão distribuídos de graça para que os produtores façam os cruzamentos dos seus animais e possam aumentar a produtividade dos seus rebanhos.

“No Nordeste, Pernambuco é o estado mais forte nesse segmento econômico. Conseguimos produzir diariamente 2,3 milhões litros de leite. Anualmente, injetamos mais de R$ 1,1 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) do estado”, enumerou Ramos.

Já os agricultores serão beneficiados com o programa de distribuição de sementes, a partir do próximo dia 6 de janeiro. O objetivo é a inclusão produtiva de pequenos agricultores familiares de baixa renda, por meio do aumento da produção agrícola, a partir de orientação e acompanhamento técnico e da oferta de insumos.

Do G1 PE

Ministério do Desenvolvimento lança guia para pequenos

O Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) criou o "Guia de Sobrevivência para Microempresas e Empresas de Pequeno Porte".

O material, disponível nesta página, e traz dicas de planejamento financeiro aos empresários.

O guia pretende falar para a maioria dos empresários brasileiros, já que, como consta na introdução, "97% de todas as empresas existentes no país" são pequenas ou médias.

Folha SP

MinC anuncia para 2012 investimento em museus



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IBRAM/DIVULGAÇÃO
Museu da República, uma das 30 entidades geridas pelo Ibram: previsão de aumento do número de exposições para os próximos anos, tendo em vista a quantidade de eventos que o Brasil deve sediar
Instituto Brasileiro de Museus assumirá posição estratégica no MinC até a Copa do Mundo de 2014
Aproveitando o ensejo do Dia do Museólogo, comemorado no último domingo, dia 18, o Ministério da Cultura (MinC) anunciou um orçamento de R$129,5 milhões em 2012 para o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A cifra representa um aumento de 36% em relação a 2011 e é apenas uma parte do montante almejado pela entidade para a preparação dos museus brasileiros para a Copa de 2014. Criado em 2009, o Ibram é uma autarquia federal ligada ao MinC responsável por coordenar ações da Política Nacional de Museus.

Entre as ações previstas para 2012 está uma segunda edição do Programa de Fomento ao Museus, que, em 2011, disponibilizou 16 milhões em 10 editais, voltados para viabilizar projetos de construção e modernização de museus, incentivo a artistas, divulgação do tema museu na mídia (premiando roteiristas, jornalistas e carnavalescos que divulgassem a temática) e apoio a experiências de memória social desenvolvidas por comunidades. A entidade prevê a manutenção do Programa de Qualificação em Museologia, que promove oficinas de capacitação nos Estados e um aumento de 20% no número de exposições realizadas nos 30 museus geridos pelo Ibram (nenhum deles no Ceará).

O instituto anunciou também a realização, de 14 a 20 de maio, da 10ª Semana Nacional de Museus, mobilizando anualmente instituições museológicas de todo o País. De 16 a 20 de julho será realizado também o Fórum Nacional de Museus, evento bienal para avaliar e estabelecer as diretrizes da Política Nacional de Museus; e, em setembro, a 6ª Primavera dos Museus.

Copa 2014
Vislumbrando o grande fluxo de turistas nos eventos esportivos internacionais sediados pelo Brasil nos próximos anos (Copa das Confederações, Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas), o Ibram negocia a aprovação do Projeto do Legado Cultural, que prevê um orçamento de R$ 200 milhões por ano destinados até 2014 para ações de modernização, qualificação e garantia de atratividade dos museus no País.

De acordo com dados do Instituto, as cidades sedes da Copa do Mundo somam 600 museus, que precisam ser qualificados para receber os turistas e desenvolver ações que divulguem o acervo e estimulem a visitação.

Um outro desafio do Instituto é descentralizar as instituições museológicas no País, onde 79% dos municípios não possuem museus.

Os dados são do Cadastro Nacional de Museus, que registrou mais de 3 mil museus, publicado em 2011 no Guia dos Museus Brasileiros (disponível para download na internet http://www.museus.gov.br/guia-dos-museus-brasileiros/). A publicação lista instituições museológicas de todo o País, organizadas por Estado, com informações sobre o acervo, funcionamento e a atual situação.

FÁBIO MARQUESREPÓRTER

Diário do Nordeste

Delegação do governo do Vietnã destaca importância da iniciativa privada para garantir investimentos


Ngoc Dong Nguyen - “Buscamos lidar com os entraves ao investimento estrangeiro, como o alto custo logístico, diversificando e improvisando nossa infrasestrutura nos mais diferentes sistemas e meios de transporte”


  
Em visita ao Brasil, que teve o objetivo de conhecer a experiência do setor de concessões de rodovias, uma delegação vietnamita, chefiada pelo o vice-Ministro dos Transportes daquele país, Ngoc Dong Nguyen, participou da sétima edição do CBR&C. Na ocasião, em entrevista à Agência ABCR, Ngoc Dong Nguyen apresentou um panorama do setor no vietnã e destacou a importância da iniciativa privada como parceira nos investimentos necessários para melhorar a malha rodoviária do país.   

Agência ABCR - Qual foi o principal objetivo da visita da delegação do Vietnã ao Brasil? 

Nguyen Ngoc Dong - O principal motivo da visita da nossa delegação ao Brasil é aprender, obter informações sobre o setor rodoviário. A rede rodoviária no Vietnã está envelhecendo e, simultaneamente, se expande para acomodar o crescimento da economia. Neste contexto, é importante destacarmos o desenvolvimento e a implantação de um programa eficiente de manutenção das rodovias. Diante destes desafios, as autoridades do Vietnã deram início a uma série de iniciativas de capacitação e apoio à implementação de programas eficientes de gestão. A visita ao Brasil, que inclui representantes dos ministérios dos Transportes e das Finanças do Vietnã, faz parte dessas iniciativas. Visa aprofundar o entendimento das autoridades com relação às vantagems e desafios de novas modalidades de gestão das rodovias e do transporte, notadamente as PPPs e CREMA, bem como aprender com a experiência de países que foram confrontados com os mesmos tipos de desafios. 

Agência ABCR – Apesar de o investimento pesado na infraestrutura – 10% do PIB – dados do Banco Mundial indicam que o Vietnã precisará, até 2020, de 20 bilhões de dólares em programas de investimentos em rodovias. O país busca parceria com a iniciativa provada para garantir esses investimentos? 

Nguyen Ngoc Dong - Sabemos que existe uma grande diferença entre os recursos financeiros e a demanda de transportes gerada pelo grande crescimento econômico de nossa região, mesmo com os investimentos pesados feitos pelo governo. Por isso, estamos buscando suporte da iniciativa privada para ajudar nos investimentos, para obtermos dinheiro suficiente para suportarmos o crescimento regional. Nossos custos logísticos representam 25% do PIB, uma taxa mais alta que em outros países da região como a China ou a Tailândia. 

Agência ABCR – como o país lida com entraves ao investimento estrangeiro? 

Nguyen Ngoc Dong – Buscamos lidar com os entraves ao investimento estrangeiro, pois sabemos que o país precisa de uma revisão do contexto regulatório e normativo, assim como da capacidade operacional das instituições. Esses são desafios que o país está tentando resolver. Temos um alto custo logístico, que buscamos resolver diversificando e improvisando nossa infraestrutura, nos mais diferentes sistemas e meios de transporte. Um grande exemplo disso seria a exploração de nossas vias fluviais, onde podemos explorar nosso sistema hidrográfico interno, melhorando assim nosso custo logístico. Buscamos também participação mais ampla do setor privado no gerenciamento das rodovias, que não apenas permitiria contribuir com o financiamento do setor, mais também permitiria melhorar a eficiência da gestão do transporte. 

Agência ABCR – Há espaço para que empresas que administram rodovias concedidas no Brasil atuem no Vietnã ? A delegação procurou ou foi procurada por essas empresas no congresso ? 

Nguyen Ngoc Dong - Ainda estamos começando e somos muito novos no ramo. Viemos ao Brasil para estudar o funcionamento das rodovias concedidas e, possivelmente, no futuro, buscar parcerias. 

Agência ABCR – Qual o modal predominante no Vietnã? 

Nguyen Ngoc Dong - O sistema de transporte do Vietnã inclui os modais aéreos, fluviais, ferroviários e rodoviários. Os tipos predominantes de transporte no Vietnã são: aproximadamente 80% de transporte rodoviário, em torno de 15% transporte hidrográfico e o restante fica com o envelhecido transporte de trem. O país dispõe de um amplo sistema rodoviário de mais de 220.000 km (19% pavimentado), incluindo 17.300 km de rodovias nacionais (83.5% pavimentadas) e 27.800 km de rodovias provinciais (54% pavimentadas). 

Agência ABCR – Qual é a meta que o país quer atingir, no que se refere ao rodoviário? 

Nguyen Ngoc Dong - O ideal que buscamos ou gostaríamos de buscar seria 100% de nossas rodovias pavimentadas até 2020. Porém, acreditamos que iremos atingir algo em torno de 70%. 

Agência ABCR – A que se deve a estatística de 30 mortos por dia nas rodovias do país? 

Nguyen Ngoc Dong - A estatística de 30 mortos por dia nas rodovias do Vietnã são altas devido às más condições de infraestrutura das estradas, mas, principalmente, pela falta de educação no trânsito. Hoje estamos realizando trabalhos progressivos para melhorar a educação do trânsito e já estamos vendo resultados. Porém, temos muito que desenvolver para poder realmente melhorar a educação no trânsito e, com isso, melhorar nossos índices.  

Agência ABCR – Qual é o papel do Banco Mundial na estruturação do programa de concessões no Vietnã?   

Nguyen Ngoc Dong - O papel do Banco Mundial é o de apoiar e suportar o Vietnã com incentivos e investimentos para a melhoria dos transportes no país. Hoje, o Vietnã está vivenciando um plano piloto junto ao Banco Mundial, no qual estamos vendo um resultado muito bom.

Agência ABCR – O que achou do CBR&C? Há um evento semelhante a esse no Vietnã? 
N
guyen Ngoc Dong - Hoje não temos eventos como esse no Vietnã. Gostamos muito do Congresso no Brasil e ficamos impressionados com a organização.  A visita de toda a nossa delegação do Vietnã foi muito produtiva e pudermos verificar realmente o quanto o papel de uma concessionária é importante para a vida das rodovias e estradas.

Agência ABCR

Método inovador poderá recuperar áreas degradadas por mineração em SP



O principal alvo do projeto são 250 terrenos localizados na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que já não têm mais atividade econômica l Foto: André Bonacin/Panorameo

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está desenvolvendo uma pesquisa de caráter interdisciplinar para viabilizar a recuperação de áreas degradadas pela atividade de mineração de agregados para a construção civil – pedra, areia e calcário –, utilizando de forma integrada os conceitos de bioengenharia de solos e serviços ambientais.

A marca inovadora do projeto é a aplicação de técnicas de bioengenharia de solos na recuperação de áreas degradadas pela atividade de mineração e na geração de serviços ambientais. “Essas técnicas são normalmente empregadas na recuperação de rodovias e margens de rios, mas seu uso para recuperar áreas degradadas por mineração é inédito”, afirma Amarilis Gallardo, pesquisadora do IPT e coordenadora dos trabalhos.

O principal alvo do projeto são 250 terrenos localizados na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que já não têm mais atividade econômica. Mas a metodologia a ser criada beneficiará também, no futuro, outras áreas que atualmente estão produzindo agregados.


Recuperação sustentável
Na prática, a aplicação de técnicas de bioengenharia de solos significa que as áreas não serão recuperadas apenas com o plantio de espécies convencionalmente usadas, como gramíneas e eucaliptos. “Em vez de espécies exóticas, daremos preferência a espécies nativas, priorizando o uso de espécies mais comuns”, afirma a pesquisadora Caroline Souza, da Seção de Sustentabilidade de Recursos Florestais do IPT.

O projeto pretende proporcionar uma abordagem mais sustentável para a atividade de mineração. O método a ser desenvolvido poderá ser aplicado em contextos minerários similares, em diferentes regiões do País, e com estudos e adaptações posteriores, também para outras atividades mineradoras.

O estudo conta com orçamento compartilhado entre as instituições participantes, como do próprio IPT, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Companhia Vale, que prevê um investimento total de até R$ 40 milhões para o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas nas áreas de mineração, energia, ecoeficiência, biodiversidade e produtos ferrosos para siderurgia.

Ciclo Vivo

Turistas serão liberados de declaração se bagagem não ultrapassar a cota

Medida, que vale a partir de 1º de janeiro, deve reduzir em 30% o tempo de saída dos passageiros após o desembarque

Passageiros aguardam no aeroporto
A Receita deve implementar a partir de janeiro de 2013 a declaração de bagagem eletrônica

Brasília - A partir de 1º de janeiro, os turistas em viagens internacionais ao retornarem ao Brasil estarão liberados da entrega de declaração de bagagem quando as compras não ultrapassarem a cota de isenção.

O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, disse há pouco que a medida vai facilitar o fluxo de turistas na retirada das bagagens nos aeroportos. Atualmente, todos os turistas são obrigados a apresentarem declaração de bagagem ao retornarem ao Brasil.

Para os passageiros com bens a declarar, Barreto anunciou que o pagamento do imposto de importação poderá ser feito por meio de cartão de débito a partir de junho de 2012. Hoje, os turistas precisam deixar a área da Receita para fazerem o pagamento do imposto em uma agência bancária ou dos Correios. (Clique na imagem abaixo e veja as principais regras sobre bagagens e impostos na alfândega).

O secretário informou ainda que a Receita deve implementar a partir de janeiro de 2013 a declaração de bagagem eletrônica. O passageiro poderá preencher os dados por aparelho móvel, como tablet ou celular.

O assessor do gabinete da Receita, Ronaldo Medina, informou que 90% dos passageiros não têm bens para declarar porque não precisam pagar o imposto. Por isso, ele acredita que o tempo de saída do turista após o desembarque será reduzido em 30%. "A fila vai correr mais rápido porque não tem uma pessoa da Receita para fazer a recepção da declaração", disse.

No entanto, o processo de seleção para fiscalização ainda ocorrerá. O auditor da Receita poderá direcionar passageiros para o escaneamento da bagagem e até mesmo a abertura dos volumes trazidos do exterior.


Medina acredita que cerca de 2,5 milhões de passageiros por mês serão beneficiados com a medida de simplificação. Os aeroportos de Guarulhos (SP) e do Galeão (RJ) são os com maior fluxo porque recebem 80% dos passageiros vindos do exterior.

A cota de isenção de Imposto de Importação é de US$ 500 para a chegada ao País por via aérea ou marítima e de US$ 300 por via terrestre. Não entram na cota, uma máquina fotográfica, um relógio e um celular por passageiro, desde que usados em viagem, e objetos para uso pessoal como roupas, sapatos e perfumes.

Produtos, como eletrônicos, cujos valores - sozinhos ou somados - fiquem acima de US$ 500 precisam ser declarados à Receita Federal. O turista terá de pagar 50% de imposto de importação sobre o valor que exceder a cota de isenção. Assim na compra, por exemplo, de um computador de US$ 1000, o turista terá de pagar US$ 250 dólares de imposto.

O secretário lembrou que, desde o ano passado, a Receita vem adotando medidas para simplificar o trânsito de passageiros nos aeroportos. No final de 2010, a Receita anunciou o fim das declarações de bens para a saída do Brasil nos casos em que o passageiro tiver a nota fiscal para comprovar a compra dos bens no mercado nacional.

AFP / Daniel Garcia

Governo paulista faz seminário interno sobre PPPs


São Paulo - O Governo de São Paulo realizou na manhã de ontem o Seminário Interno sobre Projetos de parceria público-privada (PPPs), do Programa de Investimento do Estado, no Palácio dos Bandeirantes.

No evento, o governador Geraldo Alckmin, o vice-governador Guilherme Afif e o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Julio Semeghini, apresentaram cases de sucesso de investimentos pelas PPPs, que trazem o setor privado para participar da prestação de serviço para população.

Com essa nova modalidade, o Estado abre suas portas para que investidores privados identifiquem oportunidades de negócio nas quais estejam dispostos a investir recursos próprios - regra obrigatória na modalidade de PPP. Assim, permite-se a viabilização de empreendimentos estatais que demandem grandes investimentos e, ao mesmo tempo, alavancando a disponibilidade orçamentária do Estado e liberando recursos para investimentos em áreas estratégicas para o governo, como a área social.

"Podemos fazer mais investimentos, aumentar o volume do investimento do Estado e ser mais rápidos, pois a iniciativa privada tem mais agilidade, pela forma com que ela contrata", destacou o governador, palestrando para os demais secretários e representantes estatais presentes no evento.

Na ocasião, o governador ressaltou também a implantação da Linha 4-Amarela, como exemplo de PPP. A concessionária ViaQuatro, integrante do Grupo CCR, é a responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela, representando o primeiro contrato de parceria público-privada (PPP) assinado no País.

DCI

Acic apoia Faciap em PPPs para viabilizar as obras do aeroporto de Cascavel/PR


Cascavel - A Acic, Associação Comercial e Industrial de Cascavel, enviou ofício ao presidente da Faciap (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná), Rainer Zielasko, apoiando-o na decisão de buscar uma alternativa rápida e eficiente para garantir a construção do Aeroporto Regional do Oeste do Paraná. A entidade é uma das que há mais tempo lutam em defesa de uma estrutura aeroviária que possa suprir a necessidade de crescimento de Cascavel e da região. Acompanhe a íntegra do documento:
      Prezado Senhor:
O Oeste do Paraná precisa sim, e com rapidez, de obras de logística e de infraestrutura para voltar a crescer e a gerar novas oportunidades à sua gente. Mais de 70% do PIB do Paraná está concentrado na região metropolitana de Curitiba justamente pela falta de planejamento, pela inexistência de visão estadista e pelo pouco interesse de sucessivos governos estaduais em dotar o interior do Estado das condições necessárias para se desenvolver. O melhor para todo o Paraná, inclusive para a RM de Curitiba, é o Estado crescer com harmonia, diminuindo progressivamente qualquer exagerada disparidade.
A postura de Vossa Senhoria, como presidente da Faciap, de assumir a responsabilidade de buscar um novo caminho para a concretização do Aeroporto Regional do Oeste conta desde já com todo o apoio da Acic, a Associação Comercial e Industrial de Cascavel. As PPPs, parcerias público-privadas, mostram-se sim como uma opção interessante para suprir a ausência do Estado em diversos setores. A Acic coloca-se à sua disposição para refletir sobre estratégias que possam conduzir à materialização de uma obra fundamental não apenas ao Oeste, mas ao Paraná e ao Brasil. Obrigado e tenha-nos sempre como parceiros.
O Paraná

Amcham reúne 1300 participantes em eventos de competitividade por todo o Brasil em 2011

No segundo ano do programa ‘Competitividade Brasil – Custos de Transação’, a Amcham levou a discussão sobre as dificuldades estruturais da economia para várias cidades do Brasil.


Entre junho e novembro, os debates realizados em Belo Horizonte, Curitiba, Campinas, Recife, São Paulo e Brasília reuniram 1300 participantes em torno de 54 palestrantes.
Em cada cidade, foram discutidos os principais entraves ao desenvolvimento econômico do País e das respectivas regiões.


Sobre o programa de Competitividade
O programa Competitividade Brasil foi criado pela Amcham em 2010 para discutir e formular propostas para aumentar o desempenho da economia brasileira.


Para compreender os desafios da competitividade, a Amcham realizou uma pesquisa junto à sua base de associados sobre o que eles consideravam serem os principais entraves ao desenvolvimento brasileiro.


As respostas mais citadas foram a falta de mão de obra técnica, eficiência do Estado, infraestrutura logística e excesso de burocracia.


Os resultados da pesquisa foram apresentados em São Paulo no ano passado. Neste ano, a agenda foi estendida para outras cidades onde a Amcham possui unidades regionais.


Belo Horizonte
A capital mineira foi a primeira cidade a receber o programa de Competitividade da Amcham, em 28/06.
Para os palestrantes, as melhorias de infraestrutura não devem se limitar a atender a necessidades pontuais, como as da Copa do Mundo, mas fazer parte de um grande projeto, com visão de longo prazo.
O Estado de Minas Gerais, por sua localização estratégica, tem grande potencial para ser um “Estado logístico”. Para isso, é fundamental achar uma solução para as estradas federais no Estado.
Hoje, aproximadamente 80% da malha rodoviária no território mineiro são administrados pelo governo federal, com grande carência de modernização.
A escassez de mão de obra técnica, um dos principais entraves à competitividade brasileira, também atinge com seriedade o setor produtivo de Minas Gerais.
Propostas como a formação de consórcios para atuar em capacitação, importação de profissionais em setores carentes e combate à evasão de estudantes universitários, especialmente das chamadas ciências duras (hard sciences), foram apontadas como alternativas.


Curitiba
O Paraná também sofre com a insuficiência no sistema de transportes, conforme constatado pelos participantes do evento de 13/07 em Curitiba. Por isso, o governo estadual busca mais envolvimento da iniciativa privada nos projetos ligados à infraestrutura logística.
O Poder Executivo paranaense tem trabalhado para aprovar uma lei de Parceria Público-Privada (PPPs) mais adequada às características da região, e assim viabilizar projetos de modernização de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias.
Para os palestrantes, a principal deficiência competitiva do Paraná está relacionada à estrutura de distribuição. Praticamente todos os setores da economia expandiram suas capacidades produtivas no Paraná desde 2010.
Mas, sem capacidade adequada de distribuição (escoamento, armazenagem e exportação da produção), há risco de perda de atratividade de investimentos.


Campinas
A região de Campinas, um dos principais pólos de tecnologia de São Paulo, enfrenta grande carência de profissionais especializados tanto de nível superior como técnico. Os esforços das empresas para contratar e formar pessoal foram os temas do seminário de Competitividade ocorrido em 26/07, em Campinas.
Os debatedores comentaram que as empresas correm contra o tempo para formar profissionais qualificados, mas há outros entraves como os encargos elevados que incidem sobre a folha de pagamento, a falta de incentivos para investimentos em capacitação profissional e o grande volume de reclamações trabalhistas.
Para a formação de profissionais qualificados, as empresas têm criado treinamentos internos próprios. No entanto, consideram fundamental formar parcerias com instituições de ensino para melhorar a quantidade de pessoal e preencher necessidades específicas de formação.


Recife
Pernambuco está criando uma estratégia agressiva para formar mão de obra especializada em curto prazo.
A meta do Estado é aumentar a oferta de qualificação básica para 100 mil matrículas até 2014, disse o secretário de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo do Estado de Pernambuco, Antonio Carlos Maranhão.
O Estado registrou 20 mil matrículas em 2010 e de atingir 50 mil em 2012, revelou o secretário, no evento de competitividade realizado em Recife em 05/08. O crescimento dinâmico do Estado tem justificado a pressa.
Muitas empresas da região têm recorrido à importação de mão de obra para preencher suas vagas. Além disso, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) está criando novos cursos de engenharia em parceria com outras instituições, para suprir à demanda.
Na questão de infraestrutura, Pernambuco está investindo na melhoria de modais logísticos como o ferroviário e o marítimo de cabotagem, para atender às necessidades de transporte de produção até o complexo portuário de Suape.


São Paulo
Em 23/08, a cidade de São Paulo volta a receber um evento de competitividade, tendo como tema a atração de investimentos público-privados no Estado. Para a economia brasileira crescer mais de 5% ao ano, tem de investir 25% do PIB (Produto Interno Bruto), em vez dos atuais 18%.
Nesse sentido, o envolvimento da iniciativa privada será cada vez mais importante.
O vice-governador do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, disse que o governo está articulando um total de 103 projetos de PPPs, com investimentos de R$ 32,3 bilhões e geração de quase 59 mil empregos diretos.
Os empresários que participaram do painel ressaltaram a importância de melhorar a infra-estrutura de transportes, como forma de melhorar o desempenho da economia paulista.
As discussões sobre qualificação da mão da obra ocorreram em 18/10. O aumento da oferta de profissionais qualificados depende de planejamento de longo prazo e ações integradas envolvendo empresas, governos e instituições de ensino.
Na avaliação dos painelistas, os agentes públicos e privados estão crescentemente sensibilizados sobre a necessidade de aproximação entre eles e que o País já conta iniciativas bem sucedidas nesse sentido de formação de mão de obra.


Brasília
O último evento de competitividade, ocorrido em 24/11, abordou a escassez de mão de obra qualificada e os desafios de logística enfrentados pela agricultura brasileira, uma das mais produtivas do mundo.
A qualidade da mão de obra brasileira, necessária para sustentar o desenvolvimento econômico dos próximos anos e garantir uma maior competitividade, tem de ser pensada desde os primeiros anos da vida escolar.
Além disso, o governo federal deveria assumir a responsabilidade por todos os níveis de ensino, desde o básico até o superior.
Em relação à agricultura, a tecnologia avançada de plantio e o clima favorável tornam a agricultura brasileira uma das mais competitivas do mundo.
No entanto, a eficiência do setor é ofuscada por estradas em más condições e portos sobrecarregados e carentes de modernização, além da falta de políticas claras de produção agrícola.

 Amcham

Portugal: Escolha de auditora para as PPP atrasada

Maria  João Babo  

Concurso só foi lançado hoje devido a dificuldades na sua preparação.
A selecção da empresa de auditoria internacionalmente reconhecida que vai avaliar a possibilidade de revisão dos contratos de parceria público-privada (PPP) está atrasada "devido a dificuldades na preparação do concurso", admite a segunda revisão do memorando de entendimento da troika.

O documento refere que o lançamento do concurso está previsto até o final de Dezembro, com vista à assinatura do contrato até o final de Março de 2012, estando a conclusão do estudo marcada para três meses após a adjudicação.

Hoje mesmo a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças publicou o anúncio do concurso público para a aquisição da prestação de serviços de auditoria e consultoria às PPP do Estado português, "consubstanciada na identificação e avaliação dos principais e eventuais passivos e quantificação das responsabilidades financeiras por parte das PPP, bem como quaisquer outros montantes relacionados, que possam vir a ser pagos pelo Estado português, relativos a responsabilidades contingentes, com quantificação dos respectivos montantes".

O valor base do contrato de 250 mil euros, tendo os interessados um prazo de 40 dias para apresentação das propostas. O prazo de execução do contrato é de 90 dias a contar da sua celebração.

No que diz respeito às PPP, a segunda revisão do memorando da troika sublinha ainda o compromisso firme de não avançar com novas parcerias. Também o quadro das actuais será revisto. No documento é ainda assegurado que os mesmos compromissos serão aplicados nas PPP regionais e que as autarquias também não avancem para novos contratos.

Económico-PT

Prefeituras de oito municípios do Paraná formam Consórcio Arco Norte

Nesta Terça (20), foi dia de boas notícias para o projeto Arco Norte. Os prefeitos de Londrina, Rolândia, Arapongas, Assaí, Jataizinho e Ibiporã e representantes de Cambé e Apucarana assinaram a minuta de adesão ao Consórcio Arco Norte. Em Brasília, os deputados aprovaram a inclusão do projeto no Plano Plurianual (2012-2015) da União.


Segundo o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), que recebeu os demais prefeitos em seu gabinete para a assinatura do documento, ''agora o projeto é real''. Mas, antes, todos os municípios terão de aprovar suas respectivas leis de adesão ao consórcio.


O Arco Norte é um projeto de desenvolvimento regional que tem como âncora um aeroporto internacional de carga a ser construído na zona sul de Londrina, próximo à Mata dos Godoy. Seu custo estimado é de cerca de R$ 5 bilhões. Somente o estudo de viabilidade deve ficar em torno de R$ 2 milhões.
'
'Com o consórcio, qualquer prefeitura pode abrir negociação com as empresas para agilizar os recursos do estudo de viabilidade técnica'', afirmou Barbosa. Ele também conta com uma emenda apresentada pelo deputado federal Nelson Padovan (PSC) para custear o estudo.


De acordo com o prefeito de Londrina, a concepção de consórcio reduz os entraves jurídicos na busca de investimentos e dá segurança aos investidores. ''Com a estagnação de algumas economias (no mundo), o Arco Norte ganha visibilidade e está sendo disputado'', acredita o prefeito. Ele se refere às reuniões feitas com alguns possíveis parceiros, como a líder mundial de logística, a DHL, a Samsung e a Antonov, esta última uma fábrica de aviões da Rússia.


O prefeito de Londrina disse que vai mandar à Câmara, no início de 2012, o projeto de lei de adesão ao consórcio. E o mesmo, segundo ele, será feito pelos demais prefeitos. Barbosa acredita que será possível realizar o estudo de viabilidade ainda em 2012.


O diretor de Ciência e Tecnologia do Institudo de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Marcus von Borstel, explica que, por meio do consórcio, será possível captar recursos públicos e privados. ''Cada município poderá colocar em seu orçamento valores a serem destinados ao consórcio'', afirma.


Borstel disse que o consórcio terá um Conselho Administrativo formado por representantes das prefeituras e da iniciativa privada. ''O consórcio pode formar parcerias público-privadas (PPP)'', afirmou. 
A governança da autarquia deverá ser definida em assembleia ainda não agendada.


O presidente da Associação Comercial e Industrial (Acil), Nivaldo Benvenho, considera que, com o consórcio, ''fica vencida mais uma etapa para a viabilização do Arco Norte''. Segundo ele, o consórcio poderá firmar um convênio com a Sociedade de Propósito Específico (SPE), formada pela Acil e a Sociedade Rural do Paraná (SRP), para articular o projeto.


Junto com representantes da Prefeitura, a SPE tem se reunido com possíveis parceiros para a viablização do Arco Norte. Somente o aeroporto de carga é estimado em R$ 3,5 bilhões, que teriam de ser captados na iniciativa privada.


Na semana passada, Benvenho participou de uma reunião em São Paulo com representantes da Samsung, que além de atuar no segmento de eletrônicos, constrói e opera aeroportos em vários países. ''Eles nos disseram que querem ser um player do Arco Norte'', disse.


O encontro com a Antonov, segundo o empresário, foi há cerca de dois meses. ''A fábrica também se mostrou interessada em participar'', garante. Tanto os representantes da iniciativa privada como da Prefeitura já se reuniram algumas vezes com a DHL.


O presidente da Acil lamenta que o governo do Estado ''prefira não apoiar o projeto''. ''Percebemos uma dificuldade do governo (Beto Richa) de decidir um apoio. Ele teme represálias de outras regiões (que também querem um aeroporto de cargas'', disse. ''Para não desagradar ninguém, preferem não apoiar'', complementa.


Folha de Londrina 

Adoção de carro elétrico exigiria a construção de 5 usinas como Belo Monte


A substituição dos carros utilizados hoje por equivalentes elétricos é vista como alternativa atraente para redução de GEE. Mas o que muitos ignoram é que isso pode representar um acréscimo significativo na demanda por energia elétrica.
As mudanças climáticas têm gerado uma preocupação crescente em relação às emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Nesse cenário, a substituição dos carros utilizados hoje por equivalentes movidos a eletricidade é vista como alternativa bastante atraente para redução das emissões de poluentes. Mas o que muitos ignoram é que tal mudança pode representar um acréscimo significativo na demanda por energia elétrica, que terá de ser produzida principalmente em usinas hidrelétricas ou térmicas, em processos que também emitem GEE ou têm outros impactos ambientais.
Segundo cálculos da consultoria Andrade & Canellas, a substituição dos veículos hoje em circulação no Brasil por modelos elétricos exigiria que o parque gerador brasileiro produzisse mais 190.108 GWh por ano. Ou seja, para que o sistema elétrico nacional gerasse energia suficiente para abastecer toda a frota atual de veículos leves movidos a gasolina ou etanol, seria necessário construir cinco usinas hidrelétricas semelhantes à de Belo Monte ou três usinas como a de Itaipu.
“Diante da disponibilidade de etanol a custo competitivo no país, a questão do carro elétrico precisa ser avaliada de maneira ampla, não apenas como uma panaceia que resolverá todo o problema da mudança climática”, afirma a gerente do Núcleo de Energia Térmica e Fontes Alternativas da consultoria, Monica Rodrigues de Souza.
Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o Brasil possui, hoje, cerca de 39 milhões de veículos leves emplacados. Cada um deles consome, em média, 1,4 toneladas equivalentes de petróleo (tep) por ano, o que resulta em um gasto total de 54 milhões de tep pela frota de automóveis leves. Esse volume se deve, em parte, ao desempenho dos motores a combustão interna, que trabalham com níveis de eficiência médios de apenas 27%.
Os motores elétricos apresentam níveis de eficiência superiores, da ordem de 90%. Assim, se toda a frota for convertida para automóveis que utilizam eletricidade, o consumo total cairia para pouco mais de 16 milhões de tep por ano, o que equivale a 190.108 GWh. Mas, apesar da redução no volume de energia utilizada, o montante representa uma quantidade significativa. Só para se ter ideia, a usina de Itaipu produziu cerca de 71.744 GWh no último ano, ou seja, pouco mais de um terço do total que seria gasto pelos carros elétricos. A usina de Belo Monte, quando estiver operando plenamente, deve gerar por volta de 39.360 GWh por ano, montante cinco vezes menor do que a nova demanda.
“Em princípio, os veículos elétricos são opções interessantes para a descarbonização da matriz de transportes. Mas é preciso atenção porque a eletricidade para abastecê-los terá de ser produzida de alguma forma, o que exigirá investimentos significativos no parque gerador e na infraestrutura de transmissão e distribuição”, conclui Monica.

CicloVivo

Arquiteto: Domínio da indústria imobiliária sobre Salvador é patente


Eliano Jorge

A indústria imobiliária dita os rumos de Salvador, na opinião do professor Paulo Ormindo de Azevedo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia. “Isto é patente não só na escandalosa aprovação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de 2007, como neste remendo atual”, avalia, referindo-se aos acréscimos que a Prefeitura tenta empurrar sob a nacionalmente onipresente justificativa da Copa do Mundo de 2014.
Em entrevista a Terra Magazine, ele assinala que “o mais grave é o processo de adensamento, a relação entre elevadores e ônibus”. Capital com maior densidade habitacional e terceira mais populosa cidade do Brasil, Salvador ergue “muralha de edifícios” sem planejamento, submetida a “um mercado imobiliário que está a ponto de explodir”, aponta o arquiteto.
- A demanda crescente de espaço está empurrando a cidade para cima e destruindo, na calada da noite, as últimas áreas verdes. Isto ocorre porque o Estado nunca se preocupou em infraestruturar a Região Metropolitana – atesta Ormindo, ex-presidente do Departamento da Bahia do Instituto de Arquitetos do Brasil.
Ou seja, prevalecem interesses de grupos privados na primeira capital do País, de 462 anos, em detrimento do ordenamento urbano. O tamanho do problema ganha dimensão numa observação simples:
– Desde a abertura das avenidas de vale, no final da década de 1960, não se fez mais nada pela mobilidade em Salvador. De lá para cá, a população da cidade triplicou.
Confira a entrevista.
Como o senhor avalia as discussões do PDDU de Salvador?
Paulo Ormindo de Azevedo -
O PDDU de 2007 ainda está em discussão na Justiça movido por uma Ação Civil Pública do IAB-BA, CREA-BA e associações comunitárias e ambientalistas, e já se quer fazer um puxadinho para atender a interesses que nada têm a ver com a Copa. No fundo, estão os interesses do setor imobiliário e do grupo que ganhou a PPP (Parceria Público-Privada) da Fonte Nova, que quer construir espigões e shopping center na gleba de 122.000 m² que ganhou do Estado. Ou se moralizam as PPP ou chegaremos ao endividamento que Portugal chegou, com PPPs sem nenhum controle da sociedade.
Qual é sua opinião sobre as mudanças para a orla marítima?
O pretexto é a construção de hotéis não só na orla como em muitos outros pontos da cidade. Salvador recebe meio milhão de turistas no carnaval e ninguém fica sem hospedagem. Os hoteleiros já protestaram, pois, passada a Copa, todos os hotéis ficarão com uma ociosidade muito alta. O que é preciso é requalificar os existentes e melhorar a mão de obra. Mas na verdade são apart-hotéis, ou em outras palavras, novos apartamentos para um mercado imobiliário que está a ponto de explodir.
O que deve ser feito para combater os problemas de ocupação urbana e mobilidade na capital baiana, para já e para longo prazo?
Desde a abertura das avenidas de vale, no final da década de 1960, não se fez mais nada pela mobilidade em Salvador. De lá para cá, a população da cidade triplicou. O funcionamento das linhas 1 e 2 do metrô, anunciadas para 2014, irá aliviar em parte a questão da mobilidade. Mas o mais grave é o processo de adensamento, a relação entre elevadores e ônibus. Na Avenida Paralela, se está construindo uma muralha de edifícios de apartamentos, uns colados nos outros, e ninguém quer morar ali.
Apesar de ter triplicado em população, a mancha urbana de Salvador teve um crescimento insignificante. Ela incorporou apenas o favelão de Itinga, em Lauro de Freitas (cidade vizinha). A demanda crescente de espaço está empurrando a cidade para cima e destruindo, na calada da noite, as últimas áreas verdes. Isto ocorre porque o Estado nunca se preocupou em infraestruturar a Região Metropolitana.
O senhor concorda que a indústria imobiliária tem dominado os rumos da cidade?
Sim, e isto é patente não só na escandalosa aprovação do PDDU-2007, como neste remendo atual. Só agora, no final de seu segundo mandato, sob pressão da sociedade, o prefeito (João Henrique Carneiro, do PP) admitiu instalar o Conselho da Cidade. O mais grave é que esta lógica imobiliária contaminou o governo estadual. É o próprio governador (Jaques Wagner, do PT) que está exigindo este PDDU da Copa, como mostra o jornal A Tarde de 21 de novembro de 2011. E é esta mesma ideologia que explica a intenção do Governo do Estado de vender as sedes de serviços essenciais à população, como a Estação Rodoviária, o Detran e o Desenbahia a um grupo imobiliário para financiar o metrô. É acender uma vela para Deus e outra para o diabo.
Terra Magazine

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