quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Entidades empresariais defendem mais PPPs no saneamento básico


Estudo divulgado recentemente pela ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base), realizado pela consultoria LCA em conjunto com diversas associações empresariais vinculada ao setor de saneamento básico, indicou a necessidade de que sejam celebrados mais contratos de PPP para que seja possível alcançar a universalização dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Segundo o estudo, "A universalização carece de expressivos recursos, exigindo complementaridade entre recursos públicos e privados com: incentivos a parcerias estratégias (Parcerias Público-Privadas - PPPs e parcerias entre prestadores públicos) nos serviços de água e esgoto".

PPP Brasil

São Carlos avança como polo de voo não tripulado

A prefeitura de São Carlos anunciou ontem que será instalada no município a produção de Vants (Veículos Aéreos Não Tripulados) da empresa brasileira XMobots.
A chegada decorre da fusão com outra brasileira, a AGX Tecnologia.

"Estamos fundindo as áreas de pesquisa e desenvolvimento", diz Adriano Kancelkis, diretor-presidente da AGX e do novo grupo. A transferência da fabricação representa mais um passo para a formação de um polo da tecnologia no Brasil, segundo o executivo.

Além da segurança, o produto tem como alvo os negócios agrícolas e ambientais.
"O mercado envolve tudo o que se pode fazer com uma câmera no alto, como fotografar uma região, avaliar desmatamento, segurança pública e satélite", diz Roberto Ferraz, sócio da XMobots.

Os Vants têm eficiência superior aos aviões tripulados devido ao peso menor, que pode ser substituído por mais combustível e elevar as horas de voo, segundo Ferraz.

A nova empresa produzirá aeronaves não tripuladas, sistemas embarcados, como piloto automático, sistemas de controle, softwares para gestão de informação, inteligência computacional e outros. A estimativa é gerar 500 empregos no próximo ano.

Folha de S. Paulo

Jaboatão/PE:Creches municipais recebem campanha sobre gagueira

A ação desenvolvida pela Caspe aconteceu em quatro unidades de ensino

“Gagueira não tem graça, tem tratamento”. Esse foi o tema da campanha com abrangência nacional, em alusão ao Dia Internacional de Atenção à Gagueira (DIAG), celebrado em 22 de outubro. Neste ano, a Campanha está sendo realizada entre os dias de 24 a 28 de outubro, com ações realizadas em todo o país. Em Jaboatão, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), através da Coordenação de Assistência a saúde dos profissionais da Educação (Caspe), com o apoio da Coordenação de Educação Infantil.

De acordo com a coordenadora do Caspe, Ubirajane Oliveira, as creches receberam visitas para conscientização. “O objetivo foi de fornecer informações ao professor, visando amenizar as dificuldades do aluno que gagueja, estimulando suas capacidades para superar alguns de seus limites e a atuação benéfica do professor ante esse aluno”, afirmou. Receberam a ação as Creches Marcos Freire; Mundo Encantado; Ciranda Cirandinha e Alayde Maria da Conceição.

A gagueira é um distúrbio de linguagem que produz uma fala interrompida e descontínua.
É caracterizada basicamente por repetições de sílabas, prolongamentos e bloqueios. Pesquisas recentes informam que, no Brasil, mais de 1.800.000 pessoas gaguejam, ou seja, quase 1% da população. Com essa estimativa, pode-se afirmar que o professor já teve ou tem uma pessoa que gagueja em sala de aula, ou as chances de ele vir a ter são grandes.

É importante salientar que devido à falta de informações nessa área, alguns alunos que gaguejam chegam a passar despercebidos pelos professores, sendo visto apenas como um aluno tímido, calado, que nunca queria ler para a classe, nem responder questões ou que demoravam a responder as chamadas.

Portal Jaboatão

Projeto Salitre em Juazeiro (BA) pode ser usado como referência pelo Equador


Brasília - O capitão da Marinha equatoriana, Jorge Oswaldo Mora Calero, visitou recentemente o Projeto Salitre em Juazeiro (BA). O objetivo foi conhecer os detalhes do projeto e discutir a possibilidade de firmar um acordo de cooperação técnica entre a Codevasf, o governo brasileiro e o Equador para implantação de perímetros públicos de irrigação naquele país.

Jorge Calero é chefe da segurança pessoal do presidente Rafael Vicente Delgado e comandante da guarda presidencial equatoriana.

No Salitre, ele foi acompanhado pelo técnico da Codevasf, João Santana Tosta, e pelo representante da empresa Projetec, Fábio Chaffin. Calero conheceu as estações de bombeamento, canais e alguns lotes em produção. No canteiro de obras, assistiu a uma apresentação técnica sobre o Salitre.

Na visita, que durou dois dias, o equatoriano aproveitou para conhecer também algumas localidades do vale do São Francisco.

Segundo João Tosta, da Superintendência Regional da Codevasf em Juazeiro, o visitante ficou impressionado com o potencial do vale e prometeu providenciar os contatos iniciais para a celebração do acordo de cooperação técnica entre os dois governos.

Fonte: Codevasf

Pernambuco:Implantação de fábrica de cisternas gera emprego e renda no Sertão

Uma média de 70 empregos diretos devem ser gerados com a implantação de uma fábrica de cisternas em Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

A ideia é que sejam construídas cerca de 60 mil unidades que serão distribuídas em municípios contemplados pelo programa Água Para Todos, do governo Federal.

Representantes da Acqualimp, que atua no segmento de reservatórios de água, estiveram na cidade sertaneja esta semana no intuito de verificar o local de instalação da fábrica.

"Petrolina tem um nome importante no cenário nacional, cidade que tem uma infraestrutura boa para atender e receber investimentos. Como grande parte do volume de entrega está num raio de 150 km, de imediato pensamos em Petrolina como uma das cidades possíveis para receber uma das fábricas", destaca o diretor comercial da Acqualimp, Amauri Ramos.

Para o vice-prefeito de Petrolina, Domingos Sávio Guimarães, a vinda de mais um empreendimento representa não somente a geração de emprego, mas também seria um reflexo de diversas ações que têm sido desenvolvidas na cidade do sertão do São Francisco.

"A municipalização das licenças ambientais, através da Agência Municipal do Meio Ambiente, os projetos habitacionais e sociais como o Nova Semente, são alguns dos fatores que criam um ambiente favorável para novos investimentos.

O interesse de grandes empresas em vir para Petrolina é resultado da sua boa infraestrutura, localização e crescimento que, em contrapartida, retribui a população com geração de emprego e renda", pontua.

Do NE10
Núcleo SJCC/Caruaru

Ji-Paraná: Casa Civil divulga programas e projetos do Governo

O Plano de Governo vai contemplar os rondonienses que estão abaixo da linha de pobreza e vulnerabilidade social

Durante sessão solene na Câmara Municipal de Ji-Paraná, na manhã de terça-feira (25), o secretário chefe da Casa Civil, Ricardo de Sá Viera, falou à plenária sobre os projetos e programas do governo que vão beneficiar as famílias carentes de Rondônia, dentre eles o Plano FutuRO e parceria Público- Privada.

Ricardo de Sá destacou a importância do Plano FutuRO, programa de governo lançado recentemente pela Secretaria de Assistência Social de Rondônia, que visa erradicar a extrema pobreza no estado de Rondônia. Segundo ele, o Plano vai contemplar os rondonienses que estão abaixo da linha de pobreza e vulnerabilidade social, através de várias ações inclusive cursos profissionalizantes.

Ainda em Ji-Paraná, o chefe da Casa Civil se reuniu com lideranças políticas e empresariais para tratarem sobre parcerias público-privadas. “Estamos buscando mecanismos para por em prática alguns projetos governamentais que precisam ser feitos em conjunto com a classe empresarial. Somos o governo da cooperação e essa cooperação envolve todos os segmentos para tornarmos um Estado fortalecido e trabalharmos para o desenvolvimento do Estado”, diz Ricardo de Sá.

Com o mesmo objetivo, Ricardo de Sá esteve em Cacoal e reuniu-se com o prefeito Francesco Vialletto, com os vereadores Maria de Lourdes Kemper, Maria da Penha de Souza e Celso Adami e empresários, dentre eles, André Mazutti, presidente da Associação Comercial.

RondoniaDinamica

Portugal:Guerra de números pelas parcerias público-privadas

Miguel A. Lopes/Lusa

As parcerias público-privadas (PPP) voltaram ontem a ser tema de discussão na Assembleia da República por força da audição do antigo secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, e do ex-ministro do governo socialista, António Mendonça, na Comissão de Economia e Obras Públicas. Uma guerra de números entre as duas partes sobre os valores das concessões rodoviárias que terminou com o PS a queixar-se de uma “cabala” montada contra Paulo Campos.

A audição foi pedida pelo PSD e CDS-PP, mais tarde apoiada pelo PS, e tinha como razão a discussão sobre os valores das renegociações das concessões rodoviárias e os encargos para o Estado nos próximos anos.

Para Paulo Campos os encargos para Portugal, após as renegociações dos contratos, são baixos, ao que os partidos apoiantes do Governo respondem que o antigo governante PS andou a fazer “negócios lesivos” para o Estado.

O objetivo era esclarecer os valores que estão em causa após as renegociações feitas sobre as concessões rodoviárias pelo anterior Governo socialista, mas os números apresentados pelas duas partes em nada batem certos e muito menos os argumentos que cada um dos grupos apresentou.

Paulo Campos considerou que o Governo PS reduziu em 295 milhões de euros os custos com as parcerias público-privadas o que, segundo um estudo da consultora KPMG, representa uma poupança na ordem dos 66 por cento nos reequilíbrios das concessões Costa de Prata e do Grande Porto.

Para Paulo Campos a renegociação permitiu passar dos 450 milhões de euros de custos ocorridos durante o Governo do PSD, entre 2002 e 2004, para 155 milhões de euros nos últimos anos de governação socialista.

Nas concessões Norte a redução foi de 52 por cento, para 216 milhões de euros, um valor inferior em 230 milhões de euros face aos reequilíbrios alcançados pelo PSD entre 2002 e 2004, enquanto nas concessões Costa de Prata, Grande Porto, Norte e Interior Norte, o anterior Executivo poupou 50 por cento, ou seja, 625 milhões de euros, passando assim os custos de 1.263 milhões de euros entre 2002 e 2004 para 638 milhões durante o Governo socialista.

A verdade é que para o deputado do PSD, Luís Menezes, os números são outros e ao longo da audição os gráficos apresentados foram desmontados chegando o social-democrata à conclusão que o Estado vai ter encargos de 14,234 mil milhões de euros a mais em PPP pelos últimos seis anos de governação socialista.

Perante estas acusações, o deputado socialista Basílio Horta, mostrou uma enorme revolta e não deixou de acusar Luís Menezes pela enorme cabala que estava a ser montada.

“Foi uma cabala miserável que montaram aqui. Tenha vergonha, o senhor está a tentar denegrir a imagem de Paulo Campos por motivos puramente políticos”, referia Basílio Horta.


A necessidade das PPP

Presente na Comissão de Economia e Obras Públicas esteve igualmente o ex-ministro das Obras Públicas, António Mendonça, que considerou que as PPP devem ser encaradas como algo que dá resposta às necessidades financeiras que Portugal enfrenta.

"Temos de olhar para as parcerias publico-privadas como uma herança para as gerações futuras, isto é, as PPP são uma forma de dar resposta às necessidades dos vários países em tempo de dificuldades financeiras", referiu António Mendonça.

Para o antigo governante "as PPP são uma forma de investir, não são um mal em si, depende da sua utilização, com que objetivos e fins. Não podemos lançar um estigma sobre as PPP. São passivos, mas também ativos que alargam a liberdade da gestão pública", explicou ainda António Mendonça.

Lusa

Pesquisa mostra disparidade entre as rodovias concedidas à iniciativa privada e as de gestão pública


Brasília - A 15ª Pesquisa CNT de Rodovias divulgada hoje (26) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostrou a grande disparidade entre as condições das rodovias sob concessão privada e sob responsabilidade dos governos federal e estadual. “Os dez trechos de rodovias mais bem avaliados estão em São Paulo e são concedidos à iniciativa privada”, disse o diretor executivo da CNT, Bruno Batista.

Uma simulação da CNT, abrangendo o transporte de uma commoditie brasileira por um trecho de 2.586 km entre Lucas do Rio Verde (MT) e Paranaguá (PR), mostrou que 13% do valor do frete resultou em prejuízo incorporado ao produto. O custo operacional adicional equivale a 16,7% do valor total de deslocamento.

De acordo com a pesquisa, a soma dos resultados ótimos e bons do estado geral das rodovias sob gestão pública federal e estadual foi de 33,8%, enquanto nas concedidas à iniciativa privada esse percentual ficou em 86,9%.

“Isso mostra que vale mais a pena, para o caminhoneiro, pagar pedágios”, avalia Batista.

Dos 92.747 quilômetros (km) analisados, 77.373 são de gestão pública (federal ou estadual) e 15.374 km são de gestão concessionada.

A CNT utilizou 17 equipes espalhadas pelo país durante os 39 dias de coleta de dados em campo. As rodovias pesquisadas abrangem toda a malha rodoviária federal pavimentada, os principais trechos de rodovias estaduais pavimentadas e as rodovias concedidas.

Fonte:Agência Brasil

Olinda discute turismo, cultura e economia durante mostra sustentável



Olinda discute turismo, cultura e economia durante mostra sustentável. Imagem: Ricardo Fernandes / DP / D. A Press

Ricardo Fernandes / DP / D. A Press

De hoje (26) até o próximo sábado (29), Olinda vai sediar a Terceira Mostra Municipal de Turismo Sustentável, que vai contar com representantes da cadeia produtiva turística local, nacional e internacional. O encontro vai discutir temas como diversidade cultural, economia solidária, criatividade e participação por meio de seminários, palestras, oficinas, feiras e apresentações culturais.

A abertura oficial acontece no Mercado da Ribeira, com o lançamento do Mapa de Turismo Sustentável e do portal web “Turismo da Gente”, onde os turistas e interessados nesse segmento poderão encontrar informações sobre as diversas manifestações da cultura local, sejam elas nos formato artístico-culturais, empreendimentos comunitários e/ou serviços turísticos. O primeiro dia de atividades será encerrado por diversos artistas da rede, apresentando a dança do frevo, capoeira, maracatu e coco, estilos representativos da cultura local.

No segundo dia do evento, o tema será “Turismo, patrimônio e desenvolvimento sustentável em 2011”, que será detalhado pelo presidente do Instituto Cooperação Econômica Internacional, Alfredo Somoza; Aneide Santana, do Arquivo Público de Olinda e Marcel Levi, Fundação Getúlio Vargas. Rodas de diálogos também serão abertas debatendo sobre as “Experiências e boas práticas de turismo sustentável”, composta por membros da Rede de Turismos Sustentável de Olinda e Buenos Aires, Associação Italiana de Turismo Responsável, Associação Europeia para o Turismo Responsável e Hospitalidade (EARTH), Central de Turismo Comunitário do Amazonas e Rede de Turismo Criativo (Pontão de Cultura ITEIA).

Exploração sexual e trabalho infantil no turismo farão parte do seminário apresentado pela ONG Childhood e Coletivo Mulher Vida. O turismo como meio de inclusão social também fará parte dos debates, onde representantes do trade turístico e Associação dos Condutores Nativos de Olinda irão expor suas experiências.

Ainda no segundo dia de programação, as oficinas de confecção de livros com materiais reciclados (scrapbook), pintura contemporânea, capoeira e de gastronomia de terreiros serão ministradas pelos próprios protagonistas da cultura local aos alunos da Oficina Água Viva e das escolas da rede pública de ensino. Além disso, feiras de economia solidária e de gastronomia de terreiros estarão abertas a visitação na Praça Laura Nigro.

No terceiro dia (28), serão debatidos a valorização da cultura popular, turismo sustentável e economia solidária. Para comandar o evento neste dia estão Fabiano Santos (Afoxé Alafin Oyó), Fábio Lima (Representante regional NE do MINC), Adrianna Figueiredo (FUNDARPE) e o professor Antenor Vieira de Melo.

Adiantando o debate sobre a celebração de três décadas da declaração de Patrimônio Histórico da Humanidade que será comemorado pela cidade em 2012, a diversidade cultural e identidade popular também serão pautas acrescidas ao tema e discutidas por Márcia Souto (SEPAC), Maria Nazaré Reis (FUNDARPE), Fábio Cavalcanti (IPHAN), Bernardo José (Maracatu Nação PE) e Diego Di Niglio (ICEI). Ainda fará parte desse dia o Encontro Mensal de Economia Solidária.

A parte cultural vai contar com apresentações dos Integrantes da Associação de Teatro de Olinda e exibição de filmes sobre a cultura popular estarão em sessões abertas ao público para serem apreciados ao ar livre, no Anfiteatro do MAC (Museu de Arte Contemporânea).

Finalizando a Mostra, convidados, estudantes de turismo e interessados poderão participar dos roteiros experimentais de turismo de base comunitária que serão realizados nos bairros do Varadouro, Guadalupe, Bonsucesso e Amaro Branco, onde nesse último acontece a festa de encerramento do evento com a intervenção urbana no beco do coco da “Turma do Pneu”, quando fotografias, intervenções urbanas e arte de rua farão uma grande homenagem aos coquistas locais.

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Aprovada multa de até R$ 4 mil por trabalho irregular em feriado

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (24), projeto de lei do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) que atualiza o valor da multa aplicada ao empregador que não concede repouso semanal remunerado ao empregado ou deixa de pagar pelo trabalho em feriados. A matéria recebeu decisão terminativa da comissão.

De acordo como a proposta aprovada (PLC 43/11), o valor da multa deverá ficar entre R$ 40,25 e R$ 4.025,33, a ser aplicada em função da natureza da infração, de sua extensão e da intenção de quem a praticou. A reincidência e a oposição à fiscalização, além do desacato à autoridade, levarão o infrator a receber a penalidade em dobro.

O relator da matéria na CAS, senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), recomendou a aprovação do projeto por concordar com a necessidade de atualização do valor da multa, estabelecida pela lei que trata do repouso semanal remunerado e do pagamento de salário nos feriados (Lei 605/49). Na opinião do senador, como o valor atual é irrisório, não inibe o mau empregador nem pune efetivamente o descumprimento desses direitos.

Portaria ministerial, explicou o relator, regulamentará os critérios para a definição do valor da multa a ser aplicada. Esses parâmetros, disse o senador Cyro Miranda (PSDB-GO), são motivos de preocupação, uma vez que há grande diferença entre os limites mínimo e máximo.

Se não houver recurso para que seja votado pelo Plenário, o projeto seguirá direto à sanção presidencial, já que o Senado não alterou o texto vindo da Câmara.

Da Agência Senado

Volks anuncia em novembro primeira montadora no Nordeste

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico informou, em nota oficial, que a escolha de Pernambuco para sediar a primeira montadora da Volkswagen no Nordeste ainda não foi definida pela indústria. De acordo com o Palácio do Campo das Princesas, a empresa se comprometeu a anunciar a decisão somente em novembro.

Além de Pernambuco, cinco outros estados disputam o investimento de R$ 2 bilhões anunciado pela empresa para sediar a fábrica que, de início, seria implantada no complexo industrial portuário de Suape, localizado entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, a 60 quilômetros de Recife.

As negociações entre o governo do estado e a indústria são consideradas em “estágio avançado”, e no mês passado, o presidente da Volks no Brasil, Thomas Schmall, informou que Pernambuco estava entre os seis “finalistas” para sediar a fábrica, que seria a primeira da empresa no Nordeste. No entanto, o jornal “Valor Econômico” deu como praticamente certa a implantação da montadora no estado.

De acordo com a notícia, com o avanço das negociações só falta às duas partes concluir a montagem da engenharia financeira que permitiria o investimento, que deve contar com financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e incentivos da Sudene.

Além disso, o governo de Pernambuco está oferecendo uma série de vantagens para atrair a montadora, que veem sendo mantidos em segredo pela AD-Diper, Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. Ontem a AD-Diper não quis antecipar nenhum dos incentivos oferecidos pelo governo.

Nem o governador Eduardo Campos (PSB) nem o secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, estavam em Recife para falar sobre o empreendimento. Ambos viajaram a Brasília, para assistir à posse da deputada Ana Arraes (PSB), como Ministra no Tribunal de Contas da União. O GLOBO não conseguiu contato nem mesmo com os celulares de assessores do socialista.

“O governo estadual, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, informa que não recebeu confirmação sobre a decisão da montadora Volkswagen relacionada à instalação de uma fábrica de automóveis em Pernambuco.

O estado recebeu representantes da montadora no início do mês, assim como outras unidades da federação, e aguarda o posicionamento oficial da empresa sobre a localização do empreendimento”, afirma a nota distribuída pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

A montadora é disputada por Pernambuco, Bahia, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Ceará. O interesse da Volks por Suape não é novo. Vem desde 2008, quando a empresa chegou a anunciar a instalação de uma central de distribuição no complexo, que até o momento ainda não foi confirmada.

À época, o investimento nessa central seria de R$ 12 milhões. Caso a montadora não chegue, Pernambuco vai tentar atrair central de distribuição, a exemplo do que ocorreu a General Motors, hoje a única empresa automotiva presente em Suape, onde mantém um centro de distribuição há mais de um ano.

Suape possui hoje mais de 140 empresas implantadas e em implantação, que geram mais de 60 mil empregos. O governo de Pernambuco tenta atrair mais de 30 novas empresas para o local. A última grande a anunciar que iria para Suape foi a Fiat, que depois decidiu transferir o empreendimento do litoral sul para o litoral norte.

Da Agência O Globo

Lei obriga prédios de Niterói a reutilizarem água cinza


A água recolhida pode ser utilizada para regar plantas, nos vasos sanitários, para lavar pisos e objetos em geral. | Imagem: MSN

A cidade de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, tornou obrigatória a reutilização da água cinza. A nova lei já está em vigor e estabelece que as águas devam ser coletadas, tratadas e reutilizadas.

De acordo com a legislação, a partir de agora tantos os prédios públicos como os privados que tenham mais de 500 metros quadrados de área construída devem reutilizar a água que vem da pia do banheiro, do chuveiro, da máquina de lavar e do tanque.

A água recolhida pode ser utilizada para regar plantas, nos vasos sanitários, para lavar pisos e objetos em geral. A vantagem é que, além da economia de água, também será reduzida a quantidade de esgoto, para ser tratado ao longo do tempo. Desta forma, tanto o meio ambiente quanto os moradores serão beneficiados.

O sistema é tão eficiente que pelo menos cinco prédios já adotavam, antes da lei entrar em vigor. A economia de água nos prédios pode ser de até 50%. Aliás, já existe em Niterói leis que tornam obrigatório o uso da água de chuvas e medição individual de água potável, instalados em cada domicílio.

A lei é de autoria do presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Bagueira (PPS), e já foi sancionada pelo prefeito Jorge Roberto Silveira e publicada no Diário Oficial.

Agora Niterói está entre as primeiras cidades do país que possuem uma lei específica para reutilização de água.

de Cidades e Soluções e O Globo.

ONU premia Electrolux pela iniciativa de reutilização de plástico


A empresa desenvolveu um projeto de produção de aspiradores de pó a partir de material 100% reciclado | Imagem: Divulgação

A Electrolux foi premiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com a Associação Internacional de Relações Públicas (IPRA) na Turquia, por sua iniciativa “Vac From the Sea”, projeto que visa ampliar a conscientização em torno da falta global de plásticos reciclados.

Realizado anualmente, o Prêmio Dourado, que tem como principal objetivo cooperar com os propósitos sociais da ONU, elege ações realizadas de forma inteligente em uma das áreas de atuação da organização.

A empresa desenvolveu um projeto de produção de aspiradores de pó a partir de material 100% reciclado, porém detectou a falta de plástico pós-consumo de alta qualidade ao mesmo tempo que existe uma grande quantidade de detritos plásticos flutuando nos oceanos.

A partir deste paradoxo foi criado o projeto pelo qual recolhe materiais dos mares e os utiliza na produção de eletrodomésticos. Como resultado lançou a linha Green de aspiradores de pó cujos produtos são feitos com 70% de plástico reciclado.

Cada um dos cinco aspiradores possui uma capa feita de plástico encontrado em diferentes locais, como os oceanos Pacífico e Índico e os mares do Atlântico Norte, Mediterrâneo e Báltico.

A capa é aplicada sobre a estrutura convencional de um aspirador de pó Electrolux Ultra One Green. Cada um deles demonstra como a poluição dos plásticos nos oceanos é um problema mundial. Os modelos são diversos para mostrar que o detalhamento do problema é diferente em cada região.

“Cada aspirador será único, dependendo do tipo de plástico que encontrarmos”, diz Cecília Nord, vice-presidente do departamento de sustentabilidade e assuntos ambientais da Electrolux. “Se estivermos na Suécia, o tipo de lixo que encontraremos terá vindo do Norte da Europa. Quando coletamos plástico na Thailândia, ele é completamente diferente”, completa ela.

Por exemplo, os plásticos coletados na praia de Bohuslän, no oeste da Suécia, consistem principalmente em embalagens de detergentes e amaciantes. O plástico, retirado da Suécia, não perdeu sua cor, assim como os que foram encontrados nos grandes oceanos. As partículas são grandes, possuem cores fortes e, muitas delas, estavam cobertas de óleo.

A companhia fez parcerias com organizações e voluntários para coletar o plástico, fazendo do projeto uma grande oportunidade para educar pessoas sobre o problema do plástico nos oceanos.

A Electrolux reconhece que utiliza grandes quantidades de plástico em seus produtos, e que eles têm grande impacto ambiental. Fazer peças feitas de plástico coletado dos oceanos não é exatamente uma solução sustentável, mas isso ajuda a empresa a focar na redução do consumo do plástico e a incentivar os consumidores a reciclar.

“Acreditamos que os valores de uma empresa são comprovados por meio de suas ações. O desenvolvimento de produtos, a sustentabilidade e a comunicação precisam ser integrados. O Vac From the Sea é um projeto de longo prazo que aborda um grande contexto estratégico por trás de nosso trabalho na ampliação do uso de material reciclado. A meta da Electrolux é a produção de aspiradores de pó exclusivamente com material reciclado. O Vac From the Sea nos oferece uma plataforma para ampliar a visibilidade sobre os problemas de gestão do planeta em relação aos plásticos, e como eles destroem os oceanos”, afirma Cecilia Nord, vice-presidente de Assuntos de Sustentabilidade e Ambientais da empresa premiada.

Confira o vídeo da campanha "Vac from the Sea":

Ciclo Vivo

Saneamento é serviço

Desde o ano passado, voltou a crescer o número de licitações no segmento

O setor está diante de um paradoxo, produto da lei do saneamento de 2007, um marco regulador do segmento, quando confrontada com a realidade da gestão política e da burocracia que permeiam o mercado. Isso é, mesmo com os

Índices de satisfação do público em Paranaguá, é superior a 90%

avanços obtidos com a lei, por exemplo, a manutenção das PPPs e do processo de formação de consórcios de gestão e operação -, a situação involuiu em número de licitações efetivamente concretizadas no período.

De lá para cá (2011), sucedeu-se um fenômeno curioso: reduziram-se os números de licitação ano a ano, conforme a tabela.

Embora com a lei houvesse diversos cases bem-sucedidos e com grande aceitação popular, o número de licitações concretizadas até o ano passado retrocedeu”, afirma Raul Pinho, diretor de relações institucionais da CAB Ambiental.

A luz no fim do túnel
O setor como um todo vislumbra desde o início deste ano o surgimento de novas licitações, o que, na prática, representa novos negócios para futuro relativamente próximo. Há informações que estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Alagoas e Pernambuco já atuam com a perspectiva da construção de ETAs e ETEs. No primeiro exemplo, cita-se a construção de esgotos na zona oeste da própria cidade do Rio de Janeiro, que atenderá uma população de quase 1,6 milhão de habitantes. Esse investimento monta a R$ 2 bilhões e apresenta possibilidades de receitas no total do contrato de R$ 2,9 bilhões. O compromisso previsto é de 30 anos. Essa licitação talvez seja a maior em curso no Brasil hoje.

Pinho ressalta que essa obra, por exemplo, é produto de uma situação na qual uma unidade da federação (Rio de Janeiro) nunca se preocupara em oferecer serviços de saneamento à população. Por esse motivo, o volume da obra e do contrato de prestação de serviço é elevado, uma vez que haverá muito a ser realizado.

O processo atual, praticamente iniciado entre 2010 e 2011, anima o empresariado do setor e é tido como uma mudança considerável nos rumos da política de saneamento, a partir do surgimento de muitas licitações. Para embasar essa certeza, as concessionárias privadas e as candidatas a concessionárias (inclusive aquelas de capital externo, que estão prospectando o mercado brasileiro atualmente) têm um diferencial no horizonte: muitos estados, além do caso citado do Rio de Janeiro, vêm iniciando ou dando sinais de que começarão a colocar na rua licitações para projetos de grande porte.

As concessionárias estaduais, como a Casal (Alagoas), Cagece (Ceará), Copasa (Minas Gerais) e Compesa (Pernambuco), estão com licitações postas ou em estudos avançados na elaboração dos respectivos editais. Dentre estas há, duas obras de porte considerável: uma em Rio Manso, região metropolitana de Belo Horizonte, e outra em Recife, que engloba a cidade satélite de Jaboatão dos Guararapes (um dos dez piores índices de saneamento urbano do país).

“A prioridade tem de ser as regiões metropolitanas, porque têm um forte adensamento urbano e aguçada carência de água e esgoto”, explica Raul Pinho.

Por sua vez, o setor público começa a entender a necessidade participação privada na concessão do serviço de saneamento, mas ainda há muitos óbices. Os municípios, a quem, por lei federal, compete o equacionamento e a solução dos problemas de saneamento, precisam ser motivados a aderir às PPPs no setor. Isso porque, apesar de ser a concessão privada uma prestação de serviço público, há receios políticos entre prefeitos, vereadores e caciques regionais em abrir ao setor privado essa prestação de serviços.

O empresariado do setor se prepara para uma nova sequência de licitações em diversos estados

O setor privado considera infundado esse temor. Os empresários do setor entendem que seu segmento contribui decisivamente para a construção de obras de infraestrutura em saneamento, especialmente com investimento e na própria gestão (afinal, a gestão pública nessa área vem se revelando cartorial e ineficiente, como demonstram os números do saneamento para os 80 maiores municípios levantados pelo Instituto Trata Brasil em conjunto com a FGV/SP-2010).

“O Governo Federal, como é o grande fomentador do setor poderia utilizar esse poder político para empurrar as cidades que resistem a aderir ao processo. E, ao esmo tempo, conscientizar prefeitos e munícipes de que a área privada é mais eficiente e nada burocrática na gestão pública, em relação às concessionárias públicas”, observa o executivo da CAB Ambiental.

A ideia do empresariado é que haja uma mudança na concepção e na conscientização do político local, demonstrando que as empresas privadas, onde prestam serviços de saneamento, são mais eficientes e têm aprovação da maioria da população local. É o caso de Ribeirão Preto que, com 15 anos de serviço privado em saneamento (a Ambient, empresa privada local, não opera o serviço de água, que permanece em mãos públicas), registrou aprovação por 94% da população em pesquisa de opinião pública no município.

Outra questão apontada pelo executivo da CAB Ambiental seria o criar esquemas de apoio por parte do setor privado para gerir o sistema municipal de saneamento das cidades com menos de 50 mil habitantes, que são atendidas pela Funasa e com recursos do Orçamento Geral da União (OGU). No ano passado, foram colocados no orçamento cerca de R$ 4 bilhões, mas foram utilizados apenas R$ 500 milhões. Segundo Pinho, a deficiência deve-se fundamentalmente à má gestão dos recursos, principalmente no que tange à elaboração de projetos e de modelos de negócios, que balizariam todo o processo da prestação de serviços na concessão.

“Em termos de ineficiência, temos locais onde ocorrem até 40% de perdas em recursos por má gestão. Ao contrário dessa deficiência, nós empresas privadas queremos mostrar que somos eficientes e atendemos o público final melhor do que o próprio setor público”, afirma.

Mais depressa
Uma demanda considerada pelo setor é quanto aos procedimentos da Procuradoria Geral da União e o Tribunal de Contas da União (TCU) ao julgar recursos e procedimentos licitatórios no caso das licitações. Segundo o executivo, esse processo é moroso, perdendo-se tempo na tomada final de decisões. “Principalmente o TCU tende a considerar a licitação como um processo de obra, cujas licitações são demoradas. Mas há um equívoco de interpretação. Concessão não é construção ou obra. É nitidamente prestação de serviços”, diz.

Essa interpretação gera um gargalo quanto às garantias exigidas das empresas participantes. No caso, a garantia para uma licitação de concessão é a mesma que a de uma obra. São praticamente garantias corporativas, isto é, de toda a corporação, à qual está vinculada a empresa postulante. O setor considera tal fato como limitante e moroso. Em contrapartida, caso se considere esse processo como de prestação de serviços, a licitação passaria a eliminar o gargalo existente atualmente com as garantias corporativas impostas nos processos do modelo atual, ou seja, um processo licitatório para obras.

Revista Água

Parceria mantém redução de preço de insulina

Governo reforça contrato de transferência de tecnologia entre empresa ucraniana e laboratório público brasileiro para produção nacional do medicamento para diabetes

A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, reforçaram nesta terça-feira (25) o acordo que garante a troca de tecnologia para produção nacional de insulina. A parceria vem garantindo um dos menores preços no mundo de Insulina Humana NPH. A renovação da transferência de tecnologia entre a Fiocruz, fundação ligada ao Ministério da Saúde, e o laboratório ucraniano Indar garante economia ao Sistema Único de Saúde, ao manter uma referência nacional de preço e dar competividade ao setor.

O acordo firmado em 2007 foi estratégico. O sinal dado ao mercado produziu um recuo de 89% nos preços ofertados ao Ministério da Saúde em licitações. A estimativa é que, sem o acordo, os valores seriam de R$ 20 por frasco, em vez dos R$ 2,5 praticados atualmente nas compras do governo federal. A aquisição por licitação representa 75% do total. As demais 25% são feitas pelo acordo. Nessa modalidade, o frasco é adquirido por R$ 11,57, o que inclui a transferência de tecnologia. Mesmo assim o valor é um dos menores do mundo, inclusive abaixo do praticado na Índia e China. Desde 2007, o governo já repassou R$ 85,6 milhões para Farmanguinhos, para a compra de 7,4 milhões de frascos de Insulina Humana NPH.

“Os acordos bilaterais para a produção nacional de medicamentos fazem parte da nossa política de desenvolvimento produtivo do País. O objetivo é garantir o acesso do medicamento à população, evitando práticas monopolísticas”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo o Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Carlos Gadelha, “o acordo entre Brasil e Ucrânia é uma importante ferramenta para regulação de mercado e abastecimento da rede pública de saúde, além de garantir o domínio tecnológico desse estratégico insumo destinado aos diabéticos”.

A Insulina Humana NPH é usada no tratamento do diabetes e, além de estar na lista de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), é ofertada gratuitamente em mais de 20 mil farmácias privadas credenciadas ao programa Aqui Tem Farmácia Popular, e nas 560 farmácias da rede própria (administradas pelo governo federal). O diabetes atinge 6,3% da população adulta brasileira.

PPPs - Neste ano, foram firmadas 8 novas parcerias entre empresas públicas e privadas (PPPs), totalizando 28 acordos para produção nacional de tratamentos para doenças que atingem a população brasileira. Ao todo 29 produtos de saúde (28 medicamentos e o DIU) passarão a ser fabricados no país, o que deverá gerar economia de R$ 390 milhões/ano.

As parcerias envolvem 31 laboratórios – 10 públicos e 21 privados. A produção nacional dos medicamentos deve gerar economia de R$ 1,2 bilhão/ano. Atualmente são gastos R$ 3,5 bilhões na aquisição anual desses produtos.

Ascom Ministério da Saúde

Portugal: PPP dão “resposta” às dificuldades financeiras, diz António Mendonça


<p>António Mendonça</p>

António Mendonça

(Rui Gaudêncio/arquivo)
O ministro das Obras Públicas do anterior Governo, António Mendonça, considerou hoje que as Parcerias Público-Privadas (PPP) devem ser encaradas como algo que dá resposta às necessidades financeiras que Portugal enfrenta.

“Temos de olhar para as parcerias público-privadas (PPP) como uma herança para as gerações futuras, isto é, as PPP são uma forma de dar resposta às necessidades dos vários países em tempo de dificuldades financeiras”, disse António Mendonça no Parlamento.

Ouvido na comissão de Obras Públicas, o antigo governante disse ainda aos deputados que “as PPP são uma forma de investir, não são um mal em si, depende da sua utilização, com que objectivos e fins”, contrariando assim o pressuposto segundo a qual as PPP agravam as despesas do Estado.

“Não podemos lançar um estigma sobre as PPP. São passivos, mas também activos que alargam a liberdade da gestão pública”.

António Mendonça foi ouvido após a audição do antigo secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, que afirmou que o Governo PS reduziu em 295 milhões de euros os custos com as PPP.

O deputado recorreu à apresentação de um estudo da consultora KPMG, para mostrar que o executivo socialista conseguiu uma poupança na ordem dos 66% nos reequilíbrios das concessões Costa de Prata e do Grande Porto.

A renegociação dos reequilíbrios do Governo PS permitiram, assim, segundo Paulo Campos, passar dos 450 milhões de euros de custos ocorridos durante o Governo do PSD, entre 2002 e 2004, para 155 milhões de euros nos últimos anos de governação socialista.

Já em relação às concessões Norte, o PS reduziu o peso em 52%, para 216 milhões de euros durante a governação, um valor inferior em 230 milhões de euros face aos reequilíbrios alcançados pelo PSD entre 2002 e 2004 (com reequilíbrios na ordem dos 446 milhões de euros), de acordo com o estudo facultado aos jornalistas.

No Interior Norte, entre 2000 e 2004, as concessões nessas vias (367 milhões de euros) passaram a custar apenas 267 milhões de euros no âmbito das renegociações feitas pelo anterior Governo (menos 100 milhões de euros), segundo Paulo Campos.

Nas concessões Costa de Prata, Grande Porto, Norte e Interior Norte, o anterior Executivo poupou 50 por cento, ou seja, 625 milhões de euros, passando assim os custos de 1.263 milhões de euros entre 2002 e 2004 para 638 milhões durante o Governo socialista.

Por Lusa, PÚBLICO

País aplica um quinto do necessário em estradas

Governo precisa investir R$ 70 bilhões anuais nos próximos cinco anos para melhorar a malha rodoviária. Em 2010, gasto foi de apenas R$ 14 bilhões

Investimento público é predominante

A proporção dos investimentos públicos e privados mostra que, ao longo da década, houve um descolamento das duas fontes, com o governo passando a assumir a maior parte dos aportes. Em 2002, União e empresas se equivaliam no volume de investimentos: o primeiro destinou R$ 2,9 bilhões e o segundo, R$ 2,6 bilhões.

Mas, a partir do ano seguinte, o dinheiro público nas estradas cresceu 700% em oito anos, enquanto as aplicações privadas se mantiveram estáveis. Os números não abrangem aplicações feitas pelos estados. Apesar disso, o gasto dos dois setores é proporcional à quilometragem sob sua responsabilidade. As concessionárias detêm 8,6% da malha pavimentada nacional, enquanto o governo federal é responsável por 33%.


Parceria
Alternativa é recorrer ao capital privado


Na busca por formas de financiamento para as estradas brasileiras, as Parcerias Público-Privadas (PPPs) surgem como opção mais adequada. Segundo o Ipea, o modelo de concessões realizado desde os anos 1990 no país está esgotado. Estudos mostram que os trechos que ainda podem despertar interesse da iniciativa privada somam, no máximo, mais mil quilômetros.
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O Brasil precisa quintuplicar os investimentos em rodovias para garantir que, daqui a cinco anos, passageiros e cargas continuem trafegando sem problemas pelo país. O próximo quinquênio vai demandar R$ 344 bilhões a serem aplicados na malha rodoviária brasileira, tanto em gastos com manutenção quanto na abertura e ampliação de novos trajetos. São quase R$ 70 bilhões por ano – um número que contrasta com os R$ 13,9 bilhões que foram investidos ao longo de 2010, somando os aportes de poder público e iniciativa privada.

O cálculo foi feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, e consta do estudo Rodovias Brasileiras: políticas públicas, investimentos, concessões e tarifas de pedágio, divulgado neste mês.

O relatório evidencia o descompasso entre a importância das rodovias no Brasil o dinheiro aplicado neste setor.

Atualmente, o país investe 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nas estradas.
O resultado é inferior à média de 3,4% apurada junto a um grupo de países emergentes que inclui Chile, Tailândia, China, Vietnã e Filipinas.

Segundo o Ipea, o investimento atual do Brasil não é suficiente sequer para manter as condições da malha. Por causa da falta de manutenção durante anos, as rodovias tiveram uma progressiva degradação em seu estado de conservação.

Por isso, conclui o estudo, a restauração passa a ser mais cara, pois em alguns trechos o asfalto precisa ser reconstruído. O Ipea sugere R$ 36,7 bilhões anuais apenas em gastos correntes que se somariam a outros R$ 32,2 bilhões em novos investimentos.

A questão se torna ainda mais imediata devido à importância que as rodovias ocupam em relação aos outros modais de transporte do país. Em 2010, o setor rodoviário abocanhou 60% do total de investimentos em transportes no Brasil.

“A matriz de transporte está desbalanceada. Países com características geográficas semelhantes, como Canadá e Estados Unidos, investem muito mais em ferrovias e hidrovias”, lembra Olivier Girard, sócio da Macrologística Consultoria e consultor nos setores automotivo e infraestrutura de transportes.

Disparidade

A melhoria da malha rodoviária está diretamente atrelada ao desenvolvimento socioeconômico do país. Hoje existe uma clara distinção entre as condições das rodovias no eixo Sul-Sudeste em relação às do Norte-Nordeste.

Segundo levantamento anual feito pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), as estradas em condições regulares, ruins ou péssimas chegam a 84% no Norte e 65% no Nordeste, ante 49% no Sudeste e 41% no Sul.

“A Região Norte está praticamente isolada do resto do país”, ressalta Nilson Hanke Camargo, assessor de logística da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). “Os estados com uma carência maior precisam ser uma prioridade, para que possam se integrar ao país”, completa.

Gazeta do Povo


Lençóis Maranhenses será administrado por empresa privada e acesso será pago

por garrone

Os Lençóis Maranhenses faz parte do projeto piloto de implantação de parcerias público-privados (PPPS), fruto do acordo assinado entre as ministras do Meio Ambiente Izabella Teixeira e do Planajamento Miriam Belchior.

Com isso, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhense será administrado por uma empresa privada e será cobrado ingresso para que o acesso as dunas e lagoas.

A idéia é tornar os Lençois e outros parque nacionais em centros de ecoturismo decentes; além de servir para fomentar também o desenvolvimento de centros de educação ambiental e de pesquisa científica.

Além dos Lençóis fazem parte do projeto piloto, Jericoacoara e Ubajara, no Ceará; Sete Cidades e Serra das Confusões, no Piauí; Fernando de Noronha, em Pernambuco; Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso; Tijuca, Serra dos Órgãos e Itatiaia, no Rio de Janeiro.

Daí ser recomendável conferir desde logo se as parcerias público-privadas a serem criadas estarão adequadas a cada parque. Com competência comprovada para preparar e aprimorar os serviços para os visitantes (pagantes).

Quais serviços? Prestação de informações precisas, conservação e sinalização das trilhas, banheiros higienizados, lojas bem administradas, estacionamentos etc. Incluindo aí, a segurança em todos os sentidos; para garantia da integridade física de pessoas, fauna e flora.

Segundo a ministra Izabella Teixeira, o governo dos Estados Unidos investe nos parques nacionais cerca de U$ 75 por cada quilômetro quadrado. Na Argentina, a média é de U$15. No Brasil, fica entre U$4 e U$6.

Jornal Pequeno

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