segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Imip: Casal que teve quadrigêmeos precisa de ajuda em Recife

Assalariado e morador do Curado, na Zona Oeste do Recife, o casal conta agora com a solidariedade das pessoas


 / Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

O eletricista Jamerson Gomes Celestino, 30 anos, é só sorriso. E preocupação. A esposa dele, a atendente de call center Francinete Mendonça Celestino, 22, deu à luz quadrigêmeos na manhã desta segunda-feira (10). Assalariado e morador do Curado, na Zona Oeste do Recife, o casal conta agora com a solidariedade das pessoas. "A felicidade é muito grande, uma benção.

Tem muita gente ajudando, mas colaboração nunca é demais. Estamos precisando de fraldas e material de higiene para bebês", destacou Jamersom

O nascimento de quadrigêmes sem ser por inseminação artificial, como esse caso, é considerado raro. Os bebês - três meninas e um menino (Júlio, Júlia, Jenifer e Jamile) - nasceram, todos, com pesos entre 1,530 kg e 1,630 kg.

Os quadrigêmeos e a mãe, no entanto, permanecem internados no Instituto de Medicina Integral de Pernambuco (Imip), onde aconteceu o parto, por precaução.

Familiares dos quadrigêmeos disponibilizaram dois números de telefone para quem quiser ajudar.

Para doações, basta ligar para 3452-0210 ou 8864-4805.

As crianças e a mãe não têm previsão de alta.

Do JC Online

Espanã:Fomento anuncia la licitación del AVE a Castellón por 1.328 millones

El ministerio recurre a un procedimiento de colaboración público-privada

LORENA ORTEGA - Castellón


El Ministerio de Fomento ha anunciado la licitación por 1.328 millones de euros de la ejecución del AVE de Valencia a Castellón tras la paralización hace ya más de un año de estas obras debido a recortes presupuestarios. El departamento que dirige José Blanco informó ayer de que ya se ha remitido la documentación necesaria para que se publique en breve esta licitación en el Diario Oficial de la Unión Europea (DOUE).

Esta licitación se realizará mediante el procedimiento de colaboración público-privada (CPP) y se dividirá en dos contratos. Uno para la construcción de la plataforma y montaje de la vía, así como la remodelación de la estación de Adif en Castellón, por un importe estimado de 1.074 millones.

Según informaron desde Fomento, la previsión es dividir el tramo de 65 kilómetros entre Valencia y Castellón en múltiples lotes "para que las posibilidades de participación de las empresas sean las más amplias posibles". También se contempla el mantenimiento de la infraestructura durante 25 años.

El segundo contrato comprende las instalaciones de energía, señalización, telecomunicaciones fijas y móviles, y de protección y seguridad por 254 millones de euros.

Fue a mediados de 2010 cuando Blanco supeditó la construcción del AVE a Castellón a la inversión privada y a un estudio que garantizara el "interés privado" en esta infraestructura. Según explicaron ayer desde Fomento, esta licitación se da "porque se ha constatado que hay interés".

"Si diez días después de que el ministro dijese que el AVE a Cantabria era inviable se anuncia esta licitación es porque en este caso sí hay un nervio financiero para poderse hacer", indicaron. Aunque descartaron hablar de plazos, el ministro aseguró el pasado mes de julio que el AVE llegaría a Castellón en 2014.

La actuación, que supone además un impulso a la conexión de Castellón con Madrid y el corredor mediterráneo en alta velocidad, se desarrolla en el marco del Plan Extraordinario de Infraestructuras (PEI).

Este plan establece el pago de las infraestructuras una vez que se haya finalizado y puesto en servicio la obra a lo largo, en este caso de 25 años, aplazándose así su repercusión en las cuentas públicas.

La secretaria general de Infraestructuras, Inmaculada Rodríguez-Piñero, manifestó que esta medida es "una prueba fehaciente del compromiso del Gobierno con la Comunidad Valenciana y con la ejecución del corredor mediterráneo de Alta Velocidad". "Es un gran día para Castellón, pues se ha puesto en marcha la cuenta atrás de un proyecto fundamental para el desarrollo de esta ciudad", concluyó.

El País

Copa, pré-sal e Olimpíadas colocam o Brasil na mira dos investidores estrangeiros

No acumulado de janeiro a junho, as aplicações estrangeiras representam 67,77% do total investido no Brasil

As oportunidades de negócios no Brasil, geradas pela exploração do pré-sal e pela realização da Copa do Mundo FIFA 2014 e das Olimpíadas de 2016, estão na mira dos investidores estrangeiros. Prova do interesse internacional é o crescente aumento do anúncio de investimentos no país por capitais do exterior. No acumulado de janeiro a junho, as aplicações estrangeiras representam 67,77% do total investido no Brasil. Durante todo o ano passado, a participação somou 34,1%.

Dados da Rede Nacional de Informações sobre o Investimento (Renai), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostram que as aplicações internacionais somaram US$ 112,24 bilhões. Em 2010, em 12 meses, os aportes para novos empreendimentos foram US$ 91,68 bilhões. Além das grandes obras futuras, o coordenador-geral da Renai, Eduardo Celino, destaca a confiança das empresas estrangeiras nas conquistas econômicas do Brasil no cenário mundial.

“O Brasil tem feito esforço para se evidenciar no exterior e o próprio processo de consolidação da estabilidade econômica favoreceu bastante o processo. Aliás, a base desse fluxo verificado hoje é o processo de estabilidade econômica que dá grau maior de confiança aos investidores e isso reflete diretamente nas decisões de investimentos”, acrescenta Celino.

O coordenador também ressalta a retração das companhias, provocada pelo momento de instabilidade econômica mundial. “Verificamos que diversas empresas estão sofrendo processos de retração das operações nos mercados externos, em virtude da queda da atividade econômica nos países desenvolvidos. Por isso, empresas estão buscando mercados mais dinâmicos. O Brasil é um dos expoentes dentro dos mercados emergentes”, diz.

Em relação à origem de capital exclusivamente estrangeiro, a maior parte dos recursos internacionais previstos no primeiro semestre deste ano é do Reino Unido, com US$ 32 bilhões desse total. O volume equivale a 19,34% da participação. Na sequência, aparecem a Espanha, com aporte de US$ 16,6 bilhões (10,04%), Taiwan, com US$ 12 bilhões (7,26%), os Estados Unidos, com US$ 9,5 bilhões (5,77%), e a China, com US$ 4 bilhões (2,44%).

A empresa inglesa BG Group, da área de petróleo e gás, aparece como maior investidora do país em 2011, com aporte de US$ 30 bilhões. Na segunda posição aparece a Telefônica, da Espanha, com participação de US$ 14,6 bilhões. A Foxconn, de Taiwan, da área de eletrônicos, tem recursos previstos de US$ 12 bilhões.

Para o coordenador-geral da Renai, são fundamentais o acompanhamento e o investimento do governo federal para que os números continuem crescentes e fortaleçam a economia brasileira. “A gente não deve se acomodar, achando que o Brasil já está atraindo capital suficiente. Temos muitos desafios em termos de desenvolvimento econômico e quanto mais implementarmos essas medidas, haverá reflexo direto no investimento e, consequentemente, no desenvolvimento do país.

Da Agência Brasil

São Paulo faz lista de obras para atrair parceria privada

Governo quer parcerias público-privadas para megaprojetos

Túnel Santos-Guarujá, porto de São Sebastião, duplicação da Tamoios e metrô estarão abertos a propostas de empresas

Captar poupança externa, economizar recursos do Tesouro e, ao mesmo tempo, ampliar os investimentos.

Com esses objetivos, o governo paulista preparou uma carteira de projetos de R$ 60,5 bilhões para serem executados no Estado em parceria com a iniciativa privada.

A maior parte é de mobilidade: trens regionais, metrô e outros modelos de transporte coletivo de massa para as regiões metropolitanas.

Estão na carteira a concessão do porto de São Sebastião, a duplicação da rodovia dos Tamoios, os tramos norte e sul do Ferroanel, o túnel (ou ponte) Santos-Guarujá, piscinões para a Grande São Paulo e sistemas de abastecimento de água e tratamento de esgoto para São Paulo, Baixada Santista e o litoral norte (este, ainda em estudo).

O portfólio vai crescer quando o Estado concluir os estudos preliminares para a concessão dos dois centros de convenções (o Imigrantes, na zona sul da capital, cuja concessão atual vence em 2012, e um em Campinas), da operação da hidrovia Tietê-Paraná e de novos pátios para carros apreendidos.

Esse é o primeiro pacote, que o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD) chama de "caça ao tesouro".

"O Estado de São Paulo oferece oportunidade para quem quer investir. Aqui, o céu é o limite", disse Afif, presidente do Conselho Gestor do PPP do governo paulista.

Para dar garantias aos investidores, a CPP (Companhia Paulista de Parcerias) tem um ativo de R$ 1 bilhão. Esse valor será ampliado à medida que os projetos forem saindo e os contratos, sendo assinados.

As garantias da CPP hoje são basicamente para as três PPPs já em funcionamento: a construção da linha 4-amarela do metrô, a compra de trens para a linha 8-diamante e o sistema produtor de água da Alta Tietê.

Em todo o país, são 17 contratos de PPP dos governos estaduais, que totalizam R$ 14,7 bilhões, segundo levantamento do portal PPP Brasil. O novo pacote do governo de São Paulo tem quatro vezes esse tamanho.

Para os próximos quatro anos, são aguardados R$ 85 bilhões em investimentos diretos do Estado e outros R$ 25 bilhões em contrapartida para os contratos de PPP.

A legislação estadual impõe limite de 3% da receita para contrapartidas de PPPs.

"Não vamos ficar presos a limites. Se houver projetos, pedimos a ampliação do percentual. Por que eu vou gastar todo recurso do Orçamento com obras se eu posso agregar o dobro, o triplo ou até mais em parcerias?", diz o vice-governador.

Folha de S. Paulo

Resíduos marinhos são tema de curso para mulheres em Jaboatão/PE

O curso de Resíduos Pesqueiros – Arte-Mar durou seis meses e atendeu cerca de 30 mulheres das comunidades das Carolinas e de colônia de pescadores e pescadoras.

Em apenas um passeio pela praia é possível ver restos de frutos do mar, como cascas de ostras, escamas de peixes e outros detritos espalhados pela areia. E o que, naturalmente, seria lixo, para quem é artesão, esses resíduos podem se transformar em peças refinadas, com grande beleza e de grande utilidade. Além disso, podem ser comercializadas por um valor significativo.

Diante da necessidade de fortalecer o cunho artístico de um grupo de mulheres que moram nas comunidades das Carolinas, em Candeias, e em colônias de pescadores e pescadoras, bem como propor uma atividade comercial para incrementar a renda familiar, a Secretaria Executiva da Mulher de Jaboatão dos Guararapes ofereceu o curso de Resíduos Pesqueiros – Arte-Mar, para cerca de 30 mulheres.

Na última quarta-feira (05/10), na sede da Secretaria de Promoção da Cidadania, uma confraternização marcou o encerramento desse curso. Na sequência, esse grupo vai participar de um curso de Design, promovido pelo Sebrae, em parceria com a Secretaria Executiva de Desenvolvimento Econômico.

De acordo com a secretária de Promoção da Cidadania, Ana Selma dos Santos, esse grupo de mulheres vem participando de formações desde 2009, o que facilita no andamento do projeto. “Além do curso sobre resíduos pesqueiros, foram desenvolvidas rodas de terapias, onde as mulheres trabalhavam o emocional. Essa foi uma estratégia para fortalecer também o aspecto sócio-emocional dessas mulheres”, relatou Ana.

Para a dona de casa Delma Batista, 58, o curso proporcionou muitas descobertas. “Eu não sabia que podíamos fazer tanta coisa com o que víamos jogado na praia. Quem diria que escamas de peixe dariam produtos tão bonitos? Além disso, eu fazia crochê e bordados, mas não imaginava que podia fazer muito mais que isso”, contou Delma. “Já a terapia me fez desabafar sobre coisas que jamais contaria pra alguém. E isso fez com que me sentisse aliviada. Adorei tudo!”, completou.

Portal Jaboatão

FORMAÇÃO SOCIAL

O curso de Resíduos Pesqueiros – Arte-Mar é uma iniciativa da Secretaria da Mulher em parceria com a ONG Umbu-Ganzá e o financiamento é da Caixa Econômica Federal. No evento de fechamento do curso, a assistente Regional da Superintendência da caixa, Selda Cabral, esteve presente para representar o superintendente Paulo Nery.

De acordo com Selda Cabral, este é um dos 78 projetos patrocinado pela instituição. Em Pernambuco, são apenas dois, um em cada Superintendência. O investimento é de R$ 25 mil. Além disso, ele integra o Programa Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM). “Para ser contemplado, o projeto precisa passar por uma seleção, que é feita anualmente. O diferencial que encontramos neste de Jaboatão, é que este o curso integra três grandes pilares: ganho social, econômico e ambiental”, explicou Selda Cabral.

Para o integrante da coordenação da ONG Umbu-Ganzá, Ubiratan da Silva Cavalcante, o curso, que durou seis meses, estimula as mulheres dessas comunidades a terem o apoderamento da renda familiar. “Identificamos famílias de vulnerabilidade social, por isso a decisão de estimulá-las na participação desses cursos. E o fato delas se descobrirem artesãs, percebemos que isso levantou a auto-estima de todas. Agora vamos dar sequência com novos cursos”, detalhou.

Cana-de-açúcar perde espaço para a indústria no Litoral Sul de PE

Investimento no Território Estratégico de Suape muda a realidade da região.
Qualificação da mão de obra local é o maior desafio.


As cidades que formam o chamado Território Estratégico de Suape, no Litoral Sul de Pernambuco, estão recebendo indústrias que vão dar apoio ao grande polo de investimentos. Municípios como Ribeirão, Rio Formoso e Sirinhaém vêm trocando a economia da cana-de-açúcar por fábricas que não param de chegar à região.

Há quatro meses, o marido de Mércia Gomes da Silva perdeu o emprego, e a família ficou sem ter onde morar. Ela também está desempregada e, para não ficar na rua, trouxe os dois filhos para um terreno na entrada do município de Ipojuca. Lá, divide com outras famílias o sentimento de revolta.

As invasões são apenas uma parte de uma longa história. O crescimento rápido e desordenado está trazendo problemas para o Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Escada, Moreno, Sirinhaém, Rio Formoso e Ribeirão, cidades que ficam em volta do Porto de Suape e que, por isso, devem receber indústrias menores e investimentos.

Ao mesmo tempo em que comemoram a chegada do desenvolvimento, os municípios enfrentam um desafio: se preparar para um futuro que está muito próximo. O trânsito caótico, com engarrafamentos intermináveis, já é um sinal de que a população aumentou e as cidades estão sem estrutura. As redes de esgoto já não suportam o volume de água. As estradas também não resistem aos caminhões pesados. Por outro lado, os comerciantes comemoram o aumento das vendas.

Desafio
Enquanto Ipojuca e o Cabo de Santo Agostinho, mais próximas de Suape, correm atrás do tempo perdido para se preparar melhor para o crescimento, outras cidades que ainda não sentiram o impacto do Porto reforçam a estrutura para receber os novos moradores.

Uma área de 37 hectares, na margem da PE-60, em Sirinhaém, por exemplo, vai se transformar: a cana-de-açúcar vai dar espaço para quatro indústrias que manifestaram interesse e devem se instalar nessa área, nos próximos meses. Esse é só o começo: a usina já disponibilizou outros 62 hectares para a ampliação do Distrito Industrial do município.

Sirinhaém tem pouco mais de 40 mil habitantes. Até o ano passado, os jovens tinham duas opções: trabalhar no comércio ou no corte da cana. Agora, tudo está mudando. A primeira indústria da cidade, uma metalúrgica, já começou a produzir, fazendo tubos para a Refinaria Abreu e Lima e gerando 400 empregos.

Para ocupar essas vagas, a Prefeitura investe em qualificação. "Estamos oferecendo uma capacitação em informática para que os empregos sejam ocupados pelos nossos jovens", disse o secretário de Comércio e Indústria de Sirinhaém, Luiz França.

Alternativa
Rio Formoso entrou no Território Estratégico de Suape por um caminho diferente. Enquanto as cidades mais próximas estavam naturalmente na zona de interesse, a cidade teve que mostrar que pode receber indústrias e que está pronta para o desenvolvimento.

A Prefeitura criou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Juventude e fez um estudo para saber o que precisava melhorar, que estrutura deveria oferecer para os investidores. Foram meses de trabalho até que o Governo do Estado reconheceu Rio Famoso como área de interesse.

O município vai ser um polo de informática. "Agora, as pessoas estão com um perspectiva diferente. Antes, só havia emprego quando a usina começava a moer. Esse 'safrismo' de seis meses acabou, agora é um ano todo de trabalho", falou o prefeito Hely Farias.

A área onde vai funcionar o distrito industrial está sendo preparada para receber a primeira indústria, que vai investir R$ 12 milhões no município. Cento e oitenta empregos diretos devem ser criados.

E quem, no pequeno município de Ribeirão, poderia imaginar que um dia existiria um grande distrito industrial no lugar? A área de 37 hectares foi reservada e duas indústrias já manifestaram interesse.

"Estamos vivendo uma transformação, e a gente precisa se transformar rápido. Suape está oferecendo todas as oputunidades e todas as cidades que estiverem num raio de 120 quilômetros serão beneficadas. Então, temos que estar prontos para receber essa nova demanda com pessoal qualificado", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão, Tertuliano Jordão.

Do G1 PE, com informações do NETV

Obra sustentável cresce e desperta interesse de bancos

O Santander criou um selo para obras sustentáveis. Outros bancos, como o Bradesco, chegam a contratar até engenheiros para acompanhar a construção

As construtoras estão cada vez mais incorporando conceitos de sustentabilidade nos projetos que chegam aos bancos para financiamento. Em um primeiro momento, tais práticas podem até encarecer a obra, mas segundo os agentes financiadores, o melhor emprego de recursos nesses empreendimentos resulta na longevidade do imóvel e menos custos de manutenção.

Na concessão do crédito, os bancos veem esses projetos com outros olhos. O Santander criou um selo para obras sustentáveis. Outros bancos, como o Bradesco, chegam a contratar até engenheiros para acompanhar a construção.

Ainda não há uma relação direta entre esse tipo de construção sustentável e um diferencial na taxa de juros do financiamento. Conforme Octávio de Lazari Júnior, diretor do departamento de Empréstimos e Financiamentos do Bradesco, tudo vai depender do projeto apresentado e do histórico da construtora como tomador de crédito no mercado. De qualquer forma, diz o executivo, por se tratar de um empreendimento sustentável, os bancos já analisam o crédito de forma diferenciada.

Segundo Lazari, do total dos projetos das construtoras que chegam ao departamento de crédito do Bradesco, pelo menos, 20% contemplam algum aspecto sustentável. A liberação dos recursos ocorre conforme o cronograma da obra que é acompanhada por engenheiros credenciados pelo banco.

O Bradesco tem também outras linhas de crédito no âmbito da construção sustentável. As primeiras foram colocadas à disposição em 2007 e hoje já somam 33. Uma das que têm apresentado forte demanda, segundo Lazari, é o crédito para compra de equipamento de aquecimento solar, com tíquete médio de R$ 7 mil. O financiamento pode ser feito de 60 a 72 meses nessas linhas, com taxas que chegam a custar 50% menos do que outras modalidades de crédito como empréstimo pessoal.

O programa Obra Sustentável do Santander Brasil também surgiu em 2007 e já contemplou dez empreendimentos com a placa. As empresas precisam atender a uma série de requisitos que constam do questionário de risco socioambiental. A análise tem caráter instrutivo e ao detectar problemas, são apontadas soluções, incentivando a mudança de atitude. Para a liberação dos recursos são realizados estudos técnicos e econômicos e exige-se da empresa a Declaração de Solo Limpo, documento que atesta que o terreno está livre de resíduos. Em uma escala de um a dez, o projeto que consegue nota sete está apto para receber a placa de "Obra Sustentável". Para manter a placa o empreendimento passa por avaliações periódicas que determinam a permanência entre as edificações reconhecidas pelo programa até o término da obra. O acompanhamento é feito por uma equipe de engenheiros contratados pelo banco.

A ideia do programa é estimular iniciativas que apresentem soluções como eficiência energética, conforto ambiental do edifício, conservação da água, seleção de materiais, incentivo a reúso e reciclagem. Segundo Fernando Baumeier, superintendente de Negócios Imobiliários do Santander Brasil, os projetos no âmbito do programa ainda não chegam a 10% do total financiado pelo banco, mas há uma tendência crescente tanto da parte das incorporadoras em apresentá-los, como da parte do consumidor em adquirir imóveis com essas características.

O executivo entende que a incorporação das práticas sustentáveis não adiciona custo no projeto, a medida em que a utilização de materiais mais adequados aumentará a vida do empreendimento, com consequente ampliação do prazo de manutenção. No limite, diz o executivo, os valores dos condomínios tendem até a cair, uma vez que a maior utilização da luz natural, o uso de placas que captam energia solar e o melhor aproveitamento da água vão ter efeitos diretos sobre as contas de fornecimento desses serviços essenciais.

Alexandre Lafer Frankel, diretor presidente da Vitacon Incorporadora, diz que o aparecimento de obras sustentáveis tem sido mais forte em imóveis comerciais. "Alguns locatários, especialmente multinacionais, exigem o selo sustentável para alugar o imóvel", disse o executivo. No segmento de residências, o executivo destaca que ainda são poucos projetos sustentáveis, mas a tendência é de crescimento no número de obras. "É um diferencial positivo e as pessoas se sentem bem comprando um imóvel assim. Os bancos veem com bons olhos, mas não tem havido diferencial de juros", disse.

COMUNIDADE SUSTENTÁVEL - Em complemento ao programa de financiamento sustentável, o Santander lançou no final de 2009 a comunidade obra sustentável, que já conta com mais 1.200 participantes. A ideia é que a cadeia da construção participe da comunidade, principalmente os engenheiros recém-formados. "O sonho é que esses engenheiros já saiam da escola com mentalidade voltada para a sustentabilidade de empreendimentos", disse o executivo do Santander. O programa foi desenhado para incorporadoras, mas a pessoa física também pode fazer parte da comunidade e se valer dessas dicas na construção de sua própria residência.

Um dos pontos que chamam atenção quando se olha para essas obras no longo prazo é a economia gerada na conta de luz. A utilização da luz natural e de placas que captam energia solar estão presente em praticamente todos os projetos que contemplam alguma característica sustentável.

Uma dessas obras que devem ser inauguradas este mês com esse conceito é o projeto Horizon Residence Premium, da Brookfield Incorporações. O imóvel está sendo construído em Campinas e recebeu a certificação Aqua (Alta Qualidade Ambiental), emitida após auditorias presenciais da Fundação Vanzolini. O projeto terá menor impacto ambiental durante a construção, escolha racional de materiais e menor consumo de água e energia. "E quem sai ganhando com isso são os clientes, que poderão viver em um condomínio com uma performance melhor, tendo mais contato com a natureza e economizando água e energia", disse em nota André Lucarelli, superintendente de incorporação da Brookfield.

Da Agência Estado

A Lei Geral da Copa e os interesses dos brasileiros

Junto com a polêmica sobre os gastos com as obras, outro tema vem ganhando vulto nos noticiários sobre a Copa 2014. Trata-se da chamada Lei Geral da Copa, que regula preços dos ingressos, marcas dos patrocinadores e outras medidas exigidas pela FIFA para a realização desse evento no Brasil.

O texto foi encaminhado ao Congresso Nacional pelo Executivo em 14 de setembro e já está sendo apreciado por uma comissão especial da Câmara.

Não agradou a FIFA e nem à sociedade civil brasileira organizada em torno da defesa dos interesses nacionais nesse evento. Os pontos de discórdia não são "picuinhas", eles dizem respeito a direitos duramente conquistados por todos os cidadãos brasileiros. Vamos entender um pouco sobre o assunto.

Contexto


Desde que os tempos da Taça Jules Rimet, existe um acordo entre o país-sede da Copa do Mundo e a entidade máxima desse esporte, a FIFA. Até o campeonato no Chile, em 1962, esses acordos eram mais simples. Limitavam-se a compromissos de segurança, hospedagem adequada para as delegações, bem como estádios que comportassem um bom público. Os países construíam, no máximo, um estádio maior, que serviria para a final da Copa. O Maracanã, por exemplo, foi feito especialmente para a Copa de 50. Em Belo Horizonte, um das sedes na época, os jogos foram disputados no antigo estádio do Atlético Mineiro, que apenas recebeu pintura nova.

Em 1966, na Inglaterra, com o início das transmissões ao vivo, via satélite, as negociações entre a FIFA e o país-sede tornaram-se mais complexas, envolvendo direitos de transmissão e de imagem. De 1970 até 1998, a FIFA entrou firme no marketing e, a título de defender a “marca” Copa do Mundo, passou a exigir compromissos dos países-sede que, muitas vezes, feriam a legislação local. Nos anos 1990, o futebol tornou-se o esporte midiático por excelência, cujas transmissões por TV atingiam qualquer canto do planeta. A Copa, o momento máximo desse espetáculo, virou uma empreitada, sob rígido controle da FIFA que, a partir de 2002, passa a definir as dimensões e características dos estádios, o preço dos ingressos, a cerveja vendida durante os jogos e até o tipo de repressão desejável contra a venda de produtos piratas.

Em resumo, o investimento é feito para atender prioritariamente as necessidades financeiras da FIFA. Os interesses dos países e do próprio futebol estão em segundo plano.

Como na maioria dos países-sede existe democracia, essas exigências precisam passar pela votação no Congresso. Assim, elas são reunidas num corpo jurídico que no Brasil recebeu o nome de Lei Geral da Copa.

Dois exemplos

Nos países onde a sociedade se mobilizou, esse regulamento (vamos chamar assim) ficou mais parecido com o interesse do país. Ao contrário, quando a sociedade não se impôs com suas demandas, a Lei Geral da Copa passou por cima até mesmo das constituições nacionais.

Na Alemanha, em 2006, o Congresso não permitiu que a FIFA monopolizasse a venda de cerveja nos estádios. Alegando que essa bebida é um patrimônio alemão, com características arraigadas em cada região do país, o governo alemão não aceitou a exigência de só vender nos estádios (e no entorno), nos dias de jogo a marca patrocinadora da FIFA. Com relação a obras nos estádios, as autoridades alemãs exigiram que a final fosse realizada no Estádio de Berlim, que tem parte de sua estrutura interna tombada como patrimônio histórico. De todas as mudanças exigidas, a única possível era cobrir o estádio, mesmo assim, fora dos padrões da FIFA, pois algumas vigas cobriam a visão dos assentos próximos a elas. Mas, valeu a vontade das autoridades alemãs. A final da Copa de 2006 foi jogada no estádio de Berlim.

Na África do Sul, as autoridades aceitaram até restringir as liberdades individuais de seus cidadãos durante a Copa – o que fere a atual constituição do país. Quem fosse pego com produtos piratas poderia ficar preso sem processo até o final da competição.

E o Brasil?

O texto da Lei Geral da Copa já está no Congresso e deve ser aprovada só no ano que vem. O Governo Federal e a Fifa esperavam que a legislação entrasse em vigor até o fim do ano. Mas ela traz muitos temas polêmicos que precisam mesmo ser discutidos não só no Congresso, mas na sociedade. Até que ponto o Brasil deve aceitar as normas da Fifa para organizar o evento? A resposta a essa pergunta vai implicar numa lei mais ou menos voltada aos interesses da cidadania.

O primeiro tema polêmico diz respeito ao preço dos ingressos. O projeto de lei garante à Fifa a determinação do preço dos ingressos. Mas, a partir daí, valem as leis brasileiras que determinam meia entrada para idosos e estudantes, uma diferença de 100 milhões de dólares na arrecadação que a Fifa não quer arcar. Por isso, está exigindo que se especifique na lei a não-vigência da meia entrada durante a Copa. Para isso, seria preciso alterar o Estatuto do Idoso.

Para estudantes, Estados e municípios é que têm o poder de decidir.

A Fifa quer limitar os chamados “ingressos populares” a uma porcentagem sobre o total de ingressos que espera vender. O Brasil quer que essa porcentagem seja em função da capacidade de público dos estádios. Argumenta que nas últimas três Copas, a Fifa precisou distribuir ingressos gratuitamente, pois não conseguiu vendê-los a turistas.

Outro ponto polêmico é a “venda casada” (hospedagem, transporte aéreo e ingressos para as partidas), vedada pelo Código de Defesa do Consumidor.

Também está em discussão a venda de bebidas alcoólicas nos estádios. Pelo Estatuto do Torcedor de 2003, ela não é permitida. A Fifa não só quer quebrar essa norma, como quer impor apenas a venda da marca, patrocinadora da entidade.

Os debates já começaram no plenário e na sociedade. É preciso lembrar que, são os cidadãos brasileiros que estão pagando essa festa e dela têm o direito de participar.

É aceitável a ingerência de um ente privado internacional em assuntos domésticos que dizem respeito à maneira como uma sociedade escolhe enfrentar seus problemas?

O Brasil vem obtendo crescente influência no cenário internacional, justamente por estar enfrentando de maneira inovadora e positiva a “visão de mundo” que privilegia os negócios em detrimento dos direitos sociais e da soberania dos países. A Copa é um momento emblemático para demonstrar que a Fifa não pode interferir na vida institucional de um país, seja ele qual for.

Malta: Services provided by private hospitals can improve public healthcare - Joseph Muscat

By Bianca Caruana

Dr Josie Muscat takes PL leader Joseph Muscat for a tour of St James Hospital.

Opposition Leader Joseph Muscat says the public and private health sectors should not be in competition with each other.

During a visit made this morning at St James Hospital in Sliema, Labour leader Joseph Muscat said the health sector should not be a tendering competition between the public and private service providers. He added that the Public Private Partnership (PPP) should help government create policies based on what is already being provided by private hospitals.

Muscat said the Labour Party had previously initiated such a system but had been discontinued after 1997.

Referring to the recent PPP measures undertaken by government to help reduce Mater Dei's waiting lists, Muscat said he was pleased that the PPP scheme was taken up again.

He said policies created will not be turned into “legislature” but will be “holistically created for strategic cooperation” for the future of healthcare in Malta.

“This will allow us to create a holistic strategy together with the private health sector. Plenty of analysis of the public health sector will be required such as the cataract operations which appear to cost less in private hospitals. Why does it cost more in the state hospital? Answering these questions will improve health services,” Muscat said.

In comments to MaltaToday, Health Minister Joe Cassar had explained that cataract operations are costing government less at private hospitals because private hospitals operate with fewer employees and offer fewer services.

St James Hospital Group Chariman Josie Muscat took Muscat on a tour around the hospital, explaining the diverse procedures that take place at the hospital.

Nurses and doctors explained the difficulties experienced at the private hospital. The staff said there was a continuous influx of patients being sent from Mater Dei to be treated privately for cataract operations, amongst others, at a cheaper cost due to the PPP.

130 cataract operations have been conducted in a month since the beginning of the PPP. All patients were referred to St James by Mater Dei.

With so many patients being referred to St James, lack of space has become an issue. But Josie Muscat explained the efficiency and success of service allowed patients to return home, and only required hospital visits for change in dressings or follow-up checks.

Josie Muscat explained that working together with the public sector, the private hospitals will be able to enter new spheres of health care development and create procedures for state hospitals to follow and use.

“We are working together with the government to improve the health services and we are currently playing a central role in the Libya situation taking in the wounded which cannot be taken in by Mater Dei. The PPP will help public and private healthcare institutions to compliment each other in the services being provided, instead of putting out tenders for everything needed,” Josie Muscat said.

MaltaToday

Novas obras públicas criam chances para 87 negócios na Bahia

Sebrae mapeia empreendimentos com potencial para gerar renda

Já pensou que com a criação da Arena Fonte Nova vão ser necessários serviços de aluguel de equipamentos esportivos? E que,com a requalificação da Baía de Todos os Santos, haverá um bom potencial para os serviços relacionados com esportes náuticos? Um estudo do Sebrae Bahia montou um mapa para quem está pensando em abrir um negócio a fim de aproveitar as oportunidades surgidas a partir de investimentos públicos e das parcerias público-privadas que já saíram do papel.


Ao todo, são 87 oportunidades, resultantes de R$ 3,93 bilhões em investimentos. As oportunidades não estão diretamente vinculados às construções públicas, mas principalmente aos potenciais investimentos pós-obra.

“A economia brasileira e baiana, em particular, estão passando por um processo de transformação significativo. Esses investimentos podem mudar o perfil da nossa economia”, diz o coordenador da unidade de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do Sebrae Bahia, Roberto Evangelista. A fórmula é simples: melhorar a infraestrutura, o que consequentemente atrai novos negócios.

Construções
São obras como a da requalificação da Baía de Todos os Santos, que já tem garantido um investimento de R$ 85,6 milhões e deverá gerar muitas oportunidades de negócios durante e após sua realização. Por exemplo, como a requalificação prevê a descontaminação da Baía, há necessidade de serviços de gestão de resíduos. Quando encerrada, a mesma obra aumentará o potencial para serviços de aluguel de equipamentos náuticos.

Também foram analisados o investimento na Arena Fonte Nova (R$ 591 milhões), a ampliação do Porto de Aratu (R4 54,8 milhões), a construção da Via Expressa de Salvador (R$ 251,5 milhões) e a ampliação da Refinaria Landulpho Alves (R$ 3 bilhões).

Dicas

Evangelista dá sugestões para os primeiros passos. Ele diz que os interessados em abrir um negócio têm que identificar os investimentos que vão acontecer, os impactos que causarão e, por fim, as oportunidades que trarão. “Temos uma economia que cresce e se internacionaliza e que vai demandando produtos e serviços inovadores”, acrescenta Evangelista.

O coordenador da Incubadora de Negócios da Universidade Salvador (Unifacs) e diretor da consultoria Brasil Inovação, Flávio Marinho, enfatiza a importância de se analisar principalmente as oportunidades que surgirão após as obras. “Uma pequena parte das empresas vai poder participar diretamente das construções e outras atividades. Porém, são muitos os empresários que abrirão hotéis, restaurantes e desenvolverão as atrações turísticas”, observa Marinho.

Quanto aos empresários que têm serviços e produtos necessários às obras públicas, o especialista recomenda: entender quais as prestações de serviços, ou produtos que serão demandados, observar quais as certificações e exigências necessárias para participar das concorrências e compreender perfeitamente a licitação. “Antes de entrar nesses projetos públicos, tem que se questionar, pesquisar e vivenciar essa realidade”, aconselha.

Luciana Rebouças | Redação CORREIO

CPRH faz lançamento de Projeto Verão Ambiental nesta terça-feira em Recife

Na próxima segunda-feira (17), a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) promove o lançamento do “Projeto Verão Ambiental: essa é a nossa praia!”, às 10h, no auditório da Agência, em Casa Forte.

O objetivo do projeto, que começa neste mês de outubro e segue até janeiro de 2012, é sensibilizar a população sobre a importância da preservação das áreas litorâneas, sobretudo no período de veraneio.

O Verão Ambiental é um trabalho de Educação Ambiental, que visa promover a conscientização e a sustentabilidade, por meio de ações pontuais em praias de norte a sul do Estado, em parceria com instituições e municípios.

Está previsto o lançamento de um vídeo e cartilhas educativas, produtos resultantes da 1ª edição do projeto, contendo informações sobre os principais problemas existentes e orientações para as pessoas que frequentam as praias.

com informações da assessoria

Ilhas Cayman buscam novo porto para evitar perda de cruzeiros

As ilhas Cayman esperam interromper a perda de rendimentos por passageiros de cruzeiros, ao completar um controverso acordo com uma empresa chinesa para construir um estaleiro de US$ 300 milhões para acomodar meganavios modernos.

Famosas por seus recifes de corais e compras duty-free (isentas de impostos), só a ilha Grand Cayman está entre os principais dez destinos caribenhos sem ancoradouros adequados para cruzeiros, dizem especialistas da indústria.

O turismo é a segunda maior força da economia de Cayman, depois da indústria financeira.

É também uma grande fonte de rendimento e trabalho para pequenos negócios.

Durante a agitada temporada de inverno dos cruzeiros, quatro de dez navios podem estar ancorados fora do território britânico da capital George Town no mesmo dia.

Ed Beaty/Associated Press
Mulher caminha em praia da ilha Cayman Brac, parte do arquipélago
Mulher caminha em praia da ilha Cayman Brac, parte do arquipélago

ESPERA

Passageiros que foram para a praia esperam em filas que se estendem por quarteirões, suando enquanto esperam por navios menores para levá-los de volta aos transatlânticos.

Enquanto os navios cresceram em tamanho para carregar mais passageiros, esse transporte intermediário foi ampliado de maneira mais desorganizada.

Por outro lado, algumas companhias de cruzeiros passaram a enviar seus navios maiores para outros portos, onde podem ficar e permitir que os passageiros caminhem para a praia de maneira mais confortável.

Exemplos são os meganavios Allure of the Seas e Oasis of the Seas, da Royal Caribbean, que alterou o itinerário da dupla neste ano.

O volume de passageiros de cruzeiros nas ilhas Cayman caiu em 26% nos últimos meses, enquanto o número total pelo Caribe manteve-se firme.

CHINESA

Na semana passada, o premiê das ilhas Cayman, McKeeva Bush, disse que um acordo com uma empresa chinesa poderia ser finalizado no próximo mês, permitindo que uma construção de porto começasse até o fim do ano.

Sob a proposta, a China Harbour Engineering Company Ltd, subsidiária da estatal China Communications Construction Company Ltd, pagaria para desenvolver o porto e complexo comercial, estimados em até US$ 300 milhões. Em contrapartida, ela gerenciaria o local por 49 years para recuperar o investimento.

No entanto, há controvérsia devido ao cancelamento de acordo anterior com a GLF Construction Corp. empresa nos EUA subsiária de italiana, por suposta falta de verba assegurada ao projeto.

SHUMA ROBBINS
DA REUTERS, EM GEORGE TOWN, ILHAS CAYMAN

Restrição à terceirização dificulta geração de emprego, alerta CNI

Brasília – Criar restrições ao trabalho terceirizado dificulta a geração de empregos e estimula a precarização (ausência de direitos trabalhistas).

A advertência foi feita pelo gerente-executivo da Unidade de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Emerson Casali, semana passada, no segundo e último dia da audiência pública realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre terceirização.

Informou que a terceirização representa 14% dos trabalhadores da indústria e este contingente é decisivo para o setor. “A terceirização é elemento importante na sustentabilidade da nossa indústria.

Assim, criar restrições a modelos mais eficientes e produtivos pode ter graves conseqüências, dificultando a geração de empregos e estimulando a precarização”, alertou.

Casali assegurou estar havendo redução permanente da precarização no trabalho terceirizado da iniciativa privada, ao contrário do que costumam afirmar os opositores da terceirização.

Citou pesquisa da CNI apontando que 90% das grandes empresas e 86% das médias monitoram o cumprimento das obrigações trabalhistas das empresas terceirizadas. Segundo ele, “problemas no setor público contaminam a discussão no setor privado”.

“Temos na terceirização a dupla fiscalização e a dupla responsabilidade.
Há uma crescente melhora no ambiente de trabalho, com o uso de refeitórios e ambulatórios, por exemplo. Ainda há muitos problemas e desafios na terceirização do setor privado, mas estão se reduzindo”, asseverou.

Sem cautela - O gerente-executivo da Unidade de Relações do Trabalho da CNI disse que se faz confusão, na discussão do trabalho terceirizado, entre responsabilidade solidária (em que a contratante pode ser acionada diretamente pelo trabalhador da empresa contratada) e responsabilidade subsidiária (em que a contratante é acionada somente quando a contratada não cumpre as obrigações trabalhistas), defendida pela CNI.

“A responsabilidade solidária não traz qualquer ganho ao trabalhador e desamarra o prestador de serviço de uma necessária cautela com os direitos do trabalhador, além de gerar grande insegurança jurídica e abrir espaço para fraudes”, sublinhou.

E indagou: ”entre acionar a Vale ou a Petrobras e uma prestadora, alguém vai acionar a prestadora? Como a Petrobras, ao contratar o desenvolvimento de um sistema informatizado, realizado fora de suas dependências, terá controle sobre as horas extras?”.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simon, que também participou da audiência pública promovida pelo TST, sem a terceirização a atividade do setor de construção se torna inviável.

“São características marcantes da construção civil a transitoriedade, o fluxo de produção descontínuo e as muitas especializações.

É impossível empresas do setor terem no seu quadro permanente todos esses profissionais”, declarou Safady. A audiência pública no TST para debater a regulamentação da terceirização contou com a presença de 26 debatedores.

Fonte: CNI

Pesquisadores se unem para entender o futuro da Amazônia

Cientistas europeus e sul-americanos – incluindo brasileiros, bolivianos, colombianos e peruanos – iniciaram um novo e ambicioso programa de pesquisa para prever o que poderá ocorrer com a Amazônia ao longo das próximas décadas.

Intitulado Amazalert, o projeto, que reúne os esforços de 14 instituições de pesquisa, tem como objetivo testar previsões que sugerem que, sob contínuas mudanças climáticas e desflorestamento, as florestas da região amazônica poderão estar vulneráveis a degradação em diversos aspectos, como no clima, águas e comunidades.

Segundo informações da reportagem da Agência Fapesp, o programa pretende avaliar o quanto essas previsões são prováveis e, em caso positivo, antecipar onde, como e quando isso deve acontecer. O orçamento é de 4,7 milhões de euros, financiados conjuntamente pelo European 7th Framework Programme e por organizações nacionais.

Os cientistas estudarão um possível sistema que detecte sinais de degradação de grandes dimensões na floresta, e que inclui um sistema de alerta caso uma situação de perda de floresta irreversível pareça provável. Também serão envolvidos diretamente representantes de instituições e governamentais para que suas perspectivas sejam incluídas na modelagem e para auxiliar no desenvolvimento desse sistema.

O Amazalert avaliará impactos e efetividade de políticas públicas para a prevenção da degradação da Amazônia. Serão reunidas informações disponíveis em trabalhos anteriores sobre clima regional, sensibilidade das florestas e ciclo da água, desflorestamento, os impactos sobre as leis e respostas aos impactos na bacia amazônica.

O projeto ainda pretende melhorar a compreensão do papel do fogo, e como a população, agricultura e governos poderão responder às mudanças do clima e do meio ambiente.

Dentro de três anos, o projeto deverá fornecer um conjunto de ferramentas aprimoradas para avaliar e assessorar as tomadas de decisão na gestão futura da região amazônica, incluindo formas de monitorar o funcionamento da Amazônia para evitar mudanças irreversíveis em seus serviços ambientais.

Por Éverton Oliveira, da redação Uai Meio Ambiente

Investidores brasileiros vão às compras em Portugal

Motor da América Latina, o Brasil aproveita a crise na Europa para investir cada vez mais em Portugal, sua antiga metrópole, que hoje é a porta de entrada das empresas brasileiras no Velho Continente.

"Nos últimos tempos, Portugal recebeu grandes investimentos brasileiros e há uma tendência a aumentar", declarou à AFP Maria Carolina Lousinha, do serviço econômico da embaixada de Portugal no Brasil.

Os investimentos brasileiros em Portugal ocorrem, sobretudo, em áreas como a aviação, a construção civil, a siderurgia e o setor bancário.

Portugal foi em 2010 o sexto destino dos investidores brasileiros, ao receber cerca de 1 bilhão de dólares do Brasil, atrás das Ilhas Caimã, dos Estados Unidos, da Holanda, de Luxemburgo e de Hong Kong, indicou à AFP uma porta-voz do Banco Central do Brasil.

Em 2009, os investimentos brasileiros em Portugal quintuplicaram em relação a 2008, com 310 milhões de dólares.

As grandes empresas brasileiras, como a fabricante de aviões Embraer, ou os grupos de construção civil Odebrecht e Camargo Correa são os maiores investidores, "mas, cada vez mais, as pequenas empresas buscam se implantar" em Portugal, acrescentou Lousinha.

A diplomata explicou que o mercado português atrai os brasileiros devido à língua comum dos dois países, por sua mão de obra qualificada e "pelo triângulo Brasil-Portugal-África", um mercado lusófono que os portugueses conhecem bem.

Além disso, uma série de privatizações estão previstas em Portugal - a companhia aérea TAP, a empresa de gestão de aeroportos, obras navais - e "os brasileiros estão muito interessados", explicou a responsável econômica da embaixada.

"Portugal é a porta de entrada do Brasil na União Europeia", ressaltou.

Em 2009, ao inaugurar a construção de uma usina em Évora, a 130 km de Lisboa, o presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, assegurou que o objetivo é reforçar a relação com Portugal "e, de maneira mais ampla, com a Europa", um "dos maiores e mais importantes mercados" para sua empresa.

Para o porta-voz da Câmara de Comércio Brasil-Portugal em São Paulo, Caio Rocha Torrão, "os investidores brasileiros estão atentos às oportunidades em Portugal e na Europa que aumentarão com a crise, já que lá as empresas precisam de liquidez".

"As grandes empresas brasileiras seguirão investindo e as pequenas e médias empresas tenderão a fazer fusões e aquisições de empresas em Portugal e na Europa", ressaltou Torrão.

A Copa do Mundo de futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil criaram "enormes oportunidades de investimento (para os europeus) em infraestrutura e serviços. E irá ocorrer uma reciprocidade com as empresas brasileiras", considerou.

Em março, um colunista do jornal britânico Financial Times lançou uma proposta provocadora para resolver a crise da dívida portuguesa: que Portugal abandone a União Europeia e seja anexado pelo Brasil, sua antiga colônia.

"Portugal seria uma grande província (do Brasil), mas estaria longe de ser dominante: 5% de sua população e 10% do PIB", afirmou.

A presidente Dilma Rousseff viajou em março a Portugal e ressaltou a disposição do Brasil em ajudar a nação europeia no contexto das dificuldades econômicas enfrentadas pelo Velho Continente.

Da AFP Paris

Náutico pode mandar jogos na Arena Pernambuco a partir de 2014

Caso seja a nova casa de clube do Recife, arena afasta risco de se tornar elefante branco
Arena Pernambuco pode ser nova casa do Náutico (crédito: Fernandes Arquitetos/Div.)

A Arena Pernambuco já esteve fadada a se tornar um elefante branco depois do Mundial, mas agora se aproxima de um acordo para receber partidas de uma das equipes de Recife. E, ao que tudo indica, o Náutico já saiu na frente: o Conselho Deliberativo do clube marcou, para a próxima segunda-feira (10), reunião entre os conselheiros para decidir se o time deve ou não adotar o estádio da Copa como nova casa a partir de 2014.

O clube estaria até mesmo negociando detalhes da concessão com a construtora Odebrecht. Para o presidente do conselho, André Campos, as duas partes teriam chegado a um acordo. "A segunda-feira pode ser um dia histórico para o Clube Náutico Capibaribe. De uma saída de um estádio pequeno para o estádio da Copa do Mundo. E com toda uma receita garantida durante um grande período", disse.

Se o conselho aprovar a mudança, o Náutico será o proprietário da Arena Pernambuco por 30 anos, se antecipando aos rivais Sport Club do Recife e Santa Cruz. Além de lucrar com um estádio maior e mais moderno, o clube pode também usufruir do terreno da atual sede, o estádio dos Aflitos, que é localizado em um bairro nobre, alvo fácil da especulação imobiliária.

Orçada em R$ 465 milhões, a Arena Pernambuco está localizada na cidade de São Lourenço da Mata, a 19km do Recife, e vai comportar 46 mil lugares. De acordo com o governo do estado, a arena já estaria 17% finalizada. A previsão de entrega é dezembro de 2012.

Portal 2014

Castelão deve ter cobertura metálica até agosto de 2012

Estrutura desenhada por escritório português terá isolamento término e acústico
Maquete do Castelão mostra cobertura metálica (crédito: Tuno Vieira/Divulgação)

Lúcio Pontes Filho - Fortaleza

O governo do Ceará apresentou na manhã desta quinta-feira (6) em Fortaleza o projeto da cobertura metálica que será construída no Castelão para a Copa de 2014.

O projeto foi desenvolvido ao longo de oito meses pelo escritório português Martifer Metallic Constructions, que também fará a cobertura da Fonte Nova, em Salvador.

O estádio terá um revestimento termoacústico que proporciona uma sensação térmica mais agradável por suportar os altos índices de insolação do nordeste brasileiro, absorvendo menos calor e permitindo a circulação de ar no interior do estádio.

O isolamento acústico deve melhorar o acompanhamento dos jogos pela torcida. A cobertura terá ainda uma área de 6 mil metros quadrados de policarbonato que vai evitar o sombreamento e o contraste nas transmissões televisivas.

“O equipamento possui tecnologia inovadora que vai oferecer aos torcedores conforto e segurança. A estrutura da cobertura do Castelão contribui significativamente para a certificação ambiental LEED (Leadership in Energy and Environmental Design)”, destacou o presidente da empresa, Jorge Martins, sobre o selo de construção sustável que o estádio pretende conquistar.

O projeto pode ser executado simultaneamente à execução da obra do estádio e do gramado. Sua própria estrutura servirá para o amortecimento das arquibancadas, o que dará mais conforto aos torcedores.

“Estamos trabalhando nos detalhes, os componentes já começaram a ser fabricados e quando o concreto estiver pronto nós vamos começar a fazer a instalação da coberta”, disse Martins.

Orçamento
De acordo com o secretário Especial da Copa do Ceará, Ferruccio Feitosa, a construção da nova estrutura metálica do Castelão está dentro do orçamento de R$ 518,6 milhões. “O Castelão terá até o final de dezembro 50% da obra concluída. Esperamos chegar ao final de 2012 com 95%”, afirmou.

Da Agência Engetelka

Cidade espanhola oferece passe vitalício de transporte em troca de carros


A cidade de Murcia, na Espanha, lançou a campanha “Mejor en Tranvía” em que oferece passe gratuito e vitalício para transporte público do sistema VLT aos cidadãos que estiverem dispostos a abandonar seus carros. | Imagem: Mejor en Tranvía

A cidade de Murcia, na Espanha, lançou a campanha “Mejor en Tranvía” em que oferece passe gratuito e vitalício para transporte público do sistema VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) aos cidadãos que estiverem dispostos a abandonar seus carros.

Além de promover o sistema VLT, a campanha, que funciona desde maio, visa a redução dos congestionamentos e a poluição do ar na cidade. O sistema estava em fase de teste desde 2007, mas foi aberto recentemente, enquanto mais três linhas estão em construção. Até o momento o transporte elétrico de superfície abrange 18 quilômetros.

A população atual da cidade é de 440 mil pessoas, sendo que a maior parte delas depende exclusivamente de veículos particulares. O passe é só o primeiro passo para reduzir o número de motoristas. A cidade já recolheu alguns veículos livres de dívidas e em funcionamento e agora irá desmontá-los.

A campanha está envolvendo também as redes sociais como forma de incentivo. “Para cada comentário enviado via Facebook ou Twiiter, os mecânicos de Murcia retiram uma peça de um dos carros da nova coleção veicular da cidade, com reprodução ao vivo via webcam para todos verem”, explica o site Springwise.

A publicidade fez questão de mostrar a dificuldade em estacionar um carro no centro da cidade colocando carros em vagas impossíveis demonstrando o grande problema de achar lugares disponíveis no caos da cidade.

Para finalizar, a campanha publicitária também fez videoclipes curtinhos que promovem a troca dos carros pelo passe de transporte público e ainda destacam as desvantagens do uso de veículos privados e individuais.

The City Fix Brasil.

Sede da PepsiCo no Arizona produz 2/3 da energia que consome


A instalação da PepsiCo, no Arizona, inclui cinco centrais de energia solar fotovoltaico, que produzem cerca de 50% da carga anual de consumo da fábrica l Foto: Divulgação/PepsiCo

A sede da multinacional norte-americana PepsiCo no Arizona, EUA, passou por alterações que deixaram o prédio mais sustentável. O anúncio foi feito na última semana e a empresa busca alcançar a certificação LEED Gold, fornecida pelo Green Building Council.

O edifício, que possui pouco mais de 17.500 metros quadrados, foi reestruturado para ser mais eficiente, tanto no que diz respeito aos gastos energéticos quando ao uso da água. O modelo utilizado pela PepsiCo pode ser replicado e servir de exemplo para outro edifícios.

O prédio do Arizona terá dois terços de sua energia proveniente de fontes naturais, reciclagem de 75% da água e redução de 80% do uso de gás natural, com o intuito de minimizar 50% das emissões de gases de efeito estufa emitidos pelas atividades industriais da fábrica.

Para obter a energia limpa, foram instalados cinco painéis solares, uma caldeira de biomassa e outras tecnologias. Os equipamentos fotovoltaicos estão espalhados por dois campos em 36 hectares da propriedade e são capazes de produzir até dez mil megawatts hora de energia. Já a biomassa irá substituir a maior parte do uso do gás natural.

Outro fator que reduz a pegada ecológica da sede da empresa é a opção pela reciclagem e reutilização dos resíduos, que ocorre desde 2010 e permite que menos de 1% do lixo seja destinado aos aterros sanitários.

Indra Nooyi, presidente da PepsiCo, também anunciou outras ideias que devem melhorar a responsabilidade da empresa, como a redução do uso de açúcar e sal na fabricação dos alimentos comercializados mundialmente pela multinacional.

O sistema de recuperação e reutilização de água recicla de 50% a 75% de todo o processo de água utilizada no instalação l Foto: Divulgação/PepsiCo

Redação CicloVivo

Primeiro Secretário discute sobre parcerias público privadas na CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) quer aumentar o limite de 3% da receita corrente líquida dos estados e municípios para aportes da União às Parcerias Público Privadas estaduais e municipais, as PPPs, como medida para ampliar os investimentos em infraestrutura.

A proposta foi apresentada, na semana passada, pelo presidente do Conselho de Infraestrutura da CNI, José de Freitas Mascarenhas, em seminário na entidade, em Brasília, promovido pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Infraestrutura Nacional.

O Primeiro Secretário da Câmara, deputado Eduardo Gomes (PSDB) participou do evento, ressaltando a importância do fortalecimento das Parcerias Público Privadas.

O artigo 28 da lei das PPPs proíbe repasses do governo federal às parcerias dos estados e municípios cuja contratação exceder 3% da receita líquida corrente, um dos fatores que, na visão de Mascarenhas, impede a ampliação das PPPs.

Outros entraves às PPPs citados por ele são a falta de um marco regulatório e de uma área de inteligência do governo para atrair investidores privados, a resistência de órgãos públicos, que vêem nas PPPs mera privatização de serviços públicos, e ainda má avaliação dos prazos para a realização das obras.

“O país investe em torno de 2,5% do PIB, o Produto Interno Bruto, em infraestrutura, enquanto a China investe 7,3%, e a Índia, 5,6%, muito mais do que nós. O desempenho ruim do Brasil começa na elaboração de projetos.

Precisamos montar no governo a mesma estrutura que se montou na área de energia quando houve o racionamento”, defendeu Mascarenhas, que também é presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). O país investe cerca de R$ 73 bilhões anuais em infraestrutura, quando deveria aplicar no mínimo R$ 184 bilhões por ano, cerca de 5% do PIB, enfatizou.

O presidente do Conselho de Infraestrutura da CNI observou que a execução das PPPs exige competência financeira para a negociação. “As PPPs são uma forma mais sofisticada de realizar investimentos, mas para dar segurança ao setor privado são necessárias iniciativas como estrutura de gestão e de planejamento setorial governamentais e ainda melhor qualidade das agências reguladoras”, pontuou.

Levantamento da CNI, apresentado por Mascarenhas no seminário, revela haver 17 projetos de PPPs contratados pelos estados, no valor de R$ 7,4 bilhões, e 21 em estudo. No governo federal há apenas sete projetos, nenhum deles em execução, mas em fase de licitação e análise.

Na opinião do economista Gesner Oliveira, da consultoria GO Associados, outro participante do seminário, é uma quantidade muito pequena para um país que, segundo ele, necessita ampliar entre quatro e cinco pontos percentuais por ano a taxa de investimento para poder crescer ao redor de 5% anualmente.

(Assessoria de Imprensa – Com informações da CNI).

Sabesp deve anunciar audiência pública de PPPs em novembro

SÃO PAULO – Após iniciar a operação de sua primeira Parceria Público-Privada (PPP) em março deste ano no sistema produtor de água de Taiaçupeba, a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp) deve abrir até o final de novembro audiência pública para mais dois projetos, um na região metropolitana de São Paulo e outro no litoral norte paulista.

As licitações serão lançadas em 2012 e os valores dos investimentos ainda não foram divulgados pela empresa.

Segundo a presidente da Sabesp, Dilma Pena, o primeiro projeto é para captação e tratamento de água no sistema produtor São Lourenço, ao sul da região metropolitana de São Paulo, para fornecer mais 4,7 metros cúbicos de água por segundo para atender a zona oeste da capital paulista.

O segundo é para tratamento de esgoto nas cidades do litoral norte.
“A nossa avaliação é de que via PPP o investimento é realizado de forma mais eficiente e mais rápida, portanto mais barata. Vamos fazer novas PPPs sempre que for mais conveniente para a empresa do ponto de vista econômico e financeiro”, diz a executiva.

A Sabesp também possui parcerias com empresas privadas em concessões de saneamento no interior de São Paulo, onde participa como sócia em consórcios. Segundo Dilma, a empresa também continua interessada em avançar em projetos desse tipo.

“Sempre que houver negócios interessantes, que viabilizem saneamento nos municípios autônomos, vamos analisar com empenho e interesse. Mas por enquanto não temos novos projetos em curso.”

(Samantha Maia | Valor)

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