sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Planejamento olímpico deve evitar erros do Pan, diz ‘prefeita’ da Rio-2016


Foto: Divulgação

Para Bastos Marques, Olímpiada representa oportunidade única de mudar o Rio de Janeiro

Os Jogos de 2016 no Rio precisam de planejamento para o período pós-Olimpíada para evitar as críticas que foram feitas aos Jogos Panamericanos, segundo a presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques.

Bastos Marques ressalta a importância de se pensar no legado dos jogos em função das críticas "pelo que aconteceu no dia seguinte" aos Panamericanos, que foram sediados pelo Rio em 2007 e acabaram custando R$ 3,5 bilhões, contra os cerca de R$ 400 milhões do orçamento inicial.

Hoje com 54 anos, Bastos Marques foi secretária municipal da Fazenda no Rio nos anos 1990, diretora do BNDES e a única mulher a ocupar a presidência da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), o que lhe rendeu o apelido de “dama de aço”. Antes de assumir a EOM, ocupava a presidência da Icatu Seguros.

Em entrevista à BBC Brasil, ela diz que a experiência acumulada nos setores público e privado lhe dá trânsito fácil entre as instâncias com que precisará lidar na nova função. Nascida em Bom Jesus do Itabapoana, no interior do Rio, adotou o Rio aos 17 anos e diz que sua paixão pela cidade e por esportes termina de credenciá-la para a nova função.

Veja a seguir os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil - Nesta sexta-feira começa o Rock in Rio, que será realizado na primeira obra que a prefeitura entregou para a Olimpíada, o Parque dos Atletas. É o primeiro uso dado a um projeto feito para os jogos. O espaço será aproveitado para outros eventos além desses?

Maria Silvia Bastos Marques - Estarei lá. Tenho dois adolescentes. E tenho lido nos jornais que já temos vários Rock in Rios planejados para a frente.

Temos que ter um planejamento do dia seguinte. Essa preocupação existe até porque já vivemos um evento no Rio sobre o qual existem muitas críticas, que é o Panamericano, pelo que aconteceu no dia seguinte. Primeiro, a gente aprendeu, alguns equívocos e erros foram feitos daquela vez. É importante que a população entenda que hoje temos uma oportunidade única de mudar a cidade. É muito diferente de qualquer coisa que já tenha acontecido aqui ou no país.

O Rio de Janeiro tem a história que todo mundo conhece, padecemos bastante com o esvaziamento da cidade, com a saída da capital, com situações não planejadas. Estamos pela primeira vez em décadas fazendo um processo planejado. Existe uma atração muito grande de investimentos. A cidade e o Estado do Rio estão vivendo uma dinâmica própria. Do petróleo, do gás; e das Olimpíadas e da Copa do Mundo. Isso leva a cidade para um patamar diferente.

"A prefeitura vem buscando firmar parcerias público-privadas para diminuir o uso de dinheiro público nos projetos. O modelo já foi adotado na construção da Vila Olímpica, na reforma do Sambódromo e na revitalização do Porto."

É impossível saber exatamente como vai ser depois. Mas todos os grandes projetos estão sendo pensados no modo Olimpíada e no modo pós-Olimpíada. O Parque Olímpico, o Porto Maravilha. Todos eles já têm uma visão do que vão se tornar depois. Quanto mais os jogos forem bem sucedidos, maiores as chances de no futuro termos mais turismo, mais investimentos e utilização para isso (os espaços construídos).

BBC Brasil - A senhora falou que lições foram aprendidas após os erros cometidos nos Jogos Panamericanos. Que lições foram essas, e quais foram erros que não devem ser repetidos?

Maria Silvia Bastos Marques - Os Jogos Panamericanos foram um grande aprendizado em todas as áreas. Desenvolveram mão-de-obra capacitada para trabalhar em grandes eventos, por exemplo. O Pan também deixou um grande legado esportivo. Tanto que todas as instalações construídas serão utilizadas nos Jogos Olímpicos. E foi um trunfo para que o Rio fosse escolhido como sede da Olimpíada.

Mas a preparação para os dois eventos é bem diferente. Para receber a Copa e os Jogos Olímpicos, a prefeitura tem seguido os cronogramas e planejado cada ação para deixar um legado tangível para a cidade. Todo o processo de preparação está sendo feito de maneira transparente e profissional. Qualquer cidadão pode acompanhar o andamento das obras e as ações da Prefeitura.

Outra diferença em relação aos Panamericanos é que a prefeitura vem buscando firmar parcerias público-privadas para diminuir o uso de dinheiro público nos projetos. O modelo já foi adotado na construção da Vila Olímpica, na reforma do Sambódromo e na revitalização do Porto.

BBC Brasil - Como vai ser a atuação da Empresa Olímpica Municipal? Até onde vai a sua atuação no papel de fiscalizar e coordenar os projetos? A senhora vai ter poder para estabelecer limites ou vetar projetos?

Foto aérea do Parque Olímpico no Rio

Algumas obras estão em andamento, mas orçamento ainda não está fechado

Acho que essas coisas vão se fazer na prática. Não existia essa função. O prefeito sintetiza dizendo que eu sou a prefeita das Olimpíadas. A ideia é que eu tenha a coordenação sobre tudo o que é relativo aos jogos. As atividades de obras, serviços, comunicação, numa atitude de coordenar, integrar e facilitar.

Nossa função na EOM também é ter sempre em vista o caminho crítico dos jogos, se algum projeto está em um caminho onde haja algum risco. Vamos olhar para as responsabilidades do município de uma forma macro. Cada secretaria está envolvida em sua função específica, e essa visão macro é uma visão de coordenação.

BBC Brasil - Em junho, quando uma comitiva britânica esteve no Rio, o ministro britânico de Cultura, Esporte e Olimpíada, Jeremy Hunt, falou sobre a importância da definição do orçamento para a organização de uma Olimpíada. Mas o Rio ainda trabalha com os valores estimados na época da candidatura. Quando teremos uma definição do orçamento dos jogos?

Não conheço como foi a experiência de Londres, e uma das coisas que vou fazer até o fim do ano é ir a Londres e ir a Barcelona para conhecer (os projetos das cidades-sede). Na realidade das Olimpíadas no Rio, leva um tempo para você ter esses valores fechados. Por quê? Primeiro, o dossiê já mudou de lá para cá. Dois esportes foram incluídos depois (da candidatura), o golfe e o rúgbi, e nós já mudamos pelo menos um projeto, a Vila de Mídia, que era na Barra e veio para o Centro. Eram projetos conceituais. Agora há obras que já começaram, então você tem orçamentos mais concretos, e também obras que estão ainda em pré-projeto. Não tem como você estar fechando um orçamento agora.

O que vamos fechar para a visita do COI (o Comitê Olímpico Internacional, que estará no Rio em novembro) é uma lista de todo os projetos que serão executados. Isso vai estar muito próximo do que será a lista final. Em seguida, vamos definir quem executa, se o governo federal, estadual e municipal, e quem financia.

BBC Brasil - Essas definições de que você fala são a Matriz de Responsabilidade para os Jogos, cuja definição tem sido cobrada há tempos. Há uma previsão para que esteja pronta?

Maria Silvia Bastos Marques - Isso, a tão famosa Matriz de Responsabilidade. Acredito que até o fim do ano tenhamos uma primeira estimativa. Mas mesmo até lá tem projetos que ainda vão estar no conceito. Não quer dizer que ela vai ficar ali congelada, ela pode sofrer mudanças depois.

BBC Brasil - Como tem sido o envolvimento do setor privado nos projetos para a Olimpíada, e qual é a participação que vocês consideram ideal?

"Existe um senso de urgência muito grande, a gente sabe que quanto mais o tempo passar, é óbvio que surgem os imprevistos."

Maria Silvia Bastos Marques - O ideal é que seja o máximo possível. São coisas novas no Brasil, você fazer coisas tão grandes. O projeto do porto, importantíssimo, foi feito de forma inovadora no Rio de Janeiro. Em São Paulo já se usava esse mecanismo dos certificados do potencial construtivo, mas no Rio nunca se tinha usado e é extremamente exitoso, está em curso (a prefeitura vendeu os chamados Cepacs da região portuária para financiar as obras de revitalização da área).

BBC Brasil - O alto custo da obra no Maracanã e a disparidade em relação à previsão de gastos inicial foram muito criticados no Rio. Como evitar que as obras custem mais que a estimativa inicial?

Maria Silvia Bastos Marques - Estamos tentando começar tudo o quanto antes. Exatamente para não ficar com essa pressão do tempo. Existe um senso de urgência muito grande, a gente sabe que quanto mais o tempo passar, é óbvio que surgem os imprevistos.

Tem questões como a série de desapropriações que precisam ser feitas. Isso é um processo negocial, que envolve discussões, é muito difícil. Não temos o controle absoluto dos prazos, mas a intenção é adiantar ao máximo os projetos para não ficar em cima na questão dos prazos.

BBC Brasil - As desapropriações que estão sendo feitas para abrir caminho para as obras de infraestrutura também têm sido alvo de críticas. Isso é algo que vocês também vão monitorar?

Maria Silvia Bastos Marques - Isso faz parte dos projetos. É certamente uma situação delicada, mas que precisamos enfrentar. O Rio sofre com essa questão há três décadas, pelo menos. Nós tivemos invasões em áreas de risco, que põem em risco a vida da população, e em áreas de preservação ambiental. Se nós não fizermos isso agora, eu não sei como vai ser a história do Rio de Janeiro. A cidade vai ficar inviável.

BBC Brasil

Railway Interchange bate recorde de público

Mais de nove mil pessoas circularam pelo pavilhão de 27 mil m2 da Railway Interchange 2011, a maior feira metroferroviária dos EUA, que se realizou este ano em Minneapolis, entre os dias 18 e 20 de setembro. Encerrada nesta terça-feira (20), o evento reuniu cerca de 700 expositores de equipamentos e serviços voltados para as áreas de manutenção, tecnologia, sinalização e comunicação ferroviárias.

Segundo Charles Emely, CEO da American Railway Engineering and Maintenance-of-Way Association (Arema), uma das responsáveis pela promoção da feira, a estimativa original era de cinco mil visitantes. Emely atribui o sucesso da edição deste ano ao fato de ter sido a primeira vez que as quatro principais entidades do transporte ferroviário norte-americano estiveram reunidas no mesmo evento: Railway Engineering-Maintenance Suppliers Association (Remsa), Railway Supply Institute (RSI) e Railway Systems Suppliers Inc. (RRSI), além da própria Arema.

Paralelamente às exposições, foram realizados seminários temáticos. No seminário realizado pelo Brasil, a apresentação mais concorrida foi a do Ministério dos Transportes. De acordo com o secretário de Política Nacional dos Transportes, Marcelo Perrupato, os planos da pasta são baseados em ensaios macroeconômicos, que consideram a evolução de índices como produção, tonelagem, PIB, crescimento populacional e fluxos migratórios. O Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT) é produto desta metodologia criteriosa.

O PNLT prevê a construção de mais de doze mil quilômetros de malha ferroviária no Brasil até 2025. O problema é que, dos cerca de US$ 20 bilhões necessários para a concretização do Plano, o Ministério dispõe apenas da metade. O ideal é que os US$ 10 bilhões restantes sejam captados por meio de parcerias-público privadas (PPPs), daí a importância da participação brasileira em feiras internacionais como a Railway Interchange.

“Temos um mercado cheio de oportunidades para investidores estrangeiros. O Brasil é um país favorável para investimentos: já passou por duas crises econômicas mundiais e não se abalou. É um país sólido, seguro, com uma legislação também segura: os fatores mais preocupantes para os investidores”, explica Perrupato.

A participação brasileira

Pela primeira vez o Brasil contou com um estande na feira, uma estrutura de 100 m2 viabilizada pelo Ministério das Relações Exteriores. Mais de 60 representantes da indústria metroferroviária nacional, entidades de governo e concessionárias se reuniram no pavilhão brasileiro para fazer contatos, estreitar relacionamentos e prospectar novos negócios.

AmstedMaxion

Entre as empresas brasileiras presentes, estava a Amsted Maxion, líder na produção de vagões de carga na América do Sul. Até o final de 2011, serão produzidos 3.525 vagões completos e 1.200 caixas de vagões Hopper.

“A feira é uma oportunidade muito boa para encontrarmos clientes e parceiros, atuais e potenciais. Ao mesmo tempo, temos condições de mostrar toda a tecnologia do grupo Amsted norte-americano, que faz parte de todos os nossos projetos e produtos. Isto nos permite estar sempre um passo à frente da concorrência e manter a liderança”, afirma o presidente, Ricardo Chuahy.

Retesp

A Retesp, fabricante de artefatos de borracha, como vedações para vagões e amortecedores de impacto, também marcou presença na feira. De acordo com o diretor comercial da empresa, Dejair de Aguiar, uma das principais inovações apresentadas foi o PAD, uma espécie de amortecedor, fixado entre o adaptador e a lateral do truck do vagão. O produto reduz em até 35% dos desgastes de roda, aumentando a vida útil do material rodante.

Para Aguiar, a Railway Interchange serviu para estreitar o relacionamento com empresas parceiras e aumentar a carteira de clientes no mercado internacional. “A feira está sendo muito positiva. Tiveram diversas reuniões com empresas, com a grande possibilidade de estabelecer parcerias”, justifica.

Eagle Business Development

A Eagle Business Development fornece soluções inovadoras para a indústria ferrovária, como produtos para controle de vibração e ruído, tecnologia RFID para gestão de vida útil de ativos e recondicionamento de rolamentos. A empresa esteve presente no pavilhão brasileiro para saber o que há de mais novo no mercado ferroviário, realizar networking e prospectar novos investidores.

De acordo com a diretora-geral, Cristina Naegele, a feira superou suas expectativas. “Este é o momento do Brasil. Há muita gente interessada em investir no país. E esse interesse não se restringe apenas à área ferroviária, mas sim a todos os segmentos”, enfatiza Cristina.

Conprem

A Conprem é líder da América do Sul na produção de dormentes de concreto para ferrovias e única fabricante de dormentes para Aparelhos de Mudança de Via (AMVs).

Companhia Brasileira de Ferro e Aço (CBFA)

Fabricante de eixos ferroviários para vagões de carga, locomotivas e carros de passageiros, a CBFA tem como clientes grandes operadoras logísticas, como MRS e ALL, além de fabricantes de vagões como Amsted Maxion e CAF. A companhia tem uma capacidade instalada para produção de 22 mil eixos por ano e se considera pronta para atender à demanda do mercado nacional.

Segundo o diretor-geral da CBFA, Dennis Ramos, a feira foi uma oportunidade única de encontrar os principais players do setor ferroviário brasileiro, todos reunidos no mesmo local. A área de manutenção em geral foi a que mais chamou a atenção de Ramos, tanto pela quantidade quanto pela qualidade dos serviços oferecidos.

Goldschmidt-Thermit Group

Apesar de ter um estande próprio na feira, a Goldschmidt-Thermit Group, desenvolvedora produtos e serviços para a construção, o reparo e a manutenção de sistemas de ferrovias, manteve-se próxima aos demais representantes nacionais.

“É no pavilhão brasileiro o melhor lugar para encontrar os clientes e os fornecedores. Esse é o melhor meeting point da feira”, ressalta o diretor-geral da empresa, Robinson Gedra.

A Goldschmidt-Thermit destacou-se por desenvolver e aprimorar o processo de solda aluminotérmica, o que a levou a ser de líder de mercado. Gedra explica que a solda promove uma junção mais resistente dos trilhos, permitindo a circulação de trens e locomotivas com maior tonelagem por eixo e promovendo um aumento da velocidade média das composições.

Cavan

A Cavan atua há 70 anos no mercado de pré-moldados, desenvolvendo postes e dormentes de concreto. Segundo o diretor de desenvolvimento de negócios, José Roberto da Silva, a presença na feira foi importante, pois a empresa busca ampliar ainda mais a gama de produtos e serviços oferecidos ao setor ferroviário.

Silva revela que a Cavan fechou contrato com a Valec, empresa governamental responsável pelo gerenciamento da construção de 115 quilômetros da Ferrovia Oeste-Leste (FIOL). O executivo ressalta ainda que a Cavan firmou recentemente uma importante parceria com a Rocla, maior fabricante de dormentes de concreto dos EUA.

Concessionárias de ferrovias

FTC

A Ferrovia Tereza Cristina (FTC), operadora da malha ferroviária no sul de Santa Catarina, também deixou sua marca na Railway Interchange.

“Em função da dimensão atual dos nossos negócios e as expectativas de oportunidades ainda maiores, é fundamental acompanhar as evoluções tecnológicas”, explica o gerente da Divisão Manutenção da FTC, Abel Passagnolo Sérgio.

Além de ser responsável pelo trecho Imbituba a Criciúma, a concessionária possui outras duas empresas no setor ferroviário: a Transferro Operadora Multimodal, focada em operações de pátios ferroviários, indústrias e termelétricas, e a Locofer, especializada na recuperação e locação de locomotivas e vagões. Hoje as duas empresas atuam em conjunto, no Brasil e no exterior.

No Brasil, a FTC loca atualmente seis locomotivas e 230 vagões para a Transnordestina Logística, outra grande concessionária privada. Para a Ferrovia do Oeste Paranaense (Ferroeste), a FTC fornece outras dez locomotivas e cerca de 60 vagões. No mercado internacional, um dos principais clientes é a Ferrovia Oriental, que se estende de Santa Cruz, na Bolívia, até Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

Sérgio destaca que as novas locomotivas locadas estão equipadas com computador de bordo (CBL), que monitoram e transmitem em tempo real as informações operacionais e técnicas das locomotivas. Para o cliente, isso significa poder acompanhar o desempenho operacional dos condutores, bem como a temperatura, a velocidade, o consumo de combustível e a potência da composição. Tudo isso se traduz em ganhos em segurança e em redução de gastos com a operação, resume o executivo.

Vale

Importante player brasileiro na indústria mineradora e logística, a Vale levou para a Railway Interchange uma delegação de cerca de vinte profissionais das áreas de suprimentos, engenharia e operações. O objetivo do grupo foi buscar novas tecnologias e soluções capazes de gerar maior eficiência operacional nas diversas atividades da empresa.

A Vale é líder na movimentação de minério de ferro no Brasil, utilizando duas grandes ferrovias: a Estrada de Ferro Carajás (EFC), localizada no Pará e no Maranhão, e a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), situada entre o Espírito Santo e Minas Gerais. Além disso, a gigante brasileira movimenta cargas gerais e grãos pela Ferrovia Norte-Sul e pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

De acordo com o supervisor de engenharia da Vale, Amélio Mandelli, a presença na feira é crucial, pois a empresa, que já possui operações em outros países, está passando por um franco processo de internacionalização. Atualmente a Vale opera duas ferrovias no exterior: uma na Colômbia, e outra em Moçambique, onde é feito o transporte de carvão. Além disso, a companhia está implantando uma malha ferroviária na Argentina e estudando outras soluções logísticas a serem implantadas na África.

Fonte: ANTF

ETH e Fapesp firmam acordo para pesquisas em bioenergia

Aporte financeiro para viabilizar os projetos será de até R$ 20 milhões

Divulgação/Unica

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a ETH Bioenergia, empresa que atua na produção de etanol, açúcar e energia a partir da biomassa de cana-de-açúcar, assinam na segunda-feira (26/9) um Acordo de Cooperação para Desenvolvimento de Pesquisa Científica e Tecnológica.

O objetivo é promover estudos nas áreas de plantio, colheita e processamento de cana-de-açúcar e seus derivados em cooperação entre universidades e instituições de pesquisa.

Os temas de interesse da empresa envolvem as áreas de automação agrícola (sistemas inteligentes e simuladores de processos agrícolas) para agricultura de precisão; manejo de variedades de cana; melhoria da fermentação com ganhos em produtividade; recuperação e uso de subprodutos e resíduos; e desenvolvimento de biomassas de ciclo curto para complementar a cana.

O aporte financeiro para viabilizar os projetos será de até R$ 20 milhões, sendo que cada parte irá desembolsar R$ 10 milhões. As propostas serão selecionadas em comum acordo pela ETH e a Fapesp, por meio de um comitê.

“Esperamos desenvolver outros produtos que agreguem mais valor à cana e seus derivados para atender futuras demandas das indústrias química, farmacêutica e alimentícia”, diz Carlos Eduardo Calmanovici, responsável por Inovação e Tecnologia da ETH.

Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, esse acordo é estratégico e contribui para ampliar a produção de conhecimento aplicado à criação de fontes limpas de energia no estado de São Paulo.

por Globo Rural On-line

Impostos pagos por brasileiros atingem 33,56% do PIB em 2010

Rio de Janeiro - Exatamente 33,56% de tudo o que foi produzido no ano passado no Brasil, ou seja, um pouco mais da terceira parte, ficou nas mãos do Estado devido à alta carga tributária do país, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira pela Secretaria da Receita Federal.

De acordo os dados do Fisco, a carga tributária no Brasil subiu dos 33,14% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 para 33,56% em 2010.

Isso significa que os brasileiros pagaram cerca de R$ 1,23 trilhão em impostos no ano passado.

Segundo o relatório, a arrecadação aumentou até esse valor recorde principalmente porque a própria economia brasileira cresceu 7,5% no ano passado, sua maior expansão em quase três décadas.

Além disso, a arrecadação tributária aumentou 8,9% no ano passado em termos reais (já descontada a inflação), ou seja, os novos impostos permitiram que a receita fiscal crescesse acima do próprio PIB.

O Fisco alegou que o crescimento dos tributos obedeceu principalmente à expansão da economia porque a única modificação fiscal aprovada pelo Legislativo no ano passado foi o aumento do imposto sobre as operações cambiais e as despesas com cartão de crédito no exterior.

Do total de impostos pagos pelos brasileiros, quase 70% terminou nos cofres do Governo Federal, enquanto que o restante com os Governos estaduais e os municipais.

Segundo o estudo da Secretaria da Receita Federal de impostos, a carga tributária no Brasil é inferior à da média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Nos países da OCDE a carga tributária média em 2009 foi de 34,8% do PIB.

Apesar disso, a carga brasileira fica acima da de países ricos como os Estados Unidos (24%) e de outros emergentes como o México (17,5%).

EFE

Canoas/RS:Informações sobre funcionamento dos parquímetros à disposição da população junto aos equipamentos


O funcionamento dos parquimetros que estão sendo instalados na região Central da cidade estão sendo feitas por monitores da empresa responsável pela implantação do sistema, a Red Parking.

Os equipamentos chamam a atenção de quem passa pelo Centro. "A população pode e deve saber como funcionará o sistema, por isso o pessoa treinado pela empresa está a disposição diariamente nos locais, para sanar as eventuais dúvidas", disse o secretário muncipal de Transporte e Mobilidade, Luiz Carlos Bertotto.

Ele circulou nesta sexta-feira, 23, pelo Centro acompanhado pelo adjunto da pasta, Carlos Candiota. Juntos, ouviram as explicações dos monitores sobre as máquinas.

ÁREA AZUL

A fase de implantação do estacionamento rotativo no Centro da cidade teve início essa semana.

A empresa Rek Parking começou a instalar os equipamentos (parquímetros) da Área Azul em cinco pontos da região.

Já possuem parquímetros nas ruas Tiradentes, 15 de Janeiro esquina com a Frei Orlando, 15 de Janeiro entre a Regente Feijó e Ipiranga, 15 de Janeiro esquina com Fioravante Milanez, e Frei Orlando em frente ao Posto de Saúde.

Nestes locais, funcionárias da empresa estão explicando o funcionamento das máquinas a motoristas e pedestres. No total, serão instalados 20 unidades.

Na próxima semana, iniciam as entrevistas com os guardadores de carros cadastrados pela Secretaria de Desenvolvimento Social, que serão treinados para as vagas de monitores, responsáveis pela fiscalização do estacionamento rotativo. Devem ser disponibilizadas em torno de 25 vagas.

O funcionamento efetivo da Área Azul será na primeira quinzena de outubro. Inicialmente, serão oferecidas 760 vagas no centro.

O tempo mínimo será de meia hora, custando R$0,60, e máximo de duas horas, ao custo de R$2,50.

O pagamento pode ser feito com moedas ou cartão eletrônico e a verba arrecadada, conforme o secretário Luiz Carlos Bertotto, será destinada à conservação das câmeras de videomonitoramento.

Dentro das 760 vagas, 53 serão disponibilizadas à idosos e pessoas com deficiência. A intenção é facilitar o acesso destas pessoas. Serão 15 vagas para pessoas com deficiência e 38 para idosos, atendendo à sugestão da Associação Canoense.

Jesiel B. Saldanha/Portal Canoas

Cuba e Brasil estabelecem acordo em biotecnologia

HAVANA - O Brasil assinará com Cuba um acordo de cooperação para a fabricação conjunta de medicamentos contra o câncer e a diabetes, além de outros acordos no ramo da biotecnologia.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, está no país caribenho para assinar uma série de acordos e afirmou que sua viagem tem como objetivo "desenvolver conjuntamente" produtos para combater "doenças renais crônicas", além do câncer e da diabetes.

Padilha acrescentou que o Brasil tem "um compromisso" com a América Latina no campo da produção de medicamentos "e no benefício da saúde global".

Antes da viagem, Padilha informou que o Brasil já prepara seus laboratórios públicos para esse tipo de tecnologia, além de querer atrair interesse privado no setor, e também tem interesse em estabelecer acordos com o Instituto de Biotecnologia cubano.

ANSA

Projeto de mães sociais que começou no Ceará será replicado por todo o país com a parceria da Cepal

O programa Trevo de Quatro Folhas de mães cuidadoras que ajudam mães e crianças carentes em risco e que não têm apoio familiar vai ser aplicado em todo o país, começando pelo Nordeste, especialmente em municípios onde a mortalidade infantil é mais alta, informou hoje (23) María Elisa Bernal, coordenadora de um concurso promovido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) da Organização das Nações Unidas (ONU), para selecionar iniciativas empreendedoras em inovação social que inspiraram políticas públicas regionais.

Os projetos selecionados foram apresentados hoje (23), durante evento na Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo María Elisa, os projetos vão ser replicados em vários locais. “Hoje, tivemos a notícia de que o projeto [Trevo de Quatro Folhas] será implementado em todo o território brasileiro, iniciando pelo Nordeste em municípios onde há mais mortalidade infantil. O Ministério da Saúde já o assumiu como seu e irá dar continuidade. Esse é o nosso ideal”.

Implantado em 2001, no município de Sobral, no Ceará, o programa Trevo de Quatro Folhas conta com a participação das chamadas mães sociais, que são mulheres da própria comunidade com a função de acompanhar mães e crianças em risco e sem o apoio da família. Elas recebem capacitação como cuidadoras nas residências ou hospitais e trabalham para promover saúde, prevenir complicações e partos prematuros, além de dar apoio à amamentação e trabalhar pelo fortalecimento da autoestima das mulheres e dos vínculos familiares.

Segundo a representante do Trevo de Quatro Folhas, Francisca Júlia dos Santos Souza, os trabalhos do grupo começaram com o apoio às mães carentes que não tinham com quem deixar seus filhos quando davam à luz a outro bebê. “O Trevo veio para resolver essa questão. Hoje, temos muitas mulheres capacitadas como mães sociais que assumem as tarefas domésticas da gestante carente para que ela possa ter repouso quando precisa e para que ela tenha com quem deixar os outros filhos para ir às consultas médicas”.

Outro projeto selecionado pela Cepal foi o Observatório Social, de Maringá, no Paraná. Projeto criado pela organização não governamental Sociedade Eticamente Responsável (SER), seu objetivo é prevenir desvios de dinheiro nos processos de licitação e fiscalizar a transparência no uso dos recursos públicos na prefeitura da cidade. Segundo a representante do programa, Fábia dos Santos Sacco, o projeto surgiu a partir de um anseio coletivo pela melhoria dos gastos públicos em Maringá em decorrência de um grande desvio de verbas públicas descoberto na prefeitura, há 10 anos.

A ONG difunde a importância do comportamento ético dos funcionários públicos e a importância econômica dos impostos. O trabalho do Observatório Social consiste em sugerir melhorias nos processos de licitação, promover cursos de capacitação para os funcionários da prefeitura e divulgar as licitações para os empresários da cidade. “A política do Observatório não é sensacionalista, divulgação de coisas erradas. É tentar corrigir aquilo que está errado.”

A Cepal selecionou 25 projetos entre 4.800 inscritos. Eles serão detalhados numa publicação da comissão que será difundida com o objetivo de replicar os programas em diversas regiões. As características dos projetos são a alta participação da comunidade, os baixos custos de implementação e o objetivo de superar a pobreza e a desigualdade, em países como o Haiti, Belize, o Peru, Chile, a Bolívia, Colômbia, Argentina e o Brasil. O objetivo da Cepal é que os projetos façam parte de políticas públicas gerenciadas por governos municipais, estaduais e federal.

Fonte: Agência Brasil

Empetur investe na roteirização do Turismo Rural de Pernambuco


foto da noticia

O Engenho Poço Comprido, na cidade de Vicência, foi um dos equipamentos visitados

Pensando em aprimorar o potencial turístico na Zona da Mata pernambucana, a Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) realizou visitas técnicas a vários equipamentos da região, localizados nas cidades de Nazaré da Mata, Vicência, Paudalho, Lagoa do Carro, Goiana, entre outras.

A ação, que foi realizada entre os dias 14 e 23 de setembro, visa identificar os atrativos e construir um roteiro de turismo rural que apresente meios de hospedagem, gastronomia, artesanato, entre outras opções turísticas.

A roteirização está sendo trabalhada em parceria com a Associação Pernambucana de Turismo Rural e Ecológico (Apeturr), a Associação Pernambucana dos Produtores de Aguardente e Rapadura (Appar) e a Fundação Gilberto Freyre.

Durante a ação, as equipes visitaram os equipamentos e fizeram uma avaliação de itens que vão desde a sinalização rodoviária até a acessibilidade, passando por atendimento, sinal do celular, instalações físicas, entre outros.

A partir disso, a Empetur orientará os proprietários dos estabelecimentos sobre a necessidade de devidas melhorias e montará um roteiro contendo esses equipamentos turísticos para promover o turismo rural no interior de Pernambuco.

O plantio da cana de açúcar impulsionou a economia pernambucana entre os séculos XVII e XIX e vários engenhos dessa época ainda estão preservados, alguns abertos à visitação e outros ainda se tornaram pousadas.

Esse acervo histórico-cultural tão possível de ser vivenciado pelo turista é o mote principal do roteiro.

Para a gestora de Marketing Nacional da Empetur, Daniela Alecrim, é preciso voltar os olhos para esse nicho turístico de tanto potencial em Pernambuco e apresentá-lo às pessoas.

“Muita gente procura conhecer melhor a história dos estados que visita e a Zona da Mata dá essa oportunidade ao turista”, afirma.

SETUR

O Recife C. & V. B., a Secretaria de Turismo de PE, Empetur e Amcham apresentaram hoje o projeto ‘Pernambuco na Rota do Turismo de Saúde’

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O Recife Convention & Visitors Bureau, a Secretaria de Turismo de Pernambuco, a Empetur e a Câmera Americana de Comércio – Amcham realizaram nesta sexta-feira (23), no restaurante Dom Ferreira, em Boa Viagem, um café da manhã com os representantes dos hotéis e principais hospitais do Estado com intuito de apresentar o projeto ‘Pernambuco na Rota do Turismo de Saúde’.

Esta ação visa o desenvolvimento do pólo médico de Pernambuco como destino internacional, devido ao fato de que a capital do estado conta atualmente com cerca de 400 hospitais e 8 mil leitos, o que faz da cidade o 2º maior pólo médico do país, atrás apenas de São Paulo.

Segundo a ‘Pesquisa de Turismo Receptivo do Recife’, promovida pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), aproximadamente 9% das pessoas que visitaram o Recife tiveram motivos de saúde como causa principal da viagem.

Na ocasião o presidente do Recife CVB, Paulo Menezes, apresentou o “Guia de Turismo de Saúde, Bem Estar e Qualidade de Vida de Pernambuco”, cujo possui diversas sugestões de espaços que compõem o polo médico do estado com o intuito de nortear o turista de saúde em sua estada em território pernambucano.

O material traz 30 indicações de empresas de saúde, segmentados em clínicas check-up, cirurgia plástica, gastroenteorologia, medicina diagnóstica especializada, odontologia, ortopedia e traumatologia, oncologia e reprodução assistida e hospitais multidisciplinares e especializados, além de sugestões de hotéis e resorts.

Recife CVB

Campanha 'Tietê Vivo' começa amanhã em SP

A campanha "Tietê Vivo - Compromisso de todos nós", organizada pela SOS Mata Atlântica com o apoio da Sabesp, será lançada amanhã em São Paulo. O evento acontecerá no Parque Ecológico do Tietê, zona leste da cidade, e contará com a presença de atletas e autoridades.

De acordo com Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, o programa pede o "tombamento natural e imaterial" do rio, aliando aspectos ambientais a econômicos.

"Queremos que o Tietê, da nascente até a cidade de Tietê, no interior do Estado, vire um grande circuito turístico com a preservação das paisagens naturais. Em outras cidades, que usam o rio como hidrovia, defendemos o desenvolvimento da região associado à criação de empregos", explica Malu.

A campanha terá início às 8h30 com a "Pedalada pelo Tietê" - um percurso de 15 km percorrido por ciclistas ao longo do rio - e com um jogo de futebol marcado pela presença de ex-jogadores, como Biro Biro, Marcelo Passos, Muller e Serginho Chulapa.

A campanha será lançada oficialmente pelo governador Geraldo Alckmin às 11h30, com a assinatura de compromisso do governo do Estado com a preservação do rio. Haverá também um mutirão de limpeza às margens do Tietê.

"A conscientização é uma obrigação permanente do Estado, das entidades e dos veículos de comunicação, pois é uma questão de cidadania. E não se exercita cidadania apenas uma vez por ano, mas todos os dias", diz Malu.

Além disso, os atores Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli e as escolas de samba Nenê de Vila Matilde e Leandro de Itaquera também participarão do evento.

A campanha pela despoluição do Tietê começou em 1990, com uma iniciativa da então Rádio Nova Eldorado. O projeto traçava um paralelo entre o principal rio paulista e o Tâmisa, que banha Londres, e recolheu 1,2 milhão de assinaturas a favor da limpeza das águas.

Em 1992, o governo do Estado lançou, com iniciativa da Sabesp e apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Projeto de Despoluição do Rio Tietê. Já foram investidos US$ 1,6 bilhão no programa. Mais US$ 1,05 bilhão serão gastos até 2015, quando a Sabesp espera recuperar a vida aquática de metade dos 60 km do rio que corta a Grande São Paulo.

Agência Estado

Estação de metrô de Nova York pode ser transformada em parque subterrâneo



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Novo parque busca levar a luz natural para o subterrâneo/Foto: Divulgação

Um projeto de revitalização de áreas urbanas deterioradas tem chamado a atenção em Nova York. O ex-engenheiro de satélites da NASA, John Ramsey, assumiu a função de arquiteto e integra a equipe formada por executivos e administrador financeiro. O grupo propõe a construção de um parque subterrâneo, a ser erguido em uma estação de metrô abandonada há mais de 60 anos, no bairro Lower East Side.

O conceito de transformar construções antigas em parques não é totalmente inovador. Em 1993, a França construiu o primeiro parque elevado da história, o Promenade Plantée, com extensão de 4,7 quilômetros e totalmente montado sobre o trecho de uma antiga estrada de ferro desativada em 1969.

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Em Paris, o Promenade Plantée também é conhecido como La Coulée Verte e está suspenso a nove metros de altura/Foto: Eldan

Em Nova York também existe outro parque construído a partir de uma linha férrea abandonada. Em 1999, moradores se uniram contra a demolição da estrutura de 2.33km de extensão, que datava de 1934. Inaugurado em 09 de Junho de 2009, o High Line está localizado no centro de Manhattan e tem uma programação com eventos e aulas de yoga ao longo do ano.

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A construção do High Line foi finalizada em junho de 2011/Foto: AnthonyJStewart

O desafio deste novo projeto, batizado como “The Low Line”, é levar a luz natural para baixo da terra. Para isso, serão utilizados cabos de fibras óticas e espelhos. De acordo com os realizadores, o parque vai possibilitar o crescimento de plantas e trazer mais um agradável espaço público para a cidade. O projeto será apresentado aos órgãos responsáveis e pode ser aprovado ou não.

EcoD

ONG constrói centro infantil de cuidados paliativos em SP

MARIANA PASTORE
SÃO PAULO

A construção do primeiro hospice pediátrico do Brasil começou ontem em Itaquera, zona leste de São Paulo. A iniciativa é da ONG Tucca (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer).

Os hospices são casas para os doentes sem chance de cura passarem as últimas semanas de vida, com todo o suporte médico de que precisam, mas ao lado da família e sem o ambiente e as restrições típicas de um hospital.

O espaço vai se chamar Hospice Francesco Leonardo Beira, em homenagem ao garoto Francesco, que morreu aos 11 anos de um tumor cerebral. Parte do projeto foi financiada com a poupança do menino que, diferentemente das crianças atendidas pelo Tucca, era de família rica.

O hospice deve ficar pronto em oito meses. O Tucca, hoje, recebe pacientes de todo o país, em parceria com o Hospital Santa Marcelina, e atende 35 crianças por dia.

Segundo o oncologista Sidnei Epelman, presidente do Tucca, as taxas de cura de quem procura atendimento é de 80%. O hospice receberá os outros 20%.

Serão três suítes, para receber até três famílias grandes. "O hospice tem um caráter qualitativo e intimista. Nos últimos meses de vida, tem de dar conforto e carinho para a criança e a família", diz o oncologista.

A técnica em enfermagem Priscila Isacksson, 28, de Macapá (AP), chegou a São Paulo há três meses com filha Payla, 7, que tem leucemia e está em tratamento na associação. "Minha filha prefere ser tratada aqui no Tucca do que no hospital, mas já quer ir para casa."

Karime Xavier/Folhapress
Payla Isacksson, 7, com sua mãe, em tratamento no Tucca
Payla Isacksson, 7, com sua mãe, em tratamento no Tucca

Folha SP

Produtores brasileiros combinam agropecuária com preservação ambiental

Sorriso (Brasil) - Produzir alimentos em grande escala e ao mesmo tempo preservar ou recuperar parte da vegetação nativa destruída há anos pelo avanço da fronteira agrícola é o objetivo de alguns produtores rurais brasileiros decididos a reduzir a zero seus passivos ambientais.

Um desses modelos de gestão pode ser observado em Sorriso, um próspero município de 66,5 mil habitantes fundado há apenas 25 anos no centro do estado do Mato Grosso por descendentes de italianos e alemães vindos do sul do Brasil e onde alguns combinam a excelência agropecuária com o respeito ao meio ambiente.

"Considero que a maior riqueza que o Brasil tem é a água e, como há anos houve muita devastação da natureza, em 1998 comecei o trabalho de reflorestamento das cabeceiras de rios e hoje temos um passivo ambiental zero", disse à Agência Efe Darcy Getulio Ferrarin, proprietário da fazenda Santa Maria da Amazônia.

Na fazenda, de 13.289 hectares nas vastas planícies do Mato Grosso, 7.950 hectares são dedicados à agricultura (soja, algodão, milho e feijão, principalmente) e à pecuária, e nos 5.340 restantes foi preservada a vegetação da formação vegetal predominante na região.

Essa política de "agropecuária responsável", como Ferrarin a define, permite que cerca de 2,4 mil cabeças de gado engordem em pastos cercados pelas florestas que cortam a fazenda e ao mesmo tempo cumpram os requisitos de preservação de selvas nativas previstos no novo Código Florestal brasileiro.

Em Santa Maria da Amazônia nascem afluentes do rio Teles Pires, e para preservá-las Ferrarin produziu o reflorestamento das cabeceiras e construiu um viveiro de cinco hectares no qual foram plantadas cinco mil unidades de 80 espécies dos biomas do cerrado e da Amazônia, como o ipê vermelho e o amarelo, o jacarandá e a figueira.

Esse programa, denominado "Sorriso Vivo", é uma iniciativa do Clube Amigos da Terra (CAT), do qual fazem parte vários produtores rurais da região, e que também promove um projeto de educação ambiental do qual participam a Prefeitura e as escolas públicas do município.

Os estudantes vão ao viveiro para aprender sobre a importância de recursos naturais como as árvores e a água, e de técnicas como a do plantio direto, que evita o uso do arado para não causar erosão.

Para fomentar a consciência ambiental nos estudantes, o CAT, criado há nove anos, elabora também cartilhas ilustradas nas quais crianças e animais selvagens são protagonistas de aventuras na natureza e de campanhas de proteção do planeta.

Ao CAT, que promove ainda seminários de troca de experiências sobre gestão ambiental, se somaram mais de 50 produtores rurais de Sorriso, nome que segundo seus habitantes se deve ao fato de que os primeiros descendentes de italianos que chegaram à região diziam que era um imenso campo para produzir "só riso" (só arroz).

"Existe a crença de que a agropecuária só destrói a natureza, mas a realidade é que hoje todos estamos preocupados em preservar o meio ambiente", aponta Ferrarin.

No entanto, o respeito ao meio ambiente é recente entre os grandes produtores rurais de Sorriso, pois Ferrarin conta que em 1998, quando adquiriu a propriedade, a maior parte da terra apresentava erosão e o pasto para o gado avançava sobre a floresta.

A devastação em grande escala começou na década de 1960 como parte de uma política de expansão agrícola a qualquer custo fomentada pelo Governo militar da época para colonizar a região Centro-Oeste, uma das mais despovoadas do Brasil.

Ferrarin lembra que uma campanha promovida pelo Governo do general João Figueiredo (1979-1985), o último presidente militar do Brasil, praticamente induzia os colonos a destruírem a vegetação para demonstrar que estavam trabalhando a terra e assim poder ter acesso a créditos oficiais para a agropecuária.

"Plante que João garante" era o lema dessa campanha, relata Ferrarin, que assinala que devido a políticas como essa "muitos produtores destruíram as florestas" para anos depois perceber que "sem a natureza não vivemos".

Fonte: Agência EFE

Dilma agenda nova visita a Pernambuco

A presidente Dilma Rousseff (PT) volta a Pernambuco no próximo mês para lançar o Programa Nacional de Irrigação, iniciativa que promete duplicar a área irrigada existente hoje no Vale do São Francisco.

A informação foi dada ontem pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Segundo o ministro, a presidente aproveitará a reunião do Conselho Deliberativo da Sudene para anunciar o programa.

Faltam confirmar a data, se dia 13 ou 14, e o local, se o Recife ou Petrolina.
“Mas ela (a presidente) já avisou que tem preferência por Petrolina”, afirmou.

De acordo com Bezerra Coelho, a expectativa era que o programa fosse lançado neste mês de setembro, como informou a presidente durante inauguração de moradias do Minha Casa Minha Vida, em Juazeiro (BA), em agosto.

“Mas tivemos que detalhar as ações e fazer levantamentos que exigiram mais tempo para a elaboração”, destacou.

Na próxima terça-feira, o ministro terá audiência com Dilma para tratar dos últimos ajustes. “Depois disso, todo o material será impresso e começam os preparativos para o lançamento”, adiantou.

O programa visa aumentar em 200 mil hectares a área irrigada no Brasil. Hoje, existem 4 milhões de hectares irrigados em áreas privadas e 400 mil hectares em áreas públicas. Com a iniciativa, pretende-se criar novos polos de produção agrícola no semiárido do Nordeste, uma região que abrange 1,2 mil municípios.

Para a área do São Francisco, especificamente, a iniciativa chega com anos de atraso. Desde o início do governo Lula (em 2003), a região não recebe recursos públicos para irrigação.

Em entrevista ao Diario no mês passado, o ex-deputado Oswaldo Coelho (DEM) afirmou que a adoção das Parcerias Público-Privadas (PPPs) pela gestão anterior – projeto mantido por Dilma – é uma “moeda desacreditada” pelos investidores locais.

Mas de acordo com Bezerra Coelho, a reivindicação é do país inteiro.
Ele informou que, anteontem, recebeu os integrantes da Comissão de Desenvolvimento do Senado que foram lhe cobrar o programa de irrigação. “Há expectativa não só na região do São Francisco. Há cobranças de Minas, da Bahia, do Ceará”, relatou.

Ontem, em Petrolina, o ministro e o presidente da Compesa, Roberto Tavares, assinaram convênio de R$ 18 milhões para obras de saneamento do projeto de irrigação Nilo Coelho. Tavares entregou ainda à unidade da Compesa na cidade cinco caminhões de esgoto.

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Entorno do Mané Garrincha servirá de modelo a demais arenas da Copa

Projeto do DF para abrigar patrocinadores da Fifa deve orientar as cidades-sede
Com 200 mil m2, entorno do Mané Garrincha é referência para Copa (crédito: Castro Mello Arquitetos/Div.)

O projeto do novo Mané Garrincha foi eleito pelo Comitê Organizador Local (COL) da Copa como modelo para orientar a instalação de estruturas temporárias no entorno das arenas do Mundial.

Com 200 mil m2 de área livre nos arredores, o futuro estádio brasiliense tem espaço de sobra para a instalação do centro de mídia, da área de exposição comercial e do espaço de hospitalidade da Fifa. No total, as três estruturas devem ocupar em torno de 120 mil m2.

A construção de acessos e de instalações de saúde e segurança no entorno do Mané Garrincha também serão usados como referência.

A diretriz do COL foi passada durante a “Visita de Monitoramento de Estádios”, evento na capital federal que começou ontem e termina nesta sexta-feira (23). Além de técnicos do comitê, representantes da Fifa também participaram da reunião.

O projeto do novo Mané Garrincha foi elaborado pelo escritório Castro Mello Arquitetos. Segundo o governo distrital, as obras orçadas em R$ 745,3 milhões avançaram 38%.

Fifa e COL já passaram por Rio de Janeiro e Belo Horizonte para monitorar as obras dos estádios. Na sequência, desembarcam em Salvador, Recife e Fortaleza.

Portal 2014

Secretaria de Portos pretende investir R$ 125 milhões em gestão de lixo


A Secretaria de Portos pretende organizar a gestão de lixo nos terminais e embarcações em todo o Brasil. O objetivo é criar um mecanismo em que todos os resíduos sejam destinados corretamente até 2014. | Imagem: Multimídia Brasil

A Secretaria de Portos pretende organizar a gestão de lixo nos terminais e embarcações em todo o Brasil. O objetivo é criar um mecanismo em que todos os resíduos sejam destinados corretamente até 2014.

O projeto de gerenciamento de lixo será estudado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mais 11 universidades por meio do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Resíduos e Efluentes. A ideia será dividida em três fases e a Secretaria de Portos pretende investir R$ 125 milhões.

Uma grande parcela dos resíduos produzidos são restos de grãos, de carvão, de minério, além do lixo das embarcações e esgoto. Tais matérias atraem animais que transmitem doenças, como pombos, ratos e até o mosquito da dengue.

O programa também pretende identificar possibilidades de reutilização de resíduos.

Esta é uma das preocupações do professor da UFRJ, Marcos Freitas, que é responsável pela fase inicial de levantamento de dados. Para ele, é preciso dar soluções sustentáveis para o lixo e verificar o impacto que os portos causam nas cidades.

Outra questão a ser resolvida é melhorar as condições de trabalho nos terminais, isto porque o Sindicato dos Portuários já denuncia a existência de condições insalubres. Inclusive, o presidente da entidade Sérgio Giannetto afirma que próximo dos locais de trabalho há dejetos, lixo e “tudo o que é bicho e poluição”.

A fim de levantar possíveis soluções para estes problemas, serão analisadas as experiências internacionais. Como o caso da Bélgica onde, no Porto da Antuérpia, os navios deixam o lixo em terra e recebem descontos na taxa de ancoragem. Este é um incentivo para que os navios depositem seus lixos em locais adequados.

Correio do Brasil.

UPAs e hospitais regionais em Pernambuco vão oferecer atendimento odontológico

Os pernambucanos ganharam mais um motivo para sorrir. O estado passa a ser o primeiro do Nordeste a contar com uma política pública voltada para a saúde bucal da sua população. O conjunto de ações foi lançado pelo governador Eduardo Campos na manhã desta sexta-feira (23), em solenidade no Palácio do Campo das Princesas.

A Política de Saúde Bucal tem como foco a prevenção das doenças, mas sem esquecer o tratamento dessas enfermidades.

A iniciativa contempla a implantação de novas urgências odontológicas 24h, e o fornecimento gratuito de milhares de próteses dentárias.

A água distribuída pela Compesa também receberá tratamento especial e kits de higiene oral serão entregues gratuitamente à população. Para tanto, o investimento será de R$ 18 milhões, divididos meio a meio entre os governos estadual e federal.

A novidade pernambucana foi elogiada pelo coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca, que participou da solenidade. “Essa é uma clara demonstração de que esse Governo tem compromisso com quem precisa e não tem condições de acessar a rede odontológica privada”, destacou.

No quesito tratamento dentário, Pernambuco vai duplicar o quantitativo de urgências odontológicas, que passa das 12 já existentes para 25. Cinco UPAs – Paulista, Olinda, Curado, Engenho Velho e Petrolina passam a oferecer o serviço. A primeira delas será a do Curado, já nesta segunda-feira (26).

Em novembro, o serviço começa a ser implantado em oito hospitais regionais pernambucanos: Palmares, Limoeiro, Garanhuns, Arcoverde, Salgueiro, Ouricuri, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada. As unidades ficarão prontas até junho de 2013.

A expectativa é que quando as 13 urgências odontológicas estiverem em funcionamento sejam atendidas cerca de 240 mil pessoas por ano. A população poderá recorrer às unidades para tratar dores de dente, problemas periodontais (gengiva), alterações na mucosa da cavidade oral, dores nas articulações bucais e problemas decorrentes de acidentes e violência.

O governador explicou que a Política de Saúde Bucal foi desenhada para cuidar mais da saúde e menos da doença. Por isso, o Governo do Estado resolveu tratar toda a água distribuída pela Compesa com Flúor ao invés do Cloro.

“A fluoretação da água custa R$ 1,00 por habitante por ano e pode representar a redução de 50% dos casos de cáries”, disse Eduardo. Serão investidos R$ 8 milhões na adequação do sistema, que deverá ser concluído até outubro de 2013.

Outra frente de atuação da política estadual é a concessão anual de cerca de 50 mil próteses dentárias totais ou parciais removíveis. Para tanto, serão credenciados mais 13 laboratórios de confecção das peças. “Esta ação é mais que recuperar o sorriso, é um momento de resgate da cidadania”, disse o secretário de Saúde, Antonio Carlos Figueira.

A SES fará, inicialmente, seleção pública simplificada para a contratação de 440 profissionais, entre cirurgiões dentistas e recursos humanos auxiliares, para atuarem nas urgências odontológicas e nos laboratórios de próteses dentárias. Os detalhes da seleção serão divulgados posteriormente.

Algo Mais

Polo Moveleiro de Gravatá em Pernambuco conectado ao mundo via internet

O ponto turístico conta agora com um site de divulgação onde os clientes podem escolher suas mercadorias e efetuar as compras.

Um dos mais conhecidos e visitados pontos turísticos de Gravatá inova mais uma vez. O Polo Moveleiro principal centro de artesanato e artes da cidade passa a contar com um site de divulgação e compras, onde os clientes podem escolher suas mercadorias, fazer encomendas, conhecer o histórico do local e efetuar a compra.

O site www.polomoveleirodegravata.com.br está no ar desde a última sexta-feira (16) e já é um sucesso: no primeiro dia de funcionamento o endereço obteve mais de mil acessos, sendo uma surpresa para os comerciantes.

Para o presidente da Associação do Polo Moveleiro, Marcos Sales, o site é um atrativo a mais do local, “Tudo está conectado à internet, as pessoas se comunicam mais via email e redes sociais que pessoalmente, então, decidimos entrar na era da modernidade e colocar nosso Polo Moveleiro para o mundo.

É uma idéia boa para os clientes que de casa fazem suas compras, e para os comerciantes também que passam a atuar junto a um novo público”, afirmou Marcos Sales.

Serviço: www.polomoveleirodegravata.com.br


















Portal Gravatá

Empréstimo de R$ 740 mi para VLT em Cuiabá/MT

O governo do Estado encaminhou ontem à Assembleia Legislativa, além do projeto de criação da Secretaria da Copa do Mundo (Secopa), outras duas mensagens importantes para a realização do Mundial em Cuiabá.

A mensagem 67 autoriza o governo do Estado a realizar empréstimo junto a Caixa Econômica Federal na ordem de R$ 740 milhões para construção do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). E a mensagem 68 autoriza o governo do Estado a fazer parcerias público-privadas, as chamadas PPPs.

A Caixa Econômica Federal será a única instituição financeira a fazer o empréstimo ao governo para construção do VLT. O acordo foi firmado na semana passada, em Brasília, pelo governador Silval Barbosa (PMDB) e o presidente da Agecopa, Eder Moraes.

O líder do governo da Assembleia, Romoaldo Júnior (PMDB) disse que o valor de R$ 740 milhões é montante total que será empregado para a construção do VLT.

O valor contrapõe a informação do presidente da Agecopa, que anunciou custo total de R$ 1,1 bilhão, mas com outras intervenções além da própria instalação do modal de transporte.

O governador já tem falado em adotar o modelo de PPP para a retomada da construção do hospital central, abandonado há mais de 25 anos. Embora exista lei federal permitindo esse tipo de contrato, cada Estado tem que regulamentar o modelo na legislação estadual. No caso de empréstimo, a Assembleia Legislativa também precisa autorizar o Executivo a fazer a operação.

Presidente da Assembleia, deputado José Riva (PP), disse que a matéria das parcerias público-privadas foi encaminhada pelo governo, mas o próprio legislativo já contribuiu muito para esse assunto e considera o modelo um avanço nas relações público e privada. Ele vislumbra que a construção do VLT pode ser feita por esse modelo, o que economizaria os cofres do Estado. (ARF)

Diário de Cuiabá

Fórum traz cases internacionais de parcerias público-privadas em São Paulo

As parcerias público-privadas e seu papel no desenvolvimento metropolitano foram temas de palestra do Fórum Urbanístico Internacional, realizado terça-feira, 20/9, durante a Convenção secovi.

“É preciso entender a PPP como uma ferramenta que une os interesses públicos e privados”, afirmou o coordenador do painel Domingos Pires de Oliveira Dias Neto, secretário-adjunto do Desenvolvimento Urbano do Município de São Paulo e Diretor da SP Urbanismo.

Segundo Dias Neto, o Brasil precisa aprender mais sobre o assunto e utilizar mais esse sistema para viabilizar grandes obras de interesse público.

Daniel Hernandez, diretor de planejamento da Jonathan Rose Companies, de Nova York, iniciou a apresentação falando sobre as diversas mudanças sofridas em todo o mundo e as oportunidades geradas com o desenvolvimento.

“As cidades estão crescendo muito desde a década de 50, e a inovação acontece, muitas vezes, onde menos imaginamos. Por isso, é preciso ficar atento para identificá-la e para capitalizar esses potenciais”.

O principal case apresentado por Hernandez é uma PPP para moradia, que permitiu reunir, em um mesmo lugar, moradias populares e de classe média, além de áreas de convivência, comércios e serviços, como mercado e academia. “É possível criar bairros maravilhosos no centro da cidade, que integram diferentes classes sociais e promovem interação entre as pessoas.

Hernandez ressalta que é importante ouvir as pessoas, saber onde querem viver, que detalhes valorizam, o que esperam do empreendimento e da vizinhança. Somente após considerar esses interesses é possível criar um projeto de sucesso.

Para viabilizar mais PPPs, Hernandez afirmou que é essencial criar incentivos de zoneamento para as empresas privadas. “Por exemplo, pode-se permitir a construção de mais andares para as empresas que implantarem espaços públicos”.

Transportes

Oren Tatcher, arquiteto e diretor da OTC Limited, de Hong Kong, trouxe a experiência das PPPs no setor de transporte, e afirmou que o transporte público de qualidade tem sido essencial para o sucesso econômico de Hong Kong.

“Composto de metrô, trem, ônibus, microônibus, barcos e táxis, o sistema atende cerca de 90% da população. Poucas pessoas possuem carro e o trânsito é bom na maior parte do dia”, contou.
O arquiteto demonstrou a informação com números: “Enquanto, nos Estados Unidos, há 75 carros para cada 100 pessoas, em Hong Kong temos cinco carros para 100 pessoas”.

Segundo Tatcher, Hong Kong tem se beneficiado das PPPs para o bom funcionamento de seu transporte público. Todo o sistema é interligado, além de contar com estações e terminais próximos às áreas residenciais.

“O transporte público tem relação direta com o desenvolvimento metropolitano, pois, conforme as regiões crescem, há necessidade de transporte de qualidade para que o trânsito não se transforme em uma bagunça”, observou.

No entanto, tudo isso só é possível com um bom planejamento. Se a cidade está em crescimento, é necessário considerar este fator antes de construir um terminal, explicou o arquiteto. “Deve haver espaço suficiente para evitar um ‘estrangulamento’, senão as pessoas evitarão seu uso”, alertou.
O
utro fator a ser considerado é o uso de comércio em estações, terminais e seus entornos. “As pessoas querem consumir e comprar antes de entrar no transporte, o que pode tornar esses espaços rentáveis. As empresas devem aproveitar esse elo para ajudar no desenvolvimento e lucrar”.

Fonte: SecoviSP

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