sábado, 10 de setembro de 2011

Secretive Private Spaceship Builder Reports Rocket Failure

by Leonard David, SPACE.com’s Space Insider Columnist

Astronomia para os pequenos,

Projeto multimídia voltado para crianças de regiões em desenvolvimento ganhou prêmio da revista ‘Science’ para ferramentas educativas on-line.
Astronomia para os pequenos

Atividade organizada pelo Unawe, programa vencedor do prêmio da ‘Science’, em feira de ciências alemã prende a atenção das crianças. (foto: Divulgação/EU-Unawe Germany)

Crianças de uma escola das ilhas Bermudas se preparam para ver um eclipse lunar no começo da noite. Do outro lado do oceano Atlântico, meninos e meninas da área rural da África do Sul fazem o mesmo, mas lá já está prestes a amanhecer. Integradas pela internet, as experiências simultâneas das duas turmas rendem conversas entre os alunos. Mais do que isso, geram a percepção de que acima de todos nós está o mesmo céu.

Essa foi uma das atividades do Universe Awareness (Unawe), programa educacional que reúne mais de 500 voluntários de 40 países (inclusive o Brasil) e que levou recentemente o prêmio da revista Science para ferramentas educativas on-line. O objetivo do projeto, criado em 2005 pela física suíça Carolina Ödman-Govender, é apresentar a astronomia para crianças de 4 a 10 anos que vivem em regiões em desenvolvimento.

O workshop Deadly moons, que dividiu o prêmio com o projeto, apresenta as luas de diversos planetas para as crianças

“A lógica por trás do Unawe é que a perspectiva única trazida pela astronomia – como no momento em que se vê a Terra do espaço, sem fronteiras reais entre os países – faz crianças pequenas desenvolverem as habilidades e os valores que podem ajudá-las a criar um futuro melhor”, explica a idealizadora em artigo publicado há duas semanas (26/8) na Science.

O texto foi escrito a quatro mãos, com Deirdre Kelleghan, irlandesa que desenvolve uma das atividades mais bem sucedidas do projeto (e que, por isso, divide o prêmio da Science com o Unawe): o workshop Deadly moons (algo como ‘Luas impressionantes’, na gíria irlandesa), que apresenta as luas de diversos planetas para os pequenos e já foi reproduzido em vários países.

Material didático colaborativo

O site, que já teve patrocínio do ministério da educação e da ciência holandês e hoje conta com verba da União Europeia, reúne também material didático feito pelos colaboradores dos diferentes países. Todo o conteúdo é checado por astrônomos antes de ir ao ar.

O site reúne também material didático feito pelos colaboradores dos diferentes países

Os voluntários também cuidam das traduções – tanto dos textos em inglês para suas respectivas línguas, quanto dos materiais feitos em seus países para o inglês – e dos workshops para professores de ciência de várias nacionalidades. Professores, amantes da astronomia e jornalistas podem se cadastrar gratuitamente no site para participar ativamente da rede.

Para quem não domina o inglês, há também um braço brasileiro do projeto. Criado em setembro de 2008, o Unawe Brasil tem base no Clube de Astronomia Louis Cruls, em Campos dos Goytacazes (norte do estado do Rio de Janeiro). A versão nacional do programa realiza atividades de divulgação da astronomia em escolas, utilizando instrumentos de observação do céu e até mesmo um planetário inflável com sistema de projeção digital.


Helena Aragão
Ciência Hoje On-line

Este texto foi atualizado para incluir a seguinte alteração:
O objetivo do projeto, criado em 2005 pela física suíça Carolina Ödman-Govender, é apresentar a astronomia para crianças de 4 a 10 anos, e não a astrologia, como estava indicado anteriormente. (09/09/2011)

Hidronave é sucesso em Noronha


Ela chama atenção de quem chega no porto de Fernando de Noronha. Com seu formato futurista, que mais parece um ônibus espacial, a Navi - embarcação do projeto Natureza Viva - contrasta com as embarcações pesqueiras que fazem parte daquele cenário.

O Social1 embarcou na expedição de número 351 para conhecer a ação, encabeçada pelo pesquisador Leonardo Veras e que tem atraído cada vez mais turistas interessados em conhecer o fundo do mar do arquipélago.

Antes de seguir até a embarcação, os passageiros participam de uma explanação mais técnica, sobre a formação da ilha, conhecem questões sobre ventos, profundidade e temperatura do mar e do ar.

Tudo vai servir para, no final, preencher um log book, uma espécie de relatório da viagem que vai ficar de lembrança.

Já na Navi, todos sentam em volta de uma lente que vai mostrar detalhes do fundo do mar, percorrendo naufrágios e corais que são abundantemente habitados por várias espécies marinhas.

É possível ver sargentinhos, piraúnas, raias e tartarugas. Com sorte, até tubarões e golfinhos.

Um instrutor - normalmente um biólogo - explica os detalhes do que está sendo avistado.

Durante cerca de 1h, a expedição percorre boa parte do "mar de dentro", porção de Noronha que fica voltada para o continente e, por isso mesmo, com mares mais calmos.

Fonte: Social1

FIEPE: Eventos abordam comércio exterior no Agreste de Pernambuco

A FIEPE Caruaru vai sediar, em outubro, dois cursos sobre comércio exterior, realizados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação. O primeiro, no dia 7, será sobre exportações, enquanto no dia 8 o tema será importações. Ambas as capacitações têm oito horas de duração. As inscrições podem ser feitas pelo (81) 3412-8423 ou cin@fiepe.org.br.

O curso Analista de Exportação apresenta aos empresários do Agreste quais os principais procedimentos e rotinas da atividade exportadora, como remessa de produtos e definição de custos, além de orientações sobre segurança comercial, preparação de documentos e processos administrativos.

Já o curso Analista de Importação aborda os aspectos técnicos de despacho aduaneiro na importação e apresenta informações sobre acordos internacionais e multilaterais do Brasil, entre outros assuntos. As duas capacitações serão ministradas pelo mestre em economista e política internacional Rômulo Del Carpio.

FIEPE

Instituto Ricardo Brennand inicia comemorações pelos seus 9 anos em Recife

Instituto Ricardo Brennand inicia hoje as comemorações pelos seus nove anos com uma mesa redonda sobre as múltiplas visões do Brasil Holandês, com as participações de Leonardo Dantas Silva, coordenador do Núcleo de Pesquisa do IRB, do pesquisador do Instituto Ricardo Brennand, Hugo Coelho Vieira, do vice-presidente do Arquivo Judaico de Pernambuco, Daniel de Oliveira Breda e o do bolsista do CNPq do Pós-Doutorado Júnior, Daniel de Souza Leão Vieira.

As comemorações seguem amanhã com a apresentação de bailarinos do Ária Ballet com trechos de várias peças já executadas pelo grupo que vão do neoclássico ao clássico. Os eventos são gratuitos e abertos ao público. As comemorações seguem até o final do mês, com palestras, apresentação do Ballet Margô Duarte e show do Quinteto Violado.

http://www.institutoricardobrennand.org.br

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

A Nasa lança duas naves não tripuladas para estudar o interior da Lua

WASHINGTON, EUA - A agência espacial americana Nasa lançou neste sábado duas naves não tripuladas para estudar o centro da Lua e revelar como nosso satélite se formou há 4 bilhões e 500 milhões de anos.

"Foram lançadas do (foguete) Delta II, como parte da missão GRAIL (sigla em inglês de Recuperação da Gravidade e Laboratório Interior) para estudar o centro da Lua", disse o comentarista da Nasa George Diller, ao confirmar o lançamento, da base da Força Aérea de Cabo Cañaveral, Flórida.

Com um custo de 500 milhões de dólares, as naves espaciais não tripuladas terão o objetivo de orbitar a Lua para medir seu campo gravitacional e elaborar um mapa do interior do satélite da Terra.

Fortes ventos obrigaram o adiamento da primeira tentativa de lançamento na quinta-feira.

Os cientistas esperam da missão GRAIL resposta a algumas incógnitas sobre o lado escuro da Lua, que os humanos jamais exploraram, e dados sobre como foram formados os outros planetas rochosos, como a Terra, Vênus, Marte e Mercúrio.

Segundo o previsto, as naves gêmeas alcançarão a órbita polar da Lua no final do ano e vão girar em torno do satélite terrestre durante três meses.

Essa missão integra o programa Discovery da Nasa, que já lançou dez naves desde 1992 para estudar o Sistema Solar.

A Lua é estudada desde o alvorecer da Era Espacial, em 1959, com um total de 109 missões de vários tipos.

Doze pessoas pisaram na superfície lunar e 382 kg de rochas e amostras do solo foram trazidas à Terra para serem estudadas.

Além disso, três satélites científicos estão atualmente orbitando a Lua.

Os cientistas acreditam que a Lua se formou quando um objeto do tamanho de um planeta se chocou com a Terra, jogando uma quantidade de material ao espaço que eventualmente se converteu no que agora é o desolado satélite terrestre.

No entanto, no mês passado, um estudo publicado pela revista Nature lançou novas perguntas sobre as origens da Lua.

Uma nova análise dos isótopos de chumbo e neodímio, achados nas amostras de rochas de magma, mostrou que a Lua tem 4,36 bilhões de anos, o que significa que seria 200 milhões de anos mais nova do que se acreditava.

O estudo sugeriu que as crostas mais antigas da Terra e da Lua se formaram mais ou menos ao mesmo tempo, logo depois da enorme colisão.

"A extraordinária juventude desta amostra lunar significa que, ou a Lua se solidificou muito mais tarde que o calculado anteriormente, ou temos que mudar nossa visão da história geoquímica da Lua", afirmou Richard Carlson, da Instituição Carnegie para a Ciência.

Segundo o programa previsto, os satélites gêmeos GRAIL viajarão à Lua por mais de três meses. Uma das naves entrará em órbita lunar na véspera do Ano Novo e a segunda no dia do novo ano.

Uma vez lá, as duas naves se alinharão e basicamente perseguirão uma à outra em uma órbita polar enquanto a Lua roda lentamente debaixo delas, segundo os cientistas.

As duas ficarão a 55 km sobre a superfície lunar, com uma distância entre elas de 60 a 225 km.

A dupla se encarregará do principal objetivo de sua missão: entender como é o interior da Lua mediante a realização de uma série de medições do campo gravitacional de baixa altitude.

Quarenta dias depois de terminar seu trabalho, a dupla se dirigirá à superfície lunar, onde continuarão pesquisando por um ano.

No mês passado, a Nasa lançou a sonda espacial Juno, que funciona com energia solar e custou mais de um bilhão de dólares, em uma viagem de cinco anos para investigar a composição de Júpiter.

Depois do GRAIL, a agência espacial planeja enviar em novembro seu Mars Science Laboratory (MSL), em uma viagem de quase dois anos ao Planeta Vermelho.

Da AFP Paris

Personalidades apoiam movimento de combate à corrupção

A sociedade civil começa a se mobilizar para dar apoio e respaldo à presidente Dilma na "faxina" no governo. Senadores de diversos partidos lançaram a Frente Suprapartidária Contra a Corrupção e a Impunidadee convocaram a população para participar. Uma empresária já organiza no Facebook um ato contra a corrupção no Rio de Janeiro que começa a se espalhar pelo Brasil e foi notícia até no jornal espanhol El País. Veja a opinião de algumas personalidades.


Carlinhos de Jesus, coreógrafo

"A população tem que se organizar, sim. Tem que se juntar para dar um basta na corrupção. Na época do impeachment, a sociedade não se organizou, pintou os rostos e foi às ruas? É importante estar atento e lutar contra esse mal. Às vezes, acho que a sociedade não tem noção da força que tem. Com os impostos absurdos que pagamos, não é possível que aconteça o que acontece. Temos que entender que o dinheiro do contribuinte não pode ser usado da maneira que é. Pagamos e não há o mínimo respeito com a população. A população tem que se organizar e dar um basta. Isso é válido. O Brasil é conhecido em todo o mundo pelo esporte, pela música e pela corrupção. É desagradável. Não adianta nada o Neymar fazer gol, dançarmos e acontecer tudo que acontece com o nosso dinheiro".

Maurício Azêdo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)

"O movimento tem a maior importância porque sem a mobilização popular nós não vamos ter uma modificação essencial nesse quadro a que assistimos, de ataque ao dinheiro público e de práticas fraudulentas na administração pública. A presença da ABI ao lado da OAB e da CNBB tem em vista procurar alastrar esse movimento para sensibilizar a opinião pública, que pode ter uma participação decisiva nessa questão.

É através dessa mobilização que vamos modificar essa leniência e essa contemplação com a corrupção que graça na administração pública em todos os níveis e em todos os escalões da federação".

Mário Moscatelli, biólogo

"É um compromisso apoiar os movimentos contra a corrupção. Ano que vem tem eleição e é uma oportunidade que o eleitor tem de fazer uma faxina em nível municipal. Do jeito que está, não dá mais. Se o mau gerenciamento do dinheiro público, a corrupção e a impunidade não forem resolvidos, esse país vai afundar. Os políticos têm que sentir medo da população. O mesmo medo que a gente sente quando vai ser atendido em um hospital público e quando vai andar de ônibus à noite. Com a união do povo, esses caras vão perceber que as coisas podem mudar. A sociedade vai começar a pressionar, e o extinto de sobrevivência deles vai falar mais alto. Assim, vão ter que parar de roubar".

Alexandre Coutinho Pagliarini, Professor de Relações Internacionais e especialista do Instituto Millenium

"Eu apoio totalmente os movimentos sociais, na rede, nas ruas, e rejeito qualquer forma de censura à mídia. Eu atribuo a corrupção a quatro fatores: ausência de disciplinas sobre democracia, Direitos Humanos e fundamentos do Direito no ensino básico e fundamental; falta de investimento do governo em todos os níveis de ensino, o que originou uma opinião pública inconsciente de seus direitos e deveres, e falta de democracia durante longos períodos. Se você olhar para os 500 anos de história do Brasil, há períodos ínfimos democráticos. Mas, não acredito que Dilma esteja fazendo uma faxina. Tudo o que está ocorrendo é por força da mídia".

Gustavo Borges, ex-nadador e medalhista olímpico

"Não há como vermos a corrupção no nosso país e não sentirmos indignação. Seria uma falta de ética da nossa parte não se indignar. Vivemos em um país com um potencial gigantesco e temos os nossos valores, como respeito e confiança, abalados. Temos que viver aquilo que acreditamos. É o ′faça fora de casa o que você faz dentro`. Acredito, sim, que todas essas mobilizações podem trazer mudanças, desde que a população se envolva. Se isso acontecer, a gente consegue mudar as coisas".

Carlos Lessa, economista

"Toda e qualquer mobilização da sociedade é bem vinda, terá êxito se traduzir uma percepção latente no corpo social. No Brasil, a corrupção é histórica e faz parte da realidade corrente, reflete uma democratização insuficiente e uma cidadania com pouca musculatura.

Mudam os tempos e os termos, mas a corrupção foi `naturalizada`. A sonegação de impostos, a propina para apagar a multa de trânsito, a obtenção de um falso atestado médico para justificar falta ao trabalho ou à sala de aula, etc. são manifestações consideradas“naturais“ e justificáveis pelo brasileiro comum. É positivo denunciar a macrocorrupção, desde que haja combate ao corrompido e ao corruptor. Há uma complacência com a microcorrupção, que deveria ser combatida ao nível de escola primária.

É preciso separar o joio do trigo. A Fiesp acha que o problema brasileiro é “excesso” de carga tributária e poderio burocrático. Isso tem grãos de verdade, mas não anulam a cultura antidemocrática e pouco praticante de cidadania. As decisões das agências reguladoras não são transparentes, nem explicitadas. Em muitos aspectos os temas regulados pelas agências são hoje áreas de desrespeito sistêmico aos “direitos” do cidadão. Talvez a Fiesp pense o Estado soberano como uma agência neoliberal de governança".

Nalbert Bitencourt, ex-jogador de vôlei e comentarista

"Esses movimentos de combate à corrupção estão crescendo, são muito importantes e têm o meu apoio. Antes, as pessoas só reclamavam e não tomavam atitude. Essa vigilância da sociedade ajuda a pressionar os corruptos. A Dilma entrou forte nessa guerra. Mas a gente sabe que não é fácil. Nós temos que lutar para que a impunidade, que é o grande problema, deixe de existir. Os políticos corruptos se sentem muito à vontade pelo fato de não acontecer nada, não serem punidos. Essa absolvição da Jaqueline Roriz, por exemplo, foi um absurdo, algo inacreditável".

Mauricio de Sousa, desenhista

"O movimento popular sempre vai dar em algum resultado, mesmo que seja pequeno, vai dar. Aos poucos, essas mobilizações vão se transformando em uma bola de neve. Eu não gosto muito do termo `faxina` porque envolve motivações políticas. A gente não sabe muito bem o que está por trás disso. Eu prefiro o termo `movimentos popular`, que acontece a partir da conscientização que está se espalhando no nosso país, graças ao trabalho da imprensa, que, espero, não tenha nenhum tipo de bloqueio. O que importa, na verdade, é a nossa faxina, conduzida pelo povo, pelos agentes sociais. Nessa, sim, eu acredito".

Luiz Alfredo Garcia-Roza, escritor

"Eu sou favorável a qualquer campanha contra a corrupção. Acredito que elas podem, sim, trazer efeitos para o nosso país. Espero, sinceramente, que essas mobilizações, esses atos que estão sendo organizados pela sociedade, tanto na internet quanto nas ruas, tragam mudanças concretas. É uma oportunidade até para elas pegarem carona em mobilizações que estão acontecendo atualmente em outros países".

Sérgio Besserman, economista

"Corrupção não é só crime e desperdício de recursos públicos. Ela degrada os negócios, as instituições e é um obstáculo à democracia brasileira. Eu acredito em dois caminhos transformadores para reduzir a corrupção: transparência - que significa cada um dos três poderes disponibilizarem todas as informações para os cidadãos -, liberdade de imprensa; e participação popular fazendo força política em busca da ética.

Os primeiros meses do governo Dilma demostraram que existe uma força majoritária na sociedade brasileira que quer a mudança do padrão de direção política no país. Eu apoio a aglutinação de todas as forças políticas que querem transformar o modo pelo qual o poder público é exercido no país".

Nelson Motta, produtor musical, jornalista, compositor e escritor


"Essa faxina da Dilma foi pontual e quem levantou isso foi a imprensa. Mas, a sociedade está começando a reagir. Temos no momento um ambiente favorável a essa reação. A opinião pública é quem de fato está derrubando ministros, pressionando, conquistando aquilo que antes parecia inatingível, como a Lei da Ficha Limpa. Um dos temas favoritos da minha coluna é a corrupção, que corrói a sociedade e os agentes públicos. A corrupção tem muitas faces, uma delas é essa dos políticos roubarem para os seus partidos. Desviar dinheiro público para o partido é roubar duas vezes. É pior do que roubar para si, porque corrompe o processo eleitoral".

Fábio Konder Comparato, jurista e professor emérito da Faculdade de Direito da USP

"A corrupção dos agentes públicos é um mal endêmico no Brasil e existe desde o início da colonização, abrangendo indistintamente todos os órgãos do Estado. Charles Darwin, quando passou pelo nosso país, observou: “Não importa o tamanho das acusações que possam existir contra um homem de posses, é seguro que em pouco tempo ele estará livre. Todos aqui podem ser subornados.”

Trata-se, na verdade, de uma prática entranhada na mentalidade coletiva e que permeia os costumes ou modos de comportamento de todas as classes sociais. Sou, no entanto, bastante idoso para perceber que a situação começa a mudar. Hoje, ao contrário do que parece, a corrupção não aumentou em relação ao passado. O que aumentou é o número de pessoas que manifestam indiferença ou complacência para com ela.

Entendo que a atual presidente da República tem seguido, com coragem e determinação, no rumo certo: a intransigência com qualquer prática de corrupção no Poder Executivo, mesmo quando contamina ministros de Estado.

Não basta, porém, apoiar a presidente, como os meios de comunicação de massa, acertadamente, vem fazendo. Como a mentalidade coletiva não muda rapidamente, é indispensável montar uma política pública de longo prazo para combater a corrupção, comportando instituições adequadas e uma ampla campanha de educação cívica.

Dentre as instituições adequadas para lutar contra a corrupção, entendo que devemos criar instrumentos novos de atuação popular, como ouvidorias do povo, em todas as unidades da federação, e a instituição de ações populares, ou seja, ações judiciais propostas por qualquer cidadão em nome do povo".

Zeca Borges, superintendente do Disque-Denúncia

"Hoje a sociedade tem instrumentos não só para se mobilizar, como para interagir. Não basta conscientizar a população, é preciso viabilizar instrumentos para ações, e o cidadão precisa usá-los, deixando de ser mero espectador. O efetivo combate à corrupção, tanto na área privada como no setor público, se dá pelo processo dos envolvidos. Não bastam exonerações. O importante é registrar e abrir inquéritos. Não se trata de vingança, é uma questão de pragmatismo.

As mídias sociais são válidas nessa luta. O disque-denúncia tem mais de 55 mil seguidores no Twitter, através do qual informamos aos cidadãos sobre locais de risco de assaltos, mapas de cracolândia... e os seguidores, por sua vez, interagem, enviando fotos, vídeos, informações, denunciando. Eu apoio a atuação da Dilma, ela está no caminho certo de não tolerar essas ações corruptas. A presidente está atraindo uma confiança muito grande, que acaba dando mais desenvoltura para outros agentes sociais nessa luta".

Tia Surica, integrante da Velha Guarda da Portela

"Eu apoio essa faxina que a Dilma está fazendo, que está mais do que certa. O país não aguenta mais tanta corrupção. A tendência dessa mobilização da sociedade é dar certo porque estamos todos cansados de tanta corrupção. Se todos entrarem de cabeça nessas manifestações que estão sendo organizadas, os efeitos vão surgir".

Renato Sorriso, gari passista

"Toda corrupção que acontece no Brasil e no mundo é por falta de educação familiar. Os corruptos são pessoas ambiciosas, que só pensam nelas mesmas, não pensam em dividir, só querem tirar proveito. Quem tem isso dentro de si não consegue enxergar um horizonte de honestidade. Vejo o movimento das pessoas que agora se unem para combater a corrupção como uma ação muito positiva. A população tem, sim, que ir para as ruas contra as pessoas desonestas e contra a política suja. Tem que lutar para garantir seus direitos sociais: educação, saúde, emprego. A Dilma está certíssima em fazer essa faxina, só que ela já era pra ter sido feita há muito tempo, antes de isso tudo acontecer. A limpeza tem que ser feita. É como dentro de casa. Se não limpar, a sujeira acumula".

Marcelo Adnet, apresentador e humorista

"A corrupção é o que o Brasil tem de pior. É um crime, mais do que um roubo, é um desfalque. Você, cidadão, parte do princípio que está sendo roubado. Você paga imposto, trabalha e vê que está sendo enganado. A corrupção é uma falha entre o Estado e o cidadão. A gente aprende desde cedo que o `jeitinho` é a saída pra tudo. Desde pequenos, nos ensinam que o Estado é o nosso inimigo, que nos rouba. E acham que a forma de lutar contra isso é apenas burlando. Eu sou 100% favorável a essa faxina no governo. E isso de termos uma mulher no comando é muito legal porque a mulher é menos tolerante com esse conceito do `jeitinho`. A Dilma é uma mulher forte, séria, independente, a gente está vendo que ela não é a sombra do Lula. Ela priorizou a faxina em vez da manutenção da base. Mas, claro, ela não governa sozinha.

O Brasil está avançando, as coisas estão melhorando, mas não podemos esquecer que quem é muito pobre, continua muito pobre. O país não é só a classe média. Não acho que a juventude esteja mais mobilizada. Ela está mais virtualizada. Por estarmos muito nesse mundo virtual, vemos nele um meio de levantar movimentos. Isso é muito positivo, mas a internet foi quem mudou muita coisa, falta a gente mudar. Então, essa mobilização é muito boa, mas ainda é muito pouco. O brasileiro ainda é muito passivo, debate pouco, não tem o hábito de criticar, questionar".

Rodrigo Baggio, presidente e fundador do Comitê para Democratização da Informática

"Dou força e apoio total à presidente Dilma, para que ela amplie essa faxina. Cada brasileiro tem que se manifestar. A gente tem que dar um basta através desses atos que estão sendo organizados e utilizar as mídias sociais para mobilizar o Brasil. O sonho do brasileiro é acabar com a corrupção. Mas a ética tem que partir de cada um. Tem uma frase do Gandhi que diz `seja você a transformação que você quer ver no mundo`. A educação pelo exemplo é o que vai mudar o país. É o avô dando exemplo para o neto, o pai dando exemplo para o filho. E todos precisam usar as mídias, ir aos eventos, criar e reproduzir no Brasil, de forma organizada e sem violência, o fenômeno de mobilização em rede que aconteceu em outros países, como Chile, Espanha... Eu estarei no ato na Cinelândia, em setembro, e em outros que forem criados".

Cláudio Assis, cineasta

"A corrupção no Brasil é uma questão cultural, que vem desde os tempos do Império, não dos nossos índios, mas de quem nos colonizou. Infelizmente, ela é uma coisa que não acaba nunca. Sempre vai ter isso. É claro que é sempre muito bom que surja um movimento contra isso. Eu apoio qualquer movimento contra a corrupção e é bom que ele cresça, que as pessoas se mobilizem, porque a sociedade tem sido muito passiva em relação a essas práticas que parecem que estão na genética do brasileiro. Infelizmente. O pior é que se fala em faxina ética, se faz limpeza, mas uns corruptos se vão e outros chegam."

Marly da Silva Motta, historiadora e pesquisadora do CPDoc da FGV

"Movimento de combate à corrupção não é inédito no Brasil. No segundo governo Vargas existiu uma frente contra o roubo e a corrupção. Mas o debate político, nessa época, tinha um componente ideológico forte, diferente de hoje. Essa questão cresce porque tem apelo popular. E a sociedade tem que apoiar a "faxina", mas o Brasil não tem tradição de ir às ruas pedir punição para corruptores. Claro que pode ser a primeira vez.

Agora, o que tem diferente hoje é que antes esses movimentos ocorriam durante graves crises políticas (por ex, no governo Vargas, com JK e até na época do Collor) e agora não são para derrubar a Dilma. Então, os movimentos podem estabelecer novos padrões. A corrupção não está sendo vista como arma para derrubar presidente. Agora, instituições como AGU e CGU podem se mobilizar e aí a corrupção será tratada no lugar certo. Esse combate deve passar pelas instituições que o Estado possui. Mas espero que tudo não seja só panaceia, e sim um processo duradouro.

Sobre a Dilma, ninguém duvida que ela possa tomar a iniciativa (pra continuar com o movimento), o eleitorado já esperava uma atitude mais durona. Ela faz acreditar que o processo pode avançar."

Roberto DaMatta, antropólogo

"Um dos problemas de se acreditar no brasileiro é que aqui se governa com os amigos. Como você separa projetos que interessam à população de outros projetos que são muito mais de interesse de grupos, lobistas, pessoas incrustadas nos ministérios? Esse é o grande problema. O que o Senado está fazendo é muito bom. Representa um pouco da indignação diante do fato de que o Brasil melhora, mas não consegue mudar em relação às falcatruas. Entra governo de direita, sai governo de direta, entra governo de centro, sai governo de centro, entra Lula, sai Lula, entra Dilma e continua tudo a mesma coisa. E a coisa vai ficando cada vez pior. E os tribunais? As pessoas falaram que houve abuso no uso de algemas nos presos (na Operação Voucher, da Polícia Federal). Sim, e aí? Essas pessoas são criminosas ou não? Vão ser julgadas ou não?"

Da Agência O Globo


Eletropaulo instala lâmpadas econômicas nas escolas de SP


O projeto irá instalar lâmpadas, luminárias e reatores de unidades mais econômicos do que o sistema convencional l Foto: Diário do Amanhã

A Secretaria da Educação em parceria com a AES Eletropaulo trocarão o sistema de iluminação de pelo menos 250 escolas da rede estadual da capital e Grande São Paulo.

Modelos mais econômicos serão instalados, reduzindo assim os gastos com energia.

A iniciativa foi realizada pela primeira vez em 2007 e resultou em uma economia anual de 19.635 MWh, quantidade suficiente para abastecer 7,3 mil residências com consumo médio de 225 kWh/mês. Desde a primeira edição, a parceria beneficiou 668 escolas estaduais na região atendida pela AES Eletropaulo e duas sedes administrativas da secretaria no centro de São Paulo.

O projeto irá instalar lâmpadas, luminárias e reatores de unidades mais econômicos do que o sistema convencional. Como a troca será feita pela companhia de energia, a secretaria não terá gastos. A empresa também será responsável pelo descarte do material substituído. A previsão é que o novo sistema esteja instalado em todas as escolas até o final de 2012.

Esta ação faz parte do Programa de Eficiência Energética, que é regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e existe há quatro anos. Durante este tempo, já substituiu luminárias de baixa eficiência por luminárias reflexivas, lâmpadas fluorescentes de 40W e 20W pelas de 32W e 16W, reatores convencionais pelos eletrônicos, lâmpadas incandescentes, mistas e de vapor metálico pelas fluorescentes compactas, de vapor metálico e vapor de sódio.

A melhoria do sistema de iluminação beneficia os alunos, reduz o impacto ambiental, diminui os gastos de dinheiro público e conscientiza a população a fazer uso consciente de energia.

Com informações da Agenda Sustentável.

Brasil desenvolve modelo híbrido de crédito

SAN JOSÉ (COSTA RICA) - O Brasil está construindo um modelo de garantia híbrido para ampliar o acesso das micro e pequenas empresas ao crédito.

A novidade foi apresentada pelo diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, aos participantes do XVI Fórum Iberoamericano de Sistemas de Garantias e Financiamento para as Micro e Pequenas Empresas, em San José, na Costa Rica.
O evento termina hoje

Para Carlos Alberto, os fundos garantidores coexistem com as sociedades de garantia de crédito (SGC). “Há espaço para todos. Isso é bom para a MPE e para o sistema financeiro. Diminui os riscos e incentiva o desenvolvimento do país”, explicou.
Na quinta-feira (8), ele participou do painel que discutiu a sustentabilidade dos sistemas.

Os fundos garantidores se caracterizam por operações típicas de balcão do sistema financeiro e de instituições de apoio às MPE, como o Sebrae. Já as SGC são novas modalidades de parcerias públicos-privadas (PPP) e funcionam como ferramentas de negociação. “O caminho que escolhemos não é fácil e, tampouco, curto. Porém, é auspicioso e promete ser sólido”, afirma o diretor-técnico do Sebrae.

Além da experiência brasileira, foram apresentados casos de sucesso da Colômbia, México e Portugal. Carlos Alberto fez questão de registrar que a participação numerosa de brasileiros no evento reflete o trabalho dos últimos quatro anos.

Dados do Sebrae apontam que recentemente foram criadas três novas entidades de garantia de crédito no Paraná e que mais quatro devem ser apresentadas até o final deste ano.

O modelo também permite a prestação de consultoria técnica para as MPE e contribui para aumentar o acesso ao crédito, pois atenua o problema da assimetria de informações.

“Isso é o que chamamos de sistema de garantia de crédito de segunda geração.
As SGC não se restringem às operações de aval. Elas também contribuem para ajudar as MPE a desenvolverem projetos viáveis”, conclui Carlos Alberto.

Agência Sebrae

PPP do Saneamento: Câmara de Atibaia aprovou projeto do SAAE com sete votos favoráveis

O projeto do SAAE, que transformava a autarquia em empresa pública, entrou novamente na pauta da segunda-feira, 5 de setembro, recebendo nas sessões extraordinárias 7 votos favoráveis. Votaram contra os vereadores Oswaldo Mendes Sobrinho, Prof. Wanderley e Dedel.

Votaram a favor os vereadores Pedro Maturana, José Paulo Teixeira, Saulo do Gás, Baixinho Barbeiro, Ubiratan Fernandes de Oliveira, Profª Gina e Toninho da Coap. O presidente Emil só votaria em caso de desempate.

O projeto foi aprovado com emendas, apresentadas pelo vereador José Paulo Teixeira, reafirmando a proteção aos servidores da ex-autarquia e a participação da Câmara na aprovação de cada projeto de PPP (Parceria Público-Privada). O vereador destacou a atuação da Câmara na avaliação e reordenação do projeto, cujo foco inicial era a perspectiva de investimentos do SAAE.

“Inicialmente, conseguimos que o Executivo desmembrasse a proposta original em duas. Ou seja, um projeto criando o mecanismo da PPP em nosso município e um segundo projeto transformando o SAAE em empresa pública.

Apresentamos emendas, que reforçaram a fiscalização permanente da execução dos projetos de parcerias público-privadas, para avaliação de sua eficiência, incluindo artigos para que cada projeto seja condicionado à prévia autorização legislativa.

Houve uma preocupação dos vereadores com os munícipes. Mesmo com essa aprovação, o processo não está terminado. A Prefeitura deverá enviar um novo projeto, detalhando a PPP do SAAE, que estará voltada para o esgoto sanitário. Este é um novo instrumento para trazer investimentos e desenvolvimento sócio-econômico para nossa cidade”, observou o Dr. José Paulo.

O vereador Wanderley Silva de Souza, o Prof. Wanderley, destacou mais uma vez a importância de preservar os funcionários do SAAE. “É a questão da estabilidade, que não pode ser esquecida.

Baseando-nos nos exemplos de Guaratinguetá e Santa Gertrudes, que tiveram aumento de 700% nas contas de água, 33 reais por metro cúbico de água, ficamos preocupados com o futuro. Tenho um mandato popular e não quero ser responsável por isso.

Fazemos uma pergunta: e o histórico da gestão administrativa do SAAE? Não quero criticar seus gestores neste momento, mas deixo claro que sou contrário ao projeto, porque não foi devidamente debatido, dentro da Câmara e com os servidores do SAAE”.

O vereador Oswaldo Mendes Sobrinho afirmou que “o SAAE está sendo mal administrado. São os funcionários e a população os prejudicados. Agora, querem privatizar o SAAE, que sempre teve dinheiro no passado. Lembro da administração do ex-prefeito Flávio Callegari, quando a realidade era outra. O SAAE é a galinha que "bota ovos de ouro" e, agora, será vendida”.

O vereador Josué Luiz de Oliveira, o Dedel, justificou seu voto: “Como podemos garantir? Como vai ser? A população não deve pagar um preço alto por um direito – água e esgoto, saneamento básico. Nosso voto é vencido na votação desse projeto e as pessoas serão prejudicadas, pagando a conta.

Os moradores não podem pagar um absurdo por isso, pela água e pelo esgoto.
Hoje, já cortam água todo dia, de pessoas que não podem pagar. Além disso, a Prefeitura deverá privatizar também o Balneário. O que a Prefeitura irá fazer? Não tomará conta de mais nada? É função do vereador fiscalizar as ações da Prefeitura e decidir sobre o que é bom ou não para a cidade”.

O vereador Dr. Ubiratan Fernandes de Oliveira elogiou a emenda do Dr. José Paulo: “Estamos caminhando para uma decisão inteligente e que contribuirá para a melhoria da qualidade de vida no município, pela diminuição das mortes, principalmente da mortalidade infantil”.

O vereador Francisco Almendra, o Toninho da Coap, disse que chegou a votar contra na comissão de Justiça, mas mudou de opinião, depois da reunião com o sindicato dos servidores (Sindae) e entende que o projeto do SAAE “vai trazer benefícios para a população – a cada R$ 1 investido em saneamento básico, você economiza R$ 4 em saúde”.

A vereadora Georgina Pitocco Piniano, a Profª Gina, afirmou que “o projeto de transformação em empresa pública vem dando certo em outras cidades.
Não perdemos perder esse momento em que o SAAE pode iniciar uma nova experiência.

Não temos mais lixão, uma vitória para a cidade, que está numa região de APA (Área de Proteção Ambiental). E, a partir de 2014, não poderemos ter mais aterro sanitário, como estabelece Termo de Ajuste com o Ministério Público. Este é um momento histórico nesta Câmara.

Aproveito também para cumprimentar o vereador Dr. José Paulo, com a dra. Kátia (procuradoria jurídica), pelo estudo que desenvolveu em torno do assunto”.
O vereador Pedro Maturana lembrou que, quando prefeito, investiu no SAAE, incluindo construção de reservatório e de três estações de tratamento.

“Fizemos uma administração que nem o Sanasa de Campinas tem igual. Acho que merecemos elogio pelo trabalho desenvolvido no SAAE ao longo de quatro anos”.

O presidente da Casa de Leis, Emil Ono, explicou no final do debate que seu voto, necessário só no caso de desempate, seria contra o projeto.
“Cada vereador vota de acordo com sua consciência e, desde o início, deixei minha posição clara sobre o assunto.

Antes da transformação em empresa pública, acredito que o SAAE deveria estudar formas, como fazem as empresas privadas, de reduzir seus custos, cortando por exemplo os empregos em comissão.

Historicamente, meu pai (Takao Ono, ex-presidente da Câmara) defendeu o SAAE como autarquia e continuarei mantendo essa opinião”.

Por: Assessoria de Imprensa Câmara Municipal da Estância de Atibaia

PARCERIAS PARA PROMOVER A COLETA SELETIVA EM ILHÉUS

Written by Aderino

Um programa de coleta seletiva está sendo desenvolvido no Município de Ilhéus por meio da realização de Micro ALIANÇA PÚBLICO PRIVADA (Micro APP) entre o Poder Público, a iniciativa privada e organizações de catadores.

A Micro APP é um programa do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID – de fomento em âmbito local de alianças colaborativas entre o setor público e o privado.

O Programa conta com a participação da CONDER, por meio de contrato firmado com o IBAM – Instituto Brasileiro para a Administração Municipal, como também de parceria estabelecida com o CEMPRE – Compromisso Empresarial para a Reciclagem. Estas equipes estão atuando em estreita cooperação com a Prefeitura Municipal de Ilhéus.

O Projeto Micro APP está sendo desenvolvido em Ilhéus desde março de 2011 e representa uma das ações voltadas à requalificação do aterro do Itariri, local para onde são encaminhados todos os resíduos gerados nos municípios de Ilhéus e Uruçuca e onde atuam mais de 100 catadores separando e comercializando a parcela reciclável do lixo.

Estrutura e Metodologia de trabalho

Com três etapas – Planejamento, Modelagem da Micro APP e Consolidação da Micro APP – o Projeto tem previsão de duração de um ano. Na etapa de planejamento foi constituído um Grupo de Trabalho a fim de assegurar um processo participativo e representativo.

Integram este GT representantes do Governo Estadual (CONDER), Governo Municipal (Secretarias de Ação Social e Trabalho, de Industria, Comercio e Planejamento, de Serviços Urbanos, de Saúde e de Educação), Câmara de Vereadores, Cooperativa de Catadores do Itariri (COOLIMPA), Sociedade Civil (Ação Ilhéus e Associação de Moradores do Bairro Hernani Sá), Prefeitura Municipal de Uruçuca, IBAM e CEMPRE.

Entendendo que a gestão de resíduos sólidos diz respeito a toda a sociedade e na perspectiva de fomentar o controle social, reuniões vem sendo realizadas com diversos segmentos: setor empresarial, Conselho de Meio Ambiente (CONDEMA), executivo e legislativo municipal, Associações de Moradores, Ministério Publico, Movimento Nacional de Catadores entre outros.

Agora é Lei

É importante lembrar que no ano de 2010 foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) que, dentre suas diretrizes, estabelece:
- Fim dos lixões até o ano de 2014;
- Elaboração de Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos até 2012;
- Implantação de programas de coleta seletiva priorizando o trabalho com grupos organizados de catadores;
- Responsabilidade compartilhada, que se entende por: conjunto de atribuições individuais e articuladas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores, dos catadores organizados e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para redução da quantidade de resíduos e rejeitos gerados, bem como para buscar alternativas conjuntas para a reinserção dos materiais recicláveis em seus ciclos produtivos ou em outros ciclos produtivos de modo a que estes materiais voltem a ser introduzidos no mercado.

Resultados alcançados
Ações emergenciais voltadas para os catadores do Itariri


Diante da urgência em buscar soluções para as condições de trabalho dos catadores do lixão do Itariri, um conjunto de ações, de caráter emergencial, voltados para a melhoria desta situação foi priorizado no Projeto. As ações consistiam em:

1) definir o universo de catadores a ser incorporado a COOLIMPA, 1a cooperativa de catadores de Ilhéus;
2) execução de projeto executivo para reforma de galpão construído na área do aterro para apoiar a atividade dos catadores;
3) execução da reforma do galpão e operacionalização do galpão;
4) mapeamento dos grandes geradores de resíduos sólidos.

O universo de catadores foi definido de forma conjunta alcançado um total de 121 catadores a serem beneficiados inicialmente com o Projeto, a reforma do galpão teve inicio em setembro de 2011 e grandes geradores foram sensibilizados e cadastrados para doação dos materiais recicláveis aos catadores organizados.

O programa piloto de coleta seletiva

O Setor Sul da cidade, representada por suas associações de moradores vem participando ativamente do planejamento do programa piloto de coleta seletiva para os 7 bairros que a compõem.

Reuniões mensais são realizadas na sede da Associação de Moradores do Bairro Hernani Sá (AMBHS). Até o momento já foram identificados os catadores que atuam na região, cadastrados os depósitos, mapeados os locais para implantação de Pontos de Entrega Voluntaria (PEV) de materiais recicláveis e identificados terrenos para construção de galpão de triagem, beneficiamento e comercialização de materiais recicláveis para apoiar o trabalho dos catadores de rua que, brevemente, serão convidados a participar de uma reunião com o Grupo de Trabalho.

A Prefeitura está realizando o levantamento fundiário dos terrenos para a cessão de uso para construção do Galpão.

A Campanha de Coleta de Embalagens Longa Vida

Para fortalecer as ações de educação e mobilização da comunidade e apoiar a estruturação do trabalho dos catadores do Itariri está sendo lançada a Campanha de Coleta de Embalagens Longa Vida com data prevista para o dia 23 de setembro às 09:00hs na sede da AMBHS. As escolas da região são convidadas a aderir à Campanha com a coleta de embalagens longa vida que serão doadas à COOLIMPA.

Durante o período de 23 a 30 de setembro você poderá levar as embalagens de longa vida (leite, molho de tomate, sucos já limpos) aos postos de recebimento:
• Na Associação de Moradores do Bairro Hernani Sá;
• Nas escolas da Zona Sul, para atender os funcionários, alunos ou pai/mãe de aluno;

Posteriormente a Prefeitura irá coletar todo este material para doação aos catadores da COOLIMPA.

Por meio de uma parceria com a empresa Tetra Pak essas embalagens serão trocadas por telhas feitas do mesmo material para cobertura do galpão de recepção e segregação de materiais da COOLIMPA.

O papel da sociedade

O programa de coleta seletiva é pensado para toda a sociedade de Ilhéus tanto na responsabilidade de adesão como nos benefícios dele resultantes.

Trata-se de um programa que estimula a doação aos catadores da parcela seca dos resíduos gerados nos domicílios, rede de ensino, comércios, empresas, industrias.

Ao adotar essa atitude os moradores de Ilhéus estarão proporcionando melhores condições de trabalho e renda para esta parcela da população, gerando impactos positivos na estética da cidade, na manutenção da limpeza dos espaços públicos, em melhorias para a saúde publica e, acima de tudo, colaborando com a preservação ambiental.

Vamos todos dar o ponta pé inicial apoiando a Campanha de Coleta de Embalagens Longa Vida !

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