sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Simplificando a energia solar


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Crédito: Hemera/Thinkstock

Por Jesse Emspak

A energia solar é abundante e relativamente fáci de aproveitar, mas não é constante. Uma equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) acredita que é possível solucionar este problema e, ao mesmo tempo, baratear a produção.

Em uma central de Energia Solar Concentrada (CSP, na sigla em inglês), um conjunto de espelhos é usado para focalizar a luz do sol sobre uma torre, aquecendo um fluido que, por sua vez, aquece a água para mover as turbinas. Em geral, o fluido é formado por sais derretidos, que absorvem e retém o calor melhor do que a água e funcionam em altas temperaturas. O grande problema é que essas centrais solares costumam ser caras e não funcionam bem em dias nublados.

Alexander Slocum e uma equipe do MIT decidiram usar algumas tecnologias já testadas de um jeito diferente. Em vez de bombardear o sal derretido para uma torre, eles decidiram projetar uma central com espelhos em um declive, suspendendo o tanque com os sais. Dividido em dois compartimentos, o tanque possui uma barreira móvel; os sais quentes ficam em cima, e os frios, no fundo. Isso elimina a necessidade de dois sistemas de bombeamento para alimentar dois tanques. Ao simplificar o design, o novo projeto reduz custos e pode aumentar a competitividade da energia solar em relação aos combustíveis fósseis, como o carvão e o gás natural.

No aspecto térmico, o sistema é bem mais eficiente. O sal quente aumenta em volume, pressionando a barreira para baixo, enquanto o ar frio que passa pela extremidade da barreira é aquecido. Uma vez que o sal é bombeado para o permutador de calor, ele retorna ao fundo do tanque, onde é reaquecido. A eficiência térmica é maior porque o sal aquecido está sempre no mesmo nível do tanque. Isso forma células de convecção no sal, misturando-o e evitando a formação de pontos quentes, o que reduz as pressões no tanque. Segundo Slocum, o sistema pode funcionar o dia todo sem luz solar, a cada dez dias de sol.

Slocum apresentou sua ideia na revista Solar Energy

Discovery Notícias

Edifício em Miami unirá arquitetura e tecnologia em prol da sustentabilidade

Um novo edifício sustentável está nascendo em Miami, nos EUA. O prédio foi desenvolvido em parceria entre o escritório de arquitetura e design Chad Oppenheim, a empresa de consultoria de energia Buro Happold, e o escritório de engenharia estrutural Ysreal Seinuk.

A construção, que terá 25 andares, vai custar cerca de US$ 40 milhões. Chamado de “COR” o projeto irá incorporar usos mistos de funções, com espaços comerciais, residenciais e de serviços. O edifício produzirá sua própria energia, utilizando tecnologias alternativas, como turbinas eólica, painéis fotovoltaicos e aquecedores de água solares. Além disso, ele ainda possui uma variedade de estratégias de design com grande custo beneficio.

O esqueleto do edifício é uma estrutura supereficiente, que protege o edifício do clima quente da região, e provém sombra para os moradores. A fachada possui elementos arquitetônicos como terraços e estruturas que suportam turbinas eólicas.

Além disso, o “COR” proverá galerias sombreadas no térreo com restaurantes e lojas, que irão proporcionar uma ligação com a rua, criando uma relação do edifício com os pedestres.

O interior do edifício foi inspirado no espaço industrial, com raízes na funcionalidade e flexibilidade. Cada apartamento residencial será eficiente energeticamente e possuirão equipamentos que consomem menos energia. O piso será feito de tijolo de vidro reciclado e os corredores de acesso aos apartamentos serão feitos de tábuas de bambu. Versatilidade, interior bem iluminado e tecnologia de ponta. O edifício consegue unir com equilíbrio espaços comerciais e residenciais.

No total, o COR terá 113 apartamentos residenciais, quase 2 mil m² destinados para escritórios e 500 m² para uso de serviços.

O bairro onde o edifício está situado é conhecido por ser um centro de design de Miami, a ideia é que o edifício atraia este tipo de profissional criativo para a região. O edifício tem apartamento e espaços comerciais que vão de US$ 400 mil até US$ 2 milhões. A previsão é que o edifício fique pronto ainda neste ano.

Redação CicloVivo

Instituições de saúde serão premiadas por ações ambientais

Hospitais, institutos, fundações e autarquias da área de saúde que adotaram ações ambientais entre 2010 e 2011 podem participar da premiação "Amigo do Meio Ambiente".

Os interessados têm até 2 de setembro para enviar a descrição sobre seus programas de melhoria.

Um júri vai avaliar medidas de reciclagem de materiais, coleta seletiva de lixo, educação ambiental para a comunidade, redução do uso do mercúrio, plantio de árvores, tratamento de efluentes, economia no uso de água e energia elétrica e gerenciamento de resíduos perigosos.

Muita gente nem se dá conta, mas as chapas de radiografia antigas não podem ser descartadas no lixo comum. O material contém prata, substância que é nociva ao ambiente.

Na última premiação, organizada pela Secretaria de Estado de Saúde, essa foi uma das iniciativas do Hospital das Clínicas da FMUSP premiadas.

Ao todo, 1,5 tonelada de chapas puderam ser recicladas e vendidas, e a renda foi encaminhada ao Fundo Social de Solidariedade do Estado.

Acesse aqui para informações adicionais.

Folha SP

FAB usa avião não tripulado para mapear fronteira de Brasil e Colômbia

Aeronave funciona por controle remoto e tem câmeras para grande altitude.
Está é a primeira operação real da Aeronáutica feita com o equipamento.


Equipamento tem câmeras e pode voar a cinco mil metros de altitude (Foto: Divulgação/FAB)Equipamento tem câmeras e pode voar a cinco mil
metros de altitude (Foto: Divulgação/FAB)

A Força Aérea Brasileira (FAB) começou a usar, pela primeira vez, o Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) durante a Operação Ágata 1, iniciada na sexta-feira (5) e que não tem data para ser concluída. O objetivo da ação é mapear a fronteira de Brasil e Colômbia e levantar dados estatégicos que permitam ajudar no combate ao tráfico de drogas, contrabando, descaminho de armas e munições, extração de minerais e madeira de forma ilegal, tráfico de animais e biopirataria.

A aeronave foi usada, em fase de teste, em maio do ano passado, para vigiar a fronteira entre Brasil, Argentina e Uruguai. A Polícia Federal (PF) do Paraná utiliza três aviões iguais para combater crimes fronteiriços desde julho de 2009.

Segundo a FAB, a aeronave usada é o Hermes 450, de fabricação israelense, tem seis metros de comprimento e dez metros de uma asa à outra. Em termos de autonomia de voo, o equipamento pode chegar a uma velocidade de 110 km/h, a uma altitude de cinco mil metros e permanecer no céu por cerca de 15 horas.

A tecnologia do VANT permite que a FAB cumpra missões de reconhecimento aéreo, sem que os pilotos sejam expostos a adversidades, e com a possibilidade de transmissão das imagens geradas em tempo real para qualquer localidade do Brasil.

O equipamento, segundo a FAB se junta aos demais já operados pela corporação, como o R-99, R-35 e RA-1, ampliando a capacidade de reconhecimento aéreo.

Do G1, em São Paulo

Projeto usa música para ajudar jovens com necessidades especiais

O projeto ‘Geração de Sons’, que tem apoio do Criança Esperança, traz, nas aulas, um momento mágico para os alunos com algum tipo de deficiência física ou mental.

O Jornal Nacional vai apresentar um projeto social executado no sul da Bahia, com o apoio do Criança Esperança. O trabalho utiliza a música e muita sensibilidade para ajudar crianças e adolescentes com necessidades especiais.

Dias de esperança estão iluminando a terra do descobrimento do Brasil. Em Porto Seguro, na Bahia, as notas musicais ecoam em um cenário improvável, marcado pelas adversidades. O talento brota sem aceitar limitações.

Rosileide Nunes Santos, de 16 anos é deficiente visual, mas nunca se rendeu à escuridão. Há quatro meses ela encontrou uma nova motivação na música: “Eu tenho muitos planos. Eu quero tocar na orquestra mesmo, quero um dia poder fazer faculdade de música”, conta.

Alan Nicolas, de 10 anos, também adora música: “Dá vontade de eu ficar alegre, dá vontade de sapatear, dá vontade de fazer um monte de coisa”, diz o menino.

Hiperativo, o menino de 10 anos está encontrando o ritmo certo para se desenvolver: “Ele se identificou muito com a bateria. É na bateria que ele coloca as emoções dele para fora e aonde ganha o equilíbrio”, afirma a musicoterapeuta Elizabeth Silva.

Em um casarão, no centro de Porto Seguro, os destinos de 60 crianças e adolescentes especiais como a Rosileide e Alan se encontram. Eles aprendem música de uma forma divertida, com jeito de brincadeira.

O projeto ‘Geração de Sons’ surgiu graças ao apoio do Criança Esperança. As aulas são um momento mágico para os alunos com algum tipo de deficiência física ou mental. Por algumas horas, eles podem ser apenas crianças exercendo o direito à alegria.

“O segredo são as brincadeiras que a gente chama de lúdico e principalmente o amor, o carinho com cada um, para tentar trazer eles da melhor forma”, conta o professor Daniel Vilela.

O projeto Geração de Sons é o irmão caçula da Orquestra Sinfônica do Descobrimento. Criada há apenas dois anos, a orquestra surpreende pela superação dos jovens músicos, apresenta o seu maior espetáculo: o da inclusão.

A flauta de Rosileide e a percussão do Alan se juntam aos violinos. É o ensaio do que o projeto pretende para o futuro: juntar todos os músicos em uma só orquestra, onde as diferenças de cada um, assim como nas notas musicais, ajudem a formar uma só melodia, um só ritmo.

“É a harmonia que se dá quando a gente tem instrumentos diferentes, pessoas diferentes, e assim a gente vai construir uma linda orquestra. É isso que a gente acredita”, conta a diretora artística do projeto Moana Viterbo.

JN

Equipamentos de irrigação para pequenos produtores de Claro dos Poções (MG)


Equipamentos de irrigação para pequenos produtores de Claro dos Poções (MG)

Com o objetivo de disponibilizar, à população de Claro dos Poções, oferta de alimentos por meio de produção própria, a Codevasf realizou a doação de um conjunto completo de irrigação e equipamentos necessários para implantação de uma horta comunitária naquele município. A ação conta com investimentos de R$31.905,87 e beneficiará cerca de 250 pessoas com perfil de produtor rural.

O superintendente da Codevasf em Minas Gerais, Dimas Rodrigues, falou da importância dessa ação da Companhia, que, ao implantar uma horta comunitária, estará oferecendo alimentação de boa qualidade na alimentação escolar e às famílias mais carentes de Claro dos Poções. “O excedente será comercializado para novos investimentos na atividade que poderá, no futuro, dobrar a área plantada. Serão produtos livres de agrotóxicos, o que agregará maior valor na comercialização dos mesmos”, afirmou o superintendente.

Com previsão de colheita da primeira safra ainda para este ano, os equipamentos doados já se encontram no município mineiro para início das atividades produtivas. São eles: um conjunto de irrigação, tipo microaspersão, para um hectare; um microtrator agrícola, acompanhado por um rotoencanteirador; uma carreta agrícola e um pulverizador costal. Para atendimento hídrico dessa horta, a Codevasf perfurou e equipou um poço tubular com capacidade de vazão para 16 mil litros por hora.

Codevasf

Ministro desafia Fortaleza a ser 1ª sede a ter estádio pronto para 2014; Cid topa!


Em destaque no centro da foto, Orlando Silva, Cid Gomes e Ferruccio Feitosa (Foto: Rafael Cavalcante /O POVO)
Em destaque no centro da foto, Orlando Silva, Cid Gomes e Ferruccio Feitosa (Foto: Rafael Cavalcante /O POVO)


O Ministro dos Esportes, Orlando Silva, esteve na tarde desta sexta-feira (12) em visita às obras do estádio Castelão, em reforma para a Copa do Mundo de 2014. Junto a ele, o governador do Ceará Cid Gomes e o secretário especial da Copa do Mundo pelo Governo Estado, Ferruccio Feitosa.

O ministro elogiou bastante o progresso na construção da nova estrutura do estádio. Animado, lançou desafio ao governador: Fortaleza ser a primeira sede a ter as obras concluídas e a estar pronta para receber o Mundial no Brasil. Cid Gomes não relutou, aceitando a proposta do ministro.

“Estou muito impressionado com o andamento das obras no Castelão. O que vimos foi um aceleramento que nos dá segurança. Estou torcendo, tanto que até provoquei o governador (Cid Gomes), o desafiando para que o Castelão seja o primeiro Estádio brasileiro pronto para a Copa do Mundo cumprindo todos os requisitos da Fifa.”

O ministro ressaltou, também, as qualidades da sede como o maior estádio do norte-nordeste do país. “O aeroporto é um assunto importante e a intervenção do Porto do Mucuripe é algo simples”, falou Silva, resumidamente, sobre os citados assuntos, que foram postos em questão.

Quanto à mobilidade urbana, Orlando Silva alegou ter se reunido junto a Cid Gomes para traçar adiantamentos e planejar a preparação de soluções para a problemática, que é pauta frequente no acompanhamento das obras para 2014.

Sobre a possibilidade do Castelão receber a semifinal, Silva disse que a Fifa vai decidir no momento certo. O grande teste para a futura sede, segundo o ministro dos Esportes, é a Copa das Confederações.

“A prefeitura tem feito revisão das inversões de mobilidade em Fortaleza que caminha muito bem. Acompanho todas as 12 cidades, a probabilidade maior é que a cidade receba a Copa das Confederações em 2013”, alegou.

Portal Esportes O POVO

Curso de alfabetização transforma canteiro de obras do Mineirão em sala de aula


BELO HORIZONTE - Afrânio Luiz da Silva, 48 anos, passou 22 deles nos Estados Unidos trabalhando com construção civil. Hoje, de volta ao Brasil, é operador de martelete nas obras do Mineirão. Apesar de falar inglês fluentemente, até entrar para o time que está reformando o estádio, não sabia ler nem escrever em português. Mas sua realidade está mudando.

Afrânio é um dos 37 alunos dos cursos de alfabetização e de conclusão do ensino fundamental oferecidos pelo consórcio Minas Arena, responsável pela modernização do Mineirão. “O projeto de reformulação do estádio está abrindo portas para mim. Falar inglês fluente e não saber escrever minha própria língua me incomodava”, comenta.

Mais um professor foi contratado para ampliar as aulas no canteiro de obras e outros 15 profissionais aguardam o início da próxima turma nesta semana. As aulas são realizadas de segunda a quinta-feira, das 17h30 às 19h30. Os alunos recebem material escolar - cartilhas, livros, cadernos, lápis, borracha e carteirinha de estudante válida em todo o território nacional -, além de um lanche, antes das aulas.

A professora da rede pública, Danusa Campos, diz ter orgulho de alfabetizar adultos, principalmente quando eles estão motivados. “A sensação de fazer esse trabalho é a melhor possível, pois os alunos estão realmente interessados em aprender. Estamos lidando com inclusão social, algo muito importante e que me dá muito prazer”.

“A maioria dos operários não teve acesso à escola, pois teve que começar a trabalhar muito cedo” – destaca Maria Cristina Aires, coordenadora social do consórcio. “Agora, operários analfabetos de 50 ou 60 anos, por exemplo, têm a chance de ter uma educação formal. Além de ajudá-los profissionalmente, a alfabetização traz cidadania”.

Fonte: Agência Minas Imagem: Sylvio Coutinho

NASA Picks 7 Private Spaceships for Trips to Edge of Space


Codevasf e Federação de Pescadores fortalecem pesca artesanal no vale do São Francisco alagoano

Companhia entrega equipamentos para pescadores da colônia Z-12, em Penedo

Última entrega de equipamentos pela Codevasf, aconteceu na sexta-feira no município de Pão de Açúcar
Depois de Pão de Açúcar ser beneficiada com a entrega de equipamentos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), nesta quinta-feira (11) será a vez dos pescadores artesanais do município alagoano de Penedo receberem motores de rabeta e apetrechos de pesca adquiridos pela Codevasf com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Joaquim Beltrão no valor de R$ 325 mil. Hoje a entrega acontece às 9h, na sede da Colônia de Pescadores Z-12, às margens do rio São Francisco.
A iniciativa da Codevasf atende a um pedido da Federação dos Pescadores do Estado de Alagoas (Fepeal) e visa fortalecer a pesca artesanal nos municípios da área de atuação da companhia em Alagoas. Os motores de rabeta e os apetrechos de pesca serão repassados à Fepeal, que fará a distribuição entre as colônias de pescadores dos municípios do vale do São Francisco alagoano.

Com mais essa entrega de equipamentos, o número de pescadores beneficiados diretamente chegou a 2 mil, e indiretamente a mais de 11 mil, nas dez colônias existentes no vale do São Francisco em Alagoas. Até o momento já foram contempladas as colônias de pescadores Z-19 (Piaçabuçu), Z-20 (Pão de Açúcar), Z-19 (Feliz Deserto), Z-26 (Delmiro Gouveia), Z-30 (Piranhas) e Z-34 (Belo Monte).

A programação de entrega dos equipamentos segue nesta quinta-feira (11) na Colônia de Pescadores Z-12 em Penedo. Em seguida, serão contempladas as colônias Z-18 (Traipu), Z-36 (São Braz), e Z-35 (Porto Real do Colégio) no dia 19 de agosto.

Ao todo, os pescadores artesanais estão sendo contemplados com o repasse de 242 motores de rabeta, 45 mil boias, 4800 tubos de linha, 1250 panagens para rede de pesca e 2453 kg de chumbada. Estes materiais adquiridos pela Codevasf estão sendo cedidos à Fepeal, que fará uma cessão para uso às colônias de pescadores por um prazo de até cinco anos. Finalizado o período de cessão e comprovando o uso apropriado, os motores e apetrechos serão doados definitivamente para as colônias.

De acordo com o superintendente regional da Codevasf em Alagoas, Antônio Nélson de Azevedo, o repasse desses equipamentos visa fortalecer a pesca artesanal nos municípios do vale do São Francisco alagoano, proporcionando geração de renda e segurança alimentar para as populações beneficiadas. "Como empresa pública de desenvolvimento regional, a Codevasf possui um compromisso especial com as atividades econômicas tradicionais da região em que atua. Com a pesca artesanal não está sendo diferente. O repasse desses equipamentos integra-se aos peixamentos realizados pela Codevasf ao longo do São Francisco e seus afluentes. Com peixe em boa quantidade e instrumentos de trabalho adequados, a pesca artesanal no vale do Velho Chico sairá fortalecida", comemorou.

Os pescadores artesanais também comemoram o repasse dos equipamentos e o apoio à atividade tradicional na região do rio São Francisco. "Para a gente foi uma conquista ter a Codevasf como parceira e o trabalho do deputado Joaquim Beltrão para conseguir os recursos. Nem todos os pescadores possuem recursos para adquirir a rede, ainda mais um motor de rabeta. É tudo muito caro e até inacessível para alguns. Estamos em festa", declarou Maria Eliane Morais, presidente da Federação dos Pescadores do Estado de Alagoas.

Obras do Projeto São Francisco garantem empregos no sertão nordestino


Mauriti (CE) - As obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco no Ceará estão movimentando a região. É o que afirma um dos 576 trabalhadores do lote 6, localizado em Mauriti (CE)."Esta obra é boa demais. Está trazendo trabalho pra gente, antes eu não tinha emprego fixo", afirmou José Ivo Pereira Dias que está trabalhando desde o mês de maio neste trecho. O lote 6 possui 33% de execução e faz parte do Eixo Norte.

O Projeto São Francisco, que beneficiará 12 milhões de brasileiros, possui quatro lotes que passam pelo estado do Ceará, sendo um deles o maior túnel da América Latina para transporte de água, o Cuncas I, com 16% executado. O cenário da região está em constante mudança com desenvolvimento econômico e social, com a criação de emprego e promovendo a inclusão social. Segundo o servente Jordânio Justino Lopes a qualidade de vida tem melhorado. "Com esta obra a região cresceu demais. Está gerando muitos empregos e mudando muito a vida das pessoas", completou.


O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, tem vistoriado de perto a execução dos serviços do Projeto São Francisco. Acompanhado do Secretário de Infraestrutura Hídrica, Augusto Wagner, o ministro cumpriu agenda nesta última quinta-feira (11/8) neste trecho.

A obra, atualmente, emprega mais de 4 mil funcionários. A expectativa do Ministério da Integração Nacional é que até o final de setembro, todos os lotes sejam remobilizados e a obra alcance o ritmo adequado, com quase 9 mil postos de trabalho até o final do ano.

O Projeto São Francisco faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e levará garantia hídrica a 391 municípios dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará. Ele é composto por obras, estudos, projetos e demais ações, que englobam a construção de dois canais: o Eixo Norte, com 426 quilômetros e 44% de execução, e o Eixo Leste, com 287 quilômetros e 70% concluído.

O Nordeste

Empresa vence licitação para construir túneis no RN

Obras de mobilidade em Natal avançam e av. Prudente de Morais ganhará acesso ao aeroporto
Avenida Prudente de Morais, que já estava em obras, avança (crédito: Demis Roussos)

Se as obras de demolição do estádio Machadão não começaram e o aeroporto de São Gonçalo também pode não sair do papel até a Copa de 2014, o governo do Rio Grande do Norte já se apressa, ao menos, para agilizar os projetos de mobilidade urbana em Natal.

Nesta última quinta-feira (11), a empresa de engenharia IM foi anunciada como vencedora da licitação para tocar as obras viárias nas avenidas Prudente de Morais e Omar O'Grady. O plano de mobilidade urbana de Natal para a Copa 2014 prevê a construção de túneis nas ruas Caiapó e Tamanduateí, ligando a Prudente de Morais, via que cruza a cidade no sentido norte-sul, ao aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, na grande Natal.

A empreiteira venceu com a proposta de R$ 11,6 milhões, inferior aos 11,8 milhões previstos no edital. O prazo para a conclusão dos túneis e do alargamento das avenidas é de 360 dias contados a partir da emissão da ordem de serviço. A conclusão das obras está prevista para o segundo semestre de 2012.

Portal 2014

Eletronuclear vai licitar, por quase R$ 2 bilhões, montagem de equipamento de Angra 3

Brasília - Com orçamento estimado em R$ 1,93 bilhão, a Eletronuclear divulgou hoje (12) o aviso do edital de licitação para contratar a montagem dos equipamentos eletromecânicos da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ). O processo de contratação das empresas deve levar oito meses e a estimativa da Eletronuclear é que os vencedores do leilão estejam no canteiro de obras de Angra 3 até maio do ano que vem.

A montagem eletromecânica foi dividida em dois contratos: um para atividades nas edificações e estruturas nos sistemas convencionais da usina e outro para o sistema de geração de vapor por fonte nuclear. As empresas poderão participar do leilão de forma isolada ou em consórcio de até quatro empresas.

O leilão terá uma fase de pré-qualificação dos concorrentes, que deve levar cerca de quatro meses. Na primeira etapa de habilitação, será verificada a habilitação jurídica, a regularidade fiscal, a qualificação econômico-financeira e a qualificação técnica. Na segunda etapa, serão analisadas as linhas metodológicas para a execução dos serviços. Depois disso as empresas qualificadas deverão apresentar suas propostas de preços.

A Usina Nuclear Angra 3 está prevista no Programa de Aceleração do Crescimento e deverá gerar cerca de 1,4 mil megawatts médios. Ela será a terceira usina da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, que onde já estão em operação as usinas Angra 1, com capacidade instalada de 657 megawatts, e Angra 2, de 1,3 mil megawatts.

Fonte: Agência Brasil

Trabalhador pode ter mais benefícios

Governo estuda conceder bolsa para manter população na nova classe média

BRASÍLIA - A oferta de uma bolsa de benefícios para trabalhadores com baixos salários é uma das alternativas em estudo pelo Governo Federal para evitar a volta da população da nova classe média para a pobreza. A informação foi dada pelo ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), Moreira Franco, durante o programa Bom Dia, Ministro. “Precisamos estimular as pessoas que estão trabalhando. Precisamos não só criar um apoio ao desempregado, mas criar um apoio ao empregado para não só garantir seu emprego, mas melhorar a qualidade da sua formação profissional”, disse o ministro.

A ideia é que essa bolsa en­globe benefícios que já são concedidos ao trabalhador, como salário-família e o abo­no do PIS/Pasep. Moreira Franco informou que as medidas para impedir o retrocesso da nova classe média estão sendo negociadas entre os ministérios da Fazenda, do Trabalho, da Previdência e Educação. “Acredito que dentro de pouco tempo vamos apresentar à presidente Dilma algumas soluções”, disse no programa, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços.

Na última década, 31 milhões de pessoas ingressaram na classe C, a chamada nova classe média, segundo dados da Pesquisa de Amostra Domiciliar (Pnad), feita pe­lo Instituto Brasileiro de Geo­grafia e Estatística (IBGE) antes do Censo 2010, e recompilados pela SAE. A renda familiar varia de R$ 1 mil a R$ 4 mil mensais.

Para Moreira Franco, o Brasil tem as mesmas condições macroeconômicas para lidar com uma possível nova crise mundial, como fez há três anos. “Os efeitos aqui e agora não serão catastróficos como tínhamos no passado, porque antigamente éramos uma eco­­­nomia extremamente frágil. Qualquer vento fora de eixo, provocava aqui uma tempestade”, disse.

ABr

Pernambuco: IEL apresenta agenda de incentivo a empresas de médio porte

O cenário promissor em que se apresenta a economia pernambucana, com empresas das mais diversas áreas em amplo desenvolvimento, impulsiona a criação de novos postos de trabalho no Estado. Nessa conjuntura, o superintendente nacional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Carlos Cavalcanti, apresentou em encontro na sede da FIEPE, nesta sexta-feira (12), agenda da entidade para inserir e capacitar profissionais em âmbito local e nacional.

"A ideia é treinar colaboradores que venham a ocupar cargos de gestão em empresas de médio porte, a partir de parcerias com escolas renomadas de gestão e inovação", afirmou Cavalcanti. O IEL vai oferecer cursos em liderança, estratégia e inovação, com nove meses de duração, além de assessoria para que os funcionários encontrem dentro das empresas as soluções para problemas reais.

Outro programa relevante da entidade promete acelerar o desenvolvimento de competências e habilidades de jovens trainees nas empresas. "O IEL vai prestar treinamentos com investimentos compartilhados entre empresas", afirma.

Segundo o superintendente, as medidas servirão para aumentar a competitividade de indústrias de porte intermediário, já que a maioria dos programas contemplam apenas indústrias de pequeno ou grande porte. A previsão é que as capacitações sejam ofertadas ainda nesse segundo semestre.

FIEPE

Acordo fortalece e mobiliza políticas das pessoas com deficiência


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Esporte é importante para a inclusão das pessoas com deficiência/Foto: Milton Jung CBNSP

Fortalecimento e mobilizaçao política das pessoas com deficiência. Este foi o acordo de cooperação técnica firmado entre a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD) e o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). O documento foi assinado na quarta-feira, 10 de agosto, durante o Encontro Nacional de Gestores da Política da Pessoa com Deficiência, em Brasília.

Entre os temas definidos está a acessibilidade nos estádios e locais de práticas desportivas, incluindo os espaços a serem construídos ou reformados para os jogos da Copa de 2014 e Paraolímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

Segundo a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, o esporte é extremamente importante para a inclusão das pessoas com deficiência e o segmento é fundamental para a superação de barreiras.

“Esta assinatura é muito importante, porque mostra que a SNPD e o CPB irão trabalhar para promover os direitos da pessoa com deficiência”, ressaltou o secretário da SNPD, Antonio José.

O secretário comentou a presença de ações voltadas para o fomento da divulgação da convenção sobre os direitos da pessoa com deficiência no documento.

O documento tem vigência até agosto de 2013, podendo ser prorrogada.

EcoD

Anac vai autorizar exploração comercial de heliportos

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai autorizar a exploração comercial de heliportos à iniciativa privada. Hoje ainda não existe uma norma que verse sobre esse tipo de atividade. Os detentores de helipontos, por exemplo, só podem utilizá-los para o recebimento de aeronaves próprias, não sendo permitida a locação para uso de terceiros.

O Estado de São Paulo tem hoje 494 helipontos, dos quais 210 estão na capital.
Do total, apenas três são de uso público, apontam dados da Anac. Os demais são privados. Apesar da restrição à exploração comercial dessas estruturas, muitos proprietários as alugam para terceiros, o que é ilegal.

"O número de helicópteros em São Paulo já ultrapassou o de Nova York, então é preciso um sistema de exploração comercial para dar vazão a isso", afirmou o assessor técnico da diretoria da Anac Dorieldo Luiz dos Prazeres.

Ele afirma que o transporte por helicóptero não está mais restrito ao transporte de executivos, estando agora ligado a uma gama de outras atividades como transporte aeromédico, transporte de valores para bancos e voos panorâmicos para turistas.

A intenção da agência reguladora é que essas autorizações tenham duração de 25 anos, podendo ser renovadas. Caso o heliporto autorizado deseje interromper as operações, a agência quer ser notificada com antecedência de 180 dias.

Isso daria maior segurança aos usuários quanto à regularidade do serviço. O regime de preços seria livre. A norma ainda deve passar por uma audiência pública.

Entre os pré-requisitos para obter as autorizações estão a exigência de licença prévia, comprovação de propriedade ou de concessão da área que será utilizada como heliporto e estar em dia com as obrigações fiscais e previdenciárias.

A autorização também dependerá de aprovação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e a estrutura deve ser certificada pela Anac.

Fonte: Agência Estado

Baterias Moura em Pernambuco fabricará bateria para submarino nuclear


Na mesma entrevista polêmica à revista Piauí, que acabou provocando sua queda, o então ministro da defesa Nelson Jobim falou que a empresa pernambucana Baterias Moura é a responsável pela fabricação das baterias que serão ultilizadas pelos submarinos nucleares que o governo brasileiro construirá. A previsão, segundo o ex-minstro, é que o primeiro submarino fique pronto em 2025.

Leia a baixo o parágrafo em que Jobim cita a empresa pernambucana:

"Com o projeto do submarino nuclear, o Brasil entra no restrito clube dos oito países que detê essa tecnologia. Boa parte dos equipamentos está sendo produzida no país. As baterias so submarino, por exemplo, estão sendo desenvolvidas pela fábrica de baterias Moura, no agreste pernambucano. Do agreste para a era nuclear."

Procurada pela reportagem do Blog de Jamildo, a assessoria da Baterias Moura ainda não deu detalhes.

Blog do Jamildo

MOBILIDADE- Os desafios para fazer a Agamenon do futuro em Recife

Estudo de circulação e projeto das obras ficam prontos em novembro e vão detalhar

Depois do anúncio da construção de quatro viadutos na Avenida Agamenon Magalhães, feito pelo governador Eduardo Campos na última quarta-feira, vieram à tona questionamentos sobre o desafio de tirar o projeto do papel. O que fazer, durante as obras, com os quase 100 mil veículos que circulam diariamente pelo principal corredor viário do Recife? Como construir elevados em áreas onde a densidade de imóveis é tão alta? Como concluir complexas intervenções a tempo da Copa do Mundo de 2014? Para especialistas na área, os transtornos serão inevitáveis, mas, com um plano adequado, é possível amenizar efeitos nocivos das intervenções.

As perguntas acima deverão ser respondidas após estudo técnico de circulação viária que, assim como o projeto executivo das obras, deve ficar pronto até o fim de novembro. Os elevados que serão construídos entre a Ilha do Leite e o Parque Amorim fazem parte do Programa Estadual de Mobilidade Urbana (Promob) e têm custo estimado entre R$ 180 milhões e R$ 200 milhões. O valor inclui, a princípio, apenas a construção dos elevados, não levando em conta eventuais desapropriações. Os trabalhos na Agamenon têm conclusão prevista para o fim de 2013.

Para o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Oswaldo Lima Neto, que tem doutorado na área de planejamento de transporte urbano, as obras terão que ser executadas com a maior rapidez possível. “O ideal é que sejam utilizadas as mais modernas técnicas, com o uso de pré-moldados. Devido ao grande fluxo, uma obra da forma tradicional seria inviável. Sempre haverá transtornos, mas existem formas de minimizá-los.” O engenheiro civil Maurício Pina, professor da Universidade Católica de Pernambuco, sugere que as intervenções na via aconteçam de uma só vez. “Como certamente haverá contratempos, seria melhor se a construção dos quatro viadutos fosse feita simultaneamente.” Sobre as alternativas de trajeto durante os serviços, o professor diz não haver muitas opções para fugir da Agamenon. Para Oswaldo Lima Neto, as pessoas vão começar a buscar outras rotas, como acontece hoje em pontos de congestionamento.

Professor da pós-graduação em arquitetura e urbanismo da UFPE e membro do Conselho Diretor da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), César Cavalcanti considera a construção dos viadutos um “grande desafio”. “É um projeto fora do comum. Certamente haverá desgaste na fluidez e a população terá que se sacrificar. Será preciso ter paciência.” Hoje, em horários de pico, a velocidade média na avenida é de 4,5 km/hora.

“Mas estas são medidas paliativas. Com a quantidade absurda de carros que têm chegado às ruas nos últimos tempos, logo mais encontraremos a mesma dificuldades, com ou sem viadutos”, ponderou Cavalcanti. “O caminho para encontrar uma solução definitiva é priorizar o transporte público.”

Sobre a necessidade de desapropriações, o secretário das Cidades, Danilo Cabral acredita que não haverá grandes intervenções, mas ressaltou ser preciso esperar o projeto executivo. “Pode ser necessária, mas deve ser pequena, porque algumas vias, como a Rui Barbosa e a Paissandu, se alargam nas proximidades da Agamenon.” A Associação do Mercado Imobiliário estima que o metro quadrado do imóvel residencial na avenida custe R$ 5 mil e do comercial, R$ 8 mil. O presidente Alexandre Mirinda não aposta na valorização após as mudanças.

De acordo com o engenheiro Rogério Giglio, presidente da Maia Melo Engenharia, empresa que desenvolve o projeto e o plano de circulação, só será possível informar a quantidade de imóveis para desapropriação quando estiver definida a geometria das alças dos elevados. “Usaremos software para simular a circulação de veículos e ter condições de determinar detalhes.”

O mesmo ocorre quanto à forma de execução. Segundo ele, a tendência de a obra ser estaiada se deve ao fato de causar impacto visual positivo e, principalmente, por ser constituída de peças pré-moldadas, o que traria mais rapidez.

Jornal do Commercio

Pernambuco: Hemobrás e Hemope firmam parceria

Contrato é para fornecimento de plasma com padrão industrial

Da Editoria de Economia

A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) dá mais um passo para viabilizar o fornecimento de plasma para a fábrica de hemoderivados que está sendo construída em Goiana, na Mata Norte do Estado. Na manhã desta sexta-feira (12), assinou um contrato de incentivo com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) para fornecimento do plasma com qualidade industrial.

Com o aumento da qualidade, amplia-se o volume do plasma para o processo fabril. Isso será possível graças ao emprego dos recursos na compra de maquinário, manutenção preventiva de equipamentos, contratação de mais profissionais para trabalhar, além da melhoria do controle da qualidade do plasma. Desde julho deste ano, cinco serviços de hemoterapia de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná já foram beneficiados. O Hemope é o primeiro no Nordeste. Até o fim deste ano, 120 hemocentros deverão ter firmado parceria com a estatal.

JC Oline

Paraná: Governo coloca em consulta pública o anteprojeto da Lei da Inovação

O Paraná deu esta semana um importante passo para a criação de uma legislação estadual de inovação que regulamente a cooperação entre setor público, setor privado e academia no incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico. O governo estadual elaborou um novo anteprojeto sobre o assunto e abriu o texto para consulta pública, de forma que a população possa comentar e sugerir mudanças para a versão final. Os interessados em opinar podem acessar o texto no endereço eletrônico da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (www.seti.pr.gov.br), até o dia 31 de agosto.

O novo texto contém avanços significativos em relação ao enviado no ano passado para votação na Assembleia Legislativa. É uma proposta moderna, que prevê segurança jurídica para os participantes e define a política de propriedade intelectual.
O Paraná é o único estado das regiões Sul e Sudeste que ainda não aprovou uma lei de inovação – aguardada pela comunidade empresarial e científica porque oferece incentivos para a produção e aplicação de conhecimentos científicos.

De acordo com o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, o anteprojeto aproveita o que existe de melhor nas leis federais, estaduais e municipais de incentivo à inovação. Ele explica que um grupo formado por representantes do governo e da iniciativa privada foi instituído para estudar e melhorar o projeto. Para ele, a iniciativa demonstra o esforço de aproximar academia e setor produtivo para que as pesquisas realizadas no Estado resultem em benefícios para a sociedade.

“Seguindo uma determinação do governador Beto Richa, retiramos o projeto do legislativo para aprimorar a redação e escutar a opinião dos maiores interessados no assunto. Finalizamos o documento com avanços significativos”, destacou Leal. Segundo ele, após o encerramento da consulta pública as sugestões serão analisadas. As que forem consideradas pertinentes serão incorporadas ao texto, que em seguida será enviado para votação pela Assembleia Legislativa.

A PROPOSTA – O anteprojeto de lei institui o Sistema Paranaense de Inovação, integrado por empresas e instituições com atuação na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação – entre as quais o Tecpar, o Iapar, a Fundação Araucária e as incubadoras tecnológicas existentes no Estado.

Um dos capítulos do texto trata da construção de ambientes especializados e cooperativos de inovação, aproximando as empresas privadas das Instituições Científicas e Tecnológicas do Paraná (ICTPR), órgãos da administração pública que têm por missão institucional executar, dentre outras, atividades de pesquisa básica ou aplicada. Essas instituições poderão, mediante remuneração, compartilhar laboratórios, equipamentos e materiais com empresas e outras organizações. Entre as instituições paranaenses classificadas como ICTPR estão o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

Júlio Félix, diretor-presidente do Tecpar e responsável pela elaboração do novo texto, explica que não há uma legislação estadual que permite esse intercâmbio de recursos públicos e que as ICTPR trabalham na informalidade. “Isso mostra a importância da aprovação dessa lei. Ela vai preencher um vácuo na área científica e criar um dispositivo legal eficiente que contribuirá para a inovação no Paraná”, disse Félix.

A nova legislação prevê ainda a participação do Estado em fundos de investimentos de empresas paranaenses cuja atividade principal seja a inovação tecnológica.

EMPRESAS – A proposta também estabelece mecanismos de incentivo à inovação nas empresas, mediante o compartilhamento de recursos humanos, materiais e de infraestrutura e a concessão de apoio financeiro e de benefícios fiscais. Projetos aprovados pelo órgão concedente poderão ser beneficiados com subvenção econômica, financiamento ou participação societária do Estado. O governo também poderá conceder incentivos fiscais às empresas como forma de promover a inovação – aspecto que, depois da aprovação, ainda terá que ser regulamentado pelo Executivo.

“Inovação demanda investimentos e riscos, mas não garante lucros. É necessário que o governo apóie a inovação para que o Paraná cresça e desenvolva sua área cientifica. O incentivo estadual é inteligente, pois gera empregos, competitividade e fortalece a parceria público-privada”, destaca o secretário Alípio Leal.

De acordo com o anteprojeto, ao aplicar as medidas de incentivo o governo deverá dar prioridade a arranjos produtivos locais e a micro, pequenas e médias empresas de regiões menos desenvolvidas, que não possuem capacidade científica adequada.

PROPRIEDADE INTELECTUAL – A propriedade intelectual dos novos processos, produtos, serviços e modelos criados através das parcerias público-privada deverá ser regulamentada por um convênio assinado pelos envolvidos em seu desenvolvimento.
Os mecanismos de proteção e segurança jurídica da lei garantem que os interessados definam em contrato a titularidade do produto e a participação nos resultados da exploração das criações resultantes de parceria.

A lei também trata do resguardo das informações, estabelecendo que não é permitida a divulgação e publicação de qualquer aspecto das criações, resultados de trabalho coletivo, sem antes expressa autorização das ICTPR. A nova legislação também assegura ao pesquisador público que atua na pesquisa público-privada, participação que varia de 5% a 33% nos ganhos econômicos das criações resultantes de contratos de transferência de tecnologia.

Aos alunos matriculados em programas de graduação e pós-graduação que tenham participado do processo de criação também é assegurada participação nos ganhos econômicos resultantes da exploração da criação.

ACADEMIA E SETOR PRIVADO – A Lei de Inovação articula e regulamenta a atuação dos três vértices do processo de pesquisa e desenvolvimento: o setor privado, o setor público e a academia. Para o diretor do Centro Internacional de Inovação da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Filipe Miguel Cassapo, a proposta de Lei de Inovação oferece diversos mecanismos econômicos e sociais para fomentar o trabalho conjunto entre as indústrias, universidades e outras instituições de pesquisa. Ele destaca que os incentivos retornam para a sociedade por meio de empregos e desenvolvimento econômico.

“As indústrias estão voltada para uma nova tendência, chamada de economia do conhecimento, que exige a busca pela competitividade, sustentabilidade e produtividade. Nesse aspecto, é primordial que as corporações dialoguem e tenham acesso ao conhecimento criado na academia” disse Filipe Cassapo. Ele diz que no Paraná existem diversas indústrias inovadoras, mas a falta uma política pública de qualidade, que aproxime o setor da academia, impede o desenvolvimento de pesquisas e conhecimento.

O professor Décio Sperandio, da assessoria de planejamento do Ensino Superior da Seti e ex-reitor da Universidade Estadual de Maringá, afirma que a lei será primordial para promover a cooperação da academia com a iniciativa privada, que atualmente encontra um empecilho na falta de regulamentação para a propriedade intelectual das criações. Ele representou as universidades estaduais na discussão para aprimorar o anteprojeto.

“Trabalhamos na informalidade. O projeto é um incentivo para que os professores e alunos atuem em projetos de pesquisa e tecnologia. Nossas universidades têm um grande potencial que precisa ser utilizado”, disse Sperandio. Ele afirma que a Lei de Inovação do Paraná será uma das mais modernas do Brasil e que irá melhorar a qualidade do ensino superior do Estado.

Portal Paraná

Portugal: Processo do novo hospital do Seixal “suspenso para avaliação”

O processo para a construção de um novo hospital no Seixal está “suspenso para avaliação, no quadro dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado português”, confirmou hoje à Lusa o gabinete de imprensa do Ministério da Saúde.

O hospital público do Seixal é um equipamento reivindicado há mais de uma década pelos municípios do Seixal, Almada e Sesimbra, onde vivem cerca de 400 mil pessoas, que actualmente recorrem ao hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada.

O anterior Governo de José Sócrates previa que o novo equipamento estivesse concluído no final de 2013. Em resposta à Lusa, o Ministério da Saúde relembrou o memorando de entendimento assinado com a troikapara explicar que este, “como qualquer outro projecto de grande dimensão”, está “suspenso e a ser avaliado, no quadro dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado português”.

A mesma fonte citou o memorando: “Suspender a implementação de todas as novas parcerias público-privadas e dos grandes projectos de infra-estruturas até à conclusão de uma avaliação exaustiva da sua viabilidade”, esclarecendo que “esta medida deverá ser implementada ao longo de todo o programa”.

O “Acordo Estratégico de Colaboração para o Lançamento do Novo Hospital Localizado no Seixal” foi assinado pela então ministra da Saúde, Ana Jorge, e pelo presidente da Câmara do Seixal, Alfredo Monteiro (CDU), a 26 de Agosto de 2009.

A 12 de Fevereiro deste ano, Ana Jorge admitiu que o processo de construção do hospital estava “atrasado”, não avançando, no entanto, nessa altura, novas datas em relação ao prazo inicialmente previsto, final de 2012.

Em resposta ao grupo parlamentar do PCP na Assembleia da República, o Governo afirmou que “em Abril/Maio de 2012 [terminaria] o procedimento de concurso para a execução da obra, estimando-se que a mesma [estivesse] concluída em 19 meses”, ou seja, no final de 2013.

Por Lusa

Comunicação como aliada dos gestores


Isaac Lira

Repórter


A Revista Gestão Pública & Desenvolvimento é uma das poucas no mercado editorial brasileiro a tratar exclusivamente sobre os desafios dos gestores públicos. A revista abrange os setores da União, Estados e Municípios, com foco nas ações desenvolvidas pelo Executivo, Legislativo e Judiciário, iniciativa privada e terceiro setor. Francisco Amorim, professor e mestre em Gestão Pública, é o presidente do Conselho Editorial da revista. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, Amorim falou sobre o panorama do setor Gestão Pública no Brasil atualmente, se detendo em temas como desburocratização, profissionalização do serviço público e os principais erros dos gestores. O projeto Motores do Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, uma realização da TRIBUNA DO NORTE, Fiern, Fecomércio/RN, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, RG Salamanca Capital e Governo do Estado do RN, com patrocínio da Assembleia Legislativa do RN, Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do RN (FARN) e Banco do Nordeste, está em seu quarto ano de realização e para esta 10ª edição o tema escolhido foi Gestão Pública. O evento será realizado no próximo dia 22 de agosto, no auditório Albano Franco, na Fiern, a partir das 8h.
divulgaçãoFrancisco Amorim, Mestre em gestão pública e pres. Conselho Editorial da Revista Gestão Pública e DesenvolvimentoFrancisco Amorim, Mestre em gestão pública e pres. Conselho Editorial da Revista Gestão Pública e Desenvolvimento

O Gespública é o principal programa da gestão no Brasil nos últimos anos. Ele é eficiente?

O Gespública é essencialmente um programa de qualidade para a administração pública. O programa desenvolveu uma rede nacional de multiplicadores, com foco principalmente em um modelo de autoavaliação da gestão. Mas, perdeu força enquanto real instrumento de transformação das administrações. Para uma estratégia de gestão orientada para resultados novos programas terão que ser criados, além de mudanças mais profundas na organização e funcionamento da administração pública.

Houve mudanças significativas na gestão pública no Brasil nos últimos anos?

É por meio da intensificação do uso das tecnologias de comunicação e informação que a modernização da administração pública tem avançado fortemente em todos os níveis de governo. A prestação de serviços, em várias áreas, tem melhorado a partir de fortes investimentos. Muito lentamente tem-se avançado também em políticas voltadas para a criação de carreiras de gestores governamentais, em diversos formatos, em diversos Estados da Federação. Mas é algo ainda embrionário e os investimentos em recursos humanos de gestão estratégica não é ainda visto como algo essencial por amplos setores, especialmente no mundo político. No governo federal tivemos também a intensificação do discurso da gestão para resultados, com algumas medidas práticas neste sentido na gestão do PAC. No entanto, não se enfrentou a necessidade de reformas estruturais para a implantação de uma gestão para resultados.

Quais as principais dificuldades desse setor?

Diria que temos dois grandes gargalos: a) a questão da profissionalização da gestão governamental e; b) a focalização da gestão para o alcance de resultados, o que pressupõe maior autonomia gerencial e, obviamente, a profissionalização da alta administração. São duas questões estreitamente relacionadas.

O Brasil ainda é um país excessivamente burocrático?

O uso intensivo das tecnologias de comunicação e informação permitiu tornar mais eficiente a prestação de uma série de serviços, além de dar maior transparência em muitos aspectos da gestão pública. Temos, em conseqüência, uma certa desburocratização em função da racionalização que as novas tecnologias permitem, maiores facilidades para um maior controle social e uma aproximação maior dos cidadãos com os governantes. Contudo, não utilizamos nem de longe todo o potencial desburocratizante que as novas tecnologias permitem.

Quais os limites da relação público x privado?

Temos a estratégia das parcerias público-privadas, as concessões e outras formas de colaboração. Determinados serviços públicos devem ser, por determinação constitucional, prestados por órgãos ou entidades públicas ou majoritariamente por órgãos públicos, como é o caso da saúde e da educação básica, onde se admite a participação do setor privado, mas, o poder público tem o dever de prestar os serviços que são de caráter universal e gratuito. O mais importante, entretanto, está na capacidade de gestão do Estado, seja na prestação direta dos serviços, seja na atividade regulatória ou, ainda, na gestão das parcerias e o exercício do acompanhamento e controle das concessões. A fragilidade na capacidade de gestão é o maior gargalo.

Fala-se muito que a gestão privada é melhor que a pública. Isso é verdade?

A revolução gerencial foi um grande divisor de águas nas últimas décadas. Premidas pela crescente concorrência e disputa de espaços de mercado, as grandes empresas privadas evoluíram extraordinariamente em termos de gestão. Dois elementos centrais estiveram na base destas transformações: o uso intensivo das novas tecnologias de comunicação e informação e a valorização ao extremo da função gerencial. A administração pública ficou bastante para trás embora também tenha sido fortemente impactada por esta revolução. Nos países avançados a preocupação com a questão gerencial tem se intensificado n as últimas décadas. Nos países em desenvolvimento a questão da profissionalização da administração pública continua sendo um problema a ser superado. Mas, há naturalmente diferenças entre a gestão pública e a privada que permanecerão, em razão principalmente do controle social sobre o exercício do poder de Estado.

Como é possível aumentar a qualidade do gasto público?

Se fala muito em qualidade do gasto mas não explicita o que se entende exatamente por isto. Há de fato muita ideologia envolvida nesta discussão. Do ponto de vista estritamente administrativo, gastar bem é gerar o resultado esperado no prazo mais curto de tempo possível. Mas, qual o resultado a ser alcançado? Ai entramos já em uma questão que envolve o programa de governo, a política. Por outro lado, para gastar bem é necessário uma gestão competente, o que envolve necessariamente capacidade de gestão. E capacidade de gestão só se alcança com recursos humanos altamente capacitados, modernas tecnologias, gerenciamento eficiente, além de uma direção estratégica (política) que responde aos anseios da população.

Os gestores públicos hoje, em sua maioria, têm qualificação específica na área de gestão ou ainda prevalece o "amadorismo"?

No governo federal temos uma combinação de segmentos tecnicamente bem formados e, também, nomeações políticas para atividades administrativas. Evoluimos muito na estruturação das carreiras de Estado, as quais fornecem importante número de quadros para a alta administração. Por outro lado, é necessário considerar que a gestão governamental é a gestão de políticas públicas. A qualificação dos gestores governamentais envolve, pois, um tipo de formação específica, de caráter generalista, em políticas públicas e gestão, como é o caso dos gestores governamentais de carreira formados pela Escola Nacional de Administração Pública - ENAP.

Como o senhor explicaria de forma simplificada a importância de modernizar a gestão no Brasil?

À medida que se desenvolve a sociedade brasileira torna-se mais complexa, o que torna também mais complexas as exigências para a administração pública. Da mesma forma, enquanto país emergente com pretensões de player global, o Brasil precisa de um Estado e uma administração pública moderna e eficiente. O país não alcançará o pleno desenvolvimento econômico e social no atual contexto mundial sem uma estrutura profissional e altamente capacitada do ponto de vista técnico. O regime democrático, de alternância de partidos políticos no poder, também exige permanência e continuidade administrativa. Não se admite mais o desmonte da administração a cada novo governo. Além disto, diante da crescente complexidade dos processos econômicos, sócias e políticos, tanto em âmbito nacional como internacional, os governos que se sucedem na administração estatal necessitam de apoio qualificado que, em virtude da complexidade da própria administração pública, só pode ser dada por uma estrutura profissional permanente. O preço do amadorismo será inevitavelmente o subdesenvolvimento do país, serviços públicos de baixa qualidade e retrocesso.

Quais os erros mais comuns dos gestores dentro do setor público?

Se falamos da burocracia em geral diria que ainda temos um viés tecnocrático muito forte, em decorrência de uma desconfiança bastante generalizada para com os agentes políticos. De parte dos gestores agentes políticos, a desconsideração muitas vezes do modus operandi da administração pública e uma desconfiança com a burocracia de Estado. Mas, há também o deslumbramento com o poder e o esquecimento da transitoriedade no seu exercício.

TRIBUNA DO NORTE

Portugal:Para haver crescimento- “Os desafios mais difíceis ainda estão para vir”, avisa troika

O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta para a concretização do programa ainda por implementar e que visa garantir o crescimento económico. Apesar do “bom começo”, as medidas de contenção de despesas públicas devem ser aplicadas e as empresas estatais devem reduzir sua dependência do crédito para que este seja dirigido para “as partes mais produtivas da economia”.

“Os desafios mais difíceis ainda estão para vir”, avisa troika
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“O novo Governo não só aprovou totalmente o programa como sublinhou que pretende implementar medidas chave antecipadamente. Mas deixem-me falar dos desafios que nos esperam. E não há dúvida que, embora tenha sido uma boa partida, uma partida forte, os desafios mais difíceis ainda estão por vir”, declarou Poul Thomsen, em conferência de imprensa conjunta com os representantes da missão da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu.

O chefe da missão da troika em Portugal do FMI nota que a antecipação de medidas pelo Governo “deixam-nos confiantes que os objectivos” de redução do défice de 5,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) “serão alcançados", até porque “há desenvolvimentos que estão de acordo com aquilo que esperávamos”.

Thomsen alerta que as medidas de contenção das despesas públicas devem ser aplicadas, de modo a que “as necessidades de crédito das empresas públicas” sejam “contidas”, a sua dependência de crédito seja reduzida e este dirigido para as áreas “mais produtivos da economia.

Esta ideia já tinha sido preconizada pelo representante do Banco Central Europeu, Rasmus Ruffer, que advoga um "setor bancário estável e sólido como pré-requisito para o fortalecimento da economia". É por isso que o programa internacional contempla uma parte dedicada ao setor financeiro.

“As autoridades portuguesas deram passos relevantes no sentido de reforçar a solidez do sistema bancário” e deram passos significativos para “controlar e avaliar” o setor, através do Banco de Portugal, diz Ruffer.


Reforma das instituições e desvalorização fiscal

A reforma das instituições será “claramente uma área em que esperamos que o programa apresente mais desafios”, devendo o Governo voltar a ganhar o controlo sobre as parcerias público-privadas.

O representante do FMI destaca que o programa de empréstimo a Portugal contempla “um amplo conjunto de medidas para que haja crescimento da economia”, no sentido de se tornar “muito mais aberta e competitiva”, caso contrário “haverá só cortes”. “Ou saímos daqui ficando mais pobres ou saindo mais produtivos”, nota Thomsen. Para isso, é preciso “assegurar que os bancos conseguem atingir as exigências mínimas atraindo novos parceiros dinâmicos”, constituindo um dos objetivos do Banco de Portugal.

Notando que a maior parte das medidas que devem promover este crescimento “ainda está por vir”, Thomsen destaca a “desvalorização fiscal”. “Acreditamos que é fundamental que o Orçamento de Estado de 2012 faça reflexo desta medida”, no debate de outubro. Uma medida que do ponto de vista técnico “não é difícil, mas não será pacífica”.

"O Governo tem de lançar uma reforma estrutural no sistema fiscal que permita um maior controlo sobre as empresas privadas, sector público e também a nível local", sublinhou ainda Poul Thomsen.


Troika e Governo ainda sem acordo na TSU

O corte da taxa social única (TSU) deve aplicar-se a todas as empresas e sectores. Desta forma, a troika pronuncia-se de forma crítica sobre um estudo divulgado ainda esta semana pelo executivo. No documento são apresentados vários cenários para reduzir a TSU, todos inferiores a 4 por cento, em que eram compensados com o aumento do IVA.

A missão internacional considera importante que a redução da taxa para pelos empregadores por cada trabalhador seja "arrojada e ousada", argumentando que permitirá um maior crescimento do PIB e do emprego.

"Temos algumas propostas que reduziriam a Taxa Social Única em seis pontos ou sete pontos. Isso pode ser conseguido de diversas maneiras. Fizemos algumas propostas nesse sentido", comentou aos jornalistas o representante do FMI, que é o principal defensor da descida da TSU no âmbito da troika.

Sem entrar em pormenores, Poul Thomson defende que o corte na TSU deve ser "algo simples, não seletivo, sem escolhas entre setores ou empresas (...) É importante que seja ousada, não é uma questão de o Governo escolher vencedores, decidindo quem deve beneficiar e que não deve".

Raquel Ramalho Lopes, RTP

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