terça-feira, 19 de julho de 2011

São Paulo vai revitalizar parque Dom Pedro II

Projeto da Prefeitura, previsto para daqui a seis anos, promete mudar região degradada do centro
Projeto integra edifícios históricos, como o Mercado Municipal (crédito: Divulgação)

Regina Rocha - São Paulo

Portal de entrada das vias que ligam o centro paulistano à zona leste da cidade, o parque Dom Pedro II poderá estar parcialmente renovado até a Copa de 2014.

O velho parque, localizado a um quilômetro da praça da Sé, é hoje um local degradado, por onde circulam diariamente milhares de pessoas que se dirigem aos bairros do extremo leste, como Itaquera, sede da Arena Corinthians. O projeto de revitalização foi lançado na semana passada pela prefeitura de São Paulo, e envolve toda a região da várzea do rio Tamaduanteí. O projeto prevê seis anos para sua execução.

Do parque original, inaugurado em 1922 e tido por décadas como cartão-postal da cidade, quase nada sobrou. As obras rodoviaristas dos anos setenta "soterraram" seu valor urbano, transformando o antigo parque em lugar de passagem, com um movimentado terminal de ônibus (Terminal D. Pedro), estação de metrô (Estação Pedro II), e pouquíssima área livre. Os baixos da região, sob pesadas estruturas de viadutos, alças e pontes, abrigam moradores de rua e muito lixo acumulado. A estagnação foi acompanhada da perda de espaço ao pedestre, que hoje só dispõe de uma faixa de travessia, no acesso ao espaço Catavento, contam os responsáveis pelo projeto.

Projeto para o espaço público
O trabalho foi encomendado pela Prefeitura a três escritórios: Una, H+F e Metrópole Arquitetos, com coordenação geral da arquiteta e urbanista Regina Meyer, da FAU USP e Fupam - Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente. O custo total do projeto é de R$ 1,5 bilhão.

Espaço simbólico, de usos consolidados, mas com potencial transformador. Este entendimento direcionou o projeto a "valorizar o espaço público, sem deixar de considerar seu caráter ancorador dentro da região". Como explica a arquiteta Fernanda Barbara, do Una, "o parque é um 'nó', que articula os fluxos de transporte no eixo leste-oeste da cidade". A várzea do Tamanduateí, lembra, "é o berço de uma ligação histórica entre a colina da cidade e a zona leste".

Segundo suas premissas, as ligações viárias - como o corredor norte-sul pela avenida do Estado - não mais irão se sobrepor, impedindo as funções do parque. Os carros cruzarão por túneis, como a passagem subterrânea a ser construída sob a avenida Mercúrio. Com as vias enterradas (como também os fios e outras instalações) "muda o caráter de uso do parque, que se abre a novos espaços para o pedestre", ressalta Fernanda Barbara.

Para liberar área, três viadutos serão demolidos: o Diário Popular, o Antônio Nakajima e o Vinte e Cinco de Março. No vazio aberto, será implantada uma praça linear, acompanhando o contorno de uma lagoa que será criada às margens do rio Tamanduateí. "Água limpa da lagoa que vai contrastar com o Tamanduateí poluído ao lado, mas que não deixa de chamar a atenção, de ser algo pedagógico", observa o arquiteto Pablo Hereñu, do escritório H+F. A praça ainda agrega áreas arborizadas, com funções de estar e lazer.

A remoção dos três viadutos permitirá criar um terminal intermodal e qualificar o espaço para o usuário do transporte. Este novo sistema substituirá o terminal de ônibus atual, que é inteiramente desarticulado do metrô.

Quatro novas ruas serão criadas e farão a conexão com dois equipamentos previstos no projeto: Sesc e Senac. Para preservar a visão da paisagem, os dois prédios - que ocupam a área onde ficavam os edifícios São Vito e Mercúrio, já demolidos - reúnem conceitos de transparência, são vazados e com espaço público no nível térreo, diz a arquiteta.

Lagoa artificial despejará água limpa no rio Tamanduateí (crédito: Divulgação)

Articulações
O projeto, em sua amplitude, prevê articulações em todos os sentidos; assim, o alto da colina, onde está o Banespa, terá acessos a áreas do Brás e Cambuci. No setor norte (ou arco norte), caracterizado por vários edifícios históricos, como o Mercado Municipal, o Palácio das Indústrias e a Casa das Retortas, bens que hoje são isolados, embora próximos, estarão articulados com o conjunto das intervenções.

Outro aspecto considerado é o zoneamento, na região classificada de tipo zeis (zona especial de interesse social). Assim, a proposta é criar condições para a habitação social, o comércio e serviço, consideradas condições fundamentais para a dinâmica da região, tanto de dia como de noite.

Miguel Bucalem, secretário de Desenvolvimento Urbano do município, destaca que dos muitos projetos pensados para o Parque D. Pedro II, este "é o primeiro a considerar que as ligações viárias não devam se sobrepor em importância ao espaço público". Ele falou durante uma apresentação do projeto na semana passada, quando lembrou que o parque foi sendo visto, pouco a pouco, mais como um obstáculo, algo a ser transposto, e agora é hora de reverter estes conceitos.

Duas diretrizes básicas do projeto foram expostas pelo arquiteto Vladir Bartalini, da SP Urbanismo: "Primeiro, que as intervenções deveriam estender-se a todo o entorno, e não apenas à área específica do parque; segundo, decidimos que as medidas estruturais não seriam impedimento para ações imediatas, consideradas importantes para deflagrar o processo de revitalização", destacou. Um desses projetos é a chamada "nova 25 de março", que deve ocorrer em breve.

Fonte: Portal 2014 - 19/07/11

Águas limpas que transformarão vidas no ES

Trabalhadores nas obras do Projeto Águas Limpas: contribuição para a melhoria da qualidade de vida dos capixabas


É possível ser básico e, ao mesmo tempo, inovador? No Espírito Santo, uma obra vem promovendo uma verdadeira revolução social no padrão brasileiro de saneamento. Exagero? Nem um pouco, quando se pensa no Brasil da economia que cresce em ritmo galopante, mas que tem apenas 16% do seu esgoto tratado.

O número é comparável às nações de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo.
O projeto tem o autoexplicativo nome de Águas Limpas. E, além de beneficiar mais de 1 milhão de pessoas em todo o estado, alçará a cidade de Vitória à condição de capital modelo, a mais saneada do país.

Em alguns anos, teremos 100% de tratamento de todo o esgoto que é coletado?, diz Neivaldo Bragato, Presidente da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan). O índice de coleta chegará perto de 95%.

De modo a alcançar esse feito, a Cesan contratou a Odebrecht Infraestrutura para uma das obras mais avançadas em saneamento do país. Objetivo: projetar e construir uma estação de tratamento de esgoto (ETE), um emissário de esgoto tratado, 16 estações elevatórias e 183 km de rede coletora e de recalque.

Serão 21 mil novas ligações domiciliares. A nova ETE ficará ao lado da antiga ETE de Mulembá e elevará a capacidade de tratamento para 49,25 milhões de litros por dia. A natureza agradece.
Economia e saúde

Um trabalho hercúleo?, como define Bragato. As obras começaram em 2008 e ficarão totalmente prontas até o fim de 2011. Englobam a região metropolitana de Vitória, que, além da capital, inclui as cidades de Vila Velha, Guarapari e Cariacica, uma área com mais de 1,3 milhão de pessoas.

O valor do contrato é de R$ 283 milhões. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para cada R$ 1 investido em saneamento básico, economiza-se R$ 4 em saúde publica. Ou seja, apenas este contrato representa, nos anos futuros, economia de mais de R$ 1 bilhão na rede pública de saúde. O investimento total do Governo do Estado no Águas Limpas é de cerca de R$ 1,3 bilhão. Tradução: economia de mais de R$ 5 bilhões em saúde.

Não é, porém, economia apenas de dinheiro, mas também de vidas. A falta de saneamento básico é o principal causador de mortes por doenças infecciosas, parasitárias, nutricionais, endócrinas e metabólicas. O mais grave nesses casos é que essas mortes atingem em sua maioria crianças de 0 a 6 anos. E 80% das vezes, são ocasionados pela falta de saneamento básico, segundo a OMS.

A maior inovação de nosso trabalho é levar Vitória a um índice de tratamento de esgoto de quase 100% e melhorar substancialmente a vida das pessoas?, descreve Danilo Ribeiro, da Odebrecht, Diretor do Contrato.

A revolução no saneamento capixaba não é do tipo silenciosa, pois está nas ruas, desviando o trânsito em regiões centrais da Grande Vitória, a transformando em um verdadeiro canteiro de obras. Mesmo assim, a população aderiu, de olho nos benefícios. Ela apoia.

São pessoas como Paulo César Gratez, 41 anos. O letreirista mora no bairro Joana D?arc, um dos mais humildes de Vitória. Na própria casa, ele mantém uma oficina onde produz faixas, placas, letreiros. ?Sabemos que, hoje em dia, saneamento representa desenvolvimento?, comenta, pensando, sobretudo, no futuro do filho, Mateus, de 8 anos.

Segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas e do Instituto Trata Brasil, o saneamento básico promove um ciclo virtuoso de riquezas. A massa salarial pode aumentar até 4% em uma região saneada. O valor de um imóvel pode crescer até 18%. Além dos fatores de economia e saúde, a educação também é catapultada a padrões de excelência. As notas escolares são 18% melhores em lugares com tratamento de esgoto.

Previsão de um futuro melhor para o filho de Paulo César e também para seu sobrinho Davi, de 4 anos. ?É algo que nos faz ter esperança?, comenta Chirley Amaral, de 32 anos, mãe de Davi, que mora no mesmo sobrado de Paulo.
ETE conta com os mais avançados sistemas

A nova ETE construída pela Odebrecht Infraestrutura (e que será operada pela Foz do Brasil) possui um dos sistemas mais avançados de tratamento de esgoto do país ? para isso soma o que há de mais eficiente nesse tipo de tecnologia.

Conta, por exemplo, com banho de luz ultravioleta, que reduz o número de coliformes fecais do esgoto. Tem ainda um sistema de remoção de gordura, por meio de uma fita aderente (skimmer). Utiliza o aquastep, uma peneira mecanizada que retira sólidos maiores de 3 mm.

Outra vantagem para o meio ambiente é a adição de cal para a retirada de elementos patogênicos do lodo (o que, mais adiante, acelerará o processo de reutilização orgânica desse mesmo lodo). Além disso, terá um adensador mecanizado, mais moderno e eficiente que o gravitacional (presente na maioria das ETEs no país).

Uma mostra do sucesso desse projeto são os prêmios que recebeu?, comenta Rafael Rios, Gerente Administrativo e Financeiro do empreendimento. Reconhecimentos como o Prêmio Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), Categoria Saneamento ? Nível A, do Ministério das Cidades, uma das maiores láureas nessa área no país.

O Espírito Santo pretende ir mais longe. Suas praias serão certamente as mais limpas. O estado será um exemplo de preservação do meio ambiente.

Com o projeto Águas Limpas, a previsão é de que Vitória se torne a primeira capital brasileira com esgoto 100% tratado

A nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) ficará ao lado da ETE Mulembá

Após o término das obras, no fim do ano, a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) passará a atender 1,3 milhão de pessoas
texto João Marcondes

Fonte: Odebrecht Online/Trata Brasil

Algumas Convenções, congressos e seminários no mês de agosto em Pernambuco

  • Convenção Anual da ABAD
    Categoria: Feira
    Período: 08/08/2011 - 11/08/2011
    Local: Centro de Convenções de Pernambuco
  • SECOP 2011 - Seminário Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação para Gestão Pública
    Categoria: Congresso
    Período: 31/08/2011 - 02/09/2011
    Local: Porto de Galinhas
  • Rollersoccer World Cup - Campeonato Mundial de Futins
    Categoria: Evento Festivo
    Período: 25/08/2011 - 28/08/2011
    Local: Estádio Geraldão
  • SEMINÁRIO MULTIPROFISSIONAL INTEGRADO DE SECRETARIADO DO NORDESTE- SEMISEC
    Categoria: Seminário
    Período: 24/08/2011 - 27/08/2011
    Local: Centro de Convenções de Pernambuco
  • Congresso Brasileiro de Asma / Congresso Brasileiro de Tabagismo / Congresso Brasileiro de DPOC
    Categoria: Congresso
    Período: 24/08/2011 - 27/08/2011
    Local: Summerville Beach Resort
    Mais Informações: http://www.sbpt.org.br/asma2011/?op=paginas&tipo=secao&secao=16&pagina=14
Fonte: RC&VB

Novas regras para ferrovias buscam ampliar competição

O novo marco regulatório do setor ferroviário que será divulgado pelo governo nesta quarta-feira (20) tem como objetivo ampliar a competitividade no setor, de acordo com Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

"Buscamos normas que estimulem a utilização plena da malha por parte do operador", afirmou Bernardo Figueiredo, que participou hoje em São Paulo de evento realizado pela Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM).

"Não é possível achar que é sustentável no sistema ferroviário que dois terços da malha são subutilizados ou não são utilizáveis", disse Figueiredo. Segundo ele, isso não é culpa apenas dos operadores atuais, mas do modelo da privatização feito no passado.

"Hoje as ferrovias pagam entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões ao ano pelo arrendamento da malha, mas em compensação as empresas não têm nenhuma obrigação de investir", afirmou.

Ele lembrou que cerca de 90% da malha ferroviária brasileira foi construída entre o final do século 19 e o início do século 20, por isso a importância de ser modernizada.

Diversos temas que integram o marco regulatório do setor ferroviário que será divulgado nesta quarta-feira foram colocados em audiência pública em dezembro do ano passado.

Entre eles estão questões como compartilhamento de infraestrutura entre concessionárias (o chamado direito de passagem e tráfego mútuo), metas de produção por trecho das concessões e normas para defesa dos usuários do setor.

Fonte: Agência Estado - 19/07/11

MAN vai fornecer 2,9 mil ônibus escolares para programa federal

MAN vai fornecer 2,9 mil ônibus escolares para programa federalSÃO PAULO - A MAN, fabricante alemã de caminhões e ônibus que comprou a divisão correspondente da Volkswagen no país, anunciou hoje que vai fornecer 2 .940 ônibus para o programa federal Caminho da Escola.

De acordo com o presidente da MAN Latin America, Roberto Cortes, a montadora participa desde 2009 das licitações previstas no programa e, até agora, já entregou 5,6 mil ônibus escolares em todo o território brasileiro. "Esses ônibus serão entregues ao longo do tempo.

Não é possível dizer quanto será entregue em 2011", afirmou. Com a vitória nessa licitação ? do segundo lote ?, a alemã garantiu os maiores lotes do programa pelo terceiro ano consecutivo.

O contrato garante à MAN o direito de vender ônibus completos a prefeituras e serão oferecidos os modelos Volksbus ORE 02R, um modelo rural escolar reforçado de tamanho médio, e o ORE 03R, de grande porte.

Além do anúncio, a montadora apresentou hoje os primeiros ônibus da marca que serão produzidos no país com motores da própria MAN, fabricados na unidade da MWM International instalada no bairro de Santo Amaro, em São Paulo.

A Cummins, também fornecedora independente de motores diesel, continuará entregando motores para ônibus e caminhões da alemã. "Todos os novos motores atendem às normas Euro 5", destacou Cortes, referindo-se às regras para emissões que entram em vigor no país em janeiro.

(Stella Fontes | Valor)

Fonte: Valor Online | 19/07/11

Amyris fornecerá diesel renovável para ônibus na cidade de SP

A Amyris do Brasil fechou um acordo para fornecer diesel de cana-de-açúcar para 160 ônibus da Viação Santa Brígida na cidade de São Paulo. O diesel de cana será adicionado na proporção de 10% no biodiesel fornecido pela Petrobras Distribuidora para abastecer os ônibus, de acordo com informação do diretor de combustível da Amyris do Brasil, Adilson Liebsch.

Segundo o executivo, o acordo se estenderá até o final de 2012, envolvendo um volume entre 40 a 50 mil litros de diesel de cana por mês. A Amyris não divulgou os valores envolvidos na operação, que começa em agosto. O diesel de cana que vai abastecer os ônibus será produzido na fábrica da Biomin, em uma parceria entre a empresa austríaca de nutrição animal e a Amyris, localizada em Piracicaba.

Com a produção iniciada há poucos meses, a fábrica tem atualmente capacidade de produção de 300 mil litros por mês. Liebsch afirma que acordos com outras frotas de ônibus estão sendo estudados. "Com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, é natural que o transporte metropolitano seja uma forma ideal para a utilização de combustíveis renováveis como o diesel de cana", disse.

Os principais fabricantes de veículos comerciais no Brasil, liderados pela Mercedes-Benz, garantiram autorização para o uso de mistura com dez por cento de diesel renovável da Amyris no Brasil. Em 2010, a Amyris realizou testes com o diesel de cana junto com a SPTrans, a Mercedes-Benz, a Petrobras Distribuidora e a Viação Santa Brígida, confirmando que uma mistura de dez por cento do diesel da Amyris no diesel de baixo teor de enxofre da Petrobras (B5 S50) pode reduzir a opacidade da fumaça em até 40%.

No segundo trimestre de 2012 entra em operação a unidade que a Amyris está construindo em joint venture com o Grupo São Martinho, a SMA Indústria Química SA, com as obras já em andamento. O acordo utilizará, inicialmente, 1 milhão de toneladas de cana-de-açúcar fornecidas pela Usina São Martinho para a produção de especialidade química de alto valor agregado, o farneceno, utilizado na produção de cosméticos a produtos de higiene e combustíveis.

Também entra em operação em 2012 a fábrica que está sendo construída pela Amyris e pela Usina Paraíso, que processará 1 milhão de toneladas de cana por ano para produzir especiarias químicas. No Brasil, além da Paraíso e São Martinho, a Amyris também tem acordos com usinas da Cosan, Guarani e Bunge.

Fonte: AE | 19/07/11

Encontro da Rede Latino-Americana por Cidades Sustentáveis busca a mobilização

capital baiana vista do elevador lacerda
Salvador contemplada do alto do Elevador Lacerda. Capital baiana sediará a segunda edição do Encontro da Rede/Foto: Karla Vidal

Reunir mais de 50 representantes de iniciativas locais (movimentos cidadãos, observatórios sociais, redes, plataformas) com o objetivo de debater e consolidar os pactos de atuação entre as organizações, além de construir uma agenda ético-política rumo ao desenvolvimento sustentável, são algumas das principais metas do II Encontro da Rede Latino-Americana por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis, que será realizado de 29 a 31 de agosto em Salvador, na Bahia.

O encontro na capital baiana pretende unir os movimentos e mobilizá-los a participarem de ações e atividades que buscam fortalecer as iniciativas cidadãs locais, ao apoiar a troca de informações e o intercâmbio de suas experiências, dificuldades e conquistas. Tais organizações monitoram a melhoria da qualidade de vida nas cidades e estimulam tanto a transparência como o acesso à informação da gestão pública.

"Será, sem dúvida, uma oportunidade para que os membros da Rede fortaleçam seu relacionamento e intercâmbio e desenvolvam projetos e alianças de cooperação. Um esforço na construção de novas ideias que possam gerar mudanças profundas nas cidades da América Latina", destaca a organização do evento, cujas inscrições estão abertas (para integrantes da Rede) até sexta-feira, 22 de julho. Quem não integra a Rede, mas mesmo assim quer estar presente, deve preencher o formulário disponível no site do encontro, além de pagar uma taxa de US$ 50 - a aprovação quanto a participação fica sujeita à disponibilidade de vagas.

organiza��o do evento espera a troca de boas ideias no ii encontro da rede
Organizadores do evento e colaboradores da Rede Latino-Americana esperam um encontro mobilizador na Bahia/Foto: Divulgação

Na avaliação da organização do evento, o II Encontro da Rede Latino-americana por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis será promovido em um "momento excepcional", no qual se apresenta o nascimento de uma grande quantidade de iniciativas locais em 13 países da América Latina.

O I Encontro da Rede foi realizado em novembro de 2009, na cidade de Valdívia (Chile).

À época, participaram representantes de dez iniciativas locais da Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina, Peru, Equador, além de outras dez cidades chilenas. Na ocasião, foi concluído que era importante fortalecer um espaço de trabalho em rede e avançar em três eixos fundamentais:

  • Incidência em políticas públicas;
  • Mobilização cidadã;
  • Elaboração de indicadores.

As inscrições para a segunda edição do encontro podem ser feitas através do site do evento.

Mais informações podem ser adquiridas através do e-mail: info.encuentro@redciudades.net

Fonte: EcoD - 19/07/11

PCP quer fundos comunitários para construção do novo Hospital de Évora

O PCP vai apresentar na Assembleia da República uma proposta de alteração ao plano de financiamento da construção do novo Hospital de Évora para que o projecto avance com a ajuda de verbas comunitárias, anunciou o deputado João Oliveira, citado peça agência Lusa.

“Apresentaremos na Assembleia da República uma proposta para que o novo hospital possa ser candidatado a financiamento comunitário, para ser concretizado no prazo previsto, com a noção de que é um investimento prioritário para o distrito e para o sul do país”, disse.

Numa conferência de imprensa, realizada segunda-feira no Centro de Trabalho do PCP de Évora, o deputado comunista João Oliveira advertiu que a proposta “deve ser uma possibilidade a explorar”, tendo em conta “a situação das finanças públicas e a situação económica do país”.

O Estado tem dificuldades “em cumprir com aquilo que era o plano de transferência de verbas”, afirmou, lembrando que “a subscrição do capital social do Hospital do Espírito Santo” era para estar concluída em 2008, mas teve de ser adiada para 2013.

“Compreendemos a situação em que se encontram as finanças públicas e as dificuldades que o Estado português enfrenta, particularmente, na obtenção de financiamento para a realização deste tipo de investimentos”, acrescentou João Oliveira.

Considerando que os fundos comunitários podem “complementar” as verbas já transferidas pelo Estado e outras que ainda terão de ser aplicadas, o parlamentar comunista frisou que a proposta tem também como perspectiva “garantir que este é um investimento integralmente público”.

Assim, sublinhou, “não há recursos a parcerias público-privadas, nem há qualquer perspectiva de privatização deste investimento”.

O deputado João Oliveira adiantou ainda que o PCP vai apresentar uma iniciativa parlamentar que “aponte os caminhos para a aprovação de um plano de desenvolvimento integrado do Alqueva” e que também preveja “medidas de reestruturação fundiária de apoio aos agricultores”.

Os comunistas vão também avançar com uma proposta para garantir o serviço ferroviário Intercidades na Linha do Alentejo, entre Lisboa e Évora, e com a preparação de propostas para o próximo Orçamento do Estado, tendo em conta o "agravamento das condições de vida no distrito".

“O Orçamento do Estado deve dar uma resposta decisiva à actual situação social do distrito, particularmente, ao nível dos equipamentos sociais de resposta, não só à população mais carenciada, mas também do ponto de vista do funcionamento dos serviços públicos”, salientou.

Fonte: RCM Pharma - 19/07/11

Piracicaba planning US$222mn sanitation PPP - Brazil

By Daniel Bland

Brazil's Piracicaba municipal water utility Semae in São Paulo state plans to call a 347mn-real (US$222mn) tender for a public private partnership (PPP) aimed at improving the city's sewerage network, a utility spokesperson told BNamericas.

"A lot of the cost will go towards building the city's Bela Vista wastewater treatment plant, budgeted at 42.3mn reais," the official said.

The initiative aims to improve wastewater treatment coverage and clean up the area's Piracicaba river, the official added.

With capacity to serve 150,000 residents, the aerobic treatment plant will ensure 100% wastewater treatment coverage in Piracicaba by 2012.

Public consultations regarding the tender ended in May and a study group is currently evaluating options to prepare the PPP. An official announcement is due shortly, according to the spokesperson.

Fonte: Business News Americas - 19/07/11

Tecnologia a serviço da inclusão de deficientes visuais na escola

Softwares especializados facilitam o aprendizado de estudantes cegos

globo educação: tecnologia, softwares a serviço da inclusão dos deficientes visuais (Foto: Divulgação)
José Franciso (na foto à esquerda), capacita
alunos do IBC (Foto: Divulgação)

Segundo dados do Censo Escolar 2008/2009, feito pelo Inep/MEC, mais de 55 mil alunos têm deficiência visual no país. Desse total, 51.311 são os chamados estudantes com baixa visão e 4.604 são cegos. Para estudar, seja na escola regular ou na escola especial, eles contam com um grande aliado: a informática.

São softwares desenvolvidos justamente para atender à realidade desse público, o que facilita e muito o aprendizado e a inclusão desses alunos. Para José Francisco Souza, técnico em assuntos educacionais do Instituto Benjamin Constant (IBC) - referência no país em educação de deficientes visuais -, o acesso a esses programas é fundamental para que a pessoa possa interagir melhor com a sociedade e o mundo que a cerca: “Tenho 60 anos e na época em que fui alfabetizado, não tínhamos esses recursos.

Hoje as coisas estão mais fáceis. Porém, essa facilidade não pode fazer com que a gente se acomode. É preciso continuar indo além, testar nossos limites, nos superar.”

A informática adaptada para o deficiente visual tem três tipos de programas: os leitores de tela, os ampliadores de tela e os digitalizadores de texto. Os leitores, como o próprio nome sugere, lêem tudo o que está na tela do computador, seja texto, Access, Power point, linguagem de programação, e-mail, MSN, etc.

Por isso, são ideais para os cegos totais. Os ampliadores são bons para os chamados baixa visão. Como o programa amplia os ícones, as imagens, as letras e cria contrastes, facilita a leitura de quem tem a patologia da baixa visão, ou seja, não é totalmente cego. Já os digitalizadores transformam textos em sons.

“Todos são muito bons mas cada um atende a uma realidade específica. E um complementa o outro. Por isso, é comum usarmos mais de um programa. Eu por exemplo, gosto muito do DOSVOX e do NVDA.”

Os dois programas citados por Francisco são free, ou seja, podem ser baixados gratuitamente pela internet. O DOSVOX, inclusive, foi desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NCE/UFRJ).

Outros muito bons citados por ele são o JAWS e o Virtual Vision, mas têm o inconveniente de serem pagos. São todos leitores. Na linha de ampliadores, existem o Magic e o ZoomText, também pagos. Já o Openbook é um digitalizador de texto.

Em Salvador, Adriana Garcia Rocha, de 39 anos, conhece bem esses programas. Aos 20 anos perdeu a visão e nem por isso parou de estudar. Procurou o Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) e deu prosseguimento à sua formação. Hoje é professora de História, com pós em Cultura Afro-Brasileira.

“O DOSVOX e o JAWS foram fundamentais para o acompanhamento dos conteúdos em sala de aula. Não sei o que seria da minha vida sem o acesso à informática que tive e tenho a partir desses softwares. Conquistamos mais autonomia e independência com eles.”

Política pública

O Ministério da Educação desenvolve, em parceria com os Estados, Municípios e o Distrito Federal, o Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais e o Projeto Livro Acessível para alunos com deficiência visual. Essas ações têm como objetivo a promoção da acessibilidade aos alunos da Educação Especial no ensino regular.

Fonte: Globo Educação - 19/07/11

Dessa forma, o MEC disponibiliza materiais didáticos e pedagógicos, equipamentos, mobiliários e laptops para comporem as Salas de Recursos Multifuncionais com o objetivo de apoiar a organização da oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE), complementar à escolarização nas escolas da rede pública e laptops aos alunos com cegueira matriculados no fim do ensino fundamental, no ensino médio, na EJA e na Educação Profissional, como recurso de acessibilidade ao livro e à leitura.

Os laptops destinados aos alunos com cegueira são disponibilizados justamente com o sistema DosVox e se destinam ao uso individual em sala de aula e demais atividades educacionais, podendo ser utilizados em domicílio, mediante assinatura de termo de responsabilidade, conforme critério estabelecido pela direção da escola.

Metrô de SP anuncia aquisição de 26 trens para linha-5 Lilás

O Metrô de São Paulo anunciou a aquisição de 26 novos trens que deverão integrar a frota da linha-5 Lilás atualmente entre Capão Redondo e Largo Treze, em Santo Amaro (zona sul de SP), e que está em obras de expansão até a estação Chácara Klabin

De acordo com o metrô, o primeiro destes 26 trens, com seis carros cada, será entregue em 2013 ano da inauguração da estação Adolfo Pinheiro, também na zona sul. Os demais devem ser entregues, progressivamente, dentro do período de 40 meses.

Ainda segundo o metrô, as composições custarão pouco mais de R$ 615 milhões e serão fornecidas pela fabricante espanhola CAF --que possui fábrica no município paulista de Hortolândia.

No próximo dia 28, o Metrô prometeu realizar audiência pública para discutir a aquisição de 15 novos trens para as linhas 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena) e 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda). Dessa forma, as linhas terão 41 novas composições --de um total de 246 trens.

CONLUIO

Em maio, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu retomar a obra da linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo apesar das suspeitas de que houve acerto entre as empreiteiras na divisão dos lotes.

A suspeita foi revelada pela Folha em outubro do ano passado. Um vídeo e um documento com firma reconhecida em cartório anunciavam seis meses antes da conclusão da licitação os vencedores dos lotes 3 a 8 da linha Lilás.

À época, o presidente do Metrô, Sergio Avelleda, disse à Folha que o vídeo e o documento não tinham força de prova judicial. Foi essa a conclusão de um processo interno feito pela companhia e de análise do Instituto de Criminalística.

"Os indícios de conluio não se transformaram em provas", afirmou Avelleda.

O trecho, orçado em cerca de R$ 4 bilhões, será a obra mais cara do Metrô de São Paulo e ligará a Chácara Klabin, na Vila Mariana, à Adolfo Pinheiro, em Santo Amaro, ambos na zona sul.

Fonte: Folha SP - 19/07/11

Mapa das Artes do Recife 2011 recebe inscrições para versão impressa até o próximo dia 5

A publicação Mapa das Artes do Recife 2011 recebe inscrições para a versão impressa até o dia 5 de agosto. A publicação, que pesquisa e registra informações sobre a teia produtiva das artes visuais do Recife, é uma publicação da Semana de Artes Visuais do Recife - SPA das Artes; evento que este ano comemora 10 anos.

Podem se inscrever artistas/educadores, espaços expositivos e de formação, fornecedores de matéria-prima e de serviços.

Para participar basta mandar um e-mail mapadasartes2011@gmail.com para ou entregar no MAMAM do Pátio de São Pedro, MAMAM (entrada pela rua da União) e Museu Murilo La Greca; de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, material com as informações que achar necessárias seguindo o seguinte questionário: nome artístico, descrição: (até 140 caracteres), endereço, telefone, e-mail e endereço de web.

Com informações da assessoria

Governo aposta no cooperativismo para reduzir taxas de pobreza extrema

Brasília - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, destacou hoje (19), ao participar da abertura do 3º Congresso Nacional do Cooperativismo Solidário, em Brasília, a importância do cooperativismo para a produção de alimentos e a erradicação da miséria.

“São vocês [cooperativistas] que estão construindo o que nós sonhamos para o Brasil. Apesar de todo empenho do governo [do ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] em fazer a inclusão social, são mais de 16 milhões de pessoas abaixo da linha da miséria”, disse o ministro.

O congresso reúne representantes do governo e de 600 cooperativas de agricultura familiar de todo o país, além de entidades da sociedade civil, para discutir diretrizes às politicas públicas de incentivo ao cooperativismo.

O congresso é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, Sebrae, pela Fundação Banco do Brasil e União Nacional de Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes ),

Para a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Maya Takagi, por meio da agricultura familiar as cooperativas têm condições de garantir a segurança alimentar no país. Além disso, as cooperativas podem contribuir com o governo para erradicação da miséria extrema, no sentido de identificar as famílias que vivem abaixo da linha da miséria.

“ A cooperativa é feita por pessoas que moram nas comunidades, nos assentamentos. Essas pessoas sabem onde está a pobreza extrema. Para nós do governo é difícil descobrir uma família que, às vezes, não tem documentos, não está incluída em nenhum programa social. Ela fica invisível para o governo, mas as cooperativas conseguem chegar até ela”, explicou Takagi.

Para presidente da Unicafes, José Paulo Ferreira, apesar dos entraves burocráticos à criação e à manutenção das cooperativas, como a legislação desatualizada, há o que comemorar.

"As cooperativas estão conseguindo produzir em larga escala e comercializar seu produtos, por causa dos programas [sociais do governo voltados aos pequenos agricultores e às cooperativas]”. O congresso vai até o dia 21.

Fonte: Agência Brasil - 19/07/11

Cartão para despesas em calamidade pública deve entrar em uso ainda neste mês, anuncia Integração

Brasília – O governo deve tirar do papel ainda neste mês o Cartão de Pagamento de Defesa Civil que será usado para despesas com assistência às populações atingidas por inundações e desmoronamento de encostas.

O cartão é de débito e será emitido em favor do estado ou do município em situação de emergência ou de calamidade pública reconhecida pela Secretaria Nacional de Defesa Civil.

Ele será emitido em nome de um gestor público (pessoa física), responsável pela compra de remédios, alimentos, roupas e outras despesas para atender a pessoas desabrigadas.

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, a vantagem do cartão (emitido pelo Banco do Brasil) é a agilidade para sacar o dinheiro em situações de emergência, além da possibilidade de controle em tempo real do gasto na internet.

Os dados sobre valores desembolsados, produtos adquiridos ou serviços prestados, fornecedores e o momento da transação constarão no Portal da Transparência (www.portaltransparencia.gov.br), mantido pela Controladoria-Geral da União (CGU). O uso do cartão é regulamentado pelo Decreto nº 7.505 (27/6/2011).

O Cartão de Pagamento da Defesa Civil passará por um pré-teste em 25 municípios de cinco estados, entre os quais Blumenau (SC) e Palmares (PE), que nos últimos anos sofreram com inundações.

O uso do cartão foi anunciado pelo ministro da Integração, Fernando Bezerra, em audiência pública no começo do mês, na Comissão Especial de Defesa Civil do Senado.
A proposta é discutida no governo desde fevereiro, após as fortes chuvas e deslizamentos que ocorreram na região serrana no Rio de Janeiro.

O desvio de recursos públicos destinados à assistência de pessoas desabrigadas em Teresópolis (RJ), um dos sete municípiosda região serrana atingidos pelo temporal de janeiro, está sendo investigado pela CGU, informou Bezerra, que promete punição “rigorosa” e “exemplar” a quem tenha usado o dinheiro irregularmente. De acordo com nota do ministério, o governo liberou R$ 7 milhões para socorro a vítimas em Teresópolis, em um total de R$ 180 milhões enviados ao estado do Rio para atendimento a municípios atendidos.

Além de agilizar ações de socorro, assistência e restabelecimento em situações de calamidade, Fernando Bezerra defende que é preciso “criar uma cultura de prevenção”.

A recomendação do Ministério da Integração é que para cada R$ 1 gasto em prevenção sejam poupados R$ 7, destinados a ações de emergência.

O governo trabalha para enviar ao Congresso Nacional uma proposta de lei que redefina o funcionamento da Defesa Civil e inclua o monitoramento de situações de risco.

O governo quer rever também a competência entre as unidades da Federação. Para o secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, a atual legislação “não define claramente” qual o papel dos estados e dos municípios.

“No momento em que o município pode fazer a sua decretação [de emergência ou calamidade] e passar direto para a União, não há uma fiscalização sobre a caracterização da situação”, disse Vianna. Ele defende também mudança de atitude da população, que precisa evitar o desmatamento ilegal e lixo depositado em lugar indevido, além de ocupação irregular em área de risco.

Humberto Vianna e Fernando Bezerra abriram hoje de manhã, em Brasília, reunião do Conselho Nacional de Defesa Civil para discutir as mudanças na lei. Também de manhã, o Ministério da Integração Nacional firmou convênios para ações de prevenção com os governos de Goiás, Minas Gerais e do Rio Grande do Norte.

Fonte: Agência Brasil - 19/07/11

Artesãs que integram programa da Prefeitura do Recife expõem no Shopping Tacaruna

Artesãs da Prefeitura do Recife que integram o Programa de Associativismo da Economia Popular e Solidária expõem até o dia 2 de agosto no Balcão da Cidadania, no térreo do Shopping Tacaruna.

Na exposição, artigos utilitários e de uso pessoal como jogos de toalha de banho e rosto podem ser vendidos por R$ 25; jogos americanos por R$ 10; tiaras a partir de R$ 5; sachê de crochê a R$ 3; além de passadeiras confeccionadas usando a técnica do fuxico por R$ 30 e sandálias customizadas por R$ 25.

A mostra funciona das 9h às 22h, de segunda a sábado, e das 12h às 20h aos domingos e feriados.

O programa municipal foi criado em 2001 para apoiar a organização de grupos informais, associações e cooperativas. E presta a orientação jurídica para legalizar o negócio e as pessoas terem acesso ao crédito.

Com informações da assessoria

Tecnologia gera energia através de resíduo da cana em Pernambuco


Cetrel apresenta melhor aproveitamento da vinhaça

Manuella Bezerra de Melo
Especial para a Folha

USINAS já fornecem energia para Celpe, informou presidente do Sindaçúcar

USINAS já fornecem energia para Celpe, informou presidente do Sindaçúcar

Não só açúcar e etanol. O setor sucroalcooleiro de Pernambuco está empenhado em produzir também bioenergia. Por iniciativa do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar), a Cetrel - da petroquímica Braskem - apresentou, na tarde de ontem, uma nova tecnologia geradora de energia a partir da vinha­ça, subproduto da cana-de-açúcar que, até então, tem re­tornado ao canavial como produto orgânico, desperdiçan­do potencial energético.

A vinhaça é um resíduo da cana-de-açúcar, uma sobra de água com nutrientes e conteúdo orgânico usado desde sempre somente para fertilizar a terra. Cada litro de cana produz entre dez e 12 litros desta matéria.

Esta nova tecnologia possibilita mais uma função, aproveitando todo seu potencial produtivo.
“O que a gente quer aqui é demonstrar tudo que podemos aproveitar do setor, gerando recursos através de novas tecnologias”, disse a gerente de Inovação Tecnológica da Cetrel, Suzana Domingues.

“Depois de todo processo, de aproveitarmos a vinhaça ao máximo e gerarmos energia, ela volta para o canavial. E com os nutrientes importantes para o cultivo”, concluiu.

Das duas experiências que já começaram a ser aplicadas no Nordeste, uma é em Pernambuco, na Companhia Alcoolquímica Nacional, em Vitória de Santo Antão.

De acordo com Carlos Beltrão, representante da usina, toda parte mecânica já está pronta, aguardando apenas a estiagem das chuvas para dar início à terraplanagem.
“A grande vantagem de aplicar a tecnologia é a possibilidade de produzir e ainda gerar energia”.

A Cetrel trabalha há mais de 30 anos com tratamento de efluentes e encontrou na vinhaça a oportunidade de trabalhar a sustentabilidade, desenvolver tecnologia e potencial para crédito de carbono.

“As usinas de Pernambuco já fornecem cerca de 175 MW de energia para a rede distribuidora (Celpe), oriundos do bagaço. A partir da vinhaça, pode aumentar ainda mais este potencial de geração”, falou o anfitrião e presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha.

Fonte: Folha PE - 19/07/11

Pesquisa em Biocarvão une Japão e Brasil


Foto Embrapa
Pesquisa em Biocarvão une Japão e Brasil

Brasil e Japão vão se unir na pesquisa sobre biomassa a fim de desenvolver insumos para o solo e fertilizantes de liberação lenta, especialmente para pequenos produtores. O trabalho, conduzido pela Embrapa Solos no Brasil, que terá seu início em agosto de 2011, vai focar seu estudo no biocarvão (resíduo sólido da biomassa carbonizada aplicado no solo visando o sequestro de carbono e melhoria da fertilidade).

"Biomassa e o biocarvão têm sido aplicados ao solo como insumo agrícola no mundo inteiro. Nas últimas décadas, especialmente no Japão, estudos sobre o biocarvão têm se intensificado. Cientistas no Japão têm acumulado enorme conhecimento sobre a produção do biocarvão e seu uso como alternativa aos combustíveis fósseis", diz o pesquisador da Embrapa Solos e coordenador do trabalho Etelvino Novotny.

Com foco principal na redução da emissão de gases de efeito estufa, o trabalho pode produzir melhorias significativas nas técnicas de produção e utilização do carvão e nas tecnologias de tratamento de resíduos orgânicos. Espera-se reduzir a quantidade de resíduo orgânico descartado, assim como o uso de fertilizantes minerais através da reciclagem dos resíduos.

Com duração prevista de três anos, essa parceria entre a Embrapa Solos e a Universidade de Kyushu une instituições com grande conhecimento acumulado na área: A Embrapa Solos é a coordenadora nacional da rede de pesquisa em biocarvão, além de ter liderado projeto que estudou as "Terras Pretas de Índios" (solos amazônicos arqueológicos enriquecidos com biomassa carbonizada).

Já a instituição japonesa, possui enorme quantidade de informações e resultados sobre o uso agrícola de carvão. "Vale lembrar que no Japão, a aplicação de biomassa e biocarvão no solo é uma tradição agrícola", conclui Etelvino.

A parceria começou a ser desenhada durante a 3ª Conferência da Iniciativa Internacional em Biocarvão, no Rio de Janeiro, em setembro de 2010, coordenada pelo próprio Etelvino Novotny.

Informações para imprensa:
Carlos Dias (20.395 MTb RJ)
Embrapa Solos
Contato: 21) 2179-4578
carlos@cnps.embrapa.br

Fonte: Embrapa - 19/07/11

Empresa e equipamentos para beneficiar homem do campo em Pernambuco



Eduardo máquinas. Imagem: Roberto Pereira/ SEI
Imagem: Roberto Pereira/ SEI
Eduardo máquinas. Imagem: Roberto Pereira/ SEI

Uma nova empresa será criada pelo governo do estado para cuidar especificamente de projetos destinados à área rural. O anúncio feito pelo governador Eduardo Campos (PSB), durante a solenidade de entrega de 64 máquinas agrícolas a prefeitos de 42 municípios da Zona da Mata Norte, do Agreste e do Sertão.

Segundo o socialista, o projeto de lei para criar a Empresa Pernambucana de Engenharia e Desenvolvimento Rural será enviado à Assembleia Legislativa até o final de agosto.

A proposta, disse Eduardo, vai contribuir com o trabalho que está sendo implementado pelo governo para fortalecer a agricultura e beneficiar os moradores da região.

Na compra dos equipamentos, entregues aos prefeitos nesta manhã, foram investidos R$ 16 milhões. Parte da verba, R$ 14,2 milhões, foram repassados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio de emendas parlamentares apresentadas pelos deputados federais Inocêncio Oliveira (PR) e Eduardo da Fonte (PP). O restante dos recursos (R$ 1,8 milhão) foram colocados como contrapartida do governo do estado.

Os prefeitos receberam caçambas, retroescavadeiras, motoniveladoras, tratores de esteira, perfuratrizes e compressores. Os equipamentos formarão as Patrulhas Mecanizadas e serão utilizados na recuperação de estradas vicinais, na construção e limpeza de barragens e açudes, entre outras obras.

"Vamos ajudar principalmente as cidades do Agreste e do Sertão, que possuem estradas vicinais construídas ainda na década de 80. Queremos construir um estado sem diferenças entre a cidade e o meio rural. Para isso, precisamos chegar com políticas públicas que contemplem a todos", afirmou o governador.

O secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Ranilson Ramos, destacou que o investimento é uma resposta às demandas apresentadas nos seminários Todos Por Pernambuco, onde foram colhidas as reivindicações da população em todas as regiões do estado. "Essas máquinas garantem o direito de ir e vir do povo, especialmente para os estudantes que moram longe das suas escolas", frisou.

Foram contemplados com os equipamentos os seguintes municípios: Betânia, Bezerros, Pombos, Solidão, Vertente do Lério, Aliança, Amaraji, Belém de Maria, Calçado, Calumbi, Camocim de São Félix e Capoeiras. Carnaubeira da Penha, Chã Grande, Correntes, Cupira, Escada, Granito, Ibirajuba, Iguaracy, Inajá, João Alfredo, Jurema, Machados, Mirandiba, Passira e Pedra. Petrolândia, Primavera, Quixaba, Salgadinho, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Terezinha, São Benedito do Sul, São José do Belmonte, São Lourenço da Mata, Tacaratu, Terezinha, Terra Nova, Triunfo, Tuparetama e Venturosa.

Por Rosália Rangel, do Diario de Pernambuco

Infraero anuncia obra sem licitação no aeroporto de Cumbica

Contrato prevê novo terminal permanente pronto até janeiro de 2012
Saguão do aeroporto internacional de Cumbica (crédito: Arquivo)

A Infraero contratou em regime emergencial - sem licitação - a empreiteira Delta Construções para construir um novo terminal no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos-SP.

Segundo a informação, a nova estrutura não é um Módulo Operacional (MOP), mas sim uma estrutura definitiva para atender ao crescimento da demanda no aeroporto.

A obra será realizada no antigo terminal de cargas da Vasp, ao custo de R$ 85,75 milhões, com prazo de execução de 180 dias.

O novo terminal terá capacidade para 5 milhões de passageiros por ano e deverá entrar em operação no início de 2012, segundo a Infraero.

"Ou fazíamos essa contratação emergencial, com todos os cuidados, sabendo que os órgãos de controle não gostam, ou enfrentaríamos um colapso em Guarulhos no fim do ano", disse o presidente da Infraero, Gustavo do Valle, ao jornal Valor Econômico.

A companhia deverá lançar licitação até dezembro para a construção de um novo terminal do mesmo tipo, no antigo hangar da Transbrasil, ao lado da estrutura da Vasp.

A Infraero informou que a opção pela obra começou a ser analisada entre abril e maio.

A seleção da construtora foi feita a partir de um estudo conceitual com detalhamento técnico da obra, que previa um preço estimado de R$ 97,1 milhões. Segundo a estatal, oito empresas apresentaram propostas.

Fonte: Portal 2014 - 19/07/11

CDHU sustentável de Cubatão é reconhecida pela ONU

As construções verdes começaram a aparecer nas residências populares do CDHU, em 2007. Dentre tantos, o conjunto habitacional Rubens Lara, em Cubatão, chamou a atenção das Nações Unidas. (Imagem: nossobairro.sp.gov.br)

A construção verde aos poucos chega às habitações mais simples. Os condomínios da Companhia de Desenvolvimento Urbano e Social, mais conhecido pela sigla CDHU, já reúnem várias das tecnologias sustentáveis. Tanto que uma delas chamou atenção da ONU.

As construções verdes começaram a aparecer nas residências populares do CDHU, em 2007. Dentre tantos, o conjunto habitacional Rubens Lara, em Cubatão, chamou a atenção das Nações Unidas. O projeto foi reconhecido pelo programa Sushi (Iniciativa de Habitação Social Sustentável), integrante do Programa das Nações Unidas para o meio ambiente.

O conjunto em Cubatão foi destacado como um ótimo exemplo de práticas alternativas, e por isso acreditam que o projeto deve ser replicado em outros países. Outro “conjunto exemplo” do CDHU foi construído em Santo André.

Algumas medidas sustentáveis utilizadas nos prédios são: piso drenante, que retém água na parte externa dos conjuntos e medição individualizada do consumo de água.

O secretário estadual de Habitação, Silvio Torres, atribui o aumento de tecnologias verdes nas construções de moradias populares a um programa “mais abrangente” de remoção da população de áreas de risco. Segundo Torres, já são 350 mil habitações do CDHU, dentre as quais, 200 mil têm potencial para adotar as tecnologias sustentáveis.

Torres afirma que as tecnologias limpas são mais caras, por isso é ainda um grande desafio. Entretanto, ele lembra que investir nelas é uma economia que pode ser percebida em longo prazo. O arquiteto responsável pelo conjunto de Cubatão, Marcelo Prado, reitera que o gasto de 10% a mais em uma construção verde, na verdade, “não é custo, é investimento”.

Na construção do CDHU, feito para abrigar famílias retiradas das encostas da Serra do Mar, as janelas dos prédios são mais amplas, o que permite maior iluminação natural e ventilação dos imóveis e a água é aquecida por energia solar. Estas são apenas duas das diversas medidas sustentáveis utilizadas nestes condomínios.

O assessor de sustentabilidade da Secretaria de Habitação, Gil Scatena, destaca que a preocupação com a acessibilidade foi outro ponto que chamou a atenção da ONU. Todas as portas, janelas e interruptores foram feitos levando em consideração os portadores de deficiência. Com informações do Estadão.

Fonte: Redação CicloVivo - 19/07/11

BNDES financia com R$ 210 milhões construção de seis PCHs

Pequenas Centrais Hidrelétricas vão gerar 116,4 MW de potência, com criação de 3.250 empregos

O BNDES financiará a construção de seis Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), no valor total de R$ 209,6 milhões e com potência instalada de 116,4 MW.

Parte dos recursos, R$ 84,4 milhões, será destinada ao Complexo Juruena, empreendimento que reúne cinco PCHs, com potência de 91,4 MW, em Mato Grosso.
Os outros R$ 125,6 milhões foram aprovados para a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Lightger S/A, controladora da PCH Paracambi, no Rio de Janeiro, usina que terá 25 MW de potência instalada.

Durante a implantação do projeto no RJ serão criados 950 empregos diretos e indiretos. A Lightger tem como acionistas a Light S.A. e a Cemig S.A. O crédito para a usina Paracambi também contempla a construção da linha de transmissão associada, conectada à subestação Nilo Peçanha, no município de Paracambi. O BNDES financiará 61,8% dos investimentos totais, de R$ 157 milhões. A PCH entrará em operação em dezembro de 2011.

A usina será uma ampliação do Complexo das Lajes, que reúne as hidrelétricas Fontes Velha, Fontes Novas, Nilo Peçanha e Pereira Passos. O Complexo tem potência instalada de 668 MW. A energia gerada pela PCH Paracambi será comercializada com os dois acionistas da Lightger.

Já o Complexo Juruena, de cinco PCHs, integra o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa). O principal mérito do projeto, além dos 2,3 mil empregos diretos e indiretos gerados durante as obras, é o de contribuir com o esforço do governo de descentralizar e universalizar o atendimento da geração de energia, em função do porte e da localização das usinas e do grande potencial de desenvolvimento do agronegócio na região.

As PCHs melhorarão, ainda, a estabilidade dos sistemas de transmissão e de distribuição de energia para a Cemat, concessionária de serviços públicos de distribuição de energia do Estado do Mato Grosso.

Fonte: BNDES - 19/07/11

Submarino nuclear pode alterar equilíbrio da região e fomentar sentimento anti-Brasil em populistas

Maurício Moraes
Presidente Dilma Rousseff, em Itaguai, RJ. Foto: Getty

Para Dilma, o submarino nuclear vai defender as reservas de petróleo do pré-sal e o comércio exterior

A construção de quatro submarinos nucleares no Brasil, iniciada nesta semana, coloca o país na antesala do seleto grupo das cinco nações detentoras de uma das mais avançadas tecnologias militares do mundo. O avanço, no entanto, deve aprofundar diferenças com os vizinhos sul-americanos e eventualmente fomentar o discurso antibrasileiro por parte de setores populistas da região, segundo especialistas.

Na solenidade que deu início à operação no último sábado em Itaguaí, no Rio de Janeiro, a presidente Dilma Rousseff ressaltou que o Brasil é um país de “paz e diálogo”, mas defendeu o projeto, fruto de um acordo de transferência de tecnologia com a França, como uma “garantia de soberania” para as reservas de petróleo do pré-sal. Dilma lembrou, ainda, que “a principal via de circulação de nosso comércio exterior é o mar”.

“Com o projeto se aprofunda a distância entre o Brasil e os demais países, não só em termos econômicos, mas também em segurança”, disse o professor, à BBC Brasil.

Para Antonio Jorge Ramalho da Rocha, da UNB (Universidade de Brasília), “não há uma desconfiança por parte dos vizinhos de uma política expansionista do Brasil, já que as fronteiras estão bem delimitadas”.

“Mas pode haver um maior temor sobre a influência que o Brasil vai exercer. E isso não apenas pela questão do submarino, mas pela própria expansão de empresas brasileiras pela região”, diz.

Coerência

Orçado em R$ 6,7 bilhões, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha remonta ao regime militar. Mas foi a assinatura de um acordo de transferência de tecnologia com a França, em 2008, que possibilitou ao país contar com o lançamento de um primeiro submarino (ainda não nuclear) em 2016.

Em 2023, o país finalmente fará parte do clube de nações com submarinos nucleares, junto com a França, os Estados Unidos, o Reino Unido, a Rússia e a China. A Índia já entrou na corrida e pode ter seu veículo antes do Brasil.

Para Ramalho da Rocha, a construção do submarino do tipo Scórpene pode até render dividendos políticos à região, já que a Estratégia Nacional de Defesa prevê que países vizinhos forneçam peças e equipamentos para o reaparelhamento das Forças Armadas.

No discurso de sábado, reforçado na segunda-feira no programa Café com a Presidenta, Dilma disse que “cada submarino a ser fabricado no Brasil vai contar com mais de 36 mil itens, produzidos por 30 empresas brasileiras”.

"Com o projeto se aprofunda a distância entre o Brasil e os demais países, não só em termos econômicos, mas também em segurança."

Roberto Durán, Pontifícia Universidade Católica do Chile

Para o estrategista Luiz Alberto Gabriel Somoza, do Instituto Universitário da Polícia Federal Argentina, “a construção do submarino nuclear é coerente com a política de defesa do Brasil, que é continuada e não sofreu rupturas, nem nos governos de esquerda de Lula e Dilma”.

Segundo o professor argentino, o projeto reforça o movimento de liderança do Brasil na região.

A mudança de status, não apenas econômico, mas também militar, faz com que Brasília possa “se tornar interlocutora dos países da América do Sul frente ao mundo. E isso pode não ser do agrado de alguns países”, ressalta.

Populismo

Para o chileno Roberto Durán, “à medida que os países vão crescendo, há elementos que reforçam seu novo status, como um melhor aparelhamento militar”. “Isso já ocorre com a China”, diz.

Embora veja o investimento nas Forças Armadas como parte da emergência do Brasil como potência econômica, Durán ressalta que o projeto do submarino pode causar desconforto na região e ser usado como bandeira política por movimentos nacionalistas, “sobretudo nos países andinos”, citando a Bolívia, o Peru, a Colômbia e também a Venezuela.

Ramalho da Rocha acha “lamentável”, mas diz que “é de se esperar que o tema possa ser explorado politicamente por alguns setores populistas”. Ele menciona o Paraguai.

O argentino Somoza também acredita na exploração do tema em eventuais momentos de crise na vizinhaça.

“Ainda não está claro o que pensam os chavistas, sobretudo agora, com Hugo Chávez doente. Também pode haver alguma repercussão no Equador de Rafael Correa. Na Argentina não creio, já que não temos discurso anti-brasileiro”, diz.

Fonte: Da BBC Brasil em São Paulo - 19/07/11

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