domingo, 5 de junho de 2011

Bares de hotel em Barcelona atraem mais do que seus hóspedes

INGRID K. WILLIAMS

  • Bar do hotel Barceló Raval, no bairro gentrificado de Raval, em Barcelona, é um dos bares de hotel da cidade que têm atraído locais

    Bar do hotel Barceló Raval, no bairro gentrificado de Raval, em Barcelona, é um dos bares de hotel da cidade que têm atraído locais

Os festeiros em busca de um local para celebrar na festeira Barcelona sempre tiveram abundância de opções, desde pulsantes clubes com múltiplos níveis até pequenos bares lotados.

Mas ultimamente, Barcelona vem seguindo o exemplo da cena de bares de Nova York, como novos bares de hotel agora na moda atraindo os barceloneses elegantes além dos hóspedes.

Não mais pontos solitários visitados por viajantes cansados, os bares e lounges dos hotéis de luxo agora estão entre os destinos para beber mais desejáveis da cidade.

“Desde 2009, os bares de hotel se tornaram mais populares”, disse Ricard Sabata, o gerente de bar e restaurante do hotel Barceló Raval (Rambla del Raval, 17-21; 34-93-320-1490; barcelo.com), que abriu em 2008 no bairro gentrificado de Raval.

Como evidência, Sabata citou as recentes aberturas do ME Hotel, Mandarin Oriental e o W Barcelona, Durante uma entrevista no bar com vista de 360 graus na cobertura do Barceló, ele estimou que os moradores locais representam aproximadamente 40% da clientela.

“No início da noite, grande parte da clientela é de hóspedes do hotel”, ele disse, “mas no fim da noite são mais moradores locais”.

Do outro lado da cidade, no distrito ainda rude de Poblenou, o clube Angels and Kings do ME Hotel (Pere IV, 272-286; 34-93-367-2050; me-barcelona.com) também atrai sua cota de moradores locais desde que abriu em agosto de 2008.

Segundo um barman dali, o clube recebe regularmente várias centenas de festeiros no terraço ao ar livre, onde a cena geralmente esquenta por volta das 2 horas da manhã.

O ambiente é decididamente mais formal no apropriadamente batizado Banker’s Bar, dentro do hotel Mandarin Oriental (Passeig de Gràcia, 38-40; 34-93-151-8782; mandarinoriental.com), que abriu em novembro de 2009 na Passeig de Gràcia.

Tirando inspiração da encarnação anterior do prédio como um banco, o bar é projetado para parecer um cofre de luxo – apesar de que, em um detalhe de design inteligente, as caixas de depósito reluzentes cobrem o teto tanto quanto as paredes.

A clientela combina com o ambiente. Em uma noite de sábado no final do ano passado, homens alinhados em ternos feitos sob encomenda bebiam champanhe com um grupo de jovens na moda ao redor do bar preto luzidio.

“Em julho e agosto a clientela aqui era na maioria de turistas, mas agora os moradores locais estão de volta”, disse Marianne Snoodyk, uma garçonete do Banker’s Bar. “Ele está na moda, especialmente com a abertura do W”, ela disse sobre a próspera cena de bares de hotel de Barcelona, antes de acrescentar rapidamente: “Apesar daquela clientela ser diferente da nossa. Mas é popular”.

Popular pode ser uma atenuação ao se descrever o lounge Eclipse (Plaça de la Rosa del Vents, 1; 34-93-295-2800; w-barcelona.com), no 26º andar do W. Em um fim de semana recente, após a meia-noite, uma fila serpenteava pelo vasto lobby do hotel à beira-mar, que abriu em outubro de 2009.

Dois seguranças corpulentos e uma hostess ágil, de pernas longas, serviam como porteiros no elevador que leva os visitantes ao lounge, onde há dois bares preparando martinis, DJs renomados tocando sucessos e vistas panorâmicas da cidade e praia abaixo.

“Eles vêm do outro lado de Barcelona, mas precisam esperar porque estamos sempre lotados”, disse a hostess. “Todo mundo em Barcelona quer vir para cá.”

Tradução: George El Khouri Andolfato

Fonte: New York Times Syndicate - 05/06/11

IBGE lançará novos mapas do relevo de cinco estados nesta segunda no Recife

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará, nesta segunda, uma nova série de mapas de cinco estados brasileiros, com informações atualizadas sobre o relevo dos territórios e os limites políticos.

No Recife, o lançamento ocorre às 14h na Unidade Estadual do IBGE (Praça Ministro João
Gonçalves de Souza, s/n, Engenho do Meio).

Os mapas retratam os estados de Pernambuco, Rondônia, São Paulo, Paraná e Maranhão.

Os mapas permitem que as escolas mostrem aos alunos o nome dos morros e a localização dos montes mais elevados.

Fonte: Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR - 05/06/11

Students Win NASA Moon Robot Competition

The Dust Devil team from the University of Akron and Elon University created this moon dirt digging robot for NASA
The Dust Devil team from the University of Akron and Elon University created this moon dirt digging robot for NASA's 2nd Annual Lunabotics mining contest in May 2011.
CREDIT: Jason Rhian

CAPE CANAVERAL, Fla. — Call it the circle of robotic life. A week after NASA announced the death of the Mars rover Spirit, students from 46 teams around the globe demonstrated their ideas of a replacement robot.

After a grueling five-day test of material-collecting ability, the team from Laurentian University returned home to Sudbury, Canada, with the win in NASA's second annual Lunabotics competition.

The Laurentian robot collected 523.8 pounds (237.6 kilograms) of the dusty material that stood in for lunar regolith. The prize for first place was a $5,000 scholarship and invitations to see a rocket launch at NASA's Kennedy Space Center.

The Lunabotics competition is hosted by NASA's Exploration Systems Mission Directorate to encourage students to pursue degrees in fields related to science, technology, engineering or math (STEM).

Those who helped promote the May 23-28 event saw an increase in the level of competition and enthusiasm from the inaugural contest. [Photos: NASA's Project Morpheus Robot Lander]

"Last year the event was smaller and the quarters were a little bit more confined," said Blair Allen, co-host of the "NASA Edge" videocast series. "This year the venue is much better; we have more teams that are really giving it their all to win."

By all appearances the Raptor team from the University of North Dakota, one of 34 American teams in the competition, was in a prime spot to win after the first day. Its robot collected 379.6 pounds (172.2 kilograms) of material.

The rover looked like a miniaturized front end loader.

"It's a proven, robust design that’s used every day,"said Raptor team member Joshua Rogers. "We thought, why mess with what works?"

The Colorado School of Mines also looked to be an early favorite. However, a cable that moved the bucket of regolith got caught in one of the gears and snapped, stopping its efforts cold.

By the final day, Laurentian University had finished first, North Dakota second and West Virginia University third.

In addition to launch invitations, the second place competitors nabbed a $2,500 scholarship while third place carried a $1,000 scholarship, NASA officials said. Several other $500 scholarships were also awarded for other milestones in the contest, and teams were also awarded with school plaques and individual certificates, NASA officials said.

The robots appeared to fall into two distinctly definable categories. Some were designed to have a minimum of moving parts. Others were very complex, which in some cases proved their undoing.

The competing teams worked to collect the greatest amount of regolith. Each group was evaluated in five categories: on-site mining, systems engineering paper, outreach project, slide presentation and team spirit.

This story was provided by InnovationNewsDaily, sister site to SPACE.com.

The Greenest Skyscrapers In The World

The reputation of skyscrapers -- all that water use! CO2 emissions! -- is pretty dim. But these towering beauties prove that green doesn't have to mean unsightly.

For World Environment Day, we created a sustainable skyline of some of the most eco-friendly superstructures on the globe.

The Commerzbank Tower, Frankfurt

This 57-floor triangular tower features a central atrium that, on nine different levels, opens to the skies on one of three sides, forming sky gardens that embrace natural light. Venture to the roof and you'll find a habitat for endangered peregrine falcons.


DMC Tower, Seoul

Currently under construction, this tower is being built with lungs -- three open voids in the upper half of the structure will breathe natural light and clean air into the building's energy system, reducing the need for artificial cooling and lighting.


The CIS Tower, Manchester, England

Built in 1962, the Cooperative Insurance Tower was retrofitted with 7,000 solar panels in 2005, making it the largest vertical solar-energy project in the U.K. With 24 wind turbines housed on its roof, the building supplies 10% of its own energy needs.


Bahrain World Trade Center Towers, the Kingdom of Bahrain

Both an environmental and a design first, the Bahrain towers are connected by three 95-foot propellers, delivering 1,100 megawatts of power to the 50-floor structures annually -- enough to supply 300 homes for one year.


One Bryant Park, New York

At 58 floors, Bank of America's home base takes green skyscrapers to a new level. The first LEED Platinum-certified tower in the city, the sculptural masterpiece uses waterless urinals, which help save 8 million gallons of water each year.


Pearl River Tower, Guangzhou, China

On track to be completed later this year, this tower will be the world's first zero-energy skyscraper, supplying all of its own power needs -- and then some. The extra energy, generated by solar panels and wind turbines, will feed electricity into local power grids.


The Gherkin, London

Bike storage, gas fuel, and that conspicuous building shape are just a few factors that make the Gherkin environmentally friendly. The coned structure maximizes natural light and ventilation, allowing the tower to function on half the energy of a similarly sized traditional office.

Fonte: Fast Company

Multiplicadora de "zezinhos"

img01.jpg
"Eu sou uma maluca, um ser humano que, como todos os outros, mora na mesma casa, que é o planeta, que acha que somos todos parentes. Então não é sobre “fazer parte”, é sobre “ser parte”" / Fotos: Divulgação/Acervo pessoal

Indignada com as condições de vida que crianças e adolescentes eram obrigados a levar na comunidade de Capão Redondo, periferia de São Paulo, Dagmar Rivieri Garroux decidiu transformar a própria casa em abrigo para aqueles que estavam jurados de morte. Com o tempo, a casa da Tia Dag se transformou na Casa do Zezinho, onde hoje 1.200 "zezinhos" aprendem que existem alternativas para a violência e que todos os sonhos podem virar realidade.

Dos 100 metros quadrados da antiga casa, o sonho de Tia Dag se expandiu para mais de 4 mil metros quadrados que abrigam paredes coloridas, piscina, quadras de esportes, biblioteca e salas de aula. Lá dentro, os zezinhos desfrutam de atividades como oficinas de arte, gastronomia e informática, reforço escolar, inglês, esportes, vídeo, foto e debates sobre sexualidade e o mercado de trabalho.

Dos mais de 10 mil que já passaram por lá, muitos abandonaram os crimes e as drogas e hoje são professores, engenheiros, dentistas, donos dos seus próprios negócios e, acima de tudo, discípulos de uma mulher inspiradora, que defende a educação como única saída para as mudanças que o mundo precisa e que acredita que, no fundo, todo mundo é Deus.

Portal EcoDesenvolvimento.org: Como surgiu a Casa do Zezinho?

Tia Dag: A ideia surgiu na minha casa, nos anos 1960, quando eu dava aula para crianças exiladas do Chile, Argentina, a América do Sul toda que estava em ditadura, filhos de brasileiros, além de libaneses, pessoas de Israel, quase uma ONU. Só que eu pegava esse pessoal, levava pra favela e mostrava que esse era um trauma momentâneo, e que aquelas pessoas ali estavam vivendo um trauma há muitos anos, a cultura tinha sido exterminada assim como toda a identidade dos negros e os índios.

Lá por volta de 1972 a favela começou a ter televisão, compravam à prestação, e aí todo mundo queria participar daquilo, queria ter o tênis, a roupa, e as crianças e jovens começam a roubar. Aí surgiram os grupos de extermínio, como existem até hoje. O interessante é que eles colocavam no poste quem ia morrer se não saísse dalí, e eram crianças de 11, 12 anos. Então eu comecei a procurar lugares para esconder eles, porque ninguém queria fazer isso, tinham medo. Comecei a levar todos pra minha casa. Depois de um tempo, meu marido e eu vimos que precisávamos comprar ma casa maior. Nos mudamos para essa casa em 1986, e foi quando eu falei pro meu marido “vou trabalhar para quem precisa”. Me juntei com algumas amigas e fundamos a Casa do Zezinho.

Por que “Casa do Zezinho”?

Por causa do poema de Carlos Drummond de Andrade, "E agora, José?”. O brasileiro tem manias, e uma delas é a do “Zé”, “Zé mané”, “Zé ruela”. Aí trocamos a pergunta por uma exclamação, “E agora, José!”. Então ser um Zezinho hoje aqui no Capão é ter uma dignidade, uma filosofia, mudou sabe?

img02.jpg
Nascida em uma família de classe média alta, Tia Dag abriu mão do conforto para ajudar quem precisava

A organização é uma “casa”, e não “escola”. Por quê?

Porque a casa já tem um conceito de aconchego, de encontro, de ser o lugar onde é o ninho. Eu lembro que quando abri com o nome “casa” muita gente foi contra. Mas hoje a gente tem a Fundação CASA.

Quais foram e quais são os maiores desafios de uma organização como a Casa do Zezinho hoje no país?

Os desafios sempre são os parceiras, ou seja, manter a Casa do Zezinho, que tem um custo de R$ 4 milhões por ano. Quem vem aqui e conhece acha que a Casa do Zezinho não precisa de ajuda, que é rica, mas não é, ela tem uma boa gestão, uma estrutura já consolidada.

Como foi a sua infância e adolescência? Soube a senhora foi estagiária no Juizado de Menores e denunciava os casos de tortura na época da ditadura. Já era uma pessoa revoltada contra as injustiças desde pequena?

Era, mas na minha casa já era assim, meus pais eram assim. Eu nasci em um bairro muito rico de São Paulo, meu pai era engenheiro, minha mãe empresária, mas sempre olharam o outro. Nunca tinha discussão na minha casa, as pessoas que trabalhavam lá logo recebiam formação e logo não eram mais empregadas domésticas, lá em casa isso era muito normal. Na infância eu sempre era líder na escola, não gostava de regras, alias ainda não gosto (risos), era bem antenada.

Em sua opinião, qual o maior desafio dessas crianças e adolescentes que vivem em periferias do país hoje?

São as necessidades básicas, alimentação, moradia, saúde, escola descente, a falta do governo, do setor público, falta de espaço de lazer, de cultura, essa é a maior dificuldade. Porque a maioria do Brasil é a periferia, eles não são a exclusão, são a maioria. A sociedade precisa atravessar as pontes. No Rio e São Paulo parece que existem Muros de Berlim, que separam ricos de pobres, e isso precisa acabar. A sociedade precisa comparecer para acabar com a desigualdade social, é preciso pensar em formação, desenvolvimento humano, educação de verdade. O último dado do MEC mostrou que apenas 27% dos brasileiros são alfabtizados, os 73% são analfabetos funcionais. Que país é esse? Será que ele está mesmo preocupado com uma educação democrática?

A senhora é discípula de Paulo Freire. Qual a importância da educação na transformação do Brasil?

É a única coisa que pode transformar o nosso país. E quando eu falo em educação, eu falo em formação e desenvolvimento humano, não apenas em pastas de conteúdo. Estamos no século 21, os jovens e as crianças já dominam nas lan houses, e as escolas não fazem nada, a aula de informática é pro menino brincar na internet. É preciso uma orientação pedagógica para esse jovem e essa criança. E a diferença social tem um impacto enorme. Mas aqui na Casa do Zezinho não existe essa diferença, o que está acontecendo no século 21, está acontecendo aqui. Essa é a diferença da Pedagogia do Arco Íris, que eu criei junto com a vivência e os saberes do zezinhos. Porque é o que faz a diferença, ninguém pergunta pros jovens o que eles querem.

img03.jpg
Hoje a Casa do Zezinho atende a 1.200 crianças e jovens em situação de risco da periferia de São Paulo

A senhora assistiu ao vídeo da professora Amanda Gurgel? O que achou?

Vi, achei fantástico, sensacional! E é verdade. Agora querem fazer um tipo de treinamento, capacitação, mas treinamento é pra bicho, não pra gente. Estão querendo capacitar alguém em seis meses que não tem nenhuma base, que não está alfabetizado, que não tem conhecimento na área de matemática, de ciências sociais, de pesquisa. É muito tempo de atraso. Eu pensava que quando a ditadura acabasse, isso tudo também ia acabar, mas não acabou, ficou tudo igual. Mas claro que vai ficar, afinal o professor está despreparado, desmotivado, a escola não motiva ninguém a ir.

A educação em uma comunidade cheia de problemas, como a do Capão Redondo, é muito mais complexa que em uma escola particular, por exemplo. Nesse contexto, o que é educar?
Educar não é ensinar, é muito diferente, engloba muito mais. E hoje em dia tem que se pensar em educação, trabalhar com transversalidade, onde tudo se conecta com tudo, matemática pode se conectar com história, que pode se conectar com gastronomia, que pode linkar com multimídia, website, webdesign, e a molecada quer isso.

O que é a Pedagogia do Arco-íris, criada por você?

Ela é baseada nos cinco sentidos, o professor não é o show da sala, e sim os zezinhos. Então tem muita escuta, a gente traz o que está acontecendo no mundo, estimula as discussões, e nesse momento é que ele vai se educando, se desenvolvendo e tendo o seu futuro. O arco-íris é ponte e ao mesmo tempo é flexibilidade, e as cores mostram a diversidade de seres humanos, de culturas, de escolhas, etc.

Li no seu blog um texto sobre o Projeto Makaya, que vai levar consciência ecológica para as crianças e jovens. Como fazer com que essas pessoas que precisam se preocupar em sobreviver com um mínimo de dignidade parem e pensem em um problema que aparentemente é tão distante deles?

Eu não posso falar em “educação ambiental”, senão vou ter que falar em “educação musical”, “educação matemática”, e educação é tudo isso. Eles vivem na natureza, aqui tem estufa, tem a ecocabana, eles convivem e tratam tudo isso de forma muito próxima.

Como é a vida de quem mora dentro da favela?

Terrível, terrível. É uma renda per capta muito baixa, em média R$ 100,00 por pessoa, tem aquela coisa da favela, onde ninguém tem privacidade, é esgoto a céu aberto, falta de espaço, 20 pessoas morando em 12 metros quadrados, é um absurdo, mas elas têm quem sobreviver, então sobrevivem. Existe uma falta de olhar para isso. O governo está totalmente fora. Para se ter uma noção, aqui tem um milhão e meio de habitantes e sabe quantos cinemas? Dois. É inacreditável.

Agora, o povo da periferia está se mexendo. O pessoal não fica mais esperando e nem chorando, eles partem pra ação. É fantástico isso. Então, tem a turma dos poetas que fazem recital, tem o cinema na laje toda segunda-feita, em cima de um bar, todo mundo se fala, troca informação, que é pra todo mundo poder participar de tudo. É a comunidade se engajando, contando com ela mesma e reivindicando.

A classe C está crescendo muito no país, o PIB do Brasil está crescendo. Esse impacto está chegando nas periferias? A vida do povo está melhorando?

Sabe em que lugar do mundo a educação do Brasil está? No 53º lugar. Sabe quem está atrás da gente? A Nigéria. Então eu posso dizer que, com relação à educação, não está chegando. Estamos muito aquém de qualquer um. O Chile está na frente, o Uruguai, Paraguai, Colômbia. Isso é um absurdo.

Qual foi o maior caso de vitória de um zezinho?

São muitos. Nesses 17 anos, os casos de perda pro tráfico e coisas assim foram muito poucos. Então cada um que abre o seu negócio próprio aqui na comunidade, ou busca o desenvolvimento local, pra mim é um caso de sucesso. Tem um que abriu uma agência de turismo, outro que abriu uma loja, mas eu não posso falar “essa é uma vitória” porque todos são. E depois eles sempre voltam, pra você ter uma ideia, eu tenho 102 funcionário aqui e 60% são zezinhos. Eu fico cada dia mais fora, dando palestras e tal, mas a pedagogia já está instalada, eles já foram formados e estão passando pra outros. Não é mais “o sonho da Tia Dag”.

Qual ou quem é seu maior orgulho?

Não sei... na verdade eu sou mais uma pessoa indignada (risos). Eu não admito um país maravilhoso como o Brasil tendo como o maior problema essa diferença social, que é fácil de resolver, é só parar um pouco essa falta de olhar do governo, essa corrupção. É só diminuir esse abismo entre as classes. Vai dizer que a classe C melhorou só porque agora pode comprar com um carnê nas Casas Bahia? E a casa? E a saúde? E o esgoto? Tem muita coisa, e não é só em São Paulo.

Você hoje mora no Capão Redondo, um bairro cercado por favelas e com altos índices de violência, assiste a todo tipo de barbárie, seu pai morreu assassinado por um dos “zezinhos”. Tem vontade de sair daí?

Não. Eu gosto disso. Meu pai morreu assassinado, mas morreu em pé, porque estava defendendo família e não ia deixa o cara entrar. E eu sou igual ao meu pai. Hoje também eu saio muito, vou aplicar o Arco Íris em outros estados, escolas, ONGs, é a pedagogia sendo multiplicada, e isso é sensacional, é o meu maior prazer.

O que te motiva a seguir nessa luta?

Eu sou uma maluca, um ser humano que, como todos os outros, mora na mesma casa, que é o planeta, que acha que somos todos parentes. Então não é sobre “fazer parte”, é sobre “ser parte”. É isso que me leva.

O que a sociedade pode fazer?

O papel da sociedade é começar em casa. É ensinar aos filhos a não ter preconceito, é não ter uma empregada analfabeta em casa, não dá formação, é dar “bom dia” ao porteiro, estimular as empresas a darem cursos, fazerem um plano de carreira, enfim, é educar. É isso que a sociedade deve fazer, perder o medo e educar.

A senhora já disse que não gosta da palavra “caridade”. Por quê?

De-tes-to (risos). Acho que todo mundo pode fazer muita coisa pra mudar o mundo, acho que todo mundo é Deus. Todo mundo tem a capacidade de mudança, de mudar. O que você tem? Tem saber, conhecimento? Então isso pode ser multiplicado, triplicado. Caridade já foi, isso era na Idade Média, e estamos no Século 21, todo mundo conectado. Caridade é eu te dar uma cesta básica e tchau. Mas humanidade é eu te dar uma cesta básica e falar: “faz assim, pra você não precisar mais dessa cesta básica, vamos lá...”, é abrir o caminho para aquela pessoa, informar onde ela pode estudar , como buscar melhores condições de saúde, o que ela pode fazer pra casa dela ficar mais bonita. É a caridade mais a educação.

Vi que a senhora tem muitos sonhos. Quais são?

Nossa, tem muitos. Eu quero abrir um núcleo para crianças e menores de idade que estão drogadas, comprar uma casa para ter música aqui a semana inteira, quero que todos os zezinhos criem em sala de aula com um tablet, esse é o sonho mais urgente (risos), ainda vou pra África levar essa pedagogia, então é assim, eu estou sempre sonhando.

Fonte: EcoD - 05/06/11

Tourism seeks more PPP opportunities in Sri Lanka

Indunil Hewage

The local tourism industry seeks more Public and Private Partnership (PPP) opportunities to eliminate budgetary restrictions and inefficiencies in investments.

Addressing a seminar on “Public - Private Partnerships in Tourism”, Sri Lanka Tourist Hotels Association Chairman Anura Lokuhetty said this is the time for the industry to adopt an intra regional development plan to sustain the industry while overcoming high carbon emission and increasing oil prices issues which are considered as main barriers for industry prosperity.

“In addition the government needs to offer attractive prices when it comes to leasing out land for tourism sector investments.

At the moment, basic investments of local tourism projects are very high and preferred investors have to pay Rs 20 million for an acre land in some areas where there is a high demand for tourism. In addition, existing local hotel schools also need to be developed in a franchising model.

When it comes PPP in tourism, private sector has to play a pivotal role in professionalism improvement programmes, ecological sustainability and efficient management of investments.

“The role of the government in PPP will be adopting required policies and reforms in tourism related institutions, risk assessments, ensure transparency of industry related investments while promoting the country’s image,” Lokuhetty said.

Sri Lanka Tourism Development Authority International Relations Director Malraj Kiriella said the government has taken measures to increase the contribution of private sector investments to gross domestic product from 18 to 20 percent to 22 to 24 percent in the near future.

He said infrastructure development, human resources development, quality enhancements, visitor facilities, green practices and tourists attractive areas development will be the opportunities available for the government under PPP in the tourism industry.

The local tourism industry has over 70,000 and over 120,000 direct and indirect workforce respectively with 15,000 and 7000 rooms in the formal and informal sectors.

At present, the global tourism industry accounts for 8.8 percent of total global workforce and 5.8 percent of total global exports. In 2010, the global tourism industry recorded 935 million tourist arrivals worldwide while generating US $ 4194 billion in income.

Fonte: Ceylon Daily News - 05/06/11

Governador de Pernambuco assina convênio nesta segunda para adutora que levará água a Mata Norte

O governador Eduardo Campos e o ministro Fernando Bezerra Coelho assinam nesta segunda-feira (06/6), às 15 horas, no Palácio do Campo das Princesas, convênio de financiamento com o Ministério da Integração Nacional para implantação do Sistema Produtor do Sirigi.

O empreendimento, orçado em R$ 75 milhões, beneficiará com mais água oito municípios da Mata Norte pernambucana: Macaparana, São Vicente Férrer, Machados, Condado, Itaquitinga, Aliança, Buenos Aires e Vicência. Com a assinatura do convênio, será assegurado o investimento imediato de R$ 33 milhões, sendo R$ 30 milhões do Ministério da Integração e R$ 3 milhões do Governo do Estado.

A liberação desses recursos permitirá a implantação da primeira etapa do Sistema Produtor do Sirigi, que contemplará nesta fase as cidades de Vicência e Buenos Aires, além das comunidades de Angélica e Murupé.

Cerca de 22 mil pessoas serão beneficiadas nesta etapa. As obras contemplarão uma estação elevatória de água bruta, uma estação de tratamento e uma estação elevatória de água tratada, além da adutora do ramal comum (com 2,5 km de extensão) e mais 21,5 km de adutoras. Os trabalhos serão executados pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

* Com informações da assessoria

Objetos de desejo movimentam cifras bilionárias e já alimentam varejo recifense

Você tem algum produto da Louis Vuitton, Hermès ou Giorgio Armani no seu closet? Costuma passear em sua lancha ou iate no verão? Alguma Ferrari ou Mercedes está estacionada na sua garagem? Caso suas respostas tenham sido sim para as perguntas anteriores, parabéns! Você faz parte do seleto grupo dos consumidores de luxo brasileiros.

Sua posição, porém, não é tão exclusiva, uma vez que esse mercado está crescendo cerca de 20% por ano no país e deve faturar mais de U$ 8 bi em 2011.

E se engana quem pensa que essa realidade ainda está longe de chegar no Recife. De acordo com Carlos Ferreirinha, presidente da MCF Consultoria - empresa que há cinco anos realiza pesquisas sobre o mercado nacional -, a capital pernambucana é o alvo do mercado de luxo no Norte e Nordeste.

“Recife só perde para o eixo sul-sudeste do país, e mesmo assim ainda fica à frente de cidades importantes como Belo Horizonte e Ribeirão Preto. Os executivos de empresas do mercado de luxo nacional e internacional já penetraram no Brasil e agora estão na fase de buscar novos públicos para expandir os negócios.”

Para ele, Recife se destaca dentro como mercado potencial por causa de sua força cultural. “É um estado autoral, que tem uma costa belíssima, que incentiva o lazer.” José Pinteiro, proprietário da Ecomariner, empresa pernambucana que fabrica barcos, iates e lanchas, concorda com Ferreirinha.

“Em 2010, vendemos cerca de 130 barcos em todo o país. É um crescimento de 20% em relação a 2009. E, neste ano, estamos esperando chegar a 150 embarcações”, afirmou. Pinteiro credita o aumento de vendas desse tipo de produto ao desenvolvimento de Suape. “Estamos recebendo muitos executivos de outros estados. O cara que está lá em São Paulo precisa se deslocar até cem quilômetros para passear de lancha, aí ele chega aqui e o mar está na cara dele.
Lógico que ele vai querer aproveitar isso.”

Outra que está aproveitando a conjuntura positiva para se expandir no estado é a Top Internacional. “Pernambuco é nosso principal mercado, em 2010 tivemos um crescimento de 15% no estado e neste ano pretendemos crescer 20%”, destacou Lina Gonzalez, gerente de produtos da marca. Ela disse ainda que aqui os produtos mais comprados são os cosméticos das marcas Sisley, Dior, Lancôme, Shiseido e os perfumes Cartier, Ulric de Varens, Bogart, Paco Rabanne e R. Lauren.

A explicação para esse potencial de consumo é controversa. “As empresas de luxo estão com os olhos voltados ao mercado brasileiro. E a população está cada vez mais optando por itens diferenciados e exclusivos. Quando a classe média aumenta, as classes mais altas buscam reforçar sua posição de destaque e consomem mais luxo”, disse Ferreirinha.

Tatiane Menezes, professora de economia da UFPE, discorda. “O aumento deste mercado não é um sintoma apenas da vontade de diferenciação da elite. A lógica não é essa. A questão aqui é que, como estamos com novas oportunidades, a classe alta está ficando cada vez mais rica.
E com mais investimentos, acabam aumentando as oportunidades da classe média também.
A cadeia começa na elite, não o contrário.”

Qualidade

Para o empresário João Marinho, imagem fiel do consumidor alvo desse mercado, o luxo se resume a viver bem. Na hora da entrevista, ele explicou sua filosofia: “Hoje, por exemplo, me programei para não ir ao escritório. Queria relaxar. Acordei um pouco mais tarde, li o jornal com calma e agora estou na minha piscina. Mas não estou pensando em luxo quando faço isso. Estou priorizando a qualidade de vida”, ressaltou. Ele acredita que Recife já é a capital do luxo no Nordeste e garante que nunca precisou se deslocar para comprar algum item fora do estado. E no quesito obras de arte, ele é categórico. “Tenho uma coleção de esculturas e quadros de artistas pernambucanos. Só de Marcelo Silveira, tenho mais de 50 obras.”

Por Thatiana Pimentel

Fonte: Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR - 05/06/11

80% dos brasileiros considera dificil abrir um negócio, diz pesquisa da BBC

Mariana Ferraz
Perfil dos investidores vem se modificando ao longo dos últimos 50 anos
Perfil dos investidores vem se modificando ao longo dos últimos 50 anos
Foto: Reprodução

Uma pesquisa encomendada pela BBC Brasil em 24 paises mostrou que o índice de empreendendorismo do brasileiro está abaixo da média internacional.

A taxa varia de 1 a 4 e o País alcançou 2,33. Os países com maior cultura empreendedora são Indonésia (2,81), Estados Unidos (2,80) e Canadá (2,78).

Além disso, 80% do povo considera difícil abrir um negócio próprio no Brasil.

A inovação e criatividade esbarram no grande número de taxas e impostos a serem pagos, na ampla concorrência e dificuldades de administração. Segundo estudo do Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de São Paulo, 7 em cada 10 empresas fecham antes de completar o sexto ano de atividade.

Quem deseja enfrentar esses obstáculos rumo ao sucesso, é importante adquirir conhecimentos e procurar aconselhamento, estudando sobre o mercado atual, seja qual for a área de atuação da empresa.

Para ajudar os micro e pequenos proprietários, o Centro de Educação Empresarial (CEE) do Sebrae de Pernambuco oferece diversos cursos de administração financeira, motivação profissional e outras habilidades necessárias para se destacar no cenário econômico local e até nacional.

Os interessados podem conferir a programação no site do orgão e se inscrever por telefone, ligando para 0800.570.0800.

Investidores - De acordo com a pesquisa Global Entrepreneuriship Monitor (GEM), o perfil dos investidores no País vem se modificando ao longo das últimas cinco décadas, com a ampliação do espaço das mulheres e dos jovens. Entre os fatores que influem no ímpeto de investir em um negócio próprio, estão também a renda familiar e a escolaridade.

O varejo, por exemplo, é dominado pelas mulheres, assim como o setor de transformação e de alojamento/alimentação.

Os homens, por sua vez, costumam engrenar na área de construção, transporte e armazenagem de produtos, alem de serviços imobiliários. Esses dados apontam uma tendência de que os empreendimentos nacionais são voltados ao consumidor final dos produtos.

Quanto à escolaridade, quanto mais anos de estudo, maior a probabilidade de o investidor se dedicar a uma empresa de assessoria ou consultoria.

Já em relação à renda familiar, a pesquisa aponta que os recursos aplicados costumam vir de fundo próprio, mas quando o valor é grande, costuma ser completado com empréstimos tomados dentro da família - 70% dos entrevistados afirmaram ter escolhido essa opção.

Fonte: Do NE10 - 05/06/11

Prefeitura do Recife lança concurso para escolha de projeto do novo Parque da Tamarineira

O anúncio foi realizado na tarde deste domingo (5), durante a abertura da Semana do Meio Ambiente da cidade. Arquitetos de todo o País podem participar do concurso

 / Foto: Bernardo Soares/JC Imagem

Foto: Bernardo Soares/JC Imagem

Um ano depois de desapropriar o terreno onde funciona o Hospital Ulysses Pernambucano, na Tamarineira, bairro da Zona Norte do Recife, o prefeito João da Costa (PT) lançou um concurso de ideias para escolha do projeto do parque público que será instalado no local.

O anúncio foi realizado na tarde deste domingo (5), durante a abertura da Semana do Meio Ambiente da cidade. Arquitetos de todo o País podem participar do concurso.

Os interessados devem acessar o site da prefeitura a partir do dia 6 de junho, onde serão disponibilizadas as regras do Concurso Público Nacional de Ideias.

Além do calendário, o arquiteto verá o edital, ficha de inscrição, mapas e levantamento fotográfico da área. As inscrições se iniciam dia 20 de junho e o cadastro estará aberto até 19 de agosto.

Dúvidas podem ser esclarecidas com uma comissão técnica criada pela prefeitura e Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PE), no período de 4 a 29 de julho.

Os arquitetos terão prazo de cinco dias para entregar as propostas, de 22 a 26 de agosto. O julgamento termina em 6 de setembro e o nome do vencedor será divulgado três dias depois.

Em seguida, o ganhador começa a desenvolver o projeto executivo do parque.

A prefeitura e o IAB-PE farão uma exposição de todas as propostas inscritas. De acordo com o prefeito João da Costa, o projeto do parque deve contemplar a criação de espaços para exercícios físicos, lazer, meditação, ioga e preservação da área verde existente no terreno. É preciso harmonizar o funcionamento do parque com os serviços de saúde. Isso porque, o Hospital Ulysses Pernambucano continuará atendendo pacientes mentais no mesmo lugar.

Com 10,5 hectares, o terreno da Tamarineira é considerado um Imóvel de Preservação de Área Verde (Ipav) pelo município. É tombado pelo Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) desde 1993 e está inserido na Área de Reestruturação Urbana (ARU), lei que prevê regras diferenciadas para a ocupação do solo em 12 bairros do Recife.

Ano passado, a Santa Casa de Misericórdia, que se apresenta como proprietária do imóvel, tinha negociado a construção de um shopping center no terreno. Após pressão da sociedade civil (profissionais da área médica, artistas, ambientalistas, historiadores, engenheiros, entre outros), a prefeitura decretou a desapropriação do lugar, para fins de utilidade pública.

“Não foi fácil tomar essa decisão, porque envolvia muitos interesses, mas conseguimos preservar a memória da saúde pública no Brasil”, declara o prefeito. O Ulysses Pernambucano foi o segundo hospital psiquiátrico criado no Brasil, no fim do século 19.

A prefeitura também anuncia projetos de mobilidade, para diminuir os impactos no trânsito da Avenida Conselheiro Rosa e Silva, onde o hospital está localizado. No mesmo terreno funcionam, também, o Hospital Municipal Pediátrico Helena Moura e o Centro Municipal de Tratamento e Prevenção do Álcool (CPTRA).

Fonte: JC - 05/06/11

Eduardo planeja fazer um novo porto em Pernambuco

O assunto estava sendo discutido em sigilo, mas a revista Veja deste fim de semana revelou a existência da negociação

Pernambuco pode ter um terceiro porto. Depois do de Recife e do de Suape, em Ipojuca, na Região Metropolitana, Itamaracá, no Litoral Norte do Estado, poderá receber infraestrutura para ancorar navios. O assunto estava sendo discutido em sigilo, mas a revista Veja deste fim de semana revelou a existência da negociação.

Neste domingo (5), o governador Eduardo Campos (PSB) confirmou que está discutindo a construção de um novo porto, mas não quis entrar em detalhes.

"Existe um debate sobre essa questão, mas nós vamos falar sobre isso amanhã", disse encerrando o assunto, em entrevista na Reserva Ecológica de Dois Irmãos, onde plantou mudas de Ipê, Sucupira, Pau Brasil e Visgueiro, abrindo a Semana do Meio Ambiente.

PRESERVAÇÃO - O secretário de Meio Ambiente, Sérgio Xavier (PV), disse que a discussão sobre o empreendimento ainda não chegou a sua pasta.

Já em relação ao Porto de Suape, no Litoral Sul, Xavier disse que o governo está traçando um plano para zerar o passivo ambiental da área. Além disso, ficou estabelecido um aumento de 48% para 59% para a área de proteção ecológica.

Hoje, dos 6.800 hectares de mata atlântica, apenas 2.100 hectares estão em boas condições. "Cinquenta e oito por cento deste total precisa de uma intervenção leve, basicamente manutençao. Os outros 42% exigem uma ação mais efetiva, com mais trabalho, mais acompanhamento", explicou o secretário.

Além disso, Xavier afirmou que está sendo trabalhado um plano de ação no entorno de Suape para que não haja um colapso dos serviços públicos.

Na semana passada foi criado um comitê para trabalhar a gestão integrada da região.
De acordo com o secretário, até o final de junho o plano apontando soluções estará definido.

Fonte: Daniel Guedes
Do Blog de Jamildo - 05/05/11

Recife concentra maior pólo de informática do país

Centro velho abriga o maior parque tecnológico de inovação do Brasil.
Empresas inventam novos softwares e conquistam clientes mundialmente.


Recife, em Pernambuco, concentra o maior pólo de informática do Brasil, com empresas que inventam novos softwares e conquistam clientes no mundo inteiro. A maioria delas está no centro velho, que abriga o maior parque tecnológico de inovação do Brasil.

São empresas que produzem sistemas que controlam hospitais, escolas, gerenciam bancos de dados e são responsáveis pela gestão financeira de multinacionais, além de programas de computador que acendem, desde um único semáforo, até grandes metrópoles.

Perto do marco zero da capital, funciona o porto digital, uma reunião de 200 empresas de tecnologia, que geram seis mil empregos e faturam R$ 700 milhões por ano. Nesses prédios históricos nascem novidades usadas no mundo inteiro.

A empresa criada por Ismar Kaufman, o primeiro a chegar ao local no fim dos anos 90, com apenas R$ 1 mil, hoje vale R$ 10 milhões. Desde o princípio, o empresário foi apoiado pelo Sebrae, que tem um projeto de desenvolvimento das empresas de tecnologia da informação.

“São quatro vertentes que o projeto trabalha. Trabalha a vertente da inovação, da integração, da capacitação técnica e gerencial e mercado. Especificamente em mercado, a ideia do projeto é prospectar novos mercados, tentando identificar para as empresas que fazem parte do APL as oportunidades externas”, afirma Péricles Negromonte, do Sebrae em Pernambuco.

A equipe de Ismar Kaufman é formada por 38 especialistas em computação. Eles criaram um programa que gerencia, sozinho, a manutenção e a operação de grandes empresas de energia, gás e transporte. O software está instalado em mais de 20 companhias, em todo o Brasil e é responsável por um terço da transmissão de energia elétrica no país.

“Se a gente buscar isso no dia-a-dia, deixar de fazer discurso e buscar isso na prática do dia-a-dia, a gente consegue, mesmo em empresas pequenas como a nossa, desafiar grandes multinacionais e liderar mercados como a gente tem liderado o mercado de transmissão de energia no brasil. E agora a gente está tentando outros mercados também”, diz Ismar Kaufman.

Há 10 anos, a empresa cria programas ou aluga mão-de-obra para clientes dos Estados Unidos. Agora, o software é usado pelos aeroportos de Cabo Verde, na África.

O Sebrae faz missões internacionais em busca de negócios para o porto digital.
“As empresas do porto digital já exportam. Isso gira em torno de um faturamento de R$ 154 milhões por ano só de exportação”, completa Negromonte.

Numa capacitação do Sebrae, os funcionários aprenderam melhores práticas no desenvolvimento de programas. O resultado foi uma redução de 56% na quantidade de erros. O Sebrae também ajudou a empresa a conseguir a certificação para os processos de teste do software.

“Isso trouxe ganhos muito grandes para os nossos clientes. A gente sabe exatamente quanto tempo vai testar cada funcionalidade, cada versão nova que a gente vai testar para os nossos clientes”, afirma Kaufman.

Estudantes

Os estudantes de computação também conseguiram espaço no mercado. O porto digital tem uma área exclusiva para o desenvolvimento de projetos. É uma incubadora onde 13 jovens empresas criam produtos inovadores.

Um deles já teve a qualidade reconhecida num prêmio nacional: um programa para pagar a conta em bares e restaurantes através do celular. Uma invenção de quatro colegas de faculdade.
“A gente pensou em alguma coisa para evitar essas filas. Foi daí que surgiu o produto”, diz Bruno Inojosa, empresário.

O sistema não é complicado. O cliente cadastra seus cartões de crédito no site da empresa. Quando for ao restaurante, basta fornecer o número do celular para o garçom.
Na hora de ir embora, checa a conta no aparelho e autoriza o pagamento.

“Aí ele recebe uma confirmação de que o pagamento foi realizado. o sistema financeiro do estabelecimento também recebe a confirmação. E já pode sair do estabelecimento sem precisar passar no caixa”, diz Bruno.

O grupo foi premiado na Campus Party, considerada o maior evento de inovação, ciência, criatividade e entretenimento digital de todo o mundo. Durante a feira, em São Paulo, eles ganharam R$ 100 mil para desenvolver o produto. O dinheiro vai ser investido em consultorias de segurança e no desenvolvimento de um sistema de vendas. A ideia é colocar o software no mercado no segundo semestre.

“A gente largou tudo, largou estágio. Está apostando nesse produto para sobreviver dele.
A gente quer lançar essa inovação no mercado e, se der certo, a gente vai com força total”, afirma Bruno.

Fonte: Do PEGN TV - 05/06/11

Cientistas mantêm antimatéria por tempo recorde na Suíça

Pesquisadores do Cern estudaram cerca de 300 antiátomos de hidrogênio.
Produzida em laboratório, antimatéria durou 16 minutos.


O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) anunciou neste domingo em Genebra que cientistas do grupo conseguiram pela primeira vez obter átomos de antimatéria durante mais de 16 minutos, um tempo suficiente para começar a estudar suas propriedades em detalhe.

"Conseguimos manter os átomos de anti-hidrogênio durante mil segundos. Isso é suficiente para poder começar a estudá-los, mesmo com a pequena quantidade deles que conseguimos captar até agora", disse o porta-voz do chamado experimento Alpha, Jeffrey Hangst, vinculado ao Cern.

O objetivo de produzir átomos de antimatéria é estudar por que a natureza se formou pela matéria. Durante o Big Bang – fenômeno que deu início ao universo –, a matéria e a antimatéria existiam em quantidades iguais.

A antimatéria, uma espécie de "espelho" da matéria, representa uma das grandes incógnitas do universo. Atualmente, ela parece ter desaparecido, e um dos desafios dos cientistas é conseguir entender o que ocorreu há 14 bilhões de anos, no momento da criação do universo.

A matéria e a antimatéria são idênticas, mas com cargas elétricas opostas, e se aniquilam quando entram em contato.

Segundo o Cern informou, os cientistas conseguiram estudar cerca de 300 antiátomos obtidos. A pesquisa permitirá comparar com precisão o átomo de anti-hidrogênio com o de hidrogênio e verificar as diferenças entre eles.

Além disso, os antiátomos produzidos poderão fornecer novos dados para medir a influência da gravidade na antimatéria.

Outra das consequências de capturar antiátomos durante um período longo de tempo é que o experimento Alpha poderá realizar com precisão as medidas necessárias para estudar simetrias, que na física descrevem como se desenvolvem os processos sob certas transformações.

Tudo isso permitirá que, no final do ano, se possa começar a fazer medições na antimatéria capturada, "de modo que se poderá, pela primeira vez, olhar dentro da estrutura do anti-hidrogênio, que é o elemento número 1 da tabela antiperiódica", explicou Hangst.

Fonte: Da EFE - 05/06/11

Reciclagem abre porta para mercado rentável em Barreiras, Bahia

População inova com a criação de produtos reciclados.
Vassouras, mesas e cadeiras estão entre os materiais mais produzidos.


A arte de transformar lixo em utensílios domésticos está atraindo muita gente no município de Barreiras, interior baiano.

Além de ter um papel fundamental na proteção ao meio ambiente, diminuindo o descarte de plástico, por exemplo, a reciclagem abre porta para um mercado muito rentável.

Achei que não tinha futuro, mas depois quando eu vi que o comércio estava aceitando bem eu me senti obrigado a enfrentar isso"José MarinhoA oficina de Tonivaldo Ferreira funciona no quintal de casa.

Para fazer cada vassoura que tem como material prima a garrafa pet, são gastos em média 40 minutos de produção.

Por dia são produzidas de 20 a 25 unidades. Ele começou a fabricar vassouras há quatro anos e há um ano e meio se tornou microempresário. Para conseguir a matéria prima de sua produção, ele recebe garrafas doadas.

“Nós trabalhávamos muito com o náilon e com a piaçava, só que gastávamos bastante, então veio à ideia. Como é um material resistente, enquanto uma vassoura tradicional dura em média três ou quatro meses, a vassoura de garrafa pet dura em média dois ou três anos”, diz o microempresário.

Se José aprendeu a técnica com o filho. No início ele não acreditava muito no negócio, mas com a aceitação do produto ele viu que dava certo. Hoje em dia ele está satisfeito com o resultado do trabalho e fica feliz em contribuir com o meio ambiente.

Sobre a produção com garrafas pet, seu José Marinho explica. “Achei que não tinha futuro, mas depois quando eu vi que o comércio estava aceitando bem eu me senti obrigado a enfrentar isso”.

Programa Colmeia

No galpão do ‘programa Colmeia’, retalhos de madeira, garrafas pet, cascas de coco, palha de milho e papel, viram cadeiras, mesas e muitas caixas e sacolas. Para o programa, a reciclagem também dá lucro. Hoje em dia o programa vende seus produtos em três lojas da cidade.
A consultora do projeto explica. “As pessoas que usufruam do projeto já tem participação da metade do que eles produzem. Eles podem levar para suas casas, vender. Eles podem dar o destino que cada um quer para o produto”.

Marco trabalhava em uma marcenaria e é daí, a habilidade com a madeira. Ele faz parte do ‘Colmeia’ e já é monitor. “Comecei a passar o que eu já tinha aprendido, mas eu quero aprender muito mais”, diz.

Hoje Maicon produz caixas com palha de milho. Ele tem 13 anos e conheceu o programa através da mãe. Essa foi uma alternativa de ter o que fazer no tempo em que não está estudando. O adolescente não quer parar por aí. “Quero aprender a mexer com bijuterias, couro e marcenaria”, diz o garoto.

Para quem separa os resíduos recicláveis e não sabe para onde destinar os materiais, o programa Colmeia tem a solução. “Nós vamos às casas das pessoas para pegar os materiais. Madeira, sobra de construções, forros de casa, móveis que estão sendo descartados. Tudo isso é reaproveitado dentro da oficina”.

Fonte: da TV Oeste - 05/06/11

Primeira estaca da Via Mangue em Recife será batida quinta-feira

Apontada como possível marca da gestão do prefeito João da Costa (PT), a Via Mangue começa a sair do papel nesta semana.

Na próxima quinta-feira, às 15h, o petista visitará o canteiro de obras da benfeitoria, instalado no início da Zona Sul do Recife, com o fim de assistir ao batimento da primeira estaca para a construção da avenida, que ligará o bairro do Pina às ruas que margeiam os canais de Setúbal e Jordão.

O início efetivo do corredor viário casa justamente com o momento de discussão da melhoria da mobilidade urbana do município. A gestão do prefeito João da Costa tem sido muito criticada nesse ponto.

Os principais partidos de oposição têm utilizado as inserções de televisão às quais têm direito para focar seus ataques aos problemas ocasionados pelo estrangulamento do trânsito do Recife.

"Quinta-feira, estaremos batendo a primeira estaca da Via Mangue", anunciou, empolgado, o gestor, há pouco, durante a cerimônia de lançamento do concurso público nacional de ideias para escolha do modelo que será aplicado no empreendimento do futuro Parque da Tamarineira, na Zona Norte do município.

Devido à série de entreves que se repetiram durante os processos elaboração de projeto, captação de recursos e licitação - que chegou a ser questionada por empresas que participaram do certame -, o prefeito João da Costa fez questão de destacar que não há, no momento, nenhum impeditivo para a execução dfa Via Mangue.

Conforme o gestor, a intervenção será iniciada na próxima quinta-feira e não sofrerá mais com paralisações. "Agora, começa e só termina quando acaba. É como diz o matuto", brincou o petista.

Fonte: Blog da Folha - 05/05/11

Cartilha ajuda a usar bem cartão de crédito

Material explica fatura e dá dicas para evitar dívidas

CAROL PACOBAHYBA

Com as novas regras para o uso do cartão de crédito, o consumidor deve estar atento quanto a melhor forma de usar este mecanismo de pagamento.

Cada vez mais popular nos estabelecimentos comerciais de todos os portes, o cartão é utilizado para pagar desde as grandes compras a prazo até o cafezinho da padaria, o que pode resultar em uma fatura incompatível com o orçamento no fim do mês.

Como forma de incentivar a educação financeira e orientar o consumidor, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), entidade representante do setor de meios eletrônicos de pagamento, está distribuindo em quase todos os estados brasileiros a cartilha “Cartão: A Dica É Saber Usar”, criada com o objetivo de contribuir para o uso consciente do cartão.

A cartilha apresenta, de uma forma didática e clara, aspectos básicos relacionados ao uso cartão de crédito, como processo de aquisição, contrato, limite de crédito, crédito rotativo, tarifas e formas de parcelamento.

“O material é ilustrado e traz informações detalhadas para que o consumidor entenda todos os itens que fazem par­te de uma fatura, além das obrigações do usuário, dicas de segurança, como evitar as dívidas e dicas para o uso consciente do cartão”, explica o superintendente executivo da Abecs, Fernando Barbosa.

Entre as principais orientações da cartilha, Barbosa destaca o controle dos gastos com o plástico. “O cartão é um instrumento de meio de pagamento, não é um salário.

O Ban­co Central definiu que o valor mínimo de pagamento é de 15% da fatura para não permitir que as pessoas se endividem tanto e gastem apenas um percentual da sua renda”, comenta Barbosa.

A jornalista Andressa Marques, 24 anos, fez seu cartão de crédito ainda na faculdade e conta que nunca perdeu o controle dos gastos. Ela conta que o segredo é anotar todos os gastos diariamente. “Como todo estudante, a minha renda não era alta.

Então eu precisava ter controle da minha mesada e como meus pais também são extremamente organizados com as finanças, então eu anoto todas as minhas compras em um caderno e guardo todos os canhotos”, revela.

Outra dica da cartilha da Abecs é evitar fazer compras parceladas com cobrança de juros.
“Se for para parcelar com juros é melhor não fazer a compra”, orienta Barbosa.
“Se em um momento de aperto você tiver que pagar menos do que o valor da fatura, pague o máximo que for possível ao invés de pagar só o mínimo sugerido na fatura e no mês seguinte quite o valor integral”, aconselha o executivo.

A cartilha “Cartão: A Dica É Saber Usar” ainda não está sendo distribuída em Pernambuco, mas é possível ter acesso ao conteúdo integral no site da Abecs (www. abecs.org.br/site/consumidores/cartilha/aspx).

Fonte: Folha PE - 05/06/11

Rio recolhe em cinco horas mais lixo das ruas do que o volume coletado na Estônia em um dia

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Números preliminares, divulgados pela organização não governamental (ONG) Atitude Brasil, revelam que em apenas cinco horas foram recolhidas pela população do Rio de Janeiro 12 toneladas de lixo em ruas e praças da cidade, dentro do movimento Limpa Brasil Let’s Do It

O mutirão mundial de conscientização das pessoas para o descarte correto do lixo chegou ao Brasil pela ONG Atitude Brasil. O Rio de Janeiro foi escolhido entre as sete maiores cidades brasileiras para iniciar a ação de mobilização social no país.

O material coletado foi encaminhado aos 20 Ecopontos distribuídos pela cidade. Ele será recolhido por cooperativas de catadores.

Segundo a organização do evento, o lixo coletado até o momento supera o volume recolhido em todo um dia na Estônia, onde o movimento Let’s Do It! foi realizado pela primeira vez pelo ambientalista Rainer Nõlvak, em 2008. Com a ajuda de 50 mil voluntários, ele conseguiu retirar 10 mil toneladas de lixo de praças, ruas e florestas

A ação terá continuidade em agosto em Brasília e Guarulhos (SP).

Edição: Fernando Fraga

Fonte: Agência Brasil - 05/06/11

Seguidores