segunda-feira, 18 de abril de 2011

POLO MÉDICO EM PERNAMBUCO E OS INCENTIVOS GOVERNAMENTAIS – por Augusto Saboia – 17/04/11

Por Augusto Sabóia

Especialista em Gestão e Políticas Públicas

Editor do Blog das PPPs

O Estado de Pernambuco já detém a marca de 2° pólo médico do pais e o 1° do Nordeste, com um parque hospitalar e clínico com profissionais e equipamentos comparáveis aos melhores centros do mundo.

Em nosso estado, todos os tratamentos, dos mais simples aos mais avançados estão à disposição de todos que vem de diversos estados e até do exterior, para obter um tratamento com qualidade e segurança.

Com essa realidade esta se formando um novo nicho de mercado no turismo, o chamado Turismo de Saúde, hoje perto dos grandes hospitais existem e estão sendo construindo vários hotéis, restaurantes e diversos serviços para atender as demandas dos familiares durante o tratamento de seus entes queridos.

Todos estes aspectos geram milhares de empregos e a tendência é que estes números aumentem muito mais nos anos que se seguirão.

Uma novidade nessa equação foi à aprovação de uma lei Estadual que isenta de ICMS na compra de equipamentos e peças para o setor hospitalar, a Prefeitura do Recife esta estudando a redução do ISS para toda a cadeia de serviços de saúde da cidade.

Estas duas ações podem levar nosso pólo médico a um desenvolvimento nunca antes imaginado, pois poderemos ser uma fonte de investimento até para grandes empresas de outros países.

O incremento desta atividade traz desenvolvimento tecnológico, humano, econômico e bem estar para a população.

Mas acho que todas essas ações governamentais não podem vir de graça para os grandes investidores da saúde em nosso estado.

Para conseguir estes benefícios o governo deve e tem a obrigação de exigir a responsabilidade social destes, pois não adianta dar benefícios que são pagos com o dinheiro da população através dos altos impostos sem uma contrapartida destes grandes conglomerados hospitalares, laboratórios e toda a cadeia que será beneficiada.

A saúde pública necessita de um reforço substancial para melhor atender a população, nossos hospitais públicos ao longo dos anos foram sucateados e a situação ainda é muito complicada, apesar da construção de novas unidades, a reforma de outras, as UPA´S e outras ações que o governo está tomando para melhorar a assistência as pessoas que não podem pagar planos de saúde ou tratamentos particulares que infelizmente é a esmagadora maioria.

A maior parte da população sofre com anos de descaso do poder público em prover condições mínimas de um tratamento digno e humano.

Nossas emergências e urgências são de fazer vergonha para um estado que nos últimos anos vem tendo um crescimento nunca antes imaginado, estamos em ritmo chinês, e serviços prestados a população de países de 5° mundo.

Esta situação tem que mudar com a mesma velocidade do desenvolvimento que hora atravessamos e que espero se mantenha sustentável e temos todas as condições para que isto venha a ocorrer.

Pernambuco saiu do marasmo, do esquecimento, do sucateamento em todas as áreas. Para um ciclo virtuoso de desenvolvimento em todas as regiões e a população mais carente não pode ficar fora deste novo ciclo, não temos o direito de lhes negar uma vida digna e melhor.

Os grandes hospitais e toda a cadeia da saúde particular que se beneficiarão destes incentivos não podem e o estado não deve permitir que os usem só para gerar mais lucro para seus controladores, eles tem que ser obrigados a colocar parte de suas instalações e equipamentos para ajudar a desafogar a demanda cada vez mais crescente da população que hoje infelizmente ainda é muito mal assistida pelos hospitais públicos.

Seria como uma Parceria Público-Privada de fato, não de direito, pois teria que estar atrelada a legislação vigente para as mesmas.

As pessoas quando pensam em PPPs a ligam sempre a grandes obras de infra-estrutura, como as que estão em execução de uma maneira muito competente em Pernambuco, hoje somos referência no pais neste tipo de concessão com projetos como Praia do Paiva, Arena Pernambuco e Cidade da Copa, os presídios em Itaquitinga que tornará possível a saída dos presídios da Ilha de Itamaracá, tornando aquela localidade num paraíso para o turismo em nosso estado, talvez um dos maiores pólos de atração, pois as belezas naturais são incomparáveis, a história impregnada em todos os cantos, será o nascimento da verdadeira Cancun do Brasil.

No meu modo de pensar PPP é muito mais que grandes obras, é toda a ação onde entes públicos, privados e a comunidade se unem para resolução de um problema que lhe aflige, podem ser de coisas simples como a reforma de uma praça, creche, escola até as grandes obras que citei.

Por isso o Governo não pode perder a oportunidade de impor as condições para estes benefícios, o lucro pelo lucro nada vale, “ A necessidade de muitos não pode se sobrepujada pela de poucos ou de um só”(Dr. Spock, seriado Jornada nas Estrelas) e este tem que ser o espírito deste benefício, se isto não for cobrado será um desperdício de dinheiro público e um crime contra a população, que já não agüenta tanto descaso e humilhação.

Espero que os empresários tenham a consciência de suas responsabilidade sociais, como temos exemplos do Hospital S.O.S Mãos e Parceiros, que todos os anos fazem mutirões para atender pessoas carentes, o IMIP com seus diversos serviços de atendimento a crianças e mães, a Fundação Altino Ventura com seu extraordinário serviço prestado na melhoria da visão das pessoas carentes.

São baseados nestes exemplos e outros que o estado deve cobrar dos que serão beneficiários, ações para melhoria de vida da população.

O Governo tem a responsabilidade maior de prover este atendimento, mas não pode com esta desoneração deixar de cobrar o engajamento de todos na melhoria da vida e saúde da população.

Private Spaceship Builders Split Nearly $270 Million in NASA Funds


Amazon Founder
Blue Origin's Goddard demonstration vehicle in mid-flight above its West Texas launch pad during a test launch on Nov. 13, 2006.
CREDIT: Blue Origin.

This story was updated at 5:03 p.m. EST.

NASA has tapped four private companies to receive grants totaling $269.3 million to spur the development of new commercial spaceships and rockets capable of launching astronauts on trips to the International Space Station.

The announcement today (April 18) concerned the second round of funding awards for NASA's Commercial Crew Development (CCDev) program, which aims to stimulate growth within the private sector to develop and demonstrate viable human spaceflight capabilities.

The Space Act Agreements between NASA and the four companies will begin this month and run until May 2012. [The Best Spaceships of All Time]

Of the winning companies:

  • The Boeing Company of Houston will receive $92.3 million, the largest of the NASA awards doled out today.

    Boeing has been a major NASA contractor on the space shuttle and International Space Station. The company will use the funds to mature its Crew Space Transportation-100 (CST-100) spacecraft to a preliminary design review stage.
  • Space Exploration Technologies (SpaceX) of Hawthorne, Calif., will receive $75 million to advance development of its side-mounted launch abort system and crew transportation capsule.

    SpaceX has successfully launched two of its Falcon 9 rockets, the latest in December carrying a prototype of its Dragon cargo ship. The company was founded by Internet entrepreneur Elon Musk, a co-founder of the online payment service PayPal. [Photos: SpaceX's 1st Falcon 9 Rocket Test]
  • Sierra Nevada Corp. of Louisville, Colo., snagged $80 million to further develop its Dream Chaser vehicle, a seven-person spacecraft, to a preliminary design review stage. Dream Chaser is a winged spaceship designed to launch atop an expendable rocket.
  • Blue Origin of Kent, Wash., will receive $22 million to further the development of its space vehicle design and pusher escape system. Blue Origin was established by Amazon.com founder Jeff Bezos and is developing the cone-shaped vertical launch vehicle New Shepard.

Closing the gap

NASA's CCDev efforts are part of the agency's transition to commercial services following the end of the space shuttle program later this year. After the shuttles stop flying, NASA will rely first on Russian spacecraft, and then on private companies, to carry humans to the International Space Station.

The agency's investment in commercial crew development is an attempt to close the gap in human spaceflight following the retirement of the shuttles.

"We're committed to safely transporting U.S. astronauts on American-made spacecraft and ending the outsourcing of this work to foreign governments," NASA Administrator Charles Bolden said in a statement.

"These agreements are significant milestones in NASA's plans to take advantage of American ingenuity to get to low-Earth orbit, so we can concentrate our resources on deep space exploration."

The program's second-round awards will be used to mature the companies' commercial crew space transportation system concepts, and further the design and development of the proposed spacecraft and launch vehicles. [Infographic: Spaceships of the World]

NASA is hoping to be able to fly commercial vehicles sometime in the middle of the decade, but the timeline will ultimately be determined by the maturity of the systems and the safety of the vehicle.

"It's safety that's going to drive when we're ready to fly," said Ed Mango, program manager of the commercial crew program at NASA's Kennedy Space Center in Florida, in a news briefing today. "That will be our highest priority in terms of schedule."

Stiff competition in the private industry

NASA received 22 proposals from the private industry for the second round of CCDev awards, said Phil McAlister, acting director of commercial spaceflight development at NASA Headquarters in Washington, D.C.

In February, the agency met with eight companies, including Alliant Techsystems (ATK), Blue Origin, Boeing, Excalibur Almaz, Orbital Sciences Corp., Sierra Nevada Corp., Space Exploration Technologies (SpaceX) and United Launch Alliance (ULA), to discuss their individual proposals.

"This was a very competitive selection," McAlister said. "We were very impressed with the quality of the proposals we received. Now that the selections have been made, the focus will shift on executing the Space Act Agreements."

Companies who did not receive NASA funding today are still encouraged to continue development on their systems, McAlister said, and the agency's next round of awards will again be opened to a new round of proposals.

The CCDev program began in 2009, and $50 million in first round awards were given to Boeing, Sierra Nevada, Blue Origin, United Launch Alliance and Sierra Nevada.

SpaceX and Orbital Sciences Corp. already have separate contracts with NASA to conduct cargo supply flights to the space station following the retirement of the orbiter fleet.

NASA's $1.6 billion deal with SpaceX calls for 12 cargo flights of the company's Dragon capsule to the space station through 2016. Orbital Sciences' $1.9 billion contract requires eight supply flights using the company's Cygnus capsule and Taurus 2 rocket.

Fonte: SPACE.com - 18/04/11

Walmart Is Crushing Its Ambitious Global-Responsibility Goals

crow on Walmark sign

Walmart, that bastion of cheap food, clothing, and everything in between, has corporate-responsibility goals that put every other big box retailer to shame. When Walmart asks its 60,000 suppliers to shape up, the world listens; a demanding packaging goal will have companies the world over scrambling to fit the requirements (for both Walmart and the inevitable copycat retailers that jack up their requirements later).

In Walmart's 2011 Global Responsibility Report, we get a glimpse at just how far along the company is in meeting its ultra-ambitious goals. It's making exceptional progress.

Goal: Reduce our global plastic shopping bag waste by an average of 33% per store by 2013 (2007 baseline)

Convincing people to part with their beloved plastic bags is no small feat (outside of San Francisco, of course, where bans are a way of life). But Walmart has managed to do it.

In 2010, the retailer cut down on plastic bag waste across its global operations by approximately 3.5 billion bags. This is a 21% reduction from the company's 2007 baseline--meaning the 2013 goal isn't out of the question.

In some California locations, Walmart is experimenting with nixing single-use plastic bags altogether (and offering reusable bags for a price)--a measure that is saving materials for Walmart and, to a degree, pissing off the locals (and biting Ikea). Now imagine if Walmart extended this plastic bag ban to all of its stores.

At first, customers might riot. But the power of Walmart's ubiquity is that eventually, this ban could shift the average customer's mindset; this new breed of Walmart customer might bring reusable bags for every shopping trip, even outside of the big box retailer. This wouldn't come close to eliminating the plastic vortex currently floating in the middle of the Pacific Ocean, but it would be a start.

Goal: We will partner with suppliers to improve energy efficiency by 20% per unit of production in the top 200 factories in China from which we directly source by 2012 (2007 baseline).

Believe it or not, Walmart has already managed to achieve this goal (with a little help from the Environmental Defense Fund). An impressive 119 factories have improved their efficiency by 20%--but the EDF told us recently that Walmart's goal isn't ambitious enough.

The organization believes that in many cases, factories can cut down on energy use by up to 60% with simple fixes. Unfortunately, Walmart asking its Chinese suppliers to increase energy efficiency probably won't inspire a sea change anytime soon; the EDF has had to deal with skepticism (initially, at least) during many of its factory visits.

Goal: In the U.S., Walmart will double sales of locally sourced produce, accounting for 9% of all produce sold by the end of 2015.

This goal, announced in October 2010, is still "in progress," according to Walmart. The chain says that it will measure success based on the amount of produce sales within the state of origin versus overall dollar amount of produce sales.

We think Walmart can reach this goal purely because it has the cash resources to do so. In October, the company explained that it intends to go so far as to expand cash crops in certain regions.

In Mississippi and Arkansas, for example, Walmart is using its hulk-like size to convince farmers to switch from tobacco and cotton (there is declining demand for these crops) to blueberry farming.

If Walmart wanted, we imagine, it could go far beyond a 9% goal just with the promise that farmers growing certain crops will get business from the company.

And this, needless to say, could change the crop landscape across the U.S. to include foods that are suited to the local climate. Still, we don't expect to see the people with "Buy Local" bumper stickers hitting up Walmart anytime soon.

Walmart's goals seemed almost too ambitious when they announce them. But never question Walmart; some of the goals might not have even bee ambitious enough.

Either way, Walmart wins. Cutting down on waste, increasing energy efficiency, and ramping up sales of local produce will save the company on fuel, energy costs, and materials--and in the end, make Walmart even more powerful than it already is.

[Photo from Flickr user Koonisutra]

Fonte: Ariel Schwartz - Fast Company - 18/04/11

Entra em vigor lei que proíbe uso de sacolas plásticas em Belo Horizonte

sacolas pl�ticas dever� ser trocadas por modelos biodegrad�eis em bh
A expectativa é de que cerca de 450 mil sacolas plásticas deixem de ser consumidas por dia na capital mineira/Foto: moriza

A Lei 9.529/08, que estabelece a substituição de sacolas plásticas convencionais por produtos ecológicos em lojas e supermercados de Belo Horizonte, começa a valer nesta segunda-feira, 18 de abril. A aplicação da medida também é direcionada para farmácias e padarias.

A legislação foi publicada no Diário Oficial do Município no último dia 13.

Os consumidores poderão comprar sacolas biodegradáveis, que causam menos danos ao meio ambiente, mas são mais caras do que as de plástico.

A expectativa é de que cerca de 450 mil sacolas plásticas deixem de ser consumidas por dia na capital mineira.

De acordo com o texto, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente ficará responsável por fiscalizar o cumprimento da lei. Os estabelecimentos que não respeitarem a regra receberão multa R$ 1.000,00, dobrada em caso de reincidência. Se a irregularidade persistir, o estabelecimento poderá ser interditado e até mesmo ter o alvará de localização e funcionamento cassado.

Polêmica, a lei desagradou boa parte dos representantes do setor, como foi o caso do Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida). “Acreditamos que o consumidor não deve ser penalizado com cobranças extras por estas embalagens, como está sendo feito na capital mineira”, afirmou Miguel Bahiense, presidente da entidade.

Bahiense defendeu que a sacola plástica é reutilizada pelo consumidor para acondicionar o lixo doméstico, assim como para outros tantos usos, o que representa economia. “Na falta dessa embalagem, o consumidor deverá comprar sacos de lixo?”, questionou o executivo.

Ele reforçou, ainda, que embalar o lixo em plástico é uma recomendação dos órgãos de saúde do país, para que se evitem contaminações.

A cobrança das sacolas em supermercados do município será discutida no dia 26 de abril em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor.

Participarão da reunião representantes do Procon Municipal, Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor e Associação Mineira de Supermercados.

Fonte: EcoD - 18/04/11

Projeto BioFORT avança com pesquisas no Nordeste


Saulo Coelho
Projeto BioFORT avança com pesquisas no Nordeste

Semíramis Rabelo Ramalho Ramos trabalha há cerca de vinte anos com a cultura da abóbora. Tempo suficiente para que a pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE) se apaixonasse pela cultura.

E foi justamente essa paixão e a certeza de que a abóbora é uma hortaliça de ampla aceitação e consumo tradicional da população, principalmente a Nordestina, que fez com que a pesquisadora da área de recursos genéticos batalhasse para incluir a abóbora no projeto de biofortificação de alimentos – BioFORT.

A pesquisadora explica que desde a primeira vez que ouviu uma palestra sobre a biofortificação, ministrada pela pesquisadora Marilia Nutti, ficou tentada a sugerir a inclusão da abóbora nos projetos.

“Ela tem elevados teores de carotenóides e possui vitaminas do complexo B; sais minerais, como o cálcio e o fósforo; além de ter propriedades laxativas e diuréticas”, explica a pesquisadora, acrescentando que a abóbora ainda tem a vantagem de possibilitar diferentes formas de preparo, tanto cozida quanto crua, para o consumo.

Todas essas características foram apresentadas com veemência durante a 2ª Reunião Anual de Biofortificação, realizada em 2007, no Rio de Janeiro, pela pesquisadora.

A partir daí, a abóbora passou a fazer parte do projeto coordenado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, junto com o arroz, feijão, milho, mandioca, feijão-caupi e batata-doce.

Vencida a batalha da inclusão da hortaliça, as pesquisas se voltaram para a identificação, seleção e avaliação de acessos locais de abóbora com boas características agronômicas e alto teor de carotenóides pró-vitamínicos A.

O trabalho então começou a ser feito em parceria com a Embrapa Semiárido. “Aliamos essas pesquisas a outros projetos em andamento na Embrapa Tabuleiros Costeiros, com a participação efetiva dos agricultores dos estados de Sergipe e Bahia no processo de seleção.

Já identificamos dentro das variedades crioulas, acessos de abóbora que apresentaram valores máximos de até 460 microgramas por grama.

A partir do BioFort, as pesquisas com a abóbora foram além da dimensão agronômica e das características comerciais, como cor de polpa, formato, brix e matéria seca. “

Estou muito satisfeita porque a cultura passa a ser estudada também pelo aspecto nutricional”, conta a pesquisadora. Ela explica que os próximos passos serão os estudos de retenção de carotenóides e a biodisponibilidade do nutriente no organismo. Estas pesquisas serão feitas pelos parceiros Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de São Paulo (USP) e Embrapa Agroindústria de Alimentos.

Produtos

Durante os trabalhos no campo, a pesquisadora Semíramis Ramos percebeu a necessidade de ampliar o conhecimento dos agricultores sobre as formas de consumo da abóbora. “É preciso incentivar a diversificação do consumo, já que a hortaliça é muito versátil. Pode-se aproveitar o fruto, flores, folhas e sementes”, explica a pesquisadora.

Uma primeira experiência para incrementar a diversificação deste consumo foi realizada em 2008, com agricultores dos municípios de Simão Dias e Carira, localizados no Agreste sergipano. A parceria com o programa Sesi Cozinha Brasil, Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e o Movimento dos SemTerra (MST) possibilitou a realização do curso “Educação alimentar: aprendendo a preparar novas receitas com abóbora”.

“Houve um retorno muito bom dos agricultores, inclusive dos integrantes das suas famílias, o que mostra que é possível, por meio da divulgação da informação e treinamento, incentivar novas formas de consumo”, conta Semíramis.

Para a pesquisadora, participar do BioFORT tem sido uma forma de dar um retorno aos agricultores que sempre contribuíram com as ações da Embrapa e trabalham com a cultura da abóbora, principalmente no Nordeste.

“Eu já percorri praticamente todos os estados nordestinos, ao longo destes anos, em função dos trabalhos com recursos genéticos de cucurbitáceas, principalmente as abóboras. Este projeto é muito bonito e tem um diferencial muito importante.

Ele perpassa as questões agronômicas porque também pensa na nutrição, ou seja, possibilita pensarmos num retorno concreto para os agricultores ao tentar fechar o ciclo: produção, comercialização, consumo e nutrição”, conclui Semíramis Ramos.

Reunião

A IV Reunião de Biofortificação no Brasil está confirmada para o período de 10 a 15 de julho deste ano, no centro de convenções do Rio Poty Hotel, em Teresina. São esperados pelo menos 200 participantes entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros, que são membros da rede de biofortificação no Brasil, América Latina e Estados Unidos; ligados à cadeia de produção do arroz, abóbora, feijão, feijão-caupi, mandioca, milho, batata-doce e trigo.

Devem participar também professores, estudantes, extensionistas, técnicos de agroindústrias e empresários. O comitê técnico-científico do evento prevê, no mínimo, a apresentação de 100 trabalhos na forma de pôsteres. Os trabalhos serão publicados na forma de resumos expandidos nos Anais da reunião. Eles serão disponibilizados em CD-ROM e no site do Projeto BioFORT, no endereço http://biofort.ctaa.embrapa.br.


Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju – SE)
Gislene Alencar MTb/MG 05653 JP
gislenealencar@cpatc.embrapa.br
Contatos: 79 4009-1381

Fonte: Embrapa - 18/04/11

Porto Digital em Recife lança Manual de Responsabilidade Social para empresas do Parque

O Porto Digital promove na próxima terça-feira (19), o lançamento do Manual de Responsabilidade Social Empresarial do Porto Digital.

O evento de lançamento acontecerá a partir das 18 horas no auditório do Porto Digital, localizado na Rua do Apolo, 181, no Bairro do Recife.

A política de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) é um conjunto de iniciativas para o desenvolvimento da ética e transparência nas relações com todas as partes interessadas do negócio, como acionistas, colaboradores, fornecedores, governo, sociedade e meio ambiente.

Para elaboração deste material foi montado um Comitê que incluía as empresas do Parque e instituições de RSE. Os itens de destaque do manual abordam temas como acessibilidade, inclusão de jovens vulneráveis no mercado de trabalho e o tratamento dos resíduos eletroeletrônicos.

Para o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya, o lançamento do manual é motivo de orgulhoso para todo o Parque, pois o Porto Digital tem um forte compromisso com a responsabilidade social.

“Hoje o parque conta com diversas ações em andamento, muitas delas em parceria com várias empresas do nosso ecossistema. Era chegada a hora de abordar esse conjunto de ações de forma sistêmica, sob uma política unificada de Responsabilidade Social Empresarial do Porto Digital”, defende Saboya.

Fonte: Porto Digital - 18/04/11

Parceria do SESI rende reforço de escolaridade para trabalhador em Pernambuco

O SESI inicia, nesta segunda-feira (18), novas turmas do Programa de Desenvolvimento de Mão de Obra (PDMO), iniciativa da entidade em parceria com a Petrobras para reforçar a escolaridade de trabalhadores contratados pela empresa.

Outros dois grupos já começaram a receber aulas na unidade do SESI no Cabo em março e, com essas três novas turmas, serão cerca de 150 alunos que vão atualizar até o primeiro trimestre deste ano, conhecimentos em português, matemática, lógica e noções de saúde, segurança e meio ambiente.

Empresas interessadas em desenvolver um serviço personalizado de elevação de escolaridade podem ligar para a unidade no (81) 3521-0227 ou e-mail gabriela.araujo@pe.sesi.org.br.


De acordo com o gerente do SESI Cabo, Paulo Lyra, a parceria entre o SESI e a Petrobras existe desde 2008, e até agora 300 trabalhadores já retomaram os estudos. "Inicialmente fazemos um diagnóstico com os industriários para constatar o nível real de entendimento.

Muitos não conseguem interpretar o que leem", afirma. Ainda segundo Lyra, o PDMO dura oito meses, com ensino de 1ª a 4ª série do ensino fundamental, utilizando o método 'transversal', que mescla assuntos gerais abordados em questões de português, lógica e matemática.

O superintendente do SESI/PE, Ernane Aguiar, afirma que "o foco da entidade é preparar o trabalhador para as demandas de mercado e que, melhorando o nível educacional, transforma-se também a qualidade de vida dos industriários".

Fonte: FIEPE - 18/04/11

INSTITUTO PELÓPIDAS SILVEIRA REALIZA SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE MOBILIDADE E SUSTENTABILIDADE EM RECIFE

Nos dias 25, 26 e 27 de abril, no prédio da Porto Digital, antigo edifício-sede do Bandepe, no bairro do Recife, o Instituto da Cidade Pelópidas Silveira (ICPS) da Prefeitura de Recife, o Consulado Geral da França para o Nordeste e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) realizam o Seminário Internacional Mobilidade e Sustentabilidade.

O objetivo do encontro é trocar conhecimentos e experiências entre a França e o Brasil no desenvolvimento sustentável.

Duas importantes preocupações para a cidade do Recife e Região Metropolitana (RMR) são a mobilidade urbana e a sustentabilidade. A Capital vive atualmente um momento de alto crescimento econômico e que traz grandes desafios. A organização da Copa do Mundo de Futebol de 2014 – que tem o Recife como uma das cidades-sedes – é um deles.

Mobilidade Urbana e a Sustentabilidade serão assuntos tratados no Seminário que terá como palestrantes, Milton Botler, presidente do Instituto Pelópidas Silveira; Pierre Fernandez, Adido Cultural da França do Nordeste; professores de Arquitetura da Universidade de Paris-Est, na França; além de expositores da Universidade Federal de Pernambuco.

Plano de Mobilidade – Lançado em fevereiro deste ano, o Plano de Mobilidade do Recife, desenvolvido pelo Instituto da Cidade do Recife, tem como objetivo promover a alimentação do Sistema Estrutural Integrado (SEI) e reduzir as situações de isolamentos da população, dando acesso aos serviços de saúde, educação, lazer e oportunidades de trabalho e renda. Assim, criando interação dos deslocamentos de pessoas e bens, a partir da melhoria na infraestrutura da malha viária recifense.

Instituto da Cidade do Recife Engenheiro Pelópidas Silveira - nasceu com o objetivo de pensar o Recife do Futuro. Uma cidade moderna, que tenha como premissas a preocupação com o bem-estar de seu cidadão, com o meio ambiente, as áreas de interesse histórico-social e com o crescimento ordenado e sustentável, respeitando as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor.

Confira aqui a programação completa do Seminário

Fonte: Portal PCR - 18/04/11

Govt mulls involvement of peopole in public private partnerships in India

NEW DELHI: To allay citizens' fears about public private partnerships (PPP) in services like water supply and healthcare, the government plans to add another P to the PPP framework - People.

The approach paper for the 12th Five-year Plan , to be shared with Prime Minister Manmohan Singh this Thursday, recommends that people must have a central role in deciding the structure and monitor the progress of PPP projects in areas of essential public services.

"Wherever PPPs have worked around the world, people had a say in the quality and even delivery of services," a Planning Commission member told ET. "So we really must be talking of People Public Private Partnerships ( PPPPs )) instead of plain vanilla PPPs," he said.

While people may not have a direct stake in infrastructure projects like highways, their role can be crucial in PPPs for public services delivery. "If people's needs or paying capacities are not fully considered in the structure or pricing of PPP projects, especially in basic services like water, sanitation or electric supply, the purpose is defeated," the Commission member explained.

Line ministries are quite enthusiastic about the idea.

An urban development ministry official said deciding the correct role for private partners in PPPs is as critical as handling tariff hikes which can be very emotional issues in projects like water supply.

In isolated pockets of the country, PPPP-style projects have already worked well. For instance, Tamil Nadu is now replicating a successful PPP project in Alandur, a Chennai suburb, where a sewage system was built from scratch with capital from the state government, the private contractor and 5,000 from every household.

In fluoride-affected districts of Rajasthan like Jhunjhunu, operation and maintenance of water supply projects is done by the people themselves. Local villagers are willing to pay more tariff than paid by Jaipur residents, even though the project provides water only at public stand-posts.

"Involving people at the conception stage of a PPP project can improve its prospects," the urban development ministry official said.

Whether private partners are roped in for operations and maintenance of a project or for billing and collections, is a decision the appropriate government - state or local municipal body - can take in consultation with the people. In some projects, people's role may be absolutely central while it could be secondary in others.

"The concept of PPPP is a very rich and it is evolving around the world," the Planning Commission member said. "There will be variations between urban and rural needs and many different models may emerge," he added.

Fonte: Economic Times - 18/04/11

‘Public-private partnership can solve residential problems’ in Pakistan

ISLAMABAD: National Assembly (NA) Acting Speaker, Faisal Karim Kundi, said that public-private partnership (PPP) is necessary to overcome residential problems in the country.
He expressed these views on Monday while addressing an inaugural ceremony of Sui gas supply scheme to Gulshan-e-Sehat Housing scheme in Islamabad.

A large number of members of the housing scheme, notables of the area and media persons were present on the occasion.

While addressing the ceremony, Kundi said that the present democratic setup is following the vision of Benazir Bhutto and is committed to providing shelter to each and every citizen.

“The government had introduced various policies to encourage the private sector to invest in the housing sector,” he said. Investment in the housing sector will not only resolve housing problems but also create job opportunities and help in generating economic activity in the country, Kundi said.

He said that the private housing societies were playing an important role in resolving the residential problems in Islamabad. Sadly, however, some elements were deceiving the people in the name of housing societies. He underlined the need to evolve a strategy to stop these malpractices.

He said that currently the country is facing a shortage of energy. “Allah Almighty has bestowed Pakistan with unlimited resources of coal, gas, water and solar energy. However, these resources had never been properly explored,” he said.

Kundi said that the government was striving hard to overcome the energy crisis for which support from the masses was necessary. “Collective efforts are needed to tackle the energy crisis,” he said.

While answering a question regarding implementation of recommendations of the Special Committee on National Assembly Employees Cooperative Housing Society (NAECHS), Kundi said that no one will be allowed to misuse the hard earned savings of the employees of the NA and recommendations of the committee will be implemented.

“The persons found guilty had filed a petition in the Islamabad High Court (IHC),” he said, adding that the NA legal team was pursuing the case in the court and after the stay order’s disposal, action will be taken against the concerned persons.

Separately, Kundi appreciated the efforts of the Gulshan-e-Sehat management regarding their excellent development work and assured them of his full support in resolving the problems being faced by the area’s people.

Fonte: Daily Times - 18/04/11

Public-private partnership eyed for railways revival in Philippine

THE government is eyeing a private-public partnership (PPP) in the proposed P16-billion revival of Panay railways after the Regional Development Council (RDC) approved the project as one major infrastructure development in Panay Island.

The RDC infrastructure committee, chaired by Iloilo City Mayor Jed Patrick Mabilog, endorsed the project during the council's first quarterly meeting held in Roxas City, Capiz last April 16.

Do you know where to buy the cheapest rice in Cebu City? Join our discussion on Facebook.

Mabilog said the project will be forwarded by the National Economic Development Authority to the PPP center in Manila for possible enclosure on foreign investments.

He said the project is expected to boost economic and tourism development efforts in Panay Island.

The Panay railway system was established in 1906 in Iloilo and became a major mode of transportation of Iloilo and Capiz provinces. During the Marcos regime, the railway system was expanded to serve the needs of the sugar industry in Iloilo but was soon neglected after Marcos stepped down from power.

The call for its revival was spearheaded by former House Speaker Jose de Venecia in 2003, but it never materialized for lack of funding support from the National Government.

(Lydia C. Pendon)

Fonte: Sun.Star - 18/04/11

Public-private partnership eyed for railways revival in Philippine

THE government is eyeing a private-public partnership (PPP) in the proposed P16-billion revival of Panay railways after the Regional Development Council (RDC) approved the project as one major infrastructure development in Panay Island.

The RDC infrastructure committee, chaired by Iloilo City Mayor Jed Patrick Mabilog, endorsed the project during the council's first quarterly meeting held in Roxas City, Capiz last April 16.

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Mabilog said the project will be forwarded by the National Economic Development Authority to the PPP center in Manila for possible enclosure on foreign investments.

He said the project is expected to boost economic and tourism development efforts in Panay Island.

The Panay railway system was established in 1906 in Iloilo and became a major mode of transportation of Iloilo and Capiz provinces. During the Marcos regime, the railway system was expanded to serve the needs of the sugar industry in Iloilo but was soon neglected after Marcos stepped down from power.

The call for its revival was spearheaded by former House Speaker Jose de Venecia in 2003, but it never materialized for lack of funding support from the National Government.

(Lydia C. Pendon)

Fonte: Sun.Star - 18/04/11

Especialistas debatem parcerias público-privadas de fomento ao crescimento económico em Angola

Nos dias 27 e 28 de Abril, no Hotel de Convenções de Talatona, em Luanda, realiza-se uma conferência promovida pela iiR Angola, intitulada "PP & Project Finance", onde serão analisados os benefícios das parcerias público-privadas (PPP) como motor de fomento da economia angolana e estratégias de contenção e controlo de riscos associados a estas relações entre os sectores público e privado.

O desenvolvimento das parcerias público-privadas permitirá não só ampliar as bases de financiamento sem agravar os níveis de endividamento do Estado, como repartir riscos e responsabilidades com os investidores.

O encontro contará com a intervenção de honra do Ministro da Economia da República de Angola, o Dr. Abrahão Pio dos Santos Gourgel, que irá falar sobre as orientações estratégicas para o desenvolvimento das PPPs.

No âmbito desta conferência será realizado também um seminário específico sobre auditoria pública do sector empresarial do Estado e das parcerias público-privadas, a decorrer nos dias 28 e 29 de Abril.

Fonte: Fonte: iiR Angola/ Press Release - 18/04/11

34 projectos transfronteiriços para os próximos três anos recebem 5,6 milhões em Portugal


A Região Centro está envolvida em 34 projectos de cooperação transfronteiriça com as regiões espanholas de Castilla y León e Extremadura, que nos próximos três anos envolverão um apoio comunitário de 5,6 milhões de euros.

De acordo com uma nota hoje divulgada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), que este ano preside à Comunidade de Trabalho Região Centro-Castilla y León, os projectos aprovados enquadram-se no Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP 2007-2013).

Contemplam 61 participações de entidades da Região Centro, de sectores diversificados, onde figuram câmaras municipais, associações de municípios, empresas municipais, centros tecnológicos, universidades e institutos politécnicos, associações empresariais e vários organismos da Administração Central, acrescenta.

Dos 34 projectos aprovados 20 correspondem à cooperação Centro-Castilla y León e 14 a projectos de cooperação Alentejo-Centro-Extremadura.

"Vêm criar as condições de base para dar uma nova dinâmica às Comunidades de Trabalho que a CCDRC constituiu com as regiões vizinhas de Castilla y León e Alentejo e Extremadura (EUROACE), através das respectivas Comissões Sectoriais, que podem agora executar as actividades que programaram", sublinha a CCDRC.

Com Castilla y León destacam-se os projectos de cooperação entre os portos de Aveiro e Figueira da Foz e as plataformas logísticas daquelas duas regiões, bem como a criação de uma rede entre as cidades de Aveiro, Figueira da Foz, Coimbra, Viseu e Guarda, Ciudad Rodrigo, Salamanca, Valladolid, Burgos e Miranda del Ebro.

Inclui-se ainda a cooperação entre as três Universidades da Região Centro (Aveiro, Coimbra e Beira Interior) e as Universidades de Castilla y León, envolvendo ainda o Conselho Empresarial do Centro, para valorizar a capacidade de criação de conhecimento e a transferência de tecnologia.

A cooperação entre o Turismo do Centro de Portugal, o Turismo Serra da Estrela e a Direcção Geral de Turismo de Castilla y León, para a criação de novos produtos turísticos conjuntos, nomeadamente ao nível eno-gastronomia, é outro dos projectos aprovados.

No caso da Euroregião Alentejo-Centro-Extremadura (EUROACE), dos 14 projectos aprovados, destacam-se a cooperação no âmbito do território do Tejo Internacional, envolvendo entidades das três regiões, como as câmaras municipais da Beira Interior Sul, o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, ou a Naturtejo, e a criação de uma rede de inovação de desenvolvimento tecnológico.

Pretende-se, com a Rede de Investigação Transfronteiriça Extremadura-Centro-Alentejo, promover a aproximação entre instituições das três regiões para fomentar a participação dos centros tecnológicos e das universidades em projectos comuns de grande dimensão.

Fonte: OJE/Lusa - 18/04/11

Programa oferece bolsas de estudo internacionais de 5 mil euros para brasileiros

Rio de Janeiro - O Banco Santander lançou a segunda edição do Programa Fórmula Santander, que oferece de bolsas de estudo internacionais a universitários de graduação e pós-graduação do Brasil, Espanha e Reino Unido.

São 300 vagas de estágio em instituições de ensino superior da América do Norte, Ásia e Europa. Deste total, cem bolsas são para estudantes brasileiros, cem para espanhóis e mais cem para britânicos.

Cada bolsa de estudo é de 5 mil euros para despesas de matrícula, transporte, sustento e hospedagem dos universitários.

O anúncio foi feito pelo presidente do Banco Santander, Emilio Botín, em Xangai, na China, com a presença de pilotos de Fórmula 1 da Ferrari (Felipe Massa e Fernando Alonso) e McLaren (Lewis Hamilton e Jenson Button), equipes patrocinadas pela instituição.

O banco desenvolver o programa de bolsas dentro da divisão Santander Universidades. Os alunos são selecionados de acordo com as notas e o envolvimento deles com as universidades onde estudam.

O programa reúne 150 universidades da América do Norte, Ásia e Europa que podem receber os estudantes.

No ano passado foram 21 mil pedidos de bolsas. Um encontro com representantes do programa Santander Universidades e representantes das universidades brasileiras na próxima semana, em São Paulo, vai definir quais as cem instituições do país, públicas e privadas, que vão participar do programa.

Fonte: Da Agência O Globo - 18/04/11

Turismo de incentivo será novo foco do Convention Bureau em Pernambuco

O organizador de eventos Paulo Menezes substitui o hoteleiro Otávio Meira Lins. Imagem: Thiago Falcao/RCVB/Divulgação
Imagem: Thiago Falcao/RCVB/Divulgação
O organizador de eventos Paulo Menezes substitui o hoteleiro Otávio Meira Lins. Imagem: Thiago Falcao/RCVB/Divulgação

O organizador de eventos Paulo Menezes será o novo presidente do Recife Convention & Visitors Bureau (RCVB) nos próximos dois anos. Ele substitui o hoteleiro José Otávio Meira Lins, que esteve à frente da entidade nos últimos quatro anos. O novo presidente assume com o desafio de continuar as ações desenvolvidas pela gestão atual – incluindo resultados expressivos na captação de eventos para o estado. Em quatro anos, foram captados 331 eventos.


“Entre as estratégias para os próximos anos está o foco no turismo de incentivo. Queremos colocar o estado neste mercado, cujo visitante gasta até 15 vezes mais do que o turista de lazer”, explicou Menezes, detalhando que nestes gastos estão incluídos a hospedagem e toda a programação paga pelas empresas patrocinadoras das viagens.

O RCVB firmou uma parceria com a Associação Brasileira de Marketing Promocional, que inclui o turismo de incentivo, para desenvolver ideias de pacotes de viagens para este público.

O agora ex-presidente do RCVB José Otávio Meira Lins lembra que Pernambuco tem um grande diferencial em relação a outros locais por contar com uma vasta riqueza cultural.

“Temos muitos atrativos que só existem aqui e nos fazem diferentes em muitos aspectos. O turismo de incentivo tem esse objetivo de encantar o visitante, normalmente muito exigente também”, completa.

A meta do RCVB é treinar o trade de turismo, incluindo as agências de viagens, para vender pacotes direcionados para motivar funcionários de empresas a alcançarem determinados resultados.

“Nos Estados Unidos, este mercado movimenta em torno de US$ 46 bilhões por ano, com cerca de 34% das empresas que atuam com esse tipo de premiação”, explica a diretora-executiva do RCVB, Tatiana Menezes.

Em relação especificamente ao turismo de eventos e negócios, o segmento atraiu 724.500 turistas entre 2007 e 2011, gerando um faturamento de R$ 1,5 milhão em diárias de hotéis e injetando na economia do estado recursos estimados em R$ 1,1 milhão.

Fonte: Por Juliana Cavalcanti, da redação do Diario de Pernambuco - 18/04/11

Governo cadastrará igrejas e organizações não governamentais para receber armas

Igrejas e organizações não governamentais vão funcionar como postos de coleta de armas na Campanha do Desarmamento, que terá início no dia 6 de maio, além das delegacias de Polícia Civil, do batalhões de Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e das unidades das Forças Armadas.

O Ministério da Justiça vai credenciar as igrejas e organizações que poderão receber as armas. Cada local terá a presença de policiais. Com o apoio dessas entidades, o governo federal quer facilitar a entrega de mais armas por parte dos brasileiros.

“Qualquer brasileiro poderá devolver sua arma e receber a indenização devida e contribuir com um Brasil mais seguro”, disse o secretário executivo do ministério, Luiz Paulo Barreto.

A lista com as igrejas e organizações autorizadas será divulgada na página do ministério na internet. No próprio posto de coleta, a arma será inutilizada – será quebrada por uma marreta, por exemplo.

A participação dessas instituições na rede nacional de recolhimento das armas foi definida hoje (18) na primeira reunião do conselho responsável pela campanha, formado por representantes do governo federal e da sociedade civil.

Fonte: Da Agência Brasil - 18/04/11

Governo neutralizará eventual alta da gasolina com Cide

O governo está disposto a reduzir a tributação sobre os combustíveis para impedir que uma eventual elevação dos preços nas refinarias chegue ao varejo, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliando não ser necessária uma alta imediata.

Segundo ele, o governo poderá reduzir a tarifa chamada Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina e o diesel para compensar um eventual aumento do preço destes combustíveis na refinaria, se a Petrobras decidir fazê-lo.

"Em algum momento a Petrobras poderá ter que elevar os preços, mas iremos neutralizar isso com a queda da Cide", disse Mantega a jornalistas após participar de um evento com analistas e investidores em Nova York.

A estratégia já foi usada anteriormente pelo governo federal e nos últimos dias circularam comentários na mídia de que possivelmente voltaria a ser utilizada, já que a equipe econômica busca aliviar pressões inflacionárias e um aumento dos combustíveis no varejo seria bastante indesejável.

Mas Mantega acredita que não chegou o momento, ainda, de a estatal mexer nos valores na refinaria. "Não é necessária uma alta imediata dos preços da gasolina", afirmou, acrescentando que os valores do combustível para os consumidores poderão cair um pouco nas bombas com o avanço do processamento da safra de cana-de-açúcar.

Como a gasolina contém 25% de etanol anidro, o aumento do processamento da safra e o consequente crescimento da oferta desse produto no mercado poderá derrubar seu preço, redução que também impactaria o valor da gasolina proporcionalmente.

A Petrobras mexeu nos preços dos combustíveis pela última vez em junho de 2009, quando reduziu a gasolina em 4,5% e o diesel em 15%, já que os valores do petróleo haviam caído bastante no mercado internacional seguindo a crise financeira global.

Na ocasião, o governo elevou a Cide e praticamente anulou qualquer mudança no valor destes combustíveis nos postos.

Na última vez em que a Petrobras aumentou a gasolina e o diesel, em maio de 2008 (10% e 15%, respectivamente), o governo havia reduzido a Cide, também evitando mudanças dos preços na bomba.

A Petrobras enfrenta um cenário desafiador no mercado local em relação à gasolina, já que a demanda cresceu muito devido aos elevados preços do etanol nos últimos meses, que fizeram os donos de carros flex se afastarem do biocombustível.

A estatal precisou importar nafta, para elevar o volume de produção de gasolina em suas refinarias, e mesmo comprar diretamente gasolina no exterior, a preços elevados.

Fonte: Reuters News - 18/04/11

Trem-bala também poderá ser usado para transporte intermunicipal de passageiros, diz ANTT

A construção de uma linha de trem de alta velocidade (TAV) ligando as cidades do Rio de Janeiro e de Campinas pode ser uma alternativa para o transporte intermunicipal de passageiros nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, estações construídas ao longo da ferrovia podem interligar municípios e reduzir o uso de automóveis e ônibus.

Durante seminário para debater o projeto do primeiro trem-bala brasileiro, realizado nesta segunda-feira (18) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Figueiredo disse que a concorrência pública para a construção e a operação do trem exigem ferrovias que comportem trens de alta velocidade.

Isso não impede, porém, que essas linhas sejam usadas também por trens mais lentos, que farão viagens mais curtas dentro de uma mesma região.

“O projeto do TAV prevê algumas paradas obrigatórias. Agora, onde a empresa vencedora quiser construir outras estações, pode construir”, afirmou Figueiredo, após participar do seminário. “Provavelmente, teremos uma estação em Resende, em Volta Redonda, em Taubaté, em São José dos Campos, em Aparecida do Norte e em Guarulhos.”

De acordo com Figueiredo, o maior número de estações ajuda a empresa a aumentar seu faturamento, pois aumenta o acesso ao trem-bala. Isso ainda não inviabiliza o projeto do governo federal de criar uma ligação rápida entre Campinas, São Paulo e Rio.

“No Japão, o trem de alta velocidade tem paradas a cada 30 quilômetros. Você não precisa de todos os trens parando em todas as estações. Você pode ter serviço que para em duas estações, um que para em três, um que para em dez”, explicou ele. “Nos estudos que fizemos, nós temos, no horário de pico, a cada 20 minutos um trem direto e, a cada 20 minutos, um trem regional.”

Figueiredo acrescentou que o atendimento regional do TAV faz parte de um plano do governo de incluir as ferrovias no sistema de transporte de pessoas. Além do TAV, linhas de trens de carga em construção também já estão sendo projetadas para serem usadas no transporte público. “Nós vamos explorar essa possibilidade”, disse Figueiredo.

O secretário de Transportes do estado do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, apoiou o projeto do governo federal e disse que o trem-bala muda o modelo do transporte de passageiros entre São Paulo e Rio. “O trem quebra o paradigma de transporte desta megalópole que será São Paulo-Rio de Janeiro”, disse Lopes.

O secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Jurandir Fernandes, afirmou que o governo paulista já estuda formas de interligar as linhas de trens e metrôs já existentes ao TAV. Ele também apoiou a construção do trem-bala e sua utilização no transporte regional. “Estamos convencidos de que vale a pena lutar por essa proposta”, afirmou.

Figueiredo, da ANTT, disse que o leilão para construção do TAV ocorrerá em julho. A construção da ferrovia deve começar no segundo semestre de 2012 e a expectativa é que até 2018 o trem-bala já esteja operando.

Fonte: Agência Brasil - 18/04/11

Brasil atrai cada vez mais investimentos estrangeiros de alta tecnologia

Tradicional exportador de matérias-primas e destino de grandes investimentos na área produtiva, o Brasil também atrai fundos estrangeiros destinados à pesquisa para inovação tecnológica em áreas como exploração do pré-sal e TI (tecnologia da informação), segundo fontes oficiais e empresariais.

"O maior desafio do Brasil é a inovação. Somos muito competitivos na agricultura, na aviação, gás e petróleo, mas a nossa indústria vem de uma cultura de baixa inovação", afirmou o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, em entrevista recente.

"Estamos trabalhando para mobilizar o empresariado na direção da inovação. Temos belas experiências com parques tecnológicos e incubadoras de empresas tecnológicas e estamos trazendo centros de pesquisas que vão gerar patentes no Brasil", acrescentou.

A AFP foi convidada pelas agências oficiais de promoção de investimentos para uma visita a estas instalações.

O Cenpes, centro de pesquisa e desenvolvimento da Petrobras na zona norte do Rio de Janeiro, e o Porto Digital, parque tecnológico que abriga 178 instituições e empresas especializadas em tecnologia de informação em Recife (estado de Pernambuco, nordeste), são exemplos destes esforços.

Criado na década de 1970, o Cenpes, situado dentro do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está expandindo suas instalações, um investimento de US$ 700 milhões que tem atraído empresas internacionais fornecedoras da petroleira brasileira, como a francesa Schlumberger e as americanas GE, Halliburton e Baker-Hughes.

Ali a Schlumberger, parceira da Petrobras na exploração do petróleo na camada do pré-sal, inaugurou em novembro de 2010 seu primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento no hemisfério sul. Os demais devem estar operando até o primeiro semestre de 2012.

"Os mais importantes fornecedores da Petrobras, ao verem no Brasil uma grande oportunidade de negócios e ao reconhecerem que a universidade brasileira tem agora esta infraestrutura, estão vindo para o Brasil e construindo o que chamamos de parceria intelectual conosco, complementando a relação comercial que já existia", explicou o gerente executivo de pesquisa e desenvolvimento da Petrobras, Carlos Tadeu Fraga.

Fraga explicou que as empresas parceiras da Petrobras na exploração do petróleo na camada do pré-sal queriam da petroleira brasileira um compromisso de relações comerciais de longo prazo e em contrapartida, a companhia sugeriu uma parceria intelectual a fim de trazer pesquisas tecnológicas de ponta pra o Brasil.

Segundo ele, metade das pesquisas realizadas será dedicada à exploração de petróleo e gás, área prioritária da Petrobras, mas a outra metade contemplará projetos de biotecnologia, biocombustíveis, petroquímica e meio ambiente. O mais importante é que a inovação realizada ali será 'made in Brazil'.

"Uma parte muito importante da nossa estratégia é a construção da capacitação de inovação brasileira", ressaltou Fraga, destacando que a Petrobras investiu US$ 2,6 bilhões em pesquisa e desenvolvimento entre 2008 e 2010.

No mesmo espírito de incentivo à inovação, o Porto Digital, situado no centro de Recife, foi criado há dez anos com a idéia de estimular especialmente o setor de tecnologia de informação, gerando empregos na cidade que é capital do estado de Pernambuco (nordeste), onde segundo números oficiais, metade da população vivia na pobreza absoluta em 2008.

O parque tecnológico abriga 178 instituições e empresas, entre as quais algumas multinacionais como Accenture, Motorola e IBM.

"A Accenture decidiu se instalar no Recife ao avaliar a existência do Porto Digital, que criou uma condição, uma mentalidade, para inovação, e uma mão-de-obra que atende aos pré-requisitos da empresa", explicou Cícero Mazzaferro, diretor local da empresa internacional especializada em consultoria de gestão.

Segundo Mazzaferro, a empresa já contratou 90 funcionários, todos locais, formados em instituições de ensino também locais, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

"O Brasil é uma boa opção para investimentos na América Latina no campo tecnológico. Na verdade aqui há uma base grande de profissionais que podem contribuir para que as empresas que investem tenham uma maior garantia de penetração no mercado", explicou à AFP Luis Anavitarte, vice-presidente de pesquisas em mercados emergentes da consultora internacional em tecnologia Gartner.

Outras empresas instaladas no Porto Digital surgiram de projetos desenvolvidos no Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife (CESAR), organização criada por professores da UFPE, com a missão fazer a triangulação entre as tecnologias de informação e comunicação (ou TIC), as empresas e a economia.

"No mundo acadêmico, acabou a ideia de que o conhecimento é coisa de um grupo de professores franciscanos, mas tem algum valor e impacto no mercado. É bom que se comece a pensar em como ganhar dinheiro com o conhecimento", disse Silvio Meira, professor titular da UFPE e fundador do Porto Digital.

Segundo previsões da empresa de consultoria internacional em tecnologia da informação e telecomunicações IDC, o mercado de TI no Brasil crescerá 13% em 2011 - quase o dobro da média mundial, com previsão de crescimento de 7% - , somando US$ 39 bilhões em investimentos. O país é o quarto do mundo em venda de computadores, atrás de Estados Unidos, China e Japão.

Em 2010 foram comercializados no país 13,7 milhões de computadores (55% desktops e 45% notebooks), acrescenta o IDC.

Fonte: AFP - 18/04/11

Mobilidade no Recife: muitos projetos, só um em execução

Obras iniciadas, só as do terminal de metrô Cosme e Damião; corredores estão muito atrasados
Terminal de metrô Cosme e Damião: em obras

Ônibus e metrô lotados, engarrafamentos e uma explosão de veículos nas ruas. A infraestrutura viária da região metropolitana do Recife não acompanhou o crescimento da cidade.

Sem vazão para o grande número de automóveis e motos, e com o transporte público não atendendo com qualidade à população, a conclusão é que se fosse hoje, Recife não suportaria realizar um grande evento como a Copa do Mundo.

Para mudar este cenário até 2014, as obras de mobilidade urbana previstas precisam ser agilizadas, e o sinal de alerta já acendeu: de todos os projetos integrantes da Matriz de Responsabilidades, apenas um saiu do papel, o Terminal Cosme e Damião de metrô.

Com obras iniciadas em janeiro deste ano, o Cosme e Damião conta com investimento de R$ 15,8 milhões do governo do estado. Ele vai facilitar o acesso à Cidade da Copa e terá capacidade para receber 40 mil passageiros por dia.

Já as obras do Corredor Via Mangue, primeira via expressa do Recife, com 4,5 km de extensão, deveriam ter sido iniciadas em julho passado. Mas a licitação sofreu atrasos, e os envelopes com as propostas das empresas habilitadas só foram abertos no dia 23 de março.

As propostas agora estão sendo analisadas pela Empresa de Urbanização do Recife (URB), que escolherá o vencedor. O corredor ligará a ponte Paulo Guerra, no bairro do Pina, à avenida Antônio Falcão, em Boa Viagem. Ações de saneamento, urbanização e habitação estão incluídas no projeto, a cargo da prefeitura do Recife.

Outra obra muito atrasada é o Corredor Norte-Sul. Pelo cronograma original, ela deveria ter começado em abril do ano passado. Com 15 km de extensão, o Norte-Sul passará por seis municípios da RMR, saindo de Igarassu até Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes.

A obra ainda não foi licitada, como também não o foi a dos corredores Leste-Oeste e da Avenida Norte. A Secretaria das Cidades esclarece que a licitação só será lançada depois de feita a escolha do modal, ou seja, o tipo de sistema de transporte que será utilizado nos corredores de transporte do Recife.

BRT ou monotrilho?
A escolha do modal para os corredores é um assunto polêmico, inclusive para o meio técnico. Alguns especialistas apontam o BRT (Bus Rapid Transit) como o sistema mais adequado para o Recife, e ele já consta inclusive na Matriz de Responsabilidades.

Mas, na opinião do vice-presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia Regional Pernambuco (Sinaenco-PE), Ilo Leite, o monotrilho seria a melhor solução. Segundo ele, o volume de passageiros transportados pelo BRT é limitado: “O BRT não dá conta do tamanho de problema que temos na cidade. A longo prazo, não seria eficiente”, argumenta.

Para o diretor do Sinaenco, o importante é que as obras sejam planejadas "de olho no futuro, e não apenas para resolver demandas imediatas". "A RMR deve ser vista com o olhar do amanhã. Não podemos continuar planejando o país olhando para os pés; temos que nos voltar para a frente”, alerta o especialista.

O Grande Recife Consórcio, órgão gestor do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife (STPP/RMR), opera com 382 linhas de ônibus e duas de metrô. No total, dois milhões de passageiros por dia são transportados pelo modelo, que divide-se em sistema complementar e sistema estrutural integrado.

O primeiro utiliza veículos convencionais e microônibus, e o integrado opera com linhas de ônibus e metrô. Há diversas alternativas de deslocamento, com integração em terminais fechados e pagamento de tarifa única. Hoje, 13 terminais do sistema estrutural integrado estão em funcionamento e, até o final de 2011, informa o órgão gestor, sete novos terminais serão construídos e dois ampliados.

Obras complementares
A principal via de acesso até a Arena Pernambuco, a BR-408, está sendo duplicada pelo governo do estado. Com 60% da obra já concluída, e investimento total de R$ 120 milhões, a obra compreende 19,7 km de extensão, entre Carpina, São Lourenço da Mata e Jaboatão dos Guararapes. A previsão de finalização é dezembro de 2011.

Para facilitar o acesso ao estádio, serão erguidos também dois viadutos, de 2 km, entre Jaboatão e São Lourenço da Mata, ao custo de R$ 22 milhões. A obra está em fase final de licitação e o prazo de execução é de dez meses.

Principal acesso ao pólo turístico no litoral sul de Pernambuco, a Estrada da Batalha, na PE-008 (Jaboatão dos Guararapes), será duplicada em 6 km, com investimentos de R$ 160 milhões.

A obra inclui ainda dois novos viadutos e um túnel, além de um centro cultural e uma grande área urbanizada na região. Um dos viadutos está pronto, e o outro sendo finalizado. Mais da metade das obras do túnel foram feitas e falta concluir a duplicação no trecho entre os dois viadutos.

Em maio próximo, o secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, prometeu apresentar ao governador Eduardo Campos um novo projeto de melhoria da mobilidade urbana na região metropolitana do Recife.

O projeto Contorno do Recife prevê a requalificação do trecho urbano da BR-101, de Cabo de Santo Agostinho até Igarassu, e a construção de um corredor inteligente de ônibus, que será interligado a vários corredores viários, como o Binário de Cajueiro Seco, avenidas Abdias de Carvalho, Caxangá e Norte. O orçamento inicial da obra é de R$ 400 milhões.

Obras e prazos previstos na Matriz de Responsabilidade
Obra Início obras Conclusão
Corredor Caxangá (Leste/Oeste)
Out 2010 Mai 2013
BRT Norte-Sul (Igarassu/Centro) Abr 2010 Out 2012
BRT Leste-Oeste (Ramal Cidade da Copa) Abr 2011 Abr 2013
Corredor Via Mangue Jul 2010 Jul 2013
Metrô Terminal Cosme e Damião Jan 2011 Jul 2012

Fonte: Ministério do Esporte/Matriz de Responsabilidade - 18/04/11

Governo vai revitalizar 11 caças por R$ 276 milhões

Decisão da reforma está diretamente ligada ao plano de reorganização da Força Aérea Brasileira

O Comando da Aeronáutica está investindo R$ 276 milhões na revitalização de 11 caças F-5E comprados da Jordânia por um valor estimado entre R$ 59,4 milhões e R$ 99 milhões. No total, o gasto máximo bate em R$ 375 milhões, cobrindo também a construção de um simulador digital de voo.

A decisão da reforma está diretamente ligada ao plano de reorganização da Força. O primeiro e mais amplo movimento foi a mudança do Esquadrão Pacau para Manaus.

Seis F-5M foram transferidos da base aérea de Natal na primeira quinzena de dezembro de 2010. A Aeronáutica prevê o reposicionamento de outras unidades no Centro-Oeste e no Nordeste até 2014.

O jato, em versão avançada, denominada F-5M Tigre pela Força Aérea Brasileira, é a principal aeronave de combate da aviação militar. A decisão pela revitalização dos jatos nada tem a ver com a escolha F-X2, para compra de caças de múltiplo emprego e tecnologia avançada.

O avião aperfeiçoado está em certa medida afinado com a quarta geração de aeronaves da mesma classe - entretanto, distante dos três finalistas na seleção internacional.

A lista inclui o francês Rafale, o sueco Gripen NG e o americano F-18 Super Hornet.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: AE | 18/04/11

Google, Itochu e Sumitomo investem US$ 500 milhões em energia eólica

O projeto, chamado Shepherds Flat, ainda está em construção e terá uma produção estimada em 845 megawatts de eletricidade

Dispostas a ampliar seus portfólios de energia renovável, as empresas Google, Itochu e Sumitomo investiram US$ 500 milhões no maior parque de energia eólica do mundo, informou a General Electric Co. nesta segunda-feira.

A GE Energy Financial Services e a Caithness Energy comandam a operação de US$ 2 bilhões próxima a Arlington, no Estado americano do Oregon. O projeto, chamado Shepherds Flat, ainda está em construção e terá uma produção estimada em 845 megawatts de eletricidade quando finalizado.

Uma vez concluído, em 2012, o Shepherds Flat irá gerar energia suficiente para abastecer mais de 235 mil residências de médio porte nos Estados Unidos, evitando a emissão de cerca de 1,5 milhão de toneladas de dióxido de carbono por ano - o equivalente à quantidade de dióxido de carbono de aproximadamente 260 mil veículos de passageiros - informou a GE, em comunicado.

"Estamos aproveitando nossa capacidade de atrair mais capital privado para o mercado eólico dos EUA acrescentando parceiros para o projeto", disse o presidente e diretor-executivo da GE Energy Financial Services, Alex Urquhart, que anunciou o investimento na operação em dezembro de 2009.

A Caithness Energy acredita que o projeto vai gerar US$ 16 milhões, por ano, em benefícios diretos à economia do Oregon, empregando 400 funcionários durante a construção e 35 na fase de operação.

O Google já investiu mais de US$ 350 milhões no setor de energia limpa, incluindo dois aportes recentes em geração de energia fotovoltaica na Alemanha, e no sistema de geração de energia elétrica por captação solar da BrightSource Energy, em construção no Estado da Califória (EUA).

"Esse projeto é particularmente atraente porque implanta tecnologia avançada em turbinas, enquanto oferece energia limpa e renovável. Esperamos que o nosso apoio ao Shepherds Flat estimule ainda mais o investimento neste setor, e acelere o desenvolvimento de energias limpas em todo o país", disse o diretor de operações em negócios sustentáveis do Google, Rick Needham.

A japonesa Itochu Corporation, sediada em Tóquio, opera e desenvolve mais de 15 unidades de geração de energia nos Estados Unidos, por meio da Tyr Energy. A empresa fechou um acordo de cooperação com a GE, no ano passado, para identificar oportunidades de investimento conjunto em fontes de energia renovável mundialmente.

Pelos termos do acordo, a Itochu tornou-se sócia da GE Energy Financial Services em uma fazenda de energia eólica com capacidade de 152 megawatt em Oklahoma, também nos EUA.

A Sumitomo Corporation, que também possui matriz em Tóquio, acumula um portfólio de geração de 5.300 megawatts de energia no mundo, incluindo ativos sob controle de sua subsidiária, a Sumitomo Corporation of America, baseada em Nova York.

A companhia possui uma fazenda de energia eólica om capacidade de 120 megawatts, no Estado do Texas, em conjunto com a GE Energy, bem como duas outras unidades operacionais, no Japão e na China.

Fonte: Valor Online | 18/04/11

Trem-bala deve gerar 65 mil empregos diretos no país, diz presidente da Apeop

São Paulo – A construção e a operação do primeiro trem-bala brasileiro devem criar cerca de 65 mil empregos diretos no país, segundo o presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), Luciano Amadio.

De acordo com ele, 35 mil pessoas terão de ser contratadas para construir a linha ferroviária e mais 30 mil para colocá-la em funcionamento.

Amadio disse que, durante a construção da linha, canteiros de obras terão de ser montados em vários locais entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

Os canteiros vão demandar, principalmente, trabalhadores especializados em operações de grandes máquinas, construção de pontes, viadutos e também de túneis.

“Vamos precisar fazer 185 quilômetros de túneis e 163 quilômetros de pontes”, afirmou Amadio, durante um seminário sobre o projeto do trem de alta velocidade (TAV) organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Será preciso montar sete ou oito grandes canteiros de obras pelo trecho da linha. Cada um vai empregar cerca de 5 mil trabalhadores.”

O presidente da Apeop disse também que, a partir de 2020, quando a construção da linha acabar, a demanda por trabalhadores vai mudar, mas continuará sendo grande. Segundo ele, cerca de 30 mil pessoas serão contratadas para operação e manutenção do TAV.

Essa enorme oferta de empregos, contudo, preocupa Amadio. “Nós não estamos preparados”, disse ele. “Não temos trabalhadores qualificados para tudo isso”, completou.

Para minimizar o problema, Amadio disse que a empresa vencedora do leilão para construção da linha terá que investir na formação de seus funcionários. Ele prevê que, assim que o resultado do leilão for confirmado, a vencedora irá buscar convênios com governos para iniciar um programa para qualificação de seus futuros empregados.

Amadio ressaltou que o investimento para esse programa terá retorno já que a empresa construtora da primeira linha de trem-bala terá prioridade na execução de outras linhas. “Tenho certeza que essa linha será o embrião de um projeto mais longo de trens de alta velocidade que serão feitos em outros locais do país”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil - 18/04/11

Brasileiro paga 40% de tributo

por CAMILA FUSCO

No cerne da discussão sobre a instalação da fábrica da Foxconn no Brasil e a produção nacional dos iPads está o desafio do Governo em definir quais tributos serão aplicados aos tablets.

Segundo dados fiscais aos quais a reportagem teve acesso, praticamente 51% do valor pago pelo importador corresponde a essas taxas governamentais. O tributo que mais pesa é o Imposto de Importação, com alíquota de 16%, seguido do IPI, com 15%.

Com a distribuição para as lojas, outros impostos recaem sobre o aparelho.
Isso significa que, dos R$ 1.399 pagos pelo brasileiro no modelo mais simples do tablet da Apple, R$ 560 - ou quase 40% - são impostos.

Com a produção nacional, a carga tributária pode cair de forma significativa, mas, para isso, o Governo Federal precisará resolver o impasse de como classificar esses equipamentos. Os tablets hoje não têm enquadramento formal perante a Receita.

Se classificados como notebooks, como reivindica a indústria, os tablets produzidos no Brasil poderão ter carga tributária de 17% para os fabricantes.

No varejo, os brasileiros pagarão em impostos um terço do que pagam hoje no importado.
Isso seria possível pela redução média no Imposto de Importação dos componentes, isenção de PIS e Cofins, IPI e também do ICMS.

No entanto, a Receita está encontrando dificuldade em classificar os tablets como notebook porque a maioria dos aparelhos não tem teclado físico, o que é questionado pelos agentes.

Segundo executivos que acompanharam as negociações com a Receita, um tablet desmontado foi apresentado ao órgão para ilustrar como funciona o teclado virtual.

Diante do impasse, integrantes do governo defendem uma classificação própria.
O aparelho não aproveitaria, assim, a redução de PIS e Cofins dos notebooks e não teria o ICMS reduzido. No varejo, o consumidor pagaria 25% de impostos.

Fonte: Da Prime Folha - 18/04/11

Cooperativas facilitam o processo de exportações das micro e pequenas empresas em Pernambuco

Escrito por JAMILLE COELHO

O cooperativismo é uma das saídas para facilitar as exportações das micro e pequenas empresas em Pernambuco.

Um exemplo de que a alternativa dá certo são as associações e cooperativas da região do Vale do São Francisco, em Petrolina, onde as exportações de uvas e mangas são bem expressivas. Os principais mercados são Europa e Estados Unidos.

A cada ano, a comercialização das frutas para o mercado externo atinge um volume que varia de US$ 220 milhões a U$S 250 milhões.

“Os pequenos produtores são responsáveis por 50% do total do que é produzido e exportado.
A maioria das empresas do Vale são de pequeno porte.

Geralmente, eles exportam direto através das cooperativas e associações ou, então, vendem a produção para grandes compradores nacionais que, em seguida, exportam”, explica o presidente da Associação de Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto.

A fruticultura irrigada é uma atividade produzida em lotes mínimos, por isso, é mais interessante o cooperativismo para a produção em maior escala para dar conta da demanda internacional.

“A produção a partir dos pequenos produtores tem mais qualidade porque eles con­seguem dar mais atenção, uma vez que a escala é menor. Não é o caso dos grandes produtores”, acrescenta.

Segundo ele, o volume de exportações poderia ser maior se não fosse a dificuldade de câm­bio que pro­vocou uma queda de 20% na comercialização internacional entre 2007 e 2010.

“O setor precisa de condições de competitividade com os concorrentes internacionais, além de defensivos agrícolas genéricos - para ajudar na redução de custos -, e de transportes mais baratos, o que pode se conseguir através da ampliação de estradas.

Pernambuco só possui um terminal de conteineres, que não é suficiente para dar conta das exportações. Além disso, também precisamos de seguro agrícola e concessões de crédito com prazos mais longos para estimular a produção”, aponta Gualberto.

Programa da União ajuda iniciantes


Para os micro e pequenos empreendedores que ainda não comercializam seus produtos ou serviços para outros países, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) oferece orientações através do programa Primeira Exportação.

O projeto visa aumentar a base exportadora brasileira através da inclusão do segmento no mercado internacional, por meio do acompanhamento sistematizado do processo de internacionalização das empresas.

Depois de ter sua metodologia revisada, o programa aperfeiçoou seus prazos iniciais, estabelecendo a duração aproximada de 27 meses para a conclusão do ciclo do projeto. Cada ciclo se divide em três etapas.

A primeira trata da parte de estruturação e contempla o período de aproximação entre a Secretaria do Comércio Exterior (SECEX/MDIC) e o governo estadual, mobilização das entidades locais para compor o Comitê Gestor Regional, assinatura do Acordo de Cooperação Técnica e da Agenda de Trabalho pactuada, pré-seleção das empresas a serem atendidas, seleção e capacitação dos agentes do Primeira Exportação.

Na segunda etapa, é feita a parte de assessoramento das empresas participantes pelos agentes do projeto. Nesta fase é feito o diagnóstico, pesquisa de mercado, adequação do produto e do processo de produção, promoção comercial e operacionalização da transação.
A última fase é o momento em que o projeto e o agente são avaliados pelos empresários atendidos por meio de questionários.

Além disso, o Mdic criou o sistema Potenciais Exportadores para possibilitar a divulgação dos produtos das empresas que ainda não exportam. Com isso, os grupos podem construir uma vitrine virtual e mostrar seus produtos para o mundo. O cadastro da empresa é feito de forma gratuita.

Para maiores informações, os interessados devem acessar o site www. mdic.gov.br, ir no link “comércio exterior” e clicar na opção “quero exportar”, no lado esquerdo da página.

Secretaria será criada com status de ministério


Órgão federal atuará exclusivamente junto aos pequenos empreendimentos

A participação dos pequenos empreendimentos nas exportações brasileiras deverá aumentar com a criação da Secretaria Nacional das Micro e Pequenas Empresas, que cumprirá a função de ministério.

A proposta pode ser votada até o início do próximo semestre, segundo informa o presidente da Confederação Nacional das Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), José Tarcísio da Silva. “Essa é uma reivindicação nossa há mais de três anos porque temos ações voltadas para o setor de vários ministérios, mas é necessário concentrar tudo em uma só pasta para consolidar a formulação de políticas públicas”, justifica.

Com a implantação da Secretaria, estados e municípios brasileiros devem ficar atentos para caminhar em sintonia no que se refere à elaboração de uma agenda para discutir interesses do setor.

Passam por essa pauta a atualização dos limites do SuperSimples, o regime de tributação, a concessão de crédito e a diminuição da burocracia em diversos tramites.
“Defendo que dentro da Secretaria seja um departamento para cuidar das exportações das micro e pequenas empresas.

Hoje, temos o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que trata da comercialização para outros países voltada para empresas de modo geral, sem distinção.
E a Secretaria poderá instituir políticas de incentivo de exportação para os pequenos empreendimentos”, enfatiza Silva.

A ideia é que as faixas de faturamento do SuperSimples também sejam alteradas, tendo em vista que esses limites foram estabelecidos há muito tempo. As modificações podem ser feitas por meio do Projeto de Lei 591/10, que propõe a atualização dessas faixas.

Atualmente, é considerado micro empreendimento os que apresentam faturamento anual de até R$ 240 mil, os de pequeno porte, até R$ 2,4 milhões, e o Empreendedor Individual, R$ 36 mil.
Com a aprovação do PL 591/10, a faixa de faturamento aumentaria para R$ 360 mil, R$ 3,6 milhões e R$ 48 mil, respectivamente.

Fonte: Folha PE - 18/04/11

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