sábado, 2 de abril de 2011

SER DOADOR DE ORGÃOS: AMOR E CIDADANIA – por Augusto Sabóia – Editor do Blog das PPPs

por Augusto Saboia
Especialista em Gestão e Políticas Públicas
Editor do Blog das PPPs

Todo ser humano necessita de outro para qualquer atividade de sua vida, ele não é uma ilha, sempre precisará de alguma coisa ou ação de outrem, para resolução de algum sonho, problema, etc.

Somos feitos mais do que carne, ossos, pele, cerebro, coração, sangue e tantos outros órgãos e sistemas que sustentam nossa vida.

Temos uma energia maior que nos move, nos dá a consciência do certo e o errado, o livre arbítrio e nos faz acreditar que possa haver um lugar melhor do que este em que vivemos e para onde algum dia iremos quando nossa vida nesta terra chegar ao fim.

Muitas tentativas de explicar para onde iremos tem sido colocadas ao longo dos milênios por seitas, religiões, estudiosos, mas na verdade tudo é um grande mistério, só a fé de cada pessoa pode dar um vislumbre do que pode ocorrer no além vida.

Mas quando esta hora infelizmente chegar o que podemos fazer para melhorar a vida de tantos que continuam na jornada terrena?

Em minha opinião, ser um DOADOR DE ORGÃOS, falar com nossos familiares desta decisão que salvará milhões de vidas pelo mundo afora, seria como um legado de nós mesmos, um agradecimento pela vida que levamos neste planeta.

Fico emocionado quando vejo reportagens de pessoas que sofreram anos a fio à espera de um coração, rim, fígado e tantos outros órgãos que hoje a medicina pode transplantar, serem operados e ganharem a chance de voltar a viver com dignidade.

A gratidão estampada nos olhos as famílias daqueles que doaram e que muitas vezes se unem como se fossem uma só, pois ali há uma parte da pessoa que se foi e que deu vida a outra que muitas vezes já não tinha esperanças de melhorar sua condição de saúde e vida.

Muitas vezes as famílias da pessoa que se foi e dispõem-se a doar os órgãos de seus entes queridos esbarram em vários obstáculos, pois nossas instituições não estão preparadas para atender essa demanda, são poucos hospitais de referência e concentrados normalmente nos grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Curitiba, e outras poucas cidades do Brasil, com isso o nobre ato de doar se torna uma grande frustração para estas pessoas.

Muitas campanhas são feitas pelo poder público e entidades não governamentais para estimulas estas ações, mas a contra partida quase sempre não é a esperada pela demora na execução destes procedimentos, perdendo-se com isso muitas vidas por falta de estrutura e equipes especializadas que deveriam ser disponibilizadas nos quatro cantos do pais.

Estamos muito longe do ideal, mas temos que exigir de nossos governantes que essa situação seja melhorada.

O Brasil é um pais de pessoas com uma bondade incrível, quando chamadas a cooperar e tem o respaldo necessário se desdobram em atender o chamado daqueles que precisam.

Temos que pensar que o legado que podemos deixar nesta vida são as boas ações que prestamos ao longo da mesma, o amor que tivemos para com nossos entes queridos, amigos e aquele que por nossos caminhos passaram.

Porque não podemos deixar um legado maior, salvar uma vida, dar esperança a uma pessoa que com nossos órgãos voltará a ter sua existência revigorada, essa pode ser nossa última e melhor ação, pois da vida nada se leva, nossos corpos são mero instrumento de uma força maior que nos move.

Ser Doador e Falar de sua Decisão para a Família é um ato de amor para com a humanidade e que deveria ser a regra e não a exceção para aqueles que tem desprendimento de espírito e bondade no coração.

EU SOU DOADOR E VOCÊ?

Entrevista >> Gustavo Dubeux(Presidente do Sport Recife) "Não sou irresponsável de fazer uma arena sem respaldo"

Cassio Zirpoli e Alexandre Barbosa

É difícil marcar um horário com o presidente do Sport, Gustavo Dubeux.
Empresário do ramo imobiliário, o dirigente se divide entre clube e empresa, com um celular que não para de tocar.

Na elegante sala da presidência do Leão, um entra e sai de diretores a todo momento. A reportagem do Superesportes aguardou mais de uma hora na sala de visitas.

Enquanto isso, documentos oficiais do Sport iam sendo trazidos por membros da diretoria. Assinaturas, rápidas reuniões e muitas decisões. Após a espera, finalmente ocorreu a entrevista com o rubro-negro que quer mudar o clube para sempre com a construção de uma nova arena no lugar da setentona Ilha do Retiro.

Consciente do corre-corre, o dirigente abriu a conversa pedindo desculpas pela demora, justificada pela mudança na sua própria vida após aceitar o convite de lideranças do clube para assumir o comando executivo. ´Eu estou zerando meu lazer. Meu lazer agora é o Sport`.
Numa conversa direta, o foco no futuro.


Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press
Balanço inicial

Não tenha dúvida que sabia da pressão. Acho que aconteceram várias coisas nesse período. E mais: quando você entra para uma missão como esta, de ser presidente do Sport, você precisa estar preparado para o máximo. E está acontecendo o máximo. Estamos fazendo o máximo para alcançar os objetivos.

Risco ao patrimônio

A questão da arena, primeiro, é um assunto que todos os rubro-negros, todos os associados têm que se mexer para que isso ocorra.
O patrimônio não está sendo alienado, vendido.
O Sport está se modernizando e colocando investimentos dentro do seu patrimônio.
É uma oportunidade que não acontece em qualquer ocasião. Estamos aproveitando o momento de crescimento do estado, de crescimento do governo e também a localização que o nosso terreno permite.

Próximo passo

O que é que vai ocorrer: a proposta vai ser levada para a assembleia dos sócios e depois será criada uma comissão pelo Conselho. Até porque o presidente não terá essa responsabilidade sozinho.

Ele vai ter essa responsabilidade dividida com a sua diretoria, com a comissão.
Eu não sou irresponsável de fazer uma coisa sem respaldo da grande maioria, daquelas pessoas que militam e conhecem o Sport. Enfim, será feito um estudo para ver a viabilidade deste projeto, financeira e economicamente, e o que vai trazer de novas receitas para o clube que hoje não tem.

Risco ao patrimônio

O Sport não vai alienar, vai apenas fazer uma negociação onde serão investidos em torno de R$ 400 milhões para você ter uma construção nova de uma arena multiuso e equipamentos que vão gerar receitas de locação para o clube. No futebol, 100% da receita de bilheteria continuará com o Sport.

30 mil sócios

Os direitos de donos de cadeiras cativas e camarotes vão ser mantidos. E o associado vai ter um número maior de assentos, com mais conforto, para ser bem atendido, já que a nossa meta é chegar no fim deste ano com 30 mil sócios pagantes. Para isso, precisamos dar boas condições. Quando a arena estiver pronta, o estádio será todo coberto e com cadeiras, com conforto.
Veja isso com a bilheteria de um estádio de 45 mil lugares. Maior.

Shows na Ilha

Vai se manter tudo o que se tem hoje, mas com uma nova receita, que será dos grandes shows (com capacidade para até 60 mil pessoas). Nos primeiros dez anos, o Sport vai ter 7% da receita bruta desses shows. Nos dez anos seguintes (do 11º a 20 º ano da concessão), 15%. Nos últimos dez anos (21 a 30 anos), 25%. Essa é mais uma receita do negócio arena.

Aluguel do complexo

Do restante do complexo, com a parte comercial, o Sport vai ter inicialmente 12% do total dessas locações. Hoje o clube só tem a receita de locação do restaurante Varanda e de alguns bares internos.

Dentro da negociação, a Deloitte (consultoria) vai verificar que existe um retorno preestabelecido para o investidor.

A partir do momento em que haja uma melhora desse retorno, isso vem para crescer na receita do Sport, com uma porcentagem melhor. O que estamos vendo é que vai ter um aumento substancial no orçamento do Sport. E não é daqui a 30 anos, mas sim no primeiro dia do funcionamento do novo complexo.

Sede poliesportiva

Uma das questões é a nova sede social. Com a criação da comissão, com a participação de advogados e arquitetos, vai ser muito bem discutida, para ver o que é melhor.

Vai ter um parque aquático no mesmo nível, com melhorias nos mesmos equipamentos que temos hoje. Durante o período vai ter um estudo minucioso para o sócio. Durante o período de construção, vamos fazer convênios com clubes, como Internacional ou outros, para o sócio desfrutar o que tem hoje.

Especulação imobiliária

Assino qualquer documento dizendo que, nem direta ou indiretamente, a minha empresa nem a empresa de Luciano Bivar, de José Aécio nem a de Gerson Lucena, estará presente nesse empreendimento.

Agora, se a Engevix (investidor do consórcio) puder contar com empresas como Odebrecht e Camargo Corrêa (construtoras), que venham querer chegar e se incoporar a esse investimento, será bom.

Desde que se mantenha a participação que o Sport terá no negócio, o pactuado. Quanto mais empresas fortes, melhor para o Sport, pois a gente terá a tranquilidade de que este empreendimento chegará até o fim. A dificuldade para um clube obter financiamento, como o Internacional (no caso do estádio Beira-Rio), mostra que é impossível para os clubes agir sem investidores.

Período de estudos

Caso a assembleia aprove, vai haver um período de seis meses para discussão de projetos, para avaliação e ratificação dos retornos financeiros. Só poderemos fazer se tiver a aprovação do Conselho Deliberativo. Se depois de seis meses chegarmos à conclusão de que não é bom fazer o negócio, não faremos.

O Executivo terá a responsabilidade dividida. Ninguém vai gastar dinheiro se o Sport não tiver intenção, mas o clube só vai fazer se todos os pré-requisitos forem preenchidos.

Até o término desses estudos, vamos iniciar o trabalho. Se não for viável a arena, tomaremos a atitude de reformar a sede e o estádio. Se continuar como está, não dá. Precisa ter conservação, e o Sport parou na última vez apenas na década de 1980 (de 1982 a 1984). Precisa de uma solução para isso`.

Arena Pernambuco, plano B?

Isso precisa ser avaliado. O Sport acha esse projeto da Copa é belíssimo, é uma realidade.
O governo do estado está de parabéns. Espero que os outros clubes façam uma adesão o mais rápido possível a esse projeto.

Acho que esse complexo do Sport é complementar. Tem sinergia. Todas as empresas que conversamos disseram que há mercado para os dois equipamentos, até pela proximidade, pelo projeto de mobilidade que o governo está desenvolvendo. Jogar nos dois estádios precisa ser analisado, para ver se fecha a conta do negócio. A priori, é mais difícil, mas é preciso ser analisado.

Fonte: Superesportes/DP - 02/04/11

The battle against sex trafficking: Sweden vs. Denmark

Copenhagen's red light district pulsates with neon lights. Women stand on nearly every corner - many from Africa - aggressively making their pitch to men walking by. Inside one particularly loud bar, young Thai women sit on the laps of male customers.

And Stockholm? Well, you might walk right by its equivalent and never notice. Malmskillnadsgatan is a commercial area, the address of several banks. In its heyday, dozens of girls used to ply their trade here. Now, you can find only three or four women who work the street.

That stark difference may explain why Sweden is being hailed as a model of how to combat sex trafficking, while Denmark has been called the "Brothel of Scandinavia."

So, what happened?

In 1995, Sweden passed a tough bill that cracked down on prostitution. What made this law different, however, was who would be held responsible for the crime of prostitution. It's not illegal to sell sex. It is, however, illegal to buy sex.

The law was enacted as part of Sweden's push for gender equality. From a Swedish legal point of view, any woman selling sex has been forced to do so, either by circumstance or coercion. Anyone caught buying sex faces hefty fines, an embarrassingly public police notification and possible time in prison, with a maximum four-year sentence. So far no one arrested has served time.

According to the Swedish justice ministry, more than 70% in recent polls supported the law. Buying sex is looked down upon. There is even a slang term for those who buy sex.

"They're called a "cod," a fish," says Lise Tamm, a Swedish prosecutor of organized crime. "It's the same word as a loser, or [someone who] gets called by the police, or runs out of gas in his car. You're a loser if you buy sex in Sweden.

"We see it as a human right to have sexual integrity, physical integrity, and not to be forced to sell your body to strange men, 10 times a day. That's human rights to us."

At first, Sweden's neighbours in Europe dismissed the idea. But the law had an interesting knock-on effect, decreasing demand for prostitution and thereby sex trafficking.

Kajsa Wahlberg, Sweden's National Rapporteur on Human Trafficking, has undertaken annual assessments on the problem since the law was enacted. She recalls attending international meetings back in 1998 when Sweden was ridiculed for its approach.

"I mean, I was told you can't do that. It's impossible," she recalls. "People could not even get it into their minds that it would have any effect on trafficking. But now I get the impression that people have stopped laughing and actually are looking seriously into what can we do."

Police say it's working; that customers don't want to risk punishment and that intelligence indicated pimps and traffickers quickly realized it was not worth bringing women into Sweden. Simply, there is not enough money to be made and the risk is too high.

But trafficking still exists and women still sell sex in Sweden. One young woman told CNN she was promised a cleaning job in Sweden - but within hours of arriving in the country she was locked in an apartment, raped and beaten and had her passport taken away from her.

While street prostitution has dropped dramatically, selling sex over the internet is still a thriving industry. But Stockholm police estimate that there are only about 200 prostitutes now working in a capital city of more than 2 million people.

It's all in stark contrast to Copenhagen.

Denmark decriminalized prostitution in 1999. The idea, in part, was that making it legal to sell sex would also make it easier to police. There are conditions, however: pimping is illegal and only legal residents can work as prostitutes.

Since then, Copenhagen's red light district has grown. The women walking the streets have also changed. About half used to be Danish, according to national police. Now most are African or from eastern Europe. There are no hard numbers on how many have been trafficked but social workers believe the vast majority are "vulnerable" to trafficking.

Michelle Mildwater, an anti-trafficking activist with Hope Now, walks the streets of Copenhagen almost every night, hoping to reach out to victims. She says she has seen the number of prostitutes from Africa triple in just two years, although specific numbers are difficult. "What we've got on the streets is the tip of the iceberg basically," she says. (Find out ways you can help)

The reality in Copenhagen is that the majority of prostitutes are managed by pimps, even though it's illegal. Complicating matters, many of the pimps and traffickers are themselves prostitutes, attempting to work their way out of the street by managing new recruits.

"We thought that these women would be trapped and kidnapped and they wanted to be saved and rescued and they wanted to go back home," says Anne Brandt-Christensen of the Danish Centre Against Human Trafficking. "But what we found out is that this is a much more complex phenomenon."

Danish police have to figure out which prostitutes are in the country illegally, which prostitutes may be victims of trafficking and which prostitutes may also be pimps and traffickers.

They believe that 95% of the prostitutes in Denmark are already familiar with prostitution when they arrive, know they need to cooperate with pimps to get on, and are not used to working with law enforcement. The police try to establish which of the prostitutes are there legally: those who are not will be transferred to the department that deals with illegal immigrants.

Denmark's National Centre Against Trafficking coordinates police and social services to effectively identify trafficking victims. When police raid a brothel, social workers are on hand. When they have identified a possible victim of trafficking, they are placed in a safe house for a "reflection period" of up to 100 days. If, at the end of that time, the victims have not cooperated with police to prosecute their traffickers, they are deported.

"Of course, we tell them [that] in the hope that they will tell us at least a little bit of the true story," says Brandt-Christensen. "Because of course many of them are scared to tell their stories. And they're also scared that the authorities get to know about them."

But most victims fail to cooperate, too scared to testify against their traffickers, walking out of safe houses and disappearing just before their "reflection period" ends.

Politicians in Denmark are now debating whether to adopt a Swedish-style approach to the problem. In Sweden justice ministry officials say they have had an increase for requests from other countries to explain how their anti-prostitution law works and how it might be adapted.

"The important thing is that any country should think about the question on demand." says Beatrice Ask, Sweden's minister of justice, "because you can't fight this organized criminality, which is often behind prostitution and trafficking for sexual purposes. You can't fight that by only looking to one side of the coin. If we could get rid of slavery, then I think this type of buying human beings is something that we have to fight too."

Fonte: CNN Freedom Project

Are the Oil Barons Panicking? Saudi Arabia to Spend $100 Billion on Renewable Energy

BY Ariel Schwartz

desert solar panel

Saudi Arabia, the world's largest oil exporter, may not be panicking quite yet about its ever-declining oil supply--but the country is certainly concerned. Consider: in February, a Wikileaks document revealed that Saudi Arabia might be overstating its oil reserves by 300 billion barrels, and the country recently asked for a slice of the UN's $100 billion climate change fund to help diversify to other energy sources (a galling request from such a wealthy country so dependent on other people not diversifying to other energy sources).

And now the kingdom has announced that it plans to spend $100 billion on solar, nuclear, and other renewable energy sources. They haven't announced over what time period they will spend it, but that's a lot of cash. Private investments in Chinese renewable energy projects equalled $54.4 billion last year, which was the highest of any country.

"Fuel supply is one of the major challenges facing the power sector and the nation," Saleh Al-Awaji, Saudi Arabia’s deputy minister for electricity at the Ministry of Water, said at a recent conference in Abu Dhabi (hat tip: Bloomberg). "The policy is to work intensely on saving energy and making sure every barrel of oil that can be saved is, and is made available for export."

That means Saudi Arabia wants to wean itself off oil but keep the rest of us hooked (unless it has plans to become the world's largest solar-panel exporter, too).

The country still has a long way to go in reducing its reliance on oil--Saudi Arabia consumes 2.4 million barrels a day, and is expected to need at least 8.3 million barrels by 2028 if no action is taken. But the U.S. consumes a staggering 18.8 million barrels daily, making it the most oil-hungry nation in the world. A large portion of our oil comes from Saudi Arabia, which exports nearly 9 million barrels each day.

Saudi Arabia does, at least, have an advantage in the solar power arena: plentiful sun. In September, the kingdom will complete a 3.5 MW solar array--the largest solar power plant in the country. That's not very large considering that the largest solar plants in the world produce nearly 100 MW of power, but it's a much-needed start for a country that has grown in proportion to its oil wealth.

Fonte: Fast Company

Especialistas alertam para a importância de diagnóstico precoce no Dia Mundial do Autismo

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado hoje (2), especialistas e organizações da sociedade civil alertam os brasileiros para a necessidade do diagnóstico precoce.

O autismo é uma síndrome que afeta de maneira acentuada a capacidade do indivíduo de falar, comunicar-se e interagir com outras pessoas e com o ambiente. Estima-se que 2 milhões de brasileiros sejam autistas. Em todo o mundo, são cerca de 70 milhões de pessoas, de acordo com as Nações Unidas. O transtorno é mais comum em homens do que em mulheres.

Desinteresse pela convivência outras pessoas, pouco contato visual, fixação por objetos, não reagir quando é chamado por alguém ou recusar contato físico são alguns dos sinais do autismo, que aparecem, em sua maioria, antes dos 3 anos de idade.

“Aos 2 anos de idade, se a criança não consegue falar, não se interessa em brincar com outras crianças ou não pede colo é um sinal de alerta”, explica Marcos Mercadante, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e um dos fundadores da organização não governamental Autismo e Realidade.

Até o momento, não há cura para o autismo, mas o tratamento, quando iniciado logo após o diagnóstico, aumenta as chances de a criança ter mais independência na vida adulta. No entanto, o psiquiatra lamenta que pais e até mesmo profissionais de saúde estejam despreparados para reconhecer os sintomas. “No Brasil, o diagnóstico ainda está sendo feito com 5 ou 6 anos [de idade]”, afirmou.

O tratamento não é o mesmo para todos os autistas, que podem apresentar grau leve ou severo (quando compromete mais o indivíduo), mas se baseia em terapias comportamentais e médicas com o objetivo de estimular o indivíduo a se socializar e ter qualidade de vida.

Mãe de um autista, a engenheira Ana Maria Mello uniu-se a outros pais para fundar a Associação de Amigos do Autista (Ama), em 1983, uma das principais organizações civis do país, com sede em São Paulo, que auxilia pais e pessoas com o transtorno de desenvolvimento. Ana Maria incentiva os pais a buscar informação para que saibam entender os filhos. “A gente chora bastante, mas, depois, bola para a frente, sem sentimento de culpa ou pena”, disse.

A educação tem também um papel fundamental para que o autista possa ter melhor convivência no ambiente onde vive. Especialistas defendem que a escola deve ter uma abordagem específica para lidar com essas crianças e reclamam da falta de instituições adequadas.

No Distrito Federal, o Centro de Ensino Especial 2, da rede pública, é adaptado para receber alunos autistas com grau leve ou severo. No centro, os professores usam brinquedos, figuras e alternativas de comunicação para estabelecer uma rotina de atividades comuns à vida de qualquer pessoa, como comer ou ir ao banheiro. “Elas aprendem a se vestir, calçar os sapatos, conviver com outras crianças lá fora. É uma forma de ajudar a socializar a criança”, explica a supervisora pedagógica Marli de Jesus Silva.

Atualmente, o centro tem cerca de 30 alunos autistas, de 5 a 15 anos. Um deles é a pequena Maria Alice, de seis anos de idade. Há poucos meses na escola, a menina já faz trabalhos com colagem e tem menos crises de choro e agitação, características do autismo.

“No período em que ficava só em casa, ela era muito agitada e ficava girando em círculos. Agora, ela dorme e se alimenta melhor, além de gostar da escola”, conta Luciana da Silva, mãe de Maria Alice e mais três filhos. “Os pais não precisam isolar os filhos. Ela não olha para mim, mas eu olho para ela”, relata Luciana.

Edição: Lana Cristina

Fonte: Agência Brasil - 02/04/11

Publicidade se alia à sustentabilidade

A propaganda brasileira deu um importante passo para promover a produção de publicidade responsável e o consumo sustentável. Foi anunciado nesta quinta-feira (31) durante reunião da executiva nacional da Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade) o lançamento dos “Indicadores de Sustentabilidade da Propaganda Brasileira”.

O encontro está sendo realizado em Imbassai, na Bahia, e abriu o evento “Nordeste. A bola da vez”, que vai reunir até domingo empresários de comunicação de todo o país.

Quando estiverem concluídos, os indicadores de sustentabilidade serão um conjunto de parâmetros e diretrizes para que as agências de publicidade possam adotar práticas sustentáveis em suas atividades e mensurar seu grau de envolvimento nessas ações.

Permitirão, na prática, que as agências façam uma auto-avaliação sobre suas práticas internas e junto a seus clientes, parceiros e fornecedores. E vão estimular as agências a colocar os impactos socioambientais em pauta na hora de criar um anúncio, de discutir um planejamento, de definir um mapa de mídia e até no momento de contratar um fornecedor.

A Abap pretende com essa iniciativa criar um ranking nacional de sustentabilidade entre as agências, incentivando a adoção dessas práticas positivas.

“Vai ser um debate público e democrático”, afirma Luiz Lara, presidente da Abap, ao citar todo o processo de aprovação desses indicadores. No início de abril será lançado um hotsite com o resultado do trabalho inicial entre a Abap e a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), em que foram listados 22 indicadores de sustentabilidade.

Pelas quatro semanas seguintes serão recebidas sugestões e críticas da sociedade. Após essa fase serão realizadas rodadas técnicas presenciais com representantes de agências e de veículos. Após todos esses fóruns de discussão haverá a redação final dos índices.

“Essa é mais uma iniciativa da Abap que mostra como a indústria da propaganda funciona como uma alavanca de desenvolvimento responsável do país. A publicidade incentiva o consumo, constrói e posiciona marcas, faz a roda da economia girar.

Tudo isso de forma responsável”, diz Luiz Lara. “Vivemos na era da comunicação e do conhecimento. E uma das missões da propaganda moderna é traduzir numa linguagem simples esse conceito de sustentabilidade, mostrar que ele está por trás dos hábitos diários das pessoas.”

Os indicadores iniciais, que receberão sugestões e críticas nas próximas semanas, levantam questões como: monitoramento do gasto de energia das agências, incorporação de princípios éticos, se há campanhas voluntárias para comunidades do entorno das agências, entre outras. Segundo Marcelo Diniz, um dos responsáveis pela criação desses índices, a iniciativa ajudará a mostrar o valor social da propaganda.

Em paralelo aos indicadores, será lançado o “Prêmio Abap de Sustentabilidade”, com o objetivo de estimular as agências a participarem desses processos com investimentos de responsabilidade social junto à comunidade. Haverá duas categorias: uma só para as agências de publicidade e uma para a agência em conjunto com o cliente. “Vamos premiar pela qualidade das iniciativas”, afirma Diniz.

Fonte: AdNews

Londrina (PR): Melhorias na saúde e transparência na gestão pública

O Movimento Brasil Competitivo divulgou na noite desta terça-feira (29/3) os resultados parciais do Programa Modernizando a Gestão Pública (PMGP) em Londrina, segunda maior cidade do estado do Paraná.

O projeto, que tem como objetivo modernizar e tornar mais eficiente a máquina pública, superou metas estabelecidas para o equilíbrio fiscal, além da área de saúde e da melhoria no funcionamento dos processos municipais.

No período de agosto de 2010 a fevereiro deste ano, o município acumulou ganhos em redução de despesa e aumento de receita de R$ 21,8 milhões, superando em 105% a meta definida na etapa de planejamento.

Os dados inéditos foram divulgados durante a 3ª reunião de acompanhamento do PMGP, que contou com a presença de representantes das empresas patrocinadoras da iniciativa, além de secretários municipais e do prefeito da cidade, Barbosa Neto.

Desde que começou a ser implementado, há sete meses, o PMGP reduziu gargalos e processos burocráticos que dificultavam o andamento de projetos.

Um exemplo é a conquista da aprovação de alteração no decreto municipal nº 52, que exigia a impressão de pranchas nas licitações de obras públicas. A

partir do acompanhamento, também foram criados padrões mais claros na realização das obras municipais, sejam elas feitas a partir de convite, tomadas de preços ou concorrência.

Entre os objetivos já alcançados para a Saúde estão a diminuição do tempo de espera nos atendimentos hospitalares de pacientes de risco e a capacitação das equipes que atuam em Unidades de Saúde Piloto.

O planejamento incluiu a qualificação das visitas realizadas às famílias do município e a melhoria do sistema de distribuição de medicamentos em hospitais públicos.

As metas estabelecidas para a prefeitura de Londrina incluem a melhoria da saúde, o aumento da agilidade e da transparência nos processos entre prefeitura e secretárias do município, buscando o equilíbrio fiscal e a economia dos gastos públicos.

Com cerca de 50% dos projetos já iniciados, colaboradores esperam agora repassar aos servidores os conhecimentos já obtidos sobre a gestão do município, como forma de dar sustentabilidade ao Programa.

Fonte: MBC

Prêmios socioambientais do Grupo Folha incentivam empreendedorismo

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Prêmios socioambientais da Folha/Foto: Folha

Os prêmios Empreendedor Social, em sua sétima edição, e o Empreendedor Social do Futuro, em sua terceira, são concursos que visam incentivar líderes sociais preocupados com as questões sustentáveis e de políticas públicas no nosso país.

As inscrições que foram abertas no dia 13 de março seguem até o próximo 1º de maio para as duas competições, quando começará a ser analisada as propostas e as escolhas dos semifinalistas.

A inovação é uma das metas que serão avaliadas pela comissão organizadora, que busca com a premiação consolidar e dar visibilidade aos empreendimentos sociais.

Apenas em outubro é que os finalistas serão divulgados. Até aí, muita espera para os concorrentes que terão, nesta edição, grandes benefícios no que se refere ao progresso de suas obras sociais.

Premiações

Em 2011, além do reconhecimento e da possibilidade de parcerias dos ganhadores com os empresários sempre presentes ao evento, os vencedores poderão participar de fóruns importantes sobre o assunto e até cursar alguma especificação relacionada aos negócios sustentáveis.

O vencedor do Empreendedor Social 2011 será convidado para participar, com despesas pagas, do Fórum Econômico Mundial para América Latina em 2012 e também pode ser chamado para Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em 2013.

Para Mrijam Schoening, diretora da Fundação Schwab, "nos fóruns, há uma troca de know-how entre empreendedores sociais e lideranças empresariais, políticas e de mídia, com o objetivo de catalisar mudanças sociais em larga escala", afirmou ela.

A diretora confirmou também que o vencedor do Empreendedor Social vai receber uma auditoria independente e irá integrar a rede mundial de Empreendedores Sociais de Destaque da Fundação Schwab, presente em todos os continentes.

Já o premiado do Empreendedor Social de Futuro receberá uma bolsa no MBA de Negócios Sustentáveis em 2012, além de uma consultoria de gestão.

Fonte: EcoD - 02/04/11

FBB e parceiros selecionam cooperativas de catadores para o projeto Logística Solidária Cataforte

Por Cláudia Moreira
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Fonte: Metodista do Sul

A Fundação Banco do Brasil torna público o Edital para que cooperativas de catadores de recicláveis apresentem propostas ao projeto "Fortalecimento da Infraestrutura de Cooperativas de Catadores para Coleta, Transporte e Comercialização de Materiais Recicláveis - Logística Solidária Cataforte". Além da Fundação Banco do Brasil, são parceiros do Logística Solidária a Petrobras, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES e a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego.

O Edital vai selecionar propostas de Cooperativas, sem fins lucrativos, voltadas diretamente às atividades de coleta, transporte e comercialização de material reciclável. As ações selecionadas serão apoiadas pela Fundação do Brasil BB, com recursos dos parceiros, por meio de Convênio.

As propostas devem ser voltadas para o aumento da capacidade produtiva da Cooperativa - como o incremento de faturamento, renda e inclusão de novos postos de trabalho - ou para a estruturação e fortalecimento da mesma, mediante aquisição de veículos para coleta, transporte e comercialização.

A seleção abrange a participação de Cooperativas voltadas diretamente às atividades de coleta e processamento de material reciclável, de todo o território nacional, de qualquer região, estado e município, incluindo o Distrito Federal ,desde que integradas por catadores de materiais recicláveis.


Fonte: FBES

Prefeituras do RS criam comunidades terapêuticas para reabilitar dependentes químicos

Em Cachoeirinha, a unidade de reabilitação gratuita será inaugurada neste sábado

Maicon Bock

Um novo modelo de enfrentamento da epidemia do crack surge no Rio Grande do Sul. Com recursos próprios, prefeituras gaúchas criam suas comunidades terapêuticas para tratar e reabilitar dependentes químicos.

Duas semanas após Bento Gonçalves abrir vagas para o tratamento de pessoas que passaram a usar drogas, o município de Cachoeirinha inaugura hoje a Comunidade Terapêutica Pública Reviver. Em uma área de 11 hectares cercada pelo verde e afastada da zona urbana, 30 homens a partir dos 18 anos buscam uma chance de reinserção.

Sem intervenção medicamentosa, o tratamento de nove meses será acompanhado de uma série de atividades, com o objetivo de livrar a mente do consumo de entorpecentes. Os internos terão a oportunidade de complementar os estudos, participar de oficinas profissionalizantes, trabalhar e plantar.

Como o atendimento é integralmente bancado pela prefeitura, o trabalho será a contrapartida dos internos à sociedade. Produtos agrícolas irão para a mesa da própria unidade e para a de creches e escolas municipais. Fraldas geriátricas, que passarão a ser produzidas, serão repassadas a asilos, gerando economia dos gastos atuais.

Diferentemente do município serrano, que mantém o centro, mas não o administra diretamente (a função é assumida pela Associação Vida Livre, por meio de convênio), a prefeitura de Cachoeirinha é responsável por todo o processo, o que seria uma das iniciativas pioneiras no país. Uma equipe de servidores composta por médico, psicólogo, psiquiatra, enfermeiro, nutricionista e assistente social fará o acompanhamento dos internos.

A criação do centro de reabilitação foi idealizada pelo prefeito Vicente Pires, 48 anos, há alguns anos. Dependente químico recuperado, ele assumiu o projeto como compromisso de vida, depois dos problemas que enfrentou por causa das drogas que consumiu entre os 18 e os 35 anos.

Foram investidos R$ 1,2 milhão para a aquisição da área na Avenida Frederico Ritter e R$ 600 mil com a compra de móveis, equipamentos e utensílios. Por mês, o custo de manutenção deve ficar ao redor de R$ 35 mil.

—Queríamos abrir 120 vagas desde o início, mas não fomos contemplados com recursos do Ministério da Justiça. Com o tempo, queremos ampliar, já que a área comporta mais gente e sabemos do impacto das drogas na criminalidade, agressões, abusos e violência —explica Pires.

Fonte: ZERO HORA - 02/04/11

Embrapa: Site especial apresenta universo da pesquisa para público infanto juvenil


A partir da próxima semana, falar de ciência, perceber a importância e a presença dela na vida de cada um vai ficar muito mais fácil.

A crianças e adolescentes de todo o Brasil será apresentada a mais nova iniciativa desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o objetivo de transformar – com criatividade e leveza – o resultado da pesquisa em elementos de um universo que estimula a curiosidade e a interação. E tudo isso por meio de uma das ferramentas mais presentes no dia a dia de todos: a internet.

Entre os dias 4 e 8 de abril, todas as Unidades da Embrapa, espalhadas pelo Brasil, vão participar dos lançamentos regionais do site Contando Ciência na Web, desenvolvido pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF). O conteúdo do site, que reúne algumas das principais tecnologias de cada centro de pesquisa, é apresentado em formatos variados, como jogos e livros virtuais, com linguagem adaptada a públicos mais jovens, porém não menos exigentes.

Durante a primeira semana de abril - mês em que também é comemorado o aniversário da Embrapa -, serão promovidas atividades motivadas pelos temas do site, com turmas de estudantes de escolas públicas e particulares, assim como de instituições de ensino especial. Aliás, essa foi uma das preocupações da equipe responsável pela concepção do conteúdo: garantir a mesma oportunidade de acesso ao conhecimento para pessoas portadoras de deficiências visuais, motoras e de aprendizagem, graças a recursos adaptados às suas necessidades.

As Unidades localizadas no Distrito Federal organizaram uma programação que se concentrará, na terça-feira ( 5) e quarta-feira ( 6), em três escolas. A primeira será na Escola Maxwell (Guará), onde, durante todo o dia, as crianças vão conhecer uma exposição sobre o biorreator, equipamento destinado a multiplicar mudas de plantas, acelerando o processo de produção. A

coordenação será da Embrapa Informação Tecnológica, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e da Embrapa Café.

Ainda na terça-feira(5), a partir das 13h30, será a vez dos alunos da 5ª série do Centro de Ensino Fundamental 106 no Recanto das Emas. Na instituição, haverá apresentação das hortas em pequenos espaços, com o uso de garrafas pet (pela Embrapa Hortaliças) e do projeto “Biofrito", da Embrapa Agroenergia, destinado à reutilização do óleo de frituras para a produção de biodiesel.

Em todas as atividades, as crianças vão poder conversar, via Bloguinho online, ou pessoalmente, com pesquisadores ou representantes das Unidades coordenadoras.

Na quarta-feira( 6) , alunos da Escola Classe da 410 Sul, portadores de deficiência visual e de outras deficiências, participam de oficina com plantas do bioma Cerrado.

O objetivo é estimular o conhecimento da flora, por meio de sementes, folhas, frutos e cascas de espécies nativas, via o reconhecimento de aromas, texturas, formas, sons e sabores. Quem coordenará a atividade serão os profissionais da Embrapa Informação Tecnológica, da Embrapa Cerrados, da Embrapa Transferência de Tecnologia e da Secretaria de Comunicação Social (Secom), da Sede.

Esforço coletivo

Para desenvolver o site Contando Ciência na Web equipes multidisciplinares de profissionais estiveram envolvidas durante cerca de dois anos.

Foram testadas as melhores formas de organização das informações, com a preocupação de atualizar as características consideradas fundamentais em sites infantojuvenis, como as cores, a presença de personagens e as possibilidades de interatividade.

Além disso, as próprias crianças tiveram a oportunidade de opinar e sugerir melhorias no conteúdo do site. Duas etapas de testes foram realizadas com a presença de alunos convidados, a maioria deles filhos de empregados lotados nas Unidades do Distrito Federal.

Os testes contaram ainda com o acompanhamento de uma comissão de especialistas e de pesquisadores do Ministério da Ciência e Tecnologia, da Universidade de Brasília (UnB) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A liderança do projeto, aprovado pelo Macroprograma 4, é da empregada da Embrapa Informação Tecnológica, Maria Regina Fiuza.

Informação científica qualificada

Na opinião do diretor do Departamento de Popularização da Ciência do MCT e um dos principais nomes da divulgação científica nacional, o físico Ildeu de Castro Moreira, a iniciativa da Embrapa de desenvolver um site como o Contando Ciência na Web é fundamental.

“A internet sem dúvida representa um instrumento importante, por isso precisamos cada vez mais de ações de inclusão digital e de instituições de pesquisa que ofereçam conteúdos qualificados”, comentou. Segundo ele, a pesquisa realizada em 2010 pelo MCT revelou que cerca de 67% dos brasileiros não têm o hábito de usar a internet para buscar informação científica. “E é necessário mudar essa realidade”, concluiu.

Para o gerente-geral da Embrapa Informação Tecnológica, Fernando do Amaral Pereira, o investimento da Embrapa no novo projeto foi motivado pelo desafio de atender a um público habituado a tecnologias web.

“Procuramos estar atentos à evolução dessas ferramentas e oferecer conteúdo científico de uma forma adaptada ao público e à internet”, comenta. A coordenação do site é da Embrapa Informação Tecnológica, em parceria com todas as Unidades Descentralizadas, gestoras do conteúdo de cada item do menu, como o Você sabia?, o Conheça a Embrapa, o Brinque com Ciência, a Biblioteca, o Glossário e o Bloguinho, onde as crianças podem trocar idéias com pesquisadores sobre o assunto que mais lhes interessar.

Serviço: www.embrapa.br/contandociencia

Kátia Marsicano ( 03645 MTb)

Embrapa Informação Tecnológica

Brasília – DF

Contatos:(61) 3448 4590

Sindicatos podem se inscrever em curso de Inovação Tecnológica em Pernambuco

Para estimular a competitividade da indústria pernambucana, a FIEPE realiza a capacitação em Inovação Tecnológica , a partir das 16h desta quinta-feira (7).

As inscrições estão abertas para sindicatos associados à Federação e podem ser feitas até o dia 5.

Mais informações pelo telefone (81) 3412.8436 ou pelo e-mail mefrem@fiepe.org.br.


“Esse treinamento é muito relevante, especialmente, se considerarmos o momento ímpar que o Estado está vivendo. Por isso, nosso esforço em orientar os sindicatos da base para disseminar as práticas inovadoras em seus setores como garantia da competitividade industrial em Pernambuco”, alerta o coordenador da Unidade de Relacionamento e Serviços aos Sindicatos da Federação, Vladimir Teixeira.

Ao longo do curso, a mestra em engenharia, Rosane Garcia Pirotta vai mostrar como o investimento em tecnologia influencia o desenvolvimento industrial, quais são os instrumentos de apoio à inovação, os serviços tecnológicos para o setor e como fazer a gestão da inovação.

O curso faz parte do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), uma parceria entre a FIEPE e a Confederação Nacional da Indústria para fortalecer as entidades representativas.

Fonte: FIEPE - 02/04/11

Funcionários da Prefeitura do Recife ganharão novo espaço de alimentação e serviços

A alameda de alimentação e serviços foi ampliada, coberta, climatizada, ganhou acessibilidade e agências bancárias, boxes de alimentação e de serviços

As mais de cinco mil pessoas que circulam diariamente no edifício sede da Prefeitura do Recife terão uma surpresa nesta segunda-feira (4).

O espaço dedicado à praça de alimentação e de serviços, situado no mezanino do edifício, está diferente. Ele foi ampliado, coberto, climatizado e adaptado para deficientes físicos. Agências bancárias e boxes de serviços também serão instalados no local.

Já estão disponíveis na praça de alimentação três opções para refeições, sendo dois restaurantes self service, com cozinha regional e refeições leves e uma casa de massas e pizzas, que oferecerão descontos de 10% para servidores da Prefeitura.

Na praça de serviços, já estará disponível na segunda-feira uma copiadora e, em breve, será aberta uma casa lotérica e um salão de beleza. Os estabelecimentos vão funcionar de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 18h.

A ampliação da praça de alimentação e serviços faz parte de uma série de obras estruturais de requalificação executadas no edifício sede da Prefeitura, que incluem intervenções no hall de entrada, térreo, subsolo e jardim.

Fonte: Da Redação do pe360graus.com - 02/04/11

Câmara de Indústria e Comércio do Mercosul e América quer firmar parcerias com o TO

Na tarde desta sexta-feira, 1°, o secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Ernani Siqueira, recebeu representantes da Câmara de Indústria e Comércio do Mercosul e América.

Os visitantes vieram ao Estado conhecer as potencialidades da região e discutir a intenção de firmar parcerias.

Estiveram presentes à reunião, o presidente da Câmara, Miguel Lujan Paletta, o vice-presidente, Alexandre Arnone, o diretor de Assuntos Estratégicos, Hernan Diehl e a representante da Câmara no Tocantins, Rosangela França.

Durante o encontro o presidente da Câmara destacou que a instituição pretende firmar parcerias com o Estado nas áreas de infraestrutura, saúde, mineração, meio ambiente e turismo.

“Queremos fazer um trabalho em conjunto em todas as áreas que o Estado nos apontar como prioritárias. Esta é a segunda vez que estamos no Estado e ficamos emocionados com o crescimento que ele teve e o que percebemos é que ele há de crescer ainda mais com o trabalho que queremos fazer em conjunto”, afirmou Paletta.

Segundo o vice-presidente, a Câmara de Indústria e Comércio do Mercosul pretende firmar um convênio de cooperação com o Estado do Tocantins para incentivar e orientar a formação de Parcerias Publico Privadas (PPP).

“Nós vamos nos comprometer com o Estado em suprir as necessidades no que diz respeito às Parcerias Publico Privadas. Nosso trabalho será o de auxiliar os empresários, os prefeitos, os secretários do Tocantins na busca de recursos para seus projetos”, explicou Alexandre Arnone.

O secretário Ernani Siqueira enfatizou que o Tocantins está de portas abertas para a instituição. “A experiência da Câmara é muito importante e nós ficamos muito felizes, pois a futura parceria vai gerar um desenvolvimento sustentável.

O Tocantins é um estado novo, que tem estrutura para receber muitos investimentos e a transversalidade deste Governo facilita a implantação de políticas para o progresso em todas as áreas”, frisou o secretário.

Seminário
Segundo o vice-presidente Alexandre Arnone a Câmara pretende realizar em 60 dias um seminário para os prefeitos do Tocantins, para orientar os mesmos quanto a forma de encaminhar projetos e de se conseguir recursos de instituições internacionais.

“Vamos fazer este seminário para instruir os prefeitos de como eles podem conseguir recursos para seus projetos. No mês passado, por exemplo, apenas uma prefeitura do Brasil participou da reunião com o Bid (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que acontece anualmente, buscando recursos e isso precisa mudar. No próximo ano queremos que mais prefeitos brasileiros participem”, disse Arnone.

Credibilidade da equipe
O vice-presidente também destacou a credibilidade da equipe do Governo do Estado, que segundo ele dá a certeza do sucesso da futura parceria. “A impressão que nós tivemos aqui e que vamos levar para o nosso escritório nos Estados Unidos é que o Governo do Tocantins está colocando uma equipe de profissionais à frente de suas pastas.

Viajamos muitos estados e não encontramos em nenhum a estrutura de profissionais que encontramos aqui, com conhecimento real da área, um grupo coeso. Este é um passo importantíssimo para o crescimento do Estado e nos faz ter certeza do desenvolvimento e sucesso da parceria que pretendemos constituir”, concluiu Arnone.

(Informações da Secom)

Fonte: O Girassol - 02/04/11

Abbotsford/Mission P3 water project set to boil

Public to provide input on Stave Lake water project

Abbotsford and Mission councils will hear from critics and proponents of a proposed P3 water project at meetings on Monday night.

Abbotsford and Mission councils will hear from critics and proponents of a proposed P3 water project at meetings on Monday night.

Photograph by: submitted, for the TIMES

Abbotsford and Mission are set to open the floodgates of public opinion around a proposed P3 water project at their respective council meetings on Monday night.

Abbotsford Mayor George Peary said council is looking toward hearing residents' thoughts on the issue.

"We fully expect people will speak and offer their views," he said, noting residents fall on both sides of P3 issues.

Both municipal councils - joint members of the Abbotsford/Mission Water Sewer Commission (AMWSC) - are weighing a proposal to use a public private partnership (P3) to fund a $300 million project to use Stave Lake as a future water source.

Stave Lake is deemed the most cost-effective option to meet future water demands and facilities must be online by 2015.

The cost of the project, which includes an intake and pump station, transmission mains, a treatment plant and expansion of the Maclure Reservoir, is projected to be $296 million.

A draft business case by Deloitte and Touche suggests up to 25 per cent of the project, or more than $71 million, could be eligible for federal funding secured through Public Private Partnerships Canada (PPP Canada).

In advance of Monday's meeting, the city has taken the unusual step of issuing a public letter in local papers to clarify what it felt was "misleading" information being circulated about the project.

"We wanted to set the record straight because . . . it's been proposed we're going to privatize the water system. It's deceitful and it's absolutely untrue," said Peary.

"The first casualty in war is truth."

The private partner, or more likely a consortium of partners, would design, build, finance and operate (DBFO) the project, but control over the quality and quantity of water would remain firmly in the hands of the AMWSC for the length of the 25-year contract, said Peary.

Water from Stave Lake will be a secondary source and supplement the primary source of water from Norrish Creek, Cannell Lake and the city wells.

Funding and the cost efficiencies of a P3 operation could reduce the cost of the project back down to the $200 million originally outlined in the 2010 water master plan, according to a staff report.

Water rates for taxpayers would continue to be determined by each municipality during the budget evaluations.

CUPE, the Canadian Union of Public Employees, is one of the critics of the plan and the subject of the city's public letter.

"I would tend to disagree [with the city] about what the project would entail," said Murray Jones, of Abbotsford CUPE local 774. "If it's designed, built, financed and operated by a private company . . . I don't know how much more 'privatized' it can become."

The contractors that would bid on the project do so because they can make a profit.

"They are not in it to save taxpayers money, they are in it to make money," he said.

Though Stave Lake is deemed a secondary source, another CUPE concern is that a private contractor could produce more water than AMWSC needed and build infrastructure to sell it to other municipalities or across the border.

The union hasn't seen any numbers to suggest that although it would cost more upfront for cities to fund the project that they wouldn't save money in the long run, said Jones.

Peary noted that the city has already undertaken a very successful P3 project with demonstrated savings to taxpayers with the Abbotsford Regional Hospital and Cancer Centre.

He also stressed Monday night's meeting is just about whether or not to submit the proposal to P3 Canada.

"It's another step in the journey. It's not an ironclad decision [about undertaking the project] Monday."

The final decision about whether Abbotsford and Mission will undertake the P3 project lies

in the hands of voters.

A public referendum on the project will occur during the upcoming municipal elections in November.

- Abbotsford council will hear from the public at its meeting held on Monday, April 4, at 7 p.m. at Matsqui Centennial Auditorium (MCA),

Mission council starts it's meeting at 6:30 p.m. at city hall, 8645 Stave Lake Street.

Fonte: By Rochelle Baker, Abbotsford Times - 02/04/11


Turbinas de vento 'são ameaça para morcego', diz estudo

Morcegos prestam serviço 'bilionário' à agricultura

As turbinas de vento para geração de energia eólica representam uma grande ameaça para as populações de morcegos, o que pode ocasionar perdas bilionárias para a agricultura, alerta um estudo publicado na edição desta sexta-feira da revista científica Science.

O estudo, conduzido por uma equipe de pesquisadores americanos e sul-africanos, sugere que a diminuição da população de morcegos na América do Norte poderia gerar prejuízos agrícolas de mais de US$ 3,7 bilhões por ano, podendo atingir até US$ 53 bilhões anuais.

“Essas estimativas incluem a economia de aplicações de pesticida que não são necessárias para controlar os insetos hoje consumidos pelos morcegos. Entretanto, não incluem o impacto colateral dos pesticidas sobre os seres humanos, animais domésticos e selvagens e o meio-ambiente”, explicou um dos autores do estudo, Gary McCracken, da Universidade do Tennessee em Knoxville.

“Sem os morcegos, a produtividade das colheitas é afetada. As aplicações de pesticidas aumentam. As estimativas claramente mostram o imenso potencial dos morcegos de influenciar a economia da agricultura e das florestas.”

Perda de biodiversidade

Os morcegos são predadores de insetos noturnos, entre os quais, espécies que destroem colheitas e florestas.

Segundo os pesquisadores, uma única colônia de cerca de 150 morcegos adultos no Estado americano de Indiana consumiu quase 1,3 milhão de insetos em um único ano.

Mas, desde 2006, mais de um milhão de morcegos já morreram em decorrência da chamada “síndrome do nariz branco”, causada por um fungo.

Mais recentemente, estudos têm alertado para a ameaça contra esses animais representada por turbinas de geração eólica, sobretudo durante o período de migração.

Embora alguns sejam afetados por golpes diretos desferidos pelas hélices das turbinas, a principal causa de morte é a queda repentina de pressão próxima dessas estruturas, que ocasiona hemorragias internas.

Os morcegos se orientam por uma espécie de sexto sentido que os guia pelo som dos ecos, a ecolocalização. Isso os permite detectar obstáculos e desviar deles, mas a mudança de pressão é imperceptível.

“São necessários esforços urgentes para educar o público e os formuladores de políticas públicas sobre a importância ecológica e econômica dos morcegos insetívoros e prover soluções práticas de conservação”, sustenta o artigo.

Fonte: BBC Brasil

Moçambique pede investimento português que valorize os recursos locais


Moçambique oferece oportunidades de investimento em todas as áreas, mas precisa sobretudo de fábricas de cimento, de têxtil e transformação de produtos agrícolas, defendem um antigo ministro moçambicano e o actual responsável pela promoção de investimento.


"Mesmo nas áreas que não estão na ribalta é preciso investir", afirmou o antigo ministro do Comércio e Indústria moçambicano, António Fernando, no seminário "Oportunidades de Negócio em Moçambique", que decorre hoje em Lisboa.

"Durante 20 anos fui referindo diferentes áreas: transportes rodoviários, marítimos e fluviais, depois telecomunicações, energia. As minhas respostas foram evoluindo com o tempo", afirmou o antigo ministro, respondendo à pergunta sobre em que áreas investir em Moçambique. "Até que chegou uma hora em que disse: invistam em qualquer coisa. Porque qualquer negócio pode frutificar em Moçambique. Arroz, batata, indústria têxtil, ou seja, mesmo nas áreas que não estão na ribalta é preciso investir".

Se o crescimento em infra-estruturas exige fábricas de cimento e essa procura vai continuar "por muito mais tempo", são precisos também projectos menos ambiciosos, nas áreas da agricultura, por exemplo, "para dar valor aos recursos locais, como a transformação do algodão", defende o antigo ministro.

Nas vantagens para investir, António Fernando referiu a possibilidade de repatriamento de lucros, vantagens competitivas - duty free nas exportações para a Europa, por exemplo, por Moçambique ser um país em desenvolvimento - e um mercado alargado aos países vizinhos, que soma mais de 250 milhões de pessoas.

O director-geral do Centro para a Promoção de Investimento (CPI), Lourenço Sambo, interveio no mesmo painel, o primeiro deste seminário, insistindo na necessidade de desenvolver "fábricas ligadas ao desenvolvimento das infra-estruturas - cimento, materiais de construção e produtos em aço".

Isto a par de outros sectores, como o turismo, a que se referiu como a outra "mina" de Moçambique, além das minas de carvão. "Estou a falar de projectos concretos e não só de potencialidade. A energia é um dos recursos que temos em grande quantidade. E falo de transformar o carvão - um projecto concreto, mais hidroeléctricas, transporte de energia, para aproveitamento do gás e da energia eléctrica, que neste momento são levados para fora de Moçambique e depois reimportados", frisou.

O investimento e crescimento de Moçambique tem de acontecer de forma "acelerada", sustentou o responsável da CPI, considerando que os empresários portugueses têm o know-how, as tecnologias e a vantagem da lusofonia para avançarem para estes investimentos.

Neste seminário haverá ainda a apresentação de empresas portuguesas que já têm projectos em diversas áreas em Moçambique e, no encerramento, intervenções dos ministros dos Transportes de Comunicações de Portugal, António Mendonça, e de Moçambique, Paulo Zucula.

Fonte: OJE/Lusa

OAB consegue no CNJ fixação de horário de atendimento

Os 91 tribunais brasileiros terão que atender ao público das 9h às 18h, segundo resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovado esta semana.

O novo expediente vale de segunda-feira a sexta-feira e, segundo o CNJ, deve respeitar o limite da jornada de trabalho dos servidores. O conselho afirma que a resolução é necessária para a padronização do Judiciário.

"O CNJ estabeleceu um horário de expediente mínimo", afirmou o conselheiro Walter Nunes, relator do caso. "O Judiciário tem de funcionar em dois expedientes, de manhã e à tarde. Temos mais de 71 milhões de ações no País", justificou Nunes. Para entrar em vigor, a resolução precisa ser publicada no "Diário da Justiça".

Os servidores dizem que a mudança vai aumentar a jornada. Segundo levantamento da Federação Nacional dos Servidores do Judiciário nos Estados (Fenajud), em 11 tribunais de Justiça a jornada de trabalho é de seis horas, enquanto em 12, são sete horas. Em apenas 3 Estados, os funcionários trabalham oito horas.

De acordo com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Ceará (OAB-CE), Valdetário Monteiro, a padronização do horário de atendimento dos tribunais era um pleito da entidade em vários estados feito junto ao CNJ.

A decisão do CNJ foi tomada a partir de pedido de providências apresentado pela OAB em razão dos diferenciados horários de expediente adotados pelos tribunais em todo o país, o que vinha impondo prejuízos à população.

"É um grande benefício para o próprio Poder Judiciário", avalia Monteiro. Segundo ele, a maioria das comarcas funcionam das 8 às 14h e a ampliação do horário de atendimento é "uma forma de o cidadão ter acesso à Justiça de uma forma muito mais ampla".

No caso do Ceará, Valdetário Monteiro afirma que a OAB requereu no último dia 30 ao Tribunal de Justiça do Estado do Ceará que aplicasse a nova resolução. Entretanto, a entidade ainda não obteve manifestação do Tribunal de Justiça.

Com relação à ampliação do atendimento da Justiça, o presidente da OAB-CE se demonstra contentamento também com a aprovação da criação de novas varas do Trabalho. "É importante que os fóruns estejam de portas abertas para o exercício da cidadania", diz Monteiro.

A mudança no horário de expediente dos tribunais acontece na mesma semana que o CNJ mostrou que o Judiciário não cumpriu suas metas. Segundo levantamento divulgado pelo conselho, das 17,1 milhões de novas ações que ingressaram ano passado, 1 milhão não foram analisadas.

O objetivo era zerar o estoque. O presidente do STF, Cezar Peluso, responsabilizou a falta de estrutura. Com milhões de ações para julgar, o Poder Judiciário funciona apenas meio expediente em alguns lugares do País. Entre os motivos alegados está até o excesso de calor que faz em alguns Estados, como Piauí e Bahia.

Fonte: Diário do Nordeste - 02/04/2011

Bicho de estimação terá que pagar passagem para viajar de ônibus em SP

DE SÃO PAULO

O transporte de animais domésticos em linhas de ônibus que fazem transporte rodoviário dentro de São Paulo agora tem regras específicas.

Só serão aceitos animais com no máximo dez quilos, acondicionados em recipiente apropriado: uma espécie de contêiner de fibra de vidro, ou de material parecido, à prova de vazamentos.

Adriano Vizoni/Folhapress
O pitbull Bel, passeia no banco transeiro do carro da sua dona, a professora Rosana Frega
O pitbull Bel, passeia no banco transeiro do carro da sua dona, a professora Rosana Frega

Os animais não poderão ir no colo do dono e, por isso, será necessário o pagamento da tarifa regular da linha pelo assento que ele utilizará.

O ônibus poderá ter apenas dois animais por viagem. A portaria foi publicada anteontem no "Diário Oficial".

As regras valem para as 676 linhas com 3.030 ônibus rodoviários que circulam nas estradas do Estado.

Antes, cada empresa tinha uma regra diferente para aceitar os bichos.

As exigências não valem para o transporte de cães-guia. Eles não poderão ser vetados nos ônibus rodoviários. E as empresas também não poderão cobrar tarifa extra pelo transporte desses animais.

TRANSPORTE

ÔNIBUS MUNICIPAIS
Segundo a SPTrans, é proibido o transporte de animais nos ônibus municipais, sob pena de multa de R$ 180 à empresa. A proibição, no entanto, não vale para os cães-guia de deficientes visuais.

TÁXIS
Não existe proibição. O transporte depende do motorista.

EM VEÍCULOS
De acordo com o Código de Trânsito:
- é proibido conduzir animais* nas partes externas do veículo (por exemplo, na caçamba ou para fora da janela). Infração grave e multa
- é vetado o transporte de animais* entre as pernas e braços ou do lado esquerdo do motorista. Infração média e multa

  • Também vale para pessoas e volume material
    • Salvo casos autorizados

PORTARIA

Leia a íntegra da portaria da Artesp:

"Portaria Artesp -16
Dispõe sobre o transporte de animais domésticos no Serviço Rodoviário Intermunicipal de Transporte Coletivo de Passageiros

O Diretor Geral da Agencia Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo - Artesp, considerando a necessidade de adequar o modo e o meio do transporte de animais domésticos a bordo dos veículos das linhas Rodoviárias Intermunicipais, consoante o previsto no artigo 31 inciso VII do Regulamento aprovado pelo Decreto 29.913/89, resolve:

Art. 1º. É impedido o transporte de animal que por sua espécie, tamanho, ferocidade, peçonha ou saúde, comprometa o conforto e a segurança do veículo, de seus ocupantes ou de terceiros.

Art. 2º. O transporte de animal doméstico vivo, de pequeno porte, será permitido se forem atendidas as seguintes condições:
I. Seja apresentado pelo passageiro atestado sanitário emitido no máximo 15 dias antes da viagem, por médico veterinário devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária da Unidade Federativa de origem dos animais, comprovando a saúde dos mesmos e o atendimento às medidas sanitárias definidas pelo serviço veterinário oficial e pelos órgãos de saúde pública, com destaque para a comprovação de imunização antirrábica.

II. Que o animal possua no máximo 10 quilos e esteja acondicionado em recipiente apropriado para transporte, isento de dejetos, água e alimentos e que garanta a segurança, a higiene e o conforto deste e dos passageiros. Durante o trajeto, nos pontos de parada, se necessário, o responsável pelo animal deve providenciar a higienização do recipiente.

III. O recipiente para o acondicionamento do animal deverá ser contêiner de fibra de vidro ou material similar resistente, sem saliências ou protuberâncias, à prova de vazamentos, de tamanho máximo 41x36x33 centímetros (CxLxA), e deverá ser transportado no habitáculo do veículo, obrigatoriamente no assento ao lado de seu proprietário, não cabendo ao transportador, qualquer responsabilidade a que não der causa, pela integridade física do animal no período do transporte.

IV. Que o carregamento e descarregamento do animal doméstico sejam realizados sem prejudicar a comodidade e a segurança dos passageiros e de terceiros, e sem acarretar alteração no cumprimento do quadro de regime de funcionamento da linha.

V. Que, para o transporte de aves domésticas e, animais e aves silvestres da fauna brasileira ou exótica, seja apresentada autorização de trânsito do IBAMA.

VI. Excepcionalmente, os animais poderão ser transportados em compartimento isolado, desde que o veículo disponha de local apropriado, com perfeitas condições de iluminação, ventilação e segurança, garantindo o seu bem estar.

VII. A critério do proprietário, o animal poderá ser sedado para a viagem, desde que sob supervisão de médico veterinário, sem qualquer responsabilidade do transportador.

Art. 3º. Será cobrada a tarifa regular da linha pelo assento utilizado para o transporte do animal.

Art. 4º. Fica limitado á no máximo 02 (dois) o número de animais a serem transportados a bordo do veículo por viagem.

Art. 5º. - Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, ressalvadas a observância às demais legislações que regem a matéria, que com esta não conflitem.

Fonte: Folha SP - 02/04/11

Biblioteca Mário de Andrade em São Paulo reabre com acesso a obras raras

Livros de Jorge Amado publicados em russo, polonês, húngaro e chinês. Uma carta do padre Manuel da Nóbrega em que ele relata sua estadia em São Paulo. Manuscritos do político e escritor Rui Barbosa.

E até uma espécie de mapa mundi, o mapa chamado Theatrum orbis terrarum de 1595, desenhado pelo cartógrafo Abraham Ortelius. Estes são apenas alguns exemplos do que pode ser encontrado no acervo de obras raras e especiais da biblioteca municipal Mário de Andrade, no centro de São Paulo.

Restaurada, modernizada e completamente reaberta ao público no início deste ano, a Biblioteca Mário de Andrade é dona do segundo maior acervo do país, superado apenas pelo acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que guarda 3,3 milhões de itens.

“A Biblioteca Mário de Andrade já é uma senhora de quase 90 anos. Foi inaugurada em 1926. Estamos nesse prédio desde 1942, que foi construído exclusivamente para ser uma biblioteca”, explicou William Okubo, supervisor de Acervo da biblioteca.

Desses 3,3 milhões de itens, há, atualmente, 330 mil livros no prédio da biblioteca. O restante, composto por jornais e revistas, está armazenado em galpões, de onde serão levados para o prédio anexo, que deve ficar pronto até o final deste ano.

Segundo Okubo, na coleção de jornais e revistas, há uma edição, por exemplo, do jornal O Diabo Coxo, que circulou entre 1864 e 1865 e que foi o primeiro jornal feito em São Paulo com imagens.

Também há exemplares do jornal O Farol Paulistano (1826-1836), o primeiro jornal produzido em São Paulo, e do Zé Carioca, um jornal mimeografado da Força Expedicionária Brasileira (FEB), feito por brasileiros em Florença, na Itália, na época da Segunda Guerra Mundial.

“No acervo de obras raras e especiais, temos livros que não são antigos, porém são especiais de alguma maneira. Por critério de antiguidade, temos nove livros anteriores a 1500. O mais antigo é de 1477. Chama-se Suma Teológica, de Santo Antonino”, disse Okubo.

O acervo de obras raras e especiais da biblioteca conta atualmente com 51 mil livros.

Entre eles, há um exemplar da terceira parte do livro Marilia de Dirceo, que nunca existiu oficialmente. “O [livro] Marilia de Dirceo, do Tomás António Gonzaga, é, em Portugal, um dos livros mais conhecidos. Ele só tem a primeira e a segunda parte.

Mas nós temos a terceira parte, que é um livro apócrifo. Ele [o autor] não escreveu a terceira parte. Não é um livro oficial, mas alguém, lá em Portugal, criou a terceira parte do livro”, contou Okubo.

De acordo com o supervisor, o acervo raro da biblioteca ajuda a construir a história do país. “Através de um livro histórico, conseguimos reconhecer o mundo e o país buscando informações que nem sempre estão muito claras”, afirmou.

Para se ter acesso a esse setor da biblioteca, é preciso fazer um agendamento prévio, pelo site www.bma.sp.gov.br ou pelo e-mail bma@prefeitura.sp.gov.br. Pelo site da biblioteca, é possível também acessar obras raras que foram digitalizadas.

Segundo Okubo, pelo link Tesouros da Cidade, é possível acessar cerca de 200 livros raros e 4 mil imagens e fotografias, inclusive algumas antigas da cidade de São Paulo.

“A digitalização é importante porque a pessoa consegue vir à biblioteca sem estar fisicamente aqui”, afirmou. Segundo ele, a intenção é ampliar o processo de digitalização do acervo, o que também ajuda a preservar os livros e itens raros, que sofrem com a ação do tempo.

Além do acervo de livros raros e especiais, a biblioteca Mário de Andrade também tem 43 mil livros disponíveis para empréstimos.

Para retirá-los, basta fazer uma matrícula na biblioteca, levando um documento com foto e comprovante de residência dos últimos dois meses. Uma consulta dos títulos disponíveis pode ser feita pelo site. da biblioteca.

O setor circulante da Biblioteca Mário de Andrade funciona de segunda à sexta, das 8h30 às 20h30 e, aos sábados, das 10h às 17h. O restante da biblioteca funciona de segunda à sexta, das 8h30 às 17h.

Fonte: Da Agência Brasil - 02/04/11

EUA se interessam por segurança para exploração de águas profundas

JANAINA LAGE
DO RIO

A segurança na exploração de petróleo em águas profundas e o melhor aproveitamento do mercado de biocombustíveis foram os dois pontos discutidos durante a visita do secretário do Interior norte-americano, Ken Salazar, ao Brasil.

Na primeira visita de um secretário americano ao país depois da passagem do presidente Barack Obama, Salazar se reuniu com o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e com empresários ligados ao setor de petróleo. Do Rio de Janeiro, Salazar seguirá para o México.

Quase um ano depois do desastre ambiental no golfo do México, com o vazamento de petróleo em uma instalação da BP, Salazar afirmou, em palestra nesta sexta-feira a empresários que os EUA aprenderam que o avanço da tecnologia de exploração em águas cada vez mais profundas precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento de soluções de segurança para estes ambientes.

O acidente ambiental mostrou também, segundo Salazar, que era necessário investir mais na regulação do setor. No ano passado, o país suspendeu a exploração de petróleo em águas profundas. No mês passado, o governo liberou a perfuração de alguns poços, mas estima que somente em 2012 venda novos blocos de óleo e gás no golfo do México.

Salazar ressaltou que a exploração de petróleo continua a desempenhar um papel importante na matriz energética americana, mas que as exigências de segurança ambiental e do trabalhador se tornaram mais rígidas.

O secretário destacou que o Brasil é referência na extração de petróleo em áreas profundas e que tem conhecimento sobre como lidar com os desafios envolvidos nesse tipo de exploração. Questionado sobre os riscos ambientais da exploração de petróleo na camada pré-sal, afirmou que não tem dúvida de que o Brasil não quer repetir os problemas do golfo do México.

Segundo Salazar, o desastre ambiental do ano passado funcionou como um sinal de alerta para a indústria, que aumentou sua preocupação com fatores como procedimentos de segurança, contenções de vazamento e segurança dos trabalhadores.

Salazar destacou o interesse do governo americano em aumentar os investimentos em biocombustíveis e principalmente nas pesquisas sobre novas matérias-primas, além do milho, para servir como base de fabricação destes combustíveis.

Fonte: Folha SP - 02/04/11

Google Street View fotografa interior de pontos turísticos na Itália e na França

O Google Street View divulgou nesta quarta-feira (30) imagens internas de monumentos históricos da Itália e da França (conheça o serviço).

Antes, só era possível visitar virtualmente a fachada dos pontos turísticos ou lugares onde apenas os carros e triciclos da empresa podiam acessar publicamente.

Com a novidade, o internauta pode visitar virtualmente, entre outros locais, o interior do famoso

Coliseu, o complexo da catedral Santa Maria del Fiore, em Florença, ambos na Itália, ou o jardim do Palácio de Fontainebleau, no norte da França.

Fonte: Uol Tecnologia - 02/04/11

62 milhões de pneus são encaminhados para reciclagem no Brasil em 2010

O Brasil recolheu no ano passado 311 mil toneladas de pneus usados, segundo dados da Organização Reciclanip.

A quantidade equivale a 62 milhões de unidades, que foram coletadas e encaminhadas para reciclagem sob a responsabilidade das empresas fabricantes do material no país.

O reaproveitamento dos pneus resulta em vários outros materiais, como solados de sapato, dutos pluviais, borrachas de vedação, pisos para quadras poliesportivas, tapetes para automóveis, pisos industriais e asfalto-borracha.

Compostos da borracha são também aproveitados para a fabricação de combustíveis alternativos e de cimento.

Segundo informações do Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis, criado em 1999, até o momento foram coletados aproximadamente 1,54 milhão de toneladas de pneus nas ruas de todo o país.

Fonte: Renata Nacentes/NE10 - 02/04/11

Parceiros do RJ mostram biblioteca criada por moradora na Baixada

Ela funciona há 20 anos no bairro Parque Paulista, em Duque de Caxias.
Espaço é mantido com dedicação por Dona Angélica.


Uma biblioteca no Parque Paulista, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, pode ser usada por todos. A biblioteca comunitária foi criada há 20 anos, mas no bairro, pouca gente conhece. Os Parceiros do RJ, que moram no bairro, contam essa história.

Pelo lado de fora, a casa simples de Dona Maria Angélica de Jesus, idealizadora do projeto, não dá a dimensão do que há por dentro. Ela conta que o projeto surgiu quando percebeu que nem nos colégios da região existem mais bibliotecas.

“Essa era a maneira de as crianças e as pessoas terem acesso a um livro. Elas tinham que comprar, às vezes, só para fazer um dever. Aqui não, quem precisa de um livro, vem aqui, pega o livro, faz seu trabalho ou faz aqui mesmo, de acordo com o trabalho”, contou Dona Angélica.

Quando os moradores começaram a ter conhecimento da biblioteca começaram a doar livros para Dona Angélica. São tantos exemplares, que ela ainda não teve tempo de organizá-los nas prateleiras, quase sem espaço para livros.

A manutenção da biblioteca é feita com o dinheiro dela e do salário do filho, para pagar as contas de luz e telefone.

O espaço fica no meio de uma comunidade pobre e Dona Angélica sofre com problemas de umidade na sala. Dona Angélica lamenta que os jovens só se preocupem com a internet e a tecnologia.

“O livro é onde está toda a sabedoria. O conhecimento que nunca vai ser apagado está num livro”, disse Dona Angélica.

Fonte: Do RJTV - 02/04/11

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