domingo, 27 de março de 2011

Mudanças na Lei Rouanet beneficiariam o circo, diz coordenador da Funarte

Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil

Brasília – Em seu atual modelo, a Lei Rouanet raramente beneficia um circo itinerante ou grupo circense. A afirmação é do responsável pela Coordenação de Circo da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Marcos Teixeira, e reforça as atuais críticas feitas à lei de estímulo à produção artística criada em 1991.

Procurado pela Agência Brasil para comentar, por telefone, algumas das críticas e reivindicações feitas por artistas e representantes da classe circense, Teixeira defendeu que as mudanças na lei propostas pelo Ministério da Cultura, ao qual a Funarte é vinculada, mudaria a “lógica perversa” pela qual as empresas que decidem investir em cultura em troca de isenção de impostos priorizam os espetáculos ou iniciativas aprovadas pelo Ministério da Cultura que lhes dê maior retorno publicitário.

“O circo vive exclusivamente de sua bilheteria. Raramente ele consegue algum patrocínio e ele não se utiliza da Lei Rouanet. É necessário vender o almoço para comprar o jantar. Se não há espetáculo, não há dinheiro sequer para deixar uma cidade e seguir viagem”, declarou Teixeira, garantindo que a Funarte tem aumentado ano a ano os recursos destinados à produção, fortalecimento, capacitação e valorização das atividades circenses.

Teixeira mencionou, por exemplo, o auxílio aos circos que, em 2008, foram prejudicados pelas fortes chuvas que alagaram o estado de Santa Catarina. E as oficinas que desde 2009 já capacitaram mais de 350 profissionais de todo o país. Realizadas em uma capital de cada uma das cinco regiões brasileiras, as oficinas já abordaram aspectos como elaboração de projetos, planejamento estratégico, legislação, segurança, direção cênica, expressão corporal, figurino e iluminação.

Além disso, Teixeira garante que, desde 2007, a Funarte já distribuiu, por meio de editais públicos, mais de 150 lonas novas a circos de todo o país. E, para ele, os valores disponibilizados por meio de editais não são pequenos. Citando como exemplo o Prêmio Carequinha, um dos mais importantes do segmento, cada contemplado na categoria de circo itinerante de pequeno porte, com capacidade de até 600 pessoas, recebe R$ 25 mil. O médio, até mil lugares, R$ 40 mil. Mesmo valor entregue ao beneficiado na categoria grande porte, com capacidade para receber mais de mil pessoas.

“Isso é um estímulo, uma ajuda para que o circo possa comprar sua lona. Não significa que temos que pagar por ela. Precisamos levar em consideração quem nós de fato vamos beneficiar, pois a realidade é que a maioria dos circos brasileiros é de pequeno e médio porte”.

Quanto às críticas de que falta uma política nacional para o setor, Teixeira concorda em partes. Diz que as atividades de estímulo à cargo da Funarte beneficiam grupos de todo o país, mas reconheceu que não há leis federais que estabeleçam, por exemplo, a obrigatoriedade da realização de editais anuais ou que tratem da questão da aposentadoria. “Não há, por exemplo, uma lei que garanta a aplicação de recursos. Nem que trate da questão da aposentadoria, que é um problema sério. Mas isso extrapola o universo circense. Isso atinge as manifestações artísticas em geral”.

O coordenador também garantiu que embora caiba às prefeituras oferecer condições atraentes para os circos, a Funarte tem uma campanha nacional para sensibilizar os prefeitos para que eles resguardem terrenos adequados onde um circo possa se instalar. “Mostramos que o circo é uma atividade cultural. Muitos prefeitos acham que o circo chega a sua cidade para levar o dinheiro embora. Nosso papel é demonstrar que o circo é uma atividade cultural que traz benefícios à população, que tem o direito de recebê-la”.

Edição: Rivadavia Severo

Fonte: Agência Brasil - 27/03/11

For the Future of Health Care Design, Look Beyond the Hospital in US

Our infrastructure is set up to rely on high-cost facilities. But lowering costs will require small-bore treatment at a new type of facility.

[Here, Jean Mah and Robin Guenther, two health-care design experts at architecture firm Perkins + Will, look at what the future holds for our health care system. —Ed.]

The United States is facing a crisis of epic proportions in health care delivery. While the system celebrates cutting-edge technology and clinical excellence, it is also complex and chaotic, costs too much, and borders on irrelevancy for many of the health issues of our time. If that’s not enough, the delivery of health care is energy- and water-intensive--not only are health care organizations now among the largest employers in their communities, they are also frequently among the largest consumers of resources.

The crisis is appearing on many fronts simultaneously:

-a funding gap (we can’t afford the care we want)
-a human resources gap (there aren’t enough medical practitioners)
-an energy gap (it’s the second most energy-intensive sector)
-a carbon gap (as pressure to reduce carbon emissions builds, the system continues to have many transportation and supply chain inefficiencies).

One might say that the health care system is finally encountering limits.

Today’s health care delivery system was developed in an era of infectious disease, trauma, technological breakthroughs, and the rise of medical education; it is not optimized for the day-to-day management of 21st century chronic diseases. It is huge, unwieldy, and it lacks agility. It is not about health promotion or disease prevention; it is optimized for disease treatment.

Is this affordable using today’s delivery system? Absolutely not.

A recent New York Times article quoted Clayton Christensen: “Health care hasn’t become affordable because it hasn’t yet gone through disruptive decentralization.” What does that mean? Disruption in health care entails moving the simplest procedures now performed in expensive hospitals to outpatient clinics, retail clinics, and homes. Costs will drop as more of the tasks currently performed only by doctors will shift to nurses and physicians' assistants. Lower-cost venues and lower-cost caregivers will make our system more affordable and accessible.

Technology
Technology is also profoundly changing--it’s moving from being concentrated at the point of care in the hospital to being in the hands of patients and caregivers. For the last century, technology has been geared toward replacing the dialogue between the patient and the physician--designed to reveal the “truth” about medical conditions that most consumers can barely comprehend.

But chronic disease management challenges even this and requires consumers to participate in maintaining and managing their health--often on a day-to-day basis. Yes, it’s the smartphone, iPad communication revolution, where technology becomes an enabler of positive social and environmental change. What does this mean? Last year, Kaiser Permanente delivered 5 million visits via videoconference (Skype), telephone, and email. Shifting health care from a “point of service” clinical model to an ongoing dialogue between patients and their providers is a profound societal and technological shift.

Disease Management
Chronic disease management--e.g. asthma, diabetes, obesity, and increasingly, cancer--is suited to this emerging two-way dialogue; in fact, “pushing health care” may well prove to be essential to bringing the epidemic of chronic disease under control. Obesity is the prime example: Today, in many states, more than 30 percent of adults are overweight or obese; the CDC estimates that annual medical costs for these Americans are in excess of $147 billion. If the current trend continues unabated, by 2030 more than 87 percent of Americans will be overweight or obese, with annual medical costs in the range of $860 to $956 billion.

Shifting from “point of service” clinics to an ongoing dialogues is a profound shift.

Is this affordable using today’s delivery system? Absolutely not. Creative, low-cost ways to deliver health care to Americans with underlying chronic conditions must be developed alongside wellness and prevention services to the healthy population. This care must be convenient for both caregivers and patients, and delivered in a way that promotes individual compliance and responsibility. Providing care in retail malls, schools, urgent care clinics, and at home, rather than in higher cost hospitals represent the beginnings of a transformation.

Public Policy
The U.S. health care system is also beginning to engage in public policy debates that improve public health, such as advocating for removing routine use of antibiotics in meat production and reforming food policies that support unhealthy food product choices. The work of non-profits such as Health Care Without Harm, Practice Greenhealth, and the Healthier Hospitals Initiative suggest a growing policy and advocacy agenda for the health care sector, ranging from food to pharmaceutical management and waste reduction to toxic chemicals avoidance.

Infrastructure
Finally, there’s the building infrastructure. The aging hospital infrastructure that the U.S. put in place at the end of World War II is continuing to be replaced. There has been a shift from semi-private to private patient rooms, accommodating the sophisticated diagnostic and treatment technologies that have accompanied significant medical breakthroughs.

An emphasis on natural lights and views, flexibility, and adaptability in hospital rooms have given way as hospitals have moved on to artificial lighting and ventilation systems, often equipped with emergency lighting, diesel generators, and double- and triple-backup systems. Extreme weather events like Hurricane Katrina illustrate the lack of resilience of our medical infrastructure--every hospital in New Orleans closed and none could provide essential food and potable water to their infrastructure-challenged communities.

In a future with increased instances of extreme weather, health care facilities should be equipped to deliver essential medical and public health services: they should be resilient. On-site renewable energy systems and water storage and treatment capability are examples of strategies that will better equip hospitals to perform in times of infrastructure crises.

Can health care occur in low-impact home settings?

At the same time, while there will always be the need for high-acuity, high-technology hospital buildings, the question is whether the majority of health care encounters can be facilitated in low-impact, low-energy community and home settings. As health care systems measure and examine their energy use and carbon profiles, they are learning that the transportation costs associated with care delivery use as much energy as the buildings themselves and both may well be dwarfed by the environmental impacts associated with supply services and waste disposal. The health care sector should not have to argue that delivering high-quality services necessarily entails excess waste production, toxic chemicals, and the disproportionate use of energy and potable water or that saving lives stands apart from the broader concerns of the environment.

Conclusion
The conditions are in place for a revolution in health care delivery--moving from a focus on disease care to maintaining health and wellness. It is time to imagine a new role for the health care sector, one that moves beyond saving lives in crisis to improving health while restoring ecosystems and regenerating social and natural capital. From sponsoring farmers’ markets to launching community-based exercise and wellness programs, the health care industry is uniquely positioned to model health and wellness in a society in need of alternatives to fast food and sedentary lifestyles. We deserve nothing less from the industry best positioned to protect our health.

Jean Mah, Health Care Global Market Leader of Perkins+Will, is recognized as a leading expert in the planning and design of complex, state-of-the-art health care facilities, bringing transformative ideas to a variety of health care planning and design projects. Throughout her 30 year career, she has become a recognized national expert in designing flexible environments that encourage collaboration, accommodate advanced technology, and support leading research to develop cures for the most challenging illnesses. Jean’s projects have received AIA | Modern Health Care Design Awards, Regional and National AIA awards, and has presented and been published in a number of national publications.

Robin Guenther, a principal at Perkins+Will, is a national leader in the conversation on health care environments, specifically the conversation linking public health, regenerative design and sustainability. She has been named the Most Influential Person in Health Care Design by Healthcare Design Magazine and has received numerous awards for her work.

Fonte: Fast Company

Galeria: Campanhas chamam atenção para a preservação da água

campanha-agua
Foto: Divulgação

A água é uma das principais preocupações dos ambientalistas quando o assunto é a preservação da vida no planeta, por isso, muitas vezes, ela é a estrela das campanhas sobre o meio ambiente que ONGs como WWF e Greenpeace organizam.

Algumas campanhas são fantásticas e envolvem artes gráficas e a criatividade do publicitário, mas o que importa mesmo é fazer com que o cidadão se sensibilize e repense sua postura frente ao planeta.

Fonte: EcoD - 27/03/11

Recife CVB reúniu associados para discutir o mercado de Incentivo

Estreitar o relacionamento com clientes e parceiros, como também estimular um melhor desempenho dos seus funcionários, através de premiações em viagens é uma conduta cada vez mais recorrente às principais corporações no mundo.

Ciente de que o Brasil estará na vitrine mundial do turismo devido à realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, tornando-se um provável destino para o Turismo de Incentivo, o Recife Convention & Visitors Bureau promoveu uma palestra, quinta-feira (24), às 9h, no Best Western Manibu Recife, com objetivo de preparar o seu quadro de mantenedores para atender a essa demanda.

“Visando o aumento na produção e uma melhoria nos serviços prestados por seus profissionais, além da oportunidade de fidelizar clientes, grandes empresas custearam a viagem dos seus melhores funcionários e parceiros para acompanharem de perto os jogos e participarem de programações turísticas e culturais durante o Mundial de Futebol na África do Sul.

Por isso, voltamos as nossas atenções para esse segmento e planejamos nos preparar para esse perfil de visitantes que iremos receber”, diz José Otávio de Meira Lins, presidente do Recife CVB, que teve a ideia de promover a palestra no Recife durante reunião com a Associação de Marketing Promocional (AMPRO) em São Paulo motivada pelo projeto Pernambuco Bom pro Seu Negócio.

Na ocasião da palestra, o diretor de desenvolvimento setorial da AMPRO, Edmundo Monteiro de Almeida, abordou o marketing de incentivo e suas particularidades, as diferenças entre o turismo e o turismo de Incentivo e a necessidade de capacitação, além de uma troca de experiências, considerando a realidade do mercado.

“O turista que desembarcará no Brasil em 2014 e 2016 é muito sensível às aparências, novidades e à exclusividade e preza, acima de tudo, por um bom atendimento. Pernambuco precisa estar preparado para receber esse cliente e é isso que vamos apresentar”.

Fonte: Recife CVB

Transmissão de energia receberá R$ 8,5 bilhões

Projetos da área receberão investimentos volumosos nos próximos cinco anos, de acordo com projeções da Empresa de Pesquisa Energética. O maior parte dos recursos irá para o Norte do Brasil.

Da redação São Paulo – Projetos de transmissão de energia elétrica no Brasil vão receber investimentos de pelo menos R$ 8,5 bilhões nos próximos cinco anos, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (Epe). Os recursos incluem novas linhas e subestações de transmissão e serão alocados por meio do Programa de Expansão de Transmissão.

O dinheiro irá para 25 novas subestações e 5.454 quilômetros de linhas de transmissão. A região Norte concentrará a maior parte dos investimentos, com R$ 2,8 bilhões, seguida do Nordeste, com R$ 2,4 bilhões, do Sul, com R$ 2 bilhões, e do sistema Sudeste/Centro-Oeste, com R$ 1,3 bilhão. Os projetos serão licitados em 2011.

No Nordeste os investimentos ocorrerão nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Os projetos terão como objetivo garantir fornecimento de eletricidade e escoar energia gerada por parques eólicos do Rio Grande do Norte. Deve entrar em operação, em 2013, sistema de transmissão com tensão de 500 kV entre três estados.

Na região Sul deverão ser viabilizados, até 2014, conjunto de três linhas de transmissão e duas novas subestações, com recursos de R$ 573 milhões. A meta é eliminar sobrecargas no atual sistema e aumentar a segurança de fornecimento. A Epe informa, ainda, que os investimentos poderão ultrapassar o previsto, já que não foram incluídas obras em estudo.

Fonte: ANBA - 27/03/11

Fiji:Slow progress: ADB

FIJI was an early implementer of State-owned enterprises reform but progress had slowed since December 2006, according to a report by the Asian Development Bank.

The report, a second comparative study of SOE performance in the Pacific, said Fiji has been a leader in adopting public-private partnerships (PPP) framework and in contracting out community service obligations (CSO) to the private sector, yet only limited progress has been made on these fronts since 2006.

"While the merger of Fiji Ships and Heavy Industries with the Fiji Ports Corporation, the corporatisation of the Water and Sewerage Division of the Ministry of Public Utilities and the WAF, and the increase in electricity tariffs to facilitate future private sector participation in the electricity sector are notable achievements, little progress has been made in restructuring the chronically underperforming SOEs," the report said.

"The Ministry of Public Enterprise, which has been focussing on improving monitoring and compliance since 2008, has undertaken performance assessments for four SOEs, in some cases at the instigation of the SOE boards.

"Other reform initiatives under discussion are modernizing the Companies Act, strengthening the Public Enterprise Act and improving compliance monitoring and accountability structures."

There are also plans to introduce incentives to achieve performance targets, remove non-performing directors, and reviewing the merits of outsourcing the SOE monitoring function.

"Only a small number of divestments have been completed since 1998, but the government has indicated that it was looking to increase private sector participation in several SOEs in the coming year," said the report, titled Finding Balance - Benchmarking the Performance of State-Owned Enterprise in Fiji, Marshall Islands, Samoa, Solomon Islands and Tonga.

Fonte: Fiji Times - 27/03/11

Cães à espera de adoção em Jaboatão/PE

Casa de passagem no bairro de Candeias, em Jaboatão, precisa entregar animais para receber outros

Uma ´cãorrente` do bem que já se tornou vício. Há aproximadamente três anos, o empresário Jayme Andrade Medeiros, 33 anos, teve sua vida transformada por quatro patas e um fucinho arrebitado. Com um jeito brincalhão e destemido, Barruam, um fila de pelagem acizentada, conquistou o coração do homem de negócios.

O cachorrinho que estava na rua encontrou um lar e, mais do que isso, um amigo na pessoa de Jayme. Dessa amizade nasceu um bem ainda maior. Barruam foi o responsável pelo despertar do ´cãorinho` no empresário. Graças a ele, hoje, muitos outros cães em situação de risco têm um lar para ficar até conseguirem um dono. E essa história já gerou final feliz para mais de 400 Barruam's na RMR.

A casa de passagem PET-PE, em Candeias, Jaboatão dos Guararapes, está lotada. Infelizmente, não pode mais receber animais até encontrar casa para os 52 que já estão esperando por adoção. Segundo o fundador, a iniciativa é simples e não gera prejuízos, só amor.

´Muitos questionam o fato de eu cuidar de bichos, mas quanto mais eu conheço os animais, mais percebo o tanto que as pessoas decepcionam`, disse Jayme. Ele e a enfermeira Amanda Rodrigues de Coimbra Pinto da Fonseca, 26, administram o local.

Por mês, são investidos aproximadamente R$ 10 mil em alimentação, vermifugação, banhos, vacinas e castração. O alto custo é sustentado pela empresa de eventos de Jayme e também pela boa ação dos ´padrinhos` dos animais.

Pessoas que dedicam algumas horas por semana a cuidar dos cães e contribuem financeiramente com a entidade. Além disso, voluntários também auxiliam com a venda de CDs em casas noturnas de terça a sábado. ´Na verdade, temos apenas 14 cachorros apadrinhados e quatro com voluntários.

Mesmo com a ajuda de custo não dá para bancar tudo`, explicou Jayme. E os gastos são crescentes, pois diariamente, cachorrinhos são deixados no local. Os motivos variam: falta de tempo, falta de espaço, problemas de saúde e até mesmo a idade dos bichinhos interfere diretamente na boa ação das pessoas.

Acompositora Cláudia Cristina Price, 30, tem 19 cachorros. Na última sexta-feira, esteve no PET-PE para entregar quatro filhotes. ´Não temos muitas ONGs sérias voltadas para esta causa. Trouxe meus filhotes do Janga só pra ter certeza de que serão bem tratados.

` O abrigo temporários só atende cães. Atualmente, há seis filhotes (de até dois meses).
No total, são apenas oito machos e 44 fêmeas de diversas raças ou sem raça definida.
Todos estão vacinados, vermifugados e castrados.

Serviço

PET-PE
Onde: Avenida Beira Mar de Candeias, ao lado do Restaurante Caravela's -
Informações: 3478-8080
Site: www.petpe.com.br

Fonte: Diáro PE - 27/03/11

Itacuruba em Pernambuco de olho nas estrelas

Técnicos do Observatório Nacional usam telescópio para ver também trajetória de asteróides e cometas

O céu de Itacuruba, no Sertão do São Francisco, está sendo monitorado por astrônomos.
O acompanhamento vem sendo feito desde a semana passada por técnicos do Observatório Nacional, que instalaram no município, distante 481 quilômetros do Recife, o segundo maior telescópio do país. Com o equipamento de fabricação alemã, pretende-se avaliar a trajetória de asteróides e cometas que possam atingir a superfície da Terra.


Fotos:Alcione Ferreira/DP/D.A Press
Por enquanto, o monitoramento dos corpos celestes vem sendo feito da própria Itacuruba. Técnicos começaram a se revezar em viagens do Rio de Janeiro, sede do Observatório Nacional, para o município sertanejo com tal objetivo.

Na semana passada, quatro deles fizeram ajustes e testaram o telescópio. E o cronograma prevê que, nos próximos meses, ao menos um profissional permaneça 15 dias por mês no Sertão. A meta é reduzir essas viagens, pois a ideia original do projeto é que o telescópio de Itacuruba seja controlado do Sudeste.

Para o monitoramento à distância, explicou o pesquisador Fernando Roig, o Observatório Nacional vai instalar um link de rede dedicada (exclusiva) ao telescópio. O projeto é o único na América Latina a monitorar asteróides e cometas em rota de colisão com a Terra.

Há experiências desse tipo no Hemisfério Norte, sendo três nos Estados Unidos e duas na Europa. Antes do telescópio de Itacuruba, que integra o projeto Impacton do Observatório Nacional, um quarto da esfera celeste ficava sem monitoramento astronômico.

O telescópio óptico de Itacuruba perde em tamanho, no Brasil, apenas para um de Brasópolis (Minas Gerais), que possui um espelho de 1,60 metro de diâmetro. O diâmetro do equipamento do município pernambucano mede um metro.

Além desse telescópio, a cidade do Sertão do São Francisco ganhará outros três.
´A meta é sermos referência no turismo pedagógico. E atrair alunos e professores de vários estados`, disse o prefeito Romero Magalhães (PSB).

Além do projeto do Observatório Nacional, estão planejados para Itacuruba os observatórios solar do Centro de Estudos Astronômicos (CEA), municipal e magnético. As obras do projeto do CEA já foram iniciadas.

Já o telescópio magnético está subordinado à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
A estimativa, segundo Romero Magalhães, é que sejam investidos R$ 5 milhões nos projetos, cujas conclusões devem ocorrer até dezembro de 2012.

A escolha de Itacuruba para abrigar os telescópios se deu por conta de condições técnicas. Entre elas, explicou Fernando Roig, a pouca quantidade de chuvas e de queimadas e o grande número de noites de céu aberto, o que facilita as pesquisas astronômicas.
Também foram favoráveis, a baixa densidade demográfica no entorno da área e a proximidade de um centro urbano. Do Morro da Serrinha, onde fica o primeiro telescópio instalado, são oito quilômetros. A distância facilita o apoio logístico, mas não há interferência da lumonisidade artificil.

Telescópio de Itacuruba

2º maior telescópio óptico do Brasil;

1 metro de diâmetro possui o espelho principal do equipamento, enquanto o diâmetro do telescópio de Brasópolis (Minas Gerais) mede 1,60 metro;

5 hectares é quanto mede o terreno onde o telescópio de Itacuruba foi instalado;

70% dos objetos próximos à órbita terrestre com tamanho capaz de causar grandes catástrofes ainda foram descobertos;

25% da esfera celeste não estavam sendo exploradas antes do funcionamento do telescópio de Itacubura.

A observação dos 75% vinha sendo feito por observatórios;

90% dos cometas e asteróides em risco de colisão com a Terra devem ser identificados, segundo a União Astronômica Internacional, por projetos semelhantes ao brasileiro;

1908, ano em que um meteoro caiu sobre a Sibéria. No choque, o corpo celeste destruiu cerca de 80 milhões de árvores;

60 milhões de anos atrás a queda de meteoro no México provocou o desaparecimento dos dinossauros.

Fontes: Observatório Nacional, Prefeitura de Itaburuba/DP - 27/03/11

Estação Butantã do metrô de SP abre nesta segunda-feira

Será inaugurada nesta segunda-feira (28) a estação Butantã da linha 4-amarela do metrô paulistano.

De acordo com o Metrô, inicialmente a estação vai funcionar das 8h às 15h, apenas de segunda à sexta, incluindo feriados, para a realização de testes.

Inaugurada em maio de 2010, a linha 4 funciona hoje apenas entre as estações Paulista e Faria Lima. Com a nova estação, a linha vai alcançar 5,2 km --quando completa, ela terá 12,8 km.

Pelos cálculos do metrô, a nova estação vai permitir um ganho de 23 minutos no trajeto entre as avenidas Vital Brasil e Paulista, considerando o tempo de viagem informado pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) a partir de velocidade média do trânsito nos horários de pico.

Anexo à estação Butantã vai funcionar um terminal de ônibus. A SPTrans, responsável pelo transporte municipal, vai implantar duas linhas : a primeira, chamada Butantã-USP, fará a ligação entre o metrô e a Cidade Universitária. A segunda, batizada de Butantã-Luz, circulará pelo corredor da avenida Rebouças com destino à estação da Luz.


Juca Varella-18.mar.11/Folhapress
Funcionárias limpam portas da estação Butantã, que se abrem simultaneamente com as do trem
Funcionárias limpam portas de plataforma da estação Butantã, que se abrem simultaneamente com as do trem

PINHEIROS

Oficialmente, o governo mantinha a metade do ano como prazo para abrir as duas próximas estações da linha --Butantã e Pinheiros--, mas a Folha apurou que a empresa queria antecipar as entregas.

Em fevereiro, o Metrô obteve a licença ambiental da Cetesb (companhia ambiental do Estado) para operar as duas estações.

A meta extraoficial é inaugurar a estação Pinheiros --polêmica pela abertura da cratera em 2007-- até abril, e o funcionamento para horários de pico até junho.

As estações Luz (que fará integração com a linha 1-azul) e República (integrada com a 3-vermelha) serão concluídas só no segundo semestre.

Fonte: Folha SP - 27/03/11

Empresas aéreas aumentam lista de "taxas de conforto"

Viajar de avião está ficando mais barato no Brasil, mas companhias aéreas cobram cada vez mais por serviços que antes eram básicos

Viajar de avião está ficando mais barato no Brasil - segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio da tarifa caiu 40% desde 2002. Viajar com conforto, porém, é outra história. Pegando carona nas companhias de baixo custo americanas e europeias, as aéreas brasileiras estão cada vez mais cobrando por serviços que antes eram básicos, como poltronas minimamente espaçosas, serviço de bordo ou marcação antecipada de assentos. TAM, Gol, Webjet e Azul já oferecem os "extras" ao passageiro.

Não bastasse o espaço entre as poltronas ter diminuído, as empresas agora apostam nos "assentos-conforto" - na verdade, poltronas distantes de 80 cm a 90 cm entre si, o que já foi padrão nas aeronaves na década de 1980. Agora, essa distância média não passa de 76 cm na maioria das aeronaves que operam rotas regulares dentro do Brasil.

Para ganhar de volta o espaço perdido, paga-se a mais. "As atendentes de check-in até me ofereciam as saídas de emergência na hora de marcar o assento. Outro dia, quando pedi, me cobraram R$ 20. Não paguei", conta o gerente de vendas Leon Maia, que tem 1,89 m e viajava pela TAM. Em voos internacionais, a companhia cobra entre US$ 50 e US$ 70 pelos assentos-conforto, que podem ser nas saídas de emergência ou nas primeiras fileiras da aeronave.

Já a Webjet inovou na cobrança de marcação antecipada de assentos. Para escolher já no ato da compra onde quer sentar, o passageiro paga R$ 5 (poltronas comuns) ou R$ 10 (assentos-conforto). Se não quiser o serviço, fica sujeito à marcação aleatória na hora do check-in.

A mesma companhia também já oferece em todas as rotas o serviço de venda de alimentos a bordo. "Trata-se de um cardápio diferenciado, com diversas opções de lanches e bebidas por um preço acessível", afirma a empresa. Ainda em fase experimental, a Gol também começou a cobrar pela comida em 85 voos diários, mantendo também o "serviço de bordo padrão" para quem não quiser pagar.

Questionada sobre a falta de espaço nas aeronaves, a Anac já ensaiou exigir que as companhias cortassem o número de poltronas nos aviões para oferecer mais espaço aos passageiros.
A questão foi levantada em 2007 pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.
Dois anos depois, a ideia foi substituída por outra: a criação de um selo para identificar aeronaves mais espaçosas, sem punir as que "espremem" o passageiro.

O Selo Dimensional da Anac saiu em fevereiro deste ano e premiou, até agora, a Avianca e a Passaredo com a etiqueta "A" - distância entre assentos maior ou igual a 76 cm. A avaliação das demais companhias ainda não foi divulgada, mas, segundo a regra da agência, é obrigatória.

Na Europa, a Ryanair já anunciou que pretende cobrar € 1 pelo uso do banheiro. Nos Estados Unidos, quase todas as empresas já cobram pelo despacho da primeira bagagem - não há franquia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

Fonte: AE | 27/03/11

Projeto ajuda agricultor a se adequar à legislação ambiental em MT

O projeto tem mudado a rotina dos agricultores de Lucas do Rio Verde (MT).
Parte das APPs do município está em processo de recuperação.


O projeto Lucas do Rio Verde Legal tem mudado a rotina dos agricultores de Mato Grosso, uma das regiões que mais produzem grãos no país. A ideia é fazer com que as fazendas cumpram determinações da legislação ambiental. Além de soja, milho e algodão, os produtores estão plantando árvores nativas.

O objetivo é fazer com que as fazendas do município cumpram as determinações da legislação ambiental.

Esta história começou em uma viagem que o prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz, fez em 2005 à Europa. “Vimos a campanha liderada pelo Greenpeace no mercado europeu boicotando os produtos do estado do Mato Grosso, principalmente da nossa região, ligados à questão ambiental”.

O município de Lucas do Rio Verde integra o médio-norte de Mato Grosso, uma região muito próspera, importante produtora de grãos. O prefeito, que também é agricultor e empresário, entendeu logo que uma campanha como a do Greenpeace, organização não governamental de prestígio internacional, não traria bons ventos.

Marino Franz passou a temer os estragos que um possível boicote aos produtos da região poderia causar e decidiu agir. “Ficou muito claro que nós deveríamos mudar o jeito de trabalhar. Não é só mudar o jeito, mas também mudar a imagem”.

Lucas do Rio Verde é um daqueles municípios de colonização recente, que surgiram no rastro da abertura da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém, no Pará. As primeiras famílias chegaram ao lugar no começo da década de 80, quase todas vindas da região Sul do país.

O lema era "Ocupar para não entregar". Grandes áreas de cerrado e floresta foram abertas. Não demorou e Lucas do Rio Verde ganhou importância na produção de soja, milho e algodão. Atualmente o município pratica uma agricultura de ponta, com alta produtividade.

Mas os tempos mudaram e junto com a fama de grande produtor veio também a de desmatador. Foi nesse cenário que nasceu, em 2006, o projeto "Lucas do Rio Verde Legal".

Com dinheiro da iniciativa privada, o projeto é fruto de uma parceria entre prefeitura, produtores rurais e a ONG norte-americana The Nature Conservancy, também chamada TNC. O objetivo central é ajudar o agricultor a regularizar sua propriedade e adequá-la à legislação ambiental.

“O produtor sem o licenciamento e sem a adequação ambiental da propriedade rural não atinge os mercados novos. Ele não consegue acesso a recursos e não consolida o próprio mercado do produto que está vendendo ou produzindo. É fundamental fazer isso hoje”, diz Gina Timótheo, representante da TNC no estado em Mato Grosso.

Em princípio, todos os produtores foram convidados a cadastrar suas propriedades em um banco de dados da prefeitura. Com as informações em mãos e a ajuda de imagens de satélite, os técnicos do projeto mostravam ao agricultor as áreas degradadas das fazendas. O segundo pasos é ir a campo e demarcar as áreas, principalmente as Áreas de Preservação Permanente, chamadas APPs, que ficam principalmente em beiras de rios e nascentes. É a mata ciliar, que protege as águas.

A primeira estaca cravada em Lucas do Rio Verde está na propriedade do agricultor Hilário Piccini, que hoje já está com as APPs bem recuperadas. Quem o convenceu a entrar para o projeto foi Luciane Coppetti, que na época era Secretária de Agricultura e Meio Ambiente do município. Hoje, ela é coordenadora de projetos da TNC.

“Não foi difícil convencer o homem. Eu acho que o mais importante do projeto todo é mostrar ao produtor como a legislação deve ser cumprida. Então, nada mais é do que aplicar a legislação na propriedade. O seu Hilário foi prontamente adepto à ideia e acabou isolando suas áreas”, explica Luciane.

O fazendeiro conta que demorou um pouco para entender o processo. “Eu fiquei meio receoso. Fiquei meio ressabiado dessas ONGs. Tem que se cuidar um pouco. Tem muita falta de informação. Então, parece um bicho de sete cabeças. Essas ONGS vem aí pra atrapalhar, mas, felizmente, a TNC ajudou. Orientou a dizer onde tinha problema das áreas, e mostrou e mapeou”.

Hoje o município de Lucas do Rio Verde se orgulha de ter todo o território mapeado. As imagens de satélite mostram com precisão cada cantinho que tem de ser recuperado. A realidade, muitas vezes, surpreende.

Foi o que aconteceu com o agricultor Clovis Cortezia, que descobriu que para recompor a mata ciliar da sua propriedade teria que reflorestar 24 dos cinco mil hectares onde cultiva soja, milho e algodão.

“Ninguém gosta de escutar que está errado. Tem certa rejeição. Mas quando você é obrigado a escutar e vê que está errado, tem que corrigir. O produtor sempre tinha esse receio de que não gostava nem de falar. Hoje Lucas do Rio Verde percebe que o produtor está muito consciente”, diz Cortezia.

O agricultor gastou para plantar as mudas de árvores nativas e ainda deixou de ganhar com a área reflorestada, mas acha que valeu a pena. “Todo mundo falava que nós acabávamos com a floresta. Hoje, as pessoas que vem de fora nos veem com outros olhos. Ela vem ver e copiar como é feito. Isso é muito prazeroso para nós".

O cadastramento de 100% dos produtores e o mapeamento de toda a área do município é um feito inédito no Brasil, segundo a ONG que cuida do projeto.

“Nenhum município tem as informações que a gente tem. Nós sabemos quem está, qual é o produtor rural, quem é a família que ali está, quantas pessoas são, o que produz, quanto produz, e, principalmente, qual a vegetação remanescente em cada propriedade. Ou seja, um relatório completo de cada propriedade rural, dos 363 mil hectares de Lucas do Rio Verde”, explica a coordenadora do TNC.

O trabalho possibilita um retrato muito preciso do município. Hoje sabe-se que quase 70% da área total de Lucas do Rio Verde já foi explorada. Os outros 30% são de vegetação nativa remanescente.

Lucas do Rio Verde tem 754 nascentes e um curso d'água de 2.077 quilômetros. O município tem pouco mais de 24 mil hectares de Área de Preservação Permanente. Destes, quase cinco mil hectares estavam degradados. Depois do projeto, cerca de 60% dessas APPs já se encontram recuperadas ou em processo de recuperação.

“O objetivo maior é a conservação da água. Nós avaliamos como extremamente positivo”, avalia Luciane. Os esforços continuam. O município quer a regularização de todas as propriedades para, no futuro, buscar algum tipo de certificação.

“O projeto Lucas do Rio Verde Legal dará condições aos agricultores de acessar os mercados internacionais, certificando a produção com sustentabilidade. Esse é o grande diferencial que buscamos”, diz Eduardo Pascoski, secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente.

O projeto Lucas do Rio Verde Legal deu resultados tão bons que outros municípios decidiram seguir pelo mesmo caminho.

Há muitas iniciativas, mas nem todas ligadas a TNC. Sob os cuidados da ONG estão sete municípios no Pará e outros 11 em Mato Grosso. Dentre eles, Sorriso, o maior produtor de soja do país.

Fonte: Do Globo Rural - 27/03/11

Rede Cegonha funcionará primeiramente no Recife e outras oito cidades

A presidenta Dilma Rousseff lançará nesta segunda-feira (28), em Belo Horizonte, um programa para dar atendimento integral a gestantes e bebês. O objetivo do Rede Cegonha, que é uma promessa de campanha de Dilma, é combater práticas que acabam influenciando para as altas taxas de mortalidade materna e infantil.

Os problemas identificados pelo Ministério da Saúde e que influenciaram na elaboração do programa vão desde o elevado número de gravidez indesejada, dificuldade de muitas mulheres de terem acesso aos exames de pré-natal de qualidade, práticas inadequadas de parto, além da costumeira peregrinação de gestantes, geralmente da periferia das grandes cidades, em busca de uma maternidade.

Ao falar do programa, durante a campanha, Dilma procurou enfatizar mais a necessidade de uma gestão eficiente do Sistema Único de Saúde (SUS), que a construção de hospitais, aquisição de ambulâncias e outros recursos. O governo ainda não divulgou detalhes do programa, mas a ideia do governo com o Rede Cegonha segue esse princípio, ou seja, articular uma rede de atenção para todas as fases da maternidade.

A estratégia do governo é implantar primeiramente o atendimento integral do Rede Cegonha em nove cidades brasileiras: Manaus, Recife, Distrito Federal, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo. Dados preliminares de 2009 apontam para quase 300 mortes de mulheres nessas regiões metropolitanas ao ano, o que representa 13,38% do total de óbitos maternos ocorridos no país em 2009, que atingiu 1.724.

No país, 25% dos óbitos infantis ocorrem no primeiro dia de vida. Os dados de 2009 apontam que nessas cidades 4.619 óbitos neonatais por ano, o que representa 15,72% do total de óbitos neonatais ocorridos no país em 2009. Além disso, o Estudo Sentinela, realizado pelo Ministério da Saúde em 2004 estimou em 12 mil os casos de sífilis congênita por ano nessas regiões metropolitanas.

Os números apontam, não para falta de acesso ao pré-natal, mas para uma falta de qualidade no exame, problema que vem preocupando o governo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, apenas 2% das gestantes moradoras dessas cidades não tiveram acesso ao pré-natal em 2009. Além disso, dados do governo apontam que em 2009, entre os nascidos vivos, 90% tiveram pelo menos quatro consultas de pré-natal, e cerca de 63% dos nascidos vivos tiveram sete ou mais consultas, padrão recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

O Rede Cegonha foi inspirado no Cegonha Carioca, lançado pela Prefeitura do Rio de Janeiro no ano passado. O programa prevê a vinculação do pré-natal ao parto, com acompanhamento de cada fase da gestação. Para as mães assíduas aos exames de pré-natal, o programa oferece enxoval completo, ambulância na porta de casa e visita prévia para conhecer a maternidade onde será feito o parto.

De acordo com a última Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS) finalizada em 2006, no Brasil, 46% das gestações não são planejadas. Essas gestações ocorrem em 98 mil adolescentes na faixa etária de 10 a 19 anos. Estima-se ainda que se realize no Brasil mais de um milhão de abortos por ano, a maior parte em condições inseguras.

O Brasil já é conhecido mundialmente pelo alto número de partos cesáreos. Enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) aceita um percentual de 15% para as cesarianas, atualmente 40 % dos partos pelo SUS são cesáreos.

O governo está preocupado também com a humanização do parto. Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc apontou que 4,27% das mulheres que deram a luz na rede pública relataram maus tratos ou alguma forma de violência na hora do parto.

Fonte: Agência Brasil - 27/03/11

Instituto dos Cegos: 102 anos de existência em Recife

Comemorando 102 anos de existência, o Instituto dos Cegos Antônio Pessoa de Queiroz (ICPQ), popularmente conhecido apenas como Instituto dos Cegos, é responsável por realizar atividades de reabilitação com deficientes visuais. Fundada em 1909 por Antônio Pessoa de Queiroz, que, na época, era industrial, a instituição oferece vários serviços como saúde, lazer, educação; todos voltados para o bem-estar e à saúde dos usuários.

Inicialmente, o Instituto foi fundado na rua da Glória, no bairro da Boa Vista, em 12 de março de 1909, e permaneceu no local até 1927. Todavia, de acordo com uma das filhas do fundador, Anaube Pessoa de Queiroz, as instalações já não suportavam mais a quantidade de deficientes que estava cadastrada, então, precisou-se deslocar a casa para o endereço atual, na rua Guilherme Pinto, no Derby. “Ele tinha juntado dinheiro durante um certo tempo e comprou essa casa daqui”, informou.

Já que Antônio Pessoa não tinha condições de administrar o ICPQ, doou-o à Santa Casa de Misericórdia, que permanece como mantenedora da fundação e tem como presidente da casa o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido.

De acordo com a diretora administrativa, a irmã Maria das Graças Silva, o ICPQ possui 19 funcionários que atendem a, aproximadamente, 360 deficientes visuais cadastrados. Dentre estes, há 104 em atividades diárias. “Eles têm o direito de participar de todos os cursos que quiserem. Temos curso de artes manuais, música, aulas de hidroginástica, teatro, dança e muitos outros. Além desses, disponibilizamos psicólogos e assistentes sociais para acompanharem as pessoas”, informou.

Além das aulas, os alunos têm acesso ao ensino do braille (sistema de leitura apropriado para cegos). A professora Maria Vitória Marinho é ex-aluna da casa. Ela explica que aqueles que chegam pela primeira vez fazem uma espécie de triagem. “São avaliações para saber o quanto ele enxerga, ou se não tem nenhuma visão”, explicou. Nos exames, é analisado se o deficiente tem percepção tática e se ele consegue diferenciar os tamanhos das letras e números. Há, ainda, as avaliações psicológicas que fazem parte do processo.

Atividades ajudam na reabilitação

Os alunos que frequentam o Instituto dos Cegos fazem do local uma segunda casa. Muitos participam das atividades desde criança e permanecem nos cursos até hoje. É o caso de Inácio José de Lima, 25, que vai ao local há 15 anos. Desde os seis meses de vida foi diagnosticado o glaucoma congênito em Inácio. A doença é hereditária e causa o aumento da pressão intraocular nas crianças com má formação nos olhos.

“Enxerguei até os dez anos com o olho esquerdo, mas a visão direita eu perdi desde os seis anos. Foi difícil para eu me adaptar, porém, com a força de vontade que eu tinha e a da minha mãe, fui vencendo as dificuldades”, relatou. Inácio afirma que era difícil quando a professora da escola escrevia no quadro, pois ele não conseguia enxergar. “Ela tinha que copiar no meu caderno, para eu poder fazer as tarefas”, externou o rapaz.

Em relação aos colegas de sala, Inácio revelou ter sofrido preconceito. “Não recebia o apoio deles, só a professora que ajudava. “Aos dez anos, Inácio passou a visitar o ICPQ e, desde então, participou de vários dos cursos oferecidos pela casa. “Gosto de todos, mas tenho uma preferência pelo de Informática”, confessou. Para ele, a ida diária ao local é uma terapia.

A opinião também é compartilhada pelos colegas de sala, segundo a professora Roseane Menezes. “Eles gostam das aulas, e aprendem, de fato. Ficam bem estimulados e fazem as atividades em casa, também. É muito gratificante para a gente, pois é um aprendizado não só para eles, mas, também, para os professores”, informou Roseane, que ensina artes manuais há quase dois anos no instituto.

Saiba mais

A ideia da casa é relacionada à vida do seu fundador. Antônio Pessoa de Queiroz ficou cego aos três anos devido a brincadeiras em uma festa junina na cidade em que residia, Umbuzeiro, na Paraíba. Com seis anos, foi encaminhado ao Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, por influência do tio, Epitácio Pessoa, ex-presidente do Brasil. No Rio, viveu por vários anos e, ao se formar, ganhou o direito, por mérito, de viajar à Europa. No entanto, solicitou que a quantia do prêmio pudesse ser utilizada para abrir uma casa que apoiasse os deficientes visuais no Recife.

Fonte: Folha de Pernambuco - 27/03/11

Emprego e renda no Polo Farmacoquímico em Pernambuco

Após Suape se consagrar como celeiro de vagas, agora é a vez de Goiana

ANDRÉ CLEMENTE

Várias empresas já anunciaram instalações em cidades pernambucanas. E mais. Já colocam o Estado como o que mais oferece perspectivas positivas de crescimento.

Fora o boom econômico que Pernambuco exibe com o Complexo de Suape, é em Goiana, município localizado na Mata Norte do Estado - que receberá o Polo Farmacoquímico de Pernambuco - onde os ares de desenvolvimento estão em alta. O Polo inclui investimentos aproximados de R$ 1,5 bilhão do governo e das próprias empresas, com a criação de mais de três mil postos de trabalho.

A expectativa da população é que a geração de empregos, obviamente, benefecie a população local e isso já anda acontecendo. Morador de Goiana/PE, Isaías dos Santos trabalhava como pedreiro na cidade, mas a falta de emprego o levou a atuar nos últimos quatro anos como aplicador de herbicida. Estava desempregado há sete meses.

“Me inscrevi na Agência do Trabalho de Goiana, no curso de formação de ajudante de pedreiro. Antes de concluir as aulas, fui chamado para as obras da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). Estou nas obras há cinco meses, entrei como ajudante de pedreiro e já fui promovido, hoje sou meio oficial de pedreiro. E fazendo o que gosto”, destaca Isaías. “Pretendo fazer outros cursos no Centro de Vocação Tecnológica (CVT), de ferreiro e encanador, para poder ser aproveitado para trabalhar em todas as etapas da obra”, completa.

“Empresas âncoras do esquema do Polo, como Hemobrás, Vita Derm e Lafepe, já anunciaram necessidades e Goiana contempla, ainda, obras de infraestrutura já em planejamento”, esclarece o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Ad Diper), Márcio Stefanni. O que isso interessa? Emprego e, em alguns casos, de imediato.

Segundo o prefeito de Goiana, Henrique Fenelon, a amplitude do projeto gerava dúvidas de como a população do entorno do Polo poderia se beneficiar desta Indústria que será âncora na Mata Norte.

“Hoje, a preocupação é qualificar trabalhadores da região para trabalharem na Hemobrás. A capacitação é um projeto (investimento de programas da prefeitura e do Governo do Estado) que terá verba destinada partindo de R$ 1 milhão. Cento e cinquenta profissionais já estão em curso e estamos trabalhando na divulgação dessas capacitações para a população se informar na Secretaria de Desenvolvimento da Prefeitura e na Escola Técnica de Goiana sobre as vagas para atender o Polo. Espera-se treinar mais 500 este ano, no mínimo”, explica Fenelon.

Fonte: Folha PE - 27/03/11

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