domingo, 20 de março de 2011

5 things to know about human trafficking

5 things to know about human trafficking
Human trafficking doesn't just happen in far-away places. It can happen anywhere in the world.

By Amanda Kloer, Special to CNN

Editor's Note: Amanda Kloer is an editor with Change.org, where she organizes and promotes campaigns to end human trafficking. She has created numerous reports, documentaries and training materials on human trafficking in the United States and around the world.

Human trafficking might not be something we think about on a daily basis, but this crime affects the communities where we live, the products which we buy and the people who we care about. Want to learn more? Here are the five most important things to know about human trafficking:

1. Human trafficking is slavery.
Human trafficking is modern-day slavery. It involves one person controlling another and exploiting him or her for work. Like historical slavery, human trafficking is a business that generates billions of dollars a year. But unlike historical slavery, human trafficking is not legal anywhere in the world. Instead of being held by law, victims are trapped physically, psychologically, financially or emotionally by their traffickers.

2. It's happening where you live.
Stories about human trafficking are often set in far-away places, like cities in Cambodia, small towns in Moldova, or rural parts of Brazil. But human trafficking happens in cities and towns all over the world, including in the United States. Enslaved farmworkers have been found harvesting tomatoes in Florida and picking strawberries in California.

Young girls have been forced into prostitution in Toledo, Atlanta, Wichita, Los Angeles, and other cities and towns across America. Women have been enslaved as domestic workers in homes in Maryland and New York. And human trafficking victims have been found working in restaurants, hotels, nail salons, and shops in small towns and booming cities. Wherever you live, chances are some form of human trafficking has taken place there.

3. It's happening to people just like you.
Human trafficking doesn't discriminate on the basis of race, age, gender, or religion. Anyone can be a victim. Most of the human trafficking victims in the world are female and under 18, but men and older adults can be trafficking victims too.

While poverty, lack of education, and belonging to a marginalized group are all factors that increase risk of trafficking, victims of modern-day slavery have included children from middle-class families, women with college degrees, and people from dominant religious or ethnic groups.

4. Products you eat, wear, and use every day may have been made by human trafficking victims.
Human trafficking isn't just in your town - it's in your home, since human trafficking victims are forced to make many of the products we use everyday, according to ProductsofSlavery.org. If your kitchen is stocked with rice, chocolate, fresh produce, fish, or coffee, those edibles might have been harvested by trafficking victims.

If you're wearing gold jewelry, athletic shoes, or cotton underwear, you might be wearing something made by slaves. And if your home contains a rug, a soccer ball, fresh flowers, a cell phone, or Christmas decorations, then slavery is quite possibly in your house. Human trafficking in the production of consumer goods is so widespread, most people in America have worn, touched, or consumed a product of slavery at some point.

5. We can stop human trafficking in our lifetime.
The good news is not only that we can end human trafficking around the world, we can end it within a generation. But to achieve that goal, everyone needs to work together. Already, activists around the world are launching and winning campaigns to hold governments and companies accountable for human trafficking, create better laws, and prevent trafficking in their communities.

You can start a campaign on Change.org to fight trafficking in your community. You can also fight trafficking by buying from companies that have transparent and slave-free supply chains, volunteering for or donating to organizations fighting trafficking, and talking to your friends and family about the issue. Together, we can fight human trafficking … and win.

The opinions expressed in this commentary are solely those of Amanda Kloer.

Fonte: CNN Freedom Project



Prêmio destaca esporte como agente social

Distinção vai contemplar projetos universitários em SP e RJ que usem a prática esportiva para promover desenvolvimento humano e social

Prêmio Nike/Divulgação
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Professores e alunos de universidades dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro que contenham projetos de extensão que utilizem o esporte como promotor do desenvolvimento humano ou social têm até 2 de maio para inscrever suas iniciativas na 2ª edição do Prêmio Nike Esporte pela Mudança Social.

A distinção é organizada em conjunto pela fabricante de material esportivo Nike, a Universidade Solidária (Unisol) e a Rede Esporte pela Mudança Social (REMS), entidade cuja criação foi apoiada pelo PNUD.

O prêmio foi criado para estimular a pesquisa e o desenvolvimento da inclusão econômica e social por meio da prática de esportes, explica o coordenador-executivo da REMS, Victor Barau.

"Queremos demonstrar que o esporte tem potencialidades ligadas aos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), pois promove a inclusão social e da mulher, além de reduzir os conflitos étnicos e de gênero", ressalta.

Os dois projetos vencedores receberão, cada um, R$ 25 mil, que poderão ser utilizados na execução de atividades contidas na proposta.A s iniciativas serão acompanhadas por seis meses, e os profissionais envolvidos receberão capacitação.

Barau diz aguardar o recebimento de inscrição de cerca de 60 projetos para análise e seleção. As iniciativas, que podem já ter sido implementadas ou ainda estar no papel, devem beneficiar diretamente jovens em situação de vulnerabilidade social.

"O esporte é a melhor forma de ensinar cooperação e trabalho em equipe. Muitos adolescentes beneficiados pelo trabalho social dos atletas acabam se inspirando neles e tendo ganho na qualidade de vida", complementa.

A primeira edição do evento, em 2010, teve cinco vencedores. Três deles apostaram em atividades relacionadas ao futebol como motor de inclusão de jovens carentes. Os outros dois investiram na produção de skates a partir de bambu (foto) e na educação tendo como base as pistas de atletismo.

Inscrição

Para se inscrever, é preciso, primeiro, preencher um formulário on-line. Em seguida, deve-se elaborar o projeto de acordo com o regulamento e o roteiro para elaboração das iniciativas, e enviá-lo para os e-mails esportepelamudancasocial@unisol.org.br ou unisol@unisol.org.br até 2 de maio.

Por fim, o participante deve imprimir o comprovante de inscrição, recolher as assinaturas necessárias com carimbo da IES – Reitor(a); Pró-Reitor(a) de Extensão; Professor(a) Coordenador(a), e enviar para o endereço citado na ficha on-line.

Fonte: ONU Brasil

BNDES abre no Rio ciclo de palestras de 2011

Objetivo é facilitar o acesso ao crédito para os micro, pequenos e médios empresários

O BNDES está recebendo inscrições para a primeira palestra institucional de 2011, O BNDES mais perto de você, a ser realizada na próxima terça-feira, dia 22, às 17h, no auditório do BNDES no Rio de Janeiro. O objetivo do evento é divulgar o método de atuação, os programas e linhas de financiamento do Banco, esclarecendo aos empresários as formas de acesso ao crédito.
A palestra será ministrada por uma equipe técnica, que também estará disponível para responder a perguntas dos empresários.

Em cada evento, técnicos especializados do BNDES apresentam a atuação do Banco e suas linhas e programas de financiamento voltados às micro, pequenas e médias empresas.
No fim das apresentações, tiram dúvidas e orientam sobre a opção mais adequada para cada necessidade.

Nos últimos três anos, mais de 10 mil pessoas participaram das palestras. Foram visitadas dezenas de cidades de todas as regiões do país. Em 2011, estão previstas 32 palestras, em 18 estados das cinco grandes regiões do Brasil.

Em 2010, o BNDES alcançou um recorde histórico: desembolsos de R$ 45,7 bilhões para as micro, pequenas e médias empresas, em mais de 568 mil operações. O volume de recursos foi quase o dobro do total liberado em 2009, ano em que o Banco também havia atingido o maior total de desembolsos ao segmento até então.

Para se inscrever, conhecer o programa e o cronograma de apresentações, clique aqui.
As vagas são limitadas e a inscrição é por ordem cronológica.

O BNDES mais perto de você
Data: 22 de março de 2011
Local: Av. República do Chile, n° 100 – subsolo 1 - Centro
Horário: credenciamento – 16h30h / palestra - 17h

Fonte: BNDES

Programa de pavimentação favorece escoamento da safra no ES

O Globo Rural tem acompanhado os transtornos provocados pelas estradas rurais mal conservadas. Nossos repórteres mostram a situação nos trechos que cortam pequenas propriedades do Espírito Santo.

César Dassie
Alfredo Chaves – ES


Pelas estradas rurais encravadas nas montanhas do Espírito Santo, passa boa parte do leite recolhido pela cooperativa de laticínios do município de Alfredo Chaves. A beleza da paisagem contrasta com o desconforto da boleia do motorista Jeferson Fregonasse, que há 12 anos trabalha nesse serviço. “Tem vez que a gente fica agarrado na estrada, tem que andar a pé para chamar trator para puxar a gente”, afirma.

O Brasil tem cerca de um milhão, quinhentos e oitenta mil quilômetros de estradas, 87% são de chão batido, segundo o Ministério dos Transportes. O agricultor convive diariamente com as irregularidades na pista, a poeira na época da seca e a lama quando chove.

Rolmar Botecchia, presidente da Cooperativa de Laticínios de Alfredo Chaves, diz que para a coleta do leite os caminhões percorrem nove mil quilômetros por mês. “Eu acho que é o principal problema do produtor, se ele não tiver estrada ele não tem como comercializar a produção dele. Tem que ter para quem vender. E quem quer comprar quer estrada boa”, diz.

Os caminhões que levam o leite também têm um prazo de três a quatro horas para voltar pra cooperativa. “Esses carros eles são isotérmicos, eles não refrigeram. Eles conservam por um determinado tempo na temperatura que ele recolhe do tanque de expansão, depois ele começa a esquentar”, explica.

Em lugares de difícil acesso ou onde só passam carros pequenos, o jeito é improvisar... Para enfrentar as adversidades das estradas rurais e para garantir o escoamento da produção, faça chuva ou faça sol, os agricultores de Alfredo Chaves têm um aliado: um veículo adaptado, que foi batizado com o nome de aranha. E eles dizem que o aranha supera qualquer obstáculo.

Pela estradinha que corta três propriedades, o agricultor Cleiton Mateus dirige até o alto do morro para buscar a banana que está sendo colhida. São 14 anos na companhia do aranha. “O aranha é montado em cima de uma base de fusca. Na frente é bem fácil de identificar a suspensão dianteira. Quando já está velho, não compensa mais ser reformado pra passear , aí é tirada a cabine de cima e feito uns reforços no chassi, botam umas latas ali e é montada uma caixa de madeira. Atrás é um motor de fusca normal. Na época da chuva, a gente costuma usar uma corrente no pneu. Ela ajuda bem a passagem pela lama. Se não conseguir chegar de aranha, a produção só chega de jerico mesmo”, explica Cleiton Mateus Petri, agricultor.

Em outro ponto de Alfredo Chaves, o agricultor Elson Denadai usa um micro-trator para se deslocar pelos morros da propriedade de 19 hectares.

Com a lavoura vistosa não demora para o agricultor praticamente sumir embaixo das folhas do inhame, ou taro, como também é chamada este planta. “A colheita vai ser daqui uns quatro meses, ela vai até no mês de outubro. Para tirar a produção aqui do campo e levar para cidade só com o micro-trator, até chegar num ponto de carregar com caminhãozinho. Nosso estado só consome 20% da produção, 80% sai para o Rio de Janeiro e Belo Horizonte”, diz Elson.

Entre a colheita e o transporte, o inhame de Elson demora quatro dias para chegar at[e o Rio de Janeiro. “É muito tempo porque a gente tem que dar uma volta hoje, que aumenta em mais de cem quilômetros”, diz.

A propriedade de Elson fica entre o município de Vargem Alta e a BR-262. Do lado onde a distância é mais curta até o Rio de Janeiro a estrada é ruim, do outro lado, onde o asfalto está mais pert da propriedade, a viagem fica mais longa, com os 100 quilômetros a mais.

“A gente é obrigado fazer esse trajeto porque a estrada de chão não suporta o peso. Os caminhões não conseguem romper com o peso, por causa da região de montanha, estamos acima de mil metros de altitude. E é muito difícil sair com a produção”, explica.

Difícil de sair com a produção e também de chegar com os insumos. Elson teve que interromper o serviço na lavora para buscar uma carga que não conseguiu ser entregue na sua propriedade. “Eu estou indo buscar bambu na serra que o caminhão não conseguiu subir, ele brochou e eu sou obrigado a buscar com o micro-trator por não ter estrada pavimentada. O caminhão estava muito pesado e não conseguiu romper”.

Cerca de dois quilômetros à frente, encontramos a carga de bambu largada na beira da estrada. Dez mil hastes que Elson terá que levar em 20 viagens para escorar o plantio de tomate. “Como tem muito morro, o caminhão não consegue subir por causa do peso. O asfalto dá mais segurança para o motorista. No meio da estrada para o caminhão com adubo, esterco, porque o caminhão não consegue subir. O serviço para na minha propriedade e o alimento não chega na mesa do consumidor”.

Assim como tantos municípios espalhados pelo Brasil afora, a economia de Alfredo Chaves depende basicamente da produção rural. Antônio Carlos Petri é o secretário de Agricultura do município e ressalta que, em todo o Brasil, a conservação das estradas de terra fica a cargo das prefeituras. “É uma trabalheira constante, a gente vive consertando estrada. A gente faz, a chuva desmancha, a gente faz de novo, a chuva desmancha. É, entra ano, sai ano fazendo isso. Estrada de terra é isso. Eu costumo dizer que não existe estrada de terra boa. Existe estrada de terra transitável. Você dá uma melhorada, mas a gente sabe que na primeira chuva pesada lá foi nosso serviço todo embora”, afirma.

Para acabar com esse "faz-e-refaz", desde dois mil e quatro o governo do Espírito Santo vem investindo na pavimentação de estradas rurais, é o programa Caminhos do Campo, que utiliza técnicas semelhantes à construção de uma estrada padrão só que com alguns ajustes.

“A espessura do asfalto do Caminhos do Campo é em média de dois centímetros. Se você for comparar com uma rodovia federal, uma rodovia estadual de grande porte, ela é muito mais esbelta porque normalmente essas estradas variam de cinco até quinze centímetros de espessura. Estes dois centímetros são suficientes pela característica do tráfego, que apesar de ter caminhões pesados, o tráfego é pequeno em volume. Então há tempo suficiente de passar um caminhão e a estrada se recuperar. Ela deforma e se recupera”, explica Lauro Koehler, engenheiro civil , gerente do programa Caminhos do Campo.

Por utilizar menos materiais e por respeitar o traçado original das estradas, cada quilômetro do Caminhos do Campo sai em torno de quatrocentos e cinquenta mil reais. Cerca de quatro vezes menos do que o custo da construção de uma estrada com tráfego mais intenso, como por exemplo, a BR-101, que fica pertinho daqui e margeia quase todo o litoral brasileiro.

A estrada de quase doze quilômetros que liga a Escola Agrícola de Olivânia, no município de Anchieta, à BR-101, foi uma das que recentemente ganharam pavimentação do programa Caminhos do Campo. Junto com o asfalto vieram as placas de sinalização, as faixas na pista e a satisfação do agricultor.

Entregue no fim do ano passado, a obra mudou até a decisão de quem havia pensado em abandonar a vida rural. “Tivemos até na hora de vender nossa propriedade aqui, ir embora, porque não ter condições de trabalho. Aí graças a Deus chegou o asfalto. Foi um problema resolvido e a gente não tem mais interesse em vender a propriedade”, conta Marcos Antônio Poton, agricultor.

“Quando ele falava em vender a propriedade eu particularmente não gostava da ideia. É uma propriedade que fica perto de onde eu nasci, então quer dizer minhas raízes estavam ali próximo. E quando ele falava em vender entristecia muito. Agora, não, agora está tranqüilo”, diz Luzia Poton Entringer, agricultora.

Obras de pavimentação de estradas rurais existem em vários estados brasileiros. No Espírito Santo, em sete anos, foram asfaltados, algo em torno de 700 dos 40 mil quilômetros das vicinais mais importantes para o escoamento da produção.

Uma propriedade que fica a cinco quilômetros da estrada recém pavimentada. A principal atividade é a fabricação de polpa de fruta congelada.

Enquanto do lado de fora ocorre a seleção das mangas, do lado de dentro as funcionárias trabalham no processamento do maracujá. Algumas frutas vêm de lugares distantes, como o município de Linhares, a quase 300 quilômetros do local.

“A gente necessita muito de uma boa estrada aqui, para estar escoando toda essa mercadoria. Tanto para ela chegar quanto para sair”, diz Luciana Catane, agricultora.

Para dar conta de atender aos pedidos de restaurantes e lanchonetes, Luciana faz entregas praticamente todos os dias nos municípios de Guarapari, Cachoeiro do Itapemirim, Piúma, Iconha, Alfredo Chaves, Vitória e Vila Velha. E o primeiro trajeto é sempre na estrada de chão, até chegar a estrada rural pavimentada, que se estende até a BR-101.

“Antigamente, dependendo da situação do tempo, chuva, tinha dia que a gente gastava uma hora e meia até uma hora e quarenta, pra fazer o trajeto de casa até a BR. Hoje a gente gasta uns 15, 20 minutos”, conta Luciana Catane, agricultora.

Para o secretário de Agricultura do Espírito Santo, Ênio Bérgoli, a estrada signifca bem mais do que o simples escoamento da safra. “Na agricultura nós precisamos ter essa interação um pouco mais de campo cidade. Nós não vamos ter uma escola em cada comunidade. Nós não vamos ter uma agroindústria que processa os produtos em cada comunidade. Então, nós precisamos ter um pavimento adequado às condições de tráfego, para levar as pessoas e levar os produtos da agricultura, nesses ambientes de interação entre o homem do campo e o homem da cidade”, declara.

As estradas não são tão largas e não tem nem acostamento. A cerca continua bem próxima. “Sim, a estrada continua sendo rural. Algumas delas têm mais de duzentos anos, por exemplo. Só que agora nós fizemos um tratamento. Nâo há qualquer interrupção. Hoje as pessoas transitam por elas de dia de noite, com chuva, com sol. Essa é a grande diferença. Estrada é o grande indutor de desenvolvimento, estrada inclui as pessoas, dá acesso às pessoas. Nós precisamos ter uma vida com dignidade no campo e as estradas contribuem muito para isso”, conclui.

Pela estrada passam as atividades do dia-a-dia do agricultor, como a educação, a saúde e, claro, a comida que alimenta a cidade.

Fonte: Globo Rural - 20/03/11

Educação ambiental para a preservação da água em SP

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Durante a Mostra Cultural os alunos puderam mostrar o que aprenderam em sala/Foto: Divulgação

Em 1992 a ONU declarou a data 22 de março como o Dia Mundial da Água e a cada ano promove um assunto relevante relacionado à principal fonte de vida da Terra.

No ano de 2011 esse assunto é Água e Cidades e, de acordo com dados a agência de água de São Paulo, a Sabesp, um brasileiro pode consumir até 200 litros de água por dia - número muito superior aos 3,3 m³/pessoa/mês (cerca de 110 litros de água por dia) indicados pelas Nações Unidas.

Os brasileiros precisam de uma reeducação ambiental, e para começar a semana da Água, o EcoD buscou a história da professora de ciências Débora Catarino como fonte inspiradora de incentivo à preservação.

Débora é professora de rede pública da cidade de São Paulo desde 2002, e em 2008 realizou um projeto piloto de educação ambiental para crianças da 5ª e 6ª séries, em parceria com a ONG Água e Cidade, pelo projeto Água na Escola.

Com ele, os estudantes da escola municipal Paulo Duarte passaram a ter contato com assuntos como composição da água, importância do ciclo, alerta para escassez, uso racional e, alternativas para economizar água.

Mas foi em 2009 que o projeto vingou de verdade, quando participou da Mostra Cultural do colégio, realizada em parceria com a professora de Língua Portuguesa, e envolveu toda a comunidade escolar.

Débora sabe da importância do seu trabalho na educação socioambiental de seus alunos pré-adolescentes – na faixa de 10 a 12 anos. São eles que vão tomar as melhores decisões para um mundo mais sociorresponsável quando começarem a escolher o que consumir, por exemplo. E como diz a professora, “educação ambiental é um trabalho de formiguinhas” que deve ser praticado diariamente. Não só apenas pelos professores, mas pelos pais, amigos, vizinhos e, porque não, filhos.

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Os alunos também se envolveram na produção do projeto/Foto: Divulgação

Portal EcoD - Como você conheceu o trabalho da ONG Água e Cidade?

Débora Catarino - A ONG fez um convite para as escolas das regiões de atuação do Programa Córrego Limpo da Sabesp enviar um representante para participar do curso de formação, com duração de dois dias, para possível implementação de projetos.

A direção da escola me escolheu, já que eu me encaixava no perfil para desenvolver projetos com o tema água, por ser professora de Ciências e estar naquele momento trabalhando com as turmas alvo (5ª série/6ºano).

Como foi o processo para a implantação do projeto?

Primeiro eu participei do curso de formação oferecido pela ONG Água e Cidade, em maio de 2008, quando tive oportunidade de conhecer o Programa Água na Escola e trocar experiências com profissionais de outras áreas (educadores e funcionários de vários setores da SABESP).

Durante o curso eu me apaixonei pelo projeto e as ideias para aplicação nas aulas foram surgindo. Então eu solicitei à ONG o kit que havia recebido no curso para todos os professores da minha escola que davam aulas para a série alvo do projeto e, no horário coletivo de trabalho, fiz uma breve apresentação do que havia aprendido no curso, sempre buscando parcerias para implementação de projetos na escola.

A aplicação do material da ONG com os alunos começou a ser desenvolvida em agosto de 2008. No entanto, foi no ano de 2009 que consegui implantar o projeto de maneira mais abrangente, fazendo parceira com a professora de Língua Portuguesa e envolvendo toda a comunidade escolar durante a Mostra Cultural.

Qual o incentivo que você teve para realizar o trabalho?

Primeiro a seriedade e o respeito com a qual as pessoas da ONG Água e Cidade nos tratam, ao cumprir prazos de entrega, manter um site totalmente atualizado e sempre auxiliando nas dúvidas e necessidades – são verdadeiros parceiros.

O fato dos alunos receberem o material de estudo e não precisarem devolver ajuda muito, porque eles acabam se apegando ao material e cuidando bem dele – a alegria com a qual as crianças recebem as revista é um incentivo e tanto para a continuidade do trabalho.

Quando um colega “compra” e “abraça” a idéia com a gente, formando uma parceria, também ajuda demais para que as coisas sigam adiante.

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Um dos jogos realizados com os alunos é o "Percurso da Economia"/Foto: Divulgação

Como as crianças reagiram às aulas? Você acha que eles aprenderam a cuidar da água?

No ano de 2008 eu trabalhei o tema Água utilizando como material principal as revistinhas, almanaques, apresentações de slides e vídeos oferecidos pelo pessoal da ONG. Já no ano de 2009, tive tempo de elaborar um projeto mais bem estruturado (Economize Brincando), onde o tema foi trabalhado ao longo do ano, uma vez por semana.

Os alunos aguardavam com muita expectativa as aulas de quarta-feira e com enorme ansiedade a próxima revistinha. Adoravam fazer a leitura compartilhada onde todos queriam se colocar no lugar dos personagens, Faísca, Margarida e Gotão. Todas as atividades propostas foram muito bem aceitas e tiveram uma grande participação.

Estou certa que a atitude dos alunos com relação à água mudou, pois fizemos a análise das contas e muitos considerados “gastões” vieram em outros momentos se justificar, contando que tinham chamado a atenção do irmão, mãe, pai e que vazamentos haviam sido consertados. Fora isso, esses alunos, hoje, são novamente meus na 7ª série (não leciono mais o público alvo do projeto Economize Brincando) e perguntaram logo na primeira semana de aula se eu me lembrava do projeto e se ele iria acontecer novamente, contaram também que ainda tem as revistinhas em casa, o que comprova que, de alguma maneira, a vida deles ficou marcada.

Você acha que esses alunos passaram a entender mais sobre educação ambiental?

A gente sabe que a educação ambiental é um trabalho lento e gradual, de “formiguinhas” como costumamos dizer, mas ele está acontecendo diariamente. Sabemos também que em educação ambiental um exemplo vale mais do que mil palavras e muitas vezes temos dificuldades no nosso trabalho porque nem sempre conseguimos a parceria da família. Mas temos uma escola limpa e isso é, certamente, fruto de um trabalho de educação ambiental.

O projeto Economize Brincando ainda está em prática?

Sim, embora em 2010 e 2011 a professora Sueli Nardini é que trabalha com as séries/anos alvo, o que não impede que o tema seja trabalhado por toda a escola.

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Desenho feito pela aluna Jenifer, da 5ª série/Foto: Divulgação

Você já realizou algum outro trabalho relacionado ao meio ambiente e a responsabilidade social com outros alunos?

Sim, essas atividades fazem parte do currículo de Ciências e acontecem com frequência nas minhas aulas, mas percebo que quando elas vêm em forma de projeto são muito mais produtivas e significativas.

Em 2003, eu trabalhei os princípios da Carta da Terra, onde cada aluno ilustrava da maneira que tinha compreendido o assunto discutido na aula. Ao final montamos painéis e uma árvore cheia de mãos (ao invés de folhas) com pedidos e desejos para promover uma cultura de paz.

Em 2004 fizemos parte do programa da Prefeitura de São Paulo “Pra viver de bem com os bichos”, com parceria do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). O projeto contempla os conceitos e as práticas que envolvem a posse responsável de animais de estimação. Foi um trabalho também desenvolvido ao longo do ano, com participação da comunidade em entrevistas e na Mostra Cultural onde os trabalhos finais foram expostos. Ganhamos até um concurso promovido pelo CCZ naquele ano.

E em 2005, em outra parceria com a professora de Língua Portuguesa, os alunos construíram jogos (dominó, trunfo, caça-palavras, carta enigmática, percurso, quebra-cabeças, memória) com o tema focado para o meio ambiente: Água, Ar, Energia, Reciclagem, Animais, etc.

O que te inspira e te dá vontade de realizar ações como estas com as crianças?

Minha inspiração vem da vontade de transformar através da educação. Vislumbrar um bom futuro pro país e individualmente para cada um dos meus alunos. Acredito de verdade no meu trabalho e nos meus princípios e também sei o tamanho da influência que tenho na vida dessas crianças – quero que essa influência seja positiva, produtiva e permanente.

Fonte: EcoD - 20/03/11

Cartilha dá dicas de como médicos devem dar notícias ruins a pacientes

Muitos profissionais esquecem que estão lidando com seres humanos

Uma forte dor nas costas, transformada em desespero pela falta de tato do médico ao transmitir o diagnóstico, levou Maria Mesquita, a mãe de Jeferson Augusto Mesquita, a desistir de viver. Enquanto ela e a família acreditavam que a dor não passava de um sintoma da idade avançada, o profissional, sem nenhuma cerimônia, seca e impiedosamente, informou-lhe que o incômodo tratava-se de um câncer no pulmão.

Como se não bastasse a gravidade da doença, a falta de preparo — ou simples descaso com os sentimentos alheios — do médico ao contar a má notícia fez com que ela ficasse imediatamente em choque, segundo o filho. Como forma de minimizar os danos desse tipo de abordagem, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, lançaram o livro Comunicação de Notícias Difíceis: Compartilhando Desafios na Atenção à Saúde. É uma espécie de "cartilha das más notícias".

Os 10 mil exemplares serão distribuídos para todas as redes vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com Priscila Magalhães, responsável pela coordenação da Política Nacional de Humanização do Inca, o objetivo do programa é que a publicação contribua para a inclusão e a valorização do tema nas relações entre os profissionais de saúde e os pacientes e familiares.

— Espera-se também que a leitura dos artigos estimule a discussão e a multiplicação de iniciativas similares — diz.

Priscila sabe que receber a má notícia é muito ruim, mas acredita que também os médicos sofrem, devido à sensação de impotência do profissional, o que torna ainda mais difícil para eles desempenharem o triste papel de mensageiros. Para a psicóloga, os médicos se decepcionam com o diagnóstico negativo e a impossibilidade de cura.

— É difícil enfrentar o insucesso, os limites ou os efeitos adversos dos tratamentos. Existem notícias difíceis do ponto de vista social, psicológico, dos cuidados de enfermagem, da falta de recursos e medicamentos — comenta.

A intenção é que histórias como a da mãe de Jeferson não se repitam. A desventura de dona Maria — e da família — começou no sábado de carnaval de 2008. Com dores nas costas, procurou atendimento emergencial. Fez uma série de exames e, depois de 15 dias, recebeu a notícia de que estava com câncer no pulmão.

— Ninguém desconfiava de nada. O médico perguntou o que ela sentia e, quando ela respondeu que estava cansada, ele disparou: "A senhora está com câncer" — recorda o filho.

Segundo ele, houve falha na comunicação da equipe e, talvez por isso, o médico achou que todos esperavam apenas a confirmação. Mesquita acredita que a mãe começou a morrer a partir daquela notícia.

— Ela ficou deprimida, se entregou, embora, à época, ela dissesse que estava lutando para viver — afirma.

O filho diz que procurou outras opiniões, tentou acalmar a mãe, mas os esforços foram em vão.

— Eu sei que a doença é cruel, mas a forma como foi abordada teve papel fundamental, agravando o estado dela, ainda que apenas o psicológico — ressalta.

Maria morreu em 2009.

"Arrancar o olho"

Para Priscila Magalhães, os profissionais precisam se preparar para comunicar a notícia difícil e também contar com o apoio da equipe, dos gestores e da rede de saúde.
Ela destaca que, dependendo da pessoa, da situação que está enfrentando e do apoio, a forma como o paciente recebe a notícia pode ter consequências nefastas, do abandono do tratamento à desesperança, à completa desestruturação emocional.

Contudo, com Joyce Queiroz Batista, hoje com 27 anos, foi diferente. Aos 17, ela se viu diante de uma escolha difícil: engravidar logo ou não poder gerar filhos nunca mais. A moça estava com endometriose, e o ginecologista afirmou que não demoraria muito até ela ter de retirar os ovários.

— É claro que eu queria ter filhos, mas não naquele momento, naquela idade — afirma.

Ela fez tratamento e, contrariando o prognóstico médico categórico, engravidou duas vezes: uma aos 21 e outra aos 26 anos.

— Tenho meus ovários até hoje — festeja.

Crente de que não passaria por outro susto, Joyce fez um exame de rotina no oftalmologista e descobriu que um sinal no olho esquerdo significava um problema — embora ainda não soubesse exatamente qual. Os médicos não diziam o que ela tinha, apenas a aconselhavam a procurar uma médica em São Paulo. Assustada com o mistério, Joyce buscou outra opinião — e foi posta, novamente, na berlinda.

— O médico me disse: "Por que você ainda não foi para São Paulo? O único tratamento aqui é arrancar o seu olho" — lembra. Ela agora luta para conseguir tratamento.

A gerente de treinamento do Albert Einstein, Cristina Mizoi, aposta na simulação realística com cenários que replicam as experiências da vida real para treinar os médicos.

— Simulamos os pacientes com robôs, manequins estáticos e atores profissionais — descreve.

Ela explica que, entre os aspectos trabalhados, destacam-se o envolvimento e as habilidades técnicas, cognitivas e comportamentais.

— É permitido errar, pois o ambiente é controlado e as condutas são discutidas. O treinamento permite perceber onde o erro foi cometido e como pode ser prevenido — salienta.

Choque e alucinações

Depois de sentir-se mal, Walter Machado foi para a emergência, fez alguns exames e recebeu o diagnóstico de que estava com leucemia profunda.

— O choque foi tão grande que não lembro de mais nada depois da notícia — afirma.

A partir daí, Walter ficou atônito, não conseguia caminhar, comer ou se comunicar. A esposa dele, Rosa Machado, é quem conta a história.

— Passamos por vários hospitais, onde sempre aplicavam sedativos nele, pois ele estava com alucinações — recorda.

Após alguns dias de desespero e atendimento quase inexistente, um médico assumiu o caso e descobriu que, na verdade, ele estava com púrpura (doença no sangue).

— Foram 18 dias na UTI, oscilando entre estado de coma e alucinações. Foi horrível. Ainda bem que ele se recuperou — descreve.

Rosa acredita que o estado mental do marido foi agravado pelo pavor resultante do diagnóstico do primeiro médico, uma vez que as alucinações não faziam parte dos sintomas da doença.

Pacientes são seres humanos

No Núcleo de Cuidados Paliativos do Hospital de Apoio de Brasília, o que não falta são pessoas com histórias de notícias ruins. A chefe da unidade, Anelise Carvalho Pulshen, explica que os pacientes chegam deprimidos por saberem que dali eles não saem mais.

— São pacientes terminais, que não recebem essa informação delicadamente — comenta.

Ela acha que muitos profissionais esquecem que estão lidando com seres humanos.

— É preciso se colocar no lugar dessas pessoas. Hoje, é um desconhecido, mas amanhã pode ser um parente ou até nós mesmos — aconselha.

Para ela, os profissionais precisam resolver os próprios problemas e saber separar as situações, para não acabarem com a pouca esperança do paciente.

— É preciso dar apoio, confiança. É disso que o paciente precisa — acredita.

Roteiro básico

Veja uma série de recomendações, baseadas no chamado Protocolo Spikes (modelo construído por estudiosos americanos visando transmitir o diagnóstico aos pacientes de câncer):

Objetivos

:: Escutar o paciente com a finalidade de conhecer o seu grau de informação sobre a doença, suas expectativas e seu preparo para receber a má notícia.

:: Transmitir informação médica de maneira inteligível, de acordo com as possibilidades, as necessidades e os desejos do paciente.

:: Dar suporte ao paciente, utilizando habilidades profissionais para reduzir o impacto emocional e a sensação de isolamento experimentados por quem recebe a má notícia.

:: Desenvolver uma estratégia, sob a forma de um plano de tratamento, com a contribuição e a colaboração do paciente.

Etapas e recomendações

ETAPA 1 - Como planejar a entrevista

:: Rever os dados que fundamentam a má notícia: resultados de exames, tratamentos anteriores, literatura médica e informações gerais sobre o paciente.

:: Avaliar seus próprios sentimentos - positivos e negativos - sobre a transmissão da má notícia para esse paciente.

:: Buscar ambiente com privacidade; informar sobre restrições de tempo ou interrupções que possam ser inevitáveis; desligar o celular ou pedir a um colega para atender.

:: Envolver pessoas importantes, se esse for o desejo do paciente.

:: Sentar-se e colocar-se disponível para o paciente.

ETAPA 2 - Como avaliar a percepção do paciente: "Antes de contar, pergunte"

:: Procurar saber como o paciente percebe sua situação médica (o que tem, se é sério ou não), o que já lhe foi dito sobre o seu quadro clínico e o que procurou saber por fontes leigas ou profissionais, internet etc., qual é a sua compreensão sobre as razões pelas quais foram feitos os exames.

:: Perceber se o paciente está comprometido com alguma variante de negação da doença: pensamento mágico, omissão de detalhes médicos essenciais, mas desfavoráveis sobre a doença ou expectativas não realistas do tratamento.

:: Corrigir desinformações e moldar a má notícia para a compreensão e a capacidade de absorção do paciente.

ETAPA 3 - Como avaliar o desejo de saber do paciente e obter o seu pedido por informações

:: Procurar saber, desde o início do tratamento, se o paciente deseja informações detalhadas sobre o diagnóstico, o prognóstico e os pormenores dos tratamentos ou se quer ir pedindo informações gradativamente.

:: Oferecer-se para responder a qualquer pergunta ou para falar com familiares ou amigos.

:: Negociar a transmissão de informação no momento em que se pedem exames: se o paciente vai querer detalhes sobre os resultados ou apenas um esboço que possibilite a discussão do plano de tratamento.

ETAPA 4 - Como transmitir a notícia e as informações ao paciente

:: Anunciar com delicadeza que más notícias estão por vir, dar tempo ao paciente para se dispor a escutá-las.

:: Evitar termos técnicos, adaptando-se ao vocabulário e ao nível de compreensão do paciente.

:: Evitar a dureza excessiva, amenizando a transmissão de detalhes desnecessários.

:: Informar aos poucos, buscando conferir o progresso de sua compreensão.

:: Quando o prognóstico é ruim, evitar transmitir desesperança e desistência, valorizando, ao contrário, os cuidados paliativos, o alívio dos sintomas e o acompanhamento solidário.

ETAPA 5 - Como validar a expressão de sentimentos e oferecer respostas afetivas às emoções dos pacientes (e de familiares)

:: Favorecer a expressão de pacientes e familiares sobre o impacto da má notícia, dando voz a seus sentimentos e emoções para ajudá-los a superar estados de choque e evitar o descontrole.

:: Acolher a legítima expressão de sentimentos de ansiedade, raiva, tristeza ou inconformismo de pacientes e familiares, dando-lhes algum tempo para se acalmarem e abrindo-lhes as possibilidades de continuidade do acompanhamento.

:: Buscar respostas de reconhecimento e sintonia afetiva, ensaiar perguntas exploratórias que favoreçam a expressão dos sentimentos e das preocupações em jogo, assim como afirmativas reasseguradoras da legitimidade dessas expressões para reduzir os sentimentos de isolamento do paciente e de familiares, expressar solidariedade e validar seus sentimentos e pensamentos.

ETAPA 6 - Como resumir e traçar estratégias

:: Resumir as principais questões abordadas e traçar uma estratégia ou um plano de tratamento para ajudar os pacientes a sentirem-se menos ansiosos e inseguros.

:: Antes de discutir um plano de tratamento, perguntar aos pacientes se eles estão prontos para essa discussão e se aquele é o momento.

:: Compartilhar responsabilidades na tomada de decisão com o paciente (o que pode também reduzir qualquer sensação de fracasso da parte do médico quando o tratamento não é bem-sucedido).

:: Avaliar o não entendimento de pacientes sobre a discussão, prevenindo sua tendência a superestimarem a eficácia ou não compreenderem o propósito do tratamento.

:: Ser honesto sem destruir a esperança ou a vontade de viver dos pacientes.

CADERNO VIDA ZH

Aniversário da biblioteca Arthur Vianna terá audiodescrição nas festividades no Pará

A Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves tem a honra de convidar Vossa Senhoria para o evento de comemoração dos 140 anos da Biblioteca Pública Arthur Vianna, que ocorrerá no período de 22 a 27 de março de 2011, com exposições, palestras de autores nacionais e regionais, troca e comercialização de livros, workshops, oficinas e atrações culturais diversas, sempre das 10h às 22h. Veja convite e programação abaixo.

PROGRAMAÇÃO COM AUDIODESCRIÇÃO:

Dia 23/03 - Cine Líbero Luxardo
15h - O olhar de dentro –Filme em audiodescrição: Cidade dos homens
(ingresso: 1 gibi ou 1 livro)

Dia 24/03 - Cine Líbero Luxardo
15h - O Olhar de dentro - Filme em audiodescrição: O homem que copiava.
(ingresso: 1 gibi ou 1 livro)

Dia 25/03 - Cine Líbero Luxardo
15h - O Olhar de dentro - Filme em audiodescrição: Batismo de sangue.
(ingresso: 1 gibi ou 1 livro)

Diretoria de Leitura e Informação - DLI
Gerência de Promoção Editorial - GPED
Fones: 32024372 / 32024376

Veja a programação completa no blog: Cultura em Movimento

Fonte: Blog da Audiodescrição - 20/03/11

Sistema de cultivo desenvolvido para o semi-árido aumenta a produção

Sistema agrosilvopastoril, da Embrapa, ajuda a conservar o meio ambiente; toda adubação vem do esterco dos animais e de plantas leguminosas

A caatinga ainda mantém 53% de cobertura vegetal, mas 80% de seus ecossistemas já sofreram algum tipo de alteração. Estes dados são reflexos do jeito de se fazer agricultura na região.

A maior parte dos pequenos produtores do sertão trabalha como seu Luiz da Silva, dono de um sítio de cinco hectares em Sobral, norte do Ceará.

A cada dois anos, no período da seca, ele desmata um pedaço da propriedade, serviço chamado de brocar. Depois de aberta, a área é queimada: “Se a gente não queimar, temos muito mais trabalho para limpar”, afirma Luiz da Silva, agricultor

Quando vem a chuva seu Luiz planta a roça. Ele não usa adubo, a produção depende da fertilidade natural da terra. Por isso, depois de dois anos, ele abandona a área e abre outro pedaço da propriedade. “A gente planta e no primeiro e no segundo ano dá bem, mas a partir dos três anos a terra enfraquece e não dá mais planta que deu nos primeiros dois anos”, conta o agricultor.

Nas áreas aonde a caatinga vai rebrotando, seu Luiz mantém uma pequena criação de cabras e ovelhas. A madeira retirada do brocado é usada nas construções e pra abastecer o fogão à lenha. “O fogão a lenha é mais rápido e mais barato”, comenta Antônia da Silva, agricultora.

Esse sistema de cultivo vem degradando a caatinga ano após ano. O agrônomo João Ambrósio de Araújo Filho, pesquisador aposentado da Embrapa, trabalha com caatinga há mais de 40 anos. Para ele, o fogo é o maior vilão do processo de degradação.

“A área queimada fica totalmente desprovida de qualquer proteção e quando as chuvas se iniciam há uma aceleração da erosão. O fogo também elimina os bancos de sementes das espécies da área e os microorganismos, ou seja, o solo fica totalmente esterilizado”, explica João Ambrósio de Araújo Filho, agrônomo.

Ambrósio dedicou a vida pra encontrar uma forma de produzir no semi-árido sem agredir tanto o meio ambiente, e adaptou às condições da região um sistema chamado agrosilvopastoril, que foi implementado na fazenda da Embrapa Caprinos e Ovinos, de Sobral.

O sistema tem como base o modelo tradicional da propriedade sertaneja, que combina agricultura, pecuária e usa a madeira como energia. “Partir para o uso de tecnologias ambientalmente amigáveis, como eliminar o desmatamento, a queimada. Outro ponto fundamental foi a fixação da agricultura no terreno”, ressalta João Ambrósio de Araújo Filho, agrônomo.

O módulo experimental da Embrapa tem oito hectares e funciona da seguinte maneira: 20% da área são destinados à agricultura, 60% ficam para a pecuária e 20% são destinados à Reserva Legal. “A idéia do sistema agroflorestal é manter as árvores dentro da área, a fim de possibilitar a circulação de nutrientes no sistema, porque as árvores têm raízes profundas e as culturas têm raízes superficiais.

Com as chuvas, os nutrientes se aprofundam no solo e escapam da zona de raiz destas culturas, então é necessário as árvores com raízes profundas para trazer estes nutrientes de volta para folhagem, que ao cair se degrada e libera de volta à superfície do solo”, explica o agrônomo.

O plantio das lavouras é feito em faixas intercaladas por linhas de árvores nativas e plantas leguminosas, que retiram nitrogênio do ar e transferem para o solo. Neste sistema não entra um grama de fertilizante químico industrializado. Toda a adubação vem do esterco dos animais e das plantas.

“São usados espécies como a Leucena, uma leguminosa e também a Gliricídea. Como leguminosas nativas elas também são preservadas nestas faixas e utilizadas como adubo verde.
São cortadas e ficam sobre o solo pra disponibilizar nitrogênio pra cultura que será plantada.

Com este sistema, nossa produtividade média é de 1.800 quilos de grão de milho por hectare, comparado com a média do estado do Ceará, que é em torno de 500, 550 quilos, nós temos um saldo de produtividade bem considerado”, avalia Francisco Éden, zootecnista – Embrapa.

A pesquisa mostrou que 200 árvores por hectare, ou 20% de sombreamento, não comprometem o desenvolvimento e a produção da lavoura. No módulo da pecuária, a idéia é melhorar a qualidade do pasto nativo, que é a caatinga. Para a criação de cabras se faz o chamado rebaixamento das árvores: uma poda drástica, a mais ou menos 30 centímetros do chão.

Quando vem a rebrota, se escolhe o broto mais vigoroso para deixá-lo crescer, os outros são retirados. Nos anos seguintes, a árvore continua rebrotando, e são esses novos ramos que vão alimentar os animais.

“O rebaixamento visa colocar ao alcance do animal as rebrotações e as folhagens. Na área de caatinga rebaixada é possível colocar duas cabras e meia por hectare e na caatinga normal são 2,5 hectares por cabeça. É o inverso”, explica Ambrósio.

Outra técnica é o raleamento da caatinga, indicada para a criação de ovelhas e vacas, que preferem o pasto rasteiro. “A idéia é retirar árvores para que a luminosidade do sol possa atingir o solo, e promover a germinação do banco de sementes das herbáceas”, diz o agrônomo.

No raleamento devem ser mantidas pelo menos 400 árvores por hectare, além de fornecer matéria orgânica para solo com a queda das folhas, elas garantem sombra para os animais. A área que foi raleada pode ser melhorada com uma técnica chamada de enriquecimento , que é o plantio de gramíneas no meio das plantas nativas. “Ao trabalhar com bovino adulto, nós podemos manter na área, três hectares pra cada vaca de 350 quilos. Se você enriquecer, pode trabalhar com um hectare pra cada vaca do mesmo peso”, afirma.

O sistema agrosilvopastoril está se espalhando pelo semi-árido. Só no estado do Ceará já são mais de quatro mil hectares conduzidos com esta técnica. Para mais informações sobre o sistema agrosilvopastoril, escreva para a Embrapa:

Caixa Postal: 145 - Sobral, Ceará.
CEP: 62010-970

Fonte: G1 - 20/03/11

ProRural promove encontro com quilombolas no Agreste de Pernambuco

O encontro acontece na comunidade quilombola do Sítio de Angico, das 8h30 às 17h

O Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável (ProRural) realiza, na próxima segunda-feira (21), no município de Bom Conselho, o Encontro Regional das Comunidades Quilombolas do Agreste Meridional. O encontro acontece na comunidade quilombola do Sítio de Angico, das 8h30 às 17h.

Durante todo o dia, representantes de quilombos da região estarão reunidos debatendo sobre políticas públicas para as comunidades quilombolas.

Com o objetivo de promover o intercâmbio entre as comunidades e o fortalecimento da organização quilombola da região do Agreste Meridional, o evento faz parte do projeto Promoção do Protagonismo das Comunidades Quilombolas.

Com ações executadas pelo ProRural e com recursos doados pelo Fundo do Desenvolvimento Social do Governo do Japão, através do Banco Mundial, o projeto visa o fortalecimento e a qualificação das comunidades remanescentes de quilombos, facilitando o seu acesso às políticas públicas e projetos que as beneficiem.

Fonte: Da Redação do pe360graus.com - 20/03/11

No Brasil, empresas investem em jogos traduzidos para o português

Microsoft, Nintendo e Sony estiveram no evento Game World; Ubisoft aposta em game de dança de Michael Jackson para o Kinect

Embora nos PCs games com textos e narração em português sejam comuns, o mesmo não acontece na atual geração de videogames. Ou melhor, não acontecia. Com o crescimento do mercado brasileiro de jogos eletrônicos e a presença oficial de Sony, Microsoft e Nintendo no Brasil, este cenário mudou.

Durante o evento Game World, que ocorreu entre os dias 11 e 13 de março na capital paulista, as três empresas anunciaram que estão focadas no gamer brasileiro, lançando produtos traduzidos para o português.

A Nintendo, por exemplo, trouxe ao país o Nintendo 3DS, que apresenta imagens em 3D sem o uso de óculos especiais. Pela primeira vez, um console da empresa terá seus menus e games pré-instalados em português.

"A loja eShop, que trará games por download, terá seus preços em Reais", conta Mark Wentley, gerente de mercado para a América Latina da Nintendo.

A Microsoft, que já traduzia games no PC e dublou "Halo 3" e os jogos seguintes da franquia no Xbox 360, continua apostando em jogos no nosso idioma Um dos grandes lançamentos de 2011 da empresa, "Gears of War 3", terá legendas em português.

"Agora é fazer nossa lição de casa e trazer mais jogos para [a rede] Xbox Live", conta Guilherme Camargo, gerente de marketing para Xbox 360 da Microsoft Brasil.

A Sony adianta que dois jogos de PlayStation 3 poderão ser lançados com dublagem em português: "Infamous 2", que tem lançamento previsto para junho nos Estados Unidos, e "Uncharted 3: Drake's Deception", que chega no final de 2011.

A produtora francesa Ubisoft levou o game "Michael Jackson: The Experience", que usa o sensor de movimentos do Xbox 360, o Kinect. "Sem a necessidade de controles, até 4 jogadores podem dançar as músicas do astro e um quinto pode cantá-las, criando uma grande diversão em família”, afirma Bertrand Chaverot, diretor da Ubisoft Brasil. O título de dança é uma das grandes apostas da produtora francesa para o país neste primeiro semestre.

Fonte: Da Redação do G1 - 20/03/11

Não é medo, é responsabilidade!

Talvez o Brasil nunca tenha estado diante de tão grandes desafios, quais sejam com o enxugamento da máquina pública e a eficiência dos investimentos necessários.

Por Adm. Vinicius Costa Formiga Cavaco

Talvez o Brasil nunca tenha estado diante de tão grandes desafios, quais sejam com o enxugamento da máquina pública e a eficiência dos investimentos necessários. Todos os setores do governo tais como educação, saúde, segurança, transportes, saneamento e infraestrutura parecem agonizar à espera de solução da nova gestão.

O Brasil tem pressa para crescer e interesses escusos devem ser combatidos com coragem, inteligência e polícia.

Nesse sentido, punir a INFRAERO por não ter acompanhado a sua recente demanda, pode representar uma afronta aos seus quase treze mil funcionários concursados que mantém e mantiveram diuturnamente os principais aeroportos do país por quase 40 anos, e, que no entanto, apenas a partir de 2009 pôde contar em todas as Diretorias Executivas com funcionários de carreira, modelo deveras sugerido/exigido por diversos estudiosos e especialistas em relação a completa despolitização e profissionalização dos quadros das estatais, jogando assim toda sua experiência e currículo em vala comum.

Hoje a estatal administra 65 aeroportos da União, dos quais praticamente 50 apresentam resultados financeiros negativos. Para se ter idéia de proporções, apenas o resultado financeiro do Aeroporto Internacional de Guarulhos em 2009 representou mais que o dobro de todo esse resultado do restante da INFRAERO. Significa dizer, portanto, que bastaria retirar GRU da Rede para comprometer todo o sistema e provocar mais prejuízos ao Governo Federal e à aviação civil brasileira.

A intenção açodada de passar aeroportos lucrativos à iniciativa privada, neste momento, beira a IRRESPONSABILIDADE e em nada ajudará na solidificação de um sistema mais eficiente.

Entendemos que caso o governo sinalize a entrega/devolução ao estado/município desses 50 aeroportos para as devidas CONCESSÕES-PPP, conforme intencionou em dado momento, o governo acertaria sim em uma parte do problema da infraestrutura dos principais aeroportos administrados pela INFRAERO propiciando um salto de eficiência em mais de 700% para a estatal. A INFRAERO sairia de resultados financeiros da ordem de R$ 600 mi para algo em torno de R$ 4 bi logo no primeiro ano.

Se a proposta do atual governo de fato for à erradicação da pobreza e profissionalização de setores estratégicos, como no caso da infraestrutura aeroportuária, essa poderia ser parte de uma solução casada.

INFRAERO mais leve e eficiente economicamente restaria a outra ponta para o sucesso absoluto, ou seja, eficiência operacional. Refiro-me a flexibilização em relação a Lei 8.666/93, como na Petrobras. Aliás, esse foi o discurso de campanha da Presidenta Dilma; transformar a estatal numa Petrobras do setor aeroportuário.

Pensando grande, a exemplo da bem sucedida Petrobras, a então INFRAERO S/A poderia criar uma subsidiária, quem sabe nasceria aí a INFRAS, para administrar parte daqueles aeroportos em parceria com a iniciativa privada como prática mundial o que nos insere os casos BR Distribuidora, Petros e Transpetro subsidiárias da Petrobras.

Uma solução possível, justificável, que resolveria os problemas do setor e que agradaria praticamente a todos. Eu até acreditei que o governo daria esses passos...

Importante salientar que não "demonizamos" privatização/concessão, apenas entendemos que como a maioria dos principais Aeroportos do mundo não são administrados pela iniciativa privada/concessão, por que o Brasil seguiria um modelo experimental e historicamente de pouquíssimos casos bem sucedidos? Sem falar na inexperiência da ainda bebê Agência Reguladora ANAC.

Se na terra da Rainha o Aeroporto de Heathrow-Londres, operado pela iniciativa privada figura ano após ano na lista de pior Aeroporto do MUNDO que dirá num país como o nosso, que a exemplo de diversos setores essas concessões servem para abrigo de apadrinhados e os serviços devido a fragilidade acabam emperrando ainda mais o judiciário.

A China e a Índia utilizam parcerias público-privadas, os Estados Unidos, que operam cerca de 40% da aviação comercial do mundo, utilizam uma espécie de modelo de exploração estatal.

Iniciativas para a privatização não lograram êxito e os aeroportos dos Estados Unidos se mantêm sob a gestão dos governos ou das comunidades locais. Outro detalhe que parece fazer toda a diferença é que o Brasil nos últimos anos vem investindo cerca de 2% do PIB em infraestrutura e países muito menores em extensão territorial como o vizinho Chile em torno de 7%. CONCESSÃO não é uma vasta realidade mundial no setor.

Problemas com Aeroporto também no Brasil, portanto, são pontuais e passam longe de ser quase impossível para resolver. Atacar a questão com sobriedade, transparência e, sobretudo com profissionalismo é um dever do governo.

Definitivamente o fato de ser uma estatal administrando aeroportos não significa que seja verdade a máxima de que tudo que é público é ruim, haja vista a experiência mundial.
No setor portuário brasileiro, na qual a maioria dos principais Portos do país é operada pela iniciativa privada os gargalos são tão grandes ou maiores que o setor aeroportuário e nem por isso o "rico e poderoso" setor privado dá conta dos investimentos necessários.

É preciso equilíbrio e sempre responsabilidade. O país sofre até hoje por ações equivocadas do passado. Chega de amadorismo!

A estatal espanhola AENA também administradora de aeroportos passa por um processo bem semelhante ao nosso (INFRAERO) em relação à tentativa de seu enfraquecimento com injustificadas teorias como aquelas de "que dinheiro dá em árvore".

A questão é que lá parece não haver conivência com o desperdício de dinheiro público no seio da sociedade e diversas entidades estão apoiando a estatal e cobrando explicações ao governo, enquanto que no Brasil sequer importa se Azul, Verde, Amarelo, IATA, OACI, enfim, entidades de DENTRO do setor de aviação civil, são contrárias a idéia de privatização da estatal.

A matriz do modelo privado pode ser mais difuso, mas é muito mais caro para a sociedade e isto conhecemos bem. Minha preocupação quanto ao recente aumento das tarifas aeroportuárias, que já já chegarão às passagens aéreas, é se já repousava na intenção velada da privatização.

Essa "antecipação" (ficar mais caro) seria uma manobra para justificar que não teria sido devido a entrada da iniciativa privada na administração de aeroportos? Espero que não, contudo, a experiência pós-privatização é de serviços muito mais caros, dos mais caros do mundo diga-se de passagem, colapsados e com uma regulação/fiscalização pra lá de confusa no Brasil.

Por falar em IATA, parece que seu representante fala por si somente e cujos interesses deveriam ser analisados porque a instituição já produziu material que considera temeroso o tema. Aceitamos críticas – a empresa/entidade perfeita que atire a primeira pedra, agora afirmar que o modelo da INFRAERO é falido é demais e além de não contribuir em nada é um desrespeito com o país que nas últimas 4 décadas sustentou toda a rede aeroportuária com segurança operacional e proporcionou desenvolvimento à regiões mais inóspitas integrando todo o Brasil e, ainda, apoiou a segurança nacional.

Ponto pacífico é saber que a mencionada associação das empresas aéreas não critica a falta de interesse das empresas em não querer servir regiões que não são "lucrativas" deixando a população sem o serviço que por vezes pode salvar vidas.

Se o Brasil começar a pensar no Brasil, os slots deverão ser casados, ou seja, ganha a frequência, por exemplo Rio x São Paulo quem também realizar Rio x Tabatinga. E ponto final. Ora bolas, não é assim com lotes em leilão? Vai arrematar o filé com um pouco de osso também... sempre querem só o filé. É constrangedor demais, gente.

Os não distantes relatos dos principais representantes das aéreas brasileiras sobre a privatização da INFRAERO dão conta de que não é bem vista e segura de modo geral, é tanto que o próprio presidente do SNEA quando indagado em entrevistas sobre ser favorável ou não às privatizações, cansei de ouvi-lo que não se manifesta por não haver consenso interno.

Subitamente folheando meu jornal esta manhã, deparei-me com a matéria "Concessão de terminais à iniciativa privada é elogiada pelo setor aéreo"... Ou nós estamos loucos ou há mais mistérios entre os céus e os aeroportos que possa compreender nosso talvez cansado processamento mental...

Meus amigos, a exceção do governador do Rio, que parece estar um pouco enrolado com os superfaturamentos do Pan-Americano, com embargos à corrente reforma do Maracanã, com a prorrogação intempestiva até 2038 e 2048 para o Metrô e Supervia respectivamente, além do envolvimento direto do escritório advocatício de sua mulher com a Supervia concessionária do estado; todos os demais citados na palpiteira "reportagem" sempre sinalizaram suas preocupações em relação à privatização no setor.

Pelo menos não retiraram da matéria a afirmação da presidenta do SNA que também não acredita que a iniciativa privada possa melhorar o setor. Seria falta de juízo mesmo quem quer que seja afirmar que as empresas aéreas brasileiras (todas privadas) possuem efetivo adequado e tudo está ótimo por lá...

Parece conspiração? Não sei, se for devo estar correndo algum risco. rsrs

A pergunta ingênua que fica é: Por que não deixam a INFRAERO administrar apenas o FILÉ dos aeroportos brasileiros, então? Alguém duvidaria que competiríamos com a China e com Dubai em pé de igualdade, mesmo num país subdesenvolvido e cheio de contradições? Entregar à iniciativa privada as jóias da coroa do setor pode atestar como o Brasil é atrasado e incompetente, títulos, aliás, que tenho certeza nenhum brasileiro gostaria de ostentar.

Basta a lamentável e constante evasão/exportação de talentos que sofremos a cada dia e que só enfraquece o país. E olha que já teve gente importante do setor reclamando e afirmando com todas as letras que nem a Nigéria faz coisas tão estúpidas.

É um retorno ao passado e ironicamente remetido com a figura do ilustre, porém também desacreditado no próprio país, pai da aviação - o brasileiro Santos Dumont. Precisamos de um slogam, de um grito: BRASIL, ACREDITE EM SI MESMO!

Ressalto que com o incremento JUSTO das novas tarifas aeroportuárias a receita da INFRAERO dará um salto espetacular. Vislumbramos que já em 2010 o balanço financeiro da estatal dobrará. Mais do que NUNCA a empresa, prestes a abrir seu capital - o que esperamos, e "já capitalizada" será um ATRATIVO maravilhoso para investidores.

Infelizmente o Brasil ainda dá indícios de não pensar no Brasil, como exaustivamente pronunciou a ex-ministra Marina Silva. Nos Estados Unidos, logo após o atentado ao WTC em 11/09/2001 o Congresso Americano criou em dezembro do mesmo ano a TSA (Transport Security Administration), agência americana que regula a segurança dos transportes e quem manda nos aeroportos norte-americanos.

Cerca de cinqüenta mil funcionários fazem a segurança nos metrôs, nos aeroportos e nas rodoviárias. Lá, o FBI trata de assuntos mais complexos, mais importantes. Apenas em casos de apoderamento ilícito e ameaça de bomba (seg. nacional) o FBI é acionado... no mais, TSA. Enquanto na Terra Brasilis a Polícia Federal com efetivo pra lá de precário inspeciona bagagem e passageiros em Aeroporto...

Por falar na América que dá certo... lá, só há uma entidade AUTORIDADE de aviação (FAA), aqui, DECEA e ANAC. A primeira com o CÉU, a segunda com a TERRA e parece que o INFERNO legaram à INFRAERO. E messias (superexecutivo) nenhum será panacéia para o caso. É preciso engajamento do Congresso Nacional como nos EUA.

Note, eu estive anotando e não sei se consegui catalogar todas as Agências Reguladoras; ANA, ANTT, ANEEL, ANATEL, ANCINE, ANVISA, ANAC, ANP, ANS, ANDE, ANTAQ, ANPCA... será se esse é o melhor modelo para o Brasil? Doutra sorte, o setor de construção civil – mero detalhe, segue sem um cão do governo.

Aproveitando o gancho e falando em órgãos governamentais, dados recentes comprovam que o maior problema em relação ao desembaraço de carga aérea em nosso solo é desdobramento da Receita Federal e não, como alguns insinuam, da possível letargia da "ineficiente" INFRAERO.

Enquanto a carga de importação no Brasil leva cerca de duas semanas em nossos aeroportos, na quase totalidade dos países, elas são processadas entre 2 e 4 dias. Se é sabido que o Brasil apresenta lentidão nesse processo, o que macula ainda mais nossa imagem dentro e fora do país, custa colocar os agentes alfandegários para trabalhar diuturnamente? A INFRAERO e a aviação não páram!

Todos devem trabalhar em prol do fomento da aviação e, sobretudo da esquecida, porém importantíssima aviação Regional que para a nova Secretaria de Aviação Civil precisará ser uma prioridade. A sociedade merece esse tratamento justo. Também é a chance do setor privado mostrar seu potencial.

Para finalizar e não correr o risco de ser cobrado pela minha consciência, muito se tem falado da eficiência das ainda pequenas operadoras privadas de aeroportos. Isso é ótimo para o Brasil e enxergamos com naturalidade a questão, inclusive já dissemos que a INFRAERO precisa de "concorrência" mesmo.

Temos certeza que melhorará nos processos, agora, o que seria da Petrobras hoje para os brasileiros se a tivéssemos concedido a grupos estrangeiros ou mesmo empresários internos? Se pagamos caro pela gasolina e todos os insumos oriundos do petróleo, imagine quanto não seria se tudo estivesse nas mãos da iniciativa privada...

Concluindo... ufa. Entregar Guarulhos, Viracopos, Congonhas, Brasília, Galeão e tantos outros gigantes que geram RECEITA para os cofres do governo, que ajudam a fortalecer ainda mais a economia e que tem trazido sobriedade ao sistema, seria essa a melhor opção? O tão criticado modelo de subsídio cruzado da estatal ao passo que permite investimentos em grandes aeroportos não desampara um aeroporto "sem importância" no cenário nacional.

Todavia, aceitaremos passivos outra vez o discurso velado do "lucro privado, prejuízo público"? A solução para o problema da infraestrutura no país está longe de tão somente passar às mãos da exploração privada. Ou não?! Agora, se aventureiros quiserem maquiagem, temos de sobra no Brasil e no mundo e não apenas nos aeroportos... Alguém já visitou a ÚNICA Rodoviária do Rio (privada), lá naquele canto da zona portuária que deveria ser chamada mais de mortuária? Ficou de fato bonitinha, mas os gargalos são os mesmos de sempre.
Melhorou para quem viaja de jatinho...

Farão isso mesmo, ou seja, forçarão a maior administradora de aeroportos do mundo – INFRAERO quebrar, ficar podre para virar uma Autarquia do governo, pesada aos cofres públicos para aos poucos fechar aeroportos pobres devido ao seu processo natural de depreciação até sucumbir? Será que o Ministério Público e a sociedade se calarão diante de uma medida arriscada, açodada e PREDATÓRIA? CORAGEM BRASIL, REAJA! Quando há interesse tem governador que chora... Se o petróleo e a refinaria são nossos, por que não os riquíssimos Aeroportos da mesma forma não podem ser nossos?

Incentivo ainda mais agora que o assunto em pauta seja difundido em todos os meios de comunicação e que todos os nossos representantes recebam este manifesto. A ANEI encaminhará correspondência ao presidente da IATA exigindo dados e não opinião a respeito de sua afirmação, que recebemos como uma afronta ao país.

Excelentíssima Senhora Dilma Rousseff, acreditamos na sensibilidade da primeira mulher presidenta de nossa nação, cuja garra e determinação a conduziram ao mais alto escalão da República após longa trajetória de lutas e vida.


BRASIL, ACREDITE EM SI MESMO!


Atenciosamente,

Alex Fabiano Costa


Fonte: Administradores - 20/03/11

10 of 13 projects under PPPmooted in 2010 in Goa

PANAJI: Of the 13 projects under the consideration of the Goa public-private-partnership (PPP) cell since its formation in 2006, 10 were mooted in the year 2010.

According to information furnished by chief minister Digambar Kamat, who is also the finance minister, two projects were mooted in 2008 and only one in 2009. However, 2010 saw as many as 10 projects being put before the Goa state PPP cell.

These 10 projects include the National Games 2011, for which the process for selection of a consultant is on.

The next is the greenfield airport at Mopa whose consultant will soon be finalized.
The work order for the Mala market complex by the North Goa Planning and Development authority (NGPDA) has already been issued.

The consultant hired for the mini tool room at Kundaim has submitted a report of the project. A request for quotation for the appointment of PPP operator has been received by the PPP Cell for scrutiny, which will then be issued to the PPP appraisal committee for approval.

According to the chief minister's information, a request for proposal (RFP) for appointment of a consultant is being issued in respect to various projects to be undertaken by the Goa Tourism Development Corporation. Preliminary approval has been granted to the upgrading of the Opa water supply scheme to make it, among other things, a 24 x 7 facility.

Further, a transaction adviser has been appointed for Shilpagram at Neuginagar, Panaji.
The Captain of Ports (CoP) has also put up two proposals for preliminary approval, which comprise marinas and the minor ports project. The tender documents for these are currently being finalized in consultation with the CoP.

The last PPP project listed in 2010 is the new district hospital at Mapusa.
While the financial consultant and the legal consultant have been appointed, the expression of interest and request for proposal have just been issued. The RFP for the selection of an operator is currently being finalized.

The two projects listed in 2008 were the oceanarium by the directorate of science, technology and environment. While the transaction advisor has been appointed, a detailed report is awaited. Meanwhile the ministry of earth science is under consideration for setting up the oceanarium in the state.

The other PPP project listed in 2008 was the Mormugao municipal council. This included the construction of commercial establishments at Baina.

The only PPP project mooted in 2009 was the Panaji-Vasco sea link. Louis Berger Group Inc has been appointed as consultant for the project.

Fonte: Times of India - 20/03/11

Dinheiro fácil para pequenos

Augusto Freitas

Com juros baixos e desembolsos sem qualquer burocracia, microcrédito se populariza no país

Em tempos de economia aquecida, o microcrédito parece ter se tornado a solução para empreendedores ´nanicos` dispostos a incrementar a atividade produtiva, gerar emprego e fazer da renda do negócio um capital circulante. E o fenômeno não acontece ao acaso, já que brotam opões no setor dispostas a abocanhar uma boa fatia do mercado nas mãos das instituições bancárias.

Nas cidades de pequeno e médio porte, o recurso está cada vez mais presente. Se imaginarmos um universo de aproximadamente 13 milhões de microempresários informais no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), percebe-se que há um nicho empreendedor que tem muito a ser explorado, principalmente se as condições do agente financiador forem atraentes.

A empreendedora do ramo de cosméticos Salete Maciel tem uma clientela vasta nos salões de beleza de Caruaru, no Agreste. São 12 anos de labuta e, diante da experiência, sabe que a atividade necessita de incentivo. Elaé uma dos cerca de 40 mil usuários do microcrédito da Finsol, uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que atua em cinco estados nordestinos.

´Recorro ao microcrédito para repor estoque, no encalço das promoções dos fornecedores, e já utilizei o recurso de um banco. Para nós é mais vantajoso por conta das taxas de juros menores`, conta Salete, que toma emprestado, em média, R$ 3 mil por operação.
Já são oito no total, desde que se tornou parceira da organização de fomento ao pequeno empreendedor.

Pelo visto, pedir um ´patrocínio` com data de devolução aos agentes financiadores desse grupo de microempresários é uma decisão segura. Prazo dilatado, juros inferiores aos cobrados pelos bancos e garantias solidárias garantem o retorno da parceria financeira. O apoio é determinante, inclusive, para a geração de emprego. Uma vaga de cortador de carne no açougue aqui, outro posto de caixa na mercearia ali#Cria-se oportunidades e, de quebra, o capital permanece ativo.

Aval é diferença

Para Marcello Pinto, diretor-geral da Finsol, o aval dos empréstimos faz a diferença na disputa com os bancos. ´Pessoas com pequenas atividades produtivas nas comunidades não têm garantias suficientes para obter o crédito bancário convencional do mercado. O aval coletivo de um grupo de empreendedores da própria comunidade viabiliza o acesso ao crédito`, explica.

Nos créditos concedidos pela Finsol, entre R$ 300 e R$ 15 mil, as taxas de juros variam entre 3,10% e 4,85% ao mês, conforme a opção concedida para capitais de giro e fixo (reforma ou compra de equipamentos na atividade produtiva). O prazo oscila de quatro a 24 meses, segundo Pinto, suficiente para o negócio aquecer.

´O legado do acesso ao microcrédito é a oportunidade de crescimento`, finaliza.
Aos interessados na chance, este ano a empresa conta com R$ 70 milhões de aporte para o microcrédito e estima um crescimento de 60% em relação às concessões de 2010.
Definitivamente, uma aposta em um mercado potencialmente lucrativo.

Fonte: Diário PE - 20/03/11

Norte e Nordeste reduzem fatia de SP na venda de carros

Vendas crescem mais de 50% em Recife e Salvador, enquanto na capital paulista alta é de 15%

A capital de São Paulo continua a ser o motor da indústria automobilística brasileira. É, isolada, a maior consumidora de veículos novos do País, mas vem perdendo espaço para cidades que antes tinham pouca representatividade no mapa de vendas.

Nos últimos quatro anos, as vendas de carros novos em São Paulo cresceram 15%, enquanto o mercado total teve salto de 42%, de 2,33 milhões de unidades em 2007 para 3,3 milhões no ano passado.

No mesmo período, Salvador e Recife apresentaram aumento de mais de 50%.

Em Teresina, foi de 74% e em Campo Grande de 60%.

João Pessoa e Aracaju venderam 49% e 47% a mais, respectivamente.

Juntas, as seis capitais licenciaram quase 230 mil veículos em 2010. São Paulo, sozinha, vendeu 375 mil unidades, mas sua participação no bolo total caiu de 14% em 2007 para 11% no ano passado.

O que está ocorrendo nas demais capitais e outras grandes cidades do País no setor automotivo é o retrato do papel que a força das Regiões Norte, Nordeste e até Centro-Oeste está desempenhando na economia brasileira.

"Em São Paulo, basicamente o mercado é de substituição", afirma Sérgio Habib, presidente do Grupo SHC, que inaugurou, na sexta-feira, 46 revendas de veículos da marca chinesa JAC em 28 cidades do País, entre as quais Recife, João Pessoa e Belém.

"O Norte e o Nordeste é onde o Brasil está crescendo, além de regiões agrícolas, como Uberaba e Uberlândia."

Maior renda, mais massa salarial, juros acessíveis, prazos longos no financiamento, confiança na economia e preços estagnados estão puxando as vendas de automóveis no País todo, mas nas regiões antes menos favorecidas o impacto é mais percebido, diz o sócio da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), Marcelo Cioffi.

"Se o círculo de crescimento da economia, dos empregos e da renda continuar, essas regiões têm potencial de crescer muito mais do que o Sul e o Sudeste e passar a puxar mais o mercado automobilístico", avalia Cioffi.

Outro fator que deve contribuir é o potencial de mercado quando analisado o número de habitantes por veículo. No Estado de São Paulo, a paridade é de 4,7 habitantes por carro.

No Rio Grande do Sul é 5,48, em Pernambuco 13,5, e na Bahia, 16,6. "O Sul e o Sudeste têm menos densidade e, portanto, menor potencial de crescimento em relação às outras regiões", afirma o consultor da PwC.

Fonte: AE | 20/03/11

Em SP, 70% dos ciclistas usam bicicleta para trabalhar

Se forem levadas em conta outras atividades, como ir para a escola, fazer compras ou ir ao dentista, o índice sobe para 96%

Para o senso comum, bicicleta é mais um hobby do que um meio de transporte, um exercício nos fins de semana, perfeita para um passeio pelo Parque do Ibirapuera. Segundo pesquisa do Metrô, no entanto, mais de 70% das viagens feitas diariamente de bicicleta na capital são para trabalhar - pelo menos 214 mil moradores usam esse meio para chegar ao trabalho todos os dias.

Se forem levadas em conta outras atividades do dia a dia, como ir para a escola, fazer compras ou ir ao dentista, o índice sobe para 96%. Recreação mesmo, como pedalar pelos parques, responde por apenas 4% das viagens. "Há um consenso de que a bicicleta é usada para lazer.
Mas o uso está mais ligado à periferia e à população de baixa renda", diz o professor de Transportes da USP Jaime Waisman. "E agora há jovens de classe média que usam por ideologia."

A pesquisa "O Uso de Bicicletas na Região Metropolitana de SP", de agosto do ano passado, aponta ainda que a capital tem quatro polos de bikes. Ao analisar os distritos com mais de 2 mil viagens por dia, observa-se que 70% delas estão reunidas em Grajaú (e Socorro), Vila Maria (Vila Medeiros, Tremembé e Jaçanã), Jardim Helena (Itaim Paulista, São Rafael, Itaquera e São Miguel Paulista) e Ipiranga (Cursino e Sacomã).

O campeão de uso de bicicletas é o Grajaú, no extremo sul, onde são realizadas 9,4 mil viagens diárias. Essa é a única localidade em que o motivo principal não é trabalho, mas assuntos pessoais - como ir ao banco ou ao dentista. "É um local populoso e de baixa renda, por isso se usa muito a bicicleta para coisas cotidianas. E a topografia ajuda. Mas também fica longe e as viagens para trabalho precisam ser em outros meios", diz a analista de Transportes do Metrô e responsável pela pesquisa, Branca Mandetta.

Quadro parecido ocorre na zona leste da capital. Muitos ciclistas ali, no entanto, fazem uso conjugado da bicicleta com outro meio de transporte. Prova disso é que os bicicletários de estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), como Itaim Paulista e Jardim Helena, ficam abarrotados durante quase todo o dia, esvaziando apenas no fim da tarde, quando estudantes e trabalhadores descem dos trens e seguem pedalando para casa.

Fonte: AE | 20/03/11

Nelson Mandela lança linha de roupas para financiar seus trabalhos de caridade

Objetivo é que a marca se torne conhecida internacionalmente



O ex-presidente sul-africano e ícone anti-apartheid Nelson Mandela acaba de lançar uma marca de roupas chamada 46664 para financiar os trabalhos realizados pela sua organização, Fundação Nelson Mandela.

Além disso, o objetivo da criação da empresa também é divulgar e apoiar o desenvolvimento da indústria têxtil no país.

A linha inclui modelos masculinos e femininos, e Nelson pretende fazer com que a marca se torne conhecida internacionalmente.

Os produtos estarão disponíveis em pontos de venda do varejo local, mas também há um plano para fazer a distribuição internacional das roupas, que começará 2012, juntamente com um site independente de comércio eletrônico da 46664.

Fonte: PEGN

Boeing faz voo de teste do gigante 747-8

Aeronave tem capacidade para transportar mais de 500 passageiros.
Primeira unidade será entregue no fim de 2011, com quase 2 anos de atraso.

O novo avião de passageiros da americana Boeing, o 747-8 Intercontinental, realizou seu primeiro voo de teste neste domingo (20), em Seattle, nos Estados Unidos.
Boeing 747-8 decola para seu primeiro vôo de teste em Everett, Washington (EUA), neste domingo (20)  (Foto: AFP/Stephen Brashear)
Boeing 747-8 decola para seu primeiro vôo de teste em Seattle (EUA),
neste domingo (20) (Foto: AFP/Stephen Brashear)

A nova aeronave, uma versão ainda maior do 747 de dois andares, mas menor que o A380 da Airbus, visa ao mercado de voos de longa distância, e permite configurações para 400 passageiros, 500 ou até mais.

O avião de 76,4 metros decolou às 13h58 (horário de Brasília) do aeroporto Paine Field de Everett, durante uma cerimônia acompanhada por funcionários da Boeing e convidados, e transmitida simultaneamente pela internet.

Com quase dois anos de atraso, o Boeing 747-8 promete ser mais econômico que o A380, para 555 passageiros.

O primeiro aparelho 747-8 Intercontinental será entregue a um cliente não identificado, no último trimestre de 2011.

A Lufthansa, que encomendou 20 unidades, receberá as novas aeronaves no início de 2012, com dois anos de atraso sobre o prazo previsto.

No total, já foram encomendados 114 aviões 747-8, mas apenas 38 são destinados ao transporte de passageiros.

Fonte: Da France Presse - 20/03/11

Brasil e EUA assinam acordo para fortalecer intercâmbio na pós-graduação

Brasília - Entre os acordos assinados durante a passagem do presidente Barack Obama por Brasília, um deles pretende intensificar o intercâmbio entre pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos.

De acordo com o Ministério da Educação, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos irão trabalhar para “incrementar” o intercâmbio de cientistas, pós-graduandos e professores, especialmente na área de biodiversidade.

Os acordos assinados darão início a um novo programa chamado de Diálogos Estratégicos.
Segundo o MEC, a parceria apoiará a participação de docentes e pesquisadores de alto nível em programas de mestrado e doutorado no Brasil e nos Estados Unidos. O trabalho será focado nas áreas de maior interesse para os dois países.

A Capes mantém 14 programas de intercâmbio educacional e científico com os Estados Unidos e já financiou a formação de 6 mil bolsistas brasileiros em universidades daquele país entre 1998 e 2010 – especialmente nas áreas de engenharia, ciências sociais aplicadas, ciências agrárias e saúde.

Fonte: Da Agência Brasil - 20/03/11

Sindusgraf realiza Semana de Artes Gráficas de Pernambuco

O Sindicato das Indústrias Gráficas de Pernambuco (Sindusgraf) promove, entre os dias 21 a 25 de março, a Semana de Artes Gráficas de Pernambuco, evento que reúne palestras e seminários voltados para profissionais do setor.

As palestras, marcadas para o dia 21, têm enfoque nas oportunidades de internacionalização do setor. Um dos temas será o projeto GRAPHIA, realizado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), que pretende dar apoio logístico e técnico para empresas do setor interessadas em exportar sua produção. A iniciativa já possibilitou exportações para 25 países.

Nos seminários, discussões sobre aumento de produtividade, como conquistar clientes e solução de problemas estão na pauta.

A semana de Artes Gráficas acontece no Hotel Golden Tulip Recife Palace, em Boa Viagem, sempre das 18h às 22h.

A inscrição é gratuita e pode ser realizada online aqui.

Mais informações pelo telefone 3081-1100.

Fonte: FIEPE - 20/03/11

Cada contribuinte paga 4.512€ para financiar PPP em Portugal

Até 2050, cada contribuinte português pagará 4.512 euros para financiar as Parcerias Público-Privadas, num total de mais de 48 mil milhões de euros. Os encargos mais elevados - 25.875,4 milhões - relacionam-se com as PPP do sector rodoviário.

Os encargos com as Parcerias Público-Privadas (PPP) rodoviárias vão disparar para 1.444 milhões de euros em 2011. Foto de Cristiano Maia



Até 2050, cada contribuinte português pagará 4.512 euros para financiar as Parcerias Público-Privadas, num total de mais de 48 mil milhões de euros. Os encargos mais elevados - 25.875,4 milhões - relacionam-se com as PPP do sector rodoviário.

Até 2050, as despesas acumuladas com as Parcerias Público Privadas (PPP) ascendem, segundo dados apresentados pelo juiz jubilado do Tribunal de Contas Carlos Moreno, a mais de 48 mil milhões de euros.

Durante este período, cada português pagará 4.512 euros para financiar as PPP, sendo que a maior factura paga pelos contribuintes será liquidada entre 2014 e 2024.

Os encargos mais elevados relacionam-se com as PPP firmadas no sector rodoviário, no qual é despendida uma verba de 25.875,4 milhões. Os encargos com as PPP ferroviárias são de 13.232,2 milhões, na saúde ascendem a 8.579 milhões e, em outros sectores, perfazem 588,3 milhões.

Estes valores estão, no entanto, e segundo Carlos Moreno, calculados por “defeito”, já que “o preço final do contrato é sempre uma incógnita” e “ não há nenhuma PPP que não tenha já sido renegociada”. As consequências para a divida pública, que não contabiliza estas verbas, serão ainda mais gravosas.

Segundo o Boletim Informativo sobre Parcerias Público-Privadas e Concessões do GASEPC – Gabinete de Acompanhamento do Sector Empresarial do Estado, Parcerias e Concessões, respeitante ao último trimestre do ano passado, verificou-se, em 2010, e face ao ano de 2009, um acréscimo de 229,1 milhões de euros, em termos acumulados, dos encargos do Estado com PPP, o que resulta, principalmente, dos encargos no sector rodoviário com reequilíbrios financeiros e/ou pagamento de investimentos previstos contratualmente, que ascendeu a cerca de 170 milhões de euros.

O Orçamento do Estado para 2011 (OE’2011) prevê que as PPP contempladas até ao momento implicarão, em 2011, uma despesa de 841,9 milhões de euros – 470,3 milhões para concessões rodoviárias, 371,6 milhões em PPP nas áreas da ferrovia, saúde e segurança (232,2 milhões de euros para a saúde, 45,3 com segurança e 15 milhões nas redes ferroviárias). O valor orçamentado é superior em 132 milhões face a 2010. Segundo este cálculo, cada contribuinte terá que pagar, este ano, 79,1 euros pelas PPP.

Os números presentes no OE’2011 já foram, contudo, reformulados pelo próprio ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. Tendo em conta os novos contratos estabelecidos no terceiro trimestre de 2010, e segundo os valores apresentados pela DGTF, o total de encargos passa para mais do dobro - 1.768 milhões de euros. Este agravamento poderá ser parcialmente explicado com a contabilização dos encargos com as PPP do Pinhal Interior e do TGV entre o Caia e o Poceirão.

Os encargos com as PPP rodoviárias disparam para 1.444 milhões de euros em 2011.

A esta despesa acrescem ainda os valores despendidos com o recurso a consultadorias externas para a negociação ou renegociação dos contratos de parceria, consultadorias estas que resultam, na sua maioria, de ajustes directos. A título de exemplo, refira-se o caso das PPP na área da saúde na qual, apenas em estudos e pareceres externos, já foram gastos cerca de 20 milhões de euros.

Fonte: Esquerda (Blogue) - PT - 20/03/11

Portugal: Cortiça na construção atrai projectos internacionais

Elisabete Soares


O Pavilhão de Portugal da Expo Xangai 2010 foi distinguido com o Prémio de Design, atribuído pelo Bureau International des Exhibitions.

O Pavilhão de Portugal da Expo Xangai 2010 foi distinguido com o Prémio de Design, atribuído pelo Bureau International des Exhibitions.

Cada vez mais empreendimentos nacionais e internacionais, como a catedral da Sagrada Família em Barcelona, estão a recorrer à cortiça portuguesa como material de construção.

O Pavilhão de Portugal na Expo Xangai 2010, inteiramente revestido a cortiça, foi uma montra privilegiada das vantagens de aplicação deste material na construção. De tal forma que, logo após o evento, o arquitecto Jordi Bonet i Armengol - que lidera o contínuo processo de construção da Sagrada Família, em Barcelona - enalteceu e elogiou a cortiça, seleccionando-a para os pavimentos interiores e para a cripta.

O facto constitui mais um marco na projecção internacional da cortiça, já que a catedral desenhada por Gaudi é um ex-líbris de Barcelona e um dos monumentos mais visitados do mundo. Entre 2010 e o início de 2011, sucederam-se os projectos emblemáticos de uso da cortiça, como o Clube Jimmy Woo, de Amesterdão, os museus Guggenheim, em Abu Dhabi, e Nezu, em Tóquio, uma das mais importantes instituições culturais do Japão.

Em Portugal, a utilização da cortiça nos revestimentos interiores das casas, especialmente nos pavimentos, já é bastante usual. Contudo a sua utilização como revestimento exterior, apesar de já não ser uma novidade, tem no Colégio Pedro Arrupe, no Parque das Nações (inaugurado em Setembro de 2010), em Lisboa, um dos seus melhores exemplos.

Com projecto de arquitectura da autoria da GJP Arquitectos Associados, o edifício tem as fachadas exteriores revestidas a aglomerado de cortiça expandida, tendo sido utilizados oito mil metros quadrados (m2) de cortiça, com espessuras de 50 e 100 milímetros.

A linha arquitectónica, definida em perfeita sintonia com a área envolvente, tem causado um grande impacto, o que leva a que seja um ponto de romaria de arquitectos e outros especialistas na área de construção, tanto nacionais como de outros países.

Potencialidades da cortiça

No sector da construção, a cortiça pode ter diferentes aplicações. A mais comum é como isolamento térmico e acústico de paredes e coberturas, apoio anti-vibratório, como preenchimento de juntas de expansão (em projectos em que a amplitude térmica não pode afectar a estabilidade do betão)".

Dependendo da solução, pode ser usada no início do projecto ou em reabilitações, como parte integrante da estrutura. Na decoração de interiores, numa fase final do projecto, são aplicadas as soluções de revestimentos de cortiça nos pavimentos e nas paredes.

De acordo com a Corticeira Amorim, grupo que detém a quase exclusividade de comercialização destes materiais, "não há muitas soluções que se possam considerar verdadeiros concorrentes tendo em conta as capacidades imbatíveis da cortiça a nível de sustentabilidade e das suas capacidades técnicas".

Aliás, foi feito um estudo de eco-eficiência pela BASF, um dos maiores grupos químicos, comparando a cortiça com materiais alternativos, como a madeira e o PVC. As conclusões, validadas por uma entidade independente, evidenciam a eco-eficiência dos revestimentos de cortiça.

Desde o menor consumo de recursos (energia e matérias-primas) até ao menor custo para o cliente (que considera também os gastos com aquecimento ou com manutenção e limpeza ao longo da vida útil do revestimento), os pavimentos de cortiça afirmam-se como uma solução viável, do ponto de vista ecológico, mas também económico. Além de que se trata de uma matéria-prima natural, renovável e reciclável.

Fonte: Económico - PT - 20/03/11

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