sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Inseticida natural

Márcia Neria

Pesquisadores da USP trabalham em veneno para mosca-das-frutas não tóxico ao homem

Uma praga que ronda a fruticultura do Brasil e de diversas partes do mundo poderá, em breve, ser debelada por um inseticida oferecido pela própria natureza.

Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, trabalham no desenvolvimento de uma cápsula de extrato de nim para combater as moscas-das-frutas, insetos que comprometem seriamente a polpa e a aparência de diversas espécies frutíferas.

Substâncias dessa planta indiana, perfeitamente adaptada às terras brasileiras desde os anos de 1980, já são usadas no extermínio de lagartas, pulgões, cigarrinhas e larvas de besouros.
No entanto, o trabalho científico em relação ao combate das moscas-das-frutas Anastrepha fraterculus e Ceratitis capitata - tipos mais presentes nas lavouras do país - é inédito.
O trabalho vem sendo desenvolvido desde 1993 na USP.


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Além da nim, a equipe também pesquisa outras alternativas naturais capazes de atingir os inimigos dos pomares sem prejudicar o meio ambiente e a saúde dos consumidores, como ocorre com o uso dos defensivos químicos.

O Brasil tem um mercado interno considerável e está entre os três maiores produtores mundiais de frutas. A exportação frutífera vem crescendo consideravelmente ao longo dos anos e nossas uvas de mesa, melões, mangas, goiabas, laranjas e bananas têm como destino os Estados Unidos, o Japão e os países da União Europeia. Nessas nações, os consumidores são exigentes. Tanto em relação ao uso de agrotóxicos quanto à qualidade do alimento.

O estudo da USP vem sendo conduzido pelo engenheiro agrônomo Márcio Alves da Silva. Segundo o pesquisador, a produção brasileira de frutas é concentrada em polos regionais de desenvolvimento que contam com agricultores de pequeno, médio e grande porte.

A tecnologia utilizada nas lavouras é variável, e os objetivos dos produtores também são diferentes. Os pequenos nem sempre podem prezar pelo controle de pragas em seus pomares, o que facilita a disseminação das moscas-das-frutas para as grandes fazendas que exportam os produtos. O monitoramento, quando feito, na maioria das vezes é realizado com inseticidas químicos, pesticidas maléficos à saúde do consumidor e à própria natureza.

A ação das moscas A. fraterculus e C. capitata é destruidora. Sem os defensivos, o inseto adulto pousa na fruta e coloca os ovos. A larva eclode e se alimenta da polpa. A partir daí, o estrago está feito. Uma vez infestada, a fruta apodrece. A nim é um coringa para a agricultura e a veterinária. Cientistas que trabalham em prol de melhorias no campo a consideram uma vedete rural.

´Suas propriedades inseticidas são extremamente eficazes para o controle de pragas, de fácil extração e totalmente biodegradáveis. O que chama mais atenção, porém, é que essas substâncias não fazem mal algum ao ser humano, fato que motivou nossa pesquisa`, admite o engenheiro.

A planta indiana dispõe de um leque variado de compostos bioativos, como a azadiractina, o meliantrol e a salanina. A ação específica de cada um delesproduz diferentes efeitos sobre os insetos. Repelência, esterilidade, desorientação na hora de colocar os ovos e efeito regulador do crescimento são exemplos que devem ser destacados.

A azadiractina é a substância encontrada em maior quantidade nos frutos da planta. Muito semelhante ao hormônio da ecdise - processo que possibilita a troca do esqueleto externo do inseto -, ela impede o desenvolvimento e causa a morte das pragas. Não é interessante, porém, que a azadiractina ou qualquer outra substância da nim seja aplicada isoladamente.

Com o tempo, as moscas acabam se adaptando aos defensivos elaborados com apenas um princípio ativo. ´A multiplicidade de propriedades reduz o risco de os insetos adquirirem resistência ao defensivo. Quando aplicamos o composto da nim - no nosso caso, utilizamos o óleo da semente - lançamos mão de todos os elementos inseticidas e evitamos a indesejável adaptação das pragas ao produto`, detalha o professor do Departamento de Entomologia e Acarologia e orientador do trabalho em curso na Esalq, José Djair Vendramin.

Moscas atingidas pelo extrato, ao se reproduzirem, geram insetos com o corpo defeituoso, de menor tamanho, com baixa capacidade de alimentação e de reprodução, diminuindo assim o avanço da praga. A abordagem adotada por Márcio Alves da Silva e seu orientador permitiu a verificação da interferência do produto no crescimento do inseto imaturo, na esterelização dos adultos e na postura dos ovos.

Os pesquisadores ressaltam ainda que a planta não precisa ser destruída para a obtenção de extratos da semente, fruto, folha e casca. A concentração de bioativos é solúvel em água, o que para os engenheiros é mais um fator positivo. A equipe da Esalq trabalhou em quatro estratégias de combate. Duas delas se mostraram eficazes e receberam atenção especial dos pesquisadores.

Testes

O óleo utilizado no estudo foi extraído por meio da prensagem da semente. ´Alcançamos resultados promissores de controle aplicando o extrato na fase pupal do inseto (período em que a praga vive no solo, próximo ao tronco da árvore) e na pulverização da fruta. Borrifadas com o óleo, as frutas repeliram as moscas adultas. Ficamos animados com o que vimos.
O próximo passo será formular um produto para ser testado em campo.
Até agora, testamos em laboratório apenas`, adianta Silva.

A preocupação em elaborar uma fórmula especial se explica. O extrato de nim é eficaz, mas é também altamente biodegradável, o que reduz a vida útil do inseticida natural no campo. Estudos com a planta não foram adiante justamente por esse motivo.

´Estamos trabalhando com químicos da USP para aproveitar todas as propriedades da planta, usando a nanotecnologia. A ideia é encapsular o óleo em pequenas esferas para serem pulverizadas nos frutos. Com essa estratégia, o produto será liberado lentamente e terá a vida útil longa, controlando a praga por mais tempo`, acrescenta. Em campo, as cápsulas de nim serão testadas na região de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), grandes produtoras e exportadoras de manga, uva, goiaba e acerola.

Fonte: Diário PE - 03/12/10

Hospitais de MG ganham ação contra 'cartel de oxigênio'

BRASÍLIA - A Associação dos Hospitais de Minas Gerais (AHMG), que representa 260 casas privadas e filantrópicas, ganhou uma liminar na Justiça, que determina a indenização pelas empresas condenadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por formação de "cartel de oxigênio".

Em função do crime contra a concorrência, que gerou a maior multa da história do órgão antitruste (R$ 2,3 bilhões), há o julgamento de que os clientes desses produtos tenham gasto muito mais do que seria o real preço de mercado em suas compras desde 1998. O valor para recompor esses custos será definido após uma perícia econômica.

Pela liminar expedida pela juíza Iandara Nogueira, de Belo Horizonte, as produtoras de gases medicinais White Martins, Air Liquide, Linde Gases (antiga AGA), Air Products Brasil e Indústria Brasileira de Gases (IBG) estão impedidas de cobrar sobrepreço sob pena de multa diária, que não foi informada.

Para vender oxigênio, dióxido de carbono, nitrogênio e ar comprimido medicinal, as empresas terão, portanto, de reduzir preços. "A AHMG possui dados que comprovam que os preços de cartel impostos aos hospitais foram e são muito superiores aos preços que seriam cobrados caso não houvesse a formação de cartel", trouxe a nota do hospital.

De acordo com o advogado da entidade, Bruno Lonna Peixoto, esta é a primeira ação coletiva antitruste da história do Brasil. Ele ressaltou que o pedido de análise do caso foi feito com o caráter de urgência por conta dos impactos sobre a saúde pública.

"O custo para a saúde é colossal", afirmou. Para o advogado, o papel do Cade é fundamental nesse processo, mas não chega a reverter os danos aos lesados, pois a multa aplicada pelo órgão antitruste é destinada aos cofres públicos.

"É como se as empresas que dependessem dessas matérias-primas tivessem sido obrigadas, por anos, a pagar um ''pedágio'' a mais apenas para beneficiar as representadas", segundo a nota da associação.

O processo do "cartel do oxigênio", que foi relatado pelo conselheiro Fernando Furlan, atualmente presidente interino do Cade, foi indicado pela revista eletrônica Global Competition Review, publicação mais especializada da área como um dos casos de maior destaque do ano.

Fonte: CÉLIA FROUFE - Agencia Estado - 03/12/10

WikiLeaks vai vazar documentos sobre óvnis, diz Assange em jornal britânico

Julian Assange, australiano que ganhou notoriedade mundial por publicar documentos secretos, disse que ainda vai vazar no site WikiLeaks relatórios que mencionam Objetos Voadores Não Identificados.

A declaração veio em uma das respostas de Assange durante entrevista virtual com internautas promovida pelo jornal britânico “Guardian” nesta sexta-feira (3).

“Senhor Assange, alguma vez já foram encaminhados para você documentos que tratassem do tema óvnis ou extraterrestres?”, perguntou o internauta identificado como “achanth”.

“Muitos malucos nos mandam emails sobre ovnis ou sobre como descobriram que eram o anti-cristo enquanto conversavam com sua ex-mulher em uma festa no jardim sobre um vaso de plantas. Contudo, não satisfazem duas de nossas condições de publicação: 1) o documento não pode ter sido escrito por ele próprio; 2) devem ser originais”, respondeu Assange.

“Contudo, vale destacar que nas partes do ‘cablegate’ que ainda não foram publicadas há, sim, referências a óvnis”, acrescentou, em referência ao conjunto de mais de 250 mil documentos diplomáticos que o WikiLeaks começou a publicar em 28 de novembro.

Na mesma entrevista, Assange garantiu que, mesmo que ele venha a sofrer algum tipo de ataque ou violência, há mecanismos que garantem a sobrevivência do material do qual ele dispõem.

“O arquivo do Cable Gate foi espalhado, junto com material significante dos EUA e de outros países, para mais de 100 mil pessoas, de forma encriptada. Se alguma coisa acontecer conosco, as partes fundamentais serão publicadas automaticamente”, afirmou.

Fonte: Do UOL Notícias - 03/12/10

Fazenda chinesa criou maior máquina do mundo de transformar estrume em energia

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O metano produzido pelo esterco do gado pode gerar 5,66 MW de energia/Foto: island_explorer

O crescimento econômico e industrial da China colocou o país no topo da lista dos mais poluidores do mundo. Porém, a Huishan Dairy quer contribuir para mudar esse perfil.

Os engenheiros chineses criaram o maior sistema de geração de eletricidade produzida a partir de metano do gado.

A fazenda de leite, situada no noroeste da China, agora aproveita o esterco de 60 mil vacas, das 250 mil que possui, para converter em 5,66 megawatts de energia, o suficiente para abastecer, em média, quase 3.500 casas.

A Huishan Dairy criou um conversor de metano que produz dez vezes mais que os conversores comuns. O sistema envolve um digestor anaeróbico que transforma o estrume em gases.

O gás é exposto ao óxido de ferro em um processo chamado de hidrodessulfurização, que remove o sulfeto de hidrogênio corrosivo.

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Motor General Electric Jenbacher usado no sistema/Foto: Divulgação

Em seguida, o biogás pode ser queimado para produzir eletricidade - neste caso, utilizando motores General Electric Jenbacher, que já estão em uso em operações leiteira na Índia e em uma fábrica de gás de madeira, na Áustria. Segundo o site Tecnology Review, nos Estados Unidos, menos de 1% das fazendas de leite capturam metano.

Ann Wilkie, professor de microbiologia ambiental da Universidade da Flórida, diz que projeto pode chamar a atenção para uma tecnologia que é muito esperado. "Isso mostra que esta não é uma tecnologia fantasma, que temos que esperar no futuro. É algo que podemos fazer agora para lidar com os resíduos existentes, e reunir energias renováveis.”, defende.

Fonte: EcoD - 03/12/10

Ministério da Justiça libera R$ 8 milhões para a economia solidária em favelas do Rio

Os repasses serão feitos por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, conforme explicou o secretário executivo do programa, Ronaldo Teixeira

Rio de Janeiro - O secretário executivo do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, Ronaldo Teixeira, anunciou nesta quinta-feira (2), a liberação de cerca de R$ 8 milhões para investimentos em Economia Solidária em quatro favelas do Rio de Janeiro: Complexo do Alemão, Complexo de Manguinhos, Cidade de Deus e Santa Marta.

O anúncio foi feito na 9ª Expo Brasil Desenvolvimento Local, que ocorre no Rio de Janeiro com o apoio do Sebrae, durante o lançamento do Projeto Rio Ecosol, que visa a promoção do desenvolvimento dessas quatro comunidades por meio da Economia Solidária.

Teixeira destacou a importância do projeto, que vai promover a segurança para além da repressão, promovendo a prevenção por meio de ações sociais e na área econômica. O objetivo é desenvolver a economia local identificando pequenos empreendedores e capacitando-os para o desenvolvimento de seus negócios.

Ronaldo Teixeira citou o caso da retomada, pelo estado, da favela da Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, Zona Norte do Rio, lembrando que esse é apenas o início do processo de pacificação. O desafio, agora, está em cristalizar essa pacificação e o entendimento é de que a economia solidária é a solução. "A economia solidária representa a segunda parte desse processo, com possibilidades concretas de consolidação de paz", afirmou.

Representantes das comunidades envolvidas também destacaram a importância do Projeto Ecosol e, principalmente, a necessidade de ouvir a comunidade no processo. "Todo projeto tem que ter fomento e tem que estar ligado a gestores locais para ter continuidade", disse Iara Oliveira, da Cidade de Deus.

"Assim o projeto deixa semente e abre novas frentes para a continuidade de políticas públicas nos territórios de favela", afirmou Itamar Silva, da comunidade do Morro Santa Marta.

O projeto Ecosol é desenvolvido pela prefeitura do Rio de janeiro, em parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária e com o Ministério da Justiça, além das comunidades envolvidas.

Conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico e Solidário da Cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Costa, ele envolve diversas atividades de incentivo à economia solidária. O projeto tem duração de um ano com perspectivas de continuidade.
"Vamos lutar para que seja uma política pública permanente, pois economia solidária não é algo de momento", disse.

As primeiras ações começaram há uma semana, com a criação dos Pontos Solidários nas quatro comunidades envolvidas. Trata-se dos locais que centralizarão as ações a serem desenvolvidas nas comunidades e que vão desde a pesquisa sobre as atividades desenvolvidas até a formação de empreendedores, além de ações de fomento ao microcrédito para esses empreendedores.

Marcelo Costa anunciou para o início de 2011 a criação de um banco solidário na Cidade de Deus, seguindo o modelo do Banco de Palmas, desenvolvido com sucesso em Fortaleza (CE), na Comunidade do Conjunto Palmeira. Trata-se de banco com moeda própria de circulação local. O objetivo é fomentar a economia local.

Fonte: http://www.administradores.com.br - 03/12/10

Parceria entre Embrapa e ARS é renovada por mais cinco anos


Cláudio Bezerra
Parceria entre Embrapa e ARS é renovada por mais cinco anos

O presidente do Serviço de Pesquisa Agrícola Americano (Agricultural Research Service – ARS), Edward B. Knipling, esteve em Brasília, na sexta-feira (3), na sede da Embrapa, onde assinou o novo convênio do Laboratório Virtual no Exterior (Labex) para o período de 2011-2016.

“Essa parceria, que já existe há 12 anos, vai possibilitar a sustentação desse projeto tão bem sucedido e vai prolongar as colaborações, experiências e estender a exploração de novas oportunidades”, comentou Knipling.

Para o presidente da Embrapa Pedro Arraes essa parceria não é de apenas 12 anos, mas de quase 40, desde a criação da Embrapa. “Muito da consolidação da Embrapa se deve à colaboração da ARS, ainda na época da criação da empresa.”

Arraes ressaltou a importância do Labex que avança cada vez mais e devido aos bons resultados está sendo copiado em outros países. “A renovação desse convênio vai alavancar novas parcerias e trazer muito mais resultados”.

Entusiasta do programa, no qual já atuou como coordenador, Arraes citou duas pesquisas importantes que justificam a continuidade da parceria: a vacina para gripe suína e a criação do primeiro laboratório de nanotecnologia do mundo.

Na ocasião, Knipling apresentou o perfil da agricultura dos Estados Unidos, o programa Labex, visão geral da ARS, os pontos em comum entre Embrapa e ARS e as oportunidades que a agência americana de pesquisa vislumbra para o futuro.

O ARS possui 100 estações experimentais nos Estados Unidos, cinco laboratórios no exterior, atua com aproximadamente 9 mil funcionários e recebe orçamento anual de US$ 1,2 bilhão. De acordo com o cientista, o desafio da agência é garantir os programas de pesquisa e laboratórios coordenados e articulados de forma complementar.

Knipling explicou ainda que o ARS trabalha com quatro pilares: recursos naturais e sistemas sustentáveis (que representa 20% do orçamento); produção de grãos (40%); produção de carne e proteção animal (15%); e produção de alimentos, segurança alimentar e nutrição (25%).

Como prioridades, a instituição apresenta as mudanças climáticas; a bionergia e biocombustíveis; a nutrição humana, como foco para o problema da obesidade; e a segurança alimentar. Para o futuro, Knipling citou algumas áreas como oportunidades e desafios: pesquisas para combater e controlar o greeningnos; cana-de-açúcar; ferrugem na folha da laranja; biobergia; e, novamente, mudanças climáticas.

A assinatura da parceria e a apresentação realizada por Knipling em Brasília fechou a agenda de visitas do presidente ao Brasil, que teve início no dia 29 de outubro, quando desembarcou em São Carlos (SP), onde visitou duas unidades da Embrapa (Embrapa Instrumentação e Embrapa Pecuária Sudeste).

No dia 1º de dezembro, ele esteve no Rio de Janeiro visitando a Embrapa Agrobiologia. No dia 2 de dezembro, participou da inauguração da Embrapa Agroenergia, em Brasília, que aliás, o deixou impressionado. E finalmente, na sexta-feira (3) pela manhã ele conheceu a Embrapa Cerrados.


Juliana Freire (MTb 3053/DF)

Contato: (61) 3448-4039

juliana.freire@embrapa.br

Fonte: Embrapa - 03/12/10

Carteira da GE para eólica atinge US$ 1,5 bilhão

Com uma carteira de contratos para fornecimento de equipamentos eólicos que em menos de um ano saltou de US$ 100 milhões para US$ 1,5 bilhão, a empresa americana GE passou a ver no Brasil um dos caminhos a percorrer para driblar a queda da demanda em outros países, principalmente nos Estados Unidos.

Enquanto o governo brasileiro realizou seus dois primeiros leilões de energia eólica, países europeus retiraram seus subsídios e nos Estados Unidos, que têm um dos maiores parques mundiais, a queda dos preços de gás natural tornou a competição com energia térmica impraticável. O recuo chegou a 22% neste ano.

No Brasil não só o consumo cresce, em alguns meses desse ano na casa dos dois dígitos, como o governo tem dado sinais de que vai continuar a incentivar a energia eólica se os preços continuarem atrativos. Em menos de um ano, foi contratada energia de parques eólicos que juntos têm uma capacidade de gerar 3.900 MW.

Dos vencedores dos leilões, a GE arrematou contratos para fornecer aerogeradores que somam 800 MW. Como os financiamentos do BNDES exigem que 60% dos componentes sejam fabricados no país, as torres, os rotores e as pás eólicas serão produzidas aqui.

Estas últimas pela Tecsis, empresa brasileira com quem a GE tem contrato de fornecimento mundial. Ao todo a GE tem contratos para fornecimentos de 1.000 MW.
Nos próximos dois anos, isso vai gerar uma receita de US$ 1,5 bilhão.

A expectativa da GE é que o governo brasileiro mantenha a política de leilões para energia eólica e mesmo com a megaoferta de gás natural que o Brasil irá ter nos próximos anos, Abate não acredita que acontecerá o mesmo que nos Estados Unidos.
Ele entende que a energia eólica é complementar a grande geração hidráulica no país e o governo federal dá constantes sinalizações de que vai manter seu apoio às energias renováveis.

O desafio dos empreendedores eólicos será manter os baixos preços. A competição que levou à venda de energia a preços inferior a R$ 130 (US$ 76,5) o MWh foi fortemente impulsionada pelos bons índices de capacidade dos parques que disputaram os leilões e também pela queda mundial por equipamentos que deixou a indústria ociosa e que acabou por baixar preços.

Os índices de capacidade de produção dos parques eólicos brasileiros superam em alguns casos os 45%. Nos Estados Unidos, são em torno de 40% a depender da região, segundo o executivo da GE, e não chegam a 30% em alguns países da Europa.

Alguns agentes do setor temem que esses índices de produtividade não se mantenham ao longo dos anos já que são exigidos pela Empresa de Pesquisa Energética estudos de vento de apenas dois anos.

Juan Pablo Gomes, vice-presidente da ContourGlobal, um dos clientes da GE no Brasil, conta que a NASA têm estudos do comportamento de ventos, há cerca de três décadas, e esses dados ajudam as empresas a fazer suas análises de investimentos.

Além da ContourGlobal, a GE tem hoje entre seus clientes no Brasil grupos novatos no setor elétrico como a Renova Energia, Dobrevê Energia e Bioenergy.

Os contratos com a GE são baseados na expectativa de financiamentos do BNDES a esses grupos, mas algumas garantias são exigidas, sendo negociadas com cada cliente, segundo o executivo da GE.

Fonte: Valor Econômico - 03/12/10

SP investirá US$ 3,53 mi no Parque Tecnológico de Sorocaba

O governador de São Paulo, Alberto Goldman, firmou na quarta-feira (1º/12) um convênio com a prefeitura de Sorocaba para liberação de recursos que serão investidos na construção das primeiras instalações do Parque Tecnológico da cidade.

O acordo prevê a liberação de R$ 6 milhões (US$ 3,53 milhões) do governo estadual para a construção de um edifício que abrigará uma incubadora de empresas de base tecnológica e o núcleo administrativo. Também participaram da cerimônia o secretário de Desenvolvimento, Luciano Almeida, e o prefeito da cidade, Vitor Lippi.

O Parque Tecnológico de Sorocaba será implantado em uma área de aproximadamente 814 mil m², na avenida Itavuvu, s/nº, próximo à rodovia Castelo Branco (SP-280), dentro de uma nova zona industrial com mais de 20 milhões de m².

O futuro empreendimento será voltado à pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos inovadores nas áreas de eletro-metal-mecânica, automotiva, energias alternativas, tecnologia da informação e comunicação (TIC) e farmácia.

Os recursos do Estado serão investidos na construção de um prédio com 6.656 mil m². O edifício terá dois pavimentos, com estrutura modular, e abrigará o núcleo administrativo do parque e uma incubadora de empresas de base tecnológica.

O local contará com todo o suporte necessário para a instalação de micro e pequenas empresas inovadoras. Além do edifício da incubadora e do núcleo administrativo, o projeto prevê ainda a construção de laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, espaços para animação e convivência, ambientes para eventos e centro de inteligência do empreendimento. A prefeitura de Sorocaba também pretende investir em obras suplementares, somando 11 mil m² de área construída.

A Toyota, empresa âncora do empreendimento, iniciou em 2010 a construção de sua terceira fábrica no país, em uma área de 400 mil m², localizada ao lado do parque tecnológico, o que deve impulsionar pesquisas de ponta no setor automotivo.

A montadora japonesa tem a expectativa inicial de produzir, a partir de 2012, cerca de 70 mil automóveis por ano. Os investimentos previstos somam US$ 600 milhões, que deverão gerar cerca de 1,5 mil empregos diretos e 5 mil indiretos.

Mais informações: www.desenvolvimento.sp.gov.br/cti/parques

Fonte: Agência FAPESP - 03/12/10

Pretty Public Parks — Thanks to Private Efforts

In a December 2 editorial in The Atlasphere, John Stossel opined that once again, privatization answers a public woe.

In his report about beautiful Bryant Park in midtown Manhattan, the opener reads, “Many see the privatization of public parks as an evil encroachment by the rich in the public sphere.

But in reality privatized parks today are friendlier and more inclusive than ever.”
Governments managing poorly maintained, dangerous and dirty public parks whine when criticized because "budgets are slashed and there isn’t enough money."

Such with Bryant Park. But Dan Biederman changed that. Biederman, a prominent New York City downtown manager and pioneer in the field of privately funded space management (according to Wikipedia), co-founded several partnerships operating in midtown Manhattan.

In the case of Bryant Park, the partnership was dedicated to “bringing people back to the park while exploring how to generate revenue.” The park, once a dangerous haven for drug dealers, is now one of Manhattan’s most beautiful and most visited public sites, and the largest U.S. effort to provide private management and funding to a public park.
Biederman, with permission from officials frustrated with failed government clean-up efforts, raised private funds from neighboring businesses, real estate owners, concessions, and event sponsorships (all benefit from a cleaned-up park). “Since 1996, we have not asked the city government for a single dollar.”
Stossel agreed with Biederman’s plan and results, but noted that Boston journalist Shirley Kressel, did not. He asked her what was wrong with getting the money from private businesses.
Kressel: Because it goes into private pockets.
Stossel: So what?
Kressel: Because it's very good (for Dan) to use the public land for running a private business, a rent-a-park, where all year 'round there's commercial revenue from renting it out to businesses. He keeps all that money. People don't realize that.

Stossel still doesn’t care. The park is nice, it’s enjoyed and people don’t have to pay taxes to support it. And Biederman plans to apply the efforts to Boston Common, America’s oldest public park, but with a different funding model — that of Central Park, upon whose board Stossel serves. Stossel claims that when government managed Central Park, it was a horrifying crime zone. No one argues. But now that those living near it donated most of the renovation and maintenance money, they love it. It’s a wonderful park.
Kressel says she’ll oppose Biederman’s Boston plan:
We don't need ... to teach our next generation of children that the only way they can get a public realm is as the charity ward of rich people and corporations. We can afford our public realm. We're entitled to it. We pay taxes, and that's the government's job. It's not, because these people, the money bags, get to decide how the park is used and who goes there and who the desirables are and who are the undesirables. Undesirables are primarily homeless people.... Homeless people have to be somewhere. If we don't make a system that accommodates people who don't have a place to live, they have to be in the public realm.
Biederman’s answer:
We have the same number of homeless people in Bryant Park today as we had when it was viewed by everyone as horrible in the early 1980s. What we didn't have then — and we have now — is 4,000 other people. The ratio of non-homeless to homeless is 4,000 to 13 instead of 250 to 13. So any female walking into Bryant Park who might have in the past been concerned about her security says, "This doesn't look like a homeless hangout to me." The homeless people are welcomed into Bryant Park if they follow the rules. And those same 13 people are there almost every day. We know their names.
Supporters of privatization say Kressel’s logic falls apart at every seam. Aren't taxes "progressive" in nature, taking from the rich for the benefit of the poor — aren't we teaching our children to rely on the rich to take care of the public realm? If charity of the rich and corporations is the only way people can access "a public realm," why not make it real charity, not the faux charity of government redistribution? Isn’t that what real charity is for, and isn’t that "charity" better enacted on a voluntary rather than mandatory basis, as would occur under a tax-supported system? The "entitlement" to which she refers is the problem.
Stossel and Biederman aren’t the first, nor last, to extol privatization. Lawrence Reed’s 1996 book Private Cures for Public Ills: The Promise for Privatization explored the very idea exemplified by Biederman’s efforts and is a good reference on the topic.
And the support of privatization should always be approached with a grain of you know what. Be sure the privatization efforts you support and participate in are voluntary and not confused with Public Private Partnerships (PPP). Clothed nowadays as "private solutions," they are the same old wolf in new wool. PPPs, partnerships between governments and private entities working against public and private interests, are often unclear and confusing, designed by the omniregency of government to appear as a good solution.
Stossel concluded:
Once again, the creative minds of the private sector invent solutions that never occur to government bureaucrats. If government would just get out of the way, entrepreneurship and innovation, stimulated by the profit motive, will make our lives better.
And he’s right.

Fonte: The New American - 03/12/10

Infraero aprimora procedimentos de check-in

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) iniciou nesta sexta-feira, em caráter experimental, o uso de equipamentos para leitura de selos bidimensionais de embarque. Esses selos são oferecidos por algumas empresas aéreas em papel ou no check-in realizado por celular. A Infraero destaca que o check-in por celular só pode ser realizado pelo passageiro que não tem bagagem a ser despachada.

Segundo informa a Infraero, o investimento nesse projeto foi de R$ 780 mil. São 270 equipamentos de leitura, que foram distribuídos pelos principais aeroportos, como Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ) e Brasília (DF). A novidade tecnológica tem por objetivo garantir maior controle no acesso às salas de embarque e agilizar a movimentação de passageiros nos terminais.

Com o selo bidimensional é possível coletar um maior número de informações sobre o perfil do passageiro. O selo atual oferece dados como data do embarque, companhia aérea, número e tipo de voo (doméstico ou internacional). O selo bidimensional vai além, informando o destino do passageiro e outros dados que vão auxiliar na elaboração de estatísticas operacionais. Isso permitirá acompanhar melhor os passageiros em conexão.

"Com essa nova tecnologia, a Infraero pode ampliar os níveis de segurança no controle de acesso. Além disso, com a facilidade de se fazer a leitura do selo de embarque pelo celular do passageiro, vamos agilizar a movimentação nas áreas de check-in dos aeroportos", destacou Mauro Roberto Pacheco, diretor de Administração e Financeiro da Infraero.

Fonte: Agência Estado - 03/12/10

A era dos carros elétricos vai começar

Chevrolet Volt e Nissan Leaf começam a ser vendidos oficialmente em dezembro em meio à polêmica, subsídios e tecnologia do futuro

A pré-história dos carros elétricos acaba neste mês de dezembro. Antes dessa data, os veículos que ousaram oferecer motores elétricos como elemento de propulsão o fizeram parcialmente, o chamado sistema híbrido, e os puramente elétricos não passaram de iniciativas isoladas, de baixo volume de produção.

A partir de agora, isso muda. Dois modelos ansiosamente aguardados desembarcam quase ao mesmo tempo e com propostas mais amadurecidas de uso da energia elétrica como combustível. Estamos falando do Volt, da Chevrolet, e do Leaf, da Nissan.

E o que os diferencia tanto para outros modelos como o Toyota Prius e o Honda Insight? Em primeiro lugar porque usam baterias de íon-lítio, que têm maior capacidade de armazenamento e pesam menos.

Depois porque são elétricos apenas – embora o Volt seja motivo de polêmica explicada mais à frente -, ou seja, não combinam motores a combustão com um propulsor movido a eletricidade e também por causa do design mais próximo ao de um carro comum. Além disso, ambos foram projetados para uma produção em grande escala em várias partes do mundo.

Questão de autonomia

A verdade é que o conceito do carro elétrico não traz grandes surpresas.
Baterias alimentam um motor elétrico de corrente alternada que por sua vez é ligado ao eixo do veículo. Não há marchas nem ruído ou trancos. O problema crucial sempre foi a bateria. Como armazenar energia suficiente para uma autonomia semelhante ao do carro com motor a combustão, em torno de 500 a 800 km?

Os primeiros modelos elétricos levavam baterias de chumbo e ácido sulfúrico, caso do pioneiro EV1, da GM, que pesavam nada menos que 1,4 tonelada, o equivalente ao peso de um carro médio. Mais tarde, as baterias de níquel cádmio permitiram reduzir o volume e aumentar a autonomia, mas não o suficiente para dispensar o motor a combustão.

Por isso, a Toyota decidiu produzir o Prius como um híbrido, cujos motores a explosão e elétrico trabalhavam em conjunto para prover tração. Mas é quase uma unanimidade entre os especialistas que o híbrido significa apenas um passo intermediário em direção aos carros 100% elétricos.

Nesse sentido, a GM chamou para si a responsabilidade por lançar o primeiro veículo elétrico de produção em massa, o Volt. Até então, a iniciativa mais próxima foi o i-Miev, da Mitsubishi, o pequeno monovolume de projeto brilhante, mas produção restrita.

O Volt nasceu grandioso como proposta de fazer renascer a combalida marca americana. Com baterias de íon-lítio e um motor elétrico, o Volt também traz um pequeno motor a combustão de 1.4 litro que serve para recarregar as baterias caso o motorista não encontre um posto de recarga por perto. Apesar disso, a montadora admitiu recentemente que o motor a gasolina do Volt também participa da propulsão em alguns regimes, o que o desqualificaria como elétrico e o tornaria um híbrido.

Polêmicas à parte, o Volt começou a ser produzido nos Estados Unidos há alguns dias e as primeiras unidades chegarão ao mercado americano este mês por US$ 32.780 ou R$ cerca de R$ 56.000, valor menor graças aos subsídios concedidos pelo governo.

Desenvolvimento veloz


Enquanto a GM está há mais de dois anos preparando a chegada do Volt, a Nissan surpreendeu ao mostrar o conceito do Leaf (folha em inglês) em agosto de 2009 e agora, apenas 15 meses depois, começar as vendas do modelo esta semana.

Claro que por vendas entenda-se uma cota limitada de unidades no Japão e nos Estados Unidos – a produção por enquanto está restrita à matriz e deve chegar ao continente americano em 2012. O preço? Os mesmos US$ 32.780 cobrados pela GM pelo Volt.

Também conhecido pela sigla ZE, de emissão zero, o Leaf talvez seja o veículo mais formidável projetado nos últimos anos pela indústria. Seu design é o primeiro que oferece linhas normais a um elétrico ou híbrido, sem formas estranhas vistas em outros carros. Por dentro, em compensação, o Leaf lembra um iPhone em formato de painel de automóvel.

Mas é na concepção 100% elétrica que o Nissan inova. As baterias são íon-lítio, mas não há motor a gasolina auxiliar. A autonomia, que pode variar de 120 a 160 km, é proporcionada apenas por elas. Para isso, o Leaf possui três modos de carga. O mais demorado é feito numa tomada 120 volts e leva 20 horas.

Já o intermediário, com 220 volts, precisa de oito horas para completar a carga.
A sacada é mesmo o sistema portátil de recarga com 500 volts que leva apenas 30 minutos para atingir 80% da capacidade. Esse kit será instalado em concessionárias no Japão e em outras redes de apoio.

Ceticismo

Não há dúvida que as duas montadoras – e mais outras que estão a caminho – terão de enfrentar muitos críticos sobre a viabilidade de suas tecnologias, mas o fato é que trata-se de um caminho sem volta.

Carlos Ghosn, o brasileiro que dirige o grupo Renault-Nissan foi enfático ao falar do futuro do carro elétrico: “Tudo é uma questão de subsídios para que essa tecnologia se viabilize. Assim que atingirmos uma escala de produção semelhante a do automóvel com motor a combustão, os custos cairão e o carro elétrico será uma realidade para qualquer consumidor.”

Fonte: Ricardo Meier/IG | 3/12/10

Pesquisadores brasileiros criam capacete capaz de ler pensamentos

O capacete, através de um programa da Unicamp, transforma sinais do cérebro em comandos para computador. Acredita-se que, em breve, a mente poderá acender luzes, ligar a TV e até mesmo detectar mentiras.

Pesquisadores da Universidade de Campinas apresentaram ao mundo uma inovação: é um equipamento que pode ler pensamentos e emitir comandos para operar, por exemplo, um computador.

Desde que sofreu um acidente de moto, Nicolá não movimenta mais braços e pernas. Agora, ele vai ganhar a oportunidade de acessar um computador usando apenas o poder da mente.

“Você vai pensar em uma imagem, por exemplo, um quadrado em um fundo preto”, Paulo de Oliveira Miguel, pesquisador da Unicamp, explicou a Nicolá.

Ele coloca um capacete de eletrodos que captam os sinais do cérebro e um programa desenvolvido pela Universidade de Campinas transforma estes sinais em comandos para o computador.

“Venha com o cursor até aí, isso, muito bem. Tenta trazer o cubo pra frente. Abriu, muito bem”, ensinou o pesquisador.

“Esses sinais são captados de maneira semelhante ao que acontece no eletrocefalograma. O que nós fizemos foi pegar esses sinais e codificar uma linguagem em cima deles de tal forma que você consiga controlar equipamentos eletrônicos", esclareceu Paulo de Oliveira Miguel.

O voluntário acessa páginas da internet e consegue digitar no teclado virtual.

“Gostei bastante, gostei”, contou o estudante Nicolá Evan.

"Você achou difícil?”, perguntou o repórter.

“Um pouquinho só”, respondeu Nicolá.

A novidade nos permite fazer um exercício de futurologia. Segundo os pesquisadores, em alguns anos vai ser possível usar a força do pensamento para acender as luzes de casa, dispensar o controle remoto para ligar a televisão. Tudo vai ser controlado com o poder da mente.

Os cientistas ainda vão além: no futuro, vai ser possível até adivinhar o que se passa dentro da sua cabeça. “Ler o pensamento das pessoas. É possível que você, com esse equipamento, com essa linguagem, consiga saber se a pessoa está pensando em alguma coisa ou em outra”, afirmou Paulo de Oliveira Miguel, pesquisador da Unicamp.

O repórter pergunta: “Poderia funcionar como detector de mentiras?”

“Sem dúvida!”, garantiu o pesquisador.

Foram três anos e meio de pesquisa para o desenvolvimento da nova tecnologia, que também possibilita a criação de aparelhos eletrônicos menores: celulares e minicomputadores, acionados apenas pela força do pensamento. Equipamentos dignos dos filmes de Hollywood.

Fonte: JN - 03/12/10

Conheça a cidade ideal onde até o prefeito vai trabalhar de bicicleta

Levanto é uma das 70 cidades italianas que adotaram oficialmente as regras do "bem viver". A experiência que começou há dez anos é considerada tão bem sucedida que é chamada de "modelo Levanto".

Ilze Scamparini
Levanto, Itália

A cidade ideal existe e responde pelo nome de Levanto. No mapa geográfico, ela aparece no na região da Ligúria, a uma hora de Genova. É a porta de entrada do Parque das Cinco Terras, Patrimônio Natural da Unesco, com rochas cultivadas, um Mar Mediterrâneo limpo e um santuário de baleias.

Na cidade ideal, o prefeito vai trabalhar de bicicleta, assim como o cozinheiro, o artista, a comerciante e o guia turístico. Em Levanto, todo mundo pedala em lugares inesperados.

Há séculos, homens desafiam abismos para cultivar a uva. As azeitonas que crescem na região estão classificadas entre as melhores do mundo, como o azeite. A cozinha é irresistível, com o molho de alho e manjericão socados. As frituras são feitas em puro óleo de oliva extra-virgem. Por decreto, a oliveira se tornou monumento nacional. A recuperação do patrimônio histórico é uma prioridade desejada por todos.

Os mármores coloridos, explorados na Antiguidade, deram o nome da cidade a uma cor: vermelho Levanto. O primeiro povoado surgiu em época romana, mas as maiores conquistas são obras muito recentes.

Levanto é uma das 70 cidades italianas que adotaram oficialmente as regras do "bem viver". A experiência que começou há dez anos é considerada tão bem sucedida que é chamada de "modelo Levanto". Em uma paisagem de rochas e mar, em um terreno selvagem e até hostil, cinco mil habitantes tentam construir a cidade ideal: bonita, humana, autossuficiente e lenta. A lentidão é a ultima tendência italiana que está contagiando a Europa.

Conhecemos Levanto e o território do Parque das Cinco Terras pelas linhas de trem à beira-mar, que chegaram no fim do século 19, por estradas abertas há apenas 30 anos. As novas construções estão proibidas desde então, pelas águas protegidas de uma reserva marinha repleta de vida.

O prefeito de Levanto, Maurizio Moggia, tenta explicar como se muda uma comunidade em tão pouco tempo. Fatos históricos deram o empurrão. Até o fim dos anos 80, a maioria da população trabalhava em uma indústria de armas, perto da cidade.

Com a queda do muro de Berlim e o fim da Guerra Fria, esse mercado acabou.
A cidade iria falir se a prefeitura não tivesse agido rapidamente.
"Tentamos trazer de volta um modelo de vida das nossas tradições.
Fomos procurar no passado a nossa identidade cultural", revela Maurizio.

Levanto possuía a vocação natural para o turismo. Mas, para criar um turismo diferente era preciso mudar algo difícil: a forma de pensar.

Foi o ex-prefeito Marcello Schiaffino quem começou a grande transformação. Enviou uma carta a cada uma das 2,5 mil famílias de Levanto. "Decidi escrever: quem tem ideia e vontade de investir, nós vamos ajudar”, explica.

As famílias começaram a transformar as próprias casas em pequenos hotéis, oferecendo cama e café da manhã, e a abrir pequenos negócios. Era importante impedir que a população abandonasse a cidade. Porque turista não gosta só de praia, também quer conhecer o povo com as suas tradições. Cada um fez a sua parte.

O chef Lorenzo Perrone recusou convites para trabalhar em Roma e Milão e ficou na cidade natal para recuperar pratos esquecidos, como o gattafin, um delicioso pastel recheado com ervas, e o bolinho de bacalhau, que na Itália já foi comida de rua. “Antigamente se fazia o cone com papel de pão e se comia nos bares com vinho branco. Nós, italianos, temos paixão por aperitivos”, conta Lorenzo.

Luigina Piselli, que produz a mão o melhor pesto genovese de todo o vale, abriu uma loja de delícias locais. As suas aulas de culinária são muito atraentes. Luigina sustenta que o pesto genovese é o molho mais amado no mundo, depois do de tomate. “Teve um momento em que a minha filha quis ir embora, mas decidiu ficar.
Aqui é bom para os filhos crescerem. Eu penso que entre nós, italianos, exista esta vontade de procurar estes gostos do passado", aponta.

A filha também abriu um pequeno negócio. E as quatro gerações da família puderam permanecer juntas.

O escultor Renzo Bighetti que viajava pelo mundo, desembarcou em Levanto, para ficar. “Escolhi viver uma vida mais recolhida, lenta e meditativa. Gosto de andar por aqui de bicicleta. É meu modo introspectivo de procurar coisas. Pareço um preguiçoso, mas sempre encontro uma ideia para trazer ao atelier e dar forma", explica.

Marco Scaramucci abandonou os trens de alta velocidade, onde era fiscal de passagens, para se tornar guia turístico no mar e na terra. "Antes, eu fazia uma coisa de que não gostava, mas fazia para fazer feliz outra pessoa. Depois, decidi ser feliz eu mesmo”, revela. “Se eu dissesse como fiquei reduzido economicamente, deveria ser estressado. Vendi uma casa, a outra está hipotecada. Mas estou feliz e não tenho estresse."

Fonte: Globo Reporter - 03/12/10

Prêmio Innovare estimula iniciativas para modernizar a Justiça brasileira

A sétima edição premiou um programa que atende vítimas de escalpelamento.
Outro projeto ajuda a inserir ex-detentos de volta na sociedade.


Foram anunciados, nesta sexta-feira, em Brasília, os vencedores da sétima edição do Prêmio Innovare. É um incentivo a práticas que ajudem a melhorar e modernizar o acesso à justiça.

É a sétima edição do Prêmio Innovare, que premia práticas jurídicas que ajudem a modernizar e melhorar o acesso à Justiça no Brasil.

O sorriso de Luana Reis da Costa mostra que ela superou o trauma de um terrível acidente, em Altamira, no Pará. Os cabelos dela foram arrancados ao se enroscarem no eixo do motor de um barco: é o escalpelamento.

Beneficiada por um projeto da Defensoria Pública da União, Luana conseguiu reconstruir a vida: “Aí, nós estamos tentando uma linha de crédito para comprar umas máquinas de costura, abrir um atelier, trabalhar, eu e a mãe”, conta Luana.

O programa, um dos que recebeu o Prêmio Innovare, atende 194 vítimas de escalpelamento na Região Amazônica.

"Ela primeiro vai ter toda assistência jurídica necessária para que ela possa voltar a ter uma vida normal: atendimento médico, cirurgias plásticas especializadas, no que for necessário, a parte também de indenizatória quando for cabível e também a reinserção dela na sociedade”, explica a defensora pública federal Luciene Strada.

O tema do Prêmio Innovare este ano foi "Justiça sem Burocracia".
Trezentas e quarenta práticas jurídicas concorreram em seis categorias.
Entre elas, um prêmio especial, com o tema "Acesso do Preso à Justiça".

Cento e doze detentos de um presídio em Goiânia trabalham para uma malharia.
Eles são remunerados, têm redução de pena e podem deixar a prisão com emprego garantido. "Aqui é um lugar que a gente começa se ressocializar de verdade”, diz um dos presos.

O projeto já conseguiu quatro mil vagas de emprego e cursos profissionalizantes para presos e ex-detentos: “Nós sentimos a necessidade de trabalhar também essa questão da reinserção com um foco na redução da reincidência criminal e também claro com um foco no respeito ao direito dessas pessoas à inclusão social", fala o juiz Erivaldo dos Santos.

O Prêmio Innovare tem o apoio das Organizações Globo. Os seis vencedores receberam os prêmios numa cerimônia no Supremo Tribunal Federal.
“O Prêmio Innovare tem importância de estarmos lutando no Brasil por um judiciário mais celebre, um judiciário mais aberto à população”, diz o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.

Fonte: JN - 03/12/10

TV Brasil será lançada nos Estados Unidos no próximo dia 15

Rio de Janeiro - O canal internacional da TV Brasil, emissora pública de televisão da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), estreará oficialmente nos Estados Unidos no próximo dia 15. A informação foi dada hoje (3) pela presidenta da EBC, Tereza Cruvinel, durante um encontro de brasileiros que vivem no exterior, realizado no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro.

A TV Brasil Internacional será distribuída pela operadora de televisão por assinatura Dish Network. “Estamos no pacote de língua portuguesa, juntamente com a RTP [emissora de Portugal] e duas TVs comerciais brasileiras, a Globo e a Record”, disse a presidenta da EBC.

Segundo Tereza Cruvinel, a TV Brasil Internacional já está presente na África, em alguns países da América Latina e em Portugal. Em breve, o canal deverá estrear também na Espanha.

A EBC pretende também exibir a TV Brasil Internacional no Japão e em toda a América Latina. “Há uma operadora, que é a DirecTV, que é a única que cobre todos os países do México para baixo. Mas ela tem dito que não tem espaço para nos colocar”, disse.

A TV Brasil Internacional tem sua grade composta basicamente por programas da TV Brasil doméstica. Há, no entanto, três programas criados especialmente para o canal internacional: Brasileiros no Mundo, Fique Ligado e Conexão Brasil.

Fonte: Da Agência Brasil - 03/12/10

SESI promove oficina de reciclagem na Região Metropolitana do Recife

Até o fim do ano, o Projeto Sesinho realiza oficina de reciclagem gratuita, com aproveitamento de garrafas pet, latas de alumínio, tampas e caixas. São 160 vagas, distribuídas em turmas de 40 pessoas, em quatro unidades do SESI.

As aulas duram uma semana em cada local e são oferecidas no turno da tarde, em parceria com a indústria de bebidas Coca-Cola.

A atividade já aconteceu no SESI Camaragibe, na semana passada, e até esta sexta-feira (3/12) é realizada na unidade de Casa Amarela, onde as inscrições já se encerraram. Mas quem se interessar, ainda pode participar no SESI do Ibura (13 a 17/12) e Jaboatão dos Guararapes (20 a 23/12).

As inscrições são feitas pelo telefone (81) 3227-0749 na semana anterior à oficina. "Além de estimular o artesanato, proporcionamos um momento de conscientização ambiental", frisa a coordenadora estadual do Projeto Sesinho, Erica Mocock.

Fonte: FIEPE - 03/12/10

Cooperativa de Mangualde em Portugal lança marca para vender maçãs



A Cooperativa Agrícola de Mangualde vai passar a comercializar quatro variedades de maçãs regionais com uma nova marca, destinada sobretudo a lojas "gourmet".

"Bravo! Mangualde" é o nome da nova marca que, segundo o presidente da cooperativa, Nuno Matos, não pretende ser uma afronta à Bravo de Esmolfe, que é considerada um "ex-libris" do concelho vizinho de Penalva do Castelo.

"Não pretendemos ser Bravo de Esmolfe, nem nada disso, é Bravo! no sentido de aplauso: aplauso pela qualidade, aplauso pela apresentação", explicou à agência Lusa, frisando que o objectivo é "enaltecer as qualidades das variedades regionais".

Segundo o responsável, trata-se de uma marca que, com uma imagem mais moderna, "unicamente visa colocar no mercado, sob essa denominação, as variedades regionais" que a cooperativa tem comercializado.

As variedades em causa são o Malápio da Serra, o Malápio Fino, o Pêro Pipo e o Bravo de Esmolfe.

As três primeiras são sobretudo de produtores de Oliveira do Hospital e de Gouveia, enquanto a variedade Bravo de Esmolfe é oriunda de vários pontos da região.

"Não temos as quantidades como meta. A meta é escoar a maior parte da produção. As maçãs Pêro Pipo e Malápio queríamos vendê-las todas com a marca", referiu Nuno Matos.

A marca começa agora a dar os primeiros passos e, segundo o presidente da cooperativa, já foi conseguido um acordo com o El Corte Inglês.

"Estamos a entabular as negociações para ver até onde podemos chegar com a marca", frisou, lembrando que, além das lojas específicas de produtos "gourmet", também há grandes superfícies que lhes dedicam um espaço nas prateleiras e onde gostaria de ver figurar as "Bravo! Mangualde".

As expectativas são grandes, estando já a cooperativa a pensar em estender a marca para o mercado internacional.

Fundada em Maio de 1951, a Cooperativa Agrícola de Mangualde cobre uma área de influência de 19 concelhos na região da Beira Alta, limitados pelas serras da Estrela e do Caramulo.

Fonte: OJE/Lusa - 03/12/10

Ministério da Cultura pode suspender repasse de recursos para municípios sem biblioteca

FELIPE LUCHETE
DE SÃO PAULO

A partir desta sexta-feira, todos os municípios do país só receberão recursos do Ministério da Cultura se tiverem bibliotecas públicas em pleno funcionamento.
A condição está prevista em portaria publicada hoje no "Diário Oficial da União".

As bibliotecas devem ser municipais, sem contar as existentes em escolas ou de iniciativa filantrópica.

O ministério diz que há cidades que, embora tenham recebido da União livros, mobiliário e outros materiais, não inauguraram bibliotecas.

Há casos também de bibliotecas que foram fechadas ou funcionam em poucos dias da semana.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse ontem que a determinação não tem caráter punitivo, mas tenta estimular os prefeitos.

O 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, divulgado em abril deste ano, aponta que 420 municípios não tinham bibliotecas públicas em 2009.

O Maranhão aparecia na liderança, com 62 cidades nessa situação, seguido de São Paulo (51).

Não há levantamento mais atualizado. O MinC planeja um canal de comentários e reclamações dentro de um portal previsto para ser lançado ainda neste ano.

Fonte: Folha SP - 03/12/10

Decreto proíbe construção

Prefeitura do Recife restringiu uso de terreno de Marinha na antiga Estação Rádio Pina para parque verde

A resposta veio mais rapidamente que o esperado. Ontem mesmo, a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) publicou decreto no Diário Oficial do município restringindo o tipo de construção na área da antiga Estação Rádio Pina, na Zona Sul do Recife.

O documento deixa claro que o espaço somente pode abrigar uma área de conservação e manutenção de um parque verde que faz parte do projeto Via Mangue.

O espaço de 350 hectares pertence à Marinha. Desses, 240 foram postos à venda, através de licitação, por R$ 51 milhões. A decisão da Marinha, anunciada pela imprensa ontem, causou surpresa à PCR, que já havia revelado o desejo de construir no espaço o Parque Natural Municipal Manguezais Josué de Castro.


O projeto da Via Mangue, que contempla o Parque dos Manguezais, só deverá ser concluído em 2013. O objetivo da via é resolver os problemas de trânsito na Zona Sul do Recife Foto: Teresa Maia/DP/D.A.Press
A decisão também levantou reações da sociedade. Para o promotor do Ministério Público de Pernambuco Ricardo Coelho, qualquer que seja a empresa interessada em comprar o terreno estaria fazendo um mau negócio, já que estará impedida por lei de construir.
O decreto da PCR limita, em muito, o interesse de qualquer empresa privada na compra da área, na opinião do secretário de Meio Ambiente, Roberto Arrais.

´A implantação do parque naquela região já estava definida em lei, seja pelo Plano Diretor do Recife, seja pelo Código de Meio Ambiente. Precisava apenas de uma regulamentação e foi o que fizemos`. Apesar da Marinha ser dona do terreno - o que lhe permite independência garantida por lei federal para vendê-lo - a PCR é a responsável pelas regras de uso e ocupação do solo municipal.

O promotor Ricardo Coelho, professor de direito ambiental da Universidade Federal de Pernambuco, mestre e doutor no assunto, alertou que o MPPE pode entrar com ação civil pública para proibir uma construção no terreno que não respeite a área de preservação permanente protegida por leis federal, estadual e municipal.

Já o superintendente do Patrimônio da União em Pernambuco, Paulo Ferrari, afirmou que hoje mesmo encaminhará o decreto municipal para o 3º Distrito Naval para que fique claro entre os interessados presentes na sessão pública do processode licitação, marcada para o dia 21, em Natal, que a área tem diversas limitações de construção. O Ministério Público Federal (MPF) já convocou reunião com PCR e Marinha para voltar a mediar a negociação.

A polêmica promete render muitos capítulos. A PCR quer insistir na negociação e diz reconhecer o valor da Força Armada na conservação do espaço. A Marinha não se recusa a negociar com a prefeitura. Mas, quanto a uma suposta doação do terreno para o uso do município, informa que não pode abrir mão do valor correspondente, pois necessita de permuta para construir habitações para o seu pessoal.

O que a Marinha quer com a venda do terreno, na realidade, é a garantia de construção de imóveis para seus oficiais em Natal, Maceió, Fortaleza e Olinda. Isso porque o interessado no terreno usaria os R$ 51 milhões para assegurar as obras como pagamento pelo uso da área na Zona Sul do Recife.

Fonte: Diário PE - 03/12/10

Metrô de SP recebe 5 propostas para construção da linha Ouro

SÃO PAULO - Mal foram apresentadas as propostas para construção da Linha 17 / Ouro do Metrô de São Paulo - que vai ligar o aeroporto de Congonhas ao estádio do Morumbi - a licitação já enfrenta dificuldades para prosseguir.

Uma decisão da 3ª Vara da Fazenda Pública, em caráter liminar, suspendeu a assinatura do contrato e a homologação da licitação. Além disso, o Ministério Público também fez recomendações contra o projeto.

A obra é contestada pela associação de moradores da vila Inah, na região do Morumbi, que reclamam que o monotrilho vai desvalorizar os imóveis do entorno.

Ao optar por manter para hoje a abertura dos envelopes, o governo do Estado de São Paulo entendeu que a suspensão se refere apenas à assinatura do contrato com o consórcio vencedor. O governo já prometeu recorrer contra a liminar.

Hoje, o Metrô de São Paulo recebeu cinco propostas para construção da obra, de R$ 3,17 bilhões. A linha será um monotrilho - carro leve correndo sobre vigas a 15 metros de altura - com 19 estações.

O primeiro monotrilho licitado pelo metrô paulista, o Expresso Cidade Tiradentes, com 24 km na zona leste da cidade, foi arrematado em setembro pelo consórcio composto por Bombardier, Queiroz Galvão e OAS por R$ 2,4 bilhões. Em segundo lugar, ficou o consórcio de Odebrecht, Camargo Corrêa e Hitachi.

Agora, os dois consórcios estão de volta, acompanhados de mais três concorrentes. Um é o consórcio das construtoras Andrade Gutierrez, CR Almeida e da Scomi, fabricante de monotrilhos da Malária. Outro é o consórcio de Delta Construções, Trana Construções e Itamin, fabricante do ramo de montanhas russas com sede em Liechtenstein.

Mas a novidade da licitação é um consórcio chinês, composto pelas brasileiras Trends Engenharia, Constran, Mendes Júnior, a trading China National e a ChangChun Rail Veichles.

Segundo a assessoria do metrô, agora os documentos de habilitação das propostas serão avaliados e depois observadas as propostas comerciais. Não há data para a divulgação do resultado.

Na licitação do monotrilho Cidade Tiradentes, o primeiro leilão foi anulado por excesso de preço das propostas, e na segunda tentativa, dois dos consórcios foram desclassificados.

Depois da abertura dos envelopes, os Ministérios Públicos Federal (MPF) e de São Paulo (MP-SP) recomendaram a suspensão da concorrência. O pedido foi encaminhado ao governo do Estado de São Paulo, à Secretaria Estadual de Transportes e ao Metrô.

A procuradoria também recomendou à Caixa Econômica Federal que não aprove ou suspenda a concessão dos financiamentos requeridos pelo Estado de São Paulo e que não libere recursos para o projeto, fabricação, fornecimento e implantação do monotrilho da linha ouro.

Os dois órgãos entendem que nenhuma medida deve ser adotada enquanto não houver projeto básico para a concorrência, já que se trata de um requisito previsto na Lei de Licitações e que não foi elaborado.

Fonte: Fernando Teixeira e Fernando Taquari | Valor OnLine - 03/12/10

João da Costa defende redução do IPTU e ISS para empresário do Centro do Recife

João da Costa defende redução do IPTU e ISS para empresário do Centro do Recife

Publicado em 03.12.2010, às 12h20

Do JC Online
João da Costa prometeu ser um militante dos transplantes
João da Costa prometeu ser um militante dos transplantes
Foto: Inês Calado/JC Imagem

O prefeito do Recife, João da Costa, que ficou 55 dias em São Paulo, onde submeteu-se a transplante de rim, volta às atividades no dia 12 de janeiro de 2011. Nesta sexta-feira (3), ele participou de entrevista na Rádio Jornal, conduzida pelo apresentador Haroldo Costa.

Os jornalistas do Jornal do Commercio Gilvan Oliveira e Paulo Sérgio Scarpa também participaram. "Em dezembro, vou construindo essa transição", disse o prefeito.

João da Costa afirmou que ainda está em fase de recuperação, fazendo exames semanais. "No caso de transplante, tomamos alguns remédios que baixam a defesa, então por isso é preciso evitar multidão, mas aos poucos estou liberado para voltar à vida normal.

É preciso desmistificar informações de que não podemos levar uma vida normal", afirmou. No dia 7 de dezembro, o prefeito sobe o Morro da Conceição, em Casa Amarela, para agradecer à Nossa Senhora da Conceição a graça que recebeu.

O prefeito destacou que será um militante da causa e prometeu lutar para a construção de uma casa de apoio no Recife para transplantados do interior que vêm à capital para se tratar. "Não deve ser apenas um depósito de gente". João da Costa revelou que já conversou com o Imip (Instituto Materno Infantil Prof Fernando Figueira) sobre o assunto.

Para Costa, a Copa de 2014 é uma das prioridades do seu governo, através de parcerias com o governo Dilma (PT).

Confira os principais trechos da entrevista:

» Incentivos para os empresários investir no Centro
"É preciso reduzir o IPTU e o ISS. A recuperação de prédios para uso habitacional, hoje, tem fila de espera em São Paulo. Se tivermos um projeto imobiliário competente, as pessoas que trabalham no Porto Digital, por exemplo, certamente iriam preferir morar no centro. Essa é uma tendência que vai acontecer na cidade do Recife. Do ponto de vista do comércio informal, precisamos regulamentar. Se a rua ficar esculhambada é ruim, inclusive, para o comércio informal."

» O partido (PT) de certa forma atrapalhou, já que existem pessoas que achavam que os ambulantes não tinham como garantir a sobrevivência?
"Há pessoas no partido que pensam assim, que têm uma visão populista. Essas pessoas (os ambulantes) não têm condições de sobreviver com o comércio informal se não existe organização."

» Trânsito
"Precisamos conversar com a Compesa (sobre as obras que atrapalham o trânsito no Recife). Esse é um problema grave. Em áreas de corredores de transporte coletivo, as obras atrapalham muito. Já conversamos com a Emlurb e a CTTU para assinarmos protocolos. Ou melhoramos o serviço de transporte público ou nossa cidade vai parar. Reconheço que precisamos ordenar melhor o trânsito, com a regulamentação do transporte de cargas, contratando um número maior de agentes para atuar em pontos críticos, sincronizando os sinais de trânsito."

» Terminais de ônibus
"Não podemos dizer que não se faz nada. Existe uma proposta de cinco terminais no Recife. Aprovamos no PAC da Copa as obras do Corredor Norte-Sul, Leste-Oeste, revitalização da Avenida Norte... é preciso integrar melhor o serviço de transporte de ônibus com o Metrô do Recife. É o que penso e, sem discurso, não existe ação."

» Quando de fato a Via Mangue sai do papel (o projeto foi lançado em 2004)?
"O projeto do trem bala no Brasil tem quantos anos? A BR-232, por exemplo, foi feita em oito anos. Estamos pensando várias obras que só ficarão prontas daqui a dez, vinte anos. Os orçamentos das prefeituras são muito curtos. Assinamos no PAC da Copa recursos para a Via Mangue (hoje, o projeto é R$ 430 mil). É uma obra complexa, estamos retirando 1.200 famílias de palafitas, além disse fizemos de tudo para evitar o máximo de impacto ambiental. A prefeitura não tem a posse do terreno, que pertence à Marinha, mas estamos lutando para isso com o governo federal. Como é uma área de preservação ambiental, nada pode ser construído no local."

» Sucessão em 2012
"Não li nenhuma entrevista no domingo, inclusive a minha (sobre a entrevista de Múcio Magalhães, presidente da Câmara do Recife, ex-aliado de Costa). Sucessão só vou tratar em 2012."

» Guerra no PT
"Minha postura é do diálogo. Quando um não quer, dois não brigam. Não sou protagonista de fuxicos. Estou preocupado em administrar a cidade. Não posso pensar a cidade do Recife pensando apenas em reeleição."

» Sobre o transplante
"O prefeito está renovado. Quero repassar essa minha alegria, correspondendo a solidariedade que recebi do povo do Recife. Agora, com muito mais alegria e mais saúde, curtindo também outras dimensões da vida, como a família."

Fonte: Do JC Online - 03/12/10

Preconceito é apontado como principal problema para a pessoa com deficiência no Brasil

O preconceito ainda é o principal obstáculo para as pessoas portadoras de qualquer tipo de deficiência no país, disse nesta sexta-feira (3) o cadeirante Geraldo Nogueira, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), durante o seminário Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promovido pela OAB no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Nogueira ressaltou que no Brasil a questão é cultural, mas que precisa ser vencida para que os deficientes façam parte da sociedade em igualdade de condições com as outras pessoas. “Existe um preconceito velado que nós não admitimos e todos nós, estou me incluindo nesse processo, fomos educados por uma sociedade preconceituosa. Então é uma questão cultural que precisa ser transformada. O ponto mais importante, hoje, é reverter o quadro do preconceito”, disse.

Ele enfatizou também que apesar do país ter melhorado na questão da acessibilidade, o portador de deficiência ainda encontra muita dificuldade no seu deslocamento. “O acesso tem melhorado bastante, mas ainda se encontram muitas barreiras físicas principalmente nas partes antigas das cidades.

As cidades que são menores ainda têm essa dificuldade.
Mas existe um processo de modificação. O Rio de Janeiro, inclusive, vai receber uma Copa do Mundo e uma Olimpíada e vai sofrer uma grande transformação. A gente espera que se torne uma cidade completamente acessível”.

O seminário, que teve o objetivo de discutir a situação das pessoas com deficiência no país, marcou também o lançamento do manual Compreendendo a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, de autoria da OAB-RJ e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que visa a assegurar a todos os deficientes uma igualdade de direitos, foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 2006. Atualmente, 147 nações que integram a ONU, incluindo o Brasil, de um total de 192 países, já assinaram a convenção.

Fonte: Agência Brasil - 03/12/10

Pernambuco ainda depende de licença para construção do estádio da Copa

Consórcio começa terraplanagem do terreno, mas licença e financiamento estão pendentes
Obras da arena pernambucana dependem de licença de instalação (crédito: Fernandes Arquitetos/Divulg.)

Gabriela Ribeiro - Recife

Quase seis meses após a assinatura do contrato para a construção da Arena Pernambuco, o terreno de 57 hectares que vai abrigar o empreendimento começa, finalmente, a mudar de cenário. Uma série de máquinas foi instalada no local para as obras de terraplanagem, que já começaram.

Mas apesar dos trabalhos iniciais, a licença de instalação que autoriza a construção da arena ainda não foi liberada. De acordo com o engenheiro da Sociedade de Propósitos Específicos Arena Pernambuco, Jayro Poggi, a obra segue o cronograma previsto pelo consórcio da Cidade da Copa.

Poggi prevê que até o fim do ano a licença seja liberada pela CPRH (Agência Estadual de Recursos Hídricos) e que, em janeiro, comecem as fundações no terreno.

“As licenças estão sendo liberadas por etapas para que não atrase o andamento das obras. Em agosto tivemos a autorização para montagem do canteiro de obras. Em outubro, tivemos a liberação para terraplenagem. Agora, a CPRH está analisando a documentação para liberar a licença de instalação”, afirma.

O financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) para a obra também está pendente. O banco analisa proposta de empréstimo de R$ 400 milhões, que cobririam 75% do custo da obra, orçada em R$ 532,6 milhões.

Segundo Poggi, as exigências do banco estatal estão sendo cumpridas para que a verba seja liberada ainda em dezembro.

Canteiro
O canteiro de obras da Arena Pernambuco ainda é provisório. Quatro galpões serão montados para o funcionamento do centro administrativo, refeitório, banheiro, vestiário e local para atendimento médico.

Algumas casas já existentes no local do terreno serão aproveitadas para a estrutura de apoio. Cerca de 80 funcionários trabalham nesta fase da obra, número que vai aumentar nas próximas etapas.

Localizada no município de São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife, a Arena Pernambuco terá capacidade de 46 mil torcedores e seis mil vagas de estacionamento.

Fonte: Portal 2014 - 03/12/10

Governador assina edital para construção de novo complexo penitenciário na Grande Florianópolis

O governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, assina às 17 horas desta quinta-feira, no Centro Administrativo, em Florianópolis, a autorização para o lançamento da licitação do novo complexo penitenciário na Grande Florianópolis.

A obra será construída em uma área rural de Palhoça, próxima ao Morro dos Cavalos, e terá capacidade para 3 mil presos.

A previsão é que a construção se inicie no primeiro semestre de 2011.
O prazo para conclusão da obra, que tem custo de R$ 104 milhões, é de dois anos.

O complexo prisional de Palhoça abrigará duas penitenciárias masculinas, presídio masculino e feminino, hospital de custódia e quatro unidades semiaberto masculinas. Presos do Complexo Prisional da Trindade, na Capital, serão transferidos para a nova penitenciária.

Parceria

O empreendimento será viabilizado por meio de uma parceria público-privada.
Uma empresa privada construirá o complexo e o alugará para o Estado por um período de 30 anos. Depois desse prazo, o governo catarinense assume a propriedade do imóvel.

A área onde fica o Complexo Penitenciário da Trindade deve ser negociada para empreendimentos empresariais.

Fonte: Actuale - 03/12/10

Recife recebe Fórum para microempreendedores

O Recife está entre os três maiores municípios brasileiros em volume, proporção e velocidade da formalização dos Microempreendedores Individuais.

De acordo com informações do Serviço de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (Sebrae), de março deste ano, até então, o total de formais registrados pelo município chegou a quase oito mil.

Diante desses dados, a Prefeitura do Recife está instalando o Fórum Municipal das Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e do Empreendedor Individual para tratar das demandas do setor.

Na manhã desta sexta-feira (03), durante um encontro entre o Sebrae e os secretários de governo, o titular da pasta de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Recife, José Bertotti, informou que o Fórum será formado por representantes das secretarias e por diversas entidades que representam o setor, a exemplo do Sebrae, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio -PE), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) entre outras.

No encontro, foram debatidos temas como a mobilização e o fomento direcionado para os microempreendedores e formas de desburocratizar os procedimentos para que estes comerciantes possam negociar e vender seus produtos e serviços para a Prefeitura.

A ocasião foi a primeira etapa para a instalação do Fórum Permanente do Recife. Estavam presentes os secretários de Controle e Desenvolvimento Urbano e Obras, Amir Schvartz; Finanças, Marcelo Barros; Governo, Henrique Leite; Meio Ambiente, Roberto Arrais; Turismo, Samuel Oliveira; e Cultura, Renato L. Também participaram da reunião os consultores do Sebrae Nelson Mello e Leonardo Carolino, além do superintendente Nilo Simões.

Criação do Fórum - O fórum foi criado por meio do decreto municipal n° 25.407 de 30 de agosto de 2010, com o objetivo de ser uma instância governamental municipal competente para cuidar dos aspectos relativos ao tratamento diferenciado dispensado às microempresas (ME), empresas de pequeno porte (EPP) e empreendedor individual (EI), em consonância com entidade correspondente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e com o Fórum Estadual sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco.

Com informações da assessoria

Incubatep abre seleção para empresas em Pernambuco

Inscrições para seis vagas seguem até o dia 23. Resultado sai no dia 30

GABRIELA LÓPEZ

Empreendedores interessados em iniciar ou desenvolver um negócio já podem se inscrever no programa Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Pernambuco (Incubatep), do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep). Durante dois anos, empresários selecionados serão capacitados e terão disponível infraestrutura de trabalho. As inscrições seguem até o próximo dia 23 e podem ser realizadas por pessoas físicas ou jurídicas. São seis vagas.

O edital e a ficha de cadastro eletrônica estão disponíveis no site www.itep.br/editalin­cu­batep. O resultado será divulgado no próximo dia 30.

O coordenador da Incubatep, Geraldo Magela, explica que o objetivo do programa é qualificar os empresários para entrarem no mercado de forma competitiva. “Os projetos têm que ter um diferencial tecnológico, alguma inovação no produto ou serviço. O custo para quem vai montar a empresa na incubadora é muito reduzido.

Para utilizar o espaço, as empresas desembolsam cerca de R$ 350 por mês”, conta.
O edital vale até 30 de junho, já que, quando surgirem vagas, novos projetos podem entrar. De acordo com Magela, três das 20 empresas incubadas atualmente devem sair nos próximos meses. Para a seleção, será analisada a viabilidade técnica e financeira dos projetos.

As áreas de atuação da Incubatep são: biotecnologia, fármacos, tecnologias ambientais, de saúde, engenharia de alimentos, energia alternativa, eletroeletrônica, mecatrônica, design, metalmecânica, engenharia civil e Tecnologia da Informação (TI). No próximo dia 9, às 14h, o Itep receberá interessados no programa para tirar dúvidas. A reunião ocorrerá no auditório da Incubatep, na sede do Itep (avenida Professor Luiz Freire, 700, bloco C - Cidade Universitária - Recife/PE).

SERVIÇO

Programa Incubatep

Inscrições até 23 de dezembro

Mais informações: www.itep.br/editalincubatep

Fonte: Folha PE - 03/12/10

Brasil terá banco para armazenar material biológico

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro- Para orientar a indústria farmacêutica na fabricação de remédios e ajudar nas pesquisas científicas, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) deu início hoje (3) à obra do Centro Brasileiro de Material Biológico, no Campus de Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Orçado em R$ 11,5 milhões, e com o objetivo de armazenar microrganismos (bactérias, fungos e leveduras), além de células animais, o banco funcionará como uma reserva técnica, disponível a partir de 2012. Ele deve receber também coleções de referência de outras instituições do país e estrangeiras.

"Para ninguém [pesquisadores] querer reinventar a roda, é importante um complexo com esse material disponível. Um lugar confiável e seguro no qual é sabido que o material não será desencaminhado. É uma infraestrutura para todo o desenvolvimento biotecnológico brasileiro", disse o presidente do Inmetro, João Jornada.

Em parceria com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), o complexo também servirá para armazenar patentes de microrganismos produzidos no país, facilitando o registro de propriedade, poupando tempo e dinheiro dos pesquisadores.

"Toda vez que se desenvolve algum tipo de microrganismo, esse material pode dar origem a patente. Até hoje, ele era depositado em instituições fora do Brasil, enfrentando uma série de complicações alfandegárias e de segurança", afirmou o presidente do Inpi, Jorge Ávila.

Atualmente, o armazenamento de mostra desses microrganismos para registro de patente é feito fora do país. Geralmente, em bancos na Alemanha ou nos Estados Unidos. Com a criação do depósito do Inmetro, também será possível guardar material para "backup", destacou Jornada.

Deve fazer parte do centro de material biológico, o Banco de Células do Rio de Janeiro (BCRJ), que funcionava na universidade federal do estado, na zona norte da capital fluminense e foi transferido para Xerém. O laboratório tem 350 amostras de células armazenadas por meio de nitrogênio.

Durante a visita do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao centro, o Inmetro também anunciou a conclusão do material que servirá de modelo para o fármaco captopril, distribuído para pacientes com hipertensão.

Edição: Aécio Amado

Agência Brasil - 03/12/10

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