domingo, 22 de agosto de 2010

18º Agrinordeste reúne feira de agronegócios e 86 palestras em Recife

Evento também movimenta feira de produtos do agronegócio e de derivados do leite, além do I Concursos de Queijo de Pernambuco


Divulgação

Foto: Divulgação

Quais são as bases de sustentação do Código Florestal Brasileiro? Como as mudanças climáticas afetam a agricultura brasileira? A produção de agroenergia e sua relação com o meio ambiente? Gastronomia em ambientes rurais e melhoramento genético do camarão. Esses e outros assuntos de interesse local e nacional, rumo ao crescimento do agronegócio do país, serão debatidos durante o 18º seminário Agrinordeste, desta quarta (25) até sexta-feira (27), no Centro de Convenções de Pernambuco, no horário das 8h15 às 17h45.

Realizado anualmente no Recife pela Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), o Agrinordeste atrai especialistas e palestrantes de vários estados brasileiros e do exterior para discutir alternativas ao desenvolvimento do agronegócio regional e nacional. Este ano, a expectativa dos organizadores é reunir pelo menos 2,7 mil participantes.

Além das palestras, o evento terá ainda, em paralelo, oficinas temáticas, mini-cursos, a exposição do Projeto Biomas do Brasil e uma feira de produtos do agronegócio, a exemplo de cachaça, mel, rapadura, flores tropicais, bambu, artesanato em couro, fruticultura, turismo rural, carcinicultura, entre outros e o já conhecido Show de Lácteos, com diversos produtos derivados do leite.

Outra novidade do 18° Agrinordeste será o I Concurso de Queijos de Pernambuco, realizado entre os participantes do Show de Lácteos, sob a coordenação do Sebrae/PE. A feira de produtos derivados do leite contará com estandes de marcas conhecidas do mercado que reunirão os principais produtores de lacticínios do Estado.

O Show de Lácteos apresenta importante atrativo para que produtores, empresários, empreendedores e técnicos possam entrar em contato com inovações tecnológicas na produção e no beneficiamento do leite, com lançamentos de novos produtos e soluções para um mercado que vive forte expansão.

EXPOSIÇÃO
A exposição itinerante do Projeto Biomas do Brasil foi criada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Embrapa e revela a macrodivisão do nosso território, em seis biomas (Amazônia; Cerrado; Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal). A exposição é composta de material informativo, painéis, livros, vídeo e uma maquete de 12 metros quadrados, que fica exposta no Centro de Convenções de Pernambuco, durante os três dias do seminário. A mostra é aberta ao público.

O Agrinordeste, dentro de padrões de competitividade, analisará os setores da agricultura através de 86 palestras distribuídas nas áreas de: bovinocultura, apicultura, caprino- ovinocultura, fruticultura, aqüicultura, turismo rural e agroenergia/meio ambiente.

PALESTRAS
Entre os vários assuntos que serão abordados, um dos painéis que vem causando expectativa na área de aqüicultura é a palestra do gerente de projetos da Aqualíder, Santiago Hamilton, que falará sobre a experiência com beijupirá em no Litoral de Pernambuco.

Na área de agroenergia/meio ambiente, por exemplo, dois painéis que prometem atrair a atenção são as palestras do secretário executivo de meio ambiente do Estado, Helvio Polito Lopes Filho, sobre Uma visão da política ambiental em Pernambuco e a palestra do especialista da Embrapa Cerrados, Eny Duboc, que abordará Espécies alternativas para a produção de biodiesel.

Além destas palestras na área de agroenergia, o Agrinordeste contará ainda com outros dez painéis sobre o tema: Zoneamento da cana-de-açúcar e o meio ambiente, pelo chefe geral da Embrapa Meio Ambiente, Celso Manzatto; Resíduos agroflorestais: produção, características e uso, pelo professor do departamento de engenharia florestal da UNB (Brasília), Ailton Teixeira do Vale; Gestão de risco e seguro rural, pelo especialista Pedro Albel Vieira, do Instituto de Economia da Unicamp– Embrapa, em Campinas(SP); Inovação tecnológica na Petrobrás: metas desafiadoras que viabilizarão novas fontes energéticas, com palestra do gerente de tecnologia da Petrobrás Biocombustíveis, João Norberto Noschang Neto; Gestão sustentável dos recursos hídricos, com Adolpho Melfi, especialista do Esalq/USP.

Também confirmadas as palestras sobre florestas energéticas no pólo gesseiro do Araripe, pelo especialista Fernando Henrique Gadelha e a palestra do diretor comercial da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEÉOLICA), Luiz Carlos Guimarães Ribeiro que falará sobre Um panorama da energia eólica no Brasil.

Outro segmento em destaque no Agrinordeste é o Turismo Rural. Os congressistas discutirão sobre Marketing turístico com foco na comercialização de produtos; gastronomia em ambientes rurais; como implantar o turismo rural em sua fazenda; associativismo e cooperativismo; atraindo diferentes perfis de turistas; o que inovar no seu equipamento; regionalização do turismo; fortalecimento do turismo rural através da cultura; turismo em pequenas propriedades rurais; turismo rural e agronegócio andam juntos além das fronteiras; sustentabilidade em turismo rural e uma referência de benechmarking no turismo cultural de Recife e Olinda.

Os palestrantes de vários estados brasileiros, convidados pelo presidente da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra, são conhecidos do universo agropecuário como: a pesquisadora da Embrapa Semi-árido, em Petrolina, Débora Barros, que falará sobre as Potencialidades da citricultura no semi-árido; o mineiro Rodrigo Alvim; presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados do MAPA, sobre o Cenário para o agronegócio do leito no Brasil – A Visão do setor primário.

Também confirmadas as participações de Daniel Maia Nogueira, da Embrapa Semi-árido, que falará sobre o manejo reprodutivo e biotecnologia da reprodução em caprinos e ovinos; do biólogo pernambucano Cleudison de Siqueira Alves, com palestra sobre os cuidados no transporte de pós-lavras de camarão marinho; além de nomes como o especialista do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/SP, Ademilson Spencer Soares, que abordará os Avanços no melhoramento genético da Apis Mellifera e do presidente do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP), Frederico Montenegro, sobre a Implantação do projeto roça digital em agrovilas e vinícolas do Vale do Vale do São Francisco.

As palestras ocorrem simultaneamente em diversos auditórios do Centro de Convenções de Pernambuco. Cada participante escolhe o tema específico e assiste à apresentação de sua área de interesse. As palestras e debates vão ocorrer sempre a partir das 8h15 até as 17h45, com intervalo para almoço.

As inscrições para a 18ª edição do Agrinordeste custam R$ 60 para profissionais e R$ 30para estudantes.

As vagas são limitadas por área temática, com prioridade para os participantes envolvidos com cada setor.

Quem se inscrever para uma determinada área temática, terá direito a participar também das oficinas e mini-cursos de cada setor. As oficinas e mini-cursos também custam o mesmo valor. Informações: (81) 3972-5377 (Infinito Promoções) ou através do site www.agrinordeste.com.br.

Fonte: Da Redação do pe360graus.com - 22/08/10

Protesto contra mesquita perto do Marco Zero agita Nova York

Cerca de 70% dos americanos são contra construção de centro comunitário e religioso a dois quarteirões do local onde ficavam as torres gêmeas

WASHINGTON - Debaixo de fina garoa, manifestantes pró e contra a construção de uma mesquita nas proximidades do Marco Zero de Nova York mediram forças neste domingo, 22, em número e palavras de ordem pelas ruas de Manhattan.
Cerca de 1.000 oponentes, com bandeiras americanas, gritavam: "Basta é basta".
Pouco mais de 200 manifestantes favoráveis ao projeto carregavam placas que diziam "defenda os muçulmanos, pare com o ódio".
Não houve violência entre os grupos, separados por uma distância de 100 metros.

Os protestos refletem a controvérsia causada pelo projeto de construção do centro comunitário e religioso islâmico em um prédio a dois quarteirões do terreno das torres gêmeas do World Trade Center, o alvo do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, que deixou 3.000 mortos.
Como solução, o governador de Nova York, David Paterson, se dispôs a buscar uma área pública para a construção da mesquita.

Os oponentes ao projeto apelaram a frases contundentes, que diziam: "Vocês podem construir sua mesquita no Marco Zero quando nós pudermos construir nossas sinagogas em Meca" e "Construir uma mesquita no Marco Zero é o mesmo que construir um memorial para Hitler em Auschwitz".
Os favoráveis respondiam, em coro, "não nos importa o que os intolerantes querem dizer; liberdade de religião está aqui pra valer". Eles traziam cartazes com a frase "repudie a `islãfobia'".

A construção tem o apoio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.
Mas, cerca de 70% dos americanos mostraram-se contrários à iniciativa.
A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, suspeita que o movimento de oposição à mesquita no Marco Zero tenha motivação político-eleitoral e decidiu abrir uma investigação sobre sua arrecadação de fundos.
"Não há dúvidas que há um esforço organizado para fazer desse tema uma questão política", afirmou Pelosi à rádio KCBS, de São Francisco.

Fonte: Denise Chrispim Marin - Correspondente - O Estado de S. Paulo - 22/07/10

Embrapa reforça estudos sobre o algodão

Empresa já desenvolveu mais de 20 novas variedades e lança mais versões coloridas da pluma


A Embrapa Algodão, uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), tem intensificado suas pesquisas sobre novas técnicas de plantio e o desenvolvimento de variedades de plantas resistentes ao ataque de pragas.
A estatal, que tem no algodão um dos seus principais objetos de pesquisa, já desenvolveu mais de 20 novas variedades da pluma.

“Nos últimos três anos, somente no cerrado, foram desenvolvidas três variedades de algodão branco”, diz Carlos Alberto Domingues da Silva, chefe adjunto de pesquisa e desenvolvimento de Inovação da Embrapa. “Damos prioridade para desenvolver fibras que atendam às necessidades da indústria têxtil”.
O estudo do algodão envolve diferentes áreas do País, principalmente o cerrado, cuja agricultura é intensamente mecanizada, e semi-árido, em que há um direcionamento para a agricultura familiar.

Além de pesquisar novas culturas, a subdivisão da estatal também se preocupa com a diminuição do uso de inseticidas químicos e o desenvolvimento de uma agricultura “natural”.
Existem duas variedades desse tipo de algodão, o orgânico e agroecológico.
Suas principais diferenças são as normas de cultivo e os preços no mercado.

No plantio do algodão orgânico é necessário que a propriedade seja certificada, o que torna o produto mais valorizado no mercado.
Já o agroecológico é mais barato porque não precisa dessa certificação.
“Na realidade, o material é o mesmo, não há distinção nas propriedades físicas. Ambos não usam fertilizantes nem inseticidas químicos em seu plantio”, afirma Napoleão Beltrão, chefe geral da Embrapa Algodão.

Outra maneira de reduzir o uso de inseticidas é por meio de pesquisas com transgênicos. A Embrapa Algodão tem feito estudos para obter culturas resistentes aos herbicidas (produtos químicos utilizados na agricultura para o controle de ervas daninhas), principalmente o mais comum, o glifosato, que mata qualquer tipo de planta. “Já temos 40 linhagens de algodão transgênico sendo utilizadas em plantações, mas ainda há muita demanda”, afirma Beltrão.

Uma variedade colorida

A estatal também tem ampliado a criação de novas versões do algodão naturalmente colorido. O mercado dessas variedades ainda se restringe ao Nordeste do País e a parte da Europa, mas o fato de esse algodão dispensar o tingimento de tecidos o torna atrativo.

A empresa já tinha criado as variedades verde, marrom-terra e marrom-caqui e agora coloca a disposição dos agricultores a BRS Topázio, com a tonalidade marrom mais claro. “Estamos buscando, por meio dos transgênicos, desenvolver outras cores e tornar as variedades mais resistentes aos herbicidas, pragas e a outras doenças”, afirma Silva.

O novo algodão é o resultado do cruzamento entre as cultivares Surogrow 31 e Delta Opal. Sua fibra possui alto rendimento e, quando comparada à BRS Araripe (fibra branca), registra 179 kg de algodão por hectare a mais do que a tradicional.
Além disso, também possui 3% a mais de teor de óleo do que as outras variedades coloridas.

Para a criação da BRS Topázio os pesquisadores selecionaram diferentes plantas e fizeram um melhoramento genético. “A nova variedade se mostrou bastante produtiva. Realizamos testes no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia e os resultados foram amplamente satisfatórios”, diz Luiz Paulo de Carvalho, pesquisador da estatal.

Caulim, um inseticida natural

Muitas são as pragas que atacam as plantações de algodão. Entre elas estão o curuquerê, uma lagarta desfolhadora que ataca a planta durante todo seu ciclo, e o bicudo-do-algodoeiro, um besouro que se não for controlado corretamente pode causar perdas de até 70% da produção em função da sua alta capacidade de reprodução e elevado poder destrutivo.

A Embrapa Algodão já desenvolveu também seu inseticida natural. Produzido a partir do caulim, um minério argiloso, o novo inseticida é pulverizado na plantação e permanece até a colheita.
Quando aplicado, “tinge” as plantas de branco, o que impede o contato visual e tátil da praga, tornando a planta irreconhecível e afastando os insetos. “Já estamos na fase de validação graças aos ótimos resultados obtidos.
O inseticida natural não gerou perda de produtividade após sua aplicação, já que não afeta o processo de fotossíntese da planta”, diz Silva.

O mercado algodoeiro

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de algodão em pluma no País foi de 1,17 milhão de toneladas, volume 3,5% menor que o da temporada anterior.

Fonte: Bruna Bessi, iG São Paulo | 22/08/10

Enzima natural pode ajudar a reduzir dependência de cocaína

Londres - A inibição de uma enzima produzida de forma natural pelo corpo humano, a ALDH-2, poderia ajudar no tratamento da dependência à cocaína, segundo estudo publicado nesta semana pela revista "Nature Medicine".

Apesar da grande quantidade de estudos realizados sobre dependência de drogas, ainda não existe um tratamento efetivo contra o vício em cocaína.

A enzima ALDH-2 (aldeído desidrogenase-2) é conhecida por sua capacidade de reduzir o nível de acetaldeído, uma molécula que é acumulada com o consumo de álcool.

Um grupo de pesquisadores americanos demonstrou agora que um inibidor de ALDH-2 faz com que os ratos consumam menos cocaína.

O inibidor atua indiretamente reduzindo a produção e libertação de dopamina, uma molécula fundamental para os efeitos da cocaína e de outras substâncias.

Além de reduzir o consumo de cocaína, o inibidor ajuda a prevenir futuras recaídas após um período de melhora.

As recaídas costumam causar problemas de saúde tão sérios como a dependência original, e por isso os pesquisadores recomendam seguir investigando o potencial terapêutico do inibidor de ALDH-2 para tentar descobrir um possível tratamento efetivo da dependência de cocaína.

Fonte: Da Agência EFE - 22/08/10

Mineiros dão treinamento agrícola na Argélia

Professores da Universidade Federal de Viçosa estão capacitando técnicos argelinos para desenvolver a bacia hidrográfica de Touil. A instituição tem três projetos de cooperação com a Argélia.

Isaura Daniel

São Paulo – A Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, está ajudando a Argélia, país árabe da África, a desenvolver áreas rurais. A instituição de ensino leva adiante, a pedido da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), três projetos de cooperação com o Ministério da Agricultura da Argélia.
O primeiro já começou a ser implementado e trata-se da capacitação de técnicos argelinos para o desenvolvimento da bacia hidrográfica de Touil, ao norte do país. Os outros dois, um da área florestal e outro de recursos hídricos e solos, ainda serão postos em prática.

Divulgação Divulgação

Professores da UFV treinaram argelinos

De acordo com o coordenador dos projetos no Departamento de Economia Rural da UFV, José Norberto Muniz, a cooperação que já tem ações em andamento, a de Touil, tem como objetivo desenvolver, de forma sustentável e integrada, a região da bacia hidrográfica, desde as pessoas e instituição do entorno até o meio ambiente.
O principal enfoque é a criação de ovelhas e bovinos, explica Muniz.

Como parte das ações deste projeto, professores da UFV já viajaram três vezes para a Argélia, desde a metade do ano passado, para dar capacitação.
Um dos treinamentos foi na área de diagnóstico do meio físico, biológico e socioeconômico, outro em técnicas de restauração, gestão e conservação de áreas de forragens degradadas e outro em técnicas de gestão de água para o gado.
Daqui pouco mais de um mês, mais professores viajarão para falar sobre condução racional e eficiente dos rebanhos em áreas áridas e semi-áridas.

Quem cuida da cooperação neste projeto pelo Ministério da Agricultura do país árabe é o Instituto Nacional de Pesquisa Agronômicas da Argélia (INRA). A logística é toda feita pela ABC e a embaixada brasileira em Argel também dá suporte às ações, segundo Muniz.
A cooperação, aliás, foi uma iniciativa da embaixada, ainda em 2005, conta o professor, que é sociólogo.
A Agência Brasileira de Cooperação, que está à frente do projeto é ligada ao Ministério de Relações Exteriores. Muniz explica que a cooperação faz parte das ações da ABC para o combate à desertificação e recuperação de áreas degradadas na África.

Divulgação Divulgação

Muniz: recepção dos argelinos ao treinamento é excelente

Os projetos ainda a começar têm como contraparte, na Argélia, o Instituto Nacional de Pesquisa Florestal. Um deles prevê capacitação na gestão e monitoramento de ecossistemas florestais e o outro treinamento em conservação de recursos hídricos e solos em zonas úmidas do rio Tell Oriental.
Um quarto acordo para cooperação deve ser feito, ainda neste ano, para cooperação do Brasil na reorganização da cadeia argelina do leite.

"A recepção deles aos nossos projetos de cooperação é excelente", afirma o professor da UFV responsável pela área sobre a Argélia.
Ele explica que nos treinamentos é passado aos argelinos tanto a parte teórica e técnica de cada tema trabalhado como também são transmitidas as experiências brasileiras no segmento.
“Também trazemos as experiências de lá para os nossos alunos”, afirma Muniz.

Fonte: ANBA - 22/08/10

Arrecadadores volantes tentam conter congestionamentos a partir deste domingo na Ponte do Paiva/PE

Para diminuir as filas que se formam em horários de pico na Via Parque e Ponte do Paiva, a partir de hoje (22) seis arrecadadores volantes irão recolher o pagamento do pedágio de uso da via.

A iniciativa busca reduzir a grande concentração de veículos que se forma nos horários de pico na praça de Barra de Jangada, por volta das 9h30, quando os motoristas tentam chegar às praias do litoral sul, e por volta das 16h30, na praça de Itapuama, no horário de retorno destes mesmos condutores.

A operação será mantida nos próximos domingos até à conclusão de duas novas pistas de arrecadação manual, previstas para o mês de setembro.

Quem preferir fazer o pagamento automático, justificado para aqueles que utilizam a via com frequência, pode se cadastrar no site www.mobilicidade.com.br/recife.
A tarifa vem debitada no cartão de crédito e o condutor passa pela via por uma via exclusiva, sem a necessidade de paradas.

Sistema - A Via Parque e a Ponte Arquiteto Wilson Campos Júnior entraram em operação no último dia 11 de junho.

O preço para utilizar a via é de R$ 3,70 nos dias úteis e R$ 5,50 nos fins de semana e feriados.
Veículos que não são considerados do tipo ‘passeio‘, com até 5 toneladas, têm tarifa específica.
Estima-se que cerca de 3 mil veículos passem pela via todos os dias e que este número dobre aos domingos.

Fonte: Da redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR - 22/08/10

Praia do Tombo busca certificado de excelência no Guarujá (SP)

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
ENVIADO ESPECIAL AO GUARUJÁ

Falta pouco e os banhistas do Guarujá estão mergulhando de alegria para que a praia do Tombo ganhe uma bandeira azul da cor do mar.

A faixa de areia de 836 metros, um reduto de surfistas, pode ser a segunda praia do Brasil e a primeira do litoral paulista a ganhar um certificado internacional de qualidade da água, de proteção à natureza e de infraestrutura.

Delegada pela Fundação para a Educação Ambiental, uma instituição ligada à União Europeia e à ONU, a Bandeira Azul é uma referência mundial de balneabilidade e organização.

O Ministério do Turismo diz que a bandeira funciona como a classificação estelar hoteleira. A diferença é que ou a praia a tem, ou não a tem.
Na prática, os turistas estrangeiros a levam em consideração na hora de escolher onde passar as férias.

Hoje, só Jurerê Internacional, em Florianópolis, tem a cobiçada bandeira no país. Como a certificação só vale por um ano, os catarinenses têm de manter os requisitos para continuar com o título. Além do Tombo, a Marina Meliá, em Angra dos Reis, também é candidata.

O resultado deve sair em novembro, e as três candidatas podem receber a Bandeira Azul. Não há um limite para a premiação, tanto que a Espanha tem 521 praias e 84 marinas com o título.

Para recebê-lo, a praia ou a marina têm de atender a critérios como segurança, limpeza, acessibilidade e uma quantidade de banheiros compatível com o número de
banhistas na alta estação.

A praia do Tombo, no entanto, só tem dois chuveiros e um banheiro público.

BELEZA NÃO CONTA

Os três finalistas brasileiros passaram por uma triagem inicial de 12 praias.

Agora só falta a presença de um fiscal internacional para decidir a homologação.

"Um dos motivos da escolha é que o Tombo apresentou a melhor balneabilidade nos últimos quatro anos" diz Heloísa Prado Pinto, coordenadora da praia.

"O grande problema das praias brasileiras hoje é a ocupação desordenada", diz Ricardo Moesch, diretor do departamento de estruturação do Ministério do Turismo, em alusão à turba de barraqueiros e ambulantes.

"Por que o Guarujá? Tem tantas outras praias mais bonitas", pergunta a professora Roberta Maria. A representante da Bandeira Azul no Brasil Marinez Scherer diz
que "beleza não é o critério".

"Praia no Brasil é o que não falta", afirma Moesch. "O que não tem é interesse."

Fonte: Folha SP - 22/08/10

Anac promete divulgar todos os dados

BRUNO TAVARES, RODRIGO BRANCATELLI E RODRIGO BURGARELLI - Agência Estado

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que deve tornar público todos os dados de atrasos dos voos em solo brasileiro, a exemplo do que é feito nos Estados Unidos e na Europa.

Segundo a agência, "os dados de regularidade, pontualidade e eficiência são hoje usados internamente porque a metodologia expurga razões meteorológicas e fechamento de aeroportos, por exemplo, que interferem nos voos".
"No entanto, a metodologia está em estudos e os dados devem ficar disponíveis em breve para os passageiros."

A Anac ainda afirma que pune as empresas que descumprem normas de regularidade. Citou como exemplo a Gol/ Varig e a Pantanal, que perderam horários de voo (slots) em Congonhas. Já a Infraero afirmou que o aumento no número de atrasos pode estar relacionado ao aumento de voos nos aeroportos.


Companhias

A Trip Linhas Aéreas afirmou que desconhece o ranking feito pela reportagem e "acompanha regularmente os relatórios divulgados pela Anac". A empresa diz que procura atender a todas as regras para casos de atraso.
Já a Webjet disse que opera 116 voos diários, a maioria nas Regiões Sul e Sudeste, onde os aeroportos são mais suscetíveis a fenômenos meteorológicos e onde estão os maiores fluxos de trafego aéreo.
"É inevitável que ocorram adiamentos em determinados voos, embora todos os esforços da empresa estejam direcionados para evitar que isso aconteça."

A TAM afirmou que o aumento no número de atrasos foi causado por "motivos meteorológicos".
Segundo a empresa, "no Brasil, foi registrado um grande volume de chuvas nesse período e fomos também impactados pelo inverno rigoroso na Europa, prejudicando não só a pontualidade internacional, mas também as conexões de passageiros vindos do exterior".

A empresa Gol disse que os atrasos nos trechos apontados pela reportagem foram causados por "tráfego aéreo, condições meteorológicas e/ ou segurança de voo".
O Estado não conseguiu contato com a Delta e com a Aerolíneas Argentinas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado - 22/08/10

Amazônia perde 29 áreas protegidas entre 2008 e 2009

Por pressão de madeireiros, fazendeiros, mineradores ou do próprio governo, 29 áreas protegidas na Amazônia foram reduzidas ou extintas entre 2008 e 2009.

O total de florestas perdidas no processo foi de 49 mil km2, quase um Rio Grande do Norte.

As reduções ocorreram sem consultas públicas ou estudos técnicos, como manda a lei.

Os dados são de um estudo inédito do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), a ser publicado amanhã na internet (www.imazon.org.br).

Os pesquisadores Elis Araújo e Paulo Barreto levantaram 37 iniciativas entre novembro de 2008 a novembro de 2009 para reduzir 48 unidades de conservação ou terras indígenas na Amazônia.

Até julho deste ano, 23 propostas haviam sido concluídas 93% delas resultaram em perda de área na unidade de conservação.

O Estado de Rondônia, o mais desmatado da Amazônia, é o campeão: reduziu duas unidades de conservação estaduais e extinguiu dez, além de ter negociado com o governo a redução da Floresta Nacional Bom Futuro, unidade federal.

"Como eles perderam um terço da cobertura florestal, o que sobrou são áreas protegidas", diz Araújo. "A indústria madeireira lá ainda é forte. As unidades de conservação sofrem muita pressão."

O instrumento usado pelo governo do Estado para acabar com as áreas protegidas foi próprio zoneamento ecológico-econômico do Estado, lei que disciplina a ocupação das terras.

As unidades de conservação nas zonas de intensificação da produção foram consideradas extintas.

A Folha procurou a secretaria do Meio Ambiente de Rondônia por toda a sexta-feira, mas não foi atendida.

Outro caso foi o do Parque Estadual do Xingu, em Mato Grosso. Ele foi reduzido com o apoio da população de Vitória do Xingu para dar lugar a um empreendimento agropecuário, que não veio.

"E a cidade ainda perdeu o repasse do Arpa [programa federal que dá dinheiro a regiões com unidades de conservação]", diz Araújo.

Fonte: Folha SP - 22/08/10



ONU incentiva países a adotar certificação ambiental padronizada

A Organização das Nações Unidas (ONU) realizou na sexta-feira, 20 de agosto, um workshop no Rio de Janeiro sobre rotulagem ambiental.
O evento, que contou com representantes de vários países, integra um projeto do Programa de Meio Ambiente da ONU (Pnuma) e da Secretaria do Comércio Exterior.

Segundo o Pnuma, a rotulagem ambiental é um instrumento de mercado para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros nos mercados globais além de fortalecer a gestão ambiental.
A oficina debateu os critérios e processos de certificação ambiental da União Europeia, por meio do selo The Flower.

A chefe do Pnuma no Brasil, Cristina Montenegro, afirmou à Rádio ONU que a participação de outros países emergentes é fundamental para reforçar a proposta.

Dois Blocos


"Além dos países que participaram da primeira fase estiveram aqui no Rio a Índia, o México e o Brasil. Nós agora estamos convidando outros países do Mercosul para verificar a possibilidade de eles se engajarem.
Por causa do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, seria bom ter todos os países com esta rotulagem para facilitar o comércio entre os dois blocos", explicou Montenegro.

O Pnuma informou que a empresa brasileira de papel e celulose International Paper está muito perto de conseguir o rótulo.
Caso a tendência seja confirmada, a firma será a primeira do país a operar com o selo internacional.

Com informações da agência EcoDesenvolvimento

Fonte: INVERTIA - 22/08/10

Tony Blair oferece serviços financeiros para milionários

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair criou sua própria ''butique financeira'' em Londres destinada a oferecer serviços de investimento a fundos globais e a clientes "muito ricos", indica hoje o jornal "The Sunday Times".

O ex-líder recrutou economistas veteranos para trabalharem em sua empresa e já recebeu a autorização da Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, em inglês), órgão regulador do setor no Reino Unido.

O jornal afirma que, por isso, a empresa será "na prática, um banco de investimento".

Desde que deixou o Executivo britânico em 2007, Blair conseguiu uma fortuna estimada em 20 milhões de libras (24,4 milhões de euros), combinando trabalhos humanitários com postos remunerados como assessor, lembra o "The Sunday Times".

Fonte: EFE - 22/0/10

Irã anuncia a construção de seu primeiro avião militar não-tripulado

Ahmadinejad chamou o avião de 'embaixador da morte' para inimigos do Irã. Nenhum detalhe foi fornecido sobre as capacidades da nave.


O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, inaugurou neste domingo (22) o primeiro avião bombardeiro não-tripulado de longo alcance construído no país.
Ele chamou o equipamento de "embaixador da morte" para os inimigos do Irã.
O presidente iraniano, Mahmoud ahmadinejad, apresenta o primeiro avião bombardeiro não-tripulado produzido no país
O presidente iraniano, Mahmoud ahmadinejad, apresenta
o primeiro avião bombardeiro não-tripulado produzido no país (Foto: AP)

O objetivo da aeronave é "manter o inimigo paralisado em suas bases", disse ele, acrescentando que o jato é para fins de dissuasão e de defesa. "O jato, além de ser um embaixador de morte para os inimigos da humanidade, tem uma mensagem principal de paz e amizade", disse o presidente.

Ahmadinejad defendeu o programa de auto-suficiência militar do país do país e disse que continuará "até os inimigos da humanidade perderem a esperança de atacar a nação iraniana".

Imagem divulgada pelo governo iraniano mostra o avião militar não-tripulado em operação de teste
Imagem divulgada pelo governo iraniano mostra o avião militar
não-tripulado em operação de teste (Foto: AP)

O avião não-tripulado tem 4 metros de comprimento. Ele foi batizado de Karrar, ou atacante em persa, e foi inaugurado no dia nacional para a indústria de defesa do país em uma cerimônia transmitida ao vivo pela TV estatal.

Nenhum detalhe foi fornecido sobre as capacidades da nave.

O Irã começou a produzir aeronaves leves e não-tripuladas de vigilância desde o final dos anos 1980.

Irã nuclear
A cerimônia aconteceu um dia depois que o Irã começou a alimentar o seu primeiro reator de energia nuclear com a ajuda da Rússia, em meio a preocupações internacionais sobre a possibilidade de uma dimensão militar de seu programa nuclear.

O Irã insiste que está somente interessado em gerar energia elétrica.

Referindo-se às ameaças ocasionais de Israel contra as instalações nucleares do Irã, Ahmadinejad disse que qualquer ataque é improvável, mas ele disse que se Israel o fizesse, a reação seria esmagadora. "O escopo da reação do Irã incluem a terra inteira", disse Ahmadinejad. "Nós também dizê-lo - no Ocidente - que todas as opções estão sobre a mesa."

Na sexta-feira (20), o Irã também testou um novo míssil de combustível líquido de superfície-superfície, a Qiam-1, com avançados sistemas de orientação.

Desde 1992, o Irã também tem produzido seus próprios tanques, veículos blindados, mísseis, torpedos e um avião de combate. O país frequentemente faz anúncios sobre novos avanços na tecnologia militar, que não podem ser verificadas independentemente.

O Irã lançou um programa de desenvolvimento de armas durante a guerra 1980-88 com o Iraque para compensar um embargo de armas dos Estados Unidos.

Fonte: Da Associated Press - 22/08/10

Genéricos podem crescer 15% com fim do prazo de validade de patentes

Brasília – Com o fim da vigência de patentes neste ano, os fabricantes de remédios genéricos esperam crescer de 10% a 15%.
A estimativa é de Odnir Finotti, presidente da Pró-Genéricos, associação que reúne as indústrias farmacêuticas do setor.
O mercado de genéricos movimenta atualmente R$ 5 bilhões e os laboratórios nacionais estão de olho em um faturamento de R$ 1 bilhão a curto prazo.

Finotti garante que as empresas estão preparadas para abastecer as prateleiras das farmácias assim que as patentes expirarem.
O genérico deve ser, pelo menos, 35% mais barato que o remédio de marca.
“A indústria começa a se preparar dois anos antes do fim da patente”, disse o presidente.

Um estudo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indica que 21 patentes devem expirar em 2010.
Porém, esse cenário está sempre sujeito a mudanças, já que as indústrias farmacêuticas donas das patentes têm buscado a Justiça para prorrogar o tempo de exclusividade de uso das fórmulas.

No Brasil, uma patente dura 20 anos. O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), do governo federal, considera que a patente começa a valer a partir da data do primeiro registro dela no exterior, o chamado mecanismo pipeline.
Em contrapartida, os laboratórios dos remédios patenteados entendem que o prazo deve contar a partir de registros mais recentes.

A divergência de entendimento tem provocado disputas judiciais, como ocorreu no caso do Viagra, indicado para tratamento contra a impotência sexual.
Em abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a patente do remédio vencia em junho deste ano e rejeitou a alegação do laboratório Pfizer de que o encerramento seria em junho de 2011.
A determinação permitiu a entrada do genérico do Viagra no mercado brasileiro.

Depois dessa decisão, o Inpi estuda agora pedir à Corte que julgue, de uma única vez, 37 recursos sobre prorrogação de patentes.
Para o instituto, o fim das patentes estimula a produção nacional de genéricos, facilita o acesso da população aos medicamentos e reduz os gastos públicos com a compra de remédios.

“Não é combater a patente. Estamos combatendo o abuso do direito da patente, ou seja, usar além do que foi estabelecido pelo governo brasileiro.
Isso não traz benefício para o país e para a população”, justificou o procurador-chefe do Inpi, Mauro Maia.

Fonte: Da Agência Brasil - 22/08/10

Lula reinaugura Palácio do Planalto nesta quarta-feira

Após um ano meio Lula volta ao Planalto e vai despachar num Palácio modernista, mas preparado para o século XXI

Na quarta-feira (25) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta para o Palácio do Planalto. A sede do poder Executivo, que estava em reforma desde março de 2009, está preparada para o século XXI, mas terá a cara do modernismo brasileiro dos anos 1960 e o conceito do projeto original criado por Oscar Niemeyer.

Inaugurado junto com Brasília, em 21 de abril de 1960, o Palácio foi se deteriorando ao longo dos anos. Cada presidente que por ali passou imprimiu sua marca. Salas foram criadas onde deveria haver salões. Ministros poderosos levavam cada vez mais funcionários para o coração do Poder, fazendo com que a estrutura palaciana, aos poucos, fosse se transformando numa repartição pública que chegou a ser chamada de “favela” por Lula.

Com a reforma, o conceito de Niemeyer volta para o Palácio. Quem visitar o local vai se deparar com salões amplos, com móveis assinados por artistas brasileiros e criados entre as décadas de 1950 e 1970, além de obras de arte de figuras como Di Cavalcante, Djanira, Burle Marx e Athos Bulcão.

Por fora o Palácio manterá as características já conhecidas e divulgadas nos cartões postais. Diferenças serão percebidas, contudo, ao olhar para dentro do edifício. No térreo um amplo salão permitirá a visão através do Palácio. No quarto andar, antes tomado por pequenas salas feitas de divisórias com funcionários trabalhando, um grande espaço foi aberto, sendo possível se notar a imponência da construção.

Fonte: IG - 22/08/10

Centro do Recife “sufocado” sem estacionamento

Num giro pelos bairros desta região é possível observar a carência de locais para estacionar

BRUNO BASTOS E JOSÉ ACCIOLY

Num rápido giro pelos bairros de São José, Santo Antônio, Boa Vista e do Recife é fácil verificar que esses locais estão ”sufocados” pela falta de estacionamentos.

As cerca de 2,7 mil vagas destinadas ao sistema Zona Azul não dão conta da demanda dos carros. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) promete ampliar a oferta no próximo ano, mas, até lá, os condutores têm que ter paciência para encontrar um espaço para guardar os veículos.
Além disso, diante da inoperância do poder público e da fraca fiscalização, os flanelinhas tomaram conta, loteando as vias públicas, intimando os motoristas e determinando o valor a ser cobrado pelos pontos.
Para o próximo domingo, especialistas das áreas de Arquitetura e Urbanismo consultados pela Folha de Pernambuco apresentam soluções e alternativas - que os governos Municipal e Estadual poderiam adotar - para desafogar o problema de falta de estacionamento no Recife, sobretudo na região central da Capital.

Espaços privativos suprem necessidades

Diante da falta de investimentos em novos estacionamentos e da demorada ampliação do Zona Azul, a iniciativa privada aproveita a brecha do poder público e abre espaços para suprir a demanda.
Juntando os bairros do Recife e os localizados no Centro (São José, Santo Antônio e Boa Vista), há registro de 177 estacionamentos privados, incluindo, nesses, três edifícios-garagens e mais um em construção.
Os preços cobrados variam de acordo com o serviço contratado: se é rotativo, diário ou mensalista.

O “avanço” dessas garagens privadas ocorreu para suprir a demanda latente dos motoristas. Segundo o responsável por um estacionamento localizado na rua da Guia, no Bairro do Recife, Luiz Augusto da Silva, devido à baixa oferta de estacionamentos do Zona Azul, clientes preferem garantir uma das 30 vagas para seus carros.
“O bairro não tem espaço para aumentar as vagas.
E muita gente tem medo de deixar com os flanelinhas, para não ter o carro arranhado”, informou. O serviço, por mês, custa R$ 200 e há fila de espera.

A administradora de empresas Mariana Alcoforado é uma das adeptas dos estacionamentos privados. Ela, que todo mês desembolsa R$ 200 para garantir sua vaga num condomínio no Bairro do Recife, disse estar satisfeita com o serviço.
“Como existe a falta de vagas, prefiro pagar mais para ter segurança com meu carro. Evita arranhões e me traz segurança”.

Para José Ferreira Lacerda, gerente de um estacionamento rotativo no bairro de Santo Antônio, existem dois tipos de clientes.
“O primeiro, usa os espaços privativos por estar preocupado com a segurança do seu patrimônio. Há também clientes que sofrem com a falta de vagas na Zona Azul no horário de pico e, por isso, usam o espaço”, explica.

As características de cada região onde o estacionamento está situado, segundo ele, definem o uso das vagas.
“O rotativo é mais lucrativo perto de lojas. As pessoas permanecem por menos tempo. Já os mensalistas se beneficiam da proximidade de empresas com muitos funcionários”, observou.

Vagas no terminal com dias contados

A maior área de estacionamento “informal” do Bairro do Recife funciona ao lado da linha do trem que passa junto aos armazéns do terminal portuário.
Segundo a assessoria de comunicação do Porto do Recife, as áreas usadas como estacionamento foram “cedidas” às secretarias estaduais que existem nas proximidades, como pátio para os veículos oficiais.
Como não há fiscalização e o espaço praticamente não é usado, o local foi tomado por veículos particulares e flanelinhas.

As vagas, no entanto, estão com os dias contados.
“Vão ser lançados os projetos de urbanização da área portuária, onde se instalarão empreendimentos como o Terminal Marítimo de Passageiros e um centro de convenções. Esses projetos preveem a construção de estacionamentos cercados”, garantiu a assessora do Porto do Recife, Sabrina Medeiros.

Dessa maneira, as vagas passariam a atender apenas à demanda desses equipamentos urbanos, já que não estariam mais situadas em via pública.
A urbanização ainda está na fase de licitação, por isso, não é possível afirmar a quantidade de vagas desses novos estacionamentos.

Fonte: Folha PE - 22/08/10

Seguidores