sábado, 31 de julho de 2010

Grupo Santander inaugura espaço cultural no Recife

A inauguração, aberta para convidados, acontece na terça-feira; exposição ‘Novos Mundos Novos’ marca o início do empreendimento


Reprodução / Acervo Museo Naval / Espanha

Foto: Reprodução / Acervo Museo Naval / Espanha

A cidade do Recife vai ganhar, nesta terça-feira (3), um novo espaço cultural no Bairro do Recife, o Santander Cultural, promovido pelo Grupo Santander.

A exposição ‘Novos Mundos Novos’, composta por 41 obras de 17 artistas nacionais e internacionais, marca o início do empreendimento.

Tomando como fio condutor a passagem do navegador espanhol Vincente Pinzón, a mostra traz um vasto acervo histórico formado por obras de diversas linguagens artísticas. A ideia é reforçar o papel da arte contemporânea de provocar uma reflexão estimuladora de novas visões de futura.

Com curadoria de Gilberto Habib e José Luiz Mota Menezes, Novos Mundos Novos conta com obras de artistas como Francisco Brennand, Gilvan Samico, João Câmara, Antoni Muntadas, Lester Weiss, Daniel Herthel e Maria Leite.

A inauguração é reservada a convidados e abertura ao público está marcada para o dia seguinte. O horário de funcionamento no local é das 14h às 20h (terça a quinta) e 14h às 22h (sexta a domingo). A entrada é franca e a mostra fica em cartaz até o dia 31 de outubro.

SERVIÇO
Exposição Novos Mundos Novos
Onde: Espaço Santander Cultural – Avenida Rio Branco, 23, bairro do Recife, Galerias Térrea e Superior
Quando: de 4 de agosto até 31 de outubro
Horário de funcionamento: 14h às 20h (terça a quinta) e 14h às 22h (sexta a domingo)
Entrada gratuita
Mais informações pelo número 3224.1110.

Fonte: Da Redação do pe360graus.com - 31/07/10

Fundação oferece US$ 1,4 milhão para nova tecnologia de limpeza de óleo

Uma fundação dos EUA está oferecendo um prêmio de US$ 1,4 milhão (R$ 2,5 milhões) para novas tecnologias capazes de limpar vazamentos de petróleo.

A criação desse prêmio, concedido pela milionária Wendy Schmidt, foi desencadeada pelo desastre ambiental no golfo do México, consequência da explosão de uma plataforma de petróleo que deu início ao maior derrame de óleo da história americana.

A Fundação Prêmio X, com sede em Playa Vista, Califórnia, deverá organizar a competição. A fundação ficou famosa em 2004, quando outro de seus prêmios levou ao desenvolvimento da SpaceShipOne, uma nave privada e reutilizável.

Competidores serão convidados para testar suas tecnologias em 2011 em um tanque de 203 por 20 metros do Serviço de Gestão de Minerais do governo americano.
Uma ponte móvel que simula um equipamento de limpeza operado por barco e um gerador de ondas criarão condições semelhantes às do oceano no centro de treinamento localizado em Nova Jersey.

Uma grande variedade de novas tecnologias poderia ajudar. Di Gao, da Universidade de Pittsburgh, demostrou um filtro que atrai água e repele óleo, permitindo que a água passe pelo filtro, separando-a ao mesmo tempo do óleo.

O ator Kevin Costner financiou o desenvolvimento de um sistema de centrífugas capaz de separar água de óleo.
A tecnologia, criada pela empresa Ocean Therapy Solutions, da Louisiana, já foi utilizada nos esforços para a limpeza do golfo do México.
No entanto, não está claro que a tecnologia será considerada na competição, que foi criada para estimular novas soluções (não soluções já existentes).

Outra possibilidade é construir barcos com buracos no seu casco para recolher óleo da superfície do oceano. Um navio-tanque gigantesco, chamado "Baleia", foi modificado pela empresa taiwanesa TMT para coletar óleo dessa maneira.
O navio foi enviado ao golfo do México, mas acabou não sendo usado devido a sua performance abaixo do esperado.

Para Steve Potter, da SL Ross Environmental Research, uma empresa canadense de consultoria sobre vazamentos de petróleo, existem maneiras de melhorar as tecnologias de limpeza existentes.
Mas ele prefere não dar detalhes: "Se eu te contar minha ideia, não vou ganhar o prêmio."

Fonte: DA NEW SCIENTIST - 31/07/10

Leis urbanas ou apenas lendas? em Recife

Sem muito esforço, recifense testemunha em pequenos trechos das ruas centrais da cidade flagrantes constantes contra a atual legislação

Tânia Passos

Um teste simples.
Escolher um trecho no centro da cidade e observar as leis que não são cumpridas. Ou o contrário, imaginar como seria o mesmo espaço com as leis respeitadas.
Sem muito esforço, e num trecho de apenas 500 metros da Rua do Hospício, encontramos o descumprimento de pelo menos três leis municipais, que são básicas do ponto de vista urbano, mas que estão virando lenda de tão ignoradas.
A Lei de Calçadas, nº 16.890/03, a Lei de carga e descarga nº 16.171/96, a Lei de publicidade nº 17.521/08, e ainda a lei antipirataria, na esfera federal.
Na correria, onde o igual é uma constante não é fácil encontrar alguém com um olhar diferenciado para aquilo que se tornou comum: calçadas esburacadas e pouco acessíveis, venda de produtos pirateados de uma esquina a outra, estacionamentos irregulares no serviço de carga e descarga e um trânsito complicado onde os pedestres se misturam aos carros. Isso em um só lugar.


Ocupação do espaço público por ambulantes, com venda de produtos pirateados, afronta ao mesmo tempo uma lei municipal e outra federal Foto: Fotos: Fellipe Castro/Esp. Aqui PE/D.A Press
Esse ritmo louco não é exclusivo da via. O centro do Recife é hoje uma grande lenda urbana.
Como é possível imaginar o contrário?
De tão comum, a presença de ambulantes nas ruas tem deixado à mostra uma prática ilegal e rotineira, que se tornou invisível aos olhos da lei: a venda de produtos pirateados.
Relógios, filmes, CDS e óculos. Normal. Um corredor estreito entre as lojas e o meio-fio, que divide espaço com os ambulantes, é tudo o que sobra para os pedestres, que quase sempre preferem caminhar na pista de rolamento, ao lado dos carros.
"Não sei se poderia ser diferente.
Acho que sempre foi assim", afirmou a dona de casa Maria Alcina Lima de Sousa, 65 anos, na teoria do igual.

Se o espaço das calçadas é insuficiente, o que dirá da pista de rolamento que precisa abrigar os carros, os pedestres e ainda servir de estacionamento para as operações de carga e descarga fora do horário permitido.
De acordo com a legislação, é proibida parar e estacionar veículos de carga nos dias úteis, das 7h às 19h, nos anéis de circulação dos bairros da Boa Vista, Santo Antônio, São José e Recife.
No trecho da Rua do Hospício, entre a Avenida Conde da Boa Vista e a Praça Maciel Pinheiro, encontramos pelo menos quatro caminhões fazendo esse tipo de operação por volta das 14h. Normal.

Respostas- De acordo com o diretor de trânsito da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), Agostinho Maia, as operações de carga e descarga quando flagradas pelos agentes de trânsito devem ser multadas. O problema é que não são.
Já o secretário de Controle, Desenvolvimento Urbano e Obras, Amir Schvartz, respondeu, por e-mail, que há necessidade de fazer um trabalho de conscientização junto à população e comerciantes para o cumprimento das leis.
Ainda segundo ele, o município irá criar um grupo de trabalho que terá a missão de elaborar propostas e pensar formas de fazer cumprir a legislação.

Quanto à publicidade irregular, o secretário admitiu que a mudança de mentalidade demanda tempo e que o processo de mudança da paisagem da cidade é permanente e chegará a outros espaços na área central como as ruas da Concórdia, Hospício, Calçadas e Direita.
Ele ressalta que resultados práticos podem ser vistos com a redução de 50% dos equipamentos promocionais (outdoors e toplights).

Quanto ao ordenamento do comércio informal, ele informou que é uma das prioridades do governo. Um grupo de trabalho criado em fevereiro com diversos segmentos vem discutindo soluções para o problema. As primeiras ações serão implantadas, segundo Schvartz, no segundo semestre.
O grupo é formado por representantes das secretarias de Controle Urbano, Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, Assistência Social e IASC, além da Secretaria de Serviços Públicos.

Fonte: Diário PE - 31/07/10

Nota do Editor: O problema é que a atual administração infelizmente é muito lenta nas ações, vide obras que se arrastam desde o começo e sem previsão de final, como o Parque Dona Lindú, requalificação da Orla de Boa Viagem, que receberam com o processo construtivo bem adiantado e até agora só adiamentos, espero que mude, para o bem da população.

Rodovia Interoceânica rasga Amazônia com garimpo e desmatamento entre Brasil e Peru

"Rápido! Esconde a câmera, que vão bater na gente!", grita o motoqueiro enquanto cruzamos a selva a toda velocidade.
O barulho distante de motores, uma virada brusca do guidão e, de repente, a mata desaparece, substituída por um deserto que se estende até onde a vista alcança, repleto de vilarejos miseráveis com barracas de campanha de lona azul ao lado de poças d'água pestilentas com homens mergulhados até o pescoço.

Em Guacamayo, na província de Madre de Dios, no coração da Amazônia peruana, o negócio milionário da atividade de extração ilegal de ouro ameaça destruir a região. Esta é uma grande consequência oculta da nova megaestrada de 2,6 mil quilômetros, a Interoceânica (ou Corredor Bioceânico ou, ainda, Rodovia do Pacífico), que vai ligar as zonas produtoras de carne e de soja do Brasil até o oceano Pacífico, de onde poderão embarcar para a China.

A estrada terá como pontos finais os portos peruanos de Ilo, Matarani e San Juan de Marcona e deve ser concluída até o fim do ano.

"Isto aqui é o Velho Oeste. Não há lei nem presença do governo", afirma o biólogo peruano Enrique Ortíz, co-fundador da Associação de Preservação da Bacia Amazônica. "A rodovia está facilitando a imigração e barateando suprimentos essenciais, como a gasolina.
Se nada for feito, daqui a 100 anos tudo isto se transformará em uma imensa savana, como no norte da Bolívia e em partes do Brasil.
Não precisaremos mais ir até a Arábia Saudita para ver dunas".

Cratera

Autoridades estimam que cerca de 300 pessoas chegam à região a cada dia, num lugar quase inacessível até poucos anos atrás.
Elas vêm do empobrecido altiplano boliviano em busca de trabalho e de uma vida melhor.
A maioria termina no garimpo ilegal, aproveitando que o preço do ouro dobrou nos últimos dois anos, alcançando 1,2 mil dólares a onça (31 gramas), graças à crise econômica mundial.

E quase todos - cerca de 10 mil, embora ninguém saiba o número exato - terminam em Guacamayo, uma espécie de imensa cratera rodeada pela selva que pode ser vista do espaço.
Ali, como nos anos 1970 e 80 em Serra Pelada (PA), os garimpeiros destroem a mata no afã de encontrar ouro em meio à areia debaixo das árvores, que depois vai parar em mercados europeus como Londres e Zurique.

Guacamayo, a rigor, tem apenas três anos de idade e fica cerca de 100 quiômetros ao sul da capital de Puerto Maldonado, acessível apenas de moto a partir de imensos acampamentos à beira da estrada, com nomes como Kilómetro 108 ou 112, dependendo do ponto da via.
Mas já existem outros lugares similares como Jayave, Delta 1 e Delta 2, que não param de crescer. No total, cerca de 150 mil hectares já foram destruídos - até agora.

Madeira ilegal

Líderes garimpeiros como Amado Romero, presidente da poderosa Federação de Mineradores de Madre de Dios (Fedemin), reconhecem a destruição provocada pelo garimpo ilegal.
Isto inclui dezenas de toneladas de mercúrio até 80, segundo algumas organizações usadas todo ano para separar o ouro da areia, contaminando os rios da região de tal modo que grande parte do peixe consumido agora vem de fazendas.
Mas eles garantem que o garimpo de ouro pode respeitar o meio ambiente e culpam o governo por não intervir para combater o problema.

Seja quem for o culpado, o garimpo ilegal não é o único problema a acompanhar a Interoceânica.
Ao norte de Puerto Maldonado, perto da fronteira com o Brasil, a ameaça vem de madeireiros ilegais. O presidente do comitê de gestão florestal do pequeno povoado de Alerta, José Cahuana, é um dos poucos que os enfrentam.

"Minha jurisdição é de 700 mil hectares e os madeireiros estão destruindo metade.
Só falta construírem a ponte em Puerto Maldonado, que agora contém o fluxo de madeira, e você verá o que acontece.
Será o fim", prevê, sentado na choupana de madeira onde mora e trabalha, num "escritório" formado por uma mesa, uma cadeira e um computador velho.

Tiros e propinas

Cahuana não ganha nenhum salário e se mantém com serviços esporádicos de carpintaria.
Há dois anos, salvou a vida ao deixar o escritório antes da chegada do dono de um carregamento de madeira ilegal confiscado que dera oito tiros no vice-governador local. Desde então, parou de patrulhar a mata.

"Não vale a pena arriscar a vida", sentencia.

O governo não ajuda? "Não ajudam nem mesmo a viúva. E a polícia é pior: cobra pelo menos 50 soles (a moeda peruana, em quantia equivalente a 17 dólares) por carro, seja a madeira legal ou ilegal.
Se souberem que um caminhão é ilegal, pedem 250 (90 dólares) e, se a espécie for boa, 500 soles. É um escândalo", afirma Cahuana com expressão cansada, enquanto lá fora recomeça a chover.

Capacitação

Ainda assim, a rodovia não leva só notícias ruins à região. Espera-se a chegada de milhares de visitantes, principalmente brasileiros a caminho de Cuzco e Machu Picchu, o que impulsiona vários projetos de ecoturismo e a proteção de algumas áreas.
Um exemplo é o restaurante 70 quilômetros ao sul de Puerto Maldonado inaugurado há dois meses por Cirilo Méndez, um agricultor local que chegou a esta zona vindo da costa para cultivar café.

"Há dois ou três anos, eu vendia meus produtos como sempre, em meu quiosque à beira da estrada.
De repente, o presidente da Conirsa [empresa construtora da Interoceânica] aparece e me diz: 'Seu Cirilo, amanhã o senhor precisa estar aqui, porque o BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento] vai chegar'.
No dia seguinte, vários funcionários chegaram, trouxeram o dinheiro e nos capacitaram para administrar isso", conta Méndez, orgulhoso, vestindo um uniforme branco de cozinha e rodeado pela família.

"Chegam turistas brasileiros, peruanos, franceses, todos pela estrada... uns 30, 50 por dia. Temos um passeio de 45 minutos, uma rota turística pela selva.
Aqui era tudo floresta quando cheguei, há 25 anos.
Só um ou dois caminhões passavam por dia e, no inverno, às vezes ficavam um mês sem passar. Nossa vida agora mudou 100% graças à rodovia".

Fonte: Opera Mundi - 31/07/10

Valor do pedágio da Via Dutra sobe neste domingo

Viagem da capital paulista à capital fluminense custará R$ 77,20 somente em pedágios para veículos de passeio

A partir da meia-noite deste sábado, os motoristas que trafegam pela Rodovia Presidente Dutra, que liga a cidade de São Paulo à do Rio de Janeiro, terão que desembolsar, no caso de carros de passeio, 4,5% a mais do que vinham pagando ao passar por um dos seis pedágios existentes em cada sentido da estrada federal administrada pela concessionária Nova Dutra.

Os valores, no entanto, variam conforme o posto de pedágio. Em uma viagem da capital paulista à capital fluminense (ida e volta) em carros de passeio, caminhonetes e furgões de dois eixos, por exemplo, será preciso gastar R$ 77,20 somente em pedágios.

Ainda considerando os mesmos tipos de veículo, a taxa subirá para R$ 9,20 em três dos seis pedágios bidirecionais – Moreira César (km 78-SP), Itatiaia (km 318-RJ) e Viúva Graça (km 207-RJ) –; para R$ 4,10 em Jacareí (km 165-SP) e para R$ 2,30 em outros três postos – Arujá (km 204-SP), Guararema Norte (km 182-SP) e Guararema Sul (km 180).

Já no caso de caminhões leves, ônibus e furgões, que fazem parte da categoria dois, a maior tarifa passará para R$ 18,40 e a menor para R$ 4,60.
Nas três praças mais caras, a maior tarifa, R$ 55,20, será cobrada dos caminhões de seis eixos, cujo motorista terá que desembolsar R$ 24,60 ao passar por Jacareí e R$ 13,90 em Arujá e em Guararema Norte e Sul.

De acordo com a concessionária, o aumento autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é calculado com base em uma cesta de índices da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Como justificativa aos valores cobrados, a Nova Dutra afirma que, desde 1996, já investiu cerca de R$ 2,7 bilhões na modernização da rodovia, o que resultou em uma queda de mais de 60% do número de mortos em acidentes.

Fonte: Agência Brasil | 31/07/10

Melhores merlot do mundo são brasileiros

Orgulho de ser brasileiro. Esse bem que poderia ser o slogan dos merlot produzidos em território nacional.
Afinal, esta é a uva tinta de maior expressividade na principal região vitivinícola do País, o Rio Grande do Sul, que tem produzido rótulos competentes que andam por aí, mundo afora, arrematando importantes reconhecimentos.
Há alguns dias, em Londres, o brasileiro radicado na Inglaterra, Dirceu Vianna Junior - único Master of Wine da América Latina (a mais alta titulação em enologia no mundo) - comandou degustação às cegas de vinhos feitos com a variedade, no Brasil e em mais dez regiões produtoras.

Apenas craques foram requisitados para a árdua tarefa de classificar o melhor vinho merlot, nessa que é considerada uma Copa do Mundo vinícola.
Os juízes desta partida enológica internacional foram 40 profissionais, experts em degustações, entre eles 15 dos 280 Master of Wine do mundo, jornalistas, sommeliers, enólogos e importadores.
Surpresa geral, ou não, os brasucas ocuparam oito das dez posições no ranking final, e, pasmem (ou não, de novo), o rótulo de maior pontuação foi um brasileiro.
Quem levou o troféu foi o Miolo Merlot Terroir 2005 - safra considerada excepcional pelos empresários do setor.

Em seguida, foram pontuados também: 2° Thelema Merlot 2005 (África do Sul); 3° Pizzato Single Vineyard Merlot 2005 (Brasil); 4° Vallontano Merlot Reserva 2005 (Brasil); 5° Concha y Toro Casillero del Diablo Merlot 2006 (Chile); 6° Larentis Reserva Especial Merlot 2004 (Brasil); 7° Don Laurindo Merlot Reserva 2005 (Brasil); 8° Cavalleri Pecato Merlot Reserva 2005 (Brasil); 9° Michelle Carraro Merlot 2005 (Brasil) e 10° Milantino Merlot Reserva 2004 (Brasil).

Todos os vinhos são varietais, ou seja, têm um mínimo de 85% da variedade merlot, são das safras 2004, 2005 e 2006, e de faixa de preço similar (entre R$ 15 e R$ 45 na Inglaterra).

Fonte: De Sabores
Da Folha de Pernambuco - 31/07/10

Mais de 1 milhão de eleitores votarão com identificação de digitais este ano

Brasília - As urnas com leitor biométrico, que permitem a identificação de eleitores por meio da impressão digital, serão usadas em 60 municípios de 23 estados brasileiros nas eleições de 2010, atendendo mais de 1 milhão de pessoas.
O mecanismo, adotado pela primeira vez nas eleições de 2008, exclui a possibilidade de uma pessoa votar no lugar de outra.
A urna biométrica não alterará de forma significativa o rito de votação: o eleitor ainda precisará se apresentar ao mesário com o título de eleitor e o documento oficial de identificação com foto.
Entretanto, o novo sistema permite que o próprio eleitor libere a urna para votação ao inserir suas digitais, o que deve dar mais agilidade na hora de votar.
Até então, o mesário ficava encarregado da liberação.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a podem ocorrer falhas na identificação com o sistema biométrico.
Isso porque as impressões digitais podem ser danificadas com uso de produtos químicos ou por problemas de descamação nas mãos.
Caso o sistema falhe ou haja dúvidas sobre a identidade do eleitor no dia da votação, o mesário terá um caderno de votação com os dados e foto do eleitor para checar as informações.
Se o eleitor não for reconhecido nem pelo caderno de votação nem pelo sistema biométrico, não poderá votar e precisará justificar a ausência à Justiça Eleitoral.

Fonte: Da Agência Brasil - 31/07/10

Obra da arena pernambucana em fase preliminar

As máquinas começaram a chegar ao acidentado terreno às margens da rodovia BR-408, em São Lourenço da Mata, a 19 quilômetros do Marco Zero.
Começou no fim da tarde de ontem a fase preliminar da obra que vai erguer a arena pernambucana para a Copa do Mundo de 2014.
A área de 52 hectares no terreno já está sendo cercada (o que deve ser finalizado hoje).
Operários do consórcio liderado pela Odebrecht também já começaram a instalação de uma rede elétrica no local, que terá um pico de 1.500 trabalhadores durante a construção do estádio, previsto para ser concluído em dezembro de 2012.
A ação só foi possível após a publicação da autorização ambiental no Diário Oficial de Pernambuco.

A autorização da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) foi publicada ontem, no setor de planejamento e gestão do Diário Oficial.
Segundo o texto, o "Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas torna público que recebeu da CPRH a autorização ambiental para a execução da pavimentação doacesso viário ao canteiro de obras, implantação do canteiro de obras e instalação de cercas e tapumes na área do empreendimento da Arena da Copa."
O documento é valido por um ano.
Tempo mais do que suficiente para o consórcio se adequar a todas as determinações possíveis para poder construir o estádio, que terá capacidade 46.214 pessoas.
Uma delas se refere à preservação de parte da fauna e flora do local.
A empresa vai manter cerca de 600 mil metros quadrados de Mata Atlântica, em um dos morros ainda nativos na área, próximo ao Rio Capibaribe, que contorna o local. Durante a construção do estádio na primeira etapa da Cidade da Copa será adotada uma tecnologia para garantir o uso racional de recursos naturais.

Com a realização da primeira ação na área, a obra começou então no último dia dos quatro prazos dados pelo governo do estado este último era até o fim do mês de julho.
Na próxima semana deverá acontecer o lançamento da pedra fundamental, num ato festivo (e político) para marcar o início no novo estádio do Grande Recife.
Durante esta semana, o governador Eduardo Campos chegou a ter a agenda livre na sexta-feira, já que se esperava que o evento seria realizado ontem, mas a publicação no Diário Oficial atrasou dois dias.

Agora, a cúpula governista articula presenças ilustres no evento, como vem acontecendo em outras cidades da Copa do Mundo de 2014.
Nesta semana, o presidente da República, Lula, esteve no lançamento da pedra fundamental da reforma do estádio Beira-Rio, do Internacional, em Porto Alegre.

Fonte: Cassio Zirpoli - Diario de Pernambuco - 31/07/10

Médicos farão reivindicações ao governo na Carta de Brasília

A Associação Médica Brasileira (AMB) vai divulgar na próxima segunda-feira (2) a Carta de Brasília, síntese dos debates do encontro de entidades médicas que durou três dias e terminou ontem (30). O documento será encaminhado aos Três Poderes e aos principais candidatos à Presidência da República. Uma das propostas defendidas é a criação da carreira de Estado do médico, prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 454, que tramita no Congresso Nacional.

Outros pontos que vão constar da carta serão mais recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS), o melhor aparelhamento da rede pública, o aumento salarial para os profissionais de saúde e a maior qualificação profissional do médico

Para o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes, é preciso melhorar a qualidade da formação desses profissionais, com o estabelecimento de normas mais rígidas para a abertura de faculdades de medicina, cuja aprovação, segundo ele, precisa ter o aval das entidades médicas. Outra preocupação do setor é a deficiência de instalações para acomodar os médicos residentes nos hospitais. O encontro em Brasília discutiu também a necessidade de eles passarem por aperfeiçoamento continuado.

As condições de trabalho no SUS são muito ruins, de acordo com Carvalhaes, e ações para melhorar o quadro também estão entre as reivindicações das entidades médicas. Para o presidente da Fenam, há consenso entre as entidades públicas e privadas quanto à necessidade de melhora no atendimento à população na área de saúde, e para isso é necessário fortalecer os programas da área e melhorar as condições técnicas e materiais.

Carvalhaes disse que não há desinteresse dos médicos em trabalhar nas pequenas cidades. “Eles apenas precisam ter condições para trabalhar. Ali não há deficiência só na área de saúde. Faltam também farmacêutico, juiz, supermercado e tudo mais, por isso colocar culpa no médico não é justo."

Fonte: Da Agência Brasil - 31/07/10

Na volta das férias, aeroportos dão dor de cabeça a passageiros

iG percorre aeroportos de Brasília, SP e Rio. Apesar de novas normas, atrasos, desinformação e extravio de bagagem persistem

Para muitos brasileiros, julho é sinônimo de férias e, portanto, um dos meses do ano em que os aeroportos estão mais lotados. Segundo dados da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), até o dia 26 de julho, 11,9 milhões de passageiros passaram pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, o maior do País.
O fluxo representa um aumento de 20% em relação ao mês de junho.

A demanda intensa propicia ainda mais a ocorrência de atrasos e overbooking quando a empresa vende mais passagens que a capacidade da aeronave.
Na tentativa de coibir abusos das companhias aéreas, entrou em vigor, no dia 13 de junho, normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que ampliam o direito dos usuários.
Entre outras medidas, a companhia fica obrigada a fornecer alimentação ao passageiro depois de duas horas de atraso.
Depois de quatro, tem de oferecer acomodação em salas vips ou hotéis.
Além disso, em casos de cancelamento, deve restituir o dinheiro pago pela passagem imediatamente e não mais em 30 dias.

Dados recentes divulgados pela Anac mostram que pelo menos 18 companhias aéreas já foram notificadas por descumprirem a resolução. O número só não é maior porque, mesmo após mais de 30 dias, muitos passageiros ainda desconhecem os próprios direitos. “Ouvi a discussão, mas não sabia que já estava valendo”, assumiu o engenheiro agrícola Fernando Ribeiro, de 48 anos, quando foi ouvido pelo iG na segunda-feira (26), em Guarulhos.

A Anac afirma que para conscientizar os usuários está distribuindo 30 mil cartilhas com informações sobre a resolução nos principais aeroportos brasileiros.
E acrescenta que as empresas notificadas, se não tomarem providências, podem responder a processo administrativo, cuja multa resultante vai de R$ 4 mil a R$ 10 mil.

Para saber como anda a satisfação com o transporte aéreo no País e o cumprimento das novas regras, a reportagem visitou esta semana o Aeroporto Internacional Tom Jobim e Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro; Aeroporto de Congonhas e Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo; e Aeroporto Internacional de Brasília - Presidente Juscelino Kubitschek.

SÃO PAULO

Com olheiras e expressão cansada, a funcionária pública Sandra Sampaio Figueiredo, de 55 anos, disse que já observa mudanças no tratamento dado pelas companhias aéreas.
Após perder uma conexão e ter de esperar por quatro horas no aeroporto, ela recebeu um “vale-almoço” da TAM.
“Já passei por atrasos menores, mas nunca ofereceram nada. Acho que antes das normas as empresas já sabiam que deveriam auxiliar o passageiro, mas não faziam nada”, disse.

Ainda assim, Sandra contou que não tinha motivos para comemorar. Segundo ela, por problemas no aeroporto de Cuiabá (MT), o voo que tinha previsto para decolar às 4h40 só saiu às 7h30. Chegando a São Paulo, a funcionária pública perdeu o horário do voo para Goiânia, seu destino final, e precisou remarcá-lo para as 14h30. “Daqui vou para Brasília, da onde pego outro voo para Goiânia, às 16h30”, afirmou na última segunda-feira. “É muito cansativo isso, estou acabada”.

Para o engenheiro civil Odimar Cervigne, de 55 anos, que frequentemente faz viagens nacionais e internacionais, os transtornos enfrentados nos aeroportos do País são uma questão de “ponto de vista”. “Quando comparo com os problemas que tive em Luanda, na Angola, aqui é uma maravilha”, brinca, e conta que, em 2009, passou mais de 24h à espera de um voo para São Paulo no país africano.
“O voo estava marcado para as 12h, foi remarcado para as 16h, depois para as 20h e 23h. Então, foi cancelado e agendado para as 18h do dia seguinte. Passei a noite e o dia no aeroporto.
Não ofereceram hotel, alimentação, nada”, disse.

Além das normas da Anac para auxiliar passageiros como Cervigne e Sandra a solucionar impasses com as companhias aéreas, funcionam também, desde o dia 23 de julho, juizados especiais nos aeroportos de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
Instalados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e resultado de uma parceria entre a Justiça Estadual e Federal dos Estados, eles atenderam 150 pessoas no primeiro final de semana em funcionamento.
Destas, 79 formalizaram reclamações e 27 tiveram o caso solucionado.
Em Guarulhos, segundo o Tribunal de Justiça do Estado, entre os dias 23 e 26, foram 42 reclamações e 20 acordos.

O iG acompanhou por cerca de 2h o movimento no juizado de Guarulhos e verificou que muitos dos que procuram o local querem apenas informações; outros têm problemas que já não cabem mais ao órgão resolver.
Foi o caso da aposentada Eunice Joaquina, de 72 anos, que há cerca de dois anos viaja periodicamente de Pernambuco a São Paulo para fazer tratamento médico.
Há um mês, teve a mala extraviada. “Fiquei apavorada. Só peguei a mochila e a mala, que era o mais importante, não foi encontrada”, diz. Segundo ela, de mais valor, ali estavam receitas médicas, um vestido longo e um sapato que iria usar no casamento da neta.

Com muletas e dificuldade para andar, Eunice já foi diversas vezes ao aeroporto em busca de uma reposta. “Hoje me deram um telefone para ligar, mas já estou aqui.
Tem coisa que o dinheiro não compra, como a foto do meu filho que estava lá, mas quero ser indenizada”, afirmou. A esperança era o juizado, que ela deixou cabisbaixa: os conselheiros e juízes só auxiliam na resolução dos problemas até 24h depois que estes acontecem.

Marcelo Corrado, de 26 anos, analista de sistemas, conseguiu encaminhamento no local.
Ele havia acabado de chegar a São Paulo, vindo de Natal (RN), pela TAM, e disse que, quando abriu a mala, percebeu as roupas reviradas e a falta de objetos pessoais.
“Retiraram o lacre e levaram celular, dois perfumes e um GPS”, disse.
Procurada, a companhia disse que objetos como dinheiro, jóias, papéis negociáveis e artigos eletrônicos (no caso de Corrado o celular e o GPS) só podem ser transportados como bagagem de mão.

Passageiros mal-informados

Ao contrário de extravio de bagagem, atrasos e cancelamentos, outros problemas relatados à reportagem pelos passageiros poderiam ser evitados com melhor acesso à informação.
A comerciante Sônia Virginia de Faria andava rápido com a filha adolescente para não perder o voo. “Não avisaram que, como ela é menor de idade, precisava de um documento do pai autorizando a viagem”, disse Sônia, que é separada.

Já o metalúrgico mineiro Roberto Petti, de 45 anos, acompanhava a mulher no aeroporto, que iria embarcar para o Equador. O voo programado para as 8h25 da última segunda-feira teve de ser remarcado para o mesmo horário na terça. O motivo: o casal chegou com apenas uma hora de antecedência ao aeroporto e não conseguiu fazer o check-in.
“Fui até o juizado, eles chamaram um responsável da TAM que alegou erro meu, mas não conheço São Paulo, nunca estive neste aeroporto.
Além de jogar para amanhã, tive de pagar R$ 138 de taxa”, lamentou Petti.
“Em São Paulo tudo é muito caro, vamos ter de passar a noite por aqui”, acrescentou.

A companhia, por sua vez, afirmou que para voos internacionais a recomendação dada aos clientes é comparecer ao aeroporto com pelo menos 3h de antecedência e disse que a informação consta no comprovante de pagamento do bilhete.

Aeroportos saturados

Quando questionado pela reportagem se já teve problemas com atrasos ou cancelamentos de voos, o analista de sistemas Paulo de Oliveira, de 33 anos, respondeu imediatamente: “Só tenho esses problemas”.
Na última segunda, Oliveira chegou a São Paulo às 9h05, vindo de Curitiba (PR), e tinha um voo para Buenos Aires às 10h15, mas afirma que demorou 20 minutos somente para conseguir pegar a mala. “Cheguei ao check-in às 9h29 e disseram que ele havia se encerrado às 9h20.
Tive de remarcar para a tarde.”

Na opinião dele, o problema maior não é das companhias aéreas, mas da própria infraestrutura dos aeroportos que não consegue atender a demanda.
“Tem fila para tudo, no check-in, para ser revistado, para pegar bagagem...”

Levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado no final de maio, indica que grande parte dos aeroportos do Brasil opera no limite e a situação pode piorar ainda mais caso o Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) cresça em um ritmo de 3,5% ao ano. Se isso ocorrer, a previsão é de que o mercado doméstico de transporte aéreo aumente em pelo menos três vezes nos próximos 20 anos.

Neste cenário, o analista de sistemas é realista: “As normas da Anac ajudam a melhorar a assistência, mas estão longe de resolver o problema.
Estou aqui para viajar no horário e não almoçar de graça.”

Veja as normas da Anac

ATRASO

Reacomodação
- Possível antes das 4 horas, desde que haja outro voo da mesma empresa para o mesmo destino;
- Prioridade para reacomodar passageiro preterido, em relação àqueles que ainda não adquiriram passagem;
Reembolso
- Integral, se passageiro desistir da viagem, além de retorno ao aeroporto de origem, no caso de atraso no aeroporto de escala ou conexão;
- Solicitação após 4 horas. Mas caso haja estimativa de que o voo irá atrasar mais de 4 horas, a solicitação pode ser feita imediatamente;
- Devolução imediata do valor, respeitado o prazo e o meio de pagamento.

CANCELAMENTO/ INTERRUPÇÃO

Reacomodação
- Providenciar imediatamente a reacomodação no próximo voo disponível, próprio ou de terceiro;
- Por opção do passageiro, pode ser usada outra modalidade de transporte em caso de interrupção do vôo;
- Prioridade para reacomodar passageiro do voo cancelado ou interrompido, em relação àqueles que ainda não adquiriram passagem para o vôo;
Reembolso
- Integral, se passageiro desistir da viagem, além de retorno ao aeroporto de origem, no caso de interrupção da viagem;
- Solicitação imediata;
- Devolução imediata do valor, respeitado o prazo e o meio de pagamento.

PRETERIÇÃO (IMPEDIMENTO POR TROCA DE AERONAVE OU OVERBOOKING)

Reacomodação
- Providenciar imediatamente a reacomodação no próximo voo disponível, próprio ou de terceiro;
- Por opção do passageiro, pode ser usada outra modalidade de transporte;
- Prioridade para reacomodar passageiro preterido, em relação àqueles que ainda não adquiriram passagem para o voo.
Reembolso
- Integral, se passageiro desistir da viagem, além de retorno ao aeroporto de origem, no caso de interrupção da viagem.
- Solicitação imediata;
- Devolução imediata do valor, respeitado o prazo e o meio de pagamento;
- Empresa deve buscar oferecer compensações satisfatórias. Caso o passageiro preterido fique satisfeito com as compensações oferecidas, empresa não será multada por preterição.

REACOMODAÇÃO EM VOO DE TERCEIRO

Independe de convênio de endosso. Companhia é obrigada a transportar passageiro ainda que por voo de terceiros.
INFORMAÇÃO AO PASSAGEIRO
Garantia de pleno direito à informação clara e ostensiva acerca do serviço contratado e suas eventuais alterações;
Obriga a companhia a informar o passageiro sobre o atraso, o motivo e a previsão do horário de partida do vôo;
Obriga a companhia a fornecer informações por escrito, sempre que solicitado pelo passageiro;
Obriga a companhia a distribuir panfletos informativos dos direitos assegurados na regulamentação.

ASSISTÊNCIA MATERIAL

1 hora: facilidade de comunicação, tais como ligação telefônica, acesso à Internet ou outros;
2 horas: alimentação adequada;
Após 4 horas: acomodação em local adequado e, quando necessário, serviço de hospedagem.
Assistência inclusive se já estiver a bordo da aeronave em solo e sem acesso ao terminal.

Fonte: Lecticia Maggi, iG São Paulo | 30/07/10

Juiz ordena demolição de todas as barracas de praia de Salvador

O verão em Salvador deve ser marcado por uma grande mudança na paisagem da orla da cidade

O verão em Salvador deve ser marcado por uma grande mudança na paisagem da orla da cidade. O juiz da 13ª Vara Cível Federal, Carlos D'Ávila Teixeira determinou a demolição completa e imediata de todas as barracas de praia da cidade, tanto as do continente quanto as das ilhas. Não cabe recurso à decisão.


Foto: Agência Estado

Barracas na praia de Stella Maris, na cidade de Salvador, nesta quinta-feira

Os proprietários das 352 barracas do município têm dez dias, a partir do recebimento das intimações, para providenciar a retirada de materiais e equipamentos das instalações.

As intimações já começaram a ser distribuídas. A comercialização de bebidas e alimentos com a utilização de caixas de isopor ou de barracas improvisadas com toldos nas praias também está proibida.

A decisão de Teixeira, baseada na falta de anuência prévia da União para a construção das unidades à beira-mar como determina o Artigo 225 da Constituição e para a exploração comercial dos espaços, encerra uma disputa judicial, entre Ministério Público Federal, Prefeitura e empresários, que se arrastava na cidade desde 2006.

Apesar de não contar com autorização do governo federal, os empresários têm autorização da administração municipal para manter os estabelecimentos e o juiz atacou explicitamente a prefeitura em sua decisão.

"Desastrosas permissões de uso, outorgadas pelo Executivo local, reduziram as praias da cidade, outrora belas, no mais horrendo e bizarro trecho do litoral das capitais brasileiras", diz trecho da sentença.

Fonte: AE | 30/07/10

AteliêCasa transforma Altinho/Pernambuco em celeiro de cultura e arte

Desde o dia 10 de julho, o município de Altinho se tornou centro de referência na região no que diz respeito às artes plásticas.

Ao todo, serão seis meses meses de exposições, debates, palestras e workshop, que têm como principal objetivo proporcionar interação entre a comunidade e as artes visuais.

Aqueles que gostam de arte e que têm curiosidade pelo assunto podem se inscrever para participar do Workshop livre ou dos debates e palestras oferecidos pelo projeto.

Dentre os temas discutidos nas palestras e debates estão “A visão do artista e suas técnicas”, “A gravura na arte e no tempo” e “O universo de um artista”.

O AteliêCasa - Espaço Cultural está aberto ao público de terça a domingo, das 10h às 21h.

A entrada é gratuita.

» Confira aqui a programação completa:

Workshop
Das 10h às 12h e das 15h às 17h

22 de agosto - A visão além do olhar - Colagem
19 de setembro - A criação sem amarras - Técnicas Mistas
17 de outubro - As cores e as sensações - Pintura e guache
14 de novembro - Conceitual - Arte Contemporânea
19 de dezembro - A desconstrução da obrigação - Arte Terapia

Palestras e debates
Das 10h às 12h e das 15h às 17h

1º de agosto - A gravura na arte e no tempo
29 de agosto - O universo e um artista
26 de setembro - Formas de expressões
24 de outubro - A mulher, representada e representando
28 de novembro - Opostos que se atraem

Serviço

AteliêCasa - Espaço Cultural
Av. Cel. Joaquim Alves dos Santos, 131 - Centro - Altinho
Informações: (81) 9661-9417

Fonte: Do JC Online Núcleo SJCC/Caruaru - 31/07/10

Aniversário de 20 anos da legislação americana para pessoas com deficiência é celebrado com atualização da lei


A Presidente do Congresso, Nancy Pelosi, passa para o congressista Jim Langevin, o bastâo e o assento da Presidência da Casa pela primeira vez a uma pessoa com deficiência

Assinada pelo Presidente George Bush (pai) em 26 de julho de 1990, o Americans with Disabilities Act (Ato dos Americanos com Deficiência), que garante direitos às pessoas com deficiência, vai ser modernizado e readequado aos novos tempos.

Para celebrar a data, a legislação está sendo atualizada, inclusive com respeito à acessibilidade na internet, telefones e audiodescrição da TV.

O congressista de Rhode Island, Jim Langevin, que é tetraplégico, presidiu a sessão do Congresso americano pela primeira vez em celebração ao aniversário da ADA, com o uso de um elevador especial para subir à tribuna.

Fonte: Inclusive

Obras em aeroportos esbarram em licença ambiental

SÃO PAULO - Os dois aeroportos internacionais de São Paulo, Cumbica (em Guarulhos) e Viracopos (Campinas), listados entre os 13 "terminais-chave" para a Copa de 2014, ainda não têm as licenças ambientais exigidas para iniciar as obras de ampliação.
O risco é que as benfeitorias não fiquem prontas para o mundial.

A situação de Viracopos, cujo processo de licenciamento ambiental das obras de expansão já dura 20 meses, é a mais crítica. Desde as primeiras audiências públicas com a população, no início de 2009, a Infraero e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) trocam ofícios, sem que se chegue a uma definição.
Enquanto isso, o terminal vê crescer em mais de 50% o movimento de passageiros.

O projeto de expansão de Viracopos está orçado em cerca de R$ 700 milhões.
Estão previstas a construção de uma segunda pista, pátio para aeronaves, área de manutenção e novo terminal de passageiros.
De acordo com o mais recente cronograma divulgado pela Infraero, parte dessas obras já deveria ter sido iniciada, para que estivesse concluída em dezembro de 2012.

Em relação a Cumbica, o pedido de licença ambiental ainda nem foi protocolado, uma vez que o projeto ainda não está pronto.
A estatal planeja ter 40% do terceiro terminal pronto e em operação até a Copa de 2014. O restante da obra, orçada em quase R$ 1 bilhão, seria entregue em junho de 2016.

Dos 13 terminais das 12 cidades-sede da Copa de 2014, só seis já obtiveram a autorização. Dos sete restantes, segundo a Infraero, quatro estão em "fase inicial", um estágio anterior ao pedido de licença ambiental, e outros três permanecem sem previsão, pois dependem de dados do projeto.
Os que estão sem projetos prontos são, além de Cumbica, Cuiabá e Recife.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: AE Agencia Estado - 31/07/10

Brasileiros buscam graduação diferenciada fora do País

EUA e Reino Unido apontam um aumento na procura de brasileiros por vagas em faculdades

Seja em busca de um diferencial no mercado de trabalho ou de uma experiência única, cada vez mais estudante brasileiros estão ingressando em faculdades dos Estados Unidos e do Reino Unido. Os jovens buscam cursos diferenciados, instituições com melhores recursos e a imersão integral em outra cultura.

A carioca Clara Ferraz, de 18 anos, está de malas prontas para iniciar o ano letivo em agosto na Overland College, no estado norte-americano de Ohio. “Gostei da faculdade porque no primeiro ano alunos de humanas, exatas e biológicas estudam juntos. Eu não preciso escolher a área que quero seguir. Penso em estudar Teatro ou Meio Ambiente, mas só vou decidir no segundo ano”, conta.

Estudar nos EUA tornou-se possível para Clara graças a uma bolsa de estudos de 80%, que cobre a anuidade do curso e gastos com moradia, alimentação e livros. “O custo total da faculdade, com os gastos pessoais, é de US$ 55 mil anuais. Algo totalmente fora da minha realidade, mas com a bolsa para estudante estrangeiro ficou acessível”, afirma a estudante.

Foto: ARQUIVO PESSOAL

Mahyara Izidoro se formou em 2009 na Berkeley College, em Nova York

Dados do Instituto de Educação Internacional (IIE) dos EUA apontam um crescimento de 13% em 2009 no número de estudantes de graduação brasileiros. Em 2008, 3.712 estudantes deixaram o Brasil para estudar em instituições norte-americanas.

No ano seguinte, o número atingiu 4.201 e colocou o Brasil em 15º lugar no ranking dos países que mais mandam estudantes deste nível acadêmico para os EUA.

Mayhara Izidoro, de 22 anos, fez uma escolha profissional ao se matricular na em Fashion Merchandising na Berkeley College, em Nova York. “Aqui as oportunidades no meio da moda são maiores do que no Brasil. Além disso, na Berkeley encontrei o curso específico que eu queria, Admistração para moda”, conta a jovem que mora em Nova York e cursa sua segunda faculdade, de Design de Joias, na Fashion Institute of Technology (FIT).

Sem bolsa de estudo, Mayhara arcou com custos anuais de aproximadamente US$ 23,6 mil para pagar a faculdade. A estudante estima o custo de vida e os gastos com livros sejam por volta de US$ 2.400 por ano. “Foi uma das melhores experiências da minha vida. Aprendi muito, cresci muito, e sou muito grata pelos meus pais terem me apoiado nesses quatro anos longe deles”, avalia.

Reino Unido

De acordo com o British Council, a procura de estudantes brasileiros por cursos de graduação no Reino Unido também cresceu. Com números mais modestos, porém um crescimento significativo de 51% nos últimos quatro anos, a região recebeu 500 estudantes em 2009. Em 2005 eram 330.

“Atribuímos este crescimento ao aumento do número de jovens, em idade de iniciar uma graduação, com inglês fluente, e a necessidade de buscar uma diferenciação no mercado de trabalho. Para esses estudantes, a graduação no Reino Unido é vista como um investimento de carreira. Tanto é que a área mais buscada entre as instituições britânicas é a de negócios”, destaca Rodrigo Gaspar, gerente de Marketing do British Council Brasil. As universidades mais populares entre os brasileiros estão duas instituições de Londres: a University of the Arts London, com 40 estudantes, e a London Metropolitan University, com 25 alunos do Brasil.

Foto: ARQUIVO PESSOAL

John Evans estudou cinema na London Metropolitan University

Formado pela London Metropolitan University em Film and Broadcast Production (cinema), o paulista John Evans, 23 anos, destaca a importância de estudar em um país de primeiro mundo. “Tenho parte da cultura inglesa na forma como trabalho”, avalia.

Quem pretende cursar uma faculdade no Reino Unido deve contar com um alto investimento, pois para graduação, as oportunidades de bolsa são praticamente inexistentes. “Para pós, mestrado, doutorado e pesquisa, há diversos programas. Na graduação é muito raro”, explica Gaspar.

A anuidade dos cursos, no entanto, se assemelha aos preços pagos em universidades particulares de São Paulo. Por ano, a graduação no Reino Unido custa cerca de 10 mil libras (R$ 27 mil reais). O que encarece é o custo de vida de morar na Europa.

“Os custos aqui são altos. Bem mais altos que no brasil. Se eu tivesse estudado Cinema em São Paulo, teria estudado na FAAP, que tem uma mensalidade de aproximadamente R$ 2.000.

É quase o que eu pagava em Londres. Mas o que é mais caro aqui não são os cursos, mas os custos de vida, aluguel comida e entretenimento”, destaca Evans.

Oportunidades

Graças a uma bolsa para estudantes estrangeiros, Flavia Paolucci, 41 anos, esticou seu intercâmbio na Southern Vermont College, nos EUA, em 1987, quando tinha 18 anos. Sem condições de arcar com os custos da faculdade, ela procurou a direção da instituição e descobriu que o número de vaga para estudantes estrangeiros não estava preenchido.

Foto: ARQUIVO PESSOAL

Flavia Paolucci no campus da Southern Vermont College, nos EUA

“Estive na hora certa e no local certo. Foi quase um milagre conseguir bolsa integral. Se você quer estudar fora, se você tem um objetivo, não espere sentado cair no seu colo.

Vá em busca das informações, de contatos, porque as oportunidades existem. Não desanime com as dificuldades, não deixe de correr atrás porque vai ser difícil”, aconselha.

Encontrar programas de bolsas de estudos, preparar a documentação para se inscrever em uma faculdade fora do Brasil, realizar testes de proficiência é uma burocracia que pode assustar os estudantes. Porém há instituições que facilitam esse trabalho.

Para estudar nos EUA, os estudantes podem contar com a Education USA e a Comissão Fulbright. “Para um estudante do Ensino Médio não são óbvias as oportunidades e os mecanismos para financiamento que ele dispõe para estudar fora do Brasil”, avalia o diretor executivo da Fulbright, Luis Loureiro. “Ajudamos a redigir cartas, a realizar as provas, aplicações e até pagamos os certificados necessários para estudantes carentes. Viabilizamos pra que eles encontrem uma oportunidade nos EUA”, elenca Loureiro.

Thais Pires, supervisora da Education USA e da Associação Alumni, afirma que as universidades norte-americanas também estão interessadas nos alunos brasileiros. “No ano passado tivemos 25 instituições participantes na feira ‘Education USA’ e este ano estamos com 38 inscritos”, conta. A feira irá acontecer no dia 8 de setembro no Hotel Intercontinental, em São Paulo, e em 9 de setembro no Hotel Marriot, no Rio de Janeiro.

Para as universidades britânicas, todo o processo de candidatura é feito no Brasil pelo site da UCAS. O British Council possui um serviço gratuito de informações e dicas para quem quer saber como se candidatar: centro.info@britishcouncil.org.br / (11) 2126-7500.

Fonte: Marina Morena Costa, iG São Paulo | 31/07/10


Obras da Arena da Copa começam a sair do papel em São Lourenço da Mata. Decolagem do projeto beneficia imagem de Eduardo

O pasto das cabrinhas finalmente vai acabar.

O diretor de Engenharia da construtora Odebrecht, José Érico Eloi Dantas, revelou ainda há pouco ao Blog de Jamildo que iniciou as obras do estádio pernambucano para a Copa do Mundo de 2014, em Jardim Penedo, no município de São Lourenço da Mata, no Grande Recife.

“Demos o ponta pé inicial do projeto com a mobilização para a construção da Cidade da Copa, projeto de Pernambuco para receber a Copa 2014. E o melhor de tudo que as obras tiveram início dentro do prazo exigido pela FIFA”, afirma.

A empresa que lidera o consórcio Arena Pernambuco informou que nesta etapa já foram iniciados os serviços topográficos de acesso e tapume, implantação de canteiro avançado, instalação provisória de energia elétrica, colocação de tapumes de concreto pré-moldado e construção do acesso viário ao local da obra.

“O nosso primeiro trabalho é delimitar todas as áreas de preservação permanente, como rios e riachos, para que não ocorra aterro. Vamos fazer a recuperação destas áreas, dentro de um projeto de sustentabilidade ambiental”, afirma o executivo.

Tudo de olho no prazo de entrega do estádio, que é dezembro de 2012. A arena terá capacidade para 45 mil lugares e será construída por intermédio de Parceria Público-Privada (PPP), ao custo de R$ 532 milhões.

O ponta pé inicial ocorre depois que Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) formalizou na edição desta sexta-feira a licença parcial de instalação.

Mais empregos e renda para a economia local

Os serviços de campo para a construção da Arena da Copa devem gerar, segundo a empresa, 1.500 empregos diretos e 7.500 indiretos.

A licença parcial autoriza a execução de pavimentação no acesso viário, implantação do canteiro de obras e instalação de cercas e tapumes na área do empreendimento.

O empreendimento é composto por uma arena multiuso com capacidade para 45 mil torcedores, por um complexo residencial com estrutura de comércios e serviços em uma área de aproximadamente 250 hectares.

A Arena terá todos os lugares numerados, com arquibancadas cobertas e receberá investimento de R$ 532 milhões. Serão preservados 600 mil m2 de Mata Atlântica nativa e, durante a construção, serão adotadas tecnologias que garantirão o uso racional de recursos naturais.


Depois da Copa 2014

Os americanos costumam dizer sempre, como um ditado dos empreendedores: se você construir, eles virão.

Para garantir o uso permanente e sua sustentabilidade econômica, a arena receberá, além de eventos esportivos, também shows, feiras e convenções.

Por meio do modelo de Parceria Público Privada (PPP), entre o Governo de Pernambuco e a iniciativa privada, o contrato prevê, além da construção, operação e manutenção da arena pelo prazo de até 33 anos, incluindo o período das obras, o desenvolvimento de uma nova centralidade com centros comerciais, moradias e equipamentos públicos.


“Sua localização estratégica na confluência dos municípios de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe e os investimentos previstos, criará uma nova centralidade urbana e qualificará a região como opção para o desenvolvimento ordenado e planejado, com novas vias de acesso, transporte urbano, tratamento de água e esgoto, energia, gás, fibra ótica, dentre outros”, diz o diretor de Engenharia da Odebrecht.

De acordo com o projeto, o acesso ao complexo da “Cidade da Copa” poderá ser feito por novas vias expressas, iluminadas e seguras.

“O torcedor poderá utilizar a Caxangá e a Radial Cidade da Copa, uma nova avenida duplicada de seis quilômetros. Uma alternativa é a Abdias de Carvalho, seguindo pela BR-232 e pelo entroncamento da BR-408 (em fase de duplicação e requalificação), por cinco quilômetros até a Arena. Para quem utilizar o metrô, a estação referência é a Cosme e Damião”, informa Érico Dantas.

Fonte: Blog do Jamildo/JC - 30/07/10

Atacarejo começa a invadir o mercado pernambucano

Até o fim do ano serão instaladas mais três unidades nesse formato no estado

Mirella Falcão

O atacarejo vai tomar conta do mercado pernambucano. O formato, que mistura características do atacado com o varejo, já conta com dez lojas no estado, de cinco diferentes bandeiras. Até o fim do ano, mais três unidades nesse modelo serão inauguradas.
Um delas é a do Maxxi Atacado, pertencente ao grupo Walmart, que chegará ao Cabo de Santo Agostinho.
O Pão de Açúcar também confirma abertura de duas unidades do Assaí neste semestre, sendo uma em Prazeres, no município de Jaboatão, e outra em Areias, no Recife.
Para essas duas lojas, serão geradas 300 oportunidades de emprego. A rede está recebendo currículos para contratação em breve.

Quem mora em Prazeres já pode deixar o currículo pessoalmente no local onde será construída a loja, na Avenida General Barreto de Menezes, 434 (onde havia uma concessionária).
Existe uma equipe colhendo o material no local. Para a outra loja, que ficará na Avenida Recife, ainda não há previsão de quando será iniciada a seleção.
A únicainformação divulgada pela empresa é que as duas unidades serão inauguradas até o final do ano, provavelmente antes de dezembro.
Segundo a rede, boa parte das vagas são preenchidas com pessoas cadastradas no Sistema Nacional de Emprego (Sine) ou agências do trabalho.
Esse pode ser um caminho para quem está de olho no emprego.

Cada loja do Assaí vai contratar em média 150 pessoas para os cargos de açogueiro, operador de loja, padeiro, operador de empilhadeira, cartazista, locutor, fiscal de prevenção, subgerente, gerente de área, gerente de setor e líder de seção.
Para concorrer a qualquer uma da vagas, é preciso ter mais de 18 anos.
Algumas funções exigem experiência média de seis meses, mas há oportunidades para o primeiro emprego nos cargos de operador. Entre os benefícios para os novos colaboradores, estão convênio médico, cesta básica, alimentação no local e vale-transporte.
O Maxxi também vai empregar 70 pessoas no Cabo, mas a seleção já foi iniciada. A rede não divulga datas, mas é provável que a unidade abra as portas entre setembro e outubro.

A escolha dos locais das novas lojas dá mostras de que a concorrência nesse segmento está se acirrando. Em Prazeres, já existe uma unidade do Atacadão, bandeira que pertence ao Carrefour.
Já na Avenida Recife, a intenção é bater diretamente com o Makro, a primeira loja a explorar esse conceito no estado. No Cabo, a disputa é com o Arco-Vita, que foi a estréia do grupo pernambucano Arco-Íris no atacarejo.
A loja, que funciona no Shopping Costa Dourada, até então estava atendendo sozinha a demanda dos pequenos empresários do município e das praias do litoral Sul.

Em Caruaru, já existem o Makro, o Atacadão e, desde o início do ano, o Assaí. Em Olinda, o Maxxi apertou a disputa com o Atacadão.
O próximo round do atacarejo no estado deve acontecer em Petrolina.
Até o momento, só existe um loja do Makro por lá.
O atacarejo atende tanto aos microempresários, quanto ao consumidor comum.
O preço individual é mais caro, mas hoje já dá para garantir o valor de atacado com volumes bem menores, em embalagens de três produtos.
O investimento, quase a metade do necessário para abrir um supermercado, é uma das razões para as grandes redes do varejo apostarem na expansão de suas bandeiras de atacarejo.
Das 100 lojas que o Pão de Açúcar vai abrir neste ano, 18 delas serão do Assaí.

Fonte: Diário PE - 31/07/10

Lixo produz energia para mais de 112 mil famílias em Portugal

Carlos Caldeira

A ministra Dulce Pássaro coloca terça-feira a primeira pedra da Unidade de Digestão de Avis/Fronteira, num investimento de 7,5 milhões de euros.


A ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Pássaro, prevê, até 2012, a conclusão de novos 16 centros de valorização de resíduos para a produção de biogás com capacidade para injectarem 140.644 MWh na rede eléctrica nacional.
A estes valores juntam-se os 349.205 MWh que os actuais nove centros em funcionamento produziram no ano passado, totalizando 489.849 MWh por ano.
O biogás produzido em 2009 foi suficiente para abastecer 112.284 famílias compostas por três elementos.

"A legislação comunitária impõe que progressivamente se afastem os resíduos urbanos dos aterros. É o que o Governo está a fazer, produzindo biogás, diminuindo as emissões de CO2 para a atmosfera - evitando o aumento efeito de estufa e produzindo adubos naturais para a agricultura", disse ao Diário Económico Dulce Pássaro.

Seguindo esta estratégia, a ministra vai, terça-feira, ao Centro Integrado de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos de Avis/Fronteira, da Valnor, colocar a primeira pedra da Unidade de Digestão Anaeróbia da Central de Valorização Orgânica.

Esta unidade surge como opção na perspectiva de "uma gestão sustentável e complemento para o tratamento da fracção orgânica dos resíduos sólidos urbanos não passíveis de serem transformados em composto orgânico" nas actuais instalações, realça a ministra.

Capacidade de 25.000 toneladas de resíduos

Com uma capacidade instalada de 25.000 toneladas de resíduos urbanos biológicos e um investimento de 7,5 milhões de euros, a unidade será capaz de produzir 110 Kwh de energia por cada tonelada de resíduos sólidos urbanos (RSU's) processada.
Assim, a capacidade total será de 2750 GWh/ano de energia, cuja "comercialização será uma realidade em finais de 2011", adianta Dulce Pássaro.

A Digestão Anaeróbia (DA) é um processo biológico através do qual a matéria orgânica é transformada em metano e dióxido de carbono na ausência de oxigénio.
Do processo de DA resulta biogás, que varia em qualidade de acordo com a composição e biodegradabilidade da matéria orgânica.

Com o objectivo de obter a máxima qualidade existe um passo prévio que consiste na separação e redução dos diferentes materiais que compõem os RSU's.
Esta fase é realizada no tratamento mecânico da Central de Valorização Orgânica.

O biogás será usado como combustível de um motor que produzirá energia eléctrica que será injectada na rede pública, constituindo assim um factor de receita para a Valnor.

Dulce Pássaro refere que todas as tecnologias instaladas processam os resíduos em recinto fechado com captação do ar e posterior tratamento do mesmo em biofiltros, o que impede a libertação de odores.

A Valnor, empresa do Grupo EGF, é responsável pelo tratamento e valorização dos (RSU's) de 19 Municípios, estando os seis municípios da Raia-Pinhal em fase de integração na empresa. Actualmente, a Valnor já produz através dos seus sistemas solares e eólicos a energia que consome nos seus escritórios em Avis/Fronteira.

Fonte: Económico - PT - 31/07/10

R$ 125 milhões para Setur-Pernambuco

Montante virá de liberação do BID e de contrapartida do Estado

ROCHELLI DANTAS

Ainda este ano a Secretaria de Turismo do Estado (Setur-PE) pode contar com a liberação de US$ 75 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Com a contrapartida de US$ 50 milhões do Estado, o montante previsto chega a US$ 125 milhões.
No início da próxima semana, representantes do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) na Setur-PE participarão de uma reunião com representantes do BID. No encontro, o grupo analisará as minutas do contrato.

Após a aprovação do conteúdo, o documento seguirá para aprovação, última fase, antes da assinatura do empréstimo.
Para que o montante seja liberado com mais agilidade, a equipe do Prodetur já está cumprindo algumas exigências do BID.
Uma delas foi a publicação, no Diario Oficial do Estado, de um aviso para empresas que realizam serviços de gerenciamento e supervisão de obras.

“A política de aquisições do banco engloba uma série de procedimentos.
Com esta manifestação de interesse estamos nos antecipando. Quando o contrato for assinado já saberemos quem tem interesse”, explicou a secretária-executiva do Prodetur na Setur-PE, Juliana Souza Leão.
Outra exigência cumprida foi a instituição da Unidade de Coordenação do Prodetur Nacional - Pernambuco, no âmbito da Setur-PE.

A verba será aplicada em obras no Litoral, Agreste e Sertão.
“Temos vários projetos previstos para serem contemplados.
Os recursos serão aplicados em planos de marketing, projetos de capacitação e obras de infraestrutura.
Nós já estamos com 15% de uma amostra pronta para licitar”, destacou Juliana.
Quando aprovado, a liberação do recurso será efetuada em partes, mediante o cumprimento de exigências pelo BID.

Fonte: Folha PE - 31/07/10

Carro elétrico terá IPI menor e nova redução para flex dependerá do motor

Proposta de grupo interministerial é estabelecer um selo de eficiência dos motores flex; para os elétricos, alíquota de imposto será de 7%

O carro elétrico vai pagar alíquota menor de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) - de 7% -, equivalente à cobrada dos carros populares flex.
Mas uma nova redução do imposto para os carros movidos a gasolina e a etanol dependerá da eficiência dos motores, estuda o governo.

A nova proposta para estimular o carro elétrico no Brasil, preparada por um grupo interministerial coordenado pelo Ministério da Fazenda, descarta a redução imediata de impostos para o carro flex, reivindicada por montadoras, contra um suposto desestímulo aos veículos movidos a etanol.

A alíquota paga hoje pelos flex - entre 7% e 18% - de IPI poderá cair no futuro.
Mas a queda estará vinculada a um selo de maior eficiência dos motores, como aqueles que aferem o desempenho de produtos eletrodomésticos, do Inmetro.

A proposta a que o Estado teve acesso seria apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira, em reunião cancelada por atraso na agenda presidencial.
Uma primeira versão do pacote de estímulo ao carro elétrico já havia tido o anúncio suspenso em maio, e uma definição de Lula segue sem data marcada.

Acertada entre ministros, essa nova proposta prevê a redução da alíquota do IPI do carro elétrico, fixada atualmente em 25%, a mesma que incide sobre motores a gasolina e com maior potência.
Na avaliação de técnicos, a redução do IPI para os elétricos não será suficiente para estimular o avanço de veículos elétricos importados no mercado brasileiro, mas deixará de funcionar como barreira fiscal.

Regime automotivo. A base da proposta é um novo regime de inovação automotiva, com incentivos fiscais e de crédito ao desenvolvimento de veículos elétricos híbridos no País, com o uso de energia elétrica associado ao etanol ou ao biodiesel.

A aposta do governo a curto prazo é um modelo de ônibus elétrico apto a competir internacionalmente, com reduzida emissão de gás carbônico.
A venda desses ônibus no País já tem taxa reduzida de juros em financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A baixa emissão de poluentes é a principal vantagem dos modelos elétricos, apontados como nova tendência mundial. O preço elevado ainda é o maior senão.
Projeções usadas em estudo do BNDES indicam que os elétricos representarão mais de 35% da frota mundial em 2030. Atualmente, a participação é estimada em 0,3% do mercado.

Pesquisas para desenvolvimento tecnológico de modelos híbridos e aumento da eficiência dos motores flex já têm o apoio de linhas de financiamento anunciadas pelo ministro de CIência e Tecnologia, Sérgio Rezende.
A ideia é estabelecer um centro tecnológico dedicado à indústria automotiva que leve em conta o uso de biocombustíveis desenvolvidos no País em novos modelos de carros híbridos elétricos.

A proposta do selo de eficiência dos motores flex, defendida pelo Ministério de Desenvolvimento, não entraria em vigor neste ano, porque vai depender do detalhamento de uma metodologia para medir ganhos de eficiência.

Fonte: Marta Salomon - O Estado de S.Paulo - 31/07/'0

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