domingo, 25 de julho de 2010

PREFEITURA DO RECIFE REALIZA MUTIRÃO OFTALMOLÓGICO PARA 253 ESTUDANTES DE CINCO ESCOLAS

A ação visa a identificar nos estudantes da rede, entre seis e 16 anos, problemas de visão que possam prejudicar o bom desempenho escolar

Por Otávio Dias

A Prefeitura do Recife promove, na próxima segunda-feira (26), das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h, na Escola Municipal Dom Hélder Câmara, no Espinheiro, o 7º mutirão oftalmológico do Projeto Olhar Recife, dentro das ações do programa municipal Saúde na Escola.

Iniciativa das secretarias municipais de Saúde e Educação, Esporte e Lazer, em parceria com a Fundação Altino Ventura – FAV, a ação visa a identificar nos estudantes da rede, entre seis e 16 anos, problemas de visão que possam prejudicar o bom desempenho escolar e a própria vida, como miopia, astigmatismo, hipermetropia, entre outros.

De acordo com a gerente de Serviço e Ações Complementares da rede de ensino, Elusa Barros, vão participar do mutirão de segunda-feira, 253 alunos de seis escolas, incluindo a escola-polo (Dom Hélder Câmara). Passarão pelos exames, pela manhã, 122 alunos, enquanto à tarde serão atendidos 131. “Os exames serão realizados por médicos da FAV e o fornecimento de óculos de grau, quando necessário, será feito pela Secretaria de Saúde do Recife”, esclarece a gerente.

Ela explica que os alunos que apresentarem distúrbios mais graves, como pressão ocular e estrabismo, serão encaminhados para tratamento específico na sede da Fundação, no bairro da Boa Vista.

Os mutirões oftalmológicos do Projeto Olhar Recife tiveram início no dia 17 de março e vão prosseguir, sempre às segundas-feiras, numa escola- polo diferente, atendendo, em média, a 200 alunos de cinco a seis unidades de ensino. “Para identificar os pacientes que passarão pelos exames, os professores e professoras foram treinados para realizar uma triagem inicial em cada escola envolvida”, ressalta Elusa.

A previsão da PCR é promover, até o final do ano, 27.585 triagens e 8.275 exames oftalmológicos, envolvendo alunos de 72 escolas municipais. A estimativa é que sejam distribuídos, no mesmo período, cerca de 500 óculos de grau entre as crianças e jovens participantes.

RETOMADA - O Projeto Olhar Recife significa uma retomada da PCR das ações do Projeto Escola, que foi criado em 2005 e envolvia apenas a Secretaria de Educação e a Fundação Altino Ventura (FAV), realizando um mutirão a cada mês.

Entre 2005 e 2009, passaram pela triagem nas escolas um total de 32.686 estudantes, com a realização de exames em 3.790 alunos e fornecimento de 517 óculos.

“Na comparação entre os dois, nós vemos que o Olhar Recife é bem mais amplo, pois atende a 200 crianças por semana, enquanto o Projeto Escola examinava apenas 100 alunos por mês”, ressalta Elusa Barros.

SERVIÇO:
7º mutirão oftalmológico do Projeto Olhar Recife
Local – Escola Municipal Dom Hélder Câmara, Rua Marques do Paraná, 320 - Espinheiro – fone: 3355.3668.

Fonte: Portal PCR - 25/07/10

Edital seleciona instituições para realizar formação profissional em Jaboatão/PE

Comércio, Construção Civil, Indústria, Informática e Turismo são áreas do curso

A Prefeitura de Jaboatão e o Conselho Municipal de Assistência Social estão selecionando 10 instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos para realizarem cursos de qualificação profissional e social.
A Entidade candidata deverá apresentar projeto para a execução das atividades a serem desenvolvidas, incluindo o detalhamento dos custos envolvidos na sua implementação.
Os recursos financeiros são provenientes do Fundo Municipal de Assistência Social.

A secretária de Promoção Humana e Assistência Social, Socorro Araujo, explica que 15 entidades já foram selecionadas e irão capacitar 375 jovens.
“Este novo edital veio para completar as vagas já que temos a meta de formar 625 pessoas em nosso Município”, explica.
Cada entidade pode solicitar até R$40 mil, que é o valor para um curso de 400 horas com público de 25 adolescentes e jovens.

A apresentação dos Projetos deverá ser efetuada entre os dias 21 e 30 de julho na Secretaria de Promoção Humana e Assistência Social, no horário das 9h às 17h.
O edital com todas as informações sobre o processo seletivo está disponível no site www.jaboatao.pe.gov.br.

Fonte: Portal Jaboatão

São Paulo debate a recuperação de Beirute

A maneira como a capital do Líbano conseguiu se reerguer, após ser devastada pela Guerra Civil, será apresentada no Fórum Urbanístico Internacional, promovido pelo Secovi, em setembro, no Brasil.

Geovana Pagel

São Paulo – Beirute, a capital e maior cidade do Líbano, será o primeiro case apresentado aos participantes do Fórum Urbanístico Internacional, organizado pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi/SP), no dia 21 de setembro de 2010.
Especialistas do Brasil e do mundo farão a apresentação, na capital paulista, de modelos de cidades onde a inteligência imobiliária foi utilizada em benefício do desenvolvimento urbano.

De acordo com o empresário Basílio Jafet, vice-presidente de desenvolvimento do Secovi/SP, apesar de ter sido devastado por décadas de guerras, o centro histórico de Beirute é hoje um dos mais notáveis exemplos de revitalização e reconstrução.
Divulgação Divulgação

Jafet visitou o Líbano em janeiro deste ano



“Com o projeto, empreendido desde 1994 pela Solidère (Societé Libanaise pour le Développement et la Reconstruction de Beyrouth), a cidade voltou a ser uma das regiões mais importantes do Oriente Médio em termos econômicos, culturais e turísticos”, disse.

O projeto de reconstrução de Beirute, idealizado pelo premiê Rafik Hariri, morto em fevereiro de 2005, utiliza um modelo de parcerias que conseguiu desenvolver o dinamismo da economia libanesa para viabilizar a intervenção que hoje é referência em reconstrução e requalificação de áreas degradadas.

Jafet integrou grupo de 20 empresários brasileiros que visitou o Líbano, em janeiro desse ano, e ficou bastante impressionado com a cidade.
“Hoje Beirute vive um renascimento e é um dos maiores exemplos de reconstrução das últimas décadas”, disse. “O centro de Beirute está totalmente recuperado, com muitos prédios novos e construções antigas restauradas”, destacou.

“Eles não investiram apenas em novos empreendimentos imobiliários, mas também na infraestrutura da cidade, recuperando redes de água, esgoto, energia, ruas avenidas, porto, praias, barragens”, afirmou.
“A praça central, onde inclusive acontecem as manifestações públicas, está totalmente restaurada.
É impressionante como eles conseguiram deixar a cidade viva, alegre e com as pessoas passeando com segurança”, disse.

Segundo Jafet, algumas ruas foram fechadas para garantir mais segurança ao pedestre e hoje a região abriga lojas de grifes, restaurantes e bares. A cidade recebeu novos investimentos, inclusive de estrangeiros, principalmente de outros países árabes.

“Beirute é um exemplo bacana para ser replicado. É uma oportunidade para que os empresários do setor possam travar conhecimento e saber que foi possível essa transformação”, destacou Jafet.

Recomeço

Antes da Guerra Civil, que durou 15 anos, de 1975 a 1990, o Líbano viveu um período de prosperidade, incentivada pelo turismo, agricultura e serviços, principalmente bancários. Especialmente entre as décadas de 1940 e 1970, o país atraiu um grande número de turistas, era conhecido como a “Suíça do Oriente Médio” e sua capital era chamada de “Paris” da região.

A reconstrução pós guerra civil estava praticamente concluída, mas em julho de 2006 a cidade foi bombardeada pelas Forças Armadas Israelenses, o que provocou a morte de civis e danos na infraestrutura. Os estragos foram menores, mas representou um recomeço para muita gente.

“O Líbano ainda tem um longo caminho e muitos desafios pela frente, mas o povo libanês tem energia grande e certamente vai conseguir superar qualquer obstáculo”, disse Jafet.

O evento

O Fórum Urbanístico Internacional faz parte das atividades da Convenção Secovi, programada de 18 a 22 de setembro, na sede do sindicato, com painéis e palestras técnicas que explorarão temas voltados para o “Desenvolvimento urbano e inteligência imobiliária”. O encontro vai apresentar também as experiências de Portland e São Francisco, nos Estados Unidos, além dos novos modelos de ocupação urbana para a capital paulista.

Fonte: ANBA - 25/07/10

Movimento Pró-Criança comemora 17 anos nesta terça em Recife

Celebração será nesta terça-feira (27), a partir das 9h, na Matriz da Boa Vista, na rua da Imperatriz; evento contará com missa e apresentação do Coral Pró-Criança e a entrega do relatório de atividades 2009

As histórias de vidas que mudaram e estão mudando outras vidas a cada passo. Nomes como o do bailarino Wanderson Wanderley podem parecer desconhecidos para os pernambucanos, mas na verdade o menino é daqui e está fazendo o maior sucesso na Áustria. Desde 2005 ele mora e trabalha, como bailarino, em Viena. Em 2006 foi contratado para integrar o grupo de dança da ópera "Carmen Cubana". Agora dá aulas de dança por lá e está ensaiando para novas apresentações.

São vidas assim que que se misturam com a história do Movimento Pró-Criança, que comemora seus 17 anos nesta terça-feira (27), a partir das 9h, na Matriz da Boa Vista, na rua da Imperatriz. O evento contará com missa e apresentação do Coral Pró-Criança e a entrega do relatório de atividades 2009, uma prestação de contas de tudo o que foi feito no ano passado, com todos os projetos e atividades desenvolvidas.

Há 17 anos o Movimento Pró-Criança vem atuando na Região Metropolitana do Recife. Através de atendimento e orientação médica, jurídica, psicológica e educacional e qualificação profissional, somente ao longo de 2009 foram beneficiados mais de 1,5 mil crianças, adolescentes e jovens, além das atividades realizadas com os pais e responsáveis.

Atualmente cada criança assistida pelo Pró-Criança, que sobrevive graças às doações de empresas e pessoas físicas, representa um investimento mensal de R$ 136, garantindo aulas profissionalizantes e de arte, aulas complementares ao programa escolar trabalhadas de forma lúdica para incentivar um maior rendimento na escola, aulas de cidadania, alimentação e transporte. O valor médio varia de ano a ano.

O fotógrafo Júnior Santos é outro belo exemplo, ex-aluno da escola de fotografia do MPC, ganhou uma bolsa graças ao seu talento e está estudando na Suíça. Tem a história de Maria Neves, que merece ser contada mil vezes.

Pernambucana da terra estudada por Josué de Castro, como tantos, quando criança ela saía muito cedo de casa com a mãe e os irmãos para pegar mariscos na maré, saíam às vezes sem comer, passavam a manhã inteira trabalhando e quando voltavam cozinhavam o que tinham conseguido juntar para vender e garantir o sustento da família. A mãe morreu quando ela tinha 11 anos. O pai biológico nunca a procurou. Maria decidiu que ia mudar de vida e via nos estudos a possibilidade de crescer.

Aos 12 anos conheceu o Pró-Criança e terminou indo parar em Nova Iorque, onde fez formação de um ano na escola Alvin Ailley, instituição famosa por ter tido como aluna a pop star Madona, entre outras personalidades. Depois Maria voltou pra cá por escolha própria e hoje é professora de dança e coreógrafa no mesmo lugar onde iniciou sua carreira, no Pró-Criança.

Informações site do projeto: http://www.movimentoprocrianca.org.br/.

Fonte: Da Redação do pe360graus.com - 25/07/10

7500 pessoas a pedalar contra a droga em Portugal

Hermana Cruz

World Bike Tour levou 7500 pessoas a pedalarem durante 12 quilómetros para se associarem à luta contra a toxicodependência. Organização adianta que foram distribuídas 100 mil bicicletas em quatro anos. O objectivo em 2011 é aumentar a participação de cidadãos com deficiência

Mil pessoas para preparar o evento, 35 camiões carregados com bicicletas e 40 autocarros da STCP para transportar os 7500 participantes até ao início da corrida, na Ponte da Arrábida, são os números da quarta edição do World Bike Tour, que se realizou, ontem, num percurso de 12 quilómetros, entre Gaia, Porto e Matosinhos.

Os primeiros participantes cortaram a meta uma hora depois da saída da Arrábida.
A maior parte, contudo, precisou de cerca de duas horas para percorrer um trajecto que valia essencialmente pela “beleza da paisagem”.

O vice-presidente da Câmara de Matosinhos foi dos primeiros a chegar.
“É um dos eventos mais atractivos da Área Metropolitana do Porto”, considera Nuno Oliveira, enquanto recupera um pouco o fôlego.

Apesar do entusiasmo, o autarca socialista confessa que só anda de bicicleta “duas a três vezes por ano”. Já o vereador matosinhense José Guilherme Aguiar apresenta-se como um “corredor de fundo”. “Por isso, venho sempre no pelotão da frente”, sublinha, garantindo que até anda de bicicleta “duas vezes por semana”.

Por sua vez, o presidente da Autarquia que recebeu a meta da corrida confessa que não é um grande adepto da bicicleta. “Pratico poucas vezes outras formas de exercício físico, só quando posso”, acrescenta Guilherme Pinto, garantindo que isso não faz esmorecer a aposta do Município em criar ciclovias.

Segundo Nuno Oliveira, Matosinhos possui cerca de 10 quilómetros de ciclovias.
“O objectivo é ter o dobro até ao final do mandato”, adianta.

Correia Pinto foi outro vereador de Matosinhos que pedalou pela luta contra a toxicodependência. Na meta, à espera, ficaram Guilherme Pinto e o vereador Fernando Rocha. A partida, porém, não contou com a presença do presidente da Câmara do Porto.

“Rui Rio nunca participou nas nossas edições”, confirma, ao JN, o director de comunicação de uma iniciativa organizada em conjunto entre o Instituto da Droga e da Toxicodependência e o grupo SPORTIS.

Carlos Moutinho desvaloriza, porém, o que a Câmara do Porto admite ser um protesto pelo fim do programa Porto Feliz. “O elenco camarário está representado, assim como o Porto Lazer”, revela, referindo-se aos vereadores Gonçalo Gonçalves e Matilde Alves.

Entre os ciclistas, no entanto, encontra-se um ex-presidente da Autarquia portuense. Nuno Cardoso pedalou os 12 quilómetros com toda a família.
“Vim com a minha mulher e os meus filhos porque o tema da iniciativa é muito importante: sensibilizar as pessoas para as dependências das drogas.
São um drama que dá cabo de muitas vidas”, refere.

Para a organização, todavia, o destaque vai para a participação de 10 cidadãos cegos e outros 10 com deficiências motoras. Aliás, o objectivo de um evento que, em quatro anos já distribuiu 100 mil bicicletas, é aumentar a participação de pessoas com deficiência.

Fonte: Jornal de Notícias - PT - 25/07/10

Nova lei do Governo prevê portagens em todas as SCUT em Portugal

Inês David Bastos

Jorge Lacão disse ao Diário Económico que o novo decreto que o Governo vai preparar sobre as SCUT acompanhará a última proposta feita ao PSD.

Governo garante que portagens avançam este ano. Novo diploma incluirá discriminação positiva.

O Governo vai aplicar portagens em todas as sete auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) mas apenas três vão ser portajadas já este ano - Costa da Prata, Norte Litoral e Grande Porto.

O decreto-lei que o Executivo vai preparar até Setembro - depois da ruptura nas negociações com o PSD - incluirá o princípio da universalidade mas o Diário Económico sabe que, para este ano, a intenção do Governo é aplicar apenas portagens naquelas três SCUT.
O próprio ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, deixou isso implícito este fim de semana: "No princípio da universalidade há portagens que ainda não estão preparadas, mas as auto-estradas que já estão preparadas para proceder a essa cobrança devem avançar o mais rapidamente possível".
Depois de o Expresso ter noticiado que as portagens em todas as SCUT só seriam aplicadas em 2011, o Ministério das Obras Públicas emitiu um comunicado a negar a informação, clarificando que o Governo não tem a intenção de adiar a introdução de portagens para o próximo ano. Contudo, o ministro não adiantou qualquer data para a aplicação da medida.

Mantêm-se isenções e descontos

O novo diploma do Governo, segundo disse o ministro Jorge Lacão ao Diário Económico, "acompanhará os termos da proposta apresentada ao PSD a 8 de Julho".
Isto é, além do princípio da universalidade, o PS vai manter a discriminação positiva, assente em descontos e isenções, embora os critérios possam sofrer uma ligeira alteração.

Na última proposta apresentada ao PSD, o Governo propunha isenções nas dez primeiras passagens para residentes e empresas sedeadas num raio de dez quilómetros das três SCUT, aplicando-se depois descontos de 15%.
Só a 1 de Janeiro de 2011, depois de o PSD o ter exigido, começavam a ser aplicadas portagens nas outras SCUT (Interior Norte, Beiras Litoral e Alta, Beira Interior e Algarve).
Nestas, as isenções tinham já por base um raio de 20 quilómetros.
Estas isenções foram o motivos do fracasso das negociações entre PS e PSD. Passos sempre se manifestou contra as isenções, pedindo que o Executivo apresentasse um critério uniforme e simples. Governo não cedeu.

PSD diz-se fora de negociações

Com a ruptura das negociações, ficou em vigor o decreto que permite portagens nas três SCUT a partir de 1 de Julho passado, sem discriminação positiva. O ministro Silva Pereira, veio, então, esclarecer que em Setembro o Governo esclareceria o novo regime para cobrança de portagens, mas não deixou de lançar novo apelo para o diálogo ao PSD.
No entanto, fonte da direcção social-democrata disse ao Diário Económico que não está aberta a novas negociações com o PS, insistindo que terá que ser o Governo a legislar e a resolver por si esta questão.

Fonte: Económico - PT - 25/07/10

Kassab participa de inauguração na zona oeste de São Paulo

SÃO PAULO - O prefeito Gilberto Kassab participou, neste domingo (25) da inauguração da nova cobertura da arena cultural da Praça Victor Civita.
A cobertura era uma reivindicação das pessoas que freqüentam o local desde 2008 e assistiam as apresentações culturais sob sol intenso.
A arquibancada que foi coberta tem capacidade para abrigar 250 espectadores.
"A prefeitura tem se dedicado a recuperar e criar novos espaços públicos degradados e aqui foi feita esta ação dupla: recuperamos e criamos uma praça maravilhosa.
Esta nova cobertura irá melhorar o conforto dos visitantes e assim contribuir para que mais pessoas possam aproveitar a programação cultural", disse Kassab.

A praça foi construída onde funcionou o Incinerador de Pinheiros por 40 anos, também conhecido como Sumidouro. Para que a praça fosse construída foi necessário fazer a descontaminação do solo, iniciada em 2007.
O antigo incinerador foi transformado no Museu da Sustentabilidade e abriga uma Oficina de Educação Ambiental.
"Decidimos criar um espaço que unisse um centro cultural e a questão ambiental e assim pudemos devolver este espaço para a população.
Esta praça é um bom exemplo dos resultados das parcerias público-privadas", disse Roberto Civita, presidente do Grupo Abril.

Gerida pelo Instituto Abril em parceria com a Subprefeitura de Pinheiros, a Praça Victor Civita - também chamada de Espaço Aberto da Sustentabilidade - é um complexo de aproximadamente 13.600 metros quadrados dotado de equipamentos e programas de lazer, educação ambiental e cultura.

A nova cobertura foi inaugurada com um pequeno concerto do maestro João Carlos Martins e a Filarmônica Bachiana. Os espectadores se emocionaram ao ver o jovem Jean William, filho de bóia-fria e de uma emprega doméstica, cantar Aleluia de Georg Friedrich Händel.

Fonte: DCI 25/07/10

Tráfico de fósseis leva 50% de tesouro do Araripe

REINALDO JOSÉ LOPES
ENVIADO AO RIO

MarkWitton/Divulgação


Pterossauro do Araripe; hoje, fóssil está no Reino Unido

Pesquisadores acabam de mapear o tamanho do estrago que o comércio ilegal de fósseis na bacia do Araripe, no Nordeste, já causou à ciência brasileira.

Das 41 espécies de vertebrados terrestres extintos já descobertas no Araripe, 21 têm seus exemplares de referência armazenados em museus do exterior. Ou seja, cientistas do país precisam ir para a Europa, os Estados Unidos e o Japão para poder estudar tais bichos direito.

O caso é ainda mais grave no caso dos pterossauros, répteis voadores que são o símbolo da riqueza fóssil do Araripe. De 24 espécies descobertas, 14 têm seus exemplares de referência (os ditos holótipos) no exterior.

Cada novo trabalho sobre um fóssil, principalmente quando se quer entender as relações de parentesco entre os seres vivos, envolve a comparação com os holótipos. "O custo disso para o cientista brasileiro nesses casos é algo muito sério", diz um dos autores do estudo, Felipe Augusto Correa Monteiro, mestrando da Universidade Federal do Ceará.

Mais complicado ainda: no caso do tráfico de fósseis do Araripe, o que é vendido ilegalmente para museus e colecionadores estrangeiros "é sempre o material com melhor estado de preservação", afirma outro membro do grupo, Felipe Lima Pinheiro, mestrando da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

No caso do Araripe, essa preservação pode chegar a níveis espetaculares, revelando tecidos moles (pele e até vasos sanguíneos dos bichos de 100 milhões de anos). "É o material que acaba dando capa da "Nature" e da "Science" para o paleontólogo", diz Marcos Fontenele Sales, da Universidade Federal do Ceará, referindo-se às duas principais revistas científicas do mundo.

Embora o número de holótipos surrupiados tenha sido mapeado só agora, a situação já é conhecida há anos. Para os pesquisadores, o único jeito de contorná-la é dar alternativas de renda à população pobre da área, que hoje repassa os fósseis a atravessadores por uma ninharia.

Fonte: Folha SP - 25/07/10

Produtor vende vinho ensacado para reduzir preço final

No Brasil, 25% do volume comercializado já é feito na embalagem alternativa, que se assemelha a uma caixa de leite longa vida

Daniela Barbosa, enviada especial à Serra Gaúcha | 25/07/2010 05:50



Foto: Divulgação

Bolsas de poliéster flexível são acondicionadas em caixas

Imagine esta cena: você vai a um restaurante, pede a carta de vinhos e escolhe um. Na hora de servir a bebida, o garçom coloca à mesa uma caixa de papelão, dessas parecidas com as de leite longa vida, mas com capacidade um pouco maior. Você, por um momento, pode até achar que se trata de uma brincadeira, mas descobre que não. A caixa em questão, batizada com o nome de bag-in-box, (bolsa na caixa, em tradução livre), não é novidade, mas, no Brasil, como forma de redução de custos, sua adoção tem crescido nos últimos anos.

O modelo foi criado pela americana Scholle Packaging há 50 anos. A embalagem é composta por uma bolsa de poliéster flexível com bocal e tampa, que pode ser acondicionada em uma caixa de papelão, madeira ou plástico. “A bag-in-box eleva a vida útil do produto", diz Paula Ziolli, responsável pelo marketing da Scholle Brasil. "O vinho, depois de aberto, pode ser consumido em até dois meses, pois sua tampa não permite que o oxigênio entre em contato com a bebida." Isso evita a oxidação da bebida.

O custo menor é um dos atrativos da embalagem alternativa. Um exemplar pode substituir de quatro a seis garrafas de vidros, dependendo do tamanho, e reduzir em até 30% o preço final da bebida. As versões da bag-in-box de três e cinco litros são as mais usadas pelos produtores de vinhos brasileiros. A Scholle é líder mundial no fornecimento da embalagem. Na América Latina, cerca de 70% da bebida envasilhada em bolsas usam as embalagens da companhia.

De cada quatro vinhos, um está em sacola

No Brasil, mais de 75 vinícolas já adotam o sistema. Segundo estimativas, mais de 25% dos vinhos nacionais são envasados em bag-in-box. O grupo Valduga, tradicional vinícola da cidade de Bento Gonçalves (RS), foi o primeiro a experimentar a embalagem. Há aproximadamente cinco anos, a companhia passou a envasilhar parte da sua produção de vinhos de mesa e finos na bag-in-box. Segundo Juarez Valduga, presidente do grupo, cerca de 20% dos vinhos produzidos pela vinícola são acondicionados nas sacolas.

A Don Guerino, de Alto Feliz (RS), também adota as embalagens. Segundo Maicon Motter, diretor comercial da vinícola, 50% dos vinhos tintos são envasilhados em bags. “Esta é uma tendência mundial e não tem por que não se adequar a ela. O custo-benefício vale a pena para quem produz e para quem consome. É mais econômico”, diz o executivo.

Foto: Daniela Villar/Divulgação Ibravin

Em um ano, a vinícola Dal Pizzol vendeu 30 mil litros de vinhos em bag-in-box



A Dal Pizzol, de Bento Gonçalves (RS), passou a adotar a embalagem há pouco mais de um ano. “Houve uma boa aceitação do produto e a embalagem é perfeita, mais higiênica e conserva por mais tempo a bebida”, afirmou Dirceu Scottá, enólogo da vinícola. A praticidade é outro fator citado por ele. “A caixa ocupa menos espaço que as garrafas convencionais, pois podem ser encaixadas em qualquer espaço”.

Liderança

A Perini, de Farroupilha (RS), é a maior produtora de vinhos em bag-in-box do Brasil. A vinícola estima que, neste ano, cerca de 400 mil caixas da bebida, de três e cinco litros, serão colocadas à venda. Para melhorar o sistema de produção, a vinícola comprou recentemente a primeira envasadora automática de sacolas do Brasil.

Segundo Franco Perini, diretor comercial da vinícola, o investimento para aquisição da máquina foi de R$ 650 mil. Com ele, a Perini prevê aumentar a sua participação no mercado nacional de vinhos em 30% este ano.

No Brasil, a bag-in-box existe há pouco mais de cinco anos, mas em alguns países a comercialização de vinhos na caixa já é bastante madura. Noruega, Suécia e Austrália envasilham mais de 50% de seus vinhos em bags. Nos EUA, 20% dos vinhos produzidos são embalados em bag-in-box.

O Brasil é atualmente o 16º produtor de vinho no ranking mundial. No ano passado, o Rio Grande do Sul, maior Estado produtor da bebida no País, com 90% do total, foram produzidos mais de 430 milhões de litros de vinhos, sucos e derivados da uva.

(A jornalista viajou a convite do Ibravin)

Fonte: IG/Daniela Barbosa, enviada especial à Serra Gaúcha | 25/07/10

São Paulo é a única das cidades-sede da Copa impedida de contrair dívidas

Brasília – A medida provisória que ampliou o limite de endividamento das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, assinada na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será insuficiente para ajudar São Paulo.
O município é o único que não pode contrair dívidas porque estoura os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Com endividamento negativo, Porto Alegre está na situação mais confortável entre as cidades-sede de jogos da Copa.

De acordo com os últimos números disponíveis, de dezembro do ano passado, a dívida líquida da prefeitura de São Paulo correspondia a mais que o dobro das receitas correntes líquidas (RCL). O endividamento da cidade somava R$ 45,5 bilhões, contra receitas líquidas de R$ 21,9 bilhões. A relação é de 207,9%.

Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, a dívida corrente líquida dos municípios não pode ultrapassar 120% da RCL. Em 2001, o Senado estabeleceu um calendário de transição para que o endividamento volte aos níveis previstos na lei até 2016.
No caso de São Paulo, os limites de transição deveriam estar em 154,06% no ano passado e em 149,19% neste ano, menos que o registrado no fim de 2009.

Para ter acesso a linhas de crédito para fazer as obras para a Copa do Mundo, a prefeitura de São Paulo precisará ter a ajuda do governo do estado. Pelos dados do Tesouro Nacional, o governo do estado de São Paulo pode ampliar a dívida em até R$ 45,5 bilhões sem ultrapassar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Com a medida provisória assinada na semana passada, os municípios que refinanciaram os débitos com a União no fim dos anos 90 tiveram o limite de endividamento reajustado para 120% das receitas líquidas, o mesmo da Lei de Responsabilidade Fiscal. Por causa da renegociação, essas prefeituras estavam submetidas a um limite ainda menor: de 100% da receita líquida real.

Das cidades-sede, Curitiba, Fortaleza, Manaus e Porto Alegre não tinham participado da renegociação e, portanto, já podiam se endividar até o limite de 120% da RCL.
De todas as cidades que abrigarão as partidas do Mundial de 2014, a capital gaúcha está em situação mais confortável para promover obras. O município é o único que deve menos do que tem a receber.

Segundo dados de abril deste ano, o endividamento da prefeitura de Porto Alegre está negativo em 1,96% da RCL. Além da capital gaúcha, os menores níveis são registrados no Rio de Janeiro, com endividamento positivo de 4,72%, e Curitiba, cuja dívida líquida soma 5,75%.

As cidades com maior endividamento, além de São Paulo, são Salvador (65,40%) e Cuiabá (48,85%). Por ser uma Unidade da Federação, o Distrito Federal segue as regras dos estados e pode se endividar em até 200% das receitas correntes líquidas. Conforme os números mais recentes, fornecidos em dezembro, a dívida líquida do DF era de 17,33%.

Fonte: Agência Brasil - 25/07/10

Cadeirante espanhol vende reboque com assento para cadeiras de rodas

Zamora (Espanha) - Um espanhol portador de necessidades especiais que patenteou um reboque com assento para cadeira de rodas elétrica iniciou a comercialização de sua invenção.
O equipamento permite acoplar um banco na parte traseira da cadeira de rodas para que uma segunda pessoa a guie sentada.

O aposentado Carmelo Ferrero, que recebeu um prêmio do Clube de Inventores da Espanha pela criação que facilita a vida de pessoas dificuldades de locomoção, chegou a um acordo com uma empresa de carpintaria metálica da cidade de Zamora para fabricar artesanalmente as primeiras unidades.
Carmelo Ferrero explicou a Agencia Efe que o reboque com assento para cadeira de rodas será vendido por cerca de 800 euros, com a estrutura de ferro, e por 1000 euros, em aço inoxidável.

Fonte: Agência EFE - 25/07/10

Unesp desenvolve novo curativo à base de sangue

Ainda indisponível no mercado, produto acelera processo de cicatrização de feridas de difícil tratamento

Em seu trabalho no Hemocentro do Hospital das Clínicas de Botucatu, a professora Elenice Deffune , da Universidade Estadual Paulista (Unesp), se incomodava com o grande volume descartado de plasma e plaquetas, dois dos componentes do sangue, para os quais há pequena demanda e prazo de validade baixo. Em 2001, ela começou a pesquisar sobre o tema para poder aproveitar esse material. E o projeto começa a se concretizar em 2010.
Foto: Divulgação Guilherme Gomes/Unesp Ciência

Centrífuga para a separação dos elementos

A partir das pesquisas nasceu uma linha de curativos bioativos, que interagem com a pele e criam um procedimento de cicatrização natural. São três os produtos desenvolvidos: a cola de fibrina, batizado de Biofibrin, o gel de plaquetas e o Gel Mix, que se destina a pacientes com feridas de difícil tratamento. O elevado poder de cicatrização é uma das vantagens dos novos curativos, que, além de recuperarem totalmente a pele machucada, também são de fácil aplicação.

Existem feridas crônicas, que demoram décadas para cicatrizar. Com o tratamento frequente e a ineficácia dos curativos disponíveis, muitos doentes acabam recorrendo a produtos caseiros. “Temos pacientes com doenças crônicas há 47 anos, que já haviam tentado de tudo. Quando passaram a usar nosso produto, conseguiram a cicatrização em 13 meses”, diz Mariele Gobo, enfermeira do Hemocentro de Botucatu.

Todo sangue coletado é separado em três partes: hemácias, ou glóbulos vermelhos, plasma (a parte líquida do sangue) e plaquetas (fragmentos de células que participam do processo de coagulação). As hemácias são as primeiras a serem utilizadas, o que não acontece com as outras, que permanecem congeladas. Se não houver aproveitamento após cinco dias, as plaquetas são descartadas; em um ano, o mesmo ocorre com o plasma. “A parte branca (plasma e plaquetas) não é muito coletada. Pelo menos 40% do volume vai para o lixo”, diz Elenice.

Todo tipo de sangue

A produção dos cicatrizantes pode ser feita com qualquer tipo sanguíneo, já que o tipo está relacionado à parte vermelha do sangue (hemácias ou glóbulos vermelhos), que não é utilizada na técnica. Para pacientes que apresentaram histórico de rejeição a alguns tipos de sangue, os pesquisadores utilizam o tipo AB (que é receptor universal) ou O (doador universal).

Antes da fabricação dos curativos, o sangue passa por uma série de exames. Por meio deles é possível atestar a ausência de doenças como mal de Chagas, sífilis e hepatite. “Não aproveitamos sangue contaminado nem para o uso do próprio paciente infectado, já que pode haver contaminação dos instrumentos”, afirma a pesquisadora.

Foto: Divulgação Guilherme Gomes/Unesp Ciência

Doação de sangue

Chamado de Biofibrin, a “cola de fibrinas” possui formato e consistência de pomada. Em sua composição há grande quantidade de óleo de amêndoas doce, e em seu princípio ativo estão presentes proteínas do plasma humano. Ele é usado antes do processo de cicatrização propriamente dito, já que tem uma característica de “desbridamento”, que remove naturalmente os tecidos mortos da ferida, fazendo com que se preguem à gaze. O Biofibrin deve ser trocado diariamente e destina-se aos pacientes que precisam constantemente de curativos.

Apesar de sua eficácia, as pesquisadoras observaram que 25% dos casos não se resolviam com sua utilização. Isso fez com que fosse desenvolvido o segundo produto nascido das pesquisas. Chamado de gel de plaquetas, ele é usado quando as feridas não cicatrizavam com facilidade. Durante a produção, as plaquetas são “destruídas” e geram um “caldo” formado por mais de uma dezena de hormônios. Essas substâncias fazem com que “cresçam” vasos sanguíneos e pele na ferida, cicatrizando-a. O curativo tem efeito durante quatro dias e é totalmente absorvido.

Quarto produto a caminho

Diferentemente dos outros dois, o Gel Mix é um curativo que possui em sua composição plasma e plaquetas. A principal diferença é sua indicação: ele se destina aos pacientes com pequenas infecções.
As pesquisadoras também estudam outro curativo, que permanece em fase de desenvolvimento. Nele serão encontradas nanopartículas, liberarão os hormônios e outros princípios ativos de maneira gradual na ferida. Com isso, a troca do curativo não precisará ser feita com tanta frequência, como ocorre atualmente.

Os produtos já foram testados em aproximadamente dois mil pacientes das regiões de Botucatu, São Paulo, Brotas e Uberaba (MG). Desde 2008 funciona no Hemocentro de Botucatu um ambulatório destinado apenas a oferecer o tratamento aos moradores da região. “Até agora não encontramos nenhuma contraindicação nos curativos desenvolvidos”, diz Mariele. “Entretanto, quando o paciente tem uma lesão causada por tumor, não usamos o gel de plaquetas porque ele libera fatores de crescimento que podem aumentar o problema. Nesses casos, preferimos usar a cola”.

Segundo as pesquisadoras, os curativos foram eficazes em 85% dos casos. “Há ainda algumas doenças como o mal de Hansen (conhecida no passado como lepra), em que não conseguimos obter 100% de sucesso, mas a ferida melhorou muito”, afirma a professora.

Outros biocurativos

Os resultados também foram satisfatórios na cicatriz pós-regeneração. Diferentemente dos produtos já disponíveis, os curativos bioativos não deixam coloração diferente no local da ferida e nem alteram a consistência da pele. Ao contrário: a interação do curativo fornece um grau de naturalidade à cicatriz. “Os curativos comuns se limitam a higienizar a ferida ou promover o conforto do doente. O nosso interage diretamente”, diz Elenice.

Ainda em processo de obtenção da patente, os produtos não estão disponíveis no mercado. As pesquisadoras querem oferecê-los ao sistema público de saúde por um preço baixo. Já foi feito contato com a Fundação para o Remédio Popular do Estado de São Paulo (FURP). O processo está em fase de análise.

Existem outros biocurativos no mercado, como o americano Regranex. Ele é feito à base de proteínas recombinantes (produzidas artificialmente), em que bactérias são “cultivadas” com os hormônios humanos de crescimento. Entretanto, diferentemente do Biofibrin, o Regranex é líquido e tem preço elevado.


Fonte: Bruna Bessi, iG São Paulo

Azulejos seculares aparecem no Pilar em Recife

Descoberta das peças foi registrada durante as obras de restauração da igreja no Bairro do Recife

Tânia Passos


Para quem viu a quase ruína da histórica Igreja de Nossa Senhora do Pilar, no Bairro do Recife, uma construção do século 17, a recuperação do templo é um sinal de esperança e de uma nova etapa de convivência com a comunidade do entorno. Depois de várias tentativas de restauração da igreja, a obra está mais perto do fim.

Igreja terá primeira etapa da obra concluída em agosto. Azulejos foram encontrados em alguns pontos do reboco. Foto: Bernardo Dantas/Esp. Aqui PE/D.A Press
Pelo menos em relação à consolidação da edificação.
O processo seguinte irá trabalhar os bens móveis integrados. Uma das surpresas da obra é a descoberta de vestígios de azulejos da segunda metade do século 17, no revestimento das paredes internas.
Até então, a única igreja no estado com esta característica era a de Nossa Senhora dos Prazeres, no Monte dos Guararapes, em Jaboatão.

A descoberta foi feita durante a primeira etapa da obra. Mesmo sem um trabalho anterior de prospecção arqueológica, o arquiteto responsável, Jorge Passos, identificou o processo evolutivo da construção. A capela-mor e a sacristia são do século 19 e a nave da igreja do século17.
"Identificamos também que, por trás do reboco, existiam marcas de aplicação dos azulejos nas paredes.
E em alguns pontos, os azulejos",revelou o arquiteto. Por causa da descoberta, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) montou uma equipe com especialistas do Recife, Rio de Janeiro e Minas Gerais para definir de que forma ela será exposta ao público.

"Essa descoberta torna a edificação ainda mais importante do ponto de vista patrimonial e a preocupação do Iphan é tornar essa informação acessível ao público", revelou o superintendente do Iphan, Frederico Almeida.
Além dos azulejos, também foram encontradas algumas pinturas nas paredes laterais próximas dos coaltares. "Um dos cuidados durante a obra é não destruir ou cobrir registros históricos para preservar o máximo de informações", explicou Jorge Passos.

A primeira etapa da obra, orçada em R$ 575 mil, que será concluída em agosto, consistiu na consolidação do templo. O prédio recebeu cobertura, revestimento, estabilização da estrutura e a recuperação da rede elétrica.
A segunda etapa, que será licitada também em agosto, com orçamento de R$ 470 mil, irá trabalhar os bens móveis integrados, que incluem a restauração das cantarias, altares, estucaria e a definição do processo evolutivo da construção.

A previsão é que a segunda etapa seja iniciada até setembro com prazo de conclusão em oito meses. Depois de pronto, o templo será entregue à arquidiocese.
"A responsabilidade do uso da igreja será da Arquidiocese de Olinda e Recife.
A nossa orientação é que, além das celebrações, sejam criados equipamentos sociais junto à comunidade", ressaltou Frederico Almeida.
Ele sugere que o próprio espaço da igreja seja usado para atividades sociais.
O Iphan também está trabalhando junto com o município a elaboração de oficinas de conscientização da preservação do patrimônio histórico.

Fonte: Diário de Pernambuco - 25/07/10

Participativo do Recife reúne quase 16 mil atletas

A cerimônia de abertura do maior campeonato de várzea do mundo acontece no Geraldão, a partir das 14h deste domingo (25); mais de 500 equipes participam do evento

Começa neste domingo (25), a 8ª edição do Futebol Participativo, o maior campeonato de futebol de várzea do mundo, realizado pela Prefeitura do Recife. Neste ano, mais de 500 equipes, totalizando quase 16 mil atletas, vão participar da competição.
A arbitragem ficará a cargo do Sindicato dos Árbitros de Pernambuco.

A cerimônia de abertura acontece no Geraldão, às 14h. Antes de a bola rolar, os times serão recebidos com apresentações culturais e premiações animadas como melhor embaixadinha e barrinha.

Na primeira fase do Futebol Participativo, as equipes disputam o título por Região Político-Administrativa, em sistema de grupos e play-offs. Depois de definidos os campeões de cada uma delas, os primeiros colocados passam à segunda fase, denominada Copa dos Campeões, de onde saem os campeões gerais do Futebol Participativo em todas as categorias. A final do campeonato, geralmente, é realizada em um grande estádio de futebol.

Na grade, acontecem os jogos da categoria Aberto Masculino, que totaliza a participação de mais de 329 equipes. Há ainda as categorias Aberto Feminino, Sub-15 e Sub-17. O campeonato envolve ainda a participação de mais de 100 árbitros, que vão trabalhar nos mais de 30 campos de várzea do Recife, utilizados durante a primeira fase.

Fonte: Da Redação do pe360graus.com - 25/07/10

“Se há um ‘cluster’ eólico em Portugal isso deve-se à EDP”

Ana Maria Gonçalves e António Costa


António Mexia, presidente-executivo da EDP fala do passado, do presente e do futuro.


António Mexia, presidente-executivo da EDP fala do passado, do presente e do futuro.

O Ebitda da EDP já ultrapassa o nível de investimento anual o que permitirá libertar fundos a partir de 2012.

António Mexia fala sobre os desafios da EDP como se tivesse acabado de assumir as funções de presidente da empresa. Em entrevista, no dia em que recebeu o prémio ‘CEO em destaque', atribuído pelos leitores do site www.economico.pt, afirma que a liderança pela diferença continua a ser a narrativa que conduz a sua acção e a estratégia da companhia. Mexia não esconde a sua irritação com os que classifica de ‘treinadores de bancada' e revela que, a partir de 2012, a EDP vai libertar uma quantidade enorme de fundos. Para distribuir pelos accionistas ou para crescer, logo se verá.

Qual é o principal desafio da EDP?
Em 2006, a questão esssencial na EDP era a definição de uma visão que conciliasse ambição e pragmatismo, com a determinação de áreas onde fossemos diferenciadores e onde conseguissemos ter uma posição de liderança. Passámos a ter uma posição de liderança na energia hídrica, cujos projectos estavam todos na gaveta, e a partir de uma posição embrionária, criamos a terceira maior empresa renovável em três anos. São duas áreas onde fomos e somos absolutamente distintivos. Tal como fomos distintivos, por exemplo, nos investimentos no Brasil. Criámos a diferença, mais, definimos o objectivo da liderança pela diferença, o que nos transformou. Deixamos de pretender ser uma companhia igual às outras, mas pequenina e com economias de escala. Esse foi o objectivo principal e consegui-mo-lo. Criámos muitas opções, mantivemos a disciplina na execução dessas opções e, é importante sublinhá-lo, a partir de 2012, a companhia será muito diferente em termos de perfil de libertação de cash.

Porquê?
Nos últimos anos, fizemos um grande esforço de investimento, nas áreas das renováveis, no vento e na água, que só darão frutos a partir dessa altura, nomeadamente nas barragens. Houve alguns anos em que a EDP investiu mais de três mil milhões, acima do seu Ebitda e, neste momento, o Ebitda já está acima do nível de investimento anual. Ora, esta diferença permitirá libertar fundos e criar um ‘free cash flow' enorme.

A EDP beneficiou da aposta dos Governos PS na energia renovável?
O facto da política energética ter sido ambiciosa na área das renováveis, com a criação de toda a componente de desenvolvimento eólico e do cluster industrial e também no apoio a um projecto hídrico global... Quando chegámos, a primeira decisão foi a relativa à barragem do Baixo Sabor, que estava parada há anos em Bruxelas. Conseguimos dar a volta a esse problema e isso permitiu credibilizar um processo que, hoje, tem mais de onze frentes de obras em barragens. Só a EDP tem investimentos de mais de três mil milhões de euros em três mil megawatts, dos quais mil novos, e a capacidade de criação de trinta mil empregos, com impacto também na balança de pagamentos. Agora, isto só foi possível porque a EDP estava pronto a responder. As vezes, a solução está na gaveta e a gaveta está fechada.

As acções da EDP estão hoje cotadas a ... Reflectem o valor da empresa?
Acho que essa é uma pergunta que fazem a todos os presidentes de todas as companhias do mundo... Hoje, é óbvio que o mercado de acções não traduz a percepção do valor das companhias. Mas isso é verdade, especialmente quando há crise, porque os investidores são mais avessos ao risco. As companhais do Sul da Europa têm sofrido algo mais do que as outras e, apesar da EDP ter cerca de 55% da sua actividade fora de Portugal, como tem a base no Sul da Europa, reflecte uma percepção adicional do mercado de algum desconforto enquanto não houver uma consolidação das políticas europeias. Isto é verdade para todas as companhias e não só para a EDP.

A queda do rating da República Portuguesa e o consequente agravamento do custo da dívida soberana poderá afectar a capacidade de financiamento da EDP?
Uma das coisas que fizemos bem nos últimos anos, e isso deve-se ao Nuno Alves [CFO] e à sua equipa, foi a política de financiamento, feita sempre com 24 meses de antecedência. Em momentos exigentes de mercado, como foi o final de 2008, perguntavam-nos porque é que não esperávamos. Mesmo quando fizemos o IPO da EDP Renováveis. Não o fizemos e isso permitiu-nos olhar para o futuro com tranquilidade, mas como é óbvio, a situação financeira internacional afecta toda a gente, em primeiro lugar o sector financeiro e depois as empresas. Agora, não fingimos que não se passa nada e, por isso, decidimos cortar o investimento em cerca de 600 milhões de euros por ano no plano até 2012. Se o mercado não está pronto para reconhecer um crescimento tão forte, se calhar não é necessário crescer tão depressa.

O nível de endividamento da EDP contribuiu para esta percepção?
Acho extraordinário... em Portugal, as pessoas têm uma enorme dificuldade em analisar o numerador e o denominador ao mesmo tempo. As pessoas vêm números absolutos e não vêm rácios, o que, aliás, tem a ver com a ausência de escala dos números em Portugal e, às vezes, com falta de ambição. Basta ver que, em Portugal, há apenas duas empresas não financeiras com rating A e uma delas é a EDP. Só gostaria de dizer que devem avaliar os números com olhos de ver. Depois de um programa de investimento de mais de doze mil milhões de euros, que permitiu à companhia ter um crescimento ímpar, os rácios melhoraram de forma significativa nos últimos quatro anos. Depois, não se pode ter uma visão de curto prazo, só de 2010 ou 2011... Temos de olhar para os rácios financeiros de forma dinâmica e, felizmente, o mercado avalia-os assim, ao contrário de alguns treinadores de bancada.

A EDP não precisa, portanto, de um aumento de capital para financiar a sua expansão?
Mesmo em momentos como Novembro de 2008, quando apresentamos os objectivos para 2012, reafirmamos que não queriamos alterar a política de crescimento de dividendos, que permite que depois destes investimentos elevados e de crescimento, os accionista que recebiam 10 centimos por acção, venham a receber 20 cêntimos por acção. Portanto, desde que as assembleias gerais o aprovem, porque os accionistas são soberanos, vamos duplicar o dividendo com base nos números de 2102. Mantemos esses objectivos e dissemo-lo outra vez aos investidores.

Esse ‘free cash-flow' vai ser canalizado, sobretudo, para remunerar os accionistas a partir de 2012?
Uma coisa que distingue a EDP é a alocação de capital, o seu ‘asset alocation', isto é, o facto de apostarmos em vento e água, áreas com maior nível de rentabilidade dentro do sector energético. Por exemplo, a única aquisição que fizemos em 2009 foi justamento de parte de uma empresa em Espanha, da Gas Natural, que opera numa área regulada... isto mostra ambição, mas também pragmatismo. A companhia vai gerar fundos, mas veremos o que fará sentido fazer. Poderá ser um reforço da distribuição de dividendos ou novas oportunidades de crescimento não orgânico. Quaisquer que sejam as opções, têm de manter o objectivo e a visão definida quando chegámos.

A crise já chegou à actividade operacional da EDP, nomeadamente um aumento da dívida dos clientes?
Não. Não houve um aumento dos níveis de incumprimento face ao ano passado. O peso dos devedores não aumentou nos últimos dois anos, mas isso também revela o que é a maior eficácia na relação da EDP com os clientes. Focámos três pilares estratégicos: em primeiro lugar, o crescimento, e continuamos a crescer acima da média do sector; um menor risco operacional, e somos das empresas com menor risco a nível mundial, desde logo porque 85% do nosso Ebitda é gerado a partir de actividades reguladas ou contratado a longo prazo; finalmente, a eficiência, que tem sido pouco valorizado, mas que mostra a nossa capacidade, por exemplo, o ‘netopex' sobre a margem bruta tem o melhor rácio da Península Ibércia, que passou de 38% para 30% em quatro anos.

As autoridades espanholas decidiram recentemente proceder a um corte das tarifas na área das energias renováveis. Esta decisão afectará a EDP, sobretudo se for seguida no resto da Europa?
O debate na Europa em termos de política energética assenta em três áreas: a eficiência energética, o aumento do peso da área das renováveis e a respectiva diminuição da emissões e o investimento em redes e infraestrutura necessária para transportar a energia renovável. São aspectos consensuais, portanto, se esses objectivos não foram postos em causa num momento de crise, pelo contrário, estou perfeitamente tranquilo sobre o futuro e sobre a aposta nas energias renováveis, sobretudo na água e no vento. Sobre a mudança recente em Espanha, tem um impacto muito menor do que se esperava, e que afectou sobretudo a energia solar e não a eólica. Em Portugal, já temos das tarifas mais baixas da Europa na energia eólica. O sistema em Portugal é estável, mas é muito competitivo.

Já é conhecido o ‘deve-e-haver' da energia eólica?
Durante muito tempo, não houve o ‘deve-e-haver' das energias tradicionais, o ‘deve-e-haver' dos custos das emissões. É totalmente irracional e preguiçoso não perceber que a energia eólica tem um contributo indiscutivel pra o País a todos os níveis, mas também na criação de emprego e no desenvolvimento de competências. Hoje, exportamos competências na área do vento e hídrico, quando noutras áreas de energia não temos competências nenhumas. Finalmente, há outro ponto que as pessoas não têm em conta: a responsabilidade intergeracional. Hoje, vive-se uma espécie de irresponsabilidade intergeracional, porque as dívidas de hoje são os impostos de amanhã, as autoestradas sem portagem de hoje serão pagas pelas próximas gerações em impostos. Nas renováveis, a situação é precisamente a inversa. Estamos a assumir hoje a remuneração de uma externalidade e, no futuro, vamos ter um activo amortizado que, ainda por cima, poderá ser mais competitivo do que qualquer outro, mesmo uma central térmica. Comparar preços como alguns o fazem é, pura e simplesmente, preguiçoso ou demagógico.

Falou na criação de competências em Portugal, mas a EDP acabou por fazer uma grande encomenda de turbinas a uma empresa estrangeira e não a empresas portuguesas que integram o cluster industrial. Porquê?
Se há um cluster eólico em Portugal, foi porque a EDP liderou um consórcio, com outras empresas, que ganhou um concurso, cumprindo os objectivos e até ultrapassando, desenvolvendo e construindo um cojunto fabril moderno em Viana do Castelo. Sejamos claros sobre isso. Agora, a EDP está presente em onze países, de geografias tão distantes como de Houston até Bucareste. A EDP não pode estar dependente de apenas um fornecedor ou de um único tipo de turbinas. Finalmente, a outra razão é a competividade de preço, isto é o ‘value for money'.

As críticas são injustas?
Não houve nenhuma crítica...

Pública...
Não houve nenhuma crítica. A EDP é o maior investidor na economia portuguesa, é um dos maiores financiadores de cultura, é a empresa que está a levar empresas portuguesas para os mercados onde está. O caso das barragens é sintomático. Há 15 dias, fizemos uma apresentação em Torres de Moncorvo para empresas e fornecedores locais, um processo liderado pela Fundação EDP. Hoje, desafio qualquer empresa ou entidade portuguesa ou algumas pessoas que falam de tudo menos das empresas onde trabalham a mostrar o papel que têm na economia portuguesa. A EDP é a empresa que mais oportunidades cria na economia portuguesa.

O cluster eólico português é competitivo?
É, claro. É competivivo e competente, dentro das categorias de turbinas que faz e nos segmentos onde está. A Enercom é dos grandes fornecedores mundiais e tem à sua volta um conjunto de empresas portuguesas muito relevante. Parte das turbinas que adjudicamos agora para o Brasil vem de Viana do Castelo.


‘A PRESENÇA DO ESTADO NO CAPITAL DA EDP É IMPORTANTE'

É importante para a EDP o Estado ser um accionista com direitos especiais?
Em primeiro lugar, é importante dizer que o Estado não tem uma ‘golden share' na EDP. O que o Estado tem é o direito especial de votar nas assembleias-gerais com a totalidade do capital não privatizado, isto é, 20%. Todas as outras acções, que foram alvo de privatização, mesmo as que estão nas mãos de entidades públicas, têm um limite de voto nos 5%. A situação é muito clara e é muito diferente da ‘golden-share'...

É uma blindagem da empresa, como nas ‘golden shares'?
É um tratamento diferenciado. A questão é saber se há ausência de transparência ou de informação ao mercado. Não há. Podem não gostar destas regras, mas todos as conhecem. Como, aliás, no caso das ‘golden share'. No caso da EDP, é um poder de voto.

No caso da EDP, faz sentido manter esta discriminação?
O caminho para o fim desses direitos especiais é claro e inexorável, embora muitos dos grandes países a nível europeu tivessem mantido a defesa desses interesses empresariais, até porque esses governos não procederam à privatização dessas empresas ou fizeram-no de forma mais limitado. Em França, na Alemanha, em Espanha... a Endesa, por exemplo, foi um caso sintomático e evidente de uma intervenção política gigante num processo que era suposto o mercado ter resolvido. Não foi o mercado a resolver aquele caso.

Portanto, não devemos ser os bons alunos da Europa nesta matéria?
Não vou comentar o caso da PT e da ‘golden share', porque há demasiados comentadores a falar e quem deve falar são os accionistas e o Estado...

Estamos a falar da situação da EDP, cujos direitos especiais, aliás, estão a ser analisados por Bruxelas.
Compete-me gerir a empresa e não dar orientações ao meu accionista... aliás, eu não dou orientações ao meu accionista, dou apenas ideias. Quem dá orientações são os accionistas, são eles que mandam na companhia. O futuro vai passar pelo fim dos direitos especiais e pela igualdade entre accionistas, isso é, para mim, claro, mas é preciso ver qual a velocidade desse caminho e quem o faz.

Se o Tribunal Europeu vier a considerar que os direitos especiais do Estado na EDP são ilegais, a empresa fica vulnerável a uma OPA?
Se isso suceder, todos os accionistas podem votar com a totalidade da participação que têm, mas hoje qualquer empresa, se quiser, pode fazer isso, porque o capital disponível em bolsa (free float) é de cerca de 50% ou até mais e se um accionista do núcleo duro vender, o capital disponível já superaria os 50%. As companhias são mais vulneráveis quando não são diferenciadoras na sua actividade e na sua estratégia. Mas a EDP é. O que queremos é que os accionistas não queiram sair e temos de evitar situações, a esse nível, equívocas. As parcerias têm de ser coerentes e, sobretudo, é importante que as decisões de hoje não criem problemas a prazo.

Parece estar a falar da Galp...
Não, não. Estou apenas a dizer que é preciso criar opções e evitar equívocos.

Foi confrontado com um equívoco quando chegou à EDP, por força da participação da Iberdrola.
Quando cheguei, disse que não poderíamos privilegiar um accionista e foi possível criar uma relação de normalidade com a Iberdrola. Tal como foi normal, depois, a redução da sua participação.

Mas a presença do Estado no capital é importante ou não?
A capacidade da economia portuguesa depende muito das grandes empresas e da sua capacidade de internacionalização. Os mercados como o brasileiro ou o africano são fundamentais e essenciais para a criação de riqueza, também em Portugal. Eu sou reconhecidamente liberal e a favor da concorrência, mas já afirmei que participação do Estado na EDP era importante, o que mereceu alguns comentários de amigos, também liberais... Em Portugal, ser liberal tem uma conotação negativa, infelizmente, porque em Portugal temos a mania de que a igualdade de oportunidades é no ponto de chegada, quando deveríamos, todos, defender a igualdade de oportunidades no ponto de partida. A igualdade está no sítio errado...

É importante ou não?
A presença do Estado na EDP é importante... vou dar um exemplo: se o Estado não tivesse na EDP, a empresa teria sido alvo de uma OPA, no passado e não hoje, porque agora não há OPA. Seria uma subsidiária de uma empresa estrangeira, não teria a presença na área da energia renovável eólica, e provavelmente não teria investido, como está a investir, no sector hídrico. A importância que a EDP deu à área hídrica e que a transformou no maior projecto europeu não teria sido possível sem o Estado e não existiria.

O Estado poderia ter mantido a maioria do capital...
Acho que não. Portugal foi uma economia que se descapitalizou, com poucos grupos económicos e ausência de massa crítica e com uma incapacidade para formar núcleos duros accionistas fortes como em outros países.

A EDP precisa de reforçar o núcleo duro accionista?
Gostaria, primeiro, de dizer que essa matéria compete sobretudo a António de Almeida e ao conselho geral e de supervisão. Devo dizer, de qualquer forma, que tem sido feito um trabalho muito importante. Fomos inovadores, também, na parceira com a Sonantrach para acesso a uma fonte de energia - o gás - e acabou por entrar no nosso capital e no nosso conselho geral. Depois, fomos inovadores quando um investidor de Abudhabi, ..., entrou no nosso capital e tem hoje mais de 4% da companhia. Entretanto, entrou o grupo Espírito Santo e o grupo Mello reforçou a sua posição.

Hoje, a EDP tem um núcleo duro de accionistas?
Eu vejo a dureza do núcleo duro pela sua capacidade em apoiar e suportar uma estratégia de crescimento da companhia. E é isso que sucede hoje, eu sinto que o núcleo está duro.

O uso da ‘golden share' na PT prejudicou a imagem do País?
À partida, os mercados não gostam dessas intervenções, mas o impacto dessa decisão nas conversas que os investidores internacionais têm connosco é nulo, não é uma questão. No top das questões que são levantadas num ‘road-show', surgem a política fiscal, a consolidação das contas públicas, o crescimento económico, as decisões de política tarifária em Portugal e no mundo. O uso da ‘golden share' terá, com certeza, impacto na própria PT.


" É URGENTE REPENSAR AS FUNÇÕES DO ESTADO"

Foi ministro das Obras Públicas do Governo de Santana Lopes e defendeu o fim das Scut. Tem a mesma posição?
Sobretudo hoje, no quadro da crise que vivemos, essa minha opinião só sai reforçada. Os portugueses têm de ter a noção de que as coisa são pagas pelo contribuinte ou pelo consumidor. Um deles tem de pagar. Éurgente repensar as funções do Estado. O Estado deve concentrar-se nas funções de redistribuição de rendimentos e de justiça social e, obviamente, de soberania. O que sucede é que o Estado, muitas vezes, subsidiamos sistemas e não pessoas, o que leva a ajudar quem não precisa e a deixar de apoiar quem mais precisa. Porque perdemos recursos e margem de manobra.

Outra vez a questão das oportunidades?
Na passagem breve pelo Governo e, depois, na elaboração do programa do PSD, no qual tive o prazer de participar, discutimos muito a questão da liberdade de escolha, por um lado, e a criação oportunidades. Seja nas estradas, nas escolas ou no acesso à saúde, o importante é criar igualdades de oportunidades à partida. Para quê? Para promover a mobilidade social e a justiça social.

Com uma revisão das funções do Estado?
Com uma diminuição da carga fiscal, com a transferência de muitas funções que estão hoje a ser pagas pelo contribuinte para o consumidor, para que os indivíduos mais frágeis o mais expostos sejam verdadeiramente ajudados e apoiados com fundos. É ridículo pensar que a transferência de riqueza entre individuos pode ser feita através da ausência de portagens. Vou contar uma história: uma vez, quando era ministro, fui ao Algarve e diziam-me que haveria menos turismo por causa de portagens na Via do Infante... mas alguém deixa de fazer férias no algarve por causa das portagens!? É simplesmente ridículo. Claro que, quando há ausência de alternativas e em períodos de transicção...

Deve haver isenções?
... Agora, acho que não deve haver diferenças entre regiões, todos devem ser tratados por igual e com transparência. Mas eu também sou defensor da fixação de taxas de acesso às cidades. É preciso promover os transportes públicos e a sua mobilidade dentro das cidades. Aliás, hoje, a fiscalidade está baseada em impostos sobre o trabalho, sobre a poupança e sobre os lucros. Ora, eu quero mais trabalho, mais poupança e mais lucros e estou a tributar isso, quando deveria estar a desviar parte dessa carga fiscal para os recursos que não são replicáveis e sobre os quais há um conflito de utilização entre o senhor A e o senhor B. No espectro radioeléctrico, no acesso às cidades, na água. Quando eu não estou a pôr portagens e a pôr o contribuinte a pagar, estou a ter um custo de oportunidade, uma coisa que não se discute em Portugal. Se o Estado não tivesse o custo das Scut, poderia estar a fazer outra coisa, eventualmente dar acesso à Saúde e à Educação aos que não têm condições e recursos É a defesa do status quo.

Fonte Económico - PT - 25/07/10

Índios querem Estado independente em Roraima, diz Abin

MATHEUS LEITÃO
LEONARDO SOUZA
DE BRASÍLIA

Um relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) revela preocupação com a criação de um Estado indígena independente em Roraima, "com apoio de governos estrangeiros e ONGs".

O documento, ao qual a Folha teve acesso, foi enviado pelo serviço secreto para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência em 2010. O texto diz que índios do Estado teriam o desejo de "autonomia política, administrativa e judiciária".

Em nota, o GSI afirmou que "não se pronuncia sobre atividades de inteligência".

O relatório diz que o CIR (Conselho Indígena de Roraima) "passou a defender abertamente a ampliação e demarcação de outras terras indígenas" após o julgamento da reserva Raposa/Serra do Sol pelo STF em 2008.

Lula defende crescimento de Roraima mas sem tirar direito dos índios
A preocupação da Abin é que o CIR forme "um cinturão de reservas indígenas".
Segundo a Funai, as 32 terras indígenas de Roraima ocupam 46% da área do Estado.

MILÍCIAS ARMADAS

Apesar das rivalidades entre as nove etnias indígenas de Roraimna --que dificultam a criação de um Estado independente a Abin acredita na existência de milícias armadas. "Revólveres e espingardas foram encontrados e teriam sido contrabandeadas da Venezuela e da Guiana."

A Abin diz ainda que a advogada licenciada do CIR, Joênia Batista de Carvalho, confidenciou um desejo dos índios junto ao Congresso: a transformação da Raposa/ Serra do Sol no primeiro território autônomo indígena.

A advogada nega e diz que "é absurda a intenção da Abin em procurar o afastamento geral da sociedade contra os índios".

A agência também se mostra preocupada com a ratificação do Brasil à Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, assinada em 2007 na ONU. Para a Abin, se confirmado pelo Congresso, torna ineficaz "as restrições elaboradas pelo STF ao usufruto da terra pelos índios".

As ressalvas impostas pela corte são o marco constitucional para terras indígenas e em futuras demarcações. Elas dão usufruto das terras para os índios, mas as mantêm sob as rédeas da União.

"Nós já fizemos a nossa parte. Que o governo seja digno ao fazer a parte dele", afirma o ministro Ayres Britto, relator do processo.

OUTRO LADO

Por e-mail, o CIR informou que "nunca propugnou a criação de uma nação independente" e "sempre atuou no sentido de promover a cidadania plena dos povos indígenas como membros do Estado brasileiro", ajudando "na inclusão de nossos povos como determina a Constituição Federal".

Fonte: Folha SP - 25/07/10

Nordeste em busca das pás

Pernambuco quer se firmar como cluster de produção de equipamentos eólicos no país e já negocia com três empresas

Mirella Falcão


O Nordeste está concentrando os novos projetos de geração eólica do país. No primeiro leilão de compra de energia de reserva voltado exclusivamente para essa fonte, em dezembro passado, a região ficou com 63 dos 71 projetos aprovados.
No próximo leilão, que acontece em 19 de agosto, não será diferente.

Fabricadas no Brasil por uma única indústria, localizada no estado de São Paulo, as pás eólicas são uma das grandes carências da região . Foto: Simone Medeiros/Divulgação
Dos 399 projetos habilitados, 312 estão no Nordeste.
De olho nesses projetos, estão se instalando na região vários fabricantes de equipamentos eólicos, da torre à nacele - onde ficam os geradores. Faltam as pás. Hoje essa é uma das grandes carências de fornecimento no Brasil, pois só existe um fabricante, localizado em São Paulo. Pernambuco, que quer se firmar como um cluster de equipamentos eólicos, já negocia com três empresas.
De toda a cadeia eólica, essa é a que mais emprega.
Apenas uma indústria é capaz de gerar 400 empregos diretos.
O investimento em uma unidade é da ordem de R$ 40 milhões.

Cerca de 70% do valor investido nas centrais eólicas são com equipamentos. E desse total, 25% corresponde à aquisição de pás. "A pá é o elemento de maior conteúdo tecnológico de um aerogerador", comenta Everaldo Feitosa, diretor da Eólica Tecnologia. Essa empresa pernambucana acaba de montar três parques eólicos no estado, com 15 turbinas, e está implementando outros 92 aerogeradores no Rio Grande Norte. "Todas as pás foram importadas da fábrica da Vestas na Índia", comenta Feitosa.

Considerando que uma pá pode medir 80 metros, o equivalente a um edifício de 30 andares, dá para imaginar o custo logístico. Logo, ter fabricantes instalados na região é fundamental para baratear os projetos.
"Com a política dos leilões, onde vence quem tem o menor preço, o mercado de eólica está muito competitivo.
Adquirir equipamentos mais próximos de onde serão instalados esses parques ajuda a reduzir o preço da energia", comenta Pedro Cavalcanti, diretor de negócios eólicos da Ecopart.
E por que não produzir pás eólicas em Pernambuco? Esse é o último elo que falta para fechar a cadeia eólica no estado, segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Jenner Guimarães.

O estado quer se firmar como o maior cluster eólico do país. Já reúne ensino técnico e superior voltado para a cadeia, empresas especializadas na implantação de parques eólicos e, nos últimos dois anos, conquistou a instalação de dois importantes fabricantes de equipamentos: as torres da RM Eólica, do grupo espanhol Gonvarri, e a indústria de aerogeradores argentina Impsa. "Já estamos negociando com três fabricantes de pás", adianta Sidnei Aires, vice-presidente de Suape.

A primeira tentativa foi com a Tecsis, que tem sede em São Paulo e é a única fabricante do equipamento no país. As negociações vêm desde 2008. Nos últimos doze meses, surgiram dois interessados. "Um deles é um player internacional. Mas as negociações mais avançadas estão com um grupo nacional que está se associando a uma empresa estrangeira.
Até o final do mês, eles devem bater o martelo", detalha Aires.

O investimento na planta é de R$ 40 milhões, ocupando em média 20 hectares.
A geração de empregos é o mais interessante: em torno de 400 vagas diretas, segundo Jenner Guimarães. A fabricação de uma pá se assemelha muito a de uma prancha de surf.
"Demanda muitos procedimentos de forma artesanal, como pintura, acabamento e polimento.
Só que em grande escala. Por isso que é o segmento que mais emprega na cadeia eólica", explica Pedro Cavalcanti.

Fonte:Diário PE - 25/07/10

No pós-guerra, malha ferroviária do Brasil funcionava

O Brasil já foi um País sobre trilhos. No fim da Segunda Guerra Mundial, as ferrovias intermunicipais e interestaduais transportavam 70 milhões de passageiros por ano, sem contar os trens urbanos.
Naquela época, o serviço era feito por 43 operadoras, que iam desde Central do Brasil (RJ) e Companhia Paulista de Estradas de Ferro (SP) até as remotas Nazaré (BA) e Itabapoana (ES), destaca Gerson Toller, especialista no setor.
O número de passageiros chegou ao pico de 100 milhões em 1960 próximo do número que hoje é transportado pelos ônibus em todo País, de 133 milhões.

Praticamente todos os serviços foram extintos no fim do século 20, com a decadência da Rede Ferroviária e da Fepasa. Antes disso, o brasileiro conheceu o glamour ferroviário do Trem de Prata, que fazia o trajeto que o trem-bala deve fazer no futuro, entre Rio e São Paulo. Com vagões aconchegantes e ambientes românticos, a composição circulou entre dezembro de 1994 e novembro de 1998.

A malha ferroviária entre os dois Estados foi construída em 1949 e se chamava Santa Cruz. Durante 40 anos, os trens da operadora circularam pelo trecho, até a última viagem em fevereiro de 1991.
O Trem de Prata foi uma tentativa de retomar o transporte de passageiros entre as duas regiões. Em 1994, a Rede Ferroviária decidiu fazer uma parceria com a iniciativa privada e retomou o serviço. O Trem de Prata operava à noite e demorava 9h30 para chegar ao destino.

Mas os passageiros não reclamavam. Em vagões-leito, com banheiro privativo, chuveiro e água quente, eles tinham direito até a um jantar francês, com som ambiente e luz de abajures.

Fonte: Agência Estado - 25/07/10

Estudiosos avaliam se modelo do salário baixo está esgotado

A grande questão que mobiliza os especialistas na China é saber se o país alcançou ou não a “curva de Lewis”, modelo concebido pelo economista Arthur Lewis, (1915- 1991), para descrever o processo pelo qual nações em desenvolvimento esgotam sua oferta de mão de obra barata.

Ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 1979, Lewis observou que a pressão por aumentos de salários começa a ocorrer no momento em que os países em desenvolvimento incorporam aos setores mais modernos e produtivos da economia as pessoas que antes se dedicavam a atividades tradicionais e relativamente improdutivas como a agricultura de subsistência.

Entre os que acreditam que a China já fez a “curva de Lewis” está o economista Cai Fang, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, instituição de pesquisa ligada ao governo.

Segundo Cai, a população economicamente ativa da China cresceu apenas 1% na primeira década deste século, em razão da política de controle de natalidade e da menor inclinação da população a ter filhos. A partir de 2015, ela começará a encolher.

A maior evidência de que o país atravessa uma mudança estrutural é a escassez de migrantes rurais dispostos a trabalhar nas cidades, afirma o economista. “Mesmo na crise financeira, os trabalhadores migrantes tiveram aumentos salariais de dois dígitos”, lembra Cai.

Patrick Chovanec, professor da Universidade de Tsinghua, em Pequim, diz que há alguns indícios da chegada da “curva de Lewis” à China. Mas o economista ressalta que metade da população do país ainda vive na zona rural, onde a produção é manual e em pequenas extensões de terra. “Se ocorrer a mecanização, haverá aumento da produtividade, o que vai liberar muita gente para a economia urbana”, observa Chovanec.

Wang Tao, economista-chefe do banco UBS, acredita que a recente pressão sobre os salários é mais cíclica do que estrutural. Depois do colapso nas exportações provocado pela crise global no fim de 2008 e início de 2009, o governo estimulou os migrantes a retornarem e permanecerem em suas regiões de origem.

Para reforçar esse processo, Pequim destinou parte significativa do pacote de estímulo de US$ 586 bilhões anunciado em novembro de 2008 a obras no interior do país, que deram empregos aos camponeses que voltaram a suas vilas.

Quando as exportações se recuperaram no começo de 2010, uma fatia dessa massa de operários não estava disposta a retornar à costa leste pelos mesmos salários que recebiam anteriormente, o que forçou as empresas a reajustarem a remuneração que ofereciam.

Também existe diferença entre os jovens migrantes rurais que entraram no mercado de trabalho recentemente e as gerações anteriores. Mais bem educados e informados, eles exigem melhores condições de trabalho e salários mais elevados.

China enfrenta a 'revolta' da mão de obra
Publicado em 25.07.2010, às 10h39

Nos últimos três meses, a Honda enfrentou quatro ondas de greves na China, que terminaram em aumentos de salários para milhares de operários de suas fábricas e de seus fornecedores.

A Foxconn, maior fabricante de produtos eletrônicos do mundo, anunciou em junho que elevaria em pelo menos um terço o pagamento de seu exército de 600 mil empregados chineses, depois que dez deles se suicidaram neste ano. E, no início deste mês, algumas regiões reajustaram em cerca de 20% o valor do salário mínimo, que não é unificado nacionalmente.

A sucessão de manchetes sobre conflitos laborais, o aumento da remuneração e a escassez de operários desencadearam um acirrado debate, no qual economistas se dividem entre os que acreditam no fim da era da mão de obra barata e abundante e os que sustentam que ainda há um longo caminho a ser percorrido até que a China perca a vantagem comparativa dada por milhões de empregados mal pagos.

Greves e protestos de operários não são um fenômeno raro no país diz a economista brasileira Paula Nabuco, da Universidade Federal Fluminense, que elabora tese de doutorado sobre economia e relações de trabalho na China. A novidade agora é que as paralisações ganharam destaque na imprensa oficial, totalmente sujeita à censura do governo, e atingiram as grandes companhias multinacionais instaladas na China, especialmente japonesas.

A montadora Honda foi alvo da mais longa greve registrada em empresas estrangeiras no país, que interrompeu por três semanas sua linha de montagem em Foshan, na província sulista de Guangdong, a maior base exportadora chinesa. A paralisação terminou no início de junho, depois que os operários conquistaram reajuste salarial de 24%.

A mais recente onda de greves enfrentada pela companhia japonesa chegou ao fim na quinta-feira na Atsumitec, que produz peças para os freios do Honda Accord.
Os operários conquistaram aumento de 45%, o que elevou sua remuneração a 1.420 yuans mensais. Mesmo com o reajuste, os 1.420 yuans equivalem a R$ 370 00, pouco mais de dois terços do valor do salário mínimo brasileiro, de R$ 510,00.

Stephen Roach, presidente do banco Morgan Stanley na Ásia, afirmou em artigo publicado no portal da revista The Economist que é “totalmente prematuro” sustentar que chegou ao fim a vantagem comparativa dos custos trabalhistas na China.

O executivo observou que os operários chineses ganhavam US$ 0,81 por hora em 2006, o que correspondia a 2,7% do que trabalhadores norte-americanos recebiam.
Mesmo se tivessem obtido reajustes anuais de 25% no período de 2007-2010 - hipótese descartada por ele -, a remuneração no país asiático seria hoje de US$ 1,98 a hora, ou 4% do que é pago nos Estados Unidos e metade do valor registrado no México.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 25/07/10

Trem-bala entre RJ e SP pagaria 300 quilômetros de metrô

Hoje há cinco consórcios sendo formados para disputar o empreendimento: o sul-coreano, o japonês, o chinês, o espanhol e o francês


Tão complexo e polêmico quanto a Hidrelétrica de Belo Monte, o trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro ainda é um grande enigma. Embora o edital com as condições do empreendimento já esteja na praça, ninguém consegue dizer ao certo quanto vai custar a obra, qual será o traçado da ferrovia e qual a demanda existente.

Junta-se a essa lista a dúvida dos críticos em relação aos benefícios que a obra trará para a sociedade, já que boa parte dos R$ 33,1 bilhões previstos para o projeto será financiado pelo Tesouro Nacional e terá participação societária do Estado.

Cálculos feitos pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) mostram que o investimento do trem-bala daria para construir 300 km de metrôs em São Paulo (cinco vezes a malha da cidade hoje, de 62,3 km), o suficiente para transportar 15 milhões de pessoas por dia. O valor também daria para construir 11 mil km de ferrovias comuns, para carga ou passageiros.

"Até agora não conseguimos responder se vale a pena ou não construir um Trem de Alta Velocidade (TAV)", afirma o presidente do Ilos, Paulo Fleury. Na avaliação dele, a principal justificativa do governo para construir o trem-bala já caiu por terra: o projeto não ficará pronto para a Copa do Mundo de 2014 nem para os Jogos Olímpicos, de 2016. O cronograma oficial estipula 2017 para que a obra seja concluída. Portanto, não seria alternativa para desafogar a ponte aérea Rio-São Paulo.

Demora

Alguns exemplos no mundo mostram que até mesmo esse cronograma pode não ser viável para tirar a obra do papel. O TAV coreano, um dos principais interessados no projeto brasileiro, demorou 11 anos para ser concluído. Por aqui, um dos maiores embates deve ficar por conta do licenciamento ambiental. O trem-bala passa pela Serra das Araras e poderá enfrentar resistência por parte ambientalistas, como tem ocorrido nas últimas obras de infraestrutura.

"Mas não fizeram a nova Imigrantes, na Serra do Mar, por meio de túneis? Então não teremos problemas", afirma o presidente da EDLP - Estação da Luz Participações, Guilherme Quintella, que está formando um fundo para disputar o leilão, marcado para dezembro.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, completa que o traçado referencial (constante no edital) foi feito em conjunto com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), que já definiu áreas que não podem ser usadas.

Outro ponto de interrogação é o valor da obra. Começou com algo em torno de R$ 24 bilhões, subiu para R$ 34,6 bilhões e foi fixado em R$ 33,1 bilhões pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Agora já há investidores que calculam que a obra fique, pelo menos, 30% mais cara que a prevista no edital. Outros, mais radicais, apostam em R$ 50 bilhões ou até R$ 60 bilhões.

Hoje há cinco consórcios sendo formados para disputar o empreendimento: o sul-coreano, o japonês, o chinês, o espanhol e o francês.
Nas últimas semanas, além de intensificarem os estudos sobre o trajeto, eles também reforçaram a busca por parceiros. Por enquanto, as empreiteiras brasileiras estão tímidas nesse processo, apesar de a construção civil representar perto 50% dos investimentos do TAV. Elas temem que as previsões de demanda não se concretizem.

Fonte: Agência Estado | 25/07/10

Cemitérios em São Paulo têm m² mais caro que apartamento

Preço do metro quadrado pode chegar a R$ 25 mil.
Apenas quatro cemitérios na cidade oferecem jazigos gratuitos.


Com estabilização da mortalidade, funerárias investem em inovação É caro viver em São Paulo. Morrer também. A "lógica" da valorização imobiliária, em que o preço cobrado é o que o mercado está disposto a pagar, prova isso. O metro quadrado de nove cemitérios da capital é tão ou mais caro do que o de casas e apartamentos em seus bairros.

Quem pretende comprar um terreno ou jazigo no Cemitério Parque dos Girassóis, em Parelheiros, na zona sul, por exemplo, começa pagando R$ 9.403 pelo metro quadrado e pode chegar a R$ 25 mil, se quiser adicionais, como ossário ou maior número de gavetas. O metro quadrado em um imóvel da vizinhança custa quatro vezes menos.

À procura de apartamento na região do Morumbi, na zona sul, onde estão três dos cemitérios mais caros da cidade, os recém-casados Andréia e Renato Malta, ambos de 26 anos, se surpreenderam mais com o valor dos jazigos do que com o dos imóveis.
"É estranho imaginar que os nossos futuros vizinhos, que nem podem aproveitar a estrutura do local, pagaram mais do que nós", disse Malta.

Ali, os Cemitérios Gethsêmani e Morumby refletem a valorização imobiliária do seu entorno: o preço do metro quadrado varia de R$ 2 mil a R$ 9.300.
Isso é a lógica do mercado imobiliário, na visão do urbanista Renato Cymbalista.
"Os cemitérios privados são um tipo específico de produção do solo imobiliário, que responde à lei de oferta e demanda, ou seja, o preço é o que o mercado se dispõe a pagar."

No caso dos cemitérios públicos, os valores são atribuídos também ao seu prestígio, afirma o geógrafo Eduardo Rezende, da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (Abec). "Alguns abrigam famílias célebres da cidade ou personalidades, como o Araçá, o São Paulo e do Morumby", afirma. Pagar mais por esses locais tem a ver com a busca pela diferenciação. "Mesmo depois da morte, o ser humano quer ter ou manter o status", diz.

É o que faz ser tão caro o jazigo no Cemitério da Quarta Parada, na Água Rasa, zona leste, que é público. O metro quadrado ali custa cerca de R$ 3.173, enquanto o dos imóveis vizinhos, R$ 2.672. "Podemos pensar em mudar de ramo", ironiza o corretor de imóveis Lauro Münggen.

Também na zona leste, vizinhos do Cemitério do Carmo, em Itaquera, estranharam o fato de o metro quadrado dos imóveis, em média R$ 2 mil, de acordo com a Empresa Brasileira de Patrimônio (Embraesp), custar menos do que o do cemitério, em torno de R$ 3.700. "Pagar mais para comprar um jazigo do que uma casa? Bem estranho. Nunca soube disso! E o que o cemitério tem para custar tanto?", questiona a dona de casa Eulália Figueira, de 45 anos.

A resposta, mais uma vez, inspira-se nos recursos imobiliários para a valorização: enquanto os imóveis se valem de infraestrutura, como playground, espaço gourmet e segurança, os cemitérios também se valorizam com os serviços que oferecem - capela, fraldário, ambulatório.

Hoje, quatro cemitérios na cidade oferecem jazigos gratuitos.
De acordo com o Serviço Funerário da Prefeitura de São Paulo, na Vila Formosa, Vila Nova Cachoeirinha, D. Bosco e São Luís, a única taxa cobrada é de R$ 59, pelo sepultamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Da Agência Estado - 25/07/10

China 'descobre' Brasil e deve liderar investimento estrangeiro no país

País deve receber US$ 12 bi em investimentos diretos da China este ano.
Valor representa crescimento de cerca de 14.000% frente ao ano anterior.


Depois de anos de investimentos tímidos no Brasil, a China está jogando pesado: até o final de 2010, os chineses devem trazer ao país US$ 12 bilhões, levando o gigante asiático à condição de maior investidor estrangeiro no país, de acordo com projeções do mercado, com base em valores já anunciados pelas empresas.

Esse número representa um crescimento de cerca de 14.000% em relação ao investido aqui pelos chineses no ano passado - parcos US$ 82 milhões, segundo dados do Banco Central. Em nove anos - de 2001 a 2009 - foram pouco mais de US$ 215 milhões. Também supera, com folga, os cerca de US$ 5,7 bilhões investidos no Brasil em 2009 pela Holanda, nação que mais trouxe recursos no ano passado.

As crises econômicas que abateram os Estados Unidos e a Europa foram decisivas para que o Brasil entrasse no foco dos chineses.

"Depois de a China ter sofrido com a retração dos mercados americanos e europeus, sobrou a América Latina, que ainda não havia sido tão explorada pela distância e pelas diferenças culturais. Como o Brasil passou relativamente bem por essa crise, acabou sendo alvo dos chineses", afirma o presidente honorário da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico e diretor da Fortune Consulting, Paul Liu.

Além das perspectivas positivas de crescimento da economia brasileira nos próximos anos, os especialistas atribuem o grande aporte de recursos a outros motivos.

"Claramente há intenção do governo chinês de sinalizar aos empresários que fazer negócios com o Brasil é estratégico, principalmente levando em conta a Copa do Mundo [em 2014] e as Olimpíadas [em 2016]", disse Kevin Tang, diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China.

Recursos naturais
As atenções dos investidores estão voltadas principalmente para os recursos naturais encontrados no país, garantindo, além de lucro, o fornecimento de bens essenciais para a manutenção do expressivo crescimento chinês. Os setores petrolífero, de mineração, de siderurgia e de transmissão de energia têm sido os mais visados pelos chineses.

E eles vêm com tudo: neste ano, já foram fechados negócios da ordem de billhões de dólares. No setor de mineração, a estatal Wuhan Iron and Steel Corporation (Wisco) fechou contrato com a LLX, do empresário Eike Batista, para a construção de uma siderúrgica no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). A previsão é que sejam produzidas 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano. O acordo representa US$ 3,29 bilhões de injeção de capital chinês.

Além de parcerias com companhias nacionais, os chineses estão investindo também na instação de empresas próprias. A Sany Heavy Industry, fabricante de maquinário para construção civil, pretende investir cerca de US$ 100 milhões para instalar sua primeira fábrica no Brasil, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Considerados bons credores, já que o valor do crédito é mais baixo em relação a outros países, bancos chineses também estão começando a se instalar no Brasil.
O Banco da China, por sua vez, anunciou a abertura do primeiro escritório no país em São Paulo.

Fonte: Anay Cury/Do G1, em São Paulo - 25/07/10

Gastronomia é diferencial para bares e restaurantes em Pernambuco

Com a consolidação do Estado como um polo gastronômico o curso de Gastronomia também está em alta.
“A mão de obra ainda é precária e quem se dedica tem oportunidade maior.
A graduação é mais um diferencial para o mercado”, afirmou a estudante de Gastronomia do Serviço Nacional de Aprendizagem (Senac), Luara Lima.

Para a diretora de Educação Profissional em exercício do Senac, Dalvaneide Araujo, também há uma alta procura na área de logística.
“Neste setor um curso que está em alta é o de logística portuária.
Além disso, os cursos da área de saúde tem uma procura alta e o mercado de trabalho exige a profissionalização desses profissionais”, afirmou.

O Senac está com inscrições abertas para seis cursos profissionalizantes gratuitos. As oportunidades são para auxiliar administrativo e operador de telemarketing (em Caruaru), atendente de lanchonete, depilação, manicure e pedicure (em Paulista) e atendente de lanchonete (no Recife).
Para concorrer, é preciso ter renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa.
Os interessados devem ir, até o dia 30, a uma das unidades do Senac dessas cidades, das 8h30 às 20h, com cópia de identidade, comprovante de residência e de escolaridade.

Fonte: Folha PE - 25/07/10



No Senai, dos cursos gratuitos, os mais procurados são o de técnico em eletromecânica, em redes de computadores, em telecomunicações, em automotiva e em eletrotécnica. Já entre os cursos pagos, são o de técnico em soldagem, edificações, automação industrial, em manutenção automotiva e em segurança do trabalho.

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