quarta-feira, 21 de julho de 2010

Habitação terá de ir além do "Minha Casa, Minha Vida 2"

Por Vivian Pereira

SÃO PAULO - O ineditismo de um plano habitacional que garantiu para a camada menos favorecida da população brasileira acesso à casa própria é um legado positivo para o próximo governo. Mas o sucesso do programa "Minha Casa, Minha Vida" ainda depende de parcerias público-privadas e da melhora da infraestrutura nas cidades e dos financiamentos.

Em março do ano passado, o governo federal apresentou a primeira edição do "Minha Casa, Minha Vida", prevendo 1 milhão de moradias contratadas até o final de 2010, com subsídios de 34 bilhões de reais por parte da União.

Um ano depois da criação do programa, e ainda muito distante do cumprimento da meta estabelecida na primeira etapa, o governo federal lançou, no final de março, a segunda fase do "Minha Casa, Minha Vida", com garantia de 2 milhões de moradias contratadas até 2014.

Três quintos das habitações, ou 1,2 milhão de unidades, serão destinadas a famílias com renda mensal de até três salários mínimos (hoje 1.530 reais).

Especialistas consultados pela Reuters reiteram que sua viabilidade seguirá condicionada à parceria público-privada.

Para o professor de Finanças Ricardo Torres, da Brazilian Business School (BBS), a ampliação do atendimento na segunda fase à baixíssima renda com pendências ainda na primeira etapa é uma questão a ser enfrentada.

"Não houve tempo para revisar metas da primeira fase. A surpreendente aceitação do projeto levou à aceleração do lançamento da segunda fase antes do término do mandato", pondera Torres, acrescentando que o próximo governo terá de lidar com um saldo de contratações da primeira fase antes de iniciar a segunda.

"Acredito que possa haver revisão das metas para a segunda etapa, principalmente se a oposição assumir."

A ausência de infraestrutura adequada no entorno dos terrenos disponíveis em regiões metropolitanas para construção de moradias econômicas é apontada como a principal questão a ser solucionada na segunda fase do programa.

"Municípios como São Paulo não conseguem oferecer moradias por 52 mil reais. Se não houver aumento no valor das unidades e participação da iniciativa privada, ficará difícil cumprir a meta", afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Sergio Watanabe, para quem a doação de terrenos por parte de prefeituras representa uma solução viável.

Outra preocupação que cerca a continuidade do programa está no fato de que a primeira fase teve a seu favor os estoques tanto de moradias prontas quanto de terrenos. Uma das formas de contornar essa carência, segundo o professor da BBS, é a construção de conjuntos residenciais compostos por um número maior de unidades, resultando em "mini-cidades".

O pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Cleandro Krause reforça que, nesse sentido, os municípios terão papel indispensável na criação de condições que viabilizem construções para a população de baixa renda. "Se os municípios não alterarem o zoneamento das cidades e criarem infraestrutura, vai ficar difícil construir tanta moradia só com as ferramentas disponíveis."

PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA

Os principais desafios do programa, desde sua implementação, giraram em torno do atendimento à população com renda de até três salários mínimos, equivalente a 80 por cento do déficit de habitações que, segundo dados do IBGE, era de 5,8 milhões de moradias em 2008.

Para o pesquisador do Ipea, o programa depende, fundamentalmente, da atuação conjunta entre iniciativa privada e municípios para continuar funcionando.

"Para a faixa de renda mais baixa, prefeituras precisam agir como coadjuvantes por meio de doação de terrenos e criação da infraestrutura. Este apoio é fundamental para as contratações acontecerem", diz Krause.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, acrescenta que outro fator a ser considerado é a garantia de que não faltarão recursos para o atendimento às famílias que ganham até três salários mínimos.

"É preciso perenizar a verba que foi garantida (por meio de recursos do FGTS e do Orçamento Geral da União) através de PEC (Proposta de Emenda Constitucional), garantindo recursos até que o déficit habitacional seja zerado", assinala Simão.

O "Minha Casa, Minha Vida 2" terá subsídios do governo de 71,7 bilhões de reais. Desse montante, 62,2 bilhões de reais sairão do Orçamento e 9,5 bilhões de reais sob a forma de financiamentos.

NOVO GOVERNO PODE HERDAR SALDO DA 1a FASE


De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, até a segunda semana de julho, a primeira fase do "Minha Casa, Minha Vida" resultou em 952 mil propostas, das quais, 551 mil unidades foram contratadas -o que significa, em média, cerca de 39 mil contratações mensais. Caso esse ritmo seja mantido, a meta do governo de encerrar o ano com 1 milhão de unidades contratadas não deve ser atingida.

"Houve desaceleração (no ritmo de contratações) nos últimos dois meses, por questões internas da Caixa... É fundamental que volte ao ritmo de antes", ressalta o presidente da CBIC.

Independentemente dos números atingidos até o momento, uma das principais consequências do programa foi a mudança de paradigmas no mercado imobiliário brasileiro.

Além de beneficiar diretamente o cliente, permitindo muitas vezes acesso ao primeiro imóvel, o plano do governo levou incorporadoras e construtoras tradicionalmente voltadas ao alto padrão a buscar formas de atender um nicho da população que pouco atraía a atenção.

Na primeira etapa, cerca de 800 empresas foram envolvidas no programa, sendo que 85 por cento dos projetos partiram de pequenas e médias empresas, conforme a CBIC.

Fonte: Reuters/Brasil Online - 21/07/10

Ipea vai pesquisar e monitorar área de segurança pública

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vai estender seu trabalho à área da segurança pública. O instituto vai pesquisar indicadores e monitorar informações de forma sistêmica. O acordo foi assinado hoje (17) com o Ministério da Justiça.

O trabalho gerar um banco de dados para uso continuado. Para o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, o acordo vai permitir que o Conselho Nacional de Segurança Pública tenha em mãos um quadro mais real da atualidade e vai auxiliar a atividade dos conselheiros, "para que esses representantes da sociedade fiquem mais balizados na tarefa de orientação sobre a segurança pública".

Pochmann disse também que num primeiro momento as informações serão um termômetro sobre o funcionamento das política públicas. E que em um segundo momento poderá ser possível identificar o próprio desempenho dos setores envolvidos.

Para o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto "a segurança tem que ser tratada com metodologia por isso o ministério investe no fim do amadorismo, procurando convergir a contribuição de estados e municípios na implementação de medidas para reverter o quadro atual".

Barreto disse que não podem ser tomadas medidas pirotécnicas na área de segurança. Segundo ele, as políticas nessa área às vezes são confundidas como partidárias. Mas que o tema é global e uma preocupação do governo federal e do Ministério da Justiça.

Fonte: Da Agência Brasil - 21/07/10

Natal tem o projeto mais caro para 2014. Salvador, o mais barato

Custos dos projetos varia de 2,2 a 27 milhões de reais

Vista interna da futura Arena das Dunas (crédito: Populous Architects)

Marcos de Sousa

O custo elevado (R$ 27 milhões) dos projetos para a Arena das Dunas e a contratação sem licitação dos escritórios Populous e Stadia para a concepção da futura obra se transformaram no principal "calcanhar de aquiles" da estratégia de Natal para a Copa de 2014. Muito acima da média das doze cidades-sede, os contratos para os projetos chamaram a atenção do Ministério Público, do Tribunal de Contas e de alguns políticos locais contrários à troca do estádio Machadão pela moderna Arena das Dunas.


Acuado, o governador Iberê Ferreira de Souza explicou porque da mudança de curso: "Decidimos reavaliar o contrato firmado com as empresas e vamos encontrar, ainda nesta semana, um novo formato para a realização dos projetos da Copa de 2014. E essa mudança não irá acarretar atrasos para a Copa, bem como trará total transparência ao processo", afirmou o governador em matéria (leia mais) publicada hoje pelo jornalista George Fernandes, do Portal 2014.

Especialistas da área explicam que um projeto completo de estádio envolve atividades de conceber, desenhar, resolver problemas de legislação urbana, calcular, listar materiais, definir detalhes, escolher sistemas construtivos e ajustar a iluminação e acústica da futura arena, entre dezenas de outros problemas. O arquiteto Eduardo de Castro Mello, titular do principal escritório brasileiro na área de arquitetura esportiva, avalia que o custo médio para os projetos de estádios de 70 mil lugares no padrão Fifa deve oscilar em torno dos R$ 12 milhões, incluindo todo o detalhamento.

Acima dessa faixa estão os trabalhos elaborados para Natal, Belo Horizonte, Manaus, Cuiabá e Curitiba. O projeto do Mané Garrincha, de Brasília, de autoria do Castro Mello Arquitetos, ficou em R$ 5,3 milhões, mas Eduardo explica que o número divulgado pelo Portal Transparência compreende apenas o projeto básico. No mesmo Portal, o projeto da Fonte Nova de Salvador, selecionado por meio de um concurso, tem o custo de R$ 2,2 milhões.

Veja abaixo o custo dos projetos da arenas para a Copa de 2014.

Custos dos projetos
(em milhões de reais)

Cidade

Estádio

Valor

Natal

Arena das Dunas

27

Belo Horizonte

Mineirão

17,8

Manaus

Arena Amazonas

15

Cuiabá

Verdão

14,2

Curitiba

Arena da Baixada

12,5

Recife

Arena Capibaribe

9,5

Fortaleza

Castelão

5,8

Brasília

Mané Garrincha

5,3

São Paulo

Morumbi

5

Salvador

Fonte Nova

2,2

Rio de Janeiro

Estádio Maracanã

*

Porto Alegre

Beira-Rio

**

* Projeto desenvolvido pela Emop/RJ
** Valor não divulgado

Fonte: Portal Transparência - 21/07/10

Grupo Stadia emite nota sobre a decisão do RN

Em nota divulgada à imprensa, às 18h30 de hoje (21/7), o Grupo Stadia, responsável pelos projetos complementares da Arena das Dunas, esclarece sua posição e defende a transparência do processo de seleção das duas empresas de arquitetura que atuam no projeto de Natal. Leia a íntegra do comunicado:

"O Grupo Stadia lamenta profundamente a decisão do Governo do Estado do Rio Grande do Norte de suspender os contratos relativos à Arena de Dunas. Como sempre faz em todos os seus projetos, a empresa agiu estritamente dentro da legalidade e dos mais rígidos padrões éticos e técnicos. Reiteramos que jamais nos recusamos a participar de qualquer processo de licitação e que sua dispensa foi decisão única e exclusiva do governo. O Grupo Stadia apenas seguiu os trâmites do processo, que foi integralmente acompanhado por três instâncias da Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Norte e tornado público por meio do site oficial da PGE-RN . A empresa já entrou em contato com o governo potiguar para garantir que a decisão não atrapalhe o cronograma de obras do projeto e acarrete em atrasos que possam prejudicar a candidatura de Natal a sede da Copa do Mundo de 2014."

Parque da Tamarineira deve ser inaugurado em dezembro de 2012

Em coletiva concedida na tarde desta quarta-feira (21), o prefeito do Recife, João da Costa, informou que as obras só começam em setembro de 2011

Hospital da Tamarineira

Foto:Hospital da Tamarineira Reprodução / TV Globo


Em coletiva concedida na tarde desta quarta-feira (21), o prefeito do Recife, João da Costa, divulgou como serão as etapas da implementação do Parque da Tamarineira. De acordo com o prefeito, a inauguração deve ocorrer em dezembro de 2012. Ainda não se sabe quanto será o custo total da obra.

A primeira etapa começou com o anúncio da desapropriação do parque, e deve ser concluída nesta sexta-feira (23), com uma oficina de discussões para definir quais os parâmetros da implantação do parque como, por exemplo: condições de convivência, que equipamentos de lazer serão necessários, como seriam as ligações entre Jaqueira e Tamarineira, e quais áreas serão abertas ao público.

Na segunda fase, acontecem, entre julho e setembro deste ano, os levantamentos de custo e de como será feita a desapropriação. Entre agosto e outubro acontece o concurso para o projeto de implantação, que será aberto a escritórios de arquitetura de todo o Brasil. O resultado será divulgado em novembro. Em abril de 2011, será aberto um edital para a implantação.

A última fase consiste na etapa de obras, que devem começar em setembro do próximo ano. Os trabalhos devem seguir de janeiro a dezembro de 2012, quando o parque deve ser inaugurado.

Fonte: Da Redação do pe360graus.com - 21/07/10

Nota do Editor: Se a construção deste parque for com a mesma velocidade do Parque Dona Lindú ele não fica pronto antes da Copa 2014 e se ficar...

Petrolina/PE: Central Park em versão sertaneja

Espaço de lazer com 150 hectares começou a ser construído e vai interligar o centro ao subúrbio do município

Mirella Marques

Petrolina está prestes a ganhar um parque de dimensões tão grandiosas que já foi apelidado de "Pequeno Central Park", em alusão ao famoso parque novaiorquino.
As obras do Parque da Integração foram iniciadas na semana passada pelo município sertanejo, distante 774 quilômetros do Recife.
Segundo o arquiteto responsável pelo projeto, o petrolinense César Barros, a área ocupará nada menos de 150 hectares (o Central Park, nos Estados Unidos, tem pouco mais de 300 hectares) e se fundirá com trechos da própria cidade.
Por isso o nome integração, porque o espaço de lazer vai interligar o centro ao subúrbio de Petrolina. A construção terá oito etapas.
A primeira, que já começou, está orçada em R$ 1 milhão, com recursos próprios da Prefeitura da cidade.


Construção, cuja primeira das oito etapas previstas está orçada em R$ 1 milhão, começou há uma semana e tem como ideia central a união dos bairros ricos aos pobres do município Foto: Celso Calheiros/Divulgação
No projeto inicial, está prevista a construção de uma motovia (já que o uso de motos é uma realidade no interior do estado), ciclovias, pista de cooper, miniplaygrounds, áreas de recreação, pontos de leitura, áreas de ginástica (no estilo Academia da Cidade, do Recife) e quadras poliesportivas.
Em cada etapa, serão construídas quatro quadras.
Também está prevista a construção de uma orla com banquinhos para contemplação do Rio São Francisco, uma espécie de calçadão como existe na Praia de Boa Viagem.
A área deve ser considerada a mais nobre da nova construção.
As lagoas e riachos que cortam Petrolina servirão como espaço para a prática de esportes aquáticos e também vão possibilitar uma irrigação eficiente nos domínios do parque.

O projeto não esqueceu os amantes de esportes radicais do interior, que terão uma pista de skate e de patins.
Uma linha de ônibus especial deve se encarregar de levar e trazer os visitantes do ponto central do parque à periferia.
"Será construída uma estação intermodal que vai abrigar o cruzamento da ciclovia, da motovia e do ônibus que passará pelo eixo do parque", explicou César Barros.

Além de grandioso, o novo parque terá um projeto arquitetônico exclusivo. Pela primeira vez na região, um parque público contará com uma ambientação ornada por plantas locais como xique-xique, mandacaru, ipê e aroeira. O arquiteto estima que sejam plantadas mais de 1 milhão de mudas para garantir a arborização do local e amenizar as altas temperaturas na capital do Sertão, cujo clima é Semi-árido (quente e com pouca umidade). Devem circular pela área do parque animais nativos como saguis e bichos-preguiça.

Arrecadação - A Prefeitura de Petrolina, que está arcando com os custos do projeto, informou que a ideia é unir os bairros ricos aos pobres, através do parque linear, que tem como inspiração o Parque Linear do Tietê, em São Paulo.
Petrolina tem uma população estimada em 250 mil habitantes.
"Já garantimos o orçamento para a primeira fase do projeto (R$ 1 milhão), que começou há uma semana.
Agora estamos tentando arrecadar verbas para as etapas seguintes, através de articulação com os parlamentares da região e com o Ministério do Meio Ambiente", afirmou o prefeito da cidade, Júlio Losso.
Ele informou que já está pensando em relocar recursos do município em prol do parque.
"A promotoria da cidade já sinalizou de forma positiva para a criação de um mecanismo em que todos os recursos de compensação ambiental pagos pelas empresas instaladas no município sejam investidos no Parque da Integração.
Essa é uma forma de garantir, com dinheiro próprio, a realização de todas as estapas da obra", comentou.

Fonte: Diário PE - 21/07/10

Agronegócio perde US$ 5 bi ao ano por falha logística, diz Bunge

Distribuição de mercadorias é o maior entrave para os negócios no país, segundo pesquisa da Amcham com empresários

A ineficiência das estruturas portuárias e rodoviárias do país gera um prejuízo de US$ 5 bilhões ao ano para o setor de agronegócios brasileiros.
O cálculo foi apresentado nesta quarta-feira pelo presidente da Bunge, Pedro Parente, em seminário sobre infraestrutura promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham).
A empresa foi a quarta maior exportadora brasileira no ano passado, com um volume de US$ 5,3 bilhões de mercadorias embarcadas.

Os entraves para distribuir a produção não são exclusivos da Bunge. A logística de transporte de cargas foi considerada o maior obstáculo para o desenvolvimento de negócios no Brasil por 54% das empresas, segundo pesquisa do Ibope com 211 empresários encomendada pela Amcham e divulgada nesta quarta-feira.
“As empresas enfrentam uma série de gargalos para escoar sua produção”, afirma Parente. Em seguida, os empresários citaram dificuldades com a tecnologia disponível (30%), energia (4%) e saneamento ambiental (3%).

Estes gargalos inibem a participação do setor privado em projetos de infraestrutura, afirmaram 86% dos empresários ouvidos no levantamento do Ibope.
Nessas obras, o maior obstáculo é a falta de clareza da regulamentação dos projetos (de acordo com 66% dos consultados), seguido da instabilidade das agências reguladoras (43%).

“O Brasil vive um mar de normas”, afirmou Maurício Giardello, sócio da PricewaterhouseCoopers. Segundo ele, 3 milhões de atos normativos foram editados no Brasil desde a Constituição de 1988, 210 mil deles referentes a questões tributárias.

Oportunidades

Apesar de todos os gargalos, o setor de infraestrutura tem a chance de dar um salto nos próximos dez anos. Segundo Giardello, a realização da Copa 2014 e da Olimpíada 2016 no Brasil dá um prazo para a resolução de problemas.
“Esses eventos deverão ser catalisadores de obras.”
Além do calendário esportivo, o sócio da Price também cita os investimentos do pré-sal e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como oportunidades de melhorar a infraestrutura do país.

Fonte: Marina Gazzoni, iG São Paulo | 21/07/10

Obama assina lei da reforma do setor financeiro

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou a lei que institui a maior reforma na regulamentação do sistema financeiro do país desde a Grande Depressão dos anos 1930, marcando a conclusão de um ano de trabalho para formular uma resposta legislativa à crise financeira de 2008.

Em discurso antes de formalizar a assinatura, Obama apresentou a lei como o maior passo na direção de corrigir os problemas que contribuíram para a última crise e a severa recessão que a seguiu.
"Por anos, nosso setor financeiro foi governado por regras antiquadas e pouco fiscalizadas, que permitiram a alguns participantes assumir riscos que colocaram em perigo toda a economia", afirmou.

Obama disse que a nova lei protegerá os consumidores e trará transparência a pontos obscuros dos mercados financeiros, como o mercado de balcão de derivativos.
"O povo norte-americano nunca mais terá de pagar a conta pelos erros de Wall Street", acrescentou o presidente, referindo-se a cláusulas que aumentam o poder dos órgãos reguladores federais para desapropriar e desmantelar grandes companhias financeiras complexas à beira do colapso autoridade que faltou nos casos do American International Group (AIG) e Lehman Brothers.
"Não haverá mais salvação com recursos dos contribuintes," afirmou Obama.

Fonte: Agência Estado - 21/07/10

Passaporte com chip começa a ser testado este ano no Aeroporto de Brasília

Até o fim do ano será testado inicialmente no Aeroporto Internacional de Brasília o novo sistema de automatização informatizada para o trânsito migratório, a exemplo do que já é feito na União Europeia.
Ao mesmo tempo, o Ministério da Justiça vai começar a implantar, durante o segundo semestre, a leitura de passaportes por meio de microprocessadores (chips) inseridos na contracapa do documento.
Isto vai permitir a leitura dos dados do passageiro sem interferência de operadores, tornando o trânsito nos aeroportos mais rápido e seguro.

Essas medidas fazem parte da politica de segurança que o Ministério da Justiça planeja implantar para facilitar o tráfego de passageiros até a Copa do Mundo no Brasil, em 2014.
O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, esclareceu que a modernização dos passaportes não acarretará na troca obrigatória do documento, que deverá ser feita de forma gradativa.
O viajante que tiver o passaporte com chip levará cerca de oito segundos para ter o acesso liberado nos aeroportos.
A informatização poderá também facilitar viagens para países da União Europeia, mediante acordos que o Brasil negocia com Portugal uma das principais portas de entrada de brasileiros na Europa, onde o sistema já funciona.

O ministro lembrou que o Ministério da Justiça já elaborou plano com vista à Copa do Mundo em relação à presença de estrangeiros nos portos, aeroportos e fronteiras, a cargo da Polícia Federal.
Tudo se originou da experiência dos Jogos Pan-Americanos, cujos métodos serão aperfeiçoados para a Copa e as Olimpíadas de 2016.
Barreto garantiu que haverá tempo suficiente para que tudo seja implantado, inclusive as políticas de capacitação da força policial, com investimentos em tecnologia e treinamento para que a segurança seja eficiente.
"Isso é o que espera não só o Brasil, mas também o Comitê Olímpico Internacional", arrematou Barreto.

O ministro falou sobre o assunto depois de presidir, nesta manhã (21/7), a solenidade de assinatura de acordo de cooperação técnica para execução da pesquisa Participação Social e Governança Democrática da Segurança Pública, que vai ser feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
O objetivo é avaliar a participação social no Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp), reestruturado em 2009.

Fonte: Da Agência Brasil - 21/07/10

PIB 'subterrâneo' do Brasil subiu para R$ 578 bilhões em 2009, diz pesquisa

Índice mede renda não reportada ao governo, como sonegação e tráfico; economia informal no Brasil equivale a PIB da Argentina

A produção de bens e serviços não reportada aos governos, chamada de ‘economia subterrânea’ pela Fundação Getúlio Vargas, saltou de R$ 357 bilhões em 2003 para R$ 578 bilhões em 2009, relevou o Índice da Economia Subterrânea, divulgado nesta quarta-feira (21). Caiu, no entanto, a participação desses montantes no Produto Interno Bruto: passou de 21% para 18,4% da riqueza total gerada pela economia brasileira.

A pesquisa estima a renda gerada por atividades que buscam 'evitar custos decorrentes do trabalho e da produção', como comércio ilegal, sonegação de impostos, trabalho informal, prostituição, contrabando e tráfico de drogas.

“Para dar uma ideia da gravidade do problema, basta lembrar que a economia subterrânea do Brasil supera toda a economia da Argentina”, disse André Franco Montoro Filho, diretor do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), parceiro da FGV na divulgação do índice.

Conforme explica o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Fernando de Holanda Barbosa, responsável pela pesquisa, a modernização e o crescimento da economia brasileira influenciam a queda na participação dessas atividades ilegais e/ou informais no PIB: a expansão do crédito ao trabalhador formalizado, melhora nas técnicas de fiscalização e medidas de estímulo à formalização do trabalho, como o Supersimples, um sistema simplificado de arrecadação de impostos para micro e pequenas empresas.

"Hoje o trabalhador prefere ganhar um pouco menos para ter acesso ao crédito imobiliário, que exige comprovação de renda", diz Barbosa. "Quanto mais aberta a economia, mais formal ela tende a ser", afirmou, ressaltando que a expansão econômica encoraja empresários a contratar mais empregados formais.

O aumento em volume e a queda na participação da produção nessas atividades no PIB se explicam porque, entre 2003 e 2006, o PIB brasileiro praticamente dobrou, de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,14 bilhões.

Trabalho informal

O índice foi calculado a partir de dados sobre a demanda por moeda gerada por essas atividades e pelo tamanho da informalidade no mercado de trabalho nesse mesmo período. A participação da renda gerada pelo trabalho informal no Brasil, segundo a FGV, caiu de 16,9% para 14,9% entre 2003 e 2008. O percentual de trabalhadores sem carteira assinada também caiu: de 25,8% para 22,8%.

De acordo com o pesquisador da FGV, a participação da economia subterrânea no PIB dos países ricos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é em média de 10%; nos países emergentes, cerca de 30%.

“É diferente a comparação dos números do Brasil em percentual e valores absolutos. Se a Bolívia, por exemplo, tiver 60% do PIB de economia subterrânea, ainda é um valor bem menor do que o que há no Brasil atualmente”, afirmou Barbosa.

Para elaborar o Índice da Economia Subterrânea, a FGV teve como principal base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, cuja série foi iniciada em 2002.

Legal X ilegal

Na avaliação do presidentedo conselho consultivo do ETCO, Marcílio Marques Moreira, há que se diferenciar atividades relacionadas a produtos ilegais, como tráfico de drogas e armas, das de produtos legalizados mas informais, como camelôs. "Todo mundo que compra um guarda-chuva de um ambulante em um dia chuvoso é um pouco informal", diz.

Outra dificuldade de se medir a renda dessas atividades é que elas se misturam. "Parte dessa renda gerada na informalidade volta para a economia. Um ambulante, por exemplo, faz uma compra no supermercado. O governo recebe parte disso em arrecadação, mas não conseguimos medir o impacto disso", diz Barbosa, da FGV.

Fonte: Da Redação do pe360graus.com - 21/07/10

ITALIANOS DO 100CITTÁ ORIENTAM MULHERES A TRABALHAR EM COOPERATIVAS EM RECIFE


Evento segue de hoje até amanhã (22)


Por Mucíolo Ferreira

Uma atenta platéia formada exclusivamente por mulheres artesãs deram na manhã desta quarta (21) os passos iniciais de como formar uma cooperativa, a partir das experiências bem sucedidas iniciadas na cidade de Torino, na Itália. Num encontro articulado entre a titular da Secretaria Especial da Mulher da Prefeitura do Recife, Rejane Pereira, e o Projeto 100CITTÁ (100 Cidades): Itália-Brasil, quatro técnicos italianos especializados em cooperativismo estão no Recife para discutir em três encontros os temas trabalho, organização das mulheres e prevenção da violência.

O primeiro encontro aconteceu na sala de reuniões da pasta da Mulher, situada no 8º andar da prefeitura e teve a participação de cerca de 40 pessoas, entre artesãs que integram o projeto Mulheres Tecendo a Economia Popular e Solidária, integrantes do Fórum Gestor de Gênero, do núcleo do trabalho da Secretaria da Mulher e do fórum de Gênero do OP. Num primeiro momento elas conheceram o modelo de funcionamento das cooperativas italianas que surgiu há 60 anos, após o fim da 2ª Guerra Mundial.

Antes do tema cooperativismo ser abordado, o representante da Agência de Cooperação das Autoridades Locais de Torino, Antonio Maspoli, falou sobre o que é o Projeto 100Cidades e como ele atua nos municípios da América Latina.
Explicou, por exemplo, que os eixos do projeto referentes a organização profissional das mulheres e prevenção da violência estão sendo trabalhados com projetos em execução no Recife e em outras 17 cidades parceiras, situadas no Brasil, Argentina e Uruguai.

Por sua vez, Cesare Benvenuti, que presta serviço à Confcooperative uma central que faz o acompanhamento de 450 cooperativas localizadas em Torino, foi o palestrante da manhã e revelou à plateia que os grupos de produção na Itália desenvolvem um modelo de economia solidária bem diferente do sistema capitalista.
“Se preocupam mais com os direitos dos trabalhadores do que vender coisas”, pontuou.

Segundo o palestrante, as cooperativas têm uma função social muito forte junto aos residentes nas comunidades onde se concentram, pois é para as pessoas que estão voltadas. Benvenuti frisou que no país as centrais de cooperativas se reúnem anualmente para se certificarem do cumprimento de suas leis observando os princípios de sua criação.

Além de Cesare Benvenuti e Antonio Maspoli, a comitiva técnica do Projeto 100Cidades: Itália-Brasil é formada por Paolo Pozzo, que atua na área sindical e presta assessoria jurídica a trabalhadores cooperados, e Elena Pani que trabalha na área de cooperativismo. O grupo volta a se reunir logo mais, a partir das 15h, no mesmo local com representantes da Casa da Mulher do Nordeste, fórum de Mulheres de Pernambuco, Sos Corpo e de algumas cooperativas.

Nessa quinta, das 10h às 12h, as experiências dos italianos serão relatadas para as mulheres integrantes das quadrilhas juninas, dos conselhos da Mulher e de Cultura, e para o Fórum de Mulheres de Pernambuco.

Fonte: Portal PCR - 21/07/10

Baixa atratividade financeira desestimula projetos em infraestrutura

SÃO PAULO - O retorno financeiro dos projetos de infraestrutura, considerado baixo pelas empresas do setor, e os altos juros dos financiamentos são os dois maiores obstáculos aos investimentos privados em obras públicas desta natureza no Brasil. Isso é o que mostra um estudo realizado pelo Ibope Inteligência, em parceria com a Câmara Americana de Comércio (Amcham).

As 211 companhias, de todos os portes, consultadas também indicaram a baixa disponibilidade de crédito como um fator limitante de investimentos em obras públicas de infraestutrura no país.

Dentre as empresas consultadas, 86% apontaram a existência de obstáculos à concorrência do setor privado em projetos lançados pelo governo no Brasil.
falta de clareza na regulamentação é colocada por 37% dos entrevistados como o maior entrave, seguida por aspectos financeiros, destacados por 21% da amostra.

O atual modelo das Parcerias Público-Privadas (PPP ' s) é classificado pelos entrevistados como totalmente inadequado em diversos aspectos.
No que se refere ao nível de dificuldade na gestão das PPP ' s, 38% das empresas consultadas reprovam o sistema em vigor.
A clareza nas regras foi considerada inadequada por 54% das companhias, enquanto 47% delas afirmam que a disponibilidade de informações sobre os contratos não atende às suas necessidades.

O maior gargalo de infraestrutura no país, apontado por 54% dos entrevistados, está em logística e distribuição.
Por isso, o transporte, tanto por terra quanto por mar e ar, é visto como o maior desafio a ser enfrentado pelas empresas brasileiras nos próximos anos.
Já o governo, na avaliação das companhias, além de trabalhar a questão do transporte, deverá concentrar seus esforços também em energia.

Para 24% dos entrevistados, os investimentos públicos já anunciados em energia não serão suficientes para atender mais de 50% da demanda projetada para os próximos anos. O levantamento foi realizado em abril e maio deste ano.

Fonte: Francine De Lorenzo | Valor Online - 21/07/10

Embraer recebe encomenda de 24 aviões da Republic Airlines

A Embraer e a Republic Airlines, o maior operador de E-Jets do mundo, assinaram nesta quarta-feira uma carta de intenções para a venda de 24 jatos Embraer 190.

O valor total do acordo é de US$ 960 milhões.
"Temos uma longa parceria com a Republic Airlines, que já opera os três modelos da nossa família de jatos ERJ 145, bem como o Embraer 170, o Embraer 175 e o Embraer 190", disse Paulo César de Souza e Silva, vice-presidente executivo da empresa para o mercado de aviação comercial.

"Os quatro modelos de aeronaves têm mais de 86% de comunalidade, o que representa custos de treinamento e manutenção reduzidos", completou.
Os primeiros seis aviões serão entregues em meados de 2011.

Fonte: Folha SP - 21/07/10

Laboratório da USP vai produzir células-tronco a partir de dentes de leite

São Paulo – A Universidade de São Paulo (USP) está construindo um laboratório para cultivo de células-tronco obtidas a partir de dentes de leite.
O projeto é uma iniciativa da Faculdade de Odontologia e da universidade inglesa King´s College, que já tem outras cinco parcerias com a universidade paulista para pesquisas.
Segundo a coordenadora do projeto, professora Andrea Mantesso, que leciona nas duas instituições, foi detectada a existência de células-tronco na polpa dos 20 dentes de leite que cada ser humano tem.
Essas células poderiam ser usadas para desenvolvimento de novos dentes e até de outros tecidos, como ossos, músculos e nervos.
O processo ainda permite a obtenção de células-tronco a um custo menor e sem a necessidade de cirurgia nos doadores.
“A principal vantagem de se trabalhar com células-tronco de dentes é o acesso fácil aos tecidos”, disse Mantesso, em entrevista à Agência Brasil.
“No caso dos dentes de leite, pelo fato de eles caírem por si só, temos 20 oportunidades de coleta de material.”
Hoje, por exemplo, as células-tronco são coletadas em embriões e cordões umbilicais de recém-nascidos e depois armazenadas em laboratórios, ou então retiradas da medula óssea de pacientes que pretendem usá-las em tratamentos de saúde.
A professora afirmou também que pesquisas para uso das células na produção de novos dentes ainda estão em estágio inicial.
Já para a produção de novos tecidos, estão mais avançadas. Mesmo assim, é impossível dizer quando a técnica será aplicada em pacientes. “Seria um chute no escuro”, disse ela.
O novo centro de pesquisas da Faculdade de Odontologia da USP deve ser inaugurado no ano que vem.

Fonte: Da Agência Brasil - 21/07/10

Ferrari lança parque temático em Abu Dhabi em outubro

Sílvio Guedes Crespo

O Ferrari World, em Abu Dhabi (foto: divulgação)

Um megainvestimento de valorização da mais famosa marca de carros esportivos.

A Ferrari agendou para 28 de outubro a inauguração do seu primeiro parque temático, o Ferrari World, um espaço de 200 mil metros quadrados sob um enorme teto vermelho em Abu Dhabi, Emirados Árabes.

Os visitantes terão atrações como a Formula Rossa, uma montanha russa que vai de zero a 240 km por hora em menos de cinco segundos.

Também haverá uma espécie de museu que simula a fábrica da Ferrari em Maranello, Itália, além de “experiências multi-sensoriais”, como um passeio virtual em 4-D que passa por florestas, cavernas de gelo e desfiladeiros.

O jornal Brasil Econômico destaca que todos os brinquedos – são dezenas - terão carros estilizados da Ferrari.

Leia mais informações no site da Ferrari (em inglês)

Veja fotos da construção do parque no site da Ferrari

Fonte: Agência Estado - 21/07/10

Kuwait vê grandes oportunidades no Brasil

A afirmação foi feita pelo primeiro-ministro do país árabe, Nasser Mohamed Al-Sabah, ao presidente da Câmara Árabe, Salim Taufic Schahin, durante reunião em São Paulo.

Aleandre Rocha

São Paulo – O primeiro-ministro do Kuwait, Nasser Mohamed Al-Sabah, disse hoje (21) que vê o Brasil com grandes possibilidades de investimentos. A informação é do presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Salim Taufic Schahin, que teve uma reunião com o premiê kuwaitiano, em São Paulo. Sabah chefia uma delegação de autoridades e empresários do país árabe em visita ao Brasil e amanhã vai se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.
Rafael Abdulmassih Rafael Abdulmassih

Diretores da Câmara Árabe e premiê se reuniram em São Paulo



Schahin deu ao primeiro-ministro um panorama da economia brasileira e das necessidades de investimentos existentes no país. “Falei, por exemplo, das oportunidades no agronegócio e da alta produtividade que o país tem”, disse. “E colocamos a Câmara Árabe à disposição para auxiliá-los na área de investimentos”, acrescentou.

De acordo com o presidente da Câmara, que estava acompanhado do vice-presidente de Relações Internacionais da entidade, professor Helmi Nasr, o premiê afirmou que o Brasil é um grande país, que vai se converter em uma potência mundial. Ele demonstrou conhecimento sobre a indústria brasileira e ainda falou sobre a Amazônia.

Schahin ressaltou a importância da comunidade de origem árabe no Brasil e o empenho do presidente Lula na promoção das relações com o mundo árabe. Ele contou que, em outubro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, vai liderar uma missão comercial aos países do Golfo, entre eles o Kuwait.

Sabah manifestou satisfação com a ida da missão e, de acordo com Nasr, disse que “o Kuwait tem muito prazer em consolidar as relações com o Brasil”. O professor deu de presente ao premiê uma cópia do Alcorão traduzida para o português e um exemplar do livro Novo Mundo nos Trópicos, de Gilberto Freyre, traduzido para o árabe. Ambas as traduções foram feitas por ele mesmo. Schahin falou ainda do projeto da Câmara de criar a Casa da Cultura Árabe, em São Paulo.

Fonte: ANBA - 21/07/10

Coluna Parcerias e Desenvolvimento Jornal Gazeta Nossa - ed. 81 - 2 quinzena de julho 2010 - Por Augusto Saboia


SUS amplia público alvo de vacinação contra hepatite B

O Ministério da Saúde aumentou o número de grupos prioritários para a vacinação gratuita contra a hepatite B e o total de unidades públicas onde o imunizante pode ser aplicado.

Gestantes após o terceiro mês de gravidez, manicures, pedicures, podólogos mulheres que fazem sexo com mulheres, travestis, portadores de doenças sexualmente transmissíveis e do sangue e populações de assentamentos e acampamentos são os novos beneficiados pela cobertura do imunizante via Sistema Único de Saúde (SUS).

Antes restrita, a vacina pode ser tomada agora em qualquer posto de saúde - são 60 mil novos locais. Para dar conta da nova demanda, foram compradas mais 18 milhões de doses da vacina do Instituto Butantã, do Estado de São Paulo, além das 15 milhões que eram usadas todos os anos, segundo informações da pasta.

"Estamos aumentando gradativamente a população atendida e a ideia é tornar a vacinação universal", afirmou Ricardo Gadelha, coordenador de hepatites virais do Ministério da Saúde. A hepatite B é uma doença que pode levar a lesões e câncer de fígado. Transmitida pelo sangue, esperma e secreção vaginal, atinge quem faz sexo sem camisinha ou compartilha objetos contaminados por sangue, como lâminas de barbear e alicates de unha.

A doença, que também pode ser transmitida da mãe para o bebê, é o único tipo de hepatite para o qual existe vacina específica. Mas a imunização também protege contra o vírus da hepatite D, que parasita o B. Existem ainda as hepatites causadas pelos vírus A (transmitido por água e alimentos contaminados), C (pelo sangue, como a B, mas raramente por via sexual) e E (por alimentos e água contaminados), que não têm vacina e também geram danos ao fígado.

Fonte: Agência Estado - 21/07/10

Empresários vão levar a presidenciáveis propostas para diminuição de impostos

Um grupo de empresários, representantes de entidades patronais e profissionais liberais que integram o Movimento Brasil Eficiente, defenderam nesta terça-feira a redução da carga tributária como forma de tornar o país mais eficiente e competitivo do ponto de vista econômico.

Com o lema "Menos Impostos, Mais Empregos", o movimento propõe que o Estado brasileiro diminua gradualmente o percentual de impostos arrecadados dos atuais 36,3% do PIB (Produto Interno Bruto) para 30% em 2020. O grupo ainda defende a necessidade de as três esferas do Poder (federal, estadual e municipal) tornarem mais eficiente seus gastos.

"Com crescimento econômico é possível arrecadar mais, ainda que com uma carga menor", afirmou o economista Paulo Rabelo de Castro, um dos coordenadores do movimento classificado como apartidário.

"Não estamos propondo nenhum sacrifício aos futuros governantes.
Se o país quiser duplicar a renda das famílias brasileiras nos próximos dez anos precisará crescer a taxas de 6% ao ano.
Para isso, vão ser necessários investimentos privados e públicos não inferiores a 25% do PIB."

De acordo com Castro, enquanto a carga tributária dos últimos 30 anos passou de 25% do PIB para os atuais 36,3%, o montante de investimentos público baixou de 4,5% para 2%. E, ainda segundo o economista, além de pequeno, os gastos públicos pecam pela falta de eficiência e qualidade.

"Todos reconhecem que a carga tributária é pesada demais e que os governos federal, estaduais ou municipais ainda não tem eficiência o suficiente para retornar Educação, Saúde, Segurança, Transporte e Previdência Social com a qualidade e a quantidade de que o brasileiro precisa. Gastamos muito e gastamos mal", concluiu.

Além de entregar suas propostas a representantes dos três candidatos à Presidência da República que lideram as pesquisas eleitorais Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV, o Movimento Brasil Eficiente promete promover um abaixo-assinado com o intuito de manifestar aos políticos a necessidade de as informações sobre os impostos que incidem sobre qualquer mercadoria ou serviço serem melhor detalhadas.

Durante o evento realizado na Fundação Getúlio Vargas, houve também várias críticas ao crescimento do número de servidores públicos.

Para o professor Yoshiaki Nakano, "o tamanho excessivo da máquina governamental é uma ameaça ao crescimento econômico brasileiro".

O jurista Yves Gandra também apontou o problema criado pela carga burocrática.
"A meu ver, as propostas não têm andado no Congresso por dois problemas: a União tem 70% do bolo tributário e não vai querer correr o risco de perder receita", disse.

Fonte: DA AGÊNCIA BRASIL - 21/07/10

Segurança rodoviária: UE apresenta programa para os próximos dez anos

A UE renova o objectivo de reduzir para metade o número anual de mortes na estradas

Em 2009, 35 000 pessoas morreram em acidentes de viação em toda a UE, ou seja, menos 36% do que em 2001, ano em que a Comissão Europeia estabeleceu pela primeira vez o objectivo de reduzir para metade o número anual de mortes na estrada. Os jovens e os motociclistas são os utentes mais expostos a acidentes.

A velocidade excessiva, a condução sob efeito do álcool e a não utilização do cinto de segurança são algumas das principais causas dos acidentes rodoviários. Por outro lado, veículos pouco seguros e estradas em más condições também colocam riscos desnecessários. O novo programa da UE a favor da segurança rodoviária aborda algumas destas questões.

Nos próximos dez anos:

• entrarão em vigor novas normas que exigem que mais veículos estejam equipados com sistemas automáticos de alerta que limitam por exemplo a velocidade e mantêm o veículo na respectiva faixa;

• o financiamento da UE só será concedido a projectos de construção de estradas que estejam em conformidade com as regras da UE em matéria de segurança rodoviária;

• a UE colaborará com as autoridades nacionais para conceber uma estratégia comum de ensino e de formação para os utentes das estradas;

• serão desenvolvidos mais esforços para melhorar a segurança dos motociclistas. Nos últimos anos, registou-se uma diminuição das mortes para todos os tipos de veículos com excepção dos motociclos. Todos os anos, cerca de 17% das vítimas mortais são condutores de motociclos ou de motorizadas, apesar de estes apenas representarem perto de 2% dos utentes das estradas.

De acordo com uma recente sondagem realizada a nível da UE, os europeus pensam que se deve fazer mais esforços para reduzir os acidentes. A maioria dos inquiridos defende que a acção do governo deveria incidir no melhoramento das estradas e num controlo mais estrito da aplicação do código da estrada.

Comparativamente a 2001, só quatro países (Letónia, Espanha, Estónia e Portugal) conseguiram reduzir para metade o número anual de mortes na estrada. Em contrapartida, o número de mortes aumentou na Roménia e em Malta.

O Reino Unido, os Países Baixos e a Suécia registaram o mais baixo número de mortes em 2009 e a Grécia e a Roménia o mais elevado.

Segurança rodoviária: a intervenção da UE.

Fonte: Comissão Européia - 20/07/10

Estado recorre ao BEI para salvar novo hospital de Lisboa

Mónica Silvares e Catarina Duarte

O consórcio que vier a construir o novo Hospital Lisboa Oriental vai contar com um empréstimo com juros mais vantajosos, uma vez que o Estado português já deu entrada com um pedido de empréstimo de 250 milhões de euros junto do Banco Europeu de Investimento (BEI).

O empréstimo, que ainda aguarda aprovação, será assinado com o consórcio escolhido em concurso público para construir o hospital em regime de parceria público-privada. Desta forma, a Somague Itinere ou a Salveo - Novos Hospitais, liderado pela Soares da Costa, terão o financiamento garantido e a um preço inferior ao que pagariam se tivessem de recorrer à banca comercial.

"É evidente que os candidatos se vão poder financiar a um preço mais baixo" do que o agora praticado no mercado, disse ao Diário Económico fonte do BEI.
"Na prática, quem beneficia é o Estado português porque as ofertas dos candidatos já vão reflectir as condições mais vantajosas do BEI", conclui a mesma fonte.

Em causa está um investimento até 500 milhões de euros para um novo hospital de 790 camas que será construído em Chelas e que irá substituir alguns dos hospitais no centro de Lisboa. No entanto, o BEI apenas poderá financiar até metade deste valor.

Fonte: Económico - PE - 21/07/10

Governo flexibiliza regra de tecnologia do trem-bala

Para atrair os interessados no Trem de Alta Velocidade (TAV), o governo brasileiro aceitou flexibilizar algumas exigências no que diz respeito à transferência tecnológica.
Uma das grandes mudanças é que agora a transmissão dos conhecimentos do concessionário ficará centrada no material rodante, nos sistemas de eletrificação, de controle da rede de trens e nos projetos integrados de engenharia.

A infraestrutura de trilhos, por exemplo, ficou de fora, assim como operação e manutenção do trem. "Antes, a transferência englobava a totalidade dos módulos do TAV, era de fio a pavio", afirmou o superintendente-executivo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Hélio Mauro França.
"Procuramos fazer ajustes que os próprios competidores entendiam como razoáveis", explicou França. No mercado ferroviário, poucos executivos tomaram conhecimento dessas mudanças.

Outra novidade é que o provedor das tecnologias dos módulos do TAV poderá cobrar ou exigir royalties quando repassar seu conhecimento a terceiros.
Antes, de acordo com França, não havia a possibilidade de remuneração.
Esse é um ponto favorável às detentoras das tecnologias para o TAV brasileiro, pois não haverá restrição à venda de bens ou serviços, inclusive a sistemas ferroviários de outros países.

No contrato entre o detentor e o receptor da tecnologia serão estabelecidas condições para o pagamento e critérios para a venda de produtos.
A Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), estatal que será criada para o projeto do trem-bala e será sócia do empreendimento, também terá a liberdade de sublicenciar a tecnologia do trem-bala.

Conforme o superintendente da ANTT, se a Etav decidir cobrar pelo sublicenciamento a agentes locais ou terceiros, o provedor da tecnologia terá direito a 20% da receita líquida auferida com a operação.
"Haverá a obrigatoriedade de o concessionário fornecer a tecnologia e a Etav vai monitorar todas as especificações técnicas.
As relações comerciais entre o fornecedor e a empresa que vai receber essa tecnologia serão passíveis de remuneração", explicou.

Fonte: Agência Estado - 21/07/10

Táxis aquáticos podem acabar com engarrafamentos no Líbano

Empresário quer inaugurar serviço em junho de 2011, mas falta de estações atrapalha projeto

Foto: Divulgação

O modelo de táxi aquático que pode ser adotado no Líbano

No Líbano, pequeno país na costa leste do mar Mediterrâneo que tem grandes problemas de trânsito, a mais nova alternativa de deslocamento é o táxi aquático, uma proposta de um empresário mexicano-libanês, que espera iniciar as operações em 2011.

O criador do projeto Beirut Water Taxi, Khaled Taki, contou à "Agência Efe" que a ideia nasceu quando dois de seus empregados se demitiram, justificando que não aguentavam mais os engarrafamentos diários no trajeto entre suas casas e a empresa na capital libanesa.

"O táxi aquático é o único meio para resolver este problema da região", declarou Taki, presidente da Franchise Business Consultants (FBC) de Beirute. Para ele, o serviço de táxi em barcos de diferentes tamanhos é comum em cidades como Nova York e Londres, onde seus filhos estudaram e vivem.

O novo meio de transporte ainda não está em operação no Líbano, mas a previsão é que os primeiros barcos comecem a circular em junho de 2011. O único entrave para a inauguração do serviço é a aprovação da lei que regulariza o transporte marítimo, "inexistente no país e sem a qual será impossível levar o projeto adiante", disse o empresário.

O Líbano é um país pequeno, com uma superfície de 10,4 mil quilômetros quadrados o equivalente à região metropolitana de São Paulo e à Baixada Santista somadas.

Além de não ter mais onde ampliar sua infraestrutura, o país enfrenta um caos no transporte público, que no trajeto enfrenta estradas mal organizadas.

Excesso de carros

Os deslocamentos diários se transformam em um pesadelo para milhares de libaneses de Beirute. Como se não bastasse, não existe metrô na cidade: os trens foram abandonados há anos e o estado das estradas é lastimável. "As estatísticas indicam que meio milhão de veículos entram e saem todos os dias de Beirute e que 25% deles transportam apenas uma pessoa", afirmou o criador do projeto.

O empresário, que começou a elaborar um plano de viabilidade no início de 2009, pesquisou várias fórmulas para tentar fazer o preço do trajeto cair a um custo competitivo.

Taki optou então por utilizar barcos grandes. Com isso, ele transporta mais de 100 pessoas, o que permite que o preço do trajeto seja o mesmo cobrado pelos táxis convencionais de cinco passageiros, muito utilizados no Líbano.

"É um projeto para todo o Líbano, que beneficiará principalmente a população com a renda mais baixa", disse Taki. Os barcos circularão nos horários de pico, entre 6h30 e 9h e entre 16h30 e 19h. No meio tempo, as embarcações serão utilizadas para turismo e, a partir das 20h, os clientes poderão jantar, escutar música ou apenas embarcar nos navios "shuttle", os maiores, e "clipper", os pequenos, além do VIP, com capacidade para 16 pessoas.

Falta de estações

Um dos principais obstáculos, diz Taki, é que "não há estações e, para construir cada uma delas, é preciso investir entre US$ 1,5 milhão e US$ 3 milhões". "As estações podem ser criadas graças a um sistema de franquia e serão todas financiadas pelo setor privado, mas precisamos que o governo faça um contrato de locação por um mínimo de 20 anos", acrescentou.

Enquanto explicava os detalhes do projeto em seu escritório, Taki ia apontando o trajeto dos barcos em um mapa: começa no terminal de Trípoli, a 85 quilômetros ao norte da capital, e percorre as cidades de Byblos, Jounieh, Beirute, Damour, Sidon, Tiro e Nakura, próxima à fronteira com Israel. "Isto permitirá a criação de cerca de 15 mil empregos, graças aos dez shoppings que serão construídos no interior dos terminais e das 200 pequenas e médias empresas", declarou o empresário.

O projeto, estimado em US$ 50 milhões, tentará envolver todas as regiões do Líbano, governado por diferentes forças políticas, porque "o único modo disso funcionar é que o bolo seja dividido entre todos", justificou Taki.

Em uma fase futura, "pensamos em construir em Sidon, Tiro, Byblos e Trípoli, junto dos terminais, quatro hotéis instalados em navios, com 200 ou 300 quartos, para as pessoas que não possam gastar mais de US$ 20 para dormir", disse. "Temos uma reputação entre os turistas de que somos um país muito caro. Por isso, estou tentando mudar essa ideia e oferecer outras opções".

No Brasil, um dos serviços mais conhecidos como alternativa ao trânsito são as barcas que ligam Niterói ao Rio de Janeiro.

Fonte: EFE | 21/07/2010 - 21/07/10

Nota do Editor: Boa ideia para ser utilizada no Recife/PE, as vias fluviais são muitas, faltam criatividade e compromisso dos governantes em estimular a iniciativa privada.

Elétricas têm de investir R$ 2 bilhões em P & D

O volume é cerca de quatro vezes maior que a obrigação anual que as empresas têm

As empresas de energia elétrica estão correndo contra o tempo para investir ainda neste ano mais de R$ 2 bilhões em programas de eficiência energética e de pesquisa e desenvolvimento, obrigatórios por lei.
São recursos que já deveriam ter sido aplicados ao longo dos últimos anos, mas ficaram parados no balanço das companhias. Hoje, o volume é cerca de quatro vezes maior que a obrigação anual que elas têm.

Em meio à complexidade dos projetos e também do receio de ver seu faturamento encolher com os programas de eficiência energética, as distribuidoras foram adiando os investimentos obrigatórios, um procedimento autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), desde que o saldo fosse corrigido anualmente pela Selic, a taxa básica de juros.
Um levantamento feito pelo Valor nos balanços de 16 grupos que possuem empresas de energia com capital aberto mostra que os maiores investimentos deverão ser feitos pela Cemig, AES, Light, CPFL, Neoenergia, Copel e Celesc, nessa ordem.

A Cemig tem um estoque de cinco anos não investidos e precisa aplicar neste ano R$ 400 milhões. Na AES, só a Eletropaulo registra um passivo de R$ 200 milhões.
Algumas empresas, como a Celesc que tem R$ 154 milhões a investir, tentam convencer a Aneel de que não terão tempo para fazer as aplicações pela dificuldade de encontrar projetos para aplicar tantos recursos de uma só vez.

Os motivos apresentados pelas companhias para justificar o acúmulo desses recursos em seus caixas, apesar de os consumidores já terem pago, são muitos. Vão desde as constantes alterações de regras até a demora da Aneel em aprovar os projetos.
Mas, no caso dos programas de eficiência energética, outra realidade está por trás dos números: a perda de receita.
A ex-diretora da Aneel Joísa Dutra resume bem a questão: "Não é da lógica do negócio de uma distribuidora de energia querer vender menos, porque isso afeta seus resultados. E um bom programa de eficiência energética leva ao menor consumo de energia".

Em pesquisa e desenvolvimento (P & D) as dificuldades são ainda maiores, já que a quantidade de projetos é imensa para fazer frente aos cerca de R$ 1 bilhão que precisam ser investidos neste ano.
Na média, esses projetos requerem apenas alguns milhões de reais e por isso a dificuldade. Sem contar que até 2008 a Aneel exigia que todos os projetos de P & D fossem analisados pela agência, o que atrasava a análise e muitas vezes, depois que os projetos eram aprovados, tecnologicamente o investimento não valia mais a pena.

A Aneel reconhece que fez constantes mudanças, o que colaborou para o atraso dos investimentos. Mas o superintendente de P & D e de eficiência energética da agência, Máximo Pompermayer, diz que de qualquer forma as empresas tiveram tempo para se preparar para a mudança da regra, que prevê que a partir de janeiro de 2011 será possível ter no passivo apenas o acumulado de dois anos de investimentos.
"Mas estamos levando em consideração a mudança da lei neste ano, que exigiu que o percentual dos investimentos em eficiência energética para baixa renda fossem de 60% e por isso podemos pensar em dar mais um prazo", diz Máximo.

Apesar de esses recursos já terem sido pagos pelo consumidor na tarifa, Máximo diz que o fato de as companhias pagarem uma remuneração equivalentes à Selic nos valores que não foram investidos é bom para o consumidor.
Os dados da Aneel mostram que os projetos em eficiência energética cadastrados desde 2008 na agência vão requerer investimentos de R$ 1,35 bilhão e com esses recursos serão trocadas 320 mil geladeiras, mais de 11 milhões de lâmpadas fluorescentes e quase 12 mil ares-condicionados. Ou seja, o que muitas vezes ganha conotação de doações das empresas é de fato obrigação delas.

O volume é grande a ser investido. Para se ter uma noção, entre os anos de 1998 e 2007, ou seja, em dez anos o total aplicado foi de R$ 1,9 bilhão.
Em P & D, entre 1998 e 2009 foi de R$ 1,5 bilhão. Dados da Aneel mostram que o valor acumulado em dezembro de 2009 era de R$ 1,2 bilhão em P & D, cerca de quatro vezes o valor anual a ser investido, e em eficiência energética R$ 870 milhões, três vezes o valor anual.
Todas as empresas são obrigadas a investir 1% de suas receitas. As distribuidoras de energia, entretanto, são as únicas obrigadas a investir em programas de eficiência energética. "Sabemos que não vamos conseguir cumprir as regras da Aneel", diz o gerente de gestão técnica-comercial da Celesc, Luiz Antonio Garbelotto.
"É impossível. Precisamos de pelo menos quatro anos para fazer todo esse investimento."

O executivo diz que o principal motivo para a Celesc acumular um saldo de R$ 107 milhões para investir em eficiência energética foi a forma como os projetos precisam ser contratados.
"Como somos uma empresa pública, todos os investimentos precisam passar por licitação, o que atrasa o andamento deles", explica o executivo.
Já a Cemig, que tem o maior volume a investir, garante que vai usar todos os recursos ainda este ano.
A companhia informou que o maior entrave que teve foi também com os processos licitatórios que é obrigada a cumprir. Outras empresas como Neoenergia, CPFL e AES não deram maiores explicações.

Fonte: Valor Online | 21/07/10

Comércio de mercados atingidos pelas chuvas terão acesso a R$ 1 bilhão em financiamentos

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, anuncia, na manhã desta quarta-feira (21), a liberação de R$ 1 bilhão para reconstrução da economia das cidades atingidas pelas enchentes em Pernambuco e Alagoas.
Os recursos devem começar a ser liberados a partir da próxima semana, em forma de linhas de crédito para financiamento de empresários que buscam recompor seus estoques e reestruturar suas empresas.

A política de liberação de crédito foi assegurada em reunião entre o governador Eduardo Campos e o presidente em exercício do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Armando Mariante.
A contratação de financiamentos será viabilizada pela rede bancária oficial e por bancos privados. “Esse é um passo fundamental para que Palmares, Barreiros, Água Preta, enfim, todos os municípios atingidos pelos temporais do mês passado, retomem sua vida normal.
O BNDES é um parceiro estratégico de Pernambuco e temos na sua diretoria, liderada pelo pernambucano Luciano Coutinho, todo espaço para construir soluções para problemas emergenciais e também para aqueles que apontam para soluções de futuro”, afirmou o governador.

Fonte: Da redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR - 21/07/10

Lobby do amianto gasta US$ 100 milhões no mundo

JIM MORRIS

Uma rede mundial de grupos de lobby gastou quase US$ 100 milhões desde a metade dos anos 80 a fim de preservar o mercado internacional do amianto, carcinógeno conhecido que já tirou milhões de vidas e tem seu uso proibido ou restrito em 52 países, constatou o ICIJ (International Consortium of Investigative Journalists) depois de nove meses de investigação.

Com apoio de verbas públicas e privadas e a assistência de cientistas e governos simpáticos à causa, os grupos ajudaram a facilitar a venda de dois milhões de toneladas de amianto no ano passado, em sua maior parte a países em desenvolvimento. Ancorada pelo Chrysotile Institute, sediado em Montreal (Canadá), a rede se estende de Nova Delhi (Índia) à Cidade do México, passando pela cidade de Asbest, (Rússia). Sua mensagem é a de que o amianto pode ser usado em segurança sob condições "controladas".

Como resultado, o uso do amianto está crescendo rapidamente em países como China e Índia, o que leva especialistas em saúde a alertar sobre futuras epidemias de câncer de pulmão, asbestose e mesotelioma, um câncer maligno altamente agressivo que costuma atacar o revestimento dos pulmões.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informa que 125 milhões de pessoas continuam a encontrar amianto em seus locais de trabalho, e a OIT (Organização Internacional do Trabalho) estima que 100 mil trabalhadores morram a cada ano de doenças relacionadas ao amianto.

Outros milhares perecem de exposição ambiental ao material. James Leigh, diretor do Centro de Saúde Ocupacional e Ambiental na Escola de Saúde Pública de Sydney, Austrália, previu que haverá um total de cinco milhões a 10 milhões de mortes causadas por cânceres relacionados ao amianto até 2030, uma estimativa que ele considera como "conservadora".

"É totalmente antiético", disse Jukka Takala, diretor da Agência de Segurança e Saúde no Trabalho e antigo dirigente da OIT, sobre a campanha de promoção do uso do amianto. "É quase um crime. O amianto não pode ser usado de maneira segura. É claramente carcinógeno. Mata pessoas".

De fato, um painel de 27 especialistas formado pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer, da OMS, reportou no ano passado que "as provas epidemiológicas vêm mostrando associação cada vez maior entre todas as formas de amianto e risco ampliado de câncer de pulmão e mesotelioma".

PESQUISAS

A indústria do amianto, no entanto, sinalizou que lutará para proteger as vendas da fibra bruta do minério e dos produtos com ele fabricados, como telhas e encanamentos produzidos com cimento de amianto. Entre seus aliados estão pesquisadores cujos trabalhos são bancados pelo setor e que produziram centenas de artigos, aceitos por publicações científicas, para alegar que o crisotilo --o amianto branco, única forma do minério à venda atualmente-- é muitíssimo menos perigoso que o amianto marrom ou o azul.

A Rússia é o maior produtor mundial de crisotilo, e a China o maior consumidor do minério.

"Trata-se de um material extremamente valioso", argumenta J. Corbett McDonald, professor emérito de epidemiologia na Universidade McGill, em Montreal, que começou a estudar trabalhadores expostos ao crisotilo nos anos 60, com apoio da Associação Mineradora de Crisotilo de Quebec. "É muito barato. Se tentarem reconstruir o Haiti sem usar amianto, o custo será muito maior. Quaisquer efeitos [do crisotilo] sobre a saúde serão triviais, se é que existirão".

A visão otimista de McDonald sobre o crisotilo pressupõe que os empregadores forneçam controles de poeira, ventilação e equipamentos de proteção apropriados para os trabalhadores. Os especialistas em saúde pública afirmam que essas medidas são incomuns nos países em desenvolvimento. "Quem quer que fale sobre uso controlado de asbestos é ou mentiroso ou tolo", afirma Barry Castleman, consultor ambiental da região de Washington que assessora a OMS quanto aos problemas do amianto.

CANADÁ

Resistente ao calor e ao fogo, forte e barato, o amianto um metal fibroso de ocorrência natural no passado era considerado como um material de construção de propriedades mágicas, Por décadas, os países industrializados, dos Estados Unidos à Austrália, o empregaram para incontáveis produtos, entre os quais encanamentos e isolamento para teto, materiais de construção naval, sapatas para freios, tijolos e pisos.

No começo do século 20, começaram a surgir informações sobre os danos que o material podia causar aos pulmões. Pelo final do século, milhões de pessoas estavam doentes ou haviam morrido por exposição a amianto, e bilhões de dólares em indenizações haviam sido pagas aos queixosos. Do total de amianto utilizado, 95% provém do crisotilo, agora proibido ou de uso severamente restrito em pelo menos 51 países.

Essa história sórdida, porém, não bastou para deter a ação do lobby do amianto, liderado há muito tempo pelo Canadá. O governo federal canadense e o governo da província de Quebec, onde o crisotilo é minerado há décadas, doaram 35 milhões de dólares canadenses ao Chrysotile Institute, anteriormente conhecido como Asbestos Institute.

O Canadá não emprega muito amianto em seu território, mas exportou 153 mil toneladas do minério em 2009; mais de metade desse total foi enviado à Índia. As autoridades canadenses lutaram para impedir que o crisotilo fosse incluído na lista do Anexo 3 da Convenção de Roterdã, um tratado que requer que exportadores de substâncias tóxicas usem rótulos claros e alertem os importadores quanto a quaisquer restrições ou proibições.

A despeito da crescente pressão por parte de autoridades de saúde pública de todo o mundo, que desejam a suspensão das exportações de amianto canadense, as autoridades do país continuam a defender o setor. "Desde 1979, o governo do Canadá vem promovendo o uso seguro e controlado do crisotilo, e nossa posição continua a mesma", afirmou Christian Paradis, ministro do Meio Ambiente no governo conservador do Canadá e antigo presidente da Câmara do Comércio e Indústria do Amianto, em comunicado por escrito ao ICIJ.

Amir Attaran, professor associado de direito e medicina na Universidade de Ottawa, classifica a posição do governo como inaceitável. "Fica absolutamente claro que [o primeiro-ministro] Stephen Harper e seu governo aceitaram a realidade de que o curso atual de ação causa mortes, e consideram o fato tolerável", diz Attaran.

Clement Godbout, presidente do Chrysotile Institute, insiste em que a mensagem de sua organização vem sendo mal interpretada. "Dizemos que o crisotilo é um produto com risco potencial, e que é preciso controlar esse risco. Não é algo que se deva adicionar ao café a cada manhã".

O instituto é uma central de distribuição de informações, enfatiza Godbout, e não uma agência internacional de policiamento. "Não temos o poder de interferir em quaisquer países, porque eles têm seus poderes, sua soberania", diz.
Godbout se declarou convencido de que as grandes fábricas de cimento feito de amianto, na Índia, têm bons procedimentos de controle de poeira e de vigilância médica, ainda que reconheça que possa haver operações menores "nas quais as regras não são seguidas rigorosamente. Mas isso não representa um retrato fiel do setor.
Se alguém dirige seu carro a 300 km/h em uma rodovia dos Estados Unidos, não quer dizer que todo mundo mais faça a mesma coisa".

ORGANIZAÇÕES IRMÃS

O Chrysotile Institute oferece o que descreve como "assistência técnica e financeira" a uma dúzia de organizações irmãs em todo o mundo.
Essas organizações, por sua vez, tentam influenciar a pesquisa científica e a política em seus países e regiões.

Considere a situação do México, que importa do Canadá a maior parte de seu amianto. A promoção do uso do crisotilo é a tarefa de Luis Cejudo Alva, que comanda o IMFI (Instituto Mexicano de Fibro Industrias) há 40 anos. Cejudo declara manter contato regular com o Chrysotile Institute e com organizações relacionadas na Rússia e Brasil, e faz palestras no México e no exterior sobre o uso prudente do crisotilo.

Guadalupe Aguilar Madrid, médica e pesquisadora do Instituto de Seguro Social do governo federal mexicano, diz que o IMFI exerce grande influência sobre as regras trabalhistas e ambientais mexicanas, que continuam a ser frouxas.
O país está à beira de uma epidemia de mesotelioma e outras doenças relacionadas ao amianto que poderia custar 5.000 vidas ao ano, diz a médica.

No Brasil, um promotor de Justiça quer dissolver o Instituto Brasileiro do Crisotila, que se descreve como grupo de interesse público e opera com isenção tributária. Em petição judicial, o promotor acusa o instituto de servir como mal disfarçado agente de vendas para a indústria brasileira do amianto. O instituto nega a alegação, afirmando "garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores e usuários".

Na Índia, onde o mercado do amianto vem crescendo em 25% ao ano, a poderosa Asbestos Cement Products Manufacturers Association desfruta de estreito relacionamento com os políticos e recebeu US$ 50 milhões das empresas do setor desde 1985, de acordo com fontes do governo. Uma das especialidades da organização são "editoriais publicitários" --falsos artigos noticiosos que louvam a segurança e o valor dos produtos de amianto. Um anúncio veiculado no jornal "Times of India" em dezembro é típico. Alegava, entre outras coisas, que o flagelo do câncer causado pelo amianto no Ocidente havia surgido em um "período de ignorância", quando a manipulação pouco cautelosa de materiais de isolamento feitos de amianto resultou em exposição excessiva. Esse tipo de exposição já não acontece, afirmava o anúncio.

PATROCINADOS


O argumento do lobby do amianto depende em larga medida de cientistas que caracterizam o amianto branco como relativamente benigno. Pesquisas sobre o crisotilo financiadas pelo setor começaram a ser conduzidas de maneira mais efetiva a partir da metade dos anos 60, quando estudos que comprovavam os efeitos nocivos do amianto atraíram atenção indesejada para as então prósperas minas de Quebec.
Minutas da reunião da Quebec Asbestos Mining Association em novembro de 1965 sugerem que o grupo adotou o setor de tabaco como paradigma: "Foi mencionado que o setor de tabaco havia lançado um programa próprio [de pesquisa] e agora sabe que posição ocupa. A indústria sempre faz bem ao cuidar de seus próprios problemas".

Os estudos se provaram benéficos para um setor que vem sofrendo crescente pressão pela cessação de suas atividades. São vigorosamente contestados por outros cientistas, segundo os quais o crisotilo é claramente capaz de causar mesotelioma e câncer de pulmão.

"Existe base científica legítima para a alegação de que o amianto branco pode ser menos nocivo [que o marrom ou o azul]? Sim", diz Arthur Frank, médico e professor na escola de saúde pública da Universidade Drexel, em Filadélfia. "Mas isso significa que seja seguro? Não".

Esta história é parte de uma investigação conjunta conduzida pelo ICIJ e pela BBC News. Colaboraram ANA AVILA, na Cidade do México; DAN ETTINGER, em Washington; MURALI KRISHNAN, em Nova Delhi; ROMAN SHLEYNOV, em Moscou; e MARCELO SOARES, em São Paulo.

TRADUÇÃO DE PAULO MIGLIACCI

Fonte: DA BBC/ICIJ, ESPECIAL PARA A FOLHA - 21/07/10

Cidade dos EUA aprova plano para cultivar maconha em larga escala

Len Goodman é um dos 11 produtores  aprovados pelo Novo México para a produção de maconha de uso medicinal  para todo o estado da Califórnia. 2 mil ... Foto: AP

Len Goodman é um dos 11 produtores aprovados pelo Novo México para a produção de maconha de uso medicinal para todo o estado da Califórnia. 2 mil usuários acabam rotineiramente com seu suprimento
Foto: AP


O Conselho Municipal de Oakland, na Califórnia (EUA), aprovou um projeto para licenciar quatro grandes unidades de produção e cultivo de maconha.

O plano, discutido na terça-feira, teve cinco votos a favor, dois contra e uma abstenção no Comitê de Segurança Pública do Conselho Municiapal. A medida deverá ter, ainda, uma votação final do Conselho, mas o resultado não deve mudar. A medida faria de Oakland a primeira cidade no país a ter a licença para o cultivo, processamento, embalagem e venda por atacado de maconha.

Os defensores dizem que a medida poderia gerar milhões de dólares em impostos para Oakland em vendas e criar centenas de postos de trabalho. Ressaltaram, ainda, a possibilidade de Oakland tornar-se a capital da cannabis no país, especialmente se os eleitores da Califórnia aprovarem, em novembro, a legalização do uso recreativo da maconha. Os oponentes afirmam que a medida iria tirar os pequenos produtores do negócio.

Fonte: Associated Press - 21/07/10

Marrocos quer EDP nas renováveis

Marrocos vai investir 17 mil milhões de dólares (13,1 mil milhões de euros) em energias renováveis até 2020, estando a desenvolver contactos com a EDP para a formação de parcerias, revelou a ministra da Energia marroquina.
"Houve contactos com a EDP, que é um grande operador de energia eólica, com muitos projectos, muitos conhecimentos no domínio das eólicas.
Falámos também com a Águas de Portugal e com outras empresas que estão em programas de produção fotovoltaica e com fabricantes de painéis fotovoltaicos", concretizou Amina Benkhadra em entrevista à agência Lusa.
No âmbito da sua visita a Portugal, a governante indicou que "há oportunidades, através das empresas portuguesas que dispõem de experiência e conhecimento, de tomarem posições fortes em alguns projectos, nomeadamente no eólico e no solar".
Amina Benkhadra acrescentou que o país norte-africano não pretende que as empresas portuguesas forneçam "fábricas prontas", mas sim que sejam feitos "reais desenvolvimentos económicos e sociais, para criar um tecido industrial na cadeia de valor destes dois sectores, o eólico e o solar, no acompanhamento e formação dos recursos humanos".
Refira-se que Marrocos alterou o seu quadro jurídico, abrindo caminho ao investimento privado na produção de energia eléctrica de origem renovável.
Para a energia solar Marrocos tem um programa de cerca de 9 mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros), enquanto para a energia eólica o montante ronda os 3 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros).
O remanescente destina-se à construção de centrais eléctricas.
Desta forma, o país pretende aumentar a sua capacidade renovável nos próximos 10 anos, esperando que as energias limpas representem 42% da produção eléctrica instalada em 2020.

Fonte: OJE - 21/07/10

Eu Invests 90 Million Euros IN Future Internet Systems

The EU is investing in the future of the Internet to ensure it will be able to support increasing demands from citizens, businesses and governments.
The European Commission today made available €90 million under the Future Internet Public-Private Partnership.
"Ultra fast internet holds the key to delivering sustainable economic and social benefits" Commissioner Neelie Kroes
Researchers from all parts of the Information and Communication Technologies (ICT) sector can apply for funding for projects in 2011.
This research will focus on innovative internet applications to make infrastructures like health systems, energy grids or traffic management systems 'smart'.

The €90 million are part of the €300 million from the EU research framework programme (FP7) that will be provided for this purpose over 2011-2013 with a further €300 million coming from industry. This complements the Commission's €200 million yearly ICT support to ongoing research for internet technology.
Under the Digital Agenda for Europe the Commission has committed to maintain the pace of yearly increases of the ICT research budget until 2013.
The Digital Agenda also invites EU Member States to double annual total public spending on ICT research by 2020 to €11 billion.
Commission Vice-President for the Digital Agenda, Neelie Kroes, said: "Ultra fast internet holds the key to delivering sustainable economic and social benefits. Europe and its businesses should seize the opportunity to develop new technologies and applications that can increase tremendously the economic and social efficiency of processes we use every day."
Internet data traffic is today growing by 60% every year. We already rely on the Internet to deliver many essential services.
In the coming years we will depend on it for delivering a whole range of new services supporting policy objectives in climate change, mobility, energy saving, healthcare, governance etc.
The aim of the Future Internet Public-Private Partnership is to improve key ICT infrastructures of Europe's economy and society by making them better able to process massive amounts of data coming from different sources.
It should also render the Internet more reliable and secure to allow real time information to be processed into real time services.
Under the Future Internet Public-Private Partnership, €90 million of funding is available from the EU for 2011, with a further €210 million in 2012-2013.
EU funding for the Future Internet PPP will go to strategic projects that link industry sectors across Europe to leverage advanced internet infrastructure and build innovative services.
The call published today for 2011 seeks innovative projects integrating different industries to build on previous achievements and use the strengths of the public sector.
The Future Internet PPP aims to close the gap between research and innovation, and between technology supply and the user demand.
To receive financial support, projects have to show commitment to the bigger picture.
Phase one looks at integrating the underlying technology and developing use case scenarios; phase two looks at making available the future internet core platform, large scale trials and pilots; and phase three massively broadens the scope to large-scale trials with real applications.
SMEs and user-driven innovation are expected to play a key role.

Until now, EU research funding in this field has been split between many different projects.
The Future Internet PPP will focus the combined efforts of the European Commission, Member States and industry on a few innovation flagship projects to make Europe a leader in the research and roll-out of future innovative internet technologies needed to 'smarten up' infrastructures in areas affecting daily life like health, transport, and energy.
The Future Internet public-private partnership fits into the EU2020 strategy that sets out for a social market economy with a smart, sustainable and inclusive growth. The public-private partnership is part of the Digital Agenda for Europe's efforts to deliver economic benefits from fast and ultrafast internet and interoperable applications.
The PPP aims to support an internet-enabled service economy using so-called 'cloud computing' (i.e. computer services delivered over the internet) and a wealth of real world data.
Examples of existing EU smart network research
Smart systems are already being piloted in regions and cities throughout Europe.
For example, the city of Santander, together with Telefonica, is establishing "Smart Santander", a unique city-scale experimental research facility that supports internet applications and services for a smart city.
More than 20,000 sensors and objects such as cameras will be connected to the internet for testing new ideas and new services for managing traffic, energy consumption and other services.
This project has received €6 million from the EU and an extra €4 million from private investors.
The SmartTouch project in Finland is the EU's largest project on testing Near Field Communication (NFC) technology, a wireless communication technology which enables data to be exchanged between devices over about a 10 centimeter distance.
The project involved partners from different fields: technology and service producers, researchers and organizations setting up first pilots.
Two years after the start of the project, the basis of NFC-enabled services has been laid. In addition to the usual payment and ticketing services, SmartTouch partners have also tackled access control, infotainment and entertainment services.
ICiNG, the Innovative Cities of the Next Generation, creates an integrating city that remains sensitive to the needs of its citizens to continuously improve their quality of life.
The ICiNG city has a network of environmental sensors and points of interaction for the mobile devices of its citizens which leads to a reduction in response time of the public services.
The Commission wants governments and industry to work together so that European research focuses further on key internet technologies and their fast application to daily life.
The Commission, as shown in the examples, is already funding research that is making the internet itself smarter, with €650 million invested in nearly 100 European projects under its ICT research programme for 2007-2013.

Fonte: Europe's Information Society - 21/07/10

Aeronáutica deve comprar 28 cargueiros da Embraer

MARIANA BARBOSA
ENVIADA ESPECIAL A FARNBOROUGH

O Comando da Aeronáutica tem intenção de comprar 28 cargueiros CK-390, avião militar que está em fase de desenvolvimento pela Embraer. O anúncio será feito nesta manhã pelo Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, durante a feira de aviação de Farnborough, na Inglaterra.

A intenção de comprar é o primeiro passo antes da assinatura do contrato firme de aquisição, o que só deve acontecer dentro de um ano.

No entanto, essa declaração é fundamental para a Embraer conseguir negociar contratos com parceiros e fornecedores de sistemas, partes e peças do avião. Dentro do modelo de fabricação da Embraer, os parceiros ajudam a financiar o desenvolvimento do avião, sendo cada um responsável por uma parte.
Dessa forma, o fabricante da asa, por exemplo, financia o desenvolvimento da asa.

"Com essa declaração da Aeronáutica, estamos trabalhando para que, até o final do primeiro trimestre de 2011, nós possamos anunciar os fornecedores e parceiros estratégicos", disse o vice-presidente para o Mercado de Defesa da Embraer, Orlando José Ferreira Neto. Até lá, a Embraer também espera ter condições de estabelecer o preço final do cargueiro.

O projeto de desenvolvimento do CK-390 envolve 400 engenheiros e está sendo bancado pelo governo brasileiro --como é comum acontecer nessa área de Defesa. O presidente Lula liberou US$ 1,3 bilhão para o projeto em abril de 2009, recurso que foi crucial para evitar mais demissões na Embraer. Em fevereiro de 2009, a Embraer havia demitido 20% de sua força de trabalho, ou 4.000 funcionários.

O CK-390 vai substituir os Hércules, cargueiros utilizados atualmente pela FAB e que estão ultrapassados. O avião deverá ser capaz de transportar 23 toneladas de carga 4 toneladas a mais do que no projeto original.

Há espaço para 80 soldados e até um helicóptero. Um protótipo em tamanho real do cargueiro foi montado nas dependências do CTA (Centro Técnico Aeroespacial), em São José dos Campos (SP).

A expectativa da Embraer é vender o CK-390 também para outros países. "O mercado possível [ou seja, excluindo países que por razões geopolíticas não comprariam o CK-390] é de 700 unidades para os próximos 15 anos", disse Ferreira Neto.

A repórter viajou a convite da ATR

Fonte: Folha SP - 21/07/10

Praia do Paiva em Pernambuco com imóveis a R$ 3 mi

Condomínio já tem 62% das unidades vendidas antes do lançamento

ROCHELLI DANTAS

EMPREENDIMENTO oferece cinco opções de planta

O mercado de luxo parece estar em alta no Estado.
A Odebrecht Realizações Imobiliárias lançará no próximo dia 31 o condomínio Vila dos Corais, segunda etapa de desenvolvimento da Reserva do Paiva.
Implantado em uma área de aproximadamente 60 mil m², sendo 345 m² de beira-mar, o condomínio é composto de 132 apartamentos distribuídos em seis edifícios.
As unidades variam de R$ 1,4 milhão a R$ 3 milhões.
Mesmo em fase de pré-lançamento, o empreendimento já atingiu a marca de 62% dos apartamentos comercializados, além de 21% das unidades em negociação.

A previsão é de que o condomínio residencial seja entregue aos moradores em 2012, um ano antes da data inicial prevista. “Nossa expectativa é de que até o fim do ano as vendas estejam consolidadas.
Uma surpresa é que a maioria dos compradores é pernambucano.
A antecipação das obras foi uma decisão do grupo devido à boa resposta de vendas”, afirmou o diretor de Incorporação Imobiliária da Odebrecht Realizações Imobiliárias, grupo responsável pela construção, Luís Henrique Valverde.

O investimento previsto na construção do condomínio é de R$ 150 milhões.
A expectativa é de que, durante as obras, sejam gerados 3,5 mil empregos diretos e indiretos.
O empreendimento oferece cinco opções de planta com áreas que variam de 238 m² a 503 m². Todas as opções possuem vista dupla (para o mar e para a Reserva Ecológica do Camaçari).
Uma das opções é o chamado Jardins, duplex com um plano semi-enterrado.
Neste caso, o morador contará com quatro vagas na garagem, área de serviço, quartos de serviços e depósito. No andar de cima do duplex ficam instaladas três ambientes sociais, quatro suítes e um jardim privativo com decks e piscina privativa.

Nas unidades panorâmicas, o diferencial está nas varandas com amplo espaço.
A planta possui quatro suítes, três ambientes sociais, cozinha, dependência de empregada e área de serviço. Já as coberturas, que possuem 503 m², possuem todos os ambientes em um único plano onde estão dispostos terraço, piscina privativa, cinco ambientes sociais, cinco suítes, cozinha, dependência de empregada e área de serviço. “Todas as coberturas já foram vendidas”, contou Valverde.

A área de lazer é composta por, entre outros itens, piscinas com decks individuais, clube de praia com espaço gourmet, sauna, clube de lazer com salão de festas, academia de ginástica, spa, quadra de tênis e campo de futebol society.


Terceira etapa será lançada após Carnaval

A terceira etapa de desenvolvimento da Reserva do Paiva deve ser lançada após o Carnaval do ano que vem.
Esta etapa inclui a instalação de três hotéis business e de lazer, além de um mall de comércio e serviços.
De acordo com o diretor de Incorporação Imobiliária da Odebrecht Realizações Imobiliárias, Luís Henrique Valverde, as negociações com os grupos hoteleiros interessados já teve início.

“As conversas devem ser concluídas ainda neste segundo semestre.
Nosso objetivo é anunciar a bandeira que irá fazer parte da Reserva do Paiva até o fim deste ano para começarmos a terceira etapa do empreendimento logo após o Carnaval”, disse.
Segundo Valverde, o grupo contratou uma empresa de consultoria para identificar a demanda hoteleira no Estado e o posicionamento que deve ser adotado.
“Estes devem ser hotéis quatro estrelas. Pensamos inclusive que um deles pode servir como Centro de Treinamento para uma das seleções que vierem ao Estado para Copa do Mundo de 2014”, contou.

O primeiro condomínio do empreendimento, chamado Morada da Península, será inaugurado no próximo dia 31 de julho. Nesta etapa foram construídas 66 casas, além de uma área de lazer com, entre outros itens, quadras poliesportivas, spa, garage band, kids club e quadra de tênis.

A Reserva do Paiva se consolidou como o maior investimento da Odebrecht Realizações Imobiliárias no Estado.
A expectativa é de que o aporte total previsto chegue a R$ 1,6 bilhão.
Além dos condomínios residenciais e hotéis, o projeto inclui a construção de complexos empresariais, clubes esportivos, escola, centro médico e shopping center.
A instalação desses equipamentos será realizada em 19 etapas de desenvolvimento, divididas ao longo de 15 anos.

Fonte: Folha PE - 21/07/10

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