domingo, 27 de junho de 2010

Pirapama em Pernambuco já opera com 550 litros de água por segundo

A primeira etapa do Sistema Pirapama está operando há mais de 48 horas, sem interrupções, com uma vazão de 550 litros de água por segundo.
Isso significa que os bairros de Massangana, Cajueiro Seco, Massaranduba e Prazeres, o setor correspondente ao trecho que vai da Armindo Moura (Porta Larga) até Cajueiro Seco, lado esquerdo sentido Recife/Cabo de Santo Agostinho e áreas do Jordão Baixo, estão recendo água sem racionamento.

Nesta próxima segunda-feira (28), o novo sistema vai operar com mais 450 litros de água por segundo, que é a vazão restante prevista para esta primeira etapa.
Com a operação dos 1.000 litros de água por segundo, Pirapama passa funcionar com 20% da capacidade plena, que é de 5.130 litros de água/seg.

Nesta fase, a partir de segunda-feira, a água de Pirapama sairá da Avenida Armindo Moura (Porta Larga) percorrerá o trecho da Imbiribeira (lado direito) no sentido Porta Larga até a Ponte de Afogados e entorno do Aeroporto até a Rua Bruno Veloso, no bairro de Boa Viagem. Nesta etapa inicial, serão beneficiadas 400 mil pessoas na Zona Sul do Grande Recife. O empreendimento Pirapama está recebendo investimentos superiores a R$ 500 milhões e será entregue em mais duas etapas: uma em agosto e a última em dezembro deste ano. No final do projeto, serão 3,5 milhões de pessoas sem racionamento de água na RMR.

Além do monitoramento sistemático da operação do novo sistema, inclusive com plantão 24 horas, para acompanhar toda a vazão e pressão da água de Pirapama, a Compesa também está percorrendo os bairros já contemplados para verificar o comportamento da rede de distribuição nessas localidades.

Nas áreas visitadas, o sentimento das pessoas abordadas é um só: o abastecimento com a água de Pirapama melhorou muito a vida dos moradores.
Um exemplo é o Jordão Baixo, uma área crítica de abastecimento, onde em algumas ruas, a população passava até oito dias sem água.
Hoje, com a água de Pirapama, tratada em uma moderna Estação de Tratamento de Água, localizada às margens da BR-101 Sul, no Cabo de Santo Agostinho, uma parte do bairro já está recebendo água todos os dias, como as ruas Craibas, Muniz Ferreira e Paraúna.

Fonte: Portal PE - 27/06/10

Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia tem inscrição aberta

Estudantes, jovens pesquisadores e equipes de pesquisa do setor científico e tecnológico têm um desafio para este ano: o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia.

O tema do prêmio este ano é Nanotecnologia e tem como foco de trabalho explorar dois aspectos: (1) processos de seleção de qualidade, classificação (por tamanho), embalagem-empacotamento e armazenamento da produção, mesmo que não haja transformação; e (2) transformações posteriores dos produtos e subprodutos obtidos da primeira transformação da matéria-prima.

O prêmio é realizado pelo Mercosul e conta com patrocínio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina. Os parceiros são: Movimento Brasil Competitivo (MBC), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Tecnologia (Unesco), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Os trabalhos poderão ser enviados até 23 de agosto.
Mais informações em http://eventos.unesco.org.br/premiomercosul/

Fonte: FIEPE - 27/06/10

Congonhas cresce nos envios aos árabes

As exportações de mercadorias via Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para o mundo árabe, cresceram 468% nos cinco primeiros meses do ano, principalmente em função do envio de ouro.

Isaura Daniel

São Paulo – As exportações brasileiras ao mundo árabe por meio do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, aumentaram expressivamente no começo deste ano. Elas passaram de US$ 23,4 milhões entre janeiro e maio de 2009 para US$ 109,6 milhões no mesmo período deste ano, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O crescimento foi de 468%.

Infraero/Divulgação Infraero/Divulgação

Aeroporto de Congonhas transportou 13 milhões de passageiros em 2009

O principal responsável pelo aumento foi o embarque de ouro. Dos US$ 109,6 milhões em produtos despachados aos países da Liga Árabe via Congonhas, US$ 106,4 milhões foram de ouro em barras e fios. O valor correspondeu a três toneladas. "O ouro é um produto de valor alto. Vale a pena envia por via aérea", diz o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby.

Além de ouro, também foram embarcados pelo aeroporto terminais portáteis de telefonia celular, ovos de galinha para incubação, calçados, medicamentos, peças em pedras preciosas, aparelhos para circuitos eletrônicos, autopeças, entre outros. Nenhuma destas mercadorias, no entanto, foi exportada em valor maior do que US$ 11 milhões. A venda de terminais portáteis de telefonia que seguiu via Congonhas alcançou de US$ 10,3 milhões e foi a maior, após o ouro. Os ovos para incubação enviados custaram US$ 2,9 milhões.

No mundo árabe quem recebeu as mercadorias via aérea foram Emirados, em maior volume, seguido por Egito, Arábia Saudita, Bahrein e Líbano. Os Emirados, porém, foram os grandes compradores, com US$ 122 milhões. "Os Emirados são um centro de produção de jóias. A mercadoria (exportada pelo Brasil) é matéria-prima", explica Alaby. Apesar de ser enviada via São Paulo, os produtos que seguiram via Congonhas vieram de várias regiões do Brasil, principalmente Minas Gerais, Bahia, o próprio estado de São Paulo e Goiás.

O Aeroporto de Congonhas é um dos mais importantes do estado de São Paulo. Em 2009, segundo dados da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), 193.308 aeronaves operaram por meio do aeroporto. O local também foi via de embarque para 29,3 mil toneladas em cargas e de transporte para 13,6 milhões de passageiros.

Fonte: ANBA - 27/06/10

Governo de Pernambuco fecha parceria com Tribunal Solidário em prol das vítimas das chuvas

O objetivo é arrecadar dinheiro para ajudar as pessoas vitimadas pelas chuvas que caíram em Pernambuco

O Governo de Pernambuco fechou um termo de cooperação com o Tribunal Solidário, que é uma instituição sem fins lucrativos, formada por servidores do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.
O objetivo é arrecadar dinheiro para ajudar as pessoas vitimadas pelas chuvas que caíram em Pernambuco principalmente na Zona da Mata Sul.

Quem quiser fazer doação, segue informações sobre a conta:

Banco Real
Agência: 1016
Conta: 6.023076-2
CNPJ: 07.730.717/0001-38

Fonte: Da Redação do pe360graus.com - 27/06/10

Kevin Costner ajuda a limpar derrame no Golfo do México



Kevin Costner diz que não é fácil para as pequenas empresas 'vender' as suas tecnologias no universo burocrático.

Kevin Costner diz que não é fácil para as pequenas empresas 'vender' as suas tecnologias no universo burocrático.

Empresa fundada pelo actor norte-americano trabalhou 17 anos numa tecnologia usada agora nas limpezas de crude no Golfo do México.

A BP anunciou esta semana que encomendou 32 equipamentos da Ocean Therapy Solutions, empresa financiada por Costner, criados para separar o petróleo da água do mar.

O actor de ‘Dança com Lobos' investiu cerca de 20 milhões de dólares nos últimos 17 anos no desenvolvimento destas centrifugadoras.

Costner ajudou a fundar a empresa Ocean Therapy Solutions para apoiar o trabalho de investigação do irmão, sobre tecnologias de limpeza em cenários de fugas de petróleo.

"Todo o mundo está a seguir a forma como a América está a gerir o maior desastre ambiental da história", disse Costner no Comité do Senado das Pequenas Empresas, em Washington, citado pela CNN Money.

"Acredito que existem outras pequenas empresas por aí tal como nós, que devem saber que negociar as vossas tecnologias no actual esquema burocrático é como tentar jogar um videojogo que ninguém consegue dominar", avisou o actor.

A petrolífera britânica BP já gastou mais de dois mil milhões de dólares (1,61 mil milhões de euros) para tentar eliminar a maré negra no Golfo do México.

Fonte: Eudora Ribeiro - Económico - PT - 27/06/10

Associação dos Panificadores de Pernambuco doa 32 mil pães às vítimas das chuvas

A Associação de Panificadores junto com a cooperativa e o sindicato da categoria, vai doar, neste domingo (27), 32 mil pães para os moradores do município de Água Preta, um dos locais muito afetados pelas chuvas em Pernambuco.
"A Casa Civil pediu que nós fizésemos a ação e nós atendemos porque temos uma pareceria com o Governo do Estado e acreditamos que a ajuda não deve vir só do governo. É hora de todos ajudarem", afirmou o presidente do sindicato dos panificadores José Cosme.

Segundo Cosme, a idéia é fazer a distribuição dos pães para outros municípios que estão em estado de calamidade pública, pelo menos uma vez por semana.
Nesta primeira ação, os 32 mil pães foram levados em dois caminhões que também continham 2 mil litros de água mineral, algumas cestas básicas e roupas.
O Governo do Estado disponibilizou um carro para fazer a escolta até Água Preta.

Fonte: Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR - 27/06/10

Emissoras colocam tecnologia 3D em teste

AMANDA DEMETRIO
DE SÃO PAULO

Tecnologia e conteúdo precisam se mover juntos para que a revolução 3D saia dos cinemas e chegue à casa do telespectador.

A engrenagem está sendo impulsionada pelo mercado de aparelhos compatíveis com a tecnologia, que movimentou US$ 55 milhões em apenas três meses nos Estados Unidos, segundo estimativas do NPD Group.

As emissoras agora correm para preencher o espaço aberto à criação de conteúdo adaptado.

No Brasil, testes estão sendo feitos desde o início do ano. O Carnaval foi filmado pela Globo com câmeras 3D da Sony e transmitido para um grupo fechado.
Também em caráter experimental, a Fórmula Indy e cenas da novela "Viver a Vida" ganharam gravação adaptada para a tecnologia.

Todos têm coisas positivas a dizer sobre a tecnologia, mas, no país, somente a RedeTV! começou suas transmissões em 3D.

Já é possível ver em 3D o "Pânico na TV", provas de automobilismo e partidas de futebol da série B do Campeonato Brasileiro.

Com poucas opções, o consumidor pode optar pela conversão do 2D para o 3D, função presente em algumas das TVs 3D.

FORA DO PAÍS

Nos EUA, a ESPN lançou o seu canal de transmissão 3D, que está mostrando partidas da Copa. Foram três anos de testes com a tecnologia, de acordo com a ESPN.

O Discovery também deve começar a transmitir em 3D nos EUA, segundo o site HDGuru.com.

Fonte: Folha SP - 27/06/10

Valor do pedágio será reajustado nas rodovias de SP a partir da quinta

Preços serão 'quebrados' em R$ 0,05; organização promete protestos contra aumento

SÃO PAULO - Os pedágios nas rodovias estaduais de São Paulo serão reajustados a partir da 0h da próxima quinta-feira (1º) e terão tarifas "quebradas" em R$ 0,05.
O principal pedágio do sistema Anchieta-Imigrantes vai aumentar de R$ 17,80 para R$ 18,50. Pedágios da Rodovia dos Bandeirantes passarão de R$ 6,10 para R$ 6,35.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) afirma que os novos valores "quebrados" não irão criar mais filas nos pedágios.

O Movimento Estadual Contra os Pedágios Abusivos do Estado de São Paulo promete fechar a Rodovia Santos Dumont (SP-75) no dia 1º de julho para protestar contra as tarifas da praça de Indaiatuba, no quilômetro 60, que sobe de R$ 8,80 para R$ 9,15.

Fonte: Agência Estado - 27/06/10

Montes de areia de construção viram esculturas nas ruas de Londres

Arte ganhou movimento batizado de Sandalism. Zara Gaze esculpe material durante a noite.

Os montes de areia usada nas construções em Londres servem de matéria-prima para uma artista fazer verdadeiras obras da noite para o dia.


O metrô de Covent Garden ganhou uma escultura (Foto: Barcroft/Getty Images)

Nos últimos dois anos, Zara Gaze tem esculpido toda montanha de areia que encontra pela cidade.
Ela já fez tartarugas, figuras humanas e outras imagens em menos de 24 horas.
No começo, a arte de Zara surpreendeu os moradores e turistas, que não sabiam como as obras apareciam na cidade.
Com o tempo, elas viraram um movimento chamado sandalism, a junção das palavras sand (areia) e vandalismo em inglês.
"Sempre fui interessada em arte de rua e em algo que as pessoas tivessem fácil acesso", disse Zara ao jornal "Daily Mail".

Pé foi esculpido durante a noite em Londres (Foto: Barcroft/Getty Images)


Tartaruga foi esculpida na região central de Londres (Foto: Barcroft/Getty Images)

Fonte: Do G1, em São Paulo - 27/06/10

Profissionais terceirizados podem ter crise de identidade corporativa

JORDANA VIOTTO
DE SÃO PAULO

Qual é a importância de poder ter sobre a mesa do trabalho uma foto dos filhos ou aquele suvenir que sempre traz boas lembranças?
Para quem não tem essa chance, a resposta é "muita". É o caso de profissionais terceirizados como consultores, analistas e auditores que são registrados por uma empresa, mas atuam em outra.
Ao se dedicarem boa parte do tempo a empresas com que não possuem vínculos contratuais, correm risco de se depararem com uma crise de identidade corporativa.
"Eles sentem falta de símbolos como a mesa própria com porta-retratos da família", conclui Diana Johnson em dissertação de mestrado defendida no Instituto Coppead, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Após acompanhar o dia a dia desses profissionais em empresas distintas, Johnson constatou que, sobretudo para os mais jovens, faz falta não poder dar um toque pessoal ao local de trabalho.
O estudo destaca a sensação de dualidade dos consultores, pois representam dois papéis e seguem regras do cliente e da consultoria.
"A situação pode causar desconforto ao profissional", destaca Luciana Mourão, diretora da SBPOT (sociedade de psicologia do trabalho).
A cultura profissional brasileira intensifica a questão. "Aqui, há necessidade de vínculo", diz Carlos Eduardo Autona, sócio-diretor da consultoria de RH Exec.
"Na Europa, há menos vínculos nas relações de trabalho", reforça Gil van Delft, diretor da Page Personnel.

Profissionais "sem-mesa" têm vínculo com empresa diminuído

Para driblar a falta de uma mesa de trabalho, os consultores passam a ser econômicos nos objetos do dia a dia.
Levam as fotos da família no computador e carregam na mochila um miniescritório móvel, com bloco, caneta, calculadora e notebook.
A tática não supre, porém, a ausência de estrutura fixa. O consultor Fabiano Moraes, 32, por exemplo, se diz adaptado à situação, mas sonha com uma mesa própria. "Era gostoso ter fotos da família", lembra, em menção à época em que tinha o móvel.
Também consultor, André Moura, 30, concorda. "Não tenho ramal e me acostumei a não contar com gaveta."
A situação se agrava nas viagens rotineiras na vida desses profissionais. Nesses casos, deixam montado um kit básico de vestuário para passar a semana no cliente.
Potencializam, com isso, a sensação de perda de identidade, conforme aponta um dos entrevistados do estudo de Diana Johnson, feito no Instituto Coppead, da UFRJ.
"[Só há] criatividade no começo da semana, para montar o kit; o resto é automático", atesta o consultor.

Fora do ninho

A relação com objetos pessoais não é a única que muda no caso dos terceirizados. O vínculo com a empresa-mãe também é enfraquecido, ressalta Johnson.
"O profissional sente-se mais parte do cliente, onde está todos os dias."
Luciana Mourão, da SBPOT (sociedade de psicologia do trabalho), explica que a identificação com a empresa é um componente de satisfação por isso a importância de ter vínculos. "Se as empresas tiverem culturas similares, o problema não é grande. Senão, o consultor pode entrar em conflito."
A fim de minimizar o desencontro, as organizações mantêm consultores atualizados do dia a dia do escritório por meio de e-mails.
Mesmo assim, a sensação de estranhamento permanece. "Quando volto ao escritório depois de um tempo fora, não identifico muitos rostos", destaca André Moura.
Na Asyst International, treinamentos a cada seis meses são a saída para agrupar os colaboradores dispersos. "É o tempo para fazer relacionamento", diz Michelle Cheonlin, 28, coordenadora em um cliente da empresa.

Solitários

Em alguns casos, os consultores não se afastam apenas do cotidiano da empresa-matriz -também se isolam da empresa-cliente.
Essa é a realidade do auditor Raphael, 30, que pediu à Folha para não se identificar. Em razão de seu trabalho, precisa manter distância para conseguir ser imparcial.
Ele revela, porém, que gostaria de estar presente em alguns momentos da empresa. "Sou fã de esportes e a empresa sempre promove eventos aos quais não posso ir."

Fonte: Folha SP - 27/06/10

Brinquedos científicos portugueses chegam ao Brasil

Marina Conceição


A Science4you, liderada por Miguel Pina Martins, tem um ano e meio de vida e já facturou 200 mil euros em 2009 com a venda de brinquedos científicos.

A Science4you, liderada por Miguel Pina Martins, tem um ano e meio de vida e já facturou 200 mil euros em 2009 com a venda de brinquedos científicos.

Depois de entrar em Espanha com oito meses de actividade, a Science4you cria empresa no Brasil.

Miguel Pina Martins ainda não acredita na sorte que teve quando, em 2006, retirou um papelinho de um saco preto que dizia "kit de física", numa acção de empreendorismo promovida pelo ISCTE e pela Faculdade de Ciências de Lisboa. Na verdade, o empresário na altura ainda finalista do curso de Finanças do ISCTE - ficou desiludido, mas a iniciativa deu-lhe outra ideia: desenvolver brinquedos científicos e didácticos.

Em Outubro de 2008, criou a Science4you, especializada na produção de brinquedos científicos e didácticos. Passados oito meses a empresa já estava a vender em Espanha. Agora, chegou a vez de conquistar o mercado brasileiro de brinquedos através da Fnac.

"Em Setembro vamos entrar nas oito Fnac do Brasil, mas não vamos ser apenas exportadores. Vamos ter um parceiro com 50% da empresa", afirmou ao Diário Económico Miguel Pina Martins, presidente-executivo.

Além do Brasil, a empresa está já com dois contactos para Itália e Reino Unido. Até agora, o empresário nunca precisou de procurar parceiros. A presença na Semana Europeia das PME valeu-lhe os contactos dos potenciais parceiros para estes dois países.

Mas isso não chega a Miguel Pina Martins. O gestor de 25 anos está à procura de "parceiros em todos os países do mundo". Mas como o mundo é global e Portugal é "uma ervilha", a Science4you vai começar por abrir uma subsidiária em Espanha dentro de dois meses, uma exigência do El Corte Inglés para que os brinquedos portugueses possam entrar nas prateleiras nos grandes armazéns espanhóis.

A ideia de Pina Martins é desenvolver produtos adaptáveis à procura de cada país. "Se na Islândia nos pedirem para desenvolver um vulcão, nós desenvolvemos em Portugal, com os nossos ‘designers' e engenheiros, fazemos cá o ‘packaging' e enviamos para lá. O centro de tudo será sempre em Portugal", garante.

Com um ano de existência no mercado, a empresa já tem os seus brinquedos disponíveis nas maiores cadeias em Portugal: Fnac, El Corte Inglés e Toy'R'us. Em 2009, a Science4you facturou 200 mil euros e estima chegar aos 300 a 400 mil euros este ano, já contando com a "grave crise que a Espanha vive e que já se reflectiu na quebra de vendas no primeiro trimestre".

Por isso mesmo, a Science4you vai lançar brinquedos mais baratos, a menos de sete euros: quatro ‘puzzles' de desenhos do corpo humano (um de órgãos e outro de ossos e músculos), mapa da Europa e sistema solar. Brinquedos que se juntam ao portfólio de 19 brinquedos de energia eólica, solar e erupções vulcânicas, que são os ‘best-sellers'.


Produto português:

Etiqueta ‘Made in Portugal' não é prestigiante
A empresa é portuguesa mas as peças dos brinquedos vêm de Taiwan e Alemanha, mas Miguel Pina Martins comprometeu-se a começar a produzir em Portugal a um preço "um bocadinho mais caro". No entanto, a referência à origem dos 19 brinquedos científicos que a Science4you já tem não pode vir expressa em momento algum na caixa nem nas instruções. Segundo o empresário, "ser português não traz mais-valia nenhuma. Na maior parte dos países é associado a baixa qualidade".

Fonte: Económico - PT - 27/06/10


Governo e Oi negociam parceria em satélite

DE SÃO PAULO

Depois de ressuscitar a Telebrás para gerir o Plano Nacional de Banda Larga, o governo Lula estuda parceria com a Oi para lançar um satélite brasileiro de uso militar e comercial.
O custo do projeto é estimado em R$ 710 milhões.
A proposta foi apresentada a Lula pelos acionistas controladores da tele, e o presidente gostou da ideia.
Segundo assessores presidenciais, a parceria é vantajosa diante do custo elevado. Além disso, dizem eles, um satélite de uso exclusivo da União ficaria ocioso, e a Oi tem a simpatia do Planalto por ser brasileira.
O país não tem satélite de controle totalmente nacional.
Sua construção é defendida por militares e órgãos que cuidam de dados sigilosos, como a Receita.

Fonte: Folha SP - 27/06/10

Shopping da zona leste de SP vira fenômeno de público

SÃO PAULO - Localizado numa região distante e de população entre as mais carentes da cidade de São Paulo, o Shopping Metrô Itaquera se tornou, em dois anos e sete meses de funcionamento, um fenômeno de público. De janeiro a maio de 2010, as vendas cresceram 34% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para efeito de comparação, a média de crescimento dos outros empreendimentos administrados pela Ancar Ivanhoe, como Interlagos e Eldorado, também em São Paulo, foi de 14%.
Além dos recordes do Mc Donald?s, a Giraffa?s e a Divino Fogão dizem que as lojas localizadas no Metrô Itaquera também estão entre as mais movimentadas de suas redes. Cerca de 75 mil pessoas passam todos os dias pelos seus corredores do Metrô Itaquera.
O grande movimento é em parte resultado da integração com estações do metrô e de trem, além de um terminal de ônibus. O empreendimento é beneficiado também pela proximidade com a maior unidade do Poupatempo do Estado, que atende 12 mil pessoas diariamente.
Só a praticidade, no entanto, não explica o sucesso do shopping, que atende a uma região habitada por 2 milhões de pessoas, além de moradores de cidades próximas, como Poá e Mogi da Cruzes.
"A região tinha uma carência muito grande de lazer, entretenimento e comércio", explica o copresidente da Ancar, Marcelo Carvalho.
"Hoje, no sábado e no domingo, o shopping é a alegria do itaquerense", diz o superintendente do empreendimento, Jonas Fortes.
Dos clientes do shopping, 77% pertencem às classes C e D.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: AE Agencia Estado - 27/06/10

Energia gerada pelo vento pode abastecer o Araripe, Exu/PE vai receber um parque eólico, se projeto inscrito em leilão sair vitorioso

Mirella Falcão

A Chapada do Araripe, localizada no município de Exu a 700 km do Recife, pode ganhar torres eólicas dentro de três anos. Trata-se do único projeto localizado em Pernambuco dentre 399 que estão habilitados para participar do Leilão de Energia de Reserva, que será realizado em 19 de agosto. O investimento no parque eólico está estimado em R$ 150 milhões, com potencial de geração de 29 MW (megawatts).
O volume é suficiente para abastecer um cidade com 80 mil habitantes, como Gravatá. A construção do parque deve gerar 320 empregos.

A maior parte dos projetos recentes de geração de energia eólica está sendo desenvolvida no Nordeste. Pernambuco, embora esteja reunindo uma cadeia de fabricantes e de prestadores de serviços especializados no segmento, tais como Impsa, RM Eólica e Eólica Tecnologia, não possui as melhores jazidas da região.
No primeiro Leilão de Energia de Reserva voltado exclusivamente para a fonte eólica, em dezembro do ano passado, dos 71 projetos de geração contratados para fornecer energia ao país a partir de 2012, 63 estão na região.
Foram 23 no estado do Rio Grande do Norte, que concentrou 657 MW, 21 no Ceará, com 542 MW, 18 na Bahia, com 390 MW, e uma em Sergipe, com 30 MW. Não havia nenhum projeto em Pernambuco.

Para o próximo leilão que vai ocorrer no dia 19, o Nordeste representa 312 de todos os 399 projetos cadastrados, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
São 8,3 mil MW de um total de 10,5 mil MW inscritos (o restante fica no Rio Grande do Sul). Os projetos estão espalhados pela Bahia (53), Ceará (106), Piauí (18), Rio Grande do Norte (133), Sergipe (1) e Pernambuco, que desta vez contou com pelo menos um projeto habilitado para o leilão. Será na Chapada do Araripe. Os ventos do local foram estudados por 18 meses pela pernambucana Multiempreendimentos, a pedido da Ecopart Investimentos, que tem sede em São Paulo.

A média de preços registrada no último leilão foi de R$ 148 por MW, quando se esperava algo em torno de R$ 160 - para se terideia, o Proinfa pagou uma média de R$ 250 por cada MW. Como a competitividade é grande, os investidores buscam os locais com as melhores jazidas, porque quanto maior a quantidade de ventos, menor é o preço da energia.
"Essa região do Araripe tem condições de concorrer com os projetos do Ceará e Rio Grande do Norte, estados que hoje reúnem as melhores condições para a implantação dos parques éolicos", diz o diretor comercial da Multiempreendimentos, Luís Carlos Ribeiro. O relevo de chapada mantém constante a frequencia de ventos.
"No último leilão, os projetos vencedores tinham um fator de eficiência (média anual de aproveitamento) entre 35% e 45%. Nessa região, é superior a 45%", garante ele.

Além das boas jazidas, a área ainda fica próxima de subestações, o que exigirá menos investimentos em rede elétrica. Se aprovado seriam 300 empregos na fase de obra e mais 20, quando entrasse em operação no ano de 2013.
"Estamos confiantes de que vamos ganhar o leilão com esse projeto em Pernambuco", afirma Pedro Cavalcanti, diretor de negócios eólicos da Ecopart.
No último leilão, a empresa habilitou três projetos, sem êxito. Desta vez, além dos 29 MW em Pernambuco, a empresa também inscreveu 181 MW no Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, com oito projetos no total.
"No primeiro leilão, os preços ficaram muito abaixo do esperado.
Agora os investidores estão mais preparados", diz Cavalcanti.

Fonte: Diário PE - 27/06/10

Pesquisadores da USP querem levar wi-fi solar a parques e praias

Sistema permite o acesso à internet sem fio para dispositivos móveis em ambientes externos





Foto: Divulgação

Sistema da USP utiliza energia solar



Após desenvolverem o protótipo de um sistema de comunicação sem fio alimentado por energia solar, os pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) agora querem fazer parcerias com empresas para levar a tecnologia também para fora do campus. O sistema, resultado da tese de mestrado do engenheiro Rafael Herrero Alonso realizada há cerca de dois anos, está sendo aperfeiçoado pelo Núcleo de Engenharia de Mídias do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI).

Instalado em postes de iluminação na Cidade Universitária, na zona oeste da capital paulista, o Wi-Fi Solar é utilizado atualmente pelos estudantes e funcionários do campus. Formado por painel solar, roteador, baterias e controlador de energia, o protótipo foi concebido para permitir o acesso à internet sem fio por notebooks e celulares em ambientes externos, como parques, construções e praias, por exemplo.

Segundo Alonso, além de reduzir custos com cabos elétricos, o sistema economiza na hora da instalação, já que não precisa de mão-de-obra especializada. “A economia pode chegar a 40%”, diz ele. Outra vantagem da tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores da USP, de acordo com o engenheiro, é o lado ecológico. “No Brasil há uma possibilidade enorme de utilização de energia solar e hoje essa energia está sendo desperdiçada.”

A pesquisa, que continua em andamento, pretende agora diminuir o peso e as dimensões dos aparelhos – o sistema pesa cerca de 20 quilos – e a eficiência do painel solar. Os modelos instalados no campus operam no mínimo oito horas por dia. À noite, é utilizada a energia captada e armazenada nas baterias.

O desenvolvimento dos primeiros protótipos, além do engenheiro Rafael Alonso, contou com a colaboração dos professores Marcelo Zuffo e Roseli de Deus Lopes, da Escola Politécnica (Poli), e do engenheiro Hilel Becher, gerente do Núcleo de Engenharia de Mídias.

Fonte: Juliana Kirihata, iG São Paulo | 27/06/10

Projeto de biólogo mostra degradação do meio ambiente no Rio

Mário Moscatelli faz fotos aéreas das áreas verdes há 14 anos.'Entra ano, sai ano, só vejo degradação', afirma.

Em 1997, o biólogo Mário Moscatelli, então com 32 anos, resolveu empreender um projeto de monitoração de áreas verdes na Região Metropolitana e no Litoral Sul do estado do Rio de Janeiro. O objetivo do Projeto Olho Verde era fazer sobrevoos para tirar fotos aéreas, de modo a acompanhar a degradação de matas, encostas, mangues, rios, lagoas e baías. Para a desolação do biólogo, desde o começo as imagens não eram nada animadoras. "Não tem foto bonita desde o primeiro voo. Entra ano, sai ano, só vejo degradação", afirma.

Passados 14 anos, Moscatelli está pessimista com o futuro do meio ambiente que os dois filhos pequenos vão desfrutar. "Infelizmente, falta muito para os gestores públicos e, principalmente, a sociedade entenderem que estamos cavando nossa própria sepultura", sentencia Moscatelli

Essa previsão é baseada nas centenas de fotografias que o biólogo tirou, praticamente todos os meses, ao longo de quase uma década e meia. As imagens comprovam como a ação do homem devastou planícies e encostas para a construção de favelas e condomínios de luxo, poluiu bacias hidrográficas com esgoto in natura e desmatou imensas áreas verdes para a criação de lixões.



Mário Moscatelli comparou as fotos, tiradas com uma diferença de dez anos (Foto: Mário Moscatelli/Divulgação)

"Rios foram transformados, institucionalmente, em valões de esgoto. Os rios Faria, Jacaré, Irajá, São João de Meriti, Sarapuí-Iguaçu e Guaxindiba, todos com grande volume de água, hoje, são esgoto puro", denuncia Moscatelli. "Esses rios não têm mais vida. Morreram", diz. O biólogo inclui nesta lista as bacias hidrográficas de Sepetiba, da Baixada de Jacarepaguá e a Baía de Guanabara. "Os rios levam esgoto para lagoas e baías, que se transformaram em imensos penicos", afirma.

O flagrante, do começo de 2010, mostra a enorme quantidade de esgoto saindo do Canal da Joatinga.
O flagrante, do começo de 2010, mostra a enorme
quantidade de esgoto saindo do Canal da Joatinga.
(Foto: divulgação/Mário Moscatelli)

Programa para despoluir Baía de Guanabara teve várias paralisações
Orçada inicialmente em US$ 793 milhões, as obras do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), que começaram em 1994, sofreram sucessivas paralisações. De acordo com a Secretaria estadual do Ambiente (SEA), cerca de R$ 2 bilhões já foram gastos no PDBG.

Das três estações de tratamento de esgoto (ETEs) construídas, as ETEs da Pavuna e de Sarapuí estão funcionando precariamente, já que a rede coletora para captar o esgoto das cidades no entorno da baía só está sendo construída agora. A ETE de Alegria, a maior das três, fazia parte da primeira fase do projeto, deveria ter sido concluída em 1999, mas só foi inaugurada completamente dez anos depois do prazo inicial: em 2009.

De acordo com a SEA, o governo do estado vai pleitear mais R$ 1,4 bilhão junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para construir toda a rede coletora de esgoto até a Copa de 2014. Caso o empréstimo seja concretizado, o custo do PDBG vai superar em mais de R$ 2,6 bilhões a previsão orçamentária inicial.

Estação de tratamento prevista para o Pan-2007 ainda está em obras
No âmbito municipal, a construção da Unidade de Tratamento de Rio (UTR) de Arroio Fundo, na Zona Oeste, é outro exemplo de atrasos e desperdício de verbas públicas. A obra, que tem a finalidade de tratar o esgoto lançado no Canal do Arrio Fundo, ajudaria a despoluir a Lagoa da Tijuca. A previsão era inaugurar a UTR nos Jogos Pan-Americanos de 2007, mas até hoje a obra não foi finalizada.

De acordo com a Rio-Águas, órgão da Prefeitura do Rio, o orçamento inicial previa um gasto de R$ 23 milhões. Agora, segundo a Rio-Águas, deverão ser gastos R$ 26 milhões até a inauguração da obra, prevista para outubro deste ano.

Biólogo diz que é possível recuperação em 20 anos
Apesar de todos os problemas, Moscatelli afirma ser possível despoluir rios, lagoas e baías a médio e longo prazo. Segundo ele, várias UTRs devem ser instaladas nos leitos dos rios.

"Em dois anos não teremos mais esgoto chegando. Vão ser necessários mais cinco anos para fazer dragagens, retirar o lodo depositado no fundo e recuperar os manguezais", calcula o biólogo. "Tecnicamente falando, incluindo as políticas de saneamento, habitação e transporte, em 20 anos é possível reverter o processo de degradação de 200 anos", afirma.

A foto, do ano 2000, mostra a ocupação irregular de Vargem Pequena, tanto por barracos, como por casas luxuosas.
A foto, do ano 2000, mostra a ocupação irregular de
Vargem Pequena, tanto por barracos, como por
casas luxuosas. (Foto: divulgação/Mário Moscatelli)

Nem todos os órgãos públicos responderam ao G1
Desde quarta-feira o G1 entrou em contato com os órgãos públicos diretamente envolvidos nesta reportagem. Entretanto, nem todos responderam aos telefonemas ou e-mails.

A Rio-Águas informou que a obra da UTR do Arroio Fundo foi paralisada em 2007 devido à falta do repasse de recursos do Ministério dos Esportes. O Ministério dos Esportes explicou que uma parcela da verba não foi repassada porque a prefeitura do Rio não prestou contas na época.

A Secretaria Municipal de Habitação do Rio informou que, desde janeiro de 2009, já removeu 4,1 mil famílias de áreas de risco, como encostas e beiras de rios e lagos, e as reassentou. Até o fim de 2012, a intenção é reassentar 13 mil famílias.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio (SMAC) informou que, apesar de as lagoas da Baixada de Jacarepaguá e da Barra da Tijuca estarem situadas na capital, são responsabilidade do governo do estado. A SEA não respondeu ao e-mail enviado pelo G1 sobre esse assunto e sobre os rios Faria, Jacaré, Irajá, São João de Meriti, Sarapuí-Iguaçu e Guaxindiba.

A Cedae não retornou às ligações do G1 para informar quais outras ETEs estão previstas, nem quando as da Pavuna e de Sarapuí vão funcionar plenamente, nem quando vão terminar as obras das redes coletoras de esgoto.

Fonte: Bernardo Tabak Do G1 RJ - 27/06/10

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