sábado, 26 de junho de 2010
Hemocentro de AL tem apenas 50% do estoque necessário, diz diretora
O Hemocentro de Alagoas, responsável pelo abastecimento de todos os bancos de sangue da rede pública de saúde do estado, com exceção do Hospital Universitário, tem apenas 50% do estoque necessário.
Segundo a diretora do Hemocentro, a hematologista Verônica Guedes, a unidade conta com cerca de 200 bolsas de sangue. Para atender adequadamente à demanda seriam necessárias 400 bolsas.
"Faço uma apelo emergencial à população porque estamos com um estoque muito baixo. Perdemos todo o sangue estocado em União dos Palmares por causa da chuva, e estamos com muitos casos de dengue, por isso houve um aumento de consumo das bolsas de sangue", diz Verônica ao G1.
Segundo a diretora, vários fatores levaram à queda no número de doações no estado. "Muitas pessoas foram afetadas diretamente pela chuva, e aqueles que não foram encontram dificuldade de acesso, já que muitas estradas foram destruídas.
Para complicar ainda mais a situação, tivemos recentemente jogos da seleção brasileira e o feriado de São João", afirma.
O Hemocentro funciona neste sábado, até as 13h, com equipe reforçada para coletar sangue de doadores. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, podem doar maiores de 18 anos, com peso acima de 50 kg.
O candidato também não pode ter contraído doença de Chagas, Aids, sífilis e hepatite, após os 10 anos. A doação de sangue é proibida para gestantes e mulheres que estejam amamentando. É preciso apresentar documento de identificação com foto.
SERVIÇO
Hemocentro de Alagoas
Av. Jorge de Lima, 58 - Trapiche da Barra - Maceió
Fonte: Do G1 - 26/06/10
Iraque quer US$ 20 bilhões para construir 4 refinarias
O ministro do Petróleo do Iraque, Hussain al-Shahristani, disse hoje que o país está em busca de investidores para a construção de quatro novas refinarias, a um custo estimado de US$ 20 bilhões.
Segundo al-Shahristani, as refinarias terão uma capacidade total de processamento de 740 mil barris por dia.
As atuais 11 refinarias iraquianas processam 500 mil barris por dia.
O Iraque venderá petróleo com desconto de 5% aos investidores que construírem e operarem as novas refinarias, afirmou o ministro.
As informações são da Dow Jones.
Fonte: AE | 26/06/10
Gato Oscar recebe patas biónicas em cirurgia pioneira
O gato britânico Oscar juntou-se a um grupo muito selecto: é um dos raríssimos animais com membros biónicos, especificamente as duas patas traseiras que lhe tinham sido decepadas num acidente.
Óscar sofreu um acidente com uma debulhadora (REUTERS)
A intervenção cirúrgica — pioneira — colocou nas pernas do gato umas cavilhas metálicas que ligam os tornozelos a patas protésicas e simulam a forma como as armações dos veados crescem sob a pele. A operação foi feita pelo veterinário Noel Fitzpatrick e é narrada no documentário da BBC The Bionic Vet.
Oscar sofreu um acidente com uma debulhadora em Outubro, quando estava deitado ao sol numa quinta das British Channel Isles. Os donos levaram-no ao veterinário local, que recomendou a intervenção do cirurgião veterinário Fitzpatrick.
Com a ajuda de peritos em engenharia biomédica, foram criadas as patas falsas de forma a ficarem ligadas ao osso e à pele. “Isto permite que o implante funcione como um pêndulo na base dos membros do animal, dando-lhe um movimento normal”, descreve o veterinário. “O Oscar pode agora andar e saltar tal como os outros gatos”.
A tecnologia usada próteses de amputação intraósseas e transcutâneas (Itap) está a ser testada em humanos e já foi utilizada para criar um braço para uma mulher, ferida nos atentados à bomba de Londres, em 2005.
Fonte: Público - PT - 26/06/10
Padrão da TV digital brasileira poderá ser adotado por 17 países africanos
De acordo com o assessor especial da Presidência da República para o assunto, André Barbosa, os técnicos que foram escalados pelos 11 países africanos ligados à Comissão para o Desenvolvimento da África Austral (Southern Africa Develop Commission - SADC) já fizeram testes preliminares e deram aval ao sistema nipo-brasileiro. O padrão Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial (ISDB-T) foi criado no Japão e tem sido desenvolvido de forma conjunta com o Brasil.
“Funcionou perfeitamente. Agora, [os técnicos] vão apresentar as conclusões aos ministros. A Europa sabe que vai perder essa concorrência porque nosso sistema é muito melhor [que o padrão europeu DVBT]”, disse Barbosa à Agência Brasil.
“Não tínhamos a menor dúvida de que, ao comparar o nosso padrão com o europeu, os técnicos africanos chegariam à conclusão de que o nosso é melhor. Foi com essa certeza que trabalhamos para convencê-los a fazer essas análises”, explicou o assessor.
Segundo ele, a superioridade do padrão nipo-brasileiro se deve principalmente ao potencial de interatividade. “Para os africanos, nosso padrão será muito mais interessante, principalmente porque associa a TV digital a uma interatividade que, no caso do padrão europeu, é muito mais limitada”.
Barbosa argumenta que o tipo de interatividade proporcionada pelo padrão ISDB-T é interessante para países que, como a maioria dos africanos e alguns latino-americanos, possuem estrutura razoável de broadcasting televisivo mas não têm, ainda, a internet de banda larga implantada.
Além disso, o padrão europeu apresenta, segundo Barbosa, falhas na conexão com celulares. Sabendo disso, os europeus criaram um outro sistema mais moderno, o DVBT 2, mas que só foi implantado na Inglaterra.
“O problema é que o DVBT 2 é muito caro, principalmente para os padrões africanos”. O assessor explica que o novo sistema europeu custa cerca de 240 euros para o telespectador, enquanto o sistema brasileiro sai por cerca de R$ 200 (menos de 100 euros).
A previsão é de que a decisão final sobre o padrão a ser adotado pelos países africanos que participam das negociações seja tomada a partir de setembro, após a apresentação das conclusões na próxima reunião da SADC.
“Apesar de não haver nenhuma obrigação de que a decisão seja tomada em bloco, acreditamos que esta seja a tendência, uma vez que, até pela proximidade, esses países precisam ter seus sistemas em condições de ser integrados”, avaliou Barbosa. “Nossa expectativa é a de convencer todos os 11 países ligados ao bloco.
Mas com a influência deles nos países vizinhos, é possível que o sistema seja adotado por cerca de 15 países, podendo chegar a 17, abrangendo também países como Quênia, Tanzânia e Guiné Equatorial”.
Com sede em Botswana, o bloco da SADC escalou técnicos de quatro países - Botswana, África do Sul, Namíbia e Moçambique – para fazer a avaliação.
Segundo Barbosa, a missão presidencial prevista para o início de julho será reforçada pela participação de empresários brasileiros nas negociações com possíveis parceiros econômicos, principalmente no Quênia, na Tanzânia, em Zâmbia e na África do Sul.
“O presidente Lula levará empresários brasileiros para discutir o assunto.
E para reforçar, o governo brasileiro entregará aos ministros desses países uma carta compromisso assinada pelos ministérios das Relações Exteriores e das Comunicações garantindo a transferência de tecnologia e a abertura de royalties, além da apresentação de estudos de viabilidade de uso do espectro [de radiofrequência] e da canalização [do sinal digital]”, disse o assessor da Casa Civil.
Moçambique e Botswana já receberam as cartas compromisso. Tanzânia, Quênia, Zâmbia e Guine Equatorial receberão em breve. O documento garante, ainda, a doação de laboratórios para produção de material audiovisual, fornecimento de recursos humanos brasileiros e treinamento de pessoal.
“Certamente o presidente Lula abordará o assunto nas reuniões que terá com os presidentes africanos”, disse Barbosa. “Mas este não será o principal tema da pauta de conversações”, acrescentou o assessor.
Fonte: Da Agência Brasil - 26/06/10
De olho nos Jogos, Rio começa escavações para estender rede de metrô
O novo ramal de metrô medirá 14 km e conectará o bairro de Ipanema à Barra da Tijuca, onde ficará a maioria das instalações esportivas durante os Jogos.
O orçamento total da obra passa dos R$ 4 bilhões, segundo dados do Governo estadual, que calcula que a obra irá beneficiar 240 mil pessoas.
O projeto de extensão do metrô não estava no projeto inicial da candidatura olímpica do Rio e foi introduzido depois da escolha da cidade.
O traçado do metrô substituirá faixas exclusivas para ônibus, que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tinha definido como a base do transporte dos turistas durante os Jogos.
Essas linhas de ônibus servirão agora para conectar a última estação do metrô ao parque olímpico.
Fonte: Portal da Copa 2014 - 26/06/10
Desigualdade persistirá na Cidade do Cabo mesmo após Copa, dizem analistas
A cidade já é o destino turístico mais procurado por turistas estrangeiros em toda a África, e, nesta semana, anunciou que espera encher seus cofres com cerca de US$ 1,5 bilhão trazidos por um milhão de torcedores que terão passado por ela até o final do Mundial.
Mas dados da ONU mostram que a cidade detém um dos piores índices de disparidade econômica do planeta, com apenas 3% da riqueza nas mãos dos 20% mais pobres.
"A ideia de que grandes eventos esportivos podem mudar o cenário de desigualdade é um mito", disse à BBC Brasil Leonard Gentle, diretor do International Labour Research and Information Group, com sede na Cidade do Cabo.
"Pelo contrário, uma Copa do Mundo retira recursos que poderiam ser aplicados em setores como educação e habitação, e assim apenas perpetua a desigualdade."
Para o ativista Mzonke Poni, da ONG Anti-Eviction Campaign, que trabalha na favela de Kayalisha, a maior da cidade, a população mais pobre se tornou "vítima" da Copa.
"Esperávamos que o torneio trouxesse desenvolvimento para a favela, com a construção de novas casas e o fornecimento de água, luz e esgoto. Mas não vimos nada", afirmou.
Acesso Em Kayalisha, o Mundial é transmitido por um telão instalado pela Fifa e pela prefeitura.
"Você tem que fazer com que os cidadãos mais pobres se sintam parte da Copa do Mundo, se sintam especiais", disse à BBC Brasil o prefeito da Cidade do Cabo, Dan Plato. "E é isso o que estamos fazendo aqui, garantindo que todo mundo tenha acesso aos telões." Plato rebate as críticas sobre os gastos com o Mundial, dizendo que as pessoas precisam olhar para todo o contexto da realização do torneio.
"Para uma cidade se desenvolver, ela tem que ter uma infraestrutura sólida.
E a Copa do Mundo nos ajudou a implantar essa infraestrutura", afirmou ele à BBC Brasil. "O que temos hoje em termos de estradas, transporte e estádio é um legado para o povo da Cidade do Cabo." O prefeito lembra ainda que a construção dessas obras também gerou muitos empregos. Mas, para os críticos, isso não é suficiente.
"Estes são empregos braçais e temporários. As autoridades deveriam ter trabalhado no sentido de criar empregos mais sustentáveis, capacitando sua população para se manter no mercado de trabalho quando a Copa acabar", explicou David McDonald, professor da Universidade Queens, do Canadá, e autor de um livro sobre a Cidade do Cabo.
Apesar das críticas, os analistas concordam que o Mundial também gerou efeitos positivos para a cidade e o país.
"Não podemos negar o grande impacto que o torneio teve no turismo, colocando a Cidade do Cabo e a África do Sul no mapa, e na maneira como o mundo vai passar a nos ver daqui para a frente", disse Mike Morris, do Centro para Pesquisa em Ciências Sociais da Universidade da Cidade do Cabo.
"Outro fator muito importante foi o elemento de unificação e o nível de patriotismo que a Copa gerou. Nunca pessoas de diferentes origens e raças aqui haviam se reunido para apoiar uma mesma causa. Resta saber quanto tempo esse sentimento vai durar."
Fonte: BBC - 26/06/10
SP promete multar quem destrói patrimônio
Responsáveis pela análise de processos de tombamento do Estado todo, 26 arquitetos da Secretaria Estadual da Cultura acumularão uma inédita função de fiscais do patrimônio paulista.
Com a criação de seção específica para fiscalização, a pasta pretende desengavetar decreto de 2004, que regulamenta a aplicação de multas a quem descaracterizar ou destruir bens protegidos.
Há no Estado 520 bens tombados ou em processo de tombamento pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).
Até hoje, seis anos depois da regulamentação da lei, nenhuma multa foi aplicada por degradação, abandono ou descaracterização de bens, em 101 cidades que têm imóveis tombados no Estado.
"Estamos revendo os procedimentos. O treinamento dos técnicos já começou, para que a lei comece a se tornar efetiva", afirmou o secretário Andrea Matarazzo, que assumiu a pasta em maio.
"Essa lei nunca entrou em prática porque não havia instrumental para isso, era uma legislação não-operacional. Nem os formulários de multa haviam sido elaborados."
As resoluções que criam a seção e que definem procedimentos para aplicação de multas passam por análise jurídica.
Fonte: Agência Estado | 26/06/10
Africanos estão interessados em curso de cervejeiro ministrado aqui no Brasil
A consequência pode ser a exportação da tecnologia para o continente africano em 2011.
O Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas (CTS) do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio de Janeiro (Senai/RJ), que fica no município de Vassouras no sul fluminense, é o responsável pelas aulas.
Desde o ano passado, o CTS/Senai de Vassouras começou a ministrar cursos fora do país, percorrendo Colômbia, Equador e Panamá.
“O objetivo é continuar a expansão até o México e fechar toda a América Latina mandando alunos para cá”, disse à Agência Brasil o coordenador da Área de Educação da unidade de vassouras do Senai/RJ, José Gonçalves.
O superintendente-geral do CTS/Senai, Imar Araújo de Oliveira, informou que antes da construção da cervejaria escola, em 1992, a única referência na formação de cervejeiros era a Alemanha.
Com a entrada em funcionamento dessa unidade do Senai/RJ, a atuação foi expandida imediatamente para a América Latina.
“[A unidade] recebeu desde o início alunos da América Latina toda.”
Agora, a atenção se volta à África, aproveitando o fato de que muitos daqueles países falam a língua portuguesa.
“Então, preferem vir estudar e conhecer aqui a nossa experiência do que conhecer a de outro mundo, como a Alemanha”, ressaltou Oliveira.
Outro tipo de parceria pode ser firmada para que professores do CTS/Senai de Vassouras viajem à África para ministrar cursos para funcionários das empresas naquele continente.
Contatos nesse sentido já foram feitos no ano passado com a África do Sul e Angola. “Acredito que, em 2011, vamos concretizar alguma parceria interessante.”
Fonte: Por Alana Gandra, da Agência Brasil - 26/06/10
José Goldemberg: “O Brasil quer a bomba atômica”
Peter Moon
O Brasil aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) em 1998, durante o governo FHC. O tratado tem 189 signatários. Entre as exceções estão Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte países detentores de arsenais nucleares. Desde 2008, os Estados Unidos pressionam o Brasil a assinar o Protocolo Adicional do TNP. Mais restritivo, o protocolo obriga os países a abrir quaisquer instalações suspeitas à inspeção. O Irã não aderiu e construiu uma usina secreta, revelada em 2009. O Brasil se recusa a assinar o protocolo e defende o direito do Irã de ter a energia nuclear – oficialmente apenas para fins pacíficos. Para o físico José Goldemberg, uma autoridade internacional em assuntos de energia, essas são evidências, somadas a outras, de que o Brasil busca a posse de armas nucleares.
| ENTREVISTA - JOSÉ GOLDEMBERG |
| QUEM É Gaúcho de Santo Ângelo, José Goldemberg, de 82 anos, é físico nuclear O QUE FEZ Foi reitor da Universidade de São Paulo (1986-1990), ministro da Educação (1991-1992), secretário federal da Ciência e Tecnologia (1990-1991) e do Meio Ambiente (1992) PRÊMIOS Prêmio Volvo do Meio Ambiente (2000) e Prêmio Planeta Azul (2008), o “Nobel” do Meio Ambiente |
José Goldemberg – Motivos não faltam. Eles vão desde o apoio ao programa nuclear do Irã até as declarações de membros do primeiro escalão, como o vice-presidente José Alencar. Ele defende o desenvolvimento de armas atômicas. Parece uma volta aos tempos da ditadura.
Goldemberg – O governo Geisel fez o acordo nuclear com a Alemanha. Era caríssimo. Previa a construção de oito reatores com grau crescente de nacionalização. Cobria todas as etapas da tecnologia nuclear, incluindo o enriquecimento e o reprocessamento de urânio. Lê-se na ata de uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, em 1975, que o projeto era para fins pacíficos, mas seria mantida aberta a opção militar. Do ponto de vista técnico fazia sentido. Para quem domina o ciclo nuclear pacífico, o militar não é tão diferente. Claramente, em 1975, o governo deixou a porta aberta para fazer armas nucleares.
Goldemberg – A Alemanha iria repassar a tecnologia de supercentrífugas para enriquecer urânio, mas os EUA vetaram. Em troca, os alemães ofereceram outra tecnologia, experimental e duvidosa, a das centrífugas a jato. Aí veio a crise dos anos 1980, tornando o programa nuclear inviável. Das oito usinas, só Angra 1 saiu do papel (em 1984). No governo Sarney, em 1986, revelou-se a existência do poço cavado pelos militares para testes nucleares subterrâneos na Serra do Cachimbo, no Pará. Em 1988, a nova Constituição proibiu o uso da energia nuclear para fins militares. Em 1990, o governo Collor contrariou os militares ao desativar o programa nuclear do Exército e da Força Aérea. A Marinha continuou enriquecendo urânio, nominalmente para fins pacíficos – e sonhando com o submarino nuclear. Em 1998, o governo Fernando Henrique aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear.
Goldemberg – Foi criado em 1968 para impedir a proliferação de armas nucleares. Sua posse ficou restrita às potências que já as possuíam: EUA, União Soviética, Inglaterra, França e China. O TNP visa o desarmamento nuclear e o uso pacífico da energia nuclear. Até hoje deu certo. Nenhuma bomba foi usada desde 1945. Os americanos cogitaram usar na Guerra da Coreia (1950-1953) e na Indochina, em 1954, para evitar a derrota francesa. A Crise dos Mísseis de 1962 foi o auge da Guerra Fria. Os EUA e a União Soviética tinham 65 mil ogivas. Hoje, EUA e Rússia têm 2 mil cada um.
Goldemberg – É feita pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Ela tem acesso às instalações nucleares oficiais dos signatários – não às secretas.
Goldemberg – A AIEA só pode fiscalizar instalações oficiais. O TNP não permite à AIEA investigar instalações suspeitas. Os EUA temiam o desenvolvimento de programas nucleares secretos no Iraque, no Irã e na Coreia do Norte. Em 1997, criou-se o Protocolo Adicional do TNP. Ele autoriza inspecionar qualquer instalação passível de uso nuclear – como o reator secreto do Irã, revelado em 2009.
Goldemberg – Claro. Desde 2008, os EUA pressionam o Brasil a assinar o Protocolo Adicional. O governo se recusa. O Irã de hoje poderá ser o Brasil de amanhã.
Goldemberg – Ele tem razão. Mas, se um dia algum governo decidir mudar a Constituição, não abrirá nenhum precedente. A Constituição de 1988 é a oitava desde a Independência e acumula 62 emendas. Em comparação, os EUA têm a mesma Constituição desde 1776, só com 27 emendas, e a Inglaterra nem Constituição escrita tem. Quando pressionam Brasília a assinar o protocolo, as potências devem estar olhando com atenção nosso histórico constitucional.
intenções de fazer armas nucleares para exercer sua soberania”
Goldemberg – Não assinar o protocolo pode tornar o Brasil alvo de sanções internacionais, como as impostas ao Irã pelas Nações Unidas (ONU).
Goldemberg – A ONU pode congelar os bens e as contas bancárias brasileiras no exterior, paralisar o comércio externo e barrar transferências de tecnologia. Se nossa economia é maior e estamos mais integrados ao mundo, isso nos torna mais vulneráveis às sanções, não menos.
Goldemberg – Alencar pode dizer o que quiser. Ele foi eleito, não é um político nomeado. Mas não concorrerá às eleições. Está doente e no fim da vida. O que me preocupa é ver o ministro da Defesa e o secretário de Assuntos Estratégicos, auxiliares diretos do presidente da República, se manifestarem contra o Protocolo Adicional. Em nenhum momento o presidente veio a público desautorizá-los. O silêncio de Lula encoraja a desconfiança de que o Brasil teria intenções de fazer armas nucleares para exercer sua soberania. O Brasil quer a bomba.
Goldemberg – Não me parece que passe pela cabeça de alguém de bom-senso ceder ao Paquistão uma vaga no Conselho de Segurança. O Paquistão é uma fonte de preocupação. Está em guerra civil. Suas instituições estão desmoronando e parte do território caiu sob controle da guerrilha islâmica e da rede Al Qaeda. Se o Paquistão deixar de existir, quem será o primeiro a tentar pôr as mãos numa de suas bombas? Osama Bin Laden.
Goldemberg – Sim, muita. A tecnologia não é nova. Havendo vontade governamental e recursos, bastaria alguns anos.
Goldemberg – O governo retomou o projeto de lançador de satélites. Se existisse, poderia levar ogivas.
Fonte: Época - 25/06/10
Museu do Café reabre depois de reforma de R$ 200 mil em Ribeirão Preto (SP)
DE RIBEIRÃO PRETO
Com uma nova configuração, exibição de vídeos e conteúdo digital disponível ao público, o Museu do Café, em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), reabre as portas amanhã após passar por reformas.
A revitalização teve início em abril e o investimento foi de R$ 200 mil viabilizado por meio de parceria entre a prefeitura e o setor privado.
O local terá nova iluminação e totens com fotos da época cafeeira. Na entrada, uma TV exibirá um vídeo com a história do período do café.
O público também terá acesso a quatro computadores onde vai encontrar mais conteúdo sobre o tema.
Nos computadores, haverá depoimentos de personagens da história, como imigrantes, e relatos da bisneta de Francisco Schimidt, que foi um dos maiores fazendeiros de café da região.
Atualmente, o campus da USP, onde fica o Museu do Café, ocupa uma parte das antigas propriedades que Schimidt possuía.
De acordo com a secretária da Cultura de Ribeirão, Adriana Silva, a proposta foi tornar o museu mais interativo.
Uma parte do acervo foi "guardada" e serão feitas exposições temáticas sazonais para atrair mais pessoas.
O restante das peças vai ficar guardado em uma sala do Museu Histórico, que fica ao lado do local.
Outra novidade é que o museu ganha uma organização diferenciada.
O conteúdo será exposto em ordem cronológica para o visitante "percorrer" os caminhos do café na região.
"Antes, não havia muito bem essa divisão. Agora é possível conhecer essa trajetória", disse Silva.
A Secretaria da Cultura ganhou também um ônibus que será utilizado para levar alunos.
Fonte: Folha SP - 26/06/10
Walmart almeja áreas urbanas nos EUA
Após quase ter esgotado as chances de crescimento nos subúrbios e pequenas cidades, rede abrirá loja em metrópoles, como Chicago
A resposta parece ser um mercado de trabalho terrível e lojas que não se parecem muito às tradicionais caixas grandes.
A rede varejista, cujas vendas nos Estados Unidos estão fracas, quase esgotou suas possibilidades de crescimento nos subúrbios e pequenas cidades americanas e passou a olhar para as grandes zonas urbanas. A empresa está começando por Chicago, onde na quinta-feira, o comitê do conselho municipal de zoneamento aprovou por unanimidade os planos de uma abertura de uma loja do Walmart na zona sul da cidade, numa área onde a empresa tenta construir há cerca de seis anos.
Apoio ao ingresso da rede Walmart em Chicago: resistência se reduz em tempos de turbulência na economia americana
Se o Walmart tiver sucesso na zona urbana, isso pode significar centenas de lojas nas grandes cidades como Nova York, Chicago e Detroit, levando várias centenas de milhões de dólares em lucros adicionais, disseram analistas.
Para caber nas grandes cidades, o Walmart está propondo uma experiência em relação ao tamanho. A ideia seria diminuir suas lojas para 8 mil metros quadrados, cerca de 4% do tamanho médio de um hipermercado. Trata-se de uma loja com produtos alimentícios, onde os clientes podem fazer pedidos pela internet e buscar depois, onde os empresários podem alugar espaços ou até mesmo oferecer bebidas.
Para a loja da zona sul, a empresa - um longo alvo dos sindicatos - concordou até mesmo em pagar aos trabalhadores iniciantes 50 centavos de dólar acima do salário mínimo, disse o prefeito de Chicago, Richard M. Daley. O Walmart não quis confirmar este número, dizendo apenas ter aceitado um salário "competitivo".
"Nós temos uma participação de mercado muito pequena nas grandes cidades dos Estados Unidos. Por isso, vemos uma grande oportunidade para crescer nos mercados urbanos", disse Hank Mullany, executivo que administra as lojas Walmart no meio-oeste, nordeste e costa atlântica americanos.
A estratégia, segundo ele, seria "levar as lojas mais perto quanto possível dos clientes, em mercados urbanos. Vamos fazer isso em vários formatos."
Mas enquanto o Walmart parece finalmente avançar em Chicago, os políticos em outras cidades ainda se opõem à varejista, dizendo que ela fere as empresas locais e não paga salários justos.
"As pessoas não têm de pensar que o único lugar onde elas podem obter preços baixos e o emprego é por meio da Walmart", disse o conselheiro municipal Charles Barron, da cidade de Nova York, que se opõe aos esforços de instalação de uma loja Walmart para a zona leste da cidade. "Eles prejudicam a economia de sua comunidade."
Prefeito muda de opinião
Como a votação em Chicago mostrou, preocupações econômicas podem mudar opiniões. Muitos políticos de Chicago se opuseram quando o Walmart tentou inicialmente abrir uma loja na zona sul. A loja do Walmart em Chicago só foi inaugurada no lado oeste em 2006.
Naquele ano, a câmara municipal aprovou uma medida exigindo que grandes lojas como o Walmart pagassem salários justos. Mas Daley vetou a medida, o seu primeiro veto como prefeito. "A mudança tem sido a grave recessão", disse ele em uma entrevista na quinta-feira.
O Walmart reativou publicamente os planos para uma loja na zona sul este ano quando informou o interesse em um novo empreendimento chamado Pullman Park. Desta vez, embora ainda enfrente a oposição sindical, a rede ganhou o apoio de alguns políticos da área.
"Precisamos de empregos para o nosso bairro, e o Walmart está disposto a vir para cá, e dispostos a oferecer os empregos", disse o reverendo Darrell D. Griffin, pastor em Oakdale Covenant Church.
Políticos que apoiaram a loja Walmart disseram que fizeram isso em parte por causa dos empregos e a geração de impostos para a cidade.
"Há grandes empresas dispostas a investir dinheiro significativo dentro das nossas comunidades, o que não foi feito, na verdade, desde os anos 60, quando muitas das empresas deixaram as comunidades após os inúmeros protestos", disse Howard B. Brookins Jr., um membro do conselho. "Isso é fantástico para nós".
Terreno escolhido pela rede varejista na zona sul de Chicago: a primeira de dezenas de lojas prometidas pela empresa na região
Quando a votação na quinta-feira se aproximou, o Walmart disse que estava planejando várias dezenas de lojas em Chicago e que gostaria de acrescentar 12 mil empregos em cinco anos, além de gerar mais de US$ 500 milhões em impostos sobre vendas e impostos sobre a propriedade para a cidade, de acordo com estimativas da empresa. A loja da zona sul deve abrir no início de 2012.
Em reuniões com o Walmart, os políticos de Chicago ganharam algumas concessões. Por exemplo, as lojas de Chicago serão construídas por trabalhadores sindicalizados, e o Walmart concordou em doar US$ 20 milhões para instituições de caridade. Mais significativo para uma empresa que tem sido relutante em fechar acordos salariais, o Walmart tinha concordado com um salário inicial de 8,75 dólares por hora, 50 centavos maior que o salário mínimo de Chicago a partir de 1 de julho, disse Daley.
Na quinta-feira, a reunião da comissão de zoneamento estava cheia com cerca de 200 espectadores vestindo camisetas com o logotipo do Walmart e slogans como: "O nosso bairro. Nossos empregos. A nossa decisão."
Antes de pedir um simples sim ou não na votação, Daniel Solis, presidente da comissão, disse à multidão: "Nós somos agora o modelo no país."
Após a votação por unanimidade – cuja proposta será enviada à decisão do pleno do Conselho da Cidade, onde se espera que seja aprovada na próxima semana - o público levantou e aplaudiu.
"Vai gerar empregos e ajudar a comunidade", disse Shawn Polk, de 20 anos, estudante que mora perto da loja de proposta.
Os analistas divergiam sobre se a aprovação da proposta pelo conselho municipal de Chicago significaria um caminho mais fácil para o Walmart em outras cidades.
T. Dorian Warren, um professor da Universidade Columbia que está escrevendo um livro sobre o movimento anti-Walmart, disse que Nova York, em particular, seria um desafio.
"Nova York tem uma densidade muito mais alta, especialmente, de pequenas empresas, e acho que o conselho da cidade é muito mais unificado ideologicamente contra o Walmart que o conselho municipal de Chicago," disse.
Mas David Strasser, analista da Janney Montgomery Scott, disse esperar que o projeto de Chicago, abriria as portas para o Walmart para outras cidades.
"No caminho de Boston a Washington DC, o Walmart é pouco presente", disse ele. "Essa oportunidade é enorme, e se você está vendo qual é a mentalidade dos sindicatos em Chicago, você vai ver o mesmo ao longo deste caminho."
Fonte: The New York Times | 26/06/10
Artistas realizam show no Recife para estimular arrecadação de doações A apresentação está marcada para a quarta-feira, às 20h, na Praça do Arsenal
As chuvas deixaram milhares de desabrigados em vários municípios pernambucanos. Por conta disso, diversos artistas abriram mão do cachê para realizar um show no palco montado na Praça do Arsenal, no bairro do Recife, na próxima quarta-feira (3), e estimular a arrecadação de doações para as vítimas.
Batizado de Recife Solidário, o evento, promovido pela Prefeitura da cidade, está marcado para começar às 20h,
Até agora, confirmaram presença no evento os artistas Petrúcio Amorim, Santanna, Novinho da Paraíba, Maciel Melo, Nádia Maia, Cristina Amaral, André Macambira, Rogério Rangel, Beto Ortiz, Terezinha do Acordeon, Irah Caldeira, Israel Filho e Anastácia, homenageada do São João do Recife 2010.
ENCERRAMENTO DO SÃO JOÃO DO RECIFE
Na mesma hora, o Teatro do Parque vai receber a Banda Sinfônica Cidade do Recife, que realiza o concerto de encerramento do São João.
O local também recebe doações e a entrada é gratuita.
Fonte: Da Redação do pe360graus.com - 25/06/10
Turismo pode promover Metas do Milênio, diz OMT
Agência da ONU afirma que pode contribuir para objetivos como combate à pobreza, igualdade de gênero, sustentabilidade e parcerias globais para o desenvolvimento; setor representa 45% das exportações de serviços dos países menos desenvolvidos.
A Organização Mundial do Turismo, OMT, assumiu junto às Nações Unidas o compromisso de promover ações para colaborar com o cumprimento das Metas do Milênio até 2015.
O setor representa 45% das exportações de serviços dos países menos desenvolvidos e é um gerador de postos de trabalho para muitas populações vulneráveis do mundo.
Geração
A chefe do departamento de comunicação da OMT, Sandra Carvão, disse à Rádio ONU, de Madri, que o setor pode atuar em frentes diferentes em prol das Metas, com a geração de empregos e combate à pobreza, igualdade de gênero e meio ambiente.
"O turismo contribui para vários objetivos, como a igualdade de gênero, tem forte componente na geração de emprego para mulheres também e evidentemente na questão da sustentabilidade ambiental.
Um dos grandes objetivos é desenvolver um sistema turístico que respeite o ambiente. Em muitas comunidades o turismo tem sido uma das formas, através das receitas que gera, de preservar muitos recursos relacionados à biodiversidade", afirmou.
Sandra Carvão destacou também a possibilidade de atuação do turismo na Meta das parcerias globais para o desenvolvimento e ressaltou a participação indireta do setor, que em muitos países acontece com a receita gerada com artesanato.
Turistas
De acordo com a OMT, os países em desenvolvimento receberam 410 milhões de turistas em 2009, o equivalente a 47% do total no mundo. Os ganhos chegaram a cerca de US$ 375 bilhões, pouco mais de R$ 670 bilhões.
Fonte: ONU em Nova York - 25/06/10
Ministério ganha verba, mas pesca fica estagnada
As verbas destinadas às políticas do setor passaram de R$ 11 milhões em 2003 para R$ 803 milhões este ano.
O que era uma secretaria foi transformado em ministério no ano passado, e já foi realizado um concurso, após o qual foram contratadas 100 pessoas, mais 150 temporários.
Se o dinheiro e os funcionários foram multiplicados, o mesmo não se pode afirmar em relação aos peixes, que são a razão de ser de toda essa estrutura.
A produção, que era de 990 mil toneladas no início do primeiro governo Lula, praticamente não saiu do lugar.
Ficou em 1,07 milhão até 2007, número mais recente.
Estima-se que em 2009 a produção tenha chegado à casa de 1,3 milhão de tonelada.
O dado oficial sai na próxima semana.
A produção de pescados avança num ritmo lento, se for considerada a projeção da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), pela qual o Brasil precisaria atingir a marca de produção de 20 milhões de toneladas de pescados por ano até 2030 para não faltarem peixes para o consumo mundial.
Se a meta da FAO fosse atingida, o mercado pesqueiro movimentaria US$ 100 bilhões por ano e seriam criados 10 milhões de empregos.
No entanto, no que depender do Brasil, o mundo vai ter de comer menos pescados.
“O crescimento que esperamos, dentro das condições que a gente tem, não vai alcançar a projeção da FAO, mas vai fazer com que o Brasil se torne um dos grandes produtores de pescado a nível mundial”, afirmou o secretário executivo do Ministério da Pesca, Cleberson Zavaski.
A projeção é que, em 2023, estaremos produzindo algo como 6 ou 7 milhões de toneladas.
Fonte: Agência Estado - 26/06/10
Copa de 2014 deve chegar em 3D nos cinemas e na TV a cabo
DO RIO
O torcedor poderá acompanhar os jogos da Copa de 2014 em 3D nos cinemas e pela TV a cabo. Essa é a avaliação do diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Rede Globo, José Dias.
A emissora tem feito estudos sobre a tecnologia e o mercado de 3D e fez ontem a primeira exibição para convidados, em caráter experimental, de um jogo da Copa ao vivo em 3D, com sinal direto da África do Sul.
Os jogos da semifinal e a final da Copa também serão exibidos para convidados.
Em outros países, como o México, os jogos já são exibidos em 3D no cinema para o público pagante.
No Brasil, a opção foi fazer testes enquanto a tecnologia ainda passa por aperfeiçoamento.
Segundo Daniel Malachias, da Golden Goal, empresa de gestão esportiva parceira da Globo neste projeto, outros eventos esportivos têm potencial para o mercado de 3D, como o campeonato brasileiro, a Copa da UEFA (futebol europeu) e a Olimpíada.
Dias afirma que em 2014 50% dos televisores nas casas dos espectadores americanos serão em 3D. No Brasil, a expansão deve levar mais tempo.
O diretor afirma que uma das possibilidades de expansão do 3D no país é a abertura de um canal exclusivo, nos mesmos moldes do que foi feito recentemente na Coreia do Sul.
Ele estima que até o final deste ano, a TV a cabo no Brasil terá alguma transmissão em 3D.
"O 3D veio para ficar. É uma evolução natural da TV", disse Dias.
Na TV aberta, não há qualquer previsão de exibição do conteúdo, segundo Liliana Nakonechnyj, diretora de Engenharia de Transmissão da Globo.
Outro estudo em curso é a conversão de conteúdo de 2D para 3D.
Diversas empresas estão estudando essa tecnologia, além do MIT (Massachusetts Institute of Technology). A Globo já fez algumas experiências de conversão com a novela "Viver a Vida" e com jogo de futebol.
O conteúdo poderia ser comercializado em blu-ray (aparelho que reproduz discos de alta definição). Para a emissora, pode ser uma boa alternativa porque o custo de gravação em 3D é, em geral, 30% maior.
Fonte: Folha SP - 26/06/10
G8 desbloqueia US$ 5 bilhões para a saúde materna e infantil
O fundo é batizado de iniciativa Muskoka, nome da região canadense onde está sendo realizada a cúpula do G8.
"O exemplo dado pelos dirigentes do G8, atraiu donativos e contribuições de outras nações [não membros do grupo] e fundações, que entraram com mais US$ 2,3 bilhões, somando, no total US$ 7,3 bilhões", anunciou à imprensa o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper.
Ele agradeceu os aportes do G8 e também os da Holanda, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Espanha, Suíça, Fundação Gates e Fundação das Nações Unidas.
Segundo a Casa Branca, Barack Obama comprometeu-se a contribuir com mais de US$ 1,3 bilhão na luta contra a mortalidade infantil.
Para isso, o presidente pedirá ao Congresso a aprovação em dois anos (2010-2011) da verba destinada à iniciativa de Muskoka.
É preciso que "nos comprometamos em conjunto a garantir que as mulheres nos países em desenvolvimento não sofram mais e não morram por causa da gravidez e do parto", destacou Harper.
Apesar dos avanços dos últimos anos, 8,8 milhões de crianças ainda morrem antes dos cinco anos.
Em relação à saúde materna, o objetivo é trabalhar com uma redução anual de 5,5% das mortes durante a gravidez para se cumprir as Metas do Milênio, que estabelecem um percentual de 75% de redução, em relação às cifras de 1990.
A iniciativa Muskoka insiste, em particular, na "melhora da saúde de mulheres, bebês e crianças", precisou a Casa Branca.
Fonte: DA FRANCE PRESSE, EM HUNTSVILLE (CANADÁ) - 26/06/10
Auto-estradas - Via Verde só recebeu três mil pedidos para os ‘chip’ das SCUT em Portugal
Ainda com muitas dúvidas sobre a data em que começam a ser cobradas as portagens nas SCUT, a adesão aos ‘chips’ está a ser fraca.
Foram pouco mais de três mil os cidadãos que durante esta semana reservaram aos balcões da Via Verde a pré-adesão ao novo sistema electrónico que o Governo impôs para a cobrança de portagens nas SCUT - auto-estradas sem cobrança ao utilizador, apurou o Diário Económico. Contactada diversas vezes, fonte oficial dos CTT acabou por responder, na tarde de ontem, que "os CTT não vão fazer balanços, pelo menos para já".
De qualquer forma, dá para perceber que foi pouco expressiva a adesão dos portugueses a esta medida. Nas três SCUT em que o Governo decidiu passar a cobrar portagens a partir de 1 de Julho - Norte Litoral, Costa da Prata e Grande Porto - houve um tráfego médio diário de mais de 100 mil viaturas no ano passado, segundo os dados disponibilizados pelo Instituto das Infra-estruturas Rodoviárias (InIR) , órgão regulador do sector.
Tendo em conta que cerca de metade do parque automóvel nacional já dispõe do identificador da Via Verde e que, portanto, não precisa de adquirir o novo dispositivo, seriam cerca de 50 mil as pessoas que teriam de aderir a este sistema para começar a pagar portagens nestas três SCUT.
Para captar mais simpatias, o Governo anunciou que, nos primeiros seis meses, ou seja, até ao final deste ano, a adesão a estes novos identificadores seria gratuita. Mas, nem isso convenceu as pessoas. E não é de admirar. Logo na segunda-feira, o presidente do Automóvel Club de Portugal, Carlos Barbosa, aconselhou os condutores a não aderirem a este sistema.
Depois, Rui Rio, presidente da Junta Metropolitana do Porto, colocou a tónica regionalista no tema e lançou o mote para a maratona de negociações entre PS e PSD, que fracassaram.
Fonte: Económico - PT - 26/06/10
Promessas tecnológicas do grafeno
Carlos Alberto dos Santos discute as aplicações do grafeno e mostra por que pesquisadores e empreendedores estão empolgados com a perspectiva de usar esse material na produção de transistores e circuitos eletrônicos em escala industrial.
Por: Carlos Alberto dos Santos
O grafeno – nome dado a um arranjo especial de átomos de carbono dispostos em plano com a estrutura do grafite – é a nova menina dos olhos de cientistas, engenheiros e empresários (arte: Thomas Szkopek / Universidade McGill).
Na coluna de fevereiro de 2009, descrevemos como o grafeno foi produzido pela primeira vez. Esse termo já vinha sendo usado desde 1987 para designar o plano atômico com o qual a estrutura do grafite é formada, mas só em 2004 esse material foi experimentalmente isolado.
Algumas das suas propriedades imediatamente despertaram enorme interesse da comunidade científica. Em primeiro lugar, o grafeno tanto pode ser considerado semicondutor como condutor. E não estamos falando de um condutor qualquer: sua condutividade chega a ser 10 vezes superior à do cobre. Suportar correntes elétricas 100 vezes superiores àquelas toleradas pelo cobre também encheu os olhos dos pesquisadores.
Finalmente, um material semicondutor tão fino quanto uma camada atômica era tudo que os fabricantes de transistores queriam para vencer a Lei de Moore, que em linguagem coloquial pode ser assim enunciada: a complexidade dos circuitos integrados dobra a cada 18 meses, o que implica no aumento de rendimento e na diminuição de preços dos transistores.
Por essas e por outras, a quantidade de artigos publicados na literatura especializada sobre esse material tem crescido vertiginosamente. Na base de dados do Instituto para Informação Científica (ISI, na sigla em inglês), não havia qualquer trabalho publicado sobre o grafeno até 1989. Entre 1990 e 1999 apareceram 348 artigos. Esse número pulou para 5.270 na década seguinte e, até meados de junho deste ano, mais de 1.300 já haviam sido publicados.
Dos quase 7 mil artigos publicados até agora, menos de 200 tratam da utilização de grafeno na fabricação de transistores, mas essa é a área que está alimentando o imaginário de cientistas, engenheiros e empresários.
A coisa é séria – que o diga o International Technology Roadmap for Semiconductors (ITRS), conjunto de documentos elaborados pela indústria de semicondutores para orientar as ações nessa área.
Se não fosse sério, o ITRS não recomendaria com tanta ênfase o aumento das pesquisas com esse material, e não o teria eleito como um dos potenciais candidatos para substituir o silício nos dispositivos eletrônicos.
Transistores de grafeno
Antes de apresentarmos as aplicações tecnológicas, convém fazermos uma clara distinção entre as diferentes formas do grafeno, pois elas apresentam propriedades eletrônicas distintas. Esse material é uma espécie de folha com algumas (poucas) camadas de átomos de carbono.
Sob essa forma, a literatura consagrou a denominação grafeno de grande área. Enrolado na forma de um canudo, ele recebe o nome de nanotubo de carbono. Em algumas aplicações, o grafeno também pode ser usado na forma de fitas.
- Quando enrolado na forma de um canudo, a 'folha' de grafeno ganha o nome de nanotubo de carbono (arte: Michael Ströck / CC 3.0 - BY - SA).
Os primeiros transistores confeccionados com nanotubos de carbono surgiram na literatura por volta de 1998, mas um dos primeiros a utilizar o grafeno de grande área só apareceu em 2007, em um trabalho assinado por pesquisadores do Centro de Microeletrônica Avançada de Aachen, na Alemanha. No mesmo ano, uma colaboração entre pesquisadores das universidades de Pequim (China) e de Utah (EUA) resultou na proposta teórica de um transistor confeccionado com fita de grafeno.
Atualmente essas duas formas de grafeno dominam as pesquisas tecnológicas na área da eletrônica. O surgimento de produtos comerciais enfrenta dificuldades consideráveis em ambas as formas do material. Vejamos por quê.
Na coluna citada acima, mostrei que nos semicondutores a condução elétrica ocorre em duas vias (banda de valência e banda de condução) separadas por uma espécie de barreira energética. É esse tipo de estrutura que permite aos semicondutores atuarem seletivamente: eles deixam passar a corrente em um sentido e bloqueiam-na no sentido inverso. Esse mecanismo liga-desliga origina toda a eletrônica digital e os circuitos lógicos.
A dificuldade com o grafeno de larga área é que, embora haja controvérsia em relação a isso, parece que ele não tem a tal barreira separando a banda de valência da banda de condução. Isso impede que ele funcione em circuitos lógicos, pois deixa passar corrente em ambos os sentidos. O grande desafio tecnológico no momento é criar essa barreira nesse material.
- Os carros que se movem nos dois sentidos opostos de uma autoestrada e o espaço que separa as duas pistas são uma boa metáfora para explicar a condução elétrica nos materiais semicondutores (foto: Žan Kafol).
Nanofita de grafeno
O modo mais visado pelos pesquisadores para produzir essa barreira é pela redução da folha de grafeno até que ela se transforme em uma fita quase unidimensional, ou seja, uma nanofita. Isso foi mostrado teoricamente pelos pesquisadores das universidades de Pequim e Utah e comprovado experimentalmente no mesmo ano por pesquisadores da Universidade de Colúmbia (EUA).
Essas barreiras nanométricas estão deixando todos com água na boca: é a chance de vencer a Lei de Moore. Se as soluções encontradas até o momento em laboratório passarem para a escala industrial, espera-se é que os produtos apresentem rendimentos extraordinários.
Mas, é preciso cautela com essa expectativa. Um dos indicadores da velocidade de processamento de transistores microscópicos é a mobilidade dos portadores de carga elétrica (lacunas ou elétrons).
A mobilidade medida em amostras de grafeno é extraordinariamente alta. Os valores mais modestos chegam a ser 10 vezes superior aos valores medidos em silício. No entanto, esses valores são medidos em grafeno de larga área, que não tem barreira energética e, portanto, não podem ser usado em circuitos lógicos.
Quando as barreiras energéticas forem introduzidas e o grafeno passar a ser usado em transistores, a mobilidade deverá cair, como ocorre nos transistores microscópicos. Essa é uma questão que a comunidade científica ainda não resolveu, mas é grande a confiança de que soluções surgirão no curto prazo.
Se o grafeno de larga área não consegue competir com os transistores de silício em circuitos lógicos, ele parece ter um futuro promissor em transistores de alta frequência. A prestigiosa revista Science publicou na edição de 5 fevereiro de 2010 um artigo de uma equipe de pesquisadores da IBM, relatando a fabricação de um transistor que opera na frequência de 100 gigahertz – valor muito superior ao obtido pelos melhores transistores de silício.
Apesar disso, esse dispositivo ainda apresenta dificuldades para chegar ao comércio. Entre elas, a principal tem a ver com um comportamento de saturação indesejado, uma questão técnica demais para ser discutida aqui.
Comparado com o charme dos circuitos lógicos, a mais recente aplicação tecnológica pode ser uma desonra para o grafeno. Estão pensando em usá-lo como simples condutor, no lugar de cobre, uma vez que ele suporta densidade de corrente elétrica 100 vezes maior do que aquela tolerada pelo seu rival, e tem condutividade térmica 10 vezes maior.
Ainda assim, se os transistores de grafeno saírem da fábrica para as prateleiras do comércio, ele vai posar de maître mesmo quando estiver varrendo o chão.
Carlos Alberto dos Santos
Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação
Universidade Federal da Integração Latino-americana (Unila)
Fonte: Ciência Hoje - 25/06/10
Sebrae inscreve para 11ª edição do MPE Brasil até agosto
Até o dia 2 de agosto, o Sebrae realiza inscrições para o Prêmio de Competitividade para Micro e Pequena Empresa, o MPE Brasil - uma das mais importantes premiações no mundo dos negócios, que visa reconhecer boas práticas de gestão e estimular a competitividade.
As inscrições podem ser realizadas por meio do portal www.premiompe.sebrae.com.br ou através da entrega do material impresso preenchido em uma unidade do Sebrae no Estado.
A partir do questionário de inscrição, o participante tem acesso a um diagnóstico sobre seu negócio, que aponta os pontos fortes e quais melhorias devem ser feitas para uma gestão mais eficiente. Essa é uma das principais vantagens de participar do MPE Brasil. Uma novidade deste ano é que o empreendedor tem acesso à avaliação desse diagnóstico logo depois de preencher o questionário na internet, dando oportunidade de promover melhorias na empresa com maior agilidade e aumentar a competitividade na premiação.
O reconhecimento é direcionado às empresas que possuam receita bruta anual de até R$ 2.400.000,00, incluindo a soma dos orçamentos de filiais e matriz, segundo o Estatuto Nacional das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte. O negócio tem que ter pelo menos um ano fiscal completo, ter domicílio fiscal no Estado da respectiva inscrição e comprovar a regularidade fiscal estatuária, caso seja selecionada para a etapa de visitação.
Há premiações nas categorias Agronegócio, Comércio, Indústria, Serviços de Educação, Serviços de Saúde, Serviços de Tecnologia da Informação (desenvolvimento, implantação e gerenciamento de softwares) e Serviços de Turismo (bares, restaurantes, hotéis, pousadas, agências de viagens, transportes turísticos).
De olho nas ações ecologicamente corretas, as empresas podem se candidatar também ao Destaque de Boas Práticas e Responsabilidade Social, que considera a atuação das empresas que tenham projetos voltados à preservação do meio ambiente e ao desenvolvimento da comunidade em que estão inseridas.
O MPE Brasil é uma realização do Sebrae, do Movimento Brasil Competitivo (MBC), da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ) e da Gerdau.
VENCEDORA - Na etapa nacional da edição 2009 do prêmio, Pernambuco teve uma empresa campeã.
A Simpharma, da cidade de Arcoverde, foi vencedora na categoria Serviços de Saúde. Mais do que uma farmácia de manipulação, o empreendimento é uma farmácia com manipulação.
Isso porque, apesar de ter a produção e comercialização de produtos manipulados como carro-chefe dos negócios, a vencedora da categoria Serviços de Saúde do MPE Brasil 2009 passou, em 2007, a integrar aos serviços oferecidos a venda de produtos industrializados, cosméticos, perfumaria e outros.
A Simpharma existe desde 2004. Hoje, além da sede em Arcoverde, há uma unidade em Belo Jardim, inaugurada em outubro de 2009.
Fonte: Sebrae-PE - 26/06/10
Futebol vira salvação de vida para o time de mulheres com HIV na África
Mas elas não são um time normal nesse bairro pobre fora da capital do Zimbábue. Todas são mulheres infectadas com o vírus do HIV para os quais o futebol é mais que um jogo, é um modo de salvar suas vidas.
O Positive Ladies Football Club é um lar conhecido como as Andorinhas ARV, e muitos no elenco provavelmente morreram de AIDS sem a sua paixão pelo futebol e seus anti-retrovirais (ARV).
As Andorinhas já triunfaram em um campeonato local de mulheres, e elas chutaram o estigma e preconceito fora do campo em sua terra de origem na escola pública Zinyengere cerca de 30km (20 milhas) a sudeste de Harare, como disse Ivy Choga, uma enfermeira do Médicos sem Fronteiras, uma organização médica humanitária internacional criada por médicos e jornalistas na França em 1971.
Neste país sul-africano, onde cerca de quarto da população adulta tem muitas chances de ser infectada com o vírus que causa a Aids, a doença era muito evitada nas comunidades locais. As mulheres infectadas foram expulsas da família.
"Eles estavam escondidos e ficando muito doente. As famílias estavam planejando enterros", disse Choga.
Fonte: Das agências internacionais
Em Domboramwari (Zimbábue) - 26/06/10
Enchente leva 2 mil peças de artesã considerada patrimônio vivo em AL
A artesã Irinéia Rosa Nunes da Silva, 61 anos, mora na comunidade de Muquém, em União dos Palmares (AL), cidade atingida pela enchente da madrugada de sábado (19). Ela é uma das remanescentes do Quilombo dos Palmares e foi considerada, em 2005, patrimônio vivo da cultura alagoana. Irinéia transforma barro em esculturas de pessoas e animais. Durante a enxurrada, provocada pela chuva em União dos Palmares, nesta semana, o ateliê dela ficou debaixo de água, e cerca de duas mil peças de cerâmica se perderam na enxurada.
"São encomendas de clientes do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e até da Europa. Muita gente me ligou para saber como eu estou, como estão as pessoas da comunidade quilombola e também para saber como ficaram as peças de cerâmica", disse Irinéia.
A artesã afirmou ainda que não sabe quando poderá retomar o trabalho.
"Não poderemos permanecer neste lugar, pois agora é uma região de risco para enchentes. Por enquanto, estou preocupada em ajudar as pessoas da comunidade a limpar as casas e tentar recuperar o que foi perdido com a água."
Irinéia chegou a ficar entre os dez finalistas de um prêmio internacional de artesanato, em 2004. Passados seis anos, ela carrega com orgulho o reconhecimento da arte que aprendeu com sua mãe, que vai além das fronteiras da comunidade isolada de quilombola. "Espero, quem sabe, usar essa minha arte para poder reerguer essas casas", disse ela.
A artesã, em meio ao barro inútil para sua arte, tenta separar alguma das peças que já estavam prontas para ser entregues para a transportadora.
"Ainda preciso olhar todas as peças para saber o que dá para aproveitar.
Tem cabeças uma das obras mais conhecidas dela, bustos, alguns vasos, cumbucas, peças pequenas como potes e até peças maiores como as bonecas", afirmou Irinéia, que calcula um prejuízo em torno de R$ 3 mil.
"Vão se os anéis, mas ficam as mãos. Tenho fé que vou recuperar tudo com a força do meu trabalho", disse Irinéia.
Fonte: Do G1 - 26/06/10
Anvisa prepara novas normas para coleta de sangue
“A resolução define de forma mais clara quais são as responsabilidades de cada uma das instituições envolvidas no sistema”, diz o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano.
Hoje, as regras existentes abrangem questões de assistência à saúde e sanitárias. “Essa junção muitas vezes trazia problemas, áreas em que não se sabia de quem era a atribuição de fiscalizar: do Ministério da Saúde ou da Anvisa”, conta Barbano.
Para sanar as dúvidas foram criadas duas resoluções, ambas em consulta pública: uma da Anvisa, que cuida de questões sanitárias, e outra do Ministério da Saúde, que trata da assistência à saúde.
A redação das resoluções atende a uma recomendação do Tribunal de Contas da União, para qualificar a cadeia de captação e distribuição do sangue e material usado para hemoderivados no País.
A indicação do TCU foi um dos desdobramentos de um processo aberto em 2008 para investigar a perda de matéria-prima suficiente para produzir o equivalente a US$ 6,82 milhões em hemoderivados.
Fonte: Agência Estado - 26/06/10
Voluntários enchem a Praça do Derby de alimentos e esperança em Recife
Rios transbordaram, morros desabaram, cidades foram sitiadas e vidas foram perdidas em uma das maiores tragédias do estado.
As pessoas assistiram as águas levarem o que tinham conquistado, e mais, planos, sonhos e a esperança.
Há pouco mais de uma semana, inúmeras campanhas começaram no intuito de ajudar as vítimas. Dando continuidade aos trabalhos realizados em prol dos desabrigados.
Na manhã deste sábado, a Praça do Derby encheu-se de voluntários, alimentos, água e do bem mais precioso para quem perdeu tudo, a fé.
"Todos nós estamos percebendo que a mobilização está dando certo. Estamos recebendo doações até de outros países. Nós só conhecemosos amigos de verdade na hora da necessidade. Agora estamos todos de mãos dadas pela mesma causa.
Não tem Copa do Mundo ou São João que me tire daqui. Futebol tem todo ano.
A fome quando bate é uma vez só", salientou o funcionário público Paulo Pitelo, de 46 anos, um dos aproximadamente 70 voluntários que colaboraram na arrecadação, organização e envio dos alimentos, roupas e água para os desabrigados.
De acordo com o capitão Marcelo Mascarenhas, da assessoria de comunicação da Polícia Militar de Pernambuco, até às 9h30 deste sábado, quatro caminhões foram encaminhados para Palmares,Vicência e Maraial com aproximadamente 12 toneladas de doações. Aproximadamente 70 pessoas estão trabalhando como voluntárias diariamente, e empresas também estão colaborando no processo cedendo veículos de grande porte para auxiliar no transporte das arrecadações.
Cerca de 30 policiais militares estão trabalhando diariamente no ponto de doação da Praça do Derby. As doações podem ser feitas das 8h às 19h.
Os interessados em maiores informações sobre pontos de arrecadação devem ligar para 3181-1271.
Fonte: Por Adaíra Sene da redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR - 26/06/10
Toews to Katz: Get on the bus, Mayor insists on holding out for light rail in Winnipeg
By: Bartley Kives

Senior Manitoba MP Vic Toews says it's time for Winnipeg Mayor Sam Katz "to fish or cut bait" on the second phase of the Southwest Rapid Transit Corridor, which the province wants to build as a busway.
But the federal minister left the door open a crack for Katz to find a way to complete the project as a light-rail corridor.
For the past six months, the city and province have been mired in a dispute over the completion of a rapid-transit corridor that will eventually extend from Queen Elizabeth Way near The Forks to Bison Drive near the University of Manitoba.
The $138-million first phase of the corridor, which runs 3.6 kilometres from Queen Elizabeth Way to Jubilee Avenue, is under construction and is expected to be completed in late 2011.
The province and Ottawa have offered Winnipeg $130 million toward the $220-million second phase, a six-kilometre extension that would run parallel to Pembina Highway.
Katz has refused to sign on to the plan, partly because it's less than two-thirds of the total cost, but mostly because he'd rather upgrade the entire corridor Winnipeg's first rapid-transit line -- to a form of light rail involving flexible streetcars that can ride on both roads and tracks.
The mayor wants Manitoba Premier Greg Selinger to agree to lobby Ottawa to fund light rail through a pot of money set aside for public-private partnerships.
Katz wants Selinger to agree to redirect existing infrastructure cash to road and bridge projects instead.
On Thursday, Toews reiterated he stands with the province in the rapid-transit dispute. "I've made my position very clear. There comes a point where you have to fish or cut bait and I think all the decisions have been made here," Toews said. "I've been very supportive of what the province and the city have been doing here. I want to see the province and the city get along, but I also want to make sure this project moves ahead."
Manitoba Local Government Minister Ron Lemieux has also told Katz "to get on with it" with regards to the southwest corridor. But the mayor said he believes Selinger will change his mind once the city is able to hand him a light-rail report, which is expected in July.
The report should demonstrate it is not as expensive as previously thought to switch to light rail that employs flexible streetcars, Katz said.
The mayor said he has already started speaking to the administrators of a federal fund for public-private partnerships.
"They're very interested," said Katz, adding Ottawa may even split the cost of a business plan. "The opportunity is definitely there."
Toews confirmed rapid transit is an approved category for public-private partnership funding.
If Katz is successful, Ottawa could fund 25 per cent of a light-rail route built as a public-private partnership, over and above any infrastructure commitments using the Building Canada Fund.
This would allow all three levels of government to redirect $130 million worth of infrastructure money to traffic improvements at Polo Park, the extension of Chief Peguis Trail west to McPhillips Street or other road-and-bridge upgrades on an 11-project city wish list, Katz said.
"Why would they say no to that?" Katz asked, referring to the province. "People aren't going to stick to an idea after they realize it's not what's best for Winnipeg or for the taxpayers.
"There's no doubt in my mind that LRT is not only light, but right."
Fonte: the Winnipeg Free Press - 26/06/10
Lei de sanções dos EUA ao Irã inclui menção ao etanol
Segundo o texto, o presidente americano fica obrigado a entregar um relatório para o Congresso 90 dias após a publicação da lei de sanções, sobre os investimentos no setor de energia do Irã, que incluam “uma estimativa do volume de recursos energéticos, incluindo etanol, que o Irã importou durante o período”, além de uma “lista de todos os projetos, investimentos e parcerias fora do Irã que envolvam entidades iranianas em parceria com entidades de outros países, incluindo identificação das entidades dos outros países.” Isso vai valer para qualquer negócio feito a partir de janeiro de 2006.
Durante deliberações que levaram à provação do projeto de lei no Legislativo, o deputado democrata Eliot Engel, líder da Subcomissão de Hemisfério Ocidental da Câmara dos Representantes deixou claro que o texto tinha endereço certo.
“Quero manifestar meu apoio à seção 110 da lei, que exige um relatório sobre exportações de energia para o Irã; os EUA e o Brasil são os maiores produtores de etanol do mundo e fiquei feliz de ouvir dos produtores brasileiros que eles não têm planos de fornecer etanol para o Irã”, disse Engel.
“É por isso que a lei é importante, precisamos continuar monitorando essa área, já que exportações de etanol podem enfraquecer as sanções contra o setor de energia do Irã.”
Segundo uma fonte do Congresso, o estabelecimento do relatório é o primeiro passo para uma emenda que pode incluir o etanol na lista dos produtos cuja venda para o Irã estará proibida.
Desta forma, se a Petrobras resolvesse revender etanol brasileiro para os iranianos, poderia ser alvo de retaliação de Washington. Procurada pelo Estado, a estatal brasileira, por intermédio de sua assessoria, assegurou não ter planos imediatos de negociar o produto com o Irã.
Fonte: Agência Estado - 26/06/10
Caixa e BB colocam contas à disposição de quem quiser ajudar população do Nordeste
Quem enviar dinheiro para ajudar os desabrigados de Pernambuco poderá fazer o depósito no Banco do Brasil, agência 1836-8, conta-corrente 100.000-4, ou na Caixa Econômica Federal, agência 1294, conta-corrente 0062010. Quem quiser ajudar com dinheiro as pessoas desabrigadas de Alagoas deve depositar no Banco do Brasil, agência 3557-2, conta-corrente 5241-8, ou na Caixa Econômica Federal, agência 2735, conta-corrente 006955-6.
Houve uma reunião nesta sexta-feira (25) no GSI para discutir a situação dos dois estados, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou áreas afetadas. Os participantes avaliaram que as medidas que estão em curso e as atividades de apoio estão “bem estruturadas”. Em nota, o governo afirmou que os suprimentos estão chegando aos necessitados e informou que onde não há possibilidade de transporte terrestre, a distribuição está sendo feita por helicópteros.
Participaram da reunião representantes da Casa Civil e dos ministérios da Justiça, da Defesa, dos Transportes, de Minas e Energia, das Cidades, da Integração Nacional e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Secretaria de Relações Institucionais, além de representantes dos dois estados e dos comandos da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira. Também estiveram presentes representantes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Fonte: Por Luciana Lima, da Agência Brasil - 26/06/10
Cidades gaúchas tentam barrar serviço pago no SUS
DE PORTO ALEGRE
Prefeituras do Rio Grande do Sul ensaiam uma rebelião contra decisão inédita do Supremo Tribunal Federal que permite a pacientes pagar para ter privilégios no atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde).
O governo do Estado e as 12 maiores cidades gaúchas são alvo de uma ofensiva do Conselho Regional de Medicina do RS que busca, no Supremo, obrigar o sistema público a operar com a chamada "diferença de classe".
Trata-se da possibilidade de pacientes pagarem uma diferença para obter acomodações melhores em hospitais públicos. Médicos também poderão cobrar pelo serviço diferenciado.
A entidade que representa os médicos já obteve vitória em uma das ações movidas.
Em dezembro de 2009, o ministro do STF Celso de Mello decidiu que o Hospital Filantrópico São José, em Giruá (474 km de Porto Alegre), poderia cobrar pelo atendimento diferenciado no SUS.
Com 18 mil habitantes, a cidade se tornou símbolo da controvérsia sobre a igualdade entre usuários no sistema e detonou uma mobilização de municípios e Ministério Público contra privilégios.
O prefeito de Giruá, Fabiam Thomas (PDT), anunciou que não cumprirá a decisão porque ela permite que pacientes com poder aquisitivo maior furem a fila de internações no hospital ao serem encaminhados por médicos não credenciados pelo sistema público.
"A diferença de classe na saúde pública é inconstitucional e criminosa. Vamos tentar quebrar essa decisão e estamos preparados para não facilitar o cumprimento, pagando a multa", afirmou.
Multa
A desobediência custará R$ 500 por dia ao município. Diante do impasse, pessoas que podem pagar terão que ir à Justiça para ter o benefício.
O objetivo do prefeito é tornar, na prática, esse privilégio mais demorado do que a fila do SUS.
Giruá vai ainda ingressar com uma ação rescisória, questionando alguns pontos da decisão de Celso de Mello.
"A imoralidade da cobrança suplementar, hoje praticamente extinta, vai voltar com tudo. Médicos poderão cobrar do paciente e do SUS", avalia o secretário da Saúde de Porto Alegre, Carlos Casartelli.
"Se a decisão se alastrar, significa o fim da equidade do sistema e do próprio SUS", diz Cesartelli.
Os municípios com gestão plena do SUS articulam um lobby contra o privilégio.
No próximo dia 8, secretários, promotores e conselheiros de saúde vão se reunir com o vice-presidente do STF para entregar um memorial contra a medida.
Fonte: Folha SP - 26/06/10
Não se pode imaginar Copa 2014 sem São Paulo, diz Fifa
"Nos reuniremos com todas as partes e encontraremos uma solução. Precisamos de um estádio em São Paulo", afirmou Valcke, em entrevista coletiva na África do Sul.
Há duas semanas, a CBF anunciou que o Morumbi estava fora da Copa pelo fato de o comitê organizador local não ter recebido do comitê da cidade de São Paulo as garantias financeiras do projeto aprovado pela Fifa.
A cidade estuda três alternativas de estádios. O Pacaembu, público, e o Palestra Itália, do Palmeiras ambos com capacidade inferior ao mínimo de 65 mil lugares para a abertura. A terceira opção seria a construção de um novo estádio, provavelmente em Pirituba (zona norte), para abrigar o jogo de estreia.
A prefeitura e o governo do estado de São Paulo afirmam que não haverá dinheiro público para erguer arenas.
Fonte: Agência Efe, de Johanesburgo - 26/06/10
Esse é o espírito!… Um mundo acessível
- Livros digitalizados ou impressos em braille;
- Semáforos sonoros;
- Pisos táteis que sinalizem percursos;
- Elevadores com teclas em Braille e com fala pré-gravada, indicando a chegada em cada andar;
- Placas e letreiros em Braille;
- Caixas-eletrônicos com síntese de voz;
- Cardápios em Braille, com preços atualizados;
- Cédulas de dinheiro com identificação de valores em Braille ou em relevo;
- Maquetes táteis que representem o mapeamento de ambientes internos e externos;
- Computadores equipados com leitores de tela;
- Celulares com síntese de voz;
- Embalagem de produtos com rótulos em Braille, contendo especificações como composição e a data de validade;
- Mudanças no piso que identifiquem a proximidade de obstáculos não informados pela bengala;
- Programas de televisão e filmes com audiodescrição.
A lista acima contém alguns itens dos quais nós, que temos deficiência visual, necessitamos em nosso cotidiano. Se eles estivessem presentes em toda parte, a falta da visão não seria uma deficiência. As barreiras com que nos deparamos em nosso dia-a-dia seriam praticamente eliminadas. A possibilidade de superação de nossos obstáculos nos leva então a pensarmos sobre a deficiência como sendo um conceito relativo.
De fato, a deficiência é um atributo que pressupõe um referencial. Do ponto de vista de quem enxerga, a ausência da visão representa uma deficiência. Mas do ponto de vista dos cegos, a falta da visão consiste tão somente em uma forma singular de perceber o mundo.
Se, hipoteticamente, os homens nunca tivessem enxergado, a cegueira representaria para eles uma condição natural e plena.
Ao que parece, a palavra “deficiência” carrega consigo um certo juízo de valor, como se as pessoas que a tivessem possuíssem um déficit ou uma carência de algo imprescindível.
Existe então uma mudança de foco, quando consideramos que as pessoas com particularidades sensoriais ou físicas (como cegueira, surdez, paraplegia, etc), possuem tão somente uma maneira peculiar de estarem no mundo, e não uma limitação absoluta.
Nessa perspectiva, as deficiências propriamente ditas não se encontram nas pessoas, mas são um produto da interação que os seres humanos estabelecem com o ambiente.
Ao longo de minha história, tenho vivenciado esta frase, na prática, muitas e muitas vezes. Quando apresento dificuldade para caminhar dentro de algum estabelecimento, por se tratar de um local muito amplo e com referências táteis imprecisas, eu realmente me sinto uma pessoa com deficiência. Mas quando posso caminhar com autonomia em um ambiente que conte com pisos táteis e indicações claras sobre o trajeto, minha deficiência simplesmente desaparece!
Quando preciso pedir ajuda para ler o rótulo na embalagem de algum produto, percebo que minha deficiência me impede de realizar atividades bastante corriqueiras. Mas quando eu mesma posso ler estes rótulos, por eles estarem em Braille, nenhuma deficiência existe em mim!
Quando assisto a um filme ou a um programa de televisão e não compreendo as cenas, por não ver as imagens, constato que minha deficiência me faz assisti-los parcialmente. Mas quando assisto a um programa que tenha audiodescrição, eu me torno uma telespectadora sem deficiência!
Em busca da erradicação das deficiências, cabe a nós lutarmos pela implantação de condições acessíveis, em todas as esferas da vida.
Sobre esse aspecto, deve-se considerar que existe uma diferença muito importante entre “condições acessíveis” e “condições adaptadas”.
O termo “adaptação” (assim como o termo “deficiência”) é uma palavra criada a partir de um determinado referencial. Adaptar significa fazer ajustes em algo que já tenha sido previamente concebido para um certo grupo de pessoas. A adaptação, portanto, constitui também um conceito relativo.
Saindo um pouco do âmbito das deficiências, poderíamos tomar como exemplo o caso das pessoas destras e canhotas. Segundo o referencial dos destros, as carteiras escolares voltadas aos canhotos (com braço do lado esquerdo) são carteiras adaptadas. Mas, do ponto de vista dos canhotos, estas é que são as carteiras apropriadas, de modo que as “adaptadas” sejam aquelas com braço do lado direito, concebidas para os destros.
Assim, a designação de algo como “adaptado” depende do lado em que você está! Em nosso cotidiano, não devemos traçar o objetivo de lutarmos pela criação de condições que sejam adaptadas para pessoas com deficiências, mas sim, pela criação de condições que sejam acessíveis para todas as pessoas. Isto representa uma mudança de concepção, e um salto de qualidade no modo como pensamos as questões relativas às diferenças individuais. Construir um mundo acessível (e não um mundo adaptado) requer o empenho de muitas mentes e o trabalho de muitas mãos. Quem se habilita?
Fabiana Bonilha, psicóloga é cega congênita, mestre e doutora em música pela Unicamp. Ela escreve semanalmente para o E-Braille e-mail: fabiana.ebraille@gmail.com
Fonte: COSMO ONLINE/Blog da Audiodescrição - 25/06/10
Diversidade cultural é a essência da 11ª Fenearte em Recife
A riqueza dessa diversidade cultural poderá ser conferida na moda, na decoração, na gastronomia, na música, em mais de 800 espaços. Essa é a grande essência da décima primeira edição da Fenearte, a mistura de raças, sotaques, costumes e matérias-primas. Tudo reunido num só tempo, num só lugar, em uma área de 29 mil m². Com investimento de R$ 3 milhões, a estimativa é movimentar R$ 27 milhões em negócios durante os seus dez dias, além de receber um público 270 mil visitantes.
OBJETIVO - A Fenearte é uma ação que faz parte do Programa do Artesanato de Pernambuco (PAPE) e tem como objetivo colaborar na estruturação da cadeia produtiva do artesanato, estimulando o aproveitamento das vocações de todas as regiões do estado, além de buscar a preservação da nossa cultura. “A Fenearte é um evento mais do que consolidado do Programa do Artesanato de Pernambuco. É através dela que pernambucanos, do litoral ao sertão, conseguem trabalho e renda para o ano todo. Por conta desta feira, ainda, temos um interessante intercâmbio de trabalhos feitos aqui, no restante do país e no mundo, graças à divulgação e comercialização das peças para um público diversificado e, a cada ano, maior”, explica Jenner Guimarães do Rego, presidente da AD Diper.
SABER E FAZER - Este ano, uma das novidades será o espaço Saber e Fazer, onde os visitantes terão a oportunidade de conhecer as técnicas de trabalho dos artesãos e eles poderão demonstrar toda sua arte. No local, próximo à entrada principal da Feira, será instalado um tear com mais de 30 m², além de um torno para confecção de peças de barro e uma área especial para os artistas populares esculpirem peças em madeira. Perto dali, o projeto Pernambuco Conhece Pernambuco, executado pela Empetur, irá mostrar as nossas rotas e destinos turísticos aos que chegarem ao evento.
CURADORIA – Foi instituída em dezembro do ano passado, através da Lei 13.965, a Curadoria Coletiva com o objetivo de selecionar, dentro dos mais rigorosos critérios de transparência e isenção, trabalhos de artesãos interessados em participar de eventos promovidos pelo Programa de Artesanato de Pernambuco (PAPE), entre eles a Fenearte. A composição tem as participações de representantes de órgãos do governo e da sociedade civil, inclusive dos próprios artesãos, conforme prevê a Lei citada.
ALAMEDA DOS MESTRES JANETE COSTA – O já tradicional tapete vermelho da Alameda dos Mestres Janete Costa, mais uma vez, receberá em grande estilo os visitantes da 11ª Fenearte. Os trabalhos de 36 mestres-artesãos pernambucanos ficarão expostos no corredor da entrada principal do evento como forma de valorizar e reverenciar nossos criadores, responsáveis pela preservação e perpetuação da cultura de Pernambuco. O espaço ainda renderá homenagens à arte quilombola com lustres de 2.60m de diâmetro e 3,5m de altura, elaborados com fibra de caruá pela comunidade de Conceição das Crioulas, localizada em Salgueiro, no sertão de Pernambuco.
ESTADOS E PAÍSES – Todos os estados brasileiros, ora vindos pelo Programa de Artesanato Brasileiro (PAB), ora pelo SEBRAE, além dos expositores individuais, serão representados na 11ª Fenearte. Mas, não só o artesanato brasileiro estará presente na Feira. 28 países também mostrarão a sua diversidade cultural. São eles: Alemanha, Argentina, Bolívia, Chile, Cuba, Emirados Árabes (Dubai), Equador, Filipinas, Índia, México, Líbano, Vietnã, Tailândia, Japão, Paquistão, Portugal, República Tcheca, Síria, Turquia, Quênia e Senegal. Além das participações inéditas da Grécia, Itália, Nepal e Rússia.
SETORIZAÇÃO – Como acontece desde 2007, a Feira, com projeto assinado pelo arquiteto Carlos Augusto Lira, será organizada por setores: mestres, prefeituras de Pernambuco, associações, estados brasileiros pelo Programa do Artesanato Brasileiro - PAB, estandes de patrocinadores, artesãos individuais de Pernambuco, artesãos individuais de outros estados, artesãos dos países, entidades solidárias, estandes de alimentação artesanal e praça de alimentação.
SINALIZAÇÃO - Para facilitar a localização, a Fenearte contará com mapas interativos em monitores de 32 polegadas de ação de toque (“touch screen”), onde será possível localizar os expositores pelo nome, número do estande ou ainda pelo título de estabelecimento (nome-fantasia), como também consultar a programação artística e cultural. A sinalização também será reforçada por carpetes coloridos e painéis decorativos e informativos que indicarão o tipo de expositor e as 24 ruas que compõem a Feira.
AMPLIAÇÃO - Outra inovação importante deste ano é a ampliação da praça de alimentação, que mais uma vez será instalada na área externa do Centro de Convenções com acesso pelo pavilhão. O local foi ampliado, totalizando uma área de 2. 1250 m². Para reforçar a ventilação e exaustão, 14 climatizadores serão instalados, além de telões de LCD para que o público possa assistir aos jogos da copa. O espaço vai reunir 10 estandes de restaurantes, uma área com 480 lugares, arquibancada e o palco Mestre Salustiano com o melhor da programação artística e cultural.
COMPOSIÇÃO - Compõem o evento deste ano: Espaço Saber e Fazer, Pernambuco conhece Pernambuco, Espaço Chapéu de Palha, Alameda dos Mestres Janete Costa, Escolinha de Arte do Recife, Salão de Arte Popular Ana Holanda, Prefeituras de Pernambuco, Associações, Patrocinadores, Espaço Indígena, Artesãos individuais de Pernambuco, Estados/PAB e SEBRAE, Praças de Apoio, Galeria de Reciclados, Passarela Fenearte, Rodada de Negócios, Espaço de Circo, Oficinas, Teatro Infantil, Espaço Pernambuco com Design, Alameda de Serviços, Rádio Fenearte, Espaço Interferência Janete Costa, Países, Fenearte Solidária, Alimentação Artesanal, Praça de Alimentação e Eventos Marinês e Sua Gente que apresentará uma ampla programação artística com manifestações da cultura pernambucana e os sabores da gastronomia regional e internacional.
PRAÇAS – As nove praças, que funcionarão como ilhas de descanso, irão homenagear manifestações culturais de Pernambuco como o Maracatu, Xaxado, Reisado, Coco, Ciranda, Pastoril, Cavalo Marinho, Cabloquinho e Manguebeat. Assinam os projetos de cinco praças, alunos dos cursos de arquitetura da UFPE, FAUPE, ESUDA, UNICAP, Mauricio de Nassau e Damas; todos, supervisionados pela coordenação da Feira e pelo Escritório de Arquitetura Carlos Augusto Lira. As quatro praças restantes levam assinatura dos profissionais, Cláudio Portela, Genival Jr., Vera França, Jaidete Ferreira, Nadjane Gomes, Hilda Leite e Sandro Lira. Como no ano passado, as praças vão oferecer pontos de alimentação rápida com equipamentos de serviço como carrinhos de pipoca, algodão doce, sorvete, etc. Estudantes do curso de Desenho de Interiores da Faculdade Boa Viagem irão integrar a Brigada Fenearte, auxiliando os expositores na disposição de seus produtos nos estandes durante a montagem.
ESPAÇO INTERFERÊNCIA JANETE COSTA – Outra novidade nesta edição, o espaço que receberá objetos com interferência de design e arte popular, irá funcionar como uma pequena mostra de decoração. Projetado pelas arquitetas Roberta Borsoi e Beth Paes, terá seis ambientes: terraço, sala, sala de jantar, cozinha, quarto do casal e quarto de criança. O objetivo é mostrar aos visitantes como decorar diversos cômodos de uma casa com peças artesanais e principalmente muito estilo. O espaço também pretende destacar o pioneirismo de Janete Costa, um dos nomes mais respeitados da arquitetura brasileira na busca incansável pela inovação e aprimoramento de produtos artesanais e inclusão social dos artesãos.
OFICINAS GRATUITAS - Oficinas inéditas vão movimentar o mezanino. Entre as técnicas que nunca foram oferecidas na Feira está o Frivolité, tradição do município de Orobó que é uma sequência de nós em círculos e semicírculos compondo uma rica trama rendada; o artesanato com fibra de bananeira, vocação de Macaparana; e artesanato com metacarpo (quenga) do coco, método bastante popular no município de Paulista. Quem quiser aprender a arte da tapeçaria, certamente vai se encantar com o estilo tradicional de Lagoa do Carro, assim como a oficina de material reciclado. O Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) também irá oferecer uma série de oficinas com linhas e bordados. Todas são gratuitas e uma ótima oportunidade para aprender e difundir a arte popular, além de resgatar trabalhos manuais que estão caindo em desuso. Para a criançada, a opções serão as vivências circenses, conduzidas pelo grupo Arricirco, e as oficinas da Escolinha de Arte do Recife e SESI.
PERNAMBUCO COM DESIGN - O mezanino também abrigará o Espaço Pernambuco Com Design, expondo mostras dos trabalhos criados a partir das capacitações feitas pelos estilistas Walter Rodrigues, Ronaldo Fraga e Tininha da Fonte, em Quipapá, Passira e Recife (Brasília Teimosa), cujo resultado foi recentemente desfilado nas últimas edições do Fashion Rio e São Paulo Fashion Week, calendário oficial da moda brasileira.
PASSARELA FENEARTE – A costura entre moda e artesanato, consolidada na Passarela Fenearte, segue apostando na originalidade e referências culturais para mostrar a força da criação em Pernambuco. Nesta edição, serão realizados 18 desfiles com looks assinados por sete designers pernambucanos e alunos de todos os cursos de estilismo do estado, além de projetos liderados pela Secretaria da Mulher e SEBRAE.
Coleções especialmente criadas para o evento por Carol Lins, Soul Real, Sutil, Santa Prophana, Gertrudes, Cara de Melancia e Sá Maria serão desfiladas no espaço de moda da Feira. O público também poderá conferir as criações inspiradas nas manifestações culturais de Pernambuco dos estudantes de todos os cursos de moda locais: Faculdade Boa Viagem – FBV (Quadrilha), UFPE (Bumba Meu Boi), Maurício de Nassau (Manguebeat), SENAI Caruaru (Coco), SENAI Santa Cruz do Capibaribe (Frevo), Faculdade de Desenvolvimento e Integração Regional – FADIRE (Ciranda) e Faculdade SENAC (Maracatu).
GALERIA DOS RECICLADOS- Também no Mezanino, a Galeria dos Reciclados que terá como tema este ano a água. Dois aquários com 480 metros cúbicos irão representar a importância da água na sustentação do planeta e o impacto da ação humana. No espaço estarão expostas 50 peças confeccionadas nos mais diversos materiais reciclados. Ainda no mezanino, Passarela Fenearte, espaço de circo, teatro infantil, Programa do Artesanato de Pernambuco, Rodada de Negócios, Rádio Fenearte e o bar e restaurante Oitão com telão para acompanhar os jogos da Copa.
PRÊMIOS - O Salão de Arte Popular Ana Holanda e a Galeria de Reciclados irão acolher uma seleção de peças de artesãos de todo o país escolhidos por duas comissões julgadoras, formadas por colecionadores, estudiosos, professores da UFPE e pesquisadores da arte popular. Os vencedores receberão os seguintes prêmios aquisitivos: primeiro lugar - 6 mil Reais, segundo lugar - 5 mil Reais e o terceiro colocado - 4 mil Reais. O público também poderá votar na sua peça preferida, através das urnas eletrônicas instaladas na Feira. A premiação de aclamação será no valor de R$ 2 mil.
RODADA DE NEGÓCIOS - Promovida pelo SEBRAE, a Rodada de Negócios será realizada nos dias 05, 06 e 07 de julho. Para esta edição, são esperados cerca de 25 compradores de todo o Brasil com previsão de realizar 400 encontros. A estimativa é gerar aproximadamente R$ 3,7 milhões nas negociações. Ainda no piso superior do pavilhão o Espaço Empreendedor Individual, liderado pelo SEBRAE, onde artesãos e visitantes poderão tirar dúvidas sobre a nova figura jurídica e conhecer os benefícios da formalização. Além da Secretaria da Fazenda do Estado que estará presente, orientando os artesãos sobre o ponto de vista fiscal dessa ação.
MEIO AMBIENTE E ACESSIBILIDADE – Novamente será implantado o conceito do Lixo Zero, onde 100% de todo o material reciclável produzido pela Feira será coletado, separado e doado à Cooperativa de Catadores Profissionais do Recife (Pró-Recife), responsável pela destinação adequada dos materiais, comercializando-os para indústrias recicladoras.
A Fenearte, mais uma vez, viabilizará acessibilidade através de rampas e corredores largos, além de disponibilizar cadeiras de roda e mapas da feira em braile para deficientes visuais. Como nas edições anteriores, haverá distribuição gratuita de mais de 30 mil mudas de espécies da Mata Atlântica aos visitantes da Feira. A iniciativa é ancorada pelo programa Chapéu de Palha.
RÁDIO FENEARTE - Pelo terceiro ano consecutivo, a Rádio Fenearte vai entrar no ar trazendo sucessos da música regional, entrevistas com visitantes ilustres, serviços e informações sobre a programação artística e cultural. Instalada no mezanino, a Rádio Fenearte promete deixar o público e os mais de 4,5 mil expositores informados sobre tudo o que acontece na Feira durante os seus dez dias. E, claro, informações sobre a Copa do Mundo da África do Sul.
HORÁRIO AMPLIADO E SERVIÇOS - No primeiro domingo (04), na última sexta (09), sábado (10) e no domingo de encerramento (11), o horário da Fenearte será ampliado com funcionamento das 10h às 22h. Novamente, os visitantes poderão adquirir a preço de custo no balcão de informações, o Catálogo de Expositores com os contatos de todos os participantes. Mais uma vez, a Feira terá carregadores credenciados e disponibilizará no mezanino, uma alameda de serviços com massagens, cashes bancários e lans houses. Este ano, também haverá reforço na frota de vans gratuitas do Shopping Tacaruna até o Centro de Convenções.
AÇÃO INTEGRADA - Dentro do conceito do Governo do Estado de trabalhar de forma integrada, a Fenearte é uma realização do Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico / AD Diper, Secretaria de Turismo / Empetur e Secretaria de Educação / Fundarpe. Celebra convênio com o Recife Convention & Visitors Bureau e tem patrocínio do Ministério do Turismo, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Eletrobrás Chesf, SEBRAE, Banco Santander, Compesa e Coca-Cola. Apóiam o evento o Programa do Artesanato Brasileiro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o SESI, Grande Recife, a Copergás, Prefeitura do Recife, Rede Globo Nordeste e o Shopping Tacaruna apóiam o evento.
Fonte: Portal PE - 25/06/10
