domingo, 4 de abril de 2010

CNI atuará em 117 projetos em tramitação no Congresso

Propostas integram Agenda Legislativa da Indústria, que será lançada na próxima terça-feira, 6 de abril

Brasília – Com a presença dos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), e de uma centena de parlamentares, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança na próxima terça-feira, 6 de abril, em Brasília, a Agenda Legislativa da Indústria 2010. O documento lista 117 projetos em tramitação no Congresso de interesse do setor e sobre os quais a CNI irá atuar.
O presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, explica que um dos objetivos da Agenda Legislativa é contribuir com o Congresso Nacional na adoção de políticas públicas que permitam não só o crescimento sustentado da economia, como o aumento da competitividade das empresas.
Será a 15ª edição da Agenda Legislativa, que, segundo Monteiro Neto, “é o diálogo mais duradouro, sistemático e transparente que um grupo da sociedade mantém com o Congresso Nacional”.
Do total de 117 projetos listados como de interesse direto da indústria, 20 deles constituem a chamada Pauta Mínima, relação de propostas que a CNI considera de alto impacto no ambiente de negócios.
Tal impacto pode ser positivo, como o projeto que reestrutura o sistema do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), ou negativo, do ponto de vista da indústria, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a jornada de trabalho.
A defesa dos interesses da indústria no Congresso é feita “de forma construtiva, clara e aberta”, assinala o presidente da CNI. Na sua visão, a Agenda Legislativa da Indústria “se confunde com a agenda do país, na medida em que propõe inovações legislativas que induzem a modernização, a competitividade e a expansão da indústria brasileira e contribui para o desenvolvimento econômico e social”.
Cada um dos 117 projetos incluídos na Agenda Legislativa da Indústria tem uma síntese executiva e a posição do setor, se convergente, convergente com ressalvas ou divergente, com as justificativas e sugestões de aperfeiçoamento, se for o caso.
Os projetos selecionados são ordenados por temas, como sistema tributário, e por subtemas, como, por exemplo, sistema de negociação trabalhista.

Fonte: FIEPE - 04/04/10

Em 14 anos, SP terá mais idosos do que crianças

São Paulo envelhece. Não porque a cidade está próxima de completar cinco séculos de fundação.
Mas por sua população, cada vez mais amadurecida. Nos últimos dez anos, o número de paulistanos com 60 anos ou mais subiu 35% e chegou a 1,3 milhão.
E a tendência trará uma mudança simbólica em 2024, quando a população idosa vai superar a de crianças e jovens até 14 anos.
Pela projeção da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), feita com exclusividade para o Estado, esse fenômeno ocorrerá em 2024.
Será quando, pela primeira vez desde que há levantamentos do tipo, o contingente da terceira idade (que será de 2,2 milhões) ultrapassará o de crianças (de 2,13 milhões).
Além da tendência de alta entre os mais velhos, a população mais nova (de 0 a 14 anos) começa a diminuir a partir do ano que vem, quando somará 2,63 milhões, 200 mil a menos que hoje. A metrópole terá de se adaptar a esse cenário.
"Uma mudança como essa exigirá que a cidade se adapte, com opções de lazer, transporte, habitação e até publicidade mais focada nesse público", analisa o demógrafo Carlos Eugenio de Carvalho Ferreira, da área de projeções demográficas da Seade.
Para ele, o envelhecimento da população se deve a uma combinação de fatores, como a rápida urbanização; a participação crescente das mulheres no mercado de trabalho e o desenvolvimento da saúde pública.
Nos últimos dez anos, o número médio de filhos por mulher, na capital, caiu de 2,2 para 1,9. Uma redução de 14%.
Se o mesmo ritmo for mantido, em 2017 o índice será de 1,64 - equivalente ao de países europeus.
Em 1980, a idade média do brasileiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 20,2 anos. Hoje, é de 28,8.
A tendência é de crescimento: 35,8 em 2025; 42 em 2040; e 46,2 em 2050, quando haverá 64 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais, frente a 28 milhões com menos de 15 e 50 milhões entre 0 e 24 anos.

Fonte: Agência Estado - 04/04/10

História de pescador Para Augusto Guimarães, 62 anos, que vive da pesca desde os 11, o peixe é um símbolo de resistência e fé em Recife

Ana Braga


Repare na foto acima.
Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

O homem com o peixe nas mãos é Augusto Guimarães, de 62 anos. Antes de virar pescador, há meio século, provou o amargor da fome. Antes de trabalhar com barco novinho para oito pessoas (que ele mesmo construiu), tirava Carapeba com linha de vara precária.
Antes de se tornar cientista da pesca, de ter saberes da "academia" e pessoas "cultas", foi menino de aprender na marra. Augusto se orgulha do que fez e faz. Com respeito à natureza, diz ele, reconta a história dos cristãos, para quem o peixe é símbolo de resistência e fé não apenas na Páscoa, mas na vida.
Para pescar tem bisu, manha, macete, como toda profissão.
"Às vezes falo com o mundo acadêmico. Mas meu conhecimento é empírico. Sempre fui de escutar muito as pessoas cultas.
Gosto muito de ler jornais", conta Augusto, que começou a pescar aos 11 anos, pouco depois da família mudar do bairro de Casa Amarela para uma área de ocupação com vista paradisíaca, hoje zeis (zona especial de interesse social), Brasília Teimosa. "Na academia, aprendi um pouco de oceanografia, economia, produtividade.
Às vezes é por causa da ignorância que o pescador faz pesca predatória, desmata mangue e polui rio", ensina Augusto.
Outra aula: o período "fértil" de peixe é de setembro a março. Com tudo que sabe, diz ele, daria para fazer um filme. O título: "O pescador e a sua subsistência".
Augusto conta que é um dos "fundadores" de Brasília Teimosa.
Que estava no lugar quando era só barro, metralha e "bicho de pé". "Nasci em Casa Amarela e cheguei em 1958 no Pina. Era só aterro e mar dragado.
Minha família comprou uma casa de tapume que já era de ocupação.
Como meu pai abandonou as coisas, fui trabalhar", justifica Augusto sobre o que lhe tirou da escola ainda menino.
"Até os anos 70 foi assim, no estuário do Pina, por cima do paredão.
Sustentava a minha família, da minha irmã e da sogra, tirando Carapeba, Robalo e Mero com linha de vara", diz.
História de pescador? As circunstâncias do presente é que fazem esse passado parecermentira. "Hoje em dia, o assoreamento, o lixo, a especulação imobiliária e falta de saneamento estão ameaçando a atividade", alerta.
"A gente tem a Veneza brasileira, mas os rios não são navegáveis.
Seria bom aproveitar como polo turístico.
Teria mais emprego para quem não consegue mais pescar", comenta Augusto sobre uma promessa antiga de políticos. E filosofa: "na seca, o homem sai do campo para cidade. E na falta de peixe, o pescador faz o quê?"
Quando ainda não era pensador, um político da pesca (inclusive porque é presidente da Colônia de Pescadores de Brasília Teimosa), Augusto contava com a ajuda da esposa e dois filhos, para pescar também ao pé da ponte Maurício de Nassau.
"Era um barquinho pequeno, com um isopor. A gente vendia na base do esconderijo, como quem estava roubando. Nessa época eu não tinha tempo para fazer entrega.
Ia para o mercado de São José e vendia a intermediários.
Não tinha valor agregado ao trabalho", lamenta.
Augusto tem carteira de trabalho, mas do pouco tempo que trabalhou remanejando pedra no cais do Porto do Recife.
O pescador não bate ponto, não usa crachá, não tem chefe. "Não tenho vergonha de dizer quem eu sou, mas na época que comecei, a figura do pescador era desprezível na sociedade.
Quando um homem becado via um pescador usando chapéu rasgado e fumando cigarro de palha se escondia", conta.
"Tenho fé, vivo a experiência cristã, porque todo dia eu entro em contato com a palavra", diz Augusto, pescador, assim como muitos discípulos e apóstolos de Cristo. A palavra ichthys significa peixe, em grego.
Dela, se fez o acróstico (vocábulo com letras iniciais) Iesoûs Christòs Theoû Hyiòs Soter (ou Jesus Cristo filho de Deus salvador).
Foi usado como espécie de senha secreta por quem acreditava na ressurreição, mas era perseguido pelo Império Romano. Tornou-se um dos mais antigos símbolos cristãos.

Fonte: Diário PE - 04/04/10

Geeks compram times e passam a tomar conta da NBA

Paul Allen, da Microsoft, é proprietário de um time.
Larry Elisson, da Oracle, quer comprar um. Daryl Morey, que só brincou de basquete enquanto estudava ciências da computação, manda em uma das mais importantes equipes da liga.
Mais de mil matemáticos e estatísticos se reuniram em Boston no mês passado para discutir a ciência no esporte, especialmente no basquete.
Dos iniciantes até os mestres, os geeks, nerds especializados em tecnologia, hoje tomam conta da NBA, a bilionária liga norte-americana de basquete.
Primeiro, como donos dos "brinquedos''. Allen é dono do Portland Trail Blazers. Elisson é o principal candidato a pagar pelos menos US$ 300 milhões pelo Golden State Warriors, equipe que está à venda.
O mais polêmico proprietário de um time na NBA, Mark Cuban, do Dallas Mavericks, construiu sua fortuna atuando na indústria da tecnologia.
Mas a invasão dos ases dos computadores não se restringe a quem só paga a conta.
Pelo menos metade dos times da NBA, incluindo alguns dos mais poderosos, como Boston, Cleveland, Denver e Orlando, têm hoje influentes diretores de estatísticas, que palpitam na contratação de jogadores e até nas mudanças de escalação durante os jogos.
Praticamente todos saíram das ciências exatas, e suas frases ganharam status de ensinamentos de gurus.
"Uma pessoa pode ver um jogo melhor do que os números, mas só os números assistem a todos os jogos'', afirma Dean Oliver, diretor de "análises quantitativas'' do Denver, o time do pivô brasileiro Nenê.
Segundo o próprio site do time do Colorado, Oliver, que é PhD em engenharia pela Universidade da Carolina do Norte, influi nas trocas e contratações de jogadores para o Denver, nas escolhas dos drafts e até nos "assuntos do treinador''.
Muita coisa, mas nada comparado com o poder que Daryl Morey tem no Houston.
Depois de responder pelas estatísticas do Boston Celtics, Morey é o diretor-geral do time texano desde 2007.
Na NBA, sua função é até mais importante do que a do treinador, já que é ele quem contrata, dispensa e molda o elenco.
Por tradição, esse cargo é quase sempre destinado a ex-jogadores ou treinadores cansados da rotina de treinos. Enfim, gente com alguma atuação na quadra, não no computador.
Morey, que depois de estudar computação fez um MBA no célebre MIT (Massachusetts Institute of Technology), assumiu o Houston e colocou a estatística como ponto essencial na montagem de seu elenco.
A partir da análise de dados como a diferença de pontos para o adversário quando determinado jogador está na quadra, ele fez escolhas bastante polêmicas para seu time, como apostar em um pivô, posição em que altura é essencial, de "só'' 1,98 m (Chuck Hayes).
No ano passado, mesmo perdendo por contusão o chinês Yao Ming, o Houston foi páreo duro para os Lakers nos playoffs da Conferência Oeste.
Mas, nesta temporada, os números de Morey não deram resultado seu time tem chances remotas de passar às finais.

Fonte: PAULO COBOS/da Folha de S.Paulo - 04/04/10

Cidade ganha adaptações aos poucos em São Paulo

Idosos, ONGs e até poder público admitem falhas em mobilidade, habitação e saúde; Prefeitura tem apenas 90 vagas de repouso

Na cidade que envelhece, que em 14 anos abrigará mais idosos do que jovens, adaptações são necessárias - mudanças que, aos poucos, vêm ocorrendo.
"Desde o Estatuto do Idoso, lançado em 2003, temos evoluído muito", observa Terezinha Aparecida Teixeira da Rocha, de 63 anos, presidente do Conselho Estadual do Idoso de São Paulo. "O número de políticas públicas e iniciativas do setor privado é crescente.
A terceira idade também está cada vez mais ativa e participativa."
Como provas dessa evolução, parques paulistanos ganham projetos de acessibilidade, equipamentos de ginástica e atividades para esse público. Há incentivos estaduais e federais para que idosos viajem pelo Brasil e pelo mundo.
Ao longo de 2009, ocorreram 92 eventos voltados à terceira idade nas bibliotecas públicas municipais de São Paulo.
Para a empresária (e aposentada) Maria Sonia Bianchini, de 75 anos, São Paulo é a melhor cidade que existe para idosos. "Não entendo as pessoas com idade avançada preferindo mudar para outros locais, como Santos.
Aqui tem de tudo", diz ela, que mora e trabalha no Paraíso, onde tem uma pousada de 14 suítes a quatro quadras de sua casa.
"É evidente que a cidade tem se tornado cada vez mais fácil de viver para idosos", afirma Oded Grajew, de 65 anos, coordenador do Movimento Nossa São Paulo. "Mas há muito a ser feito."
Problemas.
Os maiores incômodos apontados por idosos, especialistas, entidades e até representantes do governo são mobilidade, habitação e saúde.
A situação do transporte público é problemática. Na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), 18 das 89 estações são completamente acessíveis.
Na cidade, só há 500 quilômetros de calçadas adaptadas. A situação não é melhor no metrô nem nos ônibus.
Na área de saúde, o problema é a falta de atendimento especializado: para prestar serviço nas 545 unidades da rede municipal destinadas a atendimento primário (prevenção) e secundário (diagnóstico), além das oito Unidades de Referência à Saúde do Idoso (Ursi), a Prefeitura conta com 27 médicos geriatras.
Na habitação, o problema extrapola entre os mais necessitados, que são os idosos que já não são autossuficientes. Na cidade de 1,3 milhão de idosos, a Prefeitura oferece apenas 90 vagas gratuitas em casas de repouso.
"As políticas direcionadas ao idoso ainda são tímidas, com o poder público tratando os problemas como responsabilidade das famílias. É um pensamento retrógrado, que precisa ser mais bem avaliado", disse Cláudia Beré, promotora de Atendimento ao Idoso do Ministério Público Estadual (MPE).
"Mesmo assim, há bons exemplos na cidade, e a estrutura básica existe.
Mas é necessário reparar alguns erros e continuar evoluindo."

Fonte: Edison Veiga, Filipe Vilicic e Vitor Hugo Brandalise - O Estadao de S.Paulo - 04/04/10

Unicap abre inscrição para congresso internacional sobre psicanálise e adoção em Recife

Quem quiser apresentar trabalhos durante o evento deve encaminhar os resumos também até o dia 30 de abril

Estão abertas as inscrições para o I Congresso Franco-Brasileiro sobre Psicanálise, Filiação e Sociedade, que acontece no Recife, entre os dias 17 e 21 de agosto de 2010.

O tema do evento será "Adoção - da criança à filiação".

Até o dia 30 de abril, a inscrição custa R$ 150,00 para estudantes de graduação, R$ 200,00 para estudantes de pós-graduação, R$ 300,00 para profissionais e R$ 150 para interessados em fazer minicurso.

Depois dessa data, os preços serão alterados. Quem quiser apresentar trabalhos durante o evento deve encaminhar os resumos também até o dia 30 de abril.

Organizado através de parceria entre as universidades Católica de Pernambuco e Denis Diderot - Paris 7, o evento acontecerá no Recife Palace Hotel, em Boa Viagem.

A programação completa, a ficha de inscrição e outras informações a respeito do congresso podem ser encontrados no site oficial do encontro.

Fonte: Da Redação do pe360graus.com - 04/04/10

Niger State To Give Legal Backing To PPP

By Lateef Lawal

The Niger State Government is initiating a bill to give legal and institutional backing for the sustenance of public Private Partnership Projects(PPP), including its Minna Airport City project.
The deputy governor of the State, Ahmad Musa Ibeto, explained that through such legislative and legal framework, there would be more investors confidence and sustenance of development related infrastructure that would provide countless jobs for many indigenes of the state.
He gave this assurance during the presentation of the model of Minna Airport City (MAC) project being handled by Meavis/Cortis Ltd in Minna for the State government.
According to him, the initiative to initiate a bill for the law to legalize PPP, was the only way the State could witness desired development.
He explained: “MAC is an investment on its own and that is why we are facilitating a bill on PPP to add credibility to the project in Niger State and to attract credible investors from all over the world.
We have had a similar meeting with the World Bank to get their own inputs into the bill because we discovered that PPP is one of the ways we can develop Niger State, by harnessing efforts from the Executive, Legislature and the Judiciary to have a credible foundation for PPP in the State.”
The Niger deputy governor noted that the purpose of the bill was to have a good foundation for PPP in the State to give room for continuity of projects that would be erected for posterity, adding that all efforts were being geared towards ensuring that Niger State belonged to one of the three most developed state economies in Nigeria by 2020.
He said the Minna Airport City Project would not only assist the State alone but the whole country.
In the deputy governor’s words: “It is only when we partner with private investors that we can dream of having our State among the most developed States by 2020.
We will do all it takes to lay a foundation that cannot be broken because this project is like replicating what we have in Dubai and Singapore.
The law we are putting in place is an indication that the State is responsible and there is cooperation among the various arms of government and successive government. It then means that if any government has the intention of thwarting projects like this, it will have to go back to the legislature to change the law and that will be a difficult thing”.
Tunde Fagbemi, Managing Director of Maevis Ltd, noted that the project was about the emancipation of the down trodden, affirming that scores of investors partnering on the project are interested in having enabling environment and want to be sure that they are protected in their business.

Fonte: Nigeria Masterweb Daily News - 04/04/10

Comissão de inquérito ao Magalhães inicia nova ronda de audições em Portugal

Oposição aguarda a ida ao Parlamento do presidente da Intel para esclarecer o envolvimento da multinacional no desenvolvimento do Magalhães.

Os deputados ouvem esta semana os presidentes da Intel e da Zon, bem como responsáveis da Inforlândia e do grupo do Ministério da Educação que definiu as características do Magalhães.
A oposição espera que a audição do presidente da Intel permita esclarecer o envolvimento da multinacional no desenvolvimento do Magalhães e na cerimónia de apresentação do computador, em Julho de 2008.
"É extremamente curioso que no memorando de entendimento [que foi assinado com o Estado português no dia em que foi apresentado o Magalhães] esteja referida a iniciativa Magalhães, mas a JP Sá Couto nos tenha dito que não teve nada a ver com o memorando de entendimento", disse o deputado do BE Pedro Filipe Soares.
"A JP Sá Couto disse que quem trouxe a Intel foi o Governo.
Temos de clarificar a questão", afirmou, por seu turno, o deputado do PSD Jorge Costa.
Bruno Dias, do PCP, salientou, por sua vez, o facto de a Intel ter assinado o memorando de entendimento com o Governo "no mesmo momento em que negociava com a JP Sá Couto, sendo que, supostamente, uns não sabiam o que se passava com os outros".
"É preocupante saber que a Youtsu, consórcio da JP Sá Couto, paga a cerimónia e quem faz os convites, na sua maioria, é o Ministério das Obras Públicas", destacou o deputado do CDS-PP Hélder Amaral, que questiona o tipo de relação "próxima, informal e, porventura, à margem da lei", existente entre a empresa de Matosinhos e o Governo que permitisse a realização de acções conjuntas.
Para o deputado do PSD Jorge Costa está a chegar-se à conclusão que o Executivo "foi o motor de todo o processo, usando as operadoras como intermediários, na medida em que foi o Governo que definiu as características dos computadores".
"Começa a ficar claro que não foi um ajuste directo, foi um ajuste particular, definido e directo, ou seja, o Governo escolheu aquele consórcio, deu-lhe a informação e pediu-lhe que produzisse", afirmou, por seu turno, Hélder Amaral.
Por esclarecer está também o facto de terem sido entregues computadores antes de terem sido assinados os contratos.
A 23 de Setembro de 2008, sem terem sido assinados contratos entre a Fundação e as operadoras e sem terem sido definidas as características dos Magalhães, "foram distribuídos três mil computadores nas escolas que não cumpriam as características de software que depois o Ministério da Educação veio a definir", disse o deputado do BE.
Pedro Filipe Soares deu como exemplo o contrato da Vodafone para o e.escolinha, afirmando que o documento só foi assinado "um mês antes de o programa terminar".
"Encomendaram-se, entregaram-se e distribuíram-se computadores sem existência de contratos. Os contratos aparecem depois a retroagir. É um processo pouco transparente", concluiu, por sua vez, o deputado do PSD

Fonte: Económico com Lusa - 04/04/10

Trem viaja pela China devolvendo a visão à população carente

Antonio Broto

Pequim - Há 12 anos um trem com as cores do arco íris, o "Lifeline Express", transporta oftalmologistas às zonas mais pobres da China com uma nobre incumbência: devolver a visão a milhares de pacientes com catarata que não têm dinheiro para pagar essa operação.
Mais de 100 mil pessoas recuperaram a visão graças à iniciativa, que nasceu como um "presente" de Hong Kong ao resto da China e ajuda a atenuar um problema que atinge mais de cinco milhões de chineses, com 500 novos afetados por ano.
Muitas pessoas "esperam na escuridão a chegada do trem", relata à Agência Efe a diretora geral do Lifeline Express China, Juliana Ma, que explica o funcionamento deste trem-clínica.
A iniciativa nasceu das mãos de Nellie Fong, política e empresária de Hong Kong que preside a fundação, inspirada nos trens com esse mesmo nome criados na Índia em 1991 para levar serviços médicos a povoações pobres.
Fong viajou à Índia para conhecer o trabalho dos trens-hospital indianos, também conhecidos como Jeevan Grade Express, e decidiu criar uma iniciativa similar na China, embora dedicada somente aos pacientes de cataratas.
Segundo Juliana Ma, "se optou por este tipo de atendimento médico porque é uma singela operação cirúrgica, rápida, e que pode mudar a vida do paciente".
Especialmente em zonas rurais, onde o preço desta intervenção em um hospital normal (na China a saúde é paga) costuma girar em torno dos 5 mil iuanes (US$ 730), o equivalente ao salário de vários meses para muitos camponeses.
Atualmente há quatro trens Lifeline Express na China, cada um composto por um vagão-sala de cirurgia, outro dedicado a consultas e exames médicos, um para alojar os pacientes após a operação (eles passam uma noite ali descansando) e outro para a equipe médica.
Os trens não têm locomotiva, e viajam "acoplados" aos trens da rede chinesa de ferrovias. Às vezes é preciso mudar de trem várias vezes antes da linha chegar ao destino.
Assim que ele chega ao ponto, o trem arco íris é colocado em uma via auxiliar para não afetar o tráfico ferroviário, e os pacientes das zonas rurais divisórias, avisados pelo hospital, começam a chegar.
Embora a catarata seja normalmente atribuída aos idosos, o trem atende pessoas de todas as idades.
"Normalmente 80% são idosos, mas no mundo rural a população de gente jovem com catarata é maior, já que muita gente trabalha o dia todo fora e exposta ao sol", explica Ma à Efe.
Bebês também recebem tratamento, já que a catarata pode ser um problema congênito herdado dos pais. O Lifeline Express operou crianças de quatro meses (no outro extremo, a pessoas de até 90 anos).
O trem é sustentado por empresas chinesas e de Hong kong, tanto estaduais como privadas, e também algumas estrangeira, por isso a fundação encoraja as pessoas de fora da China a colaborar em custear o projeto que emprega 2,7 milhões de iuanes (US$ 395 mil) em cada estação pela que passa.
O primeiro Lifeline Express, de 1997, levava 30 pessoas a bordo, mas com o aumento da experiência e da eficiência técnica, agora cada veículo só precisa de uma tripulação de sete pessoas: dois oftalmologistas, outras tantas enfermeiras, um técnico, um administrador que coordena as operações com os hospitais locais e um cozinheiro.
Cada trem visita três zonas do país por ano e em cada parada trabalha três meses, operando mais de três mil pessoas. Ma explica que por isso os doutores que passam nove meses do ano recuperando dezenas de vistas ao dia são escolhidos entre os melhores do país.
As leis chinesas proíbem que médicos estrangeiros levem a cabo operações no território, por isso os profissionais estrangeiros não podem participar diretamente, mas a fundação encoraja os interessados a viajar à China para ministrar cursos de formação oftalmológica e ajudar no projeto.
A catarata é especialmente frequentes em zonas do país com forte exposição ao sol, como o planalto tibetana, onde o trem chegou em 2007, inaugurando a primeira linha férrea no Teto do Mundo.

Fonte: EFE - 04/04/10

Espanha se despede de televisão analógica

MADRI - A Espanha deu adeus definitivo à televisão analógica e aderiu plenamente neste sábado à Televisão Digital Terrestre (TDT), depois de um longo processo de transição que começou há cinco anos e foi concluído com o desligamento dos nove últimos centros que transmitiam no sinal antigo.

A mudança, que o ministro da Indústria, Miguel Sebastián, chamou de "a Televisão de Todos" e permite aumentar o número de canais, melhorar a qualidade e oferecer novos serviços, foi produzido dois anos antes da data proposta pela Comissão Europeia.

Os habitantes de Gijón e Oviedo, em Astúrias; Santa Cruz de Tenerife e a ilha de La Palma, nas ilhas Canárias; e Salamanca e León, em Castilla e León, foram os últimos a entrarem nesta nova etapa, na qual a tecnologia digital é incorporada ao sinal de televisão.

"Estamos diante de uma semana histórica, como foi a chegada da televisão ou a imagem colorida", disse o ministro, na quarta-feira, quando foram apagadas as emissões analógicas em Madri, Barcelona e Sevilla.

A TDT permite passar de 6 a mais de 30 canais, oferece uma imagem de melhor qualidade, semelhante à do DVD, permite assistir à televisão em formato panorâmico, sem cortes nem faixas pretas, melhora a qualidade do som, e oferece novos serviços, como a seleção do idioma, com maior interatividade e teletexto digital.

Fonte: Reuters(Reportagem de Teresa Larraz)- 03/04/10

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