HOLIDAY x CALIFÓRNIA DOIS ÍCONES DA ARQUITETURA DO RECIFE, DUAS REALIDADES DISTINTAS

Por Augusto Cesar Sabóia Petit Fontes
Especialista em Gestão e Políticas Públicas
Editor do Blog das Parcerias Público-Privadas

Estes dois edifícios são ícones da arquitetura Recifense, o Edf. Califórnia foi projetado por Acácio Borsoi e o Holiday por Delfim Amorim.
Estes dos arranha-céus foram os pilares do desenvolvimento de Boa Viagem nos anos de 1957 e 1958, eles mudaram a paisagem do bairro e a partir deste marco, todo o modo de vida do Recifense, são edifícios com arquitetura arrojada e que hoje se destacam da mesmice que vem acontecendo em nossa arquitetura.
Mas esses dois edifícios vivem momentos distintos em suas histórias.
O Califórnia depois de anos de abandono, nos últimos dois anos vem apresentando uma recuperação estrutural e de fachada, mudança no perfil dos moradores, nos andares térreo e sobre loja funcionam excelentes restaurantes, bares e até um cinema que exibe filmes alternativos, um dos únicos em nossa cidade a mostrar este tipo de programação.
Estas mudanças tem alguns aspectos principais, tais como, estar localizado em uma área altamente valorizada que é a beira mar, a construção de edifícios de alto luxo nas proximidades, a reforma por que vem passando a orla da praia de Boa Viagem e principalmente o valor do metro quadrado de construção na beira mar, isto facilitou o olhar daqueles que antes viam este edifício com desprezo e passaram a investir na compra e reforma dos apartamentos ali existente, além do que o mesmo é menor que o Holiday o que facilita essas ações.
O Holiday é um caso muito preocupante, é um edifício arquitetonicamente lindo e inovador para a época que foi construído e até nos dias de hoje, é um símbolo de Boa Viagem que não podemos perder.
Existiram ao longo dos últimos anos vários projetos para sua recuperação, um dos que acho mais viáveis nos dias de hoje seria transformá-lo em um hotel, já que Boa Viagem pelo valor do metro quadrado esta tornando inviável a construção de novas unidades hoteleiras, só que para isto vários problemas teriam que ser solucionados, como a relocação dos moradores e comerciantes ali instalados e uma completa recuperação de sua estrutura e a mudança de finalidade, que hoje é moradia.
Para isto tem que ocorrer uma parceria do poder público com o privado onde do público seria dar todas as condições e incentivos para que o empreendimento aconteça e do privado a disposição de acreditar que será um bom negócio investir na recuperação.
Fora esta alternativa não vejo muitas outras e temo pelo futuro deste lindo edifício de nossa cidade, espero que possamos achar um caminho para recuperação deste verdadeiro patrimônio histórico de Boa Viagem e do Recife, para que gerações futuras possam desfrutar, observar e se inspirar em sua arquitetura arrojada de ontem, de hoje e de sempre.

Fonte: Jornal Gazeta Nossa –Zona Sul – Recife – Ed. 71


4 Comments:

  1. o holiday deve, ter uma intervenção pública, com um administrador nomeado pela justiça,isso mesmo o que falta é administração correta, hoje o prédio vive sendo administrado por um síndico, que vive invadindo os apartamentos abandonados e vendendo-os por isso ele estar respondendo vários inqueritos na polícia civil e na justiça.o síndico, dá corbetura a vários traficantes que ali fazem seus negócios, vive dando propinas aos policiais militares,mantém ums seguranças paticulares que tabém fezem negócios com os traficantes de crack. isso todo mundo sabe a varias denúmcias no ministério público,polícia civil,no judiciário, e ninguém faz nada pelo amor de Deus façam alguma coisa.

  2. O sindico atual do edificio Holiday esta vendendo a area comum do predio e varias pessoas estao erguendo construçoes e levantando garagens que so contribuem para a proliferaçao de ratos ,drogas e prostituiçao na area.Cabe as autoridades publicas tomar uma iniciativa de fazer uma açao de demoliçao dessas construçoes da area comum e proibir comercio ali.TAmbem necessario faz se investidas policiais naquela area que durante dia e noite serve aos usuarios e traficantes para a comercializaçao de drogas

  3. O edifício Holiday não foi projetado pelo arquiteto Delfim Amorim e sim pelo engenheiro Joaquim de Almeida Marques Rodrigues.

  4. Esse edifício só tem um jeito, vir abaixo. Sua estrutura está totalmente comprometida por maresia, incêndios, esgoto e toda sorte de outros agentes…. No seu âmago, está consolidado um ambiente putrefato, onde pessoa alguma de bem deseja estar. Mortes, prostituição, drogas e outras situações impedem a morada por pessoas que tem o mínimo de desejo… Esse prédio está fadado ao abandono total.

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