segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Novos ares no mar do Norte

Stephen Remp já viveu uma situação como esta.
"Cheguei à Escócia no começo dos anos 70 e vivi o auge do petróleo e do gás no mar do Norte.
O que vejo agora me lembra daquela época, mas agora com o vento", explica em Aberdeen (Escócia), um dos grandes centros petrolíferos da costa britânica.
Este empresário norte-americano fez fortuna com o petróleo e o gás britânico, passou para o Azerbaijão e seus engenheiros perfuram hoje no Iraque.
Ele veste um paletó sem gravada, mas engomado até atrás.
"Podem buscar meu nome no Google", provoca.
O anúncio dos planos do governo britânico para produzir 25 mil megawatts de energia eólica no mar do Norte o equivalente à potência de 25 centrais nucleares e 47% a mais do que a Espanha tem fizeram com que Remp mudasse o nome e a atividade de sua empresa: de construir plataformas petrolíferas e de gás no alto mar para as grandes companhias, ela passará a levantar moinhos de vento na água.
Sua empresa agora se chama Seaenergy Renewable.
Remp ilustra a transformação na indústria petrolífera que o Reino Unido empreendeu para cumprir as metas de energia renovável da Uniao Europeia (20% da energia na Europa deverá ser renovável em 2020), da qual se encontra atualmente muito distante.
Para isso, prevê investir 100 bilhões de libras (R$ 279 bilhões) e criar 250 mil empregos no setor.
"Tentamos diversificar nossa indústria para não depender do petróleo e do gás.
E as energias renováveis são o futuro", explica Paul O'Brien, responsável por energias renováveis na Agência Escocesa de Desenvolvimento Internacional, que na semana passada organizou junto com o governo britânico uma viagem para expor seus planos a um grupo de jornalistas europeus. Iain Todd trabalhou no departamento de energia britânico e agora dirige uma empresa de energia renovável em Aberdeen.
"Talvez tenhamos dormido no ponto porque tínhamos petróleo, gás e carvão e nos anos de Thatcher construímos centrais nucleares.
Não havia tanta pressão como na Espanha ou na Dinamarca, e não embarcamos nas [energias] renováveis.
A coisa mudou e agora estamos importando petróleo", medita.
O resultado é que, enquanto na Espanha 25% da eletricidade é de origem renovável, no Reino Unido isso gira em torno de apenas 5%.
O'Brien, um homem alto, com forte acento escocês, explica no heliporto de Aberdeen as similaridades com o auge do petróleo no mar do Norte há 40 anos.
"Naquela época houve uma corrida para conseguir as permissões do governo para perfurar.
Hoje é o mesmo, mas não há tanta aposta nem tanto risco.
O vento está aí. Nós sabemos disso."O lugar escolhido foi a plataforma petrolífera de Beatrice, a cerca de 20 quilômetros em alto mar ao norte de Aberdeen.
"Ela foi inaugurada nos anos 70 e se acreditava que no início dos 90 já estaria esgotada, mas ainda resta alguma coisa", explica O'Brien.
A plataforma é propriedade da empresa Talisman, especializada em aproveitar até a última gota de petróleo em jazidas agonizantes.
Do helicóptero, a plataforma parece um velho barco tomado pela ferrugem.
A Beatrice é uma das 234 plataformas do mar do Norte e cuja produção decai inevitavelmente, mesmo com o aumento das perfurações proporcionado pela alta dos preços do petróleo em 2007. Entre 1998 e 2008, a produção de petróleo no Reino Unido caiu cerca de 44% e a de gás 22%, segundo o anuário estatístico do British Petroleum.
Em 2008, Gordon Brown anunciou que o mar do Norte havia alcançado seu pico de produção e que sua intenção era transformar a área "no equivalente em energia eólica ao que a Arábia Saudita é para o petróleo".
Já é possível ver os frutos disso.
Junto à plataforma Beatrice, erguem-se simbolicamente os dois primeiros moinhos de vento instalados de forma experimental.
São os maiores do mercado, de cinco megawatts.
"Por que vamos ao alto mar? Porque temos tecnologia, e na terra não temos nada a oferecer", explica Allan Mac Askill, diretor do projeto.
Junto a esses moinhos, será instalado um parque de 920 megawatts, quase como uma central nuclear.
"No mar, só é possível atingir os números se for feito um parque muito grande, e isso não pode ser feito próximo da costa", acrescenta.
Mac Askill, como a maioria dos entrevistados, veio do setor de gás e petróleo.
O Reino Unido tem os engenheiros, os mergulhadores, as estruturas e o conhecimento para trabalhar no mar do Norte.
Não os assusta cimentar em águas profundas e geladas.
Sua intenção é produzir assim um terço da eletricidade necessária no país, baratear a tecnologia e exportá-la à China e aos EUA, que cedo ou tarde terão que construir moinhos no mar.
O mesmo que a Dinamarca, Alemanha e Espanha fizeram com o investimento em energia eólica na terra.
Mac Askill explica que é possível instalar as 4 mil turbinas que desejam no alto mar em uma profundidade de até 50 ou 60 metros.
Os moinhos são mais caros, mas também produzem mais porque o vento ali é mais constante do que em terra.
Os moinhos instalados por Mac Askill funcionam cerca de 3.500 horas por ano (40% do tempo com carga total) enquanto que na Espanha, em terra, a média é de 2.270 horas por ano.
A conversão do mar do Norte é um símbolo da revolução causada pela luta contra a mudança climática e o fim dos combustíveis fósseis.
É, além disso, um esboço de como será o mundo do futuro.

Fonte: El Pais - Espanha - 12/10/09

México fecha estatal ineficiente de energia e gera protestos

CIDADE DO MÉXICO - O governo mexicano anunciou o fechamento de uma companhia estatal ineficiente de fornecimento de energia para a Cidade do México e região no domingo, uma medida que pode causar conflitos no país.
Em preparação contra protestos, a polícia ocupou as instalações da Luz y Fuerza del Centro (LFC) no sábado à noite antes da divulgação do decreto para a incorporação da empresa pela Comissão Federal de Eletricidade, a principal empresa de energia estatal.
O presidente Felipe Calderón apontou a LFC nas últimas semanas como o principal exemplo do que está errado com o setor público do México.
O governo afirmou que está fechando a empresa devido à ineficiência e os grandes prejuízos operacionais, que tem custo similar ao do Exército do país.
"É necessário liquidar com a companhia que criou um buraco nas finanças públicas em tempos de crise internacional.
Estamos sendo forçados a adotar medidas para lidar com as prioridades, como a pobreza, a sistema de saúde e a segurança pública", disse o ministro do Interior Fernando Gomez Mont.
Manter a LFC funcionando representa uma crescente carga fiscal, especialmente enquanto o governo Calderón pressiona para um orçamento austero e quer aumentar os custos de energia e os impostos no próximo ano para compensar a baixa produção de petróleo.
O ministro das Finanças Agustin Carstens disse que o fechamento da empresa e o pagamento dos 47 mil funcionários vão custar 20 bilhões de pesos (1,5 bilhão de dólares).
Sindicatos prometeram protestos. Milhares de trabalhadores se reuniram na capital, enquanto sindicalistas pedem apoio de trabalhadores de todo o México.
"A organização está preparada para resistir a esse ataque", disse o líder sindicalistas Humberto Montes de Oca.
"A presidência quer governar com o chicote nas mãos."

Fonte:Reuters - 12/10/09

Esforço conjunto é chave na preservação de recursos, diz Nobel de Economia

Norte-americana Elinor Ostrom foi a primeira mulher a receber o prêmio.Para ela, solução para preservar recursos naturais está nas comunidades.
A norte-americana Elinor Ostrom, que ganhou o prêmio Nobel de Economia nesta segunda-feira (12), disse que seu trabalho destaca a necessidade de que os cidadãos se envolvam mais nos esforços para preservar os recursos naturais.
Ostrom compartilhou o prêmio de 2009 com o economista Oliver Williamson, da Universidade da Califórnia em Berkeley.
"Quando os indivíduos têm esta forma de trabalhar juntos, podem construir confiança e respeito e ser capazes de solucionar problemas", acrescentou.
"Um funcionário que tem um doutorado não saberá mais [sobre preservação] do que as pessoas que vivem de um recurso [natural].
Há muito conhecimento local que temos que respeitar."
Alternativas
A professora de Ciências Políticas da Universidade de Indiana disse que seu trabalho tem como foco desenvolver novas formas de gerenciamento dos recursos naturais por comunidades de todo o mundo.
"Estive estudando como as pessoas comuns e os funcionários públicos tentaram solucionar problemas muito difíceis [como o desmatamento e a redução dos volumes de pesca]", disse Ostrom.
O comitê que escolhe os vencedores do Nobel disse que o trabalho de Ostrom desafia a crença popular de que uma propriedade comum mal administrada deve ser regulada pelas autoridades ou ser privatizada. Sobre ser a primeira mulher a ganhar o Nobel de Economia, Ostrom comentou: "É uma honra ser a primeira mulher, mas não serei a última."
Organizações
Oliver Williamson, professor da Universidade da Califórnia que dividiu o Nobel com Elinor Ostrom, afirmou nesta segunda-feira estar "grato" por ter recebido o prêmio e afirmou esperar que, no futuro, "as organizações [empresas] tenham um papel mais importante no estudo da atividade econômica".
"A organização do governo deve ser examinada de maneira mais cuidadosa [...].
A missão de todas as organizações [como o Federal Reserve e o Tesouro, por exemplo] é principalmente econômica, mas essas instituições deveriam ser permeadas por boas práticas organizacionais", afirmou.
Em seus estudos, o professor da Universidade da Califórnia citou como organizações, incluindo empresas, são estruturadas e como isso afeta o custo de seus negócios.
Segundo sua teoria, as grandes empresas privadas existem simplesmente porque são eficientes.
Ele admite, porém, que grandes corporações podem "abusar de seu poder".
"Elas podem, por exemplo, participar em lobby político ou exibir comportamento anticompetitivo."

Fontes: France Presse e da AP - 12/10/09

Crise ronda indústria naval do Rio

Pouco mais de um ano após a quebra do banco americano Lehman Brothers, a crise econômica começa a chegar à indústria naval fluminense.
Responsáveis pelo ressurgimento do setor, no início da década, os estaleiros do Estado se preparam para um período de entressafra, motivado pelos diversos adiamentos em licitações de plataformas da Petrobras e pelo início das operações de canteiros em outros Estados.
Demissões são dadas como certas
Os dois maiores estaleiros do Estado, Mauá e Brasfels, estão finalizando a construção de plataformas e devem passar por um período sem grandes obras.
Embora as perspectivas de encomendas futuras sejam grandes, o curto prazo não é animador.
“O cenário é o pior possível”, diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Angra dos Reis, sede do Brasfels, Paulo Inácio Furtuoso.
Não há, hoje, contratos assinados para a construção de novas plataformas no Estado.
A única obra em negociação, a P-61, só deve ser iniciada em meados do ano que vem no Brasfels. O canteiro deve receber ainda os módulos da P-58, cujo casco será convertido em Cingapura.
A obra, porém, também será feita no médio prazo
A situação é pior no Mauá, que termina em pouco mais de um mês a obra da PMX-1, plataforma que será instalada no campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, e não tem contrato para nenhuma nova plataforma a empresa ainda pode ser punida pela estatal por envolvimento de executivos na Operação Águas Profundas, da Polícia Federal.
O estaleiro está com três navios do Programa de Renovação de Frota da Transpetro e com alguns reparos, mas o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Reginaldo Costa e Silva, diz que há risco de 3,5 mil demissões.

Fonte: Agência Estado - 12/10/09

NAREDCO apresenta modelos de parceria público-privada para habitação

National Real Estate Development Council (NAREDCO) organizou hoje um dia ao longo da Conferência Nacional de parceria público-privada para construção de moradias.
O objetivo da Conferência Nacional foi a de consegir formas inovadora, transparente e sem complicações de modelos de Parcerias Público Privadas que possam causar sinergia entre setor público e privado na luta contra a exigência da Índia de habitação urbana, especialmente os pobres.
O principal destaque da Conferência Nacional foram as experiências nacionais de PPP na habitação que NAREDCO apresentadou como principais destaques de um relatório estratégico que desenvolveu em conjunto com os seus parceiros o conhecimento, Knight Frank, os consultores internacionais da propriedade.
O relatório estratégico foi lançado pela Sra. Kiran Dhingra, Secretário de Estado, ministro da Habitação e Alívio da Pobreza Urbana, Governo da Índia.
Ela também compartilhou perspectiva do governo sobre a abordagem.
NAREDCO apresentou formalmente o relatório ao Governo que, além das experiências nacionais de PPP em habitação também teve algumas das melhores práticas internacionais relevantes dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, África do Sul e França.
No desenvolvimento da Índia, somos confrontados com os problemas das favelas e posseiros que nossas cidades não têm infra-estrutura necessária e abrigo para acomodar a crescente migração de pessoas para áreas urbanas.
Pelas estimativas do governo, há uma escassez de mais de 25 milhões de casas principalmente no grupo da categoria de baixa renda.
Esta escassez está crescendo apesar dos esforços do Governo e do setor privado.
Esta falta enorme vai exigir mais de Rs. 4,00,000 crore de investimento.
Problema desta magnitude não pode ser tratado tanto pelo governo ou pelo setor privado de forma independente.
Parceria Público-Privada (PPP) é o enfoque para resolver este problema.
"Esta conferência foi feita uma tentativa sincera de reunir todos os interessados em uma plataforma e deliberar sobre as questões, preocupações e oportunidades para reduzir o fosso entre a procura e a oferta de habitação e para tornar a habitação acessível a todos.
Tivemos discussões muito construtivas hoje e deverá incorporar as observações principais, o aprendizado e as idéias geradas na Conferência Nacional sobre o relatório estratégico antes de apresentar ao Governo.
Este fato foi uma verdadeira plataforma interativa público-privada ", disse o Brigadeiro. (Aposentado) R. R. Silva, Diretor Geral, NAREDCO.
As esperiências domésticas de PPP em habitação, incluindo Dharavi Redevelopment Project, Bengala Ocidental, Rajasthan, Nagpur, e Chinchwad Pimpri New Town Development Authority (PCNTDA) foram compartilhados com o público.
NAREDCO apresentou também os modelos recomendados para PPP em habitação - Brownfield o modelo de PPP para o saneamento e a reabilitação e Greenfield o modelo de PPP para o desenvolvimento de terras improdutivas com base no aprendizado a partir de experiências nacionais de PPP em habitação e as melhores práticas internacionais relevantes.
A sessão de encerramento abordaram questões de oferta de terrenos, mecanismos de financiamento e utilização de novos materiais e tecnologias, tais que a habitação pode ser feita tão acessível quanto possível.
A Conferência viu a participação de altos funcionários e representantes do Ministério da Habitação e Alívio da Pobreza Urbana, Comissão de Planejamento; Nações Unidas Habitat; Housing and Urban Development Corporation Ltd. (HUDCO); Building Material and Technology Promotion Council (BMTPC); governos estaduais, o desenvolvimento autoridades; placas de habitação e entidades locais, além dos principais empreendedores do setor privado de todo o país.

Fonte: Web News Wire - 12/10/09

Parceria público-privadas vai juntar gestores na escola de administração

Luanda - Um seminário sobre Parcerias Público-Privadas, que visa enquadrar o papel das parcerias no desenvolvimento económico e social do país, vai juntar de 19 a 21 deste mês, na Escola Nacional de Administração (Enad), em Luanda, gestores envolvidos na preparação e na execução de programas e projectos.
O encontro visa analisar as melhores práticas internacionais no desenvolvimento das políticas ligadas às parcerias público-privada, bem como perspectivar prováveis implicações no sector financeiro e na reestruturação do sector público.
Durante três dias serão abordados os temas “Montagem e Estruturas Típicas de uma Parceria Pública Privada”, “Desenvolvimento da Política”, “Enquadramento Institucional” e “Gestão do Ciclo do Projecto”, entre outros.
A Escola Nacional de Administração foi inaugurada no dia 29 de Abril de 2008, pelo Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, num acto que teve, entre outras presenças, a do ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, Pitra Neto, e da governadora de Luanda, Francisca de Espírito Santo.

Fonte: Angola Press - 12/10/09

Compensação ao Metro Sul do Tejo já está quase paga

O Estado já pagou o reequilíbrio financeiro que acordou com a Metro Sul do Tejo quase na totalidade, sendo que no segundo trimestre deste ano foram transferidos 11,29 milhões de euros para a empresa gestora do sistema de metropolitano ligeiro da margem sul do Tejo.
Este reequilíbrio deveu-se a obras a mais que foram pedidas pelo concelho de Almada durante a construção do metropolitano ligeiro.
Segundo o boletim informativo sobre as Parcerias-Público Privadas (PPP) referente ao segundo trimestre deste ano, da Direcção Geral do Tesouro e Finanças, o Estado já acertou com a empresa a quase totalidade dos 77,5 milhões de euros que foi estipulada no acordo de Novembro de 2008.
No primeiro trimestre deste ano foram pagos 65,94 milhões de euros, o que totaliza 77,23 milhões de euros já saldados.
O mesmo documento dá conta de encargos com o eixo Norte-Sul (concessionado à Fertagus) de 5,65 milhões de euros, pagos neste trimestre.

Fonte: Jornal de Negócios - Portugal - 12/10/09

Governo britânico venderá R$ 45 bi em bens para reduzir déficit

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou nesta segunda-feira a venda de bens do governo avaliados em 16 bilhões de libras (cerca de R$ 45 bilhões) em uma tentativa de reduzir o déficit do orçamento.
Estradas, imóveis, a linha de trem de alta velocidade atualmente utilizada pelo Eurostar - trem que liga o país à França -, e a rede de casas de apostas The Tote estão entre os itens que vão ser colocados à venda nos próximos dois anos.
O governo diz que a medida marca o início de uma reavaliação de quais outras atividades não-essenciais podem ser melhor administradas pelo setor privado ou em parcerias público-privadas. Mas integrantes do governo também afirmam que, apesar de estas medidas serem importantes e de possivelmente evitarem o corte de serviços públicos ou o aumento dos impostos, o fundamental para a redução das dívidas será a restauração de um crescimento vigoroso e sustentável da economia.
Gordon Brown admitiu que o aumento nos gastos totais do governo precisa ser reduzido depois de abril de 2011 "com cortes de programas de baixa prioridade, aumentando a eficiência e a produtividade e reduzindo programas que foram criados para aumentar a demanda no último ano".
Em abril, o ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, anunciou uma projeção de que o endividamento do Estado chegará a um recorde de 175 bilhões de libras (R$ 496 bilhões) nos próximos dois anos.
Oposição
Os partidos de oposição dizem que Gordon Brown terá que fazer muito mais para garantir que a Grã-Bretanha consiga viver dentro de seu orçamento.
Para o líder conservador, David Cameron, a venda de bens é "provavelmente necessária", mas "não substitui planos de longo prazo".
"Obviamente, precisamos fazer isso, mas - como toda família sabe - se você vende alguma coisa isso pode ajudar no curto prazo, mas não ajuda você a viver com o que você tem no longo prazo", disse Cameron.
"Então, ainda temos que lidar com os gastos públicos, lidar com o déficit e precisamos garantir que teremos uma boa relação custo-benefício."

Fonte: BBC Brasil - 12/10/09

Localização geográfica é vantagem estadual

BORBA ressalta que é preciso refletir sobre isenção
Quase que semanalmente o "boom" pernambucano é constatado com o anúncio de uma nova empresa chegando no Estado.
Além da localização geográfica, do Porto de Suape e do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) chamarem a atenção dos investidores, os benefícios fiscais são fundamentais.
Só no mês passado foram abertas concessões para quase 30 empresas, que poderão gerar mais de dois mil empregos, segundo dados do Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe).
O destaque ficou por conta da indústria alimentícia Kraft Foods, um investimento de R$ 197 milhões.
"Nós sofremos alguma concorrência com os estados da Paraíba e Alagoas, mas não nos preocupa. Nossa infraestrutura é favorável e permite que a produção seja aproveitada aqui", afirmou o diretor de Negócios do Prodepe, Aymar Soriano.
Para ele, a oferta de benefícios é de extrema importância para o desenvolvimento pernambucano, que somada a outros fatores citados colocam o Estado na frente da disputa por fábricas de grande porte.
"Não é desembolsado nada para atrair os investidores.
A gente não perde o que não tem. Sem falar no que é gerado de maneira indireta, como os empregos e o desembarque de outras empresas", pontuou.
O tributo só pode ser criado em cima da geração de riquezas.
Por isso, se o Estado quer aumentar a arrecadação, precisa atrair investimentos.
E nesse sentido, além de Pernambuco, destacam-se a Bahia e o Ceará.
O professor de Direito Tributário das faculdades Maurício de Nassau e Universo, Luiz Edmundo Borba, ressaltou que é preciso refletir sobre a isenção na cobrança de impostos.
"O problema é que todo mundo vai baixando o tributo e se chega em um limite impraticável.
Os estados fortes conseguem fazer isso, mas onde a arrecadação é menor fica complicado", expôs. Os incentivos do Prodepe para as atividades industriais podem chegar à redução de 95% do ICMS, dependendo do nível de Interiorização do investimento.

Fonte: Folha de Pernambuco - 12/10/09

Pernambuco acirra guerra fiscal

Estado tenta igualar benefícios oferecidos pelos vizinhos da Região Nordeste
AUGUSTO LEITE
Desenvolver a economia do Nordeste nunca foi tarefa fácil.
Apesar de ser uma adversária de potencial, a região sempre saiu perdendo nas lutas contra o eixo Sul/Sudeste.
Os estados menores potencializaram suas forças, mas, a ideia separatista, que permeou o Brasil há algumas décadas sob a justificativa de os sulistas serem responsáveis pela metade da produção de riqueza nacional, ainda permanece ativa de maneira suave.
Movimentos como "O Sul é meu País" seguem defendendo a formação de uma confederação de estados independentes.
Como os estados nordestinos não atuam em parceria, o combate de âmbito nacional acaba por ganhar ares regionais.
O Governo de Pernambuco se viu obrigado a entrar na disputa com os estados de Alagoas e Paraíba no que diz respeito à atração de mercadorias importadas e os centros de distribuição.
A Secretaria da Fazenda elencou uma lista de cerca de 100 produtos não produzidos no Estado, prevista no decreto 33.719 deste ano, que pagarão 4,5% de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) até 30 de junho de 2010.
Após essa data, a alíquota passa para 5%.
Os percentuais são expressivamente inferiores se comparados aos tradicionais 17%.
A transação com máquinas pesadas também foi favorecida e teve ICMS reduzido em 10% para as vendas internas e interestaduais.
"É uma tentativa de igualar nossos benefícios com os da Paraíba e atrair as empresas daqui que migraram para lá", revelou o diretor de Benefícios Fiscais e Relações com os Municípios da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Roberto Abreu.
Nas terras paraibanas, a incidência de ICMS em todos os itens importados é de 5%.
Já em Alagoas o funcionamento é diferenciado e inovador: a liquidação do tributo é efetuada por meio de precatórios.
Dados sobre a iniciativa pernambucana devem ser divulgados até o final do ano.
A guerra com os alagoanos se dá também na regulação dos centros de distribuição, cujo recolhimento de ICMS é de 1% nas operações interestaduais e 3% nas saídas internas.
"Eles podem ser mais ousados porque são estados menos industrializados e que têm pouco a perder.
Nossa economia é mais diversificada", salientou Abreu.
Já para o consultor empresarial Ricardo Di Cavalcanti, Pernambuco deveria adotar uma postura mais ofensiva.
"O Estado está pouco competitivo.
Precisa tentar se igualar aos vizinhos no setor atacadista e distribuidor.
Muitas empresas do Sul/Sudeste e até as pernambucanas estão se instalando na Paraíba.
Não dá para comparar uma lista de 100 produtos com uma redução destinada a todos eles", considerou.

Fonte: Folha de Pernambuco - 12/10/09

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