sexta-feira, 18 de setembro de 2009

São precisos 400 mil milhões para reduzir dependência de Angola do petróleo, diz economista

Angola precisa de investir até 600 mil milhões de dólares (400 mil milhões de euros), nos próximos 15 anos, para contrariar a actual dependência do petróleo, defende o economista angolano Alves da Rocha.
"Se quisermos ter em 2025 uma economia industrial de transição para uma de serviços, na qual a indústria transformadora represente 30%o do Produto Interno Bruto e o sector de serviços 25%, será necessário investir entre 400 e 600 mil milhões dólares", defendeu Alves da Rocha durante uma palestra sobre o tema "Efeitos da Crise Financeira na Economia Angolana".
Para o economista e director do Centro de Estudos e Investigação da Universidade Católica de Luanda trata-se de um desafio porquanto está em causa não só o investimento em infra-estruturas como também a qualificação dos recursos humanos, e o aumento da capacidade da administração pública em gerir, ordenar e orientar o processo de diversificação da economia.
A garantia de que estes objectivos serão atingidos parte do pressuposto de, finda a guerra civil em 2002, os angolanos terem agora reunidas as condições para juntarem esforços em prol do desenvolvimento sustentado.
Todavia importa garantir investimento público e privado e formar os recursos humanos, frisa o economista, também consultor do Ministério do Planeamento.
"Não há outra alternativa, porque o petróleo está a acabar.
Vamos entrar para a era do petróleo mais caro, que trará consequências nefastas para economia mundial", sustenta.
Alves da Rocha sublinha que, se o país não tiver novos campos de extracção de petróleo, as reservas actuais de 13,5 mil milhões de barris darão para um período de exploração de 20 ou 22 anos, pelo que, acrescenta, as receitas petrolíferas devem ser bem aplicadas, de modo a impulsionar a diversificação da economia.

Fonte: OJE - O Jornal Econômico - Portugal - 18/09/09

Brasil atrai mais investimentos

Ao contrário do que aconteceu no resto do mundo, o fluxo de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) para o Brasil aumentou 30,3% em 2008 na comparação com 2007, para US$ 45,1 bilhões. O País subiu quatro posições no ranking dos principais destinos de investimentos no ano passado, chegando ao 10º lugar, tornando-se a economia mais internacionalizada dos Brics, grupo de países emergentes que inclui também a Rússia, Índia e China.
No ano passado, o volume mundial de IED teve uma queda de 14,2%, para US$ 1,697 trilhão. Entre as economias desenvolvidas, o fluxo teve retração de 29,2%, para US$ 962,3 bilhões.
A conclusão é do relatório sobre o volume de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no mundo em 2008, elaborado pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) a partir de dados da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).
Na proporção entre o estoque de IED realizado e o Produto Interno Bruto (PIB) de cada país dos Brics, o Brasil apresentou a melhor relação, de 18,3%.
Segundo a Unctad, o fluxo de IED no mundo em relação ao PIB global é de 26,9%, o que indica que há um potencial de crescimento considerável para o Brasil e os demais Brics.
"Nunca a percepção do investidor estrangeiro foi tão positiva em relação ao Brasil quanto agora", avalia o presidente da Sobeet, Luís Afonso Lima.
De acordo com ele, essa melhora na avaliação dos estrangeiros deve-se aos bons fundamentos da economia brasileira, que se mantiveram sólidos mesmo em meio à crise econômica global.
Ele citou como exemplos o controle da inflação, a política fiscal e, principalmente, o setor externo. Essa visão das empresas estrangeiras em relação ao Brasil fez com que o País subisse da 14ª para a 10ª posição no ranking dos principais destinos de investimentos no ano passado.
E de acordo com a Unctad, o Brasil deve melhorar ainda mais nesse ranking e atingir o 4º lugar até 2011.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 18/09/09

Alagoas discute a participação das MPE nas compras públicas

Nos dias 25 e 26 de setembro, compradores de órgãos públicos e empresários de micro e pequenas empresas estarão reunidos num dos maiores eventos de negócios do Brasil, o Fomenta. Realizado durante a Feira do Empreendedor, em Arapiraca, o evento contará com a participação de especialistas e juristas de renome nacional para discutir os benefícios legais das micro e pequenas empresas (MPE) nas compras governamentais.
Fruto de uma parceria entre o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Ministério do Planejamento e Gestão, o Fomenta é realizado em Alagoas pela primeira vez.
O evento visa aproximar os setores público e privado, para ampliar o acesso das MPE ao mercado das contratações públicas.
Durante os dois dias serão realizadas palestras, oficinas e rodadas de negócios.
Os compradores de órgãos públicos, das esferas federal, estadual e municipal, poderão conhecer os benefícios legais concedidos às MPE e os empresários terão a oportunidade de se capacitar e conhecer os principais instrumentos jurídicos e operacionais que propiciam o acesso ao mercado das compras governamentais.
“Esta é uma grande oportunidade de negócios tanto para os empresários de micro e pequenas empresas, quanto para os gestores públicos.
O Sebrae entende que as compras governamentais locais é um instrumento de desenvolvimento para o município”, disseIzabel Vasconcelos, gerente da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae/AL.
Governo
Disponibilizando atenção ao segmento, o Governo do Estado organizou grupo de trabalho designado para o estudo de uma maior participação das micro e pequenas empresas de Alagoas nas compras realizadas pelos órgãos do executivo estadual.
Sob a coordenação da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística (Sedec), participam desse grupo as secretarias da Fazenda, Planejamento e Gestão Pública, Sebrae/Alagoas, Junta Comercial de Alagoas (Juceal), Agência de Modernização da Gestão de Processos (Amgesp), Agência de Fomento de Alagaos (Afal), e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
Após a conquista da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, o item sobre as compras governamentais, participação desse segmento como fornecedor de órgãos públicos, ainda é um processo não consolidado em todo o país.
Durante a manhã desta quinta-feira (21), o secretário do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, Luiz Otavio Gomes, discutiu com representantes do Sebrae/AL, da Agência de Modernização da Gestão de Processos (Amgesp) e do Senac/AL. Dentro do valor disponibilizado pelo Governo do Estado de Alagoas para manutenção da estrutura pública, com a Lei Geral em vigor, 25% são destinados prioritariamente para as micro e pequenas empresas.
No entanto, este segmento hoje representa apenas 5% (R$ 50 milhões), segundo o diretor-presidente da Amgesp, Francisco Beltrão.
O secretário do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, Luiz Otavio Gomes, lembra que além do próprio governo do Estado, os 102 municípios de Alagoas devem também priorizar 25% das suas compras para a microempresa.
Para isso, o grupo de trabalho estuda a realização de encontros de sensibilização com prefeitos alagoanos de regiões específicas, dando foco às ações.
De acordo com o secretário, existem no Estado aproximadamente 37 mil empresas possíveis de serem trabalhadas para atender a esta demanda.
“Precisamos articular ações para num curto prazo ter esse segmento vendendo para o setor público de forma diferenciada”, destaca o secretário.
Programação
Um dos palestrantes do Fomenta será o Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamim Zymler.
Ele falará aos participantes sobre a Lei Complementar (LC) 123/06 – Lei Geral da Micro e Pequena Empresa - que estabelece tratamento diferenciado e favorecido às MPE.
Também está confirmada a participação do jurista Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, mestre em Direito Público e professor de Direito Administrativo, que debaterá sobre os temas polêmicos da Lei Geral.
“É necessário que o comprador público entenda que a Lei Geral veio para democratizar as licitações públicas e promover o desenvolvimento com justiça social, aplicando a legislação com segurança jurídica.
O Ministro Benjamim e o professor Jacoby são dois grandes nomes do Direito Administrativo. Além deles, também teremos a palestra do Dr. Roberto Baungarter, doutor em direito de estado e receberemos um representante do Ministério do Planejamento e Gestão que abordará a nova política do uso do poder de compra do governo federal.
Esta é uma oportunidade ímpar para os empresários”, explica Izabel Vasconcelos.
Desde 2006, quando foi sancionado a LC 123, a participação da pequena empresa nas compras da União subiu de 13% para 32%.
A inscrição para participar das palestras e oficinas do Fomenta é gratuita, mas as vagas são limitadas.
Para fazer sua inscrição e participar do evento, os interessados devem acessar o site www.al.sebrae.com.br e, na área da Feira doEmpreendedor, consultar a programação do Fomenta.

Fonte: Alagoas em Tempo Real - 18/09/09

Investimentos em Juatuba é destaque na imprensa mineira

Duplicação de rodovias multiplica preço de imóveis
Uma curiosa euforia toma conta dos municípios de Juatuba e Mateus Leme, saídas da Região Metropolitana de Belo Horizonte para o Centro-Oeste de Minas Gerais.
A duplicação da BR-262, entre Betim e Nova Serrana, e da MG-050, entregue à iniciativa privada pelo governo do estado por meio de uma Parceria Público Privada (PPP), pôs a região na vitrine do desenvolvimento de Minas.
Enquanto as obras são tocadas a pleno vapor, multiplica-se o número de galpões à beira da rodovia desde Juatuba até São Sebastião do Paraíso, no Sudoeste de Minas.
Com as melhorias, crescem as expectativas de atração de investimento, o que detonou uma onda de valorização imobiliária nunca vista em municípios como esses.
Mas, mesmo com os imóveis já valorizados muitas vezes em percentuais superiores a 100% nos últimos oito meses, boa parte dos proprietários prefere não se desfazer deles.
Parece estranho, porém eles têm um bom motivo: esperam que o preço suba ainda mais quando as obras das duas rodovias forem concluídas.
Emerson Ribeiro de Almeida é gerente do Condomínio Village de Juatuba, cuja entrada fica às margens da BR-262, num trecho que está sendo duplicado.
São 180 lotes de chácaras, 50 deles com casas prontas e 20 em construção.
Quando foi lançado, em 2003, cada lote de 2,5 mil metros quadrados valia R$ 27 mil.
Hoje está tudo vendido, mas o preço mínimo subiu para R$ 55 mil.
A expectativa é de que, com a duplicação pronta, esse preço dê um salto ainda maior e, por isso, as pessoas que têm terrenos ali resolveram esperar pela valorização.
“À medida que o condomínio foi se estruturando, a procura aumentou. Agora, com a duplicação da BR, o interesse ficou muito maior.
Todo dia vem gente procurando, mesmo sem nenhum anúncio, mas o pessoal está segurando as vendas, para ganhar mais”, diz.
O médico cirurgião Eudes Magalhães é um deles. Há seis anos ele tem duas chácaras no Village para investir e agora espera o melhor momento para vender.
“Acredito que vai ocorrer uma valorização significativa à medida que a duplicação for sendo percebida.
Foi o que ocorreu na Linha Verde.
Enquanto as máquinas ainda estavam na pista, as pessoas não deram valor.
Quando o trânsito fluiu, percebeu-se a diferença e os preços explodiram”, compara.
Afonso Gonzaga, presidente da Regional Centro-Oeste da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), explica que a valorização também ocorre porque a duplicação da rodovia é um fator preponderante na atração de investimentos.
Ele acredita que a valorização imobiliária que começa em Juatuba está ocorrendo também em Itaúna e deverá chegar a São Sebastião do Paraíso (MG-050).
“A duplicação da BR-262 põe Pará de Minas e Juatuba numa situação privilegiada.
Espera-se um crescimento forte nesses dois municípios, tanto é que as prefeituras já estão buscando novos espaços para a criação de centros industriais”, observa.
Com uma população de 1,4 milhão de pessoas, o Produto Interno Bruto (PIB) do Centro-Oeste de Minas está na casa dos R$ 10 bilhões.
Em 2003, a região exportava US$ 190 milhões.
Em 2008, US$ 1,18 bilhão, uma expansão de 10 vezes nesse período.
A exportação é concentrada em produtos metalúrgicos e siderúrgicos, confecção, calçados, fogos de artifício e ardósia.
Ao todo, a região convive com 13 segmentos produtivos.Terrenos urbanos também se valorizaram e podem subir ainda mais.
Mateus Leme acaba de receber o seu primeiro conjunto de casas geminadas populares, pintadas de verde claro, em tom sobre tom, e vê as obras de edifícios do Minha casa, minha vida avançarem com velocidade.
Alvino Ferreira de Morais Filho, mais conhecido como Vininho, é dono da imobiliária Morais Máximo, localizada no município.
Ele é testemunha de que a valorização dos terrenos na cidade ocorreu de forma espantosa “por causa da oferta de crédito e dos incentivos federais”, mas acredita que o aumento de preços decorrente da rodovia ainda está por vir.
Vininho foi o responsável por intermediar as compras dos lotes vendidos “com lucro” à construtora por R$ 6 mil há sete meses.
“Hoje, cada lote desses vale R$ 15 mil”, sustenta.O resultado desse avanço de preços, segundo ele, é uma verdadeira histeria.
“Não temos mais terrenos para comprar, ninguém quer vender esperando que os preços subam mais”, diz.
Neste momento, o corretor está intermediando a compra de um terreno. O cliente quer pagar R$ 15 mil, mas o proprietário diz que só aceita R$ 18 mil.
“Está claro que ele não quer vender. Estou negociando há 20 dias”, informa.

Fonte: Repórter Zulmira Furbino – Jornal Estado de Minas 17/09/09

«As renováveis puras já representam hoje 10% da energia produzida»

Por Mafalda Simões Monteiro

Com um volume de negócios de 65 milhões de euros em Portugal, a Dalkia vai investir 20 milhões de euros no país.
A biomassa é um vector de desenvolvimento no Grupo e será também em Portugal, explica José de Melo Bandeira, administrador-delegado, em entrevista por e-mail.
A Dalkia é um dos maiores players na gestão de energia por conta dos seus clientes, empresas privadas, indústria, sector público e estabelecimentos de saúde.
A empresa integra as soluções energéticas avançadas, explora infra-estruturas energéticas existentes, concebe instalações de alto rendimento e recorre à integração das energias renováveis com uma grande preocupação ambiental.
Em Portugal, a Dalkia facturou no ano passado 65 milhões de euros e este ano pretende investir 20 milhões de euros no desenvolvimento de projectos no país, "o que representa uma vontade do Grupo em continuar a investir nos projectos e no país", explica José de Melo Bandeira.
Os resultados do Grupo Dalkia apresentaram um forte crescimento no ano fiscal anterior. Porquê?
Em 2008, os resultados do Grupo Dalkia foram de franco crescimento em todas as áreas, numa perspectiva económica e ambiental.
Acabámos o ano com um volume de negócios de 8.600 milhões de euros e com resultados operacionais na ordem dos 514,7 milhões de euros.
Estamos actualmente presentes em 41 países.
Em termos ambientais, conseguimos, como resultado dos nossos serviços e operações, evitar a emissão de 5,6 milhões de toneladas de CO2.
Quais as as previsões para este ano?
Perspectivamos continuar a desenvolver de forma sustentada a nossa actividade, cada vez mais suportada pela introdução de soluções inovadoras e tecnologicamente diferenciadoras.
Queremos continuar a inspirar o mercado com a nossa oferta, contribuindo desta forma para os resultados dos nossos clientes em matéria de melhorias ambientais e de eficiência energética.
Ou seja, vamos continuar a investir nos nossos colaboradores de forma a conseguirmos continuar a justificar a preferência dos nossos clientes e parceiros.
Em Portugal, quais foram os vossos resultados financeiros em 2008 e quais as previsões para este ano?
Apesar do ambiente económico desfavorável, a Dalkia fechou o ano de 2008 com um volume de actividade de 65 milhões de euros e resultados líquidos na ordem dos seis milhões de euros.
São resultados francamente positivos que a nosso ver se prendem com o facto de a Dalkia continuar a apostar numa carteira de soluções e de serviços diversificados e diferenciadores no sector da energia, os quais permitem dar as respostas mais eficientes a clientes dos mais variados sectores: desde os edifícios às indústrias, passando pelo sector hospitalar/saúde.
Quais são as vossas soluções de serviços?
O Grupo Dalkia posiciona-se como produtor, fornecedor e operador de proximidade, junto dos seus clientes, instalando, operando e mantendo instalações técnicas especiais e energéticas. Carvão, gás, biomassa, geotérmico, biogás e solar são as matérias-primas utilizadas na produção de energia, o gás é o mais relevante mas as renováveis puras já representam hoje 10% da energia produzida.
Para o conseguirmos, a aposta na I&D é significativa, estar na vanguarda das soluções tornou-se uma obrigação e as melhorias ambientais e energéticas uma responsabilidade.
Por exemplo o Grupo instalou a primeira pilha a combustível de 250 kw num edifício público em Paris com aproveitamento térmico e eléctrico como resultado de uma parceria com o Grupo EDF.
Entretanto, em Portugal, temos conseguido estar em projectos como a valorização energética de resíduos - por ano tratamos 400.000 toneladas na região do Porto; temos implementado projectos de co-geração/trigeração em hospitais com benefícios ao nível da redução dos custos e com benefícios ambientais; temos apostado no solar com alguns projectos de demonstração. Estamos ainda a trabalhar em outras áreas com grande potencial - a biomassa é um vector de desenvolvimento no Grupo e estamos em crer que também o será em Portugal.
Qual o perfil dos vossos clientes?
Os nossos clientes são, sobretudo, os grandes consumidores de energia: municípios e edifícios públicos, grandes edifícios privados e indústrias.
Tratando-se ainda de um mercado de oferta, devemos apresentar, por isso, soluções desde a optimização do funcionamento das instalações até à instalação e operação de novas soluções tecnológicas.
Apostamos em parcerias com os nossos clientes em que estamos disponíveis para participar no investimento em novas soluções.
E quem são os potenciais clientes?
Todos os grandes consumidores de energia são alvos potenciais da nossa actuação, desde os edifícios até às indústrias, particularizando o sector da saúde.
Acreditamos que os grandes centros comerciais e edifícios públicos serão vectores de desenvolvimento próximo também nestas áreas.
Os projectos de aproveitamento de biomassa, quer urbana quer florestal, de uma forma mais alargada os projectos ditos de "waste to energy", serão certamente outro vector de desenvolvimento do Grupo.
E os particulares?
As maiores oportunidades surgem no campo da microgeração, onde há um campo interessante para explorar, sobretudo desde que o Governo definiu metas a este nível no âmbito da estratégia nacional de energia e da política de combate às alterações climáticas.
Que tipo de soluções escolhem os vossos clientes?
A prioridade deverá ser a reabilitação energética dos edifícios, uma aposta forte na eficiência energética para a melhoria das condições de funcionamento dos edifícios e, no seguimento, tentar o recurso a fontes eficientes e renováveis de produção.
Veja-se o esforço que está a ser feito nos edifícios hospitalares: melhoria das instalações e introdução de sistemas eficientes de produção, como co-gerações a gás.
Este procedimento deverá estender-se a todos os grandes edifícios do sector público, até como factor demonstrativo da aposta que está a ser feita pelo país na eficiência energética, como forma de reduzir a dependência energética e minimizar os impactes ambientais.
Qual o investimento previsto para o desenvolvimento de projectos em Portugal?
O investimento previsto para 2009 para o desenvolvimento de projectos é da ordem dos 20 milhões de euros, o que representa uma vontade do Grupo em continuar a investir nos projectos e no país.
A Dalkia integra consórcios, como é o caso do Hospital da Ilha Terceira.
Qual o papel da Dalkia neste tipo de consórcios e que outros exemplos nos pode dar?
Estamos a falar de projectos em regime de PPP que integram projecto, construção, financiamento, operação e manutenção do edifício, e alguns a parte de operação clínica.
No caso do Hospital da Ilha Terceira não tem a parte clínica, porém o Hospital de Loures que foi apresentado a semana passada tem a componente de gestão clínica, pelo que estes consócios integram a componente de construção, no nosso caso com o Grupo Mota Engil, por exemplo, e a gestão clínica com o Grupo Espírito Santo Saúde.
A nós cabe-nos a responsabilidade pela Operação& Manutenção e gestão de energia dos edifícios ao longo dos 30 anos.

Fonte: Oje O Jornal Econômico - Portugal - 18/09/09

RS terá US$ 630 mil para infraestrutura aeroportuária

Acordo com agência americana ajuda a preparação de Porto Alegre para a Copa 2014
Na busca de maior competitividade através da redução de custos logísticos do setor aeroportuário e de maior integração intermodal, a governadora do Rio grande do Sul, Yeda Crusius, assinou na última nesta terça-feira (15/9) acordo com a Agência para o Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos (US Trade and Development Agency - USTDA).
Além de reduzir os custos produtivos do Estado, a medida contribuirá para a realização da Copa do Mundo, já que Porto Alegre será uma das sedes dos jogos em 2014.
A Agência doará, a fundo perdido, US$ 630 mil ao Programa de Desenvolvimento da Malha Aeroportuária do Rio Grande do Sul (Proar/RS), da Secretaria de Infraestrutura e Logística.
"A superação dos gargalos aeroportuários é fundamental para a rede da economia do nosso Estado, produtor e exportador", afirmou Yeda.
O secretário de Planejamento e Gestão, Mateus Bandeira, considera importante o exame da ampliação da cooperação da USTDA para outras áreas de governo.
Foi por intermédio do Departamento de Captação de Recursos e Preparação de Projetos (Decap), da Secretaria de Planejamento e Gestão, que o acordo com a agência norte-americana foi costurado.
Para o secretário de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade, a cooperação técnica com a USTDA é de extrema importância para a economia gaúcha.
O Proar/RS tem custo estimado de R$ 245,3 milhões e contempla, além da intermodalidade, a expansão do transporte aéreo de passageiros e de cargas e a integração da rede estadual de aeroportos.

Fonte: Portal da Copa 2014 - 17/09/09

Natal apresenta projeto de mobilidade urbana para o governo federal

Cidade irá pedir R$ 400 mi para a construção de quatro corredores com terminais no estádio da Copa
Os secretários Dâmocles Trinta (Infraestrutura do Estado) e Kelps Lima (Mobilidade Urbana de Natal), integrantes da comissão potiguar que viajou à Brasília no início da semana para discutir com o governo federal e BNDES detalhes da linha de crédito para a construção da Arena das Dunas, permaneceram na capital depois do encontro desta terça-feira com outro propósito: negociar o repasse de recursos junto ao governo federal, através do Ministério das Cidades, para um projeto de infraestrutura e mobilidade urbana de Natal para a Copa 2014.
De acordo com Fernandes Fernandes, secretário de Turismo do Estado e presidente do Comitê para a Copa em Natal, governo e prefeitura vão tentar alocar recursos da ordem de R$ 400 milhões dos R$ 5 bilhões que o governo federal diz ter para financiar projetos de infraestrutura das cidades-sedes para viabilizar quatro projetos estruturantes referentes a mobilidade urbana da cidade.
“O projeto que os secretários vão apresentar ao pessoal do Ministério das Cidades foi subdividido em quatro eixos e deve ser orçado em torno de R$ 400 milhões.
São quatro corredores.
Um trecho que liga o Aeroporto Augusto Severo (Parnamirim) ao estádio; outro que liga a Rodoviária ao estádio; um liga os hotéis de Ponta Negra e da Via Costeira ao estádio e o outro do Aeroporto de São Gonçalo (que ainda está sendo construído) ao estádio”, explicou Fernando Fernandes.

Fonte: Portal da Copa - 17/09/09

Avenida Boa Viagem ganhará hotel 5 estrelas

Por Giovanni Sandes, de Economia/JC

Depois de anos sem receber um “hotel puro”, que não seja um flat, a Avenida Boa Viagem está na mira da construtora pernambucana Rio Ave para receber um hotel de luxo – cinco estrelas – e com marca internacional.
O projeto tem estimativa inicial de investimento de R$ 70 milhões e as licenças já foram aprovadas.
A construção do edifício, que terá 350 apartamentos, dependerá da negociação com a operadora, empresa que administrará o empreendimento.
Mas a meta é deixar tudo pronto para aproveitar o fluxo turístico gerado pela Copa do Mundo. Ou seja, as obras têm que começar bem antes de 2014.
A Moura Dubeux investiu bastante na Avenida Boa Viagem nos últimos anos.
Já está no quarto empreendimento da família Beach Class, que têm padrão de hotel, mas na realidade são flats, com os apartamentos vendidos.
“É preciso registrar os investimentos da Moura Dubeux.
Agora, há muito tempo não se faz em Boa Viagem um hotel tradicional, que só funciona como empreendimento hoteleiro”, observa o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-PE), José Otávio Meira Lins.
Nos últimos dez anos, Recife perdeu 18 hotéis. “Apenas um reabriu, com outro nome.
Outros não têm sequer condições de reabrir, porque foram demolidos, como o Hotel Boa Viagem”, explica José Otávio.
O Boa Viagem foi um dos três que ficavam na avenida, assim como o Savaroni e o Hotel do Sol.
No último dia 30 de julho, o JC antecipou que a Rio Ave tem projetos de dois hotéis na Avenida Domingos Ferreira.
Na ocasião, a empresa fez mistério sobre o terceiro, que estava em fase de licenciamento justamente o hotel de luxo, sobre o qual ontem forneceu detalhes, e que ficará em um terreno de 1.680 metros quadrados, na esquina de um quarteirão entre as ruas Engenheiro Zael Diógenes e Professor Mário de Castro.
Cada um dos três terá públicos diferentes.
Além do hotel de luxo, um outro será categoria econômica (três estrelas) e contará com 316 apartamentos.
O outro será um hotel superior (quatro estrelas), com 162 apartamentos, ligado a um edifício empresarial.
“Tomamos a precaução de não criar conflito de interesses entre os projetos”, afirma o diretor comercial da Rio Ave, Alberto Ferreira da Costa Júnior.
Ele diz que a construtora negocia simultaneamente operadoras para cada um dos hotéis.
“Mas um não depende do outro”, ressalta o executivo.
Apesar disso, a lógica para tocar os projetos será semelhante.
“Queremos uma cadeia internacional.
Praticamente todas com quem falamos demonstraram interesse em operar os hotéis.
Superada essa fase de negociação, que também ajudará a definir um maior detalhamento dos projetos, vamos para a engenharia financeira”, comenta Alberto.
Com uma marca escolhida, argumenta o diretor da Rio Ave, ficará mais fácil buscar financiamentos, por exemplo.
“Escolhida a bandeira, definiremos se a construção será feita em parceria, se buscaremos financiamentos ou se venderemos alguns apartamentos.
Mas, como já temos os licenciamentos, a negociação pode ser muito rápida.
Queremos começar a construção de um deles no primeiro semestre do ano que vem.”

Fonte: JC Online - 18/09/09

Metrofor começa a operar apenas em 2011

Discussão ainda está na forma como esses recursos da União destinados a obras da Copa chegarão ao Ceará
Em construção há dez anos e previsto para entrar em operação em dezembro do próximo ano, o Metrofor já tem nova data para começar a circular: junho de 2011.
"Nossa intenção é começar a operar comercialmente o metrô em meados de 2011", confirmou ontem, o secretário Estadual de Infra-Estrutura, Adail Fontenele, instantes antes de viajar a Brasília, onde foi pleitear ao governo Federal o restante dos recursos, cerca de R$ 3,7 bilhões, para as obras necessárias à realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014.
Segundo o secretário, apesar do Estado ainda aguardar julgamento do Tribunal de Contas da União (TCU), quanto a suspeição de indícios de superfatumento das obras do Metrofor em 2006, os recursos necessários para por os trens nos trilhos estão garantidos.
Conforme disse, os primeiros dois trens chegarão em setembro do próximo ano e em dezembro, as obras civis estarão concluídas.
Mas o transporte efetivo de passageiros só deve começar a acontecer em junho de 2011.
De acordo com ele, o período de seis meses será necessário para realização de testes.
Preços das passagens
Os preços das passagens ainda não estão definidos, mas começarão a ser discutidos no dia 23 próximo.
Nessa data, o governo do Estado irá reunir, às 15 horas, no Palácio Iracema, representantes das 15 prefeituras da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e técnicos em transporte para discutir a integração do metrô com o sistema viário intermunicipal - ônibus, vans e topics.
"No dia 23, vamos começar a discutir a integração do sistema e o processo de licitação das novas linhas (de transporte coletivo intermunicipal), que, conseqüentemente, já trarão os preços das tarifas individuais e integradas ao metrô", sinalizou o secretário de Infra-estrutura.
Copa do mundoAcompanhado do secretário da Fazenda, Mauro Filho, e de um técnico da Prefeitura de Fortaleza, Fontenele reuniu-se com o ministro das Cidades, Márcio Fortes, e com representantes dos Ministério da Casa Civil, dos Esportes, do Tesouro Nacional e do BNDES, para discutirem a engenharia financeira às obras da Copa do Mundo de 2014.
Na reunião, explicou o secretário, foram apresentados pleitos à cessão de R$ 3,7 bilhões, para completar os recursos necessários à realização da competição.
De acordo com Fontenele, o governo do Estado e a Prefeitura de Fortaleza, já teriam assegurados, via BNDES e recursos doPAC, R$ 5,5 bilhões.
"Mas esses R$ 3,7 bilhões ainda não estão equacionados na conta de R$ 9,2 bilhões, que serão necessários às obras", aponta o secretário de Infra-Estrutura.
Dilema financeiro
Para Mauro Filho, a grande discussão ainda está na forma como esses recursos chegarão ao Ceará.
Segundo ele, a proposta inicial do governo Federal seria fazer em forma de crédito, ou seja, através de financiamentos e empréstimos do Estado junto à União, diferentemente do que aconteceu no Panamericano de 2007, no Rio de Janeiro.
"No Pan de 2007, a União cedeu os recursos para o Rio de Janeiro realizar as obras, e agora, quer repassar em forma de crédito.
Precisamos discutir isso", defendeu Mauro Filho.Diante do impasse, ficou acertada uma reunião, na próxima quinta-feira, do Ministro das Cidades com a titular da casa Civil, Dilma Rousseff, para tratar do assunto e do modelo de parcerias público-privadas, que podem ser desenvolvido para a viabilização de algumas obras nos Estados sedes da Copa, a exemplo da reforma do Estádio Castelão, em Fortaleza.
Mauro Filho disse ainda, que em dez dias, os representantes dos Estados sedes voltam a Brasília, para apresentar as obras prioritárias para a copa, divididas em escalas de um a três.
Em Fortaleza, as obras essenciais para a competição são a abertura de novas vias e construção de viadutos interligando bairros, como forma de aumentar a mobilidade urbana; a requalificação das praias, incluindo o Projeto Orla, que incluia a reurbanização da Praia do Titanzinho, no Mucuripe; e a reforma e reestruturação do Castelão, dentre 26 outras obras.

Fonte: Diário do Nordeste - 18/09/09

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