Artesanato confeccionado por presos à venda na Casa da Cultura do Recife

Produtos estão sendo vendidos também no Paço do Frevo, no Bairro do Recife

Peças foram feitas por cerca de cem reeducandos
Foto: Seres / Divulgação

Produtos artesanais confeccionados por reeducandos do sistema prisional de Pernambuco estão à venda no Paço Alfândega, localizado no Bairro do Recife, e na Casa da Cultura, situada no bairro de São José, área central da capital pernambucana. São cerca de cem presos que fabricam as peças enquanto cumprem penas em regime fechado ou semiaberto.

Entre os artigos mais procurados estão pinturas em telas, casas de boneca em madeira, banco-baú e jogos de xadrez. Os produtos podem ser comprados no Paço Sustentável (no Paço do Frevo) e na Loja Expressão (Casa da Cultura). Os valores vão até R$ 300.

INCENTIVO

A ação faz parte do incentivo à profissionalização, realizada pela Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres). As quatro atendentes das duas lojas também são reeducandas. O prédio da Casa da Cultura foi inicialmente uma cadeia pública.

Aline de Oliveira Silva, 26 anos, é uma delas. “Gosto quando chega um cliente e informo que os trabalhos são todos feitos por reeducandos. Isso mostra que pode haver mudança, ressocialização”, diz Aline, que há um ano está no regime aberto.

JC Cidades


Casa Cor 2017 no Recife já tem local definido

A mostra ocorrerá no mesmo casarão onde aconteceu a edição de 2016, na Rui Barbosa

A mostra ocorrerá no mesmo casarão onde aconteceu a edição de 2016, na Rui Barbosa

A mostra ocorrerá no mesmo casarão onde aconteceu a edição de 2016, na Rui BarbosaFoto: FolhaPE

O local da edição de 2017 da Casa Cor Pernambuco já está definido: será no mesmo casarão onde aconteceu a última edição, na Rui Barbosa. As franqueadas da maior mostra de decoração do Estado, Carla Cavalcanti e Isabela Coutinho, afirmam, no entanto, que o projeto master, feito por Mário Santos, filho de Janete Costa, vai dar uma nova cara ao local, a começar pela entrada, que será feita pela Cardeal Arcoverde e não mais pela Rui Barbosa.

Carla Cavalcanti e Isabela Coutinho

Foto: Carla Cavalcanti e Isabela Coutinho
Créditos: FolhaPE

No total, serão 44 ambientes, grifados por nomes de peso como Márcia Nejaim, Romero Duarte, Humberto Zirpoli e André Carício. O evento começará dia 21 de setembro.

Blog Roberta Jungmann – Folha PE


Enotel aderiu ao Pernambuco Healthcare e investe em turismo de saúde

Enotel - Crédito: Cecilia de Sá Pereira/ Especial

Enotel – Crédito: Cecilia de Sá Pereira/ Especial

O resort Enotel está investindo fortemente no turismo de saúde. Recentemente, aderiu ao Pernambuco Healthcare, uma iniciativa privada com apoio da Secretaria Estadual de Turismo e do Sindicato dos Hospitais (SINDHOSPE) para a coordenação e promoção do turismo de saúde do estado. A ideia do cluster é organizar instituições de saúde, serviços turísticos e atendimento especializado para estrangeiros que desejam realizar tratamentos médicos no Brasil, somado a ações de marketing e atração de negócios.


Inaugurada primeira etapa da ciclovia Camilo Simões no Recife

Crédito: Roberto Ramos/DP

Crédito: Roberto Ramos/DP

O primeiro trecho do Eixo Cicloviário Estruturador – Camilo Simões, que liga o Marco Zero, no Bairro do Recife, à Fábrica Tacaruna, localizada na Avenida Agamenon Magalhães, foi entregue ontem. Trata-se de um projeto permanente, que vai funcionar diariamente.

Inauguração da primeira etapa do Eixo Cicloviário Estruturador Camilo Simões que liga o Marco Zero a Fabrica Tacaruna. Na foto, Trechos da novo eixo cicloviário - Crédito: Roberto Ramos/DP

Inauguração da primeira etapa do Eixo Cicloviário Estruturador Camilo Simões que liga o Marco Zero a Fabrica Tacaruna. Na foto, Trechos da novo eixo cicloviário – Crédito: Roberto Ramos/DP

Foram investidos na obra R$ R$ 2.401.793,01, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em um percurso de 5,1 km. A inauguração foi realizada na Praça da República, com a presença do secretário de Turismo, Esportes e Lazer, Felipe Carreras, e do prefeito do Recife, Geraldo Julio. Tivemos a inauguração de uma placa, na Praça da República, e um passeio ciclístico até o Shopping Tacaruna.

Crédito: Roberto Ramos/DP

Crédito: Roberto Ramos/DP

Crédito: Roberto Ramos/DP

Crédito: Roberto Ramos/DP

No total, o percurso do Eixo Cicloviário compreende a Avenida Rio Branco, Ponte Maurício de Nassau, Avenida Martins de Barros, Praça da República, Ponte Princesa Isabel, Rua da Aurora, Avenida Prefeito Artur Lima Cavalcanti, Avenida Dr. Jayme da Fonte e Avenida Governador Agamenon Magalhães. A expectativa é que cerca de 3,5 mil ciclistas utilizem o eixo diariamente para se deslocar, principalmente nas grandes avenidas.

Crédito: Roberto Ramos/DP

Crédito: Roberto Ramos/DP

Ao todo, o projeto atingirá os municípios do Recife, Olinda, Paulista, Abreu e Lima e Igarassu, totalizando 33,8km de extensão. O destaque turístico ficará por conta dos Sítios Históricos do Recife, Olinda e Igarassu. O projeto beneficiará, aproximadamente, 1,6 milhão de moradores de cinco municípios da Região Metropolitana do Recife.

Crédito: Roberto Ramos/DP

Crédito: Roberto Ramos/DP

Além dos moradores dos municípios beneficiados, o eixo ainda contribuirá para o turismo. Isso porque muitos visitantes preferem conhecer o destino utilizando a bicicleta. “Os mais de 30 quilômetros do projeto vão passar dentro ou muito próximos dos centros históricos do Recife, de Olinda e de Igarassu. Tenho certeza que o cicloturismo vai crescer consideravelmente quando todo o percurso estiver concluído”, finaliza Carreras.

Diario PE


O melhor restaurante do mundo

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A revista inglesa Restaurant, publicou seu ranking dos melhores restaurante do mundo. O primeiro lugar foi o Eleven Madison Park, do chef Daniel Humm, em Nova York.

O único brasileiro na lista dos 50 melhores é o D.O.M, de Alex Atala, em São Paulo, que ficou em 16º lugar. Entre os 100 melhores, dois outros brasileiros: Lasai, de Rafa Costa e Silva, Maní, de Helena Rizzo, e Olympe, de Claude Troisgois.

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João Alberto Blog – DP


Espaço de coworking vai ocupar todo terraço do Paço Alfândega no Recife Antigo

O coworking vai ocupar todo o terraço do shopping - Crédito: Divulgação

O coworking vai ocupar todo o terraço do shopping – Crédito: Divulgação

O Nós Coworking, local de trabalho colaborativo, está preparando uma grande expansão no Recife. O espaço, que está instalado no Paço Alfândega, vai ocupar todo o último andar do shopping, podendo abrigar incubadoras, mentorias, start-ups, ambientes de economia criativa e inovação. A nova casa vai contar com um local de eventos para até 200 pessoas, mais de 150 estações de trabalho, área de cozinha, salas de vídeo e fotografia, cineclube, salão de jogos, área kids e dois espaços externos.

Nós Coworking - Crédito: Divulgação

Nós Coworking – Crédito: Divulgação

Os membros do coworking também terão serviços de recepção, como anotação de recados e recebimento de correspondência, caixa portal e endereço fiscal. Também haverá consultoria jurídica, contábil, comercial e de carreira. Até o mobiliário será interativo, funcionando como um showroom onde os usuários poderão opinar e dar sugestões sobre os móveis.

Uma novidade que o Nós Coworking também deve promover, ainda sem data, é um evento de speed dating, um encontro às cegas para aproximar casais da cidade. A inauguração da primeira etapa do projeto de expansão está prevista para o mês de julho.


Cais do Sertão será ampliado e entregue ao público completo até o fim do segundo semestre

Crédito: Divulgação / blogdasppps.com

Crédito: Divulgação / blogdasppps.com

O Museu Cais do Sertão, um dos mais modernos equipamentos culturais de Pernambuco, será ampliado e entregue ao público completo, até o fim do segundo semestre. O Museu ganhará um novo edifício de 6,6 mil metros quadrados, anexo ao prédio de 3 mil metros quadrados que já está em funcionamento desde 2014.

O novo espaço contará com salas de aula para cursos, auditório para shows e cinema, espaço para exposições temporárias, um bar/café no térreo e um restaurante na cobertura com vista para o mar, para o Porto do Recife e a cidade. A iniciativa do Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, por meio do Prodetur, ainda deixará os dois módulos completamente acessíveis.

Crédito: Divulgação / janelasabertas.com

Crédito: Divulgação / janelasabertas.com

A Secretaria de Turismo, por meio da Empetur, passou a administrar o museu Cais do Sertão, desde fevereido de 2016. Logo nos primeiros meses da nova gestão, o secretário Felipe Carreras anunciou a ampliação do museu. O investimento total na construção do Módulo II é de R$ 24 milhões, com 100% de recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Nos três primeiros meses deste ano, o equipamento já recebeu cerca de 20 mil visitantes. O Cais do Sertão utiliza inovadores recursos expositivos e tecnológicos que dialogam com a tradição e a invenção. ”Proporcionar aos visitantes uma experiência única de imersão na cultura e história,  é uma forma de demonstrar o devido respeito à obra do mestre Luiz Gonzaga e ao povo do Sertão. Esse é o maior legado do museu. Com a ampliação, vamos incrementar muito mais as visitas e consolidar o equipamento no circuito nacional de museus”, avalia o secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras.


Clube Metrópole comemora 15 anos no Recife com show de Pabllo Vittar

A boate Clube Metrópole completa no dia 30 de abril, véspera de feriado, 15 anos. Em celebração à jornada, a Metrópole faz seu “baile de debutante” neste domingo, a partir das 22h. Na ocasião, haverá uma valsa da diversidade com a participação de personalidades da noite ligadas à história da casa pensada e comandada pela produtora Maria do Céu. Todos os convidados da valsa representam a pluralidade da comunidade LGBT do Recife.

Crédito: Reprodução / Facebook

Crédito: Reprodução / Facebook

O ponto alto da noite será o show completo de Pabllo Vittar. Pabllo, a drag queen do programa Amor & Sexo e também da versão de Lean On, que virou Open Bar em suas mãos. Recentemente, Pabllo Vittar recebeu convite da funkeira Anitta para gravar  uma música.

Crédito: Divulgação / Leocadio Rezende

Crédito: Divulgação / Leocadio Rezende

Para completar a festa open bar, todos os DJs residentes da casa irão dividir as pick-ups da casa. Na Pista Brasil se apresentarão os DJs Danic, Gael, Josafá, Palla e Paulo Marreta. Na New York Street, estarão a dupla Junior B & Michel Rossi, Pax, Alex Bloon, Alê.


Governo federal vai lançar pacote para obras municipais

Os valores finais do programa ainda estão sendo fechados pelo Ministério do Planejamento, que coordena a elaboração das medidas

O presidente deve anunciar os detalhes na abertura do 4º Encontro FNP, que ocorrerá nesta terça-feira.
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Michel Temer vai lançar um pacote de medidas para apoiar os projetos de concessão das prefeituras. O Ministério das Cidades terá uma linha de financiamento de R$ 2,7 bilhões de acesso a recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para projetos de infraestrutura urbana. A Caixa Econômica Federal dará financiamento para quatro áreas: mobilidade urbana, resíduos sólidos, iluminação pública, além de água e esgoto.

Os valores finais do programa ainda estão sendo fechados pelo Ministério do Planejamento, que coordena a elaboração das medidas. O presidente deve anunciar os detalhes na abertura do 4º Encontro dos Municípios da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) que ocorrerá nesta terça-feira, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. O encontro, realizado a cada dois anos, é um dos maiores do País.

A ideia do pacote é acelerar as concessões. As medidas fazem parte da estratégia do governo para dinamizar a atividade econômica com o aumento dos investimentos e da geração dos empregos.

Segundo fontes do governo, os projetos poderão ter financiamento de R$ 500 mil a R$ 200 milhões das empresas concessionárias. Além de recursos para financiar as empresas do setor privado que vão tocar as concessões, o pacote terá um programa de apoio à elaboração dos projetos.

Uma fonte da área econômica do governo informou que será criado um fundo de financiamento dos estudos dos projetos das prefeituras. O fundo terá como gestor a Caixa. O pacote também contará com a padronização para todas as prefeituras das concessão, como os contratos, editais e o financiamento para os concessionários executarem as obras.

“Precisamos dinamizar, principalmente porque as prefeituras têm hoje uma limitação de recursos muito dura. A escassez é muito grande para os investimentos”, avaliou uma fonte da área econômica envolvida na preparação das medidas. O governo estuda a possibilidade de enviar ao Congresso proposta de alteração legislativa para agilizar as concessões de pequeno porte.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, a grande vantagem do programa é que os projetos terão tempo de maturação menor com a padronização dos documentos, o que vai permitir uma execução mais rápida. “Os municípios hoje não estão estruturados tecnicamente para fazer as concessões”, disse Martins. Segundo ele, o FGTS tem recursos disponíveis para o desenvolvimento urbano.

O pacote também dará apoio às Parcerias Públicas Privadas (PPPs) das prefeituras. Mas o foco principal será mesmo nas concessões devido à dificuldade que as prefeituras têm em dar as contrapartidas financeiras dos projetos de PPPs. A ABGF, estatal federal de garantias, poderá participar deferindo garantias para as concessões dentro de uma avaliação técnica dos concessionários.

Apoios

Segundo o presidente da FNP, Márcio Lacerda, representantes do Banco Mundial e o NDB, o banco do grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vão participar do encontro para identificação de projetos que poderão ser financiados. O NDB poderá financiar projetos voltados a municípios com população superior a 200 mil habitantes, que têm nota de classificação de risco (rating) “A” ou “B” concedida pelo Tesouro Nacional.

Por: AE


Recife, Olinda e Porto de Galinhas recebem festival de café com 25 cafeterias

Recife Coffee ocorre de 2 a 31 de maio. No domingo (30), acontece o Café na Rua, que distribui cafés expressos gratuitamente na Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife.

Circuito Recife Coffee oferece opções a R$ 19;90 em 25 cafeterias do Grande Recife (Foto: Filipe Ramos/Divulgação)

Circuito Recife Coffee oferece opções a R$ 19;90 em 25 cafeterias do Grande Recife (Foto: Filipe Ramos/Divulgação)

Com a participação de 25 cafeterias do Recife, de Olinda e de Porto de Galinhas, o festival Recife Coffee começa no dia 2 de maio e segue até o dia 31 do mesmo mês. Na edição deste ano, que conta com a participação de mais 10 estabelecimentos do que o evento anterior, o público poderá optar pelas ‘Sugestões do Barista’, com cafés ou bebidas com café, uma opção de salgado e uma opção de doce harmonizados, ao custo de R$ 19,90.

Antes do início oficial do festival, ocorre no domingo (30) o Café na Rua. Na Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife, os participantes do evento distribuem gratuitamente cafés expressos, filtrados e com leite aos transeuntes. Ao longo do mês de maio, os consumidores poderão contribuir, de maneira espontânea, para as ações do Núcleo de Apoio à Criança com Câncer (Nacc), através de doações arrecadadas pelas cafeterias durante o festival.

Na edição deste ano do Recife Coffee, os estabelecimentos participantes puderam criar uma sugestão ou utilizar produtos já existentes no cardápio. Foram definidos critérios específicos para a participação no evento, como ter barista no estabelecimento no preparo permanente dos cafés; servir apenas cafés do tipo especial, reconhecidos pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic); ter atendimento personalizado, com o acompanhamento dos proprietários; e ser um pequeno negócio, não pertencendo a redes com mais de quatro unidades.

 Distribuição gratuita de cafés acontece no Bairro do Recife no domingo (30) (Foto: Filipe Ramos/Divulgação)

Distribuição gratuita de cafés acontece no Bairro do Recife no domingo (30) (Foto: Filipe Ramos/Divulgação)

Por G1 PE


Zona portuária do Rio vive nó financeiro

Caixa não cumpriu o ritmo de repasses acordado no compra dos títulos da Prefeitura do Rio

Zona portuária do Rio de Janeiro
Foto: CBRE

A crise no setor imobiliário provocou um nó financeiro na revitalização da região portuária do Rio e uma ameaça de prejuízo ao FGTS. Seis anos após comprar os 6,4 milhões de títulos imobiliários da região, o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, gerido pela Caixa Econômica Federal, reconheceu oficialmente que os papéis estão encalhados.

Com o mercado retraído, as construtoras não se interessaram pelos títulos, que autorizam a construção de prédios mais altos do que o permitido na área.
O problema é que o financiamento de obras e serviços públicos na região, como coleta de lixo e iluminação pública, é feito a partir da revenda desses documentos, chamados Cepacs.

Sem interesse do mercado, a Caixa não cumpriu o ritmo de repasses acordado no compra dos títulos da Prefeitura do Rio, que usa o dinheiro para pagar a concessionária Porto Novo, responsável pelas intervenções na região. A zona portuária é um dos principais símbolos das obras de infraestrutura realizadas para a Olimpíada –e também é citada em casos de propina na Operação Lava Jato.

A maior parte (86%) dos trabalhos já foi concluído, inclusive os mais emblemáticos como o Boulevard Olímpico, o Museu do Amanhã, túneis e a derrubada da Perimetral. Já foram gastos cerca de R$ 5 bilhões no local. O planejamento prevê outros R$ 5 bilhões em obras e prestação de serviços públicos até 2026.

Ao comprar os títulos em 2011, o fundo imobiliário se comprometeu a repassar todo o valor ao longo dos 15 anos. Para isso, usou inicialmente R$ 3,5 bilhões do FGTS.
A intenção era que o restante fosse quitado ao longo do tempo com a venda dos papéis e de terrenos da área, a que o fundo também obteve o direito. E esperava-se que o investimento gerasse remuneração extra para o FGTS.

Durou pouco
O “boom imobiliário” que a cidade vivia em 2011, porém, durou pouco. A crise econômica se abateu sobre o país justo quando as primeiras obras foram concluídas, momento em que a Caixa esperava atrair investidores. Com isso, menos de 10% dos Cepacs foram revendidos.

O banco também firmou acordos para obter participação em empreendimentos usando os títulos como ativo –o que eleva esse percentual para cerca de 34%.
Mas como poucos empreendimentos saíram do papel, e o retorno do investimento só ocorrerá no longo prazo, após o mercado se reerguer.

Em 2015, o FGTS socorreu o fundo da Caixa com mais R$ 1,5 bilhão para manter o cronograma de desembolsos. Em maio de 2016, porém, o fundo ficou de novo sem dinheiro, prejudicando o início da sexta etapa de obras na região, orçada em R$ 1,2 bilhão.

Sem dinheiro
Em documento obtido pela Folha de S.Paulo, a Caixa afirmou na época que seu fundo está em “situação de iliquidez” em razão da retração do mercado. A comunicação é um instrumento contratual no qual os repasses podem ser suspensos. Um novo aporte de socorro do FGTS é descartado.

O fundo imobiliário tinha disponível naquela data apenas R$ 217,7 milhões. A gestão Eduardo Paes (PMDB) decidiu, ainda assim, iniciar a sexta etapa do projeto usando o dinheiro da Caixa como fôlego inicial. Após a Olimpíada, o ritmo das obras no porto foi reduzido.

Em 28 de dezembro do ano passado, a três dias do fim da gestão de Eduardo Paes, a prefeitura comprou R$ 62,5 milhões de títulos imobiliários para socorrer o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha e, assim, quitar algumas dívidas com a concessionária.

A prefeitura aceitou também receber R$ 725,9 milhões nesses títulos imobiliários como garantia para quitar futuros débitos com a concessionária. Contudo, assim como a Caixa, o município não consegue revendê-los agora no mercado em razão da crise. A Porto Novo não os aceitará como forma de pagamento, segundo a reportagem apurou.

O acordo previa também que o município aportasse mais R$ 219,6 milhões a serem usados para pagar, com recursos próprios, a concessionária da região. Entretanto, a gestão Marcelo Crivella (PRB) decidiu não fazer a transferência. A dívida com a Porto Novo já chega a R$ 40 milhões.

O atraso nas obras prejudica até mesmo o desenvolvimento dos empreendimentos que podem ajudar o fundo da Caixa a se recapitalizar. Uma das intervenções a serem feitas é na avenida Francisco Bicalho, onde o banco pode obter o maior retorno do investimento –lá podem ser construídos os prédios mais altos, de até 50 andares.

Por: Folhapress


Governo lança ferramenta para melhorar pesquisa de preços em compras públicas

A ferramenta é aberta e também dá transparência aos gastos públicos e estimula o controle social das compras feitas pelos órgãos

Aparelho celular da Apple, iPhone
Foto: Fred Dufour/AFP

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) lançou nesta segunda-feira (24) uma ferramenta – Painel de Preços – que permite pesquisar, analisar e comparar os preços praticados pelo governo federal nas contratações de materiais e serviços.

“É uma ferramenta de ajuda ao gestor público, principalmente na fase de pesquisa de preço que é uma fase crítica do processo de licitação”, disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Um processo de pesquisa de mercado que, então, levaria cerca de 15 dias, poderá ser feito em 15 minutos, por exemplo.

A painel disponibiliza dados e informações de compras públicas homologadas no Sistema de Compras do Governo Federal (Comprasnet) em 2015, 2016 e 2017 e tem o objetivo de auxiliar os gestores públicos na realização de pesquisa e cotação de preços. A ferramenta é aberta e também dá transparência aos gastos públicos e estimula o controle social das compras feitas pelos órgãos.

Além de órgão da administração pública federal direta, também estão no Comprasnet alguns órgão estaduais e prefeituras. Entretanto, o Painel de Preços pode ser utilizado por qualquer gestor e pelos cidadãos, independente de estarem cadastrado no Comprasnet.

Segundo Oliveira, em 2016, o governo federal gastou R$ 49 bilhões em bens e R$ 40 bilhões com a contratação de serviços.

A ferramenta Painel de Preços está disponível na página paineldeprecos.planejamento.gov.br.

De acordo com o ministro, hoje há uma grande disparidade de preços em licitações para produtos semelhantes e a expectativa é que, com a utilização do painel, haja uma harmonização nos valores. “Isso cria uma referência para os novos processos”, afirmou, explicando que a ferramenta previne que as licitações sejam feitas com preços acima de mercado.

“As compras que vierem a ser realizadas e se destacarem por estarem de maneira exageradamente distante da média, evidentemente, passarão por algum tipo de fiscalização dos órgãos de controle”, acrescentou. O ministro disse ainda que não há um alerta automático para esses casos e que a pesquisa é individualizada.

O custo do MP para o desenvolvimento da ferramenta foi de R$ 1,5 milhão. Oliveira contou que alguns órgão, por exemplo, contratam serviços similares na iniciativa privada a R$ 4 milhões anuais, gasto que já será economizado com a utilização do Painel de Preços. Entretanto, para ele, a maior economia virá à medida que os preços começarem a convergir para o centro da média das compras realizadas, já que 90% das instituições não possuíam ferramentas tecnológicas que permitiam esse tipo de pesquisa.

O MP publicou nesta segunda no Diário Oficial da União a Instrução Normativa n° 3/2017 que dispões sobre os procedimentos administrativos básicos para a realização de pesquisa de preços para aquisição de bens e contratação de serviços em geral. A instrução torna o Painel de Preços a ferramenta prioritária para pesquisa de mercado, exceto em situações em que o bem ou serviços seja muito específico e não conste na base de dados do sistema.

Após o lançamento do painel, em Brasília, alguns gestores de compras participaram de um workshop sobre a ferramenta. Segundo o ministro, estão disponíveis vídeos e tutoriais sobre como utilizá-lo, ressaltando que é fácil de usar.

Por: Agência Brasil


Por insegurança, Uber deixa de atender algumas áreas do Recife

Medida, segundo a assessoria de imprensa do aplicativo, foi adotada devido a “questões de segurança pública

Uber
Foto: Cortesia

Usuários do aplicativo de transporte de passageiros Uber relatam dificuldades em solicitar o serviço em algumas localidades do Recife. Um passageiro, que estava na rua Guapirama, na Ilha de Joana Bezerra, na área Central da Capital pernambucana, não conseguiu pedir um veículo pelo aplicativo. Quando fez a solicitação, ao invés de buscar um motorista disponível, o app mostrou a mensagem “Infelizmente, a Uber está indisponível na sua área nesse momento”.

A assessoria de imprensa do aplicativo informou que a missão da empresa é oferecer transporte acessível a todas as pessoas em todos os lugares, mas que alguns locais específicos ficarão indisponíveis no momento por “questões de segurança pública”. Não foi esclarecida à reportagem de que forma foram determinados os bloqueios.

De acordo com o diretor de comunicação do Sindicato dos Motoristas de Transporte Privado e Individual de Passageiros por Aplicativos do Estado de Pernambuco (Simtrapli-PE), Thiago Silva, a empresa respondeu a um pedido dos próprios motoristas, que que ficaram assustados com a violência pós-carnaval. Em menos de uma semana, três condutores de Uber foram assassinados na Região Metropolitana do Recife.

“A partir desses casos, abrimos um diálogo com a plataforma para buscar uma saída para a questão de segurança. A Uber tratou o problema com grupos focais para saber quais localidades eram consideradas de risco. Falamos sobre locais em que atendíamos a um chamado, mas o passageiro, na verdade, era um meliante que queria assaltar. A Uber então, desde março, atendeu ao pedido dos motoristas de não disponibilizar o serviço nessas áreas. Já soube que neste período caiu de 80% a 90% o número de mortes”, disse o diretor.

O diretor não soube indicar exatamente quais áreas não estão sendo mais atendidas pelo aplicativo, mas informou que localidades como Coque e Joana Bezerra, na área central do Recife, Córrego de Euclides, Córrego Jenipapo, Dois Unidos e quase todo o lado direito da Avenida Norte, na Zona Norte da capital, não podem mais contar com o serviço. Moradores de algumas ruas no bairro de Santo Amaro, no Centro, e do bairro de Água Fria, na Zona Norte, também relataram dificuldades em solicitar um veículo.

O Simtrapli-PE também entrou em contato com o Governo do Estado pedindo apoio aos motoristas, mas até o momento a resposta dada é que investimentos estão sendo feitos na segurança e que, em breve, novas medidas serão adotadas.


BC contrata Casa da Moeda com preço até 41% maior que o cobrado pela Suécia

Assim como em anos anteriores, a Casa da Moeda foi contratada sem licitação

Enquanto começam a circular as novas cédulas de R$ 2 produzidas na Suécia, o Banco Central fechou dois novos contratos sem licitação com a Casa da Moeda que somam mais de meio bilhão de reais. O BC pediu à estatal para produzir quase 1 bilhão de cédulas e mais de 600 milhões de moedas ainda este ano. O preço médio de produção das cédulas será até 40,9% maior que o pago para uma empresa sueca produzir notas de R$ 2 no ano passado.

No último dia 13 de abril, BC e a Casa da Moeda fecharam dois contratos. O primeiro, com valor de R$ 279,14 milhões, prevê produção de 980 milhões de cédulas. Assinado no mesmo dia, o segundo contrato soma R$ 272,5 milhões para a fabricação de 660 milhões de moedas. O extrato dos contratos foi publicado no Diário Oficial da União.

Assim como em anos anteriores, a Casa da Moeda foi contratada sem licitação. Em documento emitido em 7 de abril, o chefe do departamento de meio circulante do BC, João Sidney de Figueiredo Filho, justifica a operação sem concorrência com a breve explicação: “Aquisição de cédulas para suprimento ao meio circulante nacional, no exercício de 2017”. A mesma argumentação foi dada pelo BC em anos anteriores quando foram fechados contratos com a Casa da Moeda.

Custo

O preço pago para a impressão das notas é mais alto que o declarado pelo próprio BC recentemente. No novo contrato de 2017 o valor médio para produção de mil notas é de R$ 284,83. O pedido contempla todas as cédulas da segunda família do real – que têm notas de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.

Há poucos dias, o BC informou que havia pedido 100 milhões de cédulas de R$ 2 para a sueca Crane AB com custo de R$ 202,05 por mil cédulas desse valor. O valor médio por milheiro do novo contrato, portanto, é 40,9% maior que da fornecedora nórdica. Na mesma ocasião, o BC também divulgou que a Casa da Moeda cobrara R$ 242,73 para produzir mil notas de R$ 2. Portanto, o valor médio pago no novo contrato é 17,3% maior que o cobrado pela própria estatal um ano atrás nas cédulas de R$ 2.

Essa comparação é feita com base no valor médio do contrato de 2017 – o que inclui cédulas de todos os valores – ante o pago para aquisição de notas de R$ 2 – que têm as menores dimensões da segunda família do real. Vale observar as dimensões maiores e os elementos de segurança aumentam à medida que o valor da cédula cresce – o que eleva o custo de produção.

Atraso

Em 2016, o fornecedor estrangeiro só foi contatado porque a Casa da Moeda atrasou a entrega das notas contratadas para o ano. Segundo a legislação, o BC pode acionar um fornecedor externo sempre que houver atraso na entrega de 15% do programado.

O BC acredita que atrasos não se repetirão neste ano. Através da assessoria de imprensa, o BC informa que mais de um quinto do montante contratado já foi produzido pela Casa da Moeda. Do total adquirido, 20,7% das cédulas já foram cumpridos pela estatal e 25,9% das moedas também foram produzidas. No pedido, as notas e cédulas poderão ser entregues ao BC até novembro de 2017.

“O Banco Central administra os estoques de modo a fazer uma distribuição equânime no território nacional”, informou o BC. Questionado sobre a possibilidade de atraso na entrega como visto em 2016 – o que levou o Brasil a comprar reais na Suécia – o BC informa que “a expectativa é de integral cumprimento no prazo”.

Por: Agência Estado


Apple irá operar 100% com energia renovável em 3 anos

Atualmente, a empresa já é 100% renovável em 24 países, incluindo todos os seus data centers.

Apple irá operar 100% com energia renovável em 3 anos

Foto: Divulgação/Apple

A Apple anunciou na última sexta-feira (21) que já esta utilizando energia renovável em 96% de suas operações nos escritórios da empresa, lojas de varejo e centros de distribuição de produtos. A empresa já é 100% renovável em 24 países, incluindo todos os seus data centers.

A gigante demanda uma enorme quantidade de energia para produzir mais de 200 milhões de dispositivos eletrônicos por ano, entre iPhones, MacBooks e iPads. Por isso, o próximo desafio da empresa é utilizar energia renovável também na fabricação de seus produtos. Sete fabricantes já se comprometeram a alimentar sua produção apenas com energia renovável até o final do próximo ano, incluindo três novos fabricantes da empresa.Através de seu Relatório de Responsabilidade Ambiental de 2017, a empresa anunciou que planeja gerar mais de 4 gigawatts de energia limpa em todo o mundo, através de investimentos fortes no setor até 2020.

O relatório também destaca as últimas informações sobre parcerias florestais globais da empresa. Este ano, através de sua parceria com a WWF na China, a Apple fez a transição de cerca de 320.000 hectares de floresta na China para certificação Forest Stewardship Council. Este avanço significa que, em apenas dois anos, a empresa atingiu o seu objectivo de proteger e criar florestas suficientemente manejadas de forma sustentável para cobrir todas as suas necessidades de embalagem.

A empresa também anunciou o objetivo ambicioso de criar uma cadeia de fornecimento em rede fechada, onde os produtos deverão ser construídos usando apenas recursos renováveis ​​ou materiais reciclados.

Para isso, a empresa criou um programa para incentivar mais clientes a reciclar seus dispositivos antigos, chamado Apple Renew, e está desenvolvendo novas tecnologias de reciclagem, como o robô Liam (veja aqui). Ele foi criado no ano passado pela empresa, e é capaz de desmontar minuciosamente todas as partes de um iPhone, de maneira rápida e eficaz. A empresa já começou a utilizar partes recuperadas de celulares para produzir novos produtos.

A empresa criou uma série de vídeos divertidos para explicar, de forma lúdica, suas estratégias globais (veja aqui).

Notícia oferecida pela ONE2030.

Ciclo Vivo


Alckmin privilegia obras de empresas na Lava Jato

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) reforçou com recursos do Tesouro, no segundo semestre de 2016, o orçamento de obras em andamento em São Paulo tocadas por empreiteiras investigadas na Lava Jato, como Queiroz Galvão, Serveng, OAS, Camargo Corrêa e Odebrecht.

Foram abertos créditos suplementares de R$ 985 milhões para a linha 5-lilás do Metrô, duas obras na rodovia dos Tamoios e o Rodoanel Norte –esse último havia tido cortes ao longo do ano, e a suplementação serviu para repor perdas, disse o governo. Em 2015, mesmo com cortes, o
Rodoanel não teve suplementação posterior.

Os recursos suplementares vieram do Tesouro estadual e foram remanejados por decreto, retirados de outras áreas, o que mostra que essas obras foram priorizadas.

A EMTU (empresa de ônibus metropolitanos) perdeu recursos para o Metrô. A rubrica “pagamentos de serviços gerais do Estado”, para a Tamoios. E os pagamentos da dívida pública, para o trecho norte do Rodoanel.

As suplementações foram significativas: variaram de 14% da dotação prevista para o ano (caso da linha 5-lilás) a até 50,1% do orçado inicialmente (caso da Tamoios, no trecho da serra). Em anos anteriores, não houve suplementação para essas obras.

O Executivo tem duas fontes para obras: o Tesouro, fruto de arrecadação de impostos como o ICMS, e as operações de crédito, como empréstimos do BNDES.

O dinheiro do Tesouro pode ser remanejado como o governo bem entender, respeitados certos limites estabelecidos na lei orçamentária.

Já o oriundo de operações de crédito depende de aval da Assembleia. O governo direcionou recursos de empréstimos para essas obras.

Folha de S.Paulo – Reinaldo Turollo JR  e Thais Bilenki


PT: só as cortes superiores deixam Lula elegivel

A cúpula do PT não acredita mais na possibilidade de o ex-presidente Lula chegar a agosto de 2018, quando ocorre o registro de candidaturas, sem condenação colegiada que o deixe inelegível. Creem que o petista deve ser sentenciado por Sergio Moro em até quatro meses. O Tribunal Regional Federal leva, em média, só 120 dias para analisar recurso — e mantém ou amplia a pena em 70% das decisões do juiz. Para que ele dispute o Planalto, a sigla aposta em liminar a ser obtida no STF ou STJ.

Trecho do artigo 26 da Lei da Ficha Limpa prevê que tribunais superiores podem suspender a inelegibilidade por liminar se considerarem o recurso do réu plausível. O PT quer manter Lula em alta nas pesquisas até lá, para ter os números como instrumento de pressão.

Os petistas ainda têm esperanças de que Antonio Palocci não faça delação premiada, ou ao menos poupe o partido, apesar dos enfáticos sinais em sentido contrário. A sigla deve enviar emissário para medir a temperatura do ex-ministro em Curitiba.

A esquerda aguarda com expectativa os atos marcados para o dia 28. Se os protestos contra as reformas do governo Michel Temer forem grandes, avaliam, o ambiente de atuação de Lula tende a melhorar.

(Painel – Daniela Lima – Folha de S.Paulo)


Temer endurece: nenhuma mudança em reformas

Presidente se reuniu ontem à noite com ministros e líderes da base aliada para discutir questão

Em reunião no Palácio do Jaburu na noite de ontem com ministros e líderes da base aliada, o presidente Michel Temer disse que não haverá novas mudanças nos textos das reformas trabalhista e previdenciária.

“Não há espaço para concessão”, avisou o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). O encontro durou três horas e serviu para a definição da estratégia final para a votação das duas reformas. Segundo o líder da maioria na Câmara, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), Temer disse que o governo considera os relatórios das reformas como produto final das negociações. A ordem, explicou Lelo, é começar as conversas finais com as bancadas e captar o sentimento dos deputados.

Hoje, Temer vai se reunir com os ministros que têm influência na Câmara para pedir que eles se envolvam diretamente nas conversas com os deputados. O presidente também pedirá que os ministros não agendem mais reuniões com os parlamentares em horário de votações importantes na Câmara.

Além de Aguinaldo e Lelo, participaram da reunião no Jaburu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), e os ministros Antonio Imbassahy (Governo), Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e Henrique Meirelles (Fazenda).

Da Agência Estado


Deputado debate com Câmara projeto Estrada Parque em Aldeia

O governador Paulo Câmara (PSB) recebeu em audiência, no Palácio do Campo das Princesas, a diretoria do Fórum Socioambiental de Aldeia. No encontro, articulado pelo deputado federal Tadeu Alencar (PSB), o governador conheceu em detalhes o projeto Estrada Parque, proposta de rodovia humanizada para a PE-27, que corta os municípios de Camaragibe, Paulista, Paudalho e Araçoiaba, no Grande Recife.

“A proposta nos foi trazida pelo Fórum Socioambiental de Aldeia, mas é importante ressaltar que ela nasceu da mobilização das comunidades que vivem em toda aquela área de Preservação Ambiental, e que estão preocupadas com o futuro da região”, explica o deputado Tadeu Alencar.

O projeto da Estrada Parque prevê a ampliação dos espaços verdes e o ordenamento das faixas laterais da PE-27, com a implantação de locais seguros para pedestres, ciclistas e pessoas que praticam cavalgada. O Fórum Socioambiental de Aldeia já possui o projeto executivo para seis quilômetros da rodovia, do KM 8 ao KM 14.

Além da Estrada Parque, os representantes do Fórum Socioambiental apresentaram ao governador Paulo Câmara outras iniciativas de interesse da Área de Preservação Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe, que engloba oito municípios em 31 mil hectares – Camaragibe, Recife, Paulista, Abreu e Lima, Igarassu, Araçoiaba, São Lourenço da Mata e Paudalho.

“O diálogo com o governador Paulo Câmara valoriza e fortalece o trabalho do Fórum Socioambiental, ao mesmo tempo em que une poder público e sociedade civil nesta agenda de desenvolvimento econômico e sustentabilidade ambiental dos municípios”, defende Tadeu Alencar. A audiência foi realizada na última quinta-feira (20).


Moro decide adiar depoimento de Lula na Lava Jato

O juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba, decidiu mudar a data do depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até então previsto para o dia 3 de maio.

Segundo a Folha apurou, a mudança ocorrerá a pedido da Polícia Federal. Moro deve adiar o depoimento de Lula para o dia 10 de maio.

A PF argumentou que precisaria de mais tempo para organizar a segurança no local e que o feriado do dia do Trabalho, 1º de maio, dificultaria ainda mais a operação.

O PT e movimentos alinhados ao partido preparavam forte mobilização para apoiar o ex-presidente. Caravanas estavam partindo de diversos pontos do país.

O processo em que Lula será ouvido é relacionado ao episódio do tríplex em Guarujá, litoral de São Paulo, em que o ex-presidente é acusado de ter recebido vantagens indevidas da empreiteira OAS.

A defesa de Léo Pinheiro, sócio da empreiteira, entregou à Justiça Federal do Paraná documentos para tentar comprovar as afirmações de que o ex-presidente Lula foi beneficiado pela reforma do apartamento.

Em depoimento na semana passada a Moro, o empreiteiro disse que o apartamento era de Lula.

Entre os documentos entregues estão o registro de que dois carros em nome do Instituto Lula passaram pelo sistema automático de cobrança dos pedágios a caminho do Guarujá entre 2011 e 2013. Não há, no entanto, documento que comprove que as viagens tiveram como destino o apartamento.

Há também registros de ligações telefônicas entre Pinheiro e pessoas ligadas a Lula, como Clara Ant, Paulo Okamotto, José de Filippi Jr. e Valdir Moraes da Silva (segurança), a partir de 2012. As listas trazem data e duração da conversa, mas não seu conteúdo.

Foram anexados ainda e-mails que mostram a agenda de Lula, na qual aparece a previsão de encontros com Pinheiro, e mensagens da secretária do instituto para Okamotto, que preside a entidade, avisando que o empresário havia ligado para falar com ele.

DEFESA

O advogado do petista, Cristiano Zanin Martins, afirmou que os documentos não comprovam as afirmações feitas pelo empresário, que classificou como uma “versão negociada para agradar” aos procuradores e destravar seu acordo de delação.

Na última quarta, a defesa de Lula apresentou documentos de recuperação judicial da OAS em que a empresa afirma ser a proprietária do tríplex do Condomínio Solaris.

Segundo Zanin Martins, o material reforça a tese da defesa de que é “impossível que o apartamento seja propriedade de Lula”.

Da Folha de São Paulo