E-book sobre comércio eletrônico e moda é lançado em Santa Cruz do Capibaribe. Baixe aqui!

Foto: Reprodução

Cidade-mãe do polo de confecções de Pernambuco, Santa Cruz do Capibaribe intensifica esforços no fomento das vendas via internet. Uma das ações é o lançamento do e-book “Feira Digital”, conteúdo em formato ideal para ser lido em poucos minutos no celular. Nele o leitor vai encontrar dados interessantes do comércio eletrônico de moda no mundo, no Brasil e em Santa Cruz do Capibaribe-PE.

O comércio eletrônico é um dos desafios estratégicos do Polo de Confecções. É fundamental entender [e atender] as demandas do consumidor digital e tornar o comércio eletrônico mais um importante canal de vendas do ambiente de negócios do polo.

Um dos sucessos de Santa Cruz do Capibaribe é o acúmulo de diversos canais de vendas estratégicos. O e-book “Feira Digital” tem como propósito estimular os empreendedores de Santa Cruz e do polo a dominar e ativar o comércio eletrônico como mais um importante canal de vendas.

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Museus em busca da sustentabilidade em Pernambuco

Há duas décadas, alguns dos museus mais relevantes de Pernambuco nem sequer existiam. Os mais tradicionais, mesmo com acervos impor..”

Gilberto Freyre Neto é coordenador de projetos da Fundação Gilberto Freyre e membro do conselho curador do Museu do Estado (Mepe). Foto: Tom Cabral

*Por Rafael Dantas

Há duas décadas, alguns dos museus mais relevantes de Pernambuco nem sequer existiam. Os mais tradicionais, mesmo com acervos importantes, contavam com poucas tecnologias embarcadas e público reduzido. Também não havia formação específica de profissionais para a área. Um cenário que mudou bastante. A abertura do Instituto Ricardo Brennand (IRB), que já recebeu quase 2,7 milhões de pessoas, dos inovadores Cais do Sertão e Paço do Frevo e a criação do bacharelado em museologia da UFPE são algumas das estruturas que fizeram a diferença e contribuíram para qualificar o setor. Apesar dos avanços, os especialistas ressaltam que os desafios para atrair visitantes, para usar ferramentas digitais e obter sustentabilidade financeira ainda estão longe de ser superados.

Num cadastro realizado pelo Ibra (Instituto Brasileiro de Museus) em 2015 foram mapeadas 117 instituições em Pernambuco. De acordo com a museóloga e mestre em antropologia Regina Batista, a maioria está localizada na Região Metropolitana do Recife ou na Zona da Mata. “O cenário museológico de Pernambuco cresceu muito em número de instituições, em quadro de profissionais qualificados e em visitação. Hoje estamos bem-dotados de acervos históricos, mas ainda há muita coisa para, de fato, mostrar a representatividade de Pernambuco”, analisa Regina. A museóloga atua em dois novos projetos: a implantação de um museu em Triunfo, que contará a história e costumes da cidade, e a elaboração de estudos para um espaço museológico comunitário na Ilha de Deus, no Recife.

Há que se considerar também os conjuntos arquitetônicos do Recife Antigo e de Igarassu. “São verdadeiros museus a céu aberto que possuem material suficiente para um dia inteiro de visitação”, destaca Gilberto Freyre Neto, coordenador de projetos da Fundação Gilberto Freyre e membro do conselho curador do Museu do Estado (Mepe). Ele aponta ainda acervos ricos, mas pouco conhecidos do público em espaços tradicionais como o próprio Mepe. Instituições menores, como o Cícero Dias, em Escada, que guarda parte das obras do artista plástico, estão ainda mais distantes do olhar dos pernambucanos.

Embora tenha crescido o número de visitantes, o patamar ainda não é o ideal na maioria das instituições. Segundo Regina Batista, os indicadores de público em Pernambuco não se comparam aos da Europa e dos Estados Unidos. E aponta fortalecimento do setor como um dos pilares para o crescimento do turismo local. “O Estado tem um litoral lindo. Mas praia e água de coco não mostram a identidade de um povo. Os turistas sentem a necessidade de um mergulho na história, cultura e costumes locais. E os museus são os espaços que cumprem esse papel no suporte ao turismo e ao entretenimento”, afirma a consultora.

Poucos museus pernambucanos, segundo Freyre Neto, conseguem cumprir com eficiência seus três papéis básicos. “O primeiro é a preservação do acervo. O segundo é educação e o terceiro está relacionado à pesquisa das suas coleções. A primeira razão de sua existência é guardar, a segunda é transformar em conhecimento e a terceira é descobrir porque as coisas estão daquele jeito”.

A falta de recursos, problema enfrentado por instituições em todo o mundo, faz com que os dirigentes desses espaços escolham apenas um dos focos. E vários deles optam pelo educativo. Daí, a presença de tantos estudantes circulando diariamente nos museus pernambucanos. Além da iniciativa dos docentes, de montarem os grupos de alunos e mobilizarem os pais para financiarem a aula-passeio, as próprias instituições se esforçam para receber o público estudantil (veja em nosso site conteúdo sobre essas iniciativas: mais.pe/escolasnomuseu). Especialistas acreditam serem as crianças as principais mobilizadoras para que seus familiares visitem as exposições nos finais de semana.

Maria Soledade, professora de história do EREM João Cavalcanti Petribú, em Carpina, trouxe em junho um grupo com 52 alunos do ensino médio para o IRB. Em anos anteriores já havia levado os estudantes para o Palácio do Governo e para o Museu de Arqueologia da Unicap. “Nessas visitas eles veem muita coisa do que apenas sistematizamos em sala de aula. Perguntam bastante. Além do aprendizado direto, nosso objetivo é fazer com que eles sintam prazer em frequentar esses lugares de cultura”, explica.

PROFISSIONAIS
A ausência de um corpo técnico é outra causa que impede o desenvolvimento dos três eixos apontados por Freyre Neto. A equipe que atua num museu é multidisciplinar, composta por museólogos, especialistas em restauro, em conservação, designers, educadores, entre outros. E para manter esse quadro, os gestores de museus, mais uma vez, esbarram na escassez de financiamento.

“A falta de recursos impõe ainda restrições nos horários de funcionamento (muitos museus não abrem no fim de semana). Também impede a contratação de equipes para executar ação educativa e inviabiliza campanhas de comunicação para fazer o marketing das exposições e eventos. Essas ações são cortadas para a instituição continuar existindo”, lamenta o especialista.

Para Freyre Neto, dois grandes modelos de financiamento do setor são o francês, que é custeado integralmente pelo poder público, e o norte-americano, que depende dos aportes e da gestão da iniciativa privada. O Brasil não tem tradição da presença forte do Estado na promoção da cultura nem da figura do mecenas particular que faça investimentos, salvo raras exceções. Para superar esse impasse, o especialista sugere a construção de um sistema híbrido. “Um modelo misto, com o poder público e a iniciativa privada dividindo responsabilidades no financiamento e na gestão desses espaços”, propõe Freyre.

Além de buscar um modelo adequado de custeio, museus do mundo inteiro passam pelo desafio de inserir recursos tecnológicos para atrair visitantes aos seus acervos. Com crianças e adolescentes nativos digitais, a formação do público mais jovem passa também pelas novas linguagens mais interativas proporcionadas pela tecnologia.

No Recife, o Cais do Sertão é um dos destaques nessa área. Projeção, totens interativos e cabines para ouvir − e até cantar ou tocar − o melhor da música de Luiz Gonzaga são algumas das atrações oferecidas ao público. O espaço, inclusive, está levando uma experiência inovadora para a periferia: a intervenção Cubo Sertanejo permite a moradores fazer uma visita ao museu por meio do uso de óculos de realidade virtual.

Museu Cais do Sertão. Foto: Tom Cabral

A digitalização dos acervos e a sua visualização online são um caminho percorrido por algumas instituições. A Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco), por exemplo, criou a Villa Digital, espaço com computadores para acessar fotos, vídeos, documentos e partituras históricas do seu imenso acervo fonográfico e de imagens. Parte desse conteúdo também está disponível no seu site na internet. Uma das novidades mais recentes é a inclusão de exposições de vários museus no Google Arts & Culture. O Paço do Frevo e o Mamam (Museu de Arte Moderna) já aderiram à inovação.

As novas tecnologias, de acordo com o professor do curso de museologia da UFPE Renato Athias, auxiliam também na formação do acervo. Athias faz uma pesquisa em museus do mundo inteiro para recuperar digitalmente peças históricas das etnias pernambucanas e brasileiras. Muitos desses materiais foram levados para os Estados Unidos e a Europa séculos atrás.
“Meu projeto de pesquisa visa a repatriação de objetos xamânicos que se encontram no exterior e levá-los de maneira virtual para regiões indígenas de origem. Fazemos também impressão em 3D dos objetos, que circula em diversas aldeias”, conta Athias. Ele afirma que alguns desses objetos já não são mais produzidos por esses grupos. O projeto cria também exposições desses catálogos virtuais nas aldeias.

A graduação em que Renato Athias leciona é uma das estruturas que têm colaborado para o novo cenário dos museus. Com 10 anos de funcionamento, a maioria dos alunos concluintes têm atuado na área, de acordo com o docente, apesar da escassez de concursos públicos.

Além da formação de mão de obra para Pernambuco, o curso tem atraído estudantes de outros Estados devido ao perfil ancorado nas ciências sociais já que a maioria das graduações do País está mais conectada ao campo das ciências da informação. “Neste ano, inclusive, a UFPE será a sede do Encontro Nacional de Estudantes de Museologia”, informa o professor.

PARA SEDUZIR O PÚBLICO

Leonardo Dantas, pesquisador do Instituto Ricardo Brennand. Foto: Tom Cabral

Apesar do número de visitantes nos museus pernambucanos estar aquém do ideal, houve um aumento no índice de visitação nos últimos anos. Os gestores de todas as instituições entrevistadas pela reportagem Algomais constataram que Pernambuco começa, de fato, a criar um público mais fiel. Nos cinco primeiros meses do ano, o Instituto Ricardo Brennand, por exemplo, recebeu 66,6 mil pessoas. Considere-se que o local só funciona no turno da tarde, não tem linha de transporte público para seu acesso, cobra pelo ingresso e está há cerca de 15 quilômetros do Centro do Recife.

Qual o segredo do sucesso? O interesse do público pelo conjunto de peças expostas é um dos motivos desse fenômeno. “Recebemos visitas constantes de grupos até dos Estados vizinhos interessados principalmente no nosso acervo permanente”, avalia o pesquisador do instituto Leonardo Dantas.

Ele aponta como destaques os 18 quadros do pintor holandês Frans Post e uma das maiores coleções de armas brancas do mundo. Os acervos sobre a história do açúcar e do Brasil Holandês também são responsáveis pela atração do público. “Nosso objetivo é despertar na comunidade o gosto e o amor por sua própria cultura”, afirma Dantas. O arrojo do espaço na disseminação cultural foi marcado já na sua inauguração, quando trouxe uma exposição itinerante do pintor Albert Eckhout.
O Museu da Cidade do Recife também tem sido mais visitado. Entre 2016 e 2017 teve um crescimento de público de 17%. Nos primeiros cinco meses de 2018 já recebeu 14,6 mil pessoas. “Estamos percebendo uma mudança no hábito do recifense. Eles estão buscando conhecer mais a cidade e visitar os principais pontos turísticos”, constata a gerente Betânia Correia.

Como o museu está instalado no Forte das Cinco Pontas, no coração da Cidade, onde circula muita gente, Betânia acredita que o espaço passou a atrair o público transeunte. “Notamos também que muitas crianças que visitam o local pela primeira vez nas excursões das escolas estão levando seus pais e familiares nos fins de semana para conhecer nossas instalações”, acrescenta.

Oferecer ao público experiências que vão além da contemplação do acervo também tem sido uma boa estratégia para conquistar visitante. É o caso do Paço do Frevo, que recebeu a visita de 49 mil pessoas entre janeiro e maio deste ano. “Há uma mudança em curso. Os visitantes que costumavam apenas frequentar (ir e olhar), agora, querem participar (comentar, contribuir, criar). Nesse contexto, os museus precisam ser indutores de novas relações”, analisa Eduardo Sarmento, gerente geral da instituição. Entre as ações nesta direção está o projeto Vivências de Frevo, que ensina ao público passos da dança. Há também o Observatório do Frevo, um programa que tem estimulado a realização de pesquisas, debates e produção de conteúdos relacionados ao ritmo musical.

*Rafael Dantas é repórter da Revista Algomais
por Revista algomais


Atlante Plaza (PE) renova equipe e anuncia três novos profissionais


Localizado na famosa Avenida Boa Viagem, em Recife (PE), o Hotel Atlante Plaza conta com novos profissionais no quadro de colaboradores. Rodrigo Terrocci é o novo gerente geral. Formado em hotelaria pelo Senac São Paulo, possui vasta experiência tendo passado por diferentes cargos no ramo de Hospedagem. Na sua trajetória estão passagens pelo Hilton Morumbi, Grand Hyatt São Paulo, Golden Tulip e empreendimentos da rede Atlântica.

O gerente de Alimentos & Bebidas Reginaldo Souza também foi recém-contratado. Possui 29 anos de experiência na área tendo atuado em redes como Blue Tree e Bourbon. Formado em Hotelaria com ênfase em Gastronomia na Universidade de São Francisco (USF) sua expectativa é tornar o hotel referência em Recife nos quesitos alimentação e serviços. O profissional lidera uma equipe de cerca de 50 pessoas que atuam nos dois restaurantes, bares e staff de apoio de Eventos.

Outro que chegou para agregar ao segmento de Alimentos & Bebidas foi o chef David Cruz. Formado em Gastronomia pela Universidade de Guarulhos e pós-graduado em Cozinha Avançada: Ciências e Tecnologias aplicada a Gastronomia pelo Senac SP, o profissional iniciou a carreira na cozinha das Forças Armadas.

Além de ter trabalhado em hotéis como o Staybridge Itaim e São Paulo Iguatemi, o cozinheiro também atuou no bistrô Clara Moreira e “Le Brasserie”, famoso restaurante do chef Erick Jaquin. Seguidor da cozinha autoral e contemporânea, o chef pretende destacar o hotel pernambucano como reduto gastronômico trazendo novidades para hóspedes e clientes.

Na foto, Chef David Cruz e o gerente de Abastecimento, Reginaldo Souza

Assessoria de Imprensa


Festival terá open de cerveja artesanal no Recife

Serão mais de dez rótulos de marcas premiadas

Cervejas brasileiras, belgas e alemãs estarão no festival
Foto: Divulgação

Vai rolar festival de cerveja artesanal no Recife. O Recbier Fest arma uma grande estrutura no Brewpub, na Avenida Domingos Ferreira, com mais de 500 litros de cerveja distribuídos em mais de 14 estilos diferentes com marcas premiadas no Brasil e no mundo. Será no sábado (28), das 10h às 16h.

O acesso ao evento será feito através de canecas personalizadas em número limitado no valor de R$100. A caneca é o passaporte de acesso ao full open bar do evento. Para animar, tem ainda shows de rock com o cantor Fábio Rock e a Banda Freak Brothers.


Galeria Joana D’arc está com nova programação durante férias da Terça do Vinil

As novas programações serão iniciadas nesta terça-feira – Crédito: Máquina3/divulgação

Após a pausa da Terça do Vinil, a Galeria Joana D’arc está com uma nova programação para o público. Até o fim de agosto, quando o DJ 440 retornará à cidade, o espaço conta com novos projetos, como a Terça Terapia, sob comando das DJs Allana Marques e Lala K. A primeira edição será realizada hoje, a partir das 20h, e promete muita música brasileira. O esquema de entradas permanecerá o mesmo, gratuito e o couvert cobrado para aqueles que desejarem se acomodar nas mesas.

O Empório Nova Raiz, localizado no corredor da galeria, também inovou sua programação. A partir de hoje, por volta das 22h, os DJs Mau Lopes, Incidental e Mr. Dagga animarão o conhecido after do Vinil. O novo projeto é uma parceria com a cervejaria Navegantes e se chama Jogando Fácil.


Bairro do Recife recebe maratona com criação de jogo virtual em 48h

Crédito: Vadymvdrobot/Depositphotos /Canaltech

Neste fim de semana, o Bairro do Recife receberá a maratona virtual Noord.Game Jam. Seus participantes serão desafiados para criar um jogo virtual em 48h, com o tema Brasil-Holanda.

As atividades acontecerão no Centro Cultural dos Correios, a partir das 20h desta sexta, até às 22h do domingo. Os vencedores terão seus jogos utilizados nas escolas pernambucanas, além de levar prêmios com o valor de até R$ 8 mil.

Promovido pela startup Noord.Games, em parceria com o Reino dos Países Baixos, o evento tem como objetivo ressaltar a influência histórica e cultural do período de ocupação holandesa em Pernambuco.


Bar vai distribuir chopp para torcedores com a camisa do Sport

Os torcedores com a camisa do Sport ganharão chopps – Crédito: Reprodução do Facebook

Nesta quarta-feira, os torcedores do Sport que forem acompanhar a partida entre o leão e o Ceará poderão ganhar chopp gratuito.

O The Queen Pub estará oferecendo a bebida para os clientes que estiverem com a camisa rubro-negra, além de transmitir a partida.

A ação tem como objetivo incentivar os pernambucanos a usarem o uniforme do seu time, conforme fizeram durante a Copa do Mundo. O jogo será iniciado às 19h30 e a entrada será gratuita.


Ekäut vai inaugurar primeiro tasting room do Recife

A Ekäut vai inaugurar o Ekäut Lab, um espaço de experimentação da marca, que funcionará como um laboratório que oferece aos cervejeiros um ponto de encontro.

No espaço, poderão conhecer produtos e serviços exclusivos, além de realizar degustações e harmonizações. Com previsão de abrir as portas ainda este mês, o tasting room ficará localizado na Galeria Corta Jaca, no bairro Boa Viagem.

 


Terreno de marinha chega a 40% do Recife

Territórios próximos à linha de preamar, rios e canais estão na área do patrimônio da União, sendo submetidos a obrigações como pagamento de taxas

Por: Rosália Vasconcelos


Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa estão submetidos a obrigações pecuniárias. Foto: Peu Ricardo/DP

Cidade litorânea cortada por rios, o Recife possui quase metade de sua área territorial em terreno de marinha, recebendo influência direta do ar e da maré. Na prática, isso significa que 40% do território da capital pernambucana pertence ao patrimônio da União e não apenas bairros à beira-mar, como Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa, estão submetidos a obrigações pecuniárias como Taxa de Patrimônio (mais conhecida como Taxa de Marinha), Foro e Laudêmio.

Bairros mais distantes da orla e fora da faixa dos 33 metros da linha de preamar, como Espinheiro, Casa Forte, Apipucos, Parnamirim, parte do bairro da Torre, Derby, Ilha do Leite, Poço da Panela, Setúbal, Arruda e toda a região central do Recife podem sofrer influência da maré graças aos canais, rios e riachos que cortam a cidade. Áreas de manguezais, penínsulas e ilhas, como no caso do Bairro do Recife, Santo Antônio e São José, também podem sofrer a incidência de Laudêmio e Taxa de Patrimônio.

“Muitas pessoas confundem terreno de marinha com terreno da Marinha. Terreno da Marinha são os territórios que pertencem à Marinha do Brasil, às Forças Armadas. Terreno de marinha são áreas que estão dentro de 33 metros entre a praia e a linha de preamar médio. Também as áreas próximas a rios e canais que sofrem influência direta e indireta da maré até 5mm, chamada de zona de transbordo”, explica o superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) em Pernambuco, Felipe Ferreira Lima.

O chefe da Divisão de Receitas Patrimoniais Joselito Félix Dantas, explicou que a demarcação imaginária, chamada linha do preamar médio, foi definida desde os tempos do império brasileiro, no ano de 1831, e foi uma forma de caracterizar e dar segurança jurídica as áreas que pertenciam ao império, na época. No entanto, a Constituição Federal de 1988 legitimou essas áreas, que hoje são de propriedade da União, incluindo as ilhas que não têm município, como é o caso de Fernando de Noronha. Todas as áreas no entorno do canal da Agamenon Magalhães, um importante riacho que ligava o mar à bacia do Pina, também são territórios da União.

“Na época do império, foi traçada uma carta náutica que definia esses 33 metros da linha de preamar como uma forma de preservar a segurança nacional, porque naquele tempo, o domínio das terras se dava através das invasões que aconteciam pelo mar ou pelos rios navegáveis, ou seja, que rios que tinham ligação com o mar. Essa foi a necessidade inicial que definiu os terrenos de marinha. Posteriormente, esses territórios passaram a titularidade para a União e ninguém nunca traçou outra carta náutica”, explicou Joselito Dantas.

Capibaribe

Além dos bairros costeiros (Boa Viagem e Pina) e das ilhas fluviais, o Rio Capibaribe corta o Recife pelos bairros da Várzea, Caxangá, Apipucos, Monteiro, Casa Forte, Poço da Panela, Santana, Jaqueira, Torre, Graça e Madalena. Um braço do Capibaribe ainda banha os bairros de Afogados e Tejipió. No caso do Beberibe, ele corta os bairros do Poço da Panela, Beberibe, Porto da Madeira, Peixinhos e Salgadinho. Já o Rio Tejipió banha os bairros de Tejipió, Totó, Barro, Areias, Caçote, Imbiribeira e Vila do Ipsep.

“Muitas pessoas acham que seus imóveis não estavam em terreno de marinha porque, durante muitos anos, por falta de uma tecnologia georreferenciada e de uma estrutura operacional, o que era e o que não era da União não estava registrado em cartório. E o próprio crescimento do Recife, com seus aterros, foi sendo de forma espontânea, não ordenada. Mas a demarcação, a linha de preamar, sempre existiu. A Secretaria de Patrimônio da União não traçou outra linha para dizer o que era ou não terreno de marinha”, justica o superintendente da SPU em Pernambuco, justificando as recentes taxações de Patrimônio, Foro e Laudêmio. Segundo Felipe, um dos maiores cadastros aconteceu em 1992, quando 30 mil imóveis foram registrados. “Mas esse é um trabalho que ainda está sendo feito”, completa o superintendente.

Para saber se o terreno pertence à União, é preciso comparecer à sede da SPU, na Avenida Antônio de Góis, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, no mesmo prédio onde funciona o DNIT.

A informação também pode ser verificada no cartório de imóveis da sua região ou através do site www.patrimoniodetodos.gov.br.

Saiba mais

40% do território do Recife é terreno de marinha

R$ 70,2 milhões foram arrecadados em 2017 pela Secretaria de Patrimônio da União

Pernambuco é o terceiro maior estado brasileiro arrecadador para a União, entre Taxa de Ocupação, Foro e Laudêmio

R$ 12 milhões foi o valor arrecadado pela SPU de janeiro a abril deste ano em PE

450 foi o número de averbações e transferências de imóveis, de janeiro a abril deste ano, da União para particulares

R$ 85 milhões é a meta de arrecadação da SPU em PE para 2018

187 km é a extensão do litoral de Pernambuco

218 km2 é a área territorial do Recife

100 mil é o número de imóveis pertencentes à União apenas em PE.

Desses, 1,7 mil são prédios da Administração Direta ou Indireta. O restante é terreno de marinha

Definição:

Terreno DE Marinha – áreas que sofrem influência do mar e da maré e, pela localização estratégica, pertencem à União

Terreno DA Marinha – área que pertence às Forças Armadas

Obrigações pecuniárias que incidem sobre terreno de marinha

– Taxa de Patrimônio (ocupação plena) – retribuição pecuniária pelo uso particular de um bem público, ou seja, quando uma pessoa física ou jurídica ocupa um terreno cuja titularidade é da União

– Taxa de Patrimônio/Foro – quando o particular detém 83% de propriedade do terreno (domínio útil) e a União detém 17%. O valor da taxa também é proporcional ao percentual de propriedade do terreno

– Laudêmio – taxa sobre o valor venal ou da transação do imóvel a ser paga quando ocorre uma transação onerosa com escritura definitiva dos direitos de ocupação, ou aforamento de terrenos, como terrenos da Marinha

Competências da SPU em PE (além da gestão dos imóveis)

– Cessão provisória ou definitiva de prédios públicos pertencentes à União

– Gestão costeira das atividades e interferências no litoral do estado, incluindo o Projeto Orla

– Regularização fundiária nas questões que envolvem Reforma Agrária, construção de habitacionais e escrituração de imóveis para famílias de baixa renda

Fonte: Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

Diario PE


Mutirão de limpeza e rodada de futebol acontece em Santo Amaro

A ação tem como objetivo estabelecer um incentivo aos cuidados do meio ambiente

A partida de futebol vai acontecer no Campo dos Onze, em Santo Amaro
Foto: Reprodução/ Google Street View

Nesta quarta-feira (18), vai haver uma ação de incentivos para cuidados com o meio ambiente em Santo Amaro, na área Central do Recife. Na ocasião, vai acontecer um mutirão de limpeza com saída marcada às 14h, na Associação Oasis da Liberdade, localizada na Avenida Dr. Jayme da Fonte, com destino ao Campo do Onze. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura da Cidade do Recife, por meio da Secretaria de Saneamento (Sesan), e irá promover uma rodada de futebol e apresentações musicais.

O evento de futebol vai acontecer no Campo do Onze, contando com a participação de ex-jogadores pernambucanos, como Kuki e Chiquinho. Moradores e alunos de escolas públicas de Santo Amaro também vão poder jogar. A ação faz parte do Projeto de Fortalecimento e Capacitação das Ações de Educação Sanitária e Ambiental, que foi idealizado pela Secretaria de Saneamento do Recife.

A rodada de futebol promete incentivar a união saudável entre os participantes e trazer uma conscientização sobre os cuidados com o meio ambiente. Os ex-jogadores irão apitar o início de cada jogo e conversar com os participantes no objetivo de conscientizá-los sobre a importância de manter o bairro limpo.

Além da Sesan, participam da ação a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer, a Secretaria de Meio Ambiente, a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) e o instituto Limpa Brasil.

Música

Antes das partidas de futebol, vão haver apresentações de música, com a Orquestra do Oasis da Liberdade, e de dança popular, com a turma do Galpão dos Meninos e Meninas. Por fim, haverá também um circuito ambiental e uma oficina de reaproveitamento de pneus, que acontecerão de forma simultânea.

O Projeto realiza ações sociais em comunidades carentes do Recife, que são determinadas através de um estudo de áreas críticas referente à poluição de ruas e rios. O objetivo é promover a sustentabilidade do sistema de saneamento básico dos locais e despertar, na sociedade, o papel de co-responsabilidade na manutenção do serviço.

A iniciativa traz atividades lúdicas de cunho educativo para envolver crianças, jovens e adultos na tarefa de colaborar para um planeta mais sustentável, com foco no descarte correto do lixo e no combate a doenças de transmissão hídrica. Para isso, são realizadas ações de esportes, cultura e educação de forma frequente, com o objetivo de os participantes levarem a ideia às suas comunidades.

JC Online


Idoso pode se vacinar contra o sarampo? Quem já teve deve tomar a vacina? Especialistas respondem dúvidas

Mulher com sarampo no colo e pescoçoDireito de imagem Getty Images
Image caption A doença pode ser transmitida por contato com secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou pelo ar, estando no mesmo ambiente que uma pessoa infectada

Neste mês, o Ministério da Saúde alerta para que se redobre a atenção contra o sarampo por causa do fim da Copa do Mundo na Rússia e a volta de brasileiros que viajaram para assistir aos jogos, uma vez que a Europa teve 400% de aumento dos casos da doença em 2018 em comparação com o ano passado.

Segundo o informe do Ministério da Saúde, é necessário ter atenção com sintomas para indivíduos “com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias ou que tenha tido contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior”.

Devem ser vacinadas todas as pessoas – com exceção de gestantes e pessoas com imunidade afetada – entre os seis meses de vida e os 49 anos que nunca tenham se vacinado contra o sarampo ou que não sabem se foram ou não imunizadas.

Quanto aos casos suspeitos, o ministério pede atenção para os seguintes sintomas: febre, conjuntivite, manchas vermelhas na pele, tosse e coriza. Nos quatro dias após o início dos sintomas, essas pessoas devem ser isoladas para evitar contaminar as pessoas ao redor.

“Casos suspeitos devem ser imediatamente notificados às autoridades de saúde, pois é possível tomar medidas para evitar a disseminação da doença para as pessoas que convivem com o doente”, explica o infectologista Bruno Oliveira, médico do Hospital Materno Infantil de Brasília.

A BBC News Brasil ouviu autoridades sobre transmissão do vírus do sarampo e imunização, e responde às principais dúvidas sobre o assunto.

O Brasil está com surto de sarampo?

Sim, segundo documento emitido em março pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O surto no Brasil, por enquanto, se concentra nos Estados Amazonas e Roraima, mas o vírus já começou a se espalhar para outras regiões: no Rio de Janeiro, 2 casos já foram confirmados e outros 14 são investigados. Sete casos já foram confirmados no Rio Grande do Sul, além de 2 casos no Mato Grosso e 1 em São Paulo. No total, são 995 casos de sarampo registrados no Brasil entre 1º de janeiro e 23 de maio, sendo 475 confirmados, com 3 mortes.

O sarampo era considerado erradicado nas Américas desde 2016, segundo certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como prevenir o sarampo?

Existem medidas de prevenção contra o sarampo, mas a imunização por meio das vacinas é a única medida eficaz contra o sarampo. Por isso, o Ministério da Saúde busca vacinar 95% da população de 6 meses a 49 anos.

Além das vacinas, as pessoas podem adotar demais medidas, como: higienizar as mãos com água e sabão antes das refeições, antes de tocar os olhos, a boca e o nariz, assim como após tossir, espirrar, ir ao banheiro ou cumprimentar pessoas. Ao tossir e espirrar, deve-se proteger a boca e o nariz com lenços descartáveis e nunca espirrar nas mãos; caso não tenha um lenço descartável, recomenda-se espirrar no antebraço, próximo ao cotovelo. Evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados são outras medidas de prevenção contra a transmissão do sarampo.

Bebê com corpo cheio de sarampoDireito de imagem Getty Images
Image caption A partir dos 6 meses, os bebês podem tomar a primeira dose da vacina contra o sarampo

Sarampo mata?

De acordo com Oliveira, sim. “O sarampo pode se apresentar de forma extremamente grave, principalmente no que diz respeito aos sistemas respiratório e nervoso central, podendo causar a morte.”

O sarampo é uma doença infecciosa grave, extremamente contagiosa, que pode afetar qualquer pessoa, de qualquer idade, que não tenha anticorpos contra a doença.

Entre as várias complicações que o vírus pode causar estão a pneumonia e as alterações neurológicas, como convulsões, confusão mental, alucinações, fraqueza e perda de sensibilidade. Essas complicações costumam ser mais severas em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

A doença também pode deixar sequelas graves para o resto da vida. “As mais comuns são as neurológicas e podem ocorrer durante a doença ou até vários anos após a infecção”, informa o médico infectologista.

Qual o nome da vacina a tomar contra sarampo?

São duas as vacinas contra sarampo: a tríplice viral, que também protege contra os vírus da rubéola e da caxumba, e a tetravalente viral, que inclui a imunização contra um quarto vírus, a varicela, conhecida como catapora.

Onde posso encontrar a vacina?

Tanto a vacina tríplice viral como a tetravalente viral estão disponíveis o ano todo nas Unidades Básicas de Saúde, de graça e para toda a população. Também há a possibilidade de tomar essas vacinas em clínicas particulares, mas não de maneira gratuita. Tanto na rede privada como no SUS, os componentes das vacinas contra o sarampo são os mesmos.

Posso pegar sarampo por meio da vacinação?

A pesquisadora da FioCruz explica que as vacinas contra sarampo são feitas a partir do vírus enfraquecido e, por isso, o risco do vacinado ser infectado pela vacinação não passa de 2%.

“Esta hipótese de contrair o sarampo na vacinação é pouco provável, pois os estudos com a vacina mostraram soroconversão (produção de anticorpos) de 98% a 100% dos vacinados”, afirma Noronha.

Enfermeira dá vacina em uma mulherDireito de imagem Getty Images
Image caption A medida mais eficaz contra o sarampo é a vacinação; grávidas e pessoas com imunidade baixa não podem se vacinar

Grávidas podem tomar vacina contra sarampo?

Não. “Gestantes não devem receber a vacina e há indicação de se evitar a gravidez por pelo menos 28 dias após a vacinação porque ocorre o risco teórico de efeitos maléficos para o feto, apesar desse risco nunca ter sido provado na prática”, afirma o médico Oliveira. A dica para as gestantes que nunca tomaram as vacinas contra o sarampo é se vacinarem no pós-parto, para proteger o recém-nascido indiretamente, por meio da amamentação, e evitarem contrair o vírus.

Bebês podem tomar vacina contra sarampo?

Sim, mas somente os bebês a partir dos seis meses de vida podem ser vacinados contra o sarampo.

Tomei uma dose na infância. Estou protegido?

Não. “Quem não tomou duas doses a partir dos 12 meses de vida não está adequadamente protegido, ainda está com algum nível de suscetibilidade. Em caso de dúvidas se está ou não totalmente protegido, o melhor é revacinar-se”, afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai.

Todos podem se vacinar?

Não. Dois grupos não devem tomar a vacina tríplice viral sem prescrição médica: grávidas, conforme explicado acima, e pessoas com a imunidade baixa.

“A vacina contra o sarampo não é recomendada para indivíduos com o sistema imunológico comprometido por alguma doença ou medicamento, que podem desenvolver o sarampo a partir do vírus vacinal, uma vez que a vacina é elaborada a partir de vírus enfraquecidos”, completa Ballalai.

Qual a idade correta para tomar vacina?

A tríplice viral deve ser tomada aos 12 meses de vida. Já a tetravalente viral deve ser tomada aos 15 meses.

“Pelo Programa Nacional de Imunizações, os adultos até os 29 anos de idade deverão receber duas doses com a vacina tríplice viral. Pessoas de 30 a 49 anos de idade devem receber uma dose”, explica a epidemiologista Tatiana Noronha, pesquisadora da unidade Bio-Manguinhos, da FioCruz, uma das produtoras da vacina tríplice viral.

É proibido em alguma idade tomar vacina para sarampo?

Sim, recém-nascidos e bebês abaixo dos seis meses de vida não devem tomar nenhuma das vacinas contra o vírus.

Com a exceção acima, caso não tenha sido imunizada na idade correta, qualquer pessoa poderá tomar a tríplice viral, não há limite de idade, apesar do alerta do Ministério da Saúde ser até os 49 anos. A explicação para o limite anunciado pelo ministério é que pessoas com 50 anos ou mais já podem ter entrado em contato com o vírus e, por isso, estarem imunes ao sarampo.

“Uma dose poderá ser recomendada aos idosos, mas fica a critério médico, levando-se em consideração o histórico do paciente”, explica Noronha.

Já tive sarampo. Preciso me vacinar?

Pega-se o sarampo apenas uma vez na vida: quem já foi infectado pelo vírus, nunca mais terá a doença.

“A infecção por sarampo gera proteção para a vida inteira”, explica Ballalai. “Mas, antes de tomar a decisão de não se vacinar, é preciso ter certeza absoluta de que teve sarampo, porque outras doenças têm sintomas bastante parecidos. Mais uma vez: em caso de dúvida, o melhor é se vacinar, uma vez que não há qualquer risco de sobrecarga no organismo”, alerta a especialista.

A vacina tem efeitos colaterais?

Segundo Ballalai, os efeitos colaterais são raros, mas podem acontecer entre cinco a 21 dias após a vacinação, principalmente na dose da vacina tríplice viral.

“A vacinação pode causar sintomas leves semelhantes ao da doença: febre alta com cinco dias de duração em 5% a 15% dos vacinados; manchas vermelhas no corpo com cerca de dois dias de duração em 5% dos vacinados; gânglios inchados já foram observados em menos de 1% dos vacinados; dor de cabeça, irritabilidade, febre baixa, lacrimejamento e vermelhidão dos olhos também ocorreram em até 4% dos vacinados”, destaca a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, lembrando que reações locais, como ardência, vermelhidão, dor e nódulos também podem ocorrer por ser uma vacina injetável.

Bolhas de sarampoDireito de imagem Getty Images
Image caption Febre, conjuntivite, manchas vermelhas na pele, tosse e coriza são alguns dos sintomas do sarampo

Como se transmite o sarampo?

A transmissão do vírus do sarampo pode ocorrer de duas maneiras: direta, de pessoa a pessoa, entrando em contato com secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar; e indireta, por meio do ar: como o vírus pode ficar muito tempo suspenso no ar, não é preciso entrar em contato direto com o doente, basta estar no mesmo ambiente que ele para ser infectado.

Existe tratamento para o sarampo?

Segundo Oliveira, não há tratamento especifico contra o vírus do sarampo. “Há apenas tratamento de suporte para as sequelas que a doença pode deixar”, afirma.

O médico explica que os doentes devem ficar em repouso, ter uma alimentação balanceada, ingerir muito líquido e evitar aglomerações e ambientes fechados para não infectar outras pessoas.

Por que o sarampo voltou?

Porque o vírus ainda circula em grande quantidade em várias regiões da Europa e da América, e voltou a circular no Brasil com as migrações e as viagens internacionais. Ou seja, voltamos a importar o vírus.

Além de voltar a circular no Brasil, o vírus se aproveitou na baixa imunização dos brasileiros, que deixaram de se vacinar e vacinar seus filhos nos últimos anos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal no Brasil da tríplice viral chegou aos 100% de 2004 a 2011, mas começou a decair desde então.

Segundo dados do Datasus analisados pela BBC News Brasil, a segunda dose da vacina contra o sarampo não bate a meta de vacinação, de 95%, desde 2012. Em 2016, apenas 76,74% das crianças com 15 meses de vida foram imunizadas.

Por que algumas pessoas pararam de tomar vacina?

Em entrevista à BBC News Brasil, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde Carla Domingues garantiu que não há explicação clara para a diminuição da cobertura vacinal da tríplice viral nos últimos anos no Brasil, uma vez que não houve redução da oferta ou desabastecimento da vacina no país.

Para a coordenadora, a explicação pode estar em um possível esquecimento das pessoas sobre algumas doenças, antes frequentes no país, mas hoje controladas e menos visíveis.

“A população de adultos de hoje precisa lembrar que sarampo e poliomielite matam. E se não matarem, deixarão sequelas graves para o resto da vida, como a paralisia infantil, a surdez, a cegueira, problemas neurológicos, etc.”, afirmou Domingues.

Lais Modelli – De São Paulo para a BBC News Brasil


TIM inclui chamadas ilimitadas em ofertas semanais do pré-pago

Usuários do TIM Pré Smart 1GB e 1,5GB poderão falar à vontade com qualquer operadora sem mudança nos preços das ofertas

Em linha com o compromisso de evolução constante do portfólio para atender às demandas dos clientes, a TIM anuncia mais uma novidade para o segmento pré-pago. A partir de hoje (17/07), as ofertas semanais de 1GB (R$ 9,99 por sete dias) e 1,5GB (R$ 14,99 por sete dias) incluirão ligações ilimitadas para qualquer operadora. Dessa forma, os usuários terão ainda mais liberdade, falando com números de todo o Brasil sem qualquer mudança no preço e nos demais benefícios das ofertas.

A inclusão das chamadas ilimitadas é automática para os atuais clientes. Consumidores que quiserem aderir ao TIM Pré Smart e usufruir de todos os benefícios da oferta podem contratar pelo app MEU TIM, pelo site www.tim.com.br/pre, ligando *222 ou nas lojas da operadora.

“Nosso objetivo é estar cada vez mais próximo dos clientes e suas demandas. Em recentes pesquisas que fizemos, identificamos um grande público que, além de usar muito os aplicativos que já oferecemos de forma ilimitada, ainda tem a necessidade de ligar para seus contatos de outras operadoras. Sendo assim, incluímos esse benefício nas ofertas semanais, sem qualquer aumento de custo para o cliente final”, explica o Head de Marketing Consumer, Renato Ciuchini.

O TIM Pré Smart também oferece mensagens e ligações ilimitadas no WhatsApp e Facebook Messenger sem descontar da franquia de internet. Os clientes usufruem desse benefício mesmo após o término do seu pacote de dados.

Além disso, aqueles que tiverem créditos suficientes em recarga para renovar as ofertas a cada sete dias ganham bônus de dados e podem ser contemplados com até 1GB adicional por semana. A mecânica é simples. Quando o cliente contrata a oferta pela segunda semana consecutiva, ganha 250 MB de internet. Na terceira semana, o bônus passa a ser de 500MB. A partir da quarta semana consecutiva, o usuário passa a ganhar 1GB adicional a cada sete dias. Ou seja, terá – por semana – 2GB ou 2,5GB de internet, além dos demais benefícios do plano.

Assessoria de Imprensa da TIM Nordeste


Dia de Proteção às Florestas Incentiva Combate ao Desmatamento

Empresas contam com iniciativas e projetos de sustentabilidade com foco no reflorestamento

MRV Engenharia. Obras TAC Parque das Águas. Plântio de mudas e gramado no entorno de lagoa. Campinas (SP). 5.07.2013. Foto: Marcos Peron/virtualphoto.net

De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) publicado este mês, aproximadamente 20% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento, fator que é a segunda maior causa das mudanças climáticas. Em Pernambuco, a destruição das florestas colocou o estado na sexta posição entre os que mais desmatam, de acordo com um ranking nacional da Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A fim de conscientizar sobre a importância do assunto, em 17 de julho, é comemorado, no Brasil, o Dia de Proteção às Florestas.

Ainda segundo o levantamento da FAO, entre 1990 e 2015, a área da Terra coberta por florestas caiu de 31,6% para 30,6%. Inseridas nessa realidade, empresas apostam em políticas de sustentabilidade e reflorestamento para diminuir os efeitos do desmatamento. Uma dessas empresas é o Grupo Petrópolis (GP), que conta com o Projeto AMA – Área de Mobilização Ambiental. Desde 2010, o AMA promove ações ambientais nas regiões onde a empresa do ramo de bebidas possui unidades fabris: Itapissuma (PE), Petrópolis, Teresópolis (RJ), Boituva (SP), Rondonópolis (MT) e Alagoinhas (BA). O projeto, que já plantou mais 1 milhão de mudas de árvores, também realiza manutenção das espécies e desenvolve Programa de Educação Ambiental para crianças de escolas municipais, em parceria com o Instituto Chico Mendes.

Em Pernambuco, o Projeto AMA foi iniciado em 2015 na fábrica do GP em Itapissuma. A unidade realizou o plantio de 20.242 mudas nativas ao redor do manancial Riacho Pedrinhas, ao longo da fazenda Mangabeira, uma área total de 15 hectares no entorno da fábrica, proporcionando a recuperação da mata ciliar e o controle de erosão do solo. Paralelo ao plantio, a unidade de Itapissuma conta com o Programa de Educação Ambiental (PEA), que, em parceria com o Instituto Chico Mendes, capacita professores de escolas municipais e particulares, para conscientização de seus alunos, sobre o meio ambiente. Após o ciclo de aprendizagem, as crianças realizam trilhas ecológicas e ajudam no plantio das mudas.

“Com o plantio, visamos à redução do aquecimento global. Assim proporcionamos um aumento na preservação das biodiversidades de fauna e flora, permitindo que a unidade de Itapissuma cumpra o compromisso de política ambiental do Grupo Petrópolis”, explicou Emerson Neves, Gerente de Comunicação. Além das mais de 20 mil árvores em Itapissuma, por meio do Projeto AMA, já foram plantadas 48.221 árvores em Boituva, 392.075 em Petrópolis, 536.945 em Teresópolis, 113.492 em Rondonópolis e 26.012 em Alagoinhas.

Construção civil

A construção civil é um dos setores que causam mais impactos ao meio ambiente. Para ajudar a diminuir esses impactos e contribuir para a conservação ambiental, a MRV Engenharia adota diversas práticas sustentáveis nos seus empreendimentos, entre elas o plantio de árvores. Nos primeiros quatro meses do ano, a construtora já plantou mais de 28 mil árvores no país, sendo 1.835 no Nordeste. Desde 2010, foi cultivado um total de 1 milhão de plantas pela companhia.

Além disso, a empresa está investindo R$ 800 milhões no maior projeto de energia fotovoltaica de uma empresa privada no Brasil. A expectativa é entregar 220 mil unidades com esse sistema em até cinco anos, o que representará 100% dos lançamentos, redução da emissão de 26 mil toneladas de CO2 e preservação de pelo menos 160 mil árvores. Em Pernambuco, a construtora está lançando seu terceiro empreendimento da linha Eco. Camaragibe, Caruaru e Paulista vão ter unidades do Minha Casa, Minha Vida com painéis de energia solar implantados para utilização nas áreas comuns, o que vai gerar economia na energia elétrica desses espaços.


Estrada de Aldeia é arrasada por vendaval… do descaso

Não, não passou nenhum vendaval nem furacão por aqui, mas o que acontece com as placas de trânsito da Estrada de Aldeia dá a impressão de que alguma ventania muito forte passou arrastando o que havia pela frente.

vendaval em aldeia

A rodovia, que margeia o comércio, chácaras e condomínios de Aldeia, está cada dia mais descuidada. Aqui, a ação das chuvas, do vandalismo e de acidentes de carro vai deixando seu rastro e parece não haver absolutamente ninguém preocupado com a estética ou com a segurança na via.

Em abril, o PorAqui esteve na sede do Departamento de Estradas de Rodagem e ouviu do presidente da instituição, Carlos Estima, que o Governo do Estado não tinha dinheiro para a manutenção da rodovia, que estava sem contrato para sinalização, mas que faria um esforço para ao menos reparar as placas caídas. Os bons ventos anunciados não vieram. Em seu lugar, o vendaval do descaso.

Fotos: Tatiana Portela

por Tatiana Portela

PorAqui


Beber café reduz risco de morte, diz estudo

Beber café reduz o risco de morte. De acordo com estudo realizado pela JAMA Internal Medicine – feito com mais de 14.200 voluntários, entre 38 e 73 anos, durante 10 anos -, seis a sete xícaras diárias da bebida podem reduzir em até 16% o risco de morte prematura.

Outro estudo, publicado pelo Journal of American College of Cardiology, afirma que a cafeína pode ser uma forte aliada à saúde do coração e na prevenção de algumas anomalias, protegendo o coração da fibrilação atrial.

A recomendação é que a cafeína seja consumida em forma de café ou chá e nunca nos energéticos.


Conclusão da escavação do túnel Milagres do Projeto de Integração do Rio São Francisco

Foto: Ed Ferreira/MI

O Ministério da Integração Nacional concluiu, nesta terça-feira (10), a escavação do túnel Milagres, localizado na divisa dos estados de Pernambuco e do Ceará, no Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco;

A estrutura tem quase um quilômetro de extensão e cerca de nove metros de diâmetro;

O túnel Milagres é a primeira estrutura de engenharia do projeto no estado do Ceará e a última construção da etapa 1N do Eixo Norte;

Com o término das escavações, equipes técnicas vão trabalhar nos serviços finais do túnel Milagres: piso e acabamento interno das paredes;

De acordo com o cronograma oficial de execução das obras do Eixo Norte, a previsão é de que as águas do Rio São Francisco atravessem o túnel Milagres até setembro deste ano;

Atualmente, as águas do Rio São Francisco já avançam por 80 quilômetros dos canais do Eixo Norte até a terceira estação de bombeamento (EBI-3);

Trechos da etapa 1N estão com trabalhos 24 horas por dia e empregam mais mil profissionais;

Ao todo, o Eixo Norte é composto por 260 quilômetros de extensão, distribuídos em três etapas: 1N (140 quilômetros); 2N (39 quilômetros) e 3N (81 quilômetros);

A primeira etapa (1N) do Eixo Norte é responsável por dar funcionalidade ao trecho, pois capta a água do Rio São Francisco, em Cabrobó (PE), e a elevará por 188,1 metros de altura – por meio das três estações de bombeamento (EBI-1, 2 e 3). Após bombeada, a água seguirá por gravidade até os estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte;

As obras do Eixo Norte já registram 96% de execução física. São três estações de bombeamento, 15 reservatórios, 8 aquedutos e 3 túneis;

O Eixo Norte do Projeto São Francisco foi projetado para atender 223 cidades dos municípios do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A população dessas localidades soma mais de 7,1 milhões de habitantes;

Desde novembro de 2017, o Eixo Norte já atende mais de 12 mil moradores em comunidades rurais nos municípios de Cabrobó e Terra Nova (PE).


Consulado da China no Recife agora sob a liderança de Yan Yuqing

O Consulado Geral da China instalado no Recife celebrou dia (12) a chegada da nova cônsul geral, Yan Yuqing. Com a presença de diversos representantes do Governo do Estado, da Prefeitura do Recife e da sociedade consular pernambucana, ela fez um discurso apontando algumas diretrizes do trabalho a ser desenvolvido na Região Nordeste.

Yan Yuqing desembarcou no Recife no dia 9 de junho para substituir a diplomata Li Feiyue, que foi a responsável pela fundação do consulado em 2016. Ela destacou o crescimento das relações diplomáticas entre a China e a região nos últimos anos.

“A cooperação entre a China e o Nordeste vem atingindo grande desenvolvimento. Há mais de 10 anos um grupo chinês investiu na construção do Porto de São Luís. E no futuro promoveremos cooperação nas áreas de comércio, energia, agricultura e intercâmbio entre pessoas”, afirmou no discurso. Ela ressaltou ainda o potencial nordestino nas áreas de turismo, agricultura e minerais.

A nova cônsul avalia que em 2017 o ano foi muito produtivo para a cooperação entre o Brasil e a China. E a longevidade da  diplomacia entre os países tem resultado num aprofundamento dessas relações, com resultados comerciais significativos. “O volume de exportações ultrapassou US$ 87,5 bilhões. A China tem sido a maior parceira comercial do Brasil por nove anos consecutivos. A minha confiança vem do grande potencial de cooperação entre a China e o Nordeste do Brasil”, afirmou Yan Yuqing.


Santander, Caixa e BB lideram ranking de reclamações contra bancos no 2º trimestre

Fabrício de Castro

O Santander, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil são as instituições que aparecem na liderança do mais recente Ranking de Instituições por Índice de Reclamações, divulgado nesta segunda, 16, pelo Banco Central. No topo do ranking, referente ao segundo trimestre de 2018, está o Santander, com índice de reclamações de 38,14. Nesta lista, são consideradas as instituições com mais de 4 milhões de clientes.

Bancos: No topo do ranking, referente ao segundo trimestre de 2018, está o Santander, com índice de reclamações de 38,14© Estadão No topo do ranking, referente ao segundo trimestre de 2018, está o Santander, com índice de reclamações de 38,14

Pela metodologia do BC, este índice é calculado com base no número de reclamações consideradas procedentes, dividido pelo número total de clientes do banco e multiplicado por um fator fixo (1.000.000). No caso do Santander, foram 1.576 reclamações consideradas procedentes no segundo trimestre, numa base total de 41.311.632 clientes.

Na segunda posição entre os bancos que foram alvos de reclamações aparece a Caixa, com índice de 27,68 (2.475 reclamações procedentes e 89.400.030 clientes). Na terceira posição do ranking está o Banco do Brasil, com índice de 20,85, resultado de 1.301 reclamações procedentes numa base de 62.371.119 clientes.

Na sequência do ranking, ainda considerando os bancos e as financeiras com mais de 4 milhões de clientes, aparecem Bradesco (índice de 19,61), Itaú (18,61), Banrisul (18,57), Votorantim (14,10), Banco CSF (5,84), Pernambucanas (4,55), Midway (4,38%) e Banco do Nordeste (0,61).

Reclamações. Entre os assuntos que mais motivam reclamações por parte dos clientes, o campeão é o item “irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços, exceto as relacionadas a cartão de crédito, cartão de débito, internet banking e ATM”. Ao todo, de acordo com o BC, este assunto gerou 1.656 reclamações com indícios de descumprimento das regras em vigor.

Na sequência dos assuntos mais reclamados aparecem “oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada” e, em seguida, “irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito”.

Instituições menores. Entre as instituições financeiras com menos de 4 milhões de clientes, a Agiplan está no topo do ranking de reclamações do segundo trimestre, com índice de 143,57. Na sequência aparecem Paraná Banco (133,75), BRB (130,16), PAN (88,28) e Safra (78,42).

Estadão


O uso da bicicleta como ferramenta para o estudo da paisagem

Qualquer nova proposição na ciência começa pelo uso dos sentidos. “É só dos sentidos que procede toda a autenticidade, toda a boa consciência, toda a evidência da verdade”, dizia Nietzsche. Embora as circunstâncias mudem historicamente, é inegável que as atuais tecnologias ampliam as possibilidades dos sentidos. No entanto, elas não representam um bem em si mesmo, pelo menos no que se refere à ciência. Primeiramente, os ganhos de tempo decorrentes das tecnologias, que tornam tudo mais rápido, muitas vezes se transformam numa verdadeira apologia à velocidade e à quantidade, ficando muitos campos carentes de investigação e de novas proposições. Como em um círculo vicioso, velocidade e quantidade tendem a sobrepor o uso de um sentido (a visão), em detrimento de outros. Mas em se tratando de estudos sobre sistemas complexos como a paisagem e sua transformação, o uso dos demais sentidos pode ter uma importância diferenciada.

Paisagem e transformação são duas coisas que andam juntas. A paisagem nunca está congelada ou permanece estática. Em um permanente processo de transformação, ela se constitui em uma resultante do encontro de forças humanas e não humanas. Nesse encontro, o tempo desempenha um importante aspecto: olhar uma paisagem significa olhar para o passado. É aí que entra a bicicleta. Ela pode vir a favorecer, em uma escala que lhe é própria, alternativas de percepção de muitos elementos da paisagem e, ao mesmo tempo, discutir as possibilidades metodológicas que a mesma oferece no estudo da história ambiental.

Quase toda criança já viajou de bicicleta por lugares distantes. Eu não fui uma exceção. Na minha estive em terras longínquas a partir de meus seis anos. Não existiam duas voltas iguais. Mas lá pelos meus 12 essa magia encolheu e a bicicleta sumiu do meu horizonte. Em um belo dia, uns 50 anos depois, o trânsito infernal da cidade me obrigou a alugar uma bicicleta para um compromisso. Foi só sentar nela e toda a magia dos meus seis anos voltou no ato. Andar de bicicleta é, antes de qualquer coisa, algo extremamente lúdico. Você pode dirigir um carro mal-humorado; uma bicicleta, jamais.

Adulto, pude ver novamente que o transporte ativo possibilita outras maneiras de se perceber a paisagem. As bicicletas permitem novas experiências e percepções mesmo em paisagens familiares. Isso porque andar de bicicleta estimula substancialmente o uso combinado dos sentidos humanos.

Meio que sem querer, ou querendo, essa minha percepção se alinhou totalmente ao movimento da Slow Science, que defende o direito de cientistas fugirem da corrida pelo grande número de publicações e priorizem a qualidade da pesquisa. Portanto, venho desenvolvendo cada vez mais estudos da paisagem utilizando a bicicleta como meio de transporte e ferramenta de pesquisa.

A bicicleta é considerada o veículo de propulsão humana mais eficiente já inventado pelo homem. Trata-se de um veículo extremamente útil para deslocamentos curtos, a um custo baixíssimo. É um meio de transporte porta a porta, amigável, não poluente, espacialmente econômico, de fácil manuseio e de barata manutenção, de fácil integração com outros meios de transporte, acessível a todas as idades e classes sociais e um excelente exercício físico. Além disso, a bicicleta permite uma elevada flexibilidade ao seu usuário por não estar presa a horários e rotas prefixadas, podendo ainda circular em locais inacessíveis a outras modalidades de transporte.

Muitos laços ligam a bicicleta a políticas ambientais, notadamente no que se refere à poluição ambiental e à conservação de energia. A comparação com outras formas de transporte passivo (como o automóvel e motocicleta) traz talvez como principal distintivo justamente o acesso aos sentidos. Em uma autobiografia, o historiador britânico Eric Hobsbawm diz que os ciclistas se deslocam à velocidade das reações humanas e não estão isolados da luz, do ar, dos sons e aromas naturais por trás de para-brisas de vidro

A percepção do ambiente através do corpo constitui uma prática espacial que comprime o tempo, expande distâncias e torna os lugares mais densos em detalhes e complexidade. Experiências sensoriais através da visão, sons, tato e cheiros precedem a construção de significados através da linguagem e, frequentemente não podem ser convertidas em palavras. A percepção sensorial constitui assim um elemento essencial na prática da história ambiental. No entanto, é importante ressaltar que embora os sentidos sejam fundamentais para a obtenção de dados na pesquisa, eles não são os mesmos nas diferentes culturas. Ou seja, existe uma interpolação cultural entre sentidos e cultura. Imagens, cheiros, sons, texturas, gostos, palavras e qualquer outro aspecto da cultura são elementos relevantes para a maneira como apreendemos o mundo.

O transporte ativo possibilita outras maneiras de se perceber a paisagem. As bicicletas permitem novas experiências e percepções mesmo em paisagens familiares. Isso porque andar de bicicleta estimula substancialmente o uso combinado dos sentidos humanos

Na sua construção, a ciência não pode prescindir de novos paradigmas, modelos, representações e interpretações de mundo. Estes são alcançados pelo pesquisador por caminhos os mais diversos, mas sempre pela intermediação dos sentidos humanos. A mudança de paradigmas, particularmente aqueles ligados ao estudo da paisagem, muitas vezes aparece de forma fortuita, não intencional, tendo como porta de entrada os sentidos de quem a pesquisa. Cores, formas, ritmos, odores e sons circundantes trazem informações ao cérebro que, reagindo com percepções e conhecimentos anteriores, podem abrir novas combinações de sensações e pensamentos, possibilitando a sua organização sob a forma de um novo caminho.

O entrar em contato com a paisagem em sua vertente natural e cultural representa um convite a novas interpretações que ligam as relações entre os seres humanos e as paisagens, mediado por um uso mais intenso dos sentidos.

Por Rogério de Oliveira – diretor do Departamento de Geografia e Meio Ambiente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). É doutor em Geografia pela UFRJ. Suas áreas de pesquisa são a Ecologia da Mata Atlântica, História ambiental e Ecologia histórica.

Revista algomais


Corrida ‘Eu Amo Recife’ terá Djs durante o percurso

A maratona passa pelos principais pontos turísticos da Cidade


Evento espera reunir três mil corredores
Foto: Divulgação

Os corredores podem se preparar para a corrida ‘Eu Amo Recife’. Será dia 22 de setembro, com percursos de 5 e 10km, a sexta edição passará por pontos turísticos do Recife, como o Forte das Cinco Pontas, Cais José Estelita, Rua da Aurora, entre outros. Esta edição contará com um reforço extra na programação.

Além das belas paisagens e pontos turísticos do Recife Antigo, o trajeto contará com luz cênica, Djs e atrações culturais para motivar os corredores. A largada acontece às 18h, em frente do Paço Alfândega.