Crea começa a fiscalizar shoppings em Pernambuco

Serão vistoriados 12 centros de compras no Recife, Camaragibe, Jaboatão, Igarassu, Petrolina, Paulista, Cabo de Santo Agostinho, Vitória de Santo Antão e Caruaru

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O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) começa, nesta segunda-feira, uma fiscalização dirigida aos shoppings centers instalados no estado. Ao todo serão vistoriados 12 centros de compras: nos shoppings do Recife, Camaragibe, Jaboatão, Igarassu, Petrolina, Paulista, Cabo de Santo Agostinho, Vitória de Santo Antão e Caruaru.

Os seis agentes fiscais do órgão vão fiscalizar as centrais de ar condicionado, telefônica, geradora de energia, segurança eletrônica, além de poço tubular, cabeamento lógico, subestação elétrica, combate a incêndio, além de mais obras, reformas e intervenções em manutenção prediais.

Cemitério dos Ingleses: patrimônio abandonado no Recife

Sem investimentos do Consulado Britânico nem do poder público estadual, histórico cemitério permanece esquecido no centro do Recife

por Alexandre Cunha

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Local sobrevive de doações
Areli Quirino/LeiaJáImagens

Um pedaço da história imperial do Brasil desprezado pelo poder público. Tombado como patrimônio de Pernambuco em 1984, o Cemitério dos Ingleses – a primeira necrópole do Recife, datada de 1814 – padece com a falta de investimentos. Localizado no coração do Recife, entre as avenidas Norte e Cruz Cabugá, no bairro de Santo Amaro, o espaço sobrevive às custas de doações dos associados, suficientes apenas para reparos básicos.

Administrador do local há 22 anos, Esmeraldo Marinho explica que o terreno pertence ao Consulado Britânico, porém o órgão não se responsabiliza com a manutenção. “O Consulado abandonou. Já fiz repetidas reuniões, eles indicam empresas que poderiam ajudar (financeiramente), mas nada sai do papel. Nos mantemos aos trancos e barrancos”. A reportagem entrou em contato com o Consulado Britânico e, até a publicação da matéria, não recebeu nenhum posicionamento sobre a situação.

Ferrugem, rachaduras, túmulos cobertos pelo mato. O valor arrecadado pelas doações dos membros da Sociedade Administradora do Cemitério dos Ingleses não cobre todas as despesas necessárias para manter o local como se deve. “Dos 200 membros, cerca de 80 pagam a mensalidade de R$ 120. Só nos túmulos de parede, gastei R$ 15 mil ano passado, porque o gesso da parte de cima estava afundando. A gente faz o que pode, né?”, lamenta Esmeraldo Marinho.

Casos de invasões e furtos de objetos se tornaram comuns no cemitério. “Quando eu era menino, tinham vasos em cima dos túmulos que valiam uma fortuna. Roubaram todos. Os vândalos subiam aí direto, quebravam tudo, já levaram escada, carro de mão, até a fiação elétrica”, testemunhou Luiz Augusto Vieiro, que morou em frente ao cemitério por vários anos e hoje tem um comércio no local. Na tentativa de coibir práticas criminosas, três câmeras de segurança e cercas elétricas foram instaladas ao longo do terreno.

Um projeto para restaurar o local foi inscrito no Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) e segue no processo de aprovação. Para o consultor aposentado Richard Conolly, descendente de irlandeses cujos familiares estão enterrados no Cemitério dos Ingleses, o projeto deve buscar retomar a identidade do espaço. “Gradativamente, a estrutura do cemitério foi alterada. A capela, a parte da frente que antes não tinha muro (só grades). É necessário colocar em ordem, sair do estado de abandono”. Apesar de sempre parecer fechado, o Cemitério dos Ingleses é aberto ao público e continua a fazer sepultamentos.

História

Originalmente denominado de British Cemetery, o cemitério foi doado no século XIX por Dom João VI ao Cônsul Inglês, após o decreto da Abertura dos Portos às Nações Amigas. Um dos artigos do tratado versava justamente sobre a designação de lugares para o sepultamento de cidadãos britânicos que morressem em outros países. No Brasil, a Igreja Católica desautorizava o enterro dos não-católicos em seus templos e os súditos britânicos eram sepultados nas praias e nas campinas. Além do Recife, foram construídos cemitérios ingleses em Natal, Salvador e Rio de Janeiro.

Mas não só cidadãos da Grã-Bretanha estão enterrados no Cemitério dos Ingleses do Recife. A lápide do General Abreu e Lima é a mais famosa do local: por ser maçom, o militar não pôde ser enterrado no Cemitério de Santo Amaro e foi sepultado no dos Ingleses, em 1869. Apesar de pertencer ao Consulado Britânico, pessoas de quaisquer nacionalidades podem ser enterradas no local. Atualmente, um jazigo no Cemitério dos Ingleses custa cerca de R$ 2 mil. Neste ano de 2016, oito sepultamentos foram realizados no local.

Leia já

Projeto de Lei visa proibir a exigência de experiência prévia do estagiário

Em discussão, outra proposta pretende ampliar o prazo máximo do contrato

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O mercado de trabalho enfrenta atualmente uma das piores crises do país. Só no primeiro semestre desse ano mais de 530 mil vagas foram descartadas, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do trabalho. É o pior cenário das últimas décadas, e a população mais jovem é a mais impactada. Muitos estão em busca do primeiro emprego e tem o grande desafio de conquistar uma posição para adquirir conhecimento profissional num momento em que o mercado está mais seletivo e prioriza a experiência. Estima-se mais de 4 milhões de candidatos entre 14 e 24 anos procurando uma oportunidade.

O quadro é preocupante para o grupo, que fica à margem do mercado justamente pela falta de experiência e baixa qualificação profissional. Diante disso, os programas de estágio e aprendizagem tem sido sua maior estratégia, pois, na maioria das vezes são direcionados exclusivamente para essa parcela da população e, são a principal ferramenta para o estudante ingressar no emprego formal, adquirir experiência e projetar a carreira. Porém, na prática, algumas regras na regulamentação dão espaço para interpretações distorcidas, por parte de alguns empregadores desinformados ou mal-intencionados, gerando alguns inconvenientes aos jovens. Por isso, várias questões estão sendo discutidas no âmbito legal, visando tornar mais claras todas as normas e facilitar o sistema para os estudantes e as empresas.

Exigir experiência do estagiário pode ser proibido por lei

Está em análise na Câmara dos Deputados um projeto de lei proposto pelo Senador Acir Gurgacz (PDT-RO) que impede a exigência de experiência na contratação de estagiários e também proíbe que isso seja critério para seleção. O texto do projeto informa que inúmeros estudantes denunciaram várias empresas que vem adotando essa prática, o que expressa uma contradição com o objetivo do estágio, que é uma importante ferramenta de aprendizado na transição do sistema educacional para o mercado de trabalho. De acordo com a justificativa do projeto, os empregadores que exigem uma experiência prévia na seleção e admissão usam o estágio para encobrir um vínculo empregatício “como forma de obter mão de obra barata, fraudando os fins educacionais do instituto” – conforme o texto. Logo, o PLS nº 140/2015 serviria como uma medida para a proteção dos estudantes, que pretende acabar com essa prática que fere tanto a legislação do estágio quanto a trabalhista. A empresa que descumprir a norma ficará sujeita a multa de R$3.000 a R$30.000.

Tiago Mavichian, diretor da Companhia de Estágios, assessoria especializada no recrutamento e seleção de estagiários, afirma que o jovem também deve ser criterioso na hora de se candidatar à uma vaga, pois essa realidade já faz parte da ética de grandes empresas, que não veem o estágio somente como uma alternativa para preencher postos de trabalho, mas também como uma estratégia para qualificar os estudantes e treiná-los para que se tornem profissionais de acordo com seus objetivos. “Ainda que boa parte das empresas esteja focada no potencial do jovem, a alteração serve para proteger a proposta do programa que é, sobretudo, ensinar e preparar o jovem para o mercado de trabalho. Alterações como essas são um avanço pois ajudam a diminuir brechas na lei e tornam a experiência mais proveitosa tanto para o estagiário quanto para a empresa concedente” – acrescenta.

Contratos podem ter tempo mais longo

Recentemente a Comissão de Educação da Câmara aprovou uma proposta que permite a renovação do contrato de estágio e jovem aprendiz por mais um ano, totalizando um período de duração máxima de três anos de permanência na mesma empresa, caso ambas as partes julguem necessário e a instituição de ensino esteja de acordo. A aprovação da proposta substitutiva, apresentada pela deputada Josi Nunes (PMDB-TO), engloba alterações da PL 4579/09, de autoria do ex-deputado Dr. Pinotti que visava ampliar o prazo máximo de estágio e tornar obrigatória a concessão de auxilio-refeição.

A justificativa da proposta é considerar as necessidades de formação das diferentes áreas, com o argumento de que a especialização e o domínio de algumas delas requerem mais tempo, portanto é importante observar a relevância das diversas configurações e estruturas curriculares, que podem exigir um processo maior de aprendizagem prática. Ainda em tramitação, o projeto será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

O que a lei determina

Atualmente a lei estabelece que o estudante pode realizar o estágio por no máximo dois anos na mesma instituição. Geralmente os contratos são feitos com duração prevista de 12 meses, podendo ser renovados, no final do período vigente, por mais 12 meses. Ao completar o prazo o estudante é efetivado ou dispensado, mas ainda poderá estagiar em outras organizações. Segundo especialistas essa medida evita que as empresas acabem atribuindo um trabalho profissional a um estagiário pelo fato de ser uma mão de obra mais barata, o que iria prejudicar o aprendizado e rendimento do jovem, além de fugir dos princípios do estágio, que é complementar a educação de futuros profissionais e não substituir o serviço especializado.

Como funcionam as mudanças

Com a alteração o prazo máximo de duração do estágio passará para três anos. A limitação legal ainda permanece como uma medida precatória para evitar que a organização encare o estagiário um substituto do profissional formado. As regras iniciais permanecem as mesmas, porém, o contrato poderá ser renovado mais uma vez, mesmo após completar dois anos. Mavichian acredita que ampliar esse período pode proporcionar maior qualidade de formação teórica e prática: “Essa mudança pode beneficiar principalmente alunos de curso mais longos como engenharias e direto, por exemplo. Além disso, também deve-se considerar o interesse do próprio estagiário em se aprofundar na experiência profissional proporcionada pelo estágio na empresa em que atua – Nada impede que ele estagie em diferentes empresas durante sua graduação”.

Auxílio-alimentação

O projeto original ainda tornava obrigatória a concessão de auxílio-alimentação aos estagiários pela empresa contratante, porém essa emenda não foi aprovada. A justificativa para a decisão foi o custo maior que essa medida acarretaria as empresas, e que, consequentemente refletiria no número de contratações, reduzindo consideravelmente. Para Rafael Pinheiro, gerente de Recursos Humanos, obrigar as empresas a fornecerem esse auxílio poderia representar mais perdas do que ganhos: “O principal incentivo da Lei é justamente flexibilizar a contratação, essa característica é importante para estimular a oferta de vagas de estágio nas empresas. Obrigações contratuais poderiam surtir justamente o efeito contrário, desmotivando o empregador a investir em um profissional inexperiente, apesar de boa parte das empresas oferecer o benefício. Neste âmbito, manter a essência do programa é essencial para garantir a oferta de vagas voltada justamente para a parcela da população que mais carece de oportunidade – o foco é criar vagas, inserir o jovem e gerar aprendizado”.

Saiba mais sobre a regulamentação atual

A Lei do Estágio, em vigor desde setembro de 2008, representou significativo avanço para os estudantes. Apesar de não caracterizar vínculo empregatício a legislação garantiu alguns benefícios aos estagiários para melhorar suas condições de aprendizagem e assegurar um bom desempenho nos estudos. Para isso há algumas regras estabelecidas, como o limite máximo de cumprimento da jornada de estágio, visando conciliar a experiência profissional e o desenvolvimento acadêmico do jovem. A lei determina: 4 horas diárias (20 horas semanais) para estudantes de Educação Especial e dos anos finais do Ensino Fundamental (modalidade profissional de Educação de Jovens e Adultos) e 6 horas diárias (30 horas semanais) para estudantes do Ensino Superior, da Educação Profissional de nível médio e do Ensino Médio regular.

Além disso, em dias de prova deve haver redução da jornada. Se a instituição de ensino adotar avaliações periódicas ou finais, a empresa deverá ser previamente comunicada e a carga horária do estágio, durante esse período, deverá ser reduzida pela metade para garantir o melhor aproveitamento dos estudos. A legislação também garante o direito a recesso de 30 dias, para contratos com duração igual ou superior a um ano, e proporcional se duração for inferior a 12 meses. Caso o estagiário receba bolsa-auxílio o recesso deverá ser remunerado. O descumprimento dessas medidas confere vínculo trabalhista ao estagiário e pode gerar punição. A empresa ainda pode oferecer, voluntariamente, outros benefícios aos estudantes, mas isso não deve descaracterizar a natureza do estágio.

Fonte: Companhia de Estágios | PPM Human Resources

PARQUE DO BAOBÁ, O COMEÇO E O FIM DO PARQUE CAPIBARIBE? – Por Augusto Saboia

O Parque do Baobá é 0,5 Km de um ambicioso Projeto Capibaribe que dizem vai contemplar 35 Km, das duas margens do Rio Capibaribe cobrindo quase toda zona norte do Recife.

Este início é muito importante, os materiais utilizados são em grande parte reutilizados e ecológicos, e acho eu, com um custo reduzido, mas como tudo nas nossas administrações é supervalorizado, temo que esse grande e importante projeto que poderia ser implantado num tempo muito curto se fosse mantido esse modelo, e não as obras faraônicas que sempre são executadas para beneficiar os bolsos das construtoras e políticos e administradores de plantão, pode não terminar na minha geração.

Já participei de algumas reuniões de apresentação e acompanhamento do Projeto Capibaribe, na estação ecológica do Parque da Jaqueira as pessoas podem conhecer o projeto, mas infelizmente não acredito na finalização desse projeto pelo menos enquanto eu vivo estiver, e olhe que penso em viver muito.

Nada em nossas administrações é pensado como política de estado e sim como de governo, o administrador que entra faz o possível para apagar as marcas sejam elas boas ou ruins do que saiu, esse projeto e outros na cidade não vão terminar em uma administração, ou em duas, mas de várias, esse é um deles, por isso não acredito em sua finalização.

Espero estar errado, mas a história é implacável e infelizmente mostra essa situação.

Algumas lindas fotos do real Parque Capibaribe, que vai ficar apenas no Parque do Baobá:

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Terminal Açucareiro vai começar a funcionar em Suape para exportação

Terminal recebeu R$ 130 milhões em investimento e começa a operar nesta safra

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Terminal terá capacidade para movimentar 750 mil toneladas de açúcar por ano
Divulgação/Suape

Adriana Guarda

O Terminal Açucareiro do Porto de Suape (empreendimento da Odebrecht TransPort com a Agrovia) começa a operar no próximo mês, aproveitando o início das exportações da safra 2016/2017.O funcionamento-piloto será realizado inicialmente com duas usinas pernambucanas e depois vai ser ampliado. Localizado na retroárea do cais 5, o terminal recebeu investimento de R$ 130 milhões e tem capacidade para movimentar 750 toneladas de açúcar por ano. O local será dedicado aos embarques de açúcar refinado, deixando para o Porto do Recife as exportações de VHP (antigo demerara).

“A principal vantagem do terminal será garantir eficiência às exportações de açúcar. O produto sofria com a pouca disponibilidade de cais e o embarque chegava a demorar até 15 dias (com o novo equipamento poderá diminuir para cinco dias). Suape também poderá servir de plataforma de exportação para outros Estados”, acredita o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e presidente do Porto de Suape, Thiago Norões.

O Brasil é o maior exportador mundial de açúcar e a região do Centro-Sul ao lado de Pernambuco são os principais fornecedores internacionais do produto refinado. Em 2015, o açúcar apareceu no topo das principais mercadorias embarcadas pelo Estado, respondendo por 10,69% da pauta. A expectativa para este ano é que a produção de açúcar alcance 900 mil toneladas. Desse total, 600 mil toneladas seguem para o mercado externo, sendo aproximadamente metade de refinado e a outra metade de VHP.

“A operação do terminal é um sintoma de que a condição logística de Pernambuco é favorável e diferenciada no Nordeste. Esse terminal dedicado vai consolidar Suape como um exportador de açúcar refinado. O porto é credenciado na Bolsa de Valores de Londres, estando apto a realizar entregas técnicas”, explica o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha. O terminal tem localização privilegiada para atender às principais regiões consumidoras do Mediterrâneo, Costa da África, Oriente Médio e Europa. “A África é um mercado-alvo, principalmente países como Nigéria, África do Sul e Gana”, observa Cunha.

Em 2015 foram embarcadas 103,9 mil toneladas de açúcar pelo Porto de Suape (como carga solta) e outras 91,6 mil toneladas por contêiner. “No futuro, além de exportar um dos principais produtos da economia pernambucana, que é o açúcar, o terminal poderá servir para exportação de importação de outros grãos, a exemplo de malte, cevada, milho, farelo e soja”, adianta Norões.

INVESTIMENTO

Nos últimos anos, as usinas pernambucanas vêm investindo na reformulação das fábricas para produzir açúcar refinado, que tem maior valor agregado, mas também têm custos de fabricação mais elevados. Alguns exemplos são Trapiche, Ipojuca, Olho D’Água, Trapiche, Santa Tereza e Petribú.

O Terminal Açucareiro também poderá operar com navios de maior porte, passando de embarcações com capacidade de 10 mil toneladas para 35 mil toneladas. O terminal ocupa uma área de 72,5 mil metros quadrados e tem um berço de atracação de 355 metros de extensão.

JC Economia

Voluntários constroem poços artesianos e levam água ao Sertão de Pernambuco

O Projeto Irrigar foi idealizado pela ONG Ação Solidária no Sertão e já perfurou dois poços no Sertão pernambucano

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O Projeto Irrigar foi idealizado pela ONG Ação Solidária no Sertão e já perfurou dois poços no Sertão pernambucano
Lau Gomes/Divulgação

Pedro Alves

Na clássica canção Asa Branca, Luiz Gonzaga diz que, por falta d’água, perdeu o gado e que de sede, morreu o alazão. Em grande parte do Sertão de Pernambuco, distante de tudo, essa realidade, que mais parece ficção ou um simples clichê, já dura cerca de cinco anos e deve continuar ao menos pelo próximo trimestre, de acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos. Além disso, a pouca quantidade de chuva que ocorreu no mês de agosto colaborou para o agravamento da seca no Estado, tornando única alternativa da população esperar ajuda do governo, com os escassos caminhões-pipa, ou de anônimos que, como podem, tentam facilitar a luta por sobrevivência do sertanejo. Tentando mudar esse quadro, voluntários têm feito praticamente um milagre: levar água a até onde não chove há mais de meia década. Isso é possível graças à implantação de poços artesianos, construídos totalmente por meio de doações.

O “Projeto Irrigar” foi idealizado pela ONG Ação Solidária no Sertão, que há quatro anos vem realizando projetos de arrecadação de donativos e melhoria da qualidade de vida de famílias do interior de Pernambuco. Neste ano, já foram perfurados dois poços artesianos. A diferença destes para os poços convencionais é que, por chegar a camadas mais profundas da terra, as águas fluem naturalmente até a superfície. O primeiro deles, no Sítio Baixa 1, foi inaugurado no mês de março e o outro, na Baixa 2, ficou pronto no último dia 17, ambos no município de Manari, no Sertão do Moxotó. Vice-presidente da organização, Lau Gomes explica que todo o processo de arrecadação do dinheiro para as construções foi feito em um tempo consideravelmente curto, com um intervalo de menos de seis meses desde a construção do primeiro equipamento.

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Na Baixa 1, por exemplo, 113 famílias foram beneficiadas, cerca de 800 pessoas. No local, foi implantada uma caixa d’água de cinco mil litros, com quatro torneiras e um cocho, para que, além da comunidade, os animais também se beneficiem da água do poço. O próximo passo é a perfuração de mais um equipamento, mas, desta vez, os organizadores pretendem incentivar a agricultura local. “Quando não tem água nem para as pessoas, os donos de animais, sem saída, soltam os bichos, na tentativa desesperada de que eles encontrem sobrevivência. O poço é uma saída também nesse sentido”, explicou Lau Gomes. De acordo com ela, o próximo equipamento tem previsão de perfuração para o começo do ano que vem, e deve servir principalmente para a irrigação da terra para o plantio de milho e feijão. “O objetivo é fazer com que essas pessoas se sustentem por meio da agricultura familiar, que já é uma prática comum entre essas famílias, mas não tão acessível, por causa da seca”, completou Lau Gomes.

Ao todo, 50 pessoas ficaram responsáveis por arrecadar R$ 500 cada, totalizando os R$ 25 mil pagos à empresa por cada poço, sendo que a ONG ainda está realizando a venda de rifas, a R$ 3, para arrecadar os R$ 4 mil que ainda faltam para quitar este último. Após essa etapa, começarão os preparativos para o terceiro poço. Além do “Projeto Irrigar”, a Ação Solidária no Sertão também realiza a entrega de cestas de alimentos aos sertanejos. “Nas manhãs de domingo, estamos sempre no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, recebendo doações. Além disso, temos um endereço para quem quer doar durante a semana e a conta bancária da ONG”, explicou Lau Gomes.

AÇÃO SOLIDÁRIA

A ideia de criação da ONG surgiu em 2012, no começo da pior seca registrada nas últimas décadas. No início, era apenas uma ação de família, em que diversas pessoas abriram mão do 13º salário para levar 411 cestas básicas ao Sertão. A partir daí, o trabalho só aumentou Mais gente, incluindo artistas e celebridades, se solidarizou com a causa e mais serviços foram prestados. “Realizamos brechós, até com roupas de famosos, para arrecadar fundos. O próximo será em dezembro”, afirmou a vice-presidente da ONG. A organização também já construiu quatro casas e reformou outras três.O sonho, agora, é a construção de uma escola para os moradores do semiárido.

“Não dá pra tirar as pessoas do local, porque movê-los seria mover suas raízes e identidades. O que dá pra fazer, sim, é tirá-los do conformismo. Eles têm que saber que podem ser grandes e a educação é o primeiro passo para isso”, disse Lau. Para o Dia das Crianças, os voluntários estão recebendo brinquedos para serem levados aos “Pequenos Sertanejos”, como foi nomeada a ação. Quem quiser colaborar com qualquer um dos projetos da ONG pode fazê-lo pessoalmente durante a semana, na rua Francisco de Paula Machado, Nº 44, no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife. Os voluntários ficam no parque Dona Lindu das 9h ao meio-dia. Também é possível doar através da conta bancária da entidade: Caixa Econômica Federal, ag. 3018, conta corrente 01642-0, CNPJ 21.274.788/0001-02.

JC Cidades

Boleria das Marias vai abrir nas Graças

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Crédito: Divulgação/boleriadasmarias.com.br

Boleria das Marias ganha unidade nas Graças até o fim de novembro. Na foto, o famoso bolo formigueiro – Crédito: Divulgação/boleriadasmarias.com.br

Imagine comer um bolo de chocolate com sabor de “casa da avó”. Essa é a proposta da Boleria das Marias, comandada pelas empresárias Maria Elizzbeth Guimarães e Maria Jackelyne Aleixo, que abrem a segunda unidade do espaço no bairro das Graças até o fim de novembro. Entre as receitas estão bolo de banana com canela, limão siciliano, formigueiro, cenoura com chocolate, capuccino, churros, laranja, paçoca, entre tantos outros. O projeto arquitetônico é assinado por Isis Lopes, todo decorado em tons candy colors.

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Crédito: Divulgação/boleriadasmarias.com.br

Maior radiotelescópio do mundo começa a funcionar na China em busca de ETs

A instalação do aparelho começou em março de 2011 e custou o equivalente a 165 milhões de euros

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AFP

Telescópio Fast tem uma abertura esférica de 500 metros de diâmetro, cobre uma superfície equivalente a 30 campos de futebol e está instalado em uma zona rural
O maior radiotelescópio do mundo começou a funcionar neste domingo no sudoeste da China, dentro de um grande projeto cujo objetivo é, segundo Pequim, detectar vida inteligente extraterrestre.

Chamado pelos cientistas de “Five-hundred-metre Aperture Spherical Radio Telescope” (FAST), o telescópio, que apresenta uma abertura esférica de 500 metros de diâmetro, cobre uma superfície equivalente a 30 campos de futebol, e está instalado em uma zona rural da província de Guizhou (sudoeste).

A instalação, que começou em março de 2011, custou 1,2 bilhão de iuanes (165 milhões de euros) e supera em tamanho o radiotelescópio de Arecibo, situado em Porto Rico, que tem um diâmetro de 305 metros.

O diretor-geral da Sociedade China de Astronomia, Wu Xiangping, declarou no ano passado à agência de notícias chinesa que o alto grau de sensibiidade do FAST vai “ajudar a busar vida inteligência fora de nossa galáxia”.

Quase 10 mil habitantes que residem em um raio de 5 km ao redor do dispositivo de escuta tiveram de ser realocados para dar espaço ao instrumento.

Milhares de chineses já tiveram que abandonar seus lares em função de grandes projetos de infraestruturas, como represas e canais. Grande número deles denunciou que as indenizações foram muito pequenas.

Pequim aumenta seus investimentos no campo da astronomia, acelerando seu programa espacial, com a intenção de colocar em órbita uma estação permanente antes de 2020, a fim de enviar um homem à Lua.

Da AFP

BID, SEAIN/MP e Enap realizarão seminário sobre os impactos fiscais das Parcerias Público-Privadas

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O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Secretaria de Assuntos Internacionais (SEAIN/MP) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) realizarão, no dia 29 de setembro, o sétimo evento do Ciclo de Seminários em Infraestrutura e Parcerias para o Desenvolvimento: Formação em Alianças Público-Privadas.

O seminário acontecerá no auditório Celso Furtado, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), em Brasília, de 9h às 12h30 e de 14h às 18h, e terá como tema Os Impactos Fiscais das Parcerias Público-Privadas (PPPs).

O primeiro evento do ciclo, realizado no dia 27 de abril, tratou da Infraestrutura para a integração latino-americana. No dia 19 de maio, foi abordado o tema Projetos de infraestrutura e seus impactos sobre as desigualdades regionais. O terceiro seminário, realizado no dia 2 de junho, destacou A experiência subnacional com APPs. O evento seguinte abordou a Análise socioeconômica e projetos para APPs. Já o quinto seminário teve o tema Análise financeira, de risco e instrumentos de financiamento para projetos de Alianças Público-Privadas. O sexto seminário abordou o tema Evolução da regulação setorial, subnacional e o papel dos órgãos de controle externo nas APPs no Brasil.

Os servidores federais que tiverem interesse no certificado de Formação em APPs, para fins de aproveitamento no Programa de Aperfeiçoamento para Carreiras, deverão participar de no mínimo seis seminários, totalizando 30 horas, além de enviar um paper com análise das temáticas apresentadas. O paper será avaliado por professores da Enap e deverá conter entre três e cinco laudas. O prazo para envio é até 30 de outubro, para o e-mail formacao.carreiras@enap.gov.br.

Serviço:
Os Impactos Fiscais das Parcerias Público-Privadas (PPPs)
Data: 29 de setembro de 2016
Horário: 9h às 12h30 e 14h às 18h
Local: Auditório Celso Furtado (Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Bloco K, Subsolo)
Inscrições: portal da Enap

As parcerias público-privadas são a solução para a falta de creches?

A falta de vagas para bebês e crianças pequenas atinge mais de 50% das famílias brasileiras. Está na hora de as prefeituras fazerem parcerias para resolver o problema?

FLÁVIA YURI OSHIMA, COM BEATRIZ MORRONE

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Crianças brincam em creche da PPP, em Belo Horizonte. (Foto: Divulgação)

Para os municípios, a maior fragilidade em educação é a falta de vagas em creches. É um problema em que derrapamos há mais de uma década. Segundo a lei, deveria haver vagas para 50% das crianças brasileiras até 2005. O último número do IBGE mostra que, em 2013, somente 28% delas tinham o direito à creche assegurado. Em São Paulo, a maior e uma das cidades mais ricas do país, o déficit chega a 1.900 crianças sem vaga.

A ausência de locais seguros para deixar as crianças alimenta um ciclo de pobreza para a população carente. Em muitas famílias, isso obriga um dos pais a deixar de trabalhar. Em outras, leva os filhos mais velhos a assumir os cuidados do bebê, forçando-os a frequentar a escola no período noturno, cujo aproveitamento é comprovadamente inferior à média, ou obriga-
os a parar de estudar. Nos dois casos, a carência do atendimento mina as chances de as famílias mais pobres ascenderem.

Falta de verba e falhas de gestão no município estão entre as principais causas da falta de creches. Nos grandes centros urbanos, a ausência de espaço disponível para novas construções é um desafio a mais. O Estado se mostra incapaz de lidar com essas dificuldades. A gravidade do problema impõe a busca de alternativas.

Uma delas é a parceria público-privada (PPP). O modelo, regulamentado por lei em 2004, é um acordo entre o setor público e a iniciativa privada para a realização de obras e prestação de serviços. A escolha delas acontece por meio de licitação. Por força de contrato, os serviços prestados têm de atender a critérios de qualidade e o poder público deve fiscalizá-los. Numa PPP bem-feita, o parceiro privado obtém lucro, o Estado gasta menos do que despenderia se arcasse sozinho com a tarefa e o cidadão recebe serviço melhor.

No Brasil, o município de Belo Horizonte foi o primeiro a fazer uma parceria público-privada para creches. Em julho de 2012, um contrato firmado com a construtora Odebrecht garantiu a construção de 51 unidades escolares – 46 creches, com capacidade para atender 25 mil crianças ao todo, e cinco escolas de ensino fundamental. Até 2032, a empresa fica encarregada da manutenção e da segurança dos prédios.

O modelo tem sido motivo de divergência entre os candidatos à prefeitura de Belo Horizonte. Para Délio Malheiros (PSD), atual vice-prefeito e candidato à chefia do Poder Executivo da cidade, a PPP deve permanecer na capital mineira. “A prefeitura investiu R$ 250 milhões nas 51 obras. Por mês, ela paga R$ 5,2 milhões para a Odebrecht fazer a manutenção delas”, afirma o candidato. Para ele, a economia em relação ao modelo convencional beira os 40%. Seu adversário Reginaldo Lopes (PT) discorda. Ele acusa a gestão de privatizar o orçamento público e endividar a cidade. “Por meio de parcerias com instituições comunitárias sem fins lucrativos, é possível oferecer o mesmo serviço gastando apenas 20% do valor.” Confira os argumentos dos dois.

Época

Museu Memorial de Caruaru recebe exposição “Figuras de Barro”

 

Museu Memorial da Cidade de Caruaru fica localizado no centro / Foto: divulgação/PMCMuseu Memorial da Cidade de Caruaru fica localizado no centro Foto: divulgação/PMC

O Museu Memorial da Cidade de Caruaru, no centro, recebe a partir desta semana a exposição “Figuras de Barro”, do artesão Sivonaldo Nunes de Araújo, conhecido como Shivo.

O artista é natural da cidade e mora no Alto do Moura há nove anos. Suas influências são os mestres Vitalino e Galdino. As figuras feitas por Shivo têm estilo figurativo e surreal.
Foto: reprodução/TV Jornal

O artesão participou de várias exposições coletivas; na Fenearte de 2014, ganhou Menção Honrosa com a peça “O Museu do Mamulengo”.

A exposição é gratuita e o horário de funcionamento é de terça a sexta, das 8h às 17h (sem intervalo para o almoço), e aos sábados, das 8h às 13h.

NE10 Interior

Sistema de esgoto criado em Pernambuco é tipo exportação

Este sistema de esgoto condominial, que nasceu em Petrolina, sertão de Pernambuco, há quase 40 anos, já é utilizado no Distrito Federal e em Salvador, na Bahia

esgoto

Foto: Rádio Jornal

Criado em Pernambuco, há quase 40 anos, o sistema condominial de esgoto foi o tema do Audiência Marcada desta sexta-feira (23) na Rádio Jornal. O idealizador da técnica e engenheiro, José Carlos Melo e o ambientalista Geraldo Miranda foram os entrevistados do comunicador Ednaldo Santos. O programa contou também com a participação do editor de Política do Jornal do Commercio, Gilvan Oliveira.

O sistema de esgoto condominial, que nasceu em Petrolina, no Sertão pernambucano, também é utilizado no Distrito Federal e na cidade de Salvador, na Bahia. Com um custo menor de 40% em relação ao sistema tradicional, o mecanismo criado pelo engenheiro José Carlos Melo foi selecionado pelo BID em um projeto avaliado em US$ 1,2 milhão. Segundo ele, o projeto já foi apresentado ao Governo da Argentina e deve também ser avaliado por países como Paraguai, El Salvador, Honduras e Nicarágua. “Será a grande retomada desse sistema que é bem mais barato. O tradicional é caro porque requer escavações de alto custo, bombeamento e outras intervenções caras”, comentou.

O ambientalista Geraldo Miranda frisou que José Carlos Melo ao projetar o sistema de esgoto condominial estava preocupado com o lado social. Segundo Geraldo Miranda, 60% da população brasileira joga o esgoto ‘in natura’ nos rios e vias públicas. “Esse percentual equivale a 120 milhões de pessoas. Seriam necessários R$ 300 bilhões de investimentos para a universalização do esgoto no Brasil”, afirmou.

Na opinião de José Carlos Melo a saída para o problema seria a formalização de parcerias entre o Estado, prefeituras e a iniciativa privada. “Não há perspectiva para resolver o problema se ficar apenas com a Compesa. É preciso divisão de responsabilidades. A Compesa deveria cuidar apenas da água”, defendeu.

Geraldo Miranda também comunga da mesma opinião do engenheiro. “Se for depender dos recursos públicos não resolve. É preciso parceria com a iniciativa privada. O que interessa para a população é a qualidade do serviço”, destacou. Ele disse ainda que o sistema de produção de água poderia ser gerenciado pela Compesa e a distribuição ficaria a cargo das prefeituras ou de uma empresa.

Rádio Jornal

A nova forma de morar em Pernambuco

 

Imagine a cidade, que ultimamente clama pela coletividade, mobilidade e integração, dotada de modernos edifícios pensados para interagir com a paisagem do seu entorno em convívio, inclusive, com as antigas construções. Agora pense que esta proposta não apenas foi lançada, como vem sendo executada mesmo diante de um cenário de crise. Isso prova que diferencial e qualidade custam caro sim, mas é possível empreender através do planejamento e do uso de recursos inteligentes, tudo para alcançar a moradia ideal.

Esse modelo, ainda pouco conhecido em Pernambuco, traz prédios baseados em conceito de design com plantas moduladas que permitem a coexistência de unidades de diferentes tamanhos e configurações, adequando-se à necessidade dos distintos moradores – solteiros, casais, pais com filhos -, cada uma com suas peculiaridades. Em sua maioria, privilegiam lofts e apartamentos que podem ser livres de paredes, permitindo a interligação dos ambientes, com propostas contemporâneas e ousadas.

A responsável por essa inovação na região é a incorporadora MaxPlural, com 11 anos de atuação – que iniciou suas atividades com a construção de casas em Porto de Galinha, mas logo seguiu para os edifícios conceito -, que é capitaneada pelos sócios, o arquiteto Thiago Monteiro e o administrador Igor Dias. Hoje, a empresa soma nove empreendimentos de alto nível, dentre eles quatro entregues, três em construção e dois em pré-lançamento. 


Dentre seus produtos, os lofts, inspirados nos tradicionais modelos norte-americanos, trazem áreas totalmente integradas e ausência de paredes como divisões internas, exceto em locais de maior privacidade, como lavabo e banheiro, criando uma maior dinâmica e vitalidade do espaço. A forma também toma a cena, já que dispensa revestimentos, com tijolos, estruturas e tubulações aparentes. Já os apartamentos trazem ambientes multifuncionais que, dependendo do momento ou do número de habitantes, podem assumir diversas funções. É como se um grande cômodo pudesse se transformar em vários espaços diferentes. Nesse contexto, 40 m² oferecem 50 opções de layout de planta que, com móveis inteligentes, cozinha compacta e automação, por exemplo, grande parte desses itens já garantidos pela incorporadora, consegue integrar e dar privacidade ao local. 

Bastante ousada, essa forma de atuação segue na contramão do que vem sendo praticado pelo mercado local desde a crise imobiliária surgida entre 1980 e 1990, quando houve o boom dos condomínios fechados como forma de continuar produzindo. De lá para cá vem sendo seguido uma espécie de manual da construção civil, trazendo plantas padronizadas, preocupadas apenas com o aproveitamento da área. Esse, aliás, é o maior motivo para recriar as fachadas e voltar a fazer uma arquitetura com expressão e personalidade. “O conceito desses produtos surgiu exatamente como uma nova proposta, focada nas principais práticas do mundo desenvolvido. A ideia foi criar edifícios de arquitetura forte, com um apelo estético bacana, identidade e muita tecnologia, não só na construção como no acabamento. Temos obras cuja engenharia é totalmente baseada em estrutura metálica, com frame da laje e deck na fachada, ou seja, uma obra, ou seja, uma obra muito limpa e rápida, bastante eficiente. O que nos dá agilidade, qualidade e menor custo. Assim conseguimos nos dedicar aos diferenciais”, revela Igor



A mesma lógica de otimização de espaço sem preocupação estética causou o encolhimento das calçadas, que na prática tornam-se ainda menores que as previstas no plano diretor da cidade, e o isolamento dos edifícios na paisagem. Por isso, a empresa tem valorizado a implementação de calçadas largas e a permeabilidade dos prédios, colocando os edifícios em diálogo com o meio onde está inserido. O projeto, livre de muros em toda a parte inferior, facilita a comunicação visual de quem passa pelas ruas de carro ou a pé, numa preocupação urbanística sempre presente. De acordo com o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU/PE), Roberto Montezuma “Já não é possível se basear nos conceitos que nortearam o século passado. Toda e qualquer diretriz deve partir de um planejamento urbano integral para a toda a cidade. Esse planejamento personalizado, pensado coletivamente e gerido pelo poder público é o DNA da cidade, é ele que vai dizer o que os cidadãos precisam e transformar esses desejos e necessidades em espaços públicos e privados”. 

Exemplo disso é o Loft Home Design, localizado em Boa Viagem, que mostra como a gentileza urbana pode (e deve) estar aplicada ao morar. O empreendimento traz alguns dos conceitos mais contemporâneos em urbanismo, como a ‘rua compartilhada’ e o ‘pocket park’ – espaços residuais, considerados dos mais charmosos de Nova Iorque. Além disso, a MaxPlural doou parte de seu terreno para o município (cerca de 30%), garantindo quatro metros de calçada para cada lado da via, sem que haja nenhuma vedação na faixa, a fim de formar um espaço de convívio público. A intenção é estimular uma mudança de comportamento no mercado imobiliário, conferindo ao edifício um papel transformador para a região em prol da melhoria na qualidade de vida das pessoas e da cidade. Tudo isso arrematado por uma arquitetura forte e cheia de identidade.


O conceito também foi adotado nas partes internas das construções. Em cada um desses empreendimentos é possível observar a preocupação em proporcionar para os moradores experiências de convívio em harmonia com os vizinhos, o ambiente e o entorno. Nas partes superiores, localizam-se as áreas comuns, equipadas e diferenciadas, dotadas de generoso espaço gourmet, adegas, academias, spas, piscinas de borda infinita que permitem o diálogo com a paisagem.  Assim, a socialização acontece fora do apartamento seja em bares, restaurantes e praças, seja nos equipamentos oferecidos aos moradores. “A ideia é criar espaços de convivência para que as pessoas se aproximem e interajam. A cobertura do Stark, por exemplo, tem mais de mil metros quadrados. À noite vai ser bacana, vai estar todo mundo se encontrando: uns na academia, outros na piscina aquecida, outros jogando sinuca, na adega tomando um vinho ou, ainda, lavando roupa. A lavanderia, inclusive, é wi-fi e climatizada, com design legal e com café, bistrot e livraria integrados. Contudo, vale salientar que a piscina sempre é o carro chefe dos nossos produtos, posicionada no melhor ponto do prédio, e traz várias experiências: borda infinita, deck para tomar sol, hidromassagem, coberta, descoberta, aquecida a até uma lâmina d’água com 46 metros. Além disso, as estruturas de lazer têm microambientes com decoração contemporânea e sofisticada para que os jantares com amigos saiam do apartamento e sigam para esse espaço, uma espécie de sala de estar maior anexada a uma adega – climatizada 24 horas e com gavetas individuais para cada unidade. Enfim, são muitos equipamentos para serem descritos”, salienta Thiago. 

Quando o foco é o interior dos apartamentos, as palavras de ordem são acabamento e tecnologia.  A filosofia é pular a parte da reforma o máximo possível, já que geralmente quem vai se mudar quebra tudo o que vem de linha. Então porque não colocar itens muito bons que não vão ser substituídos, já que o construtor consegue tudo isso por um preço muito mais atrativo?! Pensando nisso, o pacote de acabamentos de cada unidade contempla bancada de Marmoglass, torneira alemã Hangzhou e coifa na cozinha, porcelanato grande, esquadria diferenciada com tratamento termoacústico, todas as paredes e tetos também tratadas acusticamente para ter um nível de ruído baixíssimo, um sistema de ar-condicionado inteligente controlado por smartphone, fechadura e olho mágico digitais e por aí vai. A MaxPlural também oferece apartamentos mobiliados, como se faz na Europa e nos Estados Unidos. “Por que conseguimos ser tão competitivos no custo? Porque é uma obra muito planejada, que não estoura custo. Nossa preocupação é oferecer solução de moradia para o cliente do ponto de vista espacial, com a planta integrada, e de materiais de acabamento – o que sairia muito caro para ele comprar depois de pronto. Além disso, a solução de entregar o apartamento pré-mobiliado, porque ele vai pagando um pouco a mais na parcela e consegue nas chaves receber praticamente pronto”, resume Thiago.

“É esse processo evolutivo que enxergo para o futuro do mercado de incorporação, com clientes mais exigentes, sedentos por tecnologias que facilitem seu dia a dia, alinhado a beleza do design, localização estratégica e preço dentro de sua expectativa. O mercado mudou, voltou para as mãos do cliente e não deve sair por um bom tempo. Quem não o ouvir com carinho, estará em apuros nos próximos anos”, finaliza Igor.

 
SERVIÇO:
 
Domodi – www.domodi.com.br / Fone (81) 3254.8120
Urbanarts – www.urbanarts.com.br / Fone (81) 3032.0034
Cinex – www.notabile.com.br / Fone (81) 3326.6331
Riolax – www.riolax.com.br / Fone (81) 3314.5100
Soniare – Av. Eng. Domingos Ferreira, 1930 – B. Viagem – Fone (81) 3254.5678
a3 Designe – www.a3design.com.br / Fone (81) 3254.5678
Eliane – www.eliane.com / Fone (81) 98889.0008
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
MaxPlural
Rua Padre Carapuceiro, 968 SL 1503, Empresarial Janete Costa – Boa Viagem – Recife/PE
Fone: (81) 3032.2261 / www.maxplural.com.br
Revista Mensch

Operador de caldeira em hospital cria brinquedos ecológicos para alegrar crianças internadas

 

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Aldo confecciona brinquedos sustentáveis há seis anos nas horas vagas
Fotos: Tadeu Vilani / Agência RBS

Basta uma embalagem de plástico, algumas tampinhas, elástico e miçangas para que Aldo Germano da Rosa faça nascer um brinquedo. Durante esta quinta-feira, ele e voluntários dos grupos Coração Amigo e Esquadrão da Alegria confeccionaram mais de 50 bonecos — em alusão aos 50 anos do Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre — que serão doados para pacientes da ala pediátrica da entidade. A entrega acontecerá na semana da criança, em outubro.

Operador de caldeira há 19 anos no Instituto, Aldo confecciona brinquedos sustentáveis há seis anos nas horas vagas. Começou por acaso, quando encontrou uma embalagem de ketchup e criou um carrinho.

“Depois, aprendi a fazer bonecos e não parei mais. É uma cachaça, vicia”, brinca, destacando que nunca pensou em vender, mas, sim, doar para crianças de qualquer lugar ou idade.

Para a aposentada Zoraida Souza, 85 anos, é uma satisfação fazer parte de uma iniciativa tão bacana:

“Estou fazendo com todo carinho. As crianças vão adorar, está tudo bem colorido e lindo. Vai dar a maior alegria para elas.”

Bonecos, carros e cachorros estão entre as tantas possibilidades que o homem de 57 anos consegue criar

A habilidade de Aldo também é compartilhada com pacientes da ala pediátrica do Instituto, em oficinas para a produção de bonecos. Antes do processo de montagem, os materiais utilizados são higienizados. A iniciativa também ajuda na conscientização das crianças sobre a importância do ambiente, além de propor momentos de diversão e descontração.

Possibilidade de escolha
“Eles (pacientes) podem fazer o boneco colorido, gremista ou colorado. E também tem essa questão da escolha. Porque a criança no hospital não tem muita opção, se ela quer fazer um exame de sangue, um raio-X, um procedimento mais invasivo. Mas ali (na atividade), ela pode decidir o que quer”, explica Renate Priebe, psicopedagoga da instituição.

Conhecido por muitos como “professor Pardal”, Aldo já perdeu as contas de quantos brinquedos já confeccionou, mas chuta alto: se não passou de mil, deve estar quase batendo esse número. Bonecos, carros e cachorros estão entre as tantas possibilidades que o homem de 57 anos consegue criar.

“Com essa garrafa (do tipo pet), podemos até fazer um helicóptero”, imagina Aldo, enquanto tira o objeto de uma das sacolas de doação que tinha acabado de receber, no fim da manhã de quinta-feira.

A maioria do material utilizado para a criação dos brinquedos vem de doações. Aldo utiliza tampinhas de garrafas e embalagens plásticas de todos os tipos — xampu, condicionador, desodorante roll-on, produtos de limpeza etc. O único gasto que ele tem é com elástico e miçangas.

GALERIA DE FOTOS (clique na imagem para ampliar)

Por Bárbara Müller, de Zero Hora
EcoD

Casa Cor PE 2016

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(Foto: Lucas Oliveira).

Na última quarta-feira (21), foi lançada para a imprensa a Casa Cor Pernambuco. Ao todo são 44 ambientes, criados por 72 arquitetos que levam para a mostra o que há de mais moderno na arquitetura e design mundial. O evento ainda conta com a participação de paisagistas e decoradores. Um dos fatos que mais se destacam é que em todos os ambientes a tecnologia se faz presente, tornando-se um diferencial na hora de projetar e construir.

A mostra acontece em um sobrado do século XIX, situado no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife, que ainda preserva o estilo da arquitetura colonial e classicista imperial. A 19ª edição da Casa Cor Pernambuco, tem como tema central a celebração do “Morar Brasileiro”, o evento visa a criação de experiências que inspirem e emocionem para transformar a casa em um espaço para celebrar a vida, destacando também a diversidade dos ambientes e as principais tendências do mercado da arquitetura e do design. As responsáveis pela mostra são as empresárias Isabela Coutinho e Carla Cavalcanti que pela primeira vez assumem o comando da Casa Cor PE.

Além dos cômodos da área interna do casarão, o público que for conferir a Casa Cor poderá explorar ainda a área externa que conta com muitos projetos arquitetônicos, como a Chopparia, Joalheria, Café, Champanheria e Adega de Degustação externa. A partir desta sexta-feira(23), a casa abre para o público que poderá conferir até o dia 6 de novembro as tendências do mercado.

Serviço:
Casa Cor Pernambuco
Av. Rui Barbosa, 471. Graças, Recife/PE.
De 23 de setembro a 6 de novembro – de terça a sexta, das 16h às 22h; sábados, das 13h às 21h; e domingos das 13h às 20h
Ingressos: R$ 38 (inteira) e R$ 19 (meia).

Revista Sim

Entenda o Novo Ensino Médio

 



O Ensino Médio, no Brasil, vai passar por uma reformulação para reforçar e melhorar a qualidade da educação. Ao longo de dois anos, o governo vai investir R$ 1,5 bilhão para converter escolas para tempo integral.

Pela programação do Ministério da Educação, a mudança começará a partir do primeiro semestre de 2017. Até o fim de 2018, a meta é ter 500 mil jovens em escolas de tempo integral. Mais do que o tempo maior, o objetivo é ajudar o estudante a se desenvolver mais plenamente.

Para a mudança ocorrer, as secretarias estaduais de Educação deverão indicar um número de escolas para participar do programa. Cada unidade que aderir ao projeto vai receber R$ 2 mil por aluno ao ano.

A mudança será feita por meio de Medida Provisória. O texto diz que as disciplinas da base comum continuam a existir, mas a grade será definida pela Secretaria de Educação do Estado.

Ampliação gradual da carga horária

A carga horária mínima anual, de 800 horas, será gradualmente ampliada para 1,4 mil horas. O Plano Nacional de Educação (PNE) prevê para 2024 até 50% das escolas atendidas pelo ensino integral e 25% das matrículas no Ensino Fundamental dentro do mesmo modelo.

Flexibilidade do currículo

Com as mudanças, o currículo do Ensino Médio vai ser dividido em dois, uma parte com disciplinas fixas obrigatórias e outra com optativas, nas quais o aluno poderá construir uma grade adequada ao seu perfil e seu próprio projeto de futuro.

Autonomia para os estados

O currículo básico não poderá superar 1,2 mil horas por ano e a parte optativa será associada ao contexto histórico, econômico, social, ambiental e cultural de cada região. Esse modelo dará mais autonomia para os estados, que poderão criar seus próprios currículos e políticas para o Ensino Médio.

Formação técnica

O Novo Ensino Médio vai ofertar formação técnica profissional, com aulas teóricas e práticas. Essa qualificação técnica vai ocorrer dentro do período normal, sem a necessidade de que o aluno esteja no ensino integral.

Créditos para o Ensino Superior

Quando o aluno concluir uma disciplina no Ensino Médio, ele terá adquirido um número específico de créditos. Esses créditos poderão ser usados quando ele chegar ao ensino superior, ou seja, ao entrar na Universidade ou no Ensino Técnico, poderá aproveitar disciplinas que já cursou.

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Fonte: Portal Brasil

Revista Algomais

Pernambuco gerou maior número de empregos em agosto, afirma Caged

Números de desemprego no cenário nacional ainda são altos, mas Caged aponta que está ocorrendo desaceleração

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Caged aponta desaceleração no desemprego no Pais / Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini

O Brasil fechou 33.953 vagas formais em agosto deste ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. É o 17º mês consecutivo de queda. Apesar de negativos, os dados mostram que está ocorrendo uma desaceleração no desemprego. Em agosto do ano passado, foram fechados 86.543 postos. Pernambuco é um exemplo positivo da melhora, pois gerou 9.035 postos, o maior número de empregos formais no País.

O setor que contribuiu para o resultado no Estado foi a Indústria de Transformação, com 6.902 vagas, com destaque para o subsetor de indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, que criou 7.016 empregos.

O setor de agropecuária gerou 1.206 postos. Segundo a diretora executiva do Instituto Fecomércio, Brena Castelo Branco, a alta se deve à sazonalidade da agricultura e da indústria de alimentos. É o período de cultivo da cana de açúcar, que gerou 1.323 postos de trabalho em todo o País.

No entanto, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Thiago Norões, afirma que há um conjunto de sinais de aumento na dinâmica da economia do Estado. “A gente sente as conversas com os investidores voltarem a acontecer com assiduidade e o aumento no nível de confiança no mercado. Devemos olhar com cautela esse resulto e trabalhar para que a tendência se confirme. Porém, é um bom sinal”, afirma.

Entre os setores em que as demissões superaram as admissões, estão comércio (-189), construção civil (-36) e extrativismo mineral (-18). No acumulado do ano, Pernambuco fechou 47.780 mil vagas. Nos últimos 12 meses, foram 56.223 mil empregos a menos.

NACIONAL

Já no Brasil, no acumulado do ano, o nível de emprego formal apresentou declínio de 1,64%, correspondendo à perda de 651.288 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o recuo foi da ordem de 1.656.144 empregos. Com o resultado, o estoque de emprego para o mês alcançou 39.042 trabalhadores com carteira de trabalho assinada no país.

Os setores que tiveram as maiores perdas de vagas formais foram construção civil (-22.113 postos), agricultura (-15.436) e serviços (-3.014 postos). A Indústria da Transformação também registrou a maior alta no cenário nacional, com a criação de 6.294 vagas de postos de trabalho. O comércio gerou 888 e o setor de extração mineral, 366.

As perdas mais significativas de vagas foram registradas no Rio de Janeiro (-28.321 vagas), devido ao fim dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, em Minas Gerais (-13.121), por causa do fim do ciclo de produção do café, e no Espírito Santo (-4.862).

Treze Estados brasileiros apresentaram resultado positivo, entre eles Paraíba (5.905), Alagoas (4.099), também por causa do cultivo de cana de açúcar, e Santa Catarina (3.014).

JC Economia

Artistas fazem show para o Pró-Criança


Músicos unidos em prol do Movimento Pró-Criança

Nomes como Claudionor e Nonô Germano, Nena Queiroga, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Alcymar Monteiro, Neo e Palhaço Chocolate estarão juntos em show beneficente, domingo (25), das 9h às 18h, no Marco Zero. A ideia é fazer uma corrente do bem para a reconstrução do prédio do Movimento Pró-Criança, destruído num incêndio em 2014. O evento, que tem toda a programação cultural gratuita e aberta, contará com equipes espalhadas em quiosques informando como o público pode ajudar. Vale a pena conferir.

Reforma do Geraldão estava parada e só foi retomada no período pré-eleitoral, como afirma João Paulo

 

zap-vertical-homem“Os jornais em junho denunciavam e o Tribunal de Contas do Estado alertava que a obra estava parada. Agora, às vésperas das eleições, a reforma do Geraldão foi retomada, não sabemos até quando.” – João Paulo (PT), no programa eleitoral veiculado em 21 de setembro

Palco de apresentações memoráveis do Holiday on Ice, Os Trapalhões, Globetrotters, Faith No More e A-Ha, nos anos 1980 e 1990, o ginásio Geraldo Magalhães, depois de muitos anos fechado ao público, voltou a ser o centro das atenções. O espetáculo agora é político e envolve os dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para prefeito do Recife.

As aparições do “Geraldão” em obras “andando firme para devolver ao povo este equipamento tão importante” no programa eleitoral de Geraldo Julio (PSB) mobilizaram o petista João Paulo. Ele acusou o prefeito de omitir que a reforma estava há bem pouco tempo parada e tentar tirar dividendos políticos da retomada dos trabalhos no período que antecede as eleições.

O Truco Eleições 2016 – projeto de fact-checking da Agência Pública em parceria com aMarco Zero Conteúdo – checou a declaração no que diz respeito ao andamento das obras e confirmou as informações divulgadas por João Paulo. Por isso, ele recebe a carta “Zap”.

A situação do Geraldão foi, como menciona o candidato petista, amplamente abordada pela imprensa local no primeiro semestre deste ano. Na Folha de Pernambuco: “Geraldão, valores confusos e obra parada”. No Diário de Pernambuco: “Geraldão, dois anos de atraso e contando”. Na TV Jornal: “Com obra paralisada, Geraldão se transforma em criadouro do mosquito da dengue”.

Os jornais contam que as obras de reforma tiveram início em 2013 com prazo inicial de conclusão para julho de 2014. De lá para cá a Prefeitura assinou sucessivos aditivos ao contrato com a Cinzel Engenharia Ltda – empresa responsável pela reforma –, publicados no Diário Oficial do Município. O primeiro, de 365 dias, a contar a partir de 7 de julho de 2014; o segundo, de 215 dias, a partir de 9 de julho de 2015; o terceiro, de 266 dias, a contar de 9 de fevereiro de 2016.

O compromisso com a reforma do Geraldão consta do Plano de Governo apresentado pelo candidato do PSB em 2012, no item Esporte de Alto Rendimento: “consolidação do ginásio Geraldo Magalhães (Geraldão) como principal centro de excelência esportiva municipal. Execução do projeto de reforma do ginásio”.

No dia 15 de junho o prefeito Geraldo Julio recebeu um “Alerta de Responsabilização”, assinado pela conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Teresa Duere. No documento, ela reporta, no curso da auditoria especial 1502403-9, que foram realizadas quatro vistorias no ginásio quando se constatou “o não-cumprimento do cronograma físico-financeiro”.

Diz o documento: “Na última vistoria técnica, efetuada em 26/05/2016, (…), depois de decorridos praticamente três anos desde o início do contrato, observou-se que apenas cerca de 30% dos serviços foram executados e, ainda, que o contrato intercala períodos de produtividade bastante reduzida com outros de paralisação total dos serviços, como ocorreu entre agosto/2014 e abril/2015, e novamente a partir de novembro/2015 até o presente momento.”

O TCE notifica o prefeito para que tome “as devidas medidas para corrigir as irregularidades em pauta e consequentemente evitar as consequências dos prejuízos diversos tanto financeiros quanto decorrentes da insalubridade emergente do local”. O Truco Eleições 2016 procurou a assessoria de imprensa da Secretaria de Esportes da Prefeitura para saber as providências tomadas pela PCR e a data de reinício das obras, mas não obteve retorno.

Em nota oficial publicada no site de notícias online Leiaja.com, no dia 25 de julho, em resposta a uma suposta paralisação dos operários da Cinzel Engenharia Ltda, por falta de pagamentos, a Prefeitura informa que não há faturas pendentes com a construtora contratada e que as obras do Geraldão foram retomadas em julho para “a instalação de toda a coberta do estádio e de reestruturação de toda a parte interna, incluindo novos assentos”. E garante que a parte já requalificada “permanece em perfeito estado, sem degradação”.

Em entrevista concedida no dia 20 de setembro à TV Globo, o prefeito e candidato a reeleição Geraldo Julio, ao ser questionado sobre o atraso na entrega da obra, mostrou otimismo: “Tá perto de ficar pronto. Acho que até o final do ano ele fica pronto. Vai ser um dos equipamentos mais modernos do país. Vamos poder ter eventos, eventos esportivos, jogos de seleção brasileira. Tá ficando pronto o Geraldão”.

Na entrevista, o prefeito cita a complexidade da reforma, para justificar a demora da sua conclusão: “O Geraldão é um equipamento da década de 1970, nunca tinha passado por uma grande reforma. A gente decidiu fazer uma modernização completa”. Ele não fala de atrasos no repasse de recursos da Caixa Econômica Federal, aludidos por técnicos da Prefeitura nos jornais.

Numa pesquisa ao Diário Oficial do Município, o Truco Eleições 2016 encontrou, na edição do dia 30 de agosto, o quinto aditivo ao contrato entre a Prefeitura e a Cinzel Engenharia Ltda, responsável pelas obras de reforma do ginásio Geraldo Magalhães. Segundo o documento, o contrato fica prorrogado por mais 365 dias, no que tange à “execução e vigência”, a contar de 1 de novembro de 2016 até 31 de outubro de 2017.

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Questionada pelo Truco Eleições 2016 se a prorrogação do contrato significaria que a reforma só ficará pronta no segundo semestre do próximo ano, contrariando portanto as recentes declarações do prefeito, a assessoria de imprensa da PCR não deu retorno.

Por Laércio Portela / Truco / Marco Zero