Recife Praia Hotel reverencia antigos Carnavais

 

O Recife Praia Hotel promoverá um café da manhã especial relembrando os antigos Carnavais em pleno domingo de folia (26/02). O evento acontecerá nos salões do piso P do Hotel, na Avenida Boa Viagem, no Bairro do Pina, das 6h às 10h.

Para os turistas foliões entrarem no clima da folia, o evento contará com um show do Grupo da Quinta, que tocará marchinhas de Carnaval e relembrará as canções clássicas que embalavam os dias de Momo no passado. Haverá ainda pintura de rosto para que os hóspedes saiam do hotel com as cores e o brilho carnavalesco e possam aproveitar ainda mais as ladeiras de Olinda ou a festa no Bairro do Recife.

Além disso, o público poderá conhecer o Rei Momo e a Rainha do Carnaval do Recife 2017, Eduardo Queiroz e Bruna Barbosa. Durante o café da manhã especial, serão servidas frutas, pães, cereais, bolos, raízes e comidas típicas da região.

O café da manhã é exclusivo para hóspedes e convidados. O Recife Praia Hotel integra o Grupo Hotéis Pernambuco, que ainda conta com o Hotel Vila Rica e com o Park Hotel, ambos no bairro de Boa Viagem.

Site: www.recifepraiahotel.com.br


Rnest em Pernambuco deve ativar segundo trem ainda em 2017, diz ministro

Caso isso aconteça, segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB), Pernambuco passará ter a refinaria mais moderna do país

A expectativa foi exposta antes do lançamento do projeto Combustível Brasil, na Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) durante a manhã
Giselly Santos/LeiaJáImagens

O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB), afirmou, nesta segunda-feira (20), que a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife (RMR), deve ter as obras do segundo trem finalizadas até o fim de 2017. A expectativa foi exposta antes do lançamento do projeto ‘Combustível Brasil’, na Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) durante a manhã. Caso isso aconteça, segundo ele, Pernambuco passará ter a refinaria mais moderna do país.

“A Petrobras está operando o primeiro trem da refinaria com toda capacidade e a nossa expectativa é de que estejamos, ao fim de 2017, com um desfecho positivo no segundo trem. Aí, passaríamos a ter a refinaria mais moderna no Brasil”, observou. Indagado pela imprensa sobre a discussão do Governo Federal para a aquisição de uma parceria privada visando a retomada das obras da Renest, Fernando disse que “a Petrobras está pensando neste assunto”. “Sobre a estratégia empresarial dela, ela define. Mas logo vamos saber quais os planos da Petrobras para a Renest”, resumiu o ministro.

A retomada das atividades na Renest, segundo o presidente da Fiepe, Ricardo Essinger, vai representar a “retomada do desenvolvimento em Pernambuco”. “Estamos em uma hora em que o Porto de Suape precisa de investimentos e redirecionamento. A nossa Renest precisa tomar rumos para que aja realmente um lado positivo no desenvolvimento de Pernambuco. A população até hoje vê aquela parada na obra como um freio no desenvolvimento do estado. Onde tivemos uma massa grande de trabalhadores, que seriam reaproveitados, e de repente aconteceu esta parada com mais de 40 mil postos de trabalhos fechados”, ponderou.

Combustível Brasil

O projeto ‘Combustível Brasil’, lançado pelo ministro nesta segunda, pretende atrair novos atores empresariais para o setor de abastecimento de combustíveis no país. De acordo com Fernando Filho, a Petrobras aposta na região Nordeste como a “nova fronteira” para o refino no Brasil.

“Nossa iniciativa quer conclamar todas as empresas do setor e ver alternativas para a indústria do refino no Brasil. Tanto na questão do processamento de óleo, como na questão do refino, dos terminais e da infraestrutura portuária”, destacou. “O Nordeste brasileiro que vai ter o papel fundamental no futuro disso quer seja na exportação ou nas novas fronteiras para o refino no Brasil. Hoje somos o quinto país que mais importa derivados do Petróleo”, complementou.

Fernando Filho também enalteceu a reabertura do diálogo com a área e disse que esta é uma das marcas do governo do presidente Michel Temer (PMDB). “Desobstruímos o canal de diálogo entre as empresas do setor e o ministério”, cravou. Segundo ele, a reabertura do diálogo com as empresas não pressupõe a redução da participação da Petrobras nas atividades de refino e logística no país.

“Quem vai definir se diminui ou não a participação é a própria Petrobras. Agora o Brasil hoje tem uma necessidade de refino de óleo e a Petrobras tem tomado algumas decisões com relação a estses investimentos. O que precisamos discutir é se estamos preparados para isso”, salientou, dizendo que a expectativa é de ampliação do mercado e a retomada de investimentos empresariais da área no Brasil. “Estamos antecipando o movimento com ou sem Petrobras”, acrescentou.

LeiaJá


Obras de acessibilidade devem ser aceleradas em Pernambuco e na Bahia

 

Para avaliar o andamento das obras de acessibilidade em Salvador (BA) e Recife (PE), o ministro do Turismo, Marx Beltrão, visitou os projetos nas cidades. A ideia é que as obras sejam aceleradas nesses municípios.

“Temos de estar próximos dos estados e municípios para entender a demanda, acelerar os investimentos e otimizar os nossos recursos”, afirmou o ministro. Em Salvador, Beltrão acompanhou a divulgação de toda a operação montada para o carnaval, momento em que são esperadas 770 mil turistas na capital baiana, fez uma visita técnica em pontos turísticos como o mercado municipal, a Casa de Jorge Amado, a Igreja do Bonfim e o Santuário da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, que recebe 100 mil visitantes por ano.

“A visita de Marx Beltrão foi uma oportunidade de mostrarmos para ele a potência que Salvador é para o turismo religioso e quanta renda e emprego podem ser geradas para o nosso povo a partir da renda e do incremento desse segmento em nossa cidade”, afirmou o padre Manuel de Oliveira Filho, coordenador nacional da Pastoral do Turismo Religioso.

Até o momento, o Ministério do Turismo já destinou R$ 258,6 milhões para obras de infraestrutura turística de 731 contratos na Bahia. Desse total, 306 já foram concluídos, 145 estão em execução, 190 paralisados e 90 ainda não foram iniciados. “São investimentos importantes para melhorar a vida dos moradores e a experiência turística dos visitantes”, afirmou Beltrão.

Em Pernambuco, o MTur investiu R$ 314,7 milhões em 731 contratos de obras de infraestrutura, das quais 305 estão concluídas, 60 em execução, 100 paralisadas e 64 não iniciadas.

(Do Ministério do Turismo)


Boxes serão reconstruídos após o carnaval e caixas eletrônicos já funcionam em Porto de Galinhas

 

Previsão é que na primeira semana de abril os comerciantes já possam voltar a trabalhar nas novas estruturas

Fotos: Cledjânio Fabrício/SECOM

Os comerciantes da Feirinha de Artesanato de Porto de Galinhas tiveram uma ótima notícia na tarde desta segunda-feira (13). Os boxes atingidos pela explosão do Banco do Brasil, no último dia 02, já têm data para o início das obras de reconstrução. A partir da primeira semana de março, os servidores da secretaria de Infraestrutura começarão a meter a mão na massa e a previsão é que na primeira semana de abril os comerciantes já possam voltar a trabalhar nas novas estruturas.

Em reunião ocorrida na secretaria de Turismo, a secretária de Infra, Eryka Luna, apresentou o projeto realizado pelos técnicos. O projeto devolve aos comerciantes a mesma estrutura anterior com cerâmica, iluminação, porém, com um plus que é o ponto lógico, que dará acesso ao sinal de internet para que eles possam trabalhar com a maquineta de cartões. A obra foi orçada em R$ 140 mil.

“Inicialmente iremos finalizar o processo, uma vez que o Termo de Referência já está pronto. Isso irá levar 15 dias em média. Após isso, entraremos na obra propriamente dita e em 30 dias entregaremos os boxes, novinhos”, disse Eryka Luna.

Para os comerciantes, a notícia foi mais que benvinda. “Estamos muito satisfeitos com os prazos. Finalmente a nossa resposta chegou. Agora é trabalhar onde estamos provisoriamente e ajudar no que for possível”, comemorou Paulo Bambu.

Hoje a tarde, os comerciantes foram contemplados com barracas novas provisórias instaladas na frente do local do incêndio.

Caixas Eletrônicos – Aos poucos, a situação dos caixas eletrônicos em Porto vai voltando ao normal. A rede 24 horas já está disponível no Posto Ipiranga, logo na entrada da Alameda Jornalista Luciano do Valle e também na loja de artesanatos ao lado da agência do Banco do Brasil que foi destruída pela explosão. Os correntistas do BB podem se dirigir aos Correios, na Rua dos Navegantes, e os correntistas da Caixa Econômica Federal já podem se dirigir à agência que fica por trás da Delegacia de Polícia.


Saúde preparada para atender população no Carnaval de Pernambuco

Reforço nos hospitais garantirá assistência e atividades educativas terão foco na prevenção

A rede de assistência da Secretaria Estadual de Saúde (SES) está pronta para garantir o acolhimento aos pernambucanos, foliões e turistas que precisarem dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) durante o período de Momo. Ao todo, 3.710 profissionais reforçarão os plantões nas urgências, emergências e maternidades de todo o Estado. A SES ainda promoverá atividades de vigilância em saúde durante o Galo da Madrugada, assim como ações educativas, Operação Lei Seca e distribuição de material informativo sobre a rede de saúde. O investimento total nas ações é de R$ 2,3 milhões.

Na Região Metropolitana do Recife (RMR), os hospitais da Restauração, Getúlio Vargas, Otávio de Freitas, Barão de Lucena, Agamenon Magalhães, Geral de Areias e Jaboatão Prazeres contarão com 3.066 profissionais reforçando as escalas, sendo 164 médicos, 664 profissionais de nível superior e 2.238 profissionais de nível médio. Já o interior do Estado terá reforço de 644 profissionais em hospitais que estão localizados em polos de folia: Regional do Agreste (Caruaru), Belarmino Correia (Goiana), Professor Agamenon Magalhães (Serra Talhada), Inácio de Sá (Salgueiro) e Fernandes Salsa (Limoeiro). Ao todo, serão 95 médicos, 187 profissionais de nível superior e 362 de nível médio.

A Central de Regulação de Leitos de Pernambuco também terá aumento no quantitativo de profissionais: serão 36 pessoas reforçando o trabalho. Ao todo, R$ 1,5 milhão será investido para o pagamento dos profissionais da rede estadual neste período. “É importante frisar que três recentes convocações – duas em 2016 e uma já este ano – garantiram a chegada de 3,8 mil profissionais aprovados em concursos públicos para fortalecer as escalas de plantão nos serviços de saúde distribuídos por todo o Estado, possibilitando a adequação das escalas”, pontua o secretário estadual de Saúde, Iran Costa. As 15 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estaduais também estão preparadas para realizar o primeiro atendimento aos casos de urgência e emergência.

Para ampliar a rotatividade de leitos nas grandes emergências, também estão sendo realizados mutirões de cirurgias ortopédicas. Até o momento, 44 pacientes já foram beneficiados. Até o final do mês de março, serão cerca de 200 cirurgias. Além disso, a rede conta com 1.150 leitos de retaguarda, sendo 927 clínicos (sendo 54 para desintoxicação no Hospital Geral da Mirueira e 43 no Hospital das Clínicas de Carpina) e 223 de traumatologia e cirurgia vascular.

MONITORAMENTO DO GALO

Com expertise no monitoramento de eventos de massa, a Secretaria Estadual de Saúde continuará realizando, pelo sexto ano consecutivo, a vigilância das ocorrências de saúde durante o desfile do Galo da Madrugada. Para permitir o tráfego de informações em tempo real, 12 profissionais de saúde estarão em pontos estratégicos da agremiação e também em unidades de saúde. Ao todo, serão 16 locais de onde serão registradas as notificações, sendo oito hospitais, três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e cinco postos de atendimento do Samu no percurso do Galo, com cerca de seis quilômetros.

No sábado de Carnaval (25.02), profissionais estarão com equipamentos portáteis (tablets) conectados ao software Ambiente de Monitoramento de Risco (AMBER) para a produção de relatórios em tempo real com informações e dados gerados pelos hospitais da Restauração, Getúlio Vargas, Otávio de Freitas, Barão de Lucena, Agamenon Magalhães, Imip, Correia Picanço e Universitário Oswaldo Cruz; pelas UPAs Imbiribeira, Torrões e Caxangá; e pelos postos do Samu na Praça Sérgio Loreto, Avenida Dantas Barreto, Pátio do Carmo, Rua do Sol e Central 192; além do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) de mortes suspeitas que estejam relacionadas com doenças e agravos.

As notificações chegarão instantaneamente ao Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (CIOCS) – sala de situação instalada na sede da SES, no bairro do Bongi. Uma equipe de gestores acompanhará as ações por meio de painéis situacionais, permitindo agilidade na compilação de dados, agrupando número de atendimentos, doenças de notificação compulsória e ocorrências das áreas de vigilância sanitária e ambiental. Também haverá monitoramento on-line em mídias sociais, como Twitter e Facebook, e busca ativa de informações em sites institucionais e portais de notícias que estejam relacionadas às doenças durante o Galo da Madrugada.

VIGILÂNCIA EM FEBRE AMARELA

Sem casos registrados de febre amarela em Pernambuco desde a década de 1930, a doença terá a vigilância reforçada durante o Carnaval, nos pontos de desembarque de passageiros e em ações educativas em todo o Estado. Desde 1942, não há registro da febre amarela urbana no Brasil, enfermidade transmitida pelo Aedes aegypti.

Equipes estarão no Terminal Integrado de Passageiros (TIP), na Várzea, e no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, na sexta-feira (24.02) e sábado (25.02), quando os terminais aeroportuário e rodoviário registram maior fluxo de passageiros. A atividade terá foco na distribuição de 10 mil panfletos informativos sobre a doença, como é transmitida, sintomas, o que fazer em caso de suspeita e como prevenir.

“Teremos apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que saberá quais voos chegarão de locais onde já ocorreram casos. A abordagem pessoal, então, será estratégica e potencializada. A tripulação também notificará caso algum passageiro apresente sintomas durante a viagem”, explica a diretora geral de Informações e Ações Estratégicas em Vigilância Epidemiológica da SES, Patrícia Ismael.

Outros 10 mil folhetos sobre febre amarela serão entregues às equipes educativas da Operação Lei Seca, que atuarão no trânsito e rodovias estaduais com a entrega do material. As 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres), unidades administrativas da SES, também receberão o mesmo quantitativo para entrega em polos carnavalescos no interior.

O QUE É: Doença infecciosa febril aguda causada por vírus pertencente ao gênero Flavivirus, família Flaviviridae, e transmitida por insetos Haemagogus ou Aedes aegypti no caso da febre amarela silvestre e febre amarela urbana, respectivamente. O Aedes aegypti torna-se capaz de transmitir o vírus da febre amarela 9 a 12 dias após ter picado uma pessoa infectada.

SINAIS E SINTOMAS: Febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).

PREVENÇÃO E CONTROLE: A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação. Ela só é indicada para os moradores de Pernambuco que irão viajar para áreas que tenham recomendação para vacinar pelo Ministério da Saúde. É possível verificar no site do MS – https://goo.gl/kWbBGi.

MATERIAL INFORMATIVO PARA O FOLIÃO

Com o intuito de informar ao folião sobre a rede de atendimento disponível ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS), orientar sobre boas práticas com dicas de alimentação, hidratação e prevenção às infecções sexualmente transmissíveis, a Superintendência de Comunicação da Secretaria Estadual de Saúde, em conjunto com as secretarias executivas e suas respectivas áreas técnicas, produziu uma série de materiais gráficos, que ficarão expostos ou serão entregues durante as mobilizações de rua no período carnavalesco. Ao todo, serão 157 mil peças distribuídas.

Com o slogan “A informação faz a alegria do folião”, 60 mil cartilhas bilíngues (português-inglês) com os serviços de urgência e emergência em funcionamento, dicas de saúde e cuidados com arboviroses serão distribuídos. O material também está disponível no site da SES (portal.saude.pe.gov.br). Além disso, 2 mil cartazes serão afixados em ônibus que circulam pela Região Metropolitana e também interior do Estado, incluindo endereços e especialidades das unidades. Com isso, o usuário poderá visualizar qual o serviço mais próximo para o atendimento do seu caso.

Outros 30 mil panfletos informativos resumem conteúdo sobre a febre amarela e mais 50 mil folders têm como mote a prevenção sobre álcool e direção e doenças sexualmente transmissíveis, que serão entregues nos bloqueios da Operação Lei Seca (OLS) pelas equipes de fiscalização e educação, além de 15 mil adesivos para motos e automóveis.

“Comunicar é parte essencial de uma série de ações para que todos tenham um Carnaval mais seguro e mais comprometido com o bem estar e a saúde pública. O material estará disponível ao folião em diversos locais, como pontos de táxi, postos avançados de polícia, Samu e bombeiros, hospitais, unidades municipais de saúde, aeroportos, terminais integrados e em locais onde ocorrerão ações específicas de cada área”, ressalta o superintendente de Comunicação da SES, Rafael Montenegro. O material também poderá ser visualizado no site da SES – portal.saude.pe.gov.br.

As cartilhas também trazem telefones úteis, como o da Ouvidoria da Saúde (0800.286.2828), Ouvidoria da Mulher (0800.281.8187 – questões de violência e distribuição de contraceptivos), Samu (192), Bombeiro (193), Polícia (190), Hemope (0800.081.1535 – doação de sangue) e Ceatox (0800.722.6001 – intoxicações exógenas e acidentes com animais peçonhentos).

LEI SECA

A Operação Lei Seca (OLS) em Pernambuco atuará nos dias de folia com foco mais intenso nos locais próximos aos polos carnavalescos. Neste ano, as equipes de fiscalização atuarão com reforço de oito motos, que acompanharão os bloqueios diários e ficarão em pontos estratégicos, próximos a retornos e conversões. Contarão, ainda, com o apoio de equipes da Companhia de Policiamento com Cães (CPCães). Outra novidade será o uso de uma ferramenta para evitar que condutores não consigam transpor, sem autorização, o bloqueio viário.

O equipamento é composto por dois redutores de velocidade, espécie de lombada móvel, que serão colocados no chão no início e término do bloqueio. Mais à frente, outro dispositivo estará montado e caso seja necessário, será acionado: pinos de metal furam os pneus do veículo, bloqueando o movimento das rodas. Será a primeira vez que o equipamento será montado nas blitze, ainda como forma de teste. “Primeiro, haverá a sinalização para que o condutor pare e respeite a delimitação da blitz. Caso transponha, será ativado o sistema”, explica o coordenador da OLS, Luciano Nunes.

No sábado (25.02), a Lei Seca fará bloqueios de 24 horas – das 8h (sábado) às 8h (domingo), circundando as principais vias que dão acesso ao desfile do maior bloco de carnaval de rua do mundo. No total, serão 75 bloqueios itinerantes, sendo 12 educativos, com entrega de material informativo (folhetos, adesivos, camisinhas), e 63 de fiscalização. Além dos veículos normalmente abordados, como carros de passeio, táxis, motos e ônibus de linhas convencionais, os motoristas que conduzem os veículos de turismo também farão testes do bafômetro.

As atuações ocorrem em parceria com o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Pernambuco (DER-PE), Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTRAN), Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), Polícia Rodoviária Federal (PRF), agentes de trânsito municipal (Caruaru, Recife, Goiana, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Ipojuca), Samu-192 e Universidade de Pernambuco (UPE).

Números – A operação Carnaval, em 2016, abordou 15.026 veículos, totalizando 185 infrações por alcoolemia (5 crimes, 115 recusas ao teste do bafômetro e 65 constatações do consumo de bebida alcoólica pelo condutor). No total, 161 veículos foram rebocados, 1.064 motoristas multados.

DOAÇÃO DE SANGUE

Com o mote Neste Carnaval vista a camisa da solidariedade e doe sangue no Hemope, a Fundação Hemope está convocando os doadores para repor o estoque estratégico de sangue. Este ano, a ação vai até o sábado de Zé Pereira (25.02), quando ocorre o desfile do Galo da Madrugada. Campanha publicitária para convocar os doadores reúne cartazes e lâminas, além de filme e peças digitais para a internet. Os cartazes já estão afixados em ônibus, vagões de metrô, unidades de saúde e estabelecimentos como farmácias, padarias, escolas, lojas do comércio do Recife e interior do Estado.

“Nossa meta é que os estoques cresçam pelo menos 25% em relação aos últimos meses. Atualmente, o Hemocentro Recife recebe cerca de 280 a 300 doações/dia, mas o ideal é que este número chegue a 400”, enfatiza a diretora de Hemoterapia da Fundação, Anna Fausta Cavalcante.

WILMA LESSA

Durante o período carnavalesco, o Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, sediado no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), funcionará normalmente. As mulheres vítimas de violência física e sexual contarão com apoio de uma equipe multiprofissional de saúde durante todos os dias de folia, 24 horas por dia. Entre as ações prestadas, apoio psicossocial, atendimento médico e psicológico, orientações sobre direitos e realização de todo o protocolo em casos de estupro. O telefone do Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa é o (81) 3184.1740.

Além disso, o atendimento à mulher vítima de violência também será realizado em outras unidades da rede, como Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), Hospital da Mulher, Maternidade Arnaldo Marques, Policlínica Agamenon Magalhães, Maternidade Bandeira Filho e Unidade Mista Prof Barros Lima, no Recife; Hospital e Maternidade Petronila Campos (São Lourenço da Mata). O Imip também realizará esse serviço, mas voltado para o atendimento de crianças e adolescentes. No interior, os hospitais Regionais de Caruaru, Salgueiro, Petrolina e de Serra Talhada também fazem o acolhimento das vítimas.

OUVIDORIA

A Ouvidoria da SES (0800.286.2828) funcionará das 6h às 22h durante todos os dias de Carnaval (sexta a quarta-feira de Cinzas) para esclarecer a população sobre onde buscar o atendimento necessário. Com um sistema informatizado, os profissionais poderão visualizar, de acordo com o município do usuário, o perfil das unidades de saúde mais próximas, evitando o deslocamento desnecessário e a concentração do atendimento nas grandes emergências.

IST/AIDS

Entre os meses de dezembro de 2016 e fevereiro de 2017, o Programa Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids) distribuiu cerca de 10 milhões de preservativos, sendo 81 mil femininos, para que todos os municípios pudessem realizar suas ações de prevenção. O quantitativo também foi destinado à empresas, escolas, agremiações carnavalescas e organizações não governamentais, além da Operação Lei Seca. Ainda foram distribuídos 383.300 sachês de gel lubrificante.

Durante o desfile das Virgens de Bairro Novo, no último domingo (19/02), o Programa distribuiu 76 mil camisinhas. Já no Galo da Madrugada, serão 220 mil.


Arena Gastronômica de Carnaval inaugura nesta quarta no Recife Antigo

Inaugura nesta quarta-feira a Arena Gastronômica de Carnaval. Vai funcionar até o dia 1º de março na Rua do Observatório, entre a Rua do Brum e Cais do Apolo. Por lá, os foliões vão contar com várias opções que vão de lanches rápidos a refeições. Entre elas, o Nordeste Sabor (Casa da Macaxeira), Comadre Coxinha, Hakata, Espetinho da Ceça, Rei das Coxinhas, República dos pastéis, My Burger, Taberna Portuguesa, Plim Restaurante, Thasty e Villa Açaí. A Arena tem capacidade para receber até 400 pessoas e é realizada pela Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Turismo e Lazer, e coordenada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes seccional Pernambuco (Abrasel-PE).

Crédito: Eudes Santana / Divulgação

No dia da abertura da arena, também acontece o desfile do tradicional bloco carnavalesco Eu só como na rua, também organizado pela Abrasel-PE. A concentração acontece a partir das 15h, reunindo associados, chefs e amantes da gastronomia e é animado por orquestra de frevo. A camisa do bloco custa R$10 e pode ser adquirida na sede da Associação. Informações: (81) 3465-7570.

Crédito: Eudes Santana / Divulgação


Governo quer atrair investidores estrangeiros para mercado de refino de petróleo

A reorganização do setor vai ser definida pelo programa Combustível Brasil, lançado nesta segunda-feira

Plataforma de petróleo

O governo federal vai criar regras com o objetivo de atrair investidores estrangeiros para o mercado de refino de petróleo – hoje controlado quase que exclusivamente pela Petrobras. A refinaria Abreu e Lima, que opera com metade da sua capacidade em Pernambuco, deve ser aberta a parcerias privadas. A reorganização do setor vai ser definida pelo programa Combustível Brasil, lançado nesta segunda-feira (20) pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no Recife.

O programa vai ouvir o setor privado, as refinarias já existentes, órgãos públicos e a Petrobras para estabelecer uma nova regulamentação do setor de modo a atrair investidores estrangeiros, desenvolver regras de acesso, melhorar infraestruturas portuárias e terminais de abastecimento de combustíveis e atuar na precificação dos ativos para garantir investimentos de longo prazo. A ideia é que o mercado tenha um papel maior na regulação do setor, de acordo com o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix.

De acordo com o secretário, desde a Lei 9.478/1997, que quebrou o monopólio da Petrobras na área, já era permitida a entrada de estrangeiros no refino, mas 20 anos depois mais de 95% do setor ainda está nas mãos da estatal. Para o gestor, é preciso remodelar o setor para aproveitar os potenciais brasileiros – quinto maior mercado de derivados do petróleo e de localização distante dos polos de produção, o que tornaria o país um local atrativo para implantação de novas refinarias privadas.

“Hoje a gente está em uma situação diferente, que a Petrobras está procurando atingir metas de desalavancagem, ter uma saúde financeira mais adequada. Tem um déficit de refino que há muito tempo não acontece e esse déficit tem que ser suprido. A gente tem que ter regras claras, robustas, que deem conforto para os investidores. Seja estatal, privado, os investidores vão vir”, afirma Félix.

Em entrevista à imprensa antes do evento, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, disse que cabe à Petrobras decidir sobre a redução da participação no mercado de refino. “Quem vai decidir se vai diminuir a participação é a própria Petrobras, agora o Brasil hoje tem já uma necessidade de refino de óleo. A Petrobras tem tomado algumas decisões de desinvestimento, não sei se é o caso do refino, mas o fato é que o Brasil já é o quinto maior produtor de derivados de petróleo do mundo e a expectativa é que isso possa aumentar com o crescimento da economia.”

Abreu e Lima

A refinaria Abreu e Lima é encarada pelo governo como um dos principais potenciais de crescimento do refino nessa remodelagem. Hoje ela opera com parte de sua capacidade, já que as obras foram paralisadas. Segundo o ministro, 40% do óleo diesel S10 consumido no país é produzido no local. Atualmente ela é 100% estatal, pertencente à Petrobras.

Para concluir a refinaria, a entrada de investidores privados é estudada, segundo o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Aurélio Amaral.“Para ela se tornar mais rentável e atrair mais investimento há necessidade de atrair parceiros, já que a Petrobras passa por momento de dificuldades em investimento para que a gente possa complementar a produção”, avalia.

De acordo com a apresentação do diretor executivo de Refino e Gás Natural da Petrobras, Jorge Celestino, a estatal já havia anunciado em seu Plano de Negócios e Gestão (PNG) de 2017 a 2021 uma reestruturação da empresa no downstream, que são as atividades relacionadas à distribuição e refino de derivados do petróleo. A meta é que o modelo de parcerias com o setor privado em Exploração e Produção de petróleo seja expandido para o refino. A forma como isso será feito ainda está em definição.

A Agência Brasil perguntou ao diretor da Petrobras como seria o processo de investimento privado em Abreu e Lima e de quanto seria a redução da participação da estatal no mercado de refino, mas o gestor não quis falar com a imprensa.

O governo aposta alto na refinaria nessa remodelagem, segundo o secretário Márcio Félix. “Dentro do país, o local que tem maior perspectiva de curto prazo é Pernambuco. Com a conclusão do segundo módulo, que já está mais de 80% pronto, essa refinaria pode se tornar talvez até a maior do país. Mas esse ativo é da Petrobras. E com o arcabouço regulatório a empresa pode definir nos próximos meses como será feito”.

Consulta pública

Para fazer a reorganização do mercado, o governo vai ouvir o setor em um workshop que será realizado no Rio de Janeiro nos dias 7 e 8 de março, na sede da ANP. As propostas que resultarem do encontro serão levadas a consulta pública, disponibilizada no site do Ministério de Minas e Energia entre 20 de março a 20 de abril.

Um novo workshop será realizado no dia 3 de maio para aprovação do relatório final, no MME, em Brasília, e o projeto será levado à apreciação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no dia 8 de junho, de acordo com o planejamento apresentado hoje.

Concentração de mercado

O mercado de distribuição de combustíveis no Brasil é dividido basicamente entre quatro grandes corporações, incluindo a Petrobras – 28,6% do bolo é da BR Distribuidora, braço da estatal na área de logística. Ipiranga, com 20,6% do total, e Raízen, com 19,3%, levam as maiores fatias no setor privado. A Ale fica com 4,7% e outras 100 distribuidoras, aproximadamente, respondem por 26,8% do fornecimento. A desconcentração do setor foi alvo de perguntas na apresentação. Márcio Félix disse que esses questionamentos podem ser levados ao workshop do Rio de Janeiro. “Não vai ter assunto proibido”, disse.

Por: Agência Brasil


Roberto Tavares apresenta PPP do Saneamento de Pernambuco para empresários britânicos

No primeiro dia da conferência mundial World Water-Tech Innovation Summit, em Londres, na Inglaterra, o presidente da Compesa, Roberto Tavares, participou de um debate sobre oportunidades e investimentos no setor de saneamento. A reunião aconteceu, hoje (20), no Ministério de Comércio Exterior, e contou com a presença de empresas inglesas interessadas em ampliar seu mercado de atuação, e também de países que apresentam muita necessidade de investimentos como a Arábia Saudita, Índia, Singapura, Filipinas, Costa Rica, Estados Unidos e Brasil.

O evento será realizado até quarta-feira (22), mas Roberto Tavares permanece em Londres, até a próxima sexta (24), com a intenção de gerar boas oportunidades de negócios junto aos investidores internacionais durante reuniões articuladas pelo Consulado Britânico.

De acordo com o presidente da Compesa, com a saída da União Europeia – decorrente do Brexit, a Inglaterra fará um esforço ainda maior para expandir suas fronteiras, por meio da comercialização de equipamentos e tecnologia, além de fazer investimentos fora do país. “As oportunidades são muitas, então o país que fizer o dever de casa e que der garantias de retorno do investimento terá mais chances de receber esses recursos”, acredita Tavares, que apresentou aos empresários do Reino Unido a experiência exitosa com o Programa Cidade Saneada, a maior PPP (Parceria Público Privada) do setor no Brasil. A intenção é replicar esse modelo para o interior do estado e acelerar a universalização dos investimentos em saneamento.

“Penso que o governo de Pernambuco está seguindo esse caminho, pois a Compesa tem aperfeiçoado sua gestão e feito um volume imenso de investimentos e ainda possui experiência com a maior PPP de Saneamento do Brasil. Estamos nos preparando para novos horizontes através do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos)”, informa o presidente da Compesa.


BNDES aprova financiamento para linha de transmissão de Belo Monte

Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará
Osvaldo de Lima/Norte Energia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje (20) a aprovação de financiamento de longo prazo de R$ 2,56 bilhões para construção do primeiro dos dois sistemas de transmissão que levarão energia elétrica da Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte, no Pará, para a Região Sudeste.

A participação do BNDES corresponde a 40% do investimento total, que atinge R$ 5,6 bilhões. De acordo com o banco, também há possibilidade de emissão no mercado de debêntures de infraestrutura no valor de R$ 520 milhões.

O projeto já tem empréstimo ponte de R$ 718 milhões contratado em 2015. A quitação será feita com parte dos recursos do financiamento aprovado agora.

A beneficiária do financiamento é a sociedade de propósito específico Belo Monte Transmissora de Energia SPE, controlada pelo grupo chinês State Grid. O grupo Eletrobras é o parceiro nacional no consórcio, por meio das subsidiárias Furnas Centrais Elétricas e Eletronorte.

Segundo o BNDES, o projeto prevê a construção de linha de transmissão de 2.092 quilômetros de extensão, que percorrerá 65 municípios do Pará, Tocantins, Goiás e Minas Gerais e de duas subestações conversoras: Xingu, no Pará, e Estreito, em Minas Gerais. As obras já foram iniciadas e têm previsão de conclusão em fevereiro de 2018. O segundo sistema de transmissão para escoamento da energia para a Região Sudeste terá linha de 2.550 km de extensão, que interligará as subestações Xingu (PA) e Nova Iguaçu (RJ).

Ainda de acordo com o banco, a construção do sistema de transmissão deverá gerar cerca de 7 mil empregos diretos e 21 mil indiretos.

Edição: Luana Lourenço

Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil


ESPECIAL DE CHURRASCO DO PÃO DE AÇÚCAR EM CLIMA DE CARNAVAL

A rede traz dicas de um dos maiores nomes do churrasco no Brasil, István Wessel, além de sugestões de harmonização da especialista em cervejas especiais, Kathia Zanatta

O carnaval chegou e junto com ele um período de ofertas na rede Pão de Açúcar. De 20/02 a 02/03, o Pão de Açúcar apresenta o Especial de Churrasco onde cortes tradicionais dividirão espaço nas lojas com carnes nobres e diferenciadas, como Angus e Hereford, enquanto na Rotisserie será possível encontrar opções prontas de acompanhamento, como vinagrete, farofa, entre outros.

Durante a ação, clientes do Pão de Açucar terão acesso a uma revista edição especial, que traz inúmeras dicas de István Wessel, que faz parte da quarta geração de uma família de açougueiros húngaros e está à frente da celebrada marca Wessel. A revista traz ainda receitas de drinks e dicas de harmonizações com cervejas especiais, dadas pela especialista da rede Kathia Zanatta.

“A indicação para o churrasco são cervejas que consigam unir características maltadas e/ou de amargor um pouco mais elevado, sem apresentar um teor alcoólico muito alto. Isso porque o amargor consegue contrastar com a gordura das carnes, e o álcool mais baixo ajuda no fato de bebermos um pouco mais no churrasco. Além disso, fica mais agradável para o nosso clima quente”, explica Kathia.

Para István Wessel, o melhor churrasco é o tradicional. “Inovar na hora de temperar a carne, com ervas e especiarias, é muito bem-vindo. Mas nada de ideias mirabolantes, como picanha invertida ou carne marinada na cerveja. O bom churrasco é tradicional e bem-feito.”

Confira algumas dicas:

· O T-bone é um corte bovino com osso e bastante gordura. Então, asse-o na área mais quente da churrasqueira até ficar dourado. Na hora de preparar a costelinha suína, misture outros temperos no sal grosso. Com alecrim, fica uma delícia.

· Ervas como tomilho fresco e alecrim vão muito bem com carnes vermelhas. Junte-as ao sal grosso na hora de temperar a fraldinha ou o contrafilé de angus para acentuar o sabor.

· Carnes como Hereford, Angus, pedem cervejas maltadas, mais amargas e alcoólicas, como as American Brown Ale e Dubbel.

· A picanha suína é um corte suculento que mantém a umidade da carne. O preparo na churrasqueira também é feito com a gordura para cima, a fim de manter a maciez da carne. Quando ficar dourada e crocante, passe a picanha suína para a área menos quente da churrasqueira. Assim, a parte de dentro da carne continuará suculenta.

· Para gelar a cerveja mais rápido, coloque-a em um cooler com gelo, água gelada e sal grosso. Para cada saco de gelo, coloque 1 litro de água e 500g de sal. Vai gelar em minutos.

· Só vire a gordura da picanha bovina para cima quando ela estiver bem tostada. Faça cortes paralelos na diagonal da peça para diminuir o tempo de derretimento da gordura e aumentar o sabor.


QUAIS SÃO OS ALIMENTOS QUE FORNECEM ENERGIA PARA O CARNAVAL?

Os dias mais festivos do ano se aproximam, e para quem gosta de curtir o Carnaval, manter a energia neste período é muito importante.

Para conquistar a disposição desejada, alguns alimentos podem ser grandes aliados. Segundo a nutricionista do Hospital San Paolo – centro hospitalar localizado na Zona Norte de São Paulo –, Flávia Salvitti, os alimentos ricos em carboidratos são os mais indicados, pois liberam glicose ao organismo de maneira lenta, garantindo energia por mais tempo.

“Alimentos como arroz, massas, batata, purê, mandioca e milho são ótimas fontes de energia, mas dificilmente são consumidos durante a festa”, afirma a nutricionista. “Barrinhas de cereais e biscoitos integrais são fáceis de carregar e podem manter o valor energético que o folião precisa para sustentar o samba no pé”, acrescenta Flávia.

A especialista também aconselha a se alimentar a cada três horas, não sair em jejum e manter-se hidratado, ingerindo no mínimo dois litros de água. “A exposição ao sol e o calor típico do verão tornam o suor mais frequente e propiciam o gasto de energia”, explica Salvitti. A desidratação desencadeia alterações na temperatura corporal, fraqueza, dor de cabeça e cansaço, e é tudo o que nós não queremos para um feriado de Carnaval”, diz a nutricionista.

Os que costumam ingerir bebidas alcoólicas devem ficar ainda mais atentos à desidratação, que é a principal causa da ressaca. “O ideal é intercalar a bebida com copos de água, suco ou água de coco. Dessa forma bebe-se menos, uma vez que o estômago fica cheio”, afirma Flávia.

Para os dias de festa, a nutricionista também aconselha evitar os alimentos gordurosos, que incluem frituras, condimentos, embutidos, linguiça, salsicha, mortadela, salame, queijos amarelos, molhos e maionese. Eles não são saudáveis em nenhum período da vida e também podem ser indigestos.


Centenas de pessoas participam da seleção de figurantes para a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

Os diretores artísticos da Paixão de Cristo, Carlos Reis e Lúcio Lombardi, juntamente com a produção do espetáculo, realizaram na última sexta-feira (17), na cidade-teatro de Nova Jerusalém, a seleção de parte dos figurantes para a temporada histórica dos 50 anos, que acontecerá de 8 a 15 de abril.

Participaram da seleção centenas de homens e mulheres de todas as idades residentes no Brejo da Madre de Deus, município onde está localizada a cidade-teatro. Os novos selecionados vão se integrar ao elenco de figurantes que já está no espetáculo há vários anos participando de cenas importantes como o Sermão da Montanha, Templo de Jerusalém, Fórum de Pilatos, Crucificação e Ascensão. “Os figurantes desempenham um papel fundamental para a grandiosidade do espetáculo, contribuindo para dar mais emoção e realismo às cenas”, afirma o diretor Carlos Reis.

Este ano, a Paixão de Cristo terá como artistas convidados Rômulo Arantes Neto (Jesus), Letícia Birkheuer (Maria), Raphael Vianna (Herodes), Joaquim Lopes (Pilatos), Adriana Birolli (Madalena), Aline Riscado (Herodíades) e Jesus Luz (apóstolo João).

Os ingressos para a temporada 2017 já estão à venda pelo do site oficial (www.novajerusalem.com.br). As entradas para o espetáculo custam de R$ 100,00 a R$ 140,00, dependendo do dia, com direito a meia-entrada. Nas compras feitas pelo site, o valor do ingresso poderá ser parcelado em até 12 vezes nos cartões de crédito.


Setur-PE negocia voos diretos para Havana, Santiago, Madri e Bogotá

Felipe Carreras, secretário de Turismo de Pernambuco

Durante o lançamento do programa Noronha Mais, nesta quinta-feira (16), no Rio de Janeiro, o secretário de Turismo de Pernambuco, Felipe Carreras afirmou que desde o início do ano vem mantendo negociações para incremento de voos internacionais para o Recife.

Segundo ele, a proposta é iniciar ainda esse ano uma rota da Gol entre e capital pernambucana e Havana. “Por outro lado, estamos em conversas com a Latam para operar uma rota entre Recife e Santiago, com a Avianca onde buscamos abrir uma rota para Bogotá e com a Air Europa, onde a pretensão é ter no segundo semestre um voo direto entre Recife e Madri”, adiantou.

O dirigente lembrou que o fluxo de turistas estrangeiros representa atualmente 10% e com os novos voos e as rotas já existentes para os Estados Unidos, Uruguai, Portugal, Argentina e outros a proposta é de dobrar esse volume. Em relação aos voos domésticos, Felipe Carreras confirmou negociações para iniciar em breve um voo entre Recife e Jericoacoara, no Ceará.

Outra negociação em andamento diz respeito a promoção de Pernambuco com outros estados nordestinos, numa parceria com a Embratur. “Tive há 15 dias uma reunião com o presidente Vinícius Lummertz onde o assunto foi discutido e a ideia é uma divulgação comercial da região no mercado europeu”, explicou.


Estudantes transformam bairro e dão novo rumo à escola em SP

Em São Paulo (SP), adolescentes colocaram a mão na massa para revitalizar a comunidade ao redor da escola por meio de ações coletivas.

Por Pedro Nogueira, da Plataforma Cidades Educadoras –

“O que mais incomoda vocês no bairro em que vivem? E no caminho entre a escola e sua casa?”

Essas foram algumas das perguntas que inspiraram um grupo de estudantes do nono ano a darem um passo em direção ao seu território, em Aricanduva, na zona leste de São Paulo. Passo este que logo se tornou uma caminhada de estudantes de diversas turmas, de professores, coordenadores, de uma escola e de um bairro. Encontrando em seu entorno aquilo que queriam ver diferente, a comunidade escolar passou a agir nos espaços, misturando ação e aprendizado em um processo que deixará marcas profundas.

O projeto “Para além dos muros da escola: intervindo no Jardim Maringá”, da EMEF Assad Abdala, foi uma das onze escolas selecionadas na edição 2016 do Desafio Criativos da Escola. A iniciativa visava, a partir de ações coletivas, transformar espaços públicos, como uma praça do bairro, um clube, um escadão e um centro comunitário.

Aprender com o espaço

Quem conta essa história é a professora de língua portuguesa Claudia Acorinte da Costa, uma das responsáveis por coordenar o projeto. Segundo ela, o processo se reporta diretamente à instauração dos Trabalhos Colaborativos Autorais, os TCAs, implementados na escola desde 2014, com a adesão ao programa Mais Educação São Paulo.

A partir dele, os estudantes começaram a pesquisar temas que lhes interessavam e os professores repararam que eles se sentiam muito incomodados com o lugar onde viviam. “Eles sentiam uma baixa auto-estima muito forte com seu território. Então resolvemos agir justamente nisso.”

Com o diagnóstico da situação, foram às ruas e praças do bairro. Todo material usado para grafitar, construir e requalificar os espaços veio da escola e de doações da comunidade. “Os familiares no começo tinham medo, pois eram áreas perigosas. Mas logo passaram a acreditar no trabalho desenvolvido, assim como os estudantes dos 6º e 7º, que começaram a integrar nossos esforços.”

Protagonismo estudantil

Divididos em comissões, aplicavam saberes escolares para compreender e transformar os espaços. A professora conta que a matemática foi aplicada para pensar nas mudanças estruturais, o português nas entrevistas com moradores da região e outras frentes dos projetos, como comunicação e arquitetura e urbanismo, foram instrumentais para pensar e divulgar as ações.

“A aprendizagem fica muito mais rica quando é aplicada. Hoje a gente não tem dúvida de que eles crescem muito mais assim. Pretendemos inclusive trabalhar com projetos e roteiros de pesquisas, nos moldes que vemos hoje em escolas como a EMEI Desembargador Amorim Lima“, projeta.

“O protagonismo estudantil, essa ideia de que se eles não participarem de suas realidades, ninguém vai fazer por eles, foi algo muito forte que vimos na fala dos estudantes. Isso mudou radicalmente a relação com o bairro e com a educação”, acredita Cláudia, que também ressalta o envolvimento e apoio da direção e da coordenação da escola no processo. “Sem isso, nada teria saído do papel. Agora temos até professores sendo realocados para nossa escola, para aprofundarmos cada vez mais a transformação”.

Mais Educação

O projeto teve também o apoio dos programas Mais Educação, Mais Educação São Paulo e São Paulo Integral. “Isso nos traz algo muito interessante. Ele é a prova concreta de como uma política pública pode destravar potenciais de um determinado local”, analisa Gabriel Salgado, assessor do projeto Criativos da Escola, do Instituto Alana.

“Não há dúvida de que os jovens produzem cultura, arte e política, mas quando nos propomos a reconhecer a participação ativa dos estudantes e seu papel de sujeitos, que muitas vezes floresce de maneira silenciosa nos corredores escolares, eles são capazes de crescer e inclusive ultrapassar a política”, afirma.

Escola criativa

Salgado acredita que o projeto, que foi um dos onze escolhidos entre um total de 1.014 enviados para o Desafio Criativos da Escola, têm como grande potência a sua inserção no território. “Ele mostra como a ação direta dos estudantes – com apoio dos professores – é capaz de transformar uma comunidade, ao mesmo tempo em que traz um ganho para a qualidade da educação”.

Ele também considera que esse processo incrementa a formação e a capacidade de ação dos professores, oxigenando o ambiente escolar. “Um professor que reconhece a participação estudantil é um resistente. Que eles possam seguir efetivando suas pretensões de colocar em prática uma educação mais democrática e transformadora”, finaliza. (Porvir/ #Envolverde)

* Publicado originalmente na Plataforma Cidades Educadoras e retirado do site Porvir.

Envolverde


Brasil será maior mercado da Heineken’, diz presidente da marca

Após sete anos no País, o grupo vai dobrar sua participação de mercado nacional de cervejarias


Serão 12 novas fábricas e 10 mil funcionários. Foto: Reprodução
A aquisição dos ativos da Kirin – dona da marca Schin – fará do Brasil a maior operação individual global da holandesa Heineken, passando o México, que ocupava o posto desde a compra dos ativos de cerveja da Femsa, em 2010. Após sete anos no País, o grupo vai dobrar sua participação de mercado nacional de cervejarias, mas, em termos industriais, o salto será maior: serão 12 novas fábricas (hoje são cinco) e 10 mil funcionários (além dos 2 mil atuais).

A “digestão” dessa estrutura incluirá mudanças em produção, distribuição e marketing, disse Didier Debrosse, presidente da Heineken Brasil, ao jornal O Estado de S. Paulo. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Como a compra se encaixa na estratégia global da Heineken?

Tornar a Heineken mais global foi uma iniciativa de Jean-François van Boxmeer (presidente global da empresa). Fizemos aquisições importantes na Ásia e compramos a Femsa, que tornou o México nosso maior mercado global, posição que passará agora para o Brasil (após a finalização do negócio com a Brasil Kirin).

A experiência adquirida no Brasil ajudou nessa aquisição?

O Brasil não é para iniciantes, especialmente quando o estrangeiro olha o ambiente de negócios aqui, que inclui burocracia e preocupações com a carga tributária e o sistema legal. Mas sentimos que agora conhecemos o País. Cremos ter condições de crescer e de nos arriscarmos mais por aqui. Aceitamos esse cenário volátil.

Como as marcas da Kirin serão ‘digeridas’ pela Heineken?

Temos um bom portfólio no Brasil, mas podemos crescer em várias regiões. A Kirin é complementar. No segmento de entrada, a Schin é forte no Nordeste, onde temos pouco alcance. Vamos trabalhar as regiões, para a Schin não se sobrepor à Kaiser e à Bavária, fortes no Sul e em São Paulo. A Schin pode ajudar também a Amstel, que tem preço um pouco mais alto, a crescer no Nordeste. A Heineken é forte no segmento premium, o que pode auxiliar as artesanais BadenBaden e Eisenbahn.

Qual é a importância das novas fábricas para a Heineken?

Elas são essenciais. No setor de cervejas, a posição industrial é importante, pois estar mais perto do cliente significa menores custos com logística – e isso é especialmente importante no Brasil. Além disso, estaremos presentes em mais Estados que oferecem incentivos tributários.

Qual é a situação das fábricas da Brasil Kirin?

A Schincariol investiu muito nas fábricas, e a Kirin fez um bom trabalho. Teremos, claro, de fazer investimentos. Mas adquirimos boas indústrias, melhores do que as que compramos da Kaiser (em 2010, no ‘pacote’ da Femsa).

O que acontecerá com a área de água e refrigerantes da Kirin?

Ainda não há decisão tomada, podemos manter ou vender. Não se encaixa na estratégia global. Mas nos traz mais escala no Brasil.

E como ficam os distribuidores da Kirin frente ao acordo da Heineken com a Coca-Cola?

Não há decisão. Temos as duas opções. Mas, como somos agora muito maiores no Brasil, vamos escolher a melhor opção pensando no longo prazo.

A Heineken vai entrar com um posicionamento agressivo de preços para ganhar mais mercado?

É muito cedo para dizer. Já estamos bem grandes, comprando um ativo enorme. E não é segredo para ninguém que, apesar de tudo, esse novo negócio precisa de reestruturação.

As novas fábricas vão produzir Amstel e Heineken?

Sim, mas o caso da Amstel é mais simples. O caso da Heineken é complicado, porque o processo produtivo exige muitos testes.

Dá para introduzir mais marcas estrangeiras no curto prazo?

Temos de digerir essa aquisição antes. São 12 fábricas e 10 mil funcionários. Precisamos de uma pequena pausa.

Como enfrentar a queda do mercado de cerveja no País?

A situação atual é complicada, o mercado caiu um pouco em 2015 e 2016. Mas o Brasil ainda é “verde”, com boa chance de expansão no Nordeste, onde o consumo per capita é baixo. E o segmento premium ainda tem uma fatia muito menor do que no resto do mundo. É uma oportunidade para nós.

Por: Agência Estado


Pesquisa inédita da FIEPE mapeia as indústrias da Região do São Francisco

O estudo analisa 259 empresas situadas em petrolina, Afrânio, Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó e Santa Maria da Boa Vista

O Conselho Empresarial da Unidade Regional São Francisco (URSF) da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) apresentou, no último dia 15/2, em Petrolina, um mapeamento com o perfil das indústrias da região do São Francisco, seus potenciais e dificuldades.

Durante a reunião, que contou com a participação do secretário de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade do município, Eduardo Carvalho, o analista do Núcleo de Economia e Negócios Internacionais da FIEPE, Thiago Lima, detalhou o estudo inédito que começou com uma pesquisa em agosto do ano passado.

A pesquisa Mapeamento das Indústrias da Região do São Francisco Pernambucano analisou o ambiente industrial e identificou as empresas situadas nas cidades de Petrolina, Afrânio, Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó e Santa Maria da Boa Vista. A amostra foi realizada com 259 indústrias de um universo de 859.

Entre as principais informações do estudo, o Conselho Empresarial da URSF destacou um crescimento entre o ano de 2010 a 2015 com aumento de 40,9% no número de estabelecimentos industriais. Contudo, do ano de 2014 para 2015 foi registrado queda de 3,4%, fato que pode estar relacionado a má conjuntura econômica nacional. Os subsetores industriais que mais perderam empresas foram: construção civil, metalurgia, borracha, material de transporte, indústria química, fumo e couro.

De acordo com Thiago Lima, a região possui uma boa cultura exportadora presente no agronegócio e isso pode contribuir para melhorias das exportações industriais em outros setores. “Ainda é preciso buscar melhorias da eficiência industrial, enquadramento dos produtos aos padrões internacionais, acesso a crédito e capacitações voltadas ao comércio exterior. Para isso, se faz necessário realizar uma política industrial local pautada na aproximação das instituições para que se aproveite integralmente o efeito sinérgico da cooperação na inovação, eficiência produtiva, novos mercados e qualidade de vida industrial”. O analista afirmou ainda que o “Sistema FIEPE tem potencializado suas ações para o desenvolvimento industrial local e no fomento de novas parcerias que visam o crescimento da região”.

Ainda durante a reunião, o diretor da Unidade Regional do Sertão do São Francisco da FIEPE, Albânio Nascimento, entregou um documento ao secretário Eduardo Carvalho com as prioridades da indústria em Petrolina para o setor de urbanismo e sustentabilidade. Participaram também do encontro o secretário de Segurança do município, José Silvestre Junior; a secretária executiva de Urbanismo, Taisa Gueiros; e o secretário executivo de Serviços Públicos, Frederico Machado.


Ministro de Minas e Energia lança programa Combustível Brasil no Recife

Iniciativa propõe ações para estimular investimentos e diversificar o setor de abastecimento de combustíveis em todo o País

Ministro de Minas e Energia, Fernando Filho
Foto: Mariama Correia/Folha de Pernambuco

O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, está em Pernambuco para lançamento do programa Combustível Brasil. O evento está acontecendo neste momento na Federação da Indústria do Estado (Fiepe-PE). A iniciativa propõe ações para estimular investimentos e diversificar o setor de abastecimento de combustíveis em todo o País.

“Precisamos repensar o setor, para que haja previsibilidade e transparência para os investidores”, disse o ministro Fernando Filho.

O evento reúne empresas e associações do setor, incluindo o diretor de refino da Petrobras, Jorge Celestino e representantes da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), além do vice-governador e secretário de Desenvolvimento do Estado, Raul Henry e autoridades.

Por: Mariama Correia, da Folha de Pernambuco


10 anos após Lei do Saneamento, setor ainda atrai pouco investimento

Apenas 316 cidades (5% dos municípios) contam com empresas privadas de água e esgoto. Ritmo de investimentos setor pode ganhar impulso com programa de privatização do BNDES.

Passados 10 anos da criação da Lei 11.445, conhecida como a Lei do Saneamento, os investimentos em água e esgoto pouco avançaram, recebendo volumes de recursos abaixo das necessidades do país e com uma participação ainda tímida do setor privado.

Num país em que metade da população não tem acesso à coleta de esgoto, o saneamento permanece como o setor de infraestrutura com o menor volume de investimentos no Brasil. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o segmento recebeu menos de 10% do total de gastos em obras de infraestrutura feitos no país entre 2007 e 2014, bem atrás de áreas como transportes, telecomunicações e energia elétrica.

Segundo analistas e agentes do setor de saneamento ouvidos pelo G1, ainda que o setor demande um maior número de linhas de financiamento, é necessário maior “vontade política” para tratar o assunto como prioritário e fazer com que sejam cumpridos pontos já regulamentados pela lei.

Um deles é a obrigatoriedade de elaboração de planos municipais de saneamento básico (PMSB) – ponto de partida para qualquer planejamento de longo prazo para universalização dos serviços de água e esgoto. A data limite para as prefeituras cumprirem a exigência deveria acontecer no final de 2015, mas foi adiada para até 31 de dezembro de 2017.

“A lei veio nortear e dar amparo legal para as empresas que operam com contratos firmados com os municípios, que são o poder concedente. Mas os avanços nos últimos 10 anos foram muito tímidos. Os indicadores de saneamento continuam lamentáveis e pífios”, diz o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Roberval Tavares. “Hoje, temos mais escolas públicas com acesso à internet do que esgoto coletado e captado nas mesma escolas”, compara.

Demanda de investimentos de R$ 300 bilhões

Os valores desembolsados para o avanço do saneamento básico, se descontada a inflação, ficaram praticamente congelados nos últimos anos. Em 2014, o investimento total em água e esgoto foi de R$ 12,2 bilhões, de acordo com levantamento do Instituto Trata Brasil, a partir dos dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento), do Ministério das Cidades. Em 2015, segundo dados preliminares, somou R$ 12,7 bilhões. Veja gráfico mais abaixo

Para atingir as metas fixadas em 2013 pelo Plano Nacional de Saneamento Básico para universalizar em 20 anos os serviços de água e esgoto no Brasil, o Brasil demanda investimentos de cerca de R$ 300 bilhões, o equivalente a mais de R$ 15 bilhões por ano. Pelas contas da Abcon, mantido o ritmo atual, a meta de abastecer 100% da população urbana com água tratada e alcançar mais de 90% de domicílios servidos por rede coletora de esgoto só será atingida depois de 2050.

Segundo o Trata Brasil, apenas 36% das cidades investiram nos últimos 5 anos mais de 30% da arrecadação com os serviços de água e esgoto para a expansão ou melhorias do atendimento. A maior parte dos investimentos no setor são patrocinados pelo governo federal. Segundo o Ministério das Cidades, o valor desembolsado passou de R$ 6,54 bilhões em 2014 para R$ 7,44 bilhões em 2015.

Poucas empresas privadas

A iniciativa privada ainda tem presença tímida no segmento. Segundo dados da Abcon (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Água e Esgoto), o número de cidades em que a iniciativa privada atua no saneamento, direta ou indiretamente, subiu de 182 em 2006 para 316 em 2016. Isso significa que 5% dos municípios brasileiros ou cerca de 15% da população (cerca de 31 milhões de habitantes) são atendidos por uma empresa privada de saneamento.

Entre 2007 e 2016 foram assinados apenas 76 novos contratos de concessões ou parceria público-privada (PPP), a maioria em pequenos municípios e muitos deles por iniciativa das próprias empresas, que se oferecem para bancar os estudos técnicos pré-edital. As novas operações iniciadas após a Lei de Saneamento representaram menos de 30% do total de 258 contratos firmados com concessionárias desde 1994.

Dos cerca de 1.500 operadores de serviços de água e esgoto no país, pouco mais de 100 são empresas privadas. Embora pela Constituição, o saneamento seja de responsabilidade municipal, os serviços de saneamento permanecem majoritariamente dominados por companhias estaduais (70% dos municípios). As prestadoras públicas locais ou microrregionais respondem pelos outros 25%.

“O que falta (para ampliar os investimentos privados) é o saneamento ser tratado como prioridade de estado, independentes de governos”, resume Tavares.

Programa de desestatização do BNDES

O setor privado vê neste momento uma janela de oportunidade para entrar no segmento de saneamento. Com a falência das finanças públicas e uma sequência de crises hídricas há novas oportunidades que podem atrair investidores para o setor, segundo especialistas consultados pelo G1.

Uma das maiores oportunidades é um programa de desestatização de saneamento que está sendo conduzido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e já teve adesão de 18 estados. No caso do Rio de Janeiro, a privatização da Cedae foi colocada como uma das contrapartidas do socorro financeiro ao estado.

As empresas públicas destes 18 estados atendem a 2,3 mil municípios, prestando serviço a cerca de 90 milhões de habitantes. Destes, 17 milhões não são atendidos com abastecimento de água, 65 milhões não têm acesso a serviços de coleta de esgoto e 74,6 milhões não têm o esgoto tratado.

As companhias e áreas de operação que serão oferecidas à iniciativa privada, assim como a modelagem dos leilões – se serão de privatização, concessão, subconcessão ou PPP – só deverão ser conhecidas após a conclusão dos estudos técnicos, previstos para serem apresentados até o fim do ano.

Apesar da melhora das expectativas para o setor, empresas e analistas avaliam que uma nova rodada de investimentos só deverá vir a partir de meados de 2018, quando forem conhecidos os primeiros resultados dos projetos que estão sendo formatados pelo BNDES com os estados.

Mercado potencial de R$ 120 bilhões por ano

Hoje, o mercado de água e esgoto movimenta um faturamento anual estimado em cerca de R$ 70 bilhões. Desse total, apenas cerca de 10% está nas mãos de empresas privadas, que fizeram investimentos da ordem de R$ 2,5 bilhões em suas áreas de concessão em 2015 ou o equivalente de 20% do total feito em saneamento no país. Segundo a Abcon, o total contratado pelas operações privadas é de R$ 33,18 bilhões, dos quais R$ 12,57 bilhões estão previstos para serem investidos entre 2015 e 2019.

A avaliação do mercado é que a fatia nas mãos de operadores privados tem potencial para avançar a 30% caso o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal saia do papel, assim como a exigência de elaboração de planos municipais de saneamento básico (PMSB) por parte das prefeituras.

Segundo Carlos Henrique da Cruz Lima, diretor de Planejamento do Grupo Águas do Brasil, uma das maiores empresas privadas do setor com 14 concessões e operações em cidades como Niterói e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, a receita potencial com a universalização dos serviços de água e esgoto no Brasil é da ordem de R$ 120 bilhões por ano. “Esse é um número que, convertido em qualquer moeda no universo, atrai investidores. O que faltam hoje são projetos”, afirma o executivo.

As empresas que atuam no mercado avaliam que o momento é favorável também para novas parcerias público-privadas no âmbito dos municípios, em função da posse de novos prefeitos e da crise fiscal que atinge estados e municípios.

“A grande novidade é a entrada do BNDES com recursos para contratar estudos, porque cada município tinha que dar uma solução para o saneamento e nem todos dispõem de corpo técnico capacitado ou orçamento para desenvolver estudos técnicos e projetos”, diz Hamilton Amadeo, presidente da Aegea, grupo que opera concessões em 45 cidades, incluindo Campo Grande (MS), Piracicaba (SP) e Vila Velha (ES).

A lista de potenciais interessados em avançar no mercado privado de saneamento inclui a GS Inima Brasil – subsidiária do grupo sul-coreano com concessões em 8 cidades, incluindo Maceió – e a gestora canadense Brookfield, que no final do ano passado fechou a compra do controle da Odebrecht Ambiental, unidade de saneamento do grupo Odebrecht, por US$ 768 milhões.

Outra empresa de saneamento ligada a construtora envolvida na operação Lava Jato que está mudando de controle é a CAB Ambiental, que opera 18 concessões, incluindo a de Cuiabá (MT). Na reestruturação em curso, o grupo Galvão passará a ser acionista minoritário e o controle passará a ser exercido por um fundo de investidores e ex-credores da empresa. “O foco principal agora é arrumar a casa”, diz Otávio Silveira, diretor-geral da empresa.

Diante das dificuldades financeiras e do impacto da Lava Jato nos principais grupos brasileiros do setor de infraestrutura, a aposta é que investidores estrangeiros, incluindo franceses, espanhóis e, principalmente, asiáticos deverão ser os principais protagonistas das próximas concessões, ainda que em parcerias com operadores nacionais.

Entraves para o avanço

Apesar da maior segurança jurídica e dos avanços regulatórios trazidos pela Lei do Saneamento, as operadoras privadas explicam que a disputa política em torno da titularidade dos serviços nas regiões metropolitanas segue como o maior entrave para a maior abertura do mercado.

“As regiões metropolitanas estão engessadas por conta da indefinição sobre quem é o poder concedente: se é o estado ou o município. Falta uma lei ou decreto que realmente coloque isso em pratos limpos”, diz o diretor do Grupo Águas do Brasil.

Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2013 definiu que a gestão do serviço de saneamento básico em regiões metropolitanas ou microrregiões deve ser feita em parceria entre município e estado, mas como na maior parte do país os serviços são administrados por companhias estaduais, o tema ainda gera controvérsia pois qualquer tentativa de mudança de contrato acaba dependendo de acordo entre as partes e também das cidades vizinhas que compartilham da mesma bacia hidrográfica.

“Essa relação do município dependente, submisso ao estado, impede avanços. Por isso, defendo a mudança para trazer o saneamento para esfera federal”, afirma Mario Marcondes Vieira Neto, presidente da Conasa, que atende cidades como Salto (SP) e São João de Meriti (RJ).

A inclusão de companhias estaduais no programa federal de concessões tem sido visto como chance de maior pacificação para o impasse, mas agentes do mercado ainda se dizem cautelosos em relação ao tamanho e segurança jurídica dos projetos que serão apresentados pelo BNDES.

“O maior obstáculo é conciliar todos os interesses. Cada município abrangido por um programa estadual terá que fazer ajustes em sua legislação com a eventual entrada de um privado”, avalia o presidente da Aegea.

As empresas cobram também uma regulamentação de pontos ainda não contemplados pela Lei de Saneamento como a que obrigatoriedade da utilização da infraestrutura disponível. “A rede de esgoto passa na porta, mas o sujeito não se conecta porque não querem fazer a obra de ligação ou porque não quer passar a pagar tarifa de esgoto”, explica Silveira.

Público x privado

Ainda que a privatização de serviços de primeira necessidade como água e esgoto seja um tema que continua a dividir opiniões, é praticamente consenso entre os agentes do setor de saneamento que, para alcançar mais rápido a universalização, será necessário aumentar tanto os investimentos públicos quanto os privados.

Além do desafio de ampliação da rede, está o de melhorar a qualidade do serviço e a eficiência. Segundo estudo do Trata Brasil, a cada 10 grandes cidades brasileiras, 7 perdem 30% ou mais de toda a água tratada por causa de vazamentos nas tubulações, ligações clandestinas e erros de medição de hidrômetros.

Embora muitas operadoras possam estar sendo mal geridas e administradas, há casos em que a arrecadação com tarifas não paga sequer o custo operacional, o que acaba demandando subsídios diretos ou cruzados, e comprometendo a capacidade de expansão da rede de atendimento.

Os grupos privados avaliam, entretanto, que as tarifas praticadas atualmente pelas companhias estaduais são suficientes para suportar o nível de investimentos necessários e garantir que haja interessados em eventuais leilões de concessão.

“O saneamento é uma das poucas áreas de infraestrutura em que é absolutamente viável fazer os investimentos necessários para a universalização 100% via tarifa”, afirma Otávio Silveira, da CAB Ambiental.

“A grande diferença entre as empresas públicas e privadas é que no nosso caso temos metas de cobertura previstas em contrato”, diz Carlos Henrique da Cruz Lima, do Grupo Águas do Brasil. “Essa história que quando uma empresa privada entra a tarifa triplica é balela. Passados 18 anos, nossa tarifa em Niterói, onde já temos 92% do esgoto coletado e tratado, ainda é levemente menor do que a da empresa pública que está do meu lado”, compara.

Na opinião do presidente da Abes, para o consumidor o que conta é que o serviço seja eficiente. “Ser público ou privado pouco importa. O que falta é o saneamento ser tratado como prioridade. As empresas públicas não podem simplesmente ser usadas como moeda de troca em renegociação de dívidas.”

Por Darlan Alvarenga, G1


Odebrecht provocará tsunami na política, diz procurador da Lava Jato

Um dos principais negociadores da Operação Lava Jato, o procurador Regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que as revelações de executivos e ex-executivos da Odebrecht vão provocar um “tsunami” na política brasileira e confirmarão que a corrupção, descoberta na Petrobrás, existe em todos os níveis de governo, envolvendo partidos de esquerda e direita.

“A corrupção está em todo sistema político brasileiro, seja partido A, partido B, seja partido C. Ela grassa em todos os governos.”

“É um grande caixa geral de favores que políticos fazem através do governo, e em troca recebem financiamento para si ou para seus partidos e campanhas. Funciona em todos os níveis, exatamente igual”, diz Carlos Fernando. “Isso vai ser revelado bem claramente quando os dados das colaborações e da leniência da Odebrecht forem divulgadas – e, um dia, serão.”

“A classe política tem que perceber que a sobrevivência dela depende dela mudar seus próprios atos. Se o sistema mudar, aqueles que vierem a sobreviver ao tsunami de revelações, quem sabe encaminhe o Brasil para um País melhor.” , concluiu.

fonte: entrevista ao Estadão


Moro nega pedido para acessar doações a instituto de FHC

A decisão também vale para os institutos Itamar Franco e José Sarney

Valter Campanato/Agência Brasil

O juiz Sérgio Moro negou nesta sexta-feira, 17, o pedido da defesa do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, para solicitar às próprias entidades e à Receita Federal a relação de todas as empresas que doaram para os institutos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Itamar Franco (morto em 2011) e José Sarney (PMDB).

Para o magistrado, “a solicitação junto à Receita implicaria a quebra do sigilo fiscal das fundações ou institutos em questão sem indícios de seu envolvimento em ilícitos”. O magistrado, contudo, apontou que a defesa de Okamotto pode solicitar as informações sobre as doações diretamente para os institutos, sem a determinação do juiz.

“Caberá às entidades em questão atender ou não ao requerimento da Defesa acerca desses dados”, seguiu Moro ressaltando que “a intimação judicial não seria apropriada, pois seria interpretada como tendo efeito coercitivo, o que representaria igualmente uma quebra de sigilo das entidades sem base indiciária de crimes”.

Moro acatou, por outro lado, o pedido dos defensores de Okamotto para ter acesso aos projetos aprovados pela Lei Rouanet para financiar a conservação dos acervos dos ex-presidentes FHC, Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco. O magistrado deu 20 dias para o Ministério da Cultura encaminhar os dados.

Além disso, o juiz da Lava Jato também ponderou que todas as instituições ligadas aos ex-presidentes “podem ter recebido doações empresariais, sem qualquer ilicitude”.

“A questão é que a denúncia afirma que o pagamento pela OAS das despesas de armazenagem do acervo presidencial na Granero teria sido feito de modo subreptício e faria parte de um acerto de propina. A defesa nega. Se ocorreu ou não o fato criminoso, isso parece depender de outras provas, não sendo aparentemente de relevância a demonstração de que entidades equivalentes teriam recebido doações empresariais”, concluiu.

Acusação

Nesta ação penal, o Ministério Público Federal sustenta que o ex-presidente Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012.

As acusações contra Lula são relativas ao recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio de um tríplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, mantidos pela Granero de 2011 a 2016.

Além de Lula, respondem a ação Paulo Okamotto; José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS; Paulo Gordilho, arquiteto e ex-executivo da OAS; Agenor Franklin Magalhães Medeiros, ex-executivo da OAS; Fábio Hori Yonamine, ex-presidente da OAS Investimentos; e Roberto Moreira Ferreira, ligado à OAS.

Estadão