GILBERTO FREYRE FUNDADOR DA FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO

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No dia 20 de fevereiro, há exatos 50 anos, o sociólogo, antropólogo e fundador da Fundação Joaquim Nabuco, Gilberto Freyre visitou a Universidade de Salamanca, na Espanha. Na ocasião, deu várias palestras na Faculdade de Direito e na Escola Secundária Hernán Cortés e recebeu da Câmara Municipal o título de Convidado de Honra.

Formado na escola boasiana da Universidade de Columbia, Gilberto Freyre levou a ciência antropológica no Brasil aos mais altos níveis em meados do século passado. Lançou o termo “iberotropicalismo” e se pôs a desenvolver uma disciplina tropicalista que nunca deixou de ter relevância para a pesquisa etnológica contemporânea.

No dia em que se completa 50 anos da visita do sociólogo à Universidade de Salamanca, o Centro de Estudos Brasileiros acolhe, no dia 20 de fevereiro, a mesa redonda intitulada “Gilberto Freyre e a Universidade de Salamanca”. Com essa mesa redonda, a Universidade de Salamanca rende homenagem a primeira visita do intelectual brasileiro à instituição.

A mesa redonda contará com a presença do diretor da CEB, Sr. Ignacio Berdugo; o diretor do Mestrado em Antropologia da Iberoamérica, Sr. Ángel Espina Barrio; O Sr. Pablo González Velasco, especialista nas relações de Gilberto Freyre com a Espanha, Ph.D. em Ciências Sociais pela Universidade de Salamanca e o Sr. Antonio Bonatto Barcellos, representante e membro fundador da Associação Brasileira de Salamanca.


Em parceria com a sociedade, PCR revitaliza Largo do Holandês em Casa Forte

A partir de um movimento integrado entre o poder público e os moradores de Casa Forte, o bairro ganhou, neste sábado (9), uma nova área de convivência, em um local que antes servia para descarte irregular de lixo. O prefeito Geraldo Julio fez a entrega da área, nomeada de Largo do Holandês, e ressaltou a integração entre governo e sociedade civil para tornar a cidade mais inclusiva. A ação faz parte do projeto Recife dos Encontros, promovida pela Secretaria Executiva de Inovação Urbana do Recife, Emlurb e pelos moradores do bairro. Além das cores fortes que pintam o espaço, a área ganhou um jardim e uma placa contando a memória do lugar, que integra a história pernambucana.

Para o prefeito, o sentimento de pertencimento das pessoas com os locais é o fator que incentiva na conservação das áreas públicas. “O mais importante é a integração entre sociedade civil organizada e o poder público para que o serviço aconteça. Os resultados que a gente consegue aqui em Casa Forte, na questão dos indicadores de violência, acontecem por causa dessa integração com o povo da cidade. Esse local em que estamos era um local de acúmulo de lixo e servia até de ponto de droga. Hoje virou uma área de lazer feita em conjunto pela sociedade e pela prefeitura”, afirmou Geraldo, lembrando que a iniciativa parte da experiência com o projeto Mais Vida nos Morros, que vem transformando áreas degradadas da cidade em espaços de convivência.

O secretário executivo de Inovação Urbana, Túlio Ponzi explica que a ação tem baixíssimo custo, mas tem um efeito simbólico elevado. “Nessa iniciativa, a gente sinaliza para os moradores de todos os outros bairros e mostra que eles podem fazer o mesmo. A gente consolida o protagonismo e o engajamento do cidadão. Se fosse o poder público sozinho fazendo isso, seria uma requalificação simples do espaço, mas quando se junta a população, os moradores, a gente vai além e ressignifica a área”, destacou

Moradora do bairro, a designer Gisela Abade integra o grupo Casa Forte Mais Segura, formado por moradores e amigos do bairro, que buscavam mais segurança para a localidade. “Nesses dois anos, entendemos que o conceito de segurança vai além da polícia na rua, ter povo na rua também nos confere segurança, não ter lixo nas calçadas ajuda a reforçar esse conceito, bem como a criação de espaços públicos cuidados. Entendemos que não bastava só reclamar, mas precisávamos arregaçar as mangas para alcançar nosso desejo. Aqui era um grande lixão, a prefeitura limpava e, na sequência, jogavam mais lixo. Então era necessário nos apropriarmos do local”, contou.

O Largo do Holandês passou por limpeza, plantio e uma roda de conversas sobre como requalificar a área. O lugar é um encontro entre as ruas Samuel Lins (continuação da Rua da Harmonia) com a Flor de Santana.

O local ganhou uma placa contando um pouco da história do Largo do Holandês, em uma iniciativa dos próprios moradores. Já a Secretaria fez a recuperação dos passeios, construção do púlpito e mobiliários, além da limpeza e iluminação, que foram realizadas pela Emlurb. O Largo guarda em sua história o fato de ter sido uma via utilizada pelos holandeses como rota de ataques durante a Batalha de Casa Forte, em 1645.

RECIFE DOS ENCONTROS – Promovido pela Secretaria Executiva de Inovação Urbana, o Recife dos Encontros é uma iniciativa que visa o engajamento dos moradores, grupos e organizações na ativação de espaços públicos e vazios urbanos da cidade com intuito de requalificá-los ou ressignificá-los.

O Recife dos Encontros também reforça iniciativas que já aconteciam antes mesmo do poder público atuar, como a Horta Urbana de Casa Amarela e o Jardim Secreto no Poço da Panela, consolidando o protagonismo do cidadão, a convivência e o encontro entre as pessoas como política pública. O Recife dos Encontros teve início em junho de 2018 com ativações efêmeras no Largo do Holandês e na Praça da Soledade, e com ações estruturantes previstas para o ano de 2019.


Hospital Português inaugura centro com foco em tratamento integral da obesidade e doenças do aparelho digestivo

O Real Hospital Português inaugura seu novo centro de tratamento de doenças do aparelho digestivo e obesidade. Chamado de Real Cirurgia Digestiva e Bariátrica (RCBD), o centro surgiu da necessidade de os pacientes encontrarem em uma única clínica uma equipe capacitada para o tratamento integral da obesidade e das doenças do aparelho digestivo. A inauguração novo espaço será na próxima quinta-feira (21 de fevereiro), às 19h30 e contará com um coquetel para convidados.

A equipe é formada por 18 profissionais da área de saúde envolvidos com o tratamento de doenças do aparelho digestivo e tratamento da obesidade e da síndrome metabólica. “O objetivo do espaço é encontrar uma equipe que possa realizar todo o acompanhamento pré e pós operatório e proporcionar uma abordagem multidisciplinar, otimizando o tratamento e melhorando os resultados, dentro da individualidade de cada paciente”, explica a cirurgiã do aparelho digestivo, Dra Clarissa Guedes, uma das médicas da clínica. Entre as áreas de atuação disponibilizadas, destaque para cirurgia bariátrica, cirurgia do aparelho digestivo, endocrinologia, gastroenterologia, proctologia, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiologista, endoscopista e anestesiologistas. O consultório conta com quatro espaços para atendimento e uma sala de espera projetada para maior comodidade e conforto dos pacientes.

A Real Cirurgia Digestiva e Bariátrica (RCBD) fica localizada ao lado do CTO, no Hospital Português, bairro do Paissandú, área central da Cidade, e é formada pelos médicos Carlos Falcão (anestesista), Cinthia Cordeiro (gastro e hepatologista), Cláudia Wanderley (nutricionista), Clarissa Guedes (cirurgiã do aparelho digestivo), Clarissa Rocha (gastro e hepatologista), Daniel Santiago (cirurgião do aparelho digestivo), Danielle Teti (cirurgiã do aparelho digestivo), Eliane Ximenes (psicóloga), Flávio Kreimer (cirurgião do aparelho digestivo), Iara Mesel (psicóloga), Justiniano Luna (gastro), Luciana Siqueira (cirurgiã do aparelho digestivo), Marcela Corrêa (endocrinologista), Maria Moura (fonoaudióloga), Pedro Feitosa (cirurgião do aparelho digestivo), Raquel Kelner (proctologista), Ricardo Salzano (gastro e Vladimir Curvêlo (cirurgião do aparelho digestivo).


Azul anuncia novos voos com saída de Recife e Curitiba

Divulgação Azul
ATR 72-600 é o modelo escolhido para as operações

ATR 72-600 é o modelo escolhido para as operações

A Azul terá mudanças em sua malha doméstica a partir de 2 de maio. Recife contará com duas operações inéditas e semanais para Paulo Afonso (BA), enquanto Curitiba terá com frequências diretas e diárias para Lages (SC). Os bilhetes para os voos já estão disponíveis em todos os canais oficiais de venda da companhia.

Nas duas novas rotas, a Azul vai utilizar aeronaves modelo ATR 72-600, com capacidade para até 70 passageiros. Com a adição no Recife, a empresa passará a servir a capital pernambucana com 59 decolagens para 30 destinos. Já Curitiba terá 14 destinos diretos conectados pela Azul e uma média de 42 decolagens por dia..

“A criação desses novos mercados em Curitiba e Recife incrementa nossa malha nessas cidades e garante uma melhor conectividade a nossos clientes”, afirma o diretor de Planejamento de Malha da Azul, Daniel Tkacz.

Confira abaixo as tabelas com os novos voos:

 

Recife-Paulo Afonso, início em 2 de maio
Origem
Saída
Destino
Chegada
Frequência
Recife
13:10
Paulo Afonso
14:30
Segundas e sextas
Paulo Afonso
15:00
Recife
16:15
Segundas e sextas
Curitiba-Lages, início em 2 de maio
Origem
Saída
Destino
Chegada
Frequência
Curitiba
13:15
Lages
14:25
Segundas, quartas e sextas
Lages
15:00
Curitiba
16:20
Segundas, quartas e sextas
Curitiba
14:40
Lages
15:50
Domingo
Lages
16:25
Curitiba
17:45
Domingo
Após 2 de setembro
Origem
Saída
Destino
Chegada
Frequência
Curitiba
13:15
Lages
14:25
Segunda a sexta
Lages
15:00
Curitiba
16:20
Segunda a sexta
Curitiba
14:40
Lages
15:50
Domingo
Lages
16:25
Curitiba
17:45
Domingo

Paulo Câmara garante repasse de R$ 82 milhões para a Adutora do Agreste

Liberação foi anunciada durante reunião, nesta quarta-feira, com o ministro Gustavo Canuto

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As obras da Adutora do Agreste receberam um importante reforço nesta quarta-feira (20/02). O governador Paulo Câmara garantiu o repasse de R$ 82 milhões do Governo Federal para a intervenção, durante audiência com ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, na Esplanada dos Ministérios.

Com a liberação, o Governo de Pernambuco reforçará o trabalho para a ampliação do número de beneficiados pela adutora, que já leva as águas do Eixo Leste do Projeto São Francisco para quase 400 mil pessoas da região.

“Essa liberação, que já está sendo creditada hoje, é uma notícia importante. Já estamos levando água da Adutora do Agreste até Belo Jardim e esperamos, até o final de março, que toda a primeira etapa (até São Caetano) seja concluída e tenhamos a condição de abastecer 22 municípios do Agreste pernambucano. E a nossa ideia é, na sequência, trabalhar para garantir recursos para o abastecimento dos 40 municípios que precisam dessa água complementada na região”, afirmou Paulo Câmara.

A liberação desses R$ 82 milhões se soma a outros R$ 68 milhões aportados no segundo semestre do ano passado, totalizando R$ 150 milhões investidos (do Orçamento Geral da União de 2018) na Adutora do Agreste.

O governador Paulo Câmara aproveitou a audiência para tratar com Gustavo Canuto de outros temas ligados à pasta. Na oportunidade, também foram discutidas a continuidade das obras dos BRTs na Região Metropolitana do Recife (RMR) e a construção de habitacionais. O ministro encaminhou as demandas para as áreas responsáveis. O Governo de Pernambuco, por meio das secretarias e órgãos que dialogam com essas intervenções, vai fazer o acompanhamento do andamento dessas ações.

Também participaram da reunião os secretários de Desenvolvimento Urbano, Marcelo Bruto; de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Fernandha Batista; o chefe da Assessoria Especial, Antonio Carlos Figueira; e o presidente da Compesa, Roberto Tavares.


Praça do Arsenal no Recife Antigo recebe mutirão para decoração de carnaval

Crédito: Divulgação

Cerca de mil sombrinhas de frevo, nas cores amarela, azul, vermelha e verde tomarão conta da Rua da Guia, na Praça do Arsenal – Bairro do Recife, nesta quinta-feira (21), a partir das 18h, durante um mutirão para decoração de carnaval.

A iniciativa que vai promover uma imersão cultural aos visitantes que estiverem passando pela praça partiu de Luciana Nunes, empreendedora e produtora cultural – criadora do SinsPire -, e de Carlos Moura, do Teatro Mamulengo. O mutirão contará ainda com orquestra de frevo e de vários voluntários que estarão colaborando com a decoração.


Fundação Gilberto Freyre no Recife terá prédios e acervos recuperados

Obras estão divididas em três fases; a primeira já começa em março. A previsão é de que o patrocínio do BNDES aconteça por três anos

Por: Mariana Mesquita

Prédio onde funciona museu será um dos primeiros a ser restaurados

Prédio onde funciona museu será um dos primeiros a ser restaurados
Foto: Cristiana Dias/Acervo Folha de Pernambuco

A Fundação Gilberto Freyre (FGF) vai passar por uma completa recuperação física e documental. As obras patrimoniais começam já no mês de março, restaurando a casa onde o sociólogo morou, no bairro de Apipucos, e que hoje funciona como museu; o espaço cultural, o laboratório e o sítio ecológico no entorno dos prédios.

Segundo a gerente de acervos da FGF, Jamille Barbosa, que também é coordenadora desse projeto de restauro, o processo será custeado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Será um contrato de patrocínio de três anos”, adianta Jamille.

As fases dois e três, previstas para iniciar em 2020, vão beneficiar os acervos museológico, documental e bibliográfico.

“Na verdade, serão três momentos sequenciados. Precisamos do espaço físico recuperado para poder colocar a equipe para trabalhar os acervos”, diz a gerente, explicando ainda que o financiamento das duas últimas fases está condicionado à aprovação através da Lei Rouanet, que ainda se encontra em análise.

Folha PE


Licitação das corvetas sai em 22 de março

Estaleiro Vard Promar, de Suape, está concorrendo ao projeto da Marinha, que pode gerar US$ 1,6 bilhão de investimentos e seis mil empregos

Estaleiro Vard Promar

Estaleiro Vard Promar
Foto: Divulgação

O futuro do Estaleiro Vard Promar será definido em pouco mais de um mês. É que está previsto para 22 de março o resultado da concorrência pública que vai licitar a construção de quatro corvetas para a Marinha. Por isso, a diretoria do estaleiro pernambucano, que pertence ao grupo italiano Fincantieri e hoje não tem encomendas de novos navios, segue para a Itália neste fim de semana para alinhar os detalhes da proposta final que será apresentada à Marinha e o governador Paulo Câmara segue costurando parcerias com o governo italiano para atrair a construção das corvetas para o Complexo de Suape.

Diretor-presidente do Vard Promar, Guilherme Coelho explicou que o prazo de negociação entre os finalistas do edital com a Marinha terminou nesta semana. Por isso, os quatro consórcios que estão na disputa pelas corvetas têm até o próximo dia 8 para entregar as propostas finais de construção dessas embarcações de guerra.

“Tivemos conversas para esclarecimento de dúvidas e refinamento da proposta. Recebemos informações e entendemos melhor o que a Marinha quer e a Marinha colocou seus pontos, para que sejam feitos ajustes. Por isso, agora vamos nos sentar para discutir a proposta final”, explicou Coelho, que vai para a Itália fechar essa proposta diretamente com a diretoria do grupo Fincantieri.

Ele garantiu, por sua vez, que a negociação com a Marinha foi positiva. “Temos esperança em ganhar isso e a convicção de que a nossa proposta é a que melhor atende o que a Marinha quer”, afirmou Coelho, ressaltando que o Vard Promar é o único estaleiro brasileiro que já entregou um navio com tanta complexidade quanto as corvetas exigem.

“Temos um estaleiro competitivo, detentor da tecnologia necessária para o projeto e com o compromisso de transferir essa tecnologia para a Marinha, com a finalidade de facilitar a manutenção futura dos navios. Ponto com o qual nenhum dos outros concorrentes se comprometeu”, acrescentou o governador Paulo Câmara, que conversou sobre o projeto das corvetas com o embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernadini, nessa terça-feira (19), em Brasília. “Estamos muito confiantes que o estaleiro em Pernambuco reúne as melhores condições técnicas para esse projeto”, endossou Bernadini.

Câmara ainda lembrou que atrair a construção das corvetas para o Estado é uma forma de assegurar os empregos do polo naval pernambucano, que hoje mantém poucos funcionários por conta da falta de encomendas. Afinal, o projeto vai receber um investimento de US$ 1,6 bilhão da Marinha e pode gerar mil empregos diretos e mais cinco mil indiretos no Vard Promar, que já empregou duas mil pessoas, mas hoje tem apenas 116 trabalhadores por conta da falta de encomendas, segundo a Fincantieri. Além disso, por serem navios de alta complexidade, as corvetas garantiriam trabalho para o estaleiro por oito anos.

Também concorrem com o Vard Promar, contudo, três outros consórcios, formados por empresas estrangeiras que fizeram parceria com estaleiros da Bahia, São Paulo e Santa Catarina para construir os navios em território brasileiro, como exige o edital da Marinha. Por isso, entre os concorrentes do Vard, estão empresas como a Embraer e a Odebrecht.


Torre Malakoff recebe feira de Carnaval com shows, moda e gastronomia

Programação começa nesta quinta-feira, com desfile de grifes pernambucanas e shows variados. Atividades serão gratuitas

Evento na Torre Malakoff é chance de adquirir seu look de Carnaval

Evento na Torre Malakoff é chance de adquirir seu look de Carnaval
Foto: Divulgação

A Torre Malakoff, no Bairro do Recife, recebe a terceira edição de um evento gratuito que vai reunir produtos carnavalescos de grifes e estilistas pernambucanos. De 21 a 24 de fevereiro, haverá opções de moda, gastronomia, artesanatos e shows musicais. A abertura será na quinta-feira (21), às 19h. As atrações musicais da noite serão o DJ Pepe Jordão, o Afoxé Omô Nilê Ogunjá e a banda Ave Sangria, que está lançando o segundo disco de sua carreira.

A ação também vai dar visibilidade a pequenos e médios produtores de moda, design e artesanato de Pernambuco. Trinta e seis marcas estarão com seus produtos no desfile que abre a noite da quinta, e parte delas vão comercializar objetos na feira. A ação é realizada pela Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e Fundarpe.

São elas: Altar, Coreto, Merisse, Trocando em Miúdos, Xuruca Pacheco, Alice Marinho, Abacaxi de Praia, Caqueira, Contém Glitter, Erika Essinger, Jailson, além de marcas da Loja Pop Up do Quintal Criativo (Aladê, Mangue bitch, Detalhes de Frida e Cobogó, Desprende).

E, ainda, da Loja Pop Up do Marco Pernambucano da Moda (com as marcas Menina dos Olhos, A Decorista, Abre Alas, Arte Brasileira, Atelier Alcola, Atelier Edson Santos, Calle, Concubino, Croxenteria, Damaga, Decabeça, Dona Quitéria, Hoop, IV Galindo, Jujucaju, Ledesign, Moda Mangue, Oito ou Tenta, Olha Ela, Paulo Duarte Atelier, Rafa que Faz), Vitalina e Rejane Trindade.Além da venda dos produtos, haverá Flash Tattoo com Bela Tatua e cortes de cabelo com Belle Souza da Hair Instiga.

No artesanato, a feira abre espaço para as produções de Kedna Almeida Tramp & Cia (fantasias), Wilma Cristina (adereços de cabeça), Virgínia Menezes (bijous e adereços), Cris Loureiro (adereços de cabeça), Júlia Martins (bijou com cerâmica plástica), Zarina Moda Afro (roupa moda afro), Arnaldo Bastos (adereços da cabeça) e Fausto Sobral (máscaras de couro).

Durante todos os dias, o público poderá apreciar ainda as comidinhas e cerveja artesanais de Vila da Conceição, Panela de Ervas, Camilitas Empanadas Artesanais, MaMê Comidinhas e Cervejaria Manguezal.

SHOWS

QUINTA-FEIRA (21)
18h – Pepe Jordão
19h – Afoxé Omo Nilê Ogunjá
20h – Guerreiros do Passo
21h – Ave Sangria

SEXTA-FEIRA (22)
18h – Caboclinhos Canindé do Recife (Patrimônio Vivo)
19h – Clube de Bonecos Seu Malaquias (Patrimônio Vivo)

SÁBADO (23)
18h – Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu (Patrimônio Vivo)
19h – Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense (Patrimônio Vivo)
20h – Lia de Itamaracá (Patrimônio Vivo)

DOMINGO (24)
16h – Bloco Lírico Cordas e Retalhos (Recife)
17h – Escola de Samba Galeria do Ritmo
18h – Homem da Meia-Noite (Patrimônio Vivo)


Cepe lança três livros dedicados ao carnaval pernambucano no Paço do Frevo

Obras abordam as seguintes temáticas: história do carnaval do Recife, biografia do compositor J. Michiles e passo a passo para aprender frevo-canção

As publicações analisam a folia momesca em diferentes perspectivas e enriquecem a gama de conteúdo existente na temática. Foto: Paulo Paiva/DP

As publicações analisam a folia momesca em diferentes perspectivas e enriquecem a gama de conteúdo existente na temática. Foto: Paulo Paiva/DP

A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) lançará três livros dedicados ao carnaval pernambucano neste sábado (23), às 15h, no Paço do Frevo, no Bairro do Recife. Tratam-se de publicações que analisam a folia momesca em diferentes perspectivas e enriquecem a gama de conteúdo existente na temática. Os livros são: Carnaval do Recife (2ª edição), do historiador Leonardo Dantas Silva, José Michiles – Recife, manhã de sol, biografia escrita pelo jornalista Carlos Eduardo Amaral, e Arranjando frevo-canção, organizado pelo Maestro Marcos FM, com uma abordagem didática sobre o gênero.

HISTÓRIA DO CARNAVAL

Foto: Cepe/Divulgação
Foto: Cepe/Divulgação

O primeiro livro citado é uma referência sobre a história do carnaval da capital pernambucana desde 2000, ano em que a primeira versão foi publicada como resultado de uma série de pesquisas realizadas desde 1966. Agora, chega às prateleiras em uma nova edição revisitada e ampliada (426 páginas, 200 a mais). É uma investigação baseada em pesquisas em escritos históricos e arquivos de imprensa, partindo de 1553 e chegando até 2018.

Dantas Silva detalha o surgimento da festa na cidade com o entrudo – prática de jogar água e misturas líquidas nas pessoas, também conhecida como mela-mela. Em linha cronológica, traz registros sobre os primeiros bailes de máscaras, clubes carnavalescos, cortejos de reis negros que passaram a ser reconhecidos como maracatu, blocos e tantas outras manifestações, além de fantasias populares e o Galo da Madrugada, chegando até o episódio no qual o frevo foi reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. “É praticamente um outro livro”, diz o historiador, em entrevista ao Viver.

Além de novos fatos históricos incorporados ao texto, a nova edição tem destaque para uma conclusão intitulada E findou-se o nosso carnaval. “Desde que surgiu o carnaval multicultural, com shows de diversos artistas do país inteiro em palcos espalhados, a força dos clubes caiu. O carnaval de salão perdeu muita força, assim como as grandes orquestras”, resume o escritor, que enxerga os blocos e os shows de palco como protagonistas do carnaval atual.

O COMPOSITOR

Foto: Cepe/Divulgação
Foto: Cepe/Divulgação

Escrito pelo jornalista, pesquisador e crítico musical Carlos Eduardo Amaral, a biografia José Michiles – Recife, manhã de sol faz parte da coleção Frevo, memória viva, criada pela Cepe com o objetivo de registrar importantes nomes da história do carnaval, como maestros, músicos e compositores. O mesmo autor também ficou responsável pelas edições de Getúlio Cavalcanti, Maestro Duda e Maestro Formiga. Além de esmiuçar a vida de J. Michiles, o lançamento traz uma tabela de canções, discos e muitas notas de rodapé. Entre seus sucessos, estão faixas como Bom demais, Queimando a massa, Diabo louro e Me segura senão eu caio, gravados por nomes como Alceu Valença e Elba Ramalho.

“Cada biografia teve um processo de realização diferente e eu sempre faço um link entre a trajetória profissional de cada um e a própria história do frevo. No caso de Michiles, sua história se confunde com a do frevo-canção em especial, desde então com contribuições especiais no universo no frevo de bloco”, conta Carlos Eduardo. “Também foi a biografia que mais rendeu depoimentos emotivos. Ele gosta muito de falar e tem uma memória muito boa, sempre me respondia com toda a franqueza e detalhismo”.

“Fico muito feliz de ver minha história contada em um livro escrito por um excelente jornalista como Carlos. Ele dissertou de uma forma que resgatou até mesmo detalhes que eu não lembrava mais”, conta J. Michiles, homenageado do carnaval do Recife em 2018 ao lado de Nena Queiroga. Ele vê no lançamento das obras uma oportunidade de divulgar o frevo, o ritmo “mais representativo” de Pernambuco. “Precisamos muito desse diálogo, dessa participação das instituições para ressaltar a nossa relevância cultural. Somos donos de uma cultura que nenhuma outra terra tem”, destaca o compositor.

O FREVO-CANÇÃO

Foto: Cepe/Divulgação
Foto: Cepe/Divulgação

Arranjando frevo-canção – Dicas úteis para orquestras de diferentes formações foi elaborado pelo Maestro Marcos FM. É o segundo número da série Arranjando frevo, que tem a proposta de organizar conteúdos programáticos para quem deseja aprender a executar o ritmo. O primeiro volume (2017) tinha enfoque no frevo de rua. “Nesse novo número, mostro o passo a passo de como escrever um arranjo como orquestra de frevo acompanhado por um cantor ou uma cantora”, explica Marcos.

A ideia para a série surgiu em 2017, quando o frevo completou 110 anos. De acordo com o músico, não existiam livros como esses no mercado. “Muitas pessoas estavam tendo que estudar em livros de outras manifestações culturais, como jazz e samba. Fui para a Cepe com a proposta de lançar três volumes: um primeiro sobre frevo de rua, esse atual de frevo-canção e um último sobre frevo de bloco, ainda sem previsão de lançamento.”

Marcos também conta que o primeiro livro já está sendo usado por professores do Conservatório Pernambucano de Música e em outros estados do país, a exemplo da Escola de Música de Brasília, no Distrito Federal. O prefácio do segundo, inclusive, é assinado pelo doutor em música e professor do CPM Climério de Oliveira Santos, que destaca a importância da iniciativa. “A Cepe está conseguindo vender para o país inteiro, existe uma curiosidade em torno de como se faz o frevo, porque é um ritmo complexo. Naturalmente, também existe um anseio pelo segundo volume”, finaliza FM.

SERVIÇO

Lançamento de três livros da Cepe sobre carnaval

Quando: sábado (23), a partir das 15h

Onde: Paço do Frevo (Rua da Guia, s/n, Bairro do Recife)

Quanto: Entrada gratuita

Por: Emannuel Bento – Diario de Pernambuco


Projeto entrega equipamentos para fisioterapia do Hospital do Câncer de Pernambuco

Crédito: Peu Ricardo/DP Foto

Crédito: Peu Ricardo/DP Foto

Com o objetivo de sensibilizar a população sobre o câncer de mama durante todo o ano, surgiu o espetáculo Magna #DancaQueCura, criado por Christiane Galdino, jornalista, bailarina, pesquisadora e produtora cultural. Durante outubro de 2018, o grupo realizou uma série de apresentações e transformou o valor arrecadado em equipamentos para o setor de fisioterapia – Espaço Renascer, do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). A entrega desses equipamentos ocorrerá nesta quinta-feira (21), às 14h, na capela do HCP, em Santo Amaro.

A doação ocorrerá durante a apresentação de uma “célula Magna”, exibição de duas cenas do projeto – a música “Me Curar de Mim”, interpretada pela filha de Crhis Galdino, Lua Magna, e “Xaxado da Beleza”, apresentação de dança que aborda a importância da autoestima. “Através do espetáculo, buscamos passar uma mensagem que colabore com a causa. Além de levar a informação sobre a doença, nosso objetivo é ajudar, por isso procuramos uma instituição para fazer essa doação. Escolhemos o HCP por ser o hospital que atende mais de 50% dos pacientes oncológicos de Pernambuco”, destacou a Chris. Entre os equipamentos que serão entregues estão pesos de diferentes tamanhos, caneleiras, biodiscos, teraband e diferentes cores, estesiometro, bola suíça e ciclo ergômetro.

Diagnosticada com câncer de mama, Chris transformou sua luta contra a doença em espetáculo. O projeto foi batizado de Magna, nome de sua mãe, que também tinha câncer de mama. Magna ocorreu graças a um financiamento colaborativo e a participação de mais de 30 membros na equipe, entre eles bailarinos profissionais e outros inexperientes, incluindo pacientes em tratamento de câncer. Objetivo do projeto é abordar a temática de forma alegre e poética.

Bloco Eu Quero Mais leva o Carnaval para o HCP

Ao som de canções como “Madeira do Rosarinho” e “Sabe lá o que é isso”, integrantes do histórico bloco lírico Eu Quero Mais vão levar o Carnaval para os pacientes, acompanhantes e funcionários do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), nessa sexta-feira (22), às 10h.

A parceria entre os integrantes do grupo e a instituição, responsável pelo atendimento de mais de 50% dos pacientes oncológicos de Pernambuco teve início em 2014 e procura oferecer um momento de alegria e descontração aos que estão em tratamento contra o câncer.

Diario PE


Maior fenômeno do K-Pop, grupo BTS marca show no Brasil

Conjunto coreano traz sua turnê para uma única apresentação em São Paulo

Boyband coreana volta ao Brasil para uma única apresentação em maio. / Foto: Instagram/@bts.bighitofficial/Reprodução

Boyband coreana volta ao Brasil para uma única apresentação em maio.
“credito-foto”>Foto: Instagram/@bts.bighitofficial/Reprodução

O grupo BTS, principal representante do gênero K-Pop – um movimento musical que possui fãs em todo o mundo – anunciou nesta terça-feira (19) uma volta ao Brasil. O conjunto coreano chega ao País no dia 25 de maio (sábado) para fazer uma única apresentação em São Paulo, no Allianz Parque.

Segundo informações do jornalista José Norberto Flesch, do jornal Destak, o retorno era esperado desde março de 2017, quando, durante a The Wings Tour, o BTS deixou muita gente de fora das duas apresentações que fez também em São Paulo, no então Citibank Hall (hoje Credicard Hall). Os fãs reclamaram nas redes sociais que o lugar era pequeno para o tamanho do grupo, e clamavam por nova chance, agora em espaço bem maior.

O pedido, então, foi atendido e as vendas de ingressos começam no próximo dia 11 de março (segunda-feira). O BTS virá ao Brasil trazendo a turnê mundial Love Yourself: Speak Yourself.

CONFIRA UM CLIPE DO BTS:


Cerca de 60% dos lotes irrigados da Codevasf já estão com dívidas quitadas da tarifa d’água e titulação

Resultado de imagem para lotes irrigados da Codevasf

Aproximadamente 5,5 mil lotes de produtores dos projetos de irrigação administrados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) já tiveram suas dívidas liquidadas em relação a débitos da tarifa d’água (conhecida como K1) e aproximadamente 4,3 mil lotes estão com as dívidas de titulação quitadas. Os números correspondem a cerca de 60% do total. O prazo para negociação foi estendido até o dia 30 de dezembro de 2019.

Segundo dados da Unidade de Gestão das Cobranças da Codevasf, em Brasília, pouco mais de R$ 26,6 milhões já foram arrecadados pela Companhia até 31 de janeiro, sendo cerca de R$ 6,7 milhões provenientes da negociação do K1 e aproximadamente R$ 19,9 milhões da titulação de lotes.

“Enviamos correspondência a todos os irrigantes em nossa área de atuação informando sobre a importância de aderirem ao processo de liquidação das dívidas”, ressaltou José Oscar de Araújo, chefe da Unidade de Gestão das Cobranças da Codevasf em Brasília.

Na carta circular, a Codevasf esclarece que, a partir de janeiro de 2020, todos os usuários das infraestruturas de irrigação de uso comum implantadas nos perímetros de irrigação do vale do São Francisco, sob a responsabilidade da Codevasf, que forem devedores do K1 e/ou de titulação serão negativados no Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Federais – Cadin, na forma estabelecida pela Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002, sendo iniciados os procedimentos de suspensão do fornecimento de água e de retomada da unidade parcelar (lote) conforme estabelece o artigo 38 da Lei n° 12.787, de 11 de janeiro de 2013 (Lei de Irrigação).

Além do benefício da prorrogação do prazo para negociação, a Lei nº 13.729/2018, que trata do assunto, incluiu também as dívidas dos lotes urbanos localizados nos Perímetros Públicos de Irrigação administrados pela Companhia, principalmente nas áreas de abrangência das Superintendências Regionais em Petrolina (PE) e em Juazeiro (BA) onde existem lotes nessa situação. Até o final de janeiro, 38 lotes urbanos nos projetos Nilo Coelho, em Pernambuco, e Ceraíma, Curaçá, Mandacaru e Maniçoba, na Bahia, já haviam renegociados suas dívidas, totalizando cerca de R$ 21,7 mil.

O primeiro projeto irrigado administrado pela Codevasf a liquidar 100% das dívidas de titulação foi Tourão, no Submédio São Francisco, no âmbito da Superintendência Regional de Juazeiro.

Como solicitar o desconto

O agricultor interessado em optar pela liquidação dos débitos deve procurar a unidade da Codevasf – Superintendência ou Escritório de Apoio Técnico – em que estiver localizado o correspondente perímetro irrigado para formalizar o pedido de liquidação das suas dívidas de tarifa d’água – K1 e/ou de titulação, munido de identidade (original e cópia) do titular do lote ou do seu representante legal; CPF (original e cópia) do titular do lote ou do seu representante legal; comprovante de endereço; cópia da Escritura Pública de Compra e Venda ou de documento válido que comprove a titularidade do lote.

No caso de representante legal, o agricultor deve levar original ou cópia autenticada da Procuração Pública registrada em cartório. Em caso de titulares falecidos, o agricultor deve apresentar documento emitido em cartório, nomeando o representante legal do espólio (inventariante); e, finalmente, deve levar informações quanto à existência ou inexistência de ação judicial que envolva o titular do lote e a Codevasf.

Após a assinatura do Termo de Confissão de Dívida e da emissão da Guia de Recolhimento, o agricultor terá o prazo de 30 dias para pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU Simples), não podendo ser reeditado após a data limite de vencimento do boleto bancário.

Se o produtor perder o prazo de pagamento, a operação de liquidação será automaticamente cancelada, bem como os descontos concedidos, retornando a dívida à situação anterior à assinatura do Termo de Confissão de Dívida e Acordo de Pagamento.

Assessoria de Comunicação e Promoção Institucional da Codevasf


A HISTÓRIA DE SUCESSO DO HOMEM DA MEIA-NOITE EM OLINDA

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A personalidade carnavalesca de hoje é o senhor que há 88 anos abre os carnavais de Olinda. Em 1931, o Clube de Alegoria e Crítica O Homem da Meia-Noite surgiu como uma dissidência da Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense, no ano de 1931.

Um pintor de paredes, um sapateiro, um carpinteiro e dois encanadores. Todos olindenses, revoltados por não fazerem parte da diretoria do Cariri, decidiram criar o que veio a se tornar uma das maiores tradições do carnaval pernambucano.

O nome do bloco foi inspirado no herói de um seriado de aventuras exibido na época no Cinema do Carmo, em Olinda: um detetive que saía de dentro de um relógio para prender criminosos.

Nos dois primeiros carnavais, de 1931 e 1932, a troça não contou com alegorias. Saiu apenas com o estandarte, um boneco gigante e um bordado com um relógio marcando doze horas.

Desde a sua fundação, o Homem da Meia Noite desfila pelo mesmo percurso, nas ruas da Cidade Alta, em Olinda, abrindo oficialmente à meia-noite do sábado de Zé Pereira. O horário seria justamente para desbancar o Cariri, que sai na madrugada do domingo.

Atualmente a rivalidade já não existe mais. O boneco do Homem da Meia-Noite, inclusive, entrega a chave da cidade para o Cariri, que inicia a folia do domingo.


O PIONEIRISMO DA TV JORNAL DE PERNAMBUCO

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No dia 19 de fevereiro de 1972 realizou-se a primeira transmissão televisiva a cores no Brasil, a partir da TV Difusora de Porto Alegre para a TV Rio, tendo também participado a TV Globo do Rio de Janeiro.

O evento transmitido foi o desfile tradicional da Festa da Uva, na cidade gaúcha de Caxias do Sul. Como o assunto é pioneirismo, aproveitamos para homenagear a TV Jornal, que iniciou suas atividades na década de 1960.

Nesses 58 anos é considerada a emissora de TV mais antiga ainda em operação na Região Nordeste do Brasil.


HISTÓRIA DO CLUBE INTERNACIONAL DO RECIFE

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Nasceu Clube Regatas Ultramarino fruto da iniciativa de Antonio João d’Amorim, depois Barão de Casa Forte. Por várias vezes João d’Amorim foi presidente da Associação Comercial de Pernambuco e dirigiu o clube que fundou por treze vezes. Junto com os associados, que representavam a elite pernambucana, realizou a primeira reunião deliberativa do Regatas Ultramarino no dia 17 de julho de 1885, que teve lugar no primeiro andar de um sobrado colonial existente, de número 11, no Largo do Corpo Santo, bairro portuário da cidade maurícia.

Após essa reunião, a agremiação passou a ter outra denominação, Clube Internacional de Regatas, uma vez que – justificava a diretoria em notícia no Jornal do Recife, de 18 de julho – dela faziam parte pessoas de diversas nacionalidades. O recém-formado clube teve como dirigentes: Antônio João d’Amorim, presidente; Joaquim Alves da Fonseca, secretário; e João do Livramento, tesoureiro. Constituiu-se também uma comissão com a finalidade de elaborar os estatutos, da qual participaram: José Joaquim Pereira, Manoel Hughes, Euzébio dos Passos Cardoso, Arthur Dallas e João Victor da Cruz Alfarra.

A partir de 1914, a agremiação passou a funcionar na Rua da Aurora, 265. Em meados da década de 1930 viveu uma grave crise econômica. Com apenas 32 sócios a luta foi para salvar dois terços do seu patrimônio. A esperança de vencer a crise surgiu quando a Prefeitura do Recife adquiriu o prédio da Rua da Aurora para nele instalar o governo municipal. Paralelamente, crônicas e propagandas em favor do Clube foram publicadas em jornais. Somente em 1937, com a venda desse prédio, foi adquirido, por compra, o Solar do Benfica, no bairro da Madalena, onde até hoje funciona a sede do Clube. Ainda em 1937, o edifício passou por reformas que incluíram a ampliação e adaptação de parte de suas instalações para atender às necessidades de entretenimento de seus associados. Dessa forma, a Assembleia Legislativa do Estado declarou o Clube de utilidade pública.

O Solar, em estilo colonial, de linhas soberbas e imponentes, domina a paisagem em frente à Praça Euclides da Cunha. Um artigo da revista Ilustração Brasileira, Rio de Janeiro, de 1942, destacou a importância do Clube para a sociedade pernambucana da época (“o maior e mais aristocrático centro diversional do Norte do Brasil”) e descreveu alguns aspectos de suas instalações: escadarias, azulejos, salões de dança – segundo o artigo, o maior existente no Norte do País – de banquetes e de honra, colunas, jardins, móveis e decoração.

Ao longo de sua trajetória, o Clube Internacional do Recife também abriu suas portas para a promoção de concertos de música erudita, recitais, balé e, apesar da fama aristocratizante, para festas beneficentes.

Ficou famoso até os dias de hoje pela realização do Bal Masqué. Esse baile carnavalesco, criado em 1948 pelo então presidente do Clube, João Pereira Borges, e realizado pela primeira vez no salão nobre, dia 31 de janeiro desse mesmo ano, trazia além de fantasias e trajo a rigor, todo o ritual da tradição.

João Pereira Borges foi também o criador, em 1947, da revista Clube Internacional, “uma publicação gratuita e onde os associados do Clube Internacional do Recife se possam orientar quanto ao movimento de sua agremiação.” (MATOS, 1985, p. 59). A revista atingiu o sucesso quando o jornalista Altamiro Cunha assumiu sua direção. Ele fez desse periódico “mais do que uma Revista paroquialmente clubista. Deu-lhe movimentação, riqueza de textos, notícias multiplicadas e hábeis, nela ingressou figuras das mais representativas do nosso chamado mundo das letras […]”. Intelectuais pernambucanos como Mauro Mota, Edson Régis, Gilberto Osório de Andrade, Aderbal Jurema, Nilo Pereira, entre outros, que tinham ou não seus artigos publicados na revista, foram unânimes em reconhecer sua relevância como registro das atividades do Clube, da vida social da cidade do Recife bem como fonte de estudos literários por conter em boa parte de sua páginas poemas, poesias, crônicas, contos e artigos.

Outra iniciativa, dessa vez do presidente José Jorge de Farias Sales Filho, foi o Vôo do Frevo que tinha como objetivo difundir e divulgar o carnaval pernambucano, em especial o frevo. De 1968 até 1984, foram realizados cinco vôos que tiveram como destino o Rio de Janeiro (primeiro e segundo vôos), Manaus, Fortaleza e Miami.

Além de convidados especiais, representantes dos principais clubes da cidade e dos Interclubes da Paraíba e Alagoas, o Vôo do Frevo levará para apresentações especiais no Rio duas das nossas melhores orquestras: Nelson Ferreira e José Menezes, afora passistas e compositores. […] Com vistas a uma maior divulgação, a comitiva leva para distribuir no Rio milhares de exemplares do último número da revista Clube Internacional e do compacto [disco de vinil de pequenas dimensões, gravado em 33 1/3 ou em 45 rotações por minuto] gravado pelo Mocambo, Carnaval no Internacional (frevo-canção) e Clube Internacional (valsa) de autoria do maestro Nelson Ferreira. (MATOS, 1985, p. 63).

Em 1985, ano do seu centenário, a agremiação, na pessoa do seu presidente, Jose Paes de Andrade, promoveu uma série de eventos comemorativos, dentre os quais, se destacam: Festival do Chopp, 1º Voo Internacional do Frevo, Campeonato de Tênis dos Clubes Campeões da Região, Noite da Cultura, Apresentação da Orquestra Sinfônica de Pernambuco, Baile Oficial do Centenário.

O Clube, com mais de um século, viveu diferentes realidades. Nasceu no período imperial chegou à República. Atravessou quedas e ascensões e chegou aos nossos dias ainda associado à paisagem social do Recife. A postura exclusivamente aristocrática foi modificada a partir da gestão de Jose Paes de Andrade. Democratizou-se, abriu-se à sociedade como um todo e abriga, atualmente, shows de grupos musicais de forró, funk, tecnobrega, reggae, entre outros.

Contato do Clube Internacional

Rua Benfica, 505 – Madalena – Recife-PE
(81) 3071-6650
contato@clubeinternacionaldorecife.com.br.


A menor igreja de Olinda?

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Sei não, mas essa igrejinha – a de São Pedro Advíncula – deve ser a menor de Olinda. Em visita à cidade histórica – acompanhando grupos como o Andarapé e o Caminhadas Domingueiras – já estive por duas vezes nessa singela capelinha. Ela tem uma curiosidade: foi construída em frente ao prédio onde hoje funciona o Museu de Arte Contemporânea de Olinda, que no passado funcionava como uma prisão eclesiástica.

De lá, os presos acompanhavam, à distância, as manifestações religiosas.A capelinha foi construída em apenas dois anos – 1764 e 1766 – segundo informa o livro Um dia em Olinda, de Francisco Cunha e Plínio Santos Filho. A publicação define como barroco o estilo do pequeno templo. O curioso é que as missas eram ali celebradas, enquanto os presos assistiam à liturgia do outro lado da rua e – claro – atrás das grades. Tanto o Museu quanto a capelinha ficam na Rua Treze de Maio, no bairro do Carmo.

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No prédio do MAC, funcionava uma cadeia eclesiástica de onde os presos assistiam às missas na capelinha que fica defronte.

O Museu é um exemplo da arquitetura colonial portuguesa, e foi construído em 1722 para funcionar como prisão eclesiástica (Aljube da Arquidiocese). Ou seja, ali ficava quem cometia pecados contra a Igreja Católica. Entre estes, homens de cor negra que, ao incorporar as religiões que traziam da África, eram acusados de feitiçaria.

Ultimamente o #OxeRecife tem trazido historinhas e curiosidades sobre igrejas do Recife e Olinda, sendo que algumas têm histórias conhecidas e outras, nem tanto. Como são os casos da Igreja de Nossa Senhora dos Artistas e de Santa Cecília, ambas no Recife, mas pouco conhecidas até mesmo pela população da cidade.

#OxeRecife


Faculdade de Direito do Recife abre para visitantes

Um dos mais bonitos prédios da nossa cidade, o da Faculdade de Direito do Recife está de portas abertas e retoma a partir da quarta-feira (19), a prática de visitas guiadas. O evento é gratuito e marca a abertura das atividades de 2019 do Projeto Memória Acadêmica da FDR, que tem por objetivo o resgate histórico do curso de Direito, que está entre os dois mais antigos do Brasil . O curso foi criado por decreto imperial, com instalação em 1827, no Mosteiro de São Bento, em Olinda.

O início da visita está programado para 15h. O roteiro da visita é o mesmo a ser percorrido em edições anteriores (anfiteatros, Diretório Demócrito de Souza Filho, Espaço Memória, Sala dos Direitores, Salão dos Espelhos, Salão Nobre entre outros). Calouros, estudantes veteranos da UFPE e o público em geral terão a oportunidade de conhecer um pouco da história da FDR.

O curso de Direito tem 190 anos em Pernambuco, mas o prédio onde ele funciona no Recife tem projeto datado de 1880, assinado por Gustave Varin. Na verdade, o edifício só passou a abrigar o curso de Direito em 1912, quando a Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe) nem tinha sido criada.

Na visita guiada, os visitantes serão apresentados ao patrimônio cultural da FDR, conhecerão o seu desenvolvimento ao longo dos 190 anos. Também receberão informações sobre ideias, personagens ilustres, fatos memoráveis, curiosidades, além dos aspectos arquitetônicos do imponente prédio. As vagas são limitadas, e os visitantes serão recepcionados na entrada da FDR pela equipe do projeto.

Para participar, é necessário fazer inscrição através do link:https://tinyurl.com/y4x66ooy. As vagas são limitadas.


CESAR investe em núcleo de experimentação e contrata executivo para assumir a nova área

Com a onda crescente da transformação digital, antigos modelos de negócio se tornam cada vez menos sustentáveis. Quase 90% dos entrevistados em uma pesquisa global de gerentes e executivos realizada em 2015 por MIT Sloan Management Review e Deloitte anteciparam que seus setores serão impactados pelas tendências digitais de forma grande ou moderada, mas apenas 44% dizem que suas organizações estão se preparando adequadamente para as mudanças que estão por vir.

Neste contexto, um dos maiores centros de inovação do Brasil, o CESAR, anunciou recentemente a criação de um núcleo de experimentação – o novo CESAR Labs. À frente do projeto está Ivan Patriota, que assume o cargo de diretor executivo da área, trazendo toda a sua bagagem na área de inovação, transformação digital e experimentos. “Nosso objetivo é dar ainda mais agilidade e resultado para os clientes do CESAR. Para isso, vamos realizar experimentação de novos produtos e serviços digitais, sempre atrelados a modelos de negócios sustentáveis e em rede”, conta.

Com uma estrutura fluida e adaptável às características de cada cliente, o CESAR Labs trabalhará para resolver problemas que atualmente causam impasses no mercado. “Receberemos projetos complexos para os quais, aparentemente, não há ainda uma solução”, explica Patriota.Aproveitando-se do diferencial de fazer parte de um centro de inovação com mais de 20 anos no mercado – durante os quais colecionou um histórico de realizações empreendedoras -, o Labs irá concentrar esforços para entender ainda mais como é o processo de inovação “radical”, como descreve o executivo. “O nosso desafio é potencializar os negócios de experimentação em nossos clientes, mostrando ao mercado que investir em inovação e pensar em novas formas de fazer negócios é essencial para este momento”, finaliza.

Sobre Ivan Patriota

Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Católica de Pernambuco (1998) e Especialista em Gestão de Projetos pela Universidade de Pernambuco (2009), Patriota atuou em diversas empresas de tecnologia. Como engenheiro de software trabalhou na Procenge, tendo passagem pelo Grupo Radix atendendo clientes e empresas pioneiras em desenvolvimento para web. Em 2004 ingressou no CESAR pela primeira vez, passando a integrar o time da então incubada Meantime – onde atuou como produtor de jogos e gerente de operações. Passou pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação produzindo artefatos digitais, até assumir o cargo de Gerente Comercial da TV Jornal. Nos três últimos anos, Ivan atuou como líder da prática de digital na Accenture em Recife, onde também participou da concepção do centro de inovação e vivenciou vários cases de experimentação, transformação digital, ideação e prototipação de soluções.


Hemobrás: novo parceiro pode acelerar conclusão das obras

Parceiro privado da estatal desde 2012, o laboratório irlandês Shire foi adquirida pelo japonês Takeda, que promete realizar investimento de US$ 250 milhões em Goiana

Hemobrás

Hemobrás
Foto: Marina Mahmood/Arquivo Folha de Pernambuco

A conclusão das obras da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) pode enfim sair do papel. É que a farmacêutica Shire, que há sete anos mantém uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Fator VIII Recombinante com a estatal sediada em Goiana, foi comprada pela companhia farmacêutica Takeda, do Japão. E a diretoria da nova acionista da Shire já veio a Pernambuco tratar do contrato com a Hemobrás. Por isso, a expectativa é que a conclusão da fábrica e da transferência de tecnologia do Fator VIII Recombinante ganhem celeridade em Goiana.

A diretoria brasileira da Takeda, que comprou a Shire no início do ano por aproximadamente 46 milhões de libras, visitou a Hemobrás na última quinta-feira (14). E, na ocasião, garantiu a continuidade da parceria firmada pelo laboratório irlandês com a estatal brasileira em 2012 – parceria que foi reestruturada, sob o crivo do Ministério da Saúde, em dezembro do ano passado e prevê o investimento privado de US$ 250 milhões nas instalações da Hemobrás para que o empreendimento passe a produzir o Fator VIII Recombinante, medicamento usado no tratamento da hemofilia tipo A.

“A Takeda está comprometida em trabalhar em conjunto com a Hemobrás para seguir com a execução da Parceria para Desenvolvimento Produtivo conforme o acordo de reestruturação firmado em dezembro de 2018, no qual a Takeda investirá 250 milhões de dólares”, informou a companhia, que designou “uma equipe especializada para trabalhar no projeto, bem como a contratação de um parceiro para se garantir a implementação bem-sucedida das atividades previstas”, conforme informou a presidente da Takeda Brasil, Renata Campos, na visita a Pernambuco.

“A Takeda Pharmaceutical Company, ao adquirir a Shire, assumiu o compromisso firmado com a Hemobrás”, reforçou a estatal, que avaliou como positiva a primeira reunião técnica com a nova parceira privada. “Esse grupo se comprometeu a melhorar a integração entre as equipes técnicas, o que facilitará o processo de transferência de tecnologia”, explicou a Hemobrás, admitindo que agora “a expectativa é realmente andar mais rápido”. A estatal ainda lembrou que, ao contrário da Shire, a Takeda possui fábricas com profissionais experientes no Brasil, o que pode dar celeridade ao plano de transferência de tecnologia para o empreendimento pernambucano.

Segundo a PDP, o parceiro privado, que agora é a Takeda, tem até 2022 para investir US$ 250 milhões em Goiana. O dinheiro deve ser usado na conclusão da fábrica da Hemobrás, que hoje está 70% pronta, e na transferência de tecnologia de produção do Fator VIII Recombinante. A expectativa é que em 2023 esse medicamento comece a ser produzido em solo pernambucano, o que pode atrair novos investimentos do setor farmacêutico para Pernambuco e, segundo o Ministério de Saúde, deve racionalizar o atendimento das necessidades de saúde da população brasileira.

Por: Marina Barbosa, da Folha de Pernambuco