Fábrica da Jeep encaminha os seus resíduos para o descarte correto

Instalada em Goiana, as embalagens usadas pela montadora e seus fornecedores geram 114 tipos de resíduos diferentes

Gerente de Meio Ambiente da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para a América Latina, Cristiano Felix fala do projeto aterro zero

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Foto: Guga Mattos

Todos os dias milhares de peças chegam à fábrica da Jeep e dos seus 16 fornecedores instalados no mesmo parque fabril em Goiana, na Mata Norte de Pernambuco. As embalagens desses produtos geram 114 tipos de resíduos diferentes. Mensalmente, são 250 toneladas de madeira, 25 toneladas de vidro, 20 toneladas de plásticos, 200 toneladas de papelão e 200 quilos de isopor, quantia que parece pouca, mas não é. Esse último material é muito leve e ocupa um espaço enorme. Já pensou se tudo isso fosse parar num aterro sanitário?

“Ia ocorrer uma saturação rapidamente”, responde o gerente de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para a América Latina, Cristiano Felix. Para reaproveitar esses resíduos, a empresa desenvolveu um projeto chamado aterro zero que vai destinar quase 100% dos seus resíduos a algum tipo de reciclagem.

Pela lei brasileira, as empresas podem mandar os resíduos gerados na sua produção para um aterro sanitário. No entanto, isso é muito criticado porque nos aterros são enterrados materiais recicláveis (plástico, vidro) e resíduos que não podem mais serem aproveitados, como por exemplo, os restos de comida. O certo seria reciclar tudo que pode ser reaproveitado. “Enviar material reciclável para um aterro está fora dos princípios de uma empresa que pensa num futuro ambientalmente melhor”, resume Cristiano.

Como os volumes são enormes, a primeira providência da empresa foi implantar uma ilha ecológica, área destinada a receber o resíduo. Lá é feita uma coleta seletiva, o primeiro passo para que o material seja descartado corretamente. São 45 pessoas que trabalham no local, formado por vários galpões. O controle de tudo que chega e sai é feito eletronicamente, não podendo ser alterado manualmente e o mesmo sistema informa em detalhes como será feito o descarte final.

A ilha ecológica terá uma máquina que vai tirar o ar do isopor, transformando-o num plástico. O investimento na aquisição do equipamento foi de R$ 350 mil. “A retirada do ar consegue reduzir em 50 vezes o volume do isopor. Isso significa diminuir na mesma proporção o movimento das carretas e a fuligem que sai desse material. Como plástico, há a possibilidade dele ser reutilizado por um fornecedor para fazer outros produtos”, argumenta Cristiano. Só para se ter uma ideia de como o volume da substância é um problema, menos que duas toneladas de isopor são suficientes para ocupar um galpão de 150 metros quadrados numa altura de cinco metros.

Ainda dentro do aterro zero, uma das dificuldades do projeto foi encontrar empresas que reaproveitassem, corretamente, os resíduos. Atualmente, são 17 empresas que recebem os resíduos da Jeep. Uma delas é a Nova Brasil que se instalou num galpão em Paulista depois de realizar um investimento superior aos R$ 500 mil que incluiu financiamentos do Banco do Nordeste (BNB) e da Agência de Fomento do Estado de Pernambuco (Agefepe). A empresa recebe os resíduos de vidro da Jeep, tritura o mesmo até virar grão, estágio no qual pode voltar a indústria vidreira. “Aqui, a reciclagem é um mercado muito promissor e as pessoas ainda não têm a cultura de reciclar”, conta uma das sócias da Nova Brasil, Juliana Maia.

A Nova Brasil começou a operar há quase três anos, quando processava 8 a 10 toneladas de vidro quebrado por mês. Atualmente, está recebendo cerca de 100 toneladas mensais e emprega quatro pessoas. E está só no começo. As máquinas adquiridas pela empresa podem processar até 700 toneladas mensais. “Nunca pensei em trabalhar com reciclagem. Agora, acho um absurdo quem coloca vidro no lixo”, diz o operário Antonio Barbosa, que passou grande parte da sua vida trabalhando com metalurgia, mas “mudou de rumo” depois de ficar desempregado.

JC Economia

Arquitetas propõem uma nova forma de ocupação para Santo Amaro

A proposta para o bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife, é resultado de uma parceria entre a Unicap e a prefeitura

A lei atual permite a construção de prédios muito altos em Santo Amaro

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Foto: Heudes Régis/JC Imagem

Cleide Alves

Um bairro com atividades variadas, edificações de uso misto, prédios novos convivendo de forma harmoniosa com casas antigas e habitado por moradores de todas as classes sociais. Sim, este cenário é possível no Recife e está sendo proposto para um trecho da comunidade de Santo Amaro, no Centro da cidade, que vem chamando a atenção de investidores nos últimos anos.

A área em estudo forma um quadrilátero delimitado pela Rua da Aurora, Avenida Norte, Rua Coelho Leite e Avenida Mário Melo (incluindo um pedaço da Rua do Pombal). Desde 2015, arquitetos da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) desenvolvem pesquisas no local, num convênio com a Prefeitura do Recife, para elaborar o Plano Centro Cidadão.

O plano contempla seis bairros – Santo Amaro, Boa Vista, Soledade, Coelhos, Paissandu e Ilha do Leite – mas há um foco diferenciado para o quadrilátero de Santo Amaro e o entorno da Unicap, informa Clarissa Duarte, arquiteta, professora da Católica e uma das coordenadoras do projeto. Quando estiver pronto, em 2017, vai subsidiar a revisão do Plano Diretor da Cidade e da Lei de Uso e Ocupação do Solo.

Uma das sugestões, diz ela, é incentivar a densidade populacional no Centro. “É importante não confundir densidade populacional com densidade construtiva. É preciso ter mais pessoas morando na região, porém isso não significa que é necessário ter mais construções”, esclarece. O ideal, acrescenta, é encontrar o equilíbrio.

“Em Santo Amaro há casas e salas vazias em prédios que poderiam ser aproveitadas como moradia, comércio e serviço”, acrescenta a arquiteta, professora da Unicap e também coordenadora do projeto Andréa Câmara. O plano indica um quantitativo de 750 moradores por hectare, no Centro, baseado em referências de sustentabilidade urbana, destaca Andréa.

Hoje, no quadrilátero de Santo Amaro, vivem 150 habitantes por hectare. “Podemos alcançar os 750 sem chegar ao maior coeficiente de utilização do lote, que é de 5,5”, diz Clarissa. O coeficiente é um número que, multiplicado pela área do terreno, indica a quantidade máxima de metros quadrados que podem ser erguidos no local.

No caso de Santo Amaro, observa Clarissa, o coeficiente permite a construção de prédios muito altos no bairro, inclusive próximos de Setores de Preservação Morfológica, como a Rua Capitão Lima, uma das mais antigas do bairro. “Não há um cinturão de preservação para esses setores”, diz Clarissa. Hoje, nove quadras do quadrilátero são consideradas de valor histórico e cultural.

MUDANÇAS

“A legislação está defasada, foi feita numa época em que se estimulava a ocupação e tem como referência o interior do lote, sem olhar para o conjunto”, afirma o secretário de Planejamento Urbano do Recife, Antônio Alexandre. “Não é esse o perfil da cidade de hoje. Não podemos ignorar a relação entre espaço público e espaço privado”, diz o secretário.

A proposta para Santo Amaro, que se aplica à cidade como um todo, é valorizar as proximidades. “Cada vez mais os cidadãos procuram trabalho e lazer perto do local onde moram, sobretudo por causa do trânsito. Por isso, o plano estimula o uso diversificado dos bairros”, destaca Andréa. Para as comunidades pobres de Santo Amaro, as arquitetas sugerem mecanismos de proteção para evitar que sejam expulsas das áreas.

“Essas comunidades, a exemplo da Rua Astronauta Collins, devem permanecer no bairro, com melhorias das condições de habitabilidade. Isso é positivo para todos”, declara Clarissa. O tipo de mecanismo ainda será definido. “Santo Amaro tem vários perfis e um estoque passível de ocupação imobiliária. Vamos organizar essa ocupação com a definição de novos parâmetros urbanísticos”, destaca Antônio Alexandre.

JC Cidades

Juliana Lins vai inaugurar sua Vila 7 no RioMar Recife

A empresária Juliana Lins está cuidando dos últimos detalhes da inauguração da sua Vila 7, no Shopping RioMar, que abrirá as portas em setembro. Vai funcionar ao lado da Cis Joias, no piso L2, com um projeto criado com todo zelo pela Kub Arquitetura, de Luana Fonteles. Esta será a terceira unidade da Vila, conhecida por suas estruturas e vitrines supercharmosas, além dos brinquedos inteligentes e diferenciados para a meninada.

28/04/2016. Credito: Nando Chiappetta/DP. Social / Coluna Joao Alberto - Juliana Lins

Esta será a terceira loja sob o comando de Juliana Lins. Crédito: Nando Chiappetta / DP

Em tempo: Paralelo ao abre da loja, Juliana Lins também vem dedicando seu tempo a escrever poemas infantis. Os trabalhos vão servir de inspiração para a empresária Cris Lemos, à frente da Cis, criar nova coleção para o mês das crianças. As duas, inclusive, também vão preparar um evento conjunto para apresentar o resultado da criação.

Blog JA – DP

Restaurante Coco Bambu inaugura segunda-feira no Shopping Recife

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Crédito: Reprodução site Coco Bambu

O restaurante da rede Coco Bambu inaugura nesta segunda-feira, no Shopping Recife. A estreia será a partir das 19h. Especializado em frutos do mar, o local tem capacidade para 75o pessoas numa megaestrutura de 750 metros quadrados. Na abertura, estará em soft opening esperando receber até 320 pessoas.

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Crédito: Reprodução/Facebook

Michel Temer planeja privatizar gestão de presídios, creches e hospitais

por Anita Torres

Faremos PPPs (parcerias público-privadas) para esgoto, penitenciárias, hospitais e creches, comprando vagas para as crianças. Disse um auxiliar de Temer

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Michel Temer

Assim que for encerrado o capítulo do impeachment, o presidente interino, Michel Temer, terá de tomar medidas para acabar com a sensação de governo provisório e dar continuidade à construção de estabilidade e credibilidade para os próximos dois anos. Para dar a feição que seu governo quer ter, além dos já anunciados teto para gastos públicos e reforma da Previdência, Temer terá mais uma prioridade: a abertura para o capital privado em todos os setores possíveis, fugindo do formato tradicional de fazer concessões apenas na área de infraestrutura.

Entre as medidas que devem ser anunciadas após a viagem que Temer fará à China, para a reunião do G-20, estão um programa de concessões em parceria com os estados, voltado para áreas essenciais como hospitais, creches, presídios e saneamento. O modelo já é adotado por estados como Goiás e municípios como Belo Horizonte para instituições de ensino.

— Vamos acabar com o conteúdo nacional exacerbado, que só traz superfaturamento. Só vamos manter aquilo em que formos competitivos. Ao invés de generalizado, será setorizado. Temos que mudar a visão do investimento público, ampliando ao máximo as concessões. Faremos PPPs (parcerias público-privadas) para esgoto, penitenciárias, hospitais e creches, comprando vagas para as crianças. É mais racional do ponto de vista do gasto público — disse um auxiliar de Temer envolvido nos programas.

Sem dinheiro para investir e com os orçamentos comprometidos com despesas de pessoal e custeio, os estados receberão uma garantia da União, por meio de seus ativos, para fechar os contratos. O governo estuda usar os Fundos de Participação dos Estados e Municípios como uma segunda garantia para as PPPs darem certo.

O governo decidiu que não fará grandes pacotes de medidas. Prefere ir anunciando aos poucos as novidades. Para evitar a acusações de que está neglicenciando a área social, que esteve no centro das gestões petistas, Temer instituirá um prêmio para prefeitos com melhor desempenho em projetos no setor. Em 14 de setembro, Temer lançará um programa voltado às quatro milhões de crianças de 0 a 4 anos do Bolsa Família. Elas passarão a ter acompanhamento multidisciplinar semanal nos primeiros mil dias de vida, e quinzenal a partir desta idade.

600 MIL FAMÍLIAS DESCREDENCIADAS

Paralelamente, o Ministério do Desenvolvimento Social fará um pente-fino no cadastro do Bolsa Família. No último mês, 600 mil famílias foram descredenciadas por não mais atender aos requisitos do programa. Ao todo, 14 milhões de famílias integram o cadastro do programa.

Depois das eleições, Temer lançará, em parceria com as prefeituras, um programa de inclusão produtiva dos beneficiários do programa, como estímulo para deixar de receber o Bolsa Família. Os beneficiários terão linhas de crédito subsidiadas para comprar material de trabalho, como máquinas de costura, de jardinagem e mecânica, entre outros. Os prefeitos que mais incluírem esta mão de obra receberão anualmente um prêmio em dinheiro para projetos em sua cidade.

O governo dará um a dois anos de carência para o beneficiário manter o dinheiro do programa, somado a seus rendimentos do emprego.

— O Bolsa-Família é uma das maiores causas da informalidade. A pessoa não quer perder o benefício, então deixa de assinar a carteira de trabalho. Vamos garantir os dois rendimentos e manter o número dos cartões. Caso a pessoa perca o emprego, ela retorna para o programa. É uma segurança e um estímulo — disse o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra.

EUA ANUNCIAM FIM DE PRISÕES PRIVADAS

Nos Estados Unidos, o governo do presidente Barack Obama anunciou neste mês que vai acabar gradualmente com os presídios privatizados. Uma auditoria feita pelo Departamento de Justiça americano constatou que as unidades privatizadas têm mais problemas de segurança do que as administradas pelo governo. A redução da população carcerária registrada nos últimos três anos também pesou na decisão do governo. Ao todo são 193,3 mil presos, dos quais 22,1 mil, o equivalente a 12% do total da população, estão em presídios privatizados. Apenas as prisões privatizadas onde permanecem imigrantes que aguardam deportação serão mantidas — total de 34 mil. As unidades privatizadas surgiram nos Estados Unidos no final dos anos 1990, por causa da superlotação carcerária. Três empresas administram esses presídios. As companhias discordam da auditoria.

Fonte da notícia: http://migre.me/uMMsv

Jornal de Caruaru

Consulado da China em Recife tem nova estrutura

A China inaugurou na semana passada as novas instalações do Consulado Chinês no Recife. A nova sede está funcionando numa área de mais de 7 mil metros quadrados, em dois amplos casarões no bairro de Casa Amarela.

Com a inauguração, também foi apresentado o novo processo de emissão de vistos de brasileiros na entrada do país oriental. O embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, destacou o novo local para abrigar os brasileiros e os chineses que residem no Brasil, assim como as novas oportunidades de negócios entre os dois países.

De acordo com o consultor de empresas Paulo Junior, da PJI Consulting, de João Pessoa, convidado para participar da solenidade, os chineses cheios de expectativas em relação ao Nordeste, e a Paraíba tem forte potencial de atração de investimentos.

Na Paraíba

De acordo com Paulo Junior, interessa comercialmente aos chineses a busca de novas oportunidades entre as duas nações, como por exemplo, energias renováveis, infraestrutura, entre outros setores, “além, é claro, de estimular o intercâmbio entre os países”.

Para o consultora, há oportunidade crescente nos dois países e, prova disso, segundo ele, será a nova Missão Empresarial Brasil-China promovida pela PJI Consulting, AL Trade  e Operadora de Turismo Classe A, que partirá em destino à China em abril do próximo ano.

De acordo com Paulo Junior, o roteiro previsto passará por Shangai, Hangzhou (visita ao Alibaba) e depois à Canton Fair, maior feira multissetorial do mundo.

A Missão Empresarial abre o leque de oportunidades para os paraibanos, tendo em vista a China ser um dos países que tem um dos maiores potenciais de fechamento de negócios com as empresas paraibanas, já que apresenta uma série de diversidade.

Fábio Cardoso – Correio da Paraíba

Veja entrega Serra: roubo e cartel no Rodoanel

 

Acusada de tramar o fim da Operação Lava Jato com sua polêmica capa sobre o ministro Dias Toffoli, publicada na semana passada (leia mais aqui), Veja foi colocada contra a parede e se viu forçada a abrir a delação de Léo Pinheiro, da OAS, que o procurador Rodrigo Janot mandou destruir. Com isso, embora ataque seus alvos preferenciais, como a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, acabou sobrando também para o chanceler interino José Serra, do PSDB.

Confira, abaixo, o trecho do depoimento de Léo Pinheiro relacionado a José Serra:

“A OAS foi ganhadora do lote cinco do Rodoanel Sul, que fazia parte de um cartel de empresas (…) A partir de 2004, foram realizadas as reuniões para acertar a licitação na Andrade Gutierrez, pois Dario Leite, executivo da Andrade, era próximo de Dario Lopes Reis, então secretário de Transportes. (…) Na licitação com contrato assinado em 2007 havia um convite de 5% de vantagens indevidas para Dario Lopes Reis e Mario Rodrigues (então diretor de engenharia da Secretaria de Transportes). Tais valores eram ajustados por Dario Leite, executivo da Andrade, e comunicados às demais empresas consorciadas (…) No ano de 2007, por determinação do então governador José Serra, no sentido de que houvesse renegociação em todos os contratos do estado, houve uma negociação no contrato do Rodoanel Sul com desconto no valor do contrato de menos 4% e a globalização do valor do contrato. Em razão dessa renegociação, os valores de vantagens indevidas também foram repactuados para 0,75%. Parte dos pagamentos dos valores indevidos foi feita por meio da empresa Legend Engenheiros Associados, de Adir Assad, na SPE Rodoanel Sul 5, e parte em dinheiro vivo.”

Em tempo: Mario Rodrigues foi indicado, no governo Temer, para o cargo de diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Dario Lopes é assessor especial do Ministério dos Transportes, tendo sido também nomeado no governo Temer.

Empreiteiros mostram seu poder sobre governo Temer

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Vá lá que o ministro Gilmar Mendes queira por um freio na Lava Jato, mas ninguém consegue frear as empreiteiras na defesa de seus interesses.

Desde 2013 vaga pelo Senado o projeto de lei 559 pelo qual quebram-se os ossos da Lei das Licitações. O mimo esteve para ser votado em 2014 (ano eleitoral), mas foi para a geladeira.

No governo de Michel Temer ele ressuscitou, piorado. Na sua versão inicial criava-se a modalidade de “contratação integrada” dispensando a apresentação de um projeto básico para obras de valor superior a R$ 2 milhões. (Projeto básico, a ciclovia Tim Maia tinha.) Essa modalidade de licitação light nasceu na Petrobras.

Deu no que deu.

Empreiteiras contratadas para uma obra poderão desapropriar imóveis. Uma festa para a fusão de interesses de empresas de engenharia, companhias imobiliárias e escritórios de advocacia versados nesse tipo de litígio.

No “governo de salvação nacional” acrescentou-se uma gracinha, instituindo o “diálogo competitivo”. Ele prevê a realização de reuniões de autoridades públicas com “licitantes previamente selecionados”.

Assim, seria possível organizar um “diálogo competitivo” com os doutores Sérgio Machado pela Transpetro, Marcelo Odebrecht pela Odebrecht, e Léo Pinheiro pela OAS.

O governo vem ajudando a tramitação do projeto de lei 559 e ele poderá ser votado no Senado ainda neste ano, seguindo para a Câmara.

Elio Gaspari – Folha de S.Paulo

Por que os EUA decidiram deixar de usar prisões privadas

 

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Image caption Prisão de Walnut Grove, no Mississipi, é uma das instalações que será atingida pela decisão

Depois de uma análise detalhada sobre condições de segurança e custos, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou na semana passada que pretende deixar de usar prisões privadas para abrigar presos sob custódia federal, em uma decisão que encerra décadas de parceria e, segundo analistas, sinaliza uma mudança histórica de postura do governo americano.

“As prisões privadas tiveram papel importante durante um período difícil, mas o tempo mostrou que têm desempenho inferior se comparadas às nossas instalações (administradas pelo governo)”, disse a subsecretária de Justiça, Sally Yates, em memorando.

“Não oferecem o mesmo nível de serviços correcionais, programas e recursos, não apresentam redução significativa de custos e não mantêm o mesmo nível de segurança e proteção.”

A medida atinge apenas uma pequena fração da população carcerária do país, já que somente 12% dos presos federais estão em estabelecimentos administrados por empresas, e a maioria das prisões privadas são estaduais ou locais e não serão afetadas pela mudança.

“Apesar disso, é uma importante medida simbólica e poderá contribuir com o atual debate sobre encarceramento em massa”, disse à BBC Brasil o especialista em justiça criminal Marc Mauer, diretor-executivo do Sentencing Project, grupo que defende reformas no sistema de justiça criminal americano.

“O sistema de prisões privadas nos Estados Unidos cresceu tremendamente desde seu início, nos anos 1980. Este é o primeiro revés significativo em 30 anos”, observa Mauer.

Agressões e contrabando

A decisão foi anunciada após a divulgação de um relatório do Office of Inspector General (divisão de fiscalização do Departamento de Justiça) que analisou como as prisões privadas são fiscalizadas, se cumprem determinados padrões de segurança e como se comparam em relação às instalações operadas pelo governo federal.

O relatório concluiu que é preciso melhorar a fiscalização e revelou que as prisões privadas registram mais casos de agressões, contrabando e motins, além de oferecerem menos serviços de reabilitação, como programas educacionais e de treinamento profissional.

O documento cita motins provocados pela má qualidade da comida e de atendimento médico e incidentes nos últimos anos que “resultaram em amplos danos a propriedade, ferimentos e a morte de um agente penitenciário”.

A mudança será gradual. O Departamento de Justiça instruiu sua agência responsável pela administração do sistema federal de prisões, o Bureau of Prisons, a não renovar os contratos com empresas privadas que começarem a vencer ou, nos casos em que ainda seja necessária renovação, reduzir “substancialmente” o número de leitos previstos.

A decisão deve ser facilitada pela redução da população carcerária federal que, segundo Yates, depois de crescer cerca de 800% entre 1980 e 2013 – o que levou o governo a recorrer a prisões privadas para aliviar a superlotação -, começou a declinar.

O número de presos em unidades federais caiu de 220 mil em 2013 para menos de 195 mil atualmente – uma pequena parcela da população carcerária total nos Estados Unidos, de cerca de 2,2 milhões de pessoas, incluídas prisões estaduais e locais.

Dos 195 mil presos federais, cerca de 22 mil estão em 13 prisões privadas, localizadas nos Estados de Novo México, Oklahoma, Texas, Califórnia, Carolina do Norte, Georgia e Mississippi. Yates espera reduzir esse número para cerca de 14 mil até maio do ano que vem.

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Image caption CCA, uma das administradoras das prisões dos EUA, se disse ‘decepcionada’ com a decisão

Reações

As três empresas que operam essas prisões privadas – Corrections Corporation of America (CCA), GEO Group e Management and Training Corporation (MTC) – se disseram “decepcionadas” e criticaram as conclusões do relatório e a decisão do Departamento de Justiça.

“Se fosse baseada somente no declínio da população carcerária, poderia haver alguma justificativa. Mas basear esta decisão em custos, segurança e oferta de programas é errado. Os fatos não sustentam essas alegações”, diz a MTC em nota, ressaltando que as prisões privadas abrigam uma população carcerária mais homogênea, o que levaria a maior ação de gangues e, por isso, mais incidentes.

Segundo especialistas, porém, os problemas apontados no relatório não são novos. “Esses problemas já foram identificados há mais de 20 anos”, afirma Mauer.

Para ele, o que mudou foi o ambiente político no país e o debate sobre justiça criminal. “Agora temos tanto liberais quanto conservadores defendendo reformas e redução da população carcerária. As lideranças políticas se sentem mais confortáveis em examinar o sistema e descrever seus problemas”, salienta.

De acordo com o especialista em justiça criminal Martin Horn, professor do John Jay College of Criminal Justice e ex-chefe do departamento de correções e liberdade provisória da cidade de Nova York, há nos Estados Unidos uma crescente objeção filosófica ao conceito de prisões privadas.

“As pessoas sentem que a administração de Justiça, punição e segurança pública não deve ser algo sujeito a controle privado. E que é um modelo inerentemente falho, devido à motivação dos operadores de lucrar”, disse Horn à BBC Brasil.

Histórico

Os Estados Unidos começaram a utilizar prisões privadas nos anos 1980, quando sentenças duras eram a resposta a uma onda de criminalidade no país, em meio à guerra às drogas, e fizeram a população carcerária explodir.

No início, as empresas começaram a operar prisões privadas no nível local e estadual e, a partir de meados da década de 1990, em instalações federais.

“A indústria de prisões privadas começou a se aproximar dos governos e sugerir que poderia encarcerar pessoas a um custo menor e ajudar a combater a superlotação. Mas, ao mesmo tempo, também estavam prometendo a seus acionistas que poderiam gerar lucro”, observa Mauer.

Segundo Mauer, uma das maneiras de cortar custos em uma prisão é pagar salários menores e oferecer menos treinamento aos guardas, o que leva a maior rotatividade e a uma força menos experiente.

“Isso é parte do motivo pelo qual vemos relatos de problemas de segurança”, salienta.

Horn ressalta que os problemas não são exclusividade das prisões privadas. “Há muitas prisões públicas que são simplesmente horríveis. E há prisões privadas que são boas”, diz.

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Image caption A prisão federal de Yazoo, no Mississipi

Segundo Horn, cabe ao governo fiscalizar o cumprimento dos contratos. “Nas situações em que o contrato é bem escrito e a fiscalização é rigorosa, acho que uma prisão privada pode ter bom desempenho, e há exemplos disso nos Estados Unidos e em outros países”, afirma.

Brasil

As mesmas empresas que dominam o mercado americano de prisões privadas também têm atuação no exterior, administrando unidades em países como Austrália, África do Sul e Grã-Bretanha.

No Brasil, está em discussão um projeto de lei que prevê a contratação de parceria público-privada para a construção e administração de estabelecimentos penais.

Enquanto defensores afirmam que seria a solução para um sistema carcerário marcado por superlotação, instalações insalubres e ações de facções criminosas, críticos temem que a privatização possa levar a um número ainda maior de presos, sem melhorar condições ou reduzir custos.

Horn não descarta a ideia de que poderia ser uma oportunidade para melhorar as prisões brasileiras. “Por meio de parceria público-privada, o governo poderia encomendar novas construções utilizando capital privado. E a possibilidade de competição poderia criar incentivo para o sistema público melhorar”, afirma.

Para Mauer, muitos dos problemas estruturais das prisões privadas nos Estados Unidos se aplicam a outros países. “É muito difícil gerar economia sem um efeito negativo sobre a segurança”, destaca.

Mauer reconhece que prisões públicas também têm problemas. “Mas quando estão sob administração pública, há possibilidade de maior fiscalização, os contribuintes podem fazer cobranças”, ressalta.

“Não há nada de errado em o governo trabalhar com o setor privado, mas quando estamos falando de privação de liberdade, me parece perturbador entregar essa função a quem oferece o menor preço e está buscando lucro”, diz Mauer.

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Image caption Dos 195 mil presos federais, cerca de 22 mil estão em 13 prisões privadas

Efeito limitado

Todos os envolvidos no debate, contrários ou a favor da mudança, reconhecem que seu efeito imediato será limitado, já que a medida não se aplica às prisões privadas estaduais e locais, nem àquelas que abrigam acusados de violar leis de imigração – que são federais, mas ligadas ao Departamento de Segurança Interna, não ao Departamento de Justiça.

“A decisão serve de alerta para a indústria de prisões privadas, de que deve corrigir os problemas. Mas não será o seu fim”, prevê Horn.

A medida, porém, pode ser um primeiro passo para uma mudança mais ampla.

“Pode influenciar a maneira como os Estados usam prisões privadas. Eles não têm obrigação de seguir o governo federal, mas como ações no nível federal recebem muita atenção, pode gerar um efeito cascata em alguns Estados nos próximos ano”, afirma Mauer.

Rock in Rio lança projeto em Manaus para plantar 1 milhão de árvores

O projeto socioambiental Amazônia Live, do Rock in Rio, foi lançado neste sábado (27) em Manaus. O Amazônia Live pretende plantar mais de 1 milhão de árvores em 400 hectares de área desmatada da floresta amazônica nas cabeceiras do Rio Xingu. As sementes serão adquiridas com indígenas da região, para ajudar a fomentar a economia local, além de promover reflorestamento.

A estimativa do Rock in Rio é gerar aproximadamente R$ 700 mil em renda para as famílias coletoras de sementes e 50 empregos diretos nas atividades de assistência, preparação do solo e plantio.

Compromisso

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Floresta Amazônica em Moju, PA

O Amazônia Live pretende plantar mais de 1 milhão de árvores em 400 hectares de área desmatada da floresta amazônica nas cabeceiras do Rio XinguAntonio Cruz/Agência Brasil

Quando anunciou o projeto, no dia 4 de abril, o presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, disse que o número de árvores plantadas na Amazônia pode chegar a 3 milhões por meio do projeto. “Eu sinto que as pessoas não sabem como ajudar. E o Rock in Rio vai explicar como ajudar. A gente está assumindo o compromisso hoje de plantar 1 milhão de árvores, mas o Banco Mundial já anunciou outro milhão, nós temos alguns clientes e vamos chegar fácil aos 3 milhões de árvores plantadas em um investimento todo feito pela iniciativa privada”, disse Medina.

Além da importância socioambiental para a Amazônia, o diretor de eventos da Manauscult destaca os benefícios para a capital amazonense. “Acho que a importância desse projeto para Manaus é o desenvolvimento turístico, é o aquecimento da cadeia econômica da cidade, a gente está movimentando diversos setores. De alguma forma isso projeta a cidade internacionalmente e divulga diversas questões e belezas nossas tantos sociais como culturais. Acaba sendo uma forma de acesso do mundo à cidade de Manaus, ao Amazonas e à região amazônica”, disse Monzaho.

O lançamento teve shows com o tenor Plácido Domingo, que se apresentou, junto com a Orquestra Filarmônica do Amazonas, em um palco flutuante no Rio Negro para convidados. Na praia da Ponta Negra, houve uma apresentação com a cantora Ivete Sangalo. O diretor de eventos da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Diyego Monzaho, diz que as apresentações foram idealizados em duas etapas.

“A primeira etapa é no meio do Rio Negro e lá a gente tem um show de TV, para a imprensa, onde estarão alguns convidados, imprensa internacional, e o show do Plácido Domingo com convidados, como Ivete Sangalo e o tenor Saulo Laucas, entre outros. Paralelo a isso, a gente tem um evento na Ponta Negra que faz a transmissão desse show da balsa e a apresentação de bandas locais e o show da Ivete”. As apresentações foram transmitidas pela internet.

O Rock in Rio foi criado em 1985 e é considerado o maior evento de música e entretenimento do mundo.

Bianca Paiva – Correspondente da Agência Brasil
Edição: Fábio Massalli

Médicos dos EUA e de São Paulo visitam CER IV na Fundação Altino Ventura

 

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A Fundação Altino Ventura recebeu, nesta quinta-feira (25/8), no Centro de Reabilitação Menina dos Olhos – CER IV (Iputinga), os professores dr. Peter Macdowell e dr. William May, da Universidade Johns Hopkins e do Wills Eye Institute (Maryland, EUA), além do professor da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, dr. Rubens Belfort Jr. O objetivo do encontro foi apresentar aos visitantes o trabalho de habilitação e reabilitação das crianças com microcefalia associada ao zika vírus, além do acolhimento feito às famílias. Antes da visita, dr. Macdowell ministrou aos alunos dos cursos de Especialização em oftalmologia da FAV uma palestra sobre “Experiência e oportunidades de cursos de residência e fellow no Johns Hopkins”.

Dr. Rubens Belfort, que apresentou a FAV aos pesquisadores americanos, disse que essa visita é uma nova etapa de avanços nas pesquisas de combate ao zika vírus. “Com a piora da situação do zika no mundo, os professores vieram para aprender com a experiência de Pernambuco e, possivelmente, nos ajudar a desenvolver trabalhos científicos em conjunto”. Segundo o pesquisador, o advento do zika vírus mostrou a capacidade de resposta da ciência do Nordeste, mesmo sem recursos suficientes. “Diante disso, posso afirmar, sem exagero, que a FAV é, atualmente, o melhor centro mundial de acolhida e de tentativa de desenvolvimento de métodos e programas que diminuam o sofrimento das famílias”.

Presidente do conselho consultivo da FAV, dra. Liana Ventura garante que os resultados até então conquistados na instituição são bastante positivos. “As crianças estão se desenvolvendo e aprendendo, e isso nos estimula, pois mostra que estamos no caminho certo”. 15 crianças foram selecionadas, de acordo com o grau da lesão ocular, para serem examinadas pela equipe de médicos. “Discutirmos, entre outros problemas, os achados de retina, do nervo óptico e também os que afetam o sistema visual cortical, causando deficiência visual funcional. Estamos discutindo todo o nosso protocolo para vermos a melhor maneira de cuidar dessas crianças”, destacou a médica.

Dr. Peter se disse impressionando com o esforço da Fundação Altino Ventura para ajudar os pacientes com microcefalia e seus familiares. “Tenho certeza de que todos aqui estão orgulhosos desse trabalho. Estou feliz pela oportunidade de ver isso, porque, caso haja um surto nos EUA, nós estaremos preparados a partir das descobertas e experiências da FAV”, acrescentou.

“Nós, médicos, estamos bastante preocupados, pois, somente no Estado de Maryland, o número de pessoas infectadas com zika vírus dobra a cada seis semanas. Espero poder fazer parcerias com a FAV para enfrentarmos esse problema”, arrematou  dr. William May.

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Fundação Altino Ventura

TEATRO DO PARQUE É RETRATO DA ADMINISTRAÇÃO RECIFENSE – Por Augusto Saboia

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Mais de 4 anos fechado, obras paradas há um ano, sem previsão de recomeço, esse é o triste retrato do Teatro do Parque.

Como ele o Recife tem obras paradas e abandonadas por todo o lado, a prefeitura não consegue fazer nem uma Alameda que está orçada em 1,5 milhões no Recife Antigo, que dirá um teatro histórico, ícone de nossa cultura, além de parques, Geraldão,  parque das esculturas, pontes, praças, é um festival de dinheiro público indo pelo esgoto da incompetência de nossos gestores.

O pior é que nessa eleição está muito difícil escolher um candidato realmente bom para a cidade, na minha opinião são todos fracos e politiqueiros.  Temos novamente que escolher o menos ruim e rezar para que as coisas melhorem.

No Brasil é assim há muito tempo e não tem jeito, estamos na mão de pessoas que só querem se dar bem, empregar todos familiares e aderentes e o Povo que se exploda.

Não podemos desanimar nem nos entregarmos ao pessimismo, mas está complicado ser otimista e esperar por dias melhores com esse bando que tomou de assalto há mais de 60 anos a política, o dinheiro e a esperança do brasileiro.

O Teatro do Parque é o símbolo do descaso, incompetência e a qualidade dos nossos gestores do passado, do presente e do futuro, de promessas estamos cheios, queremos ação, sei que com esses candidatos a prefeito apresentados serão mais 4 anos de sofrimento e espera.

Que Deus, Buda, Alá, e até os ET’S nos ajudem.

FIEPE reúne empresários e líderes sindicais em diálogo com o Governador Paulo Câmara e secretários

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Na primeira visita oficial à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) em dois anos de gestão, o governador Paulo Câmara reiterou compromisso de buscar diálogo com executivos e líderes sindicais para encontrar soluções para os problemas que afetam o setor industrial. O encontro aconteceu nesta quinta (25) durante almoço na Casa da Indústria e reuniu além do chefe do executivo, secretários do governo, membros da diretoria e empresários.

O presidente da FIEPE, Ricardo Essinger ressaltou a importância para o enfrentamento da crise de encontros, como este, que possam promover o entendimento entre os setores. “O governo não pode trabalhar deslocado. Tem que haver uma integração entre o setor industrial e o setor governamental para discutir os problemas de ambos e encontrar as soluções,” frisou. Essinger apresentou as demandas emergenciais para a economia local como Arco Metropolitano, Suape, Transnordestina e Refinaria Abreu e Lima. Outras observações relevantes foram levantadas pelos empresários de diversos segmentos durante o diálogo.

O governador reforçou as estratégias de atuação conjunta para retomada do crescimento econômico para Pernambuco e se comprometeu a transformar os encontros com a indústria algo sistemático.

Durante a visita foi realizada ainda uma apresentação institucional sobre o Sistema S com a presença dos representantes das entidades que a compõe (CIEPE, IEL, SESI, SENAI e FIEPE) para mostrar os produtos e serviços oferecidos pelas instituições que colaboram no desenvolvimento do trabalhador, da sociedade e da economia do estado.

Uber dos fretes chega ao Estado de Pernambuco

O App Truckpad foi criado para conectar os caminhoneiros às cargas mais próximas

Divulgação

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Em média, são ofertados 25 mil fretes por dia no App, o que representa R$ 1,6 mi

Na onda do crescimento dos aplicativos de caronas pagas, a exemplo do Uber, surgem novas plataformas para atender públicos diferentes. Um exemplo é o aplicativo Truckpad, que aposta em um serviço para facilitar a vida de quem trabalha no transporte de mercadorias. Em vez de aproximar o motorista do passageiro, o App conecta os caminhoneiros autônomos às cargas mais próximas e às empresas que demandam o serviço de logística. Já são mais de 500 mil motoristas de caminhão cadastrados em todo o País, dos quais cerca de 200 mil estão no Nordeste e 100 mil em Pernambuco.

Além de facilitar a contratação de condutores qualificados para os fretes auxiliando as empresas – já são mais de oito mil cadastradas -, o Truckpad amplia a rentabilidade dos motoristas autônomos. Sem o auxílio tecnológico, eles chegam a passar até 15 dias rodando sem cargas: um desperdício de combustível, tempo, sem falar na emissão de gases poluentes. Em média, são ofertados 25 mil fretes por dia, no valor de R$ 1,6 milhão.

Para usar o serviço basta fazer o download do aplicativo no smartphone. O caminhoneiro visualiza os fretes mais próximos cadastrados pelas empresas e o valor ofertado. As demandas são filtradas por geoposicionamento (GPS), cruzando a rota estabelecida pelo condutor e a proximidade do ponto de embarque. Assim, um motorista que esteja seguindo de Pernambuco para São Paulo, por exemplo, pegaria apenas os fretes dentro desse caminho. O sistema também seleciona os pedidos pelas características do veículo e do motorista.

A empresa nasceu em 2013 e, desde os primeiros movimentos, o mercado nordestino sempre foi um alvo estratégico. Na região se concentram um terço (1/3) dos caminhoneiros autônomos do País. “Pernambuco se destaca nesse contexto por ser um centro empresarial para gigantes da logística, a exemplo da FedEx”, considera Mira. Com experiência de mais de 30 anos no negócio de transportadoras, ele conhece bem as necessidades desse mercado. “No começo diziam que o caminhoneiro não iria usar o smartphone, porém acredito nas plataformas digitais como uma grande tendência quando se fala de soluções logísticas. O smartphone é uma poderosa ferramenta de comércio e logística atualmente, sobretudo em países de dimensões continentais como o nosso”, constata.

Recentemente, uma parceria com a Mercedes Benz do Brasil – maior fábrica de caminhões do mundo – turbinou a atuação da startup, permitindo a criação de um canal de comunicação da Mercedes a partir do aplicativo. O próximo passo é levar a plataforma pioneira no Brasil para outros países como Índia, Turquia e México, um objetivo que Mira pretende cumprir no começo do próximo ano.

Embora qualquer um pos­sa baixar o aplicativo, é preciso ter registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para se cadastrar como motorista. O cadastramento também cumpre outras exigências. Além disso, o motorista também precisa se responsabilizar pelo seguro do transporte rodoviário de cargas, conforme regulamentado pela ANTT.

Malakoff Café aporta no Recife Antigo

Cultura de slow coffee praticada na matriz, no Prado, é replicada no bairro histórico

Leo Motta/Folha de Pernambuco

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Rua do Bom jesus leva café, sorvete e Nutella, e Mercado da Madalena, leite e mel (det.)

A experiência sensorial oferecida pelo Malakoff Café, há um ano e meio no Prado, ganhou reforço com a abertura de uma unidade dentro do Pa­ço do Frevo, no Bairro do Recife. Os sócios Alan Cavalcanti e as irmãs Tassiana e Tallita Marques se uniram na ideia de atrair o público do entorno a um lugar que mistura gastronomia, história e música. Nessa proposta, a grande diferença em relação à matriz fica mesmo na estrutura, já que o cardápio se mantém com 12 métodos de extração artesanal – três a menos – com as mesmas ofertas de sanduíches, tapiocas, saladas e pratos quentes para o almoço.

A instalação foi montada em um mês, após licitação e carta-convite de olho nas mínimas interferências que o espaço permitia. “Foi então que aproveitamos nossa ideia de sustentabilidade para distribuir cadeiras antigas, pintadas com os tons da bandeira de Pernambuco, e instalar uma bancada de pinos”, adianta Tallita, que assume a parte administrativa enquanto Alan explica atentamente aos clientes cada método utilizado com os grãos Yaguara, na família do espresso, e Art Café, nos métodos.

Sem pressa
“O desafio está no perfil do novo público, que nesse contexto agitado do centro histórico agora se depara com um espaço no estilo slow coffee, mais apropriado para degustações sem pressa, em que indicamos experimentar cada tipo da bebida”, conta o baris­ta. Em meio a nova estrutura, permanece a ideia que originou a marca de que o cliente deve sentir o dono por perto, seja para indicar um prato ou o café ideal de acordo com as preferências de cada um.

Nesse contato mais próximo, sobram pedidas que homenageiam rios e pontos turísticos do Recife, como o gelado rua do bom jesus feito com café, creme de avelã, chantilly e Nutella ziguezagueando a borda da taça, por R$ 12,90. Tão atrativo quanto as bebidas quentes preparadas com os diversos métodos de extração, excetuando o espresso, como a do french press, que extrai a bebida por meio de filtragem e infusão, resultando em uma das pedidas mais leves da lista. Isso sem falar no queridinho do público chamado de aeropress, feito por um êmbulo que origina o líquido sob a pressão do ar. Essas e outras versões variam entre R$ 8 e R$ 10,90.

Para acompanhar, há comidinhas como o pão artesanal de macaxeira com queijo do reino, bolos e pratos individuais, que vão de salada a rondelli de presunto e queijo, servido com torradas. A expectativa do gerente geral do Paço do Frevo, Eduardo Sarmento, é estimular ainda mais a integração do público. “Por isso a programação normal se mistura com a do café, a exemplo da atração de frevo todas as sextas ao meio-dia”.

Edi Souza, da Folha de Pernambuco

Uber tem prejuízo de US$ 1,27 bi no primeiro semestre

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Divulgação

A Uber perdeu US$ 1,27 bilhão somente no primeiro semestre de 2016, de acordo com o balanço financeiro da companhia divulgado nesta semana. A previsão é que a perda total da empresa neste ano supere o prejuízo de US$ 2 bilhões de 2015.

O serviço de caronas pagas vale US$ 69 bilhões no mercado, ainda que há dois anos não esteja gerando lucro. De acordo com a companhia, as perdas acontecem pelo subsídio de motoristas, mesmo quando não conseguem muitos passageiros durante o mês.

Com o prejuízo, a empresa tem encontrado dificuldades em manter seus investidores. A crítica que a maioria faz é a inexistência de uma explicação ou previsão de melhoras por parte da companhia.

Forbes

Secretaria de Turismo lança guia informativo para o Santuário de Nossa Senhora das Graças, localizado em Cimbres, em Pesqueira

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Os visitantes que procuram o turismo religioso em Pernambuco estarão mais bem informados sobre o Santuário de Nossa Senhora das Graças de Cimbres, em Pesqueira. A Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco (Seturel-PE), por meio da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), vai disponibilizar em todos os Centros de Atendimento ao Turista (CATs) de Pernambuco o novo guia “Nossa Senhoras das Graças – Santuário de Cimbres – Pesqueira”. A publicação reúne informações sobre a aparição da virgem, em 1936, a festa em homenagem a santa, outros espaços católicos no município, além de serviços, telefones úteis e meios de hospedagens.

“Com o guia “Nossa Senhoras das Graças – Santuário de Cimbres – Pesqueira” queremos promover um dos principais destinos religiosos de Pernambuco. Também apresentaremos outros locais onde impera a religiosidade e desvendar os destinos no caminho que ligam o Recife a Pesqueira, a Terra da Graça”, comenta o Secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras.
A publicação faz parte da série de ações que o Governo do Estado está realizando para as comemorações dos 80 anos de aparição deNossa Senhora das Graças, no Sítio Guarda, atualmente parte da  reserva indígena Xucuru, em Cimbres – Pesqueira.
Setur – PE

Brasil começa a produzir ônibus movido a biometano e GNV

 

Veículo lançado pela Scania tem baixo nível de ruído e emissões de gases conforme o padrão Euro 6, o mais recente adotado na União Europeia

Autor: Marcos de Sousa/Mobilize Brasil

Brasil começa a produzir ônibus movido a biometano

Novo ônibus “flex” da Scania: biometano ou GNV

créditos: Divulgação Scania

Um ônibus “flex”, que pode funcionar tanto com gás natural (GNV) como com o gás metano gerado por estações de tratamento de esgotos, aterros sanitários e usinas de álcool  é o novo veículo que a Scania está lançando durante o Seminário Nacional da NTU, que começa hoje (23) em Brasília.

O modelo exposto no Seminário Nacional da NTU é uma versão de 15 metros, com capacidade para até 130 passageiros e dotado de carroceria de piso baixo, seguindo os padrões e exigências adotados na cidade de São Paulo. Trata-se, segundo a Scania, do primeiro ônibus movido a biometano e GNV registrado no Brasil. No entanto, a mesma configuração já é amplamente utilizada em cidades como Bogotá, Cidade do México e Lima, explicou Silvio Munhoz, diretor de Vendas de Ônibus da Scania do Brasil.

Como funciona
O veículo funciona com um motor de “ciclo otto”, mais silencioso do que os ônibus diesel, condição importante para circulação no meio urbano. Além disso, o novo ônibus tem baixas emissões de poluentes – cerca de 85% menos do que um ônibus similar a diesel – segundo testes e demonstrações realizados em várias cidades brasileiras e verificados pela Netz Engenharia Automotiva. O veículo chegou a percorrer em rodovias cerca de 700 km com sua carga total de gás (300 m3), mas na cidades o desempenho situa-se em torno de 350 km. O custo por quilômetro rodado ficou em R$ 0,89 contra R$ 1,24 dos ônibus diesel.

A versão apresentada em Brasília é dotada de um motor de 280 cv, que funciona com a queima de gás metano, de GNV ou da mistura de ambos, graças ao sensor lambda semelhante ao utilizado nos carros flex. “O sensor verifica continuamente os gases do escapamento e dosa automaticamente as misturas, de forma a reduzir ao mínimo as emissões de poluentes”, explica Silvio Munhoz.

Emissões comparadas de motores para ônibus . Fonte: Scania

O ônibus movido a biometano e GNV não exige muitas mudanças na carroceria tradicional, explica o engenheiro Celso Mendonça, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Scania. O modelo escolhido para o lançamento, por exemplo, tem chassi de piso baixo e por isto os cilindros do combustível foram instalados no teto. São seis cilindros de fibrocarbono, cada um com capacidade de 200 litros ou 50 metros cúbicos de gás. A empresa também dispõe de uma versão de piso alto e nesse caso, os cilindros de gás serão alocados abaixo do assoalho.

Embora a primeira versão do chassi tenha sido importada da Suécia, a Scania já pretende iniciar a produção local do novo chassi em sua fábrica brasileira, em São Bernardo, ainda em 2017, dependendo apenas da homologação do Inmetro e Denatran, explicou Munhoz. A linha Scania com motor a GNV/biometano oferece três modelos. O K 280 4×2, que pode receber carrocerias de 12,5 a 13,20 metros de comprimento, e capacidade para levar de 86 a 100 passageiros. O K 280 6×2, de 15 metros de comprimento, dois eixos direcionais e capacidade para até 130 passageiros. Ambos equipados com motor de 280 cavalos. E o articulado K 320 6×2/2, de 18 metros e capacidade para 160 ocupantes, com propulsor de 320 cavalos.

Geração de biometano
O diretor da Scania explicou que a empresa trabalha de olho em vários projetos de geração de gás metano que estão sendo desenvolvidos no  país. “A Sabesp, por exemplo, vai gerar biometano a partir do lodo de sua maior estação de tratamento de esgotos, em Barueri, Região Metropolitana de São Paulo. Em Rio Negrinho (SC), há um grande projeto de geração de gás metano em um aterro sanitário. E na região Noroeste de São Paulo, os produtores de açúcar também estão iniciando um programa de geração de biometano para energia a partir de um dos subprodutos do processo industrial”, concluiu Munhoz.

Veja um vídeo sobre o lançamento:

Mobilize Brasil

Serão construídas 1,5 mil unidades habitacionais pelo Minha Casa Minha Vida em Pernambuco

A União bancará os recursos e o governo de Pernambuco cedeu os terrenos

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Ministro das Cidades, Bruno Araújo, diz que implantação das unidades habitacionais será mais rápida no Programa Minha Casa, Minha Vida

O governador Paulo Câmara (PSB) e o ministro das Cidades, Bruno Araújo, anunciaram, numa solenidade no Palácio do Campo das Princesas, a autorização para a construção de 1.528 unidades habitacionais que seriam implantadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e passarão a ser executadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Ambos os programas são do governo federal.

A Secretaria estadual de Habitação (SecHab) vai lançar, em setembro, uma chamada pública para escolher a empresa que construirá 912 unidades habitacionais (UH’s), a serem implantadas em Olinda e Cabo de Santo Agostinho. As 616 restantes deverão ser construídas pela empresa construtora baiana SZ que já tinha sido selecionada para isso, embora não tivesse sido contratada. O investimento total será de cerca de R$ 122 milhões, bancados pela União.

“Essa migração do PAC para o Minha Casa Minha Vida vai dar uma maior eficiência e velocidade na implantação dessas moradias”, disse Bruno Araújo.

Para Paulo Câmara, a retomada das obras vai impulsionar a economia local, sendo uma oportunidade de geração de emprego para muitas pessoas, além de possibilitar a realização do sonho da casa própria. A construção das moradias vai beneficiar 6,1 mil pessoas. A construção civil é um dos setores que mais empregam no Estado.

Em Pernambuco, esse projeto é feito em parceria com o governo do Estado, que cedeu os terrenos para a implantação das unidades habitacionais.

O secretário estadual de Habitação, Marcos Baptista, explica que as primeiras unidades a serem contratadas serão 240 moradias no Canal do Jordão, em Jaboatão dos Guararapes, 64 na comunidade do Passarinho, em Olinda, e 312 nas localidades de Peixinhos, Azeitona e Estrada do Caenga, também em Olinda. Elas devem começar a serem construídas até o fim deste ano.

A chamada pública vai contratar a implantação de 520 UH’s em Peixinhos/Azeitona/Estrada da Caenga; 72 na Charnequinha (no Cabo de Santo Agostinho) e 320 no Fragoso II, em Olinda.

As moradias deverão ser construídas entre dois e três anos, segundo Bruno Araújo. Cada uma delas custará em média R$ 80 mil, de acordo com informações da SecHab. Ainda dentro do projeto, a SecHab tem a obrigação de implantar as melhorias urbanas necessárias, como implantação do sistema de abastecimento de água, drenagem e pavimentação.

No Brasil, 14 mil unidades habitacionais saíram do PAC e passarão a ser implantadas pelo Minha Casa Minha Vida.

CARTÃO REFORMA

Bruno Araújo afirmou também que o presidente interino, Michel Temer, vai lançar, em duas semanas, o cartão reforma, que pretender dar, a fundo perdido, até R$ 5 mil para famílias que tenham uma renda mensal de até R$ 1,8 mil. Para receber esse benefício, a pessoa deve morar numa residência precária. A expectativa é que essa iniciativa movimente R$ 500 milhões em 2017.

JC Economia

Tímido no País, trabalho voluntário tem bons resultados no Recife

Na capital e na Região Metropolitana do Recife, iniciativas buscam incentivar o voluntariado.

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Voluntariômetro, na Avenida Agamenon Magalhães, marca o número de horas dedicadas ao trabalho voluntário no Recife.

Foto: Guga Matos/ JC Imagem

Comemorado neste domingo (28), o Dia Nacional do Voluntariado foi instituído há três décadas com o objetivo de reconhecer o trabalho de pessoas comuns que doam tempo e esforços em prol de iniciativas sociais. O exercício de cidadania, no entanto, é pouco praticado no País. Segundo a pesquisa mais recente do Instituto Datafolha, realizada em 2014, apenas 11% dos brasileiros estão envolvidos em atividades voluntárias (contra 25% dos americanos no mesmo ano). No Grande Recife, iniciativas tentam modificar este cenário.

É o caso do projeto Transforma Recife, criado pela prefeitura em março do ano passado. Trata-se de uma plataforma digital parecida com uma rede social. O objetivo é unir pessoas e instituições que precisem da força do trabalho voluntário para continuarem seus serviços. Em menos de um ano e meio, 72 mil voluntários trabalharam 563 mil horas em alguma das 400 ONGs cadastradas no programa.

Para o coordenador Fábio Silva, há muito o que comemorar. “A maior dúvida das pessoas era como podiam ajudar. Agora, podem acessar o site, fazer o cadastro e disponibilizar seu talento ou profissão para uma organização social, com vagas dentro do seu perfil e perto de sua residência.” Segundo ele, o trabalho é recompensador. “A gente pensa que vai mudar a vida de alguém, mas é a nossa vida que muda.” O programa, pioneiro no Brasil, serviu de exemplo para cidades dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Paraíba.

Hexacampeã brasileira e tricampeã mundial, Priscilla Annes, da Seleção Brasileira de handebol de areia, ganhou sua maior recompensa fora das quadras. Há um ano, a pernambucana coordena um projeto no município de Igarassu, no Grande Recife. Três vezes por semana, ela oferece aulas gratuitas da modalidade para 30 crianças carentes. O projeto também se estende aos mais velhos. Ao todo, 50 adultos e idosos frequentam aulas de zumba e treinos funcionais. “O esporte mudou minha vida. Se uma criança puder ter um futuro melhor, já vou ter feito alguma coisa”, diz a atleta.

O sentimento é compartilhado pelo bacharel em direito Alberto Pires. A vontade de ajudar veio da infância. Hoje, ele atua nas ONGs Salve Sertão e Cores do Amanhã, na última como coordenador pedagógico. “Eu cresci muito como ser humano. Costumava ser um pouco egoísta. A gente acha que sabe de tudo”, avalia. Para quem quer começar, ele deixa um recado: sair da inércia. “Independentemente de formação, querer ajudar é o primeiro passo. É um trabalho muito gratificante, de muito amor”.

Você também pode se tornar um voluntário. Acesse www.transformarecife.com.br e cadastre-se.

JC Cidades