HISTORIAS DE OLINDA

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Em 17 de dezembro de 1982, a cidade de Olinda foi inscrita pela UNESCO na lista do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural.

A história de Olinda remete ao início da colonização portuguesa no Brasil, no século XVI.

Seu desenvolvimento econômico no período da cana-de-açúcar fez surgir um conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico que ainda hoje é um testemunho do nosso passado.

O centro histórico possui cerca de 1.500 imóveis de diferentes estilos arquitetônicos: igrejas, mosteiros e conventos coloniais do século XVI, fachadas de azulejos dos séculos XVIII e XIX e obras neoclássicas e ecléticas do início do século XX.

Foto: Hans Von Manteuffel/2000


A NOVELA DA PONTE QUE NÃO CAIU NO RECIFE

Primeira tentativa de implosão da Ponte da Torre.
12-01-1978, há 41 anos.

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Em 12 de janeiro de 1978, o Diario de Pernambuco anunciava: a Ponte da Torre iria abaixo naquele dia em menos de dez segundos. A implosão seria a primeira de uma via elevada no Brasil, um fato histórico.

A medida – adotada para pôr fim às enchentes do Rio Capibaribe conforme prometido pelo presidente Ernesto Geisel, que esteve no Recife em julho de 1975, por ocasião da “tragédia do século” que culminou no boato do estouro de Tapacurá – gerou uma grande expectativa na população.

O resultado? Em vez de aplausos, uma vaia estrondosa. Apesar de meia tonelada de explosivos, a Ponte da Torre não caiu. E o Recife ganhou mais uma história para seu anedotário, com direito a frevo-gozação, ops, frevo-canção.

… de Mario Griz, interpretado por Beto de Paula. A letra:
Eu ri, você também/ todo mundo riu/ a bomba estourou/ mas a ponte não caiu/ o engenheiro pela TV/ anunciava a nova implosão/ E a galera na beira do rio/ mandava o japonês/ para a ponte que não caiu.


ENCONTRO DAS ÁGUAS: BEBERIBE E CAPIBARIBE

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RIO BEBERIBE

Separa o Recife de Olinda. Foi ali, observando o desaguar desse rio, que Duarte Coelho declarou guerra aos caetés e fundou Olinda. Também pela força, Olinda foi tomada pelos holandeses, que, criminosamente, a incendiaram. Três barragens (Morno, Macacos e uma na foz do Maruim) resolveram a questão das cheias do Beberibe. Lança hoje suas águas diretamente no mar, deixando de ser afluente do Capibaribe.

RIO CAPIBARIBE

São 21 quilômetros de rio cortando nossos bairros e guardando parte de nossa história. O Rio Capibaribe é parte maior da marca e da fisionomia recifense. Vindo do Planalto da Borborema, deixa as cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Salgadinho, Limoeiro, Paudalho e São Lourenço; chega ao Recife pela Várzea e vai cortando caprichosamente a cidade. O rio, que tanto encanta o Recife, já aprontou muitas, com suas cheias, agora domadas pelas barragens de Tapacurá e de Carpina. O Capibaribe passa pelos bairros Caxangá, Dois Irmãos, Apipucos, Monteiro, Barbalho, Santana, Graças, Madalena, Capunga, Derby e Ilha do Retiro. Ali, como se fosse pouco e, quem sabe, desejando entrar triunfalmente no centro da cidade, divide-se em dois: um braço norte passeia pela Boa Vista, separando esse bairro de Santo Antônio; o outro, meridional, vai por Joana Bezerra e recebe, lá no Cabanga, as águas dos rios Tejipió, Jordão e Pina, formando a Bacia do Pina, e, só então, dirige-se para o Porto do Recife. O Rio Capibaribe foi cantado em prosa e verso por inúmeros poetas e escritores, pernambucanos ou não. Um dos poemas mais conhecidos é de autoria de João Cabral de Melo Neto, O Cão sem Plumas:

“Na paisagem do rio
difícil é saber
onde começa o rio;
onde a lama
começa do rio;
onde a terra
começa da lama;
onde o homem,
onde a pele
começa da lama;
onde começa o homem
naquele homem.”

ENCONTRO DOS RIOS

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Para alguns estudiosos, o encontro do Rio Capibaribe com o Rio Beberibe dá-se atrás do Palácio do Campo das Princesas. Outros, citam o encontro em frente à Cruz do Patrão, logo após a Ponte Limoeiro. Sendo assim, a Rua da Aurora no trecho entre a Ponte Limoeiro e a Av. Mário Melo estaria nas margens do Rio Capibaribe.

Acredito que é mais razoável que o encontro seja atrás do Palácio do Campo das Princesas. Independente da controvérsia sobre o encontro dos rios, o fato é que eles embelezam a cidade e criam um deslumbrante cenário para os que passam em toda a extensão da Rua da Aurora.

CRUZ DO PATRÃO

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Esse obelisco arredondado foi aqui instalado no início do século XVII. Com 6 metros de altura, é encimado por uma cruz, para auxiliar na orientação dos navios que entravam no porto. Ao norte do obelisco, estava o Forte do Buraco; ao sul, o Forte do Brum. Aqui negros pagãos eram enterrados, e fuzilados os condenados e militares rebeldes.


MUSEU DO MAMULENGO EM GLÓRIA DE GOITÁ – PERNAMBUCO

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Os mamulengos vêm de uma tradição de bonecos marionetes que se perde no tempo. Nas antigas civilizações da China, Índia e Egito já se reproduziam bonecos desse tipo para pequenas encenações. A tradição chegou ao Brasil trazida pelos europeus provavelmente no século XVI. Alguns registros apontam para seu uso didático na catequese de Índios.

Hoje, como herança dessa cultura religiosa, persistem alguns bonecos daquela época, como a alma, o diabo, os santos. entretanto, por se tratar de uma encenação de roteiros curtos e sem falas fixas, o mamulengo incorporou assuntos do dia a dia e figuras cotidianas – diferentes tipos dehomens e mulheres, representantes de autoridades e profissionais diversos, além de alguns animais. A figura do “Mateus”, responsável por fazer um dialogo entre o publico e os bonecos, também é quase sempre encontrada.

Um mamulengo completo, com um grupo de bonecos dos mais diferentes tipos e em número suficiente para uma apresentação de noite inteira – como ocorre, em geral, no interior, é composto por entre 70 e 100 bonecos.

Os bonecos são todos feitos artesanalmente de madeira e pano, e um mestre é quem dá voz a eles no palco.

Glória do Goitá, cidade da zona da mata pernambucana, tem forte tradição de mamulengos. Entre os mestres da região figuram nomes como os de Zé Grande, Severino da Cocada, Luiz da Serra e Zé Lopes, mamulengueiro e
artesão, criador do Mamulengo Teatro do Riso.

A tradição é mantida pela nova geração de artesãos que em 2002 fundou a Associação Cultural de Mamulengos e Artesões de Glória do Goitá. A associação o Antigo prédio do mercado.

Entre os novos artesões destacam-se Edjane lima (Presidente da Associação, e do Museu do Mamulengo), Genilda Felix, Marines Maria, Marines Tereza, Jacilene Felix, Cirleide Nascimento, José Edvan, José Mauricio, Almir Barbosa, Gilberto Lopes, Jailson Nascimento, Severino Manoel, Joelma Felix e Genaro Felix.

The “mamulengos” come from a tradition of puppet dolls that lose itself in time. In the ancient civilizations of China,
India and Egypt this kind of dolls were already produced to small performances.
The custom arrived in Brazil brought by the Europeans,probably around the 16th century.
There are records showing that it was used in the catechizing of the native Brazilians.
Today, as an inheritance of this religious culture, some dolls from those days still
remain, such as representations of the “soul”, the “devil” and the saints. However, since it is a performance of short scripts and without well defined lines, the “mamulengo” absorbed everyday subjects and
characters – such as different kind of men and women,authorities,professionals and even animals.
The character of “Mateus”, responsible for the dialogue between the public and the puppets is also almost always present.
A compleat “mamulengo” set, with a group from the many different types of dolls and in a sufficient number for a whole evening performance, which takes place usually in the coutryside, is composed by about 70 to 100 puppets.
They are all handmade, fabricated in wood and cloth, and a “mestre” plays them on the stage, giving voice to the puppet.
Glória do Goitá, a city from the Zona da Mata(a geographical region) in the state of Pernambuco,has a really strong tradition in the production of the dolls.
Among the great master artisans are Zé Grande, Severino da Cocada, Luiz da
Serra and Zé di Vina, besides the apprentice Zé Lopes, creator of the “Mamulengo Teatro do Riso” in a literal translation, Mamulengo theater of laughter.
This tradition is being upheld by the new generations of artisans which in 2002
founded the Associação Cultural de Mamulengueiros e Artesãos de Glória de Goitá, association of mamulengo producers. The association is located in the old market building.

Associação Cultural de Mamulengueiros e
Artesãos de Glória
do Goitá
Rua Celto Campelo s/n, (antigo mercado de farinha)
contatos: (81) 3658-1442/9993-0139
E-mail culturadosmamulengos@hotmail.com


CINEMA DA FUNDAÇÃO NO RECIFE COM ACESSIBILIDADE NA PROGRAMAÇÃO

Buscando programação acessível nessas férias?

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Vem pro Alumiar no Cinema da Fundação!

Você que organiza ou participa de um grupo de pessoas com deficiência (surdas, cegas, com baixa visão, com Síndrome de Down, etc) e gostaria de transporte para vir à nossa próxima sessão Alumiar, pode falar com a gente pelo email contatosessaoalumiar@gmail.com ou pelo telefone 3073-6782, para informações e agendamentos.

#PraTodoMundoVer: Diante de um céu azul cheio de nuvens, um rapaz com síndrome de down, à direita, está com os braços pra cima, boca aberta e olhos fechados. Tem pele clara, cabelo liso, curto e castanho. Usa um colete dourado aberto sobre o peito nu e tem uma barriga saliente. Ao fundo e bem ao longe, montanhas.

À esquerda, a marca da Sessão Alumiar e os símbolos da audiodescrição, Libras e LSE. Logo abaixo, Colegas, quarta, 14h30, 23 janeiro 2019, Cinema da Fundação/Derby. No rodapé, marcas da TV Escola, Cinema da Fundação, Fundação Joaquim Nabuco, Ministério da Educação e Governo Federal.


O novo camarote do carnaval, Liars Olinda

Silvério Pessoa – Crédito: Vinícius Ramos/Divulgação

Novidade no Carnaval de Olinda! Os sócios Liberado Júnior, de São Paulo e Cynthia Dias Lopes, do Rio de Janeiro, se uniram ao olindense Daniel Farias, para lançar o camarote Liars Olinda. A estrutura ficará montada na Rua de São Bento, nas ladeiras da cidade histórica, e conta com hospedagem, festas temáticas e day use. O evento promete apresentações de ritmos variados, entre os dias 1º e 5 de março.

Crédito: Divulgação

Tudo começou com um grupo que se chama “casa dos mentirosos”, que costumava brincar o carnaval juntos. Para agregar mais sofisticação, o evento ganhou o nome de Liars. De forma intimista, o ambiente tem capacidade para 80 pessoas, entre convidados e público externo, com a proposta de aproximá-los dos artistas. Até então, Helga Nemeczyk e Silvério Pessoa estão entre as personalidades confirmadas, as demais atrações serão divulgadas em breve.

Além de conforto e um serviço all inclusive, a festa terá, ainda, um menu exclusivo do chef estrelado Frédéric Monnier. Com uma varanda acessível, será possível assistir a passagem dos blocos de rua e o tradicional desfile dos bonecos gigantes. Os ingressos incluem hospedagem completa (quarto climatizado, open bar e open food) e custam R$2.200, à venda através do site da Liars.


Colônia dos Padres: um lugar a ser descoberto em Jaboatão

A Colônia dos Padres foi fundada por religiosos salesianos na área rural de Jaboatão dos Guararapes (Grande Recife) no começo do século 20

Legenda

A Basílica Nossa Senhora Auxiliadora, na Colônia dos Padres, construída em cima de uma pedra
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Cleide Alves

No fim de Vila Rica, já na área rural do município de Jaboatão dos Guararapes, há uma igreja que se equilibra em cima de uma pedra e que recebe o aroma que o vento espalha de pés de pitanga, jaca, manga, goiaba e caju. A Basílica Nossa Senhora Auxiliadora, construída nas primeiras décadas do século 20 pela Congregação Salesiana ao lado de um seminário para formação de sacerdotes, é um recanto a ser descoberto na Região Metropolitana do Recife.

Distante 18 quilômetros da capital pernambucana e a apenas três quilômetros do Centro de Jaboatão, a igreja fica num lugar conhecido como Colônia dos Padres, recebe os fiéis para missas dominicais às 8h, promove festas religiosas e é um ponto de romaria de católicos. O prédio que serviu como seminário e hoje abriga um retiro para encontros espirituais tinha outra função no passado: era uma casa de repouso onde salesianos doentes se recolhiam para recuperar a saúde.

Galeria de imagens

Colônia Salesiana, popularmente chamada Colônia dos Padres, em Jaboatão dos Guararapes

Fotos: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Fotos: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Fotos: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Fotos: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Fotos: Sérgio Bernardo/JC Imagem

“O Recife daquela época era muito alagadiço e os padres italianos adoeciam com frequência na cidade. Seguindo orientação médica, a congregação procurou um local distante, no meio da mata, para eles passarem fins de semana e férias e, assim, recobrarem a saúde”, relata padre João Carlos Ribeiro, vice-inspetor dos salesianos no Nordeste. Os religiosos também abriram e mantiveram por um determinado período uma escola agrícola no lugar, inicialmente batizado de Colônia de São Sebastião e depois renomeado como Colônia Salesiana.

Para saber a origem da Colônia de São Sebastião, a Colônia dos Padres Salesianos, é preciso recuar mais um pouquinho no tempo. Essa história começa no fim do século 19, em 15 de dezembro de 1894, quando o governo federal passou para o Estado de Pernambuco a colônia agrícola Barão de Lucena que havia criado com a desapropriação de cinco engenhos conjugados e abandonados do espólio de Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque (1793-1880), o Visconde de Suassuna.

História

Formada pelos antigos Engenhos Suassuna, Socorro, Santo André, Santo Antônio e parte do Engenho Velho, a Colônia Barão de Lucena foi repartida em mais de cem lotes e vendida a particulares, a partir de 1895. “Os lotes eram enormes, tinham até cem hectares. Os padres salesianos compram um deles, constroem a igreja em cima de uma pedra e embaixo, na furna, fazem a Gruta Nossa Senhora de Lourdes”, informa Reinaldo Carneiro Leão, secretário perpétuo do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. “A área passou ser chamada pela população como Colônia dos Padres”, comenta.

A desapropriação dos engenhos, diz Reinaldo Carneiro Leão, teve a participação direta do Barão de Lucena, Henrique Pereira de Lucena (1835-1913), ministro da República no governo do marechal Deodoro da Fonseca. Parente dos Suassunas, o barão conhecia de perto a pendenga familiar que envolvia a herança do visconde e da viscondessa, que não tiveram filhos.

“Quando a Viscondessa de Suassuna morreu, em 1878, deixou as propriedades (incluindo 13 engenhos, cinco em Jaboatão) para dois sobrinhos, mas o visconde alegava que a herança era dele. O inventário aberto em 1878 se arrastou até 1926”, informa Reinaldo Leão. A história da Colônia Barão de Lucena ou Colônia Suassuna é resgatada no Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, de Sebastião de Vasconcellos Galvão.

Atualmente, a Inspetoria Salesiana do Nordeste mantém na Colônia dos Padres uma escola de ensino fundamental gratuita para 700 alunos (Colégio Nossa Senhora Auxiliadora) do 1º ao 9º ano, a basílica e a casa de retiro aberta a qualquer grupo religioso, com capacidade para cem hóspedes. A Capela de São Sebastião, erguida na colônia de mesmo nome e em atividade desde 22 de janeiro de 1905, não fica mais nas terras dos salesianos, diz padre João Carlos. Visitas podem ser agendadas pelo (81) 3481-0322.

JC Cidades


Comunidades plantam consciência e colhem saúde no Recife

Comunidades estão se juntando para construir suas próprias hortas e plantar aquilo que vão comer de maneira sustentável. Além de evitar que esses venenos cheguem até o prato, a iniciativa contribui para a diminuição da poluição, já que evita a necessidade de transporte, uso de combustíveis, entre outros fatores

É possível aproveitar materiais como garrafas pet para plantar alimentos

Por: Maiara Melo

É possível aproveitar materiais como garrafas pet para plantar alimentos
Foto: José Brito

Na Torre, a Vila Santa Luzia integrou homens e mulheres de várias localidades na construção de um espaço verde. Moradores do Sítio São Brás, no Sítio dos Pintos, também montaram a própria horta em um local que, antes, era um ponto crítico de acúmulo de lixo. “Quanto mais perto for produzido o alimento que consumimos, melhor. Porque sabemos a procedência, sabemos que não tem veneno. A agricultura familiar está aí para mostrar que esse modelo é sustentável”, afirma a cientista ambiental e bióloga Mariana Maciel de Albuquerque.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o chamado “efeito cumulativo” das doses de venenos presentes nos alimentos, e que são ingeridas ao longo da vida pela população, é responsável pelo aparecimento de várias doenças, entre elas o câncer. As hortas comunitárias, além de evitar essa contaminação crônica, contribuem na luta contra outros tipos de doenças. “Estudos concluíram que, no solo, na terra, encontramos microrganismos que ajudam a combater a depressão. Ter um contato com a terra e com as plantas é extremamente poderoso. A gente cuida das plantas e elas cuidam da gente de volta”, ressalta Mariana.

Foi esse o resultado visto por Bernadete Alves, moradora e uma das lideranças da Vila Santa Luzia e membro do Centro de Ensino Popular e Assistência Social do Estado de Pernambuco – Santa Paula Frassinetti (Cepas), ONG que ajudou a engajar a comunidade na construção da horta. “Já estamos colhendo os frutos desse esforço. Tiramos couve, alface, coentro, cebolinho, além das plantas medicinais. Eu levei uma queda sábado e usei babosa, que é antisséptico, e terramicina, que tem propriedades antibióticas. Faz muito bem, inclusive como forma de terapia. Muitas pessoas mudaram o humor, o comportamento, a interação com o restante da comunidade e relataram ter visto nesse trabalho coletivo uma oportunidade de enfrentar a depressão”, revela.

“O projeto era um sonho meu havia mais de 30 anos. Hoje está bonito, mas há seis meses você olhava isso aqui e não dava nada.” A horta comunitária da Vila Santa Luzia foi possível graças a um edital do Fundo Socioambiental Casa, da Caixa Econômica Federal, vencido por arquitetos que fazem parte do Coletivo Massapê. “Nós conhecíamos Bernadete e Claudemir, que são duas lideranças na comunidade. E aí conseguimos aprovar o projeto em um edital, iniciamos uma parceria com o Cepas, e decidimos fazer aqui na comunidade, para fortalecer esse espaço que já estava sendo apropriado com a Rioteca”, explica Lucas Izidório, arquiteto e membro do Massapê.

A Rioteca é um espaço pensado e construído por Claudemir Amaro da Silva, que mora no local há 28 anos. Além de uma biblioteca construída às margens do Rio Capibaribe, ele, que é marceneiro, construiu parquinhos, cadeiras, mesas, assim como outros utilitários para a população do entorno usufruir como forma de lazer. “O processo durou seis meses. Sempre em conjunto com os moradores, aproveitando os potenciais que cada um tem. Claudemir ajudou a construir as cercas, a sementeira e os outros equipamentos”, continuou Lucas.

“Muitos moradores cresceram no interior, então tinham conhecimento de ervas, plantas medicinais, mexer com terra”, acrescentou Bernadete. “Marcenaria é comigo. Eu fiz toda a estrutura junto com os meninos. A sementeira, a cerca para os animais não entrarem. Também fiz o deck para a meninada poder chegar e ver o rio com segurança”, ressalta Claudemir. “Há 12 anos que eu ajeito isso aqui, cuido da praça. E agora estamos aqui, juntos, por causa da horta. É uma alegria imensa ver a felicidade do outro. Eu construo com amor, se não fosse assim, não teria nada disso aqui. Estaria ocupado por palafitas. Todo dia eu varro isso aqui, para as crianças brincarem”, comemora.

Vários mutirões foram realizados para delimitar os canteiros, retirar o lixo, preparar o solo, plantar. Moradores da Ilha de Deus, através de outro projeto realizado pelo Caranguejo Sá, também se somaram à Vila Santa Luzia na construção da horta. “Agora, nós estamos realizando oficinas e trabalhando também a parte da gestão, de manejo da horta. Também vamos ter oficinas de fitoterápicos, e de planta medicinal”, continua Lucas. Lá é possível encontrar, além da sementeira, canteiros e uma caixa d’água que serve para aguar as plantas e uma composteira. “Eu venho aqui quase todo dia colocar água e cuidar da composteira. Colocamos cascas de frutas, menos as cítricas porque demora a decompor”, diz Geovani dos Santos, 12 anos, morador da comunidade.

“Isso aqui é meu segundo lar. Sou muito feliz aqui.” Assim como ele, Taciana Barbosa, de apenas 9 anos, também vai quase que diariamente à horta do Sítio São Brás, no Sítio dos Pintos, cuidar das plantas. “O que eu mais gosto é do pé de amora. Eu pego tudinho, é bem docinha”, diz. “Antes aqui tinha muito lixo, vidro. Uma vez eu cortei meu pé e fiquei na cama da minha mãe e tive que ir para o hospital. Agora eu venho para cá brincar”, comenta, enquanto colhe berinjela e tomate-cereja. A horta foi construída dentro do projeto Mais Vida nos Morros, da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR).

“Isso aqui era um lixão, tinha tudo o que não prestava. A comunidade mesmo que descartava as coisas aqui, até bicho morto. Comecei a procurar a Prefeitura e foi quando conseguimos trazer esse projeto da horta. Hoje é uma maravilha”, conta Inácia Martins Silvestre, moradora da comunidade há 23 anos. “Já colhi aqui mais de dez vezes. Peguei batata, macaxeira, quiabo, coentro, pimentão, alface, boldo. Nos finais de semana nós estamos aqui, reunindo, conversando.”

Flaviana Gomes, gerente de Infraestrutura e Intervenções Urbanas da PCR, conta que a horta ficou no lugar de 300 toneladas de resíduos. “Conversamos com os moradores para poder pactuar o que seria de intervenção e aí vimos que a curto prazo implantaríamos uma horta. Eles assimilaram, opinaram e implantamos junto com eles, que desenvolveram esse sentimento de pertencimento no local”, conta a gerente.

“Perguntamos que plantas eles queriam e os próprios moradores trouxeram as mudas, principalmente medicinais. Mas plantamos acerola, pitanga, mamão, pé de coco, muitas raízes, como macaxeira e batata-doce. Uma diversidade grande para poder ser atrativo para os moradores e agradar todo mundo”, explica Isabelle Santos, chefe de divisão da permacultura. “E as próprias plantas vão recuperando esse solo, que era degradado.”

Horta em casa? É possível

Mariana Maciel, a cientista ambiental, explica que é possível construir essas hortas dentro de casas e apartamentos, preparando o próprio solo, adubo e fertilizante. “E as pessoas podem aprender a plantar e comer o que está dando naquela época do ano. Essas hortas servem para isso também, além do que são alimentos agroecológicos e orgânicos”, conta. “O plantio em si, pode ser feito em vasinhos, baldes, em potes de margarina e manteiga, garrafa pet, reaproveitar o que antes seria lixo. Faz uns furinhos embaixo, coloca algumas pedras, ai coloca adubo ou terra preparada, esterco, húmus de minhoca.”

Ela sugere que sejam cultivadas plantas como rúcula, coentro, cebolinho, pimenta, tomate-cereja, pimenta. “Com isso dá pra fazer geleia, colocar na comida, temperos. Além das plantas alimentícias não-convencionais. Várias delas são muito ornamentais, bem lindas, e são comestíveis. Tem uma que se chama Beldroega e as flores são comestíveis, pode comer refogada, bem nutritiva e bem simples de cultivar.” Ervas medicinais como hortelã da folha grande e miúda, babosa, terramicina, artemísia, capim santo e citronela também são de cultivo simples.

“Se tem mais espaço, pé de laranja, de limão… Que por mais que não cheguem a dar fruto, a folha serve para chás. Quando for viajar, colocar uma garrafa pet com água, fazer um furinho pequeno na tampa e enterrar com a tampa para baixo. A planta vai puxar a água. Ter uma horta assim, pertinho da gente, faz total diferença nas nossas vidas. Só é preciso experimentar”, conclui.

Folha PE


Mais de mil turistas chegam ao Recife no primeiro navio a atracar em 2019

Cerca de 1430 turistas desembarcaram no Porto do Recife

Mais de mil turistas chegaram ao Recife no primeiro navio a atracar em 2019

Mais de mil turistas chegaram ao Recife no primeiro navio a atracar em 2019
Foto: Guga Matos/SeturPE

Em clima de Carnaval, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco e da Empetur, recepcionou os turistas que chegaram no primeiro navio a atracar no Porto do Recife em 2019, o Crystal Symphony, operado pela Crystal Cruises. A primeira embarcação atracou na manhã deste sábado (19), às 7h. Já na segunda-feira (21), mais dois cruzeiros aportam no Recife, o Costa Luminosa e o Marco Polo, às 8h.

Vindos da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, 1.431 turistas foram recebidos com festa por um grupo de maracatu de baque virado, no desembarque interno do Terminal de Passageiros, e depois foram conduzidos para o salão principal do espaço pelo Rei e Rainha do Maracatu.

O secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes, destacou a hospitalidade com os viajantes. “Essa demonstração que a gente faz aqui na recepção é justamente para expressar nosso apreço pelos turistas que vem visitar nossa terra e conhecer um pouco da nossa cultura, da nossa musicalidade e das nossas paisagens”, declarou Novaes. Do Recife, a embarcação seguirá para Salvador.

Além da recepção em clima de prévia carnavalesca, os passageiros e tripulantes dos navios contarão com os serviços do Centro de Atendimento ao turista (CAT). O posto funcionará enquanto os navios estiverem ancorados, com atendimento em português, inglês e espanhol, realizados por atendentes qualificados da Empetur e da Prefeitura do Recife. O atendimento no CAT é gratuito.

A temporada de Cruzeiros é responsável por garantir um incremento importante para a alta temporada do turismo em Pernambuco. A avaliação positiva dos turistas em relação ao Estado reforça a importância das ações voltadas para o público de origem marítima.

A mais recente pesquisa da Empetur, realizada nos meses de novembro e dezembro de 2018 (primeiros navios da temporada), revela que o gasto médio dos turistas que desembarcaram foi de R$ 238,15 (com tempo em terra médio de 4,5 horas).

Com relação aos atrativos pernambucanos classificados como “Bom e Ótimo” pelos visitantes entrevistados destacam-se a hospitalidade do povo (97,7%), o patrimônio histórico/cultural (84,2%), os atrativos naturais (90,8%) e às informações turísticas (96%).


Nova gestão de Suape visa autonomia

Ao assumir na última sexta, presidente do Porto, Leonardo Cerquinho, afirmou que independência será meta no início de sua direção

Por: Marina Barbosa

Novo presidente de Suape, Leonardo Cerquinho

Novo presidente de Suape, Leonardo Cerquinho
Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Principal polo de desenvolvimento de Pernambuco, o Complexo Industrial e Portuário de Suape está sob nova gestão. Leonardo Cerquinho, ex-presidente da AD Diper e ex-diretor de gestão portuária de Suape, assumiu a presidência do empreendimento após ser indicado para o cargo durante a reforma do segundo escalão do governo Paulo Câmara.

E ele já assume com a missão de destravar a autonomia do porto, cujo processo foi iniciado pelo Governo Federal no fim do ano passado. “O decreto que regula a autonomia foi publicado e lista as condições necessárias para a autonomia, como índices financeiros, operacionais e ambientais. Então, só precisamos demonstrar ao Governo Federal que cumprimos todas essas exigências para solicitar a autonomia. E nossa equipe já está levantando os índices de Suape para levarmos isso a Brasília. Então, a autonomia já pode acontecer no começo do segundo semestre”, explicou Cerquinho, que quer apresentar esse material em breve.

“Acreditamos que não teremos dificuldade para atingir os índices. Mas o Governo Federal tem até seis meses para avaliar isso. E nós queremos ter um retorno entre julho e setembro. Então, é nossa prioridade”, declarou, revelando que já está agendando reuniões com a Secretaria Nacional dos Portos para tratar dessa questão.

Concluir esse processo é importante para agilizar os processos licitatórios de Suape. Os projetos de arrendamento do Pátio de Veículos e do Segundo Terminal de Contêineres (Tecon 2), por exemplo, estão prontos há mais de um ano, mas ainda não foram efetivados porque passaram um bom tempo parados depois que o Governo Federal tirou a autonomia dos portos, concentrando o poder de arrendamento das áreas portuárias do País.

O processo só foi retomado no ano passado e, segundo informou à época a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), devem ser leiloados agora em janeiro. Por isso, o Estado deve tocar esse processo com o Governo Federal em paralelo com a autonomia.

Cerquinho explicou que a intenção é efetivar os arrendamentos o mais rápido possível, porque esses projetos podem trazer outros negócios para Suape. “Com o novo terminal de contêineres, teremos mais competitividade e novas linhas de navegação”, afirmou, dizendo que isso pode atrair novas cargas para Suape, inclusive as frutas do Vale do São Francisco, que hoje são exportadas para a Europa pelo Porto de Pecém, no Ceará. Esse incremento de movimentação ainda pode baratear as taxas portuárias.

“E com o Pátio de Veículos podemos conseguir novas operações de veículos”, acrescentou Cerquinho, dizendo que, além de exportar os carros da Jeep, Suape hoje importa carros da Toyota e da Chevrolet. “Mas temos espaço para receber novas marcas”, disse Cerquinho, que ainda espera contar com a ajuda da recuperação da economia nacional para ampliar a movimentação portuária de Suape.

Cerquinho é formado em Relações Internacionais e mestre em economia e assumiu a presidência do Complexo de Suape na última sexta-feira (18), em cerimônia que contou com a presença do secretário de desenvolvimento econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach; do ex-presidente de Suape e atual presidente do Porto do Recife, Carlos Vilar; e de uma série de empresários. Para Schwambach, o momento é de otimismo.

“O novo Governo Federal está sinalizando que pretende fazer um novo pacto federativo, direcionando mais dinheiro para estados e municípios. Se ele tomar as medidas corretas, Pernambuco está preparado para aproveitar as oportunidades de crescimento”, detalhou.

Folha de Pernambuco


Comunidades viram destino turístico no Recife

Ilha de Deus e Bomba do Hemetério, bairros localizados nas Zonas Sul e Norte, respectivamente, se tornaram rota do turismo de base comunitária na capital pernambucana

Por: Eduarda Barbosa

Projeto de Turismo Social na Ilha de Deus

Projeto de Turismo Social na Ilha de Deus
Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Trabalho com impacto social que gera retorno financeiro para a comunidade, o turismo de base comunitária muda o cenário econômico nos lugares onde é realizado. As atividades e produtos fabricados são feitos por pessoas que moram nas comunidades, que, por sua vez, comercializam para os turistas que visitam os locais.

No período atual, de verão, essa ação movimenta a cadeia produtiva com mais força. Segundo a secretaria estadual de Turismo, de dezembro até fevereiro, Pernambuco deve receber 1,8 milhão de turistas, o que deve injetar R$ 2,6 bilhões na economia local. No Recife, dois trabalhos de turismo de base comunitária são desenvolvidos de forma importante a gerar renda para os moradores: o da Ilha de Deus, localizado na Imbiribeira, Zona Sul, e o da Bomba do Hemetério, localizado na Zona Norte. E um novo está sendo concebido, dessa vez em Brasília Teimosa, também na Zona Sul.

Através da Rede Nacional de Turismo Criativo (Recria), organização que contempla os projetos da Ilha de Deus e da Bomba do Hemetério, os gestores fortalecem as atividades. “A Ilha e a Bomba são um turismo criativo de base social, ou seja, de base comunitária. É uma operação local, em que a venda é local. Toda a riqueza gerada circula de forma justa na sociedade”, explicou o conceito a gerente geral de produtos turísticos da Prefeitura do Recife, Karina Zapata.

Ao oferecer serviços e produtos ligados à pesca, gastronomia e artesanato, os moradores da Ilha de Deus ganham sua renda a partir da comercialização dessas atividades. “De outubro a fevereiro, temos um maior movimento aqui na Ilha, com aumento de 40% no número de turistas e também no faturamento. Mas o que diferencia é que os meses de janeiro e fevereiro são os que mais recebemos turistas de fora do Recife”, comentou o organizador do projeto, Edy Rocha, ao complementar que no ano passado, a Ilha recepcionou cerca de oito mil turistas. “Apenas nos quatro meses de maior movimento, recebemos aproximadamente quatro mil pessoas”, informou Rocha.

O projeto da Ilha de Deus recebe regularmente pessoas aos sábados através do passeio de catamaran pelo Catamaran Tours, além de turistas que agendam visitas e hospedagens. “Pelo passeio de Catamaran, a pessoa paga R$ 58 e passeia durante duas horas, conhecendo a Ilha, assistindo a apresentações culturais e desfrutando da nossa mariscada. Mas o visitante pode agendar passeios diretamente conosco, que pode incluir almoço, atividades no rio para conhecer a pesca e andar de caiaque, além de também poder contratar hospedagem no hostel que construímos”, apresentou Rocha, ao acrescentar que no verão o hostel tem 60% a mais de ocupação.

Antes, Geisiane de Ataíde, conhecida como Negra Linda, catava marisco no rio da Ilha de Deus. Hoje, ela virou a cozinheira do projeto e consegue uma renda maior. “Não tenho noção da quantidade de gente para quem eu já cozinhei, tanto grupos nacionais, como estrangeiros. Toda semana atendo de um a dois grupos que vêm para Ilha. E o mais importante é que eu cozinho com os produtos pescados pelos próprios moradores da comunidade, então também ajudo eles”, comentou Negra Linda, informando que atualmente recebe em média R$ 2 mil por mês.

Com a programação de passar uma semana hospedada na Ilha, a professora Gizele Gasparri, turista de São Paulo que veio acompanhada de um grupo de alunos e outros professores, se sentiu parte contribuinte do local. “É uma Ilha autossustentável: eles produzem, se alimentam e vendem. Então quanto mais pessoas vierem vai movimentar a produção e o comércio do local. É um impacto social com retorno financeiro”, defendeu a professora.

Pelo projeto da Bomba do Hemetério, o Recife oferece um turismo de base comunitária com foco em artesanato, cultura e gastronomia. A comunidade apresenta o pacote ‘Bomba África’, de R$ 65 por pessoa, com visitações a terreiros, apresentações de maracatu e gastronomia, e o pacote ‘Brincantes da Alegria’, também R$ 65 por pessoa, com apresentações culturais, oficina de camisas com a marca da Bomba e artesanato. “É um turismo que gera renda para as pessoas. Faço o receptivo dos turistas que querem conhecer”, disse o organizador do projeto da Bomba do Hemetério, Elisandro Damasceno.

Maria da Conceição Carneiro é uma das beneficiadas com o projeto. Hoje, ela tem um estabelecimento, o Espetinho da Ceça, que faz parte do roteiro de gastronomia da Bomba. “Eu tinha um carrinho de espetinho que ficava na calçada e agora tenho uma estrutura para receber os turistas, que gera renda para mim”, contou Ceça, que também vende no seu estabelecimento as camisas confeccionadas por moradores da Bomba. “Um percentual da venda fica comigo e outro vai para quem produz”, contou.

Para fortificar esse grupo de turismo de base comunitária, o Recria está planejando um novo trabalho em Brasília Teimosa. “A Recria quer formatar produtos em Brasília Teimosa voltados à gastronomia. Lá tem bares com arroz de polvo e camarão na cerveja que são um sucesso e os turistas precisam conhecer”, adiantou Damasceno.

Ampliação
Fortalecer o turismo de base comunitária no Recife é o desejo dos idealizadores. Apesar de apresentar estruturas para receber os visitantes, o Recria busca mais parceiros para apoio e convênios. A necessidade de ter um destaque na capital pernambucana é importante para gerar mais renda à comunidade.

Os recursos do projeto da Ilha de Deus são próprios, conquistados através dos eventos de gastronomia que são promovidos, da comercialização dos produtos de pescados e da parceria com o Catamaran Tours, que realiza os passeios para a comunidade. “Temos parceiros sociais, mas não temos convênios. A Prefeitura do Recife nos ajuda divulgando o projeto. Mas poderíamos ampliar e melhorar a infraestrutura se tivéssemos mais recursos”, justificou o organizador do projeto, Edy Rocha.

Ainda segundo Rocha, qualificar as pessoas da comunidade em todos os setores, seja cultura, gastronomia, hotelaria e receptivo, é fundamental para atender mais visitantes. “Temos 40% de infraestrutura para o turismo de base comunitária na Ilha de Deus. Se tivermos apoio, temos como chegar a 100%”, defendeu o organizador.
Infraestrutura também é o que o projeto da Bomba do Hemetério necessita neste momento.

“Estamos precisando de um espaço para uma sede. Nossa maior necessidade é de espaço físico para reunir atividades, como gastronomia, dança e artesanato no mesmo local, além de se tornar um ponto de referência. Assim a gente consegue receber o turista com mais qualidade”, argumentou o organizador do projeto da Bomba do Hemetério, Elisando Damasceno.

De acordo com a Prefeitura do Recife, através da secretaria de Turismo, Esportes e Lazer, no fim do ano passado, o órgão criou, junto à sociedade, um Plano de Turismo Criativo, que engloba os projetos de base comunitária da Ilha de Deus e Bomba do Hemetério. Através desse planejamento, esses trabalhos vão ganhar mais força. “O Recife vem abraçando o segmento do turismo criativo. O objetivo do plano é colocar dinheiro onde a sociedade achar importante”, explicou a gerente geral de produtos turísticos da Prefeitura do Recife, Karina Zapata.

O Plano considera 52 ações a serem executadas de 2019 a 2021. A previsão é de um investimento, pela secretaria, de R$ 220 mil para o setor, além de investimentos por meio do Sebrae. Esse orçamento ainda será aprovado. “Este ano, está sendo prevista para a Bomba do Hemetério e a Ilha de Deus a colocação de sinalização turística, por exemplo, para indicar onde ficam os projetos”, adiantou Zapata, ao acrescentar que essa é uma pauta nova, que está sendo abraçada de forma pioneira no Norte e Nordeste.

Algumas camisas que são vendidas aos turistas e que são produzidas na própria Bomba do Hemetério

Folha PE


Falta de chuva reduz nível da Barragem Botafogo e calendário de abastecimento é alterado

O registro de chuvas abaixo da média histórica, nos últimos dez anos, não tem colaborado pela manutenção de bons níveis das da Barragem de Botafogo, uma das principais fontes hídricas do Sistema Botafogo que abastece as cidades de Olinda, Paulista, Igarassu e Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. Hoje, a Barragem de Botafogo, localizada no município de Igarassu, está com menos de 18% da sua capacidade total de armazenamento, que é de 27,5 milhões de metros cúbicos de água.

Esse nível já é considerado crítico quando comparado com o mesmo período do ano passado, quando o volume máximo acumulado era de 28,68%. Diante desse cenário e como medida preventiva para preservar a vida útil desse manancial, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) anunciou que a partir de amanhã (19), o rodízio de fornecimento de água em áreas das quatro cidades será ampliado de um dia com água e cinco sem, para um dia com água e seis sem o abastecimento. O novo calendário estará disponível a partir de amanhã (19) para consulta no site www.compesa.com.br e informações pelo 0800 081 0195 ( áreas afetadas no final do texto).

O impacto da falta de chuvas nos mananciais e o reflexo no abastecimento das cidades da RMR foram detalhados por Rômulo Aurélio Souza e Simone Albuquerque, que respondem respectivamente pelas diretorias Técnica e de Engenharia e Regional Metropolitana da Compesa, durante coletiva realizada, nesta sexta-feira (18), na sede administrativa da empresa, no bairro de Santo Amaro. Também participou da coletiva o gerente de Meteorologia e Mudanças Climáticas da APAC (Agência Pernambucana de Águas e Clima), Patrice Oliveira.

Ele lembrou que, desde 2012, o Estado enfrenta uma grande seca que avançou do semiárido para o Litoral e se caracteriza por chuvas acumuladas que variam de normal a abaixo da média histórica, além de apresentarem distribuição irregular. A última vez que a Barragem de Botafogo sangrou ( verteu) foi em agosto de 2011 e, antes disso, nos meses de junho, julho e agosto de 2009.

Com a Barragem de Botafogo em situação de pré-colapso, a Compesa precisou reduzir captação no manancial de 300 para 70 litros de água, por segundo, o que afetou diretamente a produção do Sistema Botafogo, reduzindo o volume total de água tratada para distribuição da população, de 1.130 para 900 litros de água, por segundo.

“Essa medida de redução da captação é essencial para dar sobrevida ao reservatório, para que ele chegue na quadra chuvosa em condições favoráveis de recuperação”, disse Rômulo Aurélio de Souza informando que além da barragem, o Sistema Botafogo é alimentado por outros mananciais, cujas captações – à fio d’água – são feitas nos rios Arataca, Cumbe, Monjope, Conga e Tabatinga. O novo calendário de abastecimento passará a valer para cerca de 500 mil pessoas nas quatro cidades.

De acordo com a APAC, há esperanças de que a Barragem de Botafogo possa melhorar o seu nível com as chuvas desse ano. A previsão climática sazonal para os próximos três meses – fevereiro, março e abril – na RMR, é de que as chuvas serão acima da média histórica. “No entanto, ainda não temos uma previsão de quando poderemos melhorar o regime de abastecimento. Precisamos aguardar o período de chuvas até porque precisamos garantir o abastecimento após o período de inverno”, esclarece a diretora Regional Metropolitana, Simone Albuquerque, que acrescenta que duas obras estão em andamento para evitar, no futuro, a implantação de rodízios mais severos nesses quatro municípios.

A Compesa está implantado uma nova adutora, com 7,4 quilômetros de extensão a partir do Sistema Alto do Céu, no Recife, para acrescer 300 litros de água, por segundo. A obra ficará pronta em junho de 2020 e recebe um investimento de R$ 10 milhões. Já o projeto Olinda+Água, está sendo promovendo a substituição de 140 quilômetros da rede de distribuição de 15 bairros de Olinda, e tem o foco na redução de perdas e melhorias operacionais do sistema. Para executar o Olinda + Água são aplicados R$ 152 milhões, e o prazo de conclusão é no ano de 2021.

Região Sul da RMR

Os diretores da Compesa aproveitaram para informar outra medida tomada, ontem (17) à noite, para regularizar o abastecimento de água em áreas de Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Recife que são atendidas pelo sistema integrado Tapacurá, Pirapama e Duas Unas. Nas últimas semanas, essas áreas apresentaram reclamações de falta de água e baixa pressão porque tiveram o abastecimento comprometido em função da queda drástica do nível da Barragem de Gurjaú, situada no Cabo de Santo Agostinho.

A Compesa realizou ajustes operacionais e intervenções para compensar esse volume perdido com Gurjaú, cerca de 600 litros de água, por segundo, por meio do Sistema Pirapama. Nos últimos dias, as equipes da Compesa se dedicaram para colocar em operação o quinto conjunto de motobomba para captar mais água na Barragem de Pirapama, que neste momento apresenta condições favoráveis de reservação e registra 67,86% da sua capacidade de armazenamento (60,8 milhões de metros cúbicos). A previsão da Compesa é que até o final da próxima semana, a distribuição de água nessas áreas seja normalizada.

Áreas afetadas com a mudança do calendário:

Olinda: Jardim Brasil I e II , Vila Popular, Salgadinho, Sítio Novo, Águas Compridas, Sapucaia, Aguazinha, Alto Nova Olinda, Alto da Bondade, São Benedito e Alto da Conquista.

Paulista: Pau Amarelo, Nossa Senhora da conceição, Janga, Maranguape II e II, Jaguarana, Jardim Paulista, Arthur Lundgreen I e II, Paratibe e Mirueira.

Abreu e Lima : Caetés III, Centro, Fosfato, Desterro, Timbó, Alto São Miguel,Matinha, Planalto e Alto da Bela vista.

Igarassu : Centro e Cruz de Rebouças


ESPAÇO CIÊNCIA EM PERNAMBUCO COMPLETA 25 ANOS, CONHEÇA

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TRATADA ESPAÇO CIÊNCIA 1

Entrada gratuita

Horário de Funcionamento
Segunda a sexta das 8h às 12h e das 13h às 17h
Finais de semana das 13h30 às 17h
Hora limite para a entrada de grupos: 16h00

Localização
Parque Memorial Arcoverde, Complexo de Salgadinho, Olinda. A entrada do museu localiza-se no portal junto ao caranguejo gigante, no sentido Olinda-Recife.

Endereço
Complexo de Salgadinho, Olinda
Parque Memorial Arcoverde, Parque 2, sem número
CEP.: 53020-560
Pernambuco, Brasil

Popularizar a ciência e apoiar o ensino são os objetivos centrais do ESPAÇO CIÊNCIA, uma instituição permanente, sem fins lucrativos, aberta ao público, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento. Pertence à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco. Atualmente conta com 43 funcionários e 70 monitores. Ocupando uma área de 120 mil m² entre as cidades de Recife e Olinda, combina exposições montadas em ambientes fechados com centenas de experimentos interativos a céu aberto. Possui também Planetário, Auditório, Anfiteatro, Hall de Exposições e Centro Educacional, além de um Manguezal de rara beleza e interesse científico, para contemplação, estudos e aprendizagens.

O Museu Espaço Ciência preserva, interpreta e promove o patrimônio científico da humanidade: mantém um acervo de experimentos; cria condições para a fruição, compreensão e promoção do patrimônio científico; trabalha em estreita cooperação com a comunidade a que serve; funciona de acordo com a legislação Brasileira e internacional de Museus, sendo registrado na Plataforma MuseusBR, de mapeamento dos museus brasileiros, com o Código: 8.79.60.0299 e Nº SNIIC: ES-8907.

Em 2017 recebeu 118.665 visitantes, 11.599 a mais que no ano anterior. Com os números da Ação Itinerante e do Observatório da Sé, foram mais de 250 mil atendimentos no ano passado (CONFIRA O RELATÓRIO 2017).

Sempre renova e inova com suas exposições e promove anualmente as concorridas Semanas Temáticas: Semana da Água, dos Povos Indígenas, dos Museus, da Energia, do Meio Ambiente, do Manguezal, da Astronomia, dentre outras. Coordena a SNCT – Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Pernambuco, sendo responsável por um expressivo número de atividades no país. Realiza há 23 anos a CIÊNCIA JOVEM, uma grande feira de ciências que reúne trabalhos de TODOS estados brasileiros, além de países da AL, com expressiva participação de escolas públicas. Promove o TORNEIO VIRTUAL DE CIÊNCIA, lançando desafios para que estudantes do ensino básico desenvolvam suas competências como pesquisadores.

Através de sua Ação Social, desenvolve os programas CliCidadão, Jardim da Ciência e Gepetto para oferecer a jovens e adultos de baixa renda uma formação em informática, jardinagem e confecção de jogos e brinquedos educativos. Com centenas de matérias produzidas todo ano, o Espaço Ciência investe na divulgação científica nas redes sociais YouTube, Facebook, Instagram e Twitter. Com esse portfólio de atividades, o Espaço Ciência se destaca no cenário nacional e internacional, constituindo-se numa referência no campo dos centros e museus de ciência.

Conheça a equipe do Espaço Ciência

Faça um tour virtual e conheça cada uma das áreas. Clique nas áreas e exposições que quiser visitar:

Robótica

Pavilhão de Exposições

Roteiro Botânico

Trilha Ecológica

Trilha das Descobertas:

Realidade Virtual (Sessões às 9h e 14hs)

Exposições:


CONHEÇA A RUA MANOEL BORBA NO RECIFE

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Hotel Central, inaugurado em 1928

A Rua Manoel Borba já foi chamada de Rua da Intendência, que sucedeu o Beco do Tambiá. Lá está, no nº 209, o primeiro prédio alto do Recife, o Hotel Central, inaugurado em 1928. No início dessa rua, bifurcando-se na Praça Maciel Pinheiro, está a Rua da Conceição, onde se encontra a Igreja de N. Sa. do Rosário da Boa Vista, padroeira dos músicos, cuja construção foi concluída em 1813; lá se encontram os restos mortais de Gervásio Pires e Pereira da Costa.

QUEM FOI MANOEL BORBA?

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Manoel Antônio Pereira Borba, pernambucano, nascido em Timbaúba, faleceu em 1928, em sua residência, engasgado durante uma refeição. Enfrentou, como governador, um clima de agitação no Estado, sobretudo aquelas comandadas pelo operário José Elias e por Cristiano Cordeiro. Enfrentou, também, as primeiras greves, mas procurou entendimento com outras lideranças, como o jornalista Joaquim Pimenta. Perseguiu fortemente os criminosos impunes do governo de Dantas Barreto. Importou touros de raça para cruzar com vacas crioulas e distribuiu-os com as prefeituras. Ficou famosa sua frase “Pernambuco não se deixará humilhar” quando Epitácio Pessoa, eleito presidente em substituição a Rodrigues Alves (este havia falecido antes de tomar posse), ameaçou intervir no Estado. Governou de 1915 a 1919. Foi sucedido no governo por José Rufino Bezerra Cavalcanti.

MERCADO DA BOA VISTA

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O Mercado da Boa Vista, na Rua de Santa Cruz, inaugurado em 1946, na gestão do Prefeito Moraes Rego, foi construído onde existiam a estrebaria e o cemitério da igreja. Ali funcionou um mercado de escravos. Onde hoje é o compartimento nº1, os servos eram chicoteados.

Foi reformulado completamente na gestão do Prefeito Antônio Pereira, em 1947. Este antigo mercado possui 63 boxes, que comercializam cereais, verduras, frutas e legumes, carnes, aves e frios, além de ervas e armarinhos e nove bares, que servem comida regional no café da manhã, almoço e jantar. No mercado, existia o “O Escritório”, reduto de intelectuais e políticos que, no tempo da ditadura, lá se encontravam.

HOSPITAL PEDRO II

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Terreno adquirido com a finalidade da construção de um matadouro, em 1824, em área denominada Coelhos, por pertencer à família de Coelho Cintra. Em 1846, é criado, por lei provincial, época do Conselheiro Antônio Pinto Chichorro da Gama, o Hospital Pedro II, tendo sua pedra fundamental lançada em 1847, com projeto do engenheiro Mamede Ferreira. Inaugurado parcialmente em 1861, pelo então presidente de Pernambuco, Ambrózio Leitão da Cunha.

Hoje, o hospital está em plena capacidade, oferecendo alguns serviços de referência e abriga o Centro Cirúrgico Luiz Tavares da Silva e a Central de Transplantes de Pernambuco. Ao lado, encontra-se o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), um dos mais importantes centros de atendimento hospitalar à criança.
Em frente, a Ponte Joaquim Cardozo e seus acessos e , também, a Vila dos Coelhos, comunidade de baixa renda onde nasceu o famoso Rei do Brega, Reginaldo Rossi.

QUEM FOI JOAQUIM CARDOZO?

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Nasceu no Recife em 1898, faleceu em 1978. Um dos grandes nomes da engenharia brasileira em cálculo estrutural, contribuiu com as mais ousadas obras do arquiteto Oscar Niemeyer. Falava e escrevia em mais de uma dúzia de idiomas. Dentre as obras que escreveu, destacam-se: Signo Estrelado, Mundos Paralelos e Trivium. O poema Recife Morto é um dos mais marcantes da obra de Joaquim Cardozo:
.
“Recife,
Ao clamor desta hora noturna e mágica,
Vejo-te morto, mutilado, grande,
Pregado à cruz das novas avenidas.
E as mãos longas e verdes
Da madrugada
Te acariciam.”


IDG – Instituto de Desenvolvimento e Gestão no Paço do Frevo no Recife Antigo

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O Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) está de volta ao Paço do Frevo, que reabrirá a partir do dia 15 de janeiro. A organização social, responsável pela gestão do centro cultural de 2013 a 2018, assinou contrato com a Fundação de Cultura da Cidade do Recife (FCCR) para mais dois anos de atuação (2019-2021).

A expectativa do IDG é de que, até o final de janeiro, o equipamento cultural volte a ter o ritmo estabelecido desde a sua inauguração, em 2013. Em cinco anos, o Paço recebeu mais de 500 mil visitantes, entre turistas e moradores do Recife. Vamos retomar esse passo!

Saiba mais, acesse: https://idg.org.br/pt-br/idg-reassume-paco-do-frevo


SEMANA DE FÉRIAS NO ENGENHO MASSANGANA EM PERNAMBUCO

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Você sabia que dá para passar uma semana inteira se divertindo no Engenho Massangana? É que estamos com uma semana de férias para todo mundo, entre os dias 22 e 26 de janeiro.

As atividades vão acontecer no período da tarde e será tudo gratuito. Teremos oficina de circo, com corda bamba, malabares e perna de pau, confecção de marionetes e produção de tintas naturais.

Além disso, no dia 23 teremos a apresentação do espetáculo Divercircus para o público.

E tem mais! No último dia, a área verde do Engenho será palco de brincadeiras populares como bola de gude, futebol e bambolê. Vem aproveitar!

Confira a matéria e a programação completa: https://bit.ly/2FJRP7m


O Boticário cria selo de identificação de seus produtos veganos

O Boticário cria selo de identificação de seus produtos veganos

Foto: Divulgação

Em 2019, O Boticário, Piso L1, no RioMar Recife, passará a identificar em todos os seus pontos de comunicação quais dos seus produtos já são veganos. Maquiagem, que conta com as linhas Make B. e Intense, já tem 30% do portfólio da categoria com itens sem nenhuma matéria-prima de origem animal. A iniciativa atende à demanda cada vez mais frequente de consumidores que desejam saber que também podem contar com esse tipo de produto dentro de sua marca preferida.

“Estamos em um movimento crescente de substituição de matérias-primas de origem animal para vegetal, mineral, biotecnológica ou sintética – sempre mantendo o foco na qualidade, performance, estabilidade, segurança e eficácia dos produtos”, afirma o diretor de Marketing do Boticário, Alexandre Bouza. A marca também sustenta que há quase 20 anos não realiza teste em animais.

“O Boticário já contava com produtos veganos em seu portfólio – o que estamos fazendo é dando mais clareza para a comunicação com o consumidor. Loja, catálogo, e-commerce, todos os pontos serão fontes de informação para quem quiser escolher produtos veganos do Boticário”, finaliza Bouza.


“Jaula” contra o vandalismo em parque no Recife

Não sei a quantas anda a cabeça de muita alma sebosa por aí. A gente se depara com consequências de atos de vandalismo em todos os cantos do Recife: praças, parques e até em banheiros públicos depenados. Alguns banheiros já possuem até grades para evitar que equipamentos como caixas de descarga sejam arrancados por marginais. Só no ano passado, a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) gastou R$ 1,5 milhão por conta do vandalismo. Com esse dinheiro, 4 mil 500 metros de vias locais poderiam ter sido pavimentadas.

Essa cena que vocês percebem aí na foto, foi presenciada pelo #OxeRecife, no último sábado, durante um passeio com o Grupo MeninXs na Rua. O banheiro fica no Parque Treze de Maio, onde estivemos fazendo o Circuito Abelardo da Hora, quando visitamos ali um e um conjunto de escorregões e esculturas idealizados pelo artista, de um total de doze, selecionadas pelo coordenador da caminhada, Agenor Tenório.

Fiquei impressionada com as grades envolvendo a caixa da descarga nos banheiros. Confesso que nunca tinha visto uma “jaula” desta espécie. E muito menos com tal finalidade. Se um parque não tem banheiro público, todo mundo reclama. Mas se a Prefeitura não toma nenhum tipo de precaução, os vândalos fazem a festa. Levam tudo. Como vocês observam, o equipamento está sob as grades. Se não for assim, desaparece.

Das duas, uma: ou a população não tem limites, ou a segurança do Parque precisa de reforço, ao ponto de ser necessária a colocação de grades para evitar que os banheiros fiquem vazios. A Emlurb informa que o dinheiro gasto devido a atos de vandalismo, daria para pavimentar 15 ruas com 300 metros de extensão. É muita grana que poderia até estar servindo às comunidades desses abestalhados que, com certeza, pensam que o bem público não é um bem comum. Ou seja, deles e de todos nós.

Texto e foto: Letícia Lins/ #OxeRecife

OxeRecife


Completando 11 anos, Nobile Hotéis planeja um hotel por mês em 2019

Nobile - 11 anos
Bertino acredita no crescimento seguro da empresa

No dia em que completa 11 anos de fundação, a Nobile Hotéis parece ter razões além da data para comemorar. Depois de um bom 2018, com faturamento de R$ 340 milhões (alta de 28% frente ao ano anterior), a companhia já tem planos consistentes para esta temporada. No planejamento, a previsão é inaugurar o equivalente a um hotel por mês, sendo 10 no Brasil e dois no Chile.

Além dos 12 já confirmados no pipeline, há tratativas para outras propriedades. “Temos negociações em curso e algumas cartas de intenções com projetos para unidades em Buenos Aires e no Uruguai”, revela Roberto Bertino, fundador da Nobile Hotéis.

A pretensões fora do Brasil são uma herança dos anos de estrada e da experiência adquirida com o tempo, assim como destaca Bertino. “Chegamos a um nível de maturidade institucional para crescer de maneira segura”, avalia o executivo. De acordo com ele, hoje a rede conta com uma equipe capacitada e pronta para desenvolver um projeto de crescimento amplo e que dure por um longo prazo.

Muito mais do que a escalada no número de hotéis, a empresa passou a apostar também em outro tipo de negócios, como a representação comercial de unidades que não são da rede. A soft brand Ameris By Nobile, plataforma de marketplace para meios de hospedagem, é o grande exemplo disso. Lançada no ano passado, a ferramenta conta conta com 108 meios de hospedagem no portfólio e a intenção é chegar a 250 até o final do ano.

“Em dois meses e meio a movimentação superou os R$ 6 milhões em diárias e produtos comercializados. Isso nos dá otimismo”, destacou o presidente.

Nobile Hotéis: carta de aniversário

Diante das expectativa e conquistas, Bertino divulgou uma carta de agradecimento direcionada a investidores, clientes, colaboradores e parceiros. Nas linhas da mensagem, o empresário mostrou otimismo sobre os próximos passos da companhia e agradeceu seus apoiadores. “Queremos ir longe. Vamos longe”, escreveu.

Atualmente, a companhia ocupa a terceira posição na lista de administradoras hoteleiras com mais propriedades no país, Além disso, a marca Nobile Suítes firmou-se como Top Ten Brands do mercado nacional, segundo o relatório a Jones Lang LaSalle. São mais de 60 meios de hospedagem de 14 bandeiras, entre nacionais próprias e internacionais do Wyndham Hotel Group e da Red Roof, 2,7 mil colaboradores e 8,4 mil investidores.

“O Planejamento estratégico e o trabalho sério, junto com a paixão e esforço de nossa equipe, seguirão sendo os pilares da nossa proposta nos próximos anos. Sabemos que teremos à frente muitos desafios, mas que, juntos e com a experiência conquistada nos últimos dez anos, enfrentaremos com a máxima confiança”, diz dirigente.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Nobile Hotéis