OS VAGABUNDOS DE FHC – Por Augusto Saboia

AGORA EU ENTENDO O EX-PRESIDENTE FHC QUANDO ELE FALAVA DOS APOSENTADOS VAGABUNDOS, ONDE ELE ESTAVA INCLUÍDO, SE APOSENTOU PELA PRIMEIRA VEZ COM 37 ANOS.

MAS ISSO NÃO TIRA A RAZÃO DELE, EXISTE A CASTA DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS QUE INCLUEM A JUSTIÇA PRINCIPALMENTE, COM SEUS JUÍZES DE TODAS AS ESFERAS, PROMOTORES, PROCURADORES, SERVIDORES DOS TRIBUNAIS, ETC.

TAMBÉM OS VERGONHOSOS APOSENTADOS DAS FORÇAS ARMADAS, POLÍCIAS FEDERAL, RODOVIÁRIA, ETC.

NÃO PODEMOS ESQUECER A MAMATA DOS APOSENTADOS DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL EM GERAL E OS ODIOSOS CARGOS COMISSIONADOS.

SÃO PESSOAS QUE TRABALHARAM, POUCO, SE APOSENTARAM CEDO, GANHAM UMA FORTUNA EM RELAÇÃO A NÓS POBRES DA CLT E AINDA RECLAMAM DO BRASIL, SÓ NESSE PAÍS ISSO ACONTECE.

SEI QUE ISSO NUNCA VAI ACABAR, AS CORPORAÇÕES SÃO MUITO FORTES E DOMINAM O PAÍS.

MAS GOSTARIA DE VER ACABAR ESSA VERGONHA UM DIA, APENAS UMA ESPERANÇA, NADA MAIS.


Farmácias de todo o país vão poder oferecer vacinação aos usuários


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Em breve, as farmácias, drogarias e estabelecimentos de saúde de todo o Brasil poderão oferecer vacinação aos usuários. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, aprovou a resolução que autoriza o serviço, que já era regulamentado em alguns Estados e no Distrito Federal.

Desta forma, o cidadão vai contar com mais opções de locais onde obter as imunizações, o que vai facilitar o acesso ao serviço.

Veja, abaixo, quais são os requisitos mínimos para o funcionamento de estabelecimentos que oferece vacinação:

– Licenciamento e inscrição do serviço no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES);
– Afixação do Calendário Nacional de Vacinação, com a indicação das vacinas disponibilizadas;
– Responsável técnico;
– Profissional legalmente habilitado para a atividade de vacinação;
– Capacitação permanente dos profissionais;
– Instalações físicas adequadas, com observação da RDC 50/2002 e mais alguns itens obrigatórios a exemplo do equipamento de refrigeração exclusivo para a guarda e conservação de vacinas, com termômetro de momento com máxima e mínima;
– Procedimentos de transporte para preservar a qualidade e a integridade das vacinas;
– Procedimentos para o encaminhamento e atendimento imediato às intercorrências;
– Registro das informações no cartão de vacinação e no Sistema do Ministério da Saúde;
– Registro das notificações de eventos adversos pós vacinação e de ocorrência de erros no Sistema da Anvisa;
– Possibilidade de vacinação extramuros por serviços provados; e
– Possibilidade de emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).

Segundo a Anvisa, a fiscalização dos órgãos de vigilância sanitária nos Estados e municípios, vão ter normas mais objetivas e uniformes. Além disso, agora, os usuários vão poder identificar, de maneira clara, quais são os estabelecimentos que respondem às normas de qualidade e segurança.

As regras aprovadas também preveem a obrigatoriedade do registro das informações nos cartões de vacinação.


Prefeito destaca recuperação de mais de 200 praças no Recife


Em ação em Casa Amarela, a Prefeitura do Recife entregou à comunidade a praça Joca Leal requalificada e o prefeito visitou áreas contempladas com o Mais Vida nos Morros no Alto Santa Isabel (Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)

Os moradores de Casa Amarela, na Zona Norte, receberam de volta um tradicional ponto de encontro da comunidade de cara nova. A Prefeitura do Recife requalificou a Praça Joca Leal e o prefeito Geraldo Julio fez a entrega do equipamento na manhã deste sábado (16). Com esse ato, a PCR ultrapassa a marca de 200 praças, parques e áreas verdes devolvidas à população requalificados na cidade desde 2013. Na visita, o prefeito também acompanhou as intervenções do programa Mais Vida nos Morros, que está pintando mais de 500 casas no Alto Santa Isabel e recuperando espaços públicos através do engajamento da população. Em um deles, a Prefeitura transformou um ponto de confinamento de lixo em um espaço de convivência que a comunidade batizou com o nome de Nelson Poeta.

Após a entrega da praça Joca Leal, o prefeito destacou a importância de envolver a comunidade nos cuidados dos equipamentos públicos. “Esses espaços públicos são áreas em que as pessoas podem se encontrar e essa praça é tradicional aqui no largo de Casa Amarela. Este é um ponto que as pessoas usam dia e noite, os comerciantes também utilizam. Por isso, a nossa preocupação em entregar o quiosque totalmente reconstruído; a quadra ganhou nova proteção. Está tudo recuperado”, afirmou o prefeito. Sobre o Mais Vida nos Morros, que já beneficiou 2.200 famílias no Recife, Geraldo grifou o papel da Prefeitura de mobilizar a sociedade junto com os parceiros da iniciativa privada. “A gente estimula, traz os parceiros com os materiais, mas a comunidade é que faz a construção. E aí é onde ocorre a grande transformação da cidade”, acrescentou.

Para quem mora na localidade, a recuperação da praça chegou no momento oportuno. Alessandra dos Santos desde pequena e viu a praça se deteriorar. Neste sábado, ela levou a filha Kauanny, 2 anos, para brincar no parquinho. “Está muito melhor agora, porque antes não tinha balanço e os outros brinquedos estavam quebrados. A organização também melhorou, porque a praça estava muito suja e precisava desses cuidados”, contou. A praça Joca Leal fica no largo comercial de Casa Amarela e a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) fez uma série de serviços na área. Foram realizadas ações de conserto de brinquedos, manutenção da iluminação, poda, limpeza e pintura. O investimento foi de R$ 22,9 mil.

Além da entrega da praça, a rua Santa Izabel, um dos principais acessos ao Alto Santa Isabel, ganhou nova iluminação. Este mês, a Prefeitura do Recife instalou 33 pontos de luz em LED na via. Para o morador Wellington José da Silva Freitas, 54 anos, a mudança chegou em boa hora para dar mais segurança e tranquilidade para quem vive no local. “Essas luzes deram outra vida para a rua. Quando liga parece que ficou dia. E aqui tava precisando, porque agora a gente consegue ver tudo”, contou o morador.

MAIS VIDA NOS MORROS – As casas do Alto Santa Isabel já estão com um colorido diferente, com a passagem do programa Mais Vida nos Morros pela localidade. A previsão é que as intervenções sejam finalizadas em janeiro. O projeto no Alto Santa Isabel contempla a pintura de aproximadamente 500 casas a instalação de hortas comunitárias, parklets, áreas de convivência, minhocários para compostagem do lixo orgânico, eliminação de pontos de acúmulo de lixo, arte urbana, paisagismo e humanização das ruas, tudo por meio do engajamento da população no cuidado com o próprio bairro. A iniciativa também fomenta o desenvolvimento econômico local. Além da transformação urbana e ambiental, serão implantadas ações de empreendedorismo, economia criativa, inclusão produtiva e microcrédito orientado.


Boulevard na Avenida Rio Branco será entregue na quinta-feira

Possível cabo eleitoral do governador Paulo Câmara na Região Metropolitana do Recife em 2018, o prefeito Geraldo Julio entrega, na próxima quinta-feira, o projeto de pedestrianização da Avenida Rio Branco, no Recife Antigo.

O governador Paulo Câmara, claro, já foi convidado para o evento.

O projeto foi anunciado em março de 2015, no aniversário do Recife, pelo prefeito socialista.

A obra foi realizada com a ajuda da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, com recursos do Prodetur.

O prazo de conclusão mais recente previsto para a obra era novembro de 2017.

Em agosto, os serviços de pedestrianização da Rio Branco estavam voltados para a execução da quarta etapa e finalização dos serviços nas calçadas. As etapas 1 e 2 já estavam liberadas para circulação.

Os serviços também já haviam sido concluídos na terceira etapa, mas o fluxo ainda não havia sido liberado devido à utilização do espaço como ponto de apoio da obra.

A intervenção está orçada em R$ 7,9 milhões, tocado pela Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb).

O projeto para construção de uma alameda de lazer promoveu a substituição do asfalto por granito de cinza claro, com o mesmo revestimento do Marco Zero. No piso, haverá o poema “O cão sem plumas”, de João Cabral de Melo Neto.

Além de nivelar o piso das calçadas, a proposta incluiu a instalação de iluminação de LED com embutimento da fiação elétrica. Também foram instalados oito quiosques padronizados no local.


Shopping Camará vai gerar 5 mil empregos, veja como se candidatar

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As obras do Shopping Camará, na Vila da Fábrica, em Camaragibe, no Grande Recife, está na fase, com 85% do trabalho feito.

Com 61 mil metros quadrados de área construída, o empreendimento vai gerar 5 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a gerente de marketing, Peggy Corte Real.

O investimento de R$ 225 milhões deve atrair o público da Zona Oeste do Grande Recife e da Mata Norte de Pernambuco.

Em seus três pavimentos, o mall contará com 290 lojas, seis salas de cinema e 34 restaurantes e lanchonetes na praça de alimentação.

Além disso, serão 1500 vagas de estacionamento. Atualmente, os operários estão concluindo a instalação do forro e piso e a previsão é que o mall seja inaugurado em abril de 2018.

Inscrição

Para ocupar as vagas, foi desenvolvido um projeto de capacitação de mão de obra e, nesta sexta-feira (15), começa o cadastro de currículos pela internet.

Os interessados nas vagas do Camará Shopping devem entrar no site www.camarashopping.com.br e clicar no link Banco de Talentos. As seleções começam em fevereiro.


Projeto Mais Vida nos Morros requalifica praça Joca Leal

Google Maps

Na manhã deste sábado (16) o prefeito Geraldo Julio visitou, o Programa Mais Vida nos Morros na comunidade do Alto Santa Isabel, em Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, pare entrega da praça Joca Leal, no largo comercial de Casa Amarela, totalmente requalificada. Esta é a quinta área da cidade contemplada pelo projeto, que também está em andamento no Morro da Conceição.

No Alto Santa Isabel, a ação vai beneficiar diretamente mais de 500 famílias e está sendo realizada no polígono formado pela Estrada do Arraial e pelas ruas Dr. Eurico Chaves, Santa Izabel, Tupirama e 1º de Janeiro. No local estão sendo feitas hortas comunitárias, parklets, áreas de convivência, minhocários para compostagem do lixo orgânico, eliminação de pontos de acúmulo de lixo, arte urbana, paisagismo e humanização das ruas.

A comunidade também será beneficiada com um piloto de desenvolvimento econômico territorial, com diagnóstico e soluções para o encadeamento produtivo, capacitação empreendedora, mentoria, microcrédito orientado, fomento a novos negócios, economia criativa e inclusão produtiva.

Custos

A obra foi executada pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb). No local, o quiosque foi completamente reconstruído, deixando o espaço utilizado para jogos mais bonito e agradável. Houve ainda a recuperação dos alambrados da quadra, manutenção da iluminação, conserto dos brinquedos, poda, limpeza e pintura geral. O investimento na intervenção foi de R$ 22.983,94.

Por TV Jornal


Agentes federais americanos correm para vender bitcoins apreendidos antes da bolha estourar

O governo americano apreendeu mais de 513 bitcoins e 512 Bitcoin Chas de Aaron Shamo durante uma operação do ano passado por venda de farmacêuticos sintéticos contendo fentanil nos mercados negros da internet. Shamo também foi detido com 500 mil pílulas e US$ 1 milhão em dinheiro vivo armazenados em sacolas de lixo, de acordo com as autoridades.

Durante a apreensão de Shamo, os bitcoins do traficante valiam cerca de US$ 500 mil. Ontem, a mesma quantidade de bitcoin valia US$ 8.5 milhões. E hoje, ela vale quase US$ 10 milhões.

Mas a procuradoria de Utah teme que a criptomoeda não continuará valorizada por muito tempo, baseado em um recente documento judicial que menciona a volatilidade da moeda. Na terça, um juiz federal de Utah permitiu que o dinheiro apreendido fosse vendido.

O lote, que está atualmente no bolso do governo, será vendido para que moeda em dólar americano possa ser confiscado pelo Tesouro Nacional dos EUA, de acordo com informações do Ars Technica.

Melodie Rydalch, uma porta-voz da procuradoria de Utah, disse a Associated Press que enquanto a venda de veículos confiscados é algo comum para o estado, a venda de bitcoins confiscados, por sua vez, é uma atividade nova para os procuradores federais de Utah.

Esta será provavelmente a maior quantidade de dinheiro que autoridades americanas irão obter por meio de criptomoeda confiscada. Em 2014, o US Marshals — uma unidade da polícia federal americana – leiloou quase 30 mil bitcoins, um lote confiscado de associados com o mercado negro Silk Road, oito meses depois do FBI ter apreendido seu fundador, Ross Ulbricht. Hoje a mesma quantidade da criptomoeda valeria US$ 531 milhões.

[Associated Press/Ars Technica]


OAB-PE passa a funcionar em outro local

O presidente da seccional, Ronnie Duarte, comanda a despedida do lugar com sessão do Conselho Pleno de 2017

O presidente da OAB-PE, Ronnie Duarte, comanda a despedida do prédio onde funciona a seccional
Foto: Divulgação

O presidente da OAB Pernambuco, Ronnie Duarte, comanda, nesta segunda-feira (18), às 19h, a última sessão do Conselho Pleno de 2017.

A reunião também será a última na antiga sede da instituição, que passará a funcionar no número 346 da Rua do Imperador Pedro II, a partir do dia 28.

A sessão será marcada pela entrega do Relatório Final da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara.

O documento será entregue pelos ex-presidentes da instituição Fernando Coelho e Henrique Mariano.

OAB/PE nova sede


Ruas do Recife são cenários do descontrole urbano

Flanelinhas e vendedores informais se perpetuam enquanto órgãos não se entendem sobre quem fiscaliza

Comércio informal na avenida Conde da Boa Vista
Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Ações abusivas de flanelinhas como as mostradas pela Folha de Pernambuco ao longo da semana são apenas uma face da falta de controle urbano percebida nas ruas do Recife. A presença desordenada de vendedores ambulantes, sobretudo no Centro, é outra prática que tira o espaço que deveria ser da população e não recebe a devida fiscalização pelo poder público. Para comprovar isso, basta caminhar pela avenida Conde da Boa Vista, cujas calçadas já estão tomadas, de novo, por ambulantes.

Pela percepção visual, parece haver até mais comerciantes do que jamais houve, consequência da crise econômica que acentuou o desemprego. Na periferia, o ramo de atividade clandestina é outro: lava-jatos ocupam, sem cerimônia, calçadas, praças e faixas inteiras de avenidas. Segundo especialistas, a solução desses desafios exige ações coordenadas e que levem em conta demandas sociais, a ordem pública e a legislação, temas em relação aos quais os órgãos envolvidos parecem não estar se entendendo.

Na Conde da Boa Vista, um “paredão” de grades nas quais mercadorias são expostas ocupa as calçadas, com concentração nas proximidades do Shopping Boa Vista. O espaço que sobra para os pedestres é o de um corredor. Mal passam duas pessoas lado a lado. Com tanta gente vendendo películas para celulares, utensílios para o lar e alimentos sem nenhum controle, o lixo se acumula rapidamente. Quando falta por onde caminhar, o jeito é passar pelo meio da rua, entre carros e ônibus. Outros pontos de grande concentração de pedestres no Centro, como a rua Floriano Peixoto, também atraem os comerciantes informais. É na via que fica a Estação Central do metrô, cuja entrada é tomada por bancas e barracas de venda.

Por falar em metrô, dentro do sistema, a situação não é diferente. Nos últimos cinco anos, um verdadeiro shopping itinerante se intensificou nos trens e estações. Sendo pequena e de fácil manuseio, quase qualquer coisa pode ser vendida a bordo dos vagões. O mais comum são sacos de pipoca e garrafas de água mineral, mas há casos mais raros de pomada, barbeador, algodão-doce e até salsicha à venda. Os passageiros se dividem entre o incômodo com a desordem em que uma viagem de trem se tornou e o apoio às causas de quem precisa trabalhar. “Que está uma bagunça, está. Mas não digo que o que eles fazem é uma coisa ruim. Pelo contrário, deveriam legalizar, dar uma condição de trabalho para essas pessoas. Acho que combater por combater, sem dar opção, não vai resolver o problema”, reflete a passageira e bombeiro civil Andréa Dias, 43 anos.

Lava-jatos

Na margem direita da rua Rio Azul e de sua continuação, a avenida Marechal Juarez Távora, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, o símbolo da falta de controle urbano são lava-jatos. Improvisados em residências e sem terrenos para receber os veículos dos clientes, os estabelecimentos ofertam a lavagem no meio da rua, ocupando uma das três faixas da via. Até cones de trânsito são usados irregularmente para bloquear o perímetro.

A água usada nos serviços jorra pela pista. Por causa do molhadeiro constante, o asfalto está mais desgastado e tem buracos na faixa usada pelos lava-jatos. Devido a ocupação irregular, resta aos demais veículos se espremerem no espaço que sobra, que não é muito, já que a área útil das faixas de rolamento fica reduzida devido às curvas da via. Vale lembrar também que o logradouro é uma das saídas da Via Mangue em direção ao subúrbio, pelo Canal do Jordão, e costuma ser cenário de congestionamentos que se estendem por cerca de 850 metros no início da noite.

No bairro da Mangueira, Zona Oeste da Cidade, há outros pontos famosos por oferecerem a lavagem de carros por um preço julgado como barato: R$ 10. Nos estabelecimentos convencionais, o normal é cobrar R$ 25 ou mais. O valor acessível pode ter como explicação o fato de que as pessoas envolvidas na atividade não pagam pelo espaço onde atuam. Em vez de placas em fachadas, como as de lojas, pinturas em muros é que anunciam o negócio informal ao público. Em vez de garagens para receber os veículos dos clientes, calçadas e canteiros da avenida Central é que são usados para estacionar os carros enquanto são lavados. A água é retirada de uma abertura no chão, onde há uma válvula e um registro. É possível encontrar pelo menos cinco locais de concentração do serviço nas proximidades de um pontilhão do metrô que fica na região.

Tentativas de solução colecionam fracassos

Nos últimos 25 anos, medidas até foram adotadas pelo poder público para solucionar problemas de controle urbano como esses. O problema é que fracassaram ou caducaram, já não atendendo às necessidades de hoje. Uma das mais emblemáticas é o Calçadão dos Mascates, conhecido como Camelódromo, implantado em 1994, durante a gestão do ex-prefeito Jarbas Vasconcelos. Há vários anos, o espaço está com aspecto de abandono. É um “monstrengo” em plena avenida Dantas Barreto, numa trajetória de decadência que se confunde com a vivida por todo o bairro de São José. Ele foi criado para abrigar o comércio popular da região. Só que tem mais vendedor fora do que dentro dos cinco módulos que estão funcionando. Quem trabalha nos boxes reclama do baixo movimento e diz que o lugar não é mais tão interessante e atrativo à clientela como já foi outrora.

Perto dali, na avenida Conde da Boa Vista, não há Camelódromo, mas a promessa é de que shoppings populares semelhantes serão construídos nas redondezas. Um deles é o que está previsto para a esquina das ruas da Saudade e do Riachuelo. O terreno já teve as construções anteriores demolidas, mas a obra parou. Quando sair do papel, abrigará 70 comerciantes. No Cais de Santa Rita, módulos também foram erguidos e estão quase prontos. Quem trabalha na rua, porém, já decreta que a medida não resolverá a questão. “Quando eles tiram a gente da rua, põem em lugares que não dão movimento. Foi assim quando levaram a gente para o lado do [antigo Colégio] Marista. Ninguém aguentou ficar. Todo mundo acaba voltando para a rua, que é onde o povo compra”, avalia o ambulante Adriano Oliveira, 39, que desde os sete anos trabalha vendendo objetos na rua.

Ele diz que tem dez grades de mercadorias na Conde da Boa Vista, onde já está há cerca de dez anos. Chegou a ser retirado. A última vez foi em 2015, quando a Prefeitura cadastrou 140 comerciantes e deixou mais 200 de fora. Na época, a ação desencadeou protestos da categoria. Acabou não dando certo. Todos voltaram. “Acho que precisa organizar, mas na rua mesmo. Construir não vai adiantar, porque sempre vai ter mais gente precisando trabalhar do que as que eles conseguem contemplar com esses projetos todos. A crise está aí, forte, castigando”, sentencia Adriano.

No metrô, o comércio ambulante é proibido pelo decreto lei do Governo Federal 1832/96 e pelo decreto 13.846 de 1991, do regulamento do Sistema de Transporte Público de Passageiros. O problema é que, a despeito de várias tentativas de cumprir a legislação terem sido feitas, o descontrole parece só aumentar. A principal promessa foi de reforçar a segurança. Na última quinta-feira, quando circulou pelas linhas Sul e Centro, a reportagem presenciou a abordagem de um vigilante a um vendedor de pipocas na Estação Joana Bezerra. Ele foi retirado do local. Mas foi algo pontual. Sete estações observadas e dois trens nos quais foram feitas viagens estavam tomados por ambulantes, que agiam na presença de vigilantes. Apesar disso, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) garante que ações têm sido feitas em parceria com a Polícia Militar (PM) e com a Diretoria Executiva de Controle Urbano (Dircon) da Prefeitura do Recife para coibir o comércio informal.

Problema difícil de assumir

O caso dos flanelinhas é mais polêmico por envolver impasses na interpretação do papel de cada ente do poder público e até mesmo jurídicos. O primeiro é que o simples fato de estar na rua oferecendo vigilância aos carros estacionados não é crime, o que limita a atuação policial. Só o é quando associado a extorsões, ameaças ou outras formas de violência com os quais motoristas têm convivido nas ruas do Recife. Ao mesmo tempo, não há legislação municipal que discipline a atividade e, segundo especialistas ouvidos pela Folha, não poderia haver, já que regulamentar uma profissão depende de matéria federal. Diante dessa falta de acerto, quem fiscaliza e inibe os abusos que têm sido denunciados?

Na visão do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), cabe à Prefeitura fazer parte desse trabalho, já que é dela a responsabilidade pelo controle do uso do solo. Nessa semana, o promotor de Justiça Ricardo Coelho, com atuação na área de meio ambiente, solicitou à Dircon uma lista de ações realizadas nos últimos seis meses acerca da atividade dos guardadores de carros. “A repressão seria a última medida. Num primeiro momento, a Prefeitura poderia fazer um trabalho educativo e, num segundo momento, se a prática continuar ocorrendo, a Guarda Civil e a Polícia entrariam para tomar providências. É, antes de tudo, uma questão de controle urbano. É preciso que cada órgão cumpra sua obrigação”, avalia.

Coordenador da Escola Superior de Advocacia (ESA) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco e especialista na área de Direito Público, o advogado Fábio Silveira lembra que a atuação dos flanelinhas tem como razão de ser a questão dos estacionamentos em via pública e, por isso, entra na seara de mais uma competência do poder público municipal: a fiscalização de trânsito. “No caso do Recife Antigo, as áreas já possuem certa autorização pública, a Zona Azul [vagas de estacionamento rotativo], cujo controle é do Estado. Os flanelinhas não são agentes públicos, não exercem atividade econômica reconhecida para que possam reivindicar algum direito de desempenhar esse papel. Então, o município não pode deixar esse papel de obstruir, desobstruir vagas de estacionamento e a passagem de veículos à mercê de terceiros”, explica Silveira.
O especialista ressalta também que, ainda que houvesse disposição e possibilidade de regulamentar a atividade, essa não é uma tendência pelo viés econômico, já que o exercício de uma profissão reconhecida e autorizada pelo poder público costuma demandar o pagamento de taxas pelos permissionários. “E pelo viés tecnológico, também não vejo como tendência. Em outros lugares já há zonas azuis virtuais, com sistemas operados por aplicativos. Aqui já houve. Ou seja, o controle feito por pessoas será cada vez menos necessário. Fazer o contrário e regulamentar a atuação dos flanelinhas seria como se a gente aceitasse resolver o problema do subemprego criando empregos atrasados”, complementa Silveira.

Cadastramento

Brasília e Belo Horizonte são cidades em que a atividade tem algum tipo de regulação. Na capital de Minas Gerais, há um Código de Postura que determina o pagamento de multas por parte de flanelinhas envolvidos em alguma situação de violência. Quem lava carros na rua pode combinar um preço com o cliente. Quem guarda ou estaciona só pode receber doações voluntárias. Na prática, não é muito diferente do que acontece no resto do País. A diferença é que o município se envolve e deixa claras as regras do jogo. Quem não cumpre e é flagrado cometendo crimes pode ser preso.

Na capital pernambucana, a Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc) chegou a cadastrar, em 2015, 118 flanelinhas que atuam no Bairro do Recife, por meio de um projeto piloto que poderia ser estendido a mais regiões da Cidade se tivesse êxito. Os guardadores de carros receberam crachás e tiveram antecedentes criminais checados na delegacia da avenida Rio Branco antes de serem liberados a trabalhar. Uma faixa informando a população sobre a não obrigatoriedade de contribuir com os flanelinhas chegou a ser instalada na rua Madre de Deus. Com o tempo, devido à pouca fiscalização, outros informais, sem cadastro, passaram a atuar, o que fez do projeto mais um sem sucesso na área de controle urbano.

O comandante da Companhia Independente de Apoio ao Turista (Ciatur) da PM, major Giovani Nascimento, diz que o cadastramento foi importante por ter sido um esforço para ordenar a atividade. “Não podemos generalizar. Existe quem exerce essa atividade de flanelinha no Bairro do Recife há 20, 30 anos. Eles gozam da confiança de quem se estabelece ali e também estão incomodados com esses comportamentos abusivos atribuídos aos flanelinhas”, explica, reforçando o pedido para que a população contribua com denúncias pessoalmente ou por meio do WhatsApp (81) 99488.7604. “A PM precisa ser provocada para atuar. A falta de manifestação do cidadão queixoso, além de impossibilitar as providências judiciárias, inviabiliza que a Prefeitura suspenda a concessão de indivíduos que estiverem cadastrados para atuar como flanelinhas”, completa.

Comércio informal na avenida Conde da Boa Vista

Lava-jato em espaço público no bairro da Mangueira

Comércio ambulante no metrô do Recife

Calçadão dos Mascates, o Camelódromo do Recife

Foto: Arthur de Souza/Arquivo Folha

Por: Luiz Filipe Freire, da Folha de Pernambuco


Cidade de Alagoinha volta a receber água nas torneiras após seis anos de colapso

Os 15 mil moradores da cidade de Alagoinha acordaram hoje (16) com uma boa notícia: água nas torneiras. Após seis anos em colapso, consequência da seca extrema na região, os técnicos da Compesa conseguiram concluir os testes do sistema, que viabilizaram o retorno do atendimento pela rede de distribuição.

Foram quase 50 dias de trabalho intenso, que mobilizou um grupo grande de profissionais, com equipes trabalhando de domingo a domingo, inclusive nos feriados, com o objetivo de restabelecer o fornecimento de água da cidade, até então assistida por carros-pipa. “Cumprimos assim o compromisso assumido pelo governador Paulo Câmara com a população de voltar a distribuir água para Alagoinha”, afirma o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

O centro de Alagoinha é a primeira área da cidade a receber água. Os técnicos vão acompanhar o processo de estabilização da rede de distribuição para elaborar e anunciar o calendário de abastecimento da cidade. Para viabilizar o atendimento de Alagoinha, a Compesa precisou realizar obras de recuperação da Estação de Tratamento de Água-ETA Pesqueira e recuperação da rede de distribuição.

A companhia também aproveitou um trecho de 18 quilômetros da Adutora do Agreste para transportar água da Barragem de Ipaneminha, no município de Pesqueira para a cidade.” Como a ETA e as tubulações da rede de distribuição ficaram seis anos sem funcionar, em função do colapso da Barragem Ipaneminha, o retorno da operação foi um processo mais complexo”, explicou o presidente da Compesa. Segundo ele, foi necessário realizar os testes por etapas, realizando os ajustes operacionais em busca da vazão e pressão adequadas de cada trecho, até estabilizar todo sistema adutor.

Da Estação de Tratamento de Água-ETA-Pesqueira a água tratada segue até Alagoinha por um trecho novo da Adutora do Agreste, com cerca de 18 quilômetros de extensão, a partir da água armazenada na Barragem de Ipaneminha. O manancial ficou em colapso por seis anos consecutivos e voltou a acumular água no inverno deste ano.” Precisamos realizar várias obras para viabilizar a volta da operação do sistema, uma ação que exigiu muito trabalho e dedicação das nossas equipes técnicas e operacionais e um período longo de testes”, esclareceu o diretor do Interior da Compesa, Marconi de Azevedo.

O diretor da companhia pede ainda a compreensão da população pelos eventuais vazamentos e interrupções do sistema a partir de hoje. “Trata-se de um processo natural, quando da volta da operação de uma rede de abastecimento, cujas tubulações ficaram muito tempo sem uso”, explicou Marconi de Azevedo. Ele adianta que foi ampliado o número de equipes de manutenção e que os técnicos da companhia já estão mobilizados para corrigir as ocorrências até a regularização total das pressões e assim estabilizar a distribuição de água para toda a cidade.


NY Times: nova crise global se aproxima

Nova crise global como a de 2008 está próxima, alerta artigo no ‘NYT’
Desmond Lachman diz que mesmo erro cometido na década passada agora se repete

A crise global que pegou o mundo de surpresa em 2008 está para ocorrer novamente, e talvez seja tarde demas para evitá-la, alerta Desmond Lachman, membro residente do American Enterprise Institute, ex-vice-diretor do departamento de desenvolvimento de políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-estrategista econômico do Salomon Smith Barney, em artigo publicado no The New York Times.

“No final de 2008, em um encontro com acadêmicos na London School of Economics, a rainha Elizabeth II perguntou como ninguém conseguiu antecipar a pior crise financeira mundial no período pós-Guerra. A então chamada Grande Recessão, que teve início no final de 2008 e durou até meados de 2009, foi desencadeada pelo colapso súbito de preços elevados para a habitação e outros ativos – algo que é óbvio em retrospectiva, mas que, no entanto, ninguém parecia ver que estava próximo”, escreve Lachman.

“Estamos prestes a cometer o mesmo erro? Muito provavelmente, sim”, pergunta e responde Lachman. Ele destaca que a economia norte-americana certamente vai bem, e que “economias emergentes” ganham impulso, mas que os preços globais de ativos estão novamente em um escalada rápida, acima do valor básico. “Em outras palavras, eles estão em uma bolha. Considerando o silêncio virtual entre os economistas sobre o perigo que representam, é preciso perguntar-se se em um ano ou dois, quando essas bolhas eventualmente irromperem, a rainha não fará o mesmo tipo de pergunta.”

“Estamos prestes a cometer o mesmo erro? Muito provavelmente, sim”

Para Lachman, tal silêncio é ainda mais surpreendente se consideramos o quão penetradas estão as bolhas hoje em comparação com 10 anos atrás. “Enquanto em 2008 as bolhas estavam largamente confinadas nos mercados norte-americanos de habitação e crédito, eles agora podem ser encontrados em quase todos os cantos da economia mundial.”

Uma das razões apontadas no artigo para a proximidade de uma nova crise são os problemas vistos em economias importantes. A Itália enfrenta sérios problemas de dívida pública e um sistema bancário instável. O Brasil, continua ele, “enfrenta turbulência política, enquanto suas finanças públicas estão em um caminho claramente insustentável”.

“A China tem uma bolha no mercado de habitação e de crédito que reduz a vista pelos Estados Unidos no início deste século. E tanto o Brasil quanto a Itália realizarão eleições parlamentares no próximo ano.”

Lachman menciona também os efeitos que podem vir com o término do Acordo de Livre Comércio da América do Norte, e com outras tendências protecionistas que possam ser adotadas pelos Estados Unidos ou por outros país.

Ele critica a falsa segurança trazida pela regulação implementada após o colapso da Lehman Brothers em 2008. “É tarde demais para os formuladores de políticas fazerem algo relevante para evitar a formação de bolhas. No entanto, não é cedo demais para começar a pensar em uma maneira de responder a isto, de uma forma que possa nos libertar dos ciclos de expansão-queda que temos experimentado a cada 10 anos.”

Uma outra questão é se a maior economia do mundo poderia liderar uma resposta a uma crise desta vez, com Donald Trump na administração.

Jornal do Brasil


Governo planeja vender parte da Infraero em 2018

Governo planeja leiloar mais 13 aeroportos sob controle da estatal. Ao G1, ministro dos Transportes disse que Infraero pode passar a ter controle privado.

Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes, um dos 13 que devem ser leiloados pelo governo em 2018 (Foto: Arquivo G1)

O governo deve fechar, ainda no primeiro trimestre de 2018, uma proposta para permitir a entrada de capital privado na Infraero, estatal que administra os principais aeroportos públicos no país.

Ao G1, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, falou sobre o estudo que está sendo feito por uma consultoria na Infraero e que vai apontar caminhos para a empresa se tornar “mais eficiente e mais enxuta.”

Quintella disse que o governo já teve acesso a parte das conclusões do estudo, que deve ser finalizado neste mês. Segundo ele, o estudo “aponta claramente que nós devemos aproximar a Infraero do setor privado”.

De acordo com o ministro, essa “aproximação” poderá ser feita de duas maneiras:

· Abertura pelo governo de capital da Infraero, processo conhecido como IPO (sigla em inglês de Initial Public Offering – oferta pública inicial de ações);

· Venda de parte da estatal a investidores privados.

Se nessa operação o governo vai ou não abrir mão do controle da Infraero, ou seja, permitir a privatização da empresa, ainda não está decidido.

“Preliminarmente, nós achamos que o caminho que deverá ser apontado como mais vantajoso para a empresa e para o sistema seria o de venda de participação. Se majoritário ou minoritário, é uma decisão que vai ser tomada com base no mercado, na vantajosidade para a empresa e para o sistema [rede de aeroportos da Infraero]”, disse.

Prejuízo

Em outubro, o governo anunciou a quarta rodada de concessão de aeroportos administrados pela Infraero.

Serão leiloados 13 terminais nesta nova fase: Maceió (AL), Bayeux (PB), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande (PB), Recife (PE), Várzea Grande (MT), Rondonópolis (MT), Sinop (MT), Alta Floresta (MT), Barra do Garças (MT), Vitória (ES) e Macaé (RJ).

Apesar de incluir, pela primeira vez, aeroportos pequenos e deficitários, a nova rodada também vai tirar da Infraero pelo menos mais dois aeroportos que registram lucro: Recife e Vitória.

Nas três rodadas anteriores, a Infraero já havia perdido alguns de seus aeroportos mais lucrativos, entre eles o de Guarulhos (SP), o maior do país, que foi a leilão na primeira rodada; o do Galeão (RJ), concedido na segunda rodada; e o de Porto Alegre, um dos quatro leiloados pelo governo na terceira rodada, no começo de 2017.

A perda de aeroportos lucrativos levou a uma forte queda nas receitas da empresa. De acordo com um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), essa redução foi de 48% apenas entre 2012 e 2016, ou seja, não inclui o impacto da saída dos aeroportos de Florianópolis, Salvador, Porto Alegre e Fortaleza, leiloados neste ano. No mesmo período, as despesas da Infraero caíram bem menos: 26,1%.

Essa situação vem obrigando o governo a fazer repasses de recursos para que a estatal consiga cumprir seus compromissos.

Apenas em 2016, as transferências somaram R$ 2,3 bilhões. Para complicar, isso ocorre num momento de aperto fiscal, em que as contas públicas vêm registrando rombos bilionários, e de corte nos investimentos e despesas.

Sustentabilidade

Ao final da quarta rodada de concessões, prevista para 2018, vão restar 42 aeroportos sob o controle da Infraero. Desses, apenas 16 são hoje superavitários, ou seja, geram lucro para a empresa. Os outros 26 aeroportos geram prejuízo.

“A União tem aumentado o repasse de recursos para a estatal a cada ano, o que, atrelado aos sucessivos resultados negativos do fluxo de caixa operacional, estabelece uma relação de dependência da empresa para manutenção de suas operações e investimentos para os próximos anos”, diz o relatório da CGU sobre a Infraero.

O documento aponta que a situação por que passa a Infraero “gera impacto na sustentabilidade” da empresas para os próximos anos. Além disso, complementa o relatório, não há expectativa, por exemplo, de “elevação significativa de receitas” dos aeroportos deficitários que vão continuar sendo administrados pela estatal.

A CGU destaca ainda que “não há perspectiva, no curto prazo,” de “redução relevante” nas despesas da Infraero com funcionários ou de que a empresa venha a receber dividendos pela sua participação nas concessões dos aeroportos de Guarulhos, Brasília, Confins (MG), Galeão e Campinas (SP).

Na entrevista ao G1, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, afirmou que o governo avalia a venda da participação acionária da Infraero nesses aeroportos, com exceção de Campinas, cuja concessão deve ser devolvida ao governo.

Por Fábio Amato e Marcelo Parreira, G1 e TV Globo, Brasília


Quem são os 41 milhões de pobres do país mais rico do mundo

Jay Shambaugh
Do Instituto Brookings, especial para a BBC*

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Taxa de desemprego nos EUA é a menor desde 2000, mas várias famílias não viram seus recursos aumentarem

A despeito da criação de milhões de postos de trabalho nos Estados Unidos, muitos cidadãos do país ainda vivem na pobreza.

A recuperação econômica não só restabeleceu o número total de postos de trabalho perdidos durante a recessão causada pela crise financeira internacional de 2007, como também criou empregos suficientes para dar conta do crescimento populacional.

A taxa de desemprego nos EUA é de apenas 4,1%, a menor desde 2000. Mas várias famílias não viram seus recursos aumentarem.

Em 2016, quase 41 milhões de pessoas, ou 13% da população, viviam na pobreza – em comparação com os 15% verificados no auge da recessão, em 2010.

Quem são essas pessoas?

Nos Estados Unidos, a renda média de uma família de quatro pessoas é de US$ 91 mil (R$ 299,5 mil) por ano.

De acordo com a medição oficial dos EUA, baseada em renda e necessidades nutricionais, uma casa com quatro pessoas é considerada em estado de pobreza quando a renda familiar é inferior a US$ 24,3 mil (cerca de R$ 80 mil) por ano.

Pode parecer muito se comparado com países classificados como de baixa renda pelo Banco Mundial – com PIB per capita entre US$ 1 mil (R$ 3,2 mil) e US$ 4 mil (R$ 13 mil). No Brasil, por exemplo, medição de 2015 do banco estimou que 4,9% da população brasileira estava abaixo da linha de pobreza por viver com até US$ 1,90 por dia.

Mas o custo de vida mais alto nos Estados Unidos e o crescente abismo entre os pobres e a classe média podem resultar em dificuldades para famílias americanas de baixa renda.

 

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Em 2016, quase 41 milhões de pessoas, ou 13% da população, viviam na pobreza nos EUA

Entre os que vivem na pobreza, dados de 2016 mostram que há cerca de 13,3 milhões de crianças – 18% têm menos de 18 anos.

À medida que a população envelheceu, o número de pessoas pobres com mais de 65 anos aumentou para 4,6 milhões – 9% do total.

Mas é o grupo de pessoas com idade para trabalhar (de 18 a 64 anos) que apresenta os dados mais dramáticos: quase 23 milhões deles, ou 12% do total, vivem na pobreza.

O Projeto Hamilton, do Instituto Brookings, tem analisado essa questão.

No grupo de pessoas com idade para trabalhar:

– 4 a cada 10 estavam empregados

– 1 a cada 10 tinha trabalho em período integral, durante o ano todo, mas não ganhava o suficiente

– 1 a cada 4 estava empregado, mas não tinha contrato para o ano inteiro

– 1 a cada 25 estava à procura de trabalho

– Dos que não tinham trabalho em período integral, 1 em 3 estava nessa circunstância involuntariamente

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Mulheres e negros têm mais chance de ficar fora do mercado de trabalho

O fato de quatro entre 10 adultos pobres estarem empregados revela que apenas suprir a lacuna de postos de trabalho – retornando às taxas pré-recessão – não significa que todos estejam vivendo bem e prosperando.

Também não quer dizer que todos estejam encontrando emprego. Cerca de metade dos adultos pobres em idade para trabalhar não está inserida no mercado de trabalho.

Dos postos criados, muitos são no setor de hotelaria, administração, saúde e tecnologia da informação, embora algumas áreas muito afetadas pela recessão – como construção civil e manufatura – ainda não tenham se recuperado completamente da crise.

Uma fotografia da mão de obra dos EUA revela uma série de diferenças na sociedade:.

– A taxa de emprego para mulheres retornou aos níveis pré-recessão (55%)

– Americanos negros foram mais afetados pela recessão, se recuperaram mais rapidamente, mas ainda têm mais chances de ficarem desempregados que os brancos

– Mulheres que completaram até o ensino médio ou com escolaridade menor têm mais chances de ficar fora da força produtiva

– Homens foram mais afetados pela recessão e seu retorno ao trabalho tem sido mais lento

Gráfico mostra distribuição da pobreza por municípios

O número de homens entre 25 e 54 anos que estão empregados vem caindo há mais de 50 anos – e o de mulheres, desde 2000.

Em parte, isso pode ser uma consequência da queda dos salários entre os que ganham menos, com uma renda individual média de US$ 31.100 (R$ 102.369) por ano.

É possível que muitos daqueles que não fazem parte da força produtiva tenham dificuldade de encontrar emprego sem uma significativa intervenção governamental.

Mais de um quinto dos que têm idade para trabalhar e estão vivendo na pobreza são classificados como deficientes e 15% são “cuidadores”- responsáveis por cuidar de outra pessoa, como crianças e idosos.

Para incluir essas pessoas no mercado de trabalho, seria preciso melhorar a oferta de creches e financiamentos, enquanto adultos com deficiência precisam de mais apoio e tratamento.

O retrato que construímos de trabalho e pobreza nos Estados Unidos revela que os mais pobres são um grupo diverso, com variados tipos de experiências.

Ainda assim, a distribuição desigual da pobreza é chocante:

-Há duas vezes mais famílias afro-americanas (22%) na pobreza do que famílias brancas

-19% dos hispânicos vivem na pobreza

-Mulheres (14%) têm mais chances de serem pobres que os homens (11%)

-Taxas de pobreza variam de 11% a 14% entre as regiões

-Muitos municípios – principalmente do Sudeste e Sudoeste – têm taxas de pobreza superiores a 25%

Nos últimos anos, o aumento do emprego e das rendas, juntamente com a queda na pobreza, tem sido encorajador.

Mas a economia ainda vai precisar manter esse crescimento para ajudar aqueles que vivem em dificuldade.

*Esta análise foi encomendada pela BBC a especialistas do Instituto Brookings, que se define como uma organização sem fins lucrativos de política pública. O professor Jay Shambaugh é diretor do Projeto Hamilton e pesquisador de Estudos Econômicos do Brookings.


Aeroportos da Infraero devem receber 21,9 milhões de passageiros na temporada


Brasília – Aeroporto Internacional de Brasília -Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que os terminais administrados por ela estão preparados para a alta temporada dos aeroportos brasileiros. A previsão é de que 21,9 milhões de pessoas vão passar pelos 59 terminais da empresa entre os dias 15 de dezembro deste ano e 19 de fevereiro de 2018, entre embarques e desembarques. A previsão considera a oferta de assentos oferecidos pelas companhias aéreas para o período.

A estimativa orientou um plano de ação que vai garantir a fluidez, o conforto e a segurança de quem vai viajar de avião. O número é 4,67% superior ao movimento do mesmo período do ano passado. Entre os dias 15 de dezembro de 2016 e 19 de fevereiro de 2017, 20,9 milhões de passageiros usaram os terminais.

Segundo a Infraero, as ações para garantir fluidez, conforto e segurança dos passageiros começaram em novembro, com atividades de manutenção preventiva de equipamentos, como esteiras de embarque e desembarque de bagagens, sinalização de pista, pontes de embarque, escadas rolantes, raios-x e detectores de metal. O monitoramento dos aeroportos também foi reforçado durante o período, com supervisores capacitados para atuar na correção de qualquer situação que possa prejudicar as operações e que vão acompanhar todas as etapas de embarque e desembarque. Equipes de limpeza e manutenção também vão atuar com frequência maior, especialmente nos horários de maior movimento.

As operações nos aeroportos de Congonhas, Santos Dumont, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Manaus serão coordenadas pelos centros de Gerenciamento Aeroportuário (CGA) localizados nesses terminais. Os CGAs são compostos por representantes da Infraero, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Polícia Federal, Receita Federal, Vigilância Sanitária, Vigilância Agropecuária e empresas aéreas. Os demais aeroportos são coordenados pelo Núcleo de Acompanhamento e Gestão Operacional, que fica em Brasília.

Edição: Graça Adjuto

Maiana Diniz – Repórter da Agência Brasil


Azul: 9 anos e promessa de “boas notícias” em 2018

A.Doumenjou/Master Films

“Nossos clientes podem esperar por boas notícias para o ano em que completaremos uma década de existência'”, disse o presidente da aérea, John Rodgerson

Um ano é o tempo que ainda falta para que a Azul Linhas Aéreas complete sua primeira década, mas o nono aniversário da companhia é comemorado com afinco. Da abertura de capital ao prêmio de terceira melhor aérea do mundo pelo Tripadvisor, são diversas conquistas alcançadas pela empresa que se mostrou firme mesmo enfrentando a crise econômica em seus primeiros anos de vida.

“Estou muito feliz com tudo que conquistamos desde a fundação da Azul e agradeço aos nossos mais de onze mil tripulantes pelo trabalho impecável que eles fazem todos os dias. Esse foi um ano de recuperação para nós e, sem um time unido como o nosso, isso não seria possível”, comemora o fundador da empresa, John Rodgerson.

A Azul contratou 300 pilotos, quase 400 comissários e encomendou novas aeronaves para renovar sua frota. Foram comprados cinco Airbus 330-900neo, com previsão de entrega para o último trimestre de 2018, além da inclusão de dez A320neo, que estão aumentando a eficiência das operações da empresa, garantindo o crescimento da capacidade em diversos mercados.

Além de novas rotas domésticas e internacionais, em menos de um ano, quatro novas bases passaram a fazer parte da malha da companhia. O número de clientes transportados bateu recorde, superando os 22 milhões ao longo de 2017 e totalizando quase 120 milhões de pessoas desde a fundação da empresa, em 2008.

“Com a chegada de novas aeronaves, que aumentam nossa eficiência e capacidade, poderemos fortalecer nossas rotas e abrir novos mercados. Nossos clientes podem esperar por boas notícias para o ano em que completaremos uma década de existência”, exalta o executivo.

Renato Machado
Ainda com Antonoaldo Neves na presidência, Azul lançou ações na bolsa em abril

A entrada da Azul na bolsa, em abril deste ano, permitiu que a aérea capitalizasse recursos para continuar a investir no futuro. Seguindo no mesmo caminho, a operadora Azul Viagens cresceu 20%, enquanto a Azul Cargo bateu recorde de quase 50% de faturamento somente no terceiro trimestre deste ano.

O Tudo Azul, programa de fidelidade da empresa, também deve terminar o ano com resultados mais que satisfatórios, com crescimento de quase 50% e a marca de 8,2 milhões de membros, sendo quase dois milhões de novos cadastrados em 2017.


MPPE entra com ação contra o projeto de urbanização da Vila Naval

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem Data: 17/11/2011 Assunto: CIDADES - Na foto destaque para a avenida dentro da Vila Naval, ao lado da Avenida Cruz Cabuga, que servira como rota alternativa, durante a construcao do Corredor Norte-Sul. O Governo do Estado lanca o Programa Estadual de Mobilidade Urbana.
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem Data: 17/11/2011 Assunto: CIDADES – Na foto destaque para a avenida dentro da Vila Naval, ao lado da Avenida Cruz Cabuga, que servira como rota alternativa, durante a construcao do Corredor Norte-Sul. O Governo do Estado lanca o Programa Estadual de Mobilidade Urbana./figcaption>

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Quem comemorou foi o ativista Felipe Cury, ligado ao PT e ex-secretário na gestão de habitação do Recife.

“A ação civil pública promovida por duas promotorias, Habitação e Meio Ambiente, vêm ao encontro de um debate que estamos fazendo desde 2014. O projeto urbanístico a ser implantado na área da Vila Naval tem que incorporar, inserir, requalificar e melhorar a região como um todo, principalmente a Zeis Santo Amaro. A população daquela área e a cidade do Recife tem que se beneficiar de um empreendimento como este. Por isso que propusemos uma Operação Urbana Consorciada para que tudo que for feito na área esteja amparada na legislação ambiental, do patrimônio histórico e cultural e fundamentalmente o povo de Santo Amaro e o cidadão do Recife possa também usufruir de um projeto para cidade e não apenas para um setor econômico. Queremos que o trabalhador, o cidadão de classe média também possa morar na vila naval. E que a comunidade tenha participação efetiva nisso tudo, desde a concepção do projeto até o benefício que ele tem que gerar”, afirmou.

O plano prevê a construção de torres de uso comercial e residencial no local. O plano elaborado pela prefeitura prevê destinação de áreas públicas, de proteção ambiental e construção de prédios de até 23 pavimentos. A Marinha quer a construção de apartamentos, cerca de 370 imóveis para serem utilizados pelos militares.

O projeto de urbanização deveria ter sido implantado na área da Vila Naval e vêm sendo debatido desde 2014, não sem levantar discussões por parte de ativistas e vereadores de oposição.

Só não virou um novo Estelita porque faltou coragem de invadir uma área da Marinha.

Na última delas, quarta 01 de novembro, a Câmara de Vereadores realizou mais uma audiência pública para debater o Plano Santo Amaro Norte. A iniciativa desta vez foi dos vereadores Ivan Moraes (PSOL), Rinaldo Junior (PRB) e Alcides Teixeira (PRTB).

Uma das instituições convidadas para debater o tema é o Movimento Resiste Santo Amaro, organizado pelo PT, com a ajuda do ativista social e gestor público Felipe Cury. Na sua tese, a principal reclamação era que até o momento a ZEIS Santo Amaro não foi incluída no projeto.

“Vamos debater novamente este projeto. Desde seu início, ele deveria ter sido previamente construído com a sociedade. Queremos claramente uma Operação Urbana Consorciada, um instrumento urbano previsto no Plano Diretor e que estabelece segurança e acompanhamento do início até o final das obras. A zeis Santo Amaro tem que estar inserido no plano.”

“Pontos que não estão claros tem que ser amarrados. Qual o tamanho do impacto deste projeto no meio ambiente e na mobilidade? Existe viabilidade econômica para implantação do projeto? Qual vai ser a fonte de recursos? Quais as benfeitorias a serem realizadas nas comunidades? Tudo está em aberto. Queremos um projeto que seja bom para cidade e não apenas para um setor econômico.”, diz Felipe Cury.

Blog do Jamildo – JC


PPP da Compesa: TCE propõe prazo de 24 anos e mudanças em contrato

Foto: Guga Matos/JC Imagem

A Parceria Público-Privada (PPP) do saneamento na Região Metropolitana do Recife deve ter mudanças. Uma das alterações propostas pelo Tribunal de Contas é o aumento do prazo para as obras, de 12 para 24 anos. Com o acordo, a nova empresa responsável, BRK Ambiental, também deve passar a ter a exploração comercial do serviço e a obrigação de novos investimentos. As modificações estão em um Termo de Ajuste de Gestão (TAG) assinado nesta sexta-feira (15), na sede do TCE.

Com o termo, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) terá dois meses para apresentar ao tribunal um novo termo aditivo ao contrato, que será avaliado pelo conselheiro relator, Dirceu Rodolfo, em até um mês.

A parceria teve o contrato assinado em 2013, inicialmente com a Odebrecht Ambiental, com o objetivo de universalizar o saneamento nos 14 municípios do Grande Recife, além de Goiana, cidade da Mata Norte. A BRK tem como acionista majoritária a companhia canadense Brookfield Business Partners LP, que adquiriu os 70% da Odebrecht Ambiental na PPP. Inicialmente, 80% das obras seriam implantadas nos primeiros 12 anos da PPP, mas as obras não avançaram de acordo com as expectativas dos municípios nos primeiros anos e o prazo teve que ser repactuado.

Segundo o Tribunal de Contas, foram investidos menos de 30% de recursos no projeto. A PPP previa o investimento de R$ 4,5 bilhões, sendo cerca de R$ 3,5 bilhões bancados pela então Odebrecht Ambiental e R$ 1 bilhão do Estado. Os números agora vão mudar.

JC Online


Recife ganha boteco especializado em espetinhos e cortes nobres

Boteco Ferro e fogo abre no Recife (Imagem: Divulgação)

O Boteco Ferro e Fogo chega ao Recife prometendo espetinhos especiais e personalizados, além de um corte de carnes nobres. Ele fica na Estrada do Encanamento, 1400, Casa Forte.

Lá, o cliente pode personalizar o seu pedido, de forma a qual é possível misturar os componentes, criando inúmeras possibilidades de sabores. Já sobre as carnes, são mais de 15 opções, que podem ser servidas com mais de 12 acompanhamentos.

“Nascemos com o propósito de levar lazer e entretenimento, onde vamos oferecer um atendimento de excelência em todos os níveis, variedade de produtos e inovação. Desde que pensamos na ideia de abrir o boteco, me preocupei em oferecer uma carne selecionada para um público exigente”, disse Cristiano Nascimento, um dos sócios do novo estabelecimento do Recife.

Boteco Ferro e fogo abre no Recife (Imagem: Divulgação)

Os destaques do Boteco Ferro e Fogo são: “Kafta Recheada”: carne moída recheada com queijo coalho), o “Mignon Suíno com Bacon” e o “Ferro e Fogo” (mix de cubos de filé mignon, filé de frango e picanha de porco).


Restaurante Mirage do Hotel Atlante Plaza oferece menu completo para a noite de Natal

O chef Claudio Souza será o responsável por cuidar das delícias que serão servidas

O restaurante que foi reaberto recentemente promete uma decoração exclusiva para a ocasião
Foto: Max Levay/Divulgação

O restaurante Mirage, do Hotel Atlante Plaza, será uma opção para celebrar o Natal com uma ceia especial. No dia 24, a casa estará aberta oferecendo menu com aperitivo, entrada, prato principal e sobremesa, além de taça de espumante na chegada. De “amuse bouche” será servido “Role de parma com melão oriental, rol de tapioca com queijo coalho e mel de engenho e canapés finos”.

O cliente poderá escolher uma opção de cada etapa da refeição. Como entrada poderá ser saboreado “Camarão flambado ao ratatouille e essência de hortelã com redução de balsâmico” ou “Creme glacée de couve–flor ao curry verde, camarões ao vapor de capim santo, melão e hortelã”.

Há três ofertas de principais para escolha: “Carrê de cordeiro com purê de mandioquinha ao molho do porto, cogumelos silvestre salteado na manteiga café paris”, “Filé mignon curado sobre chamas, grelhado na manteiga de frutas silvestres, risoto de presunto parma , muçarela de búfala e tomate seco” ou “Role de peru recheado com farofa rica natalina, batatas salteadas e creme de damasco”. Para finalizar, as sugestões são “Grand gateau com morango, amêndoas laminadas, suspiro e gelado de tapioca com nutela”, “Chocotone com sorvete napolitano” ou frutas nobres laminadas.

O cardápio é assinado pelo chef Executivo do hotel, Claudio Souza. O serviço será de R$ 240 por pessoa. Haverá uma sugestão infantil para crianças por R$ 70.

Reservas antecipadas pelos números 3302-3333 ou 9 8379.7960 ou pelo e-mail: contato@restaurantemirage.com.br.


Se ceder a juíz e procurador, governo mata a reforma

Lobby por aposentadoria privilegiada é vergonhoso e injusto

Blog do Kennedy

 

Ao adiar a votação da reforma da Previdência para fevereiro, o governo ganha mais tempo para buscar os votos que ainda não tem. A princípio, isso parece dar uma sobrevida à reforma.

No entanto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o relator do texto, o deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), começaram ontem a negociar uma concessão que privilegia os servidores públicos, especialmente os magistrados e integrantes do Ministério Público que ingressaram nas suas carreiras até 2003 e fazem lobby para se aposentar com o valor do último salário recebido, a chamada integralidade, e com direito aos mesmos reajustes dos servidores que continuarem na ativa, a dita paridade.

É um tremendo privilégio no Brasil. Não se conhece algo desse tipo em nenhum país civilizado que tenha um sistema de aposentadoria justo. A reforma da Previdência corre risco de se tornar mais injusta do ponto de vista social. Será, portanto, mais difícil aprová-la num ano eleitoral.

Servidores públicos que ingressaram nas carreiras até 2003 reivindicam uma regra de transição para aumentar gradativamente a idade de aposentadoria. Reivindicar é um direito democrático. Não deve ser demonizado.

Mas é preciso discutir se a reivindicação é justa. Neste caso, não é. Trabalhadores da iniciativa privada recebem uma aposentadoria muito menor do que os servidores públicos. O teto da aposentadoria na iniciativa privada é de R$ 5.531 _poucos ganham isso.

Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o gasto mensal com cada juiz no Brasil, da ativa e aposentados, é de R$ 47.703 em média _a paridade e a integralidade contribuem para esse alto valor. Logo, não dá para tratar situações diferentes com a mesma regra, sob pena de beneficiar privilegiados.

Ontem, o presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), José Robalinho Calvacanti, se reuniu com o presidente da Câmara e o relator da proposta de reforma da Previdência. Segundo a coluna “Painel”, da Folha de S.Paulo, um ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Marco Aurélio Belizze, esteve no encontro em nome da Associação dos Magistrados Brasileiros. O procurador Robalinho e o ministro Belizze foram fazer lobby com os deputados Rodrigo e Arthur Maia.

Esse lobby quer uma regra de transição para aumentar progressivamente a idade mínima até que se chegue a 65 anos para homens e 62 anos para mulheres a fim de terem direito à paridade e à integralidade. Não faz sentido aplicar essa norma de transição para quem ganha muito mais do que os trabalhadores da iniciativa privada.

Os absurdos privilégios da paridade e da integralidade serão mantidos, mas haverá um caminho mais longo para obtê-los. O governo reduziu o valor do benefício proporcional dos trabalhadores da iniciativa privada e o teto demandará 40 anos de contribuição. É injusto tratar com igualdade situações tão desiguais. Se a reforma mexe com a expectativa de direito de trabalhadores da iniciativa privada, pode mexer também com a expectativa de direito dos que desejam paridade e integralidade.

Um argumento frequentemente invocado é que a contribuição previdenciária dos servidores seria suficiente para sustentar uma aposentadoria integral e paritária com os funcionários da ativa. Isso não é verdade, porque os servidores se aposentam cedo em média e passam duas ou três décadas recebendo um benefício alto. O deficit do regime previdenciário dos servidores públicos é a prova de que a conta não fecha. No ano passado, esse buraco foi de R$ 77 bilhões, incluindo a conta das aposentadorias dos militares.

O atual lobby é vergonhoso, porque defende privilégios que transferem renda dos mais pobres para os mais ricos. A presidente do STF, Cármen Lúcia, deveria dizer se o apoia. O procurador Deltan Dallagnol e o juiz Sergio Moro também deveriam se manifestar, porque procuradores e magistrados invocam com frequência o combate à corrupção para justificar salários acima do teto constitucional e aposentadorias irrealistas para a saúde financeira do Estado brasileiro.

Os recursos do Tesouro têm origem nos impostos de um sistema tributário que penaliza mais os pobres e beneficia mais os ricos. Divulgado ontem, um estudo de um grupo liderado pelo economista francês Thomaz Piketty mostrou que o segmento de 1% dos mais ricos no Brasil fica com 27% da renda nacional.

Supersalários e superaposentadorias contribuem para essa desigualdade social. Esse lobby pelas altas aposentadorias é o mesmo que defende os supersalários e os penduricalhos usados para furar a regra do texto constitucional, como o auxílio-moradia concedido por uma liminar do ministro do STF Luiz Fux a todos os magistrados do país. O combate à corrupção deveria enfrentar também esses privilégios.

Nas últimas semanas, o esforço do governo foi vender uma reforma mais enxuta e mais justa socialmente. A nova proposta está socialmente mais justa que o texto anterior, mas essa versão é uma meia verdade. Privilégios estão sendo amenizados, porém mantidos. O lobby em curso é para aumentar os benefícios das castas mais ricas do Estado brasileiro.

Se for feita essa nova concessão, o governo jogará fora todo o avanço que obteve nas últimas semanas ao pregar que combatia privilégios, porque essa eventual mudança pioraria a reforma da Previdência do ponto de vista social. Mais uma vez, a conta ficaria mais pesada para os mais pobres e para os trabalhadores da iniciativa privada. É a receita para a proposta não passar.

Será difícil deputados e senadores aprovarem um texto desse tipo, porque manteriam privilégios e sofreriam dano eleitoral por isso. Se aceitar a concessão, o governo poderá inviabilizar a reforma, que é, em resumo, o último objetivo desse lobby vergonhoso de magistrados e integrantes do Ministério Público. Há interesse desse lobby em melar qualquer reforma e manter tudo como está.