Santos Negros: Maspe lança exposição inédita em Pernambuco

A mostra Santos Negros será aberta nesta terça-feira (20) no Museu de Arte Sacra, localizado no Alto da Sé, em Olinda

Da esquerda para a direita, Santo Elesbão e São Moisés Anacoreta (atrás), São Felipe, São Baltazar e Santo Antônio de Categeró, da Igreja do Rosário dos Pretos do Recife / Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Da esquerda para a direita, Santo Elesbão e São Moisés Anacoreta (atrás), São Felipe, São Baltazar e Santo Antônio de Categeró, da Igreja do Rosário dos Pretos do Recife
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Cleide Alves

Pela primeira vez, em 41 anos de existência, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (Maspe), localizado na Sé de Olinda, abre as portas para uma exposição de santos negros da Igreja Católica. A mostra será inaugurada às 19h30 de terça-feira, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. E ficará em cartaz até 13 de maio de 2019, data que remete aos 131 anos da abolição da escravatura no Brasil, com a assinatura da Lei Áurea.

Mais do que tirar o manto da invisibilidade que cobre santos negros e apresentar suas faces ao público (sim, há outros além de São Benedito), a exposição assume um sentido mais amplo de combate ao preconceito racial e à intolerância. “Sobretudo, a intolerância com religiões de matriz africana”, afirma padre Rinaldo Pereira, diretor do Maspe e curador da mostra com a arquiteta Dió Diniz.

Galeria de imagens

Nossa Senhora do Rosário, São Moisés e Santo Elesbão na Igreja do Rosário dos Pretos de Olinda

Legenda

Cerca de 20 representações de São Benedito, São Baltazar, Santo Elesbão, Santa Efigênia, Santo Antônio de Categeró, São Moisés Anacoreta, São Felipe e Nossa Senhora Aparecida compõem a exposição, que ocupará o andar térreo do prédio do museu, na Rua Bispo Coutinho, 726. As peças são provenientes do acervo do Maspe, da Arquidiocese de Olinda e Recife e de oito igrejas das duas cidades.

Apenas uma imagem de cor branca, Nossa Senhora do Rosário, foi selecionada para a mostra Santos Negros. “Ela é a principal devoção e a padroeira das Confrarias e Irmandades dos Homens Pretos”, justifica padre Rinaldo Pereira. Do Recife, cederam peças para a exposição as Igrejas do Rosário dos Homens Pretos, Rosário da Boa Vista, Matriz de Santo Antônio, São Gonçalo, Santa Cruz e Nossa Senhora da Boa Viagem. De Olinda, contribuíram as Igrejas do Rosário dos Pretos e São João dos Militares.

Raras

Serão exibidas seis peças de madeira, do século 18, da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife, que deixaram de ocupar nichos no templo e fazem parte do acervo do Maspe: Elesbão (rei negro da Etiópia), Felipe, Benedito, Baltazar (Rei Mago negro), Moisés Anacoreta e Antônio de Categeró (escravo). “É uma oportunidade única para ver as mais de 20 esculturas juntas, depois é preciso peregrinar nas oito igrejas”, observa padre Rinaldo.

As imagens passaram por zeladoria (limpeza e consolidação das camadas de tinta que estavam se desprendendo) antes de serem expostas. “É uma técnica de conservação e prevenção para estabilizar o processo de degradação da peças”, explica Anazuleide Ferreira, da Unidade de Conservação e Documentação do Maspe. Ela dividiu o trabalho com Onildo Moreno, do mesmo setor, com orientação do Estúdio Sarasá, de São Paulo.

Toda as imagens estarão identificadas e ao lado haverá um QR Code (código que pode ser escaneado pela maioria dos celulares) com a biografia dos santos. Junto da esculturas antigas de madeira e de roca (típicos de procissão, apenas com cabeça, mãos e pés, mas os corpos feitos de ripa) haverá santos negros confeccionados por artesãos de Juazeiro Norte (CE) disponíveis para compra. “Criamos uma ponte entre a arte sacra barroca e a arte religiosa popular”, diz padre Rinaldo Pereira.

Quilombos

A mostra também fará um resgate da primeira edição da Missa dos Quilombos, realizada no Pátio do Carmo, Centro do Recife, em 1981, e presidida por dom Helder Camara (1909-1999), à época arcebispo de Olinda e Recife. Milton Nascimento fez as músicas, a pedido do arcebispo. “Essa cerimônia foi proibida, um tempo depois, e passou a ser apresentada somente em teatros e não mais como rito de celebração. Vamos expor o texto da oração declamada por dom Helder, Prece a Mariama, e teremos o áudio com a voz dele”, afirma o sacerdote.

O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, e grupos de maracatus participarão da cerimônia de abertura da mostra Santos Negros, na praça da Sé, ao lado do cruzeiro. Um dos convidados é o Maracatu Nação Porto Rico, do Pina, Zona Sul do Recife. “A comunidade do Porto Rito passou por constrangimento em setembro, quando a polícia tentou impedir a Festa do Dendê, que acabou sendo realizada com apoio do Estado e da prefeitura”, relata.

Padre Rinaldo também convidou integrantes do Sítio de Pai Adão, terreiro situado em Água Fria, Zona Norte do Recife, reconhecido em setembro último como Patrimônio Cultural do Brasil. Semana passada, moradores denunciaram o incêndio numa gameleira centenária e árvore sagrada do sítio Ilê Obá Ogunté. “Precisamos promover e estimular o diálogo inter-religioso. Santas e Santos negros tiveram uma forte atuação no decorrer da história e desenvolvimento da fé cristã”, destaca.

A exposição tem patrocínio da Fiat Italiana, que colaborou com R$ 20 mil, e suporte da arquidiocese. Mas o museu está em busca de parceiros para produzir o catálogo da mostra. Com apoio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o Maspe abre para visitas de terça-feira até domingo, das 10h às 17h. O ingresso custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

JC Cultura


SpaceX é autorizada a colocar 12.000 satélites em órbita

A constelação da SpaceX multiplicaria em várias vezes o número de satélites que orbitam atualmente a Terra | Foto: Divulgação

A constelação da SpaceX multiplicaria em várias vezes o número de satélites que orbitam atualmente a Terra | Foto: Divulgação

Autoridades federais dos Estados Unidos autorizaram a empresa espacial SpaceX a colocar na órbita terrestre uma constelação de 11.943 satélites a fim de ampliar o alcance da conexão na Internet de alta velocidade na próxima década.

A constelação da SpaceX multiplicaria em várias vezes o número de satélites que orbitam atualmente a Terra, sem contar os projetos de empresas concorrentes, entre elas a OneWeb, com 900 satélites previstos.

Desde o lançamento do Sputnik, em 1957, pouco mais de 8.000 objetos foram lançados ao Espaço. Destes, mais de 4.800 ainda estão em órbita, segundo o o Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Sideral. Mas segundo o registro do Exército americano, menos de 2.000 ainda estariam ativos.

Na quinta-feira, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) anunciou que tinha autorizado o lançamento de 7.518 satélites pela SpaceX, que se soma a outros 4.425 objetos já aprovados à mesma companhia em março por esta agência.

Nenhum destes satélites foi lançado. A SpaceX tem seis anos para pôr a metade em órbita e nove para colocar todos, segundo as regras da FCC.

A SpaceX quer operar a maioria destes satélites em uma órbita muito baixa: entre 335 e 356 km de altitude, o que permitiria um tempo de comunicação muito curto entre os satélites e o usuário da Internet na Terra.

Em um tuíte em maio, Elon Musk, o dono da SpaceX, disse que esse tempo era de 25 milissegundos para dois satélites de teste lançados em fevereiro, o suficiente para dois jogos de vídeo rápidos, segundo ele.

Mas esta baixa altitude é difícil de manter e os pequenos satélites têm geralmente uma vida curta, de alguns anos.

A FCC também autorizou outras empresas a lançarem várias centenas de satélites: Kepler (140 satélites), Telesat (117 satélites) e LeoSat (78 satélites).

© Agence France-Presse


O maravihoso Cristo Alto do Magano em Garanhuns

É o Cristo mais alto do Brasil em altitude

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A altura média de 1.030metros em relação a ao nível do mar,no extremo Oeste, o Alto do Magano é um dos mais belos pontos turísticos da cidade de Garanhuns, com a construção do Mirante do Cristo Redentor em 1957, podemos admirar a mais bela paisagem natural e cultural do Planalto da Borborema, avistando a colinas da cidade nos pontos extremos bem distintos.

Ao norte: Quilombo; ao Sul Ipiranga; a Leste Monte Sinai e Triunfo; Sudeste Columinho e Sudoeste Antas.
Aproveite e tire um momento a tarde para observar o pôr do Sol neste lugar é maravilhoso!


Conheça a Cultura da Cidade de Tacaratu em Pernambuco

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O município é bastante conhecido por suas tradições indígenas, seu artesanato, pelas danças folclóricas e principalmente pela secular e grandiosa Festa de Nossa Senhora da Saúde que atrai cerca de 150 mil pessoas durante os festejos(de 23 de janeiro a 02 de fevereiro) a “princesa vestida de azul”.

O nome Tacaratu é de origem indígena Pankararu, que significa “serra de muitas pontas ou cabeços”, devido às muitas serras pontiagudas na região.

História

A história registra que em 1652, existia um curato( termo religioso, derivado de cura, ou padre, que era usado para designar aldeias e povoados com as condições necessárias para se tornar uma freguesia) e Tacaratu era considerada uma maloca ou ajuntamento de índios das tribos Pankararus, Umaús, Vouvêa e Geriticó, todos do grupo linguistíco Kariri. A maloca dominava-se “Cana-Brava”. Depois, foram os índios aldeados no lugar chamado “Brejo dos Padres” (onde deu origem à freguesia de Tacaratu), pois ali foi organizada uma missão dirigida por padres da congregação de São Felipe Nery. Com esses elementos se iniciou o povoamento da antiga Vila de Tacaratu, primitiva área do município.

Através de documentos, vê-se que em 1752, existia ali – no aldeamento indígena – uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora da Senhora da Saúde, provavelmente erigida pelos padres que serviam na missão de catequese.

Em 1760 os moradores dirigiram uma petição ao Bispo D. Francisco Xavier Aranha, solicitando a criação de uma freguesia. Atendidos, foi Tacaratu elevada àquela categoria no ano de 1761, somente se dando sua instalação em 1764, pelo Padre Antônio Teixeira de Lima. Depois de reformas recomendadas, a primitiva capela passou à condição de igreja matriz.

Tacaratu hoje é conhecido por sua produção artesanal em tecelagem, onde se destacam as redes, mantas, tapetes, colchas etc., exportados para diversos Estados Brasileiros e até para outros países. O município também revela vocação para o ecoturismo, oferecendo a cachoeira do Salobro, as serras de belos mirantes, grutas, fontes e bicas.

Gentílico: tacaratuense ou taracatuoara

Formação Administrativa:

Distrito criado com a denominação de Tacaratu, por alvará de 24-05-1808 e lei municipal de 10-08-1892. Elevado à categoria de vila com a denominação de Tacaratu, pela lei provincial nº 248, de 16-06-1849. Sede na povoação de Tacaratu. Pela lei provincial nº 1885, de 01-05-1887, transfere a sede do município de Tacaratu para a povoação de Jatobá. Pela lei municipal de 27-09-1897, são criados os distritos de Espírito Santo e volta do Moxotó anexado ao município de Tacaratu. Elevado à condição de cidade com a denominação de Jatobá, pela lei estadual nº 991, de 01-07-1909. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, Tacaratu figura como distrito do município de Jatobá. Pela lei estadual nº 1931, de 11-09-1928, a sede do município volta a denominar-se Tacaratu e o distrito de Jatobá passa a denominar-se Jatobá de Taracatu. Ainda sob a mesma lei

o distrito de Espírito Santo é extinto, sendo seu território extinto anexado ao distrito de Moxotó. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Tacaratu, Jatobá de Tacaratu e Moxotó. Em divisão territorial datada de 31-XII-1936, o município é constituído de 3 distritos: Tacaratu, Jatobá ex-Jatobá de Tacaratu e Moxotó Em divisão territorial datada de 31-XII-1937, o município é constituído de 3 distritos: Tacaratu, Moxotó e Itaparica ex-Jatobá.

Pelo decreto-lei estadual nº 92, de 31-03-1938, o distrito de Moxotó passou a denominar-se Volta.

Pelo decreto-lei estadual nº 235, de 09-12-1938, transfere a sede do município de Tacaratu para o de Itaparica passando o município a denominar-se Itaparica.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, Tacaratu figura como distrito no município de Itaparica. Pelo decreto-lei estadual nº 952, de 31-12-1943, o município de Itaparica passou a denominar-se Petrolândia. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950 o distrito de Taracatu figura no município de Petrolândia ex-Itaparica.

Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Tacaratu, pela lei estadual nº 1819, de 30-12-1953, desmembrado de Petrolândia. Sede no antigo distrito de Taracatu constituído de 2 distritos: Tacaratu e Caraibeiras. Desmembrado de Petrolândia. Reinstalado em 01-06-1954.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Taracatu e Caraibeiras. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Geografia

Localiza-se à latitude 09º06’19” sul e a uma longitude 38º08’57” oeste, estando a altitude de 514 metros.

Limites

Noroeste: Floresta e Petrolândia Norte: Floresta Nordeste: Inajá
Oeste: Petrolândia Rosa de los vientos.svg Leste: Inajá
Sudoeste: Itacuruba Sul: Estado da Bahia Sudeste: Estado de Alagoas

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município está inserido na bacia do Rio São Francisco.

Temperaturas

O clima do município é o clima semiárido, do tipo Bsh. Os verões são quentes e secos, é neste período em que praticamente quase não há chuvas. Os invernos são mornos e úmidos, com o aumento de chuvas; as mínimas podem chegar a 14°C. As primaveras são muito quentes e secas, com temperaturas muito altas, que em que algumas ocasiões podem chegar a mais de 35°C.

Subdivisões

Distritos
Caraibeiras

Bairros

Caraibeiras
Centro
Folha Branca

Povoados

Ao todo são mais de 90 povoados incluindo as comunidades indígenas. [8]

Relevo

O município localiza-se na unidade ambiental da depressão sertaneja, com relevo suave a ondulado. [9]

Vegetação

A vegetação do município é composta por caatinga hiperxerófila.

Solo

Em relação aos solos, nos Patamares Compridos e Baixas Vertentes do relevo suave ondulado ocorrem os Planossolos, mal drenados, fertilidade natural média problemas de sais; Topos e Altas Vertentes, os solos Brunos não Cálcicos, rasos e fertilidade natural alta; Topos e Altas Vertentes do relevo ondulado ocorrem os Podzólicos, drenados e fertilidade natural média e as Elevações Residuais com os solos Litólicos, rasos, pedregosos e fertilidade natural média. [11]

Geologia

O município de Tacaratu é constituída pelos litotipos dos complexos Gnáissico-migmatítico Sobradinho-Remanso e Riacho Seco, dos gnaisses Arapuá, Bangê e Bogó, do Complexo Saúde, dos Granitóidessin e póstectônicos. [12]

Demografia

Segundo o censo 2013 do IBGE, Tacaratu possui uma população de 23.833 habitantes, distribuídos numa área de 1.264,531 km², tendo assim, uma densidade demográfica de 17,45 hab/km².

Economia

Segundo dados sobre o produto interno bruto dos municípios, divulgado pelo IBGE referente ao ano de 2011, a soma das riquezas produzidos no município é de 99.198 milhões de reais (116° maior do estado). Sendo o setor de serviços o mais representativo na economia tacaratuense, somando 75.389 milhões. Já os setores industrial e da agricultura representam 13.262 milhões e 7.233 milhões, respectivamente. O PIB per capita do município é de 4.418,63 mil reais (177° maior do estado), um dos menores do estado.

Estrutura

Educação

A cidade conta com uma unidade de escola estadual com ensino integral, três públicas e uma privada. São elas (as públicas):
Escola de Referência em Ensino Médio João Batista de Vasconcelos
Escola Juazeiro
Escola Júlia Gomes de Araújo
EMMPA
Escola Sérgio Magalhães

Saúde

A cidade conta com 5 estabelecimentos de saúde, sendo todos eles públicos.

Transportes

O município é cortado pela BR-316. A população conta com o Aeroporto de Paulo Afonso/BA, estando a 120 km de distância.

Comunicação

O município recebe o sinal de TV do município de Caruaru, Petrolina e Recife

Cultura

O município é bastante conhecido por suas tradições indígenas, seu artesanato, pelas danças folclóricas e principalmente pela secular e grandiosa Festa de Nossa Senhora da Saúde que atrai cerca de 150 mil pessoas durante os festejos(de 23 de janeiro a 02 de fevereiro) a “princesa vestida de azul”.

Turismo

Um dos principais pontos de encontro dos moradores nos finais de semana é a fonte, com uma bica de dois metros de altura.

Aldeia Indígena

O município também tem algumas aldeia de índios, com cerca de 2.500 Pankararus, que vivem no Brejo dos Padres.


DIA INTERNACIONAL DO ESTUDANTE

Você sabia que, 17 de novembro, é comemorado o Dia Internacional dos Estudantes?

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A data foi instituída no ano de 1939, quando um protesto estudantil na antiga Tchecoslováquia foi brutalmente repreendido pela ocupação nazista, representando um verdadeiro marco na luta da classe.

Em 1941, na Reunião do Conselho Internacional dos Estudantes, órgão que antecedeu a atual União Internacional de Estudantes – UIE, instituiu a data como o Dia Internacional dos Estudantes.

O movimento estudantil foi importante para ajudar a cessar guerras, derrubar governos ditatoriais e deflagrar verdadeiras revoluções políticas e sociais


O belo Cais do Imperador no Recife

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Foto Nestor Júnior

Quatro painéis fixos descrevem a evolução histórica e urbanística do lugar, onde o Imperador Dom Pedro II desembarcou com a família em 1859 para uma visita de 31 dias a Pernambuco. Informam desde o processo de ocupação do largo, no século 17, até a instalação, na atual Praça 17, de monumento comemorativo à primeira travessia do Atlântico Sul, em 1922.

Anteriormente denominado de Cais do Colégio, em alusão a uma escola jesuíta existente até 1759, passou a se chamar 22 de Novembro depois da visita do imperador. A riqueza arquitetônica da Praça 17 se completa com a Igreja do Divino Espírito Santo, tombada como patrimônio nacional. À frente da estação ecoturística vê-se o Paço Alfândega e a Ponte Giratória, por onde deságuam os Rios Beberibe e Capibaribe.


ANIMAIS NOS RÓTULOS DE CACHAÇA

A Coleção Almirante de Rótulos de Cachaça é um rico acervo reunido entre as décadas de 1940 e 1950 que até hoje serve de estudo para as referências do design brasileiro Por ser um produto de alto consumo popular, a cachaça traz muito em suas embalagens a cultura visual do país.

Nessa coleção, há um recorte da riquíssima representação da fauna nacional, com foco na região Nordeste. Animais como o pirajú, o preá e a paca aparecem nos rótulos na identidade de cores preta, amarela e vermelha, típica da aguardente. Embora seja uma bebida de alto teor alcoólico, a cachaça é considerada um produto ícone da identidade brasileira.

A Coleção Almirante de Rótulos de Cachaça está disponível para pesquisas no Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira – Cehibra e na Villa Digital.

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Promessa do que há de mais moderno em medicina diagnóstica em Pernambuco

Dasa investe R$ 20 milhões em centro de referência de diagnóstico no Recife, com tecnologia considerada de ponta no mundo para absorver demanda local

Grupo pretende melhorar eficiência em 30% e aumentar a rapidez dos resultados. Foto: Nando Chiappetta/DP FOTO

Grupo pretende melhorar eficiência em 30% e aumentar a rapidez dos resultados. Foto: Nando Chiappetta/DP FOTO

Por: Kauê Diniz

Quinto maior player do mundo em medicina diagnóstica e detentora dos laboratórios Cerpe e Gilson Cidrim, no estado, a Dasa está focada em investimentos no mercado nordestino. Pernambuco, como um dos principais polos médicos do país, tem papel de protagonista nesse processo. O Recife vai receber o maior centro de processamento de diagnósticos de análises clínicas e patologia do grupo na região, com aporte de R$ 20 milhões, e será o responsável também por atender outros cinco laboratórios da companhia na Bahia, Ceará e Maranhão.

O novo Núcleo Técnico Operacional – NTO Dasa Recife, localizado em frente ao Aeroporto dos Guararapes, conta com a mais moderna estrutura tecnológica existente no mundo, precursora inclusive no Brasil, para a realização de diagnóstico, dentro já dos padrões da Indústria 4.0. A previsão é de produção de 40 milhões de exames em 2019. Essa capacidade tem condições de ser duplicada nos próximos anos, quando se espera o aumento da demanda regional.

O investimento deve ampliar a eficiência em 30% com relação à estrutura disponível anteriormente. No futuro, há espaço para abrigar um centro de pesquisa e desenvolvimento científico e acadêmico com foco no diagnóstico.

“Temos o que há de mais avançado no mundo em tecnologia, através da plataforma Atellica, da Siemens, que acaba de ser validada globalmente e está chegando ao Brasil pelas nossas mãos e, primeiramente, no NTO Dasa Recife. Isso vai nos dar uma grande vantagem de controle automático e agilidade”, explica Emerson Gasparetto, vice-presidente da área médica da Dasa. Segundo ele, o centro está funcionamento desde 20 de outubro e essa tecnologia chegará apenas às demais unidades de São Paulo e Rio de Janeiro no primeiro semestre de 2019.

O NTO Dasa Recife também vai ampliar em 15% o portfólio de exames analisados na região, sem que seja necessário, em alguns casos de alta complexibilidade, enviar o material para centros do Sudeste do país, como ocorre atualmente. “Eles passarão a ser laudados no Recife. O impacto será enorme para os nossos clientes. O tempo de entrega do resultado dos exames vai ser reduzido em 50%, devido à desnecessidade de deslocamento e rapidez no equipamento”.

A escolha do Nordeste para um investimento desse tamanho é uma confirmação de tendência do grupo, o maior da América Latina nesse segmento, de expandir suas divisas pela região. Adquiriu, primeiro, em 2010, o laboratório Cerpe, em Pernambuco, e, em 2016, o Gilson Cidrim. Ainda conta, no Nordeste, com o Leme e Image, em Salvador; Lab Pasteur e Unimagem, em Fortaleza; e Gaspar, em São Luís.

“Mais de 50% das empresas que adquirimos nos últimos anos foram no Nordeste. É uma praça bastante relevante para o grupo. Ainda é um mercado pulverizado, sobretudo com laboratórios menores. Então, esse processo de consolidação das grandes empresas na região está ocorrendo e isso também traz um impacto relevante para o público. Com a retomada da economia, esse processo deve acelerar ainda mais e as pessoas terão um maior acesso à saúde. Nos orgulhamos muito de estar investindo desta forma no Nordeste, sobretudo porque estamos com uma visão a longo prazo”.

DP Empresas


Defensoria Pública pede à Justiça manutenção de regras do Mais Médicos

O objetivo, segundo a própria defensoria, é garantir a continuidade dos serviços prestados à população

Chegada de médicos cubanos que participam do programa Mais Médicos do governo federal. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press

A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou ação civil pública (ACP) em que pede à União a manutenção das atuais regras do programa Mais Médicos e a abertura deste a profissionais estrangeiros de qualquer nacionalidade. O objetivo, segundo a própria defensoria, é garantir a continuidade dos serviços prestados à população.

“O pedido de tutela de urgência em caráter antecedente à ACP visa evitar que ‘a população atendida seja prejudicada com a saída abrupta de milhares de médicos sem que a União previamente promova medidas efetivas de modo a repor imediatamente o quantitativo de médicos que estão em vias de deixar o programa’”, informou o órgão, por meio de nota.

A Defensoria Pública da União alega que qualquer mudança – incluindo a não necessidade de submissão ao Revalida – deve estar condicionada à realização de prévio estudo de impacto e comprovação da eficácia imediata de medidas compensatórias que assegurem a plena continuidade dos serviços.

O Revalida reconhece os diplomas de médicos que se formaram no exterior e querem trabalhar no Brasil. O exame é feito tanto por estrangeiros formados em medicina fora do Brasil, quanto por brasileiros que se graduaram em outro país e querem exercer a profissão em sua terra natal.

Direito fundamental

Em seus argumentos, a ação destaca que a assistência à saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é direito fundamental de todos, sendo a União responsável pela prestação dos serviços.

Na ação, a DPU cita ainda que, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº. 5035, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a constitucionalidade do programa da forma como foi preconizado.

Assistência

Ainda de acordo com a ACP, os profissionais cubanos representam, atualmente, mais da metade dos médicos do programa. A rescisão repentina dos contratos, segundo a defensoria, impactará de forma negativa com o desatendimento de mais de 29 milhões de brasileiros – cenário citado como “desastroso” para, pelo menos, 3.243 municípios.

Dados da DPU indicam que, das 5.570 cidades brasileiras, 3.228 (79,5%) só têm médico pelo programa, enquanto 90% dos atendimentos da população indígena no país são feitos por profissionais cubanos.

Nova seleção

O Ministério da Saúde informou que fará ainda neste mês a seleção para contratar profissionais brasileiros em substituição aos cubanos que fazem parte do Mais Médicos.

A pasta finalizou ontem (16) a proposta de edital para preencher 8.332 vagas deixadas pelos cubanos. A expectativa é que os médicos brasileiros selecionados nesta nova etapa comecem a trabalhar nos municípios imediatamente após a seleção.

Rompimento

O acordo com o governo brasileiro foi rompido quarta-feira passada (14) pelas autoridades cubanas, que não concordaram com a exigência do Revalida como requisito para a participação de profissionais cubanos no programa Mais Médicos. A medida foi anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, que também quer que os profissionais cubanos recebam integralmente o salário e tenham permissão de trazer a família para o Brasil.

No mesmo dia, o Ministério de Saúde Pública de Cuba anunciou a retirada de seus profissionais do programa no Brasil por divergir de exigências feitas pelo futuro presidente e também em decorrência de críticas feitas por ele aos médicos cubanos.

Por: Agência Brasil


Mandioca e cerveja: uma mistura que deu certo em Pernambuco

Para a produção e comercialização da cerveja Nossa, a Ambev lida com agricultores de mandioca do Sertão do Araripe e move milhões

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Oitenta hectares dedicados à plantação de mandioca. Esse é o número exato que garante o sustento da família do agricultor Vilmar da Silva Carvalho, 58 anos. “Desde pequeno trabalho na roça. Já tentei sair daqui para achar uma outra forma de ganhar a vida, mas Deus me disse que o meu ganha pão é esse”, afirma contente meses depois de ter recebido a notícia de que começaria a vender diretamente para uma indústria multinacional e deixar de lado a agricultura de subsistência. Vilmar e mais outras cinco famílias foram selecionadas pela Ambev para fornecer a matéria-prima para a produção da cerveja Nossa, que é distribuída em todo o território pernambucano desde o meio do ano com um preço final sugerido de R$ 3 em uma garrafa de 600 ml.

Produzida na fábrica da companhia em Itapissuma, a cerveja recebe de Araripina o féculo proveniente da mandioca sertaneja, fundamental para a sua produção. Toda a cadeia da bebida é desenvolvida no estado. E a Ambev lida diretamente com os agricultores para obter a matéria-prima. “Eu plantava mandioca em 50 ha, depois que comecei a vender para a cervejaria, minha produção vem de 150 ha”, comenta contente o agricultor Silvano Coelho, que já foi professor da rede municipal e deixou de lado a sala de aula para se dedicar integralmente à produção da raiz.

O plantio dos agricultores na cidade que fica a cerca de 600 km de distância do Recife não é por acaso. “A ONG internacional TechoServe mapeou a região onde poderíamos obter o elemento que precisávamos nas condições ideais para os dois lados”, diz o engenheiro agrônomo e um dos responsáveis pelo desenvolvimento dessa cadeia produtiva junto à Ambev, Vitor Pistoia. Araripina é a maior potência do Nordeste na produção de mandioca. Inclusive, a própria cidade já conta com a fábrica que transforma a raiz no produto que é comercializado para a indústria, o féculo.

Trata-se da Maxx Amidos do Brasil, fecularia que estava pronta para começar a operar desde 2012, mas só em junho último, com o início da importação para a fábrica da Ambev em Itapissuma, começou a funcionar. Ou seja, cerca de 714 quilômetros separam a matéria-prima do produto final – distância entre a cidade sertaneja e a fábrica da cervejaria em Pernambuco. No entanto, nem toda a produção de féculo se destina para a fabricação da cerveja. “A fécula pode ser usada pela indústria para outros derivados, como polvilho azedo industrial, creme de confeiteiro, pasta de dente, glicose, papelão e até plástico biodegradável”, lista o gerente de produção da fábrica Márcio Silva.

A novidade das vendas para a cervejaria fez com que toda a mão de obra na produção contasse com contribuição das famílias desses agricultores. Vilmar é taxativo quando afirma que os filhos, genros e esposa são os trabalhadores do período da safra e entressafra. “Minha esposa cuida da nossa alimentação, meu filho dirige as máquinas, meus genros fazem o plantio e assim seguimos”, lembra, sem revelar detalhes do valor cobrado em cada tonelada de mandioca colhida. Mas estima-se que no período de entressafra, a venda de 100 kg da raiz fique em torno de R$ 350. Em tempo, a média de produção de mandioca em todo o Sertão do Araripe fica em torno de 500 mil toneladas por ano.

A proposta da Ambev de criar, produzir e comercializar um produto para um mercado específico vem de longa data. Exemplo disso é a cerveja Colorado e a Polar. Mas nenhuma dessas se restringe a comercialização única no seu estado de produção, como é o caso da pernambucana Nossa.

Região do Araripe é favorável

A cidade de Araripina tem uma posição estratégica que leva o destaque na produção da mandioca. É que as regiões onde existem as plantações na localidade têm altitude elevada, o que favorece o plantio. “A Serra do Araripe tem 800 metros acima do nível do mar e essa altitude é considerada a melhor para o cultivo de quase 300 mil hectares. Já a Serra do Inácio tem cerca de 21 mil hectares”, destaca o agricultor Silvano Coelho. Dessa forma, com a união entre altitude elevada, que gera facilidade para ventos, certa umidade e, por sua vez, propensão para receber as chuvas, a mandioca é favorecida nesse chão. Até porque a planta não necessita de um intenso regadio para conseguir se desenvolver. “O armazenamento de água que existe na planta é fundamental para a mandioca se destacar na seca. É a planta do Sertão”, diz.

Dentro do infinito das plantações dos agricultores araripinenses, destaca-se a distinção das duas variedades da raiz. “A mandioca brava é destinada para a indústria para ser obtido o féculo e só a partir daí ser comercializada para fins alimentícios”, comenta o engenheiro agrônomo, Vitor Pistoia. Não é possível comer essa variedade da planta assim que colhida, pois ela conta com ácidos que são tóxicos ao organismo humano e até o animal. Já a segunda vertente, que é conhecida como mandioca mansa, é a mais popular. “É a famosa macaxeira, que a gente pode cozinhar assim que colhe”, lembra.

O principal fim para a mandioca brava, era, até então, destinado para a produção de farinha.”%u201CNós armazenávamos as sacas que eram feitas nas nossas próprias casas de farinha e vendíamos umas e esperávamos o preço ficar melhor para vender outras”, lembra Vilmar. O agricultor, por arrendamento, planta em cerca de 400 ha para conseguir, hoje, dar conta da demanda vinda da multinacional. “Vendo aproximadamente 150 toneladas de mandioca para a Ambev”.

Por: Thainá Nogueira – Diario de Pernambuco


”Crise das livrarias Cultura e Saraiva é apenas a ponta do iceberg”, diz livreiro

Enquanto cresce lentamente o número de leitores no Brasil, cai o de livrarias

Livraria Cultura no Bairro do Recife fechou as portas em julho deste ano / Foto: acervo JC Imagem

Livraria Cultura no Bairro do Recife fechou as portas em julho deste ano
Foto: acervo JC Imagem

Edilson Vieira
Repórter de Economia

O mercado brasileiro de livros vai fechar o balanço de 2018 com mais leitores e menos livrarias. No primeiro semestre deste ano, o setor registrou faturamento 9,97% maior em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de vendas também subiu 5,24%. A tendência é fechar o ano de 2018 com números positivos, depois da queda de 9% em 2016 e um tímido crescimento de 3% no ano passado. Mas o que era para ser comemorado é apenas um capítulo da pior crise que o setor enfrenta nos últimos anos, com fechamento de pequenas, médias e grandes empresas. Panorama do Setor Cultural, feito pelo IBGE, mostra que em 2001, 42% dos municípios do País tinham livrarias, número que caiu para 27% em 2014.

As dificuldades financeiras das duas maiores redes de livrarias do País, Cultura e Saraiva, é a parte mais visível deste cenário. A primeira, fechou 20 livrarias (incluindo a megastore do Bairro do Recife, no último mês de julho), e está em processo de recuperação judicial, com uma dívida com fornecedores estimada em R$ 300 milhões. Segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), em março deste ano, a Saraiva comunicou às editoras que não pagaria os valores relativos às vendas do último período de Natal, volta às aulas e títulos universitários. Ainda segundo o Snel, no mês passado, a Cultura também interrompeu pagamento, descumprindo os acordos de confissão de dívida pactuados com as editoras.

Já a Saraiva divulgou na semana passada seu mais recente balanço. A dívida acumulada no semestre é de cerca de R$ 120 milhões, fazendo com que a empresa desista do comércio de produtos eletrônicos em suas lojas, feche pontos de venda deficitários e demita 700 funcionários. Pela Lei de Falências, a Saraiva precisaria convencer pelo menos 60% dos seus credores para entrar com o pedido de recuperação extrajudicial. As condições propostas pela livraria incluem concessão de desconto de 40% na dívida e prazo de pagamento de até dez anos.

LIVRARIAS

A ideia de recuperação extrajudicial da Saraiva foi rechaçada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que prefere que a empresa parta direto para a recuperação judicial, um processo mais rápido. Na assembleia do próximo dia 22, o sindicato vai expor a seus associados o conteúdo das conversas com ambas as empresas. Juntas, as redes Cultura e Saraiva chegam a representar quase 40% do faturamento de algumas editoras. “Ainda não chegamos a uma fórmula para salvar essas redes, afetadas por problemas de gestão. O Snel tem se empenhado em propor o debate e a união das editoras, que, sem receber pagamentos, vêm sofrendo com perda de capital de giro, redução do quadro de funcionários e do número de lançamentos. Lamentavelmente, a crise acontece às vésperas do período mais importante do ano, com as vendas da Black Friday, do Natal e da volta às aulas”, afirmou em nota o presidente do Snel, Marcos da Veiga Pereira.

Para o presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Bernardo Gurbanov, o aumento das vendas em 2018 é apenas uma lenta recuperação do mercado perdido nos últimos anos. Para ele, esta é a pior crise que o setor livreiro já enfrentou. “A recessão já vinha acontecendo há quatro anos. A Saraiva e a Cultura são apenas a ponta do iceberg. Muita gente já ficou pelo caminho, a exemplo da rede La Selva, conhecida pelas livrarias nos aeroportos. Ela não conseguiu cumprir as metas da recuperação judicial e acabou falindo”, lembra Gurbanov.

Pernambuco registrava em 2014, 73 livrarias, 64 delas no Recife. O presidente da ANL diz que o Brasil tinha, em 2013, 3.095 livrarias. Hoje são cerca de 2.500. Um número baixíssimo, segundo ele. “A Unesco recomenda uma livraria para cada 10 mil habitantes. Deveríamos ter, então, pelo menos 20 mil livrarias”, afirma.

SAÍDAS

Uma crise tão ampla não atinge apenas as livrarias, mas também as editoras. E não faltam críticas à política nacional para o setor. Presidente da Libre (Liga Brasileira de Editoras), que reúne cerca de 160 editoras independentes, Raquel Menezes acredita que o fim do Programa Nacional Biblioteca nas Escolas (PNBE), em 2014, aumentou a dependência de muitas editoras das vendas no varejo. Entre 2000 e 2014, o PNBE garantiu a compra e distribuição de 230 milhões de livros para bibliotecas escolares. Um investimento de R$ 891 milhões no período.

Em relação a possível concorrência dos livros eletrônicos sobre os tradicionais impressos, Raquel diz que isso está longe de ser um problema. “O e-book representa 1% do total de faturamento de livros no Brasil. Mesmo nos Estados Unidos a venda de e-books é menor”, afirma. Raquel chama a atenção para outra concorrência, segundo ela, desleal. A dos grandes atacadistas que vendem livros, muitas vezes apenas como chamariz para outros produtos, oferecendo descontos irreais ou até mesmo abaixo do preço de custo. Ela diz que é preciso respeitar a cadeia produtiva do livro que envolve editoras, distribuidoras, editoras e livrarias. “Um dos pontos que devem ser revistos é a consignação. Oitenta por cento dos livros vendidos atualmente chegam às lojas neste regime de venda que penaliza o editor, caso a livraria venda e não faça o repasse a quem botou o dinheiro na frente custeando a produção”, afirma.

O setor defende ainda a criação de uma lei do preço fixo, que estipule o teto máximo de 10% de desconto para os lançamentos. Esse teto seria válido por um ano. Pedido neste sentido está parado desde março deste ano na Casa Civil da Presidência da República. Representantes do setor reconhecem que o pleito tem poucas chances de avançar. Segundo a Associação Nacional de Livrarias (ANL), desde a década de 80, parte da Europa adota uma política regulatória de preço para os lançamentos, aplicando um desconto máximo de 5% sobre o preço de capa. O presidente da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Ricardo Leitão, mostra que é possível seguir em frente em meio à tormenta. A Cepe está completando 10 anos em 2018 com um robusto catálogo de 340 títulos neste período e 11 lançamentos apenas este mês. É a editora oficial que mais publica livros no Brasil. Leitão diz que publicar é uma espécie de “missão” para o editor. “Os livros representam a menor parcela do faturamento da Cepe (menos de 4%). Mesmo assim, investimos em relançamentos de títulos clássicos e novos autores. Pernambuco tem atualmente 15 editoras, apesar deste cenário difícil para o mercado.”

Leitão diz que o segmento livreiro tem que se reinventar, tanto em termos de gestão, como não dando às costas às novas tecnologias. “O setor de comunicação todo está se reinventando”, conclui. Ele admite que o livro custa caro para a maioria da população, mas acredita que um preço mínimo só é possível com o subsídio do governo, embora a Cepe tenha orçamento próprio. Aponta que a publicação de edições com matérias-primas mais baratas também é uma saída. A necessidade de formar novos leitores é uma preocupação de todos os entrevistados ouvidos nesta reportagem. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, mais da metade da população brasileira se considera leitora, embora leia menos de cinco livros por ano. A Bíblia é o preferido. Ainda segundo a pesquisa, 30% dos brasileiros adultos nunca compraram um livro.

JC Economia


Geraldão tem novo prazo para ser entregue

Reforma do ginásio poliesportivo se arrasta desde 2013

Restauração do Geraldão está 75% concluída / Felipe Jordão/JC Imagem

Restauração do Geraldão está 75% concluída
Felipe Jordão/JC Imagem

Quem costuma transitar pela Avenida Marechal Mascarenhas de Morais, no bairro da Imbiribeira, certamente já deve ter demonstrado descontentamento ou, no mínimo, curiosidade a respeito da situação do Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, ou apenas Geraldão, com a devida grandeza que é sugerida pelo aumentativo no apelido.

Afinal, há um bom tempo que tapumes, ferragens e entulho se tornaram parte da paisagem local. Mais precisamente, há cinco anos e quatro meses, desde que as obras de revitalização do espaço tiveram início, em julho de 2013.

Desde a fundação em 1970, sob administração da Prefeitura do Recife – à época entre os três maiores ginásios do Brasil – o Geraldão já surgiu como principal palco de eventos esportivos indoor e culturais de Pernambuco, como o memorável show dos Doces Bárbaros, em 76. Com o passar dos anos, no entanto, o equipamento histórico projetado pelo arquiteto e urbanista Ícaro de Castro Melo, não acompanhou a modernização. Ou melhor, não acompanhava.

Galeria de imagens

Pronta e já entregue, o parque aquático tem piscina semiolímpica de 25m e de hidroginástica

Legenda
Filipe Jordão / JC Imagem

Filipe Jordão / JC Imagem

Bilheteria está pronta e já foi depredadado

Filipe Jordão / JC Imagem

Entrada foi ampliada e ganhou mais espaço na calçada

Isso porque, após nova visita realizada pela reportagem do JC, constatou-se que o Geraldão alcançou o seu estágio mais avançado no processo de reestruturação, estimado como 75% do total realizado. E de acordo com o Gabinete de Projetos Especiais da Prefeitura, a obra ganha ainda um novo prazo de conclusão, previsto entre o fim de fevereiro e o começo de março de 2019. Um “breve cochilo’ a mais, pode-se dizer, para um gigante que está prestes a acordar.

A obra, orçada no total de R$ 43 milhões, já teve investidos cerca de R$ 28 mi, sendo R$ 23,8 mi provenientes da Prefeitura do Recife e os demais R$ 4,2 mi advindos do Governo Federal por meio de convênio anunciado ainda em junho de 2013. De lá para cá, foram inúmeros adiamentos e até mesmo paralisação, com visita do Jornal do Commercio constatando até falta de profissionais na obra, em maio do ano passado.

Para justificar tamanho atraso na maior requalificação da história do ginásio, a Prefeitura do Recife recorre à crise econômica enfrentada pelo país e, consequentemente, pelo setor de construção civil.

Recentemente, após a última retomada às obras em novembro de 2017, ficou determinado o segundo semestre de 2018 como prazo. No entanto, uma alteração no projeto de climatização da área interna do Geraldão gerou mais um intervalo para o processo burocrático de licitação a ser aprovada pela Caixa Econômica Federal, financiadora da obra.

Apesar do novo adiamento, a impressão provocada após a última visita da equipe de reportagem é animadora. Etapas fundamentais para a liberação do Geraldão já foram concluídas. Grande parte da etapa da construção civil, inclusive, já atravessa fase de acabamento, com instalações hidráulicas e elétricas devidamente distribuídas.

PROJETO

O projeto de revitalização do ginásio apresenta um tratamento especial, agregando modernidade e conforto às características originais do Geraldão. Da estrutura original de concreto, nenhuma mudança. De acordo com o engenheiro responsável pela obra e chefe do Gabinete de Projetos Especiais da Prefeitura do Recife, João Guilherme Ferraz, a base original de concreto não sofreu danos estruturais ao longo das décadas. A área interna do estádio, porém, sofreu a maior deterioração, graças ao contato com água da chuva, inerente da falta de cobertura a que o equipamento foi submetido por um determinado período durante a obra.

O conceito de qualidade e conforto pode ser visto desde as novas rampas metálicas de acesso, no layout dos assentos novos e no cuidado com acessibilidade e qualidade dos espetáculos com transmissão pela imprensa e iluminação, além do devido conforto a atletas que farão uso do equipamento. Ao mesmo tempo, a preservação do charme de um equipamento histórico se apresenta na manutenção de detalhes originais, a exemplo dos tijolos com furos e material característicos, que ajudam na preservação do sistema acústico do Geraldão.

JC Online


Mais de 600 cidades podem ficar sem médicos após saída de cubanos

Programa Mais Médicos não contará mais com 8,3 mil médicos cubanos

© ED FERREIRA/ESTADAO Programa Mais Médicos não contará mais com 8,3 mil médicos cubanos

SÃO PAULO – Com a saída dos 8.332 médicos cubanos que integram o programa Mais Médicos, ao menos 611 cidades brasileiras podem ficar sem médicos a partir do próximo ano, de acordo com estimativa de secretarias municipais de saúde.

O alerta foi feito neste sábado, 17, por Mauro Junqueira, presidente do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Segundo ele, os médicos cubanos foram os únicos a aceitar trabalhar em unidades de saúde localizadas nas cidades mais distantes, isoladas ou pobres do País. Junqueira afirma que dificilmente será possível substituir todos os profissionais nessas localidades, tendo em vista que os médicos brasileiros preferem trabalhar nos grandes centros urbanos.

O Conasems calcula que os médicos cubanos representam mais da metade dos profissionais contratados pelo programa, que permitiu acesso à saúde a cerca de 29 milhões de brasileiros. No País, 79,5% dos municípios (3.243 de 5.570) são beneficiados pelo Mais Médicos e os cubanos representam 90% dos profissionais que aceitaram atuar em postos de saúde em aldeias indígenas. Além disso, compõem 100% do quadro em 611 cidades.

“O cancelamento abrupto de seus contratos representará uma perda cruel para toda a população, especialmente a mais pobre”, alertou, em comunicado, o Conasems. “Algumas regiões provavelmente ficarão sem médico por um período entre 60 e 90 dias. Tudo vai depender da rapidez do Ministério da Saúde para contratar os substitutos. O Conselho Federal de Medicina assegura que há médicos disponíveis no Brasil. Vamos rezar para que todos se inscrevam”, afirmou Junqueira.

A possibilidade de que milhões de brasileiros fiquem sem assistência médica levou a Defensoria Pública da União a apresentar um recurso na última sexta-feira, 16, à Justiça Federal para obrigar o governo a manter as regras atuais do programa.

Na última quarta-feira, 14, o governo de Cuba anunciou a decisão de abandonar o programa após declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Ele afirmou que os profissionais trabalham em condições de escravidão e condicionou a permanência do programa à realização do processo de revalidação do diploma. Também falou que o acordo poderia ser renovado se os profissionais pudessem trazer a família ao Brasil e recebesse pagamento integral – sem repasses ao governo cubano. Os médicos cubanos devem sair do Brasil nas próximas semanas.

O Ministério da Saúde anunciou que vai lançar, ainda neste mês, um edital para contratação de médicos brasileiros e de outros países que possam substituir os cubanos.

Soluções emergenciais

A Associação Médica Brasileira (AMB) emitiu uma carta onde apresenta soluções emergenciais para evitar que pacientes fiquem sem assistência médica no País. A entidade foca em três pontos: a reformulação do Piso de Atenção Básica (PAB), o reforço no atendimento em áreas indígenas e de difícil acesso e o incentivo à adesão ao programa por profissionais jovens.

No que diz respeito ao PAB, a associação sugere que a União aumente o valor repassado para que os municípios possam contratar profissionais da região e que o cálculo seja reformulado para que municípios menores recebam mais recursos.

Para as áreas mais remotas, a proposta é aumentar o investimento nas Forças Armadas, que, segundo a entidade, tem experiência em regiões de difícil acesso e poderia levar “não somente médicos para esses locais, mas toda a infraestrutura necessária para a saúde: transporte de medicamentos, deslocamento de profissionais, hospitais de campanha, helicópteros e barcos para remoção em locais de difícil acesso. Para isso, usaria o efetivo atual de médicos das Forças Armadas, incrementaria o efetivo por concurso e selecionaria também novos Médicos Oficiais Voluntários para atuarem de forma temporária.”

No caso dos profissionais em início de carreira, a proposta da AMB seria a criação de subsídios e incentivos aos jovens médicos com dívida no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). “Durante o período em que os médicos atuarem no programa, as parcelas do financiamento ficam suspensas. Além disso, haverá o benefício de descontos no montante geral da dívida, de acordo com o tempo de permanência e o município ou região escolhido (quanto menor o município ou de mais difícil provimento, maiores os descontos). Também é preciso garantir as mesmas condições ofertadas aos cubanos hoje: moradia, alimentação e transporte.”

Em seu posicionamento, a AMB criticou o programa e o classificou como “eleitoreiro”. Afirmou que o problema da assistência médica no Brasil não está relacionada à falta de médicos, mas de “políticas públicas que atraiam e fixem esses médicos nos municípios”. Para a entidade, a solução definitiva para o problema seria a criação de uma carreira médica de Estado. Segundo a AMB, há 458.624 médicos no País e esse número é suficiente para as demandas da população. /COM

AGÊNCIAS

Estadão


Médicos Cubanos em Portugal

Os Centros de Saúde do Alentejo e Algarve, em Portugal, desde sempre têm tido grandes dificuldades na contratação de médicos, de modo que, o Ministério da Saúde tem vindo a contratar médicos cubanos para exercerem funções nessas áreas geográficas.

Imagem de Médico (Autor: Imagem em domínio público)

Um médico cubano custa mais ao estado do que um médico português (Autor: Imagem em domínio público)

O que tem feito com que esta medida seja considerada polémica é o fato de estes médicos representarem custos superiores ao governo português do que os custos que teriam com médicos nacionais.

À medida que se vêm a acumular os cortes na função pública, José Manuel Silva, o bastonário da Ordem dos Médicos, garante que, caso fossem oferecidas as mesmas condições que estão a ser oferecidas aos médicos cubanos (4230 euros por mês, mais casa, água e luz), provavelmente também muitos médicos portugueses estariam disponíveis para se mudarem.

Este valor foi já revisto, sendo que, inicialmente, era de 5900 euros mensais.

Calcula-se que o montante já pago pelo Serviço Nacional de Saúde, no contexto dos médicos cubanos, rondará os 12 milhões de euros, sendo que uma parte deste valor foi entregue às autoridades cubanas com o objectivo de se financiar a formação e o serviço de saúde em Cuba.

Em maio de 2014, o número de médicos cubanos em Portugal recebeu um incremento de 52 profissionais da saúde, o que, segundo o bastonário da ordem dos médicos, não faz nenhum sentido, uma vez que representa um custo de quase o dobro do que seria pago a médicos portugueses, estando estes a emigrar atualmente por falta de condições.

O desafio que os profissionais de saúde têm vindo a lançar ao governo português é que passe a pagar esse mesmo valor aos médicos portugueses, já que a falta de médicos tende a agravar-se, não só pelo cada vez maior número de médicos jovens que estão a emigrar, mas também porque o número de médicos que se estão a reformar continua a aumentar.

EMFORMA-PT


Maratona de soluções inovadoras será realizada no Recife

Um dos projetos criados por meio da metodologia maker é o Parkletric, um parklet com pontos de carregamento USB e wifi gratuita na Praça do Arsenal

Maratona maker promove soluções inovadoras para problemas urbanos

Maratona maker promove soluções inovadoras para problemas urbanos
Foto: Divulgação

A makeathon, ou hackaton maker, é uma maratona que utiliza a fabricação digital para solucionar problemas urbanos, principalmente nas comunidades em situação de vulnerabilidade social. No Recife, será realizada a Makeathon Comunidades, entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro, visando pensar soluções práticas inovadoras para a Comunidade do Pilar, na área central da capital.

O evento será realizado por meio de uma parceria entre a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e o Fab Lab Recife, localizado no Shopping Paço Alfândega, Bairro do Recife, onde será realizada a maratona. Os interessados poderão se inscrever na página do Fab Lab Recife a partir da segunda-feira (19). A seleção será feita por meio de critérios técnicos, levando em consideração a análise do currículo.

Organizadores do Fab Lab Recife percorrerão as ruas da Comunidade do Pilar para apresentar a ação, realizar uma roda de diálogo sobre a cultura maker e tentar entender as principais questões locais a partir de uma dinâmica, por meio da qual também serão selecionados 10 moradores para integrarem as equipes da maratona, levando consigo a visão do cidadão-usuário.

Os projetos serão avaliados com notas de 0 a 10 de acordo com os seguintes critérios: impacto social, qualidade e visibilidade e, por fim, criatividade e inovação. A equipe vencedora receberá a premiação em vale compras, equivalentes a R$ 15 mil reais (R$ 3 mil por participante), além da oportunidade de desenvolver o artefato vencedor em escala real no Fab Lab Recife, instalá-lo na comunidade e monitorá-lo por até 03 semanas; a segunda colocada receberá a premiação no equivalente a R$ 10 mil reais também em vale compras (R$ 2 mil por participante); e a terceira colocada, R$ 5 mil (R$ 1 mil por pessoa).

Projetos já desenvolvidos em Pernambuco por meio da metodologia maker incluem o Parkletric, um parklet com pontos de carregamento USB e wifi gratuita que uniu arte, tecnologia, funcionalidade e estética na Praça do Arsenal; e o Pedeluz, uma luminária fotovoltaica sensitiva criada para prover uma maior sensação de segurança para as pessoas nas calçadas.

Serviço – Makeathon Comunidades
Data: 30/ 11 a 02/12
Período de inscrições: 19 a 21/11
Site para inscrições: www.fablabrecife.com/makeathonchesf
Divulgação das pessoas selecionadas: 23/11
Local: Fab Lab Recife – Paço Alfândega. Rua da Alfândega, nº 35, loja 307


Médicos cubanos estão em 62 países e são maior fonte de divisas

Médicos cubanos estão em 62 países e são maior fonte de divisas

(Arquivo) Médicos cubanos em Brasília, em 22 de outubro de 2013 – AFP/Arquivos

Médicos cubanos trabalhavam em 62 países no fim de 2016, em 35 dos quais o governo cobrou por seus serviços, segundo estatísticas oficiais publicadas nesta segunda-feira.

A venda de serviços profissionais, fundamentalmente médicos, é a principal fonte de divisas para a ilha, acima do turismo.

Em um artigo recente publicado pelo site oficial Cubadebate, o ex-ministro da Economia José Luis Rodríguez calculou que esta atividade forneceu “um (valor) estimado de 11,543 bilhões de dólares na média anual entre 2011 e 2015”.

O Anuário Estatístico de Saúde 2016 revela que os profissionais cubanos estão em 24 países da América Latina e do Caribe; 27 da África subsahariana; dois do Oriente Médio e da África setentrional; sete da Ásia Oriental e do Pacífico, além de Rússia e Portugal.

A edição digital do Anuário, publicada pelo site especializado Infomed (www.sld.cu), não registra a quantidade de profissionais que intervêm nessas missões, mas segundo o Ministério da Saúde, em meados de 2015 eram mais de 50.000, a metade deles médicos.

Além de Venezuela e Brasil, os mercados mais importantes, os médicos cubanos estão em países como Catar, Kuwait, China, Argélia, Arábia Saudita e África do Sul.

Ainda com a aguda crise na Venezuela, o maior sócio comercial de Cuba, a venda de serviços médicos supera as receitas da florescente indústria turística, que se situaram em 2,8 bilhões de dólares em 2016.

A ilha também oferece serviços gratuitos mediante o chamado Programa Integral de Saúde, destinado a 27 países com menos recursos como Haiti, Bolívia, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Honduras, Etiópia, Congo, Tanzânia, Zimbábue, entre outros.

Segundo o Anuário, Cuba encerrou 2016 com 90.161 médicos, incluindo os que trabalham no exterior.

O Estado cubano financia por completo o sistema de saúde, uma de suas conquistas mais divulgadas, junto com a educação universal gratuita.

Um total de 493.368 pessoas trabalham no sistema, incluindo 16.852 odontólogos, 89.072 enfermeiros e 63.471 técnicos.

A ilha mantém também a formação de médicos para outras nações, na Escola Latino-americana de Medicina (ELAM), onde 2.326 estudantes cursam atualmente os seis anos da carreira, aponta o Anuário.

AFP


VOCÊ SABIA QUE QUALQUER HOMENAGEM A DOM PEDRO l É PROIBIDA EM PERNAMBUCO?

O Pernambuco que foi tirado por Pedro I

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Paulo Goethe

O mapa que ilustra esta postagem foi publicado no Diario de Pernambuco de 17 de janeiro de 1960. Apresenta o que significaria a reintegração da Comarca do São Francisco a Pernambuco. Com isso, o estado teria novamente acesso imediato ao Piauí, Maranhão, Goiás, Minas Gerais e Bahia, alcançando uma área total de 200 mil quilômetros quadrados, mais que o dobro do que é atualmente.

Há 56 anos, o jornal participava de uma campanha da bancada pernambucana para reaver o território à margem esquerda do Rio São Francisco que foi entregue a mineiros e baianos por Dom Pedro I, em 1824, como punição pela deflagração da Confederação do Equador. Vale lembrar que, em 1817, a Comarca de Alagoas já havia sido desmembrada de Pernambuco após a Revolução de 1817. Isso explica porque o homem que deu o grito da independência não se tornou nome de logradouro na terra dos altos coqueiros.

A questão da Comarca do São Francisco estava registrada na Constituição de Pernambuco em 1947. O território passou a pertencer, inicialmente a Minas Gerais, por decreto imperial, passando para a Bahia em 1827. Os jornalistas e historiadores Mário Melo, Flávio Guerra, Gonçalves Maia e Pereira da Costa escreveram livros sobre o tema, sempre advogando a correção de um erro histórico.

A volta da reivindicação pernambucana por seu antigo território devia-se ao monsenhor Arruda Câmara, deputado que queria corrigir uma “ingratidão” da República em relação a uma punição injusta praticada na época do Império. O Diario registrou a luta do religioso através de uma série de reportagens assinadas por Severino Barbosa. Nelas, políticos e magistrados defendiam a reanexação.

Em editorial assinado no dia 6 de julho de 1961, Aníbal Fernandes demonstrava que um ano e meio de discussões não resultaria em vitória. “Não creio que nada se modifique. Fez-se a República; e o regime que ascendera ao poder, com o sangue do padre Roma, de Frei Caneca e do padre João Ribeiro, não deu um passo para demovê-lo. Fez-se uma Revolução, que se dizia não vir para perdoar, mas para punir (punir os ladrões, punir as injustiças, corrigir os erros) e nada fez”. E assim se fez. Mais uma vez.

 


Um celular poderia durar 12 anos se sua vida não fosse encurtada de propósito

A Espanha não tem legislação que penalize a obsolescência programada

Resultado de imagem para celular

Meias que se esgarçam no primeiro uso, lâmpadas com vida útil de apenas 1.000 horas e máquinas de lavar roupa que funcionam pouco mais de cinco anos. A obsolescência programada afeta produtos de múltiplos setores, entre os quais estão os têxteis, os eletrodomésticos e, também, os smartphones, que em muitos casos ficam mais lentos e começam a falhar dois anos depois de comprados.

“No momento, absolutamente todos os fabricantes de telefones celulares adotam essa prática. Quando o celular fica mais lento ou certos aplicativos não funcionam, o usuário já começa a pensar que é normal”, afirma Benito Muros, presidente da Fundação Energia e Inovação Sustentável Sem Obsolescência Programada (Feniss). Atualmente, a vida útil de um telefone, observa ele, é de dois anos. Depois disso, é comum que eles comecem a dar problemas e Muros explica que o reparo pode custar até 40% do que se gastaria na compra de um novo. “Se a obsolescência programada não existisse, um telefone celular teria uma vida útil de 12 a 15 anos”, diz.

A Autoridade Garantidora da Concorrência e do Mercado da Itália (AGCM, na sigla em italiano) impôs há duas semanas uma multa de cinco milhões de euros (222 milhões de reais) à Samsung e outra de dez milhões à Apple por forçarem os clientes a realizar atualizações de software que tornam os telefones celulares mais lentos. Ambas as empresas foram acusadas pela AGCM de adotar “práticas comerciais desleais” que causaram “avarias graves [nos dispositivos] e reduziram significativamente seu funcionamento, acelerando assim a sua substituição por produtos mais novos”.

Essas multas representam “um começo para falar sobre obsolescência programada”, explica Enrique Martínez Pretel, membro do Conselho Geral de Associações de Engenharia de Informática da Espanha e CEO da empresa de especialistas em informática Evidentics. Mas esta soma “não é nada para essas empresas”: “A Apple ganhou 16,04 bilhões de euros (70 bilhões de reais) somente no quarto trimestre de 2014, o ano em que saiu o iPhone 6, que é o dispositivo sobre o qual se impôs a multa”.

Falta de legislação na Espanha

Na Espanha, o Decreto Real 110/2015, de 20 de fevereiro, relativo aos resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos, inclui entre as obrigações dos fabricantes que estes dispositivos sejam projetados e produzidos de modo que sua vida útil seja prolongada o máximo possível. A Comissão Europeia propõe que em 2020 a informação de durabilidade seja obrigatória para os fabricantes, de acordo com Martínez Pretel.

Enquanto em países como a Itália e a França já são promulgadas leis para a proibição total destas práticas, na Espanha não há nenhuma legislação que penalize a obsolescência programada. Em 2016, o Partido Socialista propôs em seu programa eleitoral “proibir e penalizar de forma estrita as práticas de obsolescência tecnológica forçada dos produtos por parte das empresas”. A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, em abril de 2017, uma proposta de lei do Grupo Parlamentar Socialista que instava o Governo do Partido Popular a proibir a obsolescência programada.

Um celular poderia durar 12 anos se sua vida não fosse encurtada de propósito

A França foi o primeiro país europeu a introduzir medidas para erradicar esse tipo de práticas que não podem ser mantidas porque exigem o uso de recursos naturais finitos, geram grandes quantidades de resíduos e uma perda econômica para o consumidor, além de ter consequências negativas para a saúde pública e o meio ambiente”, explicou a porta-voz socialista da área de consumo, Begoña Tundidor.

O Ministério para a Transição Ecológica explicou a El País que para o Governo é essencial implementar ações que sejam promovidas e aplicadas em toda a União Europeia. A Comissão Europeia apresentou em dezembro de 2015 o Plano de Ação para uma economia circular na Europa, que visa analisar as diferentes fases do ciclo de vida dos produtos. Fontes do ministério afirmam que nesse plano “estava previsto que em 2018 se avaliasse na comunidade europeia a possibilidade de elaborar um programa independente de testes sobre a obsolescência programada”. “Teremos que esperar os trabalhos da Comissão Europeia sobre esta questão”, argumentam.

Organizações como a Feniss e a Amigos da Terra tentam conscientizar os políticos sobre a importância de acabar com esse vácuo legal. Esta última iniciou uma campanha em 2017 para pedir ao Ministério das Finanças uma redução do IVA sobre os serviços de reparação e de artigos de segunda mão e de aluguel –dos atuais 21% para 10%. “Temos quase 5 mil assinaturas e nos reuniremos em breve com os ministérios para tentar viabilizar esta demanda”, diz Alodia Pérez, responsável pelos Recursos Naturais e Resíduos de Amigos da Terra.

Pérez diz que as pessoas trocam de celular em média uma vez por ano e que os primeiros telefones celulares tiveram uma vida útil de até seis anos. “Vivemos na era da obsolescência programada. Não só em celulares, mas também em móveis, calçados e eletrodomésticos. As máquinas de lavar roupa que nossos pais tinham duravam 20 ou 30 anos e agora duram pouco mais de sete”, afirma. Ela diz que essa é uma estratégia de mercado muito consolidada para poder continuar vendendo.

O Ministério da Transição Ecológica expôs a este jornal sua preocupação com o efeito direto dessas práticas “no aumento do volume de resíduos gerados e no aumento no ritmo da produção desses resíduos”. O presidente da Feniss explica que “todos os anos geramos 30 bilhões de toneladas de lixo eletrônico”. Em 2025, serão 53,9 milhões de toneladas de resíduos de produtos eletrônicos, segundo o Escritório Internacional de Reciclagem. “Não podemos continuar consumindo como fazemos porque daqui a 20 anos não haverá matérias-primas e vamos nos afogar em nosso próprio lixo”, conclui Muros.

Apple e Samsung negam essas práticas

A Apple foi multada há duas semanas pela Autoridade Garantidora da Concorrência e do Mercado da Itália (AGCM) porque não informou os usuários do iPhone 6 que a atualização iOS 10 exigia um gasto maior de energia e poderia causar “paradas repentinas”, de acordo com esse órgão. Além disso, a Apple levou uma multa maior do que a Samsung porque não informou corretamente os usuários sobre a vida útil das baterias de lítio de seu telefone e alguns fatores que contribuem para a sua deterioração.

Este jornal entrou em contato com a empresa, que não divulgou uma avaliação oficial da multa imposta pela Itália, mas afirmou que sua posição em relação ao desempenho das baterias do iPhone é a mesma divulgada em um comunicado em 28 de dezembro de 2017. A Apple se desculpou depois que o Geekbench, um blog que mede as taxas de desempenho de telefones celulares, descobriu um dado incomum: o desempenho do iPhone caía, sem causa aparente, após um ou dois anos de uso. “Nunca fizemos nada que intencionalmente encurtasse a vida de um produto da Apple”, disse a empresa. Mas, para responder às queixas de clientes, anunciou a redução mundial até dezembro de 2018 do preço de substituição da bateria fora da garantia, de 89 euros para 29 euros (de 380 reais para 125 reais), para todos os modelos do iPhone 6 ou um modelo posterior.

A Samsung, de acordo com a AGCM, insistiu em que os usuários do Galaxy Note 4 instalassem em seus telefones celulares o Android 6.0 Marshmallow. Mas não avisou que essa atualização poderia causar falhas no telefone que teriam um alto custo de reparo porque a maioria dos celulares já estava fora da garantia. A empresa se mostrou “decepcionada” com a decisão do órgão e negou ter lançado qualquer atualização de software que reduzisse o desempenho do Galaxy Note 4. “Vamos tomar as medidas legais necessárias para recorrer da decisão da Autoridade da Concorrência italiana”, afirmou a Samsung.

El País


Bar de Tapas no estilo espanhol inaugura em Casa Forte

O cardápio é assinado pelo chef Lucas Muniz – Crédito Arquivo Pessoal

Recife vai ganhar o primeiro bar de tapas, estilo espanhol de petiscar, localizada no bairro de Casa Forte. A casa de Mirella Amorim e Maria Dulce Santos vai chamar Nosotros.

O cardápio é assinado pelo chef Lucas Muniz e terá versões de pratos típicos da culinária hispânica, além de algumas releituras com temperos abrasileirados e diversificada carta de drinques.

Entre as receitas, as papas bravas (batatas fritas cobertas com molho da casa), o pulpo a la gallega (polvo cozido com azeite de ervas), croquetas, bocadillos e a tradicional paella de frutos do mar. A inauguração está prevista para o dia 20 de novembro.


Voos diretos do Recife para Vitória operados a partir de fevereiro

A novidade foi anunciada esta semana pelo Governo do Estado de Vitória – Crédito: André Sobral/PMV

Recife incluiu mais um destino em sua rota. Agora vai passar a ter voos diretos para Vitória, no Espírito Santo, a partir de fevereiro do próximo ano. A novidade foi anunciada esta semana pelo Governo do Estado.

O novo voo será operado pela Azul Linhas Aéreas, com saídas diárias, partindo do Recife às 15h35 e de Vitória às 19h35, com duração de aproximadamente 2h20.
A escolha foi estratégica: Recife é um centro de conexões da Azul e uma rota de distribuição para destinos das regiões Nordeste e Norte do Brasil.