Cinema São Luiz se renova através da produção pernambucana

Segundo o programador Geraldo Pinho, o cinema de rua, localizado no centro do Recife, tem provado o desenvolvimento da indústria cinematográfica no Estado, com sessões marcadas por filas

Por: Mariana Mesquita 

Geraldo Pinho é um entusiasta do cinema pernambucano

Um fenômeno curioso tem acometido nos últimos meses o Cinema São Luiz, no bairro da Boa Vista, no centro do Recife. A surpresa e alegria com a novidade se refletem na postagem do cineasta Kleber Mendonça Filho (dos premiados “Aquarius” e “Bacurau”). Há alguns dias, ele escreveu: “uma sala de 1952, com mil lugares, na rua, atraindo públicos incomuns para filmes feitos na própria cidade, e num momento destrutivo para a Cultura. Isso não é normal e deve ser protegido”.

A tendência, segundo o programador do São Luiz, Geraldo Pinho, se deu de forma planejada, mas com impacto inesperado. “Em maio, eu tinha conhecimento de que iam entrar basicamente seis filmes pernambucanos em cartaz, o que é algo muito importante dentro desse processo de desmonte, dessa tentativa de acabar com o segmento da Cultura. Mas os meses de junho e julho acabaram tendo um público bem acima da média obtida desde a retomada do cinema, em 2010”, aponta. 

Em números, isso significa cerca de cem pessoas por sessão. “Alguém pode pensar que é pouco, ainda mais se falando de um espaço com quase mil lugares disponíveis. Mas se trata de um nicho específico, de cinema independente, de arte”, alerta Geraldo. 

O programador entende como crucial para o São Luiz este crescimento no movimento

O programador entende como crucial para o São Luiz este crescimento no movimento – Crédito: Julya Caminha

Das 3.300 salas existentes no País, apenas 200 possuem esse perfil. “A gente não exibe ‘Vingadores’, filmes do tipo blockbuster. Então, comparativamente, atrair cem pessoas significa cerca de 50% da lotação de uma sala padrão, que tem geralmente cerca de 200 lugares. Isso é muito bom. A gente está alcançando um público fenomenal se comparado ao resto do Brasil”, comemora.

Pelo São Luiz já passaram “Divino Amor”, de Gabriel Mascaro; “Organismo”, de Jeorge Pereira; e “Estou me guardando para quando o Carnaval chegar”, de Marcelo Gomes. Na sequência, vêm “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, “A Serpente”, de Jura Capela; e, no fim do ano, “Marighella”, de Wagner Moura. 

Após Kleber ter ganhado notoriedade pelos protestos em Cannes, durante o processo de impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, na época de “Aquarius”; e do cineasta ter sofrido retaliações do governo federal e, ainda assim, recebido diversas premiações em festivais em todo o mundo, “Bacurau” tornou-se um dos filmes mais aguardados do momento. “No dia em que começamos a vender os ingressos, uma moça entrou na fila às 5h20 da manhã. Abrimos às 11h e, às 12h34, já não havia mais ingresso para a primeira sessão”, relata Geraldo Pinho. 

Amante do cinema, Geraldo não esconde a felicidade em constatar que “Bacurau” será exibido em salas comerciais, nos shoppings. “É fundamental ver essas salas ligadas à indústria cinematográfica se interessando por um filme pernambucano, gravado na Paraíba. O que o cinema brasileiro precisa é de tela, de espaço para se mostrar. O público precisa ver os nossos filmes, eles têm que ser escancarados. Essa é uma forma crucial de resistência”, explica. 

Segundo ele, esse movimento também tem ajudado a trazer gente nova para a plateia do São Luiz. “A gente tem, sim, um público de base com forte viés político. Mas esses filmes têm trazido um público novo, que nunca tinha estado aqui ou que há anos não vinha ao São Luiz. Isso é vital para a nossa sobrevivência. O cinema precisa de plateia”, finaliza.

Folha PE


Coco Bambu abre unidade no Derby e inaugura novo restaurante em Boa Viagem

Afrânio e Daniela Barreira, fundadores do Coco Bambu - Foto: Dayvison Nunes / JC Imagem
Afrânio e Daniela Barreira, fundadores do Coco Bambu – Foto: Dayvison Nunes / JC Imagem

Recife tornou-se uma praça interessante para a rede Coco Bambu. A boa ocupação do restaurante no Shopping Recife, aberto há três anos, e o frisson em torno das notícias sobre uma nova unidade são bons termômetros para o casal fundador, Afrânio e Daniela Barreira, que veio à capital pernambucana, nesta quarta (15), para anunciar duas novidades.

Ainda no primeiro semestre de 2020, a rede vai inaugurar um novo restaurante, chamado Vasto, em Boa Viagem; e no final do ano que vem, a segunda unidade do Coco Bambu, desta vez no Derby, onde ficava o Spettus.

As novas casas têm como sócios locais os mesmos da já existente aqui: Célio Vilela, Eduardo Medeiros e Tércio Santos. Elas estão dentro de um projeto de expansão ambicioso da rede Coco Bambu – que hoje conta com 35 e planeja chegar a 50, até o fim de 2020.

Coco Bambu

O projeto do Coco Bambu no Derby, que ainda será submetido a aprovação, substitui o atual prédio por um vertical. Na planta há um grande restaurante, para 700 pessoas, três pavimentos de estacionamento e um rooftop com bufê para festas. A brinquedoteca deverá ter uns 500 m², e a área total é de 4 mil m². A intenção é abri-lo no final de 2020, preferencialmente em novembro.

Vasto

Já no primeiro semestre, após o Carnaval, a rede vai pôr em funcionamento, em Boa Viagem, o Vasto, novo restaurante da rede.

De acordo com Afrânio Barreira, CEO do Coco Bambu, a inspiração é uma casa de carnes nova-iorquina.

Mas, além de carnes, o cardápio terá sanduíches, saladas e sushis. Mais arrojada, a decoração apontará para um projeto luminotécnico de chamar atenção. Por ainda não ter assinado o contrato, o local não foi divulgado.

Como tudo começou

O Coco Bambu nasceu em 2001, em Fortaleza, depois da boa experiência do casal com a pastelaria Dom Pastel, no bairro da Aldeota. Em 2005 ocorreu a expansão para Salvador, e entre 2009 e 2010, para Brasília. Já em 2012, o restaurante chegou a São Paulo, quando ganhou projeção nacional e iniciou seu projeto de expansão.


Torcida recebe de forma acalorada os novos uniformes do Sport

Torcida do Sport compareceu em peso ao lançamento dos uniformes. Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
Torcida do Sport compareceu em peso ao lançamento dos uniformes.
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem

Um evento em vermelho e preto. A festa rubro-negra que marcou o lançamento oficial dos uniformes do Sport fabricados pela Umbro aconteceu na noite desta quinta-feira (15), numa casa de festa, no bairro do Derby, repleta de expectativa. Afinal de contas, os torcedores leoninos nunca demonstraram simpatia pelas camisas feitas pela antiga fornecedora de materiais esportivos.

Antes do grande momento – a apresentação do novo manto do Sport -, coube a banda Papaninfa agitar os torcedores rubro-negros que compareceram ao evento e esperavam para conferir o tradicional desfile dos atletas com os uniformes. O grupo pernambucano subiu ao palco às 19h30 e de cara ganhou o público ao som de muito pop-rock nacional e internacional. Depois de quase uma hora de show, às 20h25, uma breve pausa. O suficiente para a torcida leonina não perder a oportunidade e já puxar o Cazá, Cazá. O show se estendeu até às 21h.

O momento mais aguardado, de revelar os novos designes das camisas do Leão, só aconteceu por volta das 22h15. Do elenco rubro-negro, estiveram presentes e participaram do desfile no evento de lançamento dos uniformes do Sport feitos pela Umbro o goleiro Luan Polli, os zagueiro Adryelson e Rafael Thyere, o lateral-esquerdo Sander, os volantes Charles e Ronaldo, o meia Leandrinho e os atacantes Guilherme, Hyuri e Hernane.

Com um estilo retrô, o uniforme número um do Sport despertou o lado saudosista do torcedor rubro-negro, já que lembra bastante ao que foi utilizado na temporada 2000 (na marcante campanha na Copa João Havelange, quando o Leão terminou na quinta colocação). O padrão principal conta com seis listras grossas vermelhas e pretas (três de cada). A gola, em formato em V, traz um sutil detalhe na cor amarela, assim como a marca da Umbro recebeu a mesma coloração. Nas mangas, detalhes em marca d’água com vários leões.

Foto: Filipe Jordão/JC Imagem

Já o padrão número dois surgiu com ar mais moderno. Na cor branca, o manto reserva do Leão apresentou duas listras pretas debaixo do braço e ganhou alguns detalhes em marca d’água da Umbro.

Nos dois uniformes, um detalhe: uma marca própria criada para o uniforme do Sport que continha a bandeira de Pernambuco, o brasão do Sport, rodeados com as cores rubro-negras.

“Eu posso falar que é um belíssimo de um contrato. Não posso revelar porcentual, porque eles tem contrato com outros clube, se a gente assina sigilo quanto a isso. Royalties a gente vende num mês e recebe no outro.

Um bom percentual e um tempo de contrato que vai dar para a gente fazer um belíssimo de um trabalho. Não posso revelar o tempo de contrato.

Quanto aos valores de royalties, tudo vai sair até o fim do ano nos balanços financeiros do clube”, comentou o vice-presidente de marketing do Sport, Diogo Noronha.

De acordo com o vice-presidente executivo do Leão, Carlos Frederico, antes mesmo do lançamento dos novos uniformes, o Sport já tinha vendido 40 mil peças disponibilizadas no mercado por todo o Brasil. Um recorde para o clube. O preço da nova camisa custa R$ 249,90.

O Sport fechou, para este lançamento e para o jogo do sábado, estreia do padrão, um patrocínio pontual com a rede Big Bompreço, que retorna ao mercado pernambucano.

Por fim, fechando a noite comemorativa, a banda Paralamas do Sucesso fechou a festa rubro-negra em grande estilo. Levando os torcedores leoninos ao delírio.

Jogadores começam a desfilar mostrando os novos uniformes do Sport. Uniforme número um conta com listras largas na horizontal em vermelho e preto.

Ver imagem no Twitter
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Recepção aos novos uniformes tem sido boa no desfile.

Recepção aos novos uniformes tem sido boa no desfile.

Uniforme dois, com a camisa branca e detalhes pretos, também foi bem aceita.

Linha de passeio, comissão técnica, treino e concentração também foram lançados. Siga o fio para acompanhar os vídeos.

Blog do Torcedor


Villa Mix anuncia edição no Recife em dezembro

Um dos maiores festivais do gênero no Brasil confirmou volta ao Recife no dia 7 de dezembro deste ano.

Com a tradição de unir atrações nacionais em um evento de longa duração e apostar na estrutura do palco, esta será a 6ª edição do festival na capital pernambucana.

Mais informações sobre atrações, horários e venda de ingressos serão divulgadas em breve.


Parque de aventuras recém-aberto em Gravatá ganha prêmio nacional

Quase dois meses depois de iniciar sua operação, durante o São João, o Parque de Aventura Karawá tã, localizado em Gravatá, obteve nesta quinta-feira o reconhecimento nacional da entidade que reúne as empresas de ecoturismo de turismo de aventura no Brasil, a ABETA.

O Congresso que está sendo realizado em Ilha Bela, em São Paulo, premiou o parque pernambucano pela forma de implantação do projeto,  de desenvolvimento sustentável, entretenimento ao ar livre, e integração com a natureza.

O Parque Karawá tã possui como âncora uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de caatinga de 1 milhão de metros quadrados, na zona urbana de Gravatá, do lado oposto ao centro da cidade. A área total do empreendimento é de 160 hectares.

De acordo com a empresa, esta é a primeira edição do Prêmio ABETA Brasil Natural. O parque de Pernambuco foi agraciado na categoria Cardume, para novos associados com iniciativas que condizem com a missão e a visão da Associação, de acordo com a presidente da entidade, Teriana Selbach.

“O modo como Karawá tã vem se posicionando e trabalhando, até a realização desse sonho que é o parque, é um modelo que a gente acredita como sendo o ideal”, diz Teriana.

Ela disse que o parque participa dos eventos da ABETA há cinco anos, tendo visitado também parques associados que são referências, e buscado informações sobre como tudo funciona, antes da abertura do empreendimento.

“Além disso, buscaram dentro da base de associados ABETA os fornecedores de serviços e os parceiros de qualificação, fortalecendo a rede. Temos orgulho de ter Karawá tã como associado”.

O arquiteto Paulo Roberto Barros e Silva, idealizador do parque, diz que a premiação é sobretudo ao trabalho de pesquisa antes da inauguração.

“Mas também deve ser vista como uma conquista de todos os colaboradores e parceiros que acreditaram no projeto desde a fase de concepção. Foram anos de estudos, visitas técnicas e elaboração de propostas para conseguirmos viabilizar o que agora desponta como um case de desenvolvimento sustentável”, afirma Paulo Roberto.

“A participação na ABETA foi o primeiro passo do caminho de estruturação do parque, e não poderia ser diferente. Como entidade nacional com toda a credibilidade no setor de ecoturismo e turismo de aventura, a ABETA acolheu Karawá tã com entusiasmo, abrindo as conexões necessárias para que pudéssemos colocar o projeto em prática”, diz o arquiteto.

O Parque de Aventura Karawá tã dispõe de atrações como a maior tirolesa dupla do Nordeste, com 950 metros de extensão, a uma altitude de saída de 150 metros em relação ao solo. Há ainda outras duas tirolesas, 15 pontes de arvorismo, arco e flecha, trilhas abertas na reserva de caatinga, pistas de bike e espaço para as crianças. A estrutura de apoio conta com estacionamento, restaurante, lanchonetes, lojas de souvenir e trenzinhos puxados a trator, para o deslocamento das pessoas no parque.

O investimento total foi de R$ 15 milhões, com financiamento do Banco do Nordeste e da Agefepe.


Na Venda, tradicional café das Graças inova no cardápio

Uma das pioneiras do charmoso circuito das cafeterias especiais do Recife é o Na Venda. Localizada no bairro das Graças, a casa desde o seu primeiro dia tem a proposta de oferecer bebidas e pratos pernambucanos. O café vem de Taquaritinga do Norte. O chocolate, outra especialidade do espaço, vem da Sete Colinas, marca de Garanhuns. Bolos, geleias, biscoitos caseiros, licores, entre outros produtos que compõem o cardápio, vem de fornecedores do Recife e, principalmente, do interior que a empresária Roberta Araújo foi descobrindo ao longo dos seis anos de operação do empreendimento e antes mesmo de abrir o negócio.

“Antes de abrir o negócio, eu trabalhava viajando pelo interior e, junto com as primeiras sócias, íamos para o Sertão e Agreste. Em cada lugar, víamos alguma coisa legal que poderíamos trazer para o Recife e vender aqui. Para que os clientes conhecessem os diferenciais do próprio Estado”, conta Roberta Araújo. Colocar a ideia no cardápio, no entanto, não foi tão fácil porque a logística de trazer o melhor do interior para a capital não é das mais fáceis.

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Cada pedacinho do cardápio tem um caminho artesanal da produção até chegar ao prato – ou xícaras – dos clientes. Mel de engenho e licor da casa são de Aliança, da marca Capibarim. O suco de uvas é de Petrolina, o Terra Sol. Bolos e diversos produtos da Campo Fertile Padaria Gourmet, de Igarassu, do premiado Gurgel Padeiro.

Além de produtos para consumir no espaço, o Na Venda também funciona como um empório para produtos especiais e alguns itens ligados ao café. Outra pegada da casa é a oferta de bolos de famílias. Há bolos no cardápio que são receitas das mães e tia das fundadoras da cafeteria. Vovó Vanda, de 85 anos, faz o bolo de chocolate com coco. Tia Nadja, 75, faz um tipo brigadeirão. E por fim, Dona Del, de 88 anos, é a dona da terceira receita com destaque para a castanha e farinha de rosca, um bolo que harmoniza perfeitamente com o café.  “Temos essa linha de três bolos voltada para memórias afetivas. E são elas mesmas que fazem até hoje esses bolos. Não são apenas as receitas delas”.

Apesar de tradicional e com público fiel, a cafeteria está cheia de novidades. A primeira é a entrada da nova sócia Natália Valença, que vem reforçar as inovações do cardápio e o trabalho de comunicação do espaço. Ela é sócia também do Café com Dengo. “Estamos tentando trazer novidades de comidinhas, algumas mudanças no cardápio, novos preparos com o café. Além de criatividade nas redes sociais”, conta a nova sócia.

Natália destacou três novos produtos que já estão ganhando a clientela do espaço:

Você já pensou numa sopa servida dentro do pão? Dá uma olhada na foto abaixo. Há 12 opções de sabores na casa.

Outra novidade recente da casa é a oferta de massas nos almoços. Roberta percebeu que muitos clientes almoçavam nos estabelecimentos vizinhos e vinham para o Na Venda para tomar o café e comer um doce. Ao perceber isso, o espaço passou a oferecer lasanha, nhoque de batata e Rotolone. As três opções com sabores e molhos diferentes.

No cardápio doce há duas inovações. Uma é a entrada do minibolo fondue. Um saboroso bolo de chocolate meio amargo, quente, com calda de chocolate e as frutas que harmonizam com o prato para mergulhar. Ainda nos doces, além do cardápio tradicional, a casa está trazendo aos clientes a cada duas semanas um bolo convidado, que é divulgado nas redes sociais da cafeteria.

Na Venda Chocolates e Café
R. Amélia, 373 – Loja 2 – Graças, Recife
www.instagram.com/navendacafe


Big Bompreço é inaugurado com várias promoções

A abertura contou com diversas promoções para eletrodomésticos,alimentos, produtos de limpeza e muito mais

A abertura contou com diversas promoções / Foto: Filipe Ribeiro/ JC Imagem
A abertura contou com diversas promoções
Foto: Filipe Ribeiro/ JC ImagemDavi Souza

Foi inaugurado nesta quinta-feira (15) o novo supermercado do Grupo Big, o Big Bompreço. A abertura contou com diversas promoções para eletrodomésticos, alimentos, produtos de limpeza e muito mais. Além disso, na unidade de Casa Forte, na Zona Norte do Recife, a loja recebeu o grupo de percussão “Nação Maracatu” e bonecos de Olinda para animar os consumidores. 

A mudança não vem só pelo nome. De acordo com o diretor executivo de hipermercado do grupo Big, Jorge Herzorg as unidades do Big Bompreço “vão contar com reformas, novos serviços, novos layouts e um incremento de 35% no sortimento de novos produtos, incluindo o crescimentos de itens regionais”, comenta Jorge.

Em Casa Forte, os consumidores estavam animados com as oportunidades de compra.  O empresário no ramo de medicamentos, Marcel de Oliveira afirma que foi pego de surpresa com os excelentes preços. “O mercado estava precisando dessas promoções para dar uma aquecida nas vendas”, diz. “As promoções estão bem diversificadas. Encontrei preços bons tanto nas bebidas, quanto em eletrodomésticos e roupas. O dia está bom para comprar”, acrescentou Marcel animado com suas aquisições.

A aposentada Lêda Xavier aproveitou a inauguração para garantir sua feira com os melhores preços. “Os preços estão formidáveis. Andei o mercado todo e fiz minhas compras”, contou. “Frequento o estabelecimento quase todos os dias, e estou gostando muito da mudança que está sendo feita”, completou a aposentada.

Já a cozinheira Genilsa de Souza diz estar esperançosa com a nova gestão do estabelecimento. “Acredito que esse novo Bompreço vai nos proporcionar mais oportunidades de compra. Pude encontrar os melhores preços na carne, nos produtos de limpeza e nos frios, como iogurte”, pontuou a cozinheira.

Mudanças

Segundo a assessoria do Grupo Big, a companhia vai investir cerca de R$ 70 milhões na renovação de todas as lojas do estado até 2021. O grupo opera, atualmente, 550 unidades e 50 mil funcionários em 18 estados brasileiros além do Distrito Federal.

JC Economia


Prestes a completar 104 anos, Teatro do Parque segue em reforma

A 12ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco promoveu uma visita guiada à obra de reforma do edifício, cujo fim é previsto para agosto de 2020

Por: Daniel Medeiros 

Teatro do Parque

Fechado para o público desde 2010, o Teatro do Parque faz aniversário no próximo dia 24, com previsão de reabrir as portas daqui a um ano, quando completará 105 anos de fundação. Na manhã desta quarta-feira (24), a Folha de Pernambuco acompanhou uma visita técnica ao local e conferiu o andamento das obras de restauro. Voltada para estudantes de arquitetura, a visitação integra a programação da 12ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, promovida pelo Governo do Estado. 

De responsabilidade da Prefeitura do Recife, a reforma foi iniciada em 2015, paralisada no mesmo ano e retomada apenas em junho 2018. A etapa atual é de recuperação e restauro, de acordo a arquiteta responsável, Simone Osias. 

“Tivemos que fracionar a obra devido à disponibilidade de orçamento. Primeiramente, estancamos os problemas que aceleravam o processo de degradação do edifício, com as infiltrações. Agora estamos numa fase mais delicada e artesanal, que inclui o piso e os elementos decorativos, por exemplo”, detalha a arquiteta.

Processo de restauro do equipamento cultural

Processo de restauro do equipamento cultural – Crédito: Caio Danyalgil

A previsão é de que a fase de restauro seja concluída em março do próximo ano. O investimento atual é de R$ 3 milhões do Ministério da Cultura, além de R$ 5,6 milhões em recursos próprios da Prefeitura. A etapa seguinte, cuja licitação deve ocorrer ainda esse ano, corresponde à aquisição e instalação dos equipamentos necessários para o funcionamento do cineteatro. 

Quando for entregue novamente à população, o espaço contará com climatização, sistema de projeção de cinema 4K, entre outras novidades. “O grande desafio foi conseguir uma linha de restauro e preservação e compatibilizar isso a todo um aparato moderno que um cineteatro exige”, comenta.

Como o Teatro do Parque passou por várias reformas desde a sua inauguração, em 1915, muitas das características originais da construção se perderam com o tempo. A equipe responsável pelo restauro decidiu usar como diretriz a revitalização realizada em 1929, quando a estrutura do local foi adequada à função de cinema.

“Quando reabrirmos o teatro, ele será muito diferente do que as gerações atuais conheceram. Pode ser que muitos achem que mudamos a cara do local, mas na verdade estamos tentando voltar a como ele era no início, só que mais moderno”, explica a arquiteta, acrescentando que um memorial será colocado na entrada do equipamento cultural, para que o público possa conhecer sua história. 

Teatro do Parque
Teatro do Parque
Teatro do Parque
Teatro do Parque

Teatro do Parque – Fotos: Caio Danyalgi

Folha PE


Obra de arte ao ar livre: Vila Burity recebe programa Mais Vida nos Morros

A comunidade revitalizou toda a área com novas cores nas ruas, casas, calçadas e praças

Vida nos Morros na Vila Burity

A Vila Burity, no bairro da Macaxeira, Zona Norte do Recife, está de cara nova. Ocorreu nesta quinta-feira (15), a inauguração do programa Mais Vida nos Morros, que revitalizou toda a área com novas cores nas ruas, casas, calçadas e praças, além de realizar ações de conscientização ambiental.

Cerca de 450 famílias da comunidade foram beneficiadas com o programa realizado pela Prefeitura do Recife. Ruas, calçadas, e muros foram banhados em cores. A comunidade também ganhou elementos lúdicos para as crianças, hortas comunitárias, jardins e jardineiras. Antes da ação ocorrer, foram realizadas oficinas com os moradores ensaiando o que iria ser feito no bairro para colocarem a mão na massa.

Para Lorena Nó, 6, agora a diversão acontece fora de casa. “Agora sai todo mundo para brincar. Antes era só eu e minha prima, agora ficamos tanto na praça que chega a cansar”. Além da diversão, a pequena contou que, junto com seu irmão e prima, escolheu o desenho do muro da casa onde moram. “Eu amei. Escolhi o coração, minha prima uma borboleta e meu irmão um carro, porque ele adora o carro do ovo.”

O campinho do Gogó, coração da comunidade passou por uma revitalização de areia, alambrado, caixa de drenagem e pintura. Além do campo, foram criadas dez novas pracinhas e cinco mirantes. Ao todo, foram utilizados nove mil litros de tinta em toda a transformação.

O quintal de Ivone dos Santos, 66, deixou de ser barro e virou um cantinho de diversão. “Aqui virou uma pracinha. Antes era só barro preto, agora os meninos podem brincar, ficou diferente. Ficou muito bonito. É bom para conversar com os vizinhos e ficar com a família,” afirmou.

O prefeito do Recife, Geraldo Júlio, falou sobre as vantagens da revitalização. “As pessoas se engajam e participam da transformação. Isso faz com que os moradores fiquem orgulhosos do lugar onde moram. Áreas degradadas são transformadas em áreas de convivência. Aumenta o desejo das pessoas estarem nas ruas”, explicou.

Além das mudanças estruturais, foi implantada uma horta comunitária e composteiras coletivas como alternativa para dar um destino útil ao acúmulo das folhas que caem nas árvores. O artista visual recifense Max Motta coloriu os muros da horta com imagens de grandes frutas e hortaliças.

Criado em 2016, atualmente, o projeto está em andamento nas comunidades de Campo da União, Alto Nossa Senhora de Fátima, Alto do Progresso, Alto do Eucalipto, Guabiraba, Lagoa Encantada, UR7 e Jordão de Baixo.

Vida nos Morros na Vila Burity
Vida nos Morros na Vila Burity

Souza Cruz instala centro de distribuição em Jaboatão

Empresa anunciou a transferência da sede administrativa no Nordeste e o centro de distribuição para o bairro de Muribeca. A operação terá início na próxima semana

Alvará de funcionamento foi entregue pelo prefeito Anderson Ferreira à diretoria da empresa

A Souza Cruz anunciou nesta quinta-feira (15) a transferência do centro de distribuição e da sede administrativa no Nordeste para o município do Jaboatão dos Guararapes, no bairro de Muribeca. 

Com a mudança de local cerca de 100 empregos diretos e indiretos devem ser gerados, e o município da Região Metropolitana deve ter um incremento de R$ 10 milhões por ano na cota do ICMS. Para divulgar os novos empreendimentos, o prefeito Anderson Ferreira recebeu os executivos da marca e entregou o alvará de funcionamento. 

Os dois novos projetos da empresa já vão iniciar as operações na próxima semana. A sede e o centro funcionavam no Recife, e a mudança de local faz parte dos novos planos estratégicos da Souza Cruz, que pretende otimizar e dar mais flexibilidade às atividades comerciais. 

Segundo o gerente de Relações Governamentais da Souza Cruz, Fabiano Machado, a preferência pela logística apresentada por Jaboatão foi um fator positivo para a mudança dos empreendimentos. “Isso é um fator fundamental para Souza Cruz investir neste centro de distribuição, Jaboatão dos Guararapes é referência em logística no Nordeste.

Estaremos com instalações modernas e próximas das principais rodovias, aeroporto e do Complexo Portuário de Suape. As novas instalações permitirão uma operação mais eficiente. O processo de tramitação foi ágil e permitiu que pudéssemos realizar a transferência com rapidez”, contou. 

O prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, ressaltou a importância da chegada da Souza Cruz para a economia do município. “É mais um empreendimento de grande porte que chega ao nosso município. Teremos mais empregos sendo gerados e movimentará ainda mais a nossa economia. Hoje temos um importante polo logístico e infraestrutura que garantem agilidade nas operações das empresas que estão instaladas em Jaboatão”, disse. 

Além da distribuição dos cigarros produzidos pela empresa, o centro logístico distribuirá também bebidas como Red Bull e sucos de frutas, bombons, bobina de papel, pilhas, barbeador, isqueiros e filtros, entre outros produtos. 


Programa de Desestatização inclui rodovias de Pernambuco

BR-101 e BR-232 integram o programa federal que autoriza a concessão das estradas à iniciativa privada. Além disso, o Aeroporto de Petrolina está no PPI

BR-232

Decreto que libera acesso de empreendimentos ao processo de leilão de concessão à iniciativa privada foi divulgado nesta quinta-feira (15) no Diário Oficial da União. Empreendimentos de rodovia e aeroportuário de Pernambuco foram incluídos no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e no Programa Nacional de Desestatização (PND). 

De acordo com a Secretária Especial do Programa de PPI, do Governo Federal, a publicação do decreto é a etapa que antecede os leilões previstos ou que dá início aos estudos de forma priorizada. Isso foi possível depois de muitos meses de debates sobre a modelagem dos empreendimentos.

Em Pernambuco, as rodovias BR-101/PE e BR-232/PE foram incluídas no PND, o que autoriza a sua concessão à iniciativa privada pelo Ministério da Infraestrutura. E o segmento da BR-101/PE foi qualificado também para estudos no PPI. Além disso, foi qualificado no PPI para estudos segmento da rodovia BR-116/PE, mas esse ainda não se encontra incluído no PND. 

E por último, o Aeroporto de Petrolina foi qualificado no âmbito do PPI e incluído no PND. Segundo a Secretaria, o Governo Federal pretende conceder o aeroporto em bloco com os demais terminais do Nordeste, na 6ª Rodada de leilões do setor, a ser realizada no último trimestre de 2020. Leilões para contratação de novos projetos de energia e de áreas de exploração e produção de petróleo previstos para 2019 também foram incluídos no PPI.

A qualificação dos empreendimentos no PPI lhes confere caráter de prioridade nacional, enquanto que sua inclusão no PND viabiliza concessões e outras privatizações. O decreto foi concluído após muitos meses de debates sobre a modelagem, em um trabalho conjunto da Secretaria Especial do PPI e do Ministério da Infraestrutura. O ato formaliza a recomendação para qualificação de empreendimentos da 9ª Reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos, realizada em 8 de maio deste ano.


Celpe coloca lâmpadas de LED em unidades médicas de Pernambuco

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Celpe coloca lâmpadas de LED em unidades médicas de Pernambuco

Em 2019, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) implantou mais de 12 mil lâmpadas de LED em hospitais do estado. A iniciativa é parte do projeto Energia com Cidadania, que substitui lâmpadas ineficientes por outras mais novas. Além de iluminar melhor, as lâmpadas de LED ajudam a reduzir o consumo elétrico em 40%, o que representa uma economia de 769 MWh por ano. 

Além da requalificação do sistema de iluminação das unidades de saúde, os gestores e funcionários das instituições médicas contempladas participaram de uma capacitação sobre a importância do uso eficiente e seguro de energia elétrica.

Ao todo, 18 unidades hospitalares e centros administrativos do sistema de saúde foram contemplados pela ação. O Hospital Geral de Areias, UBS/CSU Praia do Sol, Policlínica Dr. Beiró Uchôa, Secretaria de Saúde de Jaboatão dos Guararapes, Hospital Dom Helder Câmara, Hospital Regional de Goiana, Maternidade Pe. Geraldo Leite Bastos, Policlínica 24 horas Arcoverde – Dr. Paulo Rabelo, CAPS III 24 horas, UPA Dia – Arcoverde, Hospital Memorial Guararapes, Almoxarifado – Hospital Memorial Guararapes, Secretaria de Saúde Pernambuco – LACEN, PNI – Coordenação (Sec. De Saúde), Laboratório da Mulher, Hospital Psiquiátrico Ulysses Pernambucano, Hospital Correia Picanço e o Conselho Estadual de Saúde.

Projeto Energia com Cidadania

Regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Projeto Energia com Cidadania (ECC) é uma iniciativa que faz parte do Programa de Eficiência Energética da Celpe. A ação, realizada em comunidades populares do Estado de Pernambuco, atende tanto consumidores residenciais como instituições, trocando lâmpadas comuns por LED e orientando a população através de palestras sobre uso seguro e eficiente da energia elétrica.

Promovido há dois anos  e meio, o projeto já trocou 113.026 lâmpadas em 377 prédios públicos, como escolas, unidades de saúde, de segurança pública e instituições do terceiro setor. A iniciativa estima uma economia média de 40% no consumo de energia do sistema de iluminação das unidades beneficiadas.


Moradores do Poço da Panela contra construção de Atacado dos Presentes no bairro

Por: Rosália Vasconcelos

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Terreno onde pode ser construído o Atacado dos Presentes, no Poço da Panela.
Foto: Tarciso Augusto/Esp. DP Foto.

Um terreno de 12,1 mil metros quadrados, localizado na esquina entre a Avenida 17 de Agosto e a Rua Dr. Seixas, no Poço da Panela, Zona Norte do Recife, está sendo pleiteado para a construção de uma loja do Atacado dos Presentes. O projeto de autorização da construção está tramitando na Prefeitura do Recife e, inclusive, já foi aprovado em algumas instâncias, como no Instituto da Cidade Pelópidas Silveira, responsável pela análise de empreendimentos de impacto no Recife.

A população está revoltada, em especial moradores e comerciantes de bairros como Poço da Panela, Casa Amarela, Casa Forte e Monteiro. Nesta sexta-feira (16), a partir das 15h, haverá uma manifestação em frente ao terreno de número 2069, na Avenida 17 de Agosto, para protestar contra a construção do empreendimento. 

“Uma das coisas que nós queremos é uma resposta, por parte do Atacado dos Presentes, sobre um estudo que eles fizeram, se fizeram, em relação ao impacto que a obra vai ter no envolto do bairro. Grande parte dos moradores da região acredita que esse é um projeto maléfico para um bairro que é calmo, agradável, tranquilo, que tem um dos poucos microclimas da cidade. E essa loja do Atacado vai trazer mais movimento para um lugar que ainda vive no século 19”, defende o estudante de Direito Ricardo Bandeira de Melo, 21 anos, à frente da manifestação.

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Ricardo Bandeira de Melo está encabeçando manifestação contra empreendimento.
Foto: Tarciso Augusto/Esp. DP Foto

Ele lembra também que quem optou residir no Poço do Panela foi em busca de refúgio e distância das áreas mais movimentadas da cidade. “Esse projeto tem um desfoque completo com a vida do bairro, que é predominantemente residencial e com pequenos comércios. Acho que um terreno desse tamanho, arborizado como é, com árvores de 40, 60 anos, deveria receber um projeto de interesse coletivo, como um parque, que conviva com a realidade do Poço. Mas nós não fomos ouvidos”, acrescenta Ricardo. Segundo ele, os moradores têm registro de imagens de árvores sendo retiradas do terreno desde que souberam do projeto, há quatro meses. 

As informações publicadas no Portal do Licenciamento Urbanístico da Prefeitura do Recife, abertas ao público, mostram que o projeto apresentado até então está dentro da legalidade, embora as legislações nas quais o documento se baseia sejam de mais de duas décadas atrás e não reflitam as novas dinâmicas e demandas urbanas.

O Poço da Panela está inserido dentro da Área de Reestruturação Urbana (ARU), de acordo com a Lei Municipal nº 16.719/2001 (conhecida como a Lei dos 12 Bairros), que prevê restrições para novas edificações. Mas esse trecho onde está localizado o terreno 2069 não está na faixa do setor de preservação rigorosa nem de preservação ambiental, embora esteja muito próximo ao Rio Capibaribe e abrigue antigas construções. 

O projeto prevê a construção de cinco pavimentos, sendo dois deles no subsolo e três para cima do terreno. A altura do prédio será de 12 metros, a máxima permitida para esse trecho do Poço da Panela. Dos 12,1 mil m² de terreno, 60% (7,3 mil m²) será de solo natural, também dentro do que diz a Lei dos 12 Bairros. Apesar disso, segundo o projeto, três árvores serão retiradas. Os cinco pavimentos terão uma área total construída de 21 mil m². O Atacado dos Presentes deu entrada no projeto em março deste ano. 

O mestre em Desenvolvimento Urbano Márcio Erlich, que ajudou a reportagem na coleta dos dados técnicos, ressalta, contudo, que o estudo de impacto ainda é algo discutido e analisado de maneira superficial no Recife. “O impacto no Poço da Panela não será só urbanístico, será social também. Esse distanciamento do licenciamento urbanístico e do planejamento da cidade com o que acontece no dia-a-dia das pessoas é muito grande”, afirma.

João Gomes do Prado, 56, proprietário de um pequeno armazém de construção localizado na Estrada do Arraial, Casa Amarela, teme pelo seu comércio. “Uma empresa desse porte fecha o circuito para os pequenos. Eles têm um poder de barganha para vender mais barato e até cooptar nossos fornecedores. Fora que aumenta o IPTU de áreas como essa em Casa Amarela, expulsando antigo moradores”, lamenta.

O projeto do Atacado dos Presentes no Poço da Panela prevê que os dois pavimentos de estacionamento, localizados no subsolo, tenham capacidade para 378 vagas de carros. O fluxo diário na loja deverá ser de três mil pessoas.

Toda a saída e a entrada de veículos, incluindo os de carga e descarga, lixo e gás, serão feitas pela estreita e curta Rua Dr Seixas, que tem menos de 12 metros de faixa de rolamento. A Dr. Seixas bifurca nas ruas Luiz Guimarães, de paralelepípedo e igualmente estreita, e Tapacurá, cuja saída é para o Rio Capibaribe.

“Um projeto de impacto como esse, um Atacado dos Presentes no Poço da Panela, tem impacto direto na valorização imobiliária, que não é benéfica para muitas pessoas, na paisagem cultural e sobretudo no trânsito. Os efeitos não serão sentidos apenas dentro de um raio de 500 metros.

A Avenida 17 de Agosto é ligada à BR-101 e trará consequências na mobilidade não apenas dentro do Poço da Panela, mas nos bairros de Apipucos e Dois Irmãos. Também sabemos que grandes empreendimentos no subsolo tendem a secar os lençóis freáticos, sobretudo ali, que é ao lado do Capibaribe”, reforça Erlich. 

Em nota, a Prefeitura do Recife limitou-se a dizer que “a Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano do Recife (Semoc) informa que o projeto em questão ainda está com a análise em tramitação e, portanto, não está aprovado. A aprovação só será possível caso o mesmo esteja em acordo com todas as legislações urbanísticas e ambientais”. A reportagem entrou em contato com Grupo Luna, que responde pelo Atacado dos Presentes, via telefone e email, mas não obteve resposta. 

Diario PE


Câmara do Recife aprova projeto contra pichações, com multa de R$3 mil

Prefeitura já gastou R$ 2 milhões recuperando patrimônio pichado

Pichação na sede do Conselho Estadual de Cultura, no Recife (PE). Foto: Google
Pichação na sede do Conselho Estadual de Cultura, no Recife (PE). Foto: Google

Uma lei que coíbe pichações na capital pernambucana, preservando a arte da grafitagem, foi aprovada em segunda discussão na Câmara Municipal do Recife, na tarde desta quarta-feira (14). O Projeto de Lei nº 222/17, de autoria conjunta dos vereadores Rodrigo Coutinho (SD), Romerinho Jatobá (PROS) e do ex-vereador Wanderson Florêncio, estabelece multa no valor de R$ 3 mil e os infratores deverão trabalhar na recuperação do patrimônio danificado durante um ano.

A proposta deverá seguir para sanção do Executivo, que já vetou três outras tentativas anteriores da Câmara, mesmo com a despesa milionária arcada pelo contribuinte recifense para recuperar o patrimônio público alvo de pichadores. As regras seguem o modelo da legislação instituída recentemente na cidade de São Paulo (SP).

Rodrigo Coutinho pontuou que era preciso fazer isso para impedir que obras de arte,  monumentos,  prédios públicos e particulares continuem sendo danificados. “Bustos como o de Clarice Lispector e Dantas Barreto foram danificados e a Prefeitura já gastou R$ 2 milhões para fazer a recuperação”.

Aline Mariano (PP) informou que havia apresentado projetos de leis semelhantes, pelo menos três, e todos foram vetados pelo Executivo. “Quando fui Secretária de Enfrentamento às Drogas, busquei fortalecer a grafitagem e fizemos um trabalho muito bom, colorindo a cidade. Há quem defenda pichação como arte, mas em espaços delimitados. Espero que os colegas tenham mais sorte”.

André Régis (PSDB) acha que o tema é relevante e que a maioria das cidades no mundo apresenta esse problema. Mas ele acredita que para resolver o problema é preciso trabalho de inteligência para identificar os infratores  e criar punição exemplar, como fazer a manutenção do local danificado. “Também sugiro fazer trabalho junto ao Executivo para que a proposta não seja vetada de novo”.


Hospital Português: inovação que leva à excelência

Real Hospital Português de Pernambuco (RHP), novamente, foi a empresa mais lembrada pelo público desde o início do JC Recall de Marcas na categoria Hospital Particular

Com quase 164 anos de existência, o complexo hospitalar consegue manter valores agregados pelo histórico de tradição e excelência e os aportes financeiros e atualizações permanentes em tecnologia e técnicas de gestão. / Divulgação

Com quase 164 anos de existência, o complexo hospitalar consegue manter valores agregados pelo histórico de tradição e excelência e os aportes financeiros e atualizações permanentes em tecnologia e técnicas de gestão.

O fato de ser o segundo maior polo médico do país e o primeiro do Norte e Nordeste permite que Pernambuco colecione números grandiosos no assunto saúde privada. Um deles, segundo levantamento do Sindicato dos Hospitais do Estado (Sindhospe), mostra que a unidade federativa reúne dois mil estabelecimentos da área, contabilizando mais de 14 mil médicos e gerando cerca de 70 mil empregos. Tudo isso é refletido num faturamento anual na casa dos R$ 7,2 bilhões. Dentro desse universo de dados impressionantes, destaca-se o Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco (RHP), novamente a empresa mais lembrada pelo público desde o início do JC Recall de Marcas na categoria Hospital Particular.

Com quase 164 anos de existência, o complexo hospitalar consegue manter valores agregados pelo histórico de tradição e excelência e os aportes financeiros e atualizações permanentes em tecnologia e técnicas de gestão. “Nossa força está no equilíbrio em permanecer, ao longo de tanto tempo, oferecendo uma medicina de alta qualidade. Nesse princípio, procuramos acompanhar a evolução tecnológica, diversificando os nossos serviços com o objetivo de atender as necessidades de saúde do povo”, afirma Alberto Ferreira da Costa, por mais de duas décadas provedor da instituição.

A procura pela inovação é uma das estratégias da centenária instituição para assegurar seu posicionamento num setor extremamente competitivo. “Está em nosso DNA a busca pela modernização. Pensamos de forma global, com investimentos que vão desde a hotelaria aos mais novos equipamentos do mercado de saúde, como o robô Da Vinci Xi, o mais moderno do mundo em funcionamento”, diz o gestor. O avançado sistema cirúrgico disponibiliza imagens em alta definição e tecnologia 3D e permite intervenções minimamente invasivas em diversas especialidades.

Sobre as mais recentes e impactantes ações executadas com foco na inovação, o gestor comenta que os investimentos no hospital são abrangentes. “A batalha diária é atender bem e com alta qualidade os nossos pacientes, elevando a saúde em nosso estado, mas posso destacar o Programa de Cirurgia Robótica, os dois novos PET-CTs, para diagnóstico e estadiamento do câncer, e mais um Acelerador Linear para o serviço de radioterapia”, ressaltou.

Há dois anos eleito uma das cem personalidades mais influentes em saúde pelo Grupo Mídia na categoria Qualidade e Segurança, Alberto Ferreira da Costa acrescenta que inovação é um dos valores institucionais do RHP e que funcionários e parceiros estão alinhados com este propósito. O provedor também enfatizou que todas as ações com foco na experiência do paciente, no respeito aos seus direitos e na humanização do cuidado fazem grande diferença na rotina do complexo hospitalar.

JC Economia


Recife receberá evento para desenvolvedores de software em outubro

The Developer’s Conference, maior evento do setor na América Latina, realizará versão na capital pernambucana

Yara Senger, fundadora do The Developer's Conference

Em outubro, Recife receberá o maior evento para desenvolvedores de software da América Latina. O The Developer’s Conference (TDC) acontecerá na capital pernambucana entre os dias 10 e 12 de outubro, reunindo empresas nacionais e internacionais para o ramo de tecnologia da informação.

Os detalhes do evento foram divulgados na manhã desta quarta-feira (14), em um café da manhã realizado no Porto Digital. O TDC 2019 será realizado pela primeira vez no Recife. O local escolhido para as palestras é a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), que terá 11 salas simultâneas com pelo menos sete apresentações sobre um determinado tema, que compõem. Serão 33 trilhas disponíveis, que envolvem assuntos como blockchain, mobile, android, cloud e containers, java, agile, entre outros.

O evento será uma grande oportunidade para desenvolvedores pernambucanos aperfeiçoarem seus conhecimentos e terem contato com grande empresas, com a Oracle, Microsoft e o grupo Movile, responsável pelo iFood.

“Os temas serão os principais desafios que as empresas têm no mercado hoje, para ter mais performance, fazer a transformação digital”, explica a fundadora do TDC, Yara Senger. “As empresas encontram no TDC uma forma de permitir que seus colaboradores façam uma imersão nos principais assuntos, além de ser uma oportunidade de trazer atualizações para as empresas”, completa.

O TDC já é realizado em outras cidades no Brasil, como São Paulo e Florianópolis, mas desembarca pela primeira vez no Nordeste. A expectativa é que três mil pessoas compareçam ao evento. “Aqui em Recife, vamos ter várias comunidades locais envolvidas para as trilhas. Nosso objetivo é movimentar esse ecossistema para que cresça no país inteiro”, diz um dos coordenadores do The Developer’s Conference, Bruno “Javaman” Souza.

Inscrições

As inscrições para quem quiser participar do evento ainda estão abertas. Com o segundo lote em vigência, o dia inteiro de evento (por trilha) custa R$ 220, enquanto que o preço por workshop (meio período) custa R$ 300 até 12 de setembro. A partir desta data, a trilha custará R$ 290, e os workshops por R$ 360. As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

Quem se inscreve numa trilha ou workshop qualquer também tem acesso à trilha Stadium do mesmo dia e pode ver palestras de outros assuntos que estão sendo apresentadas nesta trilha, sem custo adicional.

Cada trilha ocorre durante 1 dia inteiro, inclui no mínimo 7 palestras e possui um preço vigente de acordo com a Fase da compra. Cada workshop tem a duração de 3 horas (meio período) e aborda um assunto específico mais profundamente e de forma prática.

Além disso, os inscritos ganham um kit exclusivo do evento (um por pessoa, independente de quantas trilhas/workshops forem adquiridos) com direito a coffee-break recheado de muito networking.


Walmart passa a ser Big Bompreço a partir desta quinta-feira

Quase um anos após a aquisição de 80% das operações da Walmart Brasil pela rede americana Advent, as lojas mudam o nome

Walmart

Quase um ano após 80% as operações do Walmart Brasil terem sido adquiridas pela empresa de investimentos Advent, as lojas da rede americana no Brasil, pertencente agora ao grupo Big, terão uma nova mudança.

E ela começa por Pernambuco, considerada pelo grupo como a praça mais importante em volume de vendas da rede varejista. Por isso, a partir de hoje, após uma reforma de 45 dias e investimento de R$ 70 milhões, as nove operações da rede no Estado passam a se chamar Big Bompreço.

“Desde que assumimos o Walmart começamos a fazer pesquisas e avaliar qual o nome que iríamos usar. E unir o nome do grupo com o do Bompreço, marca que tem todo um conceito de afetividade e proximidade com o consumidor nordestino e está no coração de todos foi uma certeza de sucesso”, revela o diretor executivo de hipermercado do grupo Big, Jorge Herzog.

Mas quem acha que a mudança do Walmart Brasil para o Big Bompreço fica restrita apenas ao novo nome do hipermercado, se engana. No total, a reformulação da nova bandeira é seguida de cinco pilares para tornar a experiência de compra do cliente coerente com a cultura brasileira.

Agora, quem entra nos supermercados da rede varejistas vão contar com uma disposição melhor das gôndolas, que ficaram mais altas e acomodam na parte superior um estoque de reposição. Além disso, a rede aumentou em cerca de 28% o sortimento de produtos.

“Quando o Walmart foi implantado no Brasil, foram retirados das lojas produtos que eram importantes para o consumidor brasileiro. Agora, esse sortimento de produtos voltou e especificamente no Nordeste, bem maior”, comenta Herzog.

De acordo com ele, a variedade dos produtos regionais nos hipermercados da rede no Nordeste aumentou entre 80% e 85%. “Hoje disponibilizamos em torno de dois mil itens com selo regional nos supermercados do Nordeste”, ressalta o diretor executivo. 

Fechando as cinco modificações, o Big Bompreço chega com outro grande diferencial. Talvez o que mais chama a atenção do cliente – o preço. Sim, é que diferentemente do conceito Walmart, que apostava no preço baixo todo dia, agora no Big Bompreço o foco é outro – as promoções.

“O nosso forte serão as promoções. Para tanto, teremos um novo sistema de verificação de preços dos concorrentes todos os dias para garantir que o consumidor não fique procurando nos supermercados onde o preço está menor”, argumenta o executivo. 

A última mudança do rede está em resgatar o que fez da marca Bompreço ser tão querida do consumidor nordestino – o atendimento e a comunicação. Para tanto, o grupo Big cresceu em 15% o efetivo de funcionários da rede para prestar um melhor serviço, em especial, no segmento de perecíveis, eletrônicos e caixas. 

Perdas
As perdas dos supermercados brasileiros somaram R$ 6,7 bilhões em 2018, o que corresponde a 1,89% do faturamento bruto do setor, de acordo com a 19ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, realizada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O resultado representa um crescimento de 0,7 ponto percentual em relação ao índice de 2017.


Refúgio Arbor promete ser o point da Casa Cor PE 2019

O espaço promete uma programação intensa

Isabel e Gustavo Nascimento montam o Refúgio Arbor – Foto: Reprodução

Isabel e Gustavo Nascimento convidaram Paulo Carvalho e Luiza Nogueira para projetar o ‘Refúgio Arbor’, na Casa Cor Pernambuco 2019. O espaço, aliás, promete uma programação intensa.

Um dos destaques são as oficinas de robótica em parceria com o Instituto MEmaker, que realiza trabalho social com jovens de comunidades carentes.

Bel, inclusive, já está em contato com pessoas antenadas de várias áreas para talks no local, que promete ser o point da mostra de arquitetura.


Tapa de Cuadril assume restaurante da Casa Cor Recife 2019

O restaurateur Paulo Brol comanda o menu do restaurante Vivix –
Foto: Divulgação / Bosco Lacerd

Sofisticado e inovador. Assim é definido o Restaurante Vivix, destaque na Casa Cor PE 2019. O projeto, assinado pelo escritório Dubeux Vasconcelos será comandado pelo Tapa de Cuadril.

O espaço de 155m² e capacidade para 65 lugares, flutua no centro da  maior mostra de decoração do Estado e é abraçado por um grande terraço e vegetação existente no casarão da 17 de agosto.

O restaurateur Paulo Brol, figura das mais queridas no meio gastronômico da Cidade, promete um menu diversificado. A dupla de franqueadas, Isabela Coutinho e Carla Cavalcanti, também já formata uma programação extensa com muitos nomes de expressão da cena gastrô brasileira.

Promete ser o point.  Veja abaixo como ficará o restô, que promete virar point a partir de 14 de setembro, quando será aberta  da 22ª edição da Casa Cor.

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Parque Arcoverde, em Olinda, é o novo point de festivais

A festa “Decolou” acontecerá no Parque Memorial Arcoverde, em Olinda

O Parque Memorial Arcoverde, no Complexo de Salgadinho, em Olinda, virou o point dos eventos que reúne toda a turma jovem da Cidade. O local, que já abrigou eventos como Resenha do Mumu, Carvalheira na Ladeira e, agora, o Wehoo Festival, vai receber também a nova festa “Decolou”.

O Parque Memorial Arcoverde, em Olinda, aporta o Carvalheira na Ladeira, no Carnaval – Foto: Google Street View

O agito, comandado pela Agência Carvalheira em parceria com Xand Avião, ocorrerá em 7 de setembro, às 16h, que além do feriado da Independência, marca a abertura oficial do Verão em Pernambuco.

Xand Avião e Victor Carvalheira – Foto: Reprodução/Instagram

Xand Avião, inclusive, será uma das atrações da Decolou. Dividirá o palco com o eterno chicleteiro Bell Marques e com o DJ Pedro Sampaio. Os ingressos estão a venda no site Event Brite.

Wehoo Festival
Bhaskar, Duda Beat e Jorge Ben Jor – Foto: Divulgação

O Wehoo Festival, que ocorrerá em 12 de outubro, reuniu um line-up de peso. Na programação, nomes consagrados da música brasileira e novos artistas no palco principal. São eles: Jorge Ben Jor, Natiruts, BaianaSystem, Duda Beat, Bhaskar, Matuê e Lagum. A festa também conta com um segundo palco com artistas da cena pernambucana. Entre eles, Mundo Livre S/A, Barro e Biarritz.

Um terceiro palco ainda vai receber uma programação dedicada ao rap e a música eletrônica. Diomédes e vários outros nomes estarão agitando a galera.