Roteiro: 48 horas em Recife e Olinda, em Pernambuco

Antes e depois de Porto de Galinhas, um roteiro de viagem com Gonzagão, Brennand e bolo de rolo

Uma das maneiras menos complicadas de conhecer o Recife Antigo é passeando de <a href="http://viajeaqui.abril.com.br/estabelecimentos/br-pe-recife-atracao-passeio-de-catamara" rel="catamarã pelo Rio Capibaribe" target="_blank">catamarã pelo Rio Capibaribe</a> e passando por debaixo de cinco pontes históricas

1. Passeio de Catamarã pelo Rio Capibaribe

Uma das maneiras menos complicadas de conhecer o Recife Antigo é passeando de catamarã pelo Rio Capibaribe e passando por debaixo de cinco pontes históricas

O Pátio de São Pedro é um importante reduto cultural de Recife. Ele reúne a Catedral de São Pedro dos Clérigos, o Memorial Chico Science e uma das filiais do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães

2. Pátio de São Pedro em Recife (PE)

O Pátio de São Pedro é um importante reduto cultural de Recife. Ele reúne a Catedral de São Pedro dos Clérigos, o Memorial Chico Science e uma das filiais do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães

3.Bolo de Rolo

Doce típico de Recife, o Bolo de rolo é uma espécie de rocambole recheado de goiabada com camadas finíssimas. A receita da Casa dos Frios é uma das mais famosas

4.Casa da Cultura
As 150 celas da antiga penitenciária de Recife, deram lugar a lojas que vendem artesanato, xilogravuras e esculturas. A Casa da Cultura também abriga o Museu do Frevo e a Fundação de Desenvolvimento da Cultura Negra

5. A Basílica de São Bento, de 1582, é a mais rica igreja de Olinda. Ostenta um altar de madeira entalhado em estilo barroco, revestido com 28 kg de ouro

6.Praia de Boa Viagem

Não é recomendado ultrapassar a barreira de recifes em toda a costa da capital de Pernambuco, pois há risco de ataque de tubarões

7.Igreja da Sé em Olinda

A Igreja da Sé, de onde é possível ter uma vista panorâmica de Recife, é de 1537 e exibe altares folhados a ouro e azulejos portugueses decorativos

8.Centro do Recife

A paisagem urbana de Recife é cortada por rios e pontes e adornada por fortes e igrejas que revelam a mistura dos domínios português e holandês no século 17

9.Cidade Alta em Olinda

Com restaurantes, pousadas, ateliês e museus, a Rua do Amparo é o polo Cultural do Centro Histórico do Olinda

10. Recife Antigo, Recife (PE)

O casario histórico do bairro que deu origem à cidade no século 17 passou por uma ampla revitalização na década de 90. O calçamento e a iluminação das estreitas ruas foram renovados, sem desrespeitar a tradição arquitetônica de inspiração holandesa. As ruínas da primeira sinagoga das Américas, na Rua do Bom Jesus, deram lugar ao Centro Cultural Judaico. Aos domingos, a via é palco de uma movimentada feira de artesanato.

Pertinho dali, fica a Torre Malakoff, um antigo posto de alfândega que hoje abriga um observatório astronômico, o Paço do Frevo, o Cais do Sertão, Porto Novo Recife, Centro de Artesanato, Centros Culturais da Caixa Econômica e Correios, Porto Digital e várias outras atrações.

11. igreja do Carmoem Olinda

A igreja do Carmo está situada no Centro Histórico de Olinda, considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco desde 1982

12. Castelo do Instituto Ricardo Brennand, Recife, Pernambuco

Quem gosta de arte, pode conhecer o Instituto Ricardo Brennand, sediado em um complexo arquitetônico em estilo medieval, composto por museu, pinacoteca e biblioteca /Divulgação)

13. Oficina de Cerâmica Francisco Brennand, em Recife (PE)

Na oficina do ceramista Francisco Brennand, você pode passear pelo jardim e admirar as esculturas orgânicas do artista pernambucano (Ludmilla Balduino)

Todo mundo quer estar de malas prontas para passar dias felizes no Nordeste brasileiro. Na mira de muitos está Porto de Galinhas, a queridinha das agências. A vontade de curtir as piscinas naturais em Carneiros e Muro Alto é tanta que muitos ignoram completamente a dupla RecifeOlinda. Sacrilégio! Reserve pelo menos dois dias para curtir a cultura, o patrimônio e os bolos de rolo daqui. Se puder ficar mais, aproveite: você não se arrependerá!

Dia 1

Ah, que sol arretado de Recife! Tomar o café-da-manhã de frente para a praia Boa Viagem dá uma vontade louca de cair na água. Mas, por enquanto, não é hoje que o tubarão vai morder seu pé, pois vamos rapidinho para o bairro de Santo Antônio, no centro. Comece pela Casa da Cultura, um antigo presídio cujas celas hoje abrigam lojinhas variadas. Há de tudo: xilogravuras, cachaças tentadoras, belos bordados, edições antigas de Gilberto Freyre. É uma tentação!

De sacolas cheias siga para o Pátio de São Pedro, um pouco de calmaria no calor da cidade. Sob a sombra da catedral de São Pedro dos Clérigos estão dois bem montados museus-memórias de ícones da música local: Luiz Gonzaga e Chico Science. De Asa Branca ao mangue-beat, são duas trajetórias fascinantes. Destaque para algumas fotos da juventude de Gonzagão, quando ele estava mais para Michel Teló do que para Rei do Baião. Caminhe então ao longo do rio Capibaribe, veja as coloridas casinhas da rua Aurora e visite a Capela Dourada, “a” igreja imperdível em Recife.

É hora de fazer uma pausa para o almoço: escolha entre o variado La Douane, no Shopping Paço Alfândega, cheio de muita gente bonita, ou o mitológico Leite e seu monumental bacalhau. Deixe um espacinho para a Cartola, sobremesa tradicionalíssima de Recife, feita com queijo coalho, banana e canela.

Agora é hora de conhecer o Recife Antigo. O casario colonial e as ruas de paralelepípedos imprimem uma atmosfera quase que interiorana, bucólica, em certos pontos. O Marco Zero, que explode em êxtase no Carnaval, fora deste período é calmo, cercado por antigos edifícios neoclássicos. Do legado do conde holandês Maurício de Nassau também pouco se nota. Alguns de seus passos mais visíveis estão no pragmatismo com o qual recebeu judeus perseguidos pela feroz Inquisição ibérica. A sinagoga Kahal Zur Israel conta um pouco desse percurso que inclui a reconquista da cidade pelos portugueses e a migração de parte da comunidade para Nova York.

Se não quiser bater perna, você pode fazer um passeio de catarmarã pelo Recife Antigo e conhecer tudo do Rio Capibaribe, diretamente das águas que passeiam sobre o restinho de mangue recifense. O barco passa por debaixo de cinco das pontes mais icônicas da cidade e em frente aos prédios históricos, e o passeio é perfeito para fazer enquanto o sol se põe ou à noitinha.

Dia 2

A praia continua lá nos provocando enquanto tomamos nosso café com bolo de rolo. Como ninguém é de ferro, caímos na água e conhecemos os famosos arrecifes que batizam a cidade. Alma lavada e nenhum tubarão à vista! Seguimos então para Olinda, nos encantar com seu sobe e desce de ladeiras, a poucos quilômetros do centro.

A mistura de igrejas barrocas, vistas surpreendentes e casas coloniais criam uma ambiente harmonioso, cheio de charme. O melhor da cidade está em perambular pelas ruas, mas não deixe de checar os fabulosos azulejos do Convento de São Francisco e o adornado altar da Basílica de São Bento.

Pausa para o almoço: considere entre o agradável Beijupirá e o estrelado Oficina do Sabor com seu camarão ao mangue. Dúvida cruel, mas você certamente sairá pimpão de qualquer um dos dois.

De Olinda, tome o rumo do Instituto Ricardo Brennand, em Recife. Sua pinacoteca conta com boa curadoria para a ampla coleção de tapeçarias, óleos e desenhos diversos, com destaque para a obra de Frans Post. Já o anexo Castelo São João é uma experiência mais bizarra, com milhares de espadas, punhais, facas e armaduras atulhados em um castelinho ‘medieval’. Diversão na certa.

Dali, você pode conhecer a oficina de cerâmica de onde saem as obras primas do renomado escultor pernambucano Francisco Brennand. Se você não der de cara com o escultor, pode conferir funcionários da oficina trabalhando em encomendas e passear pelo jardim, repleto de obras de formas orgânicas e ultracuriosas do artista.

Com a mente cheia das sinapses formadas com tanta história e cultura, agora sim é hora de relaxar em Porto de Galinhas.

Viagem Aqui


Havanna vai abrir quiosque no Shopping Recife

A Havanna vai abrir seu quiosque no Shopping Recife – Crédito: Divulgação/havanna.com.br

Uma novidade de dar água na boca: um quiosque do famoso doce de leite Havanna vai abrir as portas no Shopping Recife. A marca também é famosa por suas receitas clássicas de cafés, doces e salgados. A Havanna já atua no Brasil desde 2006, com 53 pontos de venda espalhados por aproximadamente 20 cidades.

Hoje na Argentina são 202 lojas, sendo 59 próprias e 141 franqueadas. No exterior 92 pontos de venda, além dos pontos de distribuição em todo o mundo. A marca trabalha com três modelos de negócio: quiosque, café quiosque e cafeteria. Uma curiosidade: muitas de suas lojas na Argentina são sustentadas pelas compras de turistas brasileiros.


Tim Vickery: Na Copa e na vida, temos que dar mais valor ao esforço e menos à ‘brasilidade’

Tim VickeryDireito de imagem Eduardo Martino

 

Oitenta anos atrás, Alzira, filha de Getúlio Vargas, fazia o papel de madrinha da seleção brasileira que foi jogar a Copa do Mundo na França. Quando o Brasil perdeu na semifinal, notou que “o jogo de futebol monopolizou as atenções. A derrota do time brasileiro para o italiano causou uma grande decepção e tristeza no espírito público, como se se tratasse de uma desgraça nacional”. Futebol, esse novo esporte bretão, já tinha se transformado em coisa séria.

Vinte anos mais tarde, essa transformação ajudaria o Brasil a ganhar a taça pela primeira vez – e 1958, na Suécia, ainda permanece sendo o único triunfo tupiniquim na Europa (pelo menos até 15 de julho, quando ocorrerá a final da Copa da Rússia).

E, desde então, tem sido difícil separar os mitos do futebol brasileiro dos mitos sobre o país. Os dois caminham juntos, correm juntos, driblam juntos e chutam juntos. E tanto a verdade quanto os mitos formam um campo fértil para debate.

O triunfo maravilhoso de 1958 aconteceu, em grande parte, justamente porque o futebol aqui já tinha se transformado em coisa tão séria, em assunto de Estado.

Em termos de organização, a seleção brasileira foi um espetáculo. Como exemplo de contraste, a seleção inglesa foi para a Copa de Chile de 1962 sem sequer levar um médico. Quatro anos antes, o Brasil já contava com uma enorme comitiva, com médicos, preparadores físicos, um dentista – até uma experiência, prematura, com um psicólogo.

Pôster do Brasil vencedor na Copa de 1958Direito de imagem Domínio público/Acervo Museu Paulista (USP)
Image caption Em 1958, Brasil já havia transformado o futebol em coisa séria e levado inovações ao esporte

A mesma curiosidade e o espírito de mente aberta se aplicavam à parte tática. O futebol brasileiro se desenvolveu com uma grande participação de técnicos uruguaios e argentinos. Depois, chegou uma influência húngara. Filtrando vários conceitos, a seleção brasileira lançou uma novidade, muito à frente da concorrência – a linha de quatro defensores, em que um jogador fica recuado até o miolo da zaga. Até hoje, pessoas com mais idade falam do “quarto zagueiro”. Com mais cobertura na retaguarda, o Brasil não levou nenhum gol na Copa de 1958 até a semifinal – e, em um time sólido atrás, cada lance de genialidade de seus atacantes é valorizado.

O Brasil, então, virou campeão sustentado por um processo fascinante. Mas, no discurso popular, esse processo tem sempre sido subvalorizado, até esquecido. A vitória foi vista menos como consequência de um processo e mais como resultado de uma essência da “brasilidade”.

A voz – ou a caneta, ou a máquina – mais brilhante a falar disso foi a de Nelson Rodrigues, que trouxe para o futebol o espírito épico de um dramaturgo. “Qualquer pelada”, escreveu, “oferece uma margem imensa de mistério, de magia, de sobrenatural.” E oferece oportunidades enormes para a criação de mitos – que era o grande objetivo de Rodrigues.

“O jornalista que tem o culto do fato é profissionalmente um fracassado”, escreveu. “O fato em si vale pouco ou nada. O que lhe dá autoridade é o acréscimo de imaginação.” Como exemplo, ele narrava a história fictícia de um jornalista que, vendo um pequeno e insignificante incêndio, comoveu a cidade interia inventando um pássaro que, cantando, voou para a morte em direção às chamas. “Sem passarinho”, conclui Rodrigues, “não há jornalismo possível.”

Com uma combinação potente de futebol e nação, os voos da imaginação de Rodrigues deram vida a pássaros poderosos.

Para ele, somente um fator havia impedido um triunfo brasileiro na Copa antes de 1958: a falta de autoestima. Estava obcecado com a ideia do Brasil como “um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem.” Superado isso, não há quem possa.

Djalma Santos, Pelé e Gilmar comemorando vitória em 1958Direito de imagem domínio público/ Pressens Bild
Image caption Djalma Santos, Pelé e Gilmar comemorando vitória em 1958; time tinha ‘curiosidade e espírito de mente aberta’

“A pura, a santa verdade é a seguinte – qualquer jogador brasileiro, quando se desmarra de suas inibições e se põe em estado de graça, é algo único, em matéria de fantasia, de improvisação, de invenção. Em suma – temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossas qualidades. Quero aludir ao que eu poderia chamar de ‘complexo de vira-latas’. (…) A inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, face ao resto do mundo.”

A força e a influência dessas palavras são inegáveis. Mas é também inegável que se trata de uma visão bastante estranha.

O termo “vira-lata” não se refere a uma mistura de raças (“o brasileiro precisa se convencer que não é um vira-latas”). Tem muito mais a ver com o pensamento varguista do Brasil como “uma unidade racial”. Rodrigues adora falar sobre “o brasileiro”, como se fosse um país sem divisões sociais, sem história, um país não construído de imigrantes, a maioria recém-chegada da Europa.

O Flamengo estava endividado, e Rodrigues achava isso excelente. “Difícil encontrar um brasileiro sem dívidas”, escreve. “Insisto – um brasileiro sem dívidas é o que há de mais utópico, inexequível e mesmo indesejável.” Aí ele iguala a situção financeira de um campeão mundial de desigualdade econômica para pegar emprestado um conceito do historiador Eric Hobsbawm – o ex-escravo e o ex-dono de escravos unidos na sua condição de devedores. Todos cordialmente gastando mais do que ganhavam.

Óbvio que se trata de uma visão do Brasil que hoje em dia não é sustentável. A unidade racial, a cordialidade, a democracia racial – um por um caíram os mitos.

Está na hora, acredito, de olhar para além da ideia dos brasileiros entrando em um estado de graça – até porque nunca se explica por que outras nacionalidades não podem alcancar esse mesmo patamar.

As vitórias no futebol servem como inspiração, sim. Menos por serem produtos da “brasilidade” e mais porque foram frutos de um processo – uma aula para qualquer tarefa na vida.

*Tim Vickery é colunista da BBC News Brasil e formado em História e Política pela Universidade de Warwick.

Tim Vickery – Colunista da BBC News Brasil*


Roteiro da Copa: restaurantes marcam gol de placa no Recife

Casas criam estratégias, drinque e menus inspirados no campeonato

Por: Vanessa Lins

Moscow Mule de manga é homenagem à Seleção, no Recanto Paraibano
Foto: Ed Machado

Não quer perder nenhuma partida da Seleção Canarinho? Quer se reunir com família e amigos? Vários estabelecimentos providenciaram pacotes, drinques e até cardápios para os dias de jogos do Brasil. Como os horários variam, é prudente consultar com antecedência para checar a programação do dia. Listamos alguns exemplos para ajudar a torcida pelo Hexa mais animada.

Feijoada da Torcida
O simpático restaurante Quintal Cozinha Pra Torar, em Campo Grande, vai servir feijoada tradicional em todos os jogos da Seleção na Copa do Mundo. O cliente poderá de servir à vontade do prato, no sistema de bufê, a R$ 30 por pessoa. A casa também faz bom preço no chope da cervejaria pernambucana Ekäut de 300ml, vendido a R$ 6. Tem ambiente coberto e quintal com espaço para a criançada. Endereço: rua Oliveira Fonseca, 17, Campo Grande. Informações e reservas: 3034.9151.

Brinde em verde e amarelo
O movimentado Recanto Paraibano já é conhecido pelas transmissões de jogos de futebol, mas a casa resolveu apostar fichas nas chances de o Brasil levar a orelhuda criando o Drinque da Copa – que ilustra a capa de hoje. É uma versão do clássico coquetel moscow mule, servido em caneca gelada de cobre, à base de vodca, mas adaptada com vodca saborizada com manga e espuma da fruta. Um raminho de hortelã finaliza e complementa a cartela de cores da bandeira brasileira. O cardápio do bar, com cortes de angus, linguiça artesanal, hambúrguer e pratos nordestinos fica disponível dia a noite. Endereço: avenida Dezessete de Agosto, 248, Parnamirim. Informações: 3441.9945.

Torcida com conforto
O Spettus Boa Viagem vai com tudo para conquistar os torcedores que querem regalias durante os jogos da Seleção Canarinho nesta Copa do Mundo. O restaurante vai disponibilizar telões em alta definição para quem deseja acompanhar as partidas, além de rodízio completo, bebidas frias, chope, caipifruta e sobremesas. O valor por pessoa é de R$ 200. Endereço: avenida Engenheiro Domingos Ferreira, 1500, Boa Viagem. Informações: 3326.3070.

Copa requintada
Jantares harmonizados são a forma mais requintada de acompanhar os jogos da Copa do Mundo. Quem optar pelo combo conforto mais gastronomia bem elaborada, o Sheraton Reserva do Paiva é uma boa sugestão. Oferece menu especial harmonizado durante a Copa do Mundo. Até 15 de julho, das 11h às 23h, no lobby bar do hotel, um menu inspirado no mundial de futebol é servido com indicações de harmonização.

Os famosos pastéis de bacalhau, típicos de Portugal (R$ 25), é sugerido com cerveja Duvel ou com o drinque “Embora pa!” (R$ 19), elaborado com redução de vinho do Porto, suco de pomelo vermelho e vodca portuguesa. A Inglaterra é lembrada com o Fish & Chips (R$ 25), o popular filé de peixe branco empanado e acompanhado por batata frita.

A Wells Bombarier é a breja que mais iria bem com a friturinha ou ainda o coquetel “Kiss your Holligan” (R$ 19), feito com gin, amoras e canela em pó. O principal rival futebolístico do Brasil a Argentina, é rememorada com as clássicas empanadas de carne. Não poderia, portanto, combinar melhor com o lanche que a portenha Quilmes.

A atual campeã do mundo, a Alemanha, vem representada pelo currywurst (R$ 25), popularíssimas salsichas na frigideira ao molho curry acompanhado de batatas fritas. Cerveja germânica acompanha. Um bairrismo inquestionável representa o Brasil, com pão de macaxeira com carne de sol (R$ 25), mais drinque “A hexa… é nossa” (R$ 19), feito com caipirinha de tangerina, gengibre e canela. Endereço: avenida A, 4, Quadra F1, Lote 4A3 – Loteamento Reserva do Paiva, Cabo de Santo Agostinho. Informações e reservas: 3312.2000

Time “fat”
Pela quinta vez, a gigante McDonald´s escala o seu próprio elenco de seleções e lançou os sanduíches da Copa do Mundo. Este ano, homenageia os oito países campeões de todos os tempos: Brasil, Alemanha, Espanha, Uruguai, Argentina, Inglaterra, França e Itália.

Cada hambúrguer é vendido apenas um dia da semana, con exceção do McBrasil, disponível diariamente. E pela primeira vez, as McFritas ganharam versões personalizadas. Os lançamentos fazem parte da linha Signature, plataforma premium da rede.

Conheça os jogadores da Copa do McDonalds. Domingo é dia de McItália com queijo muçarela, polpetone, tomate, pepperoni e melt de muçarela com tomate seco no pão brioche, mais fritas tradicionais com molho de muçarela com tomate seco e bacon picado.

Começando a semana, segunda é a hora da França brilhar com sanduba de cogumelos caramelizados, dois hambúrgueres, queijo emental, mix de folhas, cebola crispy e melt brie no pão com gergelim, acopanhado de batatas rústicas com molho melt brie e bacon picado. O jogo segue na terça-feira com um olé do McEspanha, montado com brioche, queijo muçarela, dois hambúrgueres, mix de folhas, tomate, copa fatiada e maionese de oliva, escoltado por batatas rústicas com molho de maionese de oliva e bacon picado.

Na quarta-feira, tem McAlemanha, com cebola caramelizada, queijo emental, dois hambúrgueres, bacon, tomate e mostarda rústica no pão com gergelim. Quase fim de semana, na quinta é a vez do McUruguai com queijo emental, dois hambúrgueres, copa fatiada, cebola crispy e maionese chimichurri no pão de brioche.

Para enfiar o pé na jaca, sexta é a hora de se jogar no McInglaterra com queijo emental, dois hambúrgueres, picles, bacon, cebola crispy e molho barbecue no pão com gergelim. E, por fim, o sábado é estrelado pelo arquirrival do Brasil em campo, o McArgentina, com queijo cheddar entre 2 hambúrgueres, bacon, tomate, alface crespa e maionese chimichurri no brioche. Todos são guarnecidos com batatas em edições especiais.

Todo dia, porém, é dia de cair de boca no McBrasil: composto por dois hambúrgueres, queijo coalho, mix de folhas, bacon e maionese verde no pão de brioche. Endereços aqui

SERVIÇO

O bar Terraço Falcão, na Várzea, e os restaurantes Oficina do Sabor, Castelus e The Black Angus Conselheiro não oferecem pacotes para dias de jogo, mas instalaram TVs para transmitirem as partidas. O Tapa de Cuadril tem pacotes para dias de jogos, assim como o Marcolino Tap House, com ações diferentes em cada partida.

Terraço Falcão – Rua Bulandy, 620 Várzea. Informações e reservas: 3048.0808

Oficina do Sabor – Rua do Amparo, 335, Amparo – Olinda. Informações: 3429.3331

Castelus – Área externa do Instituto Ricardo Brennand. Informações: 99201.9787

The Black Angus – Rua França Pereira, 146, Boa Viagem. Informações: 3031.2097

Marcolino Tap House – Rua Capitão Zuzinha, 136, Boa Viagem. Informações: 3314.8009

Moscow Mule de manga é homenagem à Seleção, no Recanto Paraibano

Quintal Cozinha Pra Torar prepara bufê de feijoada a R$ 30 nos jogos do Brasil

Sanduíches do McDonald´s: um para cada dia da semana

Pacote de rodízio completo com bebidas a R$ 200 é isca do Spettus BV para dias de jogo

Foto: Divulgação

Folha PE


Co.Wok ancora com comida asiática no Recife Antigo

Loja de comida tem preparações na panela wok

Preparada na wok e servida na caixinha, refeição para levar ou comer no local
Foto: Ed Machado

Ainda tão mal abastecido de boas opções gastronômicas, o Recife Antigo ganhou uma operação que foge dos óbvios self-services da região. Com apenas duas semanas de funcionamento, o Co.Wok, dos sócios Thiago Arnaud e Fábio Menelau, já tem fila na hora do almoço – horário mais disputado por conta da aglomeração de empresas nas ruas vizinhas -, mas tem funcionamento esticado até as 21h, outro diferencial da loja de comida com pegada asiática.

O formato do negócio já é conhecido: o próprio cliente escolhe os ingredientes, proteínas, carboidrato e toppings, dispostos ao longo de uma vitrine. A diferença é o preparo final. Vai tudo para uma panela estilo wok – com borda funda, proporcionando que os ingredientes sejam salteados, incorporando sabor e mantendo a textura dos insumos.

A panela é muito utilizada na cozinha oriental e foi criada na China. O movimento de jogar para cima os ingredientes, que voltam obedientes para a panela, é hipnotizante e uma marca registrada desse tipo de preparo.

É dessa forma, então, que os ingredientes são misturados e levados, em seguida, a uma caixinha personalizada disponível em dois tamanhos que acomodam 500 gramas (smart box) e 950/1kg (big box), respectivamente, que o cliente pega e leva para comer onde preferir ou fazer a refeição no salão enxuto com capacidade para 35 pessoas. Não se engane. A primeira impressão visual das caixetas é de que há pouca comida, recomendo a maior para duas pessoas.

Comece escolhendo a proteína. Há frango apimentado, lombo suíno, carne bovina, carne coreana camarão, e cogumelo shitake. O próximo passo é selecionar o carboidrato da refeição entre arroz de sushi, arroz branco comum, arroz integral, macarrão noodle ou integral, todos já servidos com mix de legumes.

A caixinha vai ganhando mais cor à medida que se vai adicionando ingredientes, agora os complementos que vão de acelga abroto de feijão, kani kama, brócolis. E, por fim, o molho: shoyu tradicional e light, de ostra, agridoce, tonkatsu (shoyu, vinagre, saquê e mel), teriyaki, gengibre com shoyu e os apimentados coreia (shoyu, saquê, coentro e pimenta) e thai (curry, chilli e coco).

Os preços são justos, vão de R$ 17,90 a R$ 32,90.

SERVIÇO

Co.Wok

Endereço: rua da Guia, 121, Bairro do Recife

Informações: 3424.5279

Instagram: @co.wok


Presidente do Náutico comemora a reta final da requalificação dos Aflitos

Projeto Estádio dos Aflitos

O presidente do Náutico, Edno Melo, traz boas notícias para os alvirrubros: foi recebido o primeiro lote das 3.200 novas cadeiras a serem instaladas do estádio. Um caminhão trazendo 648 assentos chegou à sede nesta semana.

Essa primeira parte será instalada na área central reservada às cadeiras, que já apresenta todos os degraus concretados e deverá começar a receber os assentos a partir da semana que vem. Até lá, é aguardada também a entrega do restante das cadeiras.

Mais de 60% dos serviços contratados para as obras, que está na reta final, já foram concluídos. A colocação do vidro do alambrado deve começar ainda esta semana.


Milionários agora controlam metade da riqueza pessoal do mundo

US$ 294 bilhões estão nas mãos só dos 28 cidadãos do Leste Europeu que aparecem no Bloomberg Billionaires Index, por exemplo

Por Suzanne Woolley, da Bloomberg

Mais valiosos: bancos são destaque no ranking  (Ingram Publishing/Thinkstock)

Os ricos estão ficando muito mais ricos e muito mais rapidamente.

As riquezas pessoais em todo o mundo atingiram US$ 201,9 trilhões no ano passado, ganho de 12 por cento em relação a 2016 e o ritmo anual mais forte dos últimos cinco anos, afirmou a Boston Consulting Group em relatório divulgado na quinta-feira.

Os mercados de ações em expansão ampliaram as fortunas e os investidores de fora dos EUA tiveram um bônus na taxa de câmbio porque a maioria das moedas importantes ganhou força em relação ao dólar.

Os grupos crescentes de milionários e bilionários agora detêm quase metade da riqueza pessoal global, contra pouco menos de 45 por cento em 2012, segundo o relatório.

Na América do Norte, que tinha uma riqueza total de US$ 86,1 trilhões, 42 por cento do capital investível é mantido por pessoas com mais de US$ 5 milhões em ativos. Entre os ativos investíveis estão ações, fundos de investimento, dinheiro e títulos.

“O fato de que a riqueza mantida pelos milionários como porcentagem da riqueza total está aumentando não significa que os pobres estejam se tornando mais pobres”, disse Anna Zakrzewski, autora líder do relatório, em comunicado enviado por e-mail. “O que isso significa é que todos estão ficando mais ricos. Especificamente, acreditamos que os ricos estejam ficando mais ricos mais rapidamente.”

A grande vencedora do ano passado foi a China, que agora ocupa o segundo lugar mundial em termos de riqueza financeira após ultrapassar o Japão nos últimos cinco anos, disse Zakrzewski.

Apesar de a China ter ficado atrás apenas dos EUA em número de milionários e bilionários, o maior motor de crescimento do país asiático foi seu chamado segmento opulento, formado por quem tem US$ 250.000 a US$ 1 milhão em ativos investíveis.

“A China continuará tendo crescimento semelhante ao do passado e com isso, nos próximos cinco anos, haverá mais riqueza criada na China do que nos EUA”, disse, acrescentando que o número de milionários deve crescer quatro vezes mais rapidamente no país asiático do que nos EUA.

Sem o impulso gerado pelo enfraquecimento do dólar, o aumento da riqueza global teria sido de 7 por cento. A região que mais se beneficiou com a valorização da moeda foi a Europa Ocidental, onde um avanço de 15 por cento em dólares americanos representa 3 por cento na moeda local.

O Leste Europeu e a Ásia Central tiveram a maior concentração de riqueza no topo e os bilionários, sozinhos, detiveram quase um quarto dos ativos investíveis.

Os 28 cidadãos do Leste Europeu que aparecem no Bloomberg Billionaires Index têm uma riqueza líquida total de US$ 294 bilhões, o que inclui um ganho de US$ 3,4 bilhões até esta altura de 2018.

A riqueza também é altamente concentrada em Hong Kong, onde indivíduos com mais de US$ 20 milhões detêm 47 por cento das riquezas investíveis.

O dinheiro depositado em fundos de investimento e ações negociadas em bolsa tiveram os maiores ganhos e os títulos foram a única classe de ativos básicos a registrar crescimento negativo no ano passado, com queda de 7 por cento.

Porcentagem do total de riqueza pessoal ao longo do tempo Porcentagem do total de riqueza pessoal ao longo do tempo em cada região: América do Norte (preto), Europa Ocidental (vermelho), Ásia Pacífico sem Japão (azul)

Porcentagem do total de riqueza pessoal ao longo do tempo em cada região: América do Norte (preto), Europa Ocidental (vermelho), Ásia Pacífico sem Japão (azul) (Gráfico/Bloomberg)

 

Número de indivíduos com mais de 100 milhões de dólares Número de indivíduos com mais de 100 milhões de dólares em cada país (na ordem: Estados Unidos, China, Japão, Reino Unido e Alemanha)

Número de indivíduos com mais de 100 milhões de dólares em cada país (na ordem: Estados Unidos, China, Japão, Reino Unido e Alemanha) (Gráfico/Bloomberg)


Oficinas de férias hi-tech na CESAR School no Recife Antigo

Chegam as férias e os pais s pais começam a buscar lugares divertidos que possam intensificar a aprendizagem de seus filhos. A novidade este ano é que a CESAR School, escola de inovação do CESAR, abre as portas durante o período de férias com oficinas que vão fazer a cabeça dos jovens e até mesmo dos jovens e mães. Ao todo são dez oficinas que acontecem durante o período de 5 a 28 de julho e custam R$95 cada. As inscrições podem ser feitas através do link: https://www.sympla.com.br/cesarschool .

Cesar School – Foto: Alcione Ferreira sc

“Acreditamos que, a cada dia que passa, precisamos ser capazes de utilizar e desenvolver novas tecnologias. Também é imprescindível que criemos cenários de aprendizagem que favoreçam o desenvolvimento de competências do futuro como, criatividade, comunicação, colaboração e pensamento crítico. Esta é nossa filosofia em todas as graduações, pós-graduações e mestrados que oferecemos e quisemos levar este conceito de forma divertida para os mais jovens também” – explica Felipe Furtado, Executivo Chefe da CESAR School.

Sobre as oficinas:

DIA 05 DE JULHO

Das 8h às 12h
Remixando a Web – Vamos desmistificar o conceito Hack e aprender como funciona uma página web, como ela é construída e como modificá-la. De quebra, aprender como as fakes news funcionam e como identificá-las.
Facilitador: Bruno Lima
Público Sugerido: 12 a 14 anos

Porquinho Inteligente –  Nesta oficina, os alunos vão construir um cofrinho com alarme sonoro abordando conhecimentos relacionados a tecnologia, prototipação e finanças. Serão utilizados materiais simples como caixas e pilha s. Por fim, as crianças serão incentivadas a utilizá-lo de forma responsável, através de conhecimentos básicos de finanças.
Facilitador: Luiz Francisco e Maurício Taumaturgo
Público Sugerido: 12 a 14 anos

Das 14h às 18h

Design Lúdico – Nesta oficina serão aplicadas metolodogias de Design Thinking  para resoluções de problemas, produção de projetos e encontrar soluções criativas, tudo isso de forma lúdica e divertida com crianças.
Facilitador: Haidée Lima e Luciana De Mari
Público Sugerido: 8 a 11 anos

Jardim Inteligente – A oficina de Jardim Inteligente trará aos estudantes conhecimentos que envolvem tecnologias e meio ambiente, utilizando conceitos básicos de diferentes áreas como Robótica, Cultura Maker e Ciências da Natureza. Fazendo uso do Arduino – plataforma de prototipagem eletrônica open source que visa tornar mais fácil a criação de aparelhos eletrônicos – a oficina traz um momento de aprendizagem ativa, de forma lúdica e criativa. Facilitador: Everton Barros e Anderson Silva
Público Sugerido: 12 a 14 anos

DIA 12 DE JULHO
Das 8h às 12h

Jardim Inteligente – A oficina de Jardim Inteligente trará aos estudantes conhecimentos que envolvem tecnologias e meio ambiente, utilizando conceitos básicos de diferentes áreas como Robótica, Cultura Maker e Ciências da Natureza. Fazendo uso do Arduino – plataforma de prototipagem eletrônica open source que visa tornar mais fácil a criação de aparelhos eletrônicos – a oficina traz um momento de aprendizagem ativa, de forma lúdica e criativa. Facilitador: Everton Barros e Anderson Silva
Público Sugerido: 12 a 14 anos

Arte Elétrica – Nessa oficina, o estudante irá identificar e compreender conceitos básicos de corrente elétrica e voltagem por meio da Cultura Maker, com a utilização de materiais recicláveis e e-waste. Ao mesmo tempo, a oficina proporcionará momento de criatividade, arte e muita diversão.
Facilitador: Everton Barros e Anderson Silva
Público Sugerido: 8 a 11 anos

Das 14h às 18h 

Animotion – Explorando a criatividade, a oficina permite que as crianças desenvolvam animações em stop-motion usando blocos de encaixe, massinha de modelar e outros suportes analógicos para criação de uma obra digital. O roteiro das animações e as esculturas serão feitas com a supervisão de um time de especialistas da CESAR School.
Facilitador: Janaina Branco, Tancicleide Gomes e Arthur Silva
Público Sugerido: 8 a 11 anos

DIA 19 DE JULHO 

Das 8h às 12h

Realidade Virtual com Lentes Analógicas – Realidade Virtual é uma das tecnologias em ascensão em games, simuladores e tantas outras situações. Nessa oficina vamos prototipar novas experiências em Realidade Virtual utilizando papel, caneta e um smartphone.
Facilitador: Bruno Lima
Público Sugerido: 12 a 14 anos
Realidade Virtual com Lentes Analógicas – Realidade Virtual é uma das tecnologias em ascensão em games, simuladores e tantas outras situações. Nessa oficina você vai aprender a prototipar novas experiências em Realidade Virtual, utilizando papel, caneta e um smartphone.
Facilitador: Bruno Lima
Público Sugerido: 12 a 14 anos

Das 14h às 18h
Arte Elétrica – Nessa oficina, o estudante irá identificar e compreender conceitos básicos de corrente elétrica e voltagem por meio da Cultura Maker, com a utilização de materiais recicláveis e e-waste. Ao mesmo tempo, a oficina proporcionará momento de criatividade, arte e muita diversão.
Facilitador: Everton Barros e Anderson Silva
Público Sugerido: 8 a 11 anos

Porquinho Inteligente –  Nesta oficina, os alunos vão construir um cofrinho com alarme sonoro abordando conhecimentos relacionados a tecnologia, prototipação e finanças. Serão utilizados materiais simples como caixas e pilha s. Por fim, as crianças serão incentivadas a utilizá-lo de forma responsável, através de conhecimentos básicos de finanças.
Facilitador: Luiz Francisco e Maurício Taumaturgo
Público Sugerido: 12 a 14 anos

DIA 28 DE JULHO
Das 8h às 12h
Paper Toy 
– A oficina Paper Toy ou brinquedo de papel exercita a criatividade na construção de personagens. Explorando a técnica de plano de corte para embalagens, o aluno aprende a transformar folhas de papel em figuras tridimensionais. A oficina também estimula o reaproveitamento de materiais descartáveis.
Facilitador: Georgenes Claudino
Público Sugerido: Pais e Filhos

Crítica Ilustrativa – A partir de formas geométricas simples, as crianças podem aprender processos de ilustração de forma lúdica, instigando a criatividade e a vontade de conhecer o mundo ilustrativo.
Facilitador: Vladimir Barros
Público Sugerido: Pais e Filhos

Carimbo Criativo –  Aprenda a utilizar a técnica de xilogravura para criar carimbos em borrachas escolares e EVA e a  como desenvolver repetições manuais para a elaboração de padronagens. O resultado será carimbado em papéis, tecidos e uma ecobag.
Facilitadora: Ana Cuentro
Público Sugerido: Pais e Filhos

Serviço:
Oficina de Férias CESAR Scholl
De 5 a 28 de julho
Inscrições: https://www.sympla.com.br/cesarschool
Cais do Apolo, 77, Bairro do Recife
Fone: (81) 34196700


Juízes sem teto

Indefinição sobre o auxílio-moradia impôs ao país os custos de um privilégio indefensável

Uma decisão tomada há quase quatro anos pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, já custou mais de R$ 4 bilhões aos cofres públicos sem que a controvérsia em torno da legalidade da medida fosse solucionada pela corte.

Em setembro de 2014, como relator de três ações movidas por juízes, Fux estendeu a todos os magistrados do país o auxílio-moradia, benefício concebido originalmente apenas para os que atuassem em comarcas longínquas.

Desde então, até profissionais com casa própria e que residem na mesma cidade em que trabalham ganharam direito a um adicional de R$ 4.377 mensais, livre de tributos e do teto imposto pela Constituição aos vencimentos dos servidores —atualmente, o salário dos ministros do Supremo, R$ 33,7 mil.

Fux concedeu a dádiva por meio de liminares, ou seja, decisões de caráter provisório. Seus efeitos prevalecem até hoje porque as ações sobre o assunto não foram julgadas no plenário do STF.

Em março, quando os integrantes do tribunal se preparavam para examiná-las, Fux atendeu a um pedido da Associação dos Magistrados Brasileiros e suspendeu o julgamento, remetendo o caso a uma câmara de conciliação coordenada pela Advocacia-Geral da União.

A ideia era que as partes envolvidas se reunissem até encontrar uma solução consensual para o problema, mas o esforço foi inútil. Passados três meses, a AGU jogou a toalha na última terça (19), informando ao Supremo que a tentativa de conciliação fracassara.

A AGU considera ilegal a extensão indiscriminada do auxílio-moradia e fincou pé na posição. As associações de magistrados que participaram das discussões também não se mostraram dispostas a ceder.

Surgiram no processo duas sugestões para contornar o problema. A primeira seria incorporar o valor do penduricalho aos rendimentos dos juízes e, para acomodá-lo, aumentar o teto salarial dos funcionários públicos.

A outra ideia seria propor ao Congresso a criação de outro adicional para os magistrados, proporcional ao tempo de serviço na carreira, que substituiria o auxílio-moradia.

É fácil perceber que as duas propostas só atendem ao interesse das corporações, que se recusam a abrir mão dos seus ganhos, e não resolvem o problema do governo, que não tem dinheiro e teme alimentar pressões de outras categorias se satisfizer os magistrados.

Cabe agora ao STF decidir o que fazer. Considerando os custos da indefinição para o contribuinte, é desejável que o faça logo.

Não deveria ser uma escolha difícil. Num momento em que juízes e ministros do STF proclamam suas virtudes no combate aos privilégios dos poderosos, o auxílio-moradia se tornou moralmente insustentável.

Folha de S.Paulo – (O que a Folha pensa)


Campanha no Facebook tem U$ 19,5 milhões para reunir famílias nos EUA

Organizada dentro da ferramenta chamada Fundraiser, do Facebook, a campanha para reunir famílias bateu todas as metas estipuladas. Desde o lançamento, o esforço de arrecadação de dinheiro aumentou regularmente sua meta.

Imigrantes ilegais detidos pela patrulha da fronteira dos Estados Unidos
Foto: US CUSTOMS AND BORDER PROTECTION / AFP

Mais de meio milhão de pessoas participaram de uma campanha de arrecadação de fundos realizada no Facebook para reunir crianças separadas dos pais que entraram ilegalmente nos Estados Unidos pela fronteira do México. Segundo a atualização deste sábado (23) o valor angariado pela campanha Reúna um pai imigrante com o filho, já ultrapassa os U$ 19,5 milhões de dólares (R$ 61 milhões). É o maior valor já arrecadado em uma campanha feita pela rede social.

Segundo a porta-voz da rede social Roya Soleimani Winner, mais 500 mil pessoas fizeram doações em prol da reunião das famílias separadas pela política tolerância zero da administração Donald Trump.

A campanha foi criada no sábado (16). Inicialmente com um alvo de U$1,5 mil dólares. Mas a arrecadação foi recorde na rede social com até U$10 mil dólares por minuto. Organizada dentro da ferramenta chamada Fundraiser, do Facebook, a campanha bateu todas as metas estipuladas. Desde o lançamento, o esforço de arrecadação de dinheiro aumentou regularmente sua meta. Neste sábado a meta foi alterada para U$25 milhões.

Criadores
A campanha foi criada pelo casal Charlotte Willner e Dave Willner, moradores da Califórnia. Ambos trabalharam no grupo que fundou o Facebook. Eles tomaram a decisão, segundo a imprensa californiana, após ver um foto da menina hondurenha de 2 anos, olhando e chorando para a mãe, enquanto ela era revistada pela patrulha fronteiriça, no Sul do Texas.

Charlote diz que ela e o esposo lembraram-se da própria filha, de 2 anos, ao ver a menina chorando, e decidiram criar a campanha. “Essas não são crianças com as quais não precisamos nos importar. Elas são como nossos filhos ”, disse Charlotte Willner ao San Jose Mercury News, um jornal local da Califórnia.

O dinheiro arrecado será usado para campanhas do Refugee and Immigrant Center for Education and Legal Services, RAICES, uma organização sem fins lucrativos que fornece serviços legais gratuitos para crianças, famílias e refugiados imigrantes no centro e sul do Texas.

Por: Agência Brasil


Fundação Gates investe na eliminação da malária no Brasil

A Fundação Bill & Melinda Gates doou R$2,2 milhões para a Fundação Oswaldo Cruz e para o Ministério de Saúde para o combate à malária. No Brasil, o número de doentes cresceu 50% no primeiro semestre de 2018.

Mosquito Anopheles transmissor da malária
Foto: Portal Biologia/ Divulgação

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde fazem parte de um consórcio que acaba de receber R$ 2,2 milhões para o combate à malária. A doação foi feita pela da Fundação Bill & Melinda Gates, no início desta semana. O dinheiro chega ao mesmo tempo em que cresce o número de pessoas infectadas na América Latina, depois de uma década de diminuição de casos, de acordo com a Fiocruz.

Uma das preocupações é o Brasil, onde o número de doentes cresceu 50% no primeiro semestre de 2018, em comparação com 2017, revela o pesquisador da fundação, Marcus Lacerda. Ele coordena o consórcio com as 30 entidades nacionais e estrangeiras que receberam a doação da Fundação Gates, o Instituto Elimina. Na América Latina, outra preocupação é a Venezuela, país que enfrenta crise econômica com reflexos na saúde e no aumento de infectados.

Os recursos internacionais vão especificamente para o projeto que prepara a população brasileira para receber, nos próximos dois anos, um novo medicamento para malária causada por P.vivax – tipo prevalente em 90% dos casos no país. É que uma parcela da de pessoas, com déficit de uma enzima específica, pode desenvolver complicações com o novo remédio e mesmo com os atuais e correm risco de morte.

Por isso, o objetivo é avaliar a viabilidade de um teste rápido de sangue para identificar quem tem deficiência e propor tratamento individualizado. “Nessa primeira parte do projeto, vamos a campo fazer um diagnóstico dessa intolerância à medicação antimalária e observar como as pessoas lidam com esse novo diagnóstico”, explicou Lacerda, pesquisador chefe do Instituto Elimina.

Serão observados, além da reação dos pacientes ao teste, os custos e a efetividade do novo método na Amazônia, uma região particular por suas dimensões e especificidades. “As pessoas têm um teste novo para ser feito. Tem que furar o dedo. Elas têm maior dificuldade agora para usar o remédio [de malária]. Precisamos saber se vão aceitar, se acham que é uma boa, se o teste não retardará o tratamento, se quem faz o diagnóstico acha que é fácil ou difícil fazer o teste”, detalhou Lacerda.

Hoje, o Brasil não faz o diagnóstico enzimático e a população corre riscos. “O que a gente quer fazer é usar a medicação para malária de uma forma mais segura”, disse o pesquisador. Existem remédios alternativos para pessoas com a deficiência.

Em visita à Fiocruz no Rio de Janeiro, na última terça-feira (19), Sue Desmond-Hellmann, CEO da Fundação Gates, disse, que é preciso “encurtar substancialmente o tempo necessário para disponibilizar novos tratamentos e testes para a malária”. Ela lembrou, em nota, que a doença é incapacitante e impede a pessoa de trabalhar e estudar, por causa, principalmente, das recaídas, sintomas típico da doença.

A organização internacional já investiu U$ 35 milhões na cura da malária causada pelo plasmódio P.vivax na América Latina. O investimento é importante para introdução do novo remédio, a tafenoquina, no sistema de saúde em pelo menos dois anos. O mais recente medicamento lançado nos últimos 60 anos, permite o tratamento da malária em dose única. Os atuais precisam ser tomados entre sete e 14 dias.

Também integram o Instituto Elimina pesquisadores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde.

Por: Agência Brasil


IBPT: Brasil é pior país em retorno dos impostos para a população

Somente a educação básica sofreu redução de 36% dos repasses que podem ser contingenciados pelo governo federal em 4 anos


Do total de recursos que financiam a educação básica no Brasil, apenas 20% vêm da União.
Foto: EBC

Lucas Moraes

Se por um lado o governo tem perdido bilhões com incentivos fiscais, por outro, o que de fato tem sido arrecadado é mal gerido e coloca o País na última posição de um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Dentre os 30 países que mais arrecadam no mundo, o Brasil é justamente o pior em retorno dos impostos em serviço públicos de qualidade à população.

De acordo com o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, desde que o estudo começou a ser feito, há oito anos, o Brasil, por não ter mudado a forma como distribui o que é arrecadado, tem permanecido na última posição do ranking. “O grande problema é que o País arrecada muito bem, mas acaba gastando muito com a manutenção da máquina pública, com previdência e demais custos, deixando pouco para os serviços voltados ao bem-estar da população, como o sistema de saúde, educação e saneamento básico”, explica. O estudo do IBPT compara os valores de arrecadação e do PIB com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A carga tributária do Brasil corresponde a 34,13% do PIB, 15ª maior carga do ranking, enquanto o IDH do País é o pior da lista: 0,754 – numa escala que vai de 0 a 1.

A Irlanda, seguida pelos Estados Unidos, Suiça, Austrália e Coréia do Sul são os países que melhor fazem aplicação dos tributos arrecadados, em termos de melhoria da qualidade de vida de seus cidadão. A Irlanda, que no último estudo figurava em 5º lugar, agora aparece na liderança, como o país que, mesmo com uma carga tributária não tão elevada, consegue dar à população serviços públicos de qualidade.

Para o fundador da Instituição Contas Abertas, Gil Castelo Branco, que acompanha os gastos do governo, o estudo apenas comprova o que os brasileiros já sentem há muito tempo. “Temos uma das mais altas cargas tributárias do mundo e uma prestação de serviços que deixa a desejar no retorno. Eu entendo que hoje em dia o orçamento disponibilizado não cabe dentro do estado brasileiro porque ele paquidérmico (de tamanho exagerado), ineficiente, corporativo e caro. Isso se reflete em todas as políticas públicas”, reforça. Ainda segundo ele, embora tenha arrecadação de países desenvolvidos, o custo da máquina pública é o maior entrave. “Temos 29 ministérios, 23 mil funções ou cargos de assessoramento superior e, se levarmos em conta todas as comissões e gratificações, esse número passa dos 100 mil. Temos 149 empresas estatais com quase 500 mil funcionários e movimentação de um PIB argentino. Sem contar o legislativo que custa R$ 28 milhões por dia, com até 25 assessores para cada deputado e 99 assessores para um senador e auxílios moradia, etc. O Estado de fato é muito caro”, justifica.

Educação

Justamente por custar tanto, a máquina pública acaba comprometendo o repasse maior de recursos para serviços como saúde, segurança e educação. Somente em repasses que podem ser contingenciados, ou seja, que o governo tem o poder de diminuir ou aumentar a depender do seu orçamento, de 2015 até este ano, a redução foi de 36% nos valores federais destinados à educação básica. “Se a gente pega o caso de Pernambuco, hoje o quadro que temos é de municípios com menos da metade do valor de investimento por aluno. Enquanto Recife tem uma média de gasto de R$ 7,5 mil por aluno ao ano – o que não é alto se compararmos com a mensalidade uma escola privada, por exemplo – em outros municípios esse custo é de R$ 3,3 mil. Isso se dá pela lógica de investimento baseada na arrecadação”, diz o coordenador de projetos do Movimento Todos Pela Educação, Caio Callegari.

Conforme dados do próprio movimento, do total de recursos que financiam a educação básica no Brasil, apenas 20% vêm da União. “Se temos R$ 1 sendo investido, só R$ 0,20 centavos é do governo federal, que arrecada mais e poderia investir mais. O restante quem arca são os municípios e estados, que não dão conta”, complementa Callegari. Nos últimos 4 anos, a previsão orçamentária para investimento em educação básica do ministério da Educação caiu de R$ 41 bilhões em 2015 para R$ 26,4 bilhões em 2018.

JC Economia


Arquidiocese pretende dar uso misto ao Seminário de Olinda

Interditados desde maio de 2015, Seminário de Olinda e Igreja da Graça passarão por obra emergencial a partir de 26 de junho

Piso da Igreja da Graça também precisa de reparos
Foto: Guga Matos/JC Imagem

Cleide Alves

Projeto para ocupação mista do Seminário de Olinda, no Alto da Sé, está sendo avaliado pela Arquidiocese de Olinda e Recife como alternativa para a sustentabilidade do prédio histórico. A ideia seria ocupar a maior parte do imóvel com suas funções de origem – formação de seminaristas – e abrir espaço na edificação para a iniciativa privada. “É uma forma de garantir renda e evitar que daqui a dez anos estejamos passando por esses mesmos problemas”, afirma padre Rinaldo Pereira.

O seminário e sua igreja, dedicada a Nossa Senhora da Graça, foram interditados pela Defesa Civil da cidade desde maio de 2015 por causa de avarias generalizadas. Só agora a arquidiocese conseguiu recursos suficientes para dar início à obra emergencial nos dois imóveis, a partir desta semana. “Temos R$ 1,5 milhão proveniente da Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura) e de doações espontâneas, diz Padre Rinaldo, presidente da Comissão de Cultura da Arquidiocese.

Dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife, assinará a ordem de serviço para autorizar a execução da obra, às 15h de terça-feira (26/06), numa solenidade no prédio do seminário. O dinheiro arrecadado será utilizado na recuperação do telhado da igreja e na reforma da coberta e do assoalho da bedelagem (antiga sala do bedel, inspetor de alunos), uma das dependências do Seminário de Olinda. “São as áreas mais comprometidas, o piso da bedelagem está escorado”, afirma o sacerdote.

REABERTURA

As intervenções serão realizadas em 12 meses, evitarão riscos de desabamento e aumento da degradação dos edifícios, mas não asseguram a reabertura do Seminário de Olinda e da Igreja da Graça, avisa padre Rinaldo. “O piso da igreja estufou e precisamos fazer esse conserto antes de ela voltar a funcionar”, justifica. A arquidiocese continua em busca de parceiros para dar continuidade à obra. “Poderemos reabrir a igreja em 2019 se captarmos mais recursos nesse período de um ano.”

Uma empresa do Rio Grande do Norte, a PS Engenharia Ltda, vai executar a obra, que terá acompanhamento da Arquidiocese de Olinda e Recife e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A Igreja da Graça, uma das construções religiosas mais antigas de Olinda, foi erguida em 1535 a pedido do primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho. A capela de origem passou por reformas com ampliação em 1551, realizadas por padres jesuítas.

O Colégio dos Jesuítas, ao lado da igreja, é construído pela Companhia de Jesus ainda no século 16. No fim do século 18 os dois imóveis são entregues à Diocese de Olinda e a antiga escola passa a funcionar como seminário. A Igreja da Graça tem estilo maneirista, uma transição entre o renascimento (sem registros no Brasil) e o barroco, de acordo com o engenheiro do Iphan-PE, Frederico Almeida. Restaurada na década de 1970, a igreja voltou às características do século 16, perdidas em reformas anteriores.

BELAS ARTES

Sem uso no fim dos anos 1950, o prédio do Seminário de Olinda foi a primeira sede da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), fundada em 1959 quando o curso separou-se da Escola de Belas Artes. “Alunos e alunas funcionaram como ajudantes de construção, capinando e transportando tijolos e telhas (até o seminário). Arquitetos e professores cederam pranchetas e bancos dos seus escritórios para ambientar salas de aulas”, recorda o urbanista Zildo Sena Caldas, professor emérito da UFPE.

JC Cidades


Reconhecimento dos clientes é garantia do sucesso da Moura Dubeux

Construtora, há mais de três décadas na estrada, já soma 15 anos seguidos entre os destaques do JC Recall de Marcas

Empresa ficou em primeiro lugar no segmento de Construtora de Imóveis do JC Recall de Marcas
Foto: Divulgação

Comprar ou alugar e depois cuidar de uma casa são coisas que tomam um tanto do nosso tempo. Quem vai adquirir um imóvel precisa levar uma série de fatores em consideração antes de fechar o negócio. Aquele que vai alugar, também. E todo mundo quer deixar o cantinho onde mora com a sua cara, tornar o ambiente um espaço mais prazeroso. Assim, realizar qualquer uma dessas tarefas é muito mais fácil quando você tem uma relação de confiança com as empresas que prestam esses serviços.

A Moura Dubeux, há mais de três décadas na estrada, é uma antiga conhecida do JC Recall de Marcas. A empresa já soma 15 anos entre os destaques do prêmio, um estímulo que mostra para o grupo que a qualidade do que oferece é reconhecida pelos clientes. Para Eduarda Dubeux, gerente de Marketing da empresa, uma junção de fatores justifica o sucesso da marca. “Influencia a preocupação no atendimento e satisfação dos clientes, o cuidado e atenção com a força de vendas e a conscientização de todos os colaboradores que formam a empresa. Todos têm que ter os mesmos objetivos para entregar o melhor produto e fazer o melhor atendimento possível”, define.

Ocupando o primeiro lugar no segmento de Construtora de Imóveis, a empresa precisou acompanhar, ao longo de seu desenvolvimento, as várias mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros, lançando no mercado produtos alinhados aos novos desejos da clientela. “Cada vez mais buscamos informação para conceber produtos mais assertivos. O conhecimento do que o seu cliente ou cliente em potencial deseja e anseia é essencial”, explica a diretora.

Apesar de atuarem em um setor prejudicado pela crise econômica que atinge o país, Eduarda Dubeux já percebe uma mudança positiva no mercado. “Notamos uma perspectiva mais otimista e com boas notícias, como a recente redução da taxa de juros e aumento do teto do financiamento pela Caixa Econômica. Isso ajuda, sem dúvidas, o consumidor a ter estímulo para comprar. Além disso, os nossos novos lançamentos também melhoraram os resultados das vendas”.

Para Eduarda, uma marca que queira ser lembrada precisa saber particularizar a sua relação com o público. “Hoje em dia em que as coisas estão tão mais automatizadas para se ter praticidade, quanto mais personalizado e cuidadoso for aquele atendimento ao seu consumidor, mais fácil será sua aceitação. Ainda mais no nosso negócio, onde estamos falando da casa, do lar da pessoa”, conclui.

JC Online


Estudo diz que é preciso ampliar em 62% os investimentos em saneamento

Para universalizar serviços até 2033, é preciso R$ 21 bilhões por ano


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), denominado Saneamento Básico: uma agenda regulatória e institucional, revela que para universalizar os serviços até 2033, conforme estabelece o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), é necessário ampliar em 62% o volume de investimentos para um patamar de R$ 21,6 bilhões anuais.

De acordo com o estudo, o investimento insuficiente é o maior vilão para a ampliação da cobertura por redes de esgoto no Brasil. Nos últimos oito anos, a média de recursos aportados no setor foi de R$ 13,6 bilhões.

O mesmo estudo mostra ainda que o serviço prestado pelas companhias privadas tem mais qualidade que o das públicas, e que cada R$ 1 investido dá retorno de R$ 2,50 ao setor produtivo. Segundo o documento, a ampliação das redes resulta em melhorias na saúde da população.

Metas

Na avaliação da CNI, a meta do Plansab só se tornará possível, caso a agenda de saneamento básico seja prioridade do governo federal .

“Caso sejam mantidos os níveis recentes de investimento, a universalização dos serviços será atingida apenas após 2050, com cerca de 20 anos de atraso”, afirmou a diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg. De acordo com o estudo, a experiência internacional sugere que a parceria com o setor privado tem sido fator fundamental para a expansão e aumento da qualidade dos serviços de saneamento.

As concessões e as parcerias público-privadas (PPPs) no setor, no entanto, ainda esbarram em uma série de resistências, a maior parte relacionada aos mitos de que o setor privado só atua em grandes municípios e de que as tarifas privadas são significativamente superiores.

“É mito a ideia de que a participação privada gera aumento significativo das tarifas: o setor privado pratica tarifas de cerca de 11 centavos acima das tarifas observadas nas companhias estaduais”, diz o estudo.

Por: Agência Brasil


Paris busca ajuda da Unesco para preservar bistrôs

Reuters
Em algumas áreas populares da cidade, a ausência de cafés começou a se destacar

Pode parecer que há dois em cada esquina em Paris, mas bistrôs e cafés de rua tradicionais estão desaparecendo de tal forma que um movimento começou a tentar protegê-los.

Alain Fontaine, dono do Le Mesturet e fundador do “Bistrôs e Terraços de Paris”, diz que uma parte essencial da vida parisiense será perdida, a menos que se possa encontrar uma saída para preservar os cafés clássicos com cobertura de zinco, terraço e boa comida.

“Eles são lugares vibrantes, abertos à vida e à cidade”, diz o grupo em seu site, que lançou uma campanha para obter o reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Unesco. “Eles estão ameaçados e precisam de proteção.”

Há 30 anos, bistrôs e cafés de rua representavam metade dos restaurantes em Paris, de acordo com Fontaine, mas o número caiu para apenas 14%, com redes de fast-food, de café e lanchonetes ganhando espaço.

Em algumas áreas populares da cidade, a ausência de cafés começou a se destacar. No Boulevard Saint-Michel, perto do Pantheon e dos Jardins de Luxemburgo, o Burger King e o McDonald’s ocupam agora duas esquinas onde antes ficavam cafés e, do outro lado da rua, um bistrô fechou recentemente.

Os turistas dizem que gostam da ideia de um status especial. “Há apenas algumas cidades onde há realmente uma cultura de café, uma cultura de bistrô e Paris é uma delas. E essa é realmente minha parte favorita sobre vir aqui”, disse Holly, uma visitante norte-americana que almoçava com seu parceiro.

Mas os bistrôs não são apenas para turistas. Muitos franceses chegam para tomar um café ou almoçar, felizes por fazer uma refeição com filé ou confit de canard a um preço decente.

“Quando você pensa em Paris, você pensa em gastronomia”, diz o morador da capital francesa Mathieu Warnier. “Bistrôs, pelo menos uma grande parte deles, são lugares onde você pode obter boa comida tradicional sem pagar preços exorbitantes.”

Reuters


Fundo da Danone investirá em mais de 20 startups


A mudança no gosto dos consumidores está abalando a indústria de alimentos

O Danone Manifesto Ventures, fundo de investimento criado pela gigante francesa do setor de alimentos focado em startups que desafiem o domínio de grandes marcas, espera investir em 20 a 25 dessas empresas até 2020.

O diretor-gerente Laurent Marcel disse à Reuters que o fundo mira setores que vão desde bebidas saudáveis, lanches e comida para bebês até a busca por fontes alternativas de proteína e novas formas de construir relacionamentos com os consumidores.

“Nossa ambição é fazer entre seis e sete investimentos por ano. Poderíamos ter um portfólio de 20 a 25 empresas até 2020”, disse Marcel.

O fundo, criado em 2016, já investiu quase a metade de seu orçamento inicial de US$ 150 milhões.

A mudança no gosto dos consumidores está abalando a indústria de alimentos. Uma crescente demanda por produtos saudáveis e ecologicamente conscientes permitiu que marcas recém-chegadas ganhassem participação de mercado.

A Danone e concorrentes como a Nestlé têm procurado se adaptar a essas novas tendências, já que a geração millennial opta por dietas e estilos de vida mais saudáveis.

O presidente-executivo do grupo, Emmanuel Faber, disse que está apostando em um impulso da Danone, maior fabricante de iogurte do mundo, nessas áreas para gerar um crescimento de vendas superior ao de seus pares na próxima década.

Reuters


Política: Os herdeiros dos criminosos.

Filhos de políticos hoje atrás das grades entram na campanha de olho nos espólios eleitorais dos pais. Verba eles têm. Resta saber o quanto que a herança política, maculada pela corrupção, vai atrapalhar.

Tábata Viapiana

Se políticos de grosso calibre encontram-se atrás das grades, arrastados pela implacável Lava Jato, o mesmo não se pode dizer de seus rebentos. Livres e soltos, os filhos das “excelências” presas foram encarregados de garantir a manutenção do poderio político da família. Para cumprir a tarefa a contento, entraram de corpo e alma na campanha eleitoral deste ano – mesmo sob o risco de serem contaminados pela imagem manchada dos pais. Recursos para gastar no pleito eles têm. De sobra (não é difícil imaginar a origem). Encabeçam a fila Marco Antônio Cabral (MDB-RJ) e Zeca Dirceu (PT-PR), filhos de Sérgio Cabral e José Dirceu, respectivamente. Ambos são deputados federais e decidiram se candidatar à reeleição. A filha mais velha de Eduardo Cunha, a publicitária Danielle Dytz Cunha, integra o time. Será candidata pela primeira vez. Assim como o pai, ela se filiou ao MDB-RJ e disputará uma vaga na Câmara. É o quem vem sendo chamado nos bastidores de Brasília de a nova geração dos presidiários da Lava Jato.

Mesmo que não tenham sido condenados, não seria injustiça dizer que eles herdaram um DNA com inclinação para os malfeitos. Alguns foram investigados junto com os pais. Danielle Cunha, por exemplo, chegou a ser denunciada junto com Eduardo Cunha, acusada de ser beneficiária de uma conta na Suíça abastecida com propina destinada ao ex-presidente da Câmara. Segundo o Ministério Público Federal, ela teria gasto mais de US$ 40 mil em compras no exterior, entre 2012 e 2014, feitas em lojas de luxo, como Chanel e Prada. Na ocasião, ela negou envolvimento em atos ilícitos e disse ter apenas um cartão de crédito vinculado a uma das contas do pai na Suíça. O juiz Sérgio Moro acabou rejeitando a denúncia. Embora Danielle não possua experiência política e carregue a nódoa do pai preso, por incrível que pareça, ela se tornou uma das grandes apostas do MDB do Rio.

Fio de esperança

O padrinho do ingresso de Danielle ao partido foi Marco Antônio Cabral e é aqui que duas faces da mesma moeda se entrelaçam. O deputado federal Marco Antônio Cabral é presidente interino do MDB no Rio e filho do recordista de processos da Lava Jato, Sérgio Cabral. Como Danielle, Marco Antônio já trabalha ativamente em sua própria campanha. Neste caso, à reeleição. Em 2014, recebeu 119.584 votos. Neste ano, aliados reconhecem que será difícil repetir a marca. Mesmo assim, apostam em vitória nas urnas. Ele constitui o último fio de esperança para manter a relevância política da família Cabral. Aos 27 anos, insiste que Cabral não roubou dinheiro público, apesar da fartura de provas em contrário. Admite apenas que o pai errou ao “usar sobras de campanha para despesas pessoais”. Marco Antônio fala de cátedra sobre encrencas. É alvo de uma ação por atos de improbidade administrativa.

O MDB-RJ é pequeno para tanto rolo. Nas fileiras do partido há outro filho de investigado da Lava Jato tentando manter o nome da família no jogo. Trata-se do deputado federal Leonardo Picciani, ex-ministro do Esporte, filho do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani. Jorge ficou cerca de quatro meses na cadeia, e desde março, cumpre prisão domiciliar em razão de problemas de saúde. É acusado, junto com outros deputados estaduais do MDB, de ter recebido propina para favorecer empresas de ônibus por meio da aprovação de projetos de lei na Alerj. Leonardo chegou a cogitar uma candidatura ao Senado, mas sabe que a prisão do pai poderia influenciar negativamente na campanha. Por isso, resolveu trilhar caminho mais modesto: a reeleição à Câmara. Depois da prisão de Jorge, Leonardo passou a atuar de forma mais ativa no diretório estadual.

Em nome do pai

Zeca Dirceu também ingressou cedo na política graças à influência do pai e se elegeu pela primeira vez na mesma época em que José Dirceu virou alvo do mensalão. Foi prefeito de Cruzeiro do Oeste, no Paraná, por dois mandatos consecutivos. Desde 2011, é deputado federal e tentará a reeleição em outubro. Assim como o pai, Zeca também foi investigado na Lava Jato. Ele respondia a dois inquéritos no Supremo que apuravam crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Um deles foi arquivado em 2017. Outro ainda está em tramitação. Zeca foi citado por delatores da Odebrecht como beneficiário de propinas de R$ 850 mil.

Ainda no rol de herdeiros dos presidiários da Lava Jato figura Aline Corrêa, filha do ex-deputado Pedro Corrêa, delator hoje em prisão domiciliar. Ela já foi duas vezes deputada federal pelo PP-SP, mesmo partido do pai, entre 2011 e 2015. Depois de quatro anos submersa, resolveu disputar a próxima eleição. Agora, filiada ao PR de Pernambuco, onde concorrerá a deputada estadual. Aline terá o pai por perto durante a campanha. Pedro Corrêa, também preso no mensalão, mora em Recife. Aline também está familiarizada com as páginas policiais, Em novembro de 2017, foi indiciada pela Polícia Federal. O doleiro Alberto Youssef relatou repasses mensais de até R$ 30 mil para a ex-deputada. Tal pai, tal filha.

EM NOME DO PAI

Rebentos de presos pela Lava Jato se candidatam para tentar manter influência da família, mas eles já têm contas a prestar:

MARCO ANTÔNIO CABRAL (MDB-RJ) Filho de Sérgio Cabral, que representa o último fio de esperança para manter a relevância política da família, responde por improbidade administrativa. É candidato à Câmara.

DANIELLE DYTZ CUNHA (MDB-RJ) Filha de Eduardo Cunha e candidata a deputada federal, Danielle foi acusada de ser beneficiária de uma conta na Suíça abastecida com propina destinada ao ex-presidente da Câmara (Crédito: Pedro Ladeira)

ZECA DIRCEU (PT-PR) Filho de José Dirceu, deputado federal e candidato à reeleição, Zeca foi citado por delatores da Odebrecht como beneficiário de propinas de R$ 850 mil (Crédito:DIDA SAMPAIO/AE)

Blog Henrique Barbosa


Pitú completa 80 anos e segue realizando investimentos

Empresa acaba de investir R$ 15 milhões em equipamentos de tancagem e se mantém como a mais consumida no Norte e Nordeste

Desde a fundação, indústria funciona em Vitória de Santo Antão, onde são gerados mais de 500 empregos. Foto: Peu Ricardo/DP

Já são oito décadas produzindo cachaça em Vitória de Santo Antão, mas os planos de expansão da Pitú seguem em curso. A companhia, que se tornou conhecida com o slogan “mania de brasileiro”, está entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas do mundo, comercializando, em média, 98 milhões de litros de cachaça por ano. São mais de 500 empregos, entre contratados e terceirizados, com uma produção em dois turnos, cinco dias por semana. Para alavancar mais ainda o processo produtivo, a empresa está investindo R$ 15 milhões na instalação de três tanques de aço inox com capacidade para armazenar 21 milhões de litros de cachaça.

Aliados aos 13 tanques já existentes no parque fabril, os equipamentos irão ampliar o armazenamento da cachaçaria de 30 milhões para 51 milhões de litros. “Nós dependemos da cana-de-açúcar, que é nossa matéria-prima e é sazonal. Então, temos que ter estoques em casa para seis meses. O que acontece é que hoje precisamos alugar tanques fora para guardar esse produto. Com esse investimento, não precisaremos mais alugar e teremos este espaço disponível para guardar tudo aqui”, afirma o presidente da empresa, Alexandre Ferrer.

“Todos os dias surge uma nova tecnologia e estamos atentos para trazer essas mudanças para dentro da empresa. A nossa virada de chave começou com essas inovações”, pontua Ferrer, que assumiu a presidência da empresa no ano passado. O grupo, inclusive, está na terceira geração de gestores. A empresa começou a operação em 1938 por Joel Cândido Carneiro, Severino Ferrer de Moraes e José Ferrer de Moraes. Inicialmente, a empresa trabalhava com a fabricação de vinagre, bebidas à base de maracujá e jenipapo, além de engarrafar aguardente de cana fornecida por engenhos locais.

“Antes a fábrica era no centro da cidade e como o produto foi ganhando mercado, a unidade ficou pequena e nos mudamos para o terreno onde estamos atualmente. O mercado e a produção cresceram e hoje somos líder nas regiões Norte e Nordeste e segundo lugar no país”, detalha Alexandre Ferrer. Os planos para 2018 incluem a expansão de mercado no Sudeste do país, que tem um grande potencial de consumo, mas ainda é um mercado pouco explorado pela marca. “Eu diria que a participação do Sudeste nos negócios hoje é de 3%. Ainda é tímida porque temos dificuldade no transporte, o que encarece o produto. A distribuição pesa muito porque o valor agregado do produto é baixo. Mas temos um potencial e vamos ganhar mercado”, enfatiza.

Recentemente, a empresa também realizou um investimento de R$ 1 milhão na equalização do tratamento de efluentes em novos equipamentos de maior eficiência e com uma melhor reciclagem de resíduos líquidos e sólidos. Dessa forma, a indústria passou a atuar em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. “As medidas aumentam a eficiência da indústria e garantem uma destinação sustentável a todos os resíduos gerados na fábrica, sem gerar nenhum prejuízo para a sociedade e para o meio ambiente”, diz a sócia-diretora de Exportações e Relações institucionais da empresa, Maria das Vitórias Cavalcanti.

De Pernambuco para o mundo

Da produção total da cachaça, 2% são destinados à exportação. A marca foi, inclusive, a primeira a iniciar o processo de venda da bebida para outros países. A primeira comercialização ao mercado externo aconteceu no início de 1970 pela Alemanha como parceiro. A parceria fez com que a marca chegasse a outros países da Europa. Por ano, a Pitú comercializa no exterior 1,7 milhão de litros, dos quais 1,5 milhão são apenas para a Alemanha, que distribui para toda a Europa.

“Quando iniciamos a exportação foi uma brecha que encontramos no mercado e deu certo. Começamos com um barril de madeira de 200 litros, que era enviado de seis em seis meses. Agora, mandamos o líquido e é engarrafado lá. O produto segue a granel, que dá uns 20 mil litros em cada envio”, detalha o presidente da empresa, Alexandre Ferrer. A operação é realizada pelo Porto de Suape.

Além do velho continente, a Pitú também está presente em outros países como: Estados Unidos, Canadá, México, Chile, China, Japão, Índia, Israel, Emirados Árabes, Tailância, Austrália, África do Sul, Angola, Guiana Francesa, Peru e Argentina.

“Este ano, estamos trabalhando a inserção na China e na Índia, mas são mercados mais difíceis. Eles não conhecem o produto. A fama da cachaça fora do país é a caipirinha e não a cachaça. Então, nosso desafio se torna ainda maior pois precisamos mostrar que podemos ser consumidos além da mistura”, ressalta Alexandre Ferrer. Além dos países, o produto também pode ser encontrado em mais de 40 lojas de duty-free espalhadas pelo mundo.

Por: Rochelli Dantas – Diario de Pernambuco


Serviço de delivery de tudo chega ao Recife

Aplicativo Rappi chega à capital pernambucana, inicialmente em Boa Viagem e no Pina, com entrega de qualquer coisa que o cliente pedir

Entregadores pegam o pedido no sistema, vão no estabelecimento e entregam. Foto: Rappi/Divulgação

O aplicativo Rappi chegou ao Recife com objetivo de proporcionar uma experiência diferente de delivery, já que ele tem como finalidade não só fazer a entrega chegar até o cliente, mas conectar o consumidor a assistentes pessoais para compras e serviços do dia a dia. É possível fazer pedidos de estabelecimentos cadastrados no sistema, mas também é possível que o cliente informe o que deseja e onde encontrar que a Rappi se responsabiliza pela entrega. Com investimento total de 185 milhões de dólares e atuação em cinco países, grande parte deste valor foi destinado para o Brasil, onde chegou em julho de 2017 e já é considerado um mercado importante. No Recife, por enquanto, o atendimento está sendo realizado em Boa Viagem e no Pina, com frete de R$ 5,50, mas a expectativa é expandir o serviço para toda a cidade entre agosto e setembro.

O Recife é visto como um mercado com bastante potencial para a Rappi, por isso os planos de expansão já estão traçados. “A Rappi foi feita para cidades como o Recife. A gente diz que é uma empresa que expande por cidade que necessita da nossa solução. Seguido de São Paulo e Rio de Janeiro, Recife mostra um grande potencial, inclusive para ser o maior mercado do Nordeste, pelo poder aquisitivo, a concentração da cidade, a necessidade de delivery crescente”, explica Ricardo Bechara, co-fundador da Rappi Brasil. Ele ainda afirma que o crescimento na capital pernambucana será rápido. “A gente está atuando em dois bairros e já vamos avaliar os próximos bairros que fazem sentido para esse tipo de solução. Quando a gente começa, cresce muito rápido”, complementa.

Para Ricardo Bechara, a facilidade de todo o processo é uma das apostas para que o aplicativo se fortaleça. “Ele é bom para todos os lados. Tenho o meu entregador, um prestador de serviço autônomo que vai receber o pedido na nuvem, vai pegar e fazer a entrega. Se ele trabalhasse em um restaurante com horas definidas, por exemplo, o ganho dele seria menor. Esse é um sistema com mais possibilidades de entrega, faz mais dinheiro por hora. O usuário, por sua vez, faz tudo em um único aplicativo, pode pedir tudo o que quiser com facilidade e versatilidade e com frete acessível. Já o parceiro também fica feliz porque cresce junto conosco. É uma forma de revolucionar as formas de interação”, ressalta.

Pedidos podem ser feitos através do aplicativo ou do site. Foto: Rappi/Divulgação

Os pedidos podem ser feitos através do site ou do aplicativo para cinco categorias diferentes: restaurantes, farmácias, bebidas, supermercados e qualquer coisa. Existem restaurantes já cadastrados e isso ajuda a agilizar os pedidos. A Rappi também tem uma parceria com a rede de supermercados Pão de Açúcar. “O cliente pode fazer uma lista, que pode ser salva, o pedido vai para o funcionário que separa os produtos. Se ele tiver alguma dúvida, se precisar substituir algum produto, ele vai entrar em contato através de um chat, tem muita comodidade”, detalha o co-fundador.

Além das categorias, também é possível fazer o pedido de qualquer coisa. “Se é algum lugar que eu só conheço e não está cadastrado, existe esse botão. O usuário pode pedir o que quiser, onde quiser e o parceiro vai até o estabelecimento, paga com o cartão pré-pago e leva até o cliente. Pode ter esquecido a chave de casa e mandar entregar, tem até um caso na Colômbia que estavam precisando de um jogador para completar uma competição e solicitaram através da Rappi”, conta Bechara. “Em cima desse serviço, cobra uma taxa entre 10% e 15% dependendo do serviço, com teto de R$ 50”, completa.