Quatro anos após Copa no Brasil, Pernambuco ainda tem obras inacabadas

Além de a Cidade da Copa não sair do papel, faltam ser concluídos o Ramal da Copa, TI Camaragibe, corredores Norte-Sul e Leste-Oeste de BRT

Carlos Ezequiel Vannoni

Quatro anos após a Copa do Mundo no Brasil, Pernambuco ainda tem uma série de obras inacabadas e um projeto abandonado, prometidos para serem entregues até a competição, ocorrida em junho e julho de 2014 no país. Obras que pretendiam garantir a mobilidade durante os jogos e após a competição operam até hoje na base do improviso, pois só tiveram um trecho concluído.

Além de a Cidade da Copa, projeto apresentado como primeiro modelo de cidade inteligente no Brasil, não sair do papel, faltam ser concluídos o Ramal da Copa, Terminal Integrado (TI) de Camaragibe, corredores Norte-Sul e Leste-Oeste de BRT, além do túnel da Abolição, todos localizados na região metropolitana do Recife (RMR).

O Ramal da Copa que contorna a Arena de Pernambuco, ligando ao TI Camaragibe, conta com duas partes: interna, que já foi concluída, e a externa. Esta segunda, que se estende do estádio até o terminal de ônibus, teve a construção paralisada devido a impasses na desapropriação de imóveis e também por conta das chuvas.

Já o Corredor Norte-Sul, com 33 km que ligam Igarassu ao Centro do Recife, teve apenas 26 estações entregues. Do total previsto de estações para veículos BRT, duas ainda estão em construção. A obra também inclui intervenções em terminais integrados de ônibus, a exemplo do TI de Igarassu, e alargamento de vias ao longo do corredor, o que ainda não foi realizado.

No corredor Leste-Oeste, depois de quatro anos, o serviço do terminal de passageiros da IV Perimetral não foi finalizado. Apesar de ter sido entregue, o túnel da Abolição, importante para o tráfego de veículos na Zona Oeste do Recife, também está com pendências.

Além do atraso nas obras que deveriam dar mais mobilidade na RMR, a gestão estadual não deu prosseguimento à construção da Cidade da Copa, rescindindo o contrato com a empresa responsável. Hoje, o espaço está tomado pelo mato e entulhos e a cidade planejada não saiu do papel.

Algumas obras ficarão prontas apenas em 2019
Em nota, a Secretaria das Cidades (Secid) de Pernambuco informou que as obras para a finalização do Ramal da Copa foram retomadas em 2017 com a execução das obras de conclusão do Viaduto V2. A previsão é que os serviços para essa etapa de retomada sejam concluídos no segundo semestre de 2018.

Sobre as pendências do corredor Norte-Sul, a Secid contou que a previsão é que sejam concluídas no primeiro semestre de 2019. Já o TI da IV Perimetral, que integra o corredor Leste-Oeste, tem previsão de conclusão no segundo semestre de 2018.

Além disso, de acordo com a secretaria, está sendo elaborado projeto para a implantação de quatro estações BRT de Camaragibe. Com base no projeto, será realizada licitação para a contratação de empresa que execute as obras.

“A finalização do Elevado e da estação BRT Elevado Bom Pastor está com processo licitatório aberto; assim como para a contratação da engenharia de execução do serviço de iluminação do Elevado”, disse a nota.

Sobre a Cidade da Copa, a Secretaria de Administração do Estado disse, em nota, que o contrato de concessão foi rescindido pelo governo do Estado em 2016, ficando apenas a Arena de Pernambuco. “A área é de propriedade do Estado e terá, no tempo próprio, a utilização adequada”, informa o órgão.

Destak – Recife


Brasil estreia em estádio de R$ 1 bi cercado por barracos, ratos e ruínas de incêndio às vésperas da Copa

Lixo próximo ao estádio onde Brasil estreia na Copa: Bairro ao lado de estádio e encontro de torcedores da Copa está cheio de entulho, lixo e ratos | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Bairro ao lado de estádio e encontro de torcedores da Copa está cheio de entulho, lixo e ratos | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil
Em Rostov-on-Don, onde o Brasil estreia na Copa do Mundo da Rússia, neste domingo, pelo menos dez quadras em ruínas, com barracos de madeira e muito lixo separam o principal ponto de encontro de torcedores da imponente arena Rostov, uma estrutura de vidro e metal de 51 metros, o equivalente a 16 andares, construída especialmente para o evento por 19,8 bilhões de rublos, ou R$ 1 bilhão.Esta reportagem começa por acaso, quando a BBC News Brasil chega à cidade portuária e, após perceber que não conseguiria almoçar na Fifa Fan Fest – onde as opções se resumem a cachorro-quente, pipoca, hambúrguer, refrigerante e cerveja – e decide buscar um restaurante local.

O mapa mostra que a caminhada até a beira do rio Don, cartão postal da cidade, levaria menos de 15 minutos. Mas, após menos de 100 metros, este repórter percebe que não encontrará restaurantes ou lanchonetes – nem esgoto tratado ou água encanada existem na maioria das casas do local.

Se no cercadinho oficial da Fifa há telas gigantes de led, pufs com gosto duvidoso em formato de bola de futebol, espaços climatizados para proteger convidados do calor de 34 graus e centenas de torcedores acompanhando jogos e shows em telões barulhentos, os quarteirões seguintes são marcados por silêncio e destruição.

Idosos buscam águas com baldes em torneiras nas ruas sem saneamento: Não há esgoto tratado ou água encanada na maioria das casas do local | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Não há esgoto tratado ou água encanada na maioria das casas do local | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil Nas ruas praticamente desertas, idosos com as costas curvadas carregam baldes cheios em torneiras enferrujadas que aparecem em algumas esquinas.

Ratos cruzam o asfalto por onde mato e lixo avançam – não há calçadas na maioria das vias.

Pilhas de pontas de cigarro barato, pequenas garrafas de vodca e de pulugar – uma espécie de fermentado milenar conhecido como “vinho de pão” – se acumulam em canteiros, evidenciando o desafio que Rússia enfrenta com o alcoolismo.

Estima-se que 10 litros de álcool puro são consumidos por habitante na Rússia e três em cada 10 homens morrem por causas ligadas a bebida.

Lixo em bairro próximo ao estádio: Pilhas de pontas de cigarro barato, pequenas garrafas de vodca se acumulam em canteiros | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Pilhas de pontas de cigarro barato, pequenas garrafas de vodca se acumulam em canteiros | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil Antigos prédios soviéticos, onde, em alguns casos, diferentes famílias compartilham o mesmo teto até hoje, convivem com ruínas de antigas chamuscadas, telhados destruídos e entulho.

Se, poucos quarteirões acima, turistas brasileiros e suíços desfilam animados com camisas de times e sacolas de compras, aqui homens e mulheres empurram carrinhos de construção com latas de tinta e tijolos de barro – é fim de semana, mas estes russos estão em jornada dupla tentando reformar casas simples, depois da semana pesada de trabalho em fábricas de construção naval, farinha, produtos agrícolas e comércio.

Área turística limpa e moderna usada pela Fifa: Na parte turística, há avenidas reconstruídas para a Copa, com praças bem cuidadas e comércio em shoppings de vidro | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Na parte turística, há avenidas reconstruídas para a Copa, com praças bem cuidadas e comércio em shoppings de vidro | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil As reformas tentam cobrir marcas de fogo que se espalham por toda parte. Mais tarde a reportagem consegue entender por quê.

‘Vizinhança fedida’

Rostov-on-Don fica no sudoeste russo, a 1.100 kilômetros de Moscou, em direção à tensa fronteira entre a Rússia e a Ucrânia, palco de conflitos militares recentes.

Desde o século 18, o local é um dos mais importantes centros comerciais do sul da Rússia, graças à posição estratégica à beira do rio, ligando o mar de Azov ao Cáucaso – região rica em minérios e petróleo que inclui o sul russo, a Geórgia, a Armênia e Azerbaijão.

Diferente de grandes centros como Moscou e São Petersburgo, grandes cidades internacionais semelhantes às principais capitais ocidentais em termos de infraestrutura, Rostov-on-Don não está acostumada a receber turistas – muito menos estrangeiros.

Se na capital russa não é simples encontrar alguém que fale inglês, em Rostov a tarefa é quase impossível.

Para entender o que se passa no bairro pobre, a reportagem recorre a um aplicativo de tradução no celular.

Em um diálogo silencioso, delicado e triste, em que repórter e moradores se comunicam por mímica, expressões faciais e digitam perguntas e respostas em seus respectivos idiomas, a primeira descoberta sobre o local: o bairro é historicamente conhecido na região como Govnyarka, algo como “vizinhança fedida”.

A poucos metros de avenidas reconstruídas para a Copa, com praças bem cuidadas e comércio em shoppings de vidro, as quadras precárias por onde a BBC News caminha correspondem ao centro antigo da cidade, onde estivadores, migrantes pobres, alcoólatras e desempregados convivem em ocupações e casebres com moradores de classe média há pelo menos um século.

Moradia precária próxima a estádio onde Basil estreia na Copa: Sem registro oficial na prefeitura, moradias não têm saneamento nem infraestrutura - lembram baracos de favelas brasileiras ou ocupações em São Paulo | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Sem registro oficial na prefeitura, moradias não têm saneamento nem infraestrutura – lembram baracos de favelas brasileiras ou ocupações em São Paulo | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil Situadas em uma área central alvo de forte especulação imobiliária, próxima a teatros, com vista para o estádio, boa parte das moradias aqui são ilegais – algo semelhante aos barracos das favelas brasileiras ou a prédios ocupados em cidades como São Paulo.

As moradias não têm registro oficial nas prefeituras, portanto tampouco contam com infraestrutura e serviços públicos como saneamento.

“Só as ruas centrais e importantes estão em ordem”, digita uma moradora no aplicativo de traduções. “O distrito antigo continua como sempre esteve. O governo não fez nada aqui para a Copa e estão todos como sempre viveram, apodrecendo.”

Uma busca no Google por Govnyarka, termo recém-descoberto, finalmente explica as ruínas e marcas de fogo nas casas de alvenaria que restaram.

Em 2017, em meio às reformas para a Copa do Mundo, à construção do estádio e com o mercado aquecido por investidores de outros estados em busca de lucros com os turistas, um incêndio sem precedentes destruiu parte do bairro central, considerado por muitos um “câncer” no coração turístico da cidade.

Ruína de edifício incendiado: Ruínas com marcas de incêndio revelam fogo que assolou o bairro no ano passado - e que pode ter sido criminoso | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Ruínas com marcas de incêndio revelam fogo que assolou o bairro no ano passado – e que pode ter sido criminoso | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil

Fogo, ameaças e 8 meses de espera

Em 21 de agosto, mais de 80 casas foram destruídas pelas chamas em uma área de 10 mil metros quadrados. O incêndio durou quase 24 horas e foi controlado por mais de mil bombeiros, apoiados por helicópteros e dois aviões.

Segundo dados oficiais, uma pessoa morreu, quase 60 ficaram feridas e, no total, 730 foram afetadas pelo incêndio – 130 delas crianças com menos de 14 anos.

Mais de 160 casas foram destruídas ou consideradas improprias para moradia.

O caso foi destaque na imprensa russa e internacional. O serviço russo da BBC, na época, conversou com moradores.

Nina Polyanskaya, que morava ali com o marido, perdeu tudo que tinha e contou que entrou na casa em chamas na tentativa de resgatar pelo menos os potes de geleia que guardava no porão.

Moradia em bairo assolado por incêndio próximo a estádio onde Brasil joga na Copa: Bairro em cidade onde Brasil joga contra a Suiça foi afetado por incêndio em 2017; mais de 650 ficaram desabrigados | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Bairro em cidade onde Brasil joga contra a Suiça foi afetado por incêndio em 2017; mais de 650 ficaram desabrigados | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil Alexander Petrovich, que voltava com a família de Sochi (onde a seleção brasileira está treinando na Rússia), acabava de comprar a casa completamente destruída.

Segundo a imprensa oficial russa, os moradores disseram na época que, no início do mês, haviam sido ameaçados por homens não identificados a venderem suas casas para a construção de hotéis para a Copa.

Em redes sociais, a população local dizia que os homens prometiam queimar as casas se os moradores não saíssem dali.

Na época do incêndio, o então Ministro de Situações Emergenciais, Valery Sinkov, disse à imprensa local que informações preliminares apontavam que o incêndio poderia ter começado a partir de uma “fonte externa de ignição”.

Uma investigação sobre “destruição deliberada ou danos à propriedade cometidos por motivos de vandalismo, por incêndio criminoso, explosão ou outro método geralmente perigoso, ou que tenha resultado na morte de uma pessoa por negligência ou outras consequências graves” foi aberta pelo Ministério Público e pela polícia local para apurar se houve negligência ou um incêndio criminoso na área.

Em janeiro deste ano, no entanto, também de acordo com a imprensa oficial, a polícia não teria encontrado evidências de crime.

No mais recente comentário oficial sobre o caso, em abril, a agência estatal RIA citou o governador da região, Ivor Gustkov, que informou que as investigações ainda não haviam sido completadas, mas que a causa “pode ter sido um incêndio criminoso”.

Passados 8 meses do incêndio, os moradores ainda não sabem o que destruiu seus lares.

Barraco em bairo próximo ao estádio da estreia do Brasil na Copa: Bairro a 15 minutos do estádio onde Brasil joga, em Rostov-on-Don, é conhecido como "vizinhança fedida" | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Bairro a 15 minutos do estádio onde Brasil joga, em Rostov-on-Don, é conhecido como “vizinhança fedida” | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil

Indenizações

A Fifa não cita os problemas do bairro vizinho às suas instalações em Rostov-on-Don, mas descreve o local como “uma cidade moderna de um milhão de habitantes em torno do belo rio”.

“Rostov-on-Don é uma cidade jovem e fresca, com vias com nomes românticos como ‘rua Harmônica’, ‘rua Criativa’ e ‘rua da Sorte’ (…)O rio Don proporciona à cidade praias serenas e pitorescas e uma cozinha única, com peixes e lagostins”.

Na véspera e na manhã do dia de estreia do Brasil na Copa, turistas circulavam em peso pelas áreas no entorno da “vizinhança fedida”.

Depois de a reportagem tentar comprar uma garrafa d’água em um restaurante, sem sucesso, uma moradora de classe média alertou.

“Siga naquela direção que você vai encontrar um mercadinho”, disse, em inglês. “Não vá para aquele lado. É feio e perigoso. Ninguém anda ali”, continuou, apontando para o bairro à sombra da Copa do Mundo.

Em conversa pelo aplicativo de traduções com a BBC News Brasil, uma moradora da região lamentou a situação dos vizinhos.

Casa com placa de "à venda": Bairro está em região com especulação mobiliária; o anúncio nessa casa diz que ela está à venda | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil© BBC Bairro está em região com especulação mobiliária; o anúncio nessa casa diz que ela está à venda | Foto: Ricardo Senra/BBC News Brasil “A Copa chegou e acreditamos que ela poderia deixar o que eles chamam de legado para a cidade. Mas a única coisa que mudou foram os preços dos aluguéis e do supermercado, que subiram com a chegada dos estrangeiros.”

O governo russo prometeu indenizações aos moradores de casas afetadas pelo incêncio, mas boa parte deles continuam tentando reconstruir suas casas.

De Moscou, em conversa por telefone com a reportagem, a repórter do serviço russo da BBC, Elizaveta Fohkt, conta que o governo ofereceu 46,8 mil rublos por metro quadrado de propriedade.

“Por exemplo, uma família de duas pessoas têm direito a uma casa nova de 42 metros quadrados. Isso significa que eles podem esperar 1,9 milhão de rublos como compensação – algo em torno de 30 mil dólares, ou R$ 130 mil”, explica Fohkt.

No total, o governo destinou quase 400 milhões de rublos em indenizações e novas moradias (23,6 milhões de reais).

Segundo o chefe da administração local, Vitaly Kushnaryov, 180 famílias já receberam as indenizações.

O maior problema são os moradores de barracos ou ocupações ilegais, que continuam na área em condições precárias e não tiveram direito a indenizações por problemas judiciais.

“E muita gente acredita que merece receber uma indenização maior, porque a terra ali é muito cara e atraente para investidores”, continua a repórter da BBC News Rússia.

Brasil

O debate sobre o legado da Copa para os moradores locais lembra o ocorrido no Brasil em 2014.

Em Recife, no Rio de Janeiro e outras cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, moradores denunciaram truculência em milhares de desapropriações forçadas para abrir espaço para estádios (muitos deles, em situação de abandono atualmente) e projetos de infraestrutura, como corredores expressos para BRTs (sistema de ônibus rápido) e alargamento de vias.

Somente no Rio de Janeiro, de acordo com cálculos do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas da cidade, mais de 22 mil famílias passaram por remoções ou desapropriações entre 2009 e 2015 – em processos relacionados tanto ao mundial de futebol quanto aos Jogos Olímpicos Rio 2016.

BBC Brasil


Padaria para os animais de estimação no Recife

Com investimento de R$ 100 mil, loja será aberta no RioMar Shopping no próximo dia 30 e já tem planos de expansão para cidades do Nordeste

Por: Luciana Morosini

Carlota Aymar afirma que mix de produtos será bastante variado e unidade ainda terá clube de raças. Foto: Marlon Diego/Esp.DP

Que o mercado pet está em plena expansão no mundo inteiro e também no Brasil, os números estão aí para provar. O país é o terceiro mercado do mundo para produtos voltados para os animais de estimação, com 5,14% de participação, e o faturamento em 2017 fechou em R$ 20,37 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

O setor de Pet Food, de alimentos para animais de estimação, foi o que teve a maior fatia do mercado, com 68,6%. De olho nos números crescentes, Pernambuco também entra na onda e começa a diversificar os serviços voltados para o segmento. A novidade é a abertura de uma padaria focada para o mundo animal. Com investimento de R$ 100 mil, a Pet´s Padaria abre as portas no próximo dia 30, no RioMar Shopping, e a expectativa é já em 2019 ampliar os negócios com mais unidades próprias ou de franquias espalhadas pelo Nordeste.

A empresária Carlota Aymar decidiu reunir em um só lugar paixões que permeiam a sua vida. Desde pequena, viu seu pai ampliar os negócios da família com a tradicional Padaria Globo, que funciona desde 1961. Ela, depois de adulta, montou uma empresa que trabalha com alimentação, com marmitas e buffet para eventos, a Carlota Alimentos Balanceados.

E, da necessidade de fazer uma dieta mais saudável para suas duas cadelas da raça bulldog francês Anitta e Antônia, surgiu a ideia de abrir a Pet´s Padaria, aliando os três pilares. “Eu já trabalho com alimentação, tenho a tradição familiar no ramo e sei que os animais precisam de uma alimentação especial. Vi que em São Paulo já existem muitas padarias para pets e resolvi abrir uma aqui, levando em consideração que esse é um mercado que só faz crescer”.

A loja vai funcionar no piso térreo do RioMar Shopping e terá o foco na alimentação natural para os animais. “Os produtos terão produção diária e a diferença para a produção para os humanos serão os condimentos porque as regras sanitárias também são rigorosas. É preciso ter cuidado no manuseio dentro da cozinha, seguir as normas, o que muda mesmo é a receita.

O foco estará na comida de verdade e de qualidade, não vamos vender ração”, explica. O mix de produtos será bastante variado e, apesar de 80% ser voltado para cães e gatos, público-alvo, a loja também terá produtos para os demais 20% de animais. “Teremos pães, bolos, muffins, leite sem lactose e até vinhos e cervejas. Além disso, vamos ter clube de raças, com alimentos especiais para cada uma, e também kit festas porque hoje em dia os donos gostam de comemorar as datas especiais dos pets”, detalha.

A Carlota Alimentos Balanceados já conta com duas cozinhas industriais em funcionamento, uma no Espinheiro, na Zona Norte, e outra em Boa Viagem, na Zona Sul. “Na cozinha que fazemos os alimentos para os humanos, fizemos um braço para os animais. Temos todo o cuidado para não misturar a produção porque tudo que os animais podem comer, os humanos também podem. Mas o contrário não pode. Tanto que a gente testa os alimentos para animais com os humanos”, revela.

Diario PE


Ford cria jaqueta que aumenta a segurança de ciclistas

Roupa é equipada com seus próprios indicadores de direção e luzes de freio

Jaqueta inteligente está em testes nas ruas de Londres
Divulgação

A Ford criou uma jaqueta inteligente equipada com seus próprios indicadores de direção e luzes de freio para tornar as ruas mais seguras para os ciclistas. A roupa inteligente até se conecta ao smartphone para dizer aonde o usuário deve ir.

Desenvolvido por alguns funcionários da Ford com grande interesse em ciclismo, o casaco tem mangas que acendem para mostrar quando o usuário planeja virar para a direita ou para a esquerda.

A roupa se conecta a um aplicativo de navegação no smartphone do usuário, que então vibra a manga apropriada para informar ao motociclista qual caminho seguir.

A tecnologia significa que os ciclistas não precisam mais se preocupar em tentar navegar pelo telefone enquanto se concentram na rua, e também torna mais fácil para os outros usuários saberem qual é o próximo passo deles.

A jaqueta até tem uma luz de freio piscando que pode informar aos motoristas dos carros quando o ciclista está desacelerando. A roupa também permite conectar um fone de ouvido para permitir que o usuário faça ligações, ouça música ou escute para onde deve ir.

Os fones de ouvido que acompanham a jaqueta também usam uma tecnologia inovadora – transmitem o som por meio de vibração nos ossos da face, deixando a orelha livre para captar os demais sons do ambiente.

Outros recursos em desenvolvimento incluem o acesso a chamadas e mensagens por meio de gestos e comandos de voz para uso em serviços comerciais de entrega.

Desenvolvida junto com especialistas em roupas para ciclistas da Lumo e experts em softwares de mobilidade da Tome, a jaqueta inteligente está em testes nas ruas de Londres, na Inglaterra.


‘Guerra danada’, diz líder do PSDB sobre projeto de reduzir Congresso

Foto: Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados

Autor da proposta que quer reduzir o número de parlamentares no Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas, o deputado federal Nilson Leitão (MT), líder do PSDB na Câmara, disse ao Blog de Jamildo que o projeto de redução do Congresso vai enfrentar uma “guerra danada” em Brasília. Segundo o tucano, muitos “não vão querer abrir mão” das 145 cadeiras que seriam extintas apenas entre deputados e senadores caso o projeto seja aprovado. O que representaria uma economia de R$ 1,3 bilhão em quatro anos para os cofres públicos.

A avaliação do parlamentar é de que apesar do apelo da população pela redução do “inchaço” do Estado e a “sensibilidade” causada pelas vésperas das eleições, a matéria vai enfrentar muita resistência entre os congressistas. O fato da proposta ter sido apresentada a quatro meses da corrida eleitoral foi, inclusive, motivo de críticas de companheiros de Câmara, como o deputado Augusto Coutinho (SD-PE), que disse que a proposta é “oportunista e eleitoreira” já que, “por conta da anualidade, a medida só passaria a valer no pleito de 2022”.

Já Nilson Leitão afirma que o momento favorece a proposta porque, segundo ele, “dificilmente” conseguiria as 172 necessárias para que o projeto possa começar a tramitar na Câmara caso o tivesse apresentado dois anos atrás. O líder da bancada do PSDB na Câmara já começou a coletar apoio de deputados e, até esta quinta-feira (14), já tinha 150 assinaturas e apoio de líderes do MDB, DEM, PP. “Os partidos de esquerda estão com mais dificuldade para assinar. Vamos convencê-los até semana que vem”, afirma o tucano.

“Se eu apresentasse essa proposta em 2015, 2016 não traria nenhum efeito. Alguns ingredientes colaboram para que seja nesse momento. Primeiro, período eleitoral. Óbvio que tem muita gente que não gostaria de reduzir o tamanho do Congresso. O período eleitoral sensibiliza porque preciso de assinaturas para deixar a matéria tramitar. É claro que a crise que o Brasil vem vivendo também colaborou para isso (para a adesão ao projeto)”, afirmou Nilson Leitão.

Ao Blog, o deputado disse que a proposta de reduzir o Legislativo surgiu a partir da discussão sobre a viabilidade do projeto de lei de sua autoria que reduzia o PIS/Cofins sobre o óleo diesel em meio à greve dos caminhoneiros.

“Disseram que não tinham como repor isso (a redução dos tributos). E eu falei que era fácil, você precisa reduzir o tamanho do Estado. Reduzindo o tamanho do Estado, sobra dinheiro para investimentos. Sobrando dinheiro para investimentos, o País voltar a crescer com velocidade”, disse.

De acordo o parlamentar, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se mostrou “muito simpático” à proposta, que deve ser protocolada nesta terça-feira (19). Caberá a Rodrigo Maia autorizar a tramitação da matéria depois de protocolada. Por ser uma Proposta de Emenda à Constitucional (PEC), ela não poderá ser votada durante a intervenção federal no Rio de Janeiro, que vai até dezembro deste ano. Isso porque a Constituição não pode ser alterada enquanto um Estado estiver sob intervenção. Mas, segundo o entendimento de Leitão, a matéria poderá tramitar normalmente nas comissões da Casa.

Proposta

Segundo a proposta, o número de senadores cairia dos atuais três por cada Estado, um total de 81 representantes, para dois, acabando com 27 cadeiras e chegando no número de 54 parlamentares na Casa Alta. Nas eleições de outubro, serão eleitos dois senadores em cada Estado. “Suficiente (dois senadores por cada Estado). Já era assim antes. O Senado começou com dois e veio o senador biônico na era militar e ficaram três senadores”, ressalta.

“Os dois senadores do Acre vão ter o mesmo peso dos dois senadores de São Paulo. Então, não há porque reclamar disso porque ambos estão muito bem representados”, disse.

Na Câmara Federal, a matéria prevê uma redução nos números mínimo e máximo de representantes para cada Estado dos atuais 8 e 70 para 4 e 65, respectivamente. Com essa mudança, passariam a ser 395 cadeiras ao invés das 513 atuais. Questionado sobre a opinião de alguns especialistas de que a medida traria um impacto na democracia, o tucano disse que a matéria “não precariza nada”.

“O que não pode é aumentar (a bancada) de um Estado e diminuir de outro. Agora você diminuir de todo mundo, vai estar proporcionalmente bem representado. Está mais do que provado que os assuntos de interesse regionais mesmo de Estados menores há sempre a solidariedade dos Estados maiores”, afirmou.

Também atingidas pela proposta, as Assembleias Legislativas teriam reduzido o número total de deputados estaduais, que é de 1.059, para 804 representantes. A redução significaria uma economia de R$ 2,1 bilhões em quatro anos. Segundo o deputado, a ideia é que isso se estenda às Câmaras municipais, que não foram incluídas na proposta. “As câmaras de vereadores não entraram na cadeira porque a Constituição fala sobre teto e piso das câmaras e aí onde está o erro. Reduziram os vereadores no período lá atrás, mas não reduziram o orçamento. Tem menos vereadores e mais dinheiro”, afirmou.

Blog do Jamildo – JC


Butantan obtém patente para produção da vacina contra dengue nos EUA

O projeto para a vacina contra a dengue teve investimento total de R$ 224 milhões


Acervo Fapesp/Camilla Carvalho/Divulgação)

O Instituto Butantan conseguiu patentear nos Estados Unidos o processo de produção da vacina contra a dengue, que atualmente está na última fase dos testes em humanos necessários para que o imunizante possa ser disponibilizado à população.

A patente foi conferida em maio pelo Escritório Americano de Patentes e Marcas (USPTO, na sigla em inglês). Além de garantir visibilidade internacional ao projeto, a conquista pode significar uma inversão da lógica tradicional de importar tecnologia de países desenvolvidos, segundo comunicado distribuído pela assessoria de imprensa do Butantan.

“Desta vez, será o Instituto que poderá exportar a tecnologia para o hemisfério Norte, que também vem enfrentando casos de dengue e irá demandar a vacina contra a doença. Hoje, há uma corrida entre pesquisadores ao redor do mundo para desenvolver uma vacina segura e eficaz, que possa ser produzida em larga escala. O Instituto Butantan, com a patente nos EUA, deu um passo fundamental para se estabelecer na vanguarda do processo”, diz a nota.

Desde o início, o projeto para a vacina contra a dengue teve investimento total de R$ 224 milhões oriundos da FAPESP, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Fundação Butantan e do Ministério da Saúde.

A terceira fase do estudo clínico começou em 2016 e está sendo realizada em 14 centros de pesquisa clínica, distribuídos em cinco regiões do país e envolverá até o final 17 mil voluntários. O objetivo nesta etapa é comprovar a eficácia do imunizante em proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Ainda não há data definida para a conclusão dos testes.

Dados preliminares indicam que a vacina do Butantan é segura para pessoas de 2 a 59 anos, inclusive as que nunca tiveram a doença anteriormente, induzindo o organismo a produzir anticorpos de maneira equilibrada contra os quatro sorotipos. Terminada esta etapa, poderá ser feito o pedido de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A patente obtida nos Estados Unidos demonstra o nível de excelência do Instituto Butantan, no panorama internacional, comparável aos melhores centros do mundo, graças à competência obtida no desenvolvimento desta vacina. É mais um passo importante no processo de internacionalização do Instituto”, disse Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan.

Por Agência Fapesp


POLÍTICOS: INÚTEIS, CORPORATIVISTAS, NEPOTISTAS, VAGABUNDOS E CORRUPTOS – Por Augusto Saboia

Os Políticos Brasileiros são inúteis, corporativistas, nepotistas, vagabundos e corruptos.

Eu falo isso e generalizo mesmos, em todos os Entes da Federação, tem que haver uma Reforma Política que eles nunca farão, para não perder os privilégios que eles mesmos nos impuseram na Constituição de 1988.

E são ajudados pelos Outros Poderes Corporativistas da Federação, o Judiciário e o Executivo, bando de vagabundos que só tem privilégios e nem um comprometimento com a sofrida população brasileira.

Não sei como melhorar essa situação, mas em todos os países do primeiro mundo onde essa situação acontecia a melhoria sempre passou por derramamento de sangue e muitas cabeças rolando do cadafalso, espero que não cheguemos a uma situação desta.


Prefeitura do Recife inicia amplo processo de participação social para atualização do Plano Diretor

A partir de hoje os recifenses são convidados a construir o Recife do futuro, contribuindo com a revisão do Plano Diretor por meio do site planodiretor.recife.pe.gov.br ou participando das oficinas colaborativa. (Foto: Irandi Souza/PCR)

Uma cidade que projeta o futuro é uma cidade em que todos planejam a maneira como irá se desenvolver. É com esse objetivo que a Prefeitura do Recife iniciou dia (15) o processo de participação social voltado para a revisão do Plano Diretor da Cidade e normas complementares. O início do processo participativo ampliado envolve um cronograma de atividades e de interação, a partir de um ambiente digital especialmente preparado para essa finalidade, buscando gerar uma grande escuta ativa e engajar a população no processo de planejamento urbano. A participação presencial inclui oficinas, reuniões técnicas, plenárias e a realização de uma Conferência Municipal. O processo de revisão do Plano tem a coordenação geral da Secretaria de Planejamento Urbano (SEPLAN), por meio do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira (ICPS), órgão técnico de planejamento da Prefeitura.

O Plano Diretor do Recife traça o ordenamento para o território da cidade. Ele indica as diretrizes e os instrumentos urbanísticos necessários para o desenvolvimento do município de maneira planejada e equilibrada. Por indicação legal, a cada 10 anos esse documento precisa ser mais uma vez revisado e a contribuição social é fundamental para o processo. Organismos vivos que se transformam espontaneamente, as cidades buscam no planejamento estratégico participativo a adequação das diretrizes urbanísticas capazes de organizar e direcionar o seu crescimento. A última vez que o documento foi revisado foi em 2008. De lá para cá a cidade vem se transformando e a atualização do Plano Diretor chegará para realinhar as suas direções de desenvolvimento.

Para a revisão do Plano Diretor, foi definida uma estratégia de atualização e regulamentação de um conjunto de normas urbanísticas, projeto denominado Plano de Ordenamento Territorial. A escuta pública para a revisão deste conjunto está dividida em duas grandes frentes: uma presencial e outra virtual. A participação presencial se dará por meio de um cronograma que inclui consultas públicas em cada uma das seis Regiões Político-Administrativas (RPAs) da cidade, oficinas temáticas e setoriais, além da realização de Conferência Municipal e de audiências públicas. Durante esses encontros caberá aos facilitadores sistematizar as opiniões, sugestões e críticas dos cidadãos sobre a visão de futuro que eles têm a partir das suas vivências e do sentimento de pertencimento em relação à cidade.

Já a participação virtual inclui um ambiente digital especialmente criado para concentrar as informações referentes à revisão do Plano Diretor. Nele é possível ter acesso aos detalhes sobre o processo de atualização do documento e também contribuir, nesse caso de duas formas: pelo site planodiretor.recife.pe.gov.br e pelas redes sociais: Facebook, Instagram e YouTube. Esses canais trarão em tempo real a cobertura de cada etapa de construção coletiva a ser realizada, sendo possível interagir em todas elas. Transformação com participação. A abertura desses canais interativos busca dar maior diversidade nas discussões sobre os ativos que se pretende valorizar. Assim, o Recife passará a contar com instrumentos urbanísticos mais contemporâneos tornando-se, também, uma cidade mais sustentável.

A participação e o controle social estão sob a coordenação do Conselho da Cidade e por um grupo técnico instituído para o acompanhamento das diversas etapas do processo de revisão. O Conselho é composto por 45 representações da sociedade civil e do poder público, sendo o grupo de trabalho formado por 16 dessas representações.

“Formatamos as bases e os insumos necessários para iniciar o processo coletivo de pensar, de projetar o Recife do futuro. O Plano Diretor precisa deixar um legado para o desenvolvimento da cidade, assumindo compromissos concretos na perspectiva da redução das desigualdades sociais e econômicas expressas de diversas formas em todo nosso território”, explica Antônio Alexandre, secretário de Planejamento Urbano do Recife. “Uma cidade humana, sustentável, inovadora, preservada e integrada. Esse é o modelo de cidade que buscamos inserir nas diretrizes da revisão do Plano Diretor”, finaliza o secretário.

O conteúdo levantado a partir das escutas públicas será consolidado em cada etapa, constituindo a base para as proposições que serão discutidas na Conferência municipal e nas audiências públicas. Os projetos de lei decorrentes desse debate serão remetidos para a apreciação e votação da Câmara Municipal.

Plano de Ordenamento Territorial – Faz parte do Plano de Ordenamento Territorial as revisões do Plano Diretor do Recife (2008), da Lei de Parcelamento (1997) e da Lei de Uso e Ocupação do Solo (1996). Além deles, faz parte do trabalho a regulamentação da Outorga Onerosa do Direito de Construir, da Transferência do Direito de Construir e o Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórias e Imposto Predial Territorial Progressivo (IPTU Progressivo).

As Leis de Parcelamento e de Uso e Ocupação do Solo são instrumentos que orientam, em conjunto com o Plano Diretor, a forma e a intensidade da ocupação do solo na cidade pelas edificações. Estabelecem também limites, visando a conservação do meio ambiente e patrimônio histórico e cultural existente na cidade. Por fim, possibilita prever os impactos gerados por empreendimentos de maneira a apontar as medidas necessárias para minimizá-los.

No mesmo sentido, os instrumentos urbanísticos, regulamentados no Plano Diretor, atuam de maneira específica na solução de problemas que atingem parcelas do território do município. A sua aplicação coordenada possibilita a conservação do patrimônio cultural e ambiental, assim como a captação de recursos para investimentos públicos voltados para a produção de moradias, urbanização de favelas, implantação de infraestrutura e equipamentos urbanos e melhorias no sistema viário e transporte público.

Resgatando o planejamento – Ao longo desses cinco anos, a Prefeitura do Recife vem investindo e recuperando a sua capacidade de planejar a cidade. Estudos, regulamentações previstas no próprio Plano Diretor, planos e políticas setoriais representam os insumos que para o planejamento de um modelo de desenvolvimento que prepara o Recife para o futuro.

Dentro desse conjunto, a Prefeitura já concluiu alguns trabalhos e outros estão em pleno curso, prestes a serem finalizados. Já foram concluídos: o Atlas de Comunidades de Interesse Social (Mapeamento de Áreas Críticas), Sistema Municipal de Unidades Protegidas (SMUP), Zona Especial de Preservação Histórica da Boa Vista, Plano Urbanístico Específico Cais de Santa Rita, Cais José Estelita e Cabanga, Plano Municipal de Saneamento Básico, Política Municipal de Meio Ambiente, Política de Sustentabilidade e Enfrentamento às Mudanças Climáticas. Também foi nesta gestão que foi criado e instituído o Conselho da Cidade.

Dentre as peças que estão em fase de elaboração estão: o Plano de Mobilidade Urbana, Plano Local de Habitação de Interesse Social, Projeto Recife 500 Anos, Plano de Preservação do Patrimônio Cultural, Plano Centro Cidadão (em fase final), Planos de Manejo das Unidades de Conservação da Natureza, Parque Capibaribe – tendo uma parte do seu planejamento já executado: Jardim do Baobá -, Projeto Centralidades, Estudos de Impacto de Vizinhança.

Cronograma das Oficinas Colaborativas:

RPA 2 – 19/06

Local – Escola de Referência em Ensino Médio Nóbrega (Encruzilhada)

Bairros: Água Fria, Alto Santa Terezinha, Arruda, Beberibe, Bomba do Hemetério, Cajueiro,Campina do Barreto, Campo Grande, Dois Unidos, Encruzilhada, Fundão, Hipódromo, Linha do Tiro, Peixinhos, Ponte de Parada, Porto da Madeira, Rosarinho e Torreão.

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RPA 3 – 20/06

Local – Escola Estadual Dom Vital (Casa Amarela)

Bairros: Aflitos, Alto do Mandu, Alto José Bonifácio, Alto José do Pinho, Apipucos, Brejo da Guabiraba, Brejo de Beberibe, Casa Amarela, Casa Forte, Córrego do Jenipapo, Derby, Dois Irmãos, Espinheiro, Graças, Jaqueira, Guabiraba, Macaxeira, Mangabeira, Monteiro, Morro da Conceição, Nova Descoberta, Parnamirim, Passarinho, Pau Ferro, Santana, Sítio do Pintos, Tamarineira e Vasco da Gama.

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RPA 5 – 21/06

Loca a definir

Bairros: Afogados, Areias, Barro, Bongi, Caçote, Coqueiral, Curado, Estância, Jardim São Paulo, Jiquiá, Mangueira, Mustardinha, San Martin, Sancho, Tejipió e Totó.

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RPA 6 – 25/06

Local – Escola Municipal Carlúcio Castanha (Ibura)

Bairros: Boa Viagem, Brasília Teimosa, Cohab, Ibura, Imbiribeira, Ipsep, Jordão e Pina.

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RPA 1 – 26/06

Local a definir

Bairros: Bairro do recife, Boa Vista, Cabanga, Coelhos, Ilha do Leite, Ilha Joana Bezerra, Paissandu, Santo Amaro, Santo Antônio, São José e Soledade.

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RPA 4 – 28/06

Local – Escola Municipal Darcy Ribeiro (Cordeiro)

Bairros: Caxangá, Cidade Universitária, Cordeiro, Engenho do Meio, Ilha do Retiro, Iputinga, Madalena, Prado, Torre, Torrões, Várzea e Zumbi.


Trabalhadores da Disneylândia reivindicam salário digno

“Os lucros da Disney não aparecem magicamente, eles são obtidos pelos funcionários, que trabalham duro para assegurar que os visitantes tenham uma experiência feliz”, diz o texto da carta entregue pelos trabalhadores

Foto: Divulgação/Walt Disney World

Trabalhadores da Disneylândia foram nesta sexta-feira (15) à sede corporativa da empresa para entregar uma carta com mais de 120.000 assinaturas pedindo um salário digno, disseram os organizadores.

A pequena delegação que foi a Burbank, perto de Los Angeles, representando as “centenas” de pessoas que, segundo o sindicato, protestaram um dia antes no parque de diversões em Anaheim.

“Os lucros da Disney não aparecem magicamente, eles são obtidos pelos funcionários, que trabalham duro para assegurar que os visitantes tenham uma experiência feliz”, diz o texto da carta. “Esses ganhos devem ser compartilhadas com as pessoas que fazem que isso aconteça”.

A petição afirma que a Disney está obtendo de maneira inesperada 1,5 bilhão de dólares em um ano, pelos cortes de impostos do presidente republicano Donald Trump, e se queixa que os trabalhadores não deveriam ser forçados a “dormir em seus automóveis”.

A companhia ofereceu a 9.500 de seus 30.000 funcionários – que diz que ganham mais que o salário mínimo de 11 dólares a hora – um aumento gradual de 36% que chegaria a 15 dólares em 2020.

Por: AFP


Bicicletas compartilhadas sem estações de travamento

Serttel criou um novo sistema de compartilhamento, no qual as bikes têm travamento próprio e podem ser liberadas e devolvidas em áreas predefinidas

Por: Luciana Morosini

Angelo Leite afirma que novo sistema facilita encontrar a bicicleta e permite viagens mais flexíveis. Foto: Thalyta Tavares/Esp.DP

A Serttel, empresa pernambucana pioneira na América Latina em sistema de bike sharing, criou um novo sistema de compartilhamento de bicicletas e a novidade é que elas não precisarão de estações de travamento. As próprias bicicletas têm um sistema de travamento próprio e podem ser liberadas ou devolvidas em áreas pré-determinadas na cidade. O novo modelo já está sendo testado em Fortaleza, no Ceará, como projeto piloto e se prepara para ser implementado em São Paulo. Ainda não há previsão de chegada no Recife, já que a capital pernambucana ainda não tem uma legislação que regulamenta o uso de sistemas diferentes para bikes compartilhadas, mas a possibilidade não está descartada.

Para Angelo Leite, presidente da Serttel, esse novo sistema é uma evolução do projeto de bicicletas compartilhadas. “As estações são conectadas à internet e, com a evolução da internet das coisas, todo o sistema de controle e travamento vai para a própria bicicleta. Na China já se usa muito e também já está evoluindo para a Europa e Estados Unidos. É bom porque é mais fácil de localizar a bike e as viagens podem ser mais flexíveis e feitas de uma porta para outra”, explica. A bicicleta tem um GPS e o aplicativo localiza a mais próxima. “O usuário vai até ela, um código de barras é lido através do celular, a informação vai para o sistema e volta para a bicicleta e ela destrava com um sistema mecânico que tem na roda dela. Ela pode ser usada e, ao finalizar a corrida, a viagem deve ser encerrada e a bike travada”, detalha.

Para cada projeto a ser implantado, podem ser feitas aplicações específicas. “Do ponto de vista tecnológico, podemos fazer qualquer coisa. Os projetos mais tradicionais têm uso limitado em uma ou duas horas, mas outros permitem até que a bicicleta seja levada para casa. A questão é que a tarifação é feita pelo tempo de uso”, afirma Angelo Leite. A questão da segurança também foi levada em consideração. “Se existem roubos nas estações, este tipo de sistema é mais vulnerável porque a bicicleta não está presa. De todo jeito, ela é completamente monitorada, há condição de rastreio e isso pode ser um inibidor. Além disso, o custo da implementação, por não precisar das estações, é mais barato e suporta um pouco mais roubos e vandalismo por compensar nos custos”, ressalta.

Outro ponto importante é o da organização da cidade e, para isso, as bicicletas só poderão ser deixadas em pontos específicos da cidade, estabelecidos nas normas.”O sistema vai indicar os pontos da cidade onde as bikes podem ser deixadas e, se estiver fora da área, o aplicativo não permite. Além disso, se o usuário deixar de forma não adequada, a empresa precisa retirá-la em até 48h porque as operadoras têm a responsabilidade da limpeza. Mas vale lembrar que o usuário não consegue finalizar, então a tarifação segue”, completa. Justamente por conta desta regularização que o sistema será implantado de forma gradual nas cidades brasileiras, já que são necessárias normas de uso.

Sistemas tradicionais que utilizam estações continuarão sendo utilizados. Foto: Cristiane Silva/Esp.DP/Arquivo

Cidades precisam regulamentar normas específicas

O sistema de compartilhamento de bicicletas sem estações já está em funcionamento em Fortaleza, no Ceará, no projeto piloto Bicicletar Corporativo. Através dele, os funcionários da prefeitura têm acesso às bicicletas para deslocamento para reuniões e no trajeto entre a casa e o trabalho. “São 50 bikes usadas pelos servidores para circular entre as secretarias e elas podem ser travadas e destravadas nesses locais de forma livre”, conta o presidente da Serttel. O novo sistema está previsto para chegar em agosto na capital paulista. “São Paulo fez uma legislação específica para bicicletas compartilhadas permitindo que operadores possam implementar o projeto com sistemas diferentes. É uma evolução na legislação da cidade para oferecer mais possibilidades”, garante Angelo Leite. Para ele, o exemplo da capital paulista pode ser um incentivo para as demais cidades brasileiras, inclusive para o Recife. “As cidades estão estudando e evoluindo muito rapidamente e, com o início em São Paulo, outras cidades vão entender a concepção de novas regulamentações, para sistemas com estações ou sem”, acredita.

Modelos
A Serttel conta com um grupo de 40 engenheiros no Parque Tecnológico de Eletroeletrônica de Pernambuco (Parqtel) que trabalha em vários produtos, com investimento anual em todos eles de R$ 3 milhões. A empresa pernambucana fabrica, implanta e opera sistemas de bicicletas compartilhadas, integrando aos sistemas de transporte e de estacionamentos públicos, oferecendo alternativas mais sustentáveis. E, mesmo com a criação do sistema de bicicletas compartilhadas sem estações para travamento, a Serttel, que atua em todo o país, vai manter o sistema mais tradicional, com as estações.

“Estamos começando a colocar no mercado opções de sistemas sem estações ou discutindo esse sistema. Mas a ideia é poder utilizar ou não as estações de travamento”, explica Angelo Leite. Os sistemas de compartilhamento de bicicletas são ações do poder público local em parceria com a iniciativa privada. Já foram implantadas 1.025 estações, contratadas 10.420 bicicletas e, até abril deste ano, foram registrados cerca de três milhões de cadastros.

Diario PE


Marie Mercié: Confecção de moda cresce no meio de engenho em Itambé

Com 33 anos de operação, MM Special, que funciona em um engenho localizado em Itambé, emprega 300 funcionárias da região

Mércia Moura iniciou a confecção em 1985 e hoje atende a todo o país e também já iniciou exportação. Foto: Rodrigo Lobo/Divulgação

Quando trabalhamos um sonho, fazemos algo sustentável”. Essa foi a resposta de Mércia Moura quando questionada sobre o crescimento de sua marca, Marie Mercie. Comodismo nunca foi seu forte. Oriunda de uma tradicional família do interior pernambucano, Mércia cresceu em Timbaúba, cidade da Zona da Mata pernambucana. Aos 12 anos passou a frequentar um colégio interno no Recife, só para meninas. Casou no mesmo ano em que passou no vestibular para a faculdade de desenho industrial da Universidade Federal de Pernambuco. O curso ficou pelo meio do caminho ,mas foi justamente do casamento que surgiu o negócio. Ou melhor, do local onde moravam.

Mércia e o marido moravam no engenho Pangauá, na cidade de Itambé. Um lugar com 1,5 mil hectares. Mesmo após a chegada dos filhos (Paulo Gustavo, Filipe e Marisa), Mércia sentia falta de algo que fosse além das atividades de dona de casa. Nos arredores do terreno do engenho, ela conheceu Nelita, uma costureira da região. Além dela, Penha, Aldenita, Tezinha e Vera, todas funcionárias da fazenda. Foi daí que surgiu o negócio. “Reuni as meninas, coloquei todo mundo em uma caminhonete e digiri até a casa de uma tia que trabalhava com moda para aprendermos o básico do ofício. Decidimos trabalhar com camisas e batizei a marca de MM Special, selo hoje usado para o atacado. Meu sogro, vendo meu empenho, me ofereceu a casa-grande do engenho, que estava desocupada, para que eu pudesse iniciar a produção”, conta.

A empresa iniciou em 1985 com a produção de blusas femininas. A inspiração para os desenhos das peças estava na década de 1970. “Foi uma época que eu vivi. Então eu pesquisei e montei a coleção. Meu primeiro cliente foi Assis Farinha, que estava à frente da loja Ele e Ela. Ele aceitou dar uma olhada no material e aí comprou. Foi o nosso começo”, relata cheia de orgulho. Um ano depois, já eram mais dez costureiras contratadas. “Nesse ano, minha mãe soube de uma feira de confecção na Alemanha aonde iriam algumas marcas do Brasil e me incentivou a participar. Enviamos uma coleção de uns 12 modelos. A MM Special foi a única empresa do Nordeste que participou e recebeu encomendas. E aí começamos de fato a crescer”.

E assim a casa-grande do engenho Pangauá foi ficando de lado e se transformou em uma confecção de grande escala. Hoje são mais de 300 empregados diretos, sendo 180 costureiras. Por dia, são produzidas 1.100 peças. “Por ano são três coleções lançadas. Os desenhos são enviados para a nossa distribuidora e a produção das peças saem de acordo com a demanda. O que vai acabando nas lojas, nós vamos repondo. Todo dia repomos as peças nas lojas, de acordo com a demanda que temos”, relata.

Capacitação

Com o crescimento da confecção e da necessidade de uma mão de obra qualificada, Mércia deu início a um outro projeto dentro dos terrenos do engenho: uma escola de capacitação. Todas as mulheres que frequentam ganham um salário mínimo. “Grande parte dos funcionários chegou na empresa sem saber de nada do escopo de trabalho, mas hoje não pensa em fazer outra coisa da vida, apenas acompanhar o crescimento da marca”, diz. Por ano são abertas três turmas, cada uma com capacidade de 12 meninas. Os cursos têm duração de um quadrimestre.

Lojas físicas para varejo são consolidação do projeto

A primeira loja da MM Special foi inaugurada em São Paulo, no Bom Retiro. A unidade se tornou o carro-chefe da confecção, funcionando até hoje, sempre voltada para o atacado. Em 2002, surgiu a segunda marca, a Maria Mercié, com vendas exclusivas para o varejo. E aí mais duas lojas físicas foram inauguradas, uma no Shopping Recife e outra no RioMar. As duas unidades receberam um investimento de R$ 3 milhões.

“As lojas são a base para o nosso projeto de franquias. Não lançaremos agora, mas está no nosso planejamento. Estamos fortalecendo clientes nos pontos de vendas que já existem. Antes da franquia, investiremos no e-commerce, isso deve vir este ano. Estamos formulando e pensando neste projeto. Também avaliamos a possibilidade de inauguração de uma loja física em São Paulo voltada para o varejo. Está nos nossos planos”, conta Mércia Moura.

No ano passado, a empresa registrou um crescimento de 20% nas vendas. Este ano, a expectativa é manter o ritmo de crescimento. “Novembro de 2017 foi o melhor dos últimos cinco anos. O ano passado percebemos que nossas pesquisas foram muito acertivas”, afirma Mércia. Pelos cálculos da empresária, 90% do que é fabricado é enviado para São Paulo e de lá é distribuído para outros mercados. “Quase 40% do que se distribui lá, fica em São Paulo”, calcula. Fora do país, a empresa já vende os produtos para Argentina, Chile, Angola, Estados Unidos, França, Portugal e Canadá.

Independente do mercado, a MM tem como carro-chefe as camisas femininas. Entre as características das peças estão informações de moda regionais, como transparências de rendas, renascenças, bordados e rechilieu. “Cada produto passa pelas mãos de, no mínimo, dez pessoas até ficar pronto. Isso dura um tempo médio de 15 dias devido o cuidado artesanal dedicado a cada peça”, enfatiza a empresária.

As inspirações para cada coleção vêm do mundo e da região. São lançadas anualmente três coleções com cerca de 80 peças cada: inverno, verão e uma coleção cápsula para alto verão inspiradas nos principais desfiles das semanas de moda de Paris, Londres e Nova York e também regionalismo do Nordeste.

Por: Rochelli Dantas – Diario de Pernambuco


Usineiros do Nordeste querem vender etanol diretamente aos postos

Medida simplificaria a logística e reduziria o preço do combustível para os consumidores em até R$0,20 por litro


Renato Cunha do Sindaçúcar-PE: “Não somos contra as distribuidoras mas queremos modernizar o mercado”
Acervo/JC Imagem

Se as usinas pudessem vender o etanol hidratado diretamente aos postos de combustíveis, o preço do produto para o consumidor poderia cair entre R$0,15 e R$ 0,20 por litro. O cálculo é do presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha. Junto com outras sete entidades que reúnem produtores de álcool do Nordeste, o Sindaçúcar-PE emitiu uma nota conjunta, para rebater argumentos de alguns produtores do Sul, divulgados ontem pela imprensa, que querem manter o mercado como é atualmente: com as usinas tendo que vender o etanol para distribuidoras, que então repassam o combustível vegetal ao revendedor final.

Na próxima semana, o Senado irá votar o Projeto de Decreto Legislativo 61/2018, que autoriza a venda direta de etanol hidratado de usinas para os postos. Apoiam a flexibilização das vendas: Sindaçúcar-PE, Sindicato da Indústria de Álcool dos Estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, Sindaçúcar-PI, Sindaçúcar-BA, Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, União Nordestina dos Produtores de Cana de Açúcar, Associação dos Plantadores de Cana-de-Açúcar de Alagoas, Associação dos Plantadores de Cana-de-Açúcar do Rio Grande do Norte .

ETANOL

“Esta proibição vem desde a criação do Pró-álcool pelo governo, há 40 anos. Já merecia ser revisto há muito tempo. O mercado se modernizou, o processo de distribuição também precisa se modernizar”, argumenta Renato Cunha. Como exemplo da intrincada logística que hoje é obrigatória para que o etanol chegue aos postos, o combustível vegetal produzido em uma usina em Timbaúba, Zona da Mata Norte do Estado, não pode abastecer diretamente um posto na vizinha cidade de Goiana. “O etanol tem que fazer uma viagem de cerca de 150 quilômetros, até Suape, em Ipojuca, para uma simples troca de nota na base da distribuidora para então voltar a Mata Norte. Não há análise de qualidade, nada, só uma viagem de 300 quilômetros, ida e volta. Um atraso em termos de racionalização de custos”, diz Renato Cunha.

O presidente do Sindaçúcar afirma ainda que os produtores de álcool do Nordeste não estão contra as distribuidoras. A medida de flexibilizar a distribuição serviria apenas para o etanol hidratado (utilizando como combustível nos carros com motor flex). Já o etanol anidro (sem adição de água), continuaria seguindo para a base de distribuição, no porto de Suape, para ser adicionado a gasolina.

O governo anunciou ontem(15), que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), criaram um grupo de trabalho para estudar a viabilidade de mudanças na estrutura do mercado de combustíveis do Brasil. Na nota divulgada pela ANP, consta que “está no escopo do grupo de trabalho a promoção da concorrência como instrumento para elevar a competitividade e a inovação na economia brasileira”. Além do Decreto Legislativo 61/2018 que será apreciado na próxima semana, há outros cinco projetos de lei sobre o mesmo tema tramitando entre a Câmara Federal e o Senado.

JC Economia


Bairros de Casa Forte e Boa Vista recebem intervenções de moradores

Movimento Casa Forte Mais Segura e Coletivo Massapê colocaram a mão na massa, neste sábado, para melhorar áreas públicas degradadas

Praça Monsenhor Francisco Apolônio Sales, na frente da Igreja da Soledade, foi pintada e ganhou uma estação de leitura

Foto: Melina Motta / Coletivo Massapê/ Divulgação

Em Casa Forte, Zona Norte do Recife, entre as Ruas Flor de Santana e Harmonia, um terreno cheio de lixo e metralhas foi limpo e ganhou mudas de plantas. Na Praça Monsenhor Francisco Apolônio Sales, na Boa Vista, área central da cidade, as novidades foram a pintura colorida do chão e a colocação de um estante de pallet com livros novos que poderão ser levados gratuitamente ou trocados por outros. Os dois espaços públicos receberam melhorias na manhã deste sábado, numa ação conjunta entre moradores e a gestão municipal. Um dos objetivos do projeto Recife dos Encontros é estimular a participação popular no resgate de áreas degradadas da capital pernambucana.

“Vamos transformar os vazios urbanos, que estão ociosos, em locais de convivência, tendo o cidadão como protagonista desse processo”, destacou o secretário-executivo de Inovação Urbana do Recife, Tullio Ponzi. “Estamos abertos a sugestões de ações em outros locais do Recife. Mas é importante que as pessoas não façam só a reivindicação e sim estejam dispostas a colocar a mão na massa”, comentou o secretário.

A ação na Zona Norte partiu da mobilização do Movimento Casa Forte Mais Segura, formado por moradores de mais de 200 prédios e casas. Além da retirada de lixo houve a pintura da calçada e de um pontilhão. Crianças participaram da iniciativa. “Gostei porque não tinha plantas e agora vai ficar melhor e mais bonito, sem o lixo”, afirmou Nicole Vasconcelos, 7 anos. Ela e o irmão, Cauã Ferreira, 4, melaram as mãos de tinta ao tingir o pontilhão de azul.

No chão, foram escritas as frases “Você sabia que aqui é Largo do Holandês?” e “Lembre-se, aqui é um riacho”. “É um local histórico de Casa Forte e não pode ser ignorado. Muita gente pensa que é um canal, mas na verdade é o Riacho Parnamirim”, revelou a designer Gisela Abad, voluntária do movimento. “Quando nasci, 57 anos atrás, meu irmão veio pescar peixe pra mim. As crianças tomavam banho, era ótimo. Fico feliz que estejam cuidando do riacho”, afirmou a costureira Cristiana Ramos.

O vereador Jayme Asfora, residente de Casa Forte, apresentou projeto de lei para que a área seja oficialmente registrada como Largo do Holandês. Ele acredita que até o início de julho haja a votação da proposta. A prefeitura planeja ouvir os moradores para que sugiram o que fazer no terreno ao lado do riacho.

CENTRO

Na Boa Vista, a intervenção contou com os integrantes e voluntários do Coletivo Massapê. A Praça Monsenhor Francisco Apolônio Sales fica em frente à Igreja da Soledade. “É passagem de muitas pessoas, principalmente estudantes. Por isso a ideia de transformar em uma biblioteca ao ar livre”, contou a arquiteta Melina Motta, 26, umas integrantes do grupo. O espaço foi adotado pela Editora Imeph, que vai disponibilizar os livros para a estação de leitura.

“Quanto mais gente tiver acesso à leitura, melhor para a cidade. Queremos estender para outras praças e até para paradas de ônibus”, diz um dos sócios da editora, Marcelo Figueirôa. Ele estima que entre 500 e mil exemplares serão ofertados. “É maravilhosa essa ação pois a praça está abandonada. Vai trazer mais vida”, comentou o comerciante Ivo Alves, 46, dono de uma lanchonete que fica ao lado da praça.

O Coletivo Massapê também pintou o chão no trecho que fica entre a Avenida Oliveira Lima e a Rua Corredor do Bispo, no mesmo bairro.

JC Cidades


Píton gigante mata e engole mulher na Indonésia

A mulher havia desaparecido enquanto cuidava de uma horta. Ao ver a cobra gigante, os vizinhos desconfiaram e a mataram em busca da mulher

O píton gigante, uma espécie que vive em florestas tropicais, é muito comum na Indonésia e nas Filipinas
Foto: STR / AFP

O cadáver intacto de uma indonésia foi encontrado dentro de um píton de sete metros, capturado perto da horta onde a mulher tinha desaparecido, anunciou neste sábado (16) a polícia local.

O corpo de Wa Tiba, de 54 anos, foi encontrado por moradores de Persiapan Lawela, na ilha indonésia de Mun.

“Os moradores desconfiavam que a cobra tinha engolido a vítima. Mataram ela e tiraram da horta”, explicou o chefe da polícia local.

“Abriram a barriga da serpente e, em seu interior, encontraram o corpo da vítima”, acrescentou a fonte, que acredita que o réptil estrangulou a mulher começando pela cabeça.

Os vizinhos encontraram o píton a cerca de 30 metros dos sapatos e do facão de Wa Tiba. A horta fica ao pé de falésias rochosas onde vivem cobras.

O píton gigante, uma espécie que vive em florestas tropicais, é muito comum na Indonésia e nas Filipinas. Costuma se alimentar de pequenos animais e raramente ataca pessoas.

AFP


Botijão de gás já consome 40% da renda de famílias mais pobres

Homem armazena botijões de gás em uma distrituidora de Brasília, durante greve dos caminhoneirosDireito de imagem EPA
Image caption Homem armazena botijões de gás em uma distrituidora de Brasília, durante greve dos caminhoneirosPegar empréstimo com a família ou amigos, substituir o fogão por fogareiro elétrico, usar lenha ou álcool para cozinhar, deixar de fazer refeições em casa e passar a comer em restaurantes populares do Estado. Esses são alguns dos malabarismos que as famílias mais pobres do Brasil estão fazendo para lidar com a alta do botijão.

Nos últimos 12 meses, o preço médio do botijão de gás residencial subiu 17% – de R$ 57 para R$ 67 – segundo o levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP). É um aumento parecido com o do óleo diesel, de 20% no mesmo período, que motivou a greve dos caminhoneiros. Além disso, é uma alta muito acima da inflação, de 2,86% nos últimos 12 meses, na medição do IPCA.

No Jardim Pantanal, extremo da Zona Leste de São Paulo, Marli Souza Santos ficou sem botijão de gás no mês passado e não tinha dinheiro para comprar outro. Desempregada, com 43 anos, ela sustenta os três filhos com os R$ 190 que recebe do Bolsa Família.

Chegou a ficar alguns dias sem gás, até que a situação ficou insustentável – afinal, precisava voltar a cozinhar para alimentar a família. Então, pegou um empréstimo com um parente para comprar um novo botijão e vai pagar em duas vezes. Os distribuidores só vendem à vista, o que dificulta ainda mais a aquisição pelos mais pobres.

O aumento acima da inflação significa que as famílias “estão abrindo mão de comprar outras coisas para comprar o botijão de gás, que é essencial”, explica André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor, da FGV Ibre.

Isso ocorre especialmente entre os mais pobres, que não tem muito onde cortar. “Em geral, quanto menos se ganha, maior a fatia da renda que vai para comida – e também para o botijão”, afirma Braz. Por exemplo, para quem vive do benefício médio do Bolsa Família, um botijão de gás representa 37% do orçamento doméstico. Para quem ganha um salário mínimo, 7%. Já para quem recebe 10 salários mínimos, apenas 0,7%.

“Pago uma coisa e deixo de comprar outra”, relata Marli.

Fogareiro elétrico de uma boca, ligado na tomada, com uma chaleira para ferver água para café
Image caption Fogareiro elétrico é uma das soluções para economizar no uso de gás de botijão

Já Luciana Ozório da Silva, que mora com o marido em Paraisópolis, favela paulistana, não teve ninguém para ajudá-la. Ela está desempregada e ele trabalha em um pequeno comércio do bairro. Recentemente, o dinheiro acabou e o botijão também. Resultado: ficaram sem gás. “Por um mês, tivemos que almoçar no Bom Prato todo dia”, conta ela. O Bom Prato é um restaurante popular, do governo estadual, que cobra R$ 1 pela refeição. “À noite, era suco e pão”.

No Centro-Oeste, que tem o gás mais caro do Brasil, 15% acima do preço médio nacional (R$ 77,4), muitas pessoas estão voltando a usar fogão a lenha. “O pobre mesmo está utilizando muito pouco gás. As pessoas estão improvisando um fogãozinho a lenha”, relata Salete da Silva, que coordena a distribuição de cesta-básica da Cáritas em Sinop (MT). A Cáritas é uma organização ligada à Igreja Católica, que atua na área da segurança alimentar.

Segundo o IBGE, o número de famílias que cozinham com lenha ou carvão aumentou em 2017, o que pode ser decorrência da alta do gás.

“Pessoas em situação de pobreza precisam se alimentar. Para isso, precisam de políticas públicas. Não só para o alimento, para o gás também”, afirma Avanildo Duque, gestor de Políticas e Programas da organização ActionAid no Brasil, que também trabalha com segurança alimentar.

13 anos sem reajuste

O aumento do gás de cozinha resultou de uma mudança repentina de preços da Petrobras – algo semelhante ao que ocorreu com o diesel e a gasolina, todos derivados do petróleo. Ao longo de 13 anos, entre 2002 e 2015, o preço do botijão vendido pela estatal ficou praticamente congelado no Brasil. Enquanto isso, os preços internacionais aumentaram continuamente.

Como grande parte do gás de cozinha consumido no Brasil é importada, a Petrobras assumiu a diferença entre o preço mais alto de importação e o preço mais baixo praticado no país. Era um tipo de subsídio ao gás de cozinha, que vigorou durante quase todo o governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Mas, em vez de ser bancado pelo governo, era assimilado pela própria Petrobras.

Essa política beneficiou os consumidores, mas penalizou o caixa da estatal. “A política de preços defasados gerou muito prejuízo para a Petrobras”, diz Larissa Resende, pesquisadora da FGV Energia.

A partir de 2015, na tentativa de equiparar os preços da Petrobras com os praticados pelo mercado internacional, a estatal elevou o preço do gás em 15%. Foi o primeiro aumento em 13 anos. A seguir, a partir de junho de 2017, houve praticamente uma alta por mês.

Em resposta às críticas pelos aumentos mensais, a Petrobras passou a reajustar os preços a cada três meses. Esse ano, em vez de subir, o preço já caiu duas vezes. O próximo reajuste está programado para junho.

Hoje, o preço do gás de cozinha vendido pela Petrobras continua cerca de 11% mais barato que o internacional, segundo Larissa, que é mestre em economia e doutoranda em engenharia.

Para as famílias mais pobres, a mudança de política de preços da Petrobras foi um baque. Veio justo em um momento de crise, que reduziu a renda, encolheu o poder de compra e aumentou o desemprego.

“No caso do Brasil, existe uma grande necessidade de dar um incentivo financeiro para a aquisição de gás de cozinha para a população D e E. Mas que isso seja feito por parte do governo, não pela Petrobras. Talvez um bolsa botijão para a população menos favorecida”, acrescenta.

Duque, da Action Aid, concorda: “Uma opção seria uma política no âmbito do Bolsa Família, que contemplasse um valor para as pessoas terem acesso ao gás”.

Algo parecido já existiu no Brasil. No final do governo Fernando Henrique, antes da política de subsídio de preços pela Petrobras, o Brasil teve uma programa de distribuição de renda para facilitar o acesso ao gás pelas famílias mais carentes. Era o chamado Vale Gás. No governo Lula, foi incorporado ao Bolsa Família.

Quem poderia se beneficiar de uma política como essa é Maria dos Santos, também do Jardim Pantanal, periferia de São Paulo. Sua família recebe R$ 206 do Bolsa Família, valor complementado por bicos feitos por ela e pelo marido.

Recentemente, quando o gás da família acabou, não deu para comprar outro de um distribuidor oficial. “O dinheiro que eu tinha não dava para inteirar o gás de R$ 70. Compramos um de R$ 56. É um gás pior. Mas a gente faz o que pode”. A ANP recomenda que os consumidores só comprem botijão de revendedores autorizados, até por questões de segurança.

Além disso, a família está controlando o uso do fogão para fazer o gás durar mais. Para isso, usam um fogareiro elétrico, de uma boca só, para fazer café, arroz e feijão. É preciso paciência: são 30 minutos até a água ferver. E a conta de luz? “Aqui, a gente não paga luz, então temos essa possibilidade”.

Fila de consumidores com botijões de gás, para trocar botijão vazio por outro cheio, em Várzea Grande (MT), região metropolitana de Cuiabá. Foto: Alan Rener Tavares
Image caption Fila de consumidores para comprar gás em Várzea Grande (MT), região metropolitana de Cuiabá, durante a greve dos caminhoneiros. Foto: Alan Rener Tavares

Gás para os mais pobres?

Este ano, o governo de Michel Temer chegou a anunciar que tomaria alguma medida para reduzir o impacto do aumento do gás entre os mais pobres.

Em fevereiro, o então ministro da Fazenda Henrique Meirelles confirmou que a pasta estudava uma medida para reduzir o preço do gás de cozinha, com foco nas famílias de baixa renda. Além disso, o então ministro de Desenvolvimento Social, Osmar Terra, afirmou que o Bolsa Família poderia ser reajustado para incorporar parte do aumento do preço do gás de cozinha.

Porém, as ideias foram abandonadas. “Atualmente, conforme o ministro Guardia tem afirmado em suas manifestações, não há estudos no Ministério da Fazenda sobre redução do preço do gás de cozinha já que não há espaço fiscal”, informou a pasta, por nota. Já Bolsa família terá um reajuste de 5,67% a partir de julho, insuficiente para compensar a alta do gás.

O presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) também teria prometido a líderes partidários que votaria medida para baixar o preço do gás de cozinha. Por meio de sua assessoria, o deputado federal declarou estar “tentando construir uma solução dentro do teto de gastos”.

“Enquanto o governo está pensando como pode subsidiar o consumidor da classe D e E, a Petrobras acaba internalizando esse subsídio (já que o preço continua abaixo do mercado internacional) e acumulando prejuízos”, afirma a pesquisadora Larissa Resende.

Segundo ela, uma das formas de baratear o botijão de gás no longo prazo seria aumentar os investimentos no segmento refino de GLP (o gás de cozinha), para que o Brasil desenvolvesse um mercado interno mais competitivo e menos dependente de importações – e, dessa forma, do preço do mercado externo e da cotação do dólar.

Para que esses investimentos ocorram, afirma Larissa, é importante que a Petrobrás tenha caixa para investir e também que não haja intervenção governamental nos preços da estatal, para estimular a entrada de capital externo.

Já Avanildo Duque, da ActionAid, sugere que o país passe a considerar outras alternativas de combustíveis para cozinhar. “É muito importante que a gente tenha mais autonomia e mais diversidade no uso de energia (para cozinhar). Não podemos ficar dependendo dessa matriz energética. Em momentos de crise, como o que estamos vivenciando, quem sofre mais são as pessoas mais vulneráveis”.

Entre as alternativas citadas por Duque estão o barateamento de fogões baseados em energia solar, a uso de biodigestores nas cidades, que podem gerar gás a partir do processamento de lixo e até do esgoto, até fogões agroecológicos, à base de lenha, mas em quantidades racionalizadas.

Esferas de GLP (o gás de cozinha) da Refinaria Duque de Caxias (Reduc)
Image caption Esferas de GLP (o gás de cozinha) da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) / Foto: Petrobras

Greve dos caminhoneiros

Em abril deste ano, o valor cobrado pela Petrobras correspondia a apenas um terço do preço do botijão (33%). Outros 24% eram referentes à distribuição do produto – das refinarias da Petrobras até os Estados. Mais 25% foi a margem de revenda. Além disso, 17,5% eram impostos – principalmente estaduais.

No começo do ano, a situação era bastante diferente: o peso da distribuição era bem mais baixo, de 16%. Uma das explicações para o encarecimento do transporte é o aumento do diesel – o gás de cozinha é transportado por caminhões. Agora, resta saber se o retorno do subsídio ao diesel, negociado com os caminhoneiros, vai refletir na redução do preço do gás de cozinha.

Por enquanto, as consequências da greve dos caminhoneiros foram negativas para o preço do botijão. Os 10 dias de mobilização nacional desabasteceram as distribuidoras e fizeram o valor subir ainda mais. Em São Paulo, o preço médio do botijão de gás registrado pelas empresas cadastradas no aplicativo Chama subiu de R$ 65 para R$ 75 – um aumento de 15%. Depois da greve, não retornou para os valores anteriores, ficando em R$ 70.

Mais grave ainda foi o aumento registrado no Centro-Oeste. Durante a greve, houve quem vendesse o botijão por impressionantes R$ 150.

“Ficamos uma semana sem o produto. Não tinha como chegar (botijão de gás no Mato Grosso) por causa da paralisação dos caminhoneiros”, conta Alan Rener Tavares, presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do estado de Mato Grosso. “Além disso, a demanda aumentou muito. O consumidor ficou com medo de uma nova paralisação e queria comprar dois, três botijões”.

Com o produto em falta e a demanda alta, a lei da oferta e procura fez o preço disparar. “O nosso produto virou ouro, teve até roubo de dois caminhões de botijão de gás”, relata Tavares. “Aqui, todo o gás vem por rodovia. Isso aumenta muito o preço”, explica o presidente do sindicato.

Amanda Rossi – Da BBC News Brasil em São Paulo


Governo não desata os nós na infraestrutura nem deixa a iniciativa privada agir

Paulo César de Oliveira

A economia brasileira sofre com os muitos gargalos burocráticos e problemas de infraestrutura. Desatar esses nós tem se mostrado uma tarefa difícil para os governos federal e dos estados. Com os orçamentos corroídos devido a uma estrutura gigantesca e pouco eficiente, o governo não consegue desatar os nós e os empresários dos vários segmentos do setor produtivos não encontram espaço para entrar onde o governo falha.

Com isso, o país tem retrocedido no tempo e fica cada vez mais difícil encontrar saídas viáveis dentro do atual sistema brasileiro. O assunto foi debatido intensamente no Conexão Empresarial Tiradentes 2018, evento promovido pela VB Comunicação e que termina hoje. O consultor econômico, Raul Velloso (foto), entende que essa deterioração começa pela falta de infraestrutura, que impede que a economia brasileira avance e esbarra nos privilégios, que corroem os orçamentos públicos.

Se o governo não resolver os gargalos de infraestrutura, o que pode acontecer com a economia do país?

A economia cresce menos, não tem como se expandir, porque ela vai enfrentar obstáculos, que são dados exatamente pela falta de infraestrutura ou pela deterioração ou destruição do que havia antes. Há demanda das pessoas para obter os produtos, mas a infraestrutura não deixa que eles cheguem até elas. Isso é um limitador do crescimento.

O que é necessário para o país retomar o crescimento?

É preciso abrir espaço nos orçamentos públicos para que os investimentos em infraestrutura que o setor privado não quiser fazer, sejam feitos. A iniciativa privada está aí, disponível, querendo fazer investimentos, mas os muitos entraves, em geral no próprio governo, em vez de criar um ambiente favorável para a iniciativa privada, faz o contrário. O governo, paradoxalmente, precisando desesperadamente que a iniciativa privada entre nesse setor, ainda cria obstáculos. É uma coisa totalmente contraditória, com um viés antiprivado e que coloca todas essas coisas em xeque. O setor público precisa abrir espaço financeiro e precisa retirar as travas que ele mesmo cria para que a iniciativa privada possa entrar e complementar o que o setor público faz.

As PPPs (Parceria Público Privada) seriam uma alternativa?

As PPPs são de muito pouca eficácia porque elas exigem garantias, que o setor público teria de dar para que o setor privado entre e o governo não tem recursos para dar essa garantia. O espaço é pouco para elas.

Governadores e prefeitos reclamam da excessiva concentração de recursos na União. É preciso um novo pacto federativo para o país?

Acho que tem que haver uma revisão. Não sei se um novo pacto federativo. Mas alguma revisão na forma em que os recursos são usados em certos momentos, como o momento atual, que é de crise aguda, a maior recessão da história do país. A União, que é a peça forte dessa engrenagem, tinha de encontrar caminhos para as outras esferas, pelo menos durante o período dessa crise.

A reclamação de que os recursos orçamentários estão sendo comprometidos com as estruturas do Executivo, Legislativo e Judiciário procede?

Está comprometido principalmente com os aposentados do serviço público. O peso da previdência pública é muito alto. Existem os segmentos da burocracia dos poderes e tem o conjunto dos aposentados que abocanham uma fatia bastante expressiva.

O Brasil trata de forma diferente a população e os servidores públicos?

É um sistema de privilégios que precisava acabar. Mas vamos conseguir acabar… um dia.

Blog do PCO


Sem parlamentares úteis, o brasileiro continuará sofrendo

Por Edison Silva


O plenário da Assembleia, em quase todas as sextas-feiras, como a de ontem, fica praticamente vazio. Nos três outros dias de sessão, é um pouco diferente, mas nunca reúne todos os deputados, exceção quando o Governo os convoca Foto: José Leomar

O PSDB, por seu líder na Câmara Federal, sob a alegação de reduzir as despesas públicas, defende a redução do número de senadores e deputados federais e estaduais. Não logrará êxito na sua empreitada, mas reaviva a discussão sobre a parcial inoperância do Legislativo brasileiro, também pela falta de qualificação e espírito público da maioria dos seus integrantes.

Os cearenses, tomando por base a atual composição da Assembleia Legislativa, hoje, estariam melhor representados se esta funcionasse com apenas uns 20 deputados, os mais presentes e produtivos. O plenário daquela Casa só reúne um número maior quando o Governo, por sua liderança, os convoca para alguma votação de interesse do Poder Executivo.

Não é exagero afirmar existirem deputados desconhecidos por servidores da própria Assembleia, e de jornalistas que cobrem as atividades legislativas, simplesmente por serem totalmente ausentes das atividades normais em plenário e nas comissões técnicas.

Deputados de menor idade, e de primeiro ou segundo mandatos, são os menos assíduos e descompromissados com as responsabilidades de legislador. E, lamentavelmente, vários deles poderão ser reeleitos, por razões diversas, a partir do menoscabo do eleitor com o Poder Legislativo, fazendo prevalecer a máxima atribuída a Ulysses Guimarães, de que a próxima composição legislativa será pior.

Todas as dificuldades experimentadas pela sociedade brasileira por conta das mazelas da administração pública, nas três esferas de Poder, decorrem da ineficiência, e quiçá do comportamento adverso do ético e moral, de representantes do povo no Congresso Nacional, Assembleias e Câmaras Municipais.
Inadmissível, por qualquer avaliação feita, se ter um Parlamento integrado por deputados e senadores investigados, sendo processados ou já condenados na esfera criminal por malversação de recursos públicos.

Deletérias

É no mínimo constrangedor, para qualquer brasileiro cônscio das suas responsabilidades cidadãs, ser informado da realização de busca e apreensão, por suspeita de desvio de conduta dos seus titulares, em gabinetes e residências oficiais de senadores e deputados, assim como outras em espaços de estados e municípios.

Os Executivos, da União, dos estados e dos municípios, não reuniriam tantos atos de corrupção e todas as demais ações deletérias, fosse outra a postura do Legislativo, aquela ditada pela Constituição e leis específicas. E o Judiciário limitar-se-ia às suas competências judicantes. Hoje, pela vulnerabilidade da maioria dos parlamentares brasileiros, fragilizando o Congresso, o Poder da toga avança sobre espaços do Legislativo e do Executivo, com o apoio equivocado de parcela da população, indignada com a representação política por ela própria escolhida.

Carta Federal

“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”, estabelece o parágrafo único do Art. 1º da Carta Federal. Em outubro, o eleitorado brasileiro terá oportunidade de impor as mudanças reclamadas diuturnamente.

Cada um precisa realmente assumir a responsabilidade de escolher o melhor candidato. Os partidos, infelizmente, sendo como são, propriedades de poucos descompromissados com a boa ordem política, não têm compromisso com a seleção dos nomes que apresentam ao eleitorado, daí a necessidade de o eleitor ser mais exigente, consigo mesmo, na hora de cumprir o seu dever de votar.

Renovar é preciso. A grande maioria da representação cearense precisa ser mudada: na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Mas não basta trocar um por outro. O importante é colocar um melhor no lugar daquele em cujo mandato mostrou ser relapso, que está sendo mais um a onerar o já sofrido erário estadual. A cobertura jornalística dos trabalhos nas Casas legislativas ajuda a mostrar quem são eles, consequente ela pode ser uma das fontes de escolha dos futuros parlamentares.

Menos gastos

A iniciativa do PSDB nacional, representado pelo deputado federal Nilson Leitão, eleito por São Paulo e líder do partido na Câmara, está consubstanciada em duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs). A primeira reduz o número de senadores de três para dois por estados. Na Câmara, o número de deputados sairia de 513, atualmente, para 395, guardando a mesma proporção para a diminuição do número de deputados estaduais, cortando as verbas de gabinetes dos legisladores.

A segunda proposição com o crivo dos tucanos quer reduzir 20% no custeio do Executivo, Legislativo e Ministério Público (não trata do Judiciário), especificamente com relação a carros oficiais, diárias, passagens, pessoal e outras.

O deputado Nilson Leitão diz contar com 150 assinaturas das 171 necessárias à apresentação das emendas. São significativas, sim, as duas proposições. Tem um custo deveras elevado o mandato de cada um dos nossos representantes. Dos subsídios e os penduricalhos de cada um dos 594 congressistas, os deputados estaduais recebem 75%.

O corporativo e a falta de espírito público não permitirão, no ambiente político nacional, que tais proposições sejam aprovadas. Ademais, em ano eleitoral, com o PSDB interessado em criar um clima favorável ao seu candidato a presidente da República, dúvidas são pertinentes sobre as verdadeiras intenções.

Diário do Nordeste


Alavantur! Confira a lista dos melhores arraiais de rua do Recife e de Olinda

Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Por essas bandas, o raio gourmetizador das festas juninas não chegou e vai passar longe. É tudo na base da tradição: forró pé de serra, muito bolo de milho e fogueira na rua. São arraiás à moda antiga, pra você levar toda a família. Tem opções gratuitas que acontecem no Recife e em Olinda.

São João no Sítio da Trindade

(Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)

Em Casa Amarela, o São João já começou desde terça (12) e segue até o dia 30 de junho. Neste sábado (16), tem a Procissão dos Santos Juninos, que desce do Morro da Conceição até a festa no Sítio. A concentração da procissão começa às 16h e a saída acontece às 18h.

A agenda completa dos shows ainda não foi divulgada pela Prefeitura do Recife. O que foi divulgado foi que o polo vai receber shows do homenageado da festa, o forrozeiro Geraldinho Lins, além de apresentações de Silvério Pessoa, Josildo Sá, Novinho da Paraíba, Genival Lacerda, Lia de Itamaracá, Glorinha do Coco, Adiel Luna, Petrúcio Amorim, Nádia Maia…

📌 São João do Sítio da Trindade
📍 Sítio da Trindade | Rua Jouberte de Carvalho, 2-92, Casa Amarela
📅 de 12 a 30 de junho
⏰ Vários horários
💰 Entrada gratuita

Arraiá da Virada Cultural

(Foto: Suellen Brainer / TV Jornal)

A festa junina no Teatro do Parque é em prol da reabertura do local, que está fechado pra reforma desde 2010. A entrada é gratuita e os festejos começam às 18h, com apresentação da Quadrilha dos Artistas, acompanhado do som do quarteto de forró Vôte O Que É Isso. Depois ainda vai rolar o Som na Rural, recebendo o Forró Coletivo Só Luiz, o pernambucano Helder Vasconcelos e a cantora Isaar.

Por lá vai ter também barraca do beijo, conduzida pelas palhaças do grupo Violetas da Aurora, várias brincadeiras juninas, venda de comidas típicas, e até a presença do Brechó de Atriz, com flores confeccionadas pela artista plástica e poetisa Ana Rosa, além de produtos da Virada, como bottons, camisetas e canetas.

📌 Arraiá da Virada Cultural
📍 Teatro do Parque | Rua do Hospício, Boa Vista, Centro do Recife
📅 16 de junho
⏰ às 18h
💰 Entrada gratuita

Arraiá de San Martin

O bairro de San Martin vai receber um arraiá pra lá de animado neste sábado (16), a partir das 18h30. O evento é uma ação da Associação de Moradores Amor Forte em parceria com a Prefeitura do Recife.

A programação da festa conta com quadrilha junina à moda antiga, forró pé de serra, barraquinha de comidas típicas, concurso de rainha do milho e também uma mesa para o lanche coletivo (quem quiser participar só precisa levar um pratinho com alguma gostosura junina e dividir com a galera). O evento é totalmente gratuito.

📌 Arraiá de San Martin
📍 Praça João Pessoa de Queiroz, San Martin
📅 16 de junho
⏰ 18h30
💰 Entrada gratuita

CDU Forró Fest

Foto: São João do Recife/Facebook
Sábado (16) é dia de forrozar na Rua General Polidoro, na Zona Oeste, no miolo entre a Várzea e a Cidade Universitária. O CDU Forró Fest 2018 acontece a partir das 15h, aberto ao público, e vai ser animado por quatro bandas de forró. A festa é gratuita e vai contar ainda com segurança, brincadeiras e banheiros químicos. Segundo os organizadores, as bandas começam por volta das 18h, pra ninguém ficar de fora!
📌 CDU Forró Fest
📍 Rua General Polidoro, CDU
📅 16 de junho
⏰ às 15h
💰 Entrada gratuita

1° Forró de Andada do Bloco Mangueira Fest

Esse é um arraiá pra quem não tem preguiça, viu? O 1° Forró de Andada do Bloco Mangueira Fest vai desfilar pelas ruas do bairro da Mangueira, na Zona Oeste do Recife. A festa começa na Rua Louro Sodré e segue forrozando pelo bairro durante 1h até chegar no Clube Master Lazer. E o melhor: a festa toda é gratuita e não tem hora pra acabar!

📌 1° Forró de Andada do Bloco Mangueira Fest
📍 Concentração na Rua Louro Sodré, Mangueira, Recife
📅 16 de junho
⏰ 19h
💰 Entrada gratuita

Arraiá de Seu Tuba

(Foto: divulgação/ Setúbal Festival)

O bairro de Setúbal, Zona Sul do Recife, vai receber festejos juninos neste sábado (16), a partir das 16h. O evento de rua é gratuito e vai contar com programação pra toda a família. Às 16h, vai rolar forrozin pé de serrá, às 18h será a vez da apresentação da quadrilha junina Pisa na Fulô, seguida pelo show do Tio Bruninho às 18h30. Pra fechar a noite, os shows de André Rio e de Fael Mariz.

Além das apresentações musicais, o evento vai contar com cidade cenográfica, barracas com comidas típicas e atrações infantis.

📌 Arraiá do Seu Tuba
📍 Rua Dr. Luiz Inácio Pessoa de Melo, Setúbal
📅 16 de junho
⏰ às 16h
💰 Entrada gratuita

15º Forró de Salu São João da Casa da Rabeca

(Foto: Divulgação/Ivan Alecrim)

A Casa da Rabeca mantém sua tradição e monta o seu grande arraial junino. A 15ª edição do Forró do Salu será realizada nos dias 22 e 23 de junho, com direito a comidas típicas, quadrilha junina, fogueira, brincadeiras e muito forró pé de serra. O ingresso é um quilo de alimento não perecível.

📌 15º Forró de Salu  São João da Casa da Rabeca
📍 Casa da Rabeca | Rua Curupira, 340, Cidade Tabajara – Olinda
📅 22 e 23 de junho
⏰ às 20h
💰 Entrada: 1 kg de alimento não perecível

São João em Olinda na Praça do Carmo

Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

E quem disse que Olinda é só de Carnaval? Pela primeira vez o São João foi incluído no calendário oficial da cidade, com um polo especial na Praça do Carmo. Os festejos serão da quinta (21) até o domingo (24), com shows, cidade cenográfica e brincadeiras juninas.

Entre os artistas que se apresentarão no local estão Maciel Melo, Irah Caldeira, Ed Carlos, André Lins, Israel Filho, Quinteto Sala de Reboco e Rodrigo Raposo. A programação é toda gratuita e aberta ao público.

📌 São João no polo da Praça do Carmo
📍 Praça do Carmo, Olinda
📅 de 21 a 24 de junho
⏰ às 17h
💰 Entrada gratuita

Arraiá Eu Acho É Graça

(Foto: Tiago Martins Rêgo/Colaboração)

Bem organizado que só o povo das Graças, vai ter festa junina por lá também! O São João do bairro acontece no dia 1º de julho, com direito a forró pé de serra e muita comida de milho. A festa é gratuita e nesta quinta, 16 de junho, vai ter bingo pra ajudar a arrecadar fundos pro Arraiá, na Fazendinha, Rua das Graças, 219, a partir das 16h.

📌 Arraiá Eu Acho É Graça
📅1º de julho
📍Bodega de Veio | Av. Rui Barbosa, 546
⏰das 15h às 21h
💰Entrada gratuitaPorAqui

Meu Muquifo: a padaria que você precisa conhecer no Mercado da Encruzilhada

Por Mariana Fontes

O porco no pão é um dos carros-chefe da padaria (Foto: Meu Muquifo/Facebook)

Inaugurada no ano passado no Mercado da Encruzilhada, a padaria Meu Muquifo conquistou rapidinho o coração dos moradores da região.Não é pra menos. Servindo comida boa a preço justo, o grande lance da Meu Muquifo é justamente sintetizar uma certa sofisticação típica das padarias no estilo Galo Padeiro que vêm se proliferando na cidade com uma pegada simples e descontraída, que é a cara no Mercado da Encruzilhada.

Aqui estão quatro razões pelas quais você precisa conhecer a Meu Muquifo:

1. Porco no pão

Não deixe de experimentar o sanduíche de porco no pão. Aprovada pela apresentadora Ana Maria Braga e pela ave mais gourmet do Brasil, o Louro José, a receita é um dos carros-chefe da casa e consiste em um saboroso churrasco de carne de porco servido no pão francês. Custa R$ 8.

2. O local

O Mercado da Encruzilhada bomba aos fins de semana (Foto: Mariana Fontes/PorAqui)

Não é exagero dizer que o Mercado da Encruzilhada é hoje um dos rolês mais legais pra se fazer na Zona Norte. Duvida? Então passe por lá em um fim de semana. Aos sábados, quando rola a festa Radiola no Mercado, na Reciclo Bikes, a programação de muita gente é chegar na hora do almoço e só ir embora quando o som acaba, às 21h.

A Meu Muquifo é aquele lanchinho perfeito para recompor as energias. Parada obrigatória pra comer uma pizza ou um  sanduba delícia.

3. Pizza

A fatia de pizza custa R$ 5 (Foto: Meu Muquifo/Divulgação)

Os pães de fermentação leve são incríveis, os croissants deliciosos, mas as pizzas são imbatíveis. A fatia sai por R$ 5 e a pizza inteira custa a partir de R$ 28,90. Todos os dias rola uma promo ótima: Heineken long neck mais uma fatia de pizza por R$ 10.

4. Café da manhã

O ovo com gema mole no pão italiano está no cardápio do café da manhã (Foto: Meu Muquifo/Divulgação)

A instituição “café da manhã de mercado” está finamente contemplada no cardápio da Meu Muquifo. Sanduíche ou croissant de queijo do reino com presunto de parma (R$ 17), ciabata de porco, parma ou queijo do reno (R$ 15), croissant doce (R$ 7) e ovo de gema mole sobre fatia de pão italiano na chapa (R$ 7,90) são algumas das opções pra começar bem o dia.

📌 Meu Muquifo Pães e Pizzas

📍 Mercado da Encruzilhada – Rua Dr. José Maria, Encruzilhada

⏰ Terça a sábado: 7h às 19h | Domingo: 7h às 13h

📞 (081) 3033-1332

PorAqui


Como abrir uma empresa (e morar) em Portugal

Quer empreender na terra de Luís de Camões? Veja os passos para ter seu próprio negócio em Portugal – e virar residente permanente:

Por Mariana Fonseca


Porto, em Portugal: é possível entrar com pedido de residência no país mesmo sendo empreendedor de um pequeno negócio (SeanPavonePhoto/Thinkstock)

São Paulo – Portugal se torna uma opção cada vez mais atraente para os brasileiros. Após ter passado dois anos em estagnação, o número de concessões de residência na terra do poeta Luís de Camões só cresce desde 2016. As razões da imigração são várias por aqui, indo dos anos de crise econômica que o Brasil passou até o interesse em se aposentar em um país com mais qualidade de vida e mesmo idioma, além do acesso à União Europeia.

Portugal também tem atraído brasileiros que procuram boas oportunidades de negócio. O país possui vistos específicos para investidores bem capitalizados – mas é possível entrar com pedido de residência no país mesmo sendo empreendedor de um pequeno negócio. Quem souber aproveitar as melhores oportunidades do país pode ter uma grande descoberta nas mãos.

Ficou animado para abrir uma empresa (e morar) em Portugal? Veja o passo a passo:

Quais são os vistos de Portugal para empreendedores?

Segundo o Diário de Notícias de Portugal, a imigração para o país cresceu 19% em 2017 em relação ao ano anterior. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) concedeu mais de 29 mil autorizações de residência a não-residentes da União Europeia – como, por exemplo, os brasileiros.

Patrícia Marques Brederode, do Gabinete de Inserção Profissional da associação Casa do Brasil em Lisboa, diz ao veículo que o maior interesse dos brasileiros se deve à “situação de instabilidade política e econômica que atravessa o Brasil e que ocasiona o aumento do desemprego.”

Ivo do Amaral Junior, do escritório de advocacia Urbano Vitalino, tem uma análise similar. “O Consulado de Portugal em Pernambuco, por exemplo, registrou um aumento de mais de 200% no número de atendimentos de um ano e meio para cá. Percebo que, cada vez mais, as pessoas querem ir para lá como um projeto para a vida toda.”

Além da crise econômica, maiores facilidades para obter a residência portuguesa motivaram muitos brasileiros. Desde abril de 2017, netos de cidadãos portugueses podem pedir a cidadania direta, sem ter de esperar os pais obterem a nacionalidade. Além, é claro, da proximidade cultural e linguística com o Brasil.

Os vistos mais conhecidos são o de turismo, que dura 90 dias, e os temporários para estudo e para trabalho. Vale lembrar que o estrangeiro que vive legalmente há seis anos em Portugal pode adquirir sua naturalização por tempo de residência.

Também há o “Golden Visa”, visto criado em 2012 para investidores que aportem 500 mil euros (na cotação atual, cerca de 2,16 milhões de reais) em imóveis ou em fundos de capitalização de pequenas e médias empresas do país. Nesse caso, a cidadania é concedida após cinco anos.

E para quem não é estudante, funcionário ou investidor? Há um visto específico para empreendedores, chamado D2. O visto permite a entrada do requerente e seus familiares no território português – eles, depois, podem solicitar a residência permanente.

Para obter o D2, o brasileiro deve apresentar um bom plano de negócios e a documentação pedida ao Consulado de Portugal em seu estado (confira o que é exigido no de São Paulo, por exemplo). Não é necessário ter um sócio português e nem um capital inicial mínimo, mas Amaral Junior recomenda ter uma reserva significativa ao realizar o pedido de visto – por volta de 20 mil euros, ou 86,4 mil reais.

Recentemente, o país também criou o Startup Visa. O visto é voltado para empreendedores de todo o mundo que produzam bens e serviços inovadores, centrados em tecnologia e com escalabilidade; criem empregos qualificados; formem uma equipe de gestão qualificada; e tenham potencial de atingir um volume de negócios superior a 500 mil euros três anos após a incubação. Confira mais detalhes no link abaixo.

Com a demanda, os prazos para emissão dos vistos ficaram mais longos. “Para a residência, o tempo de demora passou de quatro para oito ou nove meses. Para nacionalidade, tenho clientes sem respostas há mais de um ano e meio”, diz o advogado.

O empreendedor deve se mudar para Portugal apenas após ter o visto emitido. Ao chegar, deve entrar com um pedido de autorização de residência.

Como abrir uma empresa em Portugal – e como é o mercado?

Se os vistos podem demorar, o processo de abertura de empresas costuma ser veloz. O empreendedor deve se dirigir a um balcão do Empresa Na Hora e apresentar documentos de identidade, como o NIF (Número de Identificação Fiscal). Lá, optará por seu modelo de sociedade e terá seu registro em uma hora. Lembrando que o empreendedor deve ter uma conta bancária em Portugal e, de preferência, o nome do contador da empresa já definido.

“Em três dias, no máximo, uma empresa já funciona por lá”, afirma Amaral Junior. O advogado diz que Portugal possui oportunidades tanto nos setores mais tradicionais, como hotelaria e imóveis, quanto para negócios que trabalhem com comunicação, publicidade e tecnologia da informação.

“Há uma proximidade tanto com a América quanto com a própria Europa e a Ásia, por meio de colônias como Macau. Por isso, companhias como Google e Oracle estabeleceram sedes em Portugal.”

Além da posição geográfica, outro benefício visto pelas empresas é o baixo custo de estabelecimento em Portugal em comparação a outros países europeus – o salário mínimo do país está em 676 euros por mês, contra os 1.498 euros da Alemanha.

Para Amaral Junior, os brasileiros empreendedores poderão encontrar uma qualidade de vida melhor se desenvolverem um plano de negócios adequado às oportunidades portuguesas – e mais ainda se comprovarem sua capacidade de expandir e gerar empregos. Para muitos, é hora de fazer como os colonizadores portugueses e cruzar o Oceano Atlântico.

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