Brejo da Madre de Deus a casa da Paixão de Cristo

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O município tem como seus principais distritos, A Sede, São Domingos e Fazenda Nova. Na Sede se encontra o Palácio Municipal Pedro Aleixo de Sousa onde funciona a Prefeitura Administrativa.[8] No Distrito de Fazenda Nova está localizado o icônico Teatro de Nova Jerusalém, onde se realiza anualmente a popular encenação “Paixão de Cristo de Nova Jerusalém” desde 1967.

Pré-História

No Sitio arqueológico da Furna do Estrago, em Brejo da Madre de Deus foi descoberta uma importante necrópole pré-histórica, com 125 metros quadrados de área coberta, de onde foram resgatados 83 esqueletos humanos em bom estado de conservação além de várias pinturas rupestres; estes vestígios ajudaram a desenvolver pesquisas sobre rituais fúnebres, a alimentação, a cultura e a religiosidade de grupos de caçadores e coletores que viveram na região a aproximadamente 10 mil anos.[9][10][11]

Os indivíduos encontrados na Furna do Estrago possuíam uma cultura adaptada à caatinga e acredita-se que são precursores dos índios da etnia xucuru. O clima da região ajudou a conservar esqueletos de crianças e adultos e pedaços de cérebro.[12] Dentre os 83 esqueletos destaca-se o de um homem de aproximadamente 45 anos que foi enterrado com uma flauta feita de tíbia humana entre os braços. Não se sabe para que o instrumento era usado. Uma das teorias é de que o indivíduo poderia ser uma espécie de vigia, que avisava a população por meio do som. Também foram encontrados apitos no cemitério.[13][14][15]

A análise dos restos mortais comprova que esses povos eram bem alimentados, praticavam a antropofagia, fabricavam a tecelagem a partir das fibras de palmeiras da região e possuíam uma divisão social relativamente acentuada.[16][17] Este sítio foi escavado durante duas campanhas de campo, a primeira em 1983 e a segunda em 1987, sob a responsabilidade da arqueóloga Jeannette Maria Dias de Lima da Universidade Católica de Pernambuco.[18][19]

Origens e Povoamento

O território pertencia à sesmaria de 21 léguas, concedida a Manuel da Fonseca Rego pelo governador da capitania de Pernambuco, o Marquês de Montebelo.

O povoamento do Brejo da Madre de Deus tem suas origens em 1710 quando o português André Cordeiro dos Santos estabeleceu-se na localidade que chamou de tabocas construindo ali um engenho de açúcar. O mesmo nome foi dado a um rio que passava nas extremidades, o Rio Tabocas.[20]

O nome Brejo provém de sua situação em um vale formado pelas serras da Prata, do Estrago e do Amaro; e Madre de Deus é devido aos evangelizadores franciscanos, os chamados recoletas, da confraria da Madre de Deus do Recife, mais conhecidos como da Congregação de São Filipe Néri que adentraram-se pelo interior da capitania, seguindo o curso do Rio Capibaribe e estabeleceram-se num local que hoje fica a quinze quilômetros da sede municipal. Ali, iniciaram a construção de um hospício mas, como naquele ano houve uma grande seca, resolveram mudar-se do lugar e foram para o Sítio Brejo de São José, também conhecido como Brejo de Fora, edificando então, em 1752, uma capela dedicada a São José. O povoamento da área está relacionado com a criação de gado nos meados do século XVIII, com a rota de passagem que ligava Olinda a Cabrobó através dos rios Capibaribe, Pajeú e o São Francisco e, posteriormente com a cultura do algodão a partir da década de 1780.

A partir da capela, a povoação que já parecia existir antes dela, passou a se denominar Brejo da Madre de Deus, evoluindo até tornar-se a sede municipal. Em 1760, a Congregação de São Filipe Néri doou meia légua de terras para o patrimônio da capela, área essa que corresponde ao atual perímetro urbano. A elevação à categoria de freguesia ocorreu em 1797 sendo o primeiro vigário, o padre Antônio da Costa Pinheiro. Em 3 de Agosto de 1799 foi constituído como distrito.

Século XIX


Centro do Brejo, primeira metade do século XX.

Igreja Matriz de São José, década de 1940.

Rua de São José, década de 1940. Em destaque o sobrado do século XIX no qual hoje se localiza o Museu.

Antiga igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho, década de 1940.

reja de Nossa Senhora do Bom Conselho, década de 1950. Em segundo plano o Cinema Carlos Gomes.

No início do século XIX a povoação pertencia a Vila de Cimbres, devido a localização e o clima o Brejo era um lugar prospero, tanto é que abrigava a residência dos Ouvidores da comarca do sertão e de autoridades militares.[21]

Em 1823 ocorreu a primeira tentativa de elevar o povoado a categoria de vila, naquele ano foram enviadas duas representações a Assembleia Geral Constituinte, eram assinadas por Manuel Joaquim Cerqueira, Francisco Xavier Pais de Melo Barreto e outros moradores do Brejo; a petição solicitava ao Imperador D. Pedro I que fosse elevada a categoria de Vila o referido povoado. Os pedidos, contudo não foram acolhidos devido à dissolução da assembleia.[22][23]

No ano seguinte, o revolucionário António Joaquim de Mello se achava foragido no Brejo da Madre de Deus, na ocasião ele escreveu “Os Cahetés: Cantata Nacional”, a canção ficou conhecida como: o Hino da Confederação do Equador.[24][25] No dia 3 de Outubro de 1824 o Frei Caneca, Líder da Confederação, levantou acampamento próximo ao então povoado do Brejo no episódio da fuga que ele empreendeu, junto de seus companheiros, pelo interior de Pernambuco.[26]

Em 1825 e em 1831 os moradores da povoação do Brejo dirigiram requerimentos ao Presidente da Província e ao Conselho Geral da Província, pedindo a criação da Vila, os pedidos não foram exitosos. Em 1833 dirigem-se novamente ao mesmo Conselho, fazendo igual pedido, e finalmente foram atendidos.

A povoação do Brejo da Madre de Deus, foi elevada à categoria de vila em 20 de maio de 1833, constituindo-se em sede do município de igual nome, desmembrado do município de Cimbres (atual município de Pesqueira) que já era sede municipal desde 3 de abril de 1762.

A Vila foi devidamente instalada pelo cel. Pantaleão de Siqueira Cavalcanti, então presidente da Câmara de Cimbres, no dia 26 de outubro de 1833, sendo os seus primeiros Vereadores: Tomás Alves Maciel, João Lúcio da Silva, Antônio Francisco Cordeiro de Carvalho, José Pedro de Miranda Henriques, Simeão Coreia de Albuquerque, o Padre Luís Carlos Coelho da Silva e João José Velho, os quais, deferido o competente juramento, entraram logo em exercício, funcionando a Câmara de Vereadores em um prédio localizado na Rua das Laranjeiras, em frente ao local foi erguido o pelourinho.

Constava então a Vila de oito ruas e dois pátios, com cerca de cem prédios, e tinha uma Escola Primária com aulas de latim e de francês, ministradas pelo padre Pedro Marinho Falcão.[27]

O Bispo de Olinda Dom João da Purificação Marques Perdigão visitou o Brejo em 1836, ele esteve na localidade entre os dias 23 de Novembro e 1° de Dezembro daquele ano; em seu relatório questionou a falta de cuidado do padre Pedro Marinho Falcão com a conservação da Igreja Matriz, o sacerdote mostrou ainda uma preocupação com o grande número de casais que viviam em concubinato. O Bispo crismou durante a visita cerca de 2000 pessoas e celebrou missas tanto na Igreja Matriz quanto na capela de Nossa Senhora da Conceição (Atual co-Matriz do Bom Conselho).[28]

Por decisão do Conselho da Província, em 1833 foi criada a comarca do Brejo da Madre de Deus (desmembrada da Comarca de Flores), sendo instalada em 22 de outubro do mesmo ano, tendo como primeiro Juiz de Direito o Dr. João José Teixeira da Costa. É classificada comarca de primeira entrância pelos decretos números 687 de 1850 e 5139 de 13 de novembro de 1872.[29] Em 1841 Jerônimo Martiniano Figueira de Melo ocupou cargo de juiz da comarca, posteriormente ele foi ministro do Supremo Tribunal de Justiça e senador do Império.[30] O cargo de juiz do Brejo foi exercido também por Antônio Epaminondas de Barros Correia, que mais tarde se tornou governador de Pernambuco.

Durante a primeira metade do século XIX o Brejo foi um lugar bastante rico e muito povoado, contudo a prosperidade foi se diluindo, em parte graças as secas frequentes, cabe destacar a Grande estiagem que durou de 1877 até 1879; que fizeram declinar consideravelmente as fontes de receita do município enfraquecendo grandemente a pecuária e a agricultura além de matar inúmeras pessoas.[31][32]

O Brejo teve o predicamento de cidade – cronologicamente a 11ª em Pernambuco – em virtude da Lei Provincial nº 1.327, de 4 de fevereiro de 1879.

Pela lei Estadual nº 52, de 20 de junho de 1893, Brejo da Madre de Deus foi constituído em município autônomo, sendo seu primeiro prefeito Francisco Alves Cavalcanti Camboim, o Barão de Buíque e sub-prefeito Constantino Magalhães da Silva.

Século XX

Com a criação de novos municípios pela Lei Estadual nº 1.931, de 11 de setembro de 1928, o município de Brejo da Madre de Deus perdeu os distritos de Belo Jardim, Serra dos Ventos e Aldeia Velha (atual Xucuru), que passaram a construir um novo município: Belo Jardim. Voltando a cidade do Brejo da Madre de Deus ser sede municipal, condição que havia perdido para Belo Jardim desde 1924.

Pelo decreto-lei estadual nº 235, de 9 de dezembro de 1938, o município de Brejo da Madre de Deus passou a denominar-se simplesmente Madre de Deus. Pela lei estadual nº 421, de 31 de dezembro de 1948, o município de Madre de Deus voltou a denominar-se Brejo da Madre de Deus. 

Pela lei estadual nº 3333, de 31 de Dezembro de 1958, o distrito de Jataúba é elevado à categoria de município. Entretanto, o governador do estado vetou esta elevação. O veto foi derrubado pelo STF. O Brejo então foi desmembrado novamente, perdendo o distrito de Jataúba, que em 2 de março de 1962 passou a ser um município autônomo.[33]

Geografia


O camaleão é um animal da fauna do município

Localiza-se a uma latitude 08º08’45” sul e a uma longitude 36º22’16” oeste. A Cidade de Brejo da Madre de Deus está a cerca de 190 km da capital do estado de Pernambuco, Recife. Sua população, segundo estimativas de 2017, é de aproximadamente 50 138 habitantes.

Está localizado no Planalto da Borborema, numa altitude média de 636 m. De acordo com o IBGE, o município detém o cume mais alto do estado de Pernambuco, o Pico da Boa Vista, que fica localizado na Serra do Ponto, cuja altitude chega a 1.195 metros acima do nível do mar.[34]

A vegetação predominante é a caatinga hiperxerófila, apresenta também mata atlântica nas partes mais altas do município. O município encontra-se na bacia do Rio Capibaribe. Os principais açudes da cidade são: Machado (1.228.340m³) e Oitís (3.020.159m³).

A Serra do Ponto tem altitude média de 800m metros onde se localiza o Pico da Boa Vista com 1.195 metros.

Segundo a contagem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2010, o município possuía 45 180 habitantes, sendo a maioria do sexo feminino, com 23 000 habitantes mulheres, e os 22 180 restantes do sexo masculino. Ainda segundo o censo, 35 124 habitantes viviam na zona urbana e 10 056 habitantes na zona rural.[36]

No primeiro Censo demográfico do Brasil realizado em 1872 o município tinha 28 530 habitantes; sendo 15 842 pessoas na paróquia de São José do Brejo e 12 688 habitantes na paróquia de Santa Águeda de Pesqueira.[37]

No censo seguinte ocorrido em 1890 a população do município era de 20 514 habitantes; sendo 13 635 pessoas na paróquia de São José do Brejo, 4 493 pessoas na paróquia de Nossa Senhora do Belo Jardim e 2 366 habitantes na paróquia de Santo António de Jacarará.[38][39]

No censo de 1920 o município possuía 48 784 habitantes; a nomenclatura “paróquia” foi substituída pela palavra “distrito”, sendo 10 154 residentes em Brejo, 7 880 no distrito de Serra dos Ventos, 14 126 no distrito de Belo Jardim, 7 250 no distrito de Jatobá, 5 137 no distrito de Mandaçaia e 4 237 no distrito de Aldeia Velha.[40]

No censo de 1940 além de perder os distritos de Belo Jardim, Serra dos Ventos e Aldeia Velha, o município mudou de nome, passou a se chamar Madre de Deus, naquele ano possuía 29 131 habitantes; sendo 15 255 na sede, 10 245 no distrito de Jatobá e 3 631 no distrito de Fazenda Nova.[41]

No censo de 1950 o município volta a se chamar Brejo da Madre de Deus, eram 35 459 habitantes, sendo 17 261 homens e 18 198 mulheres, sendo 19 803 pessoas em Brejo, 12 559 habitantes no distrito de Jataúba e 3 097 residentes no distrito de Fazenda Nova.[42][43][44][45]

Turismo

Nova Jerusalém


Muralhas no Teatro de Nova Jerusalém, considerado o maior teatro a céu aberto do mundo

Fórum de Pilatos no Teatro de Nova Jerusalém.

Considerado o maior teatro ao ar livre do mundo, Nova Jerusalém atrai mais de 3,5 milhões de turistas à cidade. No teatro é encenada “A paixão de Cristo“. O teatro é cercado por enormes muralhas e com nove cenários, que com sua grandiosidade se torna o maior espetáculo ao ar livre do mundo. O espetáculo teve origem nas ruas do distrito de fazenda Nova, em 1951, por Epaminondas Mendonça, e os figurantes do espetáculo eram os próprios moradores do distrito.[47]

Seus cenários buscam representar uma reconstrução da cidade de Jerusalém nos tempos em que viveu Jesus. Seu projeto foi idealizado e construído por Plínio Pacheco em 1956, concluído somente em 1968. Todos os anos, durante a Semana Santa, realiza-se o popular espetáculo “Paixão de Cristo de Nova Jerusalém“. Participam dessa encenação cerca de 500 pessoas, entre atores de expressão nacional, atores regionais e figurantes.

Considerado o maior teatro a céu aberto do mundo, com 100.000m², o espaço conta com lagos artificiais, nove palcos, uma muralha de 3.500 m de pedras com 9 metros de altura e 70 torres. Sua área equivale a um terço da Jerusalém da época de Jesus.

Parque das Esculturas Monumentais Nilo Coelho

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A aproximadamente dois quilômetros do teatro fica o Parque das Esculturas Nilo Coelho, um espaço de 70 hectares dedicado à natureza e à cultura.Parque retrata as figuras do nordeste por meio de esculturas feitas em pedra granítica, algumas medindo até 7 metros de altura.[48]

Centro Histórico


Antiga Casa da Câmara e Cadeia da cidade. Hoje abriga um Centro Cultural

Na sede do Município encontram-se vários edifícios e prédios históricos que se destacam por sua tipologia e arquitetura. Entre esses as igrejas, os casarios do século XIX e alguns edifícios isolados chamam bastante a atenção por sua beleza, sendo alguns tombados pela FUNDARPE.

O edifício de maior destaque na cidade é a Casa da Câmara e Cadeia, construída entre 1837 e 1847, foi projetada pelo engenheiro francês Louis Léger Vauthier, autor de obras importantes na capital como o Teatro de Santa Isabel, o prédio foi concluído pelo engenheiro recifense José Mamede Alves Ferreira.[50] Entre 1847 e 2005 o edifício foi ocupado por várias repartições públicas, no prédio já funcionou o fórum, a Prefeitura, a Câmara Municipal, a cadeia, a delegacia e, a agência de estatística (IBGE), a coletoria federal. Hoje a construção abriga um centro cultural.

O Brejo conta ainda com o Museu Histórico instalado num sobrado construído em 1854 na Rua de São José, número 46.

O sobrado de dois pavimentos dispõe de oito compartimentos no térreo, cinco compartimentos no primeiro andar e é revestido de azulejos portugueses; a construção é atribuída ao engenheiro pernambucano José do Rego Couto Maciel. Durante boa parte do século XX o proprietário do prédio foi o comerciante Alípio Magalhães da Silva Porto, que na década de 1970 autorizou que o sobrado fosse transformado no museu local.

O espaço foi fundado, pela brejense Dulce de Souza Pinto, em fevereiro de 1977.[ Com o apoio da população local, foi reunido um riquíssimo acervo de aproximadamente mil e duzentas peças, incluindo mobiliário, armaria, arte sacra, utensílios domésticos, instrumentos de suplício, fotografias, documentos, artefatos tecnológicos de uso cotidiano e material etnográfico indígena; que ajudam a contar parte da história do Brasil desde o período pré-colonial até os nossos dias.

Recebeu inicialmente o nome de “Museu Sobrado Colonial” e, a partir de 1991, tornou-se o “Museu Histórico do Brejo da Madre de Deus”.

Trata-se do único museu do interior de Pernambuco montado nos padrões museológicos e o único a dispor de acervos arqueológicos e paleontológicos resgatados em pesquisas no município, realizadas pela Universidade Católica de Pernambuco.[

Entre as igrejas, a Matriz de São José se mostra imponente na paisagem, localizada num ponto alto da cidade e construída em 1792 em estilo barroco, a igreja foi reconstruída em 1853, aumentada em 1858 e novamente outras vezes durante o século XX. Há também a Capela da Mãe Rainha construída em novembro de 1990, situada no alto de uma colina onde se tem uma bela visão panorâmica da localidade.

A Igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho (localizada na praça de mesmo nome) já existia desde as primeiras décadas do século XIX, porém era dedicada a Nossa Senhora da Conceição [27][28], a capela foi transformada em igreja no começo da década de 1850, as obras só foram concluídas em 1868, e reformada no início da década de 1950 pelo Cônego António Duarte Cavalcanti, o mesmo que escreveu a letra do hino da cidade.

Serra do Ponto

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O fator geográfico também atrai turistas o ano todo à cidade. A Serra do Ponto tem uma das mais belas vistas do estado de Pernambuco. De acordo com o IBGE, ela detém o cume mais alto de Pernambuco, o Pico da Boa Vista, cuja altitude chega a 1.195 metros acima do nível do mar.[34]

Serra do Ponto com sua formação rochosa bastante conhecida, já foi cenário de filmes como Auto da Compadecida (1ª Versão), A Noite do Espantalho, Riacho de Sangue, As três Marias, A Vingança dos Doze e Terra sem Deus. O local é ideal para a prática Trekking, Rapel e Escalada. A serra foi palco, em 2010 e 2017, do Encontro de Escaladores do Nordeste.[61][62]

No alto da Serra do Ponto, encontra-se uma pirâmide de pedra, construída pelo Arquiteto francês Louis Léger Vauthier, com o intuito de elaborar o mapa do estado de Pernambuco e está centralizada com os pontos cardeais.

Mata do Bitury

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picture of Aguas da Mata do Bitury

A Mata do Bitury, com uma fauna diversificada e resquícios de Mata Atlântica, tendo uma área de 700 hectares, faz com que os amantes dos esportes radicais sempre estejam em contato com a natureza, sendo a floresta localizada há 1.050 metros acima do nível do mar.

Economia

A atividade econômica predominante é a sulanca (como é chamada a atividade têxtil, na região) que emprega maioria da população do município. No distrito sede é grande o número de agricultores e trabalhadores do setor de serviços, destaca-se também o uso e a adaptação do toyota bandeirante um dos símbolos da cidade[63][64]. No distrito de Fazenda Nova o setor de turismo é o que predomina através da localização do Teatro de Nova Jerusalém. No distrito de São Domingos o setor predominante é o da Sulanca devido a proximidade com a cidade de Santa Cruz do Capibaribe, que é o polo nacional desse tipo de confecção.[65][66]

Personalidades

São naturais do Brejo da Madre de Deus figuras Históricas como:


Acabou a mordomia do procurador que morava em Portugal

A Advocacia-Geral da União demitiu quarta-feira o procurador Sandro Alex de Souza Simões por abandono de cargo.

Com salário de R$ 26 mil, Simões morava há três anos em Lisboa com licença remunerada.

O caso foi revelado pelo Radar em abril de 2018. Na época, o procurador estava em busca de emprego na capital portuguesa.

Ele dizia estar licenciado para estudos em Portugal.

(Com informações da Veja)


19 de abril é Dia do Índio. Uma data para lembrar e celebrar o povo que faz parte da formação da nossa identidade

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No início do século XVI, diversos grupos de indígenas já ocupavam o nordeste quando os primeiros europeus chegaram ao Brasil. No litoral, predominavam as tribos do tronco linguístico tupi, como os Tupinambás,Tabajaras e os Caetés. No interior, habitavam grupos dos troncos linguísticos Jê, genericamente denominados Tapuias.

Pouco se sabe da vida que esses povos levavam antes dos portugueses chegarem. Depois da vinda dos colonizadores, há registros de cartas de Pero Vaz de Caminha e documentos dos primeiros padres jesuítas. Os índios nordestinos viviam de maneira simples. A caça, a agricultura e a pesca eram as atividades de subsistência das tribos, mas não existia território certo para cada uma delas.

Aqui era plantado batata doce, milho, mandioca, amendoim e feijão. Tudo era feito de forma muito rude e sem instrumentos. Os animais nesta região também eram domesticados pelas tribos de cada área.
O desaparecimento da maioria das tribos se deve às diversas formas de alienação de terras indígenas no Nordeste ou da extinção dos aldeamentos existentes. O fato dos índios não possuírem uma linguagem escrita dificultou muito a transmissão das informações.

Hoje, no Brasil, existe cerca de 300 povos indígenas, mais de 817 mil índios, de acordo com estudos realizados em 2010, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Pernambuco é o quarto Estado do Brasil em número de indígenas.

Em Pernambuco, estão presentes sete grupos indígenas: os Fulni-ô, em Águas Belas; os Pankararu, nos municípios de Petrolândia e Tacaratu; os Xucuru, em Pesqueira; os Kambiwá, em Ibimirim, Inajá e Floresta; os Kapinawá, em Buíque os Atikum, em Carnaubeira da Penha e os Truká, em Cabrobó.

As fotos são do acervo da @villadigital.fundaj

#DiadoIndio #Indigena #19deAbril


MUSEU DA CIDADE DO RECIFE NO FERIADO

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Para quem vai passar o feriadão no Grande Recife, uma boa dica de diversão em família é visitar a exposição “Cinco Pontas”, em cartaz no Museu da Cidade do Recife.

O museu estará aberto durante toda a semana, à exceção da Sexta-feira da Paixão (18), que estará fechado.

Nos demais dias, inclusive no fim de semana, funcionará normalmente, das 9h às 17h no sábado, e das 9h às 16h no domingo.

A exposição “Cinco Pontas” reúne achados arqueológicos, pinturas e documentos ainda inéditos para o público, que comprovam a importância do Forte das Cinco Pontas em diversos momentos históricos da capital pernambucana.

A entrada é gratuita. Museu da Cidade do Recife fica no Forte das Cinco Pontas, bairro de São José, região central do Recife.


FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO LANÇA ENSINO A DISTÂNCIA

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A Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Escola de inovação e Políticas Públicas (EIPP), lançou sua página de Ensino a Distância.

O serviço vai proporcionar maior distribuição do conteúdo, sempre com foco no Desenvolvimento Regional e na Educação. Segundo o diretor da Difor, Robson Santos, o site tem como objetivo modernizar o sistema educacional, digitalizando as informações para o portal.

A página conta com dois eixos primários, com temáticas de Desenvolvimento Regional e Educação. Entram como subdivisões (linhas) do eixo de Desenvolvimento Regional os tópicos de Gestão Pública, Gestão de Recursos Hídricos e Empreendedorismo e Desenvolvimento regional.

Já o eixo da Educação divide-se em duas linhas: Gestão Educacional e Práticas Inovadoras em Educação.


https://ead.fundaj.gov.br já encontra-se disponível para consultas. Confira todos os detalhes em: https://bit.ly/2GoY7t2

#ead #ensinoadistancia #eipp #difor


TRACUNHAÉM A CIDADE DO BARRO DE PERNAMBUCO

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Tracunhaém é um município brasileiro do estado de Pernambuco. Localiza-se a uma latitude 07º48’17” sul e a uma longitude 35º14’24” oeste, estando a uma altitude de 120 metros.

Sua população estimada em 2004 era de 12.630 habitantes. Possui uma área de 141,67 km².

O município é composto pelo distrito sede e pelos povoados de Açudinho e Belo Oriente, além dos engenhos Abreus, trapua, Juá, Caraú, Penedo Velho, Cotunguba, Saguim e Calumbi, entre outros.

Seu nome aparece na história como sendo a principal razão pela qual os ibéricos resolveram partir para a conquista do vasto litoral entre a PB e o AP na altura controlado por anglo-franceses e posteriormente neerlandeses, através do massacre de Tracunhaém (um dos maiores ataques a colonos feitos por nativos que ameaçavam o Sudeste da Capitania de Itamaracá da qual o município era parte na época e também o Nordeste da então capitania pernambucana e da própria vila de Olinda – a mais rica e próspera da América Portuguesa ou Império Ocidental Português na altura).

Tracunhaém destaca-se no estado de Pernambuco sendo reconhecida como a cidade turística do artesanato em barro, celeiro de artesãos e artistas que usando conhecimento e vocação transformam argila em excelentes obras, de artes ou utilitárias, entre os artesãos mais conhecidos destacam-se Antônia Leão (in memorian), Dona Nóca, Severina Batista (in memorian), Severino de Tracunhaém (in memorian), Manoel Leão Machado (Baé) (in memorian), Maria Amélia, Manoel Borges (Nuca) (in memorian), Fernando Bico (in memorian), José Felix (Sr. “Da hora”), Maria de Nuca, Josafá Tibúrcio, Zezinho de Tracunhaém, Nilson Tavares, Mestre Zuza, Noêmia, Dinho de Zezinho, Sussula, Val Andrade, Betinho de Tracunhaém, Ivo Deodato, Jetro, Amaro Santos (in memorian), Berenice, Luizinho das panelas, Jair de Tracunhaém, Domingos Inácio, entre outros, alguns artesão trabalham com madeira casos de Heleno da madeira e J. Bringa.

Tracunhaém possui uma cultura bastante diversificada possuindo o maracatu rural, caboclinho, coco de roda, mamulengo, cavalo marinho, como algumas manifestações que se destacam, Tracunhaém possui diversos grupos de maracatu rural, sendo um dos municípios pernambucanos onde essa manifestação é mais valorizada, destacando-se o Estrela de Tracunhaém (pioneiro), Leão Misterioso, Leão de Ouro, Leão Formoso, Pavão Dourado e Águia Formosa. além do Festival de Artes Integradas Tipoia Festival que em 2015 completa 16 Anos de Atividade.

Além da cerâmica utilitária, que remonta ao período colonial, Tracunhaém se destaca pela arte figurativa e decorativa do barro, criando santos, anjos, bichos – como o famoso leão com cachos – e figuras humanas, inspirados nas imagens do cotidiano, da cultura popular e, sobretudo, da fé religiosa.

Tracunhaém ficou nacionalmente conhecida em 1980, na ocasião das gravações da novela Coração Alado da Rede Globo, a novela contava a história do ceramista e escultor Juca Pitanga, interpretado pelo ator Tarcísio Meira, o personagem mora na cidade e muda-se para o Rio de Janeiro logo no início da trama ao descobrir que Leandro um atravessador interpretado por Ney Latorraca, comercializa suas peças pelo dobro do preço.

História 
Segundo o Dr. Theodoro Sampaio, é vocábulo de origem indígena (tupi-guarani )e significa: panela de formiga ou “formigueiro”,

O povoamento da região iniciou-se na primeira metade do século XVIII a partir da exploração do pau-brasil e do gado. Diversos engenhos instalaram-se na região, mas não trouxeram prosperidade ao local. O artesanato em barro se desenvolveu graças à criatividade dos artesãos e ganhou destaque no município. Os principais artistas são: Maria Amélia da Silva, Manuel Gomes da Silva – o Mestre Nuca, Nilson Tavares e Saturnino José Joaquim da Silva Xavier – o Zezinho de Tracunhaém.[6]

Tracunhaém foi citada como distrito de Nazaré em ata do Conselho do Governo, datada de 18 de julho de 1834. Em 20 de dezembro de 1963 a Lei Estadual 4951 criou o município de Tracunhaém, desmembrado do de Nazaré da Mata.


RECIFE, CAPITAL DO MERGULHO

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Conhecida como capital de mergulho em naufrágio, Recife atrai mergulhadores locais e estrangeiros.

Mergulhar é incrível! Aqui em Recife, você pode fazer o curso básico e avançado, que te habilita a mergulhar em qualquer lugar do mundo!

@aquaticosmergulho @ Aquaticos
Eu curto o Recife


CONHEÇA UM POUCO DE AGRESTINA, AGRESTE CENTRAL DE PERNAMBUCO

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HISTÓRIA

No final de 1845, quando os sertões sentiam os efeitos da crise causada pela seca devastadora, a área onde se localiza atualmente a cidade de Agrestina não passava de uma pequena fazenda.

Atraídos pela água que jorrava espontaneamente de uma fonte localizada nessa fazenda, alguns moradores resolveram perenizar a nascente, cavando um grande poço para o abastecimento da população e dos animais.

Não havendo nas proximidades outra fonte de água potável, novos moradores foram se instalando em torno desse local, surgindo então os primeiros casebres de taipas, que começou a progredir e foi chamado de Bebedor das Queimadas e, posteriormente, Bebedouro.

As primeiras famílias locais deram início à exploração das terras, resultando na descoberta de uma imagem de Santo Antônio, talhada em madeira, provavelmente perdida por algum caminhante.

Julgando tratar-se de um milagre, os moradores ilustres lançaram os fundamentos de uma capela, futura matriz de Agrestina, sob a invocação de Santo Antônio, padroeiro do lugar. Em 1943, mudou a denominação de Bebedouro para Agrestina, provavelmente em referência à sua localização no coração do Agreste.

DADOS DO MUNICÍPIO

Agrestina é um município do Agreste Central de Pernambuco, a 154 Km
do Recife, na unidade geoambiental do Planalto da Borborema. Fica nos
domínios da bacia hidrográfica do rio Una e está incluído na área
geográfica de abrangência do semiárido brasileiro.
Como atrações turísticas a cidade tem praças,açudes, matas e trilhas,
além da Cavalgada do Chocalho e da tradicional festa de Nossa Senhora
do Desterro, além de vaquejadas, festas juninas e quermesses.

A cidade ainda possui comunidades quilombolas como as de Pé de Serra
dos Mendes e a de Brejinho de Cajarana, berço da Mazurca, uma dança
cultural de escravos e índios quase desaparecida no Brasil.

Fontes: IBGE, AMUPE e CONDEPE/FIDEM


VOCÊ SABIA QUE A ESTÁTUA PRINCIPAL DO MARCO ZERO É DO BARÃO DE RIO BRANCO

A imagem pode conter: céu, árvore e atividades ao ar livre

Foto: marcosribeiroes

Barão do Rio Branco (1845-1912) foi diplomata, advogado, historiador e político brasileiro. Foi Ministro das Relações Exteriores durante o governo de quatro presidentes. Foi o segundo ocupante da Cadeira nº. 34 da Academia Brasileira de Letras.

Formação

Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos Júnior) nasceu no Rio de Janeiro no dia 20 de abril de 1845. Filho de José Maria da Silva Paranhos o Visconde do Rio Branco e de Dona Teresa. Em 1855 ingressou no Colégio Pedro II. Suas melhores notas foram sempre em História e Literatura. Em 1862 matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo. Em 1866 vai para o Recife onde termina o curso de Direito e trabalha em pesquisas históricas.

Vida Pública

Depois de formado, viaja para a Europa onde vista as grandes capitais e se impressiona com as bibliotecas e arquivos, especialmente com a Torre do Tomo, em Portugal. De volta ao Brasil, passa a lecionar história e geografia no Colégio Pedro II. Pouco tempo depois, tornou-se membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Em 1868, José Maria da Silva Paranhos foi nomeado Promotor Público em Nova Friburgo. Ainda em 1868, acompanha o pai, então ministro dos estrangeiros, em missão diplomática ao rio da Prata e ao Paraguai. Em 1869 foi eleito deputado por Mato Grosso. Mostrou muito interesse pela campanha abolicionista e pela Guerra do Paraguai, questões que agitavam o Parlamento Imperial. Nesse mesmo ano, funda o jornal “A Nação”. Lança uma campanha em favor da Lei do Ventre Livre.

Carreira Diplomática

Em 1876, depois de várias tentativas, finalmente José Maria foi nomeado cônsul geral do Brasil em Liverpool e inicia sua carreira diplomática. Passava os finais de semana em Paris, onde instalou sua mulher, a atriz belga Marie Stevens e seus cinco filhos. Acabou morando em Paris durante 25 anos.

O Título de Barão do Rio Branco

Em 1884, passou a integrar o conselho privado do Imperador, de quem recebeu, em 1888, o título de Barão do Rio Branco. Logo depois da Proclamação da República do Brasil, ele substituiu o conselheiro Antônio Prado na superintendência da emigração para o Brasil, cargo que exerceu até 1893. No dia 1 de outubro de 1898, o Barão do Rio Branco foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, sendo o segundo ocupante da Cadeira nº. 34.

As Fronteiras do Brasil

O Barão do Rio Branco empreendeu diversas negociações com outros países cujas fronteiras com o Brasil suscitavam de soluções. Os tratados que assinou com a Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia, Peru, Uruguai, Argentina e Guiana Holandesa definiram os contornos do território brasileiro.

Questão do Acre

Em 1902, o Barão do Rio Branco foi convidado pelo presidente Rodrigues Alves, para assumir a pasta de Relações Exteriores. Logo no início, se defronta com a questão do Acre. Em 1903, negociou com a Bolívia a assinatura do Tratado de Petrópolis, que incorporou o Acre ao Brasil. Para Homenageá-lo, foi dado o seu nome à capital do estado. O Barão do Rio Branco permaneceu nessa função durante o mandato de 4 presidentes: Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca.

Barão do Rio Branco, sofrendo de problemas renais, faleceu no dia 10 de fevereiro de 1912, na cidade do Rio de Janeiro.

Obras do Barão do Rio Branco
Episódios da Guerra do Prata
Memórias Brasileiras
A História Militar do Brasil
Efemérides Brasileiras


Os novos censores

O temor da arbitrariedade voltou ao Brasil. Ferindo a Carta Magna, os ministros do Supremo Dias Toffoli e Alexandre de Moraes usaram do poder da lei e atentaram contra a liberdade de expressão e direitos individuais, numa afronta mais grave do que a praticada pelos militares nos tempos da ditadura. Afinal, deveriam ser eles os guardiões da Constituição

A liberdade de expressão é um valor inegociável. Insurgir-se contra ela é como ferir de morte preceitos universais e democráticos. Reveste-se ainda de maior gravidade quando a afronta a esse direito constitucional é perpetrada justamente por quem deveria assegurá-lo.

O STF é o guardião máximo das leis e da Carta Magna. Mas o que o País testemunhou estupefato, na última semana, foi ao rebaixamento do tribunal a uma corte inquisitorial de uma republiqueta de bananas.

Pior: a céu aberto – numa espécie de trevas nas luzes. Por isso, os dias 13 e 15 de abril de 2019 vão ficar indelevelmente marcados. Lembrados na posteridade como aqueles em que cidadãos brasileiros viram novamente – 34 anos depois do fim da ditadura militar – a sombra negra da autoridade pública atentar de forma arbitrária contra as suas liberdades.

“Mordaça, mordaça. Isso não se coaduna com os ares democráticos da Constituição de 1988. Não temos saudade de um regime pretérito. Não me lembro, nem no regime pretérito, que foi um regime de exceção, coisas assim, tão violentas como foi essa”, lamentou um dos próprios ministros do tribunal, Marco Aurélio Mello.

Na manhã do sábado 13, os jornalistas da revista digital Crusoé e do site O Antagonista receberam das mãos de um oficial de Justiça uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes que censurava integralmente o conteúdo de uma reportagem.

Na tarde do mesmo dia, outro agente da Justiça os multava em R$ 100 mil pelo alegado descumprimento da decisão, quando na verdade ela tinha sido pronta e integralmente cumprida. Na segunda-feira 15, as casas de sete cidadãos brasileiros, entre eles um militar, foram invadidas. Seus computadores pessoais levados.

Motivo: eles manifestaram indignação sobre o que consideram desmandos do Supremo. As decisões tomadas em conjunto pelo presidente da Corte, Dias Toffoli, e pelo ministro Alexandre de Moraes chocam por inúmeras razões. A primeira é pela estultice, já que o efeito prático foi o inverso.

Além de tisnar a imagem do STF, não evitou de forma alguma que o Brasil inteiro hoje saiba que, na planilha da Odebrecht, Toffoli é “o amigo, do amigo de meu pai”. Bem mais grave que a estupidez inócua é, porém, a forma como retornou ao País a censura, a perseguição e a intimidação de pessoas pela simples manifestação do pensamento.

Na ditadura, quando tais atos se banalizaram, o País vivia um regime de exceção que eliminara, por diversos atos discricionários dos generais de plantão, a liberdade. O Ato Institucional nº 5 cassou três ministros do Supremo pela defesa que faziam dos direitos constitucionais e dos princípios democráticos: Vitor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva. Assim, é inacreditável, intolerável mesmo, que a aura da censura e da intimidação regresse agora justamente por atos de ministros do STF em plena democracia, pela interpretação torta da Constituição, leis e regimentos.

Desde que, no dia 14 de março, Toffoli estabeleceu um inquérito para investigar “notícias fraudulentas (fake news), denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi e injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares”, vão-se escrevendo na Suprema Corte tristes páginas de decisões equivocadas que contribuem para manchar a sua reputação.

Se inicialmente prevalecia sobre a atitude de Toffoli apenas uma suspeita de que, antes de resguardar o STF, os atos visavam preservar os próprios ministros de investigações e suspeitas que pesam contra eles, os propósitos ficaram óbvios na última semana – quais sejam, o uso e abuso das prerrogativas do cargo tão somente para blindagem própria. Ao tentar justificar o injustificável, no caso a censura, Toffoli transformou uma informação que o comprometia íntima e pessoalmente num ataque à instituição, quando nem de longe se tratava disso. O epíteto “amigo, do amigo do meu pai” faz alusão a Toffoli, não ao tribunal. O presidente da Corte sabia disso, mas preferiu se apresentar como a encarnação das instituições. A personificação do Supremo.

No episódio em que outro togado, o ministro Alexandre de Moraes, não se limitou ao papel de coadjuvante, houve ainda clara extrapolação de atribuições. No sistema penal acusatório, não pode um único organismo estabelecer todas as funções de ofício. Normalmente, um órgão acusa, outro defende e um terceiro julga.

O Supremo resolveu cumprir todos os papéis. Foi ao mesmo tempo o querelante (reclamante), quem investiga (poder de polícia), acusa (promotor) e o juiz que decide – avocando para si, por lamentável, a postura de censor, aquele que, sabe-se bem, em tempos sombrios da vida nacional circulava e rabiscava as reportagens proibidas. Coube à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, questionar o sentido do pedido de investigação, uma vez que não estavam identificados “os fatos específicos”.

Para Dodge, tratou-se de uma janela para coibir qualquer coisa que provocasse incômodos ao Tribunal.Dodge não é ministra do Supremo, mas sabe muito bem que, no Estado Democrático de Direito, a informação é desimpedida e livre. Só num Estado de arbítrio compete à Justiça determinar o que é e o que não é verdadeiro, obrigando retirar das páginas o que não considera correspondente aos fatos.

Tornar uma revista ou um jornal co-partícipe de um crime de vazamento de informação – que nem sigilosa era – equivale a censurar previamente matérias investigativas de todo e qualquer veículo. Não só. Como a Carta Magna assegura a liberdade de expressão conquistada no Brasil pela via democrática, agredi-la como se fez perseguindo críticos e invadindo porta a dentro seus lares é agredir a democracia em si. Como bem disse Ulysses Guimarães durante a promulgação em 1988: a Constituição certamente não é perfeita. “Quanto a ela, discordar sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca”.

“A situação é de arquivamento deste inquérito. Não admite-se que o órgão que julgue seja o mesmo que investigue e acuse”Raquel Dodge, Procuradora-Geral da República (Crédito:Mateus Bonomi / AGIF)

Embora o Supremo se esmerasse em conferir ares de conspiração a uma atividade intrinsecamente jornalística, é irrefutável: o ministro e relator do inquérito, Alexandre de Moraes, com as bênçãos de Toffoli, aproveitou uma filigrana jurídica para justificar uma arbitrariedade. A minúcia era o fato de a PGR não ter recebido o tal documento. Aí tudo virou “fake news” – pretexto torpe para justificar a escalada contra a liberdade de expressão.

O mais assustador é que, no desenrolar do episódio, Toffoli e Moraes, ao invés de perceberem a gravidade do erro, aprofundaram ainda mais o arbítrio, ao irem adiante sem freios com a toada fora da curva democrática que embalou a invasão às residências de sete cidadãos. Entre eles, o microempresário Ermidio Nadin, de 67 anos, que fabrica roupas para cachorros, e cujo perfil no Facebook registra módicos 200 seguidores. Ou Isabella Sanches Trevisani, candidata a deputada estadual no ano passado, que recebeu tão somente 512 votos.

Alguém acredita que esses simplórios cidadãos representem de fato uma ameaça às instituições ? Pois a ação patrocinada pelos togados do STF sustentava a doidivana argumentação de que essas pessoas, pelas postagens que fizeram, conspiravam para fechar o STF.

Dos alvos da operação de busca e apreensão, o mais notório foi o general reformado Paulo Chagas, candidato a governador do Distrito Federal pelo PRP. Chagas defendia a necessidade de criação de um “tribunal de exceção” para controlar o STF. Antes de a polícia invadir a casa do militar no bairro de Águas Claras, no Distrito Federal, o general tinha ido a São Paulo buscar seu neto para passar a Páscoa com ele. “Fiquei surpreso. Fiz algumas críticas.

Mas nada que ensejasse uma ação dessas”, argumentou Chagas à ISTOÉ após a ação policial. No fim da semana, a Procuradoria-Geral da República ainda tentou sustar o inquérito. O ministro Alexandre de Moraes deu de ombros. Indeferiu integralmente o pedido e seguiu sua balada rumo à inexorável desmoralização do STF.

MORDAÇA O senador Major Olimpio, do PSL, protesta defronte à sede do STF contra a volta da censura (Crédito:Divulgação)

Rui Barbosa afirmava que a imprensa é a vista da nação. Por ela é que a nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam, colhe o que lhe sonegam, percebe onde lhe alvejam, mede o que lhe cerceiam, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça.

Por isso, impedir a publicação de algo é como amordaçar não apenas a boca, mas também vendar os olhos de uma nação. Foi o que o STF conseguiu fazer. Não por acaso, vozes das mais eloquentes da República levantaram-se contra o tribunal, que como bem definiu recentemente o ex-ministro Ayres Britto adota comportamentos reveladores “de uma certa pequenez de alma”.

Até o presidente Jair Bolsonaro, tão criticado por ter flertado no passado recente com práticas anti-democráticas, deu uma aula ao Supremo: “A mídia é necessária para que a chama da democracia não se apague”, afirmou ele na quinta-feira 18. A Transparência Internacional também entrou em cena ao classificar como “intolerável” e “um grave precedente” a decisão dos ministros do tribunal.

O procurador da República João Paulo Lordelo chegou a dizer que um inquérito judicial, civil, policial e universal, em que tudo se decide por ofício, faz o Brasil se parecer com o Irã.

“Ministro Toffoli diz que a liberdade de expressão ‘não deve servir à alimentação do ódio, da intolerância, da desinformação’. Errado, ministro. A liberdade de expressão existe porque ninguém é dono da verdade. Nem o Supremo.” Fernando Schüler, cientista político.

O jornalista e médico Giovanni Battista Líbero Badaró é autor de um libelo pela liberdade de imprensa – um livreto de 30 páginas escrito no longínquo ano de 1830. O texto fustigava D. Pedro I, imperador que recusava-se a se submeter à Constituição de 1824, outorgada por ele próprio.

“Se não é a liberdade de imprensa, que faça chegar os gemidos dos oprimidos ao ouvido dos imperantes, quem o fará?”. Líbero Badaró lembrava há quase dois séculos que não somente as instituições políticas devem os seus maiores progressos à liberdade de imprensa: “As artes, as ciências, a civilização toda é intimamente ligada a ela”. Que ministros da mais alta corte do País jamais voltem a vilipendiar, além da Constituição, as próprias páginas da história. STF, afaste da imprensa esse “cale-se”.

Blog do Henrique Barbosa


Recife sedia programação para o Dia Mundial da Criatividade

Evento gratuito garante palestras e oficinas no Recife e em outras 52 cidades, na próxima segunda-feira (22)

Em todo o mundo, o dia 21 de abril (domingo) é reconhecido como o Dia Mundial da Criatividade. E, para celebrar esta data, 53 cidades brasileiras recebem, na segunda-feira (22), uma programação com diversas apresentações artísticas, palestras e workshops gratuitos. A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer, promove a participação de empreendedores ligados à economia e ao turismo criativo.

As atividades da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer serão no SinsPire Arsenal, no Bairro do Recife. Das 9h às 19h, o evento conta a exposição dos negócios incubados no Prêmio Recife Gerando Conhecimento, projeto da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer que premia os melhores trabalhos acadêmicos nas categorias: Artigo científico; Projetos de Intervenção e Modelagem de Negócios.

A partir das 9h, começa a palestra com Roderick Jordão, cicloativista e coordenador da Ameciclo, sobre Cicloturismo, Redes e Inovação; às 9h30, uma conversa com Aline Feitosa, do Pequeno Latifúndio; às 10h, Aslan, Deivison e Índio Recife Original Style. À tarde, a partir das 14h, é a vez da dupla da Rede Nacional de Turismo Criativo (Recria), Karina Zapata e João Paulo. Juntos, vão falar sobre construção colaborativa de experiência de turismo criativo na cidade.

O World Creativity Day (Dia Mundial da Criatividade) entrou para o calendário oficial das Organizações das Nações Unidas (ONU) em 2017, com a intenção de apresentar a importância da inovação e desenvolvimento sustentável. Neste ano, além de englobar 17 estados brasileiros, o DMC acontece também em Portugal, Alemanha e Sérvia.

A estimativa é atrair um público de mais de 65 mil pessoas no Brasil, com palestras, mesas e oficinas, mostrando as várias vertentes da criatividade: arte, inovação, economia, tecnologia, educação, negócios, entre outros. Em Recife são esperadas mais de 1.000 pessoas no Teatro RioMar Recife, SEBRAE Lab, CESAR School e SinsPire, uma realização da CRIARH Consultoria, com apoio da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer da Prefeitura do Recife.

Ao todo, serão 23 atividades, contabilizando quase 30 horas de atividades e 10 horas de exposição em 4 locais diferentes da cidade.

A programação é gratuita, mas para participar é necessário que os interessados se inscrevam acessando o site www.worldcreativityday.com/brazil/recife/atividades, até o dia do evento.

Serviço

Dia Mundial da Criatividade 2019

Data: 22 de abril (segunda-feira), das 9 horas às 21 horas.

Locais: Teatro RioMar Recife, SEBRAE Lab, CESAR School e SinsPire.

Entrada gratuita

Mais informações: www.worldcreativityday.com/brazil/recife/atividades


Recife Coffee confirma quarta edição com 35 cafeterias

O festival, que terá evento de lançamento no próximo dia 28, acontece de 02 de maio a 02 de junho. No roteiro, cafés do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Porto de Galinhas e Petrolina

O circuito de cafés especiais mais aguardado de Pernambuco, o Recife Coffee, confirma a realização da quarta edição de 02 de maio a 02 de junho. Neste ano, participam 35 cafeterias do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Porto de Galinhas e Petrolina. Com organização da Associação dos Empresários de Cafeterias de Especialidade de Pernambuco (ASCAPE), o festival será lançado no próximo dia 28, no “Café na Rua”, no Recife Antigo, com oficinas, palestras, venda de produtos e distribuição gratuita de mais de 3 mil cafezinhos.

Com a proposta de fortalecer o mercado de cafeterias autorais, com atendimento mais próximo do cliente e que trabalham com grãos especiais, o festival surgiu com o famoso “cartão infidelidade”. “Sete amigos e donos de cafeterias do Recife tiverem a ideia de ‘trocar os clientes’ e fazer um mini-circuito, em 2015, tendo o objetivo de desenvolver o hábito de tomar café especial. Deu tão certo que, em 2016, virou festival, com a participação de 15 estabelecimentos. De lá pra cá, só cresceu”, lembra a presidenta da ASCAPE, Roberta Araújo.

Cresceu tanto que o evento foi ultrapassando as fronteiras do Recife a cada edição. Entram no circuito Olinda (Olinda Café e Zoco Café), Jaboatão dos Guararapes (Fridda Café) e Porto de Galinhas (Moinho do Porto e Café da Moeda). Neste ano, o festival chega ao sertão, com a participação do Café de Bule, de Petrolina. Já Ella Café, Amai Café, Castigliani, Coffee Cube e Confitaria Cake and Coffee são cafeterias recifenses que também fazem parte do festival pela primeira vez.

Na capital pernambucana, as veteranas são: A vida é bela, Café com dengo, Café do Bonde, Café do Brejo, Café Lumiére, Café mais Prosa, Cordel Cafés, Dom Afonso Café, Ernesto Café, Fervo Coffee Shop, GrãoCheff, Kaffe, Lalá Café e Cozinha Afetiva, Leiva Café, Livraria da Praça, Livraria Jaqueira, Mon Cher, Malakoff, Na Venda Café, Orgânico 22 e Tokyo’s Café. A sugestão do barista, oferecida por todas as cafeterias participantes custa R$ 25,90, incluindo um café, um salgado e uma sobremesa.

Nesta edição, a expectativa da organização é que 55 mil pessoas circulem pelas cafeterias durante o período do festival. “Ano passado, foram movimentados R$ 520 mil, aproximadamente, com a venda de 20 mil sugestões do menu especial fechado do festival.

Na edição, a previsão de crescimento é de 10%, em relação a 2018. Mas, indiretamente, o evento movimenta bem mais, pois as pessoas acabam consumindo outros produtos das cafeterias, durante visitas motivadas por causa do Recife Coffee”, explica Roberta.

Assim, a partir da união desses estabelecimentos, o festival também mostra a força do pequeno negócio. Entre as regras para uma cafeteria participar do festival, a casa tem que ter um barista, profissional especializado em extrair as melhores características do café, e não pode ser franquia. Espaços interessados em participar da próxima edição podem entrar em contato com a ASCAPE, através do e-mail recifecoffeeoficial@gmail.com.

O festival conta com parceria do Sebrae, apoio da Prefeitura do Recife e patrocínio da Atilla, CoffeeBar, Koar, Pressca, Santa Rita, Bela Vista e Terra Alta. Mais informações sobre o quarto Recife Coffee no Instagram @recifecoffeoficial (https://www.instagram.com/recifecoffeeoficial/).

SERVIÇO | RECIFE COFFEE 2019

Lançamento (Café na Rua): domingo, 28 de abril de 2019, das 9h às 16h, na av. Rio Branco, Bairro do Recife, Recife (PE)

Período oficial: de 02 de maio a 02 de junho de 2019

Valor da sugestão do barista: R$ 25,90 (café + salgado + sobremesa)

Realização: Associação dos Empresários de Cafeteria de Especialidades de Pernambuco (ASCAPE)

Informações: recifecoffeeoficial@gmail.com

CAFETERIAS PARTICIPANTES

>> JABOATÃO DOS GUARARAPES

Fridda Café

De terça, a domingo, das 14h às 21h, nas av. Bernardo Vieira de Melo, 6026, Loja 01, Candeias, Jaboatão dos Guararapes | 81 3352.2044

OLINDA

Olinda Café

Todos os dias, das 15h às 22h, na Rua Tertulliano Francisco Feitosa, 45, Loja 05, Casa Caiada, Olinda

Zoco Café

De terça a domingo, das 16h às 21h, na av. Gov. Carlos de Lima Cavalcante, 1828, Casa Caiada | Atrás da Praça da Bíblia, Casa Caiada, Olinda | 81 98169.5597

>> PETROLINA

Café de Bule

De segunda a sexta, das 14h às 22h, e sábado e domingo, das 17h às 22h, na Rua Antônio Santana Filho, 353, Centro, Petrolina | 87 99943 8087

>> PORTO DE GALINHAS (IPOJUCA)

Café da Moeda 

De segunda e terça, das 14h às 22h, e de quarta a domingo, das 09h às 23h, na Rua das Piscinas Naturais, Quiosque 01, Porto de Galinhas, Ipojuca | 81 99869.2233

Moinho do Porto

De quarta a segunda, das 11h às 15h e das 18h às 22h, na Rua das Piscinas Naturais, 89 Galeria Bantu, Loja 18, Porto de Galinha, Ipojuca | 81 99217.9782

>> RECIFE

Amai Café

De terça a sexta, das 14h às 20h, e sábado e domingo, das 15h às 20h, na Rua Amaro Gomes Poroca, 154, Várzea, Recife | 81 99711.0064

A vida é bela (Derby)

De segunda a sábado, das 12h às 20h, na Rua Amaro Bezerra, 466, Derby, Recife | 81 99921.1239

A vida é bela (Várzea)

De terça a sexta, das 12h às 20h30, e sábado e domingo, das 15h às 20h30, na Rua Francisco Lacerda, 394, Pátio da Igreja Matriz da Várzea, Várzea, Recife | 81 99921.1239

Café com dengo

De segunda a sexta, das 11h às 20h, e sábado, das 12h às 21h, na Rua Teles Júnior, 489, Aflitos, Recife | 81 3129.9030

Café do Bonde

De segunda a sexta, das 7h às 17h30, e sábado, de 7h às 14h30, na Rua Dr José Maria sn Mercado da Encruzilhada, Encruzilhada, Recife, | 81 98401.3363

Café do Brejo

De segunda a sexta, das 12h às 21h, na Rua Capitão Lima, 20, Santo Amaro, Recife | 81 3423.6964

Café Lumiére

De segunda a sexta, das 10h às 20h, na Rua da União, 563, Boa Vista, Recife | cafelumiererecife@gmail.com

Café mais Prosa          

De segunda a sexta, das 13h às 21h, e sábado e domingo, das 14h às 21h, na Rua Barão de Itamaracá, 284, loja 4, Galeria Chalé, Espinheiro, Recife | (81) 3048.4008

Castigliani (Parnamirim)

De terça a sexta, das 13h às 21h, e sábado, domingos e feriados, das 9h às 21h, na Estrada do encanamento, 323, Parnamirim | 81 3037.6811

Castigliani (Derby)

De domingo a domingo – 13h às 21h, na Rua Henrique Dias, 609, no Cinema da Fundação, 1º andar, Derby, Recife

Coffee Cube

De segunda a quinta, das 12 às 22h, sexta e sábado, das 12h às 23h, e domingo, das 12h às 21h, na Rua José Bonifácio, 747, Mercado da Torre, Torre, Recife | 81 99203.3952

Confitaria Cake and Coffee

De terça a sexta, das 12h às 20h, sábado, das 15h às 20h, e domingo 9h às 20h, na Rua Dona Ada Vieira, 61, Casa Forte, Recife | 81 3877.3533

Cordel Cafés                

De terça a quinta, das 16h às 21h, e sexta a segunda, das14h às 21h, na Rua do marques, 43, Parnamirim, Recife | 81 3204.0144

Dom Afonso Café        

De segunda a terça, das 10h às 20h, quarta a sexta, das 10h às 21h, e sábado, das 12h às 19h, na Rua Afonso Pena, 359, Santo Amaro, Recife | 81 3090.7007

Ella Café

De terça a domingo, das 15h às 21h, na Rua Carlos Pereira Falcão, 322, Boa Viagem, Recife | 81 3071.5986

Ernesto Café

De segunda a sexta, das 10h às 20h, sábado, das 9h às 20h, e domingo, das 15h às 19h, na Rua do Espinheiro, 280, loja 5, Espinheiro | (81) 3127.6658

Fervo Coffee Shop      

De terça e quarta, das 11h30 às 22h, quinta, das 11h30 às 0h, sexta e sábado, 11h30 às 3h, e domingo, das 11h30 às 22h, na Rua Dr. Luiz Inácio Pessoa de Melo (em frente ao RM Express, 305), Setúbal, Recife | 81 3129.8579

GrãoCheff                     

De segunda a sexta, das 8h às 21h, e sábado e domingo, das 15h às 21h, na Rua da Hora 497, Espinheiro, Recife | 81 3071.8384

Kaffe                              

De segunda a sexta, das 13h às 20h, e sábado e domingo, das 14h às 20h, na av. Conselheiro Aguiar, 2178, loja 01, Boa Viagem, Recife | 81 3132.2522

Lalá Café e Cozinha Afetiva          

De terça a sexta, das 15h às 21h, e sábado e domingo, das 15h às 20h, na Rua Amélia, 470, Graças, Recife | 81 3426.6708

Leiva Café

De segunda a sexta, das 8h às 20h, sábado, das 11h às 21h, e domingos, das 15h às 21h, na Rua da hora, 806-A, Espinheiro, Recife | 81 3033.4654

Livraria da Praça

De segunda a domingo, das 8h às 20h30, na Praça de Casa Forte, 454, Casa Forte, Recife | 81 3019.0259

Livraria Jaqueira          

De segunda a sábado, das 8h às 21h, e domingo, das 10h às 19h, na Rua Antenor Navarro, 138, Jaqueira, Recife | 81 3265.9455

Mon Cher

De segunda a sexta, das 9h às 20h, e sábado, das 12h às 17h, na Rua Afonso Pena, 96 – Santo Amaro, Recife | 81 30387755

Malakoff (Paço)

De terça a sexta, das 9h às 17h, e sábado e domingo, das 14h às 18h, na Praça do Arsenal da Marinha, S/N, Bairro do Recife | contato@malakoffcafe.com.br

Malakoff (Prado)

De segunda a sexta, da 12h às 20h, e sábado, das 15h às 22h, na av. Abdias de Carvalho, 1142, Prado, Recife | contato@malakoffcafe.com.br

Na Venda Café

De terça a sábado, das 9h às 20h, e domingo e segunda, da 14h às 20h, na Rua Amélia, 373, Loja 02, Graças, Recife | 81 32425652

Orgânico 22

De quarta a domingo, das 17h às 21h, na Rua Doze de Outubro, 15B, Graças, Recife | 81 99283.6085

Tokyo’s Café

De terça a domingo, da 15h às 22h, na Avenida Doutor Malaquias, 79, Graças, Recife | 81 3426.1610


Navio MS Sirena encerra oficialmente a temporada de cruzeiros no Recife

Entre novembro de 2018 e abril de 2019 quase 30 mil passageiros desembarcaram no Porto do Recife, incrementando o turismo no Estado.

O último navio da temporada de cruzeiros 2018/2019 atraca no Porto do Recife, no domingo de Páscoa (21). O MS Sirena encerra o ciclo de navios de cruzeiros, na cidade, que iniciou no dia 20.11.18 e que ao longo destes cinco meses trouxe ao Porto do Recife 20 navios e 29.115 passageiros, um número cerca de 15% maior em relação a temporada 2017/2018.

Para receber os turistas no Terminal Marítimo de Passageiros, durante todo o período, foi montada uma grande operação conjunta com a Secretaria de Turismo do Estado, Empetur, Prefeitura da Cidade, CTTU, bombeiros, polícia militar, entre outros órgãos e instituições.

O navio MS Sirena está previsto para às 7h da manhã e vai atracar no cais 2 do ancoradouro recifense, com cerca de 600 passageiros e 400 tripulantes à bordo. A embarcação de bandeira das lhas Marshal e com e 181m de comprimento vem do Rio de Janeiro e após a escala no Recife segue para Natal.

O navio de cruzeiro estava previsto para o dia 23, mas em virtude do cancelamento de duas escalas antecipou a chegada. O Sirena deve permanecer no Recife cerca de 12h, com previsão de saída às 17h. Nesse tempo os passageiros devem fazer passeios por diversos pontos da capital pernambucana e cidades circunvizinhas.

Tradicional no cenário turístico de Pernambuco, “os cruzeiros movimentam um público de milhares de pessoas a cada ciclo. São visitantes que embarcam e desembarcam no Porto do Recife seguindo em viagens nacionais e internacionais. Esse trânsito de passageiros ocorre desde o século XVI e de forma mais estruturada a partir de 1918, com o surgimento do Porto Organizado”, ressalta o presidente do Porto, Carlos Vilar.

PERFIL DOS CRUZEIRISTAS

Os turistas de cruzeiros dividem-se, basicamente, em dois grupos: os que estão em trânsito – deixam o navio por algumas horas para visitar a cidade e voltam ao cruzeiro para seguir viagem – e aqueles que de fato desembarcam ou embarcam na região.

De acordo com pesquisa realizada pela Empetur, entre novembro de 2018 e janeiro deste ano, a maioria dos turistas que chega ao Recife nos cruzeiros é estrangeira (79,90%). Dentre os visitantes, as mulheres representam 61,85% e os turistas acima de 65 anos correspondem a 45,78%. Muitos desses passageiros aportam na capital pernambucana pela primeira vez (63,05%) e a primeira impressão parece ser muito boa, pois 86,45% recomendam a cidade aos amigos.

De forma geral, o tempo que o viajante permanece na capital é de 4h, gastam, em média, R$ 238,15 e 71,49% expressam desejo de retornar ao Recife. Entre os itens considerados de maior destaque, os turistas ressaltaram a arquitetura, a hospitalidade, as praias e a gastronomia.


Rio Ave comemora procura por imóvel de alto padrão no Recife

Na disputada Avenida Boa Viagem, a Rio Ave já vendeu, em dez dias, 90% de novo residencial de grande metragem, com 44 apartamentos

A busca por imóvel de alto padrão está em alta. Em 10 dias de lançamento, já foram vendidos 90% do novo residencial da Rio Ave, na Avenida Boa Viagem.

Localizado próximo ao Primeiro Jardim, o empreendimento – que marca os 50 anos de atuação do grupo pernambucano no mercado e leva o nome do fundador, Alberto Ferreira da Costa – terá 44 apartamentos e uma cobertura, distribuídos em 30 pavimentos.

O imóvel tem plantas com 158m² e 322m². “O projeto que rompe com tudo o que já fizemos. É arrojado e com a sofisticação nos acabamentos que é padrão Rio Ave”, ressalta Alberto Ferreira da Costa Júnior, diretor comercial.

Como diferencial, traz suítes à beira-mar equipadas com banheira, generosas varandas com deck e hidromassagem, além de espaço gourmet e itens de segurança e automação.

As áreas comuns do Alberto Ferreira da Costa trazem novidades como box de crossfit, quintal lúdico, horta orgânica e circuito pet. Tem ainda espaço Kids, terraço grill, piscina com borda infinita, spa, sauna, salão de festas modulável, salão gourmet e bicicletário.

Entre as iniciativas sustentáveis do empreendimento estão a estação para recarga de automóveis elétricos, espaço para descarte seletivo, irrigação automatizada com reuso de água e iluminação em LED nas áreas comuns.

Algomais


Tu lembra da Soparia e das histórias da efervescência do Pina na década de 90?

Foto: reprodução

Todo mundo que viveu no Recife na década de 1990, se não frequentou, pelo menos ouviu muito falar da Soparia, bar que movimentou o Pina por sete anos. Inaugurado em dezembro de 1991, o local foi palco de apresentações tanto de bandas promissoras na época — como as do Movimento Manguebeat —, quanto de atrações já consagradas, como o violonista Noite Ilustrada e o grupo Os Paralamas do Sucesso.

O bar na Av. Herculano Bandeira, que havia sido concebido para ser uma opção para tomar sopa na madrugada, acabou se tornando rapidamente o lugar da efervescência cultural da cidade e assim ficou até meados de 1999, quando seu idealizador, Roger de Renor, decidiu parar as atividades.

“Eu sempre digo que decidi abrir a Soparia em causa própria”, revela Roger. “Eu sempre reuni muitos amigos nas festas em minha casa, em Boa Viagem, aí resolvi sair do trabalho que eu tinha numa gravadora pra abrir um lugar onde eu pudesse receber meus amigos na madrugada, depois das festas”, conta.

“Foi aí que eu encontrei uma forma de viver sem ter de trabalhar, porque eu me divertia no trabalho”, lembra antes de enumerar as atrações que já passaram pelo palco da Soparia. “Com pouco tempo, a galera começou a pedir pra tocar lá de graça, aí eu comecei a colocar o som e cobrar couvert. O cliente que não quisesse pagar ficava em pé”, conta.

“Aí era Mestre Ambrósio, Cascabulho, Valmir Chagas, Maracatu Nação Pernambuco. Cara, Os Paralamas do Sucesso saíram de um show no Abril Pro Rock e ficaram lá no bar, tocaram sem cobrar nada”, recorda.

O salão da Soparia foi, de fato, um local para a difusão de muitas atrações da cena musical do Recife, mas seu idealizador afasta a responsabilidade pela efervescência cultural daquele momento. “Foi tudo coincidência. Eu abri a Soparia justamente no momento em que a cidade passava por aquela transformação. Eu acredito que a Soparia foi útil naquele processo, mas não a responsável”, analisa.

“Enquanto surgiam aquelas bandas, as festas e o Abril Pro Rock, a Soparia era um lugar onde aqueles atores se encontravam. Se não fosse na Soparia, seria em outro lugar. Meu trabalho era botar o som do momento para tocar. Eu pegava aquelas radiolas de ficha e tirava uns discos para colocar os da galera daqui”, continua.

Como forma de divulgar as bandas que ainda não tinham espaço no cenário, Roger promovia o festival Abrindo o Gás, que acontecia às vésperas do Abril Pro Rock. “Era massa, porque tinha banda que chegava dois dias antes do Abril e ia pra Soparia pra ver o que tinha de novo. Eu brincava que aquelas eram as bandas que estariam na próxima edição do Abril”, comenta.

Hora de parar

Em 1999, o sucesso da Soparia repercutia pela região do hoje Polo Pina, que já via o nascimento de outros bares. “As pessoas passaram a entender que aquilo era um polo e começaram a colocar bar na vizinhança, mas não era. A movimentação era por causa da Soparia. Aí foi ganhando o formato que é hoje, com aquele portal na entrada e cada estabelecimento que faça o seu sem pensar em nada conjunto. Por isso que eu fechei, porque entendi que não cabia mais”, explica Roger.

Em 25 de março de 1999, uma festa com show de Cordel do Fogo Encantando foi marcada para festejar o encerramento da Soparia. Frequentador do local, o jornalista e crítico de cinema Luiz Joaquim registrou a noite, que pode ser conferida no vídeo abaixo:

Hoje, o prédio onde se instalava a Soparia não existe mais. Foi desapropriado e faz parte de um terreno sem atividade. Já Roger, por sua vez, lembra da época com o devido orgulho. “O lucro que eu tive foi o reconhecimento que as pessoas têm por causa da Soparia. Não fiquei rico, porque a Soparia era minha diversão e permitia a minha sobrevivência. Eu posso dizer que vivi naquela época – e vivo hoje – sem trabalhar, porque eu não encarava a Soparia como um trabalho. Eu sobrevivia me divertindo”, encerra.

PorAqui


Coral Pró-Criança faz vaquinha online para custear turnê na Europa

Coral Pró-Criança – Crédito: Divulgação

O Coral do Movimento Pró-Criança está prestes a embarcar para a primeira turnê na Europa.

O grupo de crianças e jovens da ONG foi convidado para apresentações em cinco cidades na França e pede ajuda para custear a viagem.

Foi criada uma vaquinha online para captação de recursos e também é possível colaborar através de conta bancária. 

Para colaborar acesse: www.vakinha.com.br/vaquinha/coral-do-pro-crianca-na-franca.


Cake & Bake abre nova unidade no Shopping RioMar


Crédito: Divulgação

As empresárias Joanna Alexandre e Paula Ardanza trazem mais uma novidade para o mercado de bolos e confeitaria pernambucano. A dupla inaugura, em julho, a mais nova unidade da Cake & Bake, dessa vez no shopping RioMar.

A marca terá um espaço no piso L2, onde ficam as marcas grifadas internacionais, como Gucci e Dolce & Gabbana, com espaço para 50 lugares.

A marca recifense investe em ingredientes diferenciados e pouco encontrados no mercado como o chocolate ruby, além de receitas veganas, sem glúten, sem lactose e produtos orgânicos.


Copergás estuda alternativa à Petrobras

Chamada pública lançada por sete estados nordestinos para em busca de novos fornecedores de gás natural recebeu 23 propostas

Gás natural

O fornecimento de gás natural pode perder o monopólio da Petrobras no Nordeste no próximo ano. É que foi finalizada a chamada públicafeita pela Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), em conjunto com as distribuidoras dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe, para atrair outros playeres para o setor.

E nove empresas diferentes, entre grupos nacionais e internacionais, apresentaram 23 propostas, contemplando 38 modalidades de suprimentos, para a região.

Todas as propostas recebidas estão em análise de aderência e conformidade ao edital de cada concessionária. Elas só devem ser publicadas ao final da avaliação, que deve durar entre três e quatro meses. Mas a Copergás já adianta que alguma dessas propostas pode ser levada adiante em Pernambuco.

“O que é importante da chamada pública é a abertura de mercado, que pode trazer benefícios para o consumidor”, explicou o assistente da diretoria técnica e comercial da Copergás, Fábio Morgado, lembrando que a iniciativa busca reduzir o preço do gás natural para o consumidor no curto prazo. No Estado, por exemplo, só a indústria consome 1,5 milhão de metros cúbicos de gás por dia.

A Copergás lembra, por sua vez, que, apesar de o preço ser um fator importante, outras características como a segurança no fornecimento do gás serão levadas em conta. Nessa análise, as distribuidoras vão escolher, portanto, as melhores propostas.

Podem ser contratos exclusivos com empresas privadas ou contratos mistos, que contemplem diversas companhias. Até a Petrobras pode ser contemplada. É que a estatal, que hoje fornece 100% do gás natural consumido em Pernambuco, foi uma das empresas que apresentaram propostas de fornecimento na chamada pública do Nordeste. Vale lembrar que a estatal está incentivando a competitividade em outros setores do mercado brasileiro de combustíveis, como o do refino.

A implantação do novo modelo de fornecimento, contudo, só deve ocorrer em 2020. Mesmo assim, o presidente da Copergás, André Campos, diz que a finalização da chamada pública abre a possibilidade de expansão da distribuição do combustível no Estado. “A interiorização do gás natural, que era um projeto a longo prazo, torna-se um projeto de médio prazo”, afirmou Campos, indicando que a abertura de mercado pode possibilitar uma maior ramificação na distribuição do gás natural no Estado já no ano que vem.

Segundo Morgado, “a concorrência pode gerar mais investimentos e opções no transporte para o interior”. Ele lembrou que já existem projetos para gasodutos que levem o gás para cidades como Garanhuns e Petrolina a partir de 2020.

Por: Mário Fontes, da Folha de Pernambuco


Anac vai desativar postos de atendimento presencial no Recife e outros 14 aeroportos

Os locais serão substituídos por pontos de autoatendimento, segundo o órgão regulador.

Aeroportos

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vai desativar, em junho, os postos de atendimento presencial a passageiros que mantém hoje em 15 aeroportos.

Os locais serão substituídos por pontos de autoatendimento, segundo o órgão regulador. A troca será feita devido à baixa demanda pelo serviço e para economizar recursos públicos, de acordo com a Anac.

A previsão é que a agência gaste, em média, R$ 400 mil por ano com o autoatendimento em 24 terminais, ante os R$ 4 milhões que os 15 postos presenciais custam hoje.

O serviço é prestado atualmente por profissionais terceirizados nos aeroportos de Recife, Brasília, Confins, Congonhas, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Galeão, Guarulhos, Manaus, Natal, Porto Alegre, Salvador, Santos Dumont e Viracopos.

Os funcionários “apenas fazem o registro da manifestação do passageiro no sistema www.consumidor.gov.br ou oferecem acesso ao computador para que o próprio passageiro possa fazê-lo”, afirmou o órgão em nota.

Com a redução do gasto, a Anac diz que terá maior capacidade “para manter a fiscalização das operações nos aeroportos por meio de operações especiais e vigilância continuada”.

Os totens de autoatendimento serão instalados em maio e estarão disponíveis para busca de informações e envio de reclamações às empresas aéreas.

A decisão está alinhada a uma tendência mundial, segundo Gustavo Kloh, professor da FGV Direito e especialista em direito do consumidor.

“O serviço presencial é um custo que pode ser facilmente cortado, desde que sejam mantidas outros canais aos quais o passageiro possa recorres, como e-mail e números de telefone. As reclamações mais complexas podem ser direcionadas a esse tipo de serviço”, afirma Kloh.

O prazo de um mês para a migração do modelo é considerado razoável por ele.
“No Brasil, observamos que o consumidor tem preterido os processos administrativos e tem preferido a judicialização. A explicação da Anac faz sentido”, diz Marcelo Fortes, advogado especializado em direito do consumidor.

“Diminuir a estrutura reduz custos, mas traz problemas. A Anac, como órgão regulador, deveria dar maior peso à atenção ao consumidor”, diz Cecilia Almeida, especialista em gestão pública e professora da Fespsp (Escola de Sociologia e Política de São Paulo).

“Com a medida, a agência se afasta das questões que ocorrem com o cidadão. No passado, vimos essa automatização ocorrer com as teles, e houve pressão para que o atendimento pessoal voltasse”, afirma ela.

Por: Folhapress